15/09/2026

Governo prevê R$ 83,9 bilhões para o BPC de pessoas com deficiência em 2027, mas não explica cortes indevidos em 2026

Governo prevê R$ 83,9 bilhões para o BPC de pessoas com deficiência em 2027, mas não explica cortes indevidos em 2026

Valor previsto no Orçamento é 25,4% superior ao considerado para 2026; enquanto os bilhões aumentam, famílias questionam bloqueios, suspensões e dificuldades para manter o benefício

O Governo Federal vai reservar R$ 83,9 bilhões para o Benefício de Prestação Continuada (BPC) destinado às pessoas com deficiência em 2027. O valor previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) representa um aumento de 25,4% em relação aos cerca de R$ 66,9 bilhões considerados para 2026. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (14) pelo Poder360, com base nos documentos orçamentários do governo.

É uma cifra expressiva. Mas existe uma pergunta que precisa ser feita: de que adianta aumentar o dinheiro reservado para o BPC se, ao mesmo tempo, pessoas que dependem desse benefício enfrentam bloqueios, suspensões, revisões e dificuldades para continuar recebendo uma renda que muitas vezes é essencial para a própria sobrevivência?

Mais dinheiro no orçamento? Mas e quem teve o benefício suspenso?

O BPC garante um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência de qualquer idade ou ao idoso com 65 anos ou mais que cumpra os critérios legais. O benefício é assistencial e não exige contribuição prévia ao INSS.

Para uma família que depende dessa renda, portanto, a discussão sobre o orçamento não é apenas uma questão contábil. É comida. É medicamento. É transporte. É tratamento. É equipamento de tecnologia assistiva. É pagar uma conta de água ou de energia. É conseguir manter uma pessoa com deficiência dentro de casa com um mínimo de segurança e dignidade. E é justamente aí que aparece o paradoxo.

É tudo aquilo que falta na política pública para essas famílias.

O orçamento aumenta, mas continuam existindo relatos e registros institucionais de problemas na manutenção do benefício.

DPU já alertou para cortes indevidos

Em agosto de 2025, a Defensoria Pública da União (DPU) realizou uma reunião especificamente para tratar dos chamados cortes indevidos do BPC.

Segundo a DPU, entre os fatores discutidos estavam falhas na atualização cadastral, exigência de novas perícias médicas e alterações na composição da renda familiar. A instituição também relatou situações em que procedimentos ocorreriam sem aviso prévio adequado, deixando beneficiários em situação de vulnerabilidade.

A defensora pública federal Raquel Brodsky Rodrigues afirmou, na ocasião, que um dos problemas identificados era o fato de algumas pessoas não serem notificadas previamente e acabarem surpreendidas com a suspensão do benefício. A DPU também mencionou barreiras de acessibilidade nos sistemas e demora no atendimento.

O próprio Governo prevê revisão dos benefícios

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informa que o BPC é revisado periodicamente para verificar se o beneficiário continua atendendo aos critérios legais. Entre as exigências está a manutenção do Cadastro Único atualizado.

Na revisão cadastral de 2026, o Governo estabeleceu procedimentos que podem levar ao bloqueio, suspensão e posteriormente à cessação do benefício quando determinadas pendências cadastrais não são resolvidas.

Isso significa que controle e revisão fazem parte da política pública.

O problema está em outra pergunta: como garantir que ninguém que tenha direito ao BPC seja retirado do benefício por erro, falha de comunicação, dificuldade de acesso ou problema administrativo?

R$ 83,9 bilhões não significam necessariamente R$ 83,9 bilhões gastos

Há ainda uma diferença importante nos números.

Levantamentos apontam que os R$ 83,9 bilhões são a dotação prevista no PLOA 2027 para o BPC das pessoas com deficiência. Já o estudo técnico que acompanha o planejamento orçamentário estima uma despesa de R$ 75,5 bilhões para essa finalidade em 2027. São conceitos orçamentários diferentes.

Portanto, não se trata de afirmar que o Governo necessariamente gastará R$ 83,9 bilhões. Trata-se da previsão orçamentária apresentada para 2027.

