10/08/2026

Cobertura especial das Eleições Inclusivas busca visibilidade a candidatos ligados à pauta da deficiência

Cobertura especial das Eleições Inclusivas busca visibilidade a candidatos ligados à pauta da deficiência

Projeto pretende informar eleitores de todo o Brasil sobre candidatos com deficiência, pais e mães atípicas e pessoas com atuação comprovada na defesa do segmento.

As Eleições Gerais de 2026 terão uma cobertura especial do Diário PcD, que pretende ampliar o espaço de informação destinado ao eleitorado interessado nas pautas das pessoas com deficiência.

Com o projeto “Eleições Inclusivas 2026”, o Diário PcD quer apresentar, em todo o território nacional, candidatos com deficiência, pais e mães atípicas e pessoas que tenham atuação comprovada e relação efetiva com a defesa dos direitos e das políticas públicas para o segmento.

A proposta é contribuir para que o eleitor tenha mais informações antes de escolher seus representantes para os cargos em disputa nas eleições deste ano.

Informação para fortalecer o voto consciente

A iniciativa oferecerá a informação como instrumento de cidadania.

O eleitor precisa conhecer quem são os candidatos, suas trajetórias, experiências e compromissos, especialmente quando se trata de representantes que podem ocupar espaços de decisão sobre políticas públicas de acessibilidade, saúde, educação, trabalho, transporte, mobilidade, assistência social e inclusão.

Os eleitores vão escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

O Diário PcD entende que a comunidade das pessoas com deficiência precisa saber quem são os candidatos que conhecem e vivem essa realidade ou possuem trajetória efetivamente vinculada à defesa desse segmento.

Quem poderá participar da cobertura?

A cobertura será destinada a candidatos que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações:

  • pessoas com deficiência que estejam concorrendo nas eleições;
  • pais e mães atípicas com candidatura oficializada;
  • candidatos que tenham histórico comprovado de atuação na defesa das pessoas com deficiência;
  • candidatos com participação reconhecida em movimentos, entidades, organizações ou iniciativas relacionadas à inclusão e à acessibilidade;
  • pessoas cuja trajetória profissional, social ou política demonstre relação efetiva com as pautas do segmento.

O objetivo não será estabelecer preferência eleitoral, mas oferecer informação jornalística ao eleitor.

Candidatos poderão enviar suas informações

Para organizar a cobertura nacional, o Diário PcD criou um e-mail específico para receber as informações dos próprios candidatos.

coberturadiariopcd@gmail.com

Cada candidato interessado em participar deverá encaminhar:

Nome completo
• Nome pelo qual será identificado como candidato
• Cargo disputado
• Partido / Estado em que disputa as eleições
• Federação ou coligação, quando aplicável
• Breve currículo
• Informações sobre sua relação com a pauta das pessoas com deficiência
• No caso de pais ou mães atípicas, breve descrição dessa relação

A equipe de jornalismo do Diário PcD fará a organização das informações recebidas e poderá buscar dados complementares para a produção do conteúdo.

O envio das informações não significa garantia automática de publicação. A inclusão na cobertura estará sujeita aos critérios editoriais e jornalísticos do Diário PcD e à legislação eleitoral vigente.

Cobertura começa na última semana de agosto

O Diário PcD iniciará a divulgação dos candidatos selecionados na última semana de agosto, após o encerramento das convenções partidárias e com as candidaturas já apresentadas à Justiça Eleitoral.

O calendário oficial do TSE estabelece que as convenções partidárias para escolha de candidatas e candidatos ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto de 2026, enquanto o prazo para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto. A propaganda eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto.

Por isso, a opção editorial do Diário PcD é iniciar a publicação na última semana de agosto, buscando trabalhar com informações eleitorais mais consolidadas.

Uma eleição com a participação da comunidade PcD

A iniciativa ganha ainda mais importância diante do tamanho do eleitorado com deficiência.

Segundo dados divulgados pelo TSE, 1.963.551 pessoas com deficiência estão aptas a votar nas Eleições 2026, número 42,5% maior do que o registrado nas eleições gerais de 2022. A Justiça Eleitoral também ampliou o número de seções eleitorais acessíveis.

https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Julho/cresce-quase-50-o-numero-de-eleitores-com-deficiencia-e-de-secoes-com-acessibilidade?utm_source=chatgpt.com

São milhões de eleitores que precisam ter acesso à informação e conhecer as opções disponíveis nas urnas.

O eleitor precisa saber quem defende a inclusão

A cobertura especial pretende colocar a pauta da deficiência no centro do debate eleitoral.

Mais do que divulgar nomes, o Diário PcD quer estimular uma reflexão:

  • Quem são os candidatos que conhecem as dificuldades enfrentadas diariamente pelas pessoas com deficiência?
  • Quem tem experiência na construção de políticas inclusivas?
  • Quem vive essa realidade?
  • Quem tem compromisso comprovado com acessibilidade, direitos e cidadania?

Essas são informações que podem ajudar o eleitor a fazer uma escolha mais consciente.

O Diário PcD reforça que não indicará voto, não fará campanha para candidatos e não substituirá a avaliação individual do eleitor. A missão será jornalística: informar, apresentar trajetórias e ampliar a visibilidade de candidaturas relacionadas à pauta da deficiência.

Um espaço para quem historicamente teve pouca visibilidade

Durante décadas, pessoas com deficiência estiveram sub-representadas nos espaços de poder e decisão.

A presença de candidatos com deficiência, pais e mães atípicas e pessoas com trajetória efetiva na defesa do segmento pode contribuir para ampliar o debate sobre políticas públicas e colocar experiências concretas no processo eleitoral.

Por isso, o Eleições Inclusivas 2026 nasce com uma proposta clara:

Informar para que o eleitor possa escolher.

O Diário PcD convida candidatos de todo o Brasil que se enquadrem nos critérios da cobertura a encaminharem suas informações para a equipe responsável pelo projeto.

A eleição é nacional. A pauta da inclusão também.

E o eleitor precisa conhecer quem estará nas urnas.


