15/04/2026

Rio de Janeiro fortalece rede de inclusão para pessoas com deficiência

Rio de Janeiro fortalece rede de inclusão para pessoas com deficiência

Reunião do Comitê de Gestores avança nas parcerias intersetoriais para garantir direitos para PcDs

A Subsecretaria de Políticas Inclusivas realizou a reunião do Comitê de Gestores, órgão formalmente instituído pelo Decreto nº 50.194, de 06 de março de 2026. O encontro, presidido pela subsecretária Bianca Pacheco, reuniu representantes de diversas pastas e órgãos de controle para alinhar as metas de acessibilidade e direitos da pessoa com deficiência (PCD) para o ano de 2026.

Durante a plenária, a subsecretária destacou o protagonismo das pessoas com deficiência na construção das políticas públicas do estado, ressaltando a composição da própria equipe.

“É muito gratificante e com muito orgulho que eu posso dizer hoje que sou minoria aqui. Não tenho deficiência e tenho a honra de ter ao meu redor pessoas com deficiência em posições estratégicas neste comitê e na subsecretaria, implementando políticas públicas que de fato fazem a diferença”, afirmou Bianca Pacheco.

Conexão: diagnóstico e direitos

A coordenadora do Vale Social, Renata Ignarra, apresentou um balanço das conexões firmadas no último ano e propôs uma nova dinâmica de atendimento baseada em mutirões. A nova sede do Vale Social, inaugurada em 18 de março, foi projetada para ser totalmente acessível, contando inclusive com intérpretes de Libras para o atendimento ao público.

​Uma das principais metas da parceria é estabelecer um fluxo direto com o Centro de Diagnóstico do Autismo, da Secretaria de Saúde. A proposta é que, ao receber o diagnóstico, o cidadão já seja orientado e receba a documentação necessária para ingressar no Vale Social imediatamente.

​”Minha ideia é uma parceria sem custos, baseada na sensibilização. Queremos que a pessoa que sai do centro de diagnóstico já saia com tudo pronto para o Vale Social, garantindo seu direito à gratuidade de forma ágil”, explicou Renata Ignarra.

Liderança e experiência técnica

À frente das diretrizes operacionais do comitê, o Dr. Geraldo Nogueira, Superintendente de Ações para Pessoas com Deficiência (PcD) do Estado, reforçou a necessidade de converter o texto legal em garantias de acesso aos direitos práticos para a população. Advogado com mais de 25 anos de experiência e referência nacional na luta por acessibilidade, Dr. Geraldo pontuou que o fortalecimento das políticas públicas passa pela integração técnica entre as secretarias.

Somando-se ao corpo técnico, o evento também apresentou Marcos Santos (Marcão), que assumiu a Superintendência de Paradesporto e Projetos Inclusivos, trazendo sua expertise para fomentar o esporte adaptado como ferramenta de cidadania e inclusão social.

A reunião contou ainda com uma presença expressiva de órgãos estratégicos, consolidando a rede de proteção estadual, como o Ministério Público (MP) e a Comissão da Pessoa com Deficiência da Alerj, representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros e gestores das áreas de Educação, Saúde, Esporte e representantes da Uerj.

Acessibilidade e Cronograma

Como exemplo de boas práticas, a reunião foi conduzida com protocolos de audiodescrição, garantindo que todos os participantes, incluindo pessoas com deficiência visual, tivessem plena compreensão do ambiente.

Com a institucionalização pelo decreto 50.194/26, o comitê estabeleceu um cronograma de 11 reuniões mensais para 2026. O foco será o monitoramento rigoroso de metas de acessibilidade e o desenvolvimento de novos fluxos de atendimento em todo o estado do Rio de Janeiro.

CRÉDITO/ Imagens : André Pamplona

Fonte https://diariopcd.com.br/rio-de-janeiro-fortalece-rede-de-inclusao-para-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de jovens do tênis de mesa se reúne no CT Paralímpico antes de competição no Chile

Karina Moura em disputa no Parapan de Jovens Santiago 2025 | Foto: Carol Coelho/CPB.

