ANAPcD encaminhou solicitação oficial para participação em Audiência Pública.
Na quarta-feira, 22, a ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às
Pessoas com Deficiência encaminhou ofício ao Deputado Federal Rodrigo
Rollemberg, presidente da Comissão PcD na Câmara dos Deputados,
solicitando a participação na Audiência Pública, que será realizada às
13h do dia 28 de abril que vai discutir a exclusão de candidatos com
deficiência em concursos públicos.
De acordo com Abrão Dib, presidente da Associação “nossa entidade
participa de debates e discussões sobre o tema há muito tempo, em todas
as esferas brasileiras. Nosso objetivo é apresentar informações que
podem enriquecer o debate sobre a exclusão de candidatos PcD em concurso
público”.
Para o parlamentar, o objetivo da Audiência “é avaliar os critérios
técnicos e a transparência das avaliações biopsicossociais realizadas
por concursos públicos; e a legalidade das exclusões na etapa de
enquadramento como pessoa com deficiência. Os convidados também devem
discutir a efetividade das políticas de reserva de vagas para pessoas
com deficiência em concursos para carreiras de segurança pública e
atividades de natureza operacional”.
O debate deve abordar a necessidade de padronização nacional dos
procedimentos de avaliação; e a distinção entre o reconhecimento da
condição de pessoa com deficiência e a avaliação de aptidão para o
exercício do cargo.
Estão convidados para a Audiência Pública Representante do Ministério
da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI); RAUL DE PAIVA,
Coordenador-Geral de Diversidade e Interseccionalidade da Secretaria
Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (MDHC); CAROLINA SEIXAS
BACELLAR, do Centro Palmares de Estudos e Assessoria por Direitos,
representando o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência
(CONADE); Representante da banca organizadora IDECAN; LAILAH VILELA,
Médica, Auditora Fiscal do Trabalho e especialista em Avaliação
Biopsicossocial das Deficiências; e MARCOS CASAGRANDE, representante
dos candidatos com deficiência (PcD) eliminados.
A sociedade pode participar de forma interativa, encaminhando
perguntas e comentários sobre o tema para o link:
https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/81675
A ANAPcD já encaminhou o seu comentário e vem recebendo o apoio maciço da sociedade
Ulisses Leal Freitas em disputa no Parapan de Santiago em 2023 | Foto: Douglas Magno / CPB.
O Brasil estreia nesta terça-feira, 28, na etapa da Copa do Mundo de
ciclismo de estrada, realizada em Gistel, na Bélgica. Ao todo, 14
atletas e um piloto irão participar do torneio, que segue até
sexta-feira, 1º de maio.
Entre os participantes estão atletas que representaram o país nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024: os paulistas Lauro Chaman, da classe MC5 (para atletas que utilizam bicicletas convencionais), e Jéssica Ferreira, da classe WH3 (handbikes); o goiano Carlos Gomes, da classe MC1 (atletas com comprometimento em membros superiores); e o sergipano Ulisses Freitas, da classe MH4 (handbikes).
Além desta etapa, o Brasil ainda disputa, na próxima semana, a etapa
da Itália, realizada em Abruzzo, de 7 a 10 de maio. Ao todo, serão 29
atletas presentes nas provas de estrada; além deles, mais oito pilotos
compõem a equipe.
Confira os participantes: Lauro César Moro Chaman (Classe C5) Victor Luise de Oliveira Herling (Classe C2) Carlos Alberto Gomes Soares (Classe C1) Victoria Maria de Camargo e Barbosa (Classe C1) Antonio Marcos de Moura (Classe H5) Gilmara Sol do Rosário Gonçalves (Classe H2) Jessica Moreira Ferreira (Classe H3) Roberto Franco Neto (Classe C2) Dirceu Soares Vale de Almeida (Classe C4) Gilberto de Sousa Silva (Classe C5) Ulisses Leal Freitas (Classe H4) Ronan da Motta Fonseca (Classe H5) Bruno Bonfim dos Anjos (Classe B) José Eriberto Medeiros Rodrigues (Piloto)
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível Os
atletas Carlos Gomes, Gilmara Gonçalves e Antonio Moura são integrantes
do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio
individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 142 atletas.
