10/09/2026

O corpo que vira prova: a rotina de comprovar a mesma deficiência repetidas vezes ao Estado

O corpo que vira prova: a rotina de comprovar a mesma deficiência repetidas vezes ao Estado - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Existe um tipo de cansaço que só quem convive com deficiência de longo prazo conhece bem: o cansaço de precisar provar, de novo e de novo, algo que já foi provado antes, documentado, laudado, atestado, e que não vai simplesmente desaparecer entre uma perícia e outra. Para milhões de famílias brasileiras que dependem do Benefício de Prestação Continuada, essa não é uma sensação abstrata. É rotina prevista em lei.

O artigo 21 da Lei Orgânica da Assistência Social, a LOAS, sempre previu a reavaliação periódica como condição para manutenção do benefício. Mas foi só em agosto de 2025, com a Portaria Conjunta nº 33, editada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, pelo Ministério da Previdência Social e pelo INSS, que esse procedimento ganhou regras operacionais detalhadas: a reavaliação biopsicossocial, que reúne perícia médica e avaliação social, passou a ocorrer a cada dois anos.

A boa notícia, e é importante reconhecer quando o Estado acerta, é que essa mesma portaria também trouxe um avanço real: pessoas com laudo médico oficial atestando impedimentos permanentes, irreversíveis ou irrecuperáveis passaram a ser dispensadas de nova perícia médica. Segundo o próprio governo federal, mais de cento e cinquenta mil pessoas que seriam convