14/08/2026

Especialista alerta sobre riscos no ambiente digital e efeitos para crianças autistas

Especialista alerta sobre riscos no ambiente digital e efeitos para crianças autistas

Pesquisa publicada na revista ‘Nature Human Behaviour’ acompanhou mais de 5 mil estudantes e identificou um pior desempenho escolar entre jovens que começaram a usar redes sociais mais cedo; a psicopedagoga e educadora parental Carla Costa explica sinais de alerta e como estabelecer limites

O uso precoce das redes sociais por crianças e adolescentes tem preocupado as famílias e escolas, acerca dos impactos da exposição às telas. Segundo um estudo publicado na revista científica “Nature Human Behaviour”, que acompanhou 5,2 mil estudantes ao longo da trajetória escolar, foi identificada uma associação entre o início prematuro nas redes sociais e um pior desempenho acadêmico.

Essa dinâmica acompanha todo o processo escolar. De acordo com o levantamento, aproximadamente 11% dos estudantes criam o primeiro perfil ainda no ensino fundamental I; 29% começam no 6º ano; 25% no 7º ano e 18% no 8º ano. Apenas 16% esperaram até o 9º ano ou depois. A pesquisa aponta ainda que os impactos foram mais fortes entre aqueles que iniciaram o uso entre o sexto ou sétimo ano e permaneceram ao longo da vida escolar, com a presença constante do smartphone durante os estudos. 

Para a psicopedagoga e educadora parental Carla Costa, os resultados reforçam a importância de observar não apenas quanto tempo a “garotada” passa diante das telas, mas também o espaço que esse dispositivo ocupa na rotina e as experiências que acabam sendo substituídas por elas. Diante das polêmicas recentes envolvendo crianças e adolescentes no Discord, à atenção ao uso de ‘telas’ e de mecanismos de interação virtual deve ser redobrada. 

“Em crianças autistas, por exemplo, ecolalias e scripts, a repetição de palavras, frases ou trechos anteriormente ouvidos, podem fazer parte das características da linguagem e podem inclusive cumprir funções comunicativas. Às vezes a criança quer falar o tempo inteiro sobre aquele vídeo ou personagem, introduz falas em momentos que não têm relação com a situação, encontra dificuldade para perceber que o colega não conhece aquele conteúdo ou não está interessado nele e tem pouca flexibilidade para mudar o assunto, causando muita irritação à criança”, diz.

“Quando praticamente todo o repertório disponível para aquela criança vem das telas, e ela passa muitas horas consumindo os mesmos vídeos, personagens e jogos e tem poucas oportunidades de brincar com outras crianças, conversar com adultos, vivenciar situações diferentes e experimentar a linguagem em contextos reais, nós estamos diminuindo as possibilidades de ampliação desse repertório. Em virtude dos casos envolvendo o uso do Discord, fica cada vez mais necessário que os pais entendam também um outro lado do excesso de telas: o perigo que espreita as relações digitais nas conversas, nos atos e na engenharia social”, explica.

Segundo Carla, a exposição “em excesso” pode gerar mudanças no comportamento que merecem atenção dos adultos, como irritabilidade, dificuldade de concentração, resistência a atividades sem dispositivos e redução do interesse por brincadeiras e interações presenciais. Em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o acompanhamento dessa relação exige ainda mais cuidado, já que o uso das telas pode assumir características diferentes com alguns comportamentos observados após longos períodos de exposição.

Outro ponto de atenção é o sono, já que o uso de dispositivos próximo ao horário de dormir pode ocupar um momento que é destinado ao descanso e contribui para uma rotina menos organizada. Para Carla, estabelecer limites não necessariamente significa retirar a tecnologia, mas criar regras nítidas para que as telas não ocupem espaços fundamentais da infância e da adolescência.

Nesse processo, Carla orienta que a participação dos adultos é fundamental. Estabelecer períodos sem dispositivos, principalmente durante as refeições, estudos e estímulo a atividades físicas, leitura, brincadeiras, convivência familiar e interação com outras crianças. Para crianças com TEA, essas estratégias também precisam considerar as particularidades individuais, os interesses, as formas de comunicação e as necessidades de cada criança. 

“Talvez a melhor estratégia para lidar com as telas não seja apenas determinar a quantidade de horas que a criança ou adolescente deve ficar diante da tela, mas uma avaliação do que a tela tem ocupado. Tem atrapalhado o sono? As refeições? A brincadeira? O movimento? A conversa? O tempo em família? O estudo? Os limites de tempo continuam sendo importantes. Mas precisamos ir além da contagem das horas, porque precisamos de uma rotina. Precisa saber que existe hora para acordar, estudar, tomar banho, se alimentar e também usar a tecnologia. Quando tudo é negociado diariamente, a família entra em um processo desgastante de discussão permanente”, comenta a especialista.

Com mais de uma década de experiência, a psicopedagoga e educadora parental explica que o desafio não é tratar a tecnologia como inimiga, mas garantir que ela não substitua experiências essenciais para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. 

