01/07/2026

Aplicativo VISIONAUTA chega ao IPHONE e leva autonomia a pessoas com deficiência visual

Aplicativo VISIONAUTA chega ao IPHONE e leva autonomia a pessoas com deficiência visual

Depois do sucesso no Android, VISIONAUTA chega ao IPHONE e leva autonomia a pessoas com deficiência visual

Jonathan Santos, engenheiro de software cego que atuou no Google e na Samsung, anuncia o lançamento da versão para iOS do Visionauta, aplicativo gratuito que usa inteligência artificial para ajudar pessoas cegas e com baixa visão em tarefas do dia a dia. O app já está disponível na App Store.

A novidade chega após o êxito da versão para Android, lançada no início de 2026 e que se tornou um grande sucesso entre a comunidade de pessoas com deficiência visual, conquistando milhares de usuários e avaliações muito positivas. Agora, todo esse conjunto de recursos chega também aos usuários de iPhone.

O Visionauta funciona como um assistente visual portátil. Basta apontar a câmera do celular para ler textos em voz alta, identificar cédulas de dinheiro, encontrar objetos perdidos ou fazer perguntas sobre o ambiente.

Um dos grandes destaques do Visionauta — presente tanto no iOS quanto no Android — é a Conversa em Tempo Real: um modo em que o usuário conversa por voz, de forma natural e contínua, com a inteligência artificial, que descreve o ambiente e responde perguntas instantaneamente, como se houvesse ao lado um assistente que enxerga por ele.

“Lançar o Visionauta no iPhone era um pedido constante da comunidade. O sucesso no Android mostrou que existe uma necessidade real, e agora ninguém fica de fora por causa da plataforma que usa.” — Jonathan Santos

A ideia surgiu durante o mestrado em Engenharia da Computação na Universidade Presbiteriana Mackenzie, nas disciplinas de Pensamento Computacional e Inteligência Artificial.

“Agradeço aos professores Ismar Frango e Nizam Omar, que me incentivaram a transformar um projeto acadêmico em uma ferramenta real para a comunidade.” — Jonathan Santos

RECURSOS DO APP

Entre os recursos do app estão: Conversa em Tempo Real com a IA por voz, leitura de textos offline, reconhecimento de cédulas de diversas moedas (Real, Dólar, Euro, Peso Mexicano, Iene, Dólar Canadense e Australiano), lupa eletrônica com modos de alto contraste, localizador de objetos por comando de voz e assistente de IA que descreve cenas e responde perguntas. A versão para iOS foi totalmente integrada ao VoiceOver e aos recursos de acessibilidade do iPhone.

SOBRE O DESENVOLVEDOR

Jonathan Santos é engenheiro de software especializado em Inteligência Artificial, que atuou no Google e na Samsung. Pesquisador e doutorando em Engenharia da Computação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, é também professor universitário convidado na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, onde leciona Inteligência Artificial Generativa Aplicada à Saúde. É cego e dedica-se a desenvolver tecnologias de acessibilidade que promovam independência para pessoas com deficiência visual.

INFORMAÇÕES

App: Visionauta
Preço: Gratuito
Plataformas: iOS e Android
Download iOS: https://apps.apple.com/app/visionauta/id6780104967
Download Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.alphamob.aie

Fonte https://diariopcd.com.br/aplicativo-visionauta-chega-ao-iphone-e-leva-autonomia-a-pessoas-com-deficiencia-visual/

Postado Pôr Antônio Brito 

Valledupar 2026: Mariana D’Andrea e Iranildo Espíndola serão os porta-bandeiras na abertura dos Jogos

Iranildo Espíndola e Mariana D’Andrea com a bandeira do Brasil no CT Paralímpico após o anúncio como porta-bandeiras dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026. | Foto: Karine Zanardi/CPB

Os medalhistas paralímpicos Mariana D’Andrea, do halterofilismo, e Iranildo Espíndola, do tênis de mesa, serão os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, que vai acontecer na Colômbia neste domingo, 5, no estádio Armando Maestre Pavajeau, a partir das 19h (horário de Brasília).

A paulista Mariana, 28, que tem nanismo, foi medalhista de ouro nos últimos dois Jogos Paralímpicos, em Paris 2024 e Tóquio 2020, ambos competindo pela categoria até 73kg. A atleta ainda foi campeã do Mundial de Dubai 2023, competindo na categoria até 79kg, e conquistou duas medalhas no Mundial do Cairo 2025, prata no individual na categoria até 73kg e ouro na equipe feminina.

A atleta foi porta-bandeira do Brasil em outra grande missão recente, os Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, no Chile, ao lado do mineiro Claudiney Batista, do atletismo.

“Fiquei muito feliz com essa surpresa. Já tive a oportunidade de ser porta-bandeira e sei o quanto esse momento é especial. É uma grande honra representar todos os atletas brasileiros, me sinto extremamente honrada. Estou muito confiante no trabalho que venho fazendo e espero contribuir para que o Brasil conquiste muitas medalhas e leve ainda mais orgulho ao nosso país”, disse a halterofilista.

Já o goiano Iranildo, 57, é medalhista de bronze na disputa por equipes dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Além disso, o atleta contabiliza dez medalhas em Jogos Parapan-Americanos, sendo oito de ouro e duas de bronze, incluindo pódios nas edições Rio 2007, Guadalajara 2011, Toronto 2015, Lima 2019 e Santiago 2023.

