Exposição
gratuita retrata a trajetória do CTPB, equipamento do Governo de São
Paulo, desde sua concepção arquitetônica até a consolidação como
referência internacional em inclusão e paradesporto
O Museu da Inclusão abre, a partir do dia 2 de junho, a exposição
“CTPB 10 anos”, em celebração à primeira década do Centro de Treinamento
Paralímpico Brasileiro (CTPB), equipamento do Governo do Estado de São
Paulo, vinculado à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com
Deficiência e gerido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.
A mostra reúne registros históricos, vídeos, painéis e depoimentos
que retratam a trajetória do espaço, desde a elaboração do projeto
arquitetônico até sua consolidação como um dos principais centros de
referência do paradesporto mundial.
Entre os destaques da exposição estão recordes históricos
conquistados por atletas brasileiros, além de relatos emocionantes de
protagonistas que transformaram o Centro Paralímpico em uma verdadeira
segunda casa. Os visitantes também poderão acompanhar entrevistas com
personagens que participaram diretamente da concepção, construção e
desenvolvimento do equipamento.
A exposição evidencia ainda a dimensão estrutural, esportiva e social
do CTPB, um complexo multifuncional que recebe atletas para
treinamentos, competições e hospedagem. Para muitos jovens com
deficiência, o local representa o primeiro contato com modalidades
paralímpicas, contribuindo para inclusão social, fortalecimento da
autoestima e desenvolvimento da autonomia.
As instalações esportivas retratadas na mostra já sediaram 2.688
eventos esportivos, recebendo 195.544 atletas em competições e
treinamentos, além de 56.415 visitantes.
Segundo o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com
Deficiência, Marcos da Costa, o impacto do Centro Paralímpico vai além
do desempenho esportivo: “Tenho orgulho de acompanhar de perto como essa
estrutura ajudou a posicionar o Brasil entre as grandes potências
paralímpicas do mundo. Mas o impacto vai muito além das medalhas: está
na vida de cada pessoa com deficiência que encontrou no esporte um
caminho de autonomia, autoestima e pertencimento”, afirmou.
A curadoria da exposição é assinada pelos servidores da SEDPcD Allan
Cunha, produtor cultural, e Cássio Rodrigo, assessor especial, que
desenvolveram uma representação artística da história e da importância
do complexo esportivo.
O resultado é um panorama marcado por histórias de superação,
excelência, cidadania e transformação social, disponível gratuitamente
ao público.
Serviço
Exposição: CTPB 10 anos
Local: Museu da Inclusão: Av. Mário de Andrade, 564 – Portão 10
Atletas praticam tiro com arco em Camping realizado no Rio de Janeiro | Foto: André Durão/CPB
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)
divulga nesta sexta-feira, 29, a lista de 50 atletas convocados para o
13º Camping Militar e Civil Paralímpico. O evento acontece entre 12 e 19
de julho, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.
O evento é realizado por meio do Programa
Militar e Civil Paralímpico e tem o objetivo de apresentar o tiro
esportivo e o tiro com arco para potenciais atletas a partir de uma
vivência nas duas modalidades.
Durante o período no CT os participantes
também passarão por testes e avaliações físicas, e serão acompanhados
por uma equipe multidisciplinar.
Duas das vagas disponíveis para a ação foram reservadas para atletas com deficiência visual.
O Camping Militar e Civil Paralímpico,
teve sua primeira edição neste ano em abril. O evento ainda terá uma
terceira edição em 2026 no mês de outubro.
Adolescente inglesa ficou tetraplégica após sofrer um raro AVC na medula espinhal durante recuperação de sintomas gripais.
O
nome da garota é Lexi Brown e ela tinha 14 anos quando se recuperava de
sintomas gripais em casa, no condado de Essex, Inglaterra, quando
começou a sentir dores intensas e perdeu os movimentos do braço.
Pouco
depois, a adolescente parou de respirar e precisou ser reanimada por
paramédicos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar.
A
jovem foi levada às pressas para um hospital, em Cambridge, onde os
médicos decidiram colocá-la em coma induzido por 5 dias enquanto
investigavam o que havia provocado o quadro. Quando acordou, Lexi estava
tetraplégica.
Os
exames mostraram que a adolescente sofreu um AVC espinhal, condição
rara causada pela interrupção do fluxo sanguíneo na medula espinhal.
Segundo relatos da família, os médicos não encontraram doenças prévias
que justificassem o problema. A principal suspeita é de que a
complicação tenha ocorrido durante a recuperação da gripe.
Lexi também passou a depender de uma traqueostomia para respirar e falar.
O
AVC espinhal, também chamado de AVC na medula, acontece quando o fluxo
de sangue que leva oxigênio e nutrientes para a medula espinhal é
interrompido. A condição é considerada rara e diferente do AVC cerebral,
mais conhecido pela população.
A
medula espinhal funciona como uma espécie de “ponte” entre o cérebro e o
restante do corpo. Quando há falha na circulação sanguínea da região,
células nervosas podem morrer rapidamente, causando danos neurológicos
graves.
O
problema pode surgir após bloqueios em artérias, formação de coágulos
ou redução importante da circulação sanguínea. Em alguns casos,
infecções, inflamações e alterações vasculares também podem estar
associadas ao quadro.
Os
sintomas costumam aparecer de forma súbita. Entre os principais sinais
estão: dor forte nas costas ou no pescoço; fraqueza muscular; perda de
sensibilidade; dificuldade para movimentar braços e pernas; alterações
respiratórias.
Dependendo
da área atingida na medula, o paciente pode desenvolver paralisia
parcial ou total. Também podem ocorrer perda do controle da bexiga e do
intestino, além de dificuldades para respirar sem auxílio de aparelhos.
Especialistas
apontam que o diagnóstico pode ser difícil porque muitas pessoas não
associam sintomas neurológicos a um problema na medula espinhal. Além
disso, o AVC espinhal é muito menos frequente do que o AVC cerebral.
Lexi,
hoje com 15 anos, continua internada e faz fisioterapia intensiva para
tentar recuperar funções motoras. Segundo a família, ela voltou a
movimentar parcialmente os membros e já consegue respirar sozinha
durante parte do dia, embora ainda use ventilação mecânica em alguns
períodos.
A
adolescente também consegue falar por meio da traqueostomia, mas segue
sem conseguir realizar tarefas básicas de forma independente.
Um caso no mínimo curioso e raro, que pode servir de exemplo e atenção para o resto do mundo.
Enquanto os pais acompanham mais uma sessão de terapia, o outro filho
espera em silêncio, acostumado a entender cedo demais que algumas
prioridades da vida não giram em torno dele.
Quando uma família recebe o diagnóstico de uma criança com
deficiência, quase toda a atenção naturalmente se volta para ela.
Consultas médicas, terapias, adaptações, preocupações, medos e cuidados
passam a ocupar grande parte da rotina da casa.