“A tecnologia faz parte do mundo das crianças e dos adolescentes dessa geração e pode ser uma excelente ferramenta de aprendizagem, comunicação, acessibilidade e lazer quando utilizada com intencionalidade. Nosso desafio é ensinar a criança a viver em um mundo cheio de tecnologia sem precisar estar conectada o tempo inteiro”, conclui. 

Fonte https://diariopcd.com.br/especialista-alerta-sobre-riscos-no-ambiente-digital-e-efeitos-para-criancas-autistas/

Postado Pôr Antonio Brito 

Brasil estreia nesta segunda-feira no Mundial de rúgbi em cadeira de rodas, no CT Paralímpico

Seleção Brasileira reunida em quadra na Copa América de rúgbi em cadeira de rodas no CT Paralímpico, em São Paulo. | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo, recebe, entre os dias 17 e 23 de agosto, o Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas. Organizada pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da modalidade, a competição reunirá 12 seleções e cerca de 140 atletas.

Os jogos da Seleção Brasileira serão transmitidos pelos canais SporTV. A competição também será aberta ao público, e os interessados poderão comparecer ao CT Paralímpico para assistir às partidas do Brasil e das demais seleções.

CONFIRA OS ATLETAS CONVOCADOS

A equipe brasileira estreia às 19h30 desta segunda-feira, 17, contra os Países Baixos, pela primeira rodada da fase de grupos. A abertura do Mundial acontece no mesmo dia. O primeiro jogo da competição será entre Austrália e Canadá, às 16h (horário de Brasília). A cerimônia de abertura está marcada para as 18h.

Esta será a segunda participação do Brasil em um Mundial da modalidade e a primeira vez que a principal competição internacional do rúgbi em cadeira de rodas será realizada na América do Sul. Atualmente, a Seleção Brasileira ocupa a sétima colocação no ranking mundial.

A Seleção Brasileira está no Grupo A, ao lado de Austrália, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Países Baixos. O Grupo B é formado por Japão, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Colômbia e Dinamarca.

Após a estreia nesta segunda-feira, 17, às 19h30, a equipe enfrenta o Canadá na terça-feira, 18, no mesmo horário. Na quarta-feira, 19, também às 19h30, o adversário será a Austrália.

A fase de grupos será encerrada na quinta-feira, 20, com dois jogos. Às 11h, o Brasil enfrenta a Nova Zelândia e, às 19h30, encerra sua participação na primeira fase diante dos Estados Unidos.

O técnico da Seleção Brasileira, Benoit Labrecque, afirmou que a equipe chega bem preparada para a competição.

“A equipe está pronta para competir. Temos uma boa combinação de jogadores, capazes de vencer e de ajudar a alcançar o objetivo que traçamos. É fundamental que cada um compreenda seu papel no time e execute o que a comissão técnica solicita. Estamos muito confiantes de que isso acontecerá e de que o Brasil alcançará um novo patamar nesta importante fase de preparação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles.”

O Brasil chega embalado por duas conquistas em 2026. Em abril, a equipe conquistou o título do Santos Wheelchair Rugby World Challenge, disputado em Adelaide, na Austrália. Na decisão, venceu a Grã-Bretanha por 58 a 50.

Antes disso, em fevereiro, a Seleção sagrou-se campeã da Musholm Cup, na Dinamarca. O título veio com vitória sobre os anfitriões por 74 a 72. O resultado marcou o primeiro título brasileiro da modalidade conquistado em solo europeu.

Em julho do ano passado, o CT Paralímpico também foi palco da Copa América da modalidade e o Brasil terminou a competição com a prata, após perder para os Estados Unidos por 61 a 47

A competição continental reuniu oito países e valia vaga direta para o Campeonato Mundial de 2026. Além do caráter classificatório, o torneio também serviu como evento-teste para o Mundial deste ano.

Sistema de disputa
Na primeira fase, as 12 seleções são divididas em dois grupos com seis equipes cada. Dentro de cada chave, todos os times se enfrentam em sistema de pontos corridos.

Ao fim da fase de grupos, a posição de cada seleção na tabela define os confrontos das quartas de final: o primeiro colocado do Grupo A enfrenta o quarto do Grupo B; o segundo do Grupo A encara o terceiro do Grupo B; o terceiro do Grupo A joga contra o segundo do Grupo B; e o quarto do Grupo A enfrenta o primeiro do Grupo B.

A partir das quartas de final, os confrontos são eliminatórios. Além das vagas nas semifinais e na decisão, a fase final também define as demais posições da competição.