📢 ELEIÇÕES INCLUSIVAS 2026 – DIÁRIO PcD

Você é candidato com deficiência?
É pai ou mãe atípica e está concorrendo?
Tem atuação comprovada na defesa das pessoas com deficiência?

Envie suas informações para a nossa cobertura especial.

📧 E-mail da cobertura: coberturadiariopcd@gmail.com

Diário PcD — informação para um voto consciente e inclusivo.

Consulte o calendário oficial das Eleições 2026 no TSE

Fonte https://diariopcd.com.br/cobertura-especial-das-eleicoes-inclusivas-busca-visibilidade-a-candidatos-ligados-a-pauta-da-deficiencia/

Postado Pôr Antonio Brito 

Dia dos Pais: a dor silenciosa dos pais que acompanham o tratamento dos filhos à distância

Dia dos Pais: a dor silenciosa dos pais que acompanham o tratamento dos filhos à distância

Fundador da Casa Ronald McDonald Brasil, Francisco Neves fala sobre a paternidade atravessada pelo câncer infantojuvenil e lembra que milhares de pais vivem entre hospitais, trabalho e a esperança da cura

Enquanto muitas famílias se preparam para celebrar o Dia dos Pais reunidas, para milhares de brasileiros a data é marcada pela distância. Em diferentes regiões do país, pais de crianças e adolescentes em tratamento dividem a rotina entre o trabalho, os outros filhos que permaneceram em casa e a esperança de que o tratamento siga avançando. Em muitos casos, eles passam semanas ou meses longe da família para garantir o sustento da casa enquanto mães e filhos permanecem próximos aos hospitais.

Essa é uma realidade conhecida por Francisco Neves, fundador e superintendente institucional da Casa Ronald McDonald Brasil. Há mais de três décadas dedicado à causa da saúde infantojuvenil, ele acompanhou de perto a trajetória de milhares de famílias e conhece diferentes formas de exercer a paternidade em meio ao câncer infantil.

“Falamos muito, e com razão, sobre a força das mães, porque são elas que, na maioria das vezes, interrompem a própria vida para acompanhar os filhos durante o tratamento. Mas também existem pais vivendo uma dor silenciosa. Muitos precisam permanecer longe para manter a renda da família, cuidar dos outros filhos e sustentar toda a estrutura necessária para que o tratamento continue. A distância não diminui o amor nem o sofrimento”, afirma Francisco.

A relação de Chico Neves com a causa começou antes mesmo da criação da instituição. Na década de 1980, ele e a esposa, Sonia, enfrentaram o tratamento do filho caçula, Marquinhos, diagnosticado com leucemia. Após uma campanha nacional de arrecadação, a família conseguiu levá-lo aos Estados Unidos para realizar um transplante de medula óssea. Durante esse período, foram acolhidos por uma unidade da Ronald McDonald House, experiência que inspiraria anos depois a criação da primeira Casa Ronald McDonald no Brasil.

Marquinhos faleceu em 1990, aos oito anos. A perda levou Francisco e sua família a transformar a experiência vivida em uma causa permanente. Em 1999, nasceu oficialmente a Casa Ronald McDonald Brasil, organização que hoje atua em todo o país apoiando famílias durante diferentes etapas da jornada de tratamento.

Ao longo de 27 anos, a instituição já investiu mais de R$ 445 milhões em saúde infantojuvenil, apoiou mais de 2.100 projetos em 111 instituições brasileiras e impactou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes. Somente no último ano, mais de 1.200 famílias foram acolhidas nas unidades do Programa Casa Ronald McDonald, mais de 2.300 deslocamentos foram realizados para garantir o acesso aos hospitais e mais de 9 mil pessoas passaram pelos Espaços da Família instalados em hospitais parceiros.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano entre 2026 e 2028. Embora as chances de cura possam chegar a 80% quando há diagnóstico precoce e tratamento adequado, fatores como distância dos centros especializados, dificuldades financeiras e falta de estrutura ainda comprometem a continuidade do cuidado. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alerta que, em países de média e baixa renda, as taxas de abandono do tratamento podem chegar a 30%.

Para Francisco Neves, essa realidade também ajuda a explicar o papel dos pais durante o tratamento.

“Conheci pais de todos os tipos nesses anos. Pais que dormiram em cadeiras de hospital, pais que cruzavam estados toda semana para visitar os filhos, pais que precisaram voltar para casa para cuidar dos outros filhos sem conseguir esconder a culpa de não estarem presentes. Não existe uma única forma de ser pai quando uma criança enfrenta o câncer. Existe apenas uma certeza: todos carregam o mesmo medo e a mesma esperança.”

Além das unidades do Programa Casa Ronald McDonald, que oferecem hospedagem para famílias que precisam se deslocar em busca de tratamento, a organização atua por meio dos Programas Espaço da FamíliaDiagnóstico Precoce e Atenção Integral, formando uma rede de apoio que acompanha pacientes e familiares desde os primeiros sinais da doença até a continuidade do tratamento.

“Quando criamos a Casa Ronald McDonald Brasil, queríamos que nenhuma família precisasse enfrentar essa caminhada sozinha, como tantas enfrentavam naquela época. Hoje, cada família acolhida representa também o legado do Marquinhos. É uma forma de mostrar que, mesmo diante da maior dor que um pai pode viver, ainda é possível construir esperança para outras pessoas. Cada criança que volta pra casa com a cura, é a história do meu filho continuando sendo escrita.”

McDia Feliz já mobiliza o país

A principal iniciativa da Casa Ronald McDonald Brasil para financiar essa rede de apoio é o McDia Feliz, que acontece em 22 de agosto. Em sua 38ª edição, a campanha beneficiará 69 projetos de 49 instituições em todas as regiões do Brasil, fortalecendo iniciativas de acolhimento, diagnóstico precoce, infraestrutura hospitalar e apoio às famílias.

Os tíquetes antecipados já estão disponíveis por R$ 21 no site oficial da campanha, www.mcdiafeliz.org.br, e poderão ser trocados por um Big Mac no dia da ação, nos restaurantes participantes do McDonald’s em todo o país.

