04/07/2026

Somente 38% das mulheres com deficiência estão empregadas formalmente no Brasil

Somente 38% das mulheres com deficiência estão empregadas formalmente no Brasil

Evento que marca os 35 anos da Lei de Cotas para pessoas com deficiência será realizado em 24 de julho no Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo. Embora o Brasil tenha 14,4 milhões de pessoas com deficiência, pouco mais da metade das vagas reservadas por lei está preenchida e as mulheres seguem sub-representadas no mercado de trabalho formal

A Câmara Paulista para a Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal realiza em 24 de julho, no Instituto Presbiteriano Mackenzie, localizado na Rua da Consolação, 930, Higienópolis, em São Paulo, o evento “35 anos da Lei de Cotas – Trabalho: um direito de todas as pessoas”, que neste ano terá como tema central “Mulheres com deficiência: inclusão, liderança e protagonismo”. O encontro reunirá representantes do poder público, empresas, especialistas e entidades da sociedade civil para discutir os avanços e os desafios da principal política pública de inclusão profissional existente no país. 

A escolha do tema reflete uma realidade ainda marcada por desigualdades. Embora as mulheres representem cerca de 44% dos empregos formais brasileiros, elas correspondem a apenas 38% das pessoas com deficiência empregadas formalmente. Os números indicam que, além das barreiras relacionadas à deficiência, muitas mulheres enfrentam obstáculos adicionais associados às desigualdades de gênero, limitando seu acesso ao mercado de trabalho, às oportunidades de crescimento profissional e aos espaços de liderança.

O debate acontece em um momento em que o país passa a conhecer com maior precisão a dimensão dessa população. Dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais de idade.  

Os dados revelam ainda que a prevalência de deficiência é maior entre as mulheres do que entre os homens e aumenta significativamente com o envelhecimento da população. Entre os diferentes tipos de deficiência a visual é a mais frequente, afetando aproximadamente 7,9 milhões de brasileiros. As deficiências físicas ou motoras atingem cerca de 5,2 milhões de pessoas, enquanto as deficiências auditivas alcançam 2,6 milhões de indivíduos. Estima-se ainda que mais de 2,6 milhões de brasileiros convivam com deficiências intelectuais ou limitações cognitivas.

Apesar da expressiva dimensão dessa população, a inclusão no mercado formal de trabalho ainda está distante do que prevê a legislação. A Lei nº 8.213, de 1991, conhecida como Lei de Cotas, determina que empresas com 100 ou mais empregados reservem entre 2% e 5% de seus postos de trabalho para pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados da Previdência Social. O percentual varia conforme o porte da empresa, começando em 2% para organizações com até 200 empregados e chegando a 5% para aquelas com mais de mil trabalhadores.

A legislação estabelece ainda que a dispensa de um trabalhador contratado por meio da cota somente pode ocorrer após a contratação de outro profissional em condição equivalente. O cumprimento da norma é fiscalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que pode aplicar autuações e multas às empresas que descumprem a obrigação legal.

Por que a inclusão ainda não avançou como previsto

Conforme explica José Carlos do Carmo (Kal), coordenador da Câmara Paulista para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, médico, mestre em Saúde Pública e auditor fiscal do Trabalho aposentado, a Lei de Cotas permanece sendo a principal ferramenta de inclusão profissional das pessoas com deficiência no Brasil. “A Lei de Cotas faz parte das chamadas políticas afirmativas e nasceu do reconhecimento de que pessoas com deficiência enfrentam, historicamente, preconceito e discriminação quando buscam uma oportunidade de trabalho. Ela continua sendo a mais importante garantia de acesso ao emprego formal para essa população”, afirma.

Segundo Kal, os resultados alcançados ao longo das últimas três décadas demonstram a importância da legislação, mas também evidenciam que ainda há um longo caminho a percorrer. Dados oficiais de dezembro de 2024 mostram que aproximadamente 44 mil empresas brasileiras possuem 100 ou mais empregados e, portanto, são obrigadas a cumprir a Lei de Cotas. Juntas, elas deveriam garantir cerca de 964,6 mil vagas para pessoas com deficiência e beneficiários reabilitados da Previdência Social. Atualmente, apenas 556,4 mil postos estão efetivamente ocupados. O déficit supera 408 mil vagas em todo o país.

Em São Paulo, estado que concentra o maior número de empresas obrigadas a cumprir a legislação, o cenário é semelhante. Levantamento realizado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego com base nos dados do eSocial aponta potencial para aproximadamente 398,4 mil vagas destinadas às pessoas com deficiência. No entanto, apenas 205,8 mil encontram-se preenchidas, enquanto outras 192,6 mil permanecem vagas.

De acordo com Kal, a persistência desse cenário não pode ser explicada pela falta de profissionais qualificados ou interessados em trabalhar. “Existe um contingente expressivo de pessoas com deficiência aptas ao trabalho, com formação e disponibilidade para exercer as mais diferentes funções. O principal obstáculo continua sendo o preconceito. Ainda há quem imagine que a deficiência reduz a capacidade de contribuição dessas pessoas para as empresas, quando a experiência demonstra exatamente o contrário”, afirma.

O coordenador da Câmara Paulista afirma também que as pessoas com deficiência possuem plena capacidade para atuar em diferentes áreas profissionais quando encontram ambientes acessíveis e oportunidades reais de desenvolvimento. “As pessoas com deficiência têm plena capacidade de trabalhar, produzir, liderar equipes e contribuir para os resultados das organizações. O que muitas vezes falta não é qualificação ou interesse, mas oportunidade. Quando eliminamos barreiras e garantimos acessibilidade, elas demonstram competência em todas as áreas de atuação”. 