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, recebe desde segunda-feira, 13, o camping preparatório da Seleção Brasileira de jovens do tênis de mesa para o ITTF World Para Future de Santiago, no Chile, que será realizado entre os dias 18 e 20 de abril.

A semana conta com nove atletas da Seleção de jovens da modalidade e tem a presença da técnica neerlandesa Kelly van Zon, atual campeã paralímpica da classe 7 (atletas que andam), em Paris 2024.

A treinadora ocupa esse cargo desde fevereiro deste ano e tem como objetivo acompanhar o desenvolvimento dos atletas de forma presencial a cada dois meses. Kelly também realiza consultorias online para receber atualizações constantes, com foco no ciclo até os Jogos Paralímpicos de Brisbane 2032.

Confira todos os convocados:

Ryan Saldanha – Classe 10
João Narvais – Classe 7
Tiago Albuquerque – Classe 8
Manuela Lima – Classe 10
Maria Clara Peralta – Classe 6
Mariana Castilho – Classe 6
Karina Becker – Classe 9
Arthur Costa Branco – Classe 5
⁠Gustavo Rossi – Classe 9

Patrocínio
As Loterias Caixa são a patrocinadora oficial do tênis de mesa.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-jovens-do-tenis-de-mesa-se-reune-no-ct-paralimpico-antes-de-competicao-no-chile/

Postado Pôr Antônio Brito 

Uma mulher diferente: filme retrata a descoberta do autismo

Filme na Netflix retrata a descoberta do autismo na vida adulta, abordando autoconhecimento, desafios e inclusão com sensibilidade.

Uma mulher diferente: filme retrata a descoberta do autismo

O filme Uma Mulher Diferente chegou à Netflix e acompanha uma história de drama com romance focada em autodescoberta. A personagem da trama sempre se considerou diferente dos outros, mas só aos 24 anos recebeu o diagnóstico: estava no espectro autista. Isso explicava tanta coisa!

O filme começa com as mudanças na vida de Katia (Jehnny Beth), que passa do home-office para o trabalho no escritório como pesquisadora. A nova pauta que recebe é sobre o espectro autista e precisará fazer sozinha uma entrevista que faria em dupla. Ao participar de um seminário após a entrevista, Katia se identifica com o que é falado e, após já ter sido diagnosticada com depressão e ansiedade, resolve buscar um diagnóstico definitivo.

O diagnóstico de Katia vem na metade do filme. A profissional de saúde afirma que Katia não é incapaz, é apenas diferente. Ela chora, aliviada.

O filme é francês e, como dito nele, foi a paixão da França pela psicanálise que atrasou o desenvolvimento de terapias para lidar com o autismo, que naquele país foi considerado durante muitos anos uma doença mental. O autismo só foi reconhecido como transtorno de desenvolvimento por lá em 1996. O país já foi inclusive condenado pelo Conselho Europeu por casos de discriminação.

Ao longo do filme, a narrativa mostra como ela lidou com a necessidade de se adaptar ao mundo ao seu redor. Vale muito a pena assistir.

Saiba mais no link:

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=d8bc9013-a993-4a75-8e9a-ac437fb8d736

Postado Pôr Antônio Brito 

14/04/2026

Como uma amizade sobrevive à transição da infância para a adolescência?

Como uma amizade sobrevive à transição da infância para a adolescência?

Com protagonismo PCD e diversidade familiar, Rebeca Kim apresenta história sobre os desafios do amadurecimento no lançamento “Minha (quase) ex-melhor amiga”

Manu e Duda sempre foram inseparáveis. Daquelas amizades que se constroem nos pequenos rituais do dia a dia, como dividir o lanche no intervalo, trocar confidências e encontrar um espaço seguro uma na outra. No entanto, com a chegada do 6º ano na escola, algo começa a mudar. Em meio a novas dinâmicas, sentimentos difíceis de nomear e silêncios que passam a ocupar o lugar das conversas, a relação entre as duas se transforma. É nesse território sensível de transição da infância para a adolescência que acontece a narrativa de Minha (quase) ex-melhor amiga, lançamento de Rebeca Kim.