Os resultados de todos os jogos podem ser acompanhados pelo site oficial da competição.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Serviço
Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas
Datas:
de 17 a 23 de agosto (confira todos os jogos da fase de grupos aqui)
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-estreia-nesta-segunda-feira-no-mundial-de-rugbi-em-cadeira-de-rodas-no-ct-paralimpico/

Postado Pôr Antonio Brito 

13/08/2026

Feirão de Seminovos Honda Aversa reúne mais de 200 veículos com condições especiais e isenções PcD

Feirão de Seminovos Honda Aversa reúne mais de 200 veículos com condições especiais e isenções PcD

Vários modelos à disposição que podem estar enquadrados nas isenções de IPVA para pessoas com deficiência

Quem está em busca de um carro seminovo com boas condições de compra terá uma oportunidade especial nesta semana.

Nos dias 13, 14 e 15 de agosto, quinta, sexta e sábado, acontece o Feirão de Seminovos Honda Aversa, com mais de 200 veículos seminovos Honda disponíveis e ofertas especiais durante o evento.

Entre os destaques do feirão estão veículos com valores abaixo da tabela FIPE, ampliando as possibilidades para quem deseja adquirir um Honda seminovo com preços competitivos.

• Mais de 200 seminovos Honda.

• Veículos com 2 anos de garantia.

• Bônus de até R$ 10 mil.

• Seu usado de qualquer marca pode entrar na troca.

• Financiamento com taxas a partir de 0,99%.

Além dos preços promocionais, o evento oferece condições exclusivas de financiamento, com taxas a partir de 0,99%, além de até R$ 10 mil de bônus. Os clientes também poderão utilizar seu veículo atual na negociação, independentemente da marca, já que a Honda Aversa aceita usados de qualquer marca na troca.

Outro diferencial do feirão é a possibilidade de encontrar veículos com até dois anos de garantia, proporcionando mais tranquilidade para quem pretende comprar um seminovo.

Com uma variedade de modelos e condições especiais concentradas em três dias, o Feirão de Seminovos Honda Aversa promete reunir preços competitivos, taxas diferenciadas e oportunidades exclusivas para quem está planejando trocar de carro.

O Grupo Aversa possui concessionárias nas principais cidades do interior de São Paulo e referência no estoque de seminovos e 0km.

As pessoas com deficiência – condutor ou não, também contam com Assessoria Especializada para o encaminhamento dos pedidos de isenções de veículo 0km e seminovos.

Feirão de Seminovos Honda Aversa: uma oportunidade para encontrar seu próximo Honda com condições especiais.

Serviços:

Seu Honda PcD no Grupo Aversa em 7 cidades no interior de SP.

Central de Atendimento (19) 9 9795-7999

www.aversa.com.br

Confira as lojas mais próximas de você:

 Piracicaba – Av. Armando de Salles Oliveira, 140 – Centro

 Rio Claro – Av. Presidente Kennedy, 284 – Estádio

 Limeira – Av. Major José Levi Sobrinho, 1410 – Jardim Nereide

 Americana – R. São Gabriel, 1793 – Vila Belvedere, Americana

 Araras – Av. Dona Renata, 2620 – Vila Bressan

 Sumaré – R. Fioravante Mancino, 970 – Jardim Bela Vista

 Itu – Av. Dr. Ermelindo Maffei, Nº144 – Praça Lyons

Grupo Aversa tem Honda Conduz – A certificação Honda Conduz foi criada em 2008 e visa reconhecer as concessionárias e pontos de vendas que possuem estrutura para atendimento a clientes com deficiência.

Fonte https://diariopcd.com.br/feirao-de-seminovos-honda-aversa-reune-mais-de-200-veiculos-com-condicoes-especiais-e-isencoes-pcd/

Postado Pôr Antonio Brito 

Caixa Federal passa a emitir extrato em braille para conta corrente e salário

Caxa Federal passa a emitir extrato em braille para conta corrente e salário

Serviço gratuito pode ser solicitado em qualquer agência do banco

Clientes com deficiência visual que desejam receber o extrato bancário em Braille já podem solicitar o serviço em uma agência da CAIXA. A iniciativa atende também titulares de conta corrente, pessoa física e jurídica, e conta salário. Antes, a emissão em Braille era disponibilizada apenas para contas poupança.

Após o cadastro, os extratos passam a ser enviados mensalmente para o endereço informado pelo cliente.

A oferta do extrato em Braille permite que clientes com deficiência visual consultem suas informações financeiras com mais autonomia e segurança. O leiaute do documento foi desenvolvido com a participação de empregados da CAIXA com deficiência visual e domínio da leitura em Braille.

Libras

A CAIXA também possui atendimento com intérpretes de Libras: o serviço está disponível nos Correspondentes CAIXA Aqui (CCA), nas agências da CAIXA e nas Lotéricas.

Os clientes também podem acessar o Serviço de Atendimento ao Consumidor no site da CAIXA. É necessário que a câmera do computador ou celular esteja habilitada e que o cliente permita o acesso à localização.

Serviço:

Extrato em Braile

Disponível para contas corrente pessoa física e jurídica, conta salário e poupança

Como solicitar: É gratuito e pode ser solicitado nas agências CAIXA. No mês seguinte, o cliente passará a receber o extrato em Braille mensalmente no endereço cadastrado.

