01/06/2026

ADD levou basquete em cadeira de rodas ao Sesc, reforçando inclusão por meio do esporte adaptado

ADD levou basquete em cadeira de rodas ao Sesc, reforçando inclusão por meio do esporte adaptado

Atividades no Sesc Itaquera e Sesc Casa Verde promoveram vivência na prática, aproximação com atletas paralímpicos e conscientização sobre acessibilidade e diversidade

A ADD – Associação Desportiva para Deficientes participou no último dia 27 de maio, de duas ações em unidades do Sesc São Paulo, promovendo experiências de basquete em cadeira de rodas e reflexões sobre inclusão, acessibilidade e convivência com a diversidade. As atividades aconteceram no Sesc Itaquera e no Sesc Casa Verde, com a participação de atletas da equipe Magic Hands, referência nacional no esporte adaptado.

Para Valci Santos, atleta do Magic Hands, essa experiência tem um papel fundamental na conscientização do público. “Essa vivência é muito importante porque permite que as pessoas experimentem, na prática, como o esporte adaptado e o esporte paralímpico são capazes de promover fortalecimento emocional, psicológico, físico e social. As pessoas percebem que jogar basquete em cadeira de rodas não é simples, mas também entendem que não é impossível. Com a prática, aquilo que inicialmente parece difícil se torna mais natural e acessível”, afirma.

No Sesc Itaquera, foi realizada a atividade “Vivência de basquete em cadeira de rodas”, que convida crianças e adultos a conhecerem a modalidade de forma prática, compreendendo os desafios, habilidades e estratégias do esporte adaptado. Já no Sesc Casa Verde, a equipe Magic Hands participou da programação do Dia do Desafio com partidas demonstrativas e interação com o público. Iniciativas como essas promovem transformação social ao aproximar a população do universo paralímpico e estimular reflexões sobre inclusão, empatia e acessibilidade.

“Quando as pessoas experimentam a cadeira de rodas durante a vivência, elas passam a perceber, na prática, quantos espaços e situações do cotidiano ainda não estão preparados para garantir acessibilidade plena. Mais do que falar sobre inclusão, precisamos compreender que a acessibilidade deveria ser algo natural para todos. Esse tipo de atividade desperta sensibilidade não pela pena, mas pela consciência de que todos fazem parte da mesma sociedade e merecem as mesmas oportunidades. Por isso, considero extremamente importante essa iniciativa do Sesc de promover essa interação entre o público e o esporte adaptado”, completa Valci.

Além do impacto esportivo, ações como essas reforçam o papel das organizações do terceiro setor na promoção da cidadania e do desenvolvimento humano. Há quase três décadas, a ADD atua na inclusão de pessoas com deficiência por meio do esporte, desenvolvendo projetos de iniciação esportiva, formação e alto rendimento, impactando milhares de crianças, jovens e famílias.

“Promover vivências como essa é criar uma oportunidade real de transformação de olhar. O esporte adaptado aproxima as pessoas, quebra preconceitos e demonstra, na prática, o potencial, a autonomia e a capacidade das pessoas com deficiência. Mais do que uma atividade esportiva, trata-se de uma experiência de conscientização social, que estimula a empatia e reforça a importância de construirmos ambientes verdadeiramente acessíveis e acolhedores para todos”, explica Eliane Miada, fundadora e presidente do Conselho da ADD.

CRÉDITO/IMAGEM: Divulgação: ADD – Associação Desportiva para Deficientes

Fonte https://diariopcd.com.br/add-levou-basquete-em-cadeira-de-rodas-ao-sesc-reforcando-inclusao-por-meio-do-esporte-adaptado/

Postado Pôr Antônio Brito 

Mudar o Símbolo Internacional de Acesso é realmente um avanço?