Na obra, publicada pela VR Editora, o leitor acompanha o início desse distanciamento a partir de situações cotidianas que, aos poucos, ganham novos significados. O ciúme diante de novas amizades, pequenas atitudes mal interpretadas e um gesto impulsivo que gera desconfiança passam a tensionar a relação das meninas. Esse acúmulo de emoções é evidenciado durante os ensaios para a festa junina, quando já não encontram mais o mesmo ritmo, nem na dança, nem na amizade.

O conflito ganha novos contornos quando a falta de sincronia dá início a uma discussão verbal, que evolui para uma briga física, causa a queda de Manu de sua cadeira de rodas e termina com as duas suspensas por três dias. Longe da rotina escolar, é no silêncio da ausência que percebem o quanto a amizade ainda ocupa um lugar central em suas vidas, seja na falta das conversas sobre séries, das partidas de videogame ou na simples presença uma da outra.

Incentivada pelas mães, Manu toma a iniciativa de se reaproximar, e o reencontro acontece com o pretexto de ensaiarem a coreografia da apresentação. Entre conversas e confissões, Duda revela o que não conseguiu dizer antes e, pela primeira vez, conseguem falar sobre o que estavam sentindo. Mais do que resolver o desentendimento, esse episódio marca o início de uma nova forma de se relacionar: mais honesta, aberta e atravessada pelas descobertas dessa fase.

Manu e Duda facilmente andariam no recreio, ou melhor,
no intervalo com minhas personagens. Em “Minha (quase) ex-melhor amiga”,
você vai ver que com uma boa rede de apoio podemos passar pela adolescência
com mais carinho e entender que todos os sentimentos são válidos
— a gente só precisa não ter medo de entendê-los melhor.

Thalita Rebouças, escritora best-seller

Carioca, nipo-brasileira e cadeirante, Rebeca Kim constrói um enredo em que a diversidade aparece de forma orgânica, integrada à vida das personagens, sem ser tratada como obstáculo. Ao trazer uma protagonista negra, cadeirante e filha de duas mulheres com naturalidade e afeto, a autora amplia as possibilidades de identificação para jovens leitores, sem recorrer a estereótipos ou a uma visão limitada dessas vivências. Com ilustrações delicadas de Purin Naka, que retrata cada fase da amizade das protagonistas, Minha (quase) ex-melhor amiga é uma história sobre amadurecimento que acolhe, representa e convida à empatia, reforçando que toda experiência merece ser vista em sua complexidade e, sobretudo, em sua potência.

Ficha Técnica:
Título: Minha (quase) ex-melhor amiga
Volume: 01
Autora: Rebeca Kim
Ilustradora: 
Purin Naka
Editora: VR Editora
Edição/ano: 1ª/2026
ISBN do livro físico:  978-85-507-0793-8
ISBN do e-book: 978-85-507-0794-5
Gênero: Literatura infantojuvenil
Idade recomendada: A partir de 10 anos
Número de páginas: 132
Preço: R$ 59,90
Onde encontrarAmazon | E-commerce VR Editora | Mercado Livre | Principais livrarias do Brasil

Sobre a autora: Rebeca Kim é neta de japoneses, cadeirante, vascaína, formada em Direito e nascida em Niterói (RJ), de onde sempre parte para novos destinos de viagens. Além de escrever para blogs de cultura pop, ela também publicou histórias independentes na internet. Minha quase ex-melhor amiga é seu livro de estreia.

