Há um silêncio específico que atravessa a
vida de muitas mães de crianças com deficiência ou autismo no Brasil.
Não é o silêncio da ausência de amor, é exatamente o oposto: é o
silêncio de quem ama tanto que não sobra tempo, nem espaço social, nem
permissão emocional para dizer que está exausta. E, quando tentam
verbalizar esse cansaço, muitas vezes esbarram numa resposta que fere
mais do que ajuda: que é frescura, que toda mãe é cansada, que ela
escolheu ser mãe e agora precisa dar conta.
A ciência não corrobora esse discurso. Ela desmente.
Uma revisão sistemática com meta-análise
conduzida por Scherer, Verhey e Kuper, publicada na revista PLOS One em
julho de 2019, reuniu dezenove estudos internacionais sobre pais de
crianças com deficiência intelectual e do desenvolvimento e constatou
que, em média, 31% desses pais apresentavam níveis elevados de sintomas
depressivos, acima do ponto de corte clínico para depressão moderada,
contra 7% entre pais de crianças sem essa condição. O mesmo estudo
identificou que a gravidade da deficiência e a menor renda familiar
estavam entre os fatores associados a níveis mais altos de sintomas
depressivos entre esses pais. Outro estudo publicado na mesma revista,
conduzido com base em pesquisa nacional japonesa sobre cuidadores de
crianças com deficiência, identificou que o apoio de familiares além do
cônjuge, incluindo avós, reduzia os efeitos negativos da deficiência do
filho sobre a saúde mental parental, e que a ausência de apoio do
cônjuge ou dos avós configurava fator de risco significativo para o
adoecimento psíquico do cuidador.
No Brasil, a literatura acadêmica caminha
na mesma direção. Artigo publicado na Revista FT, sobre os impactos
psicossociais da maternagem atípica, aponta que essas mães vivenciam
sobrecarga física e emocional significativa, marcada por sentimentos
ambíguos de amor, culpa, exaustão e impotência diante das demandas
cotidianas, e que essa sobrecarga está associada à insuficiência das
redes de apoio institucional e à fragilidade das políticas públicas
voltadas à saúde mental das cuidadoras. Uma revisão sistemática
publicada na revista ID on line, de Psicologia, chegou a conclusão
semelhante ao identificar, entre as categorias mais recorrentes na
literatura sobre mães atípicas no Brasil, a sobrecarga de cuidar, a
falta de rede de apoio, as barreiras no acesso aos serviços de saúde e o
despreparo das escolas, fatores que acarretam desgaste emocional e
comprometem a saúde mental dessas mães.
Esse conjunto de estudos, nacionais e
internacionais, converge para um ponto que merece ser dito com todas as
letras: o problema não é a maternidade atípica em si. É a ausência
estrutural de rede, institucional, familiar e comunitária. Quando essa
rede existe, o impacto emocional diminui de forma documentada na
literatura científica. Quando não existe, a mãe adoece, silenciosamente,
muitas vezes sem sequer perceber que aquilo que sente tem nome, tem
causa identificada e tem, principalmente, solução possível.
A Lei Brasileira de Inclusão e a Política
Nacional de Saúde Mental já preveem, ao menos no papel, estruturas de
apoio às famílias de pessoas com deficiência. Mas a efetividade prática
dessas políticas ainda esbarra em limitações concretas, como falta de
profissionais especializados e descontinuidade de programas municipais
de apoio.
Fica aqui um convite, mais do que uma
reflexão: se você é mãe atípica e se reconhece em cada linha deste
texto, procure apoio psicológico, procure outras mães que vivam essa
mesma realidade, procure associações e grupos de apoio na sua cidade.
Pedir ajuda não é fraqueza. É, segundo a própria evidência científica, o
fator que mais protege sua saúde mental, e, por consequência, a
qualidade do cuidado que você consegue oferecer ao seu filho. Você não
precisa sofrer calada. Você precisa, e merece, ser cuidada também.
* Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e
sustentabilidade, pesquisador e pessoa com deficiência. Com formação
complementar em Direitos das Pessoas com Deficiência pela PUC-Rio e em
Direito Antidiscriminatório, construiu sua trajetória na interseção
entre o Direito, a inclusão e a transformação social.
É idealizador e coordenador da coletânea jurídica Deficiência e os
Desafios para uma Sociedade Inclusiva, obra que reúne 90 autores e
contribuições dedicadas aos direitos das pessoas com deficiência, com
referências no STF, STJ e TST e presença em instituições como Harvard e a
Universidade de Coimbra.
Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e
revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como
UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e Ministério Público do Estado do Rio de
Janeiro. Sua experiência profissional reúne atuação nos setores público e
privado, produção intelectual e participação em iniciativas
relacionadas à inclusão, acessibilidade e direitos das pessoas com
deficiência.
Sua atuação articula conhecimento jurídico, pesquisa, experiência
institucional e vivência da deficiência, com foco em direitos das
pessoas com deficiência, acessibilidade, políticas públicas e ESG. A
partir dessa perspectiva, desenvolve pesquisas, conteúdos e iniciativas
que buscam ampliar o debate sobre inclusão e transformar conhecimento em
diálogo, participação e mudanças concretas na sociedade e nas
instituições.
Com
o resultado, a Seleção Brasileira disputará a 11ª colocação neste
sábado, 22, e pode igualar a melhor campanha do país em Mundiais. Em sua
primeira participação, em 2022, o Brasil terminou na 11ª posição, após conquistar uma única vitória na competição, sobre a Suíça, por 48 a 44.
A
comissão técnica brasileira optou por diferentes composições de line ao
longo dos quatro quartos, mantendo a partida equilibrada nos três
primeiros períodos. Na última parcial, a Colômbia abriu vantagem e
conseguiu administrar o resultado até o fim. Segundo o técnico do
Brasil, Benoit Labrecque, a estratégia faz parte do processo de testar
novas formações e dar experiência aos jogadores.
“Acredito que
voltaremos a enfrentar a Nova Zelândia, e pode ser um bom jogo, porque
já conhecemos o adversário. Espero que seja uma partida melhor para o
Brasil também, porque nossos melhores jogadores devem estar descansados.
Esperamos sair com a vitória amanhã”, disse Benoit Labrecque, técnico
da Seleção Brasileira.
Apesar de não ter avançado à fase
eliminatória da competição, a equipe brasileira segue na disputa pelas
posições finais. Neste sábado, 22, às 9h30 (horário de Brasília), o
Brasil aguarda o confronto entre Alemanha e Nova Zelândia para conhecer
seu próximo adversário.
Classificação As
quatro primeiras equipes de cada grupo avançaram às quartas de final,
que começam na tarde desta sexta-feira, 21. No Grupo A, a Austrália
garantiu a primeira colocação, seguida pelos Estados Unidos. Canadá e
Países Baixos ficaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente. A
Nova Zelândia terminou na sexta colocação.
No Grupo B, o Japão ficou com a primeira posição, seguido por Grã-Bretanha, França, Dinamarca, Alemanha e Colômbia.
Ao
fim da fase de grupos, a posição de cada seleção na tabela definiu os
confrontos das quartas de final. O primeiro colocado do Grupo A enfrenta
o quarto do Grupo B; o segundo do Grupo A encara o terceiro do Grupo B;
o terceiro do Grupo A joga contra o segundo do Grupo B; e o quarto do
Grupo A enfrenta o primeiro do Grupo B.