Sobre a Casa Ronald McDonald Brasil

A Casa Ronald McDonald Brasil, anteriormente conhecida como Instituto Ronald McDonald, é uma organização social sem fins lucrativos, mantida por doações de pessoas físicas e jurídicas, que atua para que famílias possam permanecer ao lado de crianças e adolescentes durante o tratamento de saúde. Desde 1999, a organização trabalha para remover barreiras que dificultam o acesso e a continuidade do tratamento, oferecendo apoio às famílias desde o diagnóstico precoce até diferentes frentes de acolhimento e cuidado. A atuação inclui iniciativas de treinamento de profissionais da saúde, hospedagem, alimentação, apoio psicossocial e espaços de acolhimento dentro de hospitais parceiros em diferentes regiões do Brasil.

Ao longo de sua trajetória, a Casa Ronald McDonald Brasil já beneficiou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e jovens em todo o país, treinou mais de 50 mil profissionais e estudantes da saúde em diagnóstico precoce e apoiou mais de 2 mil projetos de 111 instituições de norte a sul do Brasil.

Para saber mais, acesse AQUI.

Fonte https://diariopcd.com.br/dia-dos-pais-a-dor-silenciosa-dos-pais-que-acompanham-o-tratamento-dos-filhos-a-distancia/

Postado Pôr Antonio Brito 

Brasil encerra Internacional de badminton em Lima com 38 medalhas

Ana Carolina Reis competindo nos Jogos Parasulamericanos Valledupar 2026, na Colômbia. | Foto: Carol Coelho/CPB

A Seleção Brasileira de badminton encerrou sua participação no Internacional de Lima, no Peru, neste domingo, 9, com 38 medalhas, sendo sete de ouro, nove de prata e 22 de bronze. A competição começou na terça-feira, 4, e foi importante para a soma de pontos no ranking mundial em busca de vagas para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

A maranhense Ana Carolina Coutinho Reis foi um dos destaques do Brasil na competição ao conquistar três medalhas. A atleta levou o ouro nas disputas individuais da classe SL4 (deficiência nos membros inferiores que andam) e nas disputas em duplas femininas SL3/SU5, ao lado da paulista Edwarda Oliveira. A terceira medalha foi o bronze nas duplas mistas SL3/SU5, ao lado do paulista João Pedro Albuquerque.

O paranaense Vitor Tavares também conquistou a medalha de ouro na classe SH6 (baixa estatura). Na decisão, ele venceu Man Kai Chu, de Hong Kong, por 2 a 0, com parciais de 21/12 e 21/12. Na semifinal, o brasileiro derrotou o espanhol Ivan Segura também por 2 a 0 (21/6 e 21/6).

Como não há disputa pelo terceiro lugar no torneio, todos os atletas e duplas que não venceram nas semifinais garantem automaticamente a medalha de bronze.

A Seleção Brasileira chegou embalada à competição na capital peruana após a campanha histórica no Internacional do Brasil, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, entre os dias 27 de julho e 1º de agosto. Na ocasião, o Brasil conquistou 40 medalhas, sendo oito de ouro, 11 de prata e 21 de bronze.

Confira todas as medalhas do Brasil
Ouro
Individuais
Arthur Terencio Dias — WH1
Ana Carolina Coutinho Reis — SL4
Mikaela Almeida — SU5
Vitor Tavares — SH6

Duplas
Ana Gomes e Milani Gomes — WH1/WH2
Ana Carolina Coutinho Reis e Edwarda Oliveira — SL3/SU5
Rogério Oliveira e Edwarda Oliveira — duplas mistas SL3/SU5

Prata
Individuais
Ana Gomes — WH1
Kauana Beckenkamp — SL3
Edwarda Oliveira — SL4
Yuri Rodrigues — SL4
Bruna Vasconcellos — SU5

Duplas
Marcelo Conceição e Julio César Godoy — WH1/WH2
Mikaela Almeida e Kauana Beckenkamp — SL3/SU5
Kauana Beckenkamp e Yuri Rodrigues — duplas mistas SL3/SU5
Felipe Costa e Yuri Rodrigues — SU5

Bronze
Individuais
Marcelo Conceição — WH1
Maiara Almeida Oliveira — WH1
Julio César Godoy — WH2
Maria Gilda Domingues — WH2
Abinaceia Silva — SL3
Melissa Lopes — SL4
Felipe Costa — SL4
Maria Brenda Dias — SU5
Maria Eduarda Castro — SH6

Duplas
José Ambrósio Chaves e Sérgio Barreto Santana — WH1/WH2
Victor Amorim e Arthur Terencio Dias — WH1/WH2
Maria Gilda Domingues e Auricelia Evangelista — WH1/WH2
Letícia Barboza Sanches e Natalia Grzyb (POL) — WH1/WH2
Maria Fernanda Alves e Victor Aragon (COL) — duplas mistas WH1/WH2
Ana Gomes e Jaime Aranguiz (CHI) — duplas mistas WH1/WH2
José Kauer Ramos e Kaique Rocha Vilhagra — SL3/SU5
Melissa Lopes e Jenny Ventocilla (PER) — SL3/SU5
João Pedro Albuquerque e Ana Carolina Coutinho Reis — duplas mistas SL2/SU5
Eduardo Oliveira e Teddy Ferrazza (FRA) — SU5
Renata Reis e Kauyne Luz — SH6
Maria Eduarda Castro e Julia Huang — SH6
Nilson Silva e Manoel Lima — WH1/WH2

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-encerra-internacional-de-badminton-em-lima-com-38-medalhas/

Postado Pôr Antonio Brito 

Pais com deficiência: números revelam uma realidade ainda pouco conhecida e cercada de barreiras

Pais com deficiência: números revelam uma realidade ainda pouco conhecida e cercada de barreiras - EDITORIAL Diário PcD

EDITORIAL – Milhões de pessoas com deficiência exercem a parentalidade, mas falta de acessibilidade, pobreza, preconceito e ausência de apoio tornam a tarefa ainda mais difícil

Quando se fala em parentalidade e deficiência, a discussão frequentemente se concentra nos pais de crianças com deficiência. Existe, porém, outra realidade que ainda recebe pouca atenção: a das pessoas com deficiência que são mães e pais.