E há outra razão para o crescimento das despesas: o Governo estima o salário mínimo de 2027 em R$ 1.741, contra R$ 1.621 em 2026. Como o BPC tem o salário mínimo como referência, o reajuste também aumenta o valor individual pago e, consequentemente, a despesa projetada.

O Governo pode — e deve — comemorar quando consegue aperfeiçoar os mecanismos de controle.

Mas a sociedade também precisa cobrar transparência sobre a outra ponta. Quanto foi economizado com os cortes? Quanto foi pago novamente depois que o cidadão provou que tinha direito? E quantas pessoas ficaram sem receber enquanto esperavam uma resposta do Estado?

BPC não é prêmio. É direito assistencial

Por isso, a discussão sobre os R$ 83,9 bilhões precisa vir acompanhada de outra discussão: acesso, manutenção e proteção do direito.

Fonte https://diariopcd.com.br/governo-preve-r-839-bilhoes-para-o-bpc-de-pessoas-com-deficiencia-em-2027-mas-nao-explica-cortes-indevidos-em-2026/

Postado Pôr Antonio Brito 

CPB e Rock in Rio unem esporte paralímpico e acessibilidade em visita de atletas ao festival

Willians Araújo e André Brasil, em visita à Cidade do Rock | Foto: Max Felipe/Burk Films

O Comitê Paralímpico Brasileiro e o Rock in Rio reforçaram a parceria entre esporte paralímpico e acessibilidade com uma visita de quatro medalhistas paralímpicos aos bastidores do festival. O paraibano Willians Araújo, a pernambucana Evani Calado, o potiguar Clodoaldo Silva e o carioca André Brasil conheceram diferentes recursos desenvolvidos para ampliar a autonomia e a experiência de pessoas com deficiência na Cidade do Rock.

Entre os recursos disponíveis na Cidade do Rock estão balcões rebaixados para atendimento a pessoas com baixa estatura e cadeirantes, plataformas elevadas próximas aos palcos, pontos de hidratação e bebidas em altura acessível e equipes de atendimento e suporte ao público com deficiência. O festival também oferece audiodescrição dos palcos e shows, cardápios com audiodescrição por aplicativo e tradução em Libras nos telões.

A estrutura conta ainda com o espaço “Sinta o Som”, que permite a pessoas com deficiência auditiva perceberem as vibrações da música pelo corpo, e a Sala Sensorial, destinada à redução e ao reequilíbrio de estímulos visuais e sonoros.

A visita foi conduzida por Thiago Amaral, gerente de pluralidade e acessibilidade da Rock World e ex-atleta de rúgbi em cadeira de rodas. Ele apresentou aos atletas parte da estrutura criada pelo festival para atender pessoas com diferentes tipos de deficiência, desde recursos de acessibilidade nos palcos e pontos de atendimento até espaços destinados à regulação sensorial.

A relação de Thiago com o esporte paralímpico começou durante o processo de reabilitação após um acidente, quando teve contato com o documentário Murderball, sobre o rúgbi em cadeira de rodas. Ele passou a praticar a modalidade, foi convocado para a Seleção Brasileira e disputou competições internacionais.

“Minha relação com o esporte paralímpico começou ainda no hospital de reabilitação, após o acidente, quando eu tive contato com o documentário chamado Murderball, que conta a história do rugbyem cadeira de rodas. Foi uma paixão, eu gostei, procurei e consegui ser atleta. Fui convocado algumas vezes para defender a Seleção Brasileira, disputei competições internacionais com meu time”, contou Thiago.

Desde 2017, Thiago participa do desenvolvimento das iniciativas de acessibilidade do Rock in Rio. Para ele, a parceria com o CPB representa o reconhecimento de um trabalho voltado à inclusão e aproxima dois universos em que pessoas com deficiência devem ocupar espaços de protagonismo.

A experiência teve significado especial para Willians Araújo. Medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e campeão paralímpico em Paris 2024, o judoca retornou ao Parque Olímpico, onde viveu um dos momentos marcantes de sua carreira.

