08/05/2026

Museu da Inclusão recebe exposição Arte, Harmonia&Paz do jovem artista Henrique Yasuhiro

Museu da Inclusão recebe exposição Arte, Harmonia&Paz do jovem artista Henrique Yasuhiro

Mostra traz 20 obras do artista de 14 anos, que tem Síndrome de Down e TEA, e já expôs sua arte em Londres. Abertura nesta quarta-feira (13) e a entrada é gratuita

A partir do dia 13 de maio, o Museu da Inclusão recebe a exposição “Arte, Harmonia&Paz, que busca promover a conscientização sobre o potencial criativo e as oportunidades das pessoas com deficiência, reafirmando a arte como um território verdadeiramente democrático: livre, plural e sem amarras.

As 20 obras da exposição foram pintadas por Henrique Yasuhiro, de 14 anos. O jovem artista natural de Santo André (SP) é uma pessoa com Síndrome de Down, autismo e uma produção marcada pela espontaneidade, intensidade e mescla de cores, uma linguagem visual abstrata, mas intuitiva, que dialoga diretamente com o campo da arte contemporânea.

Henrique já tem duas exposições internacionais no currículo. Sua estreia ocorreu em 2022, na mostra Artistas pela Paz, realizada no Circolo Italiano San Paolo. No mesmo ano, expôs em Londres, doando obras ao Rotary Club Chiswick & Brentford, Londres – Uk para leilão beneficente em apoio a crianças refugiadas da Ucrânia.

Para o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, a exposição representa muito mais do que um conjunto de belos quadros coloridos. “O Henrique nos lembra, com suas obras e as exposições internacionais no currículo, que, quando abrimos espaço e oferecemos oportunidades reais, as pessoas com deficiência transformam o mundo. Cada um deve exercer seu papel de agente transformador para juntos construirmos uma sociedade mais inclusiva”.

O diálogo entre arte visual e música, reunindo fragmentos de canções que ecoam, ampliam e atravessam o sentido das obras apresentadas, levam os visitantes a refletirem sobre a importância de cada pessoa aceitar a si mesmo, o outro, entendendo que todos somos resultado das histórias e sentimentos vivenciados ao longo da trajetória percorrida. Essa reflexão é muito importante para construirmos uma sociedade mais inclusiva, encarando as diferenças com maior empatia.

Os quadros repletos de cores e elementos que simbolizam a persistência das pessoas com deficiência, resistindo à violação de diversos direitos para seguir lutando por seu espaço, convida o público a transformar pontos de vista e comportamentos para abrir novas oportunidades de interação e conviver de forma mais pacífica e harmônica com as diferenças, sejam elas aparentes ou não.

A exposição vai até o dia 22 de maio, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. A entrada é gratuita.

Serviço

Exposição: Arte, Harmonia&Paz

Local: Museu da Inclusão

Endereço: Av Mário de Andrade, 564 – Portão 10

Abertura oficial: 13 de maio de 2026, às 14h

Realização: Ministério da Cultura, com apoio institucional da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Criação: Henrique Yasuhiro

Período: 13 a 22 de maio  

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Fonte https://diariopcd.com.br/museu-da-inclusao-recebe-exposicao-arte-harmoniapaz-do-jovem-artista-henrique-yasuhiro/

Postado Pôr Antônio Brito 

Associação dos Pintores com a Boca e os Pés celebra 70 anos

Associação dos Pintores com a Boca e os Pés celebra 70 anos

Encontro internacional em Londres reuniu artistas de diversos países para marcar a trajetória da Associação

A Associação Internacional dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP) celebra seus 70 anos de atuação com a realização de um encontro internacional em Londres, reunindo artistas de diversos países.

A iniciativa marcou uma trajetória construída ao longo de sete décadas, dedicada à promoção da autonomia, inclusão e valorização de artistas que produzem suas obras utilizando a boca e os pés, devido ao impedimento do uso dos seus membros superiores. Mais do que uma celebração, o encontro representa um importante momento de conexão e troca de experiências.