Segundo ele, uma das manifestações mais frequentes desse preconceito é o capacitismo, conceito que define atitudes e comportamentos baseados na ideia equivocada de que pessoas com deficiência seriam menos capazes de estudar, trabalhar, liderar ou participar plenamente da vida social. “O capacitismo faz com que outras pessoas decidam previamente o que alguém com deficiência pode ou não fazer. Em vez de perguntar à própria pessoa sobre suas capacidades, criam-se limitações que muitas vezes não existem. Essa continua sendo uma das principais barreiras para a inclusão”. 

Outro tema que será debatido durante o evento é a chamada pejotização. A prática reduz a base de cálculo utilizada para definir o número de vagas destinadas às pessoas com deficiência, contribuindo para diminuir oportunidades de inserção profissional. O assunto também está presente na Carta em Comemoração aos 35 anos da Lei de Cotas, documento que será lido durante o encontro.

O texto destaca que ações afirmativas não representam privilégios, mas instrumentos necessários para enfrentar desigualdades históricas. A carta também chama atenção para o fato de que o argumento frequentemente utilizado por empresas de que não existem pessoas com deficiência qualificadas ou interessadas em trabalhar não encontra respaldo na realidade observada pelos órgãos públicos e pelas entidades que atuam na área.

Trinta e cinco anos depois, o desafio é transformar acesso em protagonismo

A programação do evento foi construída para discutir os diferentes aspectos relacionados à inclusão profissional e ao protagonismo das mulheres com deficiência. Após o café receptivo e uma apresentação musical, a abertura será conduzida por José Carlos do Carmo. Na sequência, representantes do Ministério Público do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e do Instituto Nacional do Seguro Social participarão de um painel dedicado à importância das ações de fiscalização e defesa dos direitos.

O segundo painel abordará a relação entre inclusão e sustentabilidade corporativa, reunindo representantes da Bayer e da Coca-Cola Femsa para discutir como a diversidade e a inclusão vêm sendo incorporadas às estratégias de gestão das organizações. Em seguida, representantes do Comitê Paralímpico Brasileiro e especialistas da área de empregabilidade discutirão os desafios e as oportunidades existentes para profissionais com deficiência no mercado de trabalho, com foco especial na ampliação da participação feminina e na ocupação de espaços de liderança.

O encontro contará ainda com homenagens a personalidades que contribuíram para a promoção dos direitos das pessoas com deficiência e com a leitura da Carta em Comemoração aos 35 anos da Lei de Cotas. O documento reafirma a importância da legislação como instrumento de justiça social e defende o fortalecimento das ações de fiscalização, da acessibilidade e das políticas públicas voltadas à inclusão.

Ao completar 35 anos, a Lei de Cotas permanece como a principal garantia de acesso ao emprego formal para pessoas com deficiência no Brasil. Para os organizadores do evento, o momento é de reconhecer avanços importantes, mas também de reforçar a necessidade de transformar inclusão em participação efetiva, oportunidades de crescimento profissional e protagonismo.

SERVIÇO

35 anos da Lei de Cotas – Trabalho: um direito de todas as pessoasTema: Mulheres com deficiência: inclusão, liderança e protagonismo
Data: 24 de julho de 2026
Horário: das 8h às 11h30
Local: Instituto Presbiteriano Mackenzie
Endereço: Rua da Consolação, 930 – Higienópolis – São Paulo (SP) 

Mais informações: https://leidecotas.camarainclusao.com.br/

Sobre a Câmara Paulista Pela Inclusão da Pessoa com Deficiência – Criada em 2011 por iniciativa da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), a Câmara Paulista para a Inclusão nasceu como desdobramento de um estudo realizado pela SRTE/SP sobre a opinião das entidades de promoção dos direitos da pessoa com deficiência em relação às prioridades no debate sobre a inclusão profissional no país. Inicialmente foram ouvidas cerca de 80 organizações da sociedade civil do Estado de São Paulo. Seu propósito é ampliar o acesso e a qualidade da inclusão profissional da pessoa com deficiência, por meio de ampla participação social e do fortalecimento da ação fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Fonte https://diariopcd.com.br/somente-38-das-mulheres-com-deficiencia-estao-empregadas-formalmente-no-brasil/

Postado Pôr Antônio Brito

Valledupar 2026: ciclista revive sonho no esporte após pausa na carreira e conquista dois ouros nos Jogos Parasul-Americanos

Roberto Neto comemora vitória na prova de estrada do ciclismo nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 | Marcello Zambrana/CPB

O Brasil conquistou mais três medalhas — um ouro e duas pratas — nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 nas provas de estrada do ciclismo, nesta sexta-feira, 3, segundo dia de disputas na Colômbia.

Com o resultado, o Brasil acumula dez pódios na Colômbia: cinco ouros e cinco pratas, e lidera o quadro de medalhas. A Colômbia, anfitriã, está na segunda colocação, com quatro ouros, três pratas e um bronze. A Venezuela aparece na terceira posição, com um ouro.

CONFIRA O GUIA DE IMPRENSA

A medalha dourada do Brasil no dia veio com o ciclista mineiro Roberto Neto, que encerrou sua participação nos Jogos subindo duas vezes ao lugar mais alto do pódio, incluindo também o título do contrarrelógio obtido na quinta-feira, 2.

As disputas da modalidade acontecem no município de Agustín Codazzi, a cerca de uma hora de carro de Valledupar, capital do departamento de Cesar.

Nesta sexta-feira, 3, Roberto terminou a disputa de 45km em 1h15min10s; o colombiano Esneider Muñoz, da Colômbia, chegou a 2min06s do líder para ficar com a prata. O bronze ficou com Esteban Goddard, do Panamá, que completou a prova a 7min49s do brasileiro.

O atleta mineiro vibrou com suas primeiras conquistas em um grande evento fora do Brasil. Antes, em fevereiro, ele já havia sido medalhista de ouro no contrarrelógio e na prova de eliminação no Campeonato Pan-Americano da modalidade, mas em solo brasileiro — a competição foi realizada em Indaiatuba (SP).