“Conhecer a estrutura do Rock in Rio foi incrível. É um lugar onde eu fui muito feliz, tive a oportunidade de conquistar uma medalha paralímpica. É emocionante pisar aqui, com toda essa estrutura voltada para a pessoa com deficiência. Isso é muito importante, porque o lugar de pessoa com deficiência é todo lugar. As pessoas com deficiência são muito bem recebidas por pessoas que fizeram isso com amor, atenção e cuidado nos detalhes”, afirmou Willians.

A conexão entre as marcas CPB e Rock in Rio foi idealizada pela DreamIE, unidade de inteligência e estratégia da Dream Factory, com o objetivo de integrar esporte, entretenimento e inclusão em uma estratégia para ampliar a presença do CPB em novos territórios e, ao mesmo tempo, reforçar os compromissos do festival com acessibilidade e diversidade.

“A parceria entre CPB e Rock in Rio é uma confirmação do que a gente [Rock World] sempre lutou, desde 2017, que é ter esse envolvimento e esse reconhecimento dentro da acessibilidade, das pessoas com deficiência. A parceria mostra ao público e à produção que nós caminhamos para a inclusão”, afirmou Thiago.

Acessibilidade nos detalhes
A visita aos bastidores do Rock in Rio permitiu que os atletas conhecessem de perto soluções que fazem parte da rotina do festival e que buscam garantir que a deficiência não seja uma barreira para a participação em um dos maiores eventos de música do mundo.

Para além dos palcos esportivos, a parceria amplia o diálogo sobre acessibilidade em outros espaços de convivência, cultura e entretenimento — reforçando a ideia de que a participação das pessoas com deficiência deve estar presente em todos os ambientes da sociedade.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-e-rock-in-rio-unem-esporte-paralimpico-e-acessibilidade-em-visita-de-atletas-ao-festival/

Postado Pôr Antonio Brito 

CEGO CHEGA AO TOPO DO MONTE EVEREST

Erik Weihenmayer perdeu a visão ainda jovem e, em 2001, tornou-se a primeira pessoa cega a chegar ao topo do Everest. A conquista exigiu anos de treinamento, preparação física e adaptação.

CEGO CHEGA AO TOPO DO MONTE EVEREST

Aos 32 anos, homem faz história ao se tornar o primeiro cego a chegar ao topo do monte Everest.

Para muitas pessoas, chegar ao topo do Monte Everest já parece uma tarefa impossível. Para Erik Weihenmayer, o desafio era ainda maior: ele perdeu a visão ainda jovem, mas decidiu que isso não impediria seus sonhos de aventura.

Em 2001, ele entrou para a história ao alcançar o cume da montanha mais alta do mundo e se tornar a primeira pessoa cega a realizar o feito.

A trajetória até lá exigiu muito mais do que coragem para Erik que precisou passar por anos de treinamento, preparação física e adaptação para aprender a enfrentar terrenos extremamente difíceis sem enxergar.

No percurso até o topo ele enfrentou neve, gelo, baixas temperaturas, altitude extrema e longos períodos de esforço físico. Cada passo exigia concentração e confiança.

O feito o colocou entre os grandes nomes do montanhismo e mostrou que a deficiência visual não precisava determinar os limites de uma pessoa.

A história de Erik não é apenas sobre chegar ao ponto mais alto do mundo. É também sobre não permitir que uma limitação defina até onde alguém pode chegar.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=34af66df-10c0-4cb8-8882-764d4b469a88

Postado Pôr Antonio Brito 

14/09/2026

Último dia para eleitor com deficiência solicitar transporte especial

Último dia para eleitor com deficiência solicitar transporte especial

Eleitores têm até hoje 14/9 para solicitar transporte especial. Serviço é destinado a quem não tem meios próprios para chegar ao local de votação

Segunda-feira (14) é o último dia para eleitoras e eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida solicitarem o transporte especial individual previsto no programa Seu Voto Importa. A medida também contempla a população de territórios indígenas, comunidades remanescentes de quilombos e demais comunidades tradicionais, conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. 

Inclusão no processo eleitoral 

O programa foi instituído pela Resolução 23.753/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o objetivo de promover a inclusão no processo eleitoral e assegurar condições de igualdade para o exercício do direito de voto. A iniciativa busca reduzir barreiras e ampliar as oportunidades de participação eleitoral. 