A programação contou com momentos de grande destaque, como o jantar de gala realizado no histórico Guildhall, que reuniu convidados e artistas em uma noite especial de celebração. Outro marco foi a inauguração da exposição no dia 14 de abril, no Lindley Hall, onde foram apresentadas obras de artistas de mais de 33 países, evidenciando a diversidade e o alcance global da associação. A exposição também contou com a presença da Duquesa de Edimburgo, reforçando a relevância institucional e cultural do encontro.

Durante a programação, artistas de diferentes nacionalidades compartilharam vivências, apresentaram seus trabalhos e celebraram o impacto cultural e social gerado pela APBP ao longo de sua história. A iniciativa reforça o compromisso contínuo da associação com o desenvolvimento artístico e a ampliação de oportunidades para seus membros.

A celebração dos 70 anos, realizada em Londres, simboliza não apenas a história construída até aqui, mas também o olhar voltado para o futuro — pautado pela expansão, inovação e fortalecimento de sua marca.


Mais informações estão disponíveis em: www.apbp.com.br

Fonte https://diariopcd.com.br/associacao-dos-pintores-com-a-boca-e-os-pes-celebra-70-anos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Festival Escola Paralímpica promove integração e atividades lúdicas com rúgbi em cadeira de rodas

Disputa entre São Paulo e Paraíba no Rúgbi em Cadeira de Rodas nas Paralímpiadas Escolares 2025, no CT Paralímpico | Foto: Wander Roberto/CPB

O Centro de Treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo, recebe neste sábado, 9, o Festival Escola Paralímpica de rúgbi em cadeira de rodas. O evento, das 9h às 12h (horário de Brasília), reúne cerca de 70 crianças participantes da Escolinha Paralímpica em uma manhã marcada por integração, diversão e aprendizado.

Voltado exclusivamente para os alunos já inscritos no projeto, o festival não contará com inscrições abertas ao público. A proposta é que as crianças possam vivenciar o rúgbi de forma lúdica, por meio de atividades recreativas adaptadas.

Um dos destaques do evento é a participação das famílias. Pais e responsáveis também poderão se envolver nas dinâmicas, fortalecendo os vínculos e promovendo um momento especial de convivência entre todos os participantes.

A iniciativa reforça o compromisso do CPB com o desenvolvimento esportivo, incentivando a prática esportiva desde a infância em um ambiente acolhedor e divertido, incluindo os familiares.

Além das atividades esportivas, o festival oferece um kit de lanche para as crianças. Ao final do evento, elas também receberão um brinde.

Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/festival-escola-paralimpica-promove-integracao-e-atividades-ludicas-com-rugbi-em-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Corinthians faz seletiva para futsal Down – quer ser um jogador?

Corinthians abre inscrições para seletiva de futsal Down em São Paulo. Atletas a partir de 16 anos podem participar do projeto inclusivo até 9 de maio.

Corinthians faz seletiva para futsal Down – quer ser um jogador?

Estão abertas as inscrições para a Seletiva de Futsal Down do Corinthians, na zona leste da capital paulista, para atletas masculino e feminino, a partir de 16 anos.

As inscrições estão acontecendo e vão até o dia 9 de maio.

A seletiva em si acontecerá no dia 16 de maio, sábado, no Parque São Jorge, sede do Corinthians, Ginásio Bernardão, no bairro do Tatuapé, em São Paulo/SP.

Você pode fazer parte desse grande projeto de inclusão, esporte e superação. Mostre seu talento e venha vestir essa camisa do Corinthians.

Para participar, é preciso preencher a inscrição no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=b137d20b-98e2-452e-b9ea-92af99c9ae73
 
Postado Pôr Antônio Brito 

07/05/2026

Estado do Paraná aplica prova acessível e é exemplo para o país

Paraná realiza avaliação com ampla acessibilidade para mais de 113 mil estudantes da Educação Especial, incluindo provas em Braille, Libras e adaptações para diferentes necessidades.