“Tenho um carinho muito grande pela Colômbia por toda a paixão e a tradição dos atletas daqui no ciclismo. Ganhar essa competição aqui representando o Brasil em alto rendimento é uma satisfação muito grande”, afirmou o atleta.

Roberto, que compete pela classe C2 (atletas que utilizam bicicletas convencionais) foi submetido à amputação da perna esquerda em razão de um acidente de moto em 2006. No ano seguinte, buscou o esporte como ferramenta de socialização e qualidade de vida e, em 2012, chegou ao ciclismo.

Logo alcançou destaque e participou de um evento teste no Velódromo do Rio de Janeiro, que seria utilizado nos Jogos de 2016, para verificar a acessibilidade da instalação. Porém, em 2018 o atleta decidiu se dedicar ao setor de vendas de uma empresa de propriedade de sua família, fabricante de molhos e condimentos. Foi só em 2024, atraído novamente pelo esporte, que Roberto retornou aos treinos na mesma intensidade de antes.

“Eu colocava a cabeça no travesseiro e sabia que não tinha fechado um ciclo na minha vida. Havia um sonho lá dentro sempre me cutucando. Ainda tinha algo no ciclismo para realizar. Com a idade que tenho agora, acredito que minha última chance é esta”, lembrou o atleta de 39 anos.

Roberto disse que o apoio da família e, em especial, da namorada, são fundamentais para conseguir um bom rendimento. “Quando ela incentivou que eu voltasse, ela não tinha noção da dedicação. Eu durmo e passo o dia pensando em como vou ser mais rápido. Não consigo desfocar. Tudo o que eu como, o que faço, estou pensando se isso vai me colocar mais próximo do meu propósito. Por vezes ela pede uma pizza e eu não como, janto outra coisa para não interferir no meu desempenho. E ela entende e me apoia”, disse.

Além das medalhas de Neto, os demais pódios brasileiros vieram com o mineiro Eduardo Pimenta, da classe H3 (usam bicicletas impulsionadas com as mãos), e com a paulista Sabrina Custódia, da C2, ambas na disputa de estrada.

A prova da classe H3 foi acirrada até o final, com todos os atletas com o mesmo tempo, 1h04min22s. O ouro foi para Richard Espinoza, da Venezuela, que passou com a bicicleta à frente dos demais. A prata ficou com Eduardo Pimenta e o bronze para Sebastian Morales, do Chile.

Sabrina garantiu a prata ao completar seu percurso a cinco segundos da líder, a colombiana Daniela Munévar, que fez 1h05min04s. O bronze foi para Maria Sergo, da Argentina, a 12min10s da primeira colocada.

As disputas de ciclismo se encerram neste sábado, 4, com provas de estrada para atletas da classe B (deficiência visual) e C4/C5 (bicicletas convencionais).

Basquete em cadeira de rodas estreia com vitória
Na manhã de sexta-feira começaram as disputas do basquete em cadeira de rodas para o Brasil, no Coliseo de Baloncesto de la Gota Fría, em Valledupar.

A Seleção Brasileira feminina venceu a Bolívia por 74 a 9, impondo amplo domínio desde o início da partida, abrindo vantagem de 30 pontos (34 a 4) ao fim do segundo quarto.

O Brasil está no grupo B do torneio e ainda enfrenta a Colômbia na primeira fase. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para as semifinais.

Jogos Parasul-Americanos
O Brasil participa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 com 237 atletas de 13 modalidades, além de quatro atletas-guia (atletismo), quatro pilotos (ciclismo), dois goleiros (futebol de cegos) e dois calheiros (bocha).

Este é o primeiro evento multimodalidade com a participação brasileira dentro do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, nos Estados Unidos. Na edição anterior dos Jogos, o país ficou com um histórico quinto lugar no quadro geral de medalhas, após conquistar 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes.

O Brasil participa do evento com uma delegação formada por atletas de 26 estados e do Distrito Federal que une experiência e juventude, com 131 homens e 106 mulheres.

Por um lado, são 50 atletas que já conquistaram medalhas em Mundiais e 48 que já subiram ao pódio em edições dos Jogos Paralímpicos entre os convocados para competir na Colômbia. Por outro, o grupo conta com 80 atletas que terão no máximo 23 anos na data de início da competição.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.

Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.

Time São Paulo
A atleta Sabrina Custódia integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/valledupar-2026-ciclista-revive-sonho-no-esporte-apos-pausa-na-carreira-e-conquista-dois-ouros-nos-jogos-parasul-americanos/

Postado Pôr Antônio Brito 

A acessibilidade no Brasil é uma vantagem competitiva no turismo

Palestra no Congresso COCAL 2026 abordou como acessibilidade fortalece eventos, turismo e destinos competitivos.

A acessibilidade no Brasil é uma vantagem competitiva no turismo

O Brasil, um dos principais destinos turísticos da América Latina, abriga milhões de pessoas com deficiência e ocupa o segundo lugar na região, atrás apenas do México, em números de PcD. Essa situação ressalta a necessidade do setor de turismo e eventos avançar no desenvolvimento de produtos, serviços e eventos verdadeiramente inclusivos.

Nesse contexto, a Dra. Betina Anzilutti, mestre em Acessibilidade e uma das principais especialistas da América Latina na área, palestrou ontem, dia 2 de julho, no Congresso COCAL 2026, que está acontecendo agora no Centro de Convenções do Ceará. Sua apresentação, intitulada "Eventos Acessíveis: Como a Inclusão se Torna uma Vantagem Competitiva no Setor", foi um dos destaques do evento.