Mas, no meio desse processo, muitas vezes existe alguém que acaba ficando invisível: o irmão.
Os irmãos das pessoas com deficiência costumam amadurecer cedo demais.
Ainda crianças, aprendem a compreender limitações, crises,
internações, dificuldades financeiras, barreiras sociais e preconceitos.
Aprendem a esperar. Aprendem a ceder. Aprendem que, muitas vezes, as
necessidades do irmão precisarão vir primeiro.
E isso não significa falta de amor.
Pelo contrário.
Na maioria das vezes, esses irmãos desenvolvem vínculos profundos,
empatia, sensibilidade e um senso de proteção gigantesco. Mas também
carregam sentimentos complexos que raramente são verbalizados.
O peso do amadurecimento precoce
Muitos irmãos de pessoas com deficiência deixam de viver partes naturais da infância.
Enquanto outras crianças estão preocupadas apenas com brincadeiras,
eles já entendem questões médicas, dificuldades motoras, crises
sensoriais, acessibilidade e preconceito.
Muitas vezes ajudam em tarefas dentro de casa, acompanham consultas,
cuidam emocionalmente dos pais e sentem a responsabilidade de “não dar
trabalho”, porque percebem que a família já enfrenta muitos desafios.
Alguns crescem rápido demais.
Aprendem cedo a ser fortes.
Mas nem sempre alguém pergunta se eles também estão cansados.
Muitos irmãos aprendem desde cedo a engolir sentimentos porque percebem que a família já carrega dores demais.
O filho que espera a mãe terminar mais uma sessão de terapia do irmão
para mostrar um desenho feito na escola talvez aprenda cedo demais o
que significa esperar.
O amor também convive com sentimentos difíceis
Existe outro ponto sobre o qual quase ninguém fala: irmãos também
podem sentir ciúmes, tristeza, raiva, culpa e até sensação de abandono
emocional.
E isso não faz deles pessoas ruins.
Muitas vezes, os pais estão tão sobrecarregados física e emocionalmente que sobra pouco tempo para atenção individualizada.
O irmão entende racionalmente o motivo.
Mas emocionalmente continua sendo uma criança querendo colo, presença e atenção.
E então nasce a culpa.
Culpa por sentir ciúmes. Culpa por reclamar. Culpa por desejar mais
atenção. Culpa até por, em alguns momentos, sentir raiva da situação.
São sentimentos humanos.
Muitos irmãos crescem tentando não demonstrar tristeza para não aumentar o peso emocional dos pais.
O problema é que muitos irmãos aprendem a escondê-los para não parecerem egoístas diante da realidade vivida pela família.
Muitos aprendem a sufocar as próprias dores porque acreditam que
reclamar seria injusto diante das dificuldades enfrentadas pelo irmão.
O medo do futuro
Talvez uma das maiores angústias silenciosas seja o futuro.
Muitos irmãos crescem ouvindo, mesmo que indiretamente:
“Quando eu não estiver mais aqui, ele dependerá de você.”
Essa frase, dita ou apenas sentida no ambiente familiar, pode gerar um peso emocional enorme.
Porque junto do amor nasce também o medo.
Medo de não conseguir cuidar. Medo de falhar. Medo de não dar conta. Medo do futuro.
Em muitos casos, os irmãos passam a construir suas vidas já carregando a responsabilidade emocional de serem futuros cuidadores.
A importância de olhar também para os irmãos
Falar sobre os irmãos das pessoas com deficiência não diminui em nada
a importância da inclusão ou das necessidades da pessoa com
deficiência.
Pelo contrário.
Uma família emocionalmente acolhida funciona de maneira mais saudável para todos.
Os irmãos também precisam ser vistos, ouvidos e acolhidos.
Precisam de espaço para falar sobre sentimentos difíceis sem culpa.
Precisam viver a própria infância. Precisam entender que não precisam
ser perfeitos o tempo inteiro. Precisam receber amor individualizado.
Porque eles também enfrentam dores silenciosas.
O amor que cresce junto com a luta
Apesar dos desafios, muitas relações entre irmãos são marcadas por um amor profundo e transformador.
Muitos irmãos se tornam pessoas extremamente humanas, empáticas e
conscientes das diferenças justamente pela convivência diária com a
deficiência.
Aprendem desde cedo valores que grande parte da sociedade ainda precisa aprender.
E mesmo diante das dificuldades, criam laços de companheirismo, proteção e afeto que atravessam a vida inteira.
Mas é importante lembrar:
irmãos de pessoas com deficiência não precisam ser fortes o tempo inteiro.
Também podem cansar. Também podem sentir medo. Também podem precisar de ajuda.
Porque cuidar de quem cuida emocionalmente também é inclusão.
Os irmãos das pessoas com deficiência passam grande parte da vida
aprendendo a cuidar. Mas também precisam aprender que merecem ser
cuidados.
Muitos irmãos de pessoas com deficiência passam a vida aprendendo a
dividir atenção. O que quase ninguém percebe é que, muitas vezes, também
aprenderam cedo demais a abrir mão de si mesmos.
* Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e
sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea
jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”,
citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e
Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como
ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como
palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ.
Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência,
com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.
Em destaque, atirador Nivaldo Gadelha no Circuito
Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo 2025 no Rio de Janeiro |
Foto: Alexandre Loureiro/CPB
O Meeting Paralímpico
de João Pessoa (PB), realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro
(CPB), acontece neste sábado, 30, com 287 atletas em duas localidades. A
Vila Olímpica da Parahyba recebe provas de atletismo e natação, com 234 e 40 esportistas, respectivamente. Na mesma manhã, o Império Shot Clube recebe 13 inscritos, marcando a estreia do tiro esportivo na temporada 2026 do Meeting.
Em cada etapa do Meeting acontecem tanto provas válidas para o alto
rendimento como também para atletas em desenvolvimento, divididos por
faixa etária – a partir da categoria sub-11.
Com a estreia do tiro esportivo no calendário do Meeting Paralímpico
deste ano, o paraibano Nivaldo Gadelha, 24, vive a expectativa por sua
primeira competição da modalidade em 2026. O atleta é o mais jovem
inscrito nas disputas, que reúnem competidores com média de idade de 44
anos.
Nivaldo competirá na pistola de ar comprimido da classe SH1 (não
requer suporte para a arma). A relação com o tiro esportivo, porém,
começou com sua profissão, antes mesmo do acidente sofrido em 2021,
quando ele e um colega de trabalho, que estavam em uma motocicleta,
foram atropelados por uma carreta. O episódio resultou na amputação de
sua perna direita. Militar, o paraibano encontrou no esporte uma conexão
imediata com sua vida antes do acidente e tornou a prática esportiva
seu refúgio.
“Após o acidente, pensei: ‘acabou tudo. Não vou conseguir fazer mais
nada.’ Mas com o passar do tempo, vi que estava totalmente errado.