Estado do Paraná aplica prova acessível e é exemplo para o país

Mais de 113 mil estudantes da Educação Especial da rede estadual de ensino do Paraná fazem a chamada “Prova Paraná”, com adaptações específicas. Será nos dias 19 e 20 de maio, em uma avaliação que mobiliza cerca de 1,1 milhão de alunos em todo o Estado. A avaliação mantém o mesmo conteúdo para todos, mas adapta a forma de aplicação conforme o perfil do estudante, com mudanças no formato, tempo adicional, apoio profissional e uso de recursos específicos.

Conforme dados da Secretaria Estadual da Educação (SEED-PR), nesta edição, 1.773 estudantes dos ensinos fundamental e médio realizam a avaliação com recursos especializados: 57 alunos cegos fazem a prova em Braille; 1.692 com baixa visão recebem versões ampliadas ou superampliadas, com ajustes de contraste e organização visual; e 24 estudantes com Síndrome de Irlen contam com adaptações de cor e luminosidade, incluindo o uso de lâminas coloridas. Estudantes surdos têm acesso a vídeos com tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Outros 28 mil estudantes realizam a avaliação com tempo adicional, apoio profissional, aplicação em ambiente específico, transcrição de respostas e leitura assistida. As adaptações atendem diferentes perfis de aprendizagem, incluindo estudantes com deficiências, transtornos do neurodesenvolvimento, transtornos funcionais específicos e altas habilidades ou superdotação.

A rede estadual soma atualmente 113.861 estudantes da educação especial, 12,5% do total. A maior parte das matrículas está concentrada em transtornos funcionais específicos (71.287), como dislexia e TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), além de estudantes com transtorno do espectro autista — TEA (17.441) e deficiência intelectual (17.351).

Outros grupos incluem deficiências visuais, com 2.433 estudantes com baixa visão e 172 com cegueira; deficiências físicas (1.872) e deficiências auditivas (1.109), além de surdez (668). Há ainda registros de deficiência múltipla (779), atraso no desenvolvimento neuropsicomotor (718), surdocegueira (31) e visão monocular (11).

O crescimento da educação especial acompanha a ampliação das adaptações. O número de estudantes atendidos passou de 71,5 mil em 2021 para mais de 113 mil em 2026, aumento de quase 63%.

A prova é padronizada quanto ao conteúdo e aos objetivos. O diferencial está na oferta de recursos e apoios necessários para assegurar condições adequadas de participação dos estudantes da Educação Especial.

As versões acessíveis da Prova Paraná levam de 40 a 60 dias para serem produzidas. A partir da prova original, cada questão é adaptada conforme o público: há transcrição em Braille, arquivos digitais para leitores de tela, versões ampliadas e superampliadas e tradução para Libras em vídeo. Todo o material passa por revisão técnica e validação pedagógica antes da aplicação.

Para estudantes autistas ou com deficiência intelectual, a adaptação vai além do formato. Inclui preparação prévia, explicação da rotina, tempo ampliado, mediação de professor especializado, apoio com leitor ou transcritor e aplicação em ambientes mais controlados, garantindo participação com acessibilidade.

Criada em 2019, a “Prova Paraná” atualmente inclui conteúdos da formação geral básica e dos itinerários formativos do Novo Ensino Médio.

Aplicada às redes estadual e dos municípios que aderem ao sistema, a avaliação orienta o acompanhamento contínuo da aprendizagem e subsidia decisões pedagógicas ao longo do ano letivo. Desde as primeiras edições, estudantes da Educação Especial participam da avaliação, com ampliação progressiva dos recursos de acessibilidade.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=fc2b754d-8930-4b8d-b4f7-db067c41ac09

Postado Pôr Antônio Brito 

Terapias negadas e famílias exaustas: o custo emocional da omissão

Terapias negadas e famílias exaustas: o custo emocional da omissão - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Quando tratamentos essenciais são recusados, adiados ou esvaziados pela burocracia, não é apenas o paciente que sofre. Toda a família adoece junto.

Há dores que não aparecem nos laudos médicos.