Betina é diretora da Noun Eventos & Capacitación Ejecutiva, instituição dedicada à capacitação de profissionais em turismo e eventos acessíveis, com atuação em 15 países da América. Seu trabalho em acessibilidade e inclusão no turismo conquistou reconhecimento internacional, destacando seus esforços para conscientizar sobre a importância de integrar os mais de 85 milhões de latino-americanos com deficiência ao turismo e ao setor de eventos.

A sua palestra focou em oferecer ferramentas práticas para a implementação de estratégias de acessibilidade, tanto tangível quanto intangível, na organização de eventos.

Voltada para organizadores de eventos, centros de convenções, hotéis e empresas do setor, a palestra analisou como a acessibilidade impacta diretamente a reputação de um evento, aprimora a experiência dos participantes e amplia as oportunidades de negócios. Também abordou o papel da inclusão no posicionamento de cidades como destinos competitivos para atrair congressos, convenções e encontros internacionais.

Mais do que cumprir um compromisso social, a acessibilidade tornou-se um fator estratégico que gera valor em toda a cadeia produtiva do setor de eventos e fortalece a competitividade dos destinos.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=bd43d1b9-a4aa-40cb-b755-1dfcb6468007

Postado Pôr Antônio Brito 

03/07/2026

Pessoas com deficiência podem ter cotas e reserva de vagas no Serviço Público Federal

Pessoas com deficiência podem ter cotas e reserva de vagas no Serviço Público Federal

A Câmara dos Deputados recebeu o Projeto de Lei 3186 de 2026 que prevê a garantia de pessoas com deficiência no Serviço Público e evita a exclusão de candidatos e candidatas em concursos públicos. Entidade cobra agilidade de Hugo Motta

A apresentação do Projeto de Lei nº 3186/2026 pode representar o início de um importante avanço na efetivação dos direitos das pessoas com deficiência no Serviço Público Federal.

A iniciativa atende à demanda apresentada pela ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência durante Audiência Pública realizada no Congresso Nacional, propondo a regulamentação do inciso VIII do artigo 37 da Constituição Federal, que trata da reserva de percentual de cargos e empregos públicos para pessoas com deficiência. O evento foi presidido pelo Deputado Federal Rodrigo Rollemberg, Presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência e autor do PL 3186/2026.

A proposta surgiu a partir de uma proposta do advogado Bruno Milhorato e da equipe jurídica da ANAPcD.

Confira também: https://diariopcd.com.br/congresso-nacional-recebe-proposta-para-obrigatoriedade-na-contratacao-de-pessoas-com-deficiencia-no-servico-publico-federal/

O pedido para que a Câmara dos Deputados acatasse a proposta foi apresentada aos Deputados Federais em debate sobre exclusão de candidatos com deficiência em concursos públicos. De acordo com a Associação, o objetivo é transformar em lei uma política afirmativa que assegure maior representatividade das pessoas com deficiência nos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, preenchendo uma lacuna histórica na regulamentação constitucional.

Números mostram que a Câmara dos Deputados não reserva o percentual mínimo na contratação de servidores com deficiência.

A proposta estabelece que os órgãos públicos deverão garantir que pessoas com deficiência ocupem, no mínimo, 5% dos cargos efetivos providos e dos empregos públicos, percentual que será alcançado de forma progressiva. A implementação ocorrerá em etapas, permitindo que a administração pública realize a recomposição gradual de seus quadros funcionais até atingir a meta prevista no projeto.

Além da reserva de cargos, o projeto prevê mecanismos para assegurar a efetividade da política de inclusão. Entre eles estão a obrigatoriedade de divulgação periódica dos índices de representatividade de pessoas com deficiência, regras de transparência, acessibilidade nos concursos públicos, adaptações razoáveis durante todas as etapas de seleção, utilização de tecnologias assistivas e medidas destinadas à permanência e ao desenvolvimento profissional dos servidores com deficiência.

“A participação das pessoas com deficiência nos quadros da administração pública permanece aquém do desejável, evidenciando um descompasso entre o comando constitucional do art. 37, VIII, e sua concretização prática. Falta, em especial, um parâmetro mínimo com metas progressivas, critérios transparentes de cálculo e mecanismos de monitoramento e controle social que permitam medir e acompanhar a presença efetiva de pessoas com deficiência nos cargos e empregos públicos federal”, justificou Rollemberg.

A proposta também reforça que a interpretação da futura legislação deverá observar os princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e da Lei Brasileira de Inclusão, consolidando o entendimento de que a inclusão no serviço público deve ocorrer em igualdade de oportunidades e com garantia de acessibilidade.

Atualmente a Lei de Cotas preve que empresas com mais de 100 funcionários deve reservar um percentual na contratação de pessoas com deficiência. Essa regra não é exigida para órgãos públicos, como Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Para a ANAPcD, a iniciativa representa um passo decisivo para que o próprio Estado se torne referência na implementação de políticas afirmativas. A entidade defende que, embora já existam regras para reserva de vagas em concursos públicos, ainda não há uma legislação que assegure a representatividade mínima de pessoas com deficiência nos quadros permanentes da administração pública, situação que motivou a elaboração da proposta apresentada durante a Audiência Pública.

Com a apresentação do Projeto de Lei nº 3186/2026, a expectativa é de que o Congresso Nacional avance no debate sobre a inclusão das pessoas com deficiência no serviço público, promovendo maior igualdade de oportunidades, diversidade institucional e cumprimento efetivo do comando constitucional estabelecido há quase quatro décadas.

Existe um pressão da sociedade para que o Presidente da Câmara dos Deputados encaminhe com urgência a proposta para as Comissões Permanentes.

Caso aprovado, o projeto poderá representar um marco na consolidação das políticas públicas de inclusão, fortalecendo a participação das pessoas com deficiência na administração pública federal e reafirmando o compromisso do Estado brasileiro com os princípios da acessibilidade, da equidade e da valorização da diversidade.