Voltei a fazer coisas que achava que não conseguiria mais, como dirigir.
Hoje eu procuro mais coisas ainda para fazer e vejo que há todo o tipo
de oportunidade no mundo”, reflete Gadelha.
Desde o início no esporte em 2023, Nivaldo passou por diversas competições, como o Camping Militar Paralímpico e o Circuito Paralímpico Loterias Caixa
de tiro esportivo, realizadas em São Paulo e Rio de Janeiro,
respectivamente. Para o Meeting de João Pessoa, o atleta já tem uma meta
traçada: fazer sua melhor marca pessoal, com 650 pontos na pistola de
ar comprimido.
Já no campo, o Meeting da capital paraibana aguarda o medalhista paralímpico do lançamento de dardo Cícero Lins Nobre, da classe F57 (competem em cadeira de rodas).
“Apesar de estar em fase de treinamento, em que não são esperados
grandes resultados, vou competir dando o meu melhor. As maiores
expectativas ficam para o Para Sul-Americano; lá, quero lançar acima dos
50m”, avaliou Cícero, que se prepara para a principal competição do
ano, os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia, que
acontecem entre os dias 3 e 15 de julho.
Paramigos Imparáveis A etapa do Meeting
Paralímpico de João Pessoa será a primeira a receber a ativação
presencial dos personagens da série de animação Paramigos Imparáveis. Na oportunidade, o personagem Guará, um lobo ultrarrápido que usa próteses, fará interação com o público infantil do evento.
Na série criada pelo CPB, os personagens Geeky, Turi, Nina, Narciso,
Guará e Zoom são porta-vozes da inclusão e reforçam valores como
empatia, diversidade, trabalho em equipe e convivência.
O Meeting Paralímpico Loterias Caixa percorrerá todas as Unidades
Federativas brasileiras até o mês de agosto, com a última etapa
programada para São Paulo, de 6 a 8 de agosto.
Ainda neste sábado o CPB realizará uma etapa do Meeting Paralímpico
Loterias Caixa em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com 173 atletas
em provas de atletismo e natação.
As marcas obtidas em todas as categorias dos Meetings Paralímpicos
são válidas para os respectivos rankings brasileiros, utilizados como
critério de classificação para etapas nacionais de competições
organizadas pelo CPB, como as Paralimpíadas Escolares, Paralimpíadas
Universitárias e os Circuitos Brasileiros.
Imprensa Os profissionais de imprensa
interessados em cobrir o Meeting Paralímpico Loterias Caixa de João
Pessoa devem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com
os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Meeting Paralímpico Loterias Caixa – Etapa de João Pessoa
Atletismo e Natação Local: Vila Olímpica da Parahyba Endereço: Rua Desportista Aurélio Rocha, S/N –
Tiro Esportivo Local: Império Shot Clube Endereço: Rua Rotariano Antônio Telino de Lacerda, 155
Patrocínio As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo. A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação e do tiro esportivo.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Projeto
“Vozes Visuais”, em Manaus/AM, ensina cinema para alunos cegos usando
sons, memória afetiva e experiências sensoriais como linguagem
audiovisual.
O
projeto “Vozes Visuais” propõe uma experiência inédita na capital
amazonense ao ensinar cinema e produção audiovisual a partir da
percepção sonora, da memória afetiva e das experiências sensoriais dos
participantes.
As
aulas acontecem na própria Biblioteca Braille do Amazonas, localizada
no Bloco C do Sambódromo, na avenida Pedro Teixeira, bairro Flores, zona
Centro-Sul de Manaus/AM.
A
iniciativa é conduzida pela produtora cultural e psicóloga Keylla
Gomes, de 43 anos, que já desenvolveu projetos culturais voltados para
pessoas com deficiência, especialmente oficinas de teatro e cinema para
pessoas surdas.
A
ideia do “Vozes Visuais” surgiu dentro da cultura e da inclusão, de uma
inquietação sobre a presença de pessoas cegas nos espaços de produção
audiovisual.
A proposta do curso parte de uma visão diferente da percepção tradicional do cinema, normalmente associada apenas à imagem.
Cinema não é só imagem, mas também é som, emoção, memória e sensação, segundo a professora responsável pelo projeto.
No
“Vozes Visuais”, o som deixa de ser apenas um apoio da imagem e passa a
ser protagonista da narrativa. Durante as aulas, os alunos trabalham
com sons do cotidiano, vozes, objetos, silêncio, vento e chuva para
construir cenas e atmosferas cinematográficas.
Nele,
os alunos começam a construir cenas através dos sons da cidade, da
natureza, das vozes, dos passos, do vento, da chuva, do silêncio e dos
objetos do dia a dia. Tudo vira linguagem cinematográfica.
Para
a realização das oficinas, o curso precisou adaptar a forma tradicional
de ensinar audiovisual. As aulas são pensadas a partir da escuta, da
orientação espacial, do toque e da percepção dos ambientes.
A
experiência tem provocado mudanças na autoestima e no sentimento de
pertencimento dos participantes. Muitos alunos chegam inseguros, porque
cresceram ouvindo que certos espaços não foram pensados para eles. E,
aos poucos, eles começam a perceber que conseguem criar, dirigir,
gravar, pensar cenas e construir narrativas próprias.
Plenário
aprovou Projeto de Lei Complementar 11/2026 que ‘devolve’ isenção total
do IPI para pessoas com deficiência que perderam o benefício após
medida do Governo Federal. Tema segue para Câmara dos Deputados
O Projeto de Lei Complementar 11 de 2026 – de autoria do Senador
Flávio Arns foi aprovado no Plenário do Senado Federal na noite desta
quarta-feira, 27.
A proposta altera uma medida adotada pelo Poder Executivo no final de
2025 que reduziu em 10% vários benefícios tributários, dentre eles uma
‘interpretação’ da Receita Federal que deixou de implantar a isenção
total.
Um dos questionamentos feitos pelos Senadores foi o descumprimento do
que prevê a Lei Federal 8989/1995 que determina a isenção total até 31
de dezembro de 2026.
De acordo com o Senador Flávio Arns, “a Lei Complementar (LC) nº
224/2025 determinou o corte linear nos incentivos e benefícios de
natureza tributária, financeira ou creditícia concedidos no âmbito da
União. Não há qualquer justificativa de ordem ético-política ou racional
que justifique tal cobrança indevida e tratamento tributário desigual
entre as entidades sem fins lucrativos que, de forma imprescindível,
contribuem com o Estado brasileiro na execução de políticas públicas e
serviços de interesse coletivo que constitucionalmente lhe são
obrigatórios”.
https://www.youtube.com/shorts/1qynbmcjx4I
Na tramitação no Senado Federal, a Senadora Damares Alves apresentou a
Emenda 3 “preserva a efetividade das políticas públicas de inclusão e
mobilidade das pessoas com deficiência, mediante a exclusão dos
incentivos, isenções e benefícios fiscais a elas destinados da
incidência automática da redução linear prevista na Lei Complementar nº
224/2025. A matéria possui inequívoca relevância social e
constitucional. A proteção das pessoas com deficiência constitui dever
expresso do Estado brasileiro, decorrente dos princípios da dignidade da
pessoa humana, da igualdade material e da promoção da inclusão social,
previstos na Constituição Federal e reafirmados pela Convenção
Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporada
ao ordenamento jurídico brasileiro com status constitucional”. Para a
Senadora, “os benefícios fiscais relacionados à aquisição de veículos
por pessoas com deficiência não podem ser tratados como incentivos
tributários ordinários de natureza estritamente econômica ou setorial.