Iranildo, atleta da classe 2 no tênis de mesa, chegou a ser jogador de futebol profissional. Um dia, na praia, em março de 1995, ele resolveu dar um mergulho e bateu com a cabeça em um banco de areia, acidente que comprometeu os movimentos de suas pernas. Por recomendação de seu fisioterapeuta e influenciado pela família, o atleta conheceu o tênis de mesa.

“Fiquei muito feliz e até surpreso com a escolha para carregar a bandeira do Brasil. Sempre sonhei com esse momento em todas as competições que disputei. Depois de mais de 30 anos representando o país, vejo essa homenagem como uma coroação da minha trajetória no esporte. É um dos momentos mais importantes da minha carreira e uma grande realização pessoal”, afirmou o atleta.

O CPB convocou 237 atletas de 13 modalidades para representar o país em Valledupar 2026. Foram chamados também quatro atletas-guia do atletismo, dois calheiros da bocha, quatro pilotos do ciclismo e dois goleiros do futebol de cegos.

O atletismo é a modalidade com o maior número de convocados para o evento, com 47 representantes. Também foram convocados 14 atletas do badminton, 24 do basquete em cadeira de rodas, oito da bocha, 10 do ciclismo, oito do futebol de cegos, 12 do goalball, 20 do halterofilismo, 26 da natação, 22 do tênis de mesa, sete do tênis em cadeira de rodas, 12 do tiro com arco e 27 do vôlei sentado.

O Brasil irá estrear na competição antes mesmo da cerimônia de abertura. Nesta quinta-feira, 2, começam as provas de ciclismo. A seguir, na sexta-feira, 3, entram em ação os atletas do basquete em cadeira de rodas. O sábado, 4, ainda terá as primeiras disputas do halterofilismo.

O país participa do evento com uma delegação formada por atletas de 26 estados e do Distrito Federal que une experiência e juventude.

Considerando apenas os atletas com deficiência, são 131 homens convocados e 106 mulheres, com a delegação feminina representando cerca de 45% do total.

Por um lado, são 50 atletas que já conquistaram medalhas em Mundiais e 48 que já subiram ao pódio em edições dos Jogos Paralímpicos entre os convocados para competir na Colômbia. Por outro, o grupo conta com 80 atletas que terão no máximo 23 anos na data de início da competição.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em março de 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.

Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.

Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do badminton, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
A atleta Mariana D’Andrea, é integrante do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
A atleta Mariana D’Andrea integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/valledupar-2026-mariana-dandrea-e-iranildo-espindola-serao-os-porta-bandeiras-na-abertura-dos-jogos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Na Argentina, Milei corta programas para PCD e alega ‘desperdícios’

Governo de Javier Milei congelou repasses para entidades que atendem pessoas com deficiência. A medida gera críticas e já provoca impactos em centros terapêuticos argentinos.

Na Argentina, Milei corta programas para PCD e alega ‘desperdícios’

A Argentina nunca foi um país a ser tido como exemplo no que diz respeito a direitos para pessoas com deficiência. Mas mesmo assim, o presidente Javier Milei acaba de virar notícia em todo mundo mais uma vez, agora porque cortou programas de atendimento a pessoas com deficiência em seu país. O governo argentino, no último dia 18 de maio, anunciou o congelamento de repasses financeiros para organizações que atendem pessoas com deficiência.

A medida afeta entidades que oferecem serviços terapêuticos e educacionais em todo aquele país. Milei, como justificativa, afirmou que precisa “combater os desperdícios” e reformar a “burocracia estatal”.

No mesmo dia 18, a Justiça argentina deu prazo de 72 horas para o governo restabelecer os pagamentos. A gestão de Milei, no entanto, recorreu da determinação.

O governo Milei propõe mudar o sistema de pagamentos e limitar o acesso aos benefícios. Em abril, o governo enviou um projeto de lei ao Congresso prevendo que os prestadores de serviço a PcD negociem diretamente com as seguradoras de saúde e os respectivos governos locais. Milei também fechou a agência nacional de deficiência e demitiu servidores.

Sem receber repasses, cerca de 50 centros terapêuticos fecharam as portas neste ano, principalmente em áreas rurais, segundo a imprensa argentina.

O governo de Javier Milei afirma que os cortes fazem parte de uma reestruturação destinada a reduzir gastos administrativos e equilibrar as contas públicas. De acordo com a gestão argentina, as medidas têm o objetivo de eliminar despesas consideradas excessivas e assegurar recursos para o cumprimento de compromissos financeiros, incluindo o pagamento dos juros da dívida.

A administração também sustenta que foram identificadas irregularidades em cadastros de programas sociais. Organizações de direitos humanos, por sua vez, questionam as apurações e contestam as conclusões apresentadas pelo governo.

Não se pode combater gastos e irregularidades, prejudicando milhares de pessoas com deficiência. Isso precisa ser revisto urgentemente. A Argentina está passando sim por reformulações, algumas até muito boas e relevantes para o futuro daquele país, e que vem dando resultados positivos, mas as pessoas com deficiência não podem ser as prejudicadas nesta história, pois certamente não são as causadoras dos problemas econômicos enfrentados pela Argentina nas últimas décadas.

A ONU e organizações internacionais de direitos humanos têm que intervir neste caso. 

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=f4928253-d8c9-4789-9c37-69c54d32ec2e

Postado Pôr Antônio Brito