 
Fonte https://diariopcd.com.br/caxa-federal-passa-a-emitir-extrato-em-braille-para-conta-corrente-e-salario/
Postado Pôr Antonio Brito 

LA 2028: Brasil vai em busca de sua 500ª medalha em Jogos Paralímpicos nos Estados Unidos

Delegação brasileira durante a abertura dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

Daqui a dois anos, o Brasil chegará aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, com abertura no dia 15 de agosto, com o objetivo de ultrapassar a marca das 500 medalhas na história do megaevento.

Desde a primeira participação do Brasil na competição, registrada em Heidelberg, na Alemanha, em 1972, o país já conquistou 461 medalhas em Jogos Paralímpicos de Verão e uma medalha em edições de inverno.

A primeira medalha desta larga coleção foi conquistada há cinquenta anos, no dia 6 de agosto de 1976, em Toronto, no Canadá. O pódio veio com os atletas Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa, conhecido também como “Curtinho”, que obtiveram a medalha de prata na disputa de duplas do lawn bowls, modalidade extinta e semelhante à bocha, praticada sobre a grama.

Daí até a medalha número 100 a caminhada levou 24 anos, ou seis edições dos Jogos, até Sydney 2000, na Austrália. Como reflexo da criação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em 1995 e de maiores investimentos no Movimento Paralímpico a partir do início dos anos 2000, o ritmo de conquistas ganhou velocidade e os próximos marcos vieram cada vez mais rápido.

Em Pequim 2008, na China, o Brasil chegou pela primeira vez ao top-10 do quadro de medalhas – na nona colocação, com 47 pódios (16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes).

As 200 medalhas chegaram na edição seguinte – em Londres 2012, enquanto as 300 foram ultrapassadas nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, encerrados com 301 pódios acumulados para o Brasil.

Em Tóquio 2020, o Brasil alcançou o 100º ouro paralímpico. O feito coube ao sul-mato-grossense Yeltsin Jacques, que venceu os 1.500m da classe T11 (cegos).

Em Paris 2024, o Brasil também vibrou outro feito histórico. O 400º pódio do país em Jogos Paralímpicos foi alcançado com o bronze do paulista André Rocha no lançamento de disco da classe F52 (atletas que competem em cadeiras de rodas).

O país encerrou a edição mais recente dos Jogos com um novo recorde. Foram 88 pódios, maior número já obtido pelo Brasil em uma única edição do megaevento, sendo 25 medalhas de ouro, 25 de prata e 38 de bronze. Com estas conquistas, o país alcançou o histórico quinto lugar no quadro geral de medalhas.

Na análise de Yohansson Ferreira, campeão paralímpico dos 200m nos Jogos de Londres 2012 e vice-presidente do CPB, o avanço nos resultados brasileiros acontece em decorrência de um trabalho de base para descoberta e desenvolvimento de atletas realizado em todo o território brasileiro.

“A evolução do número de medalhas conquistadas pelo Brasil mostra o êxito das ações que estamos adotando em todo o território nacional: com nossos mais de 110 Centros de Referência Paralímpica; a realização do Meeting Paralímpico Loterias Caixa em todas as unidades federativas do Brasil, com competições para o alto rendimento e para novos atletas; e o Festival Paralímpico, que apresenta o paradesporto de maneira lúdica para crianças de todo o país. Tenho certeza de que o Brasil seguirá avançando em seus resultados e massificando essa oportunidade da inclusão da pessoa com deficiência em toda a sociedade através do esporte”, afirmou.

Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/la-2028-brasil-vai-em-busca-de-sua-500a-medalha-em-jogos-paralimpicos-nos-estados-unidos/

Postado Pôr Antonio Brito 

Pesquisa avalia a eficácia de chatbots na comunicação com pessoas surdas que usam português como segunda língua

Pesquisa avalia a eficácia de chatbots na comunicação com pessoas surdas que usam português como segunda língua

Com o avanço das tecnologias, como modelos de inteligência artificial, a acessibilidade também precisa acompanhar esse desenvolvimento. Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Lavras (UFLA) investigou como pessoas surdas que utilizam o português como segunda língua se comunicam com chatbots e propôs estratégias para tornar esses sistemas mais eficazes e inclusivos.

O estudo verificou que é comum que pessoas surdas que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua, ao necessitarem escrever em português, façam uma tradução das palavras e gestos. Essa técnica é chamada de Glosa, sendo bastante utilizada por intérpretes e estudantes de Libras. No entanto, como a Glosa não é um sistema oficial de escrita, a tradução entre Libras e português nem sempre ocorre de forma direta, o que pode alterar o sentido da mensagem.

Em um estudo preliminar foram simuladas interações entre pessoas surdas e chatbots de quatro diferentes redes bancárias, para verificar se o sistema de software por trás desse agente conversacional seria capaz de interpretar o texto escrito utilizando a Glosa e fornecer respostas adequadas, como se a pessoa estivesse escrevendo o português convencional. Os resultados mostraram que os chatbots apresentaram mais dificuldades para compreender esse tipo de escrita, respondendo com frequência mensagens como “Desculpe, não entendi”.