Ao contrário, possuem evidente caráter social, inclusivo e
compensatório, constituindo mecanismo essencial de redução de
desigualdades e promoção da autonomia individual”.
A Senadora Dorinha Seabra foi a relatora do projeto. “Entre outras medidas, a LCP nº 224, de 2025, estabeleceu, em regra,
uma redução linear de 10% nos incentivos e benefícios de natureza
tributária, financeira ou creditícia concedidos pela União. A Emenda nº.
3, de autoria da Senadora Damares Alves, merece ser igualmente acatada.
Ela visa a excluir do escopo de aplicação da LCP 224, de 2025, as
isenções relativas à aquisição de automóveis por pessoa com deficiência,
uma vez que aprovamos recentemente uma legislação nova, no âmbito
Reforma Tributária, no sentido de ampliar e modernizar esse mesmo
benefício, não sendo oportuno, portanto, reduzi-lo no atual momento em
prejuízo da população com deficiência do nosso país. Inclusive,
importante salientar que, em decorrência dessa situação trazida pela LCP
224, de 2025, as montadoras já anunciaram recentemente o aumento
específico de preços dos automóveis para as pessoas com deficiência,
situação essa injusta que vamos corrigir com a referida emenda”.
O plenário discutiu o Projeto de Lei e o Relatório da Senadora
Dorinha Seabra, que acatou a emenda da Senadora Damares Alves, além de
outras.
Para aprovação o tema precisava de 41 votos, ou seja, a metade do
número de Senadores, mais um voto. Atualmente o Senado é composto por 81
parlamentares.
O projeto foi aprovado por unanimidade com 69 votos. Todos os Senadores presentes foram favoráveis.
A proposta agora segue para a Câmara dos Deputados. Se não houver
modificação no texto, o texto seguirá para sanção ou veto presidencial.
Se os Deputados Federais alterarem o conteúdo, o texto voltará ao Senado
Federal.
Simone Camargo, coordenadora do Atleta Cidadão, discursa durante Fórum | Foto: Ana Patrícia/CPB.
O Conselho de Atletas do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em parceria com o Programa Atleta Cidadão,
abre nesta terça-feira, 26, 135 vagas para interessados em participar
do III Fórum de Atletas Paralímpicos Nacional de 2026, que será
realizado em São Paulo, de 23 a 27 de setembro, no Centro de Treinamento
Paralímpico.
As inscrições devem ser feitas a partir deste link até o dia 8 de junho. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição.
O CPB irá custear passagem, hospedagem e alimentação para os 135
atletas participantes, distribuídos considerando o limite de até 5
participantes por unidade federativa, incluindo o Distrito Federal. Confira o edital neste link.
Para que o atleta seja contemplado, é necessário que ele participe
dos encontros online preparatórios, entre junho e julho. Os esportistas
beneficiados serão informados por e-mail; o resultado também será
publicado no site do CPB em breve.
A primeira edição do Fórum de Atletas Paralímpicos, de abrangência
nacional, foi realizada em dezembro de 2023, no Centro de Treinamento
Paralímpico, em São Paulo. O evento trouxe painéis e palestras sobre
experiências de atletas em conselhos de confederações, informações sobre
a estrutura do Movimento Paralímpico no Brasil e tratou de habilidades
importantes para interessados em atuar em prol das demandas dos
esportistas.
O Conselho de Atletas foi criado em 2009 e tem como objetivo a
representação dos esportistas dentro do CPB, tendo diálogo aberto com a
Diretoria Executiva do Comitê e um assento no Conselho de Administração
da entidade.
O Programa Atleta Cidadão tem como objetivo estimular o
desenvolvimento pleno da cidadania de atletas e ex-atletas paralímpicos
em todas as fases da carreira (iniciação, alto rendimento e
pós-carreira), por meio de formação educacional, capacitação e
orientação profissional.
Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail atletacidadao@cpb.org.br.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro
Exposição
coletiva do Museu do Artista reúne 29 artistas no Circolo Italiano, em
São Paulo, com entrada gratuita e acessibilidade.
Na
sexta-feira, dia 15 de maio, aconteceu na capital paulista a abertura
da Exposição Coletiva do Museu do Artista, no icônico Circolo Italiano,
na região central da cidade.
Consolidado
como um verdadeiro sucesso de público, o evento foi um importante ponto
de encontro entre artistas, curadores e entusiastas da arte.
A mostra exalta a pluralidade cultural por meio de uma seleção cuidadosa de obras com diversas temáticas.
Ao todo, 29 artistas ocupam a galeria do 2º andar de um dos maiores marcos arquitetônicos de São Paulo/SP.
Dentre
todos os artistas sob a batuta e curadoria de Andrezza Kniff,
organização e realização do Museu do Artista, está o hoje artista
plástico Osmar Santos, ex-narrador esportivo, um dos maiores ícones da
comunicação do nosso país, hoje pessoa com deficiência.
A
exposição vai até o dia 2 de junho, aberta para visitação de segunda a
sexta, das 10h às 17h, e aos sábados somente com hora marcada.
O evento conta com acessibilidade, é aberto ao público, gratuito e com classificação livre.
O Circolo Italiano fica no Edifício Itália, na Av. Ipiranga, 344, 2º andar, no centro de São Paulo/SP.
Especialista
da Laramara traz reflexões sobre como promover mais acolhimento,
qualidade de vida e saúde mental para pessoas com deficiência visual
Quando se pensa em inclusão e acessibilidade para pessoas com
deficiência visual, normalmente pensamos em pisos táteis, semáforos
sonoros, braille, ampliação e contraste de placas, leitores de tela em
celulares, bengalas e cães guias. Embora esses recursos sejam
imprescindíveis para garantir autonomia, conforto e segurança, a
inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão envolve muitos outros
desafios.
“Existe uma visão equivocada de que a acessibilidade está relacionada
apenas à estrutura física, quando, na verdade, ela também envolve a
forma como as pessoas se relacionam. A ausência de comunicação acessível
e de atitudes inclusivas faz com que pessoas cegas ou com baixa visão
se sintam deslocadas, ignoradas ou incapazes de participar ativamente de
situações sociais simples”, explica Danilo Namo, psicólogo da Laramara –
Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual.