Não constam em exames.
Não entram em planilhas.
Não costumam ser consideradas nas negativas administrativas.

São as noites sem dormir de mães e pais aflitos. A angústia de quem vê o tempo passar enquanto uma criança perde estímulos importantes. O desgaste emocional de famílias que precisam implorar por terapias básicas. O medo silencioso de idosos que aguardam reabilitação sem saber se recuperarão autonomia.

Quando uma terapia essencial é negada, atrasada ou interrompida, o impacto ultrapassa o paciente.

Ele alcança a casa inteira.

O sofrimento que não entra no processo

Muito se discute sobre custos assistenciais, cobertura contratual, rol de procedimentos e equilíbrio financeiro do sistema. São temas relevantes. Mas existe uma dimensão frequentemente ignorada: o custo humano da demora.

Enquanto setores burocráticos trocam documentos e decisões são postergadas, famílias reorganizam suas vidas em torno da urgência.

Há mães que abandonam o emprego para acompanhar tratamentos.

Há pais que acumulam jornadas exaustivas para custear sessões particulares.

Há avós que se tornam cuidadores em tempo integral.

Há casais que entram em colapso emocional.

Há irmãos que crescem em meio ao estresse constante.

A negativa raramente atinge uma única pessoa.

Ela se espalha.

Crianças que não podem esperar

No caso de crianças com deficiência, especialmente em situações que demandam intervenção precoce, o tempo possui valor terapêutico.

Meses perdidos podem significar regressões, atraso no desenvolvimento, dificuldades futuras e sofrimento evitável.

No caso de crianças autistas, a continuidade do acompanhamento multiprofissional frequentemente é decisiva para comunicação, autonomia, socialização e aprendizagem.

Fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia, análise do comportamento aplicada e outras intervenções indicadas clinicamente não representam luxo nem excesso.

Representam cuidado.

Negar ou retardar esse acompanhamento não configura simples discussão contratual.

Pode significar perda concreta de oportunidades de desenvolvimento.

As famílias sabem disso. Por isso insistem tanto.

Não se trata de capricho.

Trata-se de urgência.

As negativas que mudaram de forma

Nem toda recusa chega por escrito.

Muitas vezes ela aparece na limitação arbitrária de sessões, na ausência de profissionais especializados na rede credenciada, na troca constante de terapeutas, na exigência interminável de relatórios, na demora para autorizações, no descredenciamento repentino de clínicas ou na oferta de atendimento incompatível com a necessidade do paciente.

Em tese, o tratamento existe.

Na prática, não chega.

Negar por obstáculos também é negar.

Para quem depende de continuidade terapêutica, cada mês perdido pesa.

O que dizem a Justiça e a regulação

A Agência Nacional de Saúde Suplementar promoveu avanços regulatórios ao afastar limites automáticos para determinadas terapias relacionadas ao tratamento do transtorno do espectro autista, reconhecendo a necessidade de cuidado contínuo e individualizado.

Em março de 2026, o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que planos de saúde não podem limitar o número de sessões de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional prescritas a pessoas com transtorno do espectro autista. A Corte considerou abusivas restrições padronizadas incompatíveis com a necessidade clínica do paciente.

A decisão foi fixada sob o rito dos recursos repetitivos, o que reforça sua relevância nacional para casos semelhantes em tramitação.

Idosos também sofrem em silêncio

A discussão pública costuma concentrar-se na infância, mas milhares de pessoas idosas enfrentam dramas semelhantes.

Após AVCs, fraturas, internações prolongadas ou doenças degenerativas, terapias de reabilitação podem definir se alguém voltará a andar, falar com autonomia, alimentar-se sozinho ou realizar atividades básicas da vida cotidiana.

Quando esse cuidado não chega a tempo, o prejuízo pode se tornar irreversível.

E junto com o idoso sofre toda a rede familiar.

Filhos adoeçam emocionalmente. Cuidadores se esgotam. A rotina se desestrutura.

O que a lei protege

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 consagra a dignidade da pessoa humana e o direito à saúde como valores centrais do Estado brasileiro.

