11/05/2026

Mães de crianças autistas assumem até 92% dos cuidados no Brasil e enfrentam impactos emocionais e financeiros

Mães de crianças autistas assumem até 92% dos cuidados no Brasil e enfrentam impactos emocionais e financeiros

 Dia das Mães: quando a responsabilidade por crianças autistas é integral, invisível e, muitas vezes, solitário

No Brasil, o Dia das Mães ganha um significado ainda mais profundo para milhares de mulheres que são mães de pessoas autistas e neurodivergentes. Além dos desafios cotidianos da criação, muitas assumem de forma quase integral o cuidado de seus filhos — uma realidade marcada por sobrecarga, renúncias e também por vínculos intensos e transformadores.
 

Dados da pesquisa Mapa Autismo Brasil mostram que cerca de 92,4% dos responsáveis pelo cuidado de pessoas autistas são mães. O levantamento também revela um impacto significativo na vida profissional dessas mulheres: 30,5% estão desempregadas ou sem renda, muitas vezes por precisarem abandonar o mercado de trabalho para se dedicar integralmente às demandas de cuidado.
 

“As mães hoje estão sobrecarregadas, isso é um fato! Quando falamos de mães de crianças autistas ou com outras deficiências é preciso observar que o peso que elas carregam não é o(a) filho(a) ou sua deficiência em si, mas a forma como a sociedade lida com as diferenças. Preconceitos, estereótipos, julgamentos fazem parte da rotina dessas mães. Assim como também é parte do dia a dia delas ter de “brigar” por direitos básicos e lutar pelo reconhecimento de que seu filho é um sujeito de direitos inteiro. Então, essas mães também vivenciam a “fadiga de acesso”, informou Juliana Segalla, vice-presidente da Autistas Brasil.
 

Esse cenário evidencia uma sobrecarga estrutural que recai majoritariamente sobre as mulheres, reforçando desigualdades de gênero e a falta de políticas públicas eficazes de apoio. A ausência de redes de suporte — tanto familiares quanto institucionais — contribui para um quadro recorrente de exaustão física e emocional entre mães de pessoas autistas ou neurodivergentes.
 

De acordo com o Autistas Brasil, é fundamental ampliar o debate público sobre o papel dessas mulheres, especialmente em datas simbólicas como o Dia das Mães. A organização destaca que, embora o amor e o vínculo com os filhos sejam centrais nessa experiência, é preciso reconhecer que o cuidado contínuo, muitas vezes solitário, exige suporte estruturado e políticas de inclusão.
 

“As políticas públicas de cuidado são fundamentais! É preciso lembrar de “cuidar de quem cuida”. As mães de autistas (e de outras pessoas com deficiência) precisam que olhem para sua saúde mental e física. A realidade mostra o adoecimento dessas mães e o Estado precisa dar atenção a isso”, disse Segalla.
 

O Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas autistas, segundo estimativas com base em dados do IBGE, o que reforça a urgência de ações voltadas não apenas para o diagnóstico e acompanhamento, mas também para o acolhimento das famílias — especialmente das mães, que estão na linha de frente desse cuidado.
 

Ao mesmo tempo em que enfrentam desafios significativos, muitas dessas mulheres relatam que a maternidade também traz aprendizados profundos, como o desenvolvimento de novas formas de comunicação, empatia e resiliência. Ainda assim, a Autistas Brasil alerta: reconhecer essas potências não pode significar romantizar a sobrecarga.
 

“Nem no meu melhor sonho imaginei que ser mãe era tão bom (e intenso)! Logicamente que qualquer maternidade também traz desafios e dores. Nenhuma mãe quer que os filhos sofram e nós sabemos que temos de prepará-los para a vida com o máximo de autonomia possível. Acho que o que mais me dói é saber o quão cruel as pessoas podem ser e quantas barreiras sociais nossos filhos podem enfrentar. Todavia, estamos aqui, empoderando-os e fazendo com que eles saibam do seu valor e do quanto são amados. Não trocaria meus filhos por ninguém! E eles não precisam de conserto… O mundo é que precisa (e nós lutamos por isso)”, concluiu Juliana.
 

Neste Dia das Mães, o convite é para ampliar o olhar sobre essas histórias, dar visibilidade às múltiplas realidades da maternidade e fortalecer o debate sobre políticas públicas que garantam dignidade, apoio e qualidade de vida para mães de pessoas autistas e suas famílias.

SOBRE O PORTA-VOZ
Juliana Izar Soares da Fonseca Segalla é autista, mãe, vice-presidente da Autistas Brasil, pesquisadora e advogada dedicada à promoção da justiça social. Professora de Direito na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), é Pós-Doutora em Democracia e Direitos Humanos na Universidade de Coimbra.
 

SOBRE A AUTISTAS BRASIL
Organização nacional fundada e liderada por pessoas autistas, a Autistas Brasil atua na formulação de políticas públicas, na incidência jurídica e no desenvolvimento de programas educacionais em larga escala. Nos últimos três anos, suas ações alcançaram mais de 21 mil educadores em todo o país, consolidando a instituição como referência em inclusão, neurodiversidade e direitos humanos.

Fonte https://diariopcd.com.br/maes-de-criancas-autistas-assumem-ate-92-dos-cuidados-no-brasil-e-enfrentam-impactos-emocionais-e-financeiros/

Postado Pôr Antônio Brito 

Medalhistas mundiais melhoram marcas e Brasil inicia Campeonato Internacional de natação em Berlim com três ouros

Carol Santiago durante prova no Mundial de Singapura em 2025 | Foto: Marcelo Zambrana / CPB

O Brasil abriu a disputa do IDM (Campeonato Alemão Internacional de Natação) com 13 pódios neste domingo, 10, em Berlim, na Alemanha. Foram três medalhas de ouro, quatro de prata e duas de bronze entre adultos e mais três medalhas de ouro e uma de prata nas disputas para jovens.

O primeiro dia da competição foi marcado pela melhora das marcas dos medalhistas do último Mundial da modalidade, disputado em Singapura 2025, que conseguiram tempos mais rápidos do que os registrados no ano passado.

As provas do IDM são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

A pernambucana Carol Santiago, maior campeã paralímpica brasileira, foi ouro nos 100m costas. A nadadora da classe S12 (deficiência visual) venceu a disputa com 1min08s80 e 885 pontos. A prata foi para a fluminense Mariana Gesteira, da classe S10 (comprometimento físico-motor), com 1min09s00 e 869 pontos. Já o bronze ficou com a britânica Ela Letton, da classe S12 (1min12s21 e 765 pontos).

Carol foi ainda mais rápida neste domingo do que em Singapura, quando completou a prova em 1min09s42 e garantiu o título mundial.

“Era muito importante nadar nesta prova o que a gente vinha buscando. De manhã, nas eliminatórias, cometi alguns erros e conversei muito com meus treinadores. Consegui ajustar tudo e nadar em alto nível nas finais. Este é o momento de ajustarmos tudo o que pudermos para que, lá na frente, a gente possa nadar sem a necessidade de nenhum ajuste. Foi uma prova que exigiu muito das minhas pernas, após sair da piscina mal conseguia andar. Mas foi para isso que eu vim. Para deixar tudo ali e sair com um resultado excelente”, disse Carol.

O Brasil também colocou duas atletas no alto do pódio nos 100m peito, ambas campeãs mundiais da prova em Singapura 2025. A primeira colocação ficou com a paulista Alessandra Oliveira, que compete nas classes S5 e SB4 (comprometimento físico-motor), com a marca de 1min43s20 e 1013 pontos; a prata foi obtida pela também paulista Beatriz Flausino, da classe S14 (deficiência intelectual), com 1min12s46 e 892 pontos. O bronze foi para a alemã Elena Semechin, da classe SB12 (baixa visão), que marcou 1min16s22 e 862 pontos.