Neste sábado, 22, as
seleções eliminadas na fase de grupos disputam as partidas pelas
posições do 9º ao 12º lugar, enquanto as equipes classificadas jogam as
semifinais. No domingo, 23, serão realizadas as disputas pelo 5º e 7º
lugares, além das partidas pelo bronze e pelo ouro.
Sobre o Mundial Organizado
pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da
modalidade, o Campeonato Mundial reúne 12 seleções e aproximadamente 140
atletas.
Esta é a a primeira vez que a principal competição
internacional da modalidade é realizada na América do Sul. Atualmente, o
Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial.
O Mundial tem
entrada gratuita e é aberto ao público. Os interessados podem comparecer
ao Centro de Treinamento Paralímpico, na zona sul de São Paulo, para
acompanhar os jogos da Seleção Brasileira e das demais equipes
participantes.
Imprensa Os
profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial
de rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com
os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas Datas: de 17 a 23 de agosto Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB) Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Campanha
acontece neste sábado, 22 de agosto, beneficiará 69 projetos de 49
instituições e já arrecadou mais de R$ 445 milhões desde sua criação
Neste sábado, 22 de agosto, acontece o McDia Feliz 2026, e a Casa Ronald McDonald Brasil intensifica
a mobilização para uma das maiores campanhas solidárias do país. A
iniciativa reúne voluntários, empresas, franqueados, colaboradores e
consumidores em uma grande rede de apoio para fortalecer projetos que
ampliam o acesso ao tratamento de crianças e adolescentes e oferecem
suporte às famílias durante toda a jornada de cuidado.
Realizada desde 1988, a campanha já
destinou mais de R$ 445 milhões à saúde infantojuvenil no Brasil. Neste
ano, os recursos arrecadados beneficiarão 69 projetos desenvolvidos por
49 instituições em 19 estados e no Distrito Federal, alcançando todas as
cinco regiões do país.
Os investimentos apoiarão iniciativas de
diagnóstico precoce, acolhimento, hospedagem, atenção integral, melhoria
da infraestrutura hospitalar, capacitação de profissionais da saúde e
programas que ajudam famílias que precisam deixar suas cidades para
garantir a continuidade do tratamento dos filhos.
“O McDia Feliz é um movimento que mobiliza
milhares de pessoas em torno de um mesmo propósito. A cada edição vemos
voluntários, empresas, instituições e consumidores mostrando que
pequenas atitudes, quando somadas, conseguem ampliar o acesso ao
tratamento e oferecer mais dignidade para milhares de famílias. Essa
rede de solidariedade é o que torna a campanha tão importante para a
saúde infantojuvenil brasileira”, afirma Bianca Provedel, CEO da Casa
Ronald McDonald Brasil.
Muito além do Big Mac
A força do McDia Feliz vai além da venda
de sanduíches. Todos os anos, a campanha mobiliza uma ampla rede de
voluntários que atua na venda antecipada de tíquetes, na divulgação da
iniciativa, na organização de ações locais e no engajamento de empresas,
escolas e comunidades.
Essa mobilização permite que os recursos
arrecadados cheguem a projetos que apoiam crianças e adolescentes em
diferentes etapas do tratamento, desde o diagnóstico precoce até o
acolhimento das famílias durante longos períodos de internação.
Segundo estimativas do Instituto Nacional
de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 7.560 novos casos
de câncer infantojuvenil por ano entre 2026 e 2028. Embora as chances de
cura possam chegar a 80% quando o diagnóstico acontece precocemente e o
tratamento é realizado em centros especializados, muitas famílias ainda
enfrentam dificuldades para permanecer próximas dos filhos durante esse
período.
“Quando falamos em tratamento, falamos
também de permanência. Muitas famílias precisam viajar centenas de
quilômetros, deixar trabalho, casa e rotina para acompanhar seus filhos.
Por isso investimos em uma rede que oferece hospedagem, alimentação,
transporte, acolhimento e apoio durante todo esse processo. Cada projeto
apoiado pelo McDia Feliz ajuda a reduzir essas barreiras e permite que
mais crianças consigam seguir o tratamento”, destaca Bianca.
Ainda dá tempo de participar
A 38ª edição do McDia Feliz será realizada no dia 22 de agosto, e os tíquetes antecipados já estão disponíveis por R$ 21 no site oficial da campanha, www.mcdiafeliz.org.br. Cada tíquete poderá ser trocado por um Big Mac nos restaurantes participantes do McDonald’s em todo o Brasil no dia da ação.
Além da compra antecipada dos tíquetes,
consumidores também podem contribuir adquirindo os produtos oficiais da
campanha, cuja renda é revertida para os projetos beneficiados.
Quem deseja participar de forma ainda mais
ativa também pode se cadastrar como voluntário e apoiar a mobilização
em diferentes frentes da campanha.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas em Link.
A lista completa dos projetos e instituições apoiados pelo McDia Feliz 2026 está disponível em: Link.
Impacto nacional
Ao longo de 27 anos, a Casa Ronald
McDonald Brasil já investiu mais de R$ 445 milhões na saúde
infantojuvenil, apoiou mais de 2.100 projetos em 111 instituições
brasileiras e impactou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e
adolescentes.
Somente no último ano, mais de 7 mil
profissionais e estudantes da saúde foram capacitados em diagnóstico
precoce, mais de 9 mil pessoas passaram pelos Espaços da Família Ronald
McDonald instalados em hospitais parceiros, 1.201 famílias foram
acolhidas nas Casas Ronald McDonald, 2.343 deslocamentos foram
realizados para garantir o acesso ao tratamento, 5.293 cestas de
alimentos e 13.415 suplementos nutricionais foram distribuídos às
famílias atendidas.
Sobre a Casa Ronald McDonald Brasil
A Casa Ronald McDonald Brasil,
anteriormente conhecida como Instituto Ronald McDonald, é uma
organização social sem fins lucrativos, mantida por doações de pessoas
físicas e jurídicas, que atua para que famílias possam permanecer ao
lado de crianças e adolescentes durante o tratamento de saúde. Desde
1999, a organização trabalha para remover barreiras que dificultam o
acesso e a continuidade do tratamento, oferecendo apoio às famílias
desde o diagnóstico precoce até diferentes frentes de acolhimento e
cuidado. A atuação inclui iniciativas de treinamento de profissionais da
saúde, hospedagem, alimentação, apoio psicossocial e espaços de
acolhimento dentro de hospitais parceiros em diferentes regiões do
Brasil.
Ao longo de sua trajetória, a Casa Ronald
McDonald Brasil já beneficiou diretamente mais de 3,3 milhões de
crianças e jovens em todo o país, treinou mais de 50 mil profissionais e
estudantes da saúde em diagnóstico precoce e apoiou mais de 2 mil
projetos de 111 instituições de norte a sul do Brasil.
Especialistas
alertam que dificuldades motoras, alterações na caminhada e problemas
de consciência corporal podem favorecer deformidades posturais e
impactar a qualidade de vida de pessoas com TEA
Quando se fala em Transtorno do Espectro
Autista (TEA), a atenção costuma se concentrar nos desafios relacionados
à comunicação, interação social e comportamento. No entanto, existe uma
dimensão frequentemente negligenciada do autismo que pode acompanhar a
pessoa desde a infância: as alterações motoras e posturais.
Dificuldades de equilíbrio, coordenação
motora, consciência corporal e até mudanças no padrão de caminhada — a
chamada marcha — são mais comuns entre pessoas com TEA do que muitos
imaginam. Quando não identificadas precocemente, essas alterações podem
favorecer compensações musculares, desalinhamentos e até deformidades
posturais ao longo da vida.