Time São Paulo Os atletas Lauro Chaman e Jessica
Ferreira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria
de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que
beneficia 156 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Universidade
em SP cria lâminas táteis com tecnologia 3D para aluna com deficiência
visual, promovendo inclusão e inovação no ensino de Nutrição.
Uma
iniciativa inovadora está transformando a experiência de ensino na
Universidade Santa Cecília (UNISANTA). A partir de uma necessidade real
em sala de aula, surgiu um projeto que une tecnologia, empatia e
educação inclusiva: a criação de lâminas táteis para auxiliar uma aluna
com deficiência visual total nas aulas do curso de Nutrição.
A
ideia partiu de uma professora que percebeu que o formato tradicional
da disciplina - fortemente baseado no uso do microscópio - limitava
significativamente a participação da estudante. A disciplina de
Microscopia utiliza bastante a visão e, para uma aluna com deficiência
visual, a experiência ficava reduzida. Diante desse desafio, a docente
decidiu buscar alternativas que possibilitassem à aluna vivenciar o
conteúdo de forma plena. A solução veio por meio da adaptação das
lâminas histológicas para o tato, com o apoio do Laboratório de Inovação
da Universidade Santa Cecília (INOVFABLAB UNISANTA).
O
projeto envolveu a criação de duas lâminas principais: uma
representando o útero, com suas 3 camadas, e outra, uma célula,
permitindo a identificação de organelas e do núcleo. O grande desafio
foi transformar imagens bidimensionais em estruturas tridimensionais que
pudessem ser compreendidas pelo toque.
A
primeira dificuldade foi justamente fazer uma diferença que a aluna
cega sentisse no tato. Por exemplo, na lâmina de útero, foi preciso
representar 3 camadas distintas. O desafio foi criar texturas e relevos
diferentes para que ela conseguisse identificar cada uma e entender o
posicionamento delas.
O
desenvolvimento das lâminas foi realizado em modelagem 3D e realidade
aumentada da universidade, utilizando tecnologias de fabricação digital.
Gabryelle
Pereira Silva é a aluna com deficiência visual de Nutrição da UNISANTA
beneficiada pela iniciativa. Ela destaca que, sem as lâminas, ficaria
bem perdida.
A iniciativa reforça a importância de uma educação inclusiva e em constante evolução.
O
jornalista Ronaldo Denardo, palestrante e autor, disponibilizará ao
Diário PcD a apresentação do curta que foi produzido na grande São
Paulo, por gente da região. Exibição acontecerá às 20h da próxima
sexta-feira, 1º de maio
Quem acompanha as mídias sociais do Diário PcD ganhará um presente na próxima sexta-feira, 1º.
Ronaldo Denardo, cadeirante tetraplégico por um acidente
automobilístico em 1997, transformou sua história em uma mensagem de
impacto. Com mais de 20 anos de experiência, realiza palestras que unem
emoção, consciência e transformação real em públicos de empresas,
indústrias e instituições, onde ele também aborda segurança, prevenção e
valorização da vida.
Jornalista, autor e comunicador, Denardo mostra que é possível seguir em frente com novos pensamentos.
O FILME
Em “Aparente-Mente”, Theo, um jovem cadeirante e carismático,
enfrenta os desafios de encontrar amor e aceitação em uma sociedade que
muitas vezes o julga pela sua condição física.
A trama ganha vida quando Sophia, inicialmente preconceituosa,
descobre a verdadeira essência de Theo ao conviver com ele, mas percebe
tarde demais seus próprios sentimentos.
O filme, estrelado por Denardo como Theo, não apenas desafia
estereótipos, mas também convida o público a refletir sobre as faltas de
oportunidades, inclusão e a verdadeira medida do valor humano.
O roteirista Denardo apresenta “Aparente-Mente”, uma obra que
mergulha nas complexidades emocionais e sociais enfrentadas por pessoas
com deficiência, abordando o preconceito, as dificuldades de
relacionamento e a superação pessoal.
Com um enredo acima de tudo envolvente e sensível, o filme questiona o
julgamento baseado em aparências e explora como a verdadeira essência
de uma pessoa só pode ser descoberta por meio da convivência e empatia.
