22/08/2026

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla tem início nesta sexta-feira (21)

Programação prevê ações no Recife e em todo o estado de Pernambuco até a próxima sexta-feira (28)

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla tem início nesta sexta-feira (21), com programação no Recife e outras cidades de Pernambuco
Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla tem início nesta sexta-feira (21), com programação no Recife e outras cidades de Pernambuco - Wagner Ramos/PCR

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla tem início nesta sexta-feira (21), com o objetivo de evidenciar a importância da inclusão e dos desafios ainda enfrentados por essa população no acesso a direitos básicos.

No Brasil, o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência com dois anos ou mais de idade, o equivalente a 7,3% da população do país.

Em Pernambuco, alguns municípios da Região Metropolitana do Recife, Agreste e Sertão se mobilizam com ações para reforçar o debate do público sobre o tema até a próxima sexta-feira (28).

Confira a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla no Recife e na RMR:

Recife
Com o tema “Acessibilidade, o Caminho que nos Conduz à Cidadania e a Inclusão”, a prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, realizará a 25ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência a partir desta sexta-feira (21) até o dia 28 de agosto.

A proposta é promover debates, atividades e formações, informando os recifenses sobre os direitos das pessoas com deficiência e contribuindo para a igualdade de oportunidades e a inclusão social. 

“Ao longo desses dias, teremos atividades de formação, sensibilização, cultura, lazer e participação social, envolvendo diferentes públicos e espaços da cidade”, destacou o secretário de Direitos Humanos e Juventude, Marco Aurélio Filho.

Além disso, a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau) lançou o Guia Anticapacitista da Política Municipal de Saúde da Pessoa com Deficiência do Recife nesta sexta-feira (21).

A publicação reúne orientações para fortalecer práticas de cuidado, atendimento e convivência livres de preconceito e discriminação contra pessoas com deficiência nos serviços de saúde.

“A Semana Municipal da Pessoa com Deficiência é um momento importante para ampliar o debate sobre inclusão e, principalmente, reforçar que acessibilidade é um direito e uma condição fundamental para o exercício da cidadania”, completou o secretário.

O lançamento ocorre durante o evento “Entre Barreiras e Pontes: 10 anos na Garantia de Direitos à Saúde Integral da Pessoa com Deficiência no Município do Recife”, realizado no auditório do Centro Universitário Tiradentes de Pernambuco (Unit-PE).

A atividade integra a programação da 25ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude do Recife.

“A publicação representa mais um passo no enfrentamento ao capacitismo, prática que estabelece barreiras, estigmas e preconceitos em relação às pessoas com deficiência, e busca contribuir para a construção de uma assistência cada vez mais inclusiva e alinhada à garantia de direitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS”, comemorou a coordenadora da Política de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência, Erika Aparecida Alves.

O guia integra um conjunto de iniciativas adotadas pelo Recife para qualificar a atenção à saúde da pessoa com deficiência. 

Confira a programação completa:
21 de agosto (sexta-feira) – Abertura 
Solenidade de abertura da 25ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, com a realização do seminário Entre Barreiras e Pontes: 10 Anos da Política de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência do Recife.
Inscrições: link
Horário: das 8h30 às 13h
Local: Auditório da UNIT – Av. Marechal Mascarenhas de Morais, 3905, Imbiribeira

23 de agosto (domingo) – Pedalada Inclusiva em parceria com a Uninassau
Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida vão pedalar juntas pelo Bairro do Recife. Cada participante deverá levar a sua bike, mas algumas bicicletas adaptadas também serão disponibilizadas. 
Horário: das 8h às 12h
Local: A concentração será na Av. Rio Branco ao lado da Associação Comercial e seguirá pela Av. Alfredo Lisboa, Av. Cais do Apolo, retornando para a Av. Rio Branco

24 de agosto (segunda-feira) – Roda de Conversa - Refletindo e Trabalhando contra o Capacitismo
Atividade ministrada pela militante das causas das pessoas com deficiência, Arenilda Duque, para profissionais do Compaz Leda Alves.
Horário: 13h30
Local: Compaz Leda Alves

25 de agosto (terça-feira) – Ação educativa do COMUD/Recife
Sensibilização e distribuição de materiais para divulgação dos direitos das pessoas com deficiência.
Horário: 14h
Local: Praça do Derby

26 de agosto (quarta-feira) – Visita guiada ao MAMAM, gratuita e aberta ao público
Membros da Central de Acessibilidade Comunicacional (CAC) vão conduzir a visita à exposição Amorí, de Vladimir Pauna.
Horário: 14h
Local: Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM). Rua da Aurora, 265 - Boa Vista

27 de agosto (quinta-feira) – 20 anos do COMUD/Recife
Solenidade em comemoração aos 20 anos do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Recife (COMUD/Recife)
Horário: 14h
Local: Auditório Capiba, 15º andar do edifício-sede da Prefeitura do Recife

28 de agosto (sexta-feira) – Oficina de Libras para os servidores do Reciprev e do Saúde Recife
Horário: 9h
Local: Reciprev. Av. Manoel Borba, 488 - Boa Vista

Pernambuco
Entre os dias 21 e 28 de agosto, a Semana Estadual da Pessoa com Deficiência passará por diversas regiões do estado, como Recife, Petrolina, Caruaru, Angelim e Santa Cruz do Capibaribe, com foco em acessibilidade, cidadania e direitos.

A atividade será realizada em parceria com a Secretaria de Criança e Juventude, Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco, Secretaria de Cultura, e o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Sob o tema "Pessoa com Deficiência: você sabe quem sou? Da identidade, do direito e da cidadania", a edição deste ano propõe uma reflexão sobre o reconhecimento da identidade, a afirmação dos direitos e o fortalecimento da cidadania plena das pessoas com deficiência.

Em 2026, a programação leva ações para a Região Metropolitana do Recife, o Sertão (Petrolina) e o Agreste (Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe), ampliando o acesso a informações, serviços e atividades culturais para pessoas com deficiência em diferentes territórios do estado.

“A Semana Estadual da Pessoa com Deficiência é um momento de afirmar, com ações concretas em todo o território pernambucano, a garantia de direitos. Nós entendemos que construir políticas públicas para pessoas com deficiência só faz sentido quando elas próprias estão no centro dessa construção”, afirma Joanna Figueiredo, Secretária da SJDH. 

Ao longo dos oito dias, a programação articula frentes estratégicas como capacitação de redes de atendimento e transporte especializado, acessibilidade comunicacional (audiodescrição e Libras), inclusão cultural e esportiva, empregabilidade e fortalecimento do controle social por meio do sistema de conselhos.