Ambas melhoraram seus resultados em relação à Singapura 2025. Alessandra havia completado a prova em 1min43s21 na ocasião, enquanto Beatriz marcou 1min12s61.

“É muito gratificante ganhar esta medalha. É confirmação do que estamos treinando. Estamos seguindo uma linha de raciocínio muito boa pensando nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028”, afirmou Alessandra.

Na disputa dos 100m borboleta, o ouro foi para a paraense Lucilene Sousa, da classe S12 (baixa visão), com a marca de 1min07s44 e 819 pontos, melhor do que os 1min08s02 que lhe deram o vice-campeonato mundial em Singapura 2025. Já o bronze foi conquistado pela paranaense Laura Sanches, da classe S14 (deficiência intelectual), com 1min08s02 e 687 pontos. Entre elas, a britânica Poppy Maskill ficou com a prata, com 1min06s60 e 732 pontos.

“É muito especial fazer o hino brasileiro tocar. Hoje é mais importante ainda, por ser o Dia das Mães e eu poder dedicar este hino à minha rainha. Eu me senti muito bem e segura na prova. Quando sai e descobri que a medalha era minha, a felicidade foi certeira”, disse Lucilene.

Dois brasileiros também chegaram ao pódio dos 100m borboleta, com uma prata e um bronze. O mineiro Gabriel Araújo, da classe S2 (comprometimento físico-motor) ficou na segunda colocação, com 2min02s50 e 901 pontos, enquanto o carioca Thomaz Matera, da classe S11 (cegos), ficou com a terceira colocação, com 1min02s91 e 896 pontos. O ouro ficou com o britânico William Ellard, com 55s66 e 902 pontos.

Nos 200m livre, o paulista Kauã Assencio, 18, da classe S14, foi prata ao terminar a prova em 1min59s23 e marcar 806 pontos. O pódio foi todo formado por atletas da mesma classe. O ouro ficou com o britânico William Ellard, com 1min54s41 e 912 pontos, enquanto o bronze foi para o também britânico Dylan Broom, que terminou a prova em 2min00s23 e marcou 786 pontos.

“Minha prova foi muito boa. Eu me senti muito bem. Eu nadei forte, fiz o melhor tempo da vida nesta que é a minha terceira competição internacional. É muito gratificante competir com atletas que são referência para mim na natação e que eu nunca imaginava que competiria um dia com eles”, comemorou Kauã.

O Brasil ainda conquistou ouro na disputa para jovens dos 100m costas com Camila Emanuelly Dias, da classe S8 (comprometimento físico-motor), com 1min26s71 e 486 pontos; ouro com Luiz Fernando Antonio Rodrigues, da classe SB4 (comprometimento físico-motor) nos 100m peito, com 1min46s10 e 740 pontos; ouro com Aldrey Mykaella, da classe S14 (deficiência intelectual), nos 100m borboleta com 1min11s86 e 582 pontos; e prata com Enzo Rafael Martins, da classe S10 (comprometimento físico-motor) nos 100m borboleta, com 1min06s61 e 533 pontos.

A Seleção disputa o IDM logo após participar da etapa de Berlim do World Series, na qual conquistou 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes entre adultos e um ouro nas disputas para jovens.

O grupo é formado por 17 atletas da Seleção principal que estiveram na competição anterior e outros 11 jovens que se juntaram para a disputa deste segundo evento em solo alemão.

A competição segue até a próxima terça-feira, 12.

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Gabriel Araújo, Mariana Gesteira e Lucilene Sousa são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Luiz Fernando Rodrigues, Alessandra Oliveira e Beatriz Flausino integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/medalhistas-mundiais-melhoram-marcas-e-brasil-inicia-campeonato-internacional-de-natacao-em-berlim-com-tres-ouros/

Postado Pôr Antônio Brito

RJ: ONG entrega cadeiras de rodas para crianças carentes no Pão de Açúcar

Ação solidária no Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro/RJ, entregou cadeiras de rodas para crianças com deficiência e reforçou a importância da acessibilidade.

RJ: ONG entrega cadeiras de rodas para crianças carentes no Pão de Açúcar

No Rio de Janeiro/RJ, crianças com deficiência receberam cadeiras de rodas em uma ação solidária realizada no bondinho do Pão de Açúcar. O evento reuniu famílias em um dos principais cartões-postais da cidade e promoveu a entrega dos equipamentos para crianças com mobilidade reduzida, unindo inclusão, acessibilidade e lazer em um espaço simbólico da capital fluminense.

A iniciativa destacou a importância de garantir mobilidade e autonomia para crianças com deficiência, além de reforçar o papel de ações sociais que ampliam o acesso à cidadania e à participação em espaços públicos e turísticos. A entrega das cadeiras de rodas também teve caráter de conscientização, chamando atenção para o direito à acessibilidade e à inclusão desde a infância.

Assista a matéria da TV Globo/G1 no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=5c6dcc7d-2df2-4a8e-89a7-21165fae1a0c
 
Postado Pôr Antônio Brito 

09/05/2026

Após pressão da sociedade e do segmento das pessoas com deficiência, Mauro Checkin pede exoneração após falas preconceituosas e capacitistas

Após pressão da sociedade e do segmento das pessoas com deficiência, Mauro Checkin pede exoneração após falas preconceituosas e capacitistas

Carta com pedido de exoneração do então Secretário de Esportes do município de São Caetano do Sul foi aceita pelo prefeito Tite Campanella.

O secretário municipal de Esportes, Mauro Chekin, pediu exoneração do cargo após a forte repercussão de declarações consideradas capacitistas durante uma audiência pública na Câmara Municipal. A informação foi divulgada com exclusividade pelo Diário PcD.

As falas do então secretário provocaram reação imediata de entidades ligadas à defesa dos direitos das pessoas com deficiência, parlamentares, atletas paralímpicos e do próprio Ministério do Esporte e Comite Paralimpíco Brasileito. Durante a audiência, Chekin afirmou ter dificuldades em lidar com pessoas com deficiência e classificou a inclusão como um “problema”, o que gerou acusações de preconceito e despreparo para exercer a função pública.

Organizações da sociedade civil apontaram que as declarações reforçavam o capacitismo institucional e desrespeitavam princípios previstos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Para Abrão Dib, presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, “de nada adiantar trocar uma pessoa no alto escalão do município se não houver a colocação em prática de respeito e compromisso com o segmento. Já aconteceram fatos parecidos no passado em outros momentos, e o que parece é que somente um pedido de exoneração resolve o problema. A partir de agora será que a cidade de São Caetano do Sul vai rever o conceito de inclusão e acessibilidade?”.

Para André Naves, Defensor Público Federal, “as falas são violentas, mas é o retrato do capacitismo estrutural que o Brasil escolheu não ver. Quando alguém diz que falta estrutura, só está confessando uma escolha política: a escolha de não incluir’.

Nos bastidores, a pressão pela saída do secretário aumentou nos últimos dias, incluindo pedidos públicos de exoneração e representações encaminhadas ao Ministério Público. A saída de Chekin ocorre em meio ao desgaste político provocado pelo caso.

Confira trecho da carta de pedido de exoneração de Mauro Checkin

“Em razão dos fatos ocorridos na audiência pública na Câmara Municipal, da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude da Prefeitura de São Caetano do Sul, peço exoneração do cargo, reconhecendo o erro de abordagem do tema inclusão no esporte, pedindo sinceras desculpas pelo ocorrido.