Curta o curta
Além disso, agora Denardo trilha sua carreira como cineasta, com seu
primeiro filme. No curta o protagonista, Theo, é um jovem bonito e
cadeirante, que enfrenta desafios em suas tentativas de se relacionar
afetivamente, muitas vezes sendo vítima de preconceitos.
Ao longo da trama, Theo mostra que suas capacidades vão além do que
os outros imaginam, desafiando estereótipos e revelando que o verdadeiro
valor de uma pessoa está em sua essência, não em sua aparência física.
A narrativa toma um rumo emocionante quando Sophia, a antagonista,
inicialmente demonstra preconceito em relação ao protagonista, mas, à
medida em que convive com ele, passa a ver além de suas limitações
físicas, desenvolvendo sentimentos que chegam tarde demais, pois Theo já
está em outro relacionamento.
“Aparente-Mente” destaca-se pela abordagem realista e por trazer à
tona temas como inclusão e aceitação, convidando o público a refletir
sobre as barreiras invisíveis que a sociedade impõe.
Com elenco promissor, incluindo a participação do próprio Denardo
como Theo, o filme promete tocar o público com sua mensagem poderosa e
emocionante.
SERVIÇOS
A exibição acontecerá no canal do Diário PcD no YouTube, com repercussão em todas as demais mídiais sociais
1º de maio – 20h
Curta o traillher –
Acidente aos 22 anos
A própria história inspiradora do cineasta já vale, em suma, a pauta:
Denardo sofreu acidente automobilístico em 1997, aos 22 anos, que o
deixou tetraplégico/cadeirante por uma fratura na coluna.
Após o acidente, o início não foi nada fácil para o autor.
Denardo perdeu praticamente todos os movimentos do corpo, do pescoço
para baixo não mexia mais nada, nada mais funcionava, mas com dedicação,
força de vontade, tratamentos e muita fisioterapia, aos poucos foi
retomando parte dos movimentos.
Hoje já pode mexer os braços, o punho e tem equilíbrio de tronco, o
que o possibilita a voltar a sonhar, voltar a se integrar à sociedade e
continuar em frente com a vida. Denardo conseguiu se recuperar, se
reabilitar, se adaptou, voltou a estudar, formou-se e retomou o
trabalho.
Hoje ainda não é fácil, enfrenta muitas dificuldades e existem vários
obstáculos e limitações para ele, mas nunca desistiu e jamais
desistirá. Segue firme e forte, lutando por suas realizações.
Ainda acredita e tem fé em um dia poder voltar a andar, mas enquanto
isso não acontece respira a esperança, ganha estímulos e inspirações da
vida, tira forças da vontade de vencer e do amor que tem pela
comunicação e vai ao trabalho.
Palestrante motivacional
Hoje Denardo é graduado em comunicação social e gestão pública,
palestrante motivacional, escritor e autor de dois livros publicados
pela editora Ibrasa: o “Andando Sem Poder Andar” de 2007, livro em que
relata toda sua história e trajetória, desde suas aventuras de
adolescente, como foi e os detalhes do acidente, e por fim, a adaptação à
nova condição física, a reabilitação, a superação e como hoje é sua
vida em cima da cadeira de rodas; e o “Latitude de Klare” de 2012,
romance fictício que conta as aventuras de uma jovem intensa e
libidinosa sozinha pelo mundo.
O brasileiro Gabriel Feitosa disputa jogada em torneio em Adelaide, na Áustrália | Foto: Divulgação / @gbwheelchairrugby
A Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas conquistou o título no torneio Santos Wheelchair Rugby World Challenge 2026 neste domingo, 26, em Adelaide, na Austrália. Na decisão, a equipe nacional, que havia sido medalhista de bronze na mesma competição no ano passado, derrotou a Grã-Bretanha por 58 a 50 para terminar com a medalha de ouro.
A Seleção Brasileira da modalidade obteve uma excelente campanha na
primeira fase da competição, quando sofreu apenas uma única derrota
contra os donos da casa e três vitórias no total.
O primeiro resultado positivo brasileiro foi contra os mesmos
britânicos da final, por 60 a 55. Na segunda partida, a equipe alcançou
um feito inédito ao derrotar os Estados Unidos, atuais campeões da Copa América, por 58 a 54. No último confronto do dia, o Brasil superou a Alemanha por 60 a 58.