Ausência de meios próprios 

O transporte especial é destinado a eleitoras e eleitores que não disponham de meios próprios para comparecer ao local de votação. Quando necessário, o serviço poderá garantir o deslocamento de ida e volta entre a residência e o local de votação e incluir acompanhante indicado pelo eleitor, caso esse apoio seja indispensável para o exercício do voto. 

Transporte coletivo gratuito 

O transporte especial individual oferecido pela Justiça Eleitoral não substitui a obrigação do poder público de garantir transporte coletivo urbano e intermunicipal gratuito nos dias de votação. 

Limite territorial 

Para a população de territórios indígenas, comunidades quilombolas e demais comunidades tradicionais, o transporte é assegurado inclusive quando o deslocamento ultrapassar os limites territoriais do município. Para eleitoras e eleitores de áreas rurais, o serviço é oferecido dentro do próprio município quando a distância entre a zona rural e o local de votação for de, pelo menos, dois quilômetros. 

Como solicitar 

O pedido pode ser feito pela própria eleitora ou pelo próprio eleitor ou por curadora, curador, apoiadora, apoiador, procuradora ou procurador. A solicitação pode ser realizada presencialmente no cartório eleitoral ou por outro canal de comunicação disponibilizado e divulgado pelo tribunal regional eleitoral (TRE), mediante autodeclaração ou documentação que comprove a deficiência ou a dificuldade de locomoção.  

A regra determina ainda que deve existir pelo menos uma opção não presencial para fazer o pedido. Na análise das solicitações, a Justiça Eleitoral deverá considerar, entre outros fatores, o grau de limitação funcional da pessoa, a existência ou a adequação de transporte público acessível no trajeto até o local de votação e a distância entre a residência e o local de votação.

Consulte o tribunal regional eleitoral do seu estado para saber como solicitar o transporte especial e obter informações e contatos. 

Fonte: Secretaria de Comunicação e Multimídia

Fonte https://diariopcd.com.br/ultimo-dia-para-eleitor-com-deficiencia-solicitar-transporte-especial/

Postado Pôr Antonio Brito 

Seleção feminina de basquete em cadeira de rodas bate Austrália e vence primeira no Mundial

Gabriela Oliveira sofre marcação australiana em jogo que marcou a primeira vitória do Brasil no Mundial | Foto: Divulgação/Melodie Gagneux/IWBF

A Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas entrou em quadra na tarde deste sábado, 12, em duelo válido pelo Grupo A do Mundial da modalidade, disputado em Ottawa, no Canadá. O terceiro compromisso da equipe na competição foi diante da Austrália e o Brasil venceu a partida por 44 a 41, na Carleton University, com direito a um desfecho eletrizante. Esse foi o primeiro triunfo da equipe no torneio.

Em um jogo que começou equilibrado, as brasileiras não deixaram a seleção da Oceania desgarrar do placar. Muito por causa de mais um bom desempenho de Vileide Almeida. Cestinha brasileira na derrota para a Espanha, a atleta fez um primeiro período de oito pontos, com 50% de aproveitamento nos arremessos de quadra — ou seja, considerando todas as suas tentativas de dois ou três pontos, excetuando os lances livres. Apesar da alta pontuação de Vileide, a Austrália terminou a primeira parcial na frente: 16 a 10.

No segundo quarto, a equipe comandada por Evelyn Barbian também contou o crescimento de Paola Klokler, que colaborou com mais oito pontos, 80% de aproveitamento nos arremessos. Os números da jogadora deixaram o Brasil mais perto do placar. Com uma vitória de 13 a 12 no período, as brasileiras reduziram a desvantagem para cinco pontos: 28 a 23 para a Austrália.

Na terceira parcial, a Seleção Brasileira abriu uma arrancada de 5 a 0, empatando a partida em 28 a 28 e deixando a reta final do confronto mais emocionante. As duas equipes começaram a “trocar” pontos, com Vileide assumindo o protagonismo. Ao terminar o período com 12 pontos no total, a brasileira chegou a ter o posto de cestinha do jogo por um tempo. É que do outro lado, a australiana Laura Davoli também estava em tarde inspirada e encerrou a parcial com 14 pontos. No placar do quarto, 9 a 4 para o Brasil. No geral, as seleções ficaram empatadas (32 a 32).