Acompanhe a tramitação do Projeto de Lei. A sociedade pode VOTAR pelo projeto e comentar os pontos positivos e negativos

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2633144#tramitacoes

CRÉDITO/IMAGEM: Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Fonte https://diariopcd.com.br/pessoas-com-deficiencia-podem-ter-cotas-e-reserva-de-vagas-no-servico-publico-federal/

Postado Pôr Antônio Brito 

Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Aracaju marca estreia de trio de irmãos adotivos nas piscinas

Anthony Nunes, Carlos Miguel Nunes e Sofia Rafaela Nunes após treino da natação em preparação para o Meeting Paralímpico de Aracaju | Foto: acervo pessoal

O Meeting Paralímpico Loterias Caixa chega a Aracaju (SE) neste sábado, 4, para receber 259 esportistas concentrados na Universidade Tiradentes (UNIT) em disputas do atletismo (159 representantes), da natação (56) e do halterofilismo (44).

A competição compreende provas para atletas de alto rendimento e também para atletas em desenvolvimento, divididos por faixa etária – a partir da categoria sub-11.

Maria Aparecida Nunes, 53, mal consegue conter o orgulho ao ver seus três filhos adotivos prontos para disputar pela primeira vez as provas de natação da classe S14 (deficiência intelectual) do Meeting Paralímpico Loterias Caixa. Carlos Miguel Silva Nunes, 11, Anthony Gabriel Silva Nunes, 12, e Sofia Rafaela Silva Nunes, 13, compartilham a mesma família, a paixão pela modalidade e diagnósticos semelhantes, embora em diferentes graus. Os três têm microcefalia, deficiência intelectual, autismo, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD).

“Esse dia vai ser especial para todos nós. Vou tentar respirar fundo para conseguir seguir em frente. Vou tentar não ficar nervosa, nem ansiosa”, admite Sofia Rafaela, que conta que a mãe costuma guardar segredo sobre as competições para evitar que a ansiedade tome conta da família.

Sob chuva ou sol, os irmãos nunca perdem um treino. Na companhia da mãe, os três atletas percorrem cinco vezes por semana o trajeto de 112 km, em transporte da prefeitura, da residência em Carira (SE), município de cerca de 20 mil habitantes no semiárido sergipano, até a capital Aracaju.

Foi em 2016 que Maria Aparecida realizou o sonho da maternidade. Após diversas tentativas frustradas de engravidar, ela contraiu chikungunya e precisou ir a um hospital em Aracaju com o marido. Durante a consulta, um médico que já a conhecia comentou que havia um menino à espera de adoção. Naquele momento, porém, Cida não deu importância ao assunto.

Ao deixar o consultório, a cena que encontrou mudou sua vida. O marido, Carlos Nunes dos Santos, 49, estava, com rosto banhado por lágrimas, abraçado a um menino que o chamava de pai. Era Anthony, o garoto de quem o médico havia acabado de falar. Aquele encontro marcou o início da família que logo cresceria com a chegada dos irmãos biológicos de Anthony – Carlos Miguel e Sofia Rafaela.

Os diagnósticos das deficiências surgiram posteriormente, juntamente com a recomendação da prática da natação para o desenvolvimento físico-motor das crianças, atividade iniciada em 2022. “O esporte mudou tudo, absolutamente tudo na vida dos meus filhos. Eles desenvolveram a forma que caminham e até como falam. Eles têm muita força de vontade”, comenta Cida.

Agora, os três jovens atletas vibram na mesma sintonia quando o assunto é cair na piscina e ganhar medalhas. “Nadar faz bem pra mim. Eu amo nadar! E gosto também de ganhar medalha!”, afirma Miguel, caçula do trio.

Neste sábado, Sofia competirá nos 100m livre, Anthony nos 50m livre e Carlos nos 50m livre e 50m costas, todos pela classe S14. Os irmãos representam o clube SEC-SE.

Sobre o Meeting Paralímpico
As marcas obtidas em todas as categorias do Meeting Paralímpico são válidas para os respectivos rankings brasileiros, utilizados como critério de classificação para etapas nacionais de competições organizadas pelo CPB, como as Paralimpíadas Escolares, Paralimpíadas Universitárias e os Circuitos Brasileiros.

O Meeting Paralímpico Loterias CAIXA percorre todas as Unidades Federativas brasileiras até o mês de agosto, com a última etapa programada para a capital paulista, de 6 a 8 de agosto. Também neste sábado, 4, Belo Horizonte, na capital mineira, receberá o evento.

Neste ano, 18 capitais brasileiras já receberam o evento esportivo desde abril. Belém (PA)Rio Branco (AC)São Luís (MA)Teresina (PI)Porto Velho (RO)Boa Vista (RR)Fortaleza (CE)Cuiabá (MT)Manaus (AM)Natal (RN),  João Pessoa (PB)Campo Grande (MS)Macapá (AP)Brasília (DF)Recife (PE), Palmas (TO), Goiânia (GO) e Maceió (AL) já sediaram o evento.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Meeting Paralímpico Loterias Caixa de Aracaju devem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Meeting Paralímpico Loterias Caixa – Etapa Aracaju
Data: 4 de julho, a partir das 8h (horário de Brasília)
Atletismo, natação e halterofilismo
Local: UNIT – Universidade Tiradentes
Endereço: Av. Murilo Dantas, 300 – Farolândia, Aracaju

Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a ASICS são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação e do halterofilismo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/meeting-paralimpico-loterias-caixa-de-aracaju-marca-estreia-de-trio-de-irmaos-adotivos-nas-piscinas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Mães atípicas: quem cuida também precisa ser cuidada

Rotina de mães atípicas exige acolhimento, rede de apoio, políticas públicas e prioridade real.

