Exoesqueletos pediátricos começam a ganhar espaço no Brasil e podem ampliar a reabilitação de crianças com limitações motoras, promovendo inclusão, autonomia e desenvolvimento.

Todos já ouviram falar nos exoesqueletos. Mas imagine essa tecnologia sendo capaz de ajudar crianças que encontram dificuldades para ficar em pé, dar passos ou treinar a marcha no dia a dia. Os exoesqueletos pediátricos começam a ser estudados no Brasil como ferramentas de apoio à reabilitação de crianças com paralisia cerebral, lesões neurológicas e outras condições que afetam a mobilidade. Eles permitem treinos mais intensos e repetitivos, fundamentais para o aprendizado motor e para a neuroplasticidade do cérebro.
Hoje, o nosso País conta com apenas algumas unidades do Bambini, um dos projetos mais inovadores da área e apresentado recentemente no São Paulo Innovation Week, disponíveis apenas na Rede Lucy Montoro e na AACD.
Mas o debate não deve ser apenas sobre tecnologia. Deve ser também sobre acesso, investimento em pesquisa e democratização desses recursos. Vale lembrar que nenhum equipamento substitui a fisioterapia, a equipe multiprofissional, a participação da família ou as políticas públicas de reabilitação.
Quando a inovação é colocada a serviço da inclusão, ela deixa de ser apenas avanço tecnológico e passa a ser avanço social, ampliando oportunidades de desenvolvimento, participação e autonomia. Logo, logo, estaremos vendo os exoesqueletos tomarem conta das ruas, seja para crianças ou adultos com deficiências motoras. É questão de mais alguns anos e estaremos vivenciando uma nova era na tecnologia assistiva.
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Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=35f55598-f9f2-4ec6-8292-56ada4ec9dec
Postado Pôr Antônio Brito
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