Os modelos de inteligência artificial baseiam-se em estatística e probabilidade. Para que ele gere informações cada vez mais precisas, é necessário que a IA passe por um treinamento específico, o que é chamado de fine-tuning (ajuste fino) na computação.

Após a análise com chatbots comerciais, os pesquisadores verificaram a capacidade de outros modelos de linguagem na interpretação de textos na Glosa, sem fine-tuning, identificando suas características e limitações. O resultado apontou que a acurácia dos modelos, ou seja, o grau de exatidão nas respostas, era inferior a 49%.

Em seguida, utilizando o ChatGPT e o Gemini, modelos de inteligência artificial amplamente conhecidos, os pesquisadores geraram uma base de dados com cerca de 55.000 conversas no formato da escrita de Glosa, com o intuito de treinar os mesmos modelos de linguagem que haviam sido avaliados anteriormente. Nessa etapa foi investigado o impacto do fine-tuning em diferentes configurações na adaptação dos modelos para compreender textos em Glosa. 

Os modelos treinados foram o Qwen2.5-7B, o Qwen2.5-14B, o Phi-4-14B, o Llama-3.1-8B, o Llama-3.2-3B e o Zephyr-7B, que são gratuitos e podem ser usados localmente no computador. Aquele que obteve o melhor desempenho final em porcentagem foi o Qwen2.5-14B, que alcançou uma média de 54,6% de acerto, com treinamento de sete horas e 48 minutos. Já o que obteve maior ganho percentual foi o Phi-4-14B, que antes do treinamento apresentava uma taxa de acerto de 0,01% e, após o fine-tuning, chegou a 53,6%, com 11 horas e 57 minutos de treino.

Além da comparação de antes e depois da IA interpretando textos escritos em Glosa, comparou-se o desempenho desse tipo de escrita ao texto em português convencional e ao inglês. Mesmo com treinamento, textos em Glosa ainda apresentam desempenho pior. A acurácia dos modelos de IA chegam a 68,5% no caso de textos em inglês, e a 57% em português, utilizando-se o modelo Qwen2.5-7B, sem o ajuste fino.

“Percebemos que o desempenho com a Glosa ainda não é o ideal, há perda de eficácia nas respostas. Porém o treinamento já contribui para melhores resultados, ao invés de usarmos modelos genéricos”, afirma o professor do Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas (Icet/UFLA) Denilson Alves Pereira, orientador do estudo.

Equipe de pesquisa

A pesquisa é fruto do trabalho desenvolvido por Anna Paula Figueiredo Gonçalves durante o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC/UFLA), em que obteve o título de mestre, e coordenado pelos professores do Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas (Icet/UFLA) Denilson Alves Pereira e André Pimenta Freire.

A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma parceria entre o Laboratório de Recuperação de Informação (LabRI) e o Núcleo de Pesquisa em Acessibilidade, Usabilidade e Linguística Computacional (Alcance), ambos lotados no Departamento de Ciência da Computação (DCC/UFLA).

Nesse primeiro momento, o estudo foi conduzido por meio de simulações de interações com os chatbots. A previsão é que, futuramente, sejam realizados testes envolvendo usuários reais. Isso pode trazer uma melhora significativa para os resultados gerados pelos modelos de IA, mas também representa um desafio para os pesquisadores.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 5% da população brasileira apresenta algum grau de perda auditiva, o que faz com que as pessoas surdas sejam um grupo minoritário na sociedade.  A partir dessa realidade, encontrar textos escritos por pessoas surdas se torna mais difícil. “São necessários milhares de dados para treinar uma IA. O modelo de linguagem que não tem uma base de treinamento com textos de pessoas surdas, consequentemente, não apresenta um bom desempenho na hora de reconhecer um texto do jeito que essas pessoas escrevem”, comenta André.

Atualmente, segundo os professores, é bastante abordado no meio da computação o desenvolvimento de sistemas centrados no ser humano. De acordo com Denilson, “os resultados da pesquisa podem ser usados por empresas e desenvolvedores para que produtos sejam criados, beneficiando a sociedade, e chegando até grupos minoritários, que muitas vezes são excluídos”.

O estudo completo, intitulado “Avaliação de modelos de linguagem para criação de chatbots para a comunicação com pessoas surdas que usam o português como segunda língua”, está disponível no Repositório Institucional da UFLA.