A Lei nº 12.764/2012 assegura às pessoas autistas acesso à saúde, diagnóstico precoce e atendimento multiprofissional.

O Estatuto da Pessoa Idosa reforça a prioridade no acesso à saúde e à reabilitação.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência garante atenção integral à saúde da pessoa com deficiência, inclusive com serviços adequados às necessidades individuais.

No campo da saúde suplementar, a jurisprudência brasileira consolidou importantes limites contra negativas abusivas, especialmente quando há prescrição médica idônea, indicação técnica fundamentada e necessidade comprovada.

Em outras palavras, o ordenamento jurídico não protege apenas contratos.

Protege pessoas.

Judicialização não é escolha livre

Quando a terapia é negada, muitas famílias recorrem ao Judiciário como último caminho.

Mas acionar a Justiça exige energia, tempo e recursos emocionais que frequentemente já estão esgotados.

É preciso reunir documentos, laudos, receitas, relatórios, protocolos de atendimento, histórico clínico e enfrentar a ansiedade da espera.

Muitas famílias não judicializam por estratégia.

Judicializam por desespero.

Enquanto isso, o relógio clínico continua correndo.

Ganhar a ação, em muitos casos, não apaga o desgaste vivido até ali.

Omissão também produz dano

Há quem trate negativas como mero procedimento administrativo. Não são.

Quando a recusa injustificada posterga cuidado essencial, a omissão produz efeitos concretos:

  • agravamento clínico;
  • regressão funcional;
  • sofrimento psíquico;
  • endividamento familiar;
  • ruptura da rotina doméstica;
  • exaustão emocional de cuidadores.

O dano nem sempre é visível, mas existe.

O que precisa mudar

É necessário avançar em medidas reais:

  • respostas administrativas céleres;
  • análise técnica individualizada;
  • respeito à prescrição fundamentada;
  • rede credenciada efetiva e suficiente;
  • canais rápidos de revisão;
  • mediação menos burocrática;
  • fiscalização de abusos;
  • apoio às famílias cuidadoras;
  • prioridade a casos urgentes.

Saúde não pode ser tratada com indiferença protocolar.

Quando uma terapia necessária é negada, não se interrompe apenas um tratamento.

Interrompem-se as expectativas.
Abalam-se rotinas.
Exaurem-se famílias.
Adia-se dignidade.

Por trás de cada negativa existe alguém tentando evoluir, recuperar movimentos, desenvolver linguagem, preservar autonomia ou simplesmente viver com menos dor.

O sistema não pode continuar discutindo custos financeiros enquanto tantas famílias pagam, sozinhas, o custo emocional da omissão.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/ 

Fonte https://diariopcd.com.br/terapias-negadas-e-familias-exaustas-o-custo-emocional-da-omissao/
 
Postado Pôr Antônio Brito

O mundo perdeu um grande campeão: Alessandro Zanardi

Morreu aos 59 anos Alessandro Zanardi, ex-piloto da Fórmula 1 e multicampeão paralímpico, símbolo mundial de superação e inspiração no esporte.

O mundo perdeu um grande campeão: Alessandro Zanardi

Faleceu nesta última sexta-feira, 1º de maio, aos 59 anos, o ex-piloto de Fórmula 1 e multicampeão do paraciclismo Alessandro Zanardi.

Zanardi foi destaque da Fórmula 3000 em 1991, chegando até a Fórmula 1 no ano seguinte. Foi campeão de Fórmula Indy em 1997 e 1998 e, em 2001, correndo pela equipe Honda, sofreu um grave acidente na categoria e teve que amputar as duas pernas. No acidente, Zanardi teve o corpo partido ao meio na hora.

O acidente aconteceu a 320 km/h e o piloto perdeu 75% do sangue do seu corpo. Seu coração parou sete vezes e as suas pernas foram arrancadas instantaneamente com a pancada.

Mas, para ele, parar nunca foi uma possibilidade. O italiano se reinventou no esporte, conquistando medalhas de ouro e prata nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 e Rio 2016.