Essas experiências podem refletir diretamente na saúde mental.
Fatores como solidão, redução das interações sociais e exclusão em
ambientes educacionais, profissionais e de lazer impactam o bem-estar
emocional e reforçam a importância de uma rede de apoio acessível e
acolhedora. No entanto, o acesso a atendimentos em saúde mental e
acompanhamentos multiprofissionais ainda encontra obstáculos, seja pela
falta de recursos acessíveis, seja pelo despreparo de alguns
profissionais para atender pessoas com deficiência visual.
“Hoje, há uma compreensão mais ampla sobre saúde mental e
deficiência, considerando não apenas aspectos individuais, mas também
fatores como relações sociais, contexto em que a pessoa está inserida,
acessibilidade e acesso a oportunidades, que influenciam diretamente no
bem-estar emocional”, afirma Namo.
A superproteção é outro ponto muito importante. Muitas pessoas com
deficiência visual ainda enfrentam situações em que terceiros tomam as
decisões por elas ou limitam sua independência. Incentivar a autonomia
em deslocamentos, atividades do dia a dia, trabalho e nas decisões da
própria vida, fortalece a autoconfiança e a autoestima.
Comportamentos capacitistas ainda são comuns, como falar apenas com
acompanhantes, ignorar a pessoa durante a conversa, deixar de descrever
ambientes ou utilizar vocabulário infantilizado.
Garantir acessibilidade e saúde mental significa assegurar que
pessoas com deficiência visual tenham autonomia, acolhimento e condições
reais de exercer plenamente sua cidadania. “Inclusão não acontece
apenas por meio de adaptações físicas, mas também pelo reconhecimento da
autonomia, da participação e da individualidade dessas pessoas.”,
conclui o psicólogo da Laramara.
Sobre a Laramara: Fundada em
1991 pelo casal Mara e Victor Siaulys, a Laramara é referência nacional
no atendimento a pessoas cegas e com baixa visão, contribuindo de forma
pioneira na promoção da autonomia, educação, formação profissional,
cultura e convivência inclusiva. Ao lado de parceiros e apoiadores, a
associação desenvolve programas inovadores que impactam milhares de
famílias em todo o país.
Pessoas fazendo o cadastro para participar do Contrata SP, no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Beatriz Fonseca/CPB
O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro
recebeu nesta terça-feira, 26, pela primeira vez a edição do Contrata
SP – Pessoas com Deficiência, mutirão de empregabilidade promovido pelas
secretarias municipais da Pessoa com Deficiência e de Desenvolvimento
Econômico e Trabalho. O evento reuniu cerca de 300 candidatos e ofereceu
mais de 1.200 vagas de emprego em 45 empresas dos setores de saúde,
comércio, serviços, logística e indústria.
Os salários variavam entre R$ 1.458, para vagas de estágio, e R$ 14
mil, para o cargo de coordenador de compras. As oportunidades
contemplaram diferentes níveis de escolaridade e perfis profissionais.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) participou do evento com 15
vagas nas áreas de marketing, comunicação, administração, zeladoria e
educação física.
Participaram do evento o vice-presidente do CPB, Yohansson do
Nascimento; a diretora-executiva do CPB, Vânia Bezerra; além dos
secretários municipais Silvia Grecco, da Pessoa com Deficiência, e
Rodrigo Goulart, do Desenvolvimento Econômico e Trabalho.
Antônio José Ferreira, coordenador do projeto Inspiração Paralímpica
— iniciativa criada pelo CPB para atuar em frentes ligadas à inclusão
produtiva, empregabilidade e desenvolvimento social de pessoas com
deficiência —, ressaltou a importância do mutirão.
“O objetivo é encaminhar pessoas com deficiência ao mercado de
trabalho e inspirar empresas a contratarem pessoas com deficiência. O
CPB carrega esse legado de pessoas que superam limites para alcançar
recordes e grandes conquistas, e mostra que é possível superar barreiras
para ingressar no mercado de trabalho”, disse.
Segundo ele, o acesso ao emprego impacta diretamente na autonomia e
na qualidade de vida das pessoas com deficiência: “Isso proporciona
autonomia às pessoas com deficiência, melhora a qualidade de vida e
fortalece a autoestima. Faz com que elas se sintam importantes e úteis
para a sociedade. E, claro, uma renda sempre ajuda”.
O vice-presidente do CPB, Yohansson do Nascimento, destacou a
realização do evento dentro do CT Paralímpico:“Eu fico muito feliz em
ver essa expansão do nosso movimento paralímpico, trazendo um grande
evento de empregabilidade para pessoas com deficiência dentro desta
casa, que é tradicionalmente ligada ao esporte, mas que hoje pertence,
acima de tudo, às pessoas com deficiência. É inclusão social na
prática”.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e
Trabalho, Rodrigo Goulart, o objetivo da ação é aproximar empresas e
candidatos.
“O Contrata SP – Pessoa com Deficiência é uma ação de empregabilidade
da Prefeitura de São Paulo que está em sua 21ª edição. Este evento
mostra como o setor público e a iniciativa privada podem atuar juntos
para gerar emprego, renda e oportunidades reais de crescimento
profissional para pessoas com deficiência. Temos grandes empresas,
inclusive multinacionais, oferecendo vagas com possibilidade de
carreira, o que fortalece a economia e amplia a participação dessas
pessoas no mercado de trabalho”, afirmou.
Entre as vagas disponíveis, havia 40 oportunidades para assistente de
marketing e agente de suporte ao cliente, com salário de R$ 1.800 e
exigência de ensino médio completo. Na área da saúde, foram oferecidas
mais de 50 vagas para cargos como técnico de enfermagem, enfermeiro,
auxiliar e ajudante de farmácia e farmacêutico hospitalar, com salários
de até R$ 8 mil.
Já no setor administrativo, os candidatos puderam participar de
processos seletivos para funções como escriturário, auxiliar
administrativo, comprador e coordenador de contratos. Foram mais de 20
vagas com salários a partir de R$ 1.800 e exigência mínima de ensino
médio completo.
O evento contou com intérpretes de Libras, apoio para pessoas com
deficiência visual e acessibilidade para cadeirantes. Os participantes
também puderam atualizar laudos médicos com atendimento no local,
facilitando processos de contratação. Além disso, foram oferecidos
gratuitamente serviços de conserto de bengalas, cadeiras de rodas e
andadores.
A secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Silvia Grecco,
destacou a importância da acessibilidade e da inclusão efetiva nas
empresas: “Ficamos muito felizes em realizar este evento no CT
Paralímpico, um espaço acessível e preparado para receber pessoas com
deficiência. Mais do que cumprir cotas, é fundamental que as empresas
ofereçam inclusão e acessibilidade reais, em todos os aspectos”.
Segundo ela, a parceria com o CPB fortalece iniciativas voltadas à inserção profissional.