Mães atípicas: quem cuida também precisa ser cuidada

As mães atípicas enfrentam uma rotina que muita gente não vê: terapias, consultas, crises, noites sem dormir, medo, exaustão e, muitas vezes, abandono.

Enquanto elas cuidam de tudo e de todos, quem cuida delas? Essa não pode continuar sendo uma luta silenciosa. A maternidade atípica precisa de acolhimento, respeito, políticas públicas, rede de apoio e prioridade real.

É muito importante dar atenção para essas mães que abdicam de suas vidas, carreiras e sonhos para cuidar dos filhos autistas. O Estado precisa trabalhar ações para que essas famílias sejam vistas, ouvidas e amparadas.

Reconhecer a dor dessas mães também é proteger as crianças que dependem delas todos os dias. Mães atípicas não precisam de julgamento. Precisam de apoio.

Praticamente todos conhecem uma mãe atípica que precisa ser mais acolhida. Muitas são pai e mãe ao mesmo tempo e acabam sozinhas, abandonadas pelos companheiros na maioria das vezes. Governantes precisam olhar para essas trabalhadoras com mais carinho e cuidado.

Mais informações sobre o tema estão disponíveis no link indicado.

https://www.instagram.com/p/DaLyJCuCSkz/?img_index=5&igsh=MWJld2pjZTgyZHR5

Fonte Postado https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=3b25d8e5-00e9-49a2-ade5-416c09319a35

Pôr Antônio Brito 

02/07/2026

Entidades se mobilizam para derrubada de vetos no Congresso Nacional que afetam pessoas com deficiência

Entidades se mobilizam para derrubada de vetos no Congresso Nacional que afetam pessoas com deficiência

Coordenado pelo Movimento PcD e Raros, entidades e instituições de todo o Brasil cobram parlamentares por derrubada de 6 vetos que envolvem direitos das pessoas com deficiência

O Movimento PcD e Raros surgiu a partir da mobilização que aconteceu na 1ª Marcha PcD e Raros, realizada em 3 de dezembro de 2024, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Desde então, o grupo deixou de atuar apenas em eventos pontuais e passou a manter presença constante no Congresso Nacional, acompanhando projetos de lei, dialogando com parlamentares e defendendo direitos das pessoas com deficiência e das pessoas com doenças raras

O Movimento reune entidades e instituições de todas as regiões do Brasil.

Um dos diferenciais do Movimento PcD e Raros é a defesa de uma pauta unificada. Em vez de atuar por deficiência específica, busca construir consensos entre diferentes segmentos para fortalecer a incidência política e ampliar a representatividade perante os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Essa estratégia tem contribuído para dar maior visibilidade às demandas comuns das pessoas com deficiência e das pessoas com doenças raras em âmbito nacional.

Cesar Achkar, um dos Coordenadores do Movimento, informou que “diante da convocação da sessão destinada à apreciação de vetos presidenciais, estamos com forte mobilização e buscando convencer os parlamentares para a análise e votação das proposições indicadas pelo Movimento, de fundamental relevância para a garantia de direitos e a promoção da inclusão das pessoas com deficiência e de grupos vulneráveis. Precisamos derrubar vetos que retiram os direitos de todos nós”.

1º – Veto Parcial nº 18, de 2026 – referente ao PL nº 4.293, de 2025

Objeto: Garante ajuda de custo aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que necessitam de tratamento fora de seu município de residência.

Solicitação: Derrubada do veto.

Justificativa: Quando uma pessoa em situação de vulnerabilidade precisa se deslocar para receber atendimento de saúde, isso significa que o Estado falhou em oferecer serviços adequados e acessíveis em seu território. Negar o auxílio financeiro previsto na proposição é reafirmar essa falha como uma política pública, negligenciando o dever de amparar quem já se encontra em situação de fragilidade, agravando ainda mais suas dificuldades.

2º – Veto Parcial nº 14, de 2025 – referente ao PL nº 7.762, de 2014

Objeto: Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo.

Solicitação: Derrubada do veto.

Justificativa: A iniciativa tem como finalidade combater a discriminação e o preconceito enfrentados por pessoas com albinismo, ampliar seu acesso integral à saúde, promover sua inclusão social e garantir medidas de proteção específicas, alinhadas aos princípios constitucionais e aos tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário. A aprovação é essencial para assegurar igualdade de condições de vida e exercício de cidadania.

3º – Veto Parcial nº 18, de 2025 – referente ao PL nº 1.769, de 2024

Objeto: Dispõe sobre incentivos ao empreendedorismo para pessoas com deficiência.

Solicitação: Derrubada do veto.

Justificativa: É notório que grande parte das pessoas com deficiência vive em situação de vulnerabilidade econômica e enfrenta barreiras significativas para ingressar no mercado de trabalho formal. Os incentivos propostos para a geração de trabalho e renda representam um caminho fundamental para promover autonomia, independência e melhoria da qualidade de vida desse público, além de contribuir para o desenvolvimento econômico do país, ao ampliar a participação produtiva de todos os cidadãos.

4º – Veto Total nº 47, de 2025 – referente ao PL nº 3.294, de 2021

Objeto: Cria o Símbolo Nacional de Acessibilidade para pessoas com visão monocular.

Solicitação: Derrubada do veto.

Justificativa: A adoção de símbolos oficiais específicos tem como objetivo facilitar a identificação das diferentes necessidades e características humanas, permitindo que serviços, espaços e atendimentos sejam adaptados de forma adequada e inclusiva. Essa medida está alinhada aos conceitos legais de acessibilidade e inclusão, reconhecendo a visão monocular como uma condição que requer atenção e garantia de direitos, evitando a invisibilidade desse grupo.

5º – Veto Total nº 44, de 2025 – referente ao PL nº 2.621, de 2023

Objeto: Estabelece a distribuição, pelo SUS, do cordão-de-girassol como forma de identificação de pessoas com deficiências ocultas.