Redes sociais:

Fonte https://diariopcd.com.br/como-uma-amizade-sobrevive-a-transicao-da-infancia-para-a-adolescencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira feminina de basquete em CR realiza 3ª fase de treinamento no CT Paralímpico

Semana de treino da seleção de feminina de Basquete em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, recebe a terceira fase de treinamento da Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas. Ao todo, foram convocadas 13 atletas, que estarão na capital paulista entre os dias 11 e 18 de abril.

A semana tem como objetivo a preparação para o Mundial de Ottawa, que será realizado no Canadá, em setembro. A segunda semana de treinamento foi realizada em março, também na capital paulista.

A equipe nacional feminina da modalidade assegurou a vaga no Campeonato Mundial após conquistar a inédita medalha de prata na Copa América de 2025, disputada em Bogotá, na Colômbia. Na decisão do torneio, o Brasil foi superado pelos Estados Unidos por 77 a 37.

Como parte da preparação para o Mundial, a equipe realizará cinco períodos de treinamento. A próxima fase inclui um intercâmbio com a seleção do Canadá, em Ottawa, programado para junho.

Confira as convocadas:
Brenda Bauer (1.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Ana Kelvia (1.0) – ADESUL (CE)
Maxcileide Ramos (1.0) – Unipol Briantea84 (ITA)
Denise Eusébio (1.5) – Menari Joventut
Perla Assunção (2.0) – All Star Rodas Pará/Banco da Amazônia (PA)
Gabriela Oliviera (2.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Ivanilde da Silva (3.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Paola Klokler (3.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Oara Uchoa (4.0) – ADESUL (CE)
Geisa Vieira (4.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Adrienne de Souza – (4.0) APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Vileide Brito (4.5) – All Star Rodas Pará/Banco da Amazônia (PA)
Lia Martins (4.5) – ADESUL (CE)

*Com informações da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC)

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-feminina-de-basquete-em-cr-realiza-3a-fase-de-treinamento-no-ct-paralimpico/

Postado Pôr Antônio Brito 

Japão na frente com tratamento com células iPS para Parkinson

Japão aprova terapia com células iPS para Parkinson, marcando avanço importante da medicina regenerativa, ainda sob avaliação de segurança e eficácia.

Japão na frente com tratamento com células iPS para Parkinson

O mundo está assistindo a um avanço que, por muito tempo, parecia distante. Em março de 2026, o Japão concedeu aprovação condicional e com prazo limitado à primeira terapia derivada de células iPS para Parkinson, desenvolvida a partir de células reprogramadas para gerar neurônios produtores de dopamina.

Isso não significa milagre imediato, nem cura garantida para todos. Mas representa algo muito importante: a medicina regenerativa começou a sair do campo da promessa e entrar, com cautela, no campo da aplicação real. A própria aprovação exige acompanhamento adicional de segurança e eficácia.

Para quem vive com medo de um diagnóstico difícil, notícias assim lembram que a ciência continua avançando. E que, mesmo quando a resposta ainda não é definitiva, cada passo sério abre caminho para novas possibilidades.

Vamos acompanhar os avanços no Japão!

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=46769db2-1697-458d-89c6-391d943c030d

Postado Pôr Antônio Brito 

13/04/2026

A solidão das mães atípicas: quando o cuidado se torna uma jornada solitária


A solidão das mães atípicas: quando o cuidado se torna uma jornada solitária - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Entre rotinas intensas de cuidado, renúncias pessoais e falta de apoio, muitas mães atípicas enfrentam uma solidão silenciosa que raramente é percebida pela sociedade.

A solidão nem sempre significa estar fisicamente sozinho. Muitas vezes, ela surge mesmo quando estamos cercados por pessoas.

Para muitas mães atípicas, essa é uma realidade cotidiana. Em meio a consultas médicas, sessões de terapia, acompanhamento escolar e uma rotina intensa de cuidados, o mundo ao redor parece seguir em frente enquanto suas próprias vidas passam a girar quase exclusivamente em torno das necessidades dos filhos.