“Este trabalho, construído em parceria com o CPB, representa uma
grande oportunidade de inserção no mercado de trabalho e esperamos que
seja a primeira de muitas edições”, completou.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) também lançou uma cartilha
sobre empregabilidade para ajudar para profissionais com deficiência ir
em busca de oportunidades no mercado de trabalho. Para baixar o
material, acesse aqui.
Jovem
autista de 29 anos foi baleada no rosto após sorrir para um homem em
Goiânia/GO. O suspeito foi localizado pela polícia e morreu após
confronto.
Uma
jovem autista de 29 anos foi baleada no rosto por um homem após apenas
ter sorrido para ele. Ela acompanhava a mãe, que trabalhava em uma
barraca de café no terminal Rodoviário de Goiânia/GO, no Setor Vila
Santa Marta. Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o suspeito
atira contra a moça, que no momento está internada num hospital da
cidade.
O
crime aconteceu na manhã de quarta-feira, dia 13 de maio. Nas imagens,
não é possível ver a vítima, apenas o homem sacando a arma e atirando.
Logo
após o crime, policiais militares iniciaram as buscas pelo suspeito,
que foi localizado em Senador Canedo/GO, na Região Metropolitana de
Goiânia/GO. Segundo a equipe, na chegada dos policiais, houve confronto e
o suspeito acabou sendo morto.
Assista à matéria do programa Balanço Geral da TV Record sobre o caso no link:
Manifestação
solicita ao Congresso Nacional para que se abstenha de aprovar
dispositivos legais que promovam o reconhecimento automático de grupos,
doenças, condições de saúde ou situações diversas como caracterizadoras
da condição de pessoa com deficiência, sem observância do modelo
biopsicossocial.
O CONADE – Conselho Nacional do Direitos das Pessoas com Deficiência
encaminhou nesta semana uma Recomendação ao Congresso Nacional para que
se abstenha de aprovar dispositivos legais que promovam o reconhecimento
automático de grupos, doenças, condições de saúde ou situações diversas
como caracterizadoras da condição de pessoa com deficiência, sem
observância do modelo biopsicossocial previsto na Convenção sobre os
Direitos da Pessoa com Deficiência e na legislação brasileira.
Para Roberto Paulo do Vale Tiné – presidente da instituição, “a
manifestação do Conselho reforça que o Brasil adotou o modelo social da
deficiência, fundamentado na análise individualizada das barreiras
enfrentadas por cada pessoa, conforme previsto na Convenção da ONU e na
Lei Brasileira de Inclusão (LBI). A Recomendação destaca a importância
da avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e
interdisciplinar, garantindo critérios técnicos uniformes, equidade,
segurança jurídica e proteção efetiva às políticas públicas destinadas
às pessoas com deficiência. O CONADE alerta ainda que o
reconhecimento automático, baseado exclusivamente em diagnósticos ou
grupos específicos, pode gerar distorções nas políticas públicas,
insegurança jurídica e enfraquecimento do modelo biopsicossocial
construído historicamente pelo movimento das pessoas com deficiência”.
Um dos exemplos é o caso da fibromialgia – reconhecendo que sejam consideradas pessoas com deficiência, LEI Nº 15.176, DE 23 DE JULHO DE 2025.
Mas a legislação determina que “a equiparação da pessoa acometida pela
doença à pessoa com deficiência fica condicionada à realização de
avaliação biopsicossocial por equipe multiprofissional e
interdisciplinar que considere os impedimentos nas funções e nas
estruturas do corpo, os fatores socioambientais, psicológicos e
pessoais, a limitação no desempenho de atividades e a restrição de
participação na sociedade, nos termos do art. 2º da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência)”.
Gêmeos Heitor e Ítalo Lins durante Meeting Paralímpico de Natal 2025 | Foto: acervo pessoal
O Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Natal
(RN), realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), acontece
neste sábado, 23, com 242 competidores divididos em três locais. São
aguardados 148 esportistas nas provas de atletismo, na Universidade
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); 50 na natação, no Sesi; e 44 no
halterofilismo, no Ginásio DED.
Jovens, porém já engajados no esporte há quatro anos, os irmãos
gêmeos Heitor e Ítalo Lins de Melo, 11, se preparam para competir pela
quarta vez no Meeting Paralímpico de Natal, em duas provas do atletismo:
os 60m e o arremesso de pelota.
“Os treinos estão puxados. Estou indo para fisioterapia para chegar
na competição relaxado. Vou competir na pelota e gostar do esporte é
pouco! Eu amo e fico ansioso para competir”, comenta Ítalo, que nasceu
com encefalopatia e compete na classe T33 (paralisados cerebrais
cadeirantes).
A prática esportiva na família começou com Heitor, que jogava futebol
no prédio onde mora em Natal. No entanto, durante as partidas, Ítalo
apenas via o irmão jogar, sem poder participar por ser cadeirante.
Vendo a angústia do menino que ficava como espectador da partida, o
professor de futebol do condomínio indicou para Ana Cláudia Lins de
Melo, mãe dos gêmeos, o Centro de Referência Paralímpica do CPB em Natal, localizado na UFRN, onde ambos poderiam praticar esportes juntos.
Os Centros de Referência Paralímpica estão presentes em todos os
estados brasileiros e têm o objetivo de aproveitar espaços esportivos
para oferecer modalidades paralímpicas, desde a iniciação até o alto
rendimento.
Com o ingresso das crianças na prática esportiva, a mãe conta que a
autoestima de ambos e o ânimo da família mudaram. “A rotina é bem
puxada, mas o esporte faz bem para eles, para mim e para o pai. Os
meninos ficaram mais abertos e vejo que faz bem para o corpo e para a
mente deles também”, relata Ana Cláudia.
Heitor compete na classe T38 (paralisados cerebrais andantes), por
conta de uma limitação físico-motora do lado esquerdo do corpo,
decorrente da paralisia cerebral. O potiguar tem também o diagnóstico de
TDAH.
Além do Meeting Paralímpico Loterias Caixa, os gêmeos, que representam o clube APARN, também já participaram do Festival Paralímpico, promovido pelo CPB e que proporciona a crianças com e sem deficiência a vivência em modalidades paralímpicas.
Em março deste ano, Ítalo integrou o primeiro Camping Escolar para atletas de classes baixas em João Pessoa (PB), iniciativa voltada a jovens atletas com deficiências severas.
As disputas do Meeting Paralímpico Loterias Caixa envolvem tanto
atletas de alto rendimento como jovens a partir da categoria sub-11, em
busca de marcas que os qualifiquem para as etapas nacionais das Paralimpíadas Escolares e das Paralimpíadas Universitárias, eventos realizados pelo CPB no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.