O último e decisivo período se manteve equilibrado. Vileide, no entanto, continuou a ser uma jogadora determinante para as brasileiras, sendo responsável por mais da metade dos pontos do Brasil no confronto. No fim, ela anotou 24 pontos no total e a Seleção superou a Austrália por 44 a 41.

“Estou muito emocionada. A gente precisava erguer a cabeça depois das duas primeiras derrotas. Precisávamos dessa vitória e, graças a Deus, deu certo. Deixamos tudo em quadra”, disse Vileide, a Vivi.

Neste domingo, 13, o Brasil estará em quadra com suas duas seleções. A feminina enfrentará as anfitriãs canadenses, às 1545 (horário de Brasília), na Arena AT TD Place. Já a masculina fará seu terceiro jogo no torneio, na Carleton University, diante dos Países Baixos.

Confira todos os jogos da primeira fase (horário de Brasília):
Mundial Feminino

Brasil 39 x 78 Grã-Bretanha
Brasil 63 x 70 Espanha
Brasil 44 x 41 Austrália
13/9 – Brasil x Canadá (15h45)
15/9 -Brasil x China (17h45)

Mundial Masculino
Brasil 32 x 77 Itália
Brasil 42 x 54 Estados Unidos
13/9 – Brasil x Países Baixos (17h45)

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/em-partida-emocionante-selecao-feminina-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-bate-australia-e-vence-a-1a-no-mundial/

Postado Pôr Antonio Brito 

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA TERÃO TRATAMENTO DIFERENCIADO EM CARROS DE APLICATIVO

 

A proposta em discussão pretende criar uma categoria específica para pessoas com deficiência nos aplicativos de transporte, com motoristas capacitados e, quando necessário, veículos adaptados. O objetivo é ampliar a acessibilidade, autonomia e segurança no deslocamento.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA TERÃO TRATAMENTO DIFERENCIADO EM CARROS DE APLICATIVO

Uma proposta em discussão pretende tornar obrigatória a criação de uma categoria específica para pessoas com deficiência nos aplicativos de transporte por aplicativo. A medida busca ampliar a acessibilidade, garantir mais autonomia e reduzir as dificuldades enfrentadas por milhares de usuários que dependem desse serviço para trabalhar, estudar, realizar consultas médicas e participar da vida em sociedade.

Hoje, muitas PcD dizem ter problemas ao utilizar os aplicativos, por recusas de corridas, falta de veículos adaptados para cadeirantes, despreparo de motoristas para atender passageiros com deficiência e a ausência de recursos de acessibilidade nas plataformas.

Caso a proposta seja aprovada, os aplicativos poderão ser obrigados a oferecer uma categoria específica voltada para pcd, com motoristas capacitados e, quando necessário, veículos adaptados para garantir um transporte mais seguro, confortável e acessível.

A proposta ainda seguirá os trâmites legislativos antes de uma possível aprovação. Se entrar em vigor, poderá representar um importante avanço na construção de um sistema de mobilidade mais inclusivo e acessível para todos.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=db935ee3-9ae7-44de-a18b-515b7aeb7fc2

Postado Pôr Antonio Brito 

12/09/2026

Candidatos ao Governo de SP são convidados para apresentar propostas para pessoas com deficiência

Candidatos ao Governo de SP são convidados pelo Diário PcD a apresentar propostas para pessoas com deficiência

Convites foram encaminhados para as Assessorias e entregues fisicamente nesta sexta-feira (11). Iniciativa faz parte do projeto Eleições Inclusivas 2026 e busca colocar as políticas para pessoas com deficiência no centro do debate eleitoral

Os candidatos ao Governo do Estado de São Paulo nas eleições de 2026 foram convidados pelo Diário PcD a apresentar diretamente ao eleitorado suas propostas para as pessoas com deficiência a partir de 2027.

Os convites para as entrevistas foram enviados em 2 e 7 de setembro para os emails das assessorias, lideranças partidárias e diretórios estaduais. Já nesta sexta-feira, 11, a informação foi protocolada no Comitê Central de Tarcísio de Freitas – na Avenida Brasil, 1299 e na Rua Riachuelo 70 para Fernando Haddad.