A neuropsicopedagoga especialista em
autismo Silvia Kelly Bosi explica que o desenvolvimento motor precisa
receber a mesma atenção dada aos demais aspectos do transtorno.
“Durante muito tempo, as alterações
motoras foram tratadas como uma característica secundária do autismo.
Hoje sabemos que elas podem impactar diretamente a autonomia, a
funcionalidade e a qualidade de vida da pessoa. O corpo também comunica
sinais importantes que não podem ser ignorados”, afirma.
O que a ciência já sabe sobre a marcha no autismo
Pesquisas internacionais demonstram que
crianças e adolescentes com TEA podem apresentar padrões de marcha
diferentes dos observados em indivíduos neurotípicos. Entre as
características descritas na literatura científica estão menor
estabilidade corporal, alterações no comprimento dos passos,
dificuldades de coordenação, mudanças na distribuição do peso durante a
caminhada e maior esforço para manter o equilíbrio.
A fisioterapeuta Nathalia Barreto Castro
Leitão explica que essas alterações não estão relacionadas apenas à
forma de caminhar, mas refletem desafios mais amplos no controle motor e
na percepção do próprio corpo.
“A marcha depende da integração entre
equilíbrio, coordenação, força muscular, planejamento motor e
processamento sensorial. Quando existe alguma dificuldade nesses
sistemas, podem surgir padrões compensatórios que afetam a mobilidade, a
postura e a participação da criança em atividades do dia a dia. Por
isso, a avaliação precoce é tão importante”, explica.
Uma revisão publicada no Research in Autism Spectrum Disorders identificou que alterações motoras estão entre os achados mais consistentes no espectro autista. Já estudos divulgados no Journal of Autism and Developmental Disorders apontam déficits de controle postural e equilíbrio como características frequentemente observadas nessa população.
Segundo Silvia, esses sinais nem sempre são percebidos por familiares ou profissionais porque costumam surgir de forma gradual.
“Muitas vezes os pais observam que a
criança tropeça com frequência, anda de forma diferente, apresenta
desalinhamentos corporais ou dificuldade para realizar movimentos
simples. Como o foco normalmente está em outras demandas do autismo,
essas questões podem acabar sendo subestimadas”, explica.
Nathalia acrescenta que quedas frequentes,
dificuldade para correr, pular ou manter o equilíbrio devem servir como
sinais de alerta.
“Muitas famílias acreditam que essas
dificuldades fazem parte apenas do perfil da criança, quando na verdade
podem indicar alterações motoras que merecem acompanhamento
especializado. Quanto mais cedo essas questões são identificadas,
maiores são as possibilidades de intervenção e desenvolvimento
funcional”, destaca.
Consciência corporal: uma habilidade essencial para o desenvolvimento
Outro fator importante é a consciência
corporal, capacidade que permite reconhecer a posição, os movimentos e
os limites do próprio corpo no espaço.
Em pessoas com TEA, alterações sensoriais
podem interferir nesse processo, dificultando a percepção de postura,
equilíbrio e movimento. Como consequência, surgem padrões compensatórios
que podem sobrecarregar músculos e articulações.
“A conscientização corporal ajuda a pessoa
a entender como seu corpo funciona e como ele se relaciona com o
ambiente. Quando esse processo é estimulado adequadamente, observamos
ganhos importantes na coordenação motora, na estabilidade, na postura e
até na participação em atividades escolares, esportivas e sociais”,
destaca Silvia.
Para Nathalia, o trabalho voltado à percepção corporal tem reflexos que vão além da mobilidade.
“Quando a criança compreende melhor seu
corpo e seus movimentos, ela passa a executar atividades com mais
segurança e eficiência. Isso favorece a independência, a confiança e a
participação em diferentes contextos sociais e educacionais”, afirma.
Correções posturais podem prevenir problemas futuros
Especialistas defendem que a identificação
precoce dessas alterações permite intervenções mais eficazes, reduzindo
o risco de complicações musculoesqueléticas ao longo do
desenvolvimento.
Entre as estratégias utilizadas estão
atividades psicomotoras, exercícios voltados para equilíbrio,
coordenação e organização motora, além de abordagens que estimulam a
integração sensorial e a percepção corporal.
“Não se trata apenas de corrigir uma
postura inadequada. O objetivo é ensinar o cérebro a construir padrões
motores mais eficientes. Quanto mais cedo isso acontece, maiores são as
chances de prevenir compensações que podem gerar deformidades ou
limitações funcionais no futuro”, explica Silvia.
Segundo Nathalia, a fisioterapia também
desempenha papel importante na prevenção de sobrecargas e dores
decorrentes de padrões inadequados de movimento.
“Quando uma alteração postural ou de
marcha não é identificada precocemente, o corpo cria mecanismos de
compensação para realizar determinadas tarefas. Com o passar dos anos,
isso pode gerar sobrecarga muscular, desconfortos e limitações
funcionais. O acompanhamento fisioterapêutico busca justamente promover
movimentos mais eficientes, seguros e saudáveis”, ressalta.
Estudos reunidos em revisões sistemáticas
mostram que programas estruturados de intervenção motora podem promover
melhorias significativas no controle postural, na coordenação global e
nas habilidades funcionais de crianças com TEA.
Um olhar além do comportamento
Para Silvia Kelly Bosi, ampliar a
discussão sobre os aspectos físicos do autismo é fundamental para
garantir um acompanhamento mais completo.
“Quando cuidamos apenas das questões
comportamentais e cognitivas, deixamos de observar uma parte importante
do desenvolvimento. O corpo também precisa ser estimulado, compreendido e
acompanhado. Investir na consciência corporal e nas correções posturais
não significa apenas prevenir deformidades; significa promover mais
autonomia, independência e qualidade de vida para pessoas com autismo”,
conclui.
Nathalia reforça que os melhores
resultados costumam surgir quando há atuação integrada entre
profissionais da saúde, escola e família.
“Cada pessoa com autismo possui
características motoras e sensoriais próprias. Por isso, o
acompanhamento deve ser individualizado e construído de forma
multidisciplinar. Quando diferentes profissionais e familiares trabalham
em conjunto, os ganhos em mobilidade, funcionalidade e qualidade de
vida tendem a ser mais consistentes e duradouros”, conclui.
Silvia Kelly Bosi
Cientista e neuropsicopedagoga,
graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, com especializações
em Autismo, Desenvolvimento Infantil, Análise do Comportamento,
Neurociências e Neuroaprendizagem. Certificada internacionalmente pelo
CBI of Miami em Desenvolvimento Infantil e Avaliação Comportamental.
Mestre em Atenção Precoce pela Universidad del Atlántico (Espanha),
Doutoranda em Psicologia e Perita Judicial certificada pela PUC-Rio.
Atua com foco em avaliação neuropsicopedagógica e intervenção nos
contextos clínico e educacional.
Nathalia Barreto Castro Leitão
Fisioterapeuta, pós-graduada em
Psicomotricidade Clínica e Relacional, com especializações em
Fisioterapia no Transtorno do Espectro Autista (TEA), Atrasos no
Desenvolvimento Infantil, Estimulação Precoce, DIR/Floortime, Acomodação
Sensorial, Pediasuit Protocol e Terapia Intensiva com a Gaiola de
Habilidades, Método RTA (Reequilíbrio Toracoabdominal) e Comunicação
Alternativa (CAA).