Imprensa Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Meeting Paralímpico Loterias Caixa Natal devem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br
com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual
irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço Meeting Paralímpico Loterias Caixa – Etapa de Natal Data: 23 de maio, a partir das 8h (horário de Brasília) Atletismo Local: Universidade Federal do Rio Grande do Norte Endereço: Estrada do Ginásio de Desportos–Rua do Esporte, S/N Halterofilismo Local: Ginásio DED Endereço: Av. Prudente de Morais, S/N Natação Local: Sesi Endereço: Av. Capitão- Mor Gouveia, 2770
Patrocínio As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo e da natação.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Especialistas
alertam que empresas perdem faturamento e clientes ao ignorarem
acessibilidade, enquanto negócios inclusivos ampliam vendas, reputação e
fidelização.
O que a gente ouve com frequência por alguns empresários é a seguinte frase: “Aqui não aparecem clientes com deficiência.”
Será
que isso acontece, talvez, porque seu negócio esteja afastando esses
clientes antes mesmo da entrada deles em seu estabelecimento? Justamente
pela insegurança das PcD em frequentar seu restaurante, sua loja, seu
shopping, hotel ou seu comércio em geral?
A falta de acessibilidade não gera apenas exclusão. Ela gera perda de faturamento.
Enquanto
muitas empresas enxergam acessibilidade como custo, negócios mais
inteligentes já entenderam que ela impacta diretamente suas vendas,
reservas, reputação... gera fidelização, novos contratos e experiência
para o cliente.
Os
números são claros, afinal, estamos falando de mais de 40 milhões de
brasileiros, onde 42% são de classe A/B e 44% de classe C. Ou seja,
imensa maioria das PcD são consumidores assíduos de produtos e serviços.
Pesquisas
indicam que mais de 50% das pessoas com deficiência já deixaram de
viajar por falta de acessibilidade. Por outro lado, perceba que 49%
viajam acompanhadas, o que dobra o potencial turístico do público com
deficiência.
O
turismo acessível movimenta bilhões por ano no mundo. Mas clientes
ainda encontram barreiras… e o que acontece se seu negócio não oferece
acessibilidade? Eles vão para o concorrente que tem um potencial mais
inclusivo.
A pessoa com deficiência raramente consome sozinha... Isso, no mínimo, dobra as possibilidades de faturamento.
Quando
um cliente não consegue acessar seu estabelecimento por falta de
acessibilidade, o hotel perde diárias, o restaurante perde mesas, o
evento perde inscrições, a loja perde vendas, a marca perde reputação e
todos perdem dinheiro!
A pergunta não é: “quanto custa fazer acessibilidade?”
A pergunta deve ser: “quanto sua empresa perde por não ser acessível?”
Existem
vários exemplos práticos hoje em dia, em várias cidades mundo afora,
inclusive no Brasil, que mostram que ser acessível e inclusivo é muito
mais rentável.
Pense em inclusão e em acessibilidade também como negócio!
É uma decisão social e, principalmente, uma decisão inteligente.
Pedro
Barretto atuará de forma pro bono nas ADIs 7779 e 7790, que questionam
restrições à isenção tributária na compra de veículos
Ouvidor-geral e conselheiro da OABRJ, Pedro Barretto fará sustentação
oral no Supremo Tribunal Federal (STF), na próxima quinta-feira, dia
21, nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7779 e 7790, que
questionam dispositivos da Lei Complementar 214/2025 relacionados à
limitação de isenções tributárias para aquisição de veículos por pessoas
com deficiência.
Sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, as ações foram
propostas pelo Instituto Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência
Oceano Azul e pela Associação Nacional de Apoio às Pessoas com
Deficiência (AnaPcD), respectivamente. Barretto atuará de forma pro bono
na defesa das entidades.
Embora a atuação no processo seja realizada por Barretto em caráter
pessoal, a presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, destacou o apoio da
Seccional à pauta relacionada à defesa dos direitos das pessoas com
deficiência e das pessoas com transtorno do espectro autista.
“Temos o compromisso permanente com a defesa dos direitos
fundamentais e da dignidade da pessoa humana. Estar ao lado dessas
entidades e levar essa discussão ao STF é reafirmar o papel da advocacia
na construção de uma sociedade mais justa. Não podemos admitir
retrocessos em direitos já conquistados por milhões de famílias
brasileiras”, afirmou Basilio.
Entenda a pauta
As ADIs questionam dispositivos da nova legislação que limitaram o
benefício fiscal às pessoas com deficiência moderada ou grave, excluindo
outros grupos anteriormente contemplados, entre eles pessoas com
transtorno do espectro autista nível 1 de suporte. As ações também
contestam critérios considerados discriminatórios e desproporcionais
para acesso às isenções tributárias.
“Estamos falando do direito à inclusão e da não discriminação de
pessoas com autismo e deficiência. O que está em jogo envolve a tutela
dos direitos humanos, o combate à discriminação, a inclusão e um
processo contínuo de conscientização”, completou Pedro Barreto.
Kit entregue aos inscritos na Corrida Brasil Paralímpico 2026
Os participantes da Corrida Brasil Paralímpico
já podem se programar para a retirada dos kits da prova. A entrega será
realizada na sexta-feira, 22, e no sábado, 23, das 10h às 20h (horário
de Brasília), no auditório Paris, localizado próximo à recepção do
segundo andar do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.
Para a retirada, será obrigatório apresentar o protocolo de inscrição
enviado por e-mail pelo endereço naoresponda@ticketsports.com.br, além
de um documento oficial com foto (físico ou digital). Quem for retirar o
kit em nome de outro participante deverá levar também o protocolo e o
documento de identificação do titular da inscrição.
Imagem ilustrativa do protocolo de inscrição
O kit do evento
contará com número de peito, sacochila e camiseta oficial da corrida.
Já as medalhas serão entregues exclusivamente aos participantes que
concluírem seus respectivos percursos.
O CPB disponibilizará aos participantes que concluírem o percurso a
gravação da medalha, com nome e tempo de prova, além de oferecer uma
massagem.
O evento contará ainda com a presença de atletas paralímpicos, como as paulistas Giovanna Boscolo, do atletismo, e Jennyfer Parinos, do tênis de mesa, além do rondoniense Kauê Rodrigues, do halterofilismo. A primeira largada do dia, destinada aos atletas cadeirantes, está programada para as 8h.
Como chegar ao CT
O transporte oficial da Corrida Brasil Paralímpico será o Metrô,
conforme parceria institucional firmada com o Comitê Paralímpico
Brasileiro (CPB) e que visa facilitar o acesso dos corredores ao local
do evento.
Para chegar ao CT Paralímpico, os participantes devem seguir até a
estação Jabaquara – Comitê Paralímpico, da Linha 1-Azul. Em seguida,
será necessário utilizar a linha circular de ônibus 605A/10 Centro
Paralímpico – Metrô Jabaquara, com embarque realizado dentro da própria
estação.