Solicitação: Derrubada do veto.

Justificativa: Muitas deficiências não são perceptíveis de imediato, o que pode gerar mal-entendidos, falta de suporte adequado ou até mesmo discriminação. O cordão-de-girassol constitui um meio padronizado e reconhecido internacionalmente de identificação, que facilita o acesso a atendimentos prioritários, serviços e direitos, garantindo que essas pessoas recebam o acolhimento e o suporte que necessitam, conforme prevê a legislação brasileira de inclusão.

6º – Importante: Inclusão do Veto nº 04, de 2025 – referente ao PL nº 2.687, de 2022

Destacamos que o Veto nº 04, de 2025, foi retirado da pauta durante a sessão do Congresso Nacional realizada em 17 de junho de 2025, a pedido da Liderança do Governo, mediante compromisso formal de que retornaria à ordem do dia na sessão subsequente.

No entanto, a proposição não consta da relação atual, o que representa o descumprimento do acordo firmado.

Objeto da proposição: Reconhece a condição de pessoa com deficiência às cerca de 600 mil pessoas que vivem com Diabetes Mellitus Tipo 1, em conformidade com o disposto na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil com status de emenda constitucional.

Solicitação: Inclusão imediata do referido veto na cédula de votação atual e cumprimento integral do acordo firmado, para que a matéria seja apreciada e votada, assegurando direitos fundamentais a um grupo que enfrenta inúmeras barreiras e necessita de proteção legal.

O Movimento PcD e Raros é formado por:

Movimento PCD e Raros +INCLUSÃO Mais Inclusão no Mundo; ABDV Associação Brasiliense de Deficientes Visuais; ABRA Associação Brasileira de Autismo; ADJ Diabetes Brasil; Aliança Global pelo Diabetes; ANAPCD Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência; ASPEDAM Associação Representativa dos Servidores Públicos com Deficiência do Estado do Amazonas; ASPOLPCD Associação Representativa de Classe dos Servidores com Deficiência da Polícia Civil do Amazonas; ACD Associação Carioca de Diabetes; Associação de apoio ao diabetes tipo 1 – Dedicar; Associação Doce Vida; Associação dos Exalunos do Instituto Benjamin Constant; ADDA Associação em defesa dos Diabéticos de Anápolis; Associação Formigas; Associação Nacional Inclusiva; Federação dos Taxistas do Estado do Rio de Janeiro; IDB Instituto Diabetes Brasil; INN Instituto Nacional de Nanismo; Instituto Atuar; Instituto Social Maria Esperança; Instituto Tipo 1; Instituto Viver Educadamente; IPPCDV Instituto de Promoção das Pessoas com Deficiência Visual; MAIS Movimento de Acessibilidade e Inclusão Social; MOHCIPED Movimento Habitacional e Cidadania das Pessoas com Deficiência; Movimento Nanismo Brasil; Movimento Somos todos Gigantes; OPIMAM Organização Representativa dos Povos Indígenas da Amazônia; Retina Brasil; Retina Brasília; UPCD União das Pessoas com Deficiência; Visão Monocular Brasília; Associação de Diabéticos de Patrocínio-MG; AIAB Academia Inclusiva de Autores Brasilienses; Canal Agir com Caco Siqueira; ONEDEF Organização Nacional de Entidades de Deficientes Físicos; FCDBR Federação das Fraternidades Cristãs das Pessoas com Deficiência do Brasil; AFAG Associação dos Familiares, Amigos e Pessoas com Doenças Graves, Raras e Deficiências; Mães pâncreas de Unaí; Vidas Doces de Patos-MG; ABRE-TE Associação Brasileira de Síndrome de Rett; MM Associação Mães Metabólicas; Vidas Tipo 1 – Unidos pelo Diabetes Tipo 1 Manaus- Amazonas; BIBLIOBRAILLE Biblioteca Braille Dorina Nowill de Taguatinga. Apoio: Dra. Hermelinda Pedrosa Médica Endocrinologista – Vice-Presidente Médica International Diabetes Federation IDF (2022-2025, 2025-2027); Assessora de Relações Internacionais da SBD (2024-2025, 2026-2027) e Ex-Presidente da SBD (2018-2019).

Fonte https://diariopcd.com.br/entidades-se-mobilizam-para-derrubada-de-vetos-no-congresso-nacional-que-afetam-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de bocha se prepara para etapa de Copa do Mundo em Portugal no CT Paralímpico

José Chagas em semana de treinamento da Seleção Brasileira de bocha no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB.

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, recebe a partir desta quarta-feira, 1º, a sétima fase de treinamento da Seleção Brasileira de bocha, como parte da preparação para a etapa da Copa do Mundo que acontece em Póvoa de Varzim, em Portugal, entre os dias 5 e 12 de julho.

Entre os convocados para as atividades e que disputarão a etapa em Portugal, estão os medalhistas da última etapa, realizada em Birmingham, nos Estados Unidos: o paulista José Chagas, ouro na classe BC1 (atletas que têm a opção de auxílio), o cearense Maciel Santos, ouro na classe BC2 (atletas que não podem receber assistência), a paraibana Laissa Guerreira, ouro na classe BC4 (atletas com deficiências severas, mas que não recebem assistência), a pernambucana Evani Calado, prata na classe BC3 (atletas que usam instrumento auxiliar e podem ser ajudados por outras pessoas) e bronze nos pares BC3, ao lado do mineiro Mateus Carvalho.

Além deles, a pernambucana Andreza Vitoria, da classe BC1, e o paranaense Eliseu dos Santos, da classe BC4, também representam o Brasil na competição.

Como principal competição do ano, a Seleção terá o Mundial da modalidade, que será realizado em Seul, na Coreia do Sul, de 24 de agosto a 4 de setembro.