Reafirmo meu compromisso como professor de Educação Física de carreira da municipalidade e vou procurar aperfeiçoamento profissional relacionado à inclusão.

Agradeço ao prefeito Tite Campanella pela oportunidade, reforçando que sigo e seguirei trabalhando pelo esporte, como fiz em toda minha carreira. – Mauro Chekin”.

Fonte https://diariopcd.com.br/apos-pressao-da-sociedade-e-do-segmento-das-pessoas-com-deficiencia-mauro-checkin-pede-exoneracao-apos-falas-preconceituosas-e-capacitistas/

Postado Pôr Antônio Brito

Brasil sobe ao pódio quatro vezes no segundo dia de World Series de natação em Berlim

Atleta Patricia Pereira no Mundial Paralímpico de Natação em Singapura em 2025 | Foto: Marcelo Zambrana/CPB

A Seleção Brasileira de natação conquistou um ouro, duas pratas e um bronze nesta sexta-feira, 8, segundo dia do World Series de natação em Berlim, na Alemanha.

Com estes resultados, o Brasil chega a 14 pódios na competição: quatro ouros, sete pratas e dois bronzes, entre adultos, e um ouro entre jovens.

As provas do World Series são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

O ouro brasileiro do dia veio com a mineira Patrícia Pereira (classes S4 e SB3, para atletas com comprometimento físico-motor), na prova dos 50m peito. A nadadora venceu a disputa com a marca de 56s19 e 921 pontos. A prata ficou com a ucraniana Maryna Verbova, da classe SB3, com 59s12 e 842 pontos. O bronze foi para a espanhola Teresa Perales, da classe SB1, com 1min36s31 e 754 pontos.

“Esta medalha é muito importante em razão de todo o processo de evolução que estou vivendo aos 49 anos. É complexo para nós atletas mulheres viverem este momento de mudanças em nosso corpo. Mas é bacana enfrentar este desafio aos lado dos profissionais que nos cercam e conseguir um resultado assim como o de hoje. Isto fortalece nosso trabalho, me fortalece como mulher e como atleta. Mostra que estou no caminho certo. Que bom eu não ter desistido. Ainda vou dar muito trabalho para minhas adversárias”, afirmou a nadadora.

O mineiro Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), conquistou a prata nos 200m livre, com 1min58s90 e 934 pontos. O ouro foi do britânico William Ellard, também S14, com 1min56s77 e 964 pontos. O espanhol Antoni Ponce Bertran, da classe S5 (comprometimento físico-motor), com 2min36s75 e 913 pontos, completou o pódio.

“Esta é uma prova que comecei a treinar neste ano. Tenho muito a melhorar. Eu gostei. Poderia ter feito um final melhor, mas sei que vou me desenvolver”, disse Arthur. Na véspera, o mineiro já havia conquistado a prata na prova dos 100m livre.

A paulista Beatriz Flausino também conquistou sua segunda medalha em Berlim, desta vez um bronze nos 100m borboleta. A atleta da classe S14 terminou a prova em 1min09s55 e marcou 869 pontos. A britânica Faye Rogers, da classe S10 (comprometimento físico-motor), ficou em primeiro, com 1min03s54 e 982 pontos. A também britânica Tara Beard, da classe S14, ficou em segundo, com 1min05s53 e 973 pontos.

Na véspera, Beatriz estabeleceu o novo recorde mundial dos 100m peito SB14 – 1min11s52, marca obtida nas eliminatórias. Mais tarde, a paulista ficou com a medalha de prata após a final.

O paulista Gabriel Bandeira, da classe S14, foi prata na prova dos 100m borboleta, com 55s57 e 1000 pontos. O pódio foi todo formado por atletas da mesma classe de Gabriel. O ouro foi obtido pelo dinamarquês Alexander Hillhouse, da classe S14, com 55s18 e 1011 pontos, e o bronze pelo britânico Mark Tompsett, com 57s81 e 930 pontos.

“Minha expectativa era nadar para 55 segundos, pois não fazia um tiro de borboleta desde o Mundial de Singapura no ano passado [em setembro] e estou voltando de lesão. Agora é seguir evoluindo”, analisou Gabriel, que foi o campeão paralímpico dos 100m borboleta em Tóquio 2020.

A etapa de Berlim do World Series segue até sábado, 9, com 17 brasileiros em ação. A seguir, 11 jovens atletas se juntam à Seleção para a disputa do IDM (Campeonato Alemão internacional de natação), a partir de domingo, 10.

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Arthur Xavier, Gabriel Bandeira e Patrícia Pereira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
As atletas Beatriz Flausino e Patrícia Pereira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-sobe-ao-podio-quatro-vezes-no-segundo-dia-de-world-series-de-natacao-em-berlim/

Postado Pôr Antônio Brito 

Cuidado é golpe! Golpistas usam IA para criar mulheres com deficiência

Golpistas usam inteligência artificial para criar perfis falsos de mulheres com deficiência e aplicar fraudes com promessas de conteúdo e relacionamentos.

Cuidado é golpe! Golpistas usam IA para criar mulheres com deficiência

Não falta mais nada... A Inteligência Artificial alcançou um novo e perigoso patamar de exploração.

Perfis que simulam lindas jovens com deficiência estão viralizando nas redes sociais com vídeos dramáticos sobre solidão e busca por um amor. Só que, por trás das imagens realistas de mulheres amputadas ou cadeirantes, não há uma pessoa real, mas sim algoritmos programados para o lucro ilícito e a exploração de fetiches.

Os perfis seguem um roteiro padrão: são publicados vídeos de jovens "chorando" ou lamentando a dificuldade de encontrar um parceiro devido à sua deficiência. O objetivo é simples e duplo: alcançar e atingir milhares de homens, que são impactados pela beleza das moças e os sentimentos de fragilidade delas.

Eles então começam uma conversa com investidas sexuais ou promessas de amor, impulsionando o perfil falso e golpista.

Na bio ou nos comentários, os links levam a grupos de Telegram onde se promete conteúdo adulto para esses interessados. Em muitos casos, após um pagamento via Pix, o usuário recebe links quebrados ou então acaba sendo bloqueado, configurando estelionato.

Embora criar um perfil de IA não seja ilegal, o uso dela para criação desse tipo de material com intenção ilícita, segundo especialistas, é crime e caracteriza estelionato a partir do momento que eles recebem pagamentos.

É preciso ficar atento a tudo que se recebe hoje em dia em suas redes sociais e até pelo WhatsApp.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=3f5d8558-a573-4215-a717-02b7b4b15d96

Postado Pôr Antônio Brito 

08/05/2026

Museu da Inclusão recebe exposição Arte, Harmonia&Paz do jovem artista Henrique Yasuhiro

Museu da Inclusão recebe exposição Arte, Harmonia&Paz do jovem artista Henrique Yasuhiro

Mostra traz 20 obras do artista de 14 anos, que tem Síndrome de Down e TEA, e já expôs sua arte em Londres. Abertura nesta quarta-feira (13) e a entrada é gratuita

A partir do dia 13 de maio, o Museu da Inclusão recebe a exposição “Arte, Harmonia&Paz, que busca promover a conscientização sobre o potencial criativo e as oportunidades das pessoas com deficiência, reafirmando a arte como um território verdadeiramente democrático: livre, plural e sem amarras.

As 20 obras da exposição foram pintadas por Henrique Yasuhiro, de 14 anos. O jovem artista natural de Santo André (SP) é uma pessoa com Síndrome de Down, autismo e uma produção marcada pela espontaneidade, intensidade e mescla de cores, uma linguagem visual abstrata, mas intuitiva, que dialoga diretamente com o campo da arte contemporânea.