São pessoas que criam filhos, trabalham, cuidam da casa, acompanham tarefas escolares, levam crianças ao médico, participam de reuniões e enfrentam os mesmos desafios da parentalidade — mas, muitas vezes, precisam fazer tudo isso em uma sociedade que ainda não foi construída pensando nelas.

E os números disponíveis começam a revelar a dimensão dessa realidade. Mais de 4 milhões de pais com deficiência somente nos Estados Unidos

Um dos levantamentos mais recentes e detalhados foi realizado nos Estados Unidos a partir de dados da American Community Survey, que reúne informações de milhões de domicílios.

https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/10442073251368349?utm_source=chatgpt.com

Estudo publicado em 2025 e incorporado à edição de 2026 do Journal of Disability Policy Studies estima que, entre aproximadamente 65,9 milhões de pais norte-americanos, 4,4 milhões possuem alguma deficiência.

Isso significa que aproximadamente 1 em cada 15 pais nos Estados Unidos é uma pessoa com deficiência.

O dado é particularmente importante porque demonstra que a parentalidade de pessoas com deficiência está longe de ser uma situação excepcional.

É uma realidade social que precisa ser reconhecida pelas políticas públicas. E existe um problema ainda maior: a pobreza. O mesmo estudo encontrou uma diferença significativa na situação econômica dessas famílias.

Entre os pais com deficiência pesquisados, 27,3% estavam abaixo da linha de pobreza, contra: 17,74% entre não pais com deficiência; 11,38% entre pais sem deficiência e 9,30% entre pessoas sem deficiência que não eram pais.

Os pesquisadores identificaram ainda que, mesmo depois de considerados outros fatores sociodemográficos, pais com deficiência apresentavam risco de pobreza 1,93 vez maior do que o grupo de referência analisado.

Para uma família com crianças, essa diferença pode significar dificuldades adicionais para moradia, alimentação, transporte, educação, saúde e acesso a serviços.

Um universo que ainda é pouco estudado

A falta de dados não significa que sejam poucos. Ao contrário.

Uma revisão da literatura publicada pelo National Center for Biotechnology Information já estimava 8,4 milhões de adultos com deficiência vivendo com filhos menores de 18 anos nos Estados Unidos, com números que variavam conforme a definição utilizada para identificar a deficiência.

Mais recentemente, pesquisadores continuam alertando para a falta de informações específicas sobre essa população.

Uma publicação da Palgrave Encyclopedia of Disability, de 2026, classifica a parentalidade de pessoas com deficiência como uma área ainda pouco explorada pela pesquisa, apesar de suas implicações para os direitos das pessoas com deficiência, a inclusão social e a dinâmica familiar.

É uma lacuna que precisa ser enfrentada. A dificuldade não é apenas a deficiência

Um dos principais erros na discussão é imaginar que o problema está necessariamente na capacidade da pessoa com deficiência de exercer a maternidade ou a paternidade. Muitas vezes, o problema está no ambiente.

Uma pessoa cadeirante pode ser perfeitamente capaz de cuidar de uma criança, mas pode encontrar dificuldades porque o berço, o trocador, o carrinho, o transporte público ou o espaço da escola não foram pensados para sua utilização.

Uma mãe surda pode exercer plenamente a maternidade, mas enfrentar obstáculos quando médicos, professores ou serviços públicos não oferecem comunicação acessível.

Um pai cego pode cuidar de seu filho, mas pode encontrar barreiras em documentos, aplicativos, escolas e serviços que não são acessíveis.

Uma pessoa com deficiência intelectual pode exercer a parentalidade, mas ainda enfrenta preconceitos e julgamentos sobre sua capacidade de cuidar.

A barreira, portanto, muitas vezes não está na pessoa. Está na falta de acessibilidade e de apoio. A falta de apoio para cuidar dos filhos também pesa

Um levantamento do Government Accountability Office (GAO), órgão de fiscalização do Congresso dos Estados Unidos, encontrou 3 milhões de pais de crianças de até cinco anos com alguma deficiência e cerca de 2,2 milhões de crianças nessa faixa etária com deficiência.

O relatório também identificou dificuldades enfrentadas tanto por famílias de crianças com deficiência quanto por pais que possuem deficiência para encontrar e utilizar serviços de cuidado infantil.

Entre os problemas relatados estão dificuldades de comunicação com prestadores de serviços, exclusão e comentários depreciativos de funcionários ou de outros pais. Em alguns casos, a dificuldade para encontrar um serviço adequado levou famílias a reduzir a jornada de trabalho, deixar empregos ou mudar de residência.

Isso demonstra que acessibilidade na parentalidade também é uma questão econômica. As principais barreiras enfrentadas pelos pais com deficiência. A literatura e os levantamentos disponíveis permitem identificar alguns dos principais obstáculos:

♿ Acessibilidade física

Calçadas, transporte, escolas, parques, hospitais, creches e espaços de lazer podem não permitir que o pai ou a mãe com deficiência participe em igualdade de condições.

📱 Acessibilidade da comunicação

Informações escolares, médicas, administrativas e relacionadas aos filhos nem sempre estão disponíveis em formatos acessíveis.

💰 Vulnerabilidade econômica

Os dados norte-americanos mostram uma associação importante entre deficiência, parentalidade e maior risco de pobreza.

👨‍👩‍👧 Falta de serviços de apoio

Creches, cuidadores, assistência pessoal e outros serviços podem ser insuficientes ou inacessíveis.

🧠 Preconceito e capacitismo

Talvez seja uma das barreiras mais difíceis de combater.

Ainda existem pessoas que questionam a capacidade de alguém com deficiência ser pai ou mãe simplesmente por causa da deficiência.

Esse preconceito pode alcançar inclusive instituições responsáveis pela proteção das crianças.