Fonte: Comunicação UFLAUNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS 

Fonte https://diariopcd.com.br/pesquisa-avalia-a-eficacia-de-chatbots-na-comunicacao-com-pessoas-surdas-que-usam-portugues-como-segunda-lingua/

Postado Pôr Antonio Brito 

12/08/2026

Professor faz apelo para divulgação do ADAPTE Board: prancha gratuita de comunicação com cartões coloridos de pictogramas

Professor faz apelo para divulgação do ADAPTE Board: prancha gratuita de comunicação com cartões coloridos de pictogramas

Aplicativo brasileiro e gratuito de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA)

O pedido de espaço nas redes sociais para divulgar um aplicativo gratuito precisa ser divulgado em todo o Brasil

“Eu preciso da sua ajuda. E não é dinheiro. É sobre uma ferramenta que a gente desenvolveu no Grupo de Pesquisa Sociedade Autista, na Poli-USP. O ADAPTE Board é um aplicativo gratuito de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA). A criança toca os cartões do jeito dela: eu, querer, ir, brincar. E o app fala a frase inteira: “Eu quero ir brincar.” Conjugação, concordância e conectivos acontecem automaticamente, na frente da criança. A mensagem é dela. A ferramenta é por nossa conta”.

Esse é o apelo do professor Emanuel Santana, mestre em Educação e fundador da ADAPTE, plataforma de ciências comportamentais aplicadas. É pesquisador colaborador da Poli-USP, onde ele desenvolve e a ADAPTE e financia integralmente o ADAPTE Board, prancha inteligente de CAA gratuita. Criou também o CooTEA, programa de formação e empregabilidade de pessoas autistas, e o SuperABA. Pai de filhos autistas, transformou a vivência em método ao longo de mais de 20 anos em educação, gestão acadêmica e projetos de impacto social. Seu trabalho forma professores, famílias e profissionais para o que vem depois do diagnóstico de autismo

No vídeo compartilhado pelo professor ele ainda explica o motivo do apelo para que a informação possa ser compartilhada.

“Por que isso importa? Uma licença vitalícia de um app sério de CAA, como o Avaz, custa R$ 1.299,90 na App Store Brasil (consulta em 28/07/2026), fora o tablet. São ferramentas sérias e importantes. O problema não é o app: é o preço virando muro num país em que tanta família não consegue nem terapia. Comunicação é direito. O ADAPTE Board é gratuito de verdade: sem mensalidade, sem versão paga escondida, sem cadastro de cartão. Em português, roda no celular, no tablet ou no computador que a família já tem. É ciência pública brasileira virando ferramenta”.

O pedido do professor ainda explica que “o que a gente não tem é verba de marketing. Por isso este vídeo termina com um pedido: compartilhe com UMA pessoa que convive com quem usa ou precisa de CAA. Uma família, uma professora, uma fonoaudióloga, uma terapeuta. Custa alguns segundos e pode mudar uma vida inteira por meio da comunicação.

🔗 adapteboard.com.br

Fonte https://diariopcd.com.br/professor-faz-apelo-para-divulgacao-do-adapte-board-prancha-gratuita-de-comunicacao-com-cartoes-coloridos-de-pictogramas/

Postado Pôr Antonio Brito 

Seleção Brasileira de futebol PC realiza semana de treinamento no CT Paralímpico

Atleta da Seleção durante partida em campo | Foto: Carol Coelho/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico (CT), em São Paulo, recebe a primeira semana de treinamento da Seleção Brasileira de futebol PC. Ao todo, foram convocados 14 atletas que estarão na capital paulista de 10 a 14 de agosto.

Entre os convocados, estão atletas experientes, como os paulistas João Araújo e Lucas Silva, o sul-matogrossense Matheus Souza, campeões dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023.

A semana de treinamento tem como foco a avaliação e o aprimoramento dos atletas. A programação inclui atividades na academia e atendimentos com a equipe multidisciplinar do CTPB, formada por nutricionista, fisioterapeuta e psicólogo.

O período também será dedicado a ajustes técnicos, definidos a partir do desempenho da equipe nas competições anteriores.

Os atletas se preparam para o mundial da modalidade que acontecerá nos Estados Unidos, entre os dias 11 e 25 de outubro.

Confira a lista de atletas convocados:
Angelo Matheus
Breno Albuquerque
Daniel Gonçalves
Gabriel Angelo
Gabriel Borges
Gabriel Dacorso Hayden
João Araujo
João Cortes
José Mário
Lucas Silva
Mateus Souza
Thiago Moura
Vinicius Ribeiro
Vitor Rangel

*Com informações da Associação Nacional de Desportos para Deficientes (ANDE)

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte Postado Pôr Antonio Brito 

2Gether-International prorroga inscrições para programas de empreendedorismo inclusivo e inovação no Brasil

2Gether-International prorroga inscrições para programas de empreendedorismo inclusivo e inovação no Brasil

Prazo foi prorrogado até 14 de agosto para programas gratuitos de aceleração voltados a Pessoas com Deficiência e empreendedores que desenvolvem soluções de base tecnológica para a comunidade PcD

Empreendedores interessados em participar dos programas gratuitos de aceleração da 2Gether-International (2GI) ganharam mais alguns dias para se inscrever. A organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, que opera uma das maiores aceleradoras de startups do mundo liderada por e para empreendedores com deficiência, prorrogou o prazo de inscrições para os programas 2Gether-International Origem e 2Gether-International Acelera até 14 de agosto. As iniciativas são voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo inclusivo no Brasil.