Henrique já tem duas exposições internacionais no currículo. Sua estreia ocorreu em 2022, na mostra Artistas pela Paz, realizada no Circolo Italiano San Paolo. No mesmo ano, expôs em Londres, doando obras ao Rotary Club Chiswick & Brentford, Londres – Uk para leilão beneficente em apoio a crianças refugiadas da Ucrânia.

Para o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, a exposição representa muito mais do que um conjunto de belos quadros coloridos. “O Henrique nos lembra, com suas obras e as exposições internacionais no currículo, que, quando abrimos espaço e oferecemos oportunidades reais, as pessoas com deficiência transformam o mundo. Cada um deve exercer seu papel de agente transformador para juntos construirmos uma sociedade mais inclusiva”.

O diálogo entre arte visual e música, reunindo fragmentos de canções que ecoam, ampliam e atravessam o sentido das obras apresentadas, levam os visitantes a refletirem sobre a importância de cada pessoa aceitar a si mesmo, o outro, entendendo que todos somos resultado das histórias e sentimentos vivenciados ao longo da trajetória percorrida. Essa reflexão é muito importante para construirmos uma sociedade mais inclusiva, encarando as diferenças com maior empatia.

Os quadros repletos de cores e elementos que simbolizam a persistência das pessoas com deficiência, resistindo à violação de diversos direitos para seguir lutando por seu espaço, convida o público a transformar pontos de vista e comportamentos para abrir novas oportunidades de interação e conviver de forma mais pacífica e harmônica com as diferenças, sejam elas aparentes ou não.

A exposição vai até o dia 22 de maio, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. A entrada é gratuita.

Serviço

Exposição: Arte, Harmonia&Paz

Local: Museu da Inclusão

Endereço: Av Mário de Andrade, 564 – Portão 10

Abertura oficial: 13 de maio de 2026, às 14h

Realização: Ministério da Cultura, com apoio institucional da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Criação: Henrique Yasuhiro

Período: 13 a 22 de maio  

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Fonte https://diariopcd.com.br/museu-da-inclusao-recebe-exposicao-arte-harmoniapaz-do-jovem-artista-henrique-yasuhiro/

Postado Pôr Antônio Brito 

Associação dos Pintores com a Boca e os Pés celebra 70 anos

Associação dos Pintores com a Boca e os Pés celebra 70 anos

Encontro internacional em Londres reuniu artistas de diversos países para marcar a trajetória da Associação

A Associação Internacional dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP) celebra seus 70 anos de atuação com a realização de um encontro internacional em Londres, reunindo artistas de diversos países.

A iniciativa marcou uma trajetória construída ao longo de sete décadas, dedicada à promoção da autonomia, inclusão e valorização de artistas que produzem suas obras utilizando a boca e os pés, devido ao impedimento do uso dos seus membros superiores. Mais do que uma celebração, o encontro representa um importante momento de conexão e troca de experiências.

A programação contou com momentos de grande destaque, como o jantar de gala realizado no histórico Guildhall, que reuniu convidados e artistas em uma noite especial de celebração. Outro marco foi a inauguração da exposição no dia 14 de abril, no Lindley Hall, onde foram apresentadas obras de artistas de mais de 33 países, evidenciando a diversidade e o alcance global da associação. A exposição também contou com a presença da Duquesa de Edimburgo, reforçando a relevância institucional e cultural do encontro.

Durante a programação, artistas de diferentes nacionalidades compartilharam vivências, apresentaram seus trabalhos e celebraram o impacto cultural e social gerado pela APBP ao longo de sua história. A iniciativa reforça o compromisso contínuo da associação com o desenvolvimento artístico e a ampliação de oportunidades para seus membros.

A celebração dos 70 anos, realizada em Londres, simboliza não apenas a história construída até aqui, mas também o olhar voltado para o futuro — pautado pela expansão, inovação e fortalecimento de sua marca.


Mais informações estão disponíveis em: www.apbp.com.br

Fonte https://diariopcd.com.br/associacao-dos-pintores-com-a-boca-e-os-pes-celebra-70-anos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Festival Escola Paralímpica promove integração e atividades lúdicas com rúgbi em cadeira de rodas

Disputa entre São Paulo e Paraíba no Rúgbi em Cadeira de Rodas nas Paralímpiadas Escolares 2025, no CT Paralímpico | Foto: Wander Roberto/CPB

O Centro de Treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo, recebe neste sábado, 9, o Festival Escola Paralímpica de rúgbi em cadeira de rodas. O evento, das 9h às 12h (horário de Brasília), reúne cerca de 70 crianças participantes da Escolinha Paralímpica em uma manhã marcada por integração, diversão e aprendizado.

Voltado exclusivamente para os alunos já inscritos no projeto, o festival não contará com inscrições abertas ao público. A proposta é que as crianças possam vivenciar o rúgbi de forma lúdica, por meio de atividades recreativas adaptadas.

Um dos destaques do evento é a participação das famílias. Pais e responsáveis também poderão se envolver nas dinâmicas, fortalecendo os vínculos e promovendo um momento especial de convivência entre todos os participantes.

A iniciativa reforça o compromisso do CPB com o desenvolvimento esportivo, incentivando a prática esportiva desde a infância em um ambiente acolhedor e divertido, incluindo os familiares.

Além das atividades esportivas, o festival oferece um kit de lanche para as crianças. Ao final do evento, elas também receberão um brinde.

Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/festival-escola-paralimpica-promove-integracao-e-atividades-ludicas-com-rugbi-em-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Corinthians faz seletiva para futsal Down – quer ser um jogador?

Corinthians abre inscrições para seletiva de futsal Down em São Paulo. Atletas a partir de 16 anos podem participar do projeto inclusivo até 9 de maio.

Corinthians faz seletiva para futsal Down – quer ser um jogador?

Estão abertas as inscrições para a Seletiva de Futsal Down do Corinthians, na zona leste da capital paulista, para atletas masculino e feminino, a partir de 16 anos.

As inscrições estão acontecendo e vão até o dia 9 de maio.

A seletiva em si acontecerá no dia 16 de maio, sábado, no Parque São Jorge, sede do Corinthians, Ginásio Bernardão, no bairro do Tatuapé, em São Paulo/SP.

Você pode fazer parte desse grande projeto de inclusão, esporte e superação. Mostre seu talento e venha vestir essa camisa do Corinthians.

Para participar, é preciso preencher a inscrição no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=b137d20b-98e2-452e-b9ea-92af99c9ae73
 
Postado Pôr Antônio Brito 

07/05/2026

Estado do Paraná aplica prova acessível e é exemplo para o país

Paraná realiza avaliação com ampla acessibilidade para mais de 113 mil estudantes da Educação Especial, incluindo provas em Braille, Libras e adaptações para diferentes necessidades.

Estado do Paraná aplica prova acessível e é exemplo para o país

Mais de 113 mil estudantes da Educação Especial da rede estadual de ensino do Paraná fazem a chamada “Prova Paraná”, com adaptações específicas. Será nos dias 19 e 20 de maio, em uma avaliação que mobiliza cerca de 1,1 milhão de alunos em todo o Estado. A avaliação mantém o mesmo conteúdo para todos, mas adapta a forma de aplicação conforme o perfil do estudante, com mudanças no formato, tempo adicional, apoio profissional e uso de recursos específicos.