A partir desta quarta-feira, 20, as linhas 1-Azul, 2-Verde e
3-Vermelha do Metrô exibirão informações sobre a corrida em seus painéis
informativos. No domingo, haverá também sinalização visual indicando a
saída correta para embarque no ônibus 605A/10.
A expectativa é de que mais de mil pessoas participem do evento. O
cronograma inclui caminhada de uma milha (1.609 km), corrida de 2 km
voltada exclusivamente para cadeirantes, prova de 5 km aberta ao público
e corrida kids – organizada conforme as faixas etárias dos
participantes.
Serviço Retirada dos Kits: Data: 22 e 23 de maio Horário: das 10h às 20h Local: Auditório Paris – 2º andar, no Centro de Treinamento Paralímpico Endereço: Rodovia dos Imigrantes, KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
UNB registra crescimento expressivo de alunos com TEA e amplia iniciativas de suporte e inclusão acadêmica.
Segundo
dados da Diretoria de Acessibilidade (DACES) da Universidade de
Brasília (UNB), a quantidade de alunos com Transtorno do Espectro
Autista (TEA) aumentou 55,7% de 2024 a 2026, ao passar de 355 para 553
estudantes.
Em relação a 2023, os números revelam um crescimento de 153,6% desse público nos últimos 3 anos.
O
total de alunos com deficiência e transtornos registrados também
aumentou. Os números subiram de 636 em 2024 para 912 em 2026. Os alunos
com TEA representam 60,6% desse crescimento.
A
UNB garante que a população está tendo mais acesso a diagnósticos que
antes não eram feitos com tanta frequência e, por isso, esse aumento dos
alunos autistas nos últimos anos.
Os estudantes da UNB podem fazer um cadastro na DACES para receber orientações e auxílios no ambiente acadêmico.
O
Núcleo de Autismo e Neurodiversidade da UNB, por exemplo, é um projeto
de extensão que presta atendimentos pedagógicos e promove encontros para
que a comunidade autista possa construir laços.
Das mais de 103 mil seções eleitorais espalhadas pelo estado de São
Paulo, 36 mil são acessíveis (35% do total), isto é, contam com rampas
ou elevadores e percursos adaptados, entre outros recursos para atender
eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida.
Além de ajustes físicos para receber pessoas com deficiência ou com
dificuldade de locomoção, caso também de idosas e idosos, as seções
eleitorais acessíveis dispõem de atendimento especializado, prestado por
coordenadores de acessibilidade e intérpretes da Língua Brasileira de
Sinais (Libras).
SP reúne 30% do eleitorado com deficiência
Atualmente, o estado de São Paulo reúne aproximadamente 30% do total
de eleitores com deficiência do país, com cerca de 480 mil pessoas de um
universo nacional de 1,7 milhão, conforme a página Estatísticas Eleitorais.
Desses eleitores, 148.419 declararam ter deficiência de locomoção,
47.672, deficiência visual e 29.640, auditiva. O restante relatou ter
outros tipos de deficiência para exercer o voto.
Em outubro do ano passado, o TRE-SP promoveu a campanha “Seu Voto Importa e Sua Acessibilidade Também!”,
veiculada em 13 mil ônibus da capital, 33 terminais e 71 postos do
Bilhete Único para orientar as pessoas com deficiência a transferir o
título para um local de votação acessível.
Levantamento
realizado pelo Tribunal no 1º turno da eleição municipal de 2024
revelou que a organização e acessibilidade dos locais de votação foram
bem avaliadas por 92% dos eleitores paulistas. A pesquisa ouviu 4.534
pessoas em 1.919 locais de votação do estado.
Eleições 2026 – Quem desejava transferir o título para votar em um
desses locais precisa deveria ter realizado a solicitação até 6 de maio.
Após essa data, o cadastro eleitoral ficará fechado, conforme determina
a Lei das Eleições (Lei 9.504/97), para a Justiça Eleitoral organizar o
pleito de outubro.
O pernambucano Raimundo Nonato e o maranhense Jardiel Vieira marcaram duas vezes cada, e o paranaense Tiago Paraná
foi mais um a balançar as redes para o Brasil. A Seleção volta a
encarar a França nesta quarta-feira, 20, e nesta quinta-feira, 21.
No primeiro tempo, apesar do jogo equilibrado, o Brasil finalizou
mais vezes, resultando no primeiro gol da partida, feito por Raimundo
Nonato, aos 16 minutos. O pernambucano driblou três defensores e chutou
no canto esquerdo do goleiro francês.
Já na segunda etapa, a Seleção dominou a partida, com maior posse de
bola e muitas chances claras de gol. Aos 7 minutos, Nonato aumentou a
vantagem brasileira.
Logo após, aos 10 minutos, Tiago Paraná finalizou de fora da área
para marcar o terceiro – a bola ainda tocou a trave antes de entrar. O
paranaense ainda deu uma assistência para o quarto gol do Brasil, feito
por Jardiel, pelo lado esquerdo do campo, em um chute forte, acima da
cabeça do goleiro francês, aos 15 minutos.
Para fechar a goleada, Jardiel foi às redes mais uma vez, a três
minutos do fim da partida. Ele dominou a bola perto da pequena área e
chutou entre as pernas do goleiro.
“Estou muito feliz com o
resultado, não só pelo placar, mas pela forma como a equipe se comportou
em quadra, com muita intensidade e controle do jogo. Saímos na frente
no primeiro tempo, por 1 a 0, e poderíamos ter ampliado. No segundo
tempo, mantivemos o mesmo ritmo e aproveitamos melhor as chances criadas
para construir esse placar. Isso nos dá confiança para seguir
trabalhando e mostra que estamos no caminho certo para os próximos
desafios, primeiro no Parasul-Americano e, depois, na Copa América, que é
o principal objetivo da temporada”, disse Cesinha, técnico da Seleção
Brasileira de futebol de cegos.
Os amistosos têm como objetivo a preparação para os Jogos Parasul-Americanos,
que serão disputados entre os dias 5 e 16 de junho, em Valledupar, na
Colômbia, e para a Copa América da IBSA (Federação Internacional de
Esportes para Cegos, em português), que acontecerá de 2 a 13 de
setembro, em São Paulo.
Confira todos os participantes da fase de treinamentos: Anael Sousa Oliveira – APADV/SP Cássio Lopes dos Reis – CORINTHIANS/SP Gabriel Penedo Batista – AGAFUC/RS Maicon Junior dos Santos Mendes – CORINTHIANS/SP Paulo Victor Pinheiro – APACE/PB Raimundo Nonato Alves Mendes – AGAFUC/RS Raynã Oliveira Souza – APACE/PB Ricardo Steinmetz Alves – AGAFUC/RS Samir Santana da Silva – AGAFUC/RS Tiago da Silva – CORINTHIANS/SP Alvaro Augusto Gonçalves da Costa Magalhães – VILA NOVA /GO Jardiel Vieira Soares – APACE/PB
Patrocínio As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegos.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)