A iniciativa faz parte do Ecossistema Acessível, programa regional desenvolvido pela 2GI em parceria com o IDB Lab, braço de inovação e capital de risco do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No Brasil, a edição de 2026 é realizada pela Darwin Startups, uma das principais organizações de aceleração de startups do país.

Por meio de um único formulário de inscrição, os candidatos serão direcionados ao programa mais adequado ao estágio de desenvolvimento de seu negócio. O 2Gether-International Origem é um programa de quatro semanas voltado para empreendedores que estão na fase de ideação ou incubação. Já o 2Gether-International Acelera tem duração de dez semanas e é destinado a startups que já possuem um MVP (Produto Mínimo Viável) ou negócios em operação.

Os dois programas são 100% online, gratuitos, acessíveis e realizados em português. Eles foram desenvolvidos para Pessoas com Deficiência que desejam validar, fortalecer ou expandir uma ideia de negócio, bem como para empreendedores que desenvolvem produtos ou soluções com componente tecnológico voltados à comunidade com deficiência no Brasil e em toda a região.

Os participantes terão acesso a mentorias, workshops virtuais, orientação estratégica, uma comunidade de empreendedores e oportunidades para apresentar seus projetos. A iniciativa foi estruturada para apoiar os fundadores em diferentes momentos da jornada empreendedora — da validação inicial à aceleração —, conectando-os a um ecossistema regional voltado à inclusão, inovação e crescimento dos negócios.

Com a prorrogação, as inscrições seguem abertas até 14 de agosto, e os programas começam entre o fim de agosto e o início de setembro de 2026.

Os interessados podem se inscrever por meio do formulário oficial: https://airtable.com/appzciQZ7qT72cdAn/shrcLEYn7lucxXUSv.

A edição brasileira integra uma estratégia regional mais ampla. Por meio do Ecossistema Acessível, a 2GI e o IDB Lab têm como objetivo apoiar 600 fundadores em 26 países da América Latina e do Caribe ao longo de três anos. Em 2026, a iniciativa também contempla os Venture Labs e a Aceleradora de Startups em espanhol, além da turma do Spring 2026 Venture Labs em inglês, consolidando uma operação multilíngue e conectada entre diferentes mercados da região.

Serviço

Inscrições: até 14 de agosto de 2026
Programas: 2Gether-International Origem e 2Gether-International Acelera
Formato: 100% online, gratuito, acessível e em português
Início: entre o fim de agosto e o início de setembro de 2026

Mais informações:

https://2gether-international.org/programs-latam-the-caribbean

Sobre a 2Gether-International

A 2Gether-International (2GI) é uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos e a maior aceleradora de startups do mundo liderada por e para empreendedores com deficiência. Fundada por Diego Mariscal, a organização conecta empreendedores com deficiência a mentorias, redes de relacionamento e apoio estratégico para criar e expandir seus negócios. Sua missão parte de um princípio claro: a deficiência é uma vantagem competitiva para os negócios e para a inovação.

Sobre o IDB Lab

O IDB Lab é o braço de inovação e capital de risco do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Atua promovendo inclusão social, ação climática e aumento da produtividade na América Latina e no Caribe, apoiando empreendedores em estágio inicial, novas tecnologias, mercados inovadores e o fortalecimento de ecossistemas de inovação.

Sobre a Darwin Startups

A Darwin Startups é uma organização brasileira de aceleração de startups fundada em Florianópolis em 2015. Criada como uma comunidade voltada à evolução de empreendedores e organizações, atua promovendo conexões estratégicas entre corporações, investidores e startups. Reconhecida pelo Startup Awards, promovido pela ABStartups, como a Melhor Aceleradora do Brasil por quatro anos consecutivos (2018 a 2021), desenvolve programas de aceleração e iniciativas de inovação personalizadas em parceria com empresas, instituições e agentes do ecossistema em todo o país.

Fonte https://diariopcd.com.br/2gether-international-prorroga-inscricoes-para-programas-de-empreendedorismo-inclusivo-e-inovacao-no-brasil/

Postado Pôr Antonio Brito 

11/08/2026

Mundial de rúgbi em CR: Carioca que rejeitou esporte é única mulher na Seleção Brasileira

Hawanna Ribeiro ao lado dos atletas da Seleção Brasileira na Copa América de rúgbi em CR, de 2025. | Foto: Thelma Vidales/ABRC

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo, recebe, entre os dias 17 e 23 de agosto, o Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas, organizado pela World Wheelchair Rugby (WWR). Entre os 12 atletas convocados para defender o Brasil, uma estreia terá significado especial: a da carioca Hawanna Ribeiro, 28, única mulher da Seleção Brasileira na competição.