Conforme dados da Secretaria Estadual da Educação (SEED-PR), nesta edição, 1.773 estudantes dos ensinos fundamental e médio realizam a avaliação com recursos especializados: 57 alunos cegos fazem a prova em Braille; 1.692 com baixa visão recebem versões ampliadas ou superampliadas, com ajustes de contraste e organização visual; e 24 estudantes com Síndrome de Irlen contam com adaptações de cor e luminosidade, incluindo o uso de lâminas coloridas. Estudantes surdos têm acesso a vídeos com tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Outros 28 mil estudantes realizam a avaliação com tempo adicional, apoio profissional, aplicação em ambiente específico, transcrição de respostas e leitura assistida. As adaptações atendem diferentes perfis de aprendizagem, incluindo estudantes com deficiências, transtornos do neurodesenvolvimento, transtornos funcionais específicos e altas habilidades ou superdotação.

A rede estadual soma atualmente 113.861 estudantes da educação especial, 12,5% do total. A maior parte das matrículas está concentrada em transtornos funcionais específicos (71.287), como dislexia e TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), além de estudantes com transtorno do espectro autista — TEA (17.441) e deficiência intelectual (17.351).

Outros grupos incluem deficiências visuais, com 2.433 estudantes com baixa visão e 172 com cegueira; deficiências físicas (1.872) e deficiências auditivas (1.109), além de surdez (668). Há ainda registros de deficiência múltipla (779), atraso no desenvolvimento neuropsicomotor (718), surdocegueira (31) e visão monocular (11).

O crescimento da educação especial acompanha a ampliação das adaptações. O número de estudantes atendidos passou de 71,5 mil em 2021 para mais de 113 mil em 2026, aumento de quase 63%.

A prova é padronizada quanto ao conteúdo e aos objetivos. O diferencial está na oferta de recursos e apoios necessários para assegurar condições adequadas de participação dos estudantes da Educação Especial.

As versões acessíveis da Prova Paraná levam de 40 a 60 dias para serem produzidas. A partir da prova original, cada questão é adaptada conforme o público: há transcrição em Braille, arquivos digitais para leitores de tela, versões ampliadas e superampliadas e tradução para Libras em vídeo. Todo o material passa por revisão técnica e validação pedagógica antes da aplicação.

Para estudantes autistas ou com deficiência intelectual, a adaptação vai além do formato. Inclui preparação prévia, explicação da rotina, tempo ampliado, mediação de professor especializado, apoio com leitor ou transcritor e aplicação em ambientes mais controlados, garantindo participação com acessibilidade.

Criada em 2019, a “Prova Paraná” atualmente inclui conteúdos da formação geral básica e dos itinerários formativos do Novo Ensino Médio.

Aplicada às redes estadual e dos municípios que aderem ao sistema, a avaliação orienta o acompanhamento contínuo da aprendizagem e subsidia decisões pedagógicas ao longo do ano letivo. Desde as primeiras edições, estudantes da Educação Especial participam da avaliação, com ampliação progressiva dos recursos de acessibilidade.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=fc2b754d-8930-4b8d-b4f7-db067c41ac09

Postado Pôr Antônio Brito 

Terapias negadas e famílias exaustas: o custo emocional da omissão

Terapias negadas e famílias exaustas: o custo emocional da omissão - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Quando tratamentos essenciais são recusados, adiados ou esvaziados pela burocracia, não é apenas o paciente que sofre. Toda a família adoece junto.

Há dores que não aparecem nos laudos médicos.

Não constam em exames.
Não entram em planilhas.
Não costumam ser consideradas nas negativas administrativas.

São as noites sem dormir de mães e pais aflitos. A angústia de quem vê o tempo passar enquanto uma criança perde estímulos importantes. O desgaste emocional de famílias que precisam implorar por terapias básicas. O medo silencioso de idosos que aguardam reabilitação sem saber se recuperarão autonomia.

Quando uma terapia essencial é negada, atrasada ou interrompida, o impacto ultrapassa o paciente.

Ele alcança a casa inteira.

O sofrimento que não entra no processo

Muito se discute sobre custos assistenciais, cobertura contratual, rol de procedimentos e equilíbrio financeiro do sistema. São temas relevantes. Mas existe uma dimensão frequentemente ignorada: o custo humano da demora.

Enquanto setores burocráticos trocam documentos e decisões são postergadas, famílias reorganizam suas vidas em torno da urgência.

Há mães que abandonam o emprego para acompanhar tratamentos.

Há pais que acumulam jornadas exaustivas para custear sessões particulares.

Há avós que se tornam cuidadores em tempo integral.

Há casais que entram em colapso emocional.

Há irmãos que crescem em meio ao estresse constante.

A negativa raramente atinge uma única pessoa.

Ela se espalha.

Crianças que não podem esperar

No caso de crianças com deficiência, especialmente em situações que demandam intervenção precoce, o tempo possui valor terapêutico.

Meses perdidos podem significar regressões, atraso no desenvolvimento, dificuldades futuras e sofrimento evitável.

No caso de crianças autistas, a continuidade do acompanhamento multiprofissional frequentemente é decisiva para comunicação, autonomia, socialização e aprendizagem.

Fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia, análise do comportamento aplicada e outras intervenções indicadas clinicamente não representam luxo nem excesso.

Representam cuidado.

Negar ou retardar esse acompanhamento não configura simples discussão contratual.

Pode significar perda concreta de oportunidades de desenvolvimento.

As famílias sabem disso. Por isso insistem tanto.

Não se trata de capricho.

Trata-se de urgência.

As negativas que mudaram de forma

Nem toda recusa chega por escrito.

Muitas vezes ela aparece na limitação arbitrária de sessões, na ausência de profissionais especializados na rede credenciada, na troca constante de terapeutas, na exigência interminável de relatórios, na demora para autorizações, no descredenciamento repentino de clínicas ou na oferta de atendimento incompatível com a necessidade do paciente.

Em tese, o tratamento existe.

Na prática, não chega.

Negar por obstáculos também é negar.

Para quem depende de continuidade terapêutica, cada mês perdido pesa.

O que dizem a Justiça e a regulação

A Agência Nacional de Saúde Suplementar promoveu avanços regulatórios ao afastar limites automáticos para determinadas terapias relacionadas ao tratamento do transtorno do espectro autista, reconhecendo a necessidade de cuidado contínuo e individualizado.

Em março de 2026, o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que planos de saúde não podem limitar o número de sessões de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional prescritas a pessoas com transtorno do espectro autista. A Corte considerou abusivas restrições padronizadas incompatíveis com a necessidade clínica do paciente.

A decisão foi fixada sob o rito dos recursos repetitivos, o que reforça sua relevância nacional para casos semelhantes em tramitação.

Idosos também sofrem em silêncio

A discussão pública costuma concentrar-se na infância, mas milhares de pessoas idosas enfrentam dramas semelhantes.

Após AVCs, fraturas, internações prolongadas ou doenças degenerativas, terapias de reabilitação podem definir se alguém voltará a andar, falar com autonomia, alimentar-se sozinho ou realizar atividades básicas da vida cotidiana.

Quando esse cuidado não chega a tempo, o prejuízo pode se tornar irreversível.

E junto com o idoso sofre toda a rede familiar.

Filhos adoeçam emocionalmente. Cuidadores se esgotam. A rotina se desestrutura.

O que a lei protege

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 consagra a dignidade da pessoa humana e o direito à saúde como valores centrais do Estado brasileiro.

A Lei nº 12.764/2012 assegura às pessoas autistas acesso à saúde, diagnóstico precoce e atendimento multiprofissional.

O Estatuto da Pessoa Idosa reforça a prioridade no acesso à saúde e à reabilitação.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência garante atenção integral à saúde da pessoa com deficiência, inclusive com serviços adequados às necessidades individuais.

