15/07/2020

Fiscalização apura aumento no preço de tijolos e outros itens da construção civil na pandemia

Ação do Procon e Polícia Civil quer saber se houve abuso. Denúncia citou elevação de R$ 300 para R$ 850 no milheiro de tijolos. Ação acontece nesta segunda-feira (6), em Macapá e Santana.

Equipes do Instituto de Defesa do Consumidor do Amapá (Procon) e da Polícia Civil do Amapá percorrem lojas de revenda e produção de materiais de construção em uma ação de fiscalização nesta segunda-feira (6), em Macapá Santana. Os órgãos investigam se houve aumento abusivo no preço de produtos como tijolo e cimento.

De acordo com o Procon, antes da pandemia da Covid-19, o milheiro do tijolo estava próximo de R$ 300 e agora se encontra na faixa de R$ 850 em alguns estabelecimentos. A verificação ocorreu após denúncias feitas por consumidores.

Durante as visitas, os fiscais do Procon e agentes da Delegacia de Crimes Contra o Consumidor (Deccon) solicitarão justificativa para o aumento do preço e as três últimas notas de compra e revenda do empresário.

Viatura da Polícia Civil em frente a uma loja de material de construção fiscalizada em Macapá — Foto: Wedson Castro/Rede Amazônica

Viatura da Polícia Civil em frente a uma loja de material de construção fiscalizada em Macapá — Foto: Wedson Castro/Rede Amazônica

Segundo o diretor-presidente do Procon, Eliton Franco, a elevação abusiva no preço do milheiro do tijolo pode ter a ver com a vontade do empreendedor de recuperar o prejuízo que aconteceu com a pandemia.

"Sobre o cimento, o comércio pode justificar dizendo que a indústria está com esse comportamento no mundo todo. Mas o tijolo é fabricado aqui. A energia não elevou, a mão de obra também não elevou. Porque ficou um tempo sem produzir, agora está sendo liberado, vai produzir e quer tirar todo o prejuízo rapidamente? Não dá", avaliou.

Agentes da Polícia Civil em fiscalização em loja de material de construção — Foto: Wedson Castro/Rede Amazônica

Agentes da Polícia Civil em fiscalização em loja de material de construção — Foto: Wedson Castro/Rede Amazônica

Se confirmado o aumento abusivo, o empresário pode ser autuado e multado. Além disso, dependendo do caso, o estabelecimento pode ser interditado.

As redes sociais do Procon e o número 151, com atendimento das 8h às 13h, estão disponíveis para as denúncias de qualquer prática danosa ao consumidor.

*Com informações da Rede Amazônica

Fonte  https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2020/07/06/fiscalizacao-apura-aumento-no-preco-de-tijolos-e-outros-itens-da-construcao-civil-na-pandemia.ghtml

Postado por Antônio Brito 

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