A maternidade atípica — vivida por mulheres que criam filhos com deficiência ou condições que exigem atenção constante — é marcada por amor, dedicação e resiliência. Mas também pode ser acompanhada por um sentimento silencioso de isolamento que poucas pessoas conseguem perceber.

Quando a rotina de cuidados ocupa todos os espaços

Imagine uma rotina em que a agenda da semana é organizada em torno de consultas médicas, sessões de terapia, reuniões escolares e deslocamentos constantes.

Para muitas mães atípicas, essa não é uma situação ocasional, mas parte permanente da vida.

Os dias começam cedo e terminam tarde. Entre compromissos, cuidados domésticos e atenção contínua aos filhos, sobra pouco espaço para descanso ou para atividades pessoais.

Projetos profissionais são interrompidos, encontros com amigos tornam-se raros e momentos de lazer passam a ser cada vez mais difíceis de encaixar na rotina.

Com o tempo, a vida social se reduz e o contato com o mundo exterior vai diminuindo de forma quase imperceptível.

O afastamento social que poucos percebem

A solidão das mães atípicas muitas vezes não é resultado de uma escolha, mas de um processo gradual.

Algumas deixam de participar de eventos sociais por receio de que seus filhos não sejam compreendidos. Outras enfrentam dificuldades práticas, como a falta de ambientes acessíveis ou preparados para acolher crianças com necessidades específicas.

Há também situações em que o cansaço emocional fala mais alto.

Uma simples saída para um encontro entre amigos pode exigir uma organização complexa: encontrar alguém que possa ajudar com os cuidados, avaliar se o ambiente será adequado para a criança e lidar com a possibilidade de imprevistos.

Diante de tantas dificuldades, muitas mães acabam optando por permanecer em casa.

Com o tempo, convites diminuem e a convivência social se torna cada vez mais limitada.

A importância de ser ouvida e compreendida

Em meio a essa realidade, uma das maiores necessidades relatadas por mães atípicas é a possibilidade de serem ouvidas.

Ter espaço para compartilhar experiências, falar sobre desafios e dividir conquistas pode fazer uma enorme diferença no enfrentamento das dificuldades do cotidiano.

Grupos de apoio, redes de mães e espaços de diálogo têm se mostrado ferramentas importantes nesse processo.

Quando mulheres que vivem experiências semelhantes se encontram, surge um ambiente de compreensão mútua. Não é necessário explicar longamente a rotina de cuidados ou justificar sentimentos de cansaço, porque todas ali reconhecem, de alguma forma, aquela realidade.

Esse sentimento de identificação cria vínculos e reduz o peso da solidão.

Construindo redes de apoio

Combater a solidão das mães atípicas exige um esforço coletivo.

Famílias, amigos, instituições e a própria sociedade precisam compreender que o cuidado com crianças com deficiência não pode ser uma responsabilidade isolada.

Pequenos gestos de apoio podem fazer uma grande diferença: ouvir sem julgamentos, oferecer ajuda em momentos difíceis ou simplesmente reconhecer os desafios enfrentados diariamente.

Criar redes de apoio é essencial para que essas mulheres não se sintam sozinhas em uma jornada que já exige tanto.

Nenhuma mãe deveria caminhar sozinha

A maternidade atípica revela diariamente a força e a dedicação de mulheres que enfrentam desafios constantes para garantir qualidade de vida e oportunidades para seus filhos.

Mas essa jornada não deveria ser solitária.

Reconhecer a solidão que muitas dessas mães enfrentam é o primeiro passo para construir uma sociedade mais empática e mais consciente da importância de apoiar quem dedica grande parte da própria vida ao cuidado do outro.

Porque cuidar também exige cuidado.