No campo da saúde suplementar, a jurisprudência brasileira consolidou importantes limites contra negativas abusivas, especialmente quando há prescrição médica idônea, indicação técnica fundamentada e necessidade comprovada.

Em outras palavras, o ordenamento jurídico não protege apenas contratos.

Protege pessoas.

Judicialização não é escolha livre

Quando a terapia é negada, muitas famílias recorrem ao Judiciário como último caminho.

Mas acionar a Justiça exige energia, tempo e recursos emocionais que frequentemente já estão esgotados.

É preciso reunir documentos, laudos, receitas, relatórios, protocolos de atendimento, histórico clínico e enfrentar a ansiedade da espera.

Muitas famílias não judicializam por estratégia.

Judicializam por desespero.

Enquanto isso, o relógio clínico continua correndo.

Ganhar a ação, em muitos casos, não apaga o desgaste vivido até ali.

Omissão também produz dano

Há quem trate negativas como mero procedimento administrativo. Não são.

Quando a recusa injustificada posterga cuidado essencial, a omissão produz efeitos concretos:

  • agravamento clínico;
  • regressão funcional;
  • sofrimento psíquico;
  • endividamento familiar;
  • ruptura da rotina doméstica;
  • exaustão emocional de cuidadores.

O dano nem sempre é visível, mas existe.

O que precisa mudar

É necessário avançar em medidas reais:

  • respostas administrativas céleres;
  • análise técnica individualizada;
  • respeito à prescrição fundamentada;
  • rede credenciada efetiva e suficiente;
  • canais rápidos de revisão;
  • mediação menos burocrática;
  • fiscalização de abusos;
  • apoio às famílias cuidadoras;
  • prioridade a casos urgentes.

Saúde não pode ser tratada com indiferença protocolar.

Quando uma terapia necessária é negada, não se interrompe apenas um tratamento.

Interrompem-se as expectativas.
Abalam-se rotinas.
Exaurem-se famílias.
Adia-se dignidade.

Por trás de cada negativa existe alguém tentando evoluir, recuperar movimentos, desenvolver linguagem, preservar autonomia ou simplesmente viver com menos dor.

O sistema não pode continuar discutindo custos financeiros enquanto tantas famílias pagam, sozinhas, o custo emocional da omissão.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/ 

Fonte https://diariopcd.com.br/terapias-negadas-e-familias-exaustas-o-custo-emocional-da-omissao/
 
Postado Pôr Antônio Brito

O mundo perdeu um grande campeão: Alessandro Zanardi

Morreu aos 59 anos Alessandro Zanardi, ex-piloto da Fórmula 1 e multicampeão paralímpico, símbolo mundial de superação e inspiração no esporte.

O mundo perdeu um grande campeão: Alessandro Zanardi

Faleceu nesta última sexta-feira, 1º de maio, aos 59 anos, o ex-piloto de Fórmula 1 e multicampeão do paraciclismo Alessandro Zanardi.

Zanardi foi destaque da Fórmula 3000 em 1991, chegando até a Fórmula 1 no ano seguinte. Foi campeão de Fórmula Indy em 1997 e 1998 e, em 2001, correndo pela equipe Honda, sofreu um grave acidente na categoria e teve que amputar as duas pernas. No acidente, Zanardi teve o corpo partido ao meio na hora.

O acidente aconteceu a 320 km/h e o piloto perdeu 75% do sangue do seu corpo. Seu coração parou sete vezes e as suas pernas foram arrancadas instantaneamente com a pancada.

Mas, para ele, parar nunca foi uma possibilidade. O italiano se reinventou no esporte, conquistando medalhas de ouro e prata nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 e Rio 2016.

O mundo lamenta a perda deste grande esportista, grande homem, grande exemplo de vida e superação.

Coincidentemente ou não, Zanardi faleceu no mesmo dia que o nosso campeão e também ídolo mundial da Fórmula 1, Airton Senna. Zanardi dizia: “Eu não perdi minhas pernas, eu ganhei minha vida.”

Assista ao vídeo do acidente de Zanardi na Fórmula Indy no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=7f54000b-bc42-44c8-ad2b-803950c89ad9
 
Postado Pôr Antônio Brito 

06/05/2026

Para diminuir filas, INSS nega pedidos de benefícios

Para diminuir filas, INSS nega pedidos de benefícios

Diário PcD entrevista especialistas que comentam sobre indeferimentos.

A fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vem registrando queda acelerada em 2026, mas especialistas apontam que parte dessa redução pode estar ligada ao aumento de indeferimentos — ou seja, respostas negativas — concedidos em tempo recorde.

Dados oficiais indicam que o estoque de requerimentos caiu cerca de 16% em apenas dois meses, passando de 3,1 milhões para 2,6 milhões de processos em análise. A redução corresponde a cerca de 500 mil pedidos analisados no período.

No entanto, especialistas alertam que a velocidade das análises pode estar sendo acompanhada por um aumento expressivo de negativas. Segundo análises do setor, parte dos servidores tem priorizado o encerramento rápido dos processos — o que inclui o indeferimento — para cumprir metas de produtividade.

Esse movimento estaria ligado a incentivos financeiros por volume de processos concluídos, o que, na prática, pode favorecer decisões mais rápidas em detrimento de análises aprofundadas.

Confira a entrevista com Susanne Maia – CEO da Aposenta PcD e com a advogada Daniela Alves – especialista em Direito Previdenciário.

 

Fonte https://diariopcd.com.br/para-diminuir-filas-inss-nega-pedidos-de-beneficios/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil disputa etapa da Copa do Mundo de ciclismo de estrada na Itália

Jady Malavazzi em disputa nos Jogos Paralímpicos Paris 2024 | Foto: Marcello Zambrana/CPB.

O Brasil disputa a partir desta quinta-feira, 7, a etapa da Copa do Mundo de ciclismo de estrada em Abruzzo, na Itália. A competição, que conta com 29 atletas brasileiros e oito pilotos, segue até domingo, 10.

Entre os participantes da etapa da Itália, estão atletas que representaram o país nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024: os paulistas Lauro Chaman, da classe MC5 (para atletas que utilizam bicicletas convencionais), Jéssica Ferreira e Mariana Garcia, da classe H3 (atletas que utilizam handbikes, bicicletas impulsionadas com as mãos), e Sabrina Custódia, da classe C2 (bicicletas convencionais); o goiano Carlos Gomes, da classe C1; a paranaense Jady Malavazzi, da classe H3; e o sergipano Ulisses Freitas, da classe H4 (handbikes).

Na última semana, os brasileiros conquistaram sete medalhas na etapa de Gistel, na Bélgica, sendo uma de ouro e seis de prata. O ouro foi conquistado pelo paulista Lauro Chaman, na prova de resistência da classe MC5. Ele percorreu 80,4 km, divididos em oito voltas, em 1h48min09s. O holandês Daniel Abraham Gebru e o ucraniano Yehor Dementyev ficaram com a prata e o bronze, respectivamente.

As pratas vieram com as paulistas Jéssica Ferreira, nas disputas de contrarrelógio, resistência e revezamento por equipes, na classe H3, e Gilmara do Rosário, nas provas de contrarrelógio e resistência H2 (handbikes), e com a paranaense Victoria Barbosa, na prova de contrarrelógio da classe C1 (bicicletas convencionais).

Confira todos os brasileiros presentes na competição:
Lauro César Moro Chaman (Classe C5)
Theo Ribeiro Denadai (Classe C4)
Victor Luise de Oliveira Herling (Classe C2)
Sabrina Custódia da Silva (Classe C2)
Carlos Alberto Soares (Classe C1)
Victoria Maria Barbosa (Classe C1)
Antonio Marcos de Moura (Classe H5)
Gilmara Sol do Rosário (Classe H2)
Jady Martins Malavazzi (Classe H3)
Jessica Moreira Ferreira (Classe H3)
Amanda Antunes de Paiva (Classe C3)
Roberto Franco Neto (Classe C2)
Dirceu Soares Vale de Almeida (Classe C4)
Gilberto de Sousa Silva (Classe C5)
Ronan da Motta Fonseca (Classe H5)
Ulisses Leal Freitas (Classe H4)
Rayr Barreto da Cruz (Classe H4)
Josiane Nowacki (Classe H4)
Mariana Garcia (Classe H3)
Marcos Antônio de Melo Júnior (Classe H2)
Bianca Canovas Garcia (Classe B)
Nicolle Wendy Borges (Pilota)
Gilce Cristina Côrtes (Classe B)
Fabiola Tatiana Cruz de Freitas (Pilota)
Bruno Bonfim dos Anjos (Classe B)
José Eriberto Medeiros (Piloto)
Ricardo Costa de Oliveira (Classe B)
Mauro Santos de Aquino (Piloto)
Lucas Prado (Classe B)
Alan Valencio Maniezzo (Piloto)
Gustavo Henrique Araujo (Classe B)
Endrigo da Rosa Pereira (Piloto)
Viviane Ferreira Soares (Classe B)
Lara Rodrigues Marinho (Pilota)
Silvania Costa de Oliveira (Classe B)
Yara Driele Miranda de Oliveira (Pilota)
Jose Cleber de Sousa Silva (Classe T1)

*Com informações da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Carlos Gomes, Gilmara do Rosário, Jady Malavazzi e Antonio Moura são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Lauro Chaman, Sabrina Custódia, Amanda Antunes, Bianca Canovas, Mariana Garcia e Jessica Ferreira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-disputa-etapa-da-copa-do-mundo-de-ciclismo-de-estrada-na-italia/

Postado Pôr Antônio Brito 

USP vai ter cotas para pessoas com deficiência somente a partir de 2028

USP terá cotas para pessoas com deficiência a partir de 2028. Medida atende lei estadual e prevê reserva mínima de 6,3% das vagas nos processos seletivos.

USP vai ter cotas para pessoas com deficiência somente a partir de 2028

A USP criou um Grupo de Trabalho para definir como será a reserva de vagas nos processos seletivos. A proposta valerá para FUVEST, Provão Paulista e ENEM-USP, em atendimento à Lei Estadual 18.167/2025, que determinou a política nas universidades paulistas.

O percentual mínimo de vagas reservadas seguirá a proporção de pessoas com deficiência na população paulista, segundo o último Censo do IBGE. No Censo 2022, esse índice foi de 6,3% da população do estado, o que é um número muito menor do que a realidade paulista e brasileira.

O grupo tem 120 dias para apresentar uma minuta de resolução. Depois, passa por câmaras, conselhos de graduação e inclusão, e só então chega ao Conselho Universitário, instância máxima da USP. A previsão é concluir o trâmite no primeiro semestre de 2027, para que as regras estejam definidas antes do vestibular de 2028.

A UNICAMP já tem esse tipo de cota desde 2024. As universidades federais contam com essa inclusão desde 2016, quando foi incluída na Lei de Cotas. O índice de estudantes com deficiência nas universidades brasileiras mais que dobrou nos últimos dez anos, mas ainda representa menos de 1% dos alunos matriculados nas graduações do Brasil.

A USP é a maior universidade da América Latina. Esse número de menos de 1% não é coincidência: é o resultado de décadas de ausência de política afirmativa. A cota é um começo. A permanência, o acesso a suporte e a adaptação curricular são o que vêm depois. A USP precisará modernizar suas instalações para receber um número maior de alunos PcD.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=52315ecc-1482-43e9-b711-40e87d524a1e

Postado Pôr Antônio Brito 

05/05/2026

Rollemberg busca aprovação de Requerimento para cobrar informações oficiais do Governo Federal sobre cobrança de IPI para pessoas com deficiência

Rollemberg busca aprovação de Requerimento para cobrar informações oficiais do Governo Federal sobre cobrança de IPI para pessoas com deficiência

O parlamentar preside a Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência e apresentou Requerimento que será debatido e votado em Sessão na tarde desta terça-feira.

A reunião dos parlamentares que compõem a Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados com início previsto para às 13h desta terça-feira, 5, terá como um dos principais temas o Requerimento 21/2026 – de autoria do Deputado Federal Rodrigo Rollemberg, presidente da Comissão que “requer informações ao Ministro de Estado da Fazenda, Sr. Dario Durigan sobre a atuação da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, acerca da aplicação da Lei Complementar nº 224/2025 sobre a isenção de IPI na aquisição de veículos automotores 0km por pessoas com deficiência, nos termos da Lei Federal nº 8.989/1995”.

As denuncias sobre o início da cobrança do tributo foram apresentadas ao parlamentar na última semana, em visita feita pela ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência.

“Recebi com muita preocupação a denúncia encaminhada sobre a possível redução da isenção do IPI na compra de veículos por pessoas com deficiência. Estamos falando de um direito histórico, fundamental para garantir mobilidade, autonomia e inclusão. Não é aceitável que um benefício dessa natureza seja reduzido sem transparência, sem base legal clara e sem diálogo com a sociedade. Se confirmada, essa medida representa um grave retrocesso”, afirmou o parlamentar.

De acordo com ele, “como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, já apresentei um requerimento de informação ao Ministério da Fazenda para que a Receita Federal esclareça o que está acontecendo, qual a base legal dessa interpretação e quais medidas estão sendo adotadas . Esse requerimento será apreciado e votado na Comissão. Vamos cobrar respostas firmes e agir com rapidez. Nosso compromisso é garantir que nenhum direito seja retirado ou reduzido de forma indevida. Vamos acompanhar esse caso de perto e tomar todas as medidas necessárias. As pessoas com deficiência não podem pagar essa conta”.

Para Abrão Dib, presidente da entidade, “estamos conseguindo levar essa demanda tão importante para o Congresso Nacional. Senadores da República já se manifestaram. Agora, com a aprovação deste Requerimento, também teremos uma cobrança oficial pela Câmara dos Deputados para que as autoridades expliquem como – e de onde, tiraram essa decisão de começar a tributar as pessoas com deficiência”.

Fonte https://diariopcd.com.br/rollemberg-busca-aprovacao-de-requerimento-para-cobrar-informacoes-oficiais-do-governo-federal-sobre-cobranca-de-ipi-para-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB convoca 230 atletas de 13 modalidades para os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulga nesta terça-feira, 5, a convocação de 230 atletas de 13 modalidades para os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, que serão realizados de 5 a 15 de julho na Colômbia. A delegação conta ainda com dois goleiros (futebol de cegos), quatro pilotos (ciclismo), dois calheiros (bocha) e três atletas-guia (atletismo).

Este será o primeiro grande evento paralímpico multiesportivo adulto com a participação do Brasil desde a campanha histórica nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando o país alcançou pela primeira vez o top-5 no quadro de medalhas. Na ocasião, a delegação brasileira conquistou 88 pódios (25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes). Neste ínterim, foram realizados somente Mundiais de modalidades.

A competição continental deve reunir cerca de 1.100 atletas de 12 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Panamá, Suriname, Uruguai e Venezuela.