Iniciativa
será apresentada neste domingo, durante o Aviva Leopoldina, e dará
acesso gratuito a próximas experiências de aprendizagem realizadas em
espaços culturais da cidade
Criadora do projeto autoral “Aprender na
Prática, Territórios do Conhecimento”, a psicopedagoga Luciana Zandoná
Santana participará do Aviva Leopoldina, um dos maiores mutirões de
cidadania da região da Vila Leopoldina, em São Paulo, que será realizado
neste domingo (23), com o objetivo de aproximar sua metodologia de
famílias de pessoas com deficiência (PCDs) e de crianças e adolescentes
com transtornos ou dificuldades de aprendizagem. O evento reunirá, em um
único dia, mais de 40 serviços gratuitos nas áreas de saúde, cidadania,
capacitação, acolhimento, lazer e entretenimento, com a proposta de
promover dignidade, acesso a direitos, dignidade e promover o
fortalecimento dos vínculos comunitários.
Durante o evento, Luciana irá apresentar
às famílias o “Aprender na Prática, Territórios do Conhecimento”,
projeto que utiliza museus, espaços históricos, equipamentos culturais e
outros territórios da cidade como ambientes para estimular a
aprendizagem a partir de experiências concretas.
A psicopedagoga também estará acompanhada
de crianças, adolescentes e familiares que já participaram das
atividades e poderão compartilhar suas experiências com o público. Como
forma de ampliar o acesso à iniciativa, Luciana concederá cortesias a
famílias interessadas para participarem das próximas atividades em grupo
programadas para agosto e setembro.
“Quero aproveitar o Aviva para chegar a
famílias que muitas vezes não conhecem esse tipo de possibilidade. Mais
do que explicar o projeto, queremos mostrar, por meio de quem já
participou, como essas experiências acontecem e como a cidade pode se
transformar em um espaço de aprendizagem, convivência e descoberta”,
explica Luciana.
Com 27 anos de experiência na educação,
sendo 20 dedicados à alfabetização e 16 à reabilitação neurológica
infantil, Luciana desenvolveu a metodologia a partir de sua experiência
profissional. Ela também acumula 13 anos de atuação no Centro de
Reabilitação da AACD.
Nas vivências do projeto, os participantes
são estimulados a observar, experimentar, interpretar e estabelecer
relações com os ambientes visitados. A partir dessas experiências, a
psicopedagoga pode observar aspectos relacionados à atenção, memória,
linguagem, raciocínio, comportamento, autonomia e interação social.
“Quando levamos a aprendizagem para uma
experiência real, conseguimos perceber habilidades e necessidades que
nem sempre aparecem nos espaços tradicionais. Um museu, um jardim, um
prédio histórico ou uma rua podem despertar curiosidade, favorecer a
autonomia e criar novas possibilidades de aprendizagem”, afirma. Entre
as próximas atividades está uma visita mediada à Casa das Rosas, na
Avenida Paulista, programada para 29 de agosto, das 10h às 11h30,
destinada a crianças com dificuldades de aprendizagem e/ou pessoas com
deficiência. A experiência terá como tema “Rosas que nomeiam: o jardim
da Casa das Rosas”. A participação nas atividades será gratuita,
mediante inscrição antecipada. Novas vivências serão realizadas em
setembro, dando continuidade à programação do projeto.
Serviço: Aviva Leopoldina 2026
Data: 23 de agosto de 2026, das 10h às 16h
Entrada: gratuita
Local: Rua José César de Oliveira, 120 – região da Vila Leopoldina, São Paulo
A equipe brasileira contou com uma
formação diferente, com atletas que ainda não haviam estreado na
competição. Entre eles estavam a carioca Hawanna Ribeiro, única mulher
da equipe; o paulista Gabriel Benevides, atleta mais jovem da Seleção
Brasileira, com 16 anos; e o catarinense Rafael Hoffmann, que foi o maior pontuador do Brasil, com oito tries.
“A Austrália é um time muito forte, está
entre o top 5 do mundo, foi um jogo difícil, mas foi um bom teste para
rodarmos outras peças da equipe e ganharmos experiência”, afirmou
Hoffmann.
As quatro primeiras equipes de cada grupo
avançam às quartas de final, que começam na sexta-feira, 21. Com o
resultado desta quarta-feira, o Brasil segue na quarta colocação do
Grupo A. A Austrália lidera a chave, seguida por Estados Unidos e Países
Baixos. Canadá e Nova Zelândia completam a classificação, em quinto e
sexto lugares, respectivamente.
No Grupo B, o Japão ocupa a primeira colocação, seguido por França, Grã-Bretanha, Dinamarca, Alemanha e Colômbia.
Nesta quinta-feira, 20, o Brasil encerra
sua participação na fase de grupos com dois jogos. Às 11h (horário de
Brasília), enfrenta a Nova Zelândia e, às 19h30, encara os Estados
Unidos. Ambos os jogos serão transmitidos nos canais SporTV.
Ao fim da fase de grupos, a posição de
cada seleção na tabela define os confrontos das quartas de final. O
primeiro colocado do Grupo A enfrenta o quarto do Grupo B; o segundo do
Grupo A encara o terceiro do Grupo B; o terceiro do Grupo A joga contra o
segundo do Grupo B; e o quarto do Grupo A enfrenta o primeiro do Grupo
B.
Sobre o Mundial Organizado
pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da
modalidade, o Campeonato Mundial reúne 12 seleções e aproximadamente 140
atletas.
O Brasil integra o Grupo A, ao lado de
Austrália, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Países Baixos. O
Grupo B é formado por Japão, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Colômbia e
Dinamarca.
Esta é a segunda participação da Seleção
Brasileira em um Mundial de rúgbi em cadeira de rodas. O torneio também
marca a primeira vez que a principal competição internacional da
modalidade é realizada na América do Sul. Atualmente, o Brasil ocupa a
sétima posição no ranking mundial.
O Mundial tem entrada gratuita e é aberto
ao público. Os interessados podem comparecer ao Centro de Treinamento
Paralímpico, na zona sul de São Paulo, para acompanhar os jogos da
Seleção Brasileira e das demais equipes participantes.
Confira todos os resultados desta quarta-feira (19/08): Colômbia 40 x 51 França Alemanha 44 x 52 Grã-Bretanha Japão 56 x 43 Dinamarca Países Baixos 44 x 40 Nova Zelândia França 54 x 40 Alemanha Grã-Bretanha 48 x 62 Japão Canadá 39 x 49 Estados Unidos Colômbia 43 x 64 Dinamarca Brasil 32 x 59 Austrália
Confira todos os jogos desta quarta-feira (20/08): 9h – Canadá x Países Baixos 9h30 – França x Japão 11h – Brasil x Nova Zelândia 11h30 – Austrália x Estados Unidos 15h – Dinamarca x Alemanha 15h30 – Japão x Colômbia 17h – Canadá x Nova Zelândia 17h30 – Austrália x Países Baixos 19h – França x Grã-Bretanha 19h30 – Brasil x Estados Unidos
Imprensa Os
profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial de
rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com
os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas Datas: de 17 a 23 de agosto Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB) Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
A Rede In apresenta, no Pacto 33, 69
metas para educação, trabalho, acessibilidade, vida independente e
outras áreas e convoca candidaturas ao Executivo e ao Legislativo a
assumi-las publicamente.
Ampliar
em 70% os vínculos formais de trabalho; expandir progressivamente a
acessibilidade nos serviços públicos, assegurando condições de autonomia
e vida independente para pessoas com deficiência; qualificar a
educação inclusiva e articular uma resposta nacional às violências estão
entre as propostas do Pacto 33: Recomendações para um Brasil
Anticapacitista (2027 a 2030), lançado pela Rede Brasileira de Inclusão
da Pessoa com Deficiência (Rede In). A publicação está disponível em
duas versões, ampliada e executiva, cada uma com um QR Code que leva a formatos acessíveis, para que mais pessoas possam conhecer e acompanhar a iniciativa.