Casos documentados nos Estados Unidos mostram como sistemas de proteção infantil podem interpretar equivocadamente características relacionadas à deficiência como sinais de incapacidade parental.

⚖️ Risco de questionamento da capacidade parental

A literatura internacional chama atenção para a necessidade de que avaliações de capacidade parental sejam realizadas individualmente, considerando recursos, adaptações e apoios disponíveis — e não simplesmente a existência de uma deficiência.

A sociedade precisa mudar a pergunta Durante muito tempo, a pergunta foi:

“Uma pessoa com deficiência consegue ser pai ou mãe?” Essa talvez seja a pergunta errada.

A pergunta deveria ser: “O que a sociedade precisa oferecer para que uma pessoa com deficiência possa exercer sua parentalidade em igualdade de condições?”

Essa mudança de perspectiva é fundamental. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência reconhece o direito das pessoas com deficiência de constituir família e exercer responsabilidades relacionadas à parentalidade em igualdade de condições. Portanto, a discussão não deveria ser sobre permitir ou não que uma pessoa com deficiência seja pai ou mãe.

Deveria ser sobre garantir os apoios necessários para que ela possa exercer essa função com autonomia, segurança e dignidade.

O desafio também está no Brasil

No Brasil, ainda existe uma importante lacuna de estatísticas nacionais específicas sobre pais e mães com deficiência. Os levantamentos sobre deficiência e os estudos sobre parentalidade existem, mas não formam ainda um retrato nacional suficientemente detalhado dessa população.

Essa ausência de dados dificulta a formulação de políticas públicas. Sem saber quantos são, onde estão, quais deficiências possuem, qual sua situação econômica, quantos filhos têm e quais barreiras enfrentam, o Estado fica limitado para desenvolver políticas específicas.

É preciso conhecer essa população. É preciso ouvi-la. E, principalmente, é preciso incluí-la na formulação das políticas públicas. Pais com deficiência não precisam de pena. Precisam de direitos. A parentalidade de uma pessoa com deficiência não deve ser vista como algo extraordinário, nem como uma história de superação permanente.

Pais com deficiência simplesmente são pais. Precisam de acessibilidade, equipamentos adequados, transporte, serviços de apoio, oportunidades de trabalho, renda, educação inclusiva para seus filhos e respeito.

O desafio não é criar uma sociedade que permita que algumas pessoas com deficiência sejam pais.

É construir uma sociedade na qual nenhuma pessoa seja considerada incapaz de exercer a maternidade ou a paternidade simplesmente porque possui uma deficiência. E talvez esse seja um dos maiores desafios da inclusão no século XXI.

Porque acessibilidade também começa dentro de casa — e o direito de ser pai ou mãe não pode ser limitado pelas barreiras que a sociedade insiste em criar.

Fonte https://diariopcd.com.br/pais-com-deficiencia-numeros-revelam-uma-realidade-ainda-pouco-conhecida-e-cercada-de-barreiras/

Postado Pôr Antonio Brito 

08/08/2026

4º Fórum Coexistir debate Diversidade e Inclusão — transformando pessoas, organizações e a sociedade

4º Fórum Coexistir debate Diversidade e Inclusão — transformando pessoas, organizações e a sociedade

Evento acontece em setembro na capital paulista. Inscrições já podem ser feitas e vagas limitadas

O Programa Coexistir busca fomentar a diversidade em todas as suas formas, desde as pessoas com deficiência até questões de raça, gênero e a diversidade como um todo. O principal foco é promover a inclusão e garantir a empregabilidade desses grupos no mercado formal de trabalho.

De acordo com Coordenadora Fátima e Silva, “acreditamos que a diversidade é essencial para uma sociedade justa e igualitária. Buscamos quebrar barreiras e preconceitos, criando oportunidades para que todas as pessoas tenham acesso ao mercado de trabalho, independentemente de suas características individuais”.

O 4º Fórum Coexistir será uma manhã de reflexão, diálogo e troca de experiências sobre os desafios e as possibilidades da diversidade, da inclusão e da empregabilidade no Brasil.

Entre os destaques da programação, duas grandes palestras:

🎤 Jessé Souza, sociólogo, escritor e pesquisador, traz sua experiência e seu olhar sobre desigualdade, classes sociais e a sociedade brasileira.

🎤 Filipe Roloff, especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão, aborda os desafios da construção de culturas organizacionais mais diversas, inclusivas e preparadas para o futuro.

Ao final, os palestrantes se encontram em uma mediação aberta a perguntas e interação com o público, ampliando o debate sobre diversidade, inclusão e empregabilidade no Brasil.

📅 23 de setembro
⏰ 8h30 às 12h30
📍 Auditório Siemaco — Santa Cecília, São Paulo
🎟️ Evento gratuito | Vagas limitadas

Participe e faça parte dessa transformação.

Inscreva-se: https://forum.coexistir.com.br

As vagas são limitadas. Ao se inscrever, contamos com seu compromisso de participação.

Conheça o Programa Coexistir – https://www.coexistir.com.br/

Fonte https://diariopcd.com.br/4o-forum-coexistir-debate-diversidade-e-inclusao-transformando-pessoas-organizacoes-e-a-sociedade/

Postado Pôr Antonio Brito 

ADFEGO vence Gadecamp e conquista título inédito no Brasileiro de basquete em cadeira de rodas

Atletas do ADFEGO celebram título do Campeonato Brasileiro de basquete em cadeira de rodas | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A ADFEGO (GO) conquistou nesta sexta-feira, 7, o Campeonato Brasileiro de basquete em cadeira de rodas, com vitória por 69 a 61 sobre o Gadecamp (SP). A competição foi disputada no Centro de Treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo, e a partida final foi transmitida pelo SporTV 3.

Este foi o primeiro título brasileiro da ADFEGO, que havia ficado com o vice-campeonato em 2025 – o CAD/Vetnil Rio Preto foi o campeão na ocasião. Já o Gadecamp caiu nas semifinais da última edição da competição, ficando com o quarto lugar.