Confira a programação:
21 de agosto (sexta-feira) – Abertura Oficial em Petrolina
Em Petrolina, no Sertão, ocorre a abertura oficial com a Formação Integrada na FUNASE Petrolina, com módulos de audiodescrição (CAD/PE) e Libras (CIL/PE), das 9h às 16h.

No mesmo dia, também estão previstas a Caminhada Inclusiva da APAE Petrolina, em parceria com o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e o Balcão SEAD, no município de Angelim.

22 e 23 de agosto (sábado e domingo) – Cinema Acessível e Bike Sem Barreiras
No Recife, as sessões de Cinema Acessível serão promovidas com a exibição acessível de filmes no Cinema São Luiz, para famílias atendidas pelo Programa PE Conduz, em ambos os dias, a partir das 14h.

Também ocorre a ação Bike Sem Barreiras, no Parque Municipal Josepha Coelho.

24 de agosto (segunda-feira) – Dia D da Empregabilidade
O Dia D da Empregabilidade da Pessoa com Deficiência acontece na sede da SEDEPE, das 9h às 16h, com participação de empresas parceiras e recursos de acessibilidade comunicacional (Libras e audiodescrição).

25 de agosto (terça-feira) – Formação em Audiodescrição e Abordagem Inclusiva
 Formação em Audiodescrição para servidores públicos, no Edifício Palmira II, e formação de motoristas do Programa PE Conduz sobre abordagem inclusiva.

26 de agosto (quarta-feira) – Balcão SEAD em Santa Cruz do Capibaribe
 Em Santa Cruz do Capibaribe, acontece o Balcão SEAD de Cidadania da Pessoa com Deficiência, das 9h às 15h, em parceria com a Prefeitura Municipal.

27 de agosto (quinta-feira) –  Palestra "Acolhimento e Inclusão: Da Sensibilização às Práticas de Inserção Produtiva e Geração de Renda"
A atividade, promovida em parceria com o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, tem como foco o fortalecimento do controle social e das políticas públicas voltadas à pessoa com deficiência.

28 de agosto (sexta-feira) – Encerramento da Semana
O encerramento da semana acontece em Recife, com a Formação Introdutória em Libras e na Plataforma Tá Na Mão, pela manhã, e em Caruaru, durante a noite, com a Rota Acessível ao Festival Pernambuco Meu País.

Paulista
A cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, promove uma ação especial em alusão à Semana da Pessoa com Deficiência.

A programação será realizada na próxima segunda-feira (24), das 9h às 12h, na UBS Mirueira I, localizada na Travessa do Campo, nº 366, em Mirueira.

Com o tema “Inclusão, Cidadania, Saúde e Qualidade de Vida”, a iniciativa é voltada para pessoas com deficiência intelectual e múltipla e famílias atípicas e reúne, em um único espaço, serviços de saúde, cidadania e orientações sobre direitos.

Na área da saúde, serão oferecidos serviços de vacinação, aferição de pressão arterial, atendimento médico e orientações sobre saúde bucal.

Também serão disponibilizados serviços relacionados às políticas sociais e à garantia de direitos, como atualização do Cadastro Único (CadÚnico), orientações sobre o Vem Livre Acesso, emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) e emissão do RG.

A ação integra a programação da Semana da Pessoa com Deficiência e tem o objetivo de facilitar o acesso das famílias aos serviços públicos, além de ampliar a oferta de informações sobre saúde, cidadania e direitos das pessoas com deficiência.

Fonte https://www.folhape.com.br/noticia/amp/507931/semana-nacional-da-pessoa-com-deficiencia-intelectual-e-multipla-tem/

Postado Pôr Antonio Brito

CPB abre inscrição para voluntários da etapa Nacional das Paralimpíadas Escolares 2026

Paralímpiadas Escolares 2025, realizada no CT Paralímpico em São Paulo. Foto: Marcello Zambrana/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), abre nesta sexta-feira, 21, as inscrições para voluntários para a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares 2026, maior evento esportivo do mundo voltado exclusivamente a jovens com deficiência, que acontece no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, de 16 a 28 de novembro.

A atuação como voluntário se dará no controle de acesso aos espaços de competição e diretamente nas modalidades esportivas, de acordo com a indicação da equipe de coordenação.

O CPB oferecerá hospedagem (alojamento), alimentação, camisa do evento, certificado de horas complementares e traslado entre local de alojamento e de competição. Passagens aéreas ou rodoviárias para os selecionados não serão custeadas pelo CPB.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 25 de setembro por meio deste formulário.

As Paralimpíadas Escolares serão divididas em duas semanas, e os participantes podem optar por trabalhar em apenas uma delas ou nas duas.

Na semana do dia 16 acontecem as disputas de atletismo, basquete em cadeira de rodas, paraesgrima, futebol de cegos, goalball, rúgbi em cadeira de rodas, taekwondo e tênis em cadeira de rodas. 

A segunda semana terá competições de badminton, bocha, futebol PC, halterofilismo, judô, natação, tênis de mesa e vôlei sentado.

Em 2025, as Paralimpíadas Escolares receberam mais de dois mil atletas em idade escolar de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal, recorde de público da competição.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-inscricao-para-voluntarios-da-etapa-nacional-das-paralimpiadas-escolares-2026/

Postado Pôr Antonio Brito 

SÃO PAULO TEM A PARAOFICINA MÓVEL

Serviço itinerante e gratuito da Prefeitura de SP (SMPED/SMS em parceria com a AACD) para manutenção e reparos em equipamentos de tecnologia assistiva obtidos pelo SUS (cadeiras de rodas, órteses, próteses, andadores, etc.).

SÃO PAULO TEM A PARAOFICINA MÓVEL

A cidade de São Paulo/SP possui a Paraoficina Móvel, que é uma van itinerante da Prefeitura que realiza manutenção preventiva, corretiva e pequenos reparos GRATUITOS em equipamentos de tecnologia assistiva obtidos pelo SUS. O serviço é uma iniciativa conjunta da SMPED - Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e da Secretaria Municipal da Saúde, operado em parceria com a AACD. O programa realiza reparos em diversos dispositivos auxiliares de locomoção, como: cadeiras de rodas (motorizadas e manuais), órteses e próteses, muletas, bengalas e andadores.

Para ser atendido, o munícipe deve obrigatoriamente realizar um agendamento prévio pelo telefone direto: (11) 3913-4071. Ou pela Central SP156: digitando 156 por telefone. Ou no Portal de Atendimento SP156, presencialmente, diretamente nos CERs - Centros Especializados em Reabilitação participantes.

Os locais de Atendimento da Oficina Móvel é nos CERs parceiros, que são as seguintes unidades da rede municipal de saúde: • CER Campo Limpo • CER Flavio Gianotti • CER Interlagos • CER Lapa • CER M'Boi Mirim • CER Parelheiros • CER Santo Amaro • CER São Miguel • CER Sé • CER Tucuruvi

Para ser atendido, as regras básicas são: ser residente na cidade de São Paulo/SP, ter adquirido o equipamento originalmente pelo SUS - Sistema Único de Saúde. Para isso é preciso levar no dia agendado o cartão do SUS e um documento de identidade com foto.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=068fa6de-851d-44f9-a732-bf5bfc871421

Postado Pôr Antonio Brito 

21/08/2026

Mãe Atípica também precisa de colo: a urgência de uma rede de apoio que ainda não existe

Mãe Atípica também precisa de colo: a urgência de uma rede de apoio que ainda não existe - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÁO

  • * Por Igor Lima

Há um silêncio específico que atravessa a vida de muitas mães de crianças com deficiência ou autismo no Brasil. Não é o silêncio da ausência de amor, é exatamente o oposto: é o silêncio de quem ama tanto que não sobra tempo, nem espaço social, nem permissão emocional para dizer que está exausta. E, quando tentam verbalizar esse cansaço, muitas vezes esbarram numa resposta que fere mais do que ajuda: que é frescura, que toda mãe é cansada, que ela escolheu ser mãe e agora precisa dar conta.

A ciência não corrobora esse discurso. Ela desmente.

Uma revisão sistemática com meta-análise conduzida por Scherer, Verhey e Kuper, publicada na revista PLOS One em julho de 2019, reuniu dezenove estudos internacionais sobre pais de crianças com deficiência intelectual e do desenvolvimento e constatou que, em média, 31% desses pais apresentavam níveis elevados de sintomas depressivos, acima do ponto de corte clínico para depressão moderada, contra 7% entre pais de crianças sem essa condição. O mesmo estudo identificou que a gravidade da deficiência e a menor renda familiar estavam entre os fatores associados a níveis mais altos de sintomas depressivos entre esses pais. Outro estudo publicado na mesma revista, conduzido com base em pesquisa nacional japonesa sobre cuidadores de crianças com deficiência, identificou que o apoio de familiares além do cônjuge, incluindo avós, reduzia os efeitos negativos da deficiência do filho sobre a saúde mental parental, e que a ausência de apoio do cônjuge ou dos avós configurava fator de risco significativo para o adoecimento psíquico do cuidador.

No Brasil, a literatura acadêmica caminha na mesma direção. Artigo publicado na Revista FT, sobre os impactos psicossociais da maternagem atípica, aponta que essas mães vivenciam sobrecarga física e emocional significativa, marcada por sentimentos ambíguos de amor, culpa, exaustão e impotência diante das demandas cotidianas, e que essa sobrecarga está associada à insuficiência das redes de apoio institucional e à fragilidade das políticas públicas voltadas à saúde mental das cuidadoras. Uma revisão sistemática publicada na revista ID on line, de Psicologia, chegou a conclusão semelhante ao identificar, entre as categorias mais recorrentes na literatura sobre mães atípicas no Brasil, a sobrecarga de cuidar, a falta de rede de apoio, as barreiras no acesso aos serviços de saúde e o despreparo das escolas, fatores que acarretam desgaste emocional e comprometem a saúde mental dessas mães.

Esse conjunto de estudos, nacionais e internacionais, converge para um ponto que merece ser dito com todas as letras: o problema não é a maternidade atípica em si. É a ausência estrutural de rede, institucional, familiar e comunitária. Quando essa rede existe, o impacto emocional diminui de forma documentada na literatura científica. Quando não existe, a mãe adoece, silenciosamente, muitas vezes sem sequer perceber que aquilo que sente tem nome, tem causa identificada e tem, principalmente, solução possível.

A Lei Brasileira de Inclusão e a Política Nacional de Saúde Mental já preveem, ao menos no papel, estruturas de apoio às famílias de pessoas com deficiência. Mas a efetividade prática dessas políticas ainda esbarra em limitações concretas, como falta de profissionais especializados e descontinuidade de programas municipais de apoio.

Fica aqui um convite, mais do que uma reflexão: se você é mãe atípica e se reconhece em cada linha deste texto, procure apoio psicológico, procure outras mães que vivam essa mesma realidade, procure associações e grupos de apoio na sua cidade. Pedir ajuda não é fraqueza. É, segundo a própria evidência científica, o fator que mais protege sua saúde mental, e, por consequência, a qualidade do cuidado que você consegue oferecer ao seu filho. Você não precisa sofrer calada. Você precisa, e merece, ser cuidada também.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, pesquisador e pessoa com deficiência. Com formação complementar em Direitos das Pessoas com Deficiência pela PUC-Rio e em Direito Antidiscriminatório, construiu sua trajetória na interseção entre o Direito, a inclusão e a transformação social.
  • É idealizador e coordenador da coletânea jurídica Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva, obra que reúne 90 autores e contribuições dedicadas aos direitos das pessoas com deficiência, com referências no STF, STJ e TST e presença em instituições como Harvard e a Universidade de Coimbra.
  • Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Sua experiência profissional reúne atuação nos setores público e privado, produção intelectual e participação em iniciativas relacionadas à inclusão, acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência.
  • Sua atuação articula conhecimento jurídico, pesquisa, experiência institucional e vivência da deficiência, com foco em direitos das pessoas com deficiência, acessibilidade, políticas públicas e ESG. A partir dessa perspectiva, desenvolve pesquisas, conteúdos e iniciativas que buscam ampliar o debate sobre inclusão e transformar conhecimento em diálogo, participação e mudanças concretas na sociedade e nas instituições.
  • LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/mae-atipica-tambem-precisa-de-colo-a-urgencia-de-uma-rede-de-apoio-que-ainda-nao-existe/

Postado Pôr Antonio Brito 

Brasil perde para Colômbia e busca igualar colocação do último Mundial de rúgbi em CR neste sábado

Rafael Hoffman, atleta da Seleção Brasileira, driblando jogadores colombianos. | Foto: Marcello Zambrana/WWR

O Brasil perdeu para a Colômbia por 52 a 45 nesta sexta-feira, 21, no confronto direto pela disputa do nono lugar do Mundial de rúgbi em cadeira de rodas, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Com o resultado, a Seleção Brasileira disputará a 11ª colocação neste sábado, 22, e pode igualar a melhor campanha do país em Mundiais. Em sua primeira participação, em 2022, o Brasil terminou na 11ª posição, após conquistar uma única vitória na competição, sobre a Suíça, por 48 a 44.

A comissão técnica brasileira optou por diferentes composições de line ao longo dos quatro quartos, mantendo a partida equilibrada nos três primeiros períodos. Na última parcial, a Colômbia abriu vantagem e conseguiu administrar o resultado até o fim. Segundo o técnico do Brasil, Benoit Labrecque, a estratégia faz parte do processo de testar novas formações e dar experiência aos jogadores.

“Acredito que voltaremos a enfrentar a Nova Zelândia, e pode ser um bom jogo, porque já conhecemos o adversário. Espero que seja uma partida melhor para o Brasil também, porque nossos melhores jogadores devem estar descansados. Esperamos sair com a vitória amanhã”, disse Benoit Labrecque, técnico da Seleção Brasileira.

Apesar de não ter avançado à fase eliminatória da competição, a equipe brasileira segue na disputa pelas posições finais. Neste sábado, 22, às 9h30 (horário de Brasília), o Brasil aguarda o confronto entre Alemanha e Nova Zelândia para conhecer seu próximo adversário.

Classificação
As quatro primeiras equipes de cada grupo avançaram às quartas de final, que começam na tarde desta sexta-feira, 21. No Grupo A, a Austrália garantiu a primeira colocação, seguida pelos Estados Unidos. Canadá e Países Baixos ficaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente. A Nova Zelândia terminou na sexta colocação.

No Grupo B, o Japão ficou com a primeira posição, seguido por Grã-Bretanha, França, Dinamarca, Alemanha e Colômbia.

A equipe brasileira disputou cinco jogos na fase de grupos. Na estreia, foi derrotada pelos Países Baixos por 49 a 47. Depois, venceu o Canadá por 49 a 48 e perdeu para a Austrália por 59 a 32. Na quinta-feira, 20, pela manhã, venceu a Nova Zelândia por 58 a 44. À noite, perdeu para os Estados Unidos por 57 a 56, em uma partida decidida nos últimos segundos.

Ao fim da fase de grupos, a posição de cada seleção na tabela definiu os confrontos das quartas de final. O primeiro colocado do Grupo A enfrenta o quarto do Grupo B; o segundo do Grupo A encara o terceiro do Grupo B; o terceiro do Grupo A joga contra o segundo do Grupo B; e o quarto do Grupo A enfrenta o primeiro do Grupo B.

Neste sábado, 22, as seleções eliminadas na fase de grupos disputam as partidas pelas posições do 9º ao 12º lugar, enquanto as equipes classificadas jogam as semifinais. No domingo, 23, serão realizadas as disputas pelo 5º e 7º lugares, além das partidas pelo bronze e pelo ouro.

Sobre o Mundial
Organizado pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da modalidade, o Campeonato Mundial reúne 12 seleções e aproximadamente 140 atletas.

Esta é a a primeira vez que a principal competição internacional da modalidade é realizada na América do Sul. Atualmente, o Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial.

O Mundial tem entrada gratuita e é aberto ao público. Os interessados podem comparecer ao Centro de Treinamento Paralímpico, na zona sul de São Paulo, para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira e das demais equipes participantes.

A tabela de classificação e os resultados de todas as partidas estão disponíveis no site oficial da competição. Os demais confrontos também podem ser acompanhados pelos canais do Comitê Paralímpico Brasileiro e da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC) no YouTube.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Serviço
Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas
Datas: de 17 a 23 de agosto
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-perde-para-colombia-e-busca-igualar-colocacao-do-ultimo-mundial-de-rugbi-em-crneste-sabado/

Postado Pôr Antonio Brito 

McDia Feliz 2026 mobiliza voluntários em todo o Brasil para fortalecer a saúde infantojuvenil

McDia Feliz 2026 mobiliza voluntários em todo o Brasil para fortalecer a saúde infantojuvenil


Campanha acontece neste sábado, 22 de agosto, beneficiará 69 projetos de 49 instituições e já arrecadou mais de R$ 445 milhões desde sua criação

Neste sábado, 22 de agosto, acontece o McDia Feliz 2026, e a Casa Ronald McDonald Brasil intensifica a mobilização para uma das maiores campanhas solidárias do país. A iniciativa reúne voluntários, empresas, franqueados, colaboradores e consumidores em uma grande rede de apoio para fortalecer projetos que ampliam o acesso ao tratamento de crianças e adolescentes e oferecem suporte às famílias durante toda a jornada de cuidado.

Realizada desde 1988, a campanha já destinou mais de R$ 445 milhões à saúde infantojuvenil no Brasil. Neste ano, os recursos arrecadados beneficiarão 69 projetos desenvolvidos por 49 instituições em 19 estados e no Distrito Federal, alcançando todas as cinco regiões do país.

Os investimentos apoiarão iniciativas de diagnóstico precoce, acolhimento, hospedagem, atenção integral, melhoria da infraestrutura hospitalar, capacitação de profissionais da saúde e programas que ajudam famílias que precisam deixar suas cidades para garantir a continuidade do tratamento dos filhos.

“O McDia Feliz é um movimento que mobiliza milhares de pessoas em torno de um mesmo propósito. A cada edição vemos voluntários, empresas, instituições e consumidores mostrando que pequenas atitudes, quando somadas, conseguem ampliar o acesso ao tratamento e oferecer mais dignidade para milhares de famílias. Essa rede de solidariedade é o que torna a campanha tão importante para a saúde infantojuvenil brasileira”, afirma Bianca Provedel, CEO da Casa Ronald McDonald Brasil.

Muito além do Big Mac

A força do McDia Feliz vai além da venda de sanduíches. Todos os anos, a campanha mobiliza uma ampla rede de voluntários que atua na venda antecipada de tíquetes, na divulgação da iniciativa, na organização de ações locais e no engajamento de empresas, escolas e comunidades.

Essa mobilização permite que os recursos arrecadados cheguem a projetos que apoiam crianças e adolescentes em diferentes etapas do tratamento, desde o diagnóstico precoce até o acolhimento das famílias durante longos períodos de internação.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano entre 2026 e 2028. Embora as chances de cura possam chegar a 80% quando o diagnóstico acontece precocemente e o tratamento é realizado em centros especializados, muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para permanecer próximas dos filhos durante esse período.

“Quando falamos em tratamento, falamos também de permanência. Muitas famílias precisam viajar centenas de quilômetros, deixar trabalho, casa e rotina para acompanhar seus filhos. Por isso investimos em uma rede que oferece hospedagem, alimentação, transporte, acolhimento e apoio durante todo esse processo. Cada projeto apoiado pelo McDia Feliz ajuda a reduzir essas barreiras e permite que mais crianças consigam seguir o tratamento”, destaca Bianca.

Ainda dá tempo de participar

A 38ª edição do McDia Feliz será realizada no dia 22 de agosto, e os tíquetes antecipados já estão disponíveis por R$ 21 no site oficial da campanha, www.mcdiafeliz.org.br. Cada tíquete poderá ser trocado por um Big Mac nos restaurantes participantes do McDonald’s em todo o Brasil no dia da ação.

Além da compra antecipada dos tíquetes, consumidores também podem contribuir adquirindo os produtos oficiais da campanha, cuja renda é revertida para os projetos beneficiados.

Quem deseja participar de forma ainda mais ativa também pode se cadastrar como voluntário e apoiar a mobilização em diferentes frentes da campanha.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas em Link.

A lista completa dos projetos e instituições apoiados pelo McDia Feliz 2026 está disponível em: Link.

Impacto nacional

Ao longo de 27 anos, a Casa Ronald McDonald Brasil já investiu mais de R$ 445 milhões na saúde infantojuvenil, apoiou mais de 2.100 projetos em 111 instituições brasileiras e impactou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes.

Somente no último ano, mais de 7 mil profissionais e estudantes da saúde foram capacitados em diagnóstico precoce, mais de 9 mil pessoas passaram pelos Espaços da Família Ronald McDonald instalados em hospitais parceiros, 1.201 famílias foram acolhidas nas Casas Ronald McDonald, 2.343 deslocamentos foram realizados para garantir o acesso ao tratamento, 5.293 cestas de alimentos e 13.415 suplementos nutricionais foram distribuídos às famílias atendidas.

Sobre a Casa Ronald McDonald Brasil

A Casa Ronald McDonald Brasil, anteriormente conhecida como Instituto Ronald McDonald, é uma organização social sem fins lucrativos, mantida por doações de pessoas físicas e jurídicas, que atua para que famílias possam permanecer ao lado de crianças e adolescentes durante o tratamento de saúde. Desde 1999, a organização trabalha para remover barreiras que dificultam o acesso e a continuidade do tratamento, oferecendo apoio às famílias desde o diagnóstico precoce até diferentes frentes de acolhimento e cuidado. A atuação inclui iniciativas de treinamento de profissionais da saúde, hospedagem, alimentação, apoio psicossocial e espaços de acolhimento dentro de hospitais parceiros em diferentes regiões do Brasil.

Ao longo de sua trajetória, a Casa Ronald McDonald Brasil já beneficiou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e jovens em todo o país, treinou mais de 50 mil profissionais e estudantes da saúde em diagnóstico precoce e apoiou mais de 2 mil projetos de 111 instituições de norte a sul do Brasil.

Para saber mais, acesse AQUI.

Fonte https://diariopcd.com.br/mcdia-feliz-2026-mobiliza-voluntarios-em-todo-o-brasil-para-fortalecer-a-saude-infantojuvenil/

Postado Pôr Antonio Brito 

20/08/2026

Autismo também afeta o corpo: por que alterações na marcha e na postura ainda passam despercebidas

Autismo também afeta o corpo: por que alterações na marcha e na postura ainda passam despercebidas

Especialistas alertam que dificuldades motoras, alterações na caminhada e problemas de consciência corporal podem favorecer deformidades posturais e impactar a qualidade de vida de pessoas com TEA

Quando se fala em Transtorno do Espectro Autista (TEA), a atenção costuma se concentrar nos desafios relacionados à comunicação, interação social e comportamento. No entanto, existe uma dimensão frequentemente negligenciada do autismo que pode acompanhar a pessoa desde a infância: as alterações motoras e posturais.

Dificuldades de equilíbrio, coordenação motora, consciência corporal e até mudanças no padrão de caminhada — a chamada marcha — são mais comuns entre pessoas com TEA do que muitos imaginam. Quando não identificadas precocemente, essas alterações podem favorecer compensações musculares, desalinhamentos e até deformidades posturais ao longo da vida.

A neuropsicopedagoga especialista em autismo Silvia Kelly Bosi explica que o desenvolvimento motor precisa receber a mesma atenção dada aos demais aspectos do transtorno.

“Durante muito tempo, as alterações motoras foram tratadas como uma característica secundária do autismo. Hoje sabemos que elas podem impactar diretamente a autonomia, a funcionalidade e a qualidade de vida da pessoa. O corpo também comunica sinais importantes que não podem ser ignorados”, afirma.

O que a ciência já sabe sobre a marcha no autismo

Pesquisas internacionais demonstram que crianças e adolescentes com TEA podem apresentar padrões de marcha diferentes dos observados em indivíduos neurotípicos. Entre as características descritas na literatura científica estão menor estabilidade corporal, alterações no comprimento dos passos, dificuldades de coordenação, mudanças na distribuição do peso durante a caminhada e maior esforço para manter o equilíbrio.

A fisioterapeuta Nathalia Barreto Castro Leitão explica que essas alterações não estão relacionadas apenas à forma de caminhar, mas refletem desafios mais amplos no controle motor e na percepção do próprio corpo.

“A marcha depende da integração entre equilíbrio, coordenação, força muscular, planejamento motor e processamento sensorial. Quando existe alguma dificuldade nesses sistemas, podem surgir padrões compensatórios que afetam a mobilidade, a postura e a participação da criança em atividades do dia a dia. Por isso, a avaliação precoce é tão importante”, explica.

Uma revisão publicada no Research in Autism Spectrum Disorders identificou que alterações motoras estão entre os achados mais consistentes no espectro autista. Já estudos divulgados no Journal of Autism and Developmental Disorders apontam déficits de controle postural e equilíbrio como características frequentemente observadas nessa população.

Segundo Silvia, esses sinais nem sempre são percebidos por familiares ou profissionais porque costumam surgir de forma gradual.

“Muitas vezes os pais observam que a criança tropeça com frequência, anda de forma diferente, apresenta desalinhamentos corporais ou dificuldade para realizar movimentos simples. Como o foco normalmente está em outras demandas do autismo, essas questões podem acabar sendo subestimadas”, explica.

Nathalia acrescenta que quedas frequentes, dificuldade para correr, pular ou manter o equilíbrio devem servir como sinais de alerta.

“Muitas famílias acreditam que essas dificuldades fazem parte apenas do perfil da criança, quando na verdade podem indicar alterações motoras que merecem acompanhamento especializado. Quanto mais cedo essas questões são identificadas, maiores são as possibilidades de intervenção e desenvolvimento funcional”, destaca.

Consciência corporal: uma habilidade essencial para o desenvolvimento

Outro fator importante é a consciência corporal, capacidade que permite reconhecer a posição, os movimentos e os limites do próprio corpo no espaço.

Em pessoas com TEA, alterações sensoriais podem interferir nesse processo, dificultando a percepção de postura, equilíbrio e movimento. Como consequência, surgem padrões compensatórios que podem sobrecarregar músculos e articulações.

“A conscientização corporal ajuda a pessoa a entender como seu corpo funciona e como ele se relaciona com o ambiente. Quando esse processo é estimulado adequadamente, observamos ganhos importantes na coordenação motora, na estabilidade, na postura e até na participação em atividades escolares, esportivas e sociais”, destaca Silvia.

Para Nathalia, o trabalho voltado à percepção corporal tem reflexos que vão além da mobilidade.

“Quando a criança compreende melhor seu corpo e seus movimentos, ela passa a executar atividades com mais segurança e eficiência. Isso favorece a independência, a confiança e a participação em diferentes contextos sociais e educacionais”, afirma.

Correções posturais podem prevenir problemas futuros

Especialistas defendem que a identificação precoce dessas alterações permite intervenções mais eficazes, reduzindo o risco de complicações musculoesqueléticas ao longo do desenvolvimento.

Entre as estratégias utilizadas estão atividades psicomotoras, exercícios voltados para equilíbrio, coordenação e organização motora, além de abordagens que estimulam a integração sensorial e a percepção corporal.

“Não se trata apenas de corrigir uma postura inadequada. O objetivo é ensinar o cérebro a construir padrões motores mais eficientes. Quanto mais cedo isso acontece, maiores são as chances de prevenir compensações que podem gerar deformidades ou limitações funcionais no futuro”, explica Silvia.

Segundo Nathalia, a fisioterapia também desempenha papel importante na prevenção de sobrecargas e dores decorrentes de padrões inadequados de movimento.

“Quando uma alteração postural ou de marcha não é identificada precocemente, o corpo cria mecanismos de compensação para realizar determinadas tarefas. Com o passar dos anos, isso pode gerar sobrecarga muscular, desconfortos e limitações funcionais. O acompanhamento fisioterapêutico busca justamente promover movimentos mais eficientes, seguros e saudáveis”, ressalta.

Estudos reunidos em revisões sistemáticas mostram que programas estruturados de intervenção motora podem promover melhorias significativas no controle postural, na coordenação global e nas habilidades funcionais de crianças com TEA.

Um olhar além do comportamento

Para Silvia Kelly Bosi, ampliar a discussão sobre os aspectos físicos do autismo é fundamental para garantir um acompanhamento mais completo.

“Quando cuidamos apenas das questões comportamentais e cognitivas, deixamos de observar uma parte importante do desenvolvimento. O corpo também precisa ser estimulado, compreendido e acompanhado. Investir na consciência corporal e nas correções posturais não significa apenas prevenir deformidades; significa promover mais autonomia, independência e qualidade de vida para pessoas com autismo”, conclui.

Nathalia reforça que os melhores resultados costumam surgir quando há atuação integrada entre profissionais da saúde, escola e família.

“Cada pessoa com autismo possui características motoras e sensoriais próprias. Por isso, o acompanhamento deve ser individualizado e construído de forma multidisciplinar. Quando diferentes profissionais e familiares trabalham em conjunto, os ganhos em mobilidade, funcionalidade e qualidade de vida tendem a ser mais consistentes e duradouros”, conclui.

Silvia Kelly Bosi 

Cientista e neuropsicopedagoga, graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, com especializações em Autismo, Desenvolvimento Infantil, Análise do Comportamento, Neurociências e Neuroaprendizagem. Certificada internacionalmente pelo CBI of Miami em Desenvolvimento Infantil e Avaliação Comportamental. Mestre em Atenção Precoce pela Universidad del Atlántico (Espanha), Doutoranda em Psicologia e Perita Judicial certificada pela PUC-Rio. Atua com foco em avaliação neuropsicopedagógica e intervenção nos contextos clínico e educacional.

Nathalia Barreto Castro Leitão

Fisioterapeuta, pós-graduada em Psicomotricidade Clínica e Relacional, com especializações em Fisioterapia no Transtorno do Espectro Autista (TEA), Atrasos no Desenvolvimento Infantil, Estimulação Precoce, DIR/Floortime, Acomodação Sensorial, Pediasuit Protocol e Terapia Intensiva com a Gaiola de Habilidades, Método RTA (Reequilíbrio Toracoabdominal) e Comunicação Alternativa (CAA).

Fonte https://diariopcd.com.br/autismo-tambem-afeta-o-corpo-por-que-alteracoes-na-marcha-e-na-postura-ainda-passam-despercebidas/

Postado Pôr Antonio Brito 

Mutirão em SP reúne pessoas com deficiência para lançamento de projeto inclusivo e distribuição de cortesias

Mutirão em SP reúne pessoas com deficiência para lançamento de projeto inclusivo e distribuição de cortesias

Iniciativa será apresentada neste domingo, durante o Aviva Leopoldina, e dará acesso gratuito a próximas experiências de aprendizagem realizadas em espaços culturais da cidade

Criadora do projeto autoral “Aprender na Prática, Territórios do Conhecimento”, a psicopedagoga Luciana Zandoná Santana participará do Aviva Leopoldina, um dos maiores mutirões de cidadania da região da Vila Leopoldina, em São Paulo, que será realizado neste domingo (23),  com o objetivo de aproximar sua metodologia de famílias de pessoas com deficiência (PCDs) e de crianças e adolescentes com transtornos ou dificuldades de aprendizagem. O evento reunirá, em um único dia, mais de 40 serviços gratuitos nas áreas de saúde, cidadania, capacitação, acolhimento, lazer e entretenimento, com a proposta de promover dignidade, acesso a direitos, dignidade e  promover o fortalecimento dos vínculos comunitários.

Durante o evento, Luciana irá apresentar às famílias o “Aprender na Prática, Territórios do Conhecimento”, projeto que utiliza museus, espaços históricos, equipamentos culturais e outros territórios da cidade como ambientes para estimular a aprendizagem a partir de experiências concretas.

A psicopedagoga também estará acompanhada de crianças, adolescentes e familiares que já participaram das atividades e poderão compartilhar suas experiências com o público. Como forma de ampliar o acesso à iniciativa, Luciana concederá cortesias a famílias interessadas para participarem das próximas atividades em grupo programadas para agosto e setembro.

“Quero aproveitar o Aviva para chegar a famílias que muitas vezes não conhecem esse tipo de possibilidade. Mais do que explicar o projeto, queremos mostrar, por meio de quem já participou, como essas experiências acontecem e como a cidade pode se transformar em um espaço de aprendizagem, convivência e descoberta”, explica Luciana.

Com 27 anos de experiência na educação, sendo 20 dedicados à alfabetização e 16 à reabilitação neurológica infantil, Luciana desenvolveu a metodologia a partir de sua experiência profissional. Ela também acumula 13 anos de atuação no Centro de Reabilitação da AACD.

Nas vivências do projeto, os participantes são estimulados a observar, experimentar, interpretar e estabelecer relações com os ambientes visitados. A partir dessas experiências, a psicopedagoga pode observar aspectos relacionados à atenção, memória, linguagem, raciocínio, comportamento, autonomia e interação social.

“Quando levamos a aprendizagem para uma experiência real, conseguimos perceber habilidades e necessidades que nem sempre aparecem nos espaços tradicionais. Um museu, um jardim, um prédio histórico ou uma rua podem despertar curiosidade, favorecer a autonomia e criar novas possibilidades de aprendizagem”, afirma. Entre as próximas atividades está uma visita mediada à Casa das Rosas, na Avenida Paulista, programada para 29 de agosto, das 10h às 11h30, destinada a crianças com dificuldades de aprendizagem e/ou pessoas com deficiência. A experiência terá como tema “Rosas que nomeiam: o jardim da Casa das Rosas”. A participação nas atividades será gratuita, mediante inscrição antecipada. Novas vivências serão realizadas em setembro, dando continuidade à programação do projeto.

Serviço: Aviva Leopoldina 2026

Data: 23 de agosto de 2026, das 10h às 16h

Entrada: gratuita

Local: Rua José César de Oliveira, 120 – região da Vila Leopoldina, São Paulo

Realização: Associação Aviva

Fonte https://diariopcd.com.br/mutirao-em-sp-reune-pessoas-com-deficiencia-para-lancamento-de-projeto-inclusivo-e-distribuicao-de-cortesias/

Postado Pôr Antonio Brito

Brasil busca classificação às quartas de final do Mundial de rúgbi em CR nesta quinta-feira, 20

Gabriel Benevides, atleta mais jovem da Seleção Brasileira, correndo com a bola no jogo contra a Austrália. | Foto: Alessandra Cabral/CPB

*nota atualizada em 20/08/2026, às 6h00

A Seleção Brasileira busca a classificação às quartas de final do Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas nesta quinta-feira, 20, após ser derrotada pela Austrália nesta quarta-feira, 19, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. O placar final foi de 59 a 32.

A equipe brasileira contou com uma formação diferente, com atletas que ainda não haviam estreado na competição. Entre eles estavam a carioca Hawanna Ribeiro, única mulher da equipe; o paulista Gabriel Benevides, atleta mais jovem da Seleção Brasileira, com 16 anos; e o catarinense Rafael Hoffmann, que foi o maior pontuador do Brasil, com oito tries.

“A Austrália é um time muito forte, está entre o top 5 do mundo, foi um jogo difícil, mas foi um bom teste para rodarmos outras peças da equipe e ganharmos experiência”, afirmou Hoffmann.

As quatro primeiras equipes de cada grupo avançam às quartas de final, que começam na sexta-feira, 21. Com o resultado desta quarta-feira, o Brasil segue na quarta colocação do Grupo A. A Austrália lidera a chave, seguida por Estados Unidos e Países Baixos. Canadá e Nova Zelândia completam a classificação, em quinto e sexto lugares, respectivamente.

No Grupo B, o Japão ocupa a primeira colocação, seguido por França, Grã-Bretanha, Dinamarca, Alemanha e Colômbia.

Nesta quinta-feira, 20, o Brasil encerra sua participação na fase de grupos com dois jogos. Às 11h (horário de Brasília), enfrenta a Nova Zelândia e, às 19h30, encara os Estados Unidos. Ambos os jogos serão transmitidos nos canais SporTV.

Na terça-feira, 18, a equipe brasileira garantiu a primeira vitória na competição ao vencer o Canadá por 49 a 48.

Ao fim da fase de grupos, a posição de cada seleção na tabela define os confrontos das quartas de final. O primeiro colocado do Grupo A enfrenta o quarto do Grupo B; o segundo do Grupo A encara o terceiro do Grupo B; o terceiro do Grupo A joga contra o segundo do Grupo B; e o quarto do Grupo A enfrenta o primeiro do Grupo B.

Sobre o Mundial
Organizado pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da modalidade, o Campeonato Mundial reúne 12 seleções e aproximadamente 140 atletas.

O Brasil integra o Grupo A, ao lado de Austrália, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Países Baixos. O Grupo B é formado por Japão, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Colômbia e Dinamarca.

Esta é a segunda participação da Seleção Brasileira em um Mundial de rúgbi em cadeira de rodas. O torneio também marca a primeira vez que a principal competição internacional da modalidade é realizada na América do Sul. Atualmente, o Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial.

O Mundial tem entrada gratuita e é aberto ao público. Os interessados podem comparecer ao Centro de Treinamento Paralímpico, na zona sul de São Paulo, para acompanhar os jogos da Seleção Brasileira e das demais equipes participantes.

A tabela de classificação e os resultados de todas as partidas estão disponíveis no site oficial da competição. Os demais confrontos também podem ser acompanhados pelos canais do Comitê Paralímpico Brasileiro e da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC) no YouTube.