O documento reúne oito propostas
estratégicas e intersetoriais, 69 metas com prazos entre 2027 e 2030 e
nove diretrizes de governança. A publicação foi elaborada coletivamente
pelas organizações que integram a Rede In, em um processo de diálogo e
sistematização conduzido por oito grupos de trabalho. Dirigido a quem
concorre a cargos no Executivo e no Legislativo, principalmente na
esfera federal, o Pacto busca contribuir para que os direitos das
pessoas com deficiência estejam presentes nos compromissos públicos,
programas de governo e prioridades legislativas do próximo ciclo
governamental.
Entre as metas estão a estruturação do
Sistema Nacional de Avaliação Unificada da Deficiência (Sisnadef), a
instituição de um sistema nacional de proteção e resposta às violências
contra pessoas com deficiência, a regulamentação da profissão de
assistente pessoal e a garantia de que ao menos 70% dos profissionais da
educação tenham acesso, até 2030, à formação inicial e/ou continuada em
práticas pedagógicas acessíveis e anticapacitistas.
“O Pacto 33 existe porque os direitos
humanos das pessoas com deficiência ainda encontram inúmeras barreiras
para serem efetivados no cotidiano. Queremos contribuir para que o
próximo ciclo governamental transforme direitos já reconhecidos em
políticas públicas concretas, com metas, prazos, responsabilidades e
acompanhamento”, afirma Ana Cláudia M. de Figueiredo, diretora executiva
da Rede In.
As candidaturas e partidos que se
comprometem a incorporar as propostas ao programa de governo ou de
mandato poderão preencher o formulário específico, disponível na bio do Instagram da Rede In. As adesões serão divulgadas nas redes sociais da rede, na ordem de recebimento e sem distinção partidária.
“A publicação será um importante subsídio
de apoio às ações de transição de governo, além de instrumento de
mobilização e controle social, que permitirá à sociedade acompanhar e
cobrar dos novos representantes públicos o fortalecimento de políticas
públicas e a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência no
país”, enfatiza Ana Cláudia.
Por que Pacto 33?
O nome faz referência ao artigo 33 da
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), que
assegura a participação da sociedade civil, especialmente das próprias
pessoas com deficiência e de suas organizações representativas, no
monitoramento da implementação da CDPD.
A Convenção foi incorporada ao
ordenamento jurídico brasileiro com valor de emenda constitucional e
completa, em 2026, 20 anos da sua adoção pela Organização das Nações
Unidas (ONU).
Segundo o Censo Demográfico de 2022, o
Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3%
da população com dois anos ou mais, além de 2,4 milhões de pessoas
autistas. A Rede In considera que esses números podem estar
subdimensionados diante da estimativa da Organização Mundial da Saúde
(OMS), de que aproximadamente 15% da população mundial vive com
deficiência.
Focos prioritários
As propostas do Pacto 33 estão organizadas em oito eixos:
1. Avaliação Biopsicossocial Unificada da Deficiência
2. Reconhecimento do igual direito ao exercício da capacidade jurídica
3. Educação Inclusiva e Anticapacitista
4. Inclusão Produtiva, Trabalho, Emprego e Renda
5. Vida Independente e Inclusão na Comunidade
6. Seguridade Social Inclusiva: Saúde, Assistência e Previdência Social
7. Acessibilidade, Tecnologia Assistiva e Desenho Universal
8. Prevenção e Enfrentamento ao Capacitismo e às Violências
Além das metas específicas de cada eixo, o
documento apresenta nove diretrizes de governança. As recomendações
incluem a incorporação das propostas nas transições de governo, nos
planos de mandato e nos instrumentos de planejamento e orçamento
público, como o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a
Lei Orçamentária Anual. Incluem ainda a criação, por lei, de um Fundo
Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
Sobre a Rede In
Criada em 2018, a Rede In é composta por
14 organizações da sociedade civil, entre as quais coletivos e
associações nacionais. Atua como força política independente de
governos, ideologias, partidos e religiões, comprometida com a promoção e
efetivação dos direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas
com deficiência.
Seu propósito é consolidar-se como um espaço permanente de mobilização, advocacy,
diálogo, formação e reflexão propositiva, contribuindo para que
políticas públicas e leis assegurem a inclusão social das pessoas com
deficiência desde a primeira infância e ao longo de toda a vida.
Integram a Rede In:
Associação Nacional de Membros do Ministério Público de Defesa da Pessoa
com Deficiência (AMPID); Associação de Pais, Amigos e Pessoas com
Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB);
Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais (AME); Escola de Gente,
Comunicação em Inclusão; Federação Nacional do Emprego Apoiado (FANEA);
Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD);
Instituto JNG, Moradia para a Vida Adulta Independente; Instituto Jô
Clemente (IJC); Instituto Rodrigo Mendes (IRM); Mais Diferenças;
Mangata, Coletivo Brasileiro de Pesquisadoras e Pesquisadores dos
Estudos da Deficiência; Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas e com
Baixa Visão (MBMC); Rede Brasileira do Movimento de Vida Independente
(Rede MVI); e Visibilidade Cegos Brasil (VCB). Membras honorárias: Ana
Cláudia M. de Figueiredo e Izabel Loureiro Maior.
Recomendações
às empresas visam à plena acessibilidade no transporte por aplicativos;
Secretaria Nacional do Consumidor também foi acionada
O Ministério Público Federal (MPF)
recomendou que as empresas de transporte por aplicativo Uber e 99
implementem mecanismos mais eficazes para garantir a acessibilidade de
pessoas com deficiência e idosos no uso dos serviços prestados. As
medidas devem assegurar o embarque e o desembarque seguro desses
consumidores, assim como a acomodação de cadeiras de rodas, andadores e
outros equipamentos assistivos nos veículos durante os trajetos. Além
das adequações físicas nos carros, as empresas devem capacitar os
motoristas, com o objetivo de prevenir discriminações e cancelamentos de
viagens solicitadas por clientes com esse perfil.
O MPF concedeu também um prazo de 90 dias
para que as plataformas apresentem um estudo sobre a viabilidade de
implementação, no Brasil, de modalidades específicas de viagem para
pessoas com mobilidade reduzida e outras limitações, a exemplo do
chamado “Uber Access”. O modelo, já disponível para clientes da Uber em
outros países, oferece veículos acessíveis e motoristas habilitados para
o auxílio ativo dos passageiros no embarque e no desembarque.
Denúncias de desrespeito – As
recomendações são um desdobramento das apurações que o MPF conduz sobre
o desrespeito aos direitos de pessoas com deficiência e idosos no uso
dos serviços que a Uber e a 99 ofertam. O inquérito civil verificou a
ocorrência frequente de condutas que, na prática, impedem a utilização
do transporte por esses consumidores, como a recusa de chamadas em
locais de grande fluxo e o cancelamento de viagens motivado pela
presença de equipamentos assistivos ou cães-guia.
As constatações tornaram-se ainda mais
evidentes após a realização de uma audiência pública que o MPF promoveu
em maio para debater o assunto. Na ocasião, as empresas foram
requisitadas a apresentar, em 15 dias, propostas para o aperfeiçoamento
dos serviços e dados sobre sanções aplicadas a motoristas que deixaram
de atender adequadamente idosos e pessoas com deficiência.