A equipe goiana mostrou força defensiva para abrir vantagem de oito pontos logo no início da partida, sustentando a diferença no placar até o fim do primeiro quarto. No segundo quarto, o Gadecamp voltou melhor e ensaiou uma reação, chegando a cortar a diferença para dois pontos. No entanto, a ADFEGO segurou a pressão e foi para o intervalo vencendo por 39 a 36.

Após o intervalo, o time paulista equilibrou a partida e encostou no placar, diminuindo para dois pontos a diferença ao fim do terceiro período. No quarto final, porém, a equipe goiana voltou a se impor na partida, abrindo boa vantagem na reta final e administrando a vitória nos últimos minutos.

O ala-armador mineiro Marcos Cândido, do ADFEGO, foi eleito o melhor jogador da partida. Ele marcou 17 pontos durante toda a partida. Os cestinhas do jogo foram o ala-armador argentino Stech, da equipe goiana, e o ala-armador brasiliense Amauri, do Gadecamp, ambos com 19 pontos.

“Representar este time é pesado demais. Hoje, soltar esse grito de campeão, depois de ser vice-campeão no ano passado é emoção demais. Ser eleito do MVP da partida só foi possível pelos meus companheiros de equipe. A maior parte disso é eles que fazem, porque eu amo fazer o que faço, jogar basquete. Mas sem eles não seria possível”, analisou Marcos, após o jogo.

O técnico Harlen Correa Queiroz, da ADFEGO exaltou a dedicação do time ao longo das últimas temporadas. “Essa conquista coroou o trabalho que foi feito durante muito tempo. A gente vem batendo na trave, mas bate na trave porque a competição difícil de ganhar. Já tínhamos nível, e a gente sabia que ia ser uma final difícil, mas essa conquista se deu porque nós tivemos o apoio da nossa presidenta Clara [Carvalho]. E também trabalhamos intensamente durante os treinos. Esses atletas merecem”.

Disputa pelo terceiro lugar
Mais cedo, o ADD Magic Hands (SP) venceu o CAD/Vetnil Rio Preto (SP) por 73 a 57, garantindo o terceiro lugar na competição. Maximiliano Ruggeri, do time da capital paulista foi eleito o melhor em quadra.

Paramigos imparáveis
A decisão também contou com a participação presencial do personagem Geeky, da série de animação Paramigos Imparáveis. Na série criada pelo CPB, os personagens Geeky, Turi, Nina, Narciso, Guará e Zoom são porta-vozes da inclusão e reforçam valores como empatia, diversidade, trabalho em equipe e convivência.

Patrocínios
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/adfego-vence-gadecamp-e-conquista-titulo-inedito-no-brasileiro-de-basquete-em-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antonio Brito 

FALTA DE PROFESSORES É O MAIOR OBSTÁCULO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE LIBRAS NAS ESCOLAS

Um estudo publicado pela revista Qualis A Open Minds aponta que a falta de professores qualificados é o principal desafio para a implementação efetiva da Libras nas escolas brasileiras. A pesquisa destaca ainda a escassez de materiais didáticos acessíveis, a necessidade de formação continuada e o combate ao preconceito linguístico, defendendo o fortalecimento da educação bilíngue para estudantes surdos.

FALTA DE PROFESSORES É O MAIOR OBSTÁCULO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE LIBRAS NAS ESCOLAS

Reconhecida oficialmente há mais de duas décadas, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) segue enfrentando obstáculos práticos para se firmar de fato nas salas de aula da educação básica. Um estudo publicado pela revista Qualis A Open Minds (propriedade do CPAH, sob gestão técnica da Editora Atena) mapeou os avanços legais e os principais entraves à implementação da Libras nas escolas brasileiras.

A Libras foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão pela Lei nº 10.436, de 2002, regulamentada pelo Decreto nº 5.626, de 2005. Mais recentemente, a Lei nº 14.191, de 2021, estabeleceu a educação bilíngue de surdos como modalidade de ensino dentro da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Apesar disso, segundo os autores, a inclusão de estudantes surdos ainda costuma ocorrer de forma superficial, mais como integração física no espaço escolar do que como participação efetiva no processo de aprendizagem.

Entre as barreiras identificadas pelo estudo estão:

escassez de professores com domínio de Libras e competência pedagógica para ensinar conteúdos complexos por meio de uma língua visual espacial; falta de programas consistentes de formação continuada voltados à educação bilíngue; escassez de materiais didáticos em Libras, já que a maior parte dos recursos pedagógicos é produzida apenas em português; preconceito linguístico, muitas vezes associado ao chamado audismo, que trata a língua de sinais como inferior à modalidade oral.

O modelo de educação bilíngue para surdos defendido pelos pesquisadores propõe que o estudante surdo tenha acesso à Libras como primeira língua, por ser natural e visual espacial, e à língua portuguesa, na modalidade escrita, como segunda língua. Essa abordagem rompe com a visão da surdez como deficiência a ser corrigida e reconhece o estudante surdo como parte de uma comunidade linguística e cultural própria.

A pesquisa recomenda o fortalecimento de políticas públicas de formação inicial e continuada de professores, a expansão de materiais didáticos acessíveis e ações de conscientização dentro da comunidade escolar. A Libras deve deixar de ser tratada como um componente curricular isolado e passar a fazer parte da prática diária da escola, como língua de instrução e identidade cultural da comunidade surda.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=28b2d5a6-fd37-4ceb-a8c4-2df733ebd516

Postado Pôr Antonio Brito 

07/08/2026

Movimento PcD e Raros e mais de 50 entidades brasileiras pedem retratação do Estadão

Movimento PcD e Raros e mais de 50 entidades brasileiras pedem retratação do Estadão

Entidades de todo o Brasil acabam de divulgar Nota de Repúdio e pedem retratação do Estadão sobre editorial que chama decisão histórica do STF de ‘populismo do judiciário’

O Diário PcD teve acesso no início da noite desta quinta-feira, 6, da Nota de Repúdio divulgada pelo Movimento PcD e Raros que reúne entidades de todo o Brasil.