A iniciativa integra o projeto “Eleições Inclusivas 2026 – Democracia para todos. Direitos para cada um”, criado para ampliar o espaço de discussão sobre acessibilidade, direitos e políticas públicas para as pessoas com deficiência durante o processo eleitoral.

O que os candidatos podem responder?

A proposta é que cada candidatura disponha de 25 minutos para apresentar suas posições e propostas para as pessoas com deficiência, garantindo tratamento jornalístico isonômico entre os participantes.

As entrevistas deverão abordar questões diretamente relacionadas à vida de milhões de paulistas com deficiência e suas famílias.

Entre os temas previstos estão:

  • Saúde, reabilitação e atendimento especializado;
  • Educação inclusiva e apoio às famílias;
  • Emprego, qualificação profissional e geração de renda;
  • Acessibilidade e mobilidade;
  • Tecnologia assistiva;
  • Políticas destinadas às pessoas autistas e às demais deficiências;
  • Manutenção e eventual ampliação dos benefícios e programas existentes no Estado;
  • Isenção de IPVA para pessoas com deficiência;
  • Impactos da Reforma Tributária sobre questões relacionadas à aquisição de veículos;
  • Funcionamento, estrutura e atuação do IMESC nos processos relacionados aos laudos para isenção de IPVA;
  • Implementação da avaliação biopsicossocial unificada e seus possíveis impactos nas políticas estaduais;
  • Orçamento, metas e prioridades para a área da deficiência durante o próximo mandato.

Eleitor PcD precisa conhecer as propostas

Para o Diário PcD, colocar esses temas no debate eleitoral é fundamental para que o eleitor possa tomar uma decisão consciente e informada.

A proposta não é realizar uma sabatina sobre assuntos genéricos. O objetivo é permitir que cada candidato explique o que pretende fazer, caso eleito ou reeleito, para ampliar, manter ou aperfeiçoar as políticas públicas destinadas às pessoas com deficiência no Estado de São Paulo.

Isso inclui uma questão particularmente importante: quais serão as prioridades do próximo governo para a população com deficiência e quanto será destinado para colocá-las em prática?

Tratamento igual para as candidaturas

O Diário PcD ressalta que o convite tem caráter exclusivamente jornalístico.

A iniciativa não solicita apoio, posicionamento ou qualquer compromisso político das candidaturas. O objetivo é abrir espaço para que os próprios candidatos apresentem suas propostas diretamente ao público.

A participação de cada candidatura será registrada e divulgada de acordo com os critérios editoriais do veículo, respeitando os princípios de independência jornalística, isonomia e pluralidade.

A iniciativa também retoma uma experiência realizada pelo Diário PcD nas eleições de 2022, quando o veículo promoveu entrevistas com candidatos para discutir propostas relacionadas às pessoas com deficiência.

As entrevistas serão transmitidas pelos canais do Diário PcD no YouTube e Instagram.

Para as candidaturas, foram oferecidas diferentes opções de agenda, justamente para facilitar a participação.

Mais do que saber quem pretende governar São Paulo, o eleitorado PcD precisa saber o que cada candidato pretende fazer quando chegar ao Palácio dos Bandeirantes.

Quais políticas serão mantidas?
Quais serão ampliadas?
Quais serão criadas?
Quanto será investido?
Quais serão as metas?
E, principalmente, como as propostas sairão do papel?

Essas são algumas das respostas que o Diário PcD pretende levar ao eleitorado.

Fonte https://diariopcd.com.br/candidatos-ao-governo-de-sp-sao-convidados-para-apresentar-propostas-para-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antonio Brito 

Seleção masculina de basquete em cadeira de rodas inicia bem, mas sofre revés dos EUA no Mundial

Juninho orienta equipe sob marcação norte-americana | Foto: Divulgação/Shingo Ito/IWBF

A Seleção Brasileira masculina de basquete em cadeira de rodas foi superada em sua segunda partida no Mundial da modalidade, disputado em Ottawa, no Canadá. Na noite desta sexta-feira (horário de Brasília), 11, a equipe perdeu por 54 a 42 para os EUA, na Arena AT TD Place, em jogo válido pelo Grupo A.