Mudar o Símbolo Internacional de Acesso é realmente um avanço? - OPINIÃO - * Por Geraldo Nogueira

OPINIÃO

  • * Por Geraldo Nogueira

Por que especialistas, gestores públicos e entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência questionam o Projeto de Lei nº 2.199/2022

Nos últimos meses, voltou ao debate nacional uma proposta que, à primeira vista, pode parecer apenas uma alteração estética, a substituição do atual Símbolo Internacional de Acesso — a tradicional figura da pessoa em cadeira de rodas — por um novo pictograma que pretende representar de forma mais ampla todas as deficiências.

A proposta está contida no Projeto de Lei nº 2.199/2022. Entretanto, uma análise mais cuidadosa revela que a discussão vai muito além do design. O tema envolve acessibilidade, segurança da informação, normatização técnica, direitos fundamentais e a própria autonomia das pessoas com deficiência.

A pergunta que precisamos fazer é simples: a mudança proposta realmente melhora a acessibilidade?

O símbolo atual não é apenas um desenho

O Símbolo Internacional de Acesso (SIA) foi criado em 1968 e, ao longo de mais de cinco décadas, tornou-se um dos símbolos mais reconhecidos do mundo.

Ele está presente em aeroportos, estações de transporte, hospitais, escolas, edifícios públicos, centros comerciais, hotéis, vagas reservadas, sanitários acessíveis, elevadores e rotas de circulação.

Mais do que um ícone gráfico, trata-se de uma linguagem universal de orientação.

Sua função principal não é representar todas as experiências da deficiência, mas identificar, de forma rápida e inequívoca, recursos e ambientes acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida.

Em acessibilidade, reconhecimento imediato salva tempo, reduz barreiras e promove autonomia.

O problema da proposta

O principal argumento utilizado para justificar a mudança é que o novo símbolo teria sido aprovado internacionalmente pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Entretanto, essa afirmação não encontra respaldo técnico.

Diversos estudos e análises demonstram que o pictograma utilizado como justificativa foi criado em 2013 para uso específico em um evento no Centro de Acessibilidade da sede da ONU, em Nova York. O símbolo nunca foi oficialmente adotado pela ONU como padrão universal de acessibilidade e tampouco substituiu o atual Símbolo Internacional de Acesso reconhecido mundialmente.

Mais importante ainda, não houve alteração das normas internacionais de padronização que regulamentam a sinalização acessível.

Portanto, não existe atualmente qualquer reconhecimento internacional formal que obrigue ou recomende a substituição do símbolo utilizado em todo o mundo.

Acessibilidade exige padronização

Na engenharia de acessibilidade, a padronização não é um detalhe burocrático.

Símbolos precisam ser compreendidos rapidamente por pessoas de diferentes culturas, idiomas, idades e condições cognitivas.

Quando uma pessoa procura um banheiro acessível, uma vaga reservada, uma rota de fuga ou um elevador adaptado, ela precisa identificar imediatamente a informação desejada.

Qualquer alteração que reduza essa capacidade de reconhecimento pode gerar o que especialistas chamam de “ruído informacional”. Em outras palavras, a mensagem deixa de ser instantaneamente compreendida.

Isso pode afetar especialmente pessoas com deficiência intelectual, pessoas idosas, turistas, usuários com baixa visão ou indivíduos com pouca familiaridade com novos sistemas de comunicação visual.

O Brasil possui um sistema normativo consolidado

A legislação brasileira não trata a acessibilidade como uma questão opcional.

A Lei Brasileira de Inclusão (LBI), a ABNT NBR 9050, o Decreto nº 5.296/2004 e diversas outras normas estruturam um sistema técnico e jurídico que garante segurança, previsibilidade e uniformidade.

O atual símbolo está integrado a esse sistema há décadas.

Sua eventual substituição exigiria revisão de normas técnicas, atualização de regulamentos, adaptação de projetos arquitetônicos, alteração de manuais operacionais e substituição de sinalizações em milhares de espaços públicos e privados.

Tudo isso teria elevado custo econômico e operacional.

Mais preocupante ainda, até o momento não foi apresentada nenhuma evidência científica demonstrando que o novo símbolo é mais eficiente que o atual.

Nada sobre nós sem nós

Outro aspecto fundamental nessa discussão é a participação social.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que possui status constitucional no Brasil, consagrou um princípio que se tornou referência mundial. “Nada sobre nós sem nós.”

Isso significa que mudanças que impactam diretamente a vida das pessoas com deficiência deve ser construída com ampla participação dos próprios interessados.

Alterar um dos símbolos mais importantes da acessibilidade mundial sem amplo debate técnico, consulta pública e participação das entidades representativas contraria esse princípio.

O verdadeiro desafio da acessibilidade

O Brasil ainda convive com problemas muito mais urgentes do que a troca de um símbolo amplamente reconhecido.

Milhões de pessoas continuam enfrentando dificuldades para acessar transporte, educação, saúde, emprego, moradia, tecnologia assistiva e espaços urbanos adequados.

A discussão sobre representatividade visual é legítima e merece reflexão. Entretanto, ela não pode substituir o compromisso com a eliminação das barreiras reais que ainda limitam a participação social das pessoas com deficiência.

Acessibilidade não se mede apenas por símbolos. Ela se mede pela capacidade de uma pessoa exercer seus direitos com autonomia, segurança e igualdade de oportunidades.

Conclusão

O debate sobre o Projeto de Lei nº 2.199/2022 oferece uma oportunidade importante para refletirmos sobre inclusão e representação social.

No entanto, qualquer alteração de um símbolo internacional consolidado deve ser precedida por estudos científicos, validação internacional, atualização normativa e ampla participação das pessoas com deficiência.

Sem esses requisitos, a mudança corre o risco de produzir mais confusão do que inclusão.

O verdadeiro avanço não está em substituir um símbolo amplamente reconhecido, mas em garantir que a acessibilidade saia do papel e esteja presente, de fato, na vida cotidiana de todos os brasileiros.

  • Geraldo Nogueira é Diretor da Pessoa cm Deficiência na OAB/RJ e Superintendente de Políticas Inclusivas no Estado do RJ e especialista em políticas públicas para pessoas com deficiência, ativista da inclusão e defensor da acessibilidade como instrumento de cidadania e transformação social.

@geralnogueira

Fonte https://diariopcd.com.br/mudar-o-simbolo-internacional-de-acesso-e-realmente-um-avanco/

Postado Pôr Antônio Brito 

Guarulhos/SP suspende van escolar para autistas e prejudica crianças

Prefeitura de Guarulhos/SP é denunciada após suspensão de transporte escolar para crianças com deficiência, obrigando mãe de autista a caminhar 16 km por dia.

Guarulhos/SP suspende van escolar para autistas e prejudica crianças

A Prefeitura de Guarulhos/SP, na região metropolitana, foi denunciada ao Ministério Público do Estado (MPSP) pela deputada estadual Andréa Werner (PSB), após o portal Metrópoles revelar o caso de uma mãe que caminha 16 km por dia para levar e buscar o filho autista na escola.

Ela se chama Marcela Nascimento e faz esse percurso desde o início de abril, quando o transporte escolar para crianças com deficiência no município foi suspenso. Ela mora em uma área rural da cidade e precisa levar o pequeno Matias, de 7 anos, para as aulas. O menino tem autismo nível 3 de suporte.

Em nota, a Prefeitura de Guarulhos informou que o tema está sendo analisado pelas áreas técnicas responsáveis. Uma vergonha para uma cidade do porte e importância de Guarulhos/SP.

Pelo que consta, parece que a situação vem sendo enfrentada por ao menos 26 crianças da Escola Municipal Manoel Rezende.

Acompanhe a matéria completa no Programa Balanço Geral da TV Record.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=6dc85a82-256d-4037-a31b-6651fee96a31
 
Postado Pôr Antônio Brito