Confira os convocados para a etapa de Copa do Mundo em Póvoa de Varzim, em Portugal:

BC1/BC2:
Andreza Vitoria Oliveira
José Chagas
Maciel Santos

BC3:
Evani Calado
Mateus Carvalho

BC4:
Laissa Guerreira
Eliseu Santos

Confira todos os participantes da 7ª fase de treinamento:

BC1/BC2:
Andreza Vitoria Oliveira
José Chagas
Maciel Santos

BC3:
Evani Calado
Evelyn de Oliveira
Gabriel Serafim
Débora Bargas
Rafael Melo
Mateus Carvalho

BC4:
Laissa Guerreira
Eliseu Santos

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da bocha.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Mateus Carvalho, Andreza Vitoria e Laissa Guerreira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual das Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Evani Calado, Evelyn Oliveira e Maciel Santos integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-bocha-se-prepara-para-etapa-de-copa-do-mundo-em-portugal-no-ct-paralimpico/

Postado Pôr Antônio Brito 

Secretaria de Educação de João Pessoa se manifesta sobre denúncia de exclusão de aluno autista

SEDEC afirmou que festa junina foi organizada com foco na inclusão e que a escola procurou a família para diálogo.

Secretaria de Educação de João Pessoa se manifesta sobre denúncia de exclusão de aluno autista

A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (PB), a SEDEC, se manifestou sobre a denúncia feita pela família de um aluno autista da Escola Municipal Índio Piragibe, que afirmou nas redes sociais que o estudante teria sido deixado de fora das apresentações da festa junina da unidade na capital paraibana.

O caso ganhou repercussão após o padrasto do estudante relatar que o menino, de 12 anos, teria sido excluído dos ensaios e da apresentação junina, apesar de desejar participar da atividade.

Em nota, a Secretaria afirmou que o evento foi organizado com foco na inclusão e contou com a participação de estudantes da Educação Especial. A pasta também declarou que a direção da escola procurou a família após tomar conhecimento da publicação.

Segundo a escola, houve uma conversa acolhedora com a família para ouvir suas preocupações, prestar esclarecimentos e reforçar o apoio da unidade escolar, mantendo o diálogo aberto e respeitoso, princípio fundamental da relação entre escola e família.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=440a4553-6ebb-46c2-bb75-8ef0946a9a16

Postado Pôr Antônio Brito

01/07/2026

Aplicativo VISIONAUTA chega ao IPHONE e leva autonomia a pessoas com deficiência visual

Aplicativo VISIONAUTA chega ao IPHONE e leva autonomia a pessoas com deficiência visual

Depois do sucesso no Android, VISIONAUTA chega ao IPHONE e leva autonomia a pessoas com deficiência visual

Jonathan Santos, engenheiro de software cego que atuou no Google e na Samsung, anuncia o lançamento da versão para iOS do Visionauta, aplicativo gratuito que usa inteligência artificial para ajudar pessoas cegas e com baixa visão em tarefas do dia a dia. O app já está disponível na App Store.

A novidade chega após o êxito da versão para Android, lançada no início de 2026 e que se tornou um grande sucesso entre a comunidade de pessoas com deficiência visual, conquistando milhares de usuários e avaliações muito positivas. Agora, todo esse conjunto de recursos chega também aos usuários de iPhone.

O Visionauta funciona como um assistente visual portátil. Basta apontar a câmera do celular para ler textos em voz alta, identificar cédulas de dinheiro, encontrar objetos perdidos ou fazer perguntas sobre o ambiente.

Um dos grandes destaques do Visionauta — presente tanto no iOS quanto no Android — é a Conversa em Tempo Real: um modo em que o usuário conversa por voz, de forma natural e contínua, com a inteligência artificial, que descreve o ambiente e responde perguntas instantaneamente, como se houvesse ao lado um assistente que enxerga por ele.

“Lançar o Visionauta no iPhone era um pedido constante da comunidade. O sucesso no Android mostrou que existe uma necessidade real, e agora ninguém fica de fora por causa da plataforma que usa.” — Jonathan Santos

A ideia surgiu durante o mestrado em Engenharia da Computação na Universidade Presbiteriana Mackenzie, nas disciplinas de Pensamento Computacional e Inteligência Artificial.

“Agradeço aos professores Ismar Frango e Nizam Omar, que me incentivaram a transformar um projeto acadêmico em uma ferramenta real para a comunidade.” — Jonathan Santos

RECURSOS DO APP

Entre os recursos do app estão: Conversa em Tempo Real com a IA por voz, leitura de textos offline, reconhecimento de cédulas de diversas moedas (Real, Dólar, Euro, Peso Mexicano, Iene, Dólar Canadense e Australiano), lupa eletrônica com modos de alto contraste, localizador de objetos por comando de voz e assistente de IA que descreve cenas e responde perguntas. A versão para iOS foi totalmente integrada ao VoiceOver e aos recursos de acessibilidade do iPhone.

SOBRE O DESENVOLVEDOR

Jonathan Santos é engenheiro de software especializado em Inteligência Artificial, que atuou no Google e na Samsung. Pesquisador e doutorando em Engenharia da Computação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, é também professor universitário convidado na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, onde leciona Inteligência Artificial Generativa Aplicada à Saúde. É cego e dedica-se a desenvolver tecnologias de acessibilidade que promovam independência para pessoas com deficiência visual.

INFORMAÇÕES

App: Visionauta
Preço: Gratuito
Plataformas: iOS e Android
Download iOS: https://apps.apple.com/app/visionauta/id6780104967
Download Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.alphamob.aie

Fonte https://diariopcd.com.br/aplicativo-visionauta-chega-ao-iphone-e-leva-autonomia-a-pessoas-com-deficiencia-visual/

Postado Pôr Antônio Brito