O documento já recebeu a adesão de mais de 50 representações que não aceitam o conteúdo do editorial do jornal Estadão, publicado após decisão do STF – Supremo Tribunal Federal em sessão na segunda-feira, 3, que acatou a inconstitucionalidade de decisões que criam exclusão de pessoas com deficiência na Reforma Tributária.

As ADIs 7779 (Instituto Oceano Azul) e ADI 7790 (ANAPcD) foram acatadas em votação unânime e determinam que a Constituição Federal deve ser obedecida e pessoas com deficiência não devem ser excluídas de possíveis benefícios pelo grau de deficiência.

Confira informações:

Por decisão unânime, STF afasta discriminação na compra de veículos por pessoas autistas e com deficiência intelectual – https://diariopcd.com.br/por-decisao-unanime-stf-afasta-discriminacao-na-compra-de-veiculos-por-pessoas-autistas-e-com-deficiencia-intelectual/

Confira a íntegra da Nota de Repúdio do Movimento PcD e Raros

NOTA DE REPÚDIO

Ao Editorial Preconceituoso do Jornal Estadão

Apesar de toda a nossa luta pela inclusão, ainda sofremos preconceito. Mas, normalmente ele se manifesta por parte de pessoas ignorantes, por desconhecimento da nossa causa, por não entender as barreiras que enfrentamos, ou pela incompreensão dos próprios conceitos atuais de deficiência e do termo inclusão na sua plenitude.

Nossa luta sempre foi por dignidade, pautada nos princípios de justiça, alicerçada como questão de direitos humanos. E os avanços que tivemos são o resultado de um amplo diálogo com o restante da sociedade, que se solidariza e apoia esse movimento de inclusão. E como consequência, nossa própria legislação reflete esse consenso social, conquistado como reconhecimento da nossa condição e da necessidade de se promover a equidade.

O que nos surpreende, é que nos dias atuais, após todo o caminho que já trilhamos, parte da imprensa não tenha a compreensão da dimensão de nossa luta por direitos. Sendo que toda a sociedade participou desse debate e construiu conosco os avanços que tivemos. É absurdo que venhamos a sofrer esse tipo de preconceito por parte de um grande veículo da imprensa. Nos remetendo há momentos sombrios passados na história da humanidade. Nas entrelinhas, só faltou defender a “câmara de gás”, para reduzir gastos do Governo. Pois, na hora do sacrifício, nós somos os escolhidos.

A narrativa inclusive é maldosa, tentando confundir o leitor e convencer que existe ali alguma empatia ou reconhecimento com a nossa causa, mas na verdade em vereda para o campo da distribuição de renda, um assunto que nada tem a ver com o do julgamento em questão e ainda revela outro preconceito, o de que tentando parecer benevolente nos coloca em um tempo em que lutávamos pela caridade alheia e não pelo reconhecimento de direitos.

O que o STF decidiu, por UNANIMIDADE inclusive, foi muito claro: A Emenda Constitucional nº 132/2023 trata dos direitos de todas as pessoas com deficiência, sem distinção. E não pode um burocrata, por interesses econômicos do governo, fazer interpretações distorcidas e divergentes de seu texto, para burlar esse direito. Criando normas que reduzam ou contrariem o que a Constituição estabeleceu. Relativizando o conceito de deficiência, ou criando barreiras para impedir o alcance desses direitos.

Ao buscar no Poder Judiciário o cumprimento à nossa legislação, desrespeitada pelo Poder Executivo, as Entidades ANAPcD e Oceano Azul buscaram resgatar um direito de milhões de pessoas que têm suas vulnerabilidades já reconhecidas pela sociedade. Não se trata de “privilégio” ou “populismo judiciário” como afirma a matéria preconceituosa do Editorial do Estadão na data de ontem, intitulada “A Conta de Padaria do STF”. Mas de impedir um retrocesso no campo dos direitos humanos. E todo o movimento PcD se sentiu representado por essas duas entidades, as quais manifestamos nossa gratidão pela iniciativa e solidariedade em virtude dos ataques por parte da imprensa.

Aguardamos uma retratação do Estadão.

Assinam a Nota de Repúdio –

Retina Brasília; Associação Nacional Inclusiva; Bengala Verde Brasil; ABRA Associação Brasileira de Autismo; MM Associação Mães Metabólicas; ANAPcD Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência Diário PCD; Canal Agir com Caco Siqueira; ASPOLPCD Associação Representativa de Classe dos Servidores com Deficiência da Polícia Civil do Amazonas; Instituto Social Maria Esperança; ASPEDAM Associação Representativa dos Servidores Públicos com Deficiência do Estado do Amazonas; OPIMAM Organização Representativa dos Povos Indígenas da Amazônia; AOSDF Associação dos Ostomizados do Distrito Federal. MOBR Associação Nacional Movimento Ostomizados do Brasil; IPPCDV Instituto de Promoção das Pessoas com Deficiência Visual; ABDV Associação Brasiliense de Deficientes Visuais; ABSW Associação Brasileira da Síndrome de Williams; AOSBL Associação dos Ostomizados da Baixada Litorânea; AEPORJ Associação Estadual da Pessoa com Ostomia do Rio de Janeiro ; AOAP Associação dos Ostomizados do Amapá;; IBRAPPER Instituto Brasileiro de Apoio e Pesquisa a Pacientes Oncológicos e Ostomizados; AOSPE Associação dos Ostomizados de Pernambuco; AOSEPI Associação dos Ostomizados do Estado do Piauí; ASSOA Associação Sergipana de Ostomizados e Amigos; AROS Associação Rondoniense de Ostomizados; NROOP Núcleo Regional dos Ostomizados do Oeste do Paraná; AOEBA Associação dos Ostomizados do Estado da Bahia; ACO Associação Catarinense da Pessoa Ostomizada; AOTMAP Associação dos Ostomizados do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba; AOOR Associação dos Ostomizados de Osasco e Região; ASSOFAM Associação dos Ostomizados Família e Amigos; Coletivo das Pessoas com Ostomia de Mato Grosso; Coletivo das Pessoas com Ostomia do Rio Grande do Norte; Coletivo das Pessoas com Ostomia de São Paulo ; Coletivo das Pessoas com Ostomia do Amazonas; Coletivo das Pessoas com Ostomia de São José dos Campos SP; AOMA Associação dos Ostomizados do Maranhão; Associação dos Ostomizados do Tocantins; AMORJ Associação Municipal dos Ostomizados do Rio de Janeiro; ABH Associação Brasil Huntington; Associação Retina Bahia; Instituto Viver EducadaMente; ANEI Brasil Associação Nacional de Educadores Inclusivos; IDB Instituto Diabetes Brasil; Mais Inclusão no Mundo; AIAB Academia Inclusiva de Autores Brasilienses; ANNABRA Associação de Nanismo do Brasil; Retina Rio grande do sul; Os Eficientes de Brasília; Retina Espírito Santo; ABRAPHEM Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia; APAED Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e Deficientes de Taguatinga e Ceilândia; Biblioteca Braille Dorina Nowill de Taguatinga.