Depois de estrear com revés diante da Itália, o Brasil entrou disposto a conquistar um resultado diferente contra os norte-americanos. E começou melhor o confronto: o primeiro período terminou 12 a 9 para os brasileiros.

Mas os EUA voltaram superiores para o segundo quarto, levaram vantagem e viraram o placar. A parcial foi encerrada em 19 a 8 para os norte-americanos — placar do primeiro tempo: 28 a 20.

No terceiro quarto, os EUA venceram novamente, desta vez, por 13 a 9. O último acabou empatado em 13 a 13, com a vitória final norte-americana por 54 a 42.

A exemplo do duelo contra os italianos, Cristiano Clemente, o Juninho, foi o cestinha brasileiro: 16 pontos. Nos EUA, o destaque foi Jacob Williams, que anotou 18 pontos.

O Brasil voltará à quadra no domingo, 13, às 17h45 (de Brasília), contra os Países Baxos, país de origem do técnico Cees Van Rootselaar, comandante da equipe brasileira no Mundial.

Confira todos os jogos da primeira fase (horário de Brasília):
Mundial Feminino

Brasil 39 x 78 Grã-Bretanha
Brasil 63 x 70 Espanha
12/9 – Brasil x Austrália (15h30)
13/9 – Brasil x Canadá (15h45)
15/9 -Brasil x China (17h45)

Mundial Masculino
Brasil 32 x 77 Itália
Brasil 42 x 54 Estados Unidos
13/9 – Brasil x Países Baixos (17h45)

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-masculina-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-inicia-bem-mas-sofre-reves-dos-eua-no-mundial/

Postado Pôr Antonio Brito 

ARTE EM MURAL ACESSÍVEL CHAMA ATENÇÃO NO PARANÁ

 Um mural no Paraná foi desenvolvido com recursos táteis e sonoros para permitir que pessoas cegas e com baixa visão vivenciem a arte de forma multissensorial. A proposta reforça que a acessibilidade cultural deve ser pensada desde o início dos projetos.
ARTE EM MURAL ACESSÍVEL CHAMA ATENÇÃO NO PARANÁ
ARTE EM MURAL ACESSÍVEL CHAMA ATENÇÃO NO PARANÁ

Um mural no Paraná foi pensado para que pessoas cegas e com baixa visão possam vivenciar a arte não apenas pela visão, mas também pelo toque e pela audição.

A proposta utiliza elementos táteis e recursos sonoros para transformar a obra em uma experiência multissensorial.

Isso representa uma mudança importante na forma de pensar a arte: em vez de simplesmente colocar uma placa dizendo o que existe no mural, a pessoa com deficiência visual pode experimentar a obra de maneira mais autônoma.

A acessibilidade cultural também é direito. Museus, exposições, espaços públicos e obras de arte precisam ser pensados para que pessoas com deficiência possam participar plenamente da vida cultural.

Mais do que adaptar uma obra depois de pronta, o ideal é que a acessibilidade seja considerada desde o início do projeto, com participação efetiva das próprias pessoas com deficiência.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=57f8d07a-0cf2-4ecd-8a5f-ede62656fe30

Postado Pôr Antonio Brito 

10/09/2026

O corpo que vira prova: a rotina de comprovar a mesma deficiência repetidas vezes ao Estado

O corpo que vira prova: a rotina de comprovar a mesma deficiência repetidas vezes ao Estado - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Existe um tipo de cansaço que só quem convive com deficiência de longo prazo conhece bem: o cansaço de precisar provar, de novo e de novo, algo que já foi provado antes, documentado, laudado, atestado, e que não vai simplesmente desaparecer entre uma perícia e outra. Para milhões de famílias brasileiras que dependem do Benefício de Prestação Continuada, essa não é uma sensação abstrata. É rotina prevista em lei.