As respostas, no entanto, foram
insatisfatórias. A Uber não apresentou as informações requeridas e
limitou-se a justificar a inviabilidade de melhoria operacional alegando
uma suposta falta de incentivos governamentais para isso. Já a 99
admitiu ser impossível extrair de seu sistema os dados sobre denúncias
de passageiros que enfrentaram os constrangimentos relatados, sob o
argumento de que os registros não são categorizados por perfil de
usuário.
Para solucionar essas lacunas, a
recomendação do MPF requer que as plataformas aprimorem o monitoramento
das reclamações de clientes e das eventuais sanções aplicadas aos
motoristas infratores. O procurador regional dos Direitos do Cidadão
adjunto em São Paulo, José Rubens Plates, autor dos pedidos, destaca que
a aferição das informações é fundamental para a efetiva fiscalização e
prevenção de práticas capacitistas e etaristas contra os usuários.
Direitos dos consumidores – Ao
mesmo tempo, o MPF cobra providências da Secretaria Nacional do
Consumidor (Senacon) para a defesa dos direitos de pessoas com
deficiência e idosos no uso de transporte por aplicativo. Em
recomendação enviada ao órgão, o Ministério Público Federal pede a
apuração de falhas no atendimento aos passageiros da Uber e da 99 e a
avaliação de possíveis medidas regulatórias que levem à oferta de
categorias de viagem específicas para esses clientes, com motoristas
capacitados e veículos sem barreiras físicas que impeçam a prestação
inclusiva do serviço.
Recomendações são instrumentos de atuação
extrajudicial do MPF para a resolução de pendências na área cível. Caso
deixem de acatar os pedidos, a Uber, a 99 e a Senacon ficam sujeitas a
medidas judiciais, como o ajuizamento de ação civil pública.
Os atletas Julio Braz e Gabriel feitosa disputando a
bola com os canadenses no jogo válido pelo Campeonato mundial de rúgbi
em CR no CT Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB
Em uma partida equilibrada do início ao
fim, o Brasil contou com o apoio da torcida presente no CTPB. O primeiro
quarto terminou empatado em 14 a 14. Na segunda etapa, os canadenses
passaram à frente, mas a diferença permaneceu mínima, com o placar de 27
a 26. No terceiro quarto, a Seleção Brasileira retomou a vantagem e
fechou o período em 39 a 37. Na última etapa, o Brasil marcou mais 10
pontos e confirmou a vitória por 49 a 48.
O carioca Julio Braz
foi eleito o melhor jogador da partida. “Sabíamos que seria um jogo
difícil, porque o Canadá tem uma excelente equipe, mas conseguimos impor
nosso jogo e sair com a vitória”, afirmou o atleta.
O Brasil havia estreado no Campeonato Mundial na segunda-feira, 17, com derrota para os Países Baixos por 49 a 47. Com o resultado desta terça-feira, a Seleção soma uma vitória e uma derrota na competição.
O próximo compromisso do Brasil será nesta
quarta-feira, 19, às 19h30, contra a Austrália, pela terceira rodada da
fase de grupos. A partida será transmitida pelos canais SporTV.
Na quinta-feira, 20, a Seleção Brasileira
terá dois jogos, contra Nova Zelândia e Estados Unidos, que definirão
sua posição no Grupo A. As quatro primeiras equipes de cada grupo
avançam para as fases eliminatórias, que começam na sexta-feira, 21.
Sobre o Mundial Organizado
pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da
modalidade, o Campeonato Mundial reúne 12 seleções e aproximadamente 140
atletas.
O Brasil integra o Grupo A, ao lado de
Austrália, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Países Baixos. O
Grupo B é formado por Japão, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Colômbia e
Dinamarca.
Esta é a segunda participação da Seleção
Brasileira em um Mundial de rúgbi em cadeira de rodas. O torneio também
marca a primeira vez que a principal competição internacional da
modalidade é realizada na América do Sul. Atualmente, o Brasil ocupa a
sétima posição no ranking mundial.
O Mundial tem entrada gratuita e é aberto
ao público. Os interessados podem comparecer ao Centro de Treinamento
Paralímpico, na zona sul de São Paulo, para acompanhar os jogos da
Seleção Brasileira e das demais equipes participantes.
Confira todos os resultados desta terça-feira (18/08): Dinamarca 56 x 57 Grã-Bretanha Colômbia 44 x 57 Alemanha Nova Zelândia 31 x 62 Austrália Estados Unidos 57 x 33 Países Baixos Alemanha 44 x 60 Japão Dinamarca 53 x 56 França Colômbia 42 x 55 Grã-Bretanha Nova Zelândia 38 x 53 Estados Unidos
Confira todos os jogos desta quarta-feira (19/08): 9h – Colômbia x França 9h30 – Alemanha x Grã-Bretanha 11h – Japão x Dinamarca 15h – Países Baixos x Nova Zelândia 15h30 – França x Alemanha 17h – Grã-Bretanha x Japão 17h30 – Canadá x Estados Unidos 19h – Colômbia x Dinamarca 19h30 – Brasil x Austrália
Imprensa Os
profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial de
rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br
com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas Datas: de 17 a 23 de agosto Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB) Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Projeto
Eleições Inclusivas 2026 dará visibilidade aos candidatos com
deficiência que disputam as eleições de 2026. Relação será atualizada
quinzenalmente. Informações sobre candidaturas devem ser encaminhadas
para email coberturadiariopcd@gmail.com
O Diário PcD iniciará um amplo
levantamento nacional para identificar e divulgar as candidaturas de
pessoas com deficiência que disputarão as Eleições Gerais de 2026. O
projeto reunirá informações sobre as candidaturas aos cargos de deputado
federal, deputado estadual e distrital, senador, governador e
presidente da República, oferecendo à sociedade um panorama da
participação política das pessoas com deficiência no Brasil.
A cobertura será destinada a candidatos que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações:
pessoas com deficiência que estejam concorrendo nas eleições;
pais e mães atípicascom candidatura oficializada;
candidatos que tenham histórico comprovado de atuação na defesa das pessoas com deficiência;
candidatos com participação reconhecida em movimentos, entidades,
organizações ou iniciativas relacionadas à inclusão e à acessibilidade;
pessoas cuja trajetória profissional, social ou política demonstre relação efetiva com as pautas do segmento.
O objetivo não será estabelecer preferência eleitoral, mas oferecer informação jornalística ao eleitor.
Candidatos poderão enviar suas informações
Para organizar a cobertura nacional, o
Diário PcD criou um e-mail específico para receber as informações dos
próprios candidatos.
coberturadiariopcd@gmail.com
Cada candidato interessado em participar deverá encaminhar:
• Nome completo • Nome pelo qual será identificado como candidato • Cargo disputado • Partido / Estado em que disputa as eleições • Federação ou coligação, quando aplicável • Breve currículo • Informações sobre sua relação com a pauta das pessoas com deficiência • No caso de pais ou mães atípicas, breve descrição dessa relação
A equipe de jornalismo do Diário PcD fará a
organização das informações recebidas e poderá buscar dados
complementares para a produção do conteúdo.
O envio das informações não significa
garantia automática de publicação. A inclusão na cobertura estará
sujeita aos critérios editoriais e jornalísticos do Diário PcD e à
legislação eleitoral vigente.
Cobertura começa na última semana de agosto
O Diário PcD iniciará a divulgação dos
candidatos selecionados na última semana de agosto, após o encerramento
das convenções partidárias e com as candidaturas já apresentadas à
Justiça Eleitoral.
O calendário oficial do TSE estabelece que
as convenções partidárias para escolha de candidatas e candidatos
ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto de 2026, enquanto o prazo para o
registro das candidaturas termina em 15 de agosto.