O mundo lamenta a perda deste grande esportista, grande homem, grande exemplo de vida e superação.

Coincidentemente ou não, Zanardi faleceu no mesmo dia que o nosso campeão e também ídolo mundial da Fórmula 1, Airton Senna. Zanardi dizia: “Eu não perdi minhas pernas, eu ganhei minha vida.”

Assista ao vídeo do acidente de Zanardi na Fórmula Indy no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=7f54000b-bc42-44c8-ad2b-803950c89ad9
 
Postado Pôr Antônio Brito 

06/05/2026

Para diminuir filas, INSS nega pedidos de benefícios

Para diminuir filas, INSS nega pedidos de benefícios

Diário PcD entrevista especialistas que comentam sobre indeferimentos.

A fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vem registrando queda acelerada em 2026, mas especialistas apontam que parte dessa redução pode estar ligada ao aumento de indeferimentos — ou seja, respostas negativas — concedidos em tempo recorde.

Dados oficiais indicam que o estoque de requerimentos caiu cerca de 16% em apenas dois meses, passando de 3,1 milhões para 2,6 milhões de processos em análise. A redução corresponde a cerca de 500 mil pedidos analisados no período.

No entanto, especialistas alertam que a velocidade das análises pode estar sendo acompanhada por um aumento expressivo de negativas. Segundo análises do setor, parte dos servidores tem priorizado o encerramento rápido dos processos — o que inclui o indeferimento — para cumprir metas de produtividade.

Esse movimento estaria ligado a incentivos financeiros por volume de processos concluídos, o que, na prática, pode favorecer decisões mais rápidas em detrimento de análises aprofundadas.

Confira a entrevista com Susanne Maia – CEO da Aposenta PcD e com a advogada Daniela Alves – especialista em Direito Previdenciário.

 

Fonte https://diariopcd.com.br/para-diminuir-filas-inss-nega-pedidos-de-beneficios/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil disputa etapa da Copa do Mundo de ciclismo de estrada na Itália

Jady Malavazzi em disputa nos Jogos Paralímpicos Paris 2024 | Foto: Marcello Zambrana/CPB.

O Brasil disputa a partir desta quinta-feira, 7, a etapa da Copa do Mundo de ciclismo de estrada em Abruzzo, na Itália. A competição, que conta com 29 atletas brasileiros e oito pilotos, segue até domingo, 10.

Entre os participantes da etapa da Itália, estão atletas que representaram o país nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024: os paulistas Lauro Chaman, da classe MC5 (para atletas que utilizam bicicletas convencionais), Jéssica Ferreira e Mariana Garcia, da classe H3 (atletas que utilizam handbikes, bicicletas impulsionadas com as mãos), e Sabrina Custódia, da classe C2 (bicicletas convencionais); o goiano Carlos Gomes, da classe C1; a paranaense Jady Malavazzi, da classe H3; e o sergipano Ulisses Freitas, da classe H4 (handbikes).

Na última semana, os brasileiros conquistaram sete medalhas na etapa de Gistel, na Bélgica, sendo uma de ouro e seis de prata. O ouro foi conquistado pelo paulista Lauro Chaman, na prova de resistência da classe MC5. Ele percorreu 80,4 km, divididos em oito voltas, em 1h48min09s. O holandês Daniel Abraham Gebru e o ucraniano Yehor Dementyev ficaram com a prata e o bronze, respectivamente.

As pratas vieram com as paulistas Jéssica Ferreira, nas disputas de contrarrelógio, resistência e revezamento por equipes, na classe H3, e Gilmara do Rosário, nas provas de contrarrelógio e resistência H2 (handbikes), e com a paranaense Victoria Barbosa, na prova de contrarrelógio da classe C1 (bicicletas convencionais).