O artigo 21 da Lei Orgânica da Assistência Social, a LOAS, sempre previu a reavaliação periódica como condição para manutenção do benefício. Mas foi só em agosto de 2025, com a Portaria Conjunta nº 33, editada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, pelo Ministério da Previdência Social e pelo INSS, que esse procedimento ganhou regras operacionais detalhadas: a reavaliação biopsicossocial, que reúne perícia médica e avaliação social, passou a ocorrer a cada dois anos.

A boa notícia, e é importante reconhecer quando o Estado acerta, é que essa mesma portaria também trouxe um avanço real: pessoas com laudo médico oficial atestando impedimentos permanentes, irreversíveis ou irrecuperáveis passaram a ser dispensadas de nova perícia médica. Segundo o próprio governo federal, mais de cento e cinquenta mil pessoas que seriam convocadas para nova perícia ainda em 2025 foram diretamente beneficiadas por essa dispensa. Em junho de 2025, o BPC pagava mais de seis milhões e quatrocentos mil benefícios em todo o país, sendo mais de três milhões e setecentos mil destinados a pessoas com deficiência, o que dá a dimensão real de quantas famílias essa engrenagem afeta.

O problema é que esse avanço não resolve tudo. A dispensa vale para quem já recebeu, em perícia anterior, prognóstico oficial de irreversibilidade. Mas muitas condições, entre elas boa parte dos quadros de deficiência intelectual, transtornos do neurodesenvolvimento e determinadas deficiências físicas, nem sempre recebem esse enquadramento explícito no primeiro laudo, o que mantém milhares de famílias no ciclo de reavaliações bienais, mesmo diante de condições que, na prática, também não vão simplesmente reverter. Cada nova convocação significa reunir documentação, enfrentar agendamento, faltar ao trabalho, e submeter mais uma vez a criança, o adolescente ou o adulto com deficiência a um exame que, para a família, muitas vezes soa menos como avaliação técnica e mais como desconfiança institucional sobre algo que elas já vivem todos os dias.

Mais recentemente, o Conselho Nacional de Justiça, pela Resolução nº 630, de 29 de julho de 2025, instituiu o Instrumento Unificado de Avaliação Biopsicossocial também para os processos judiciais que tratam da concessão do BPC, com uso obrigatório em todo o Judiciário a partir de 2 de março de 2026. A medida busca alinhar os critérios da via judicial aos já praticados administrativamente pelo INSS, o que tende a reduzir divergências entre as duas esferas, mas também significa que mesmo quem já obteve o benefício pela Justiça não está automaticamente livre do mesmo ciclo de reavaliação.

Fiscalizar o uso correto de recursos públicos é dever do Estado, e ninguém deveria defender o contrário. O que merece debate público é o desenho desse processo: se a deficiência, na maioria dos casos que sustentam o BPC, tende a ser condição de longo prazo por definição legal, o padrão deveria talvez ser presumir a continuidade, com reavaliação apenas quando houver indício concreto de mudança de quadro, e não o inverso, que obriga milhões de famílias a reabrir, a cada dois anos, uma ferida que a maioria delas já carrega para o resto da vida.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, pesquisador e pessoa com deficiência. Com formação complementar em Direitos das Pessoas com Deficiência pela PUC-Rio e em Direito Antidiscriminatório, construiu sua trajetória na interseção entre o Direito, a inclusão e a transformação social.
  • É idealizador e coordenador da coletânea jurídica Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva, obra que reúne 90 autores e contribuições dedicadas aos direitos das pessoas com deficiência, com referências no STF, STJ e TST e presença em instituições como Harvard e a Universidade de Coimbra.
  • Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Sua experiência profissional reúne atuação nos setores público e privado, produção intelectual e participação em iniciativas relacionadas à inclusão, acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência.
  • Sua atuação articula conhecimento jurídico, pesquisa, experiência institucional e vivência da deficiência, com foco em direitos das pessoas com deficiência, acessibilidade, políticas públicas e ESG. A partir dessa perspectiva, desenvolve pesquisas, conteúdos e iniciativas que buscam ampliar o debate sobre inclusão e transformar conhecimento em diálogo, participação e mudanças concretas na sociedade e nas instituições.
  • LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/o-corpo-que-vira-prova-a-rotina-de-comprovar-a-mesma-deficiencia-repetidas-vezes-ao-estado/

Postado Pôr Antonio Brito