Na decisão deste domingo, os brasileiros ficaram à frente do placar
desde o começo da partida. No intervalo, o placar marcava 32 a 24 para a
equipe do técnico Benoit Labrecque.
“Foi um torneio incrível para nós. Os atletas jogaram as cinco
partidas da competição como se fossem cinco finais. Acredito que
merecíamos terminar este torneio assim [com o primeiro lugar]. Com
certeza, voltaremos no ano que vem para defender o título”, afirmou o
treinador canadense e comandante brasileiro.
O Santos Wheelchair Rugby World Challenge era uma das principais
competições internacionais do calendário de 2026 antes da disputa do
Campeonato Mundial da modalidade, que será disputado em São Paulo (SP).
Além do Brasil, outras cinco seleções já classificadas para o Mundial
disputaram o torneio: Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e
a dona da casa Austrália.
Este foi o segundo compromisso internacional da Seleção Brasileira de
rúgbi em CR nesta temporada. Em fevereiro, a Seleção foi campeã da Musholm Cup, realizada na Dinamarca. A vitória representou o primeiro título brasileiro conquistado em solo europeu.
Confira os resultados:
Fase de grupo Brasil 60×55 Grã-Bretanha Brasil 58×54 Estados Unidos Brasil 60×58 Alemanha Brasil 58×63 Austrália
Final Brasil 58×50 Grã-Bretanha
Patrocínio A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Família
de Bruce Willis enfrenta diagnóstico de demência frontotemporal e
decide doar cérebro do ator para pesquisas, ampliando a conscientização
sobre a doença.
A
família de Bruce Willis tem enfrentado uma das fases mais delicadas de
sua trajetória desde que o ator foi diagnosticado com Demência
Frontotemporal (DFT).
A
condição, que afeta principalmente a comunicação, o comportamento e a
cognição, é progressiva e ainda não possui cura. Desde que o diagnóstico
foi tornado público, sua esposa, junto com todos os seus familiares,
tem compartilhado momentos de conscientização sobre a doença — trazendo
visibilidade para uma condição pouco conhecida, mas extremamente
desafiadora.
Embora
a família mantenha a maior parte da rotina de cuidados em privado, eles
já destacaram a importância do apoio emocional, da informação e da
empatia para quem convive com doenças neurodegenerativas. A jornada tem
sido marcada por união, adaptação e presença — valores que se tornam
essenciais diante de situações que fogem do controle.
A
história de Bruce Willis hoje vai além do cinema. Ela levanta um alerta
sobre a importância de compreender melhor doenças como a DFT, apoiar
pacientes e valorizar cada momento ao lado de quem amamos.
Mais
do que respostas, essa fase traz um lembrete poderoso: cuidar,
respeitar e estar presente pode ser uma das maiores formas de amor.
Pensando
em ajudar ainda mais o mundo sobre DFT, a família decidiu doar o
cérebro do ator após sua partida, para que estudos e pesquisas possam
ser feitos sobre a doença.
Cultura pop transforma entretenimento em ferramenta de inclusão social
Mesmo ainda pouco frequentes em desenhos, filmes, séries e novelas,
personagens cegos costumam ganhar destaque quando representados na
ficção, seja pela curiosidade do público ou pela forma como suas
histórias são construídas. Mas, mais do que isso, eles contribuem para
debates sobre inclusão e representatividade. Figuras como O Demolidor,
Dorinha, da Turma da Mônica, e Toph Beifong, da série Avatar, são
exemplos de como a presença de pessoas com deficiência visual na
indústria do entretenimento podem ampliar a visibilidade e provocar
reflexões sociais.
Quando um personagem cego é inserido em
histórias de grande alcance, ele ajuda a romper estereótipos associados
ao universo da deficiência visual como a ideia de fragilidade,
dependência e limitações. Em vez disso, passam a ser retratados como
indivíduos complexos, com habilidades e trajetórias próprias,
contribuindo para um cenário mais realista e humanizado. Esse tipo de
abordagem é de extrema importância para desconstruir percepções erradas
presentes no imaginário coletivo em relação a pessoas cegas.
“A
presença de personagens com deficiência visual em grandes produções
naturaliza a inclusão e mostra que essas pessoas podem ocupar todos os
espaços, inclusive como protagonistas, seja no dia a dia ou
representados em séries e desenhos de repercussão mundial”, afirma
Karina Perrone, analista de marketing da Laramara – Associação
Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual.