Confira todos os brasileiros presentes na competição:
Lauro César Moro Chaman (Classe C5)
Theo Ribeiro Denadai (Classe C4)
Victor Luise de Oliveira Herling (Classe C2)
Sabrina Custódia da Silva (Classe C2)
Carlos Alberto Soares (Classe C1)
Victoria Maria Barbosa (Classe C1)
Antonio Marcos de Moura (Classe H5)
Gilmara Sol do Rosário (Classe H2)
Jady Martins Malavazzi (Classe H3)
Jessica Moreira Ferreira (Classe H3)
Amanda Antunes de Paiva (Classe C3)
Roberto Franco Neto (Classe C2)
Dirceu Soares Vale de Almeida (Classe C4)
Gilberto de Sousa Silva (Classe C5)
Ronan da Motta Fonseca (Classe H5)
Ulisses Leal Freitas (Classe H4)
Rayr Barreto da Cruz (Classe H4)
Josiane Nowacki (Classe H4)
Mariana Garcia (Classe H3)
Marcos Antônio de Melo Júnior (Classe H2)
Bianca Canovas Garcia (Classe B)
Nicolle Wendy Borges (Pilota)
Gilce Cristina Côrtes (Classe B)
Fabiola Tatiana Cruz de Freitas (Pilota)
Bruno Bonfim dos Anjos (Classe B)
José Eriberto Medeiros (Piloto)
Ricardo Costa de Oliveira (Classe B)
Mauro Santos de Aquino (Piloto)
Lucas Prado (Classe B)
Alan Valencio Maniezzo (Piloto)
Gustavo Henrique Araujo (Classe B)
Endrigo da Rosa Pereira (Piloto)
Viviane Ferreira Soares (Classe B)
Lara Rodrigues Marinho (Pilota)
Silvania Costa de Oliveira (Classe B)
Yara Driele Miranda de Oliveira (Pilota)
Jose Cleber de Sousa Silva (Classe T1)

*Com informações da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Carlos Gomes, Gilmara do Rosário, Jady Malavazzi e Antonio Moura são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Lauro Chaman, Sabrina Custódia, Amanda Antunes, Bianca Canovas, Mariana Garcia e Jessica Ferreira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-disputa-etapa-da-copa-do-mundo-de-ciclismo-de-estrada-na-italia/

Postado Pôr Antônio Brito 

USP vai ter cotas para pessoas com deficiência somente a partir de 2028

USP terá cotas para pessoas com deficiência a partir de 2028. Medida atende lei estadual e prevê reserva mínima de 6,3% das vagas nos processos seletivos.

USP vai ter cotas para pessoas com deficiência somente a partir de 2028

A USP criou um Grupo de Trabalho para definir como será a reserva de vagas nos processos seletivos. A proposta valerá para FUVEST, Provão Paulista e ENEM-USP, em atendimento à Lei Estadual 18.167/2025, que determinou a política nas universidades paulistas.

O percentual mínimo de vagas reservadas seguirá a proporção de pessoas com deficiência na população paulista, segundo o último Censo do IBGE. No Censo 2022, esse índice foi de 6,3% da população do estado, o que é um número muito menor do que a realidade paulista e brasileira.

O grupo tem 120 dias para apresentar uma minuta de resolução. Depois, passa por câmaras, conselhos de graduação e inclusão, e só então chega ao Conselho Universitário, instância máxima da USP. A previsão é concluir o trâmite no primeiro semestre de 2027, para que as regras estejam definidas antes do vestibular de 2028.

A UNICAMP já tem esse tipo de cota desde 2024. As universidades federais contam com essa inclusão desde 2016, quando foi incluída na Lei de Cotas. O índice de estudantes com deficiência nas universidades brasileiras mais que dobrou nos últimos dez anos, mas ainda representa menos de 1% dos alunos matriculados nas graduações do Brasil.

A USP é a maior universidade da América Latina. Esse número de menos de 1% não é coincidência: é o resultado de décadas de ausência de política afirmativa. A cota é um começo. A permanência, o acesso a suporte e a adaptação curricular são o que vêm depois. A USP precisará modernizar suas instalações para receber um número maior de alunos PcD.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=52315ecc-1482-43e9-b711-40e87d524a1e

Postado Pôr Antônio Brito