Hawanna disputa o Mundial pela primeira vez e representa um avanço na presença feminina em uma modalidade mista historicamente dominada por homens. A atleta acredita que sua convocação pode incentivar outras mulheres a enxergarem o rúgbi em cadeira de rodas como um caminho possível no alto rendimento.

“Desde que entrei na Seleção, vejo cada vez mais mulheres sonhando em chegar lá. Recebo muitas mensagens de atletas de diferentes lugares do Brasil e percebo essa mudança acontecendo. As mulheres estão vendo que também têm capacidade para ocupar esse espaço. Como é um esporte de alto rendimento, precisamos trabalhar muito, mas acredito que isso abre portas e faz com que outras meninas tenham alguém em quem se espelhar”, afirmou.

A trajetória até a estreia no principal campeonato da modalidade começou de forma inesperada. Em 2017, aos 19 anos, Hawanna sofreu uma queda de aproximadamente dez metros, do terceiro andar de um prédio. O acidente provocou diversos traumas, entre eles uma lesão cervical que a deixou tetraplégica.

Um ano depois, enquanto fazia tratamento de reabilitação, recebeu o primeiro convite para conhecer o rúgbi em cadeira de rodas. Ainda em processo de aceitação da deficiência, recusou.

“Eu ainda estava em um momento de rebeldia, sem entender direito a minha lesão. Até brinquei com o atleta que me convidou: ‘Se eu quisesse bater cadeira, iria ao parque de diversão, no carrinho de bate-bate’. Antes do acidente, eu jogava futebol e não conseguia me imaginar praticando um esporte com as mãos.”

A mudança veio apenas seis anos após a lesão. Em 2023, voltou a ser convidada por atletas da modalidade e decidiu experimentar um treino no Santer Rugby Club, do Rio de Janeiro. Bastou entrar na cadeira esportiva para descobrir um novo propósito.

“Quando me sentei na cadeira de rúgbi senti uma sensação de liberdade. A cadeira esportiva dá muito mais agilidade do que a cadeira de uso diário. Como sou atleta de menor pontuação funcional, meio ponto, tenho um comprometimento grande por causa da lesão, então essa sensação foi ainda mais marcante. Foi ali que me encontrei. Voltei a me sentir livre e nunca mais quis parar.”

Além da reabilitação tradicional, Hawanna também participou, em 2020, de um estudo clínico com polilaminina, proteína pesquisada para estimular a regeneração da medula espinhal. Embora o tratamento tenha sido desenvolvido originalmente para pacientes com lesões agudas, ela integrou uma pesquisa voltada a pessoas com lesão crônica.

A atleta afirma que recuperou sensibilidade e movimentos após participar do estudo, ganhos que ampliaram sua independência e contribuíram para que, anos depois, acreditasse ser possível praticar um esporte de alto rendimento.

“Graças ao tratamento, ganhei mais movimentos, mais musculatura e muita sensibilidade. Hoje, se uma mosca pousar no meu dedão do pé, eu consigo sentir. Sem dúvida, esse tratamento contribuiu para que eu chegasse ao rúgbi. Quando conheci o esporte pela primeira vez, eu não me via em condições de praticá-lo. Em 2023, depois de toda essa evolução, passei a acreditar que era possível.”

No Mundial, Hawanna integra a segunda formação da equipe brasileira. Como o regulamento concede meio ponto extra de classificação funcional quando há uma mulher em quadra, sua presença também amplia as possibilidades táticas da Seleção.

“Vejo meu papel como muito importante. Não apenas por essa questão da pontuação, mas porque também participo da saída de bola da equipe. É uma função na qual o treinador vem trabalhando bastante comigo e que considero essencial para que possamos avançar no campeonato.”

O Brasil chega ao Mundial ocupando a sétima colocação do ranking internacional e aposta no fator “jogar em casa” para buscar um resultado inédito. A estreia será na segunda-feira, 17, às 19h30 (horário de Brasília), contra os Países Baixos. Depois, enfrenta o Canadá, na terça-feira, 18, também às 19h30, e a Austrália, na quarta-feira, 19, no mesmo horário.

“Competir em casa é bom e ruim ao mesmo tempo. É bom porque temos o calor da torcida brasileira, que faz muita diferença. Ao mesmo tempo, a pressão aumenta, porque queremos entregar ainda mais. O Brasil vem crescendo no ranking mundial e não queremos terminar o Mundial em sétimo lugar. Nosso objetivo é disputar o pódio.”

Tabela de jogos do Brasil na fase de grupos (sempre no horário de Brasília):
17/08
19h30 – Brasil x Países Baixos

18/08
19h30 – Brasil x Canadá

19/08
19h30 – Brasil x Austrália

20/08
11h – Brasil x Nova Zelândia
19h30 – Brasil x Estados Unidos

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/mundial-de-rugbi-em-cr-carioca-que-rejeitou-esporte-e-unica-mulher-na-selecao-brasileira/

Postado Pôr Antonio Brito