A
representatividade, nesse contexto, está diretamente ligada à inclusão.
Ainda segundo Karina, o reconhecimento em personagens fictícios
fortalece a identidade, valida experiências e contribui para a
construção da autoestima de pessoas cegas, especialmente durante a
infância e a adolescência. “A cultura pop favorece a inclusão ao
promover visibilidade e evidenciar diferentes vivências e contextos
sociais que muitas vezes o grande público desconhece”, completa.
Por
outro lado, a analista de marketing alerta que essa representação
precisa ser construída com responsabilidade. Retratações superficiais,
caricatas ou estereotipadas podem reforçar preconceitos e até expor
pessoas com deficiência visual a situações de constrangimento. Por isso,
é fundamental que roteiristas, produtores e criadores busquem
referências reais e, sempre que possível, incluam pessoas com
deficiência nos processos criativos.
Embora a presença de
personagens cegos venha crescendo gradualmente nas produções, ainda
existe um distanciamento entre o que é mostrado na ficção e a realidade
enfrentada por muitas pessoas com deficiência visual. Barreiras de
acessibilidade, falta de recursos adaptados e desafios na inclusão
social continuam fazendo parte do cotidiano dessa população. “A presença
de cegos na mídia é um avanço importante, mas precisa caminhar junto
com ações concretas. Quando conseguimos unir visibilidade com acesso
real a direitos, avançamos de forma mais consistente na construção de
uma sociedade verdadeiramente inclusiva”, conclui Perrone.
Sobre a Laramara:
Fundada em 1991 pelo casal Mara e Victor Siaulys, a Laramara é
referência nacional no atendimento a pessoas cegas e com baixa visão,
contribuindo de forma pioneira na promoção da autonomia, educação,
formação profissional, cultura e convivência inclusiva. Ao lado de
parceiros e apoiadores, a associação desenvolve programas inovadores que
impactam milhares de famílias em todo o país.
Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas em
disputa no Santos Wheelchair Rugby World Challenge, em Adelaide, na
Austrália | Foto: Divulgação/Joep Buijs.
A primeira vitória brasileira foi contra os britânicos, por 60 a 55.
Na segunda partida, a equipe alcançou um feito inédito ao derrotar os
Estados Unidos, atuais campeões da Copa América, por 58 a 54. No último confronto do dia, o Brasil superou a Alemanha por 60 a 58.
O próximo compromisso da Seleção será contra a anfitriã Austrália,
ainda neste sábado, 25, às 6h (horário de Brasília). Após a fase
classificatória, as duas melhores campanhas do grupo único avançam à
final, enquanto a terceira e a quarta colocadas disputam a medalha de
bronze.
Além do Brasil, também participam do torneio outras seleções já classificadas para o Mundial da modalidade:
Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha e Austrália. O Campeonato
Mundial será realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São
Paulo, entre os dias 15 e 24 de agosto.
Confira os resultados:
Brasil x Grã-Bretanha – 60 x 55
Brasil x Estados Unidos – 58 x 54
Brasil x Alemanha – 60 x 58
Sábado, 25
6h Brasil x Austrália
Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
IBGE
aponta que 50% das mulheres com deficiência em Campinas têm ensino
fundamental incompleto ou nenhuma instrução. Especialistas citam
barreiras sociais e estruturais.
Metade
das mulheres com deficiência da cidade de Campinas/SP tem ensino
fundamental incompleto ou nenhuma instrução, segundo o IBGE. O grupo
corresponde a 17.454 pessoas do sexo feminino que têm 25 anos ou mais,
de um total de 34.018.
Os
dados foram levantados por meio do Censo 2022 e divulgados em uma
plataforma que reúne números relacionados às mulheres, lançada no fim de
março de 2026.
Para
especialistas em educação inclusiva, o percentual é assustador e
retrata os desafios das mulheres com deficiência, que precisam enfrentar
não só o capacitismo, mas também o machismo.
Especialistas
acreditam que ainda há muitas barreiras para as pessoas com deficiência
conseguirem se formar, como falta de acessibilidade física, barreiras
arquitetônicas, preconceito, falta de materiais e preparo de
profissionais.