Por isso, a opção editorial do Diário PcD é
iniciar a publicação na última semana de agosto, buscando trabalhar com
informações eleitorais mais consolidadas.
Uma eleição com a participação da comunidade PcD
A iniciativa surge diante da necessidade
de ampliar a visibilidade desse segmento no processo eleitoral e
facilitar o acesso dos eleitores a informações confiáveis sobre
candidaturas que representam a pauta da inclusão, da acessibilidade e
dos direitos das pessoas com deficiência.
Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
disponibilize o campo de autodeclaração de deficiência no sistema de
registro de candidaturas, ainda não existe uma relação organizada que
permita identificar, de forma simples e acessível, quem são os
candidatos com deficiência em todo o país.
As candidaturas serão registradas
oficialmente até 15 de agosto de 2026, conforme o calendário eleitoral
detalhado ao final da matéria.
https://youtu.be/yIeqUEsekPE?si=4Z5lxTLu7mQeMfKX
Além da identificação das candidaturas, o
portal também acompanhará o desempenho eleitoral dos candidatos,
analisando o crescimento da representatividade política das pessoas com
deficiência em comparação às eleições anteriores.
Nas eleições de 2022, o TSE registrou 284 candidatos a deputado estadual; 167 candidatos a deputado federal; 2 candidatos ao Senado que se autodeclararam pessoas com deficiência, uu seja, 453 candidatos com deficiência
disputaram vagas nas Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados e
no Senado Federal. O TSE indeferiu 28 registros de candidaturas.
As pessoas com deficiência representaram apenas 1,6% do total de candidaturas nas eleições gerais de 2022. Entre os candidatos com deficiência:
53,7% declararam deficiência física;
23,4% deficiência visual;
12% deficiência auditiva;
2,6% autismo;
8,3% outros tipos de deficiência
Em 2026 a população brasileira vai escolher quem serão os 1.059 deputados estaduais e distritais, 513 deputados federais.
Atualmente o Brasil conta com 81
parlamentares, mas no Senado Federal terá 54 vagas em disputa neste ano
(duas para cada estado e duas para o Distrito Federal). As eleições
ocorrem de forma alternada a cada 4 anos (renovando ora um terço, ora
dois terços das vagas).
Também serão eleitos os Governadores de Estados e do Distrito Federal e quem ocupará o Palácio do Planalto.
O projeto Eleições Inclusivas 2026
busca incentivar uma democracia mais participativa e fortalecer o
protagonismo das pessoas com deficiência nos espaços de decisão. A
participação do segmento ainda permanece muito inferior à proporção de
pessoas com deficiência existente na população brasileira.
“O eleitor precisa saber quem são os
candidatos que conhecem de perto os desafios da acessibilidade, da
inclusão e da defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Nosso
compromisso é oferecer uma ferramenta de consulta baseada em dados
oficiais, permitindo que a sociedade acompanhe e valorize a participação
desse segmento na política brasileira”, afirmou Abrão Dib, editor do
Diário PcD
O levantamento utilizará como base as
informações públicas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral por meio do
sistema de registro de candidaturas e das bases de dados oficiais do
Tribunal Superior Eleitoral, respeitando os critérios de transparência e
publicidade do processo eleitoral.
Após a homologação das candidaturas, o
Diário PcD divulgará uma relação atualizada dos candidatos com
deficiência de todo o país e produzirá reportagens especiais sobre
representatividade política, acessibilidade nas campanhas eleitorais,
participação feminina, juventude, pessoas autistas, pessoas com doenças
raras e demais segmentos da comunidade das pessoas com deficiência.
A iniciativa reafirma o compromisso do
Diário PcD com a promoção da cidadania, da inclusão e da participação
política, contribuindo para que as Eleições 2026 sejam também um espaço
de fortalecimento da democracia e da representatividade das pessoas com
deficiência no Brasil.
CALENDÁRIO ELEITORAL 2026
Julho
Condutas vedadas
Já a partir de 4 de julho (três meses
antes do 1º turno), ficam vedadas algumas condutas por parte de agentes
públicos, como nomeações, exonerações e contratações, assim como
participação em inauguração de obras públicas.
Mobilidade
Pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida que queiram votar em outra seção ou local de votação da
circunscrição têm de 18 de julho a 18 de agosto para informar a Justiça
Eleitoral.
Quantitativo do eleitorado
Em julho, o TSE publicará, na internet, o
número oficial de eleitoras e eleitores aptos a votar. Esse número
servirá de base para fins de cálculo do limite de gastos dos partidos e
de candidatas e candidatos nas respectivas campanhas.
Agosto
Convenções partidárias e registro de candidaturas
De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e
federações realizam convenções partidárias para deliberar sobre
coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos
de presidente e vice-presidente da República, governador e
vice-governador, senador e respectivos suplentes, bem como aos cargos de
deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2026. Os pedidos
de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral
até 15 de agosto.
Começo da propaganda eleitoral e horário gratuito
No dia seguinte, 16 de agosto, tem início a
propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral
gratuito nas emissoras de rádio e televisão relativo ao 1º turno das
eleições passa a ser exibido a partir de 28 de agosto e termina
no dia 1º de outubro.
Vedação às emissoras de rádio e TV
A partir de 4 de agosto, emissoras de
rádio e de televisão não podem, em sua programação normal e em seu
noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística:
– transmitir imagens de realização de
pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza
eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja
manipulação de dados;
– veicular propaganda política;
– dar tratamento privilegiado a candidata,
candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive sob a
forma de retransmissão de live eleitoral;
– veicular ou divulgar filmes, novelas,
minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica voltada
especificamente a candidata, candidato, partido, federação ou coligação,
mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates
políticos;
– divulgar nome de programa que se refira a candidata ou candidato escolhido em convenção.
Setembro
Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas
Até 14 de setembro, os sistemas eleitorais
e os programas de verificação desenvolvidos pelas entidades
fiscalizadoras deverão estar lacrados, mediante apresentação,
compilação, assinatura digital e guarda das mídias pelo TSE, em
Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas.
Dia 14 de setembro também é o último dia
para a eleitora ou o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida, bem
como a população de territórios indígenas, de comunidades remanescentes
de quilombos e demais comunidades tradicionais, requererem, por conta
própria ou por curadora ou curador, apoiadora ou apoiador, ou
procuradora ou procurador, o fornecimento de transporte especial
previsto na resolução que disciplina o programa Seu Voto Importa.
Flagrante delito
A partir de 19 de setembro (15 dias antes
do 1º turno), candidatas e candidatos não poderão ser presos, salvo no
caso de flagrante delito.
Já eleitoras e eleitores não poderão
ser presos a partir de 29 de setembro até 6 de outubro, a não ser em
caso de flagrante delito, em cumprimento de sentença judicial por crime
inafiançável ou em razão de desrespeito a salvo-conduto.
Outubro
Verificação dos sistemas
No dia 3, o TSE realiza a Cerimônia de
Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização, Receptor de
Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB, mediante
comunicação prévia às entidades fiscalizadoras.
Transporte de armas e munições
De 3 a 5 de outubro (um dia antes e até um
dia depois do 1º turno), fica proibido a colecionadoras,
colecionadores, atiradoras, atiradores, caçadoras e caçadores
transportar armas e munições em todo o território nacional.
Em razão da possibilidade de 2º turno,
também não podem circular armas e munições no período de 24 a 26 de
outubro em todo o território nacional.