E nenhuma mãe deveria caminhar sozinha.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/a-solidao-das-maes-atipicas-quando-o-cuidado-se-torna-uma-jornada-solitaria/

Postado Pôr Antônio Brito 

Jovem que perdeu as duas pernas e irmã em acidente sobe 5 vezes ao pódio no Meeting do Acre

Luan espera à beira da piscina para disputar uma de suas cinco provas no Meeting do Acre | Foto: Pablo Araújo/CPB

O jovem acreano Luan de Lima Pereira, 22, viu sua vida mudar após um acidente em novembro de 2012. À época, com 8 anos, ele e sua irmã Laiane de Lima Pereira, 10, foram atropelados por um ônibus quando estavam próximos à escola onde estudavam, na cidade de Cruzeiro do Sul, cerca de 635 km da capital Rio Branco. 

A notícia que chegou à Maria José de Lima Pereira, mãe das crianças, era de que ambos os filhos estavam mortos. A primogênita, de fato, faleceu. Luan foi levado à UTI, onde ficou por 12 dias, e teve as duas pernas amputadas. 

Quase quatorze anos depois de ser atropelado, Luan mora em Rio Branco, estuda Ciências Sociais na Universidade Federal do Acre e, como nadador, defende as cores da instituição em competições paralímpicas. Neste sábado, 11, ele teve a oportunidade de nadar “em casa” no Meeting Paralímpico Loterias Caixa do estado. Saiu do evento com cinco medalhas: dois ouros (100m peito na classe SB5 e 400m livre na classe S6 — para atletas com limitação físico-motora) e três pratas (50m e 100m livre, além dos 100m costas da classe S6). Luan foi um dos 89 inscritos na competição — foram 65 participantes nas provas de atletismo, no Sesi, e 24 nas de natação, na Esscola Estadual Armando Nogueira.

Antes do acidente, o acreano gostava de jogar vôlei com seus amigos. Após ter as pernas amputadas, jurou para si mesmo que iria “andar, brincar e correr”. Anos depois, trocou as quadras pelas piscinas e, hoje, concilia a rotina de estudos com os três treinos semanais no Centro de Referência de Rio Branco, projeto do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) que aproveita espaços esportivos em todo o país para a prática esportiva da base ao alto rendimento. 

Aos 12 anos, Luan teve a sua primeira experiência com a natação. À ocasião, ele não se sentiu atraído pela modalidade. “Parei. Achava que não era para mim. Não gostava tanto, mas quando entrei na graduação, senti o interesse e a necessidade de nadar, já que tinha um projeto [Centro de Referência]. Foi um avanço muito grande. Lá, nos meus 12 anos, tinham alguns treinadores, mas não era nada oficial. Agora, temos uma estrutura completa”, comentou.

Fã de K Pop (gênero musical sul-coerano) e literatura, principalmente relacionada às Ciências Sociais, Luan nutre o sonho de evoluir dentro do esporte, melhorar suas marcas e aproveitar as oportunidades abertas pela natação paralímpica. E, para tanto, ele tem o apoio incondicional daquela que largou a casa e o comércio em Cruzeiro do Sul para acompanhá-lo em Rio Branco, na busca de uma nova vida após a biamputação. 

“Minha mãe me incentiva a nadar. Ela sabe que faz bem para a saúde física e mental. É a minha maior incentivadora. E ter um Meeting aqui, em Rio Branco, também me ajuda nos meus objetivos. O esporte é inclusão e salva vidas”, concluiu. 

A temporada de 2026 do Meeting Paralímpico Loterias Caixa, aberta neste sábado, 11, irá passar por todos os estados brasileiros e se encerrará em São Paulo, de 6 a 8 de agosto.

O Meeting Paralímpico Loterias Caixa também contou com uma etapa em Belém (PA), com provas de atletismo e natação neste sábado, 11. A próxima etapa do Meeting Paralímpico Loterias Caixa acontecerá em São Luis (MA), no dia 25 de abril.

Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/jovem-que-perdeu-as-duas-pernas-e-irma-em-acidente-sobe-5-vezes-ao-podio-no-meeting-do-acre/

Postado Pôr Antônio Brito 

Islandês é 1º paciente do mundo com transplante duplo de braço e ombro

Felix Gretarsson tornou-se o primeiro paciente do mundo a receber transplante duplo de braços e ombros após grave acidente, recuperando movimentos e retomando atividades do cotidiano.

Islandês é 1º paciente do mundo com transplante duplo de braço e ombro

Um eletricista islandês, Felix Gretarsson, de 48 anos, teve a vida transformada em 1998, quando sofreu um grave acidente enquanto trabalhava com uma linha de alta tensão.

Uma descarga de 11 mil volts provocou queimaduras severas, lançou seu corpo ao chão e levou à amputação imediata dos dois braços, além de deixá-lo em coma por meses.

Anos depois, após uma longa jornada de adaptação e superação, Felix entrou para a história da medicina.

Em uma cirurgia de 14 horas realizada em Lyon, na França, ele se tornou o primeiro paciente do mundo a receber um transplante duplo de braços e ombros.

Cerca de 50 médicos se envolveram em todo o processo do implante, até que os doadores adequados fossem encontrados.

Desde então, vem recuperando movimentos e retomando atividades do cotidiano que antes pareciam impossíveis — um processo que, para ele, significa muito mais do que reabilitação.

É a chance de voltar a viver experiências simples, como abraçar suas filhas.

Atualmente, Felix compartilha sua rotina com milhares de seguidores, além de realizar palestras motivacionais contando sua história e dividindo sua parceria com a esposa.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=6cc6fe91-6b84-4e01-b3cf-c3c7b24c093e

Postado Pôr Antônio Brito 

11/04/2026

Escola vai indenizar criança autista por falha em acompanhamento

Escola é condenada a indenizar mãe de criança autista por falhas no acompanhamento escolar, que causaram prejuízos emocionais, regressão comportamental e lesões físicas ao aluno.

Escola vai indenizar criança autista por falha em acompanhamento

A notícia saiu publicada no site Migalhas.com.br. A 10ª Câmara Cível do TJ/MG majorou o montante indenizatório que uma instituição de ensino deverá pagar à mãe de um menino diagnosticado com autismo com grau de suporte moderado.

O acompanhamento oferecido pela escola foi considerado insatisfatório, resultando em prejuízos de ordem emocional, retrocesso comportamental e lesões físicas ao estudante.

Os magistrados enfatizaram a relevância da LBI, que estabelece “o dever da comunidade escolar de assegurar o recebimento de educação de qualidade”.

Em primeira instância, a comarca de Belo Horizonte/MG havia fixado a indenização por danos morais em R$ 10 mil, valor que foi majorado para R$ 15 mil por decisão dos desembargadores.

A demanda judicial foi motivada pela percepção da mãe quanto à deterioração do comportamento do filho. Segundo seu relato, o menor, que inicialmente apresentava dificuldades na fala, havia desenvolvido a comunicação após tratamento multidisciplinar.

Contudo, ao ingressar na escola, passou a relatar xingamentos frequentes, o que resultou em dificuldades de socialização e regressão na capacidade comunicativa.

Conforme consta no processo, o acompanhamento escolar era inadequado e, quando disponibilizado, o aluno era mantido isolado dos demais colegas.

Em um dos episódios narrados, a mãe constatou a presença de arranhões no braço e ferimento na boca do filho ao buscá-lo na escola.

A instituição justificou o ocorrido alegando que o aluno teria sido atingido durante o transporte de um computador por um funcionário.

A psicóloga que acompanha a criança atestou que o comportamento e a socialização apresentaram melhora significativa após a mudança de escola.

A instituição de ensino, em sua defesa, alegou que oferecia acompanhamento adequado à realidade do aluno e que os ferimentos decorreram de intercorrências acidentais no ambiente escolar.

O processo tramita sob segredo de Justiça.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=d17713f7-1a8e-4a9f-a785-67beb8fddc6e
 
Postado Pôr Antônio Brito