CONFIRA A CONVOCAÇÃO COMPLETA AQUI

O atletismo será a modalidade com o maior número de esportistas brasileiros, com 40 convocados. O grupo tem entre seus destaques a paraense Fernanda Yara, medalhista de ouro nos 400m T47 (comprometimento em membros superiores) nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024; o paraibano Ariosvaldo Fernandes da Silva, medalhista de bronze nos 100m T54 (cadeirantes) na mesma competição; e o paraibano Cicero Nobre, bronze no lançamento de dardo F57 (competem sentados) em Paris.

Também foram convocados 14 atletas do badminton, 24 do basquete em cadeira de rodas, oito da bocha, 10 do ciclismo, oito do futebol de cegos, 12 do goalball, 19 do halterofilismo, 26 da natação, 22 do tênis de mesa, sete do tênis em cadeira de rodas, 12 do tiro com arco e 28 do vôlei sentado.

Medalhistas paralímpicos

A convocação traz nomes de medalhistas paralímpicos e mundiais em diversas modalidades, além do atletismo. No halterofilismo, por exemplo, participarão dos Jogos Parasul-Americanos a paulista Mariana D’Andrea, bicampeã paralímpica na categoria até 73kg (Tóquio 2020 e Paris 2024); e a carioca Tayana Medeiros, medalhista de ouro na categoria até 86kg nos Jogos de Paris.

A natação paralímpica terá a potiguar Cecília Araújo, medalhista de prata nos 50m livre da classe S8 (comprometimento físico-motor) nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 e o brasiliense Wendell Belarmino, campeão dos 50m livre S11 (cegos) em Tóquio 2020 e prata na mesma prova em Paris 2024.

O ciclismo contará com o paulista Lauro Chaman, da classe C5 (usam bicicletas convencionais), prata na prova de estrada e bronze na prova contrarrelógio nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e a paulista Sabrina Custódia, da classe C2, medalhista de ouro na prova de 1 km contrarrelógio do Mundial de ciclismo de pista do Rio de Janeiro, em 2025. Além disso, a acreana Jerusa Geber, campeã em Paris 2024 nas provas dos 100m e dos 200m para a classe T11 (cegos) do atletismo, irá reforçar o ciclismo brasileiro na Colômbia.

No futebol de cegos, a equipe irá juntar atletas consagrados e jovens talentos da modalidade. No primeiro grupo estão o gaúcho Ricardo Alves, tetracampeão paralímpico (Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020), e o paraibano Raimundo Nonato, que esteve na Seleção nas três últimas conquistas do ouro. Eles jogarão ao lado de jovens como o cearense Anael Oliveira.

No tênis de mesa, a delegação contará com as paulistas Cátia Oliveira e Joyce Oliveira, bronze nas duplas femininas WD5 nos Jogos de Paris 2024; e os também paulistas Luiz Felipe Manara e Cláudio Massad, bronze nas duplas MD18.

O tênis em cadeira de rodas contará com a mineira Vitória Miranda, que conquistou em 2025 títulos de simples e de duplas em dois Grand Slams na categoria Júnior: no Aberto da Austrália e em Roland Garros, na França.

Já no tiro com arco, um dos destaques será a goiana Jane Karla, que conquistou uma medalha de bronze individual e duas de prata nas duplas no Mundial disputado na República Tcheca em 2023.

Jogos Parasul-Americanos Valledupar 2026

As disputas dos Jogos Parasul-Americanos acontecerão em locais como o Complexo Aquático da Universidade Popular de César (UPC), com capacidade para receber até 600 pessoas; o Coliseu de Basquete Gota-Fria, considerada a “oitava maravilha do esporte caribenho” e que pode receber até 3.000 espectadores; e o Estádio de Atletismo José Luis Parada. Parte dessas estruturas foi construída para os Jogos Bolivarianos, evento que reuniu atletas de 11 países em Valledupar em 2022.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em março de 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em seis modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.

Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.

Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de Cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-convoca-230-atletas-de-13-modalidades-para-os-jogos-parasul-americanos-de-valledupar/

Postado Pôr Antônio Brito 

Rio de Janeiro/RJ: falece a ex-vereadora Luciana Novaes – PCD - aos 43 anos

Morre aos 43 anos a ex-vereadora Luciana Novaes, referência na luta pelos direitos das pessoas com deficiência e atuação política no Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro/RJ: falece a ex-vereadora Luciana Novaes – PCD - aos 43 anos

A ex-vereadora Luciana Novaes faleceu nesta segunda-feira, dia 27 de abril, aos 43 anos, após a constatação de morte cerebral, segundo informou a nota de pesar divulgada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro/RJ.

Luciana ficou conhecida nacionalmente após ser atingida por uma bala perdida em 2003, quando estava no campus da Universidade Estácio de Sá, na Zona Norte do Rio. A partir do episódio, passou a viver com tetraplegia e enfrentou uma longa trajetória de reabilitação e adaptação, contrariando prognósticos iniciais que apontavam baixíssimas chances de sobrevivência.

Mesmo diante das limitações físicas, ela seguiu ativa na vida pública e acadêmica, formando-se em serviço social e direcionando sua atuação para pautas ligadas à inclusão e aos direitos de pessoas com deficiência. Em 2016, foi eleita vereadora na capital carioca, período em que se destacou pela apresentação e aprovação de projetos legislativos voltados a diferentes áreas sociais.

Luciana retornou à Câmara Municipal em 2023, desta vez como suplente, mantendo atuação política e participação em debates relacionados à acessibilidade e políticas públicas.

Luciana foi madrinha da feira Mobility & Show Rio por duas vezes e uma grande parceira do Sistema Reação.

Que Deus conforme a família neste momento de perda e dor.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=2140d314-12a6-4155-b468-052855660813

Postado Pôr Antônio Brito 

04/05/2026

Corrida do Autismo é confirmada em Fortaleza após mobilização popular

Corrida do Autismo é confirmada em Fortaleza após mobilização popular

Confirmação só aconteceu após divulgação no Diário PcD, pressão da sociedade e atuação de parlamentar estadual

A realização da Corrida do Autismo em Fortaleza foi confirmada após um período de indefinição, resultado de mobilização popular e repercussão nas redes sociais. O tema foi destacado pelo deputado estadual Pedro Matos (PL), que atribui à participação da sociedade e à atuação parlamentar o desfecho favorável para a inclusão do evento no calendário da capital.

O Diário PcD denunciou a possibilidade do cancelamento do evento e cobrou posição oficial das autoridades.

 

Autismo Run é cancelado em Fortaleza e parlamentar cobra prioridade para políticas de inclusão

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A prova, intitulada “Corrida Girassol Evoluir”, chegou a ter sua realização comprometida diante da ausência de definições por parte do poder público. Com a ampliação do debate e o engajamento de diferentes grupos, incluindo famílias, instituições e apoiadores da causa, o evento foi viabilizado, ainda que com prazo reduzido para organização.

A Corrida do Autismo será realizada no dia 26 de abril, a partir das 16h, na Avenida Beira-Mar, reunindo famílias atípicas, organizações da sociedade civil e participantes engajados na pauta da inclusão. O evento tem como objetivo ampliar a visibilidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e promover a conscientização sobre a importância de políticas públicas voltadas à causa.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar ressaltou o papel da sociedade no processo. “A confirmação da corrida demonstra a importância da mobilização popular e do acompanhamento das ações públicas. Mesmo com o tempo limitado para organização, o evento será realizado, o que representa um avanço diante do cenário inicial”, afirmou.

Fonte https://diariopcd.com.br/corrida-do-autismo-e-confirmada-em-fortaleza-apos-mobilizacao-popular/

Postado Pôr Antônio Brito