Fonte https://diariopcd.com.br/movimento-pcd-e-raros-e-mais-de-50-entidades-brasileiras-pedem-retratacao-do-estadao/

Postado Pôr Antônio Brito

LA 2028: confira as arenas de cada modalidade dos Jogos Paralímpicos

Fachada do Coliseu Memorial de Los Angeles, local onde será a cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de LA 2028. | Foto: Divulgação/IPC

Os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028 já têm seus cenários definidos. Faltando aproximadamente dois anos para a abertura oficial da competição – marcada para 15 de agosto de 2028 –, o Comitê Organizador confirmou os locais que recebem as disputas de cada uma das 23 modalidades do programa paralímpico, distribuídas por diferentes regiões da cidade.

As competições serão realizadas em arenas e espaços conhecidos de Los Angeles, como o Teatro Peacock, que já sediou edições do Emmy Awards, e a Praia de Venice, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade. Estruturas temporárias e instalações já existentes serão utilizadas.

Centro de Convenções de Los Angeles recebe o maior número de modalidades: bocha, judô, tênis de mesa, taekwondo e paraesgrima. Já o Galen Center será a sede do badminton e do rúgbi em cadeira de rodas.

O atletismo será disputado no tradicional Coliseu Memorial de Los Angeles, que já recebeu os Jogos Olímpicos de 1932 e 1984 e também será palco da cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos. A cerimônia de abertura, por sua vez, acontecerá no Estádio 2028.

Pela primeira vez na história dos Jogos Paralímpicos, duas modalidades terão disputas antes mesmo da cerimônia de abertura. O rúgbi em cadeira de rodas abrirá o programa esportivo no domingo, 13 de agosto, seguido pela bocha, cujas competições terão início na segunda-feira, 14.

Confira o local de cada modalidade:
Centro de Convenções de Los Angeles (Pavilhões 1 a 3)
Bocha
Judô
Tênis de mesa
Taekwondo
Paraesgrima

Arena DTLA
Basquete em cadeira de rodas

Teatro Peacock
Goalball
Halterofilismo

Zoológico de Los Angeles
Ciclismo de estrada

Coliseu Memorial de Los Angeles
Atletismo (provas de pista e campo)
Cerimônia de encerramento

Galen Center
Badminton
Rúgbi em cadeira de rodas

Estádio 2028
Cerimônia de abertura

Carson Zone
Tiro com arco
Ciclismo de pista
Tênis em cadeira de rodas
Estádio Marine
Canoagem
Remo

Arena de Long Beach
Vôlei sentado

Estande de Tiro de Long Beach
Tiro esportivo

Centro Aquático de Long Beach
Natação

Estádio da Praia de Alamitos
Futebol de cegos

Teatro de Escalada de Long Beach
Escalada

Calçadão de Venice Beach
Maratona (atletismo)

Praia de Venice
Triatlo

Parque Santa Anita
Hipismo

*Com informações do Comitê Paralímpico Internacional (IPC).

Patrocínio
A CAIXA, as Loterias CAIXA, a Braskem e a ASICS são as patrocinadoras oficiais do atletismo
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas, bocha, canoagem, paraesgrima, futebol de cegos, goalball, judô, halterofilismo, natação, taekwondo, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, rúgbi em cadeira de rodas e vôlei sentado.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/la-2028-confira-as-arenas-de-cada-modalidade-dos-jogos-paralimpicos/

Postado Pôr Antônio Brito 

EMPRESA RECRIA COPO FORA DE LINHA PARA AJUDAR MENINO COM AUTISMO

Após o apelo do pai de um menino com autismo severo, a fabricante Tommee Tippee localizou o molde de um copo que havia saído de linha e produziu 500 novas unidades. A iniciativa garantiu que a criança continuasse utilizando o recipiente com o qual se sentia confortável e foi reconhecida como um exemplo de empatia e inclusão.

EMPRESA RECRIA COPO FORA DE LINHA PARA AJUDAR MENINO COM AUTISMO

Este foi, no mínimo, um ato de empatia que conquistou milhares de pessoas ao redor do mundo. Ben é um menino americano com autismo severo, que só conseguia beber água, suco ou qualquer alimento líquido, em um copo azul específico da marca Tommee Tippee, que já havia saído de linha.

Com o tempo, os copos deste modelo que a família tinha começaram a se desgastar, deixando o pai sem saber como resolver a situação. Na tentativa de encontrar mais unidades do mesmo modelo, o pai fez um apelo nas redes sociais. A história rapidamente viralizou e acabou chegando até a fabricante dos copos.

Sensibilizada com o caso, a empresa vasculhou seus arquivos, encontrou o molde original do copo e produziu 500 unidades idênticas ao modelo antigo e que o garoto autista usava, permitindo que Ben continuasse usando o único recipiente com o qual se sentia confortável para se alimentar.

A iniciativa foi amplamente elogiada e se transformou em um exemplo de inclusão e sensibilidade, mostrando como um gesto aparentemente simples pode fazer uma enorme diferença na vida de uma família.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=a19dffa4-0c1f-4688-aa2b-0da7b99af51f

Postado Pôr Antônio Brito