Confira todos os resultados desta quarta-feira (19/08):
Colômbia 40 x 51 França
Alemanha 44 x 52 Grã-Bretanha
Japão 56 x 43 Dinamarca
Países Baixos 44 x 40 Nova Zelândia
França 54 x 40 Alemanha
Grã-Bretanha 48 x 62 Japão
Canadá 39 x 49 Estados Unidos
Colômbia 43 x 64 Dinamarca
Brasil 32 x 59 Austrália

Confira todos os jogos desta quarta-feira (20/08):
9h – Canadá x Países Baixos
9h30 – França x Japão
11h – Brasil x Nova Zelândia
11h30 – Austrália x Estados Unidos
15h – Dinamarca x Alemanha
15h30 – Japão x Colômbia
17h – Canadá x Nova Zelândia
17h30 – Austrália x Países Baixos
19h – França x Grã-Bretanha
19h30 – Brasil x Estados Unidos

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Serviço
Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas
Datas: de 17 a 23 de agosto
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-busca-classificacao-as-quartas-de-final-do-mundial-de-rugbi-em-cr-nesta-quinta-feira-20/

Postado Pôr Antonio Brito 

Rede In apresenta propostas estratégicas e aguarda compromisso de candidatos para um Brasil Anticapacitista

Rede In apresenta propostas estratégicas e aguarda compromisso de candidatos para um Brasil Anticapacitista

A Rede In apresenta, no Pacto 33, 69 metas para educação, trabalho, acessibilidade, vida independente e outras áreas e convoca candidaturas ao Executivo e ao Legislativo a assumi-las publicamente.

Ampliar em 70% os vínculos formais de trabalho; expandir progressivamente a acessibilidade nos serviços públicos, assegurando condições de autonomia e vida independente para  pessoas com deficiência; qualificar a educação inclusiva e articular uma resposta nacional às violências estão entre as propostas do Pacto 33: Recomendações para um Brasil Anticapacitista (2027 a 2030), lançado pela Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Rede In). A publicação está disponível em duas versões, ampliada e executiva, cada uma com um QR Code que leva a formatos acessíveis, para que mais pessoas possam conhecer e acompanhar a iniciativa.

O documento reúne oito propostas estratégicas e intersetoriais, 69 metas com prazos entre 2027 e 2030 e nove diretrizes de governança. A publicação foi elaborada coletivamente pelas organizações que integram a Rede In, em um processo de diálogo e sistematização conduzido por oito grupos de trabalho. Dirigido a quem concorre a cargos no Executivo e no Legislativo, principalmente na esfera federal, o Pacto busca contribuir para que os direitos das pessoas com deficiência estejam presentes nos compromissos públicos, programas de governo e prioridades legislativas do próximo ciclo governamental.

Entre as metas estão a estruturação do Sistema Nacional de Avaliação Unificada da Deficiência (Sisnadef), a instituição de um sistema nacional de proteção e resposta às violências contra pessoas com deficiência, a regulamentação da profissão de assistente pessoal e a garantia de que ao menos 70% dos profissionais da educação tenham acesso, até 2030, à formação inicial e/ou continuada em práticas pedagógicas acessíveis e anticapacitistas.

“O Pacto 33 existe porque os direitos humanos das pessoas com deficiência ainda encontram inúmeras  barreiras para serem efetivados no cotidiano. Queremos contribuir para que o próximo ciclo governamental transforme direitos já reconhecidos em políticas públicas concretas, com metas, prazos, responsabilidades e acompanhamento”, afirma Ana Cláudia M. de Figueiredo, diretora executiva da Rede In.

As candidaturas e partidos que se comprometem a incorporar as propostas ao programa de governo ou de mandato poderão preencher o formulário específico, disponível na bio do Instagram da Rede In. As adesões serão divulgadas nas redes sociais da rede, na ordem de recebimento e sem distinção partidária.

@redebrasileiradeinclusao

“A publicação será um importante subsídio de apoio às ações de transição de governo, além de instrumento de mobilização e controle social, que permitirá à sociedade acompanhar e cobrar dos novos representantes públicos o fortalecimento de políticas públicas e a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência no país”, enfatiza Ana Cláudia.

Por que Pacto 33?

O nome faz referência ao artigo 33 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), que assegura a participação da sociedade civil, especialmente das próprias pessoas com deficiência e de suas organizações representativas, no monitoramento da implementação da CDPD.

A Convenção  foi incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro com valor  de emenda constitucional e completa, em 2026, 20 anos da sua adoção pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o Censo Demográfico de 2022, o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais, além de 2,4 milhões de pessoas autistas. A Rede In considera que esses números podem estar subdimensionados diante da estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que aproximadamente 15% da população mundial vive com deficiência.

Focos prioritários

As propostas do Pacto 33 estão organizadas em oito eixos:

1. Avaliação Biopsicossocial Unificada da Deficiência

2. Reconhecimento do igual direito ao exercício da capacidade jurídica

3. Educação Inclusiva e Anticapacitista

4. Inclusão Produtiva, Trabalho, Emprego e Renda

5. Vida Independente e Inclusão na Comunidade

6. Seguridade Social Inclusiva: Saúde, Assistência e Previdência Social

7. Acessibilidade, Tecnologia Assistiva e Desenho Universal

8. Prevenção e Enfrentamento ao Capacitismo e às Violências

Além das metas específicas de cada eixo, o documento apresenta nove diretrizes de governança. As recomendações incluem a incorporação das propostas nas transições de governo, nos planos de mandato e nos instrumentos de planejamento e orçamento público, como o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. Incluem ainda a criação, por lei, de um Fundo Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Sobre a Rede In

Criada em 2018, a Rede In é composta por 14 organizações da sociedade civil, entre as quais coletivos e associações nacionais. Atua como força política independente de governos, ideologias, partidos e religiões, comprometida com a promoção e efetivação dos direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas com deficiência.

Seu propósito é consolidar-se como um espaço permanente de mobilização, advocacy, diálogo, formação e reflexão propositiva, contribuindo para que políticas públicas e leis assegurem a inclusão social das pessoas com deficiência desde a primeira infância e ao longo de toda a vida.

Integram a Rede In: Associação Nacional de Membros do Ministério Público de Defesa da Pessoa com Deficiência (AMPID); Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB); Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais (AME); Escola de Gente, Comunicação em Inclusão; Federação Nacional do Emprego Apoiado (FANEA); Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD); Instituto JNG, Moradia para a Vida Adulta Independente; Instituto Jô Clemente (IJC); Instituto Rodrigo Mendes (IRM); Mais Diferenças; Mangata, Coletivo Brasileiro de Pesquisadoras e Pesquisadores dos Estudos da Deficiência; Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas e com Baixa Visão (MBMC); Rede Brasileira do Movimento de Vida Independente (Rede MVI); e Visibilidade Cegos Brasil (VCB). Membras honorárias: Ana Cláudia M. de Figueiredo e Izabel Loureiro Maior.

Fonte: Comunicação da Rede In

 
 
Postado Pôr Antonio Brito