Data das eleições (1º turno)
O 1º turno do pleito ocorrerá no primeiro
domingo de outubro, dia 4. Eventual 2º turno será realizado no dia 25 do
mesmo mês. A votação começará às 8h e terminará às 17h, sendo a votação
uniformizada pelo horário de Brasília em todos os estados e no Distrito
Federal.
Em caso de 2º turno
Do dia 9 até 23 de outubro, será veiculada
propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão
relativa ao 2º turno.
A partir do dia 10, nenhum candidato que
participará do 2º turno de votação poderá ser detido ou preso, salvo no
caso de flagrante delito.
A partir do dia 19, nenhum eleitor poderá
ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de
sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por
desrespeito a salvo-conduto.
No dia 24, será realizada no TSE a
Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização,
Receptor de Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB,
mediante comunicação prévia às entidades fiscalizadoras.
Eventual 2º turno das eleições será realizado no dia 25.
Novembro
Abertura do cadastro eleitoral
Em 3 de novembro, serão retomados:
a emissão da certidão de quitação eleitoral pela internet, pelo Sistema Elo e pelo E-Título;
o atendimento às eleitoras e aos eleitores nas unidades da Justiça Eleitoral; e
o serviço de pré-atendimento, via internet, para requerimento de alistamento, transferência e revisão.
Dezembro
Justificativa eleitoral
Eleitoras e eleitores que não votaram no
1º turno e não justificaram a falta no dia das eleições devem apresentar
justificativa, até 3 de dezembro de 2026, em qualquer cartório
eleitoral, pelo e-Título ou pelos portais do TSE e dos TREs na
internet.
Já a ausência no 2º turno das eleições deve ser justificada até 6 de janeiro de 2027.
Diplomação
Eleitas e eleitos serão diplomados pela Justiça Eleitoral até 18 de dezembro.
Janeiro de 2027
Posse das eleitas e eleitos
Pela primeira vez, eleita ou eleito para o
cargo de presidente da República tomará posse em 5 de janeiro de 2027 e
os governadores no dia seguinte.
Inclusão não é favor. É direito. E é,
também, um projeto de futuro para a educação brasileira. Quando falamos
em inclusão nas escolas, falamos de garantir que cada estudante, com
suas diferenças, ritmos e necessidades, encontre um lugar legítimo de
aprendizagem e pertencimento. Um espaço inclusivo não seleciona quem
pode aprender. Ela se reorganiza para que todos aprendam.
Os números mostram que essa urgência já
chegou às salas de aula. Segundo dados do Instituto Rodrigo Mendes, as
matrículas da Educação Especial cresceram de 930 mil para 2,07 milhões
entre 2015 e 2024. Ou seja: as escolas estão recebendo um número
crescente de estudantes que compõem o público-alvo da Educação
Especial: estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e
altas habilidades. O desafio agora é transformar presença em
participação real.
Para isso, o ambiente precisa
acolher. Acolher é planejar aulas que considerem a diversidade, é tornar
materiais, recursos e atividades acessíveis, é rever tempos e formas de
avaliação. É compreender que os estudantes aprendem por diferentes
caminhos e que o ensino deve oferecer múltiplas formas de acesso,
participação e demonstração da aprendizagem. É a condição humana. Uma
escola que acolhe entende que a diferença ensina tanto quanto o
conteúdo.
Mais do que adaptar o estudante, a
inclusão exige transformar o ecossistema para eliminar barreiras e
garantir acessibilidade a todos. Nesse processo, o papel do professor é
central, mas não pode ser solitário. O professor é o profissional que lê
a turma, que ajusta a prática, que cria pontes. Para isso, ele precisa
de formação continuada, tempo para planejamento coletivo, apoio de
equipes multiprofissionais e condições de trabalho dignas. Não se faz
inclusão com boa vontade isolada. Faz-se com política pública, com
gestão comprometida e com comunidade escolar envolvida.
Incluir também é combater o capacitismo
que ainda circula: nas falas, nas expectativas baixas, na ideia de que
alguns “não dão conta”. A escola inclusiva reconhece o potencial de
todos os estudantes e oferece os apoios, recursos de acessibilidade e
estratégias pedagógicas necessários para que possam desenvolver suas
aprendizagens.
Construir uma educação assim exige
coragem. Exige sair do modelo único de aluno ideal e assumir que a turma
real é diversa. Exige parceria entre família, gestão, professores e
estudantes. Exige escuta.
Que este seja o nosso compromisso: que
cada escola se pergunte diariamente: o que precisamos mudar hoje para
que todos aprendam? Porque escola inclusiva não é um destino distante. É
uma possibilidade. E ela começa nas pequenas escolhas que fazemos
dentro da sala de aula.
Gabriel Feitosa, capitão da equipe brasileira, no jogo
contra os Países Baixos pelo Campeonato mundial de rúgbi em CR, no CT
Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB
No primeiro quarto, os Países Baixos
terminaram na frente por 14 a 13. No segundo período, a equipe holandesa
manteve a vantagem e foi para o intervalo vencendo por 27 a 26. No
início do terceiro quarto, o Brasil passou à frente pela primeira vez,
com o fluminense Júlio Braz fazendo 29 a 28. Os Países Baixos responderam e fecharam o período vencendo por 38 a 34.
No último quarto, Júlio Braz reduziu a diferença para 44 a 41. Na sequência, o paulista Lucas Junqueira fez 44 a 42, e o paulista Gabriel Feitosa
diminuiu para 44 a 43. O holandês Davy Van den Dop marcou para os
Países Baixos, que voltaram a ampliar a vantagem e confirmaram a vitória
por 49 a 47.
Além disso, Gabriel, que também é capitão
da Seleção Brasileira, foi o maior pontuador da equipe na partida, com
30 dos 47 pontos feitos.
Mais cedo, Austrália e Canadá fizeram o primeiro confronto da competição, que terminou com vitória dos australianos por 50 a 41.
O Brasil volta às quadras nesta
terça-feira, 18, às 19h30, contra o Canadá, pela segunda rodada da fase
de grupos. A partida será transmitida pelos canais SporTV.
Cerimônia de abertura A cerimônia de abertura do Campeonato Mundial contou com a presença do vice-presidente do CPB, Yohansson Nascimento;
de John Timms, gerente de operações da World Wheelchair Rugby (WWR); de
José Higino, presidente da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de
Rodas (ABRC); de Joanne Lemay, cônsul-geral do Canadá em São Paulo; e
de Claudia Carletto, secretária de Esportes do Governo do Estado de São
Paulo.
Durante a cerimônia, Yohansson Nascimento
destacou a importância da realização do Mundial no Brasil: “Foi uma
alegria enorme estar aqui hoje, e aproveito para parabenizar todos os
organizadores envolvidos que estão realizando esse marco para o rúgbi em
cadeira de rodas. Tenho certeza de que esse evento será muito
importante para o crescimento do Brasil na modalidade”.
A abertura também contou com uma apresentação musical do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Alunos da Escola Paralímpica de Esportes carregaram as bandeiras das seleções participantes durante a cerimônia.
Confira todos os jogos desta terça-feira (18/08): 9h – Dinamarca x Grã-Bretanha 9h30 – Colômbia x Alemanha 11h – Austrália x Nova Zelândia 11h30 – Estados Unidos x Países Baixos 15h30 – Alemanha x Japão 17h – Dinamarca x França 17h30 – Grã-Bretanha x Colômbia 19h – Nova Zelândia x Estados Unidos 19h30 – Brasil x Canadá
Imprensa Os
profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial de
rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com
os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas Datas: de 17 a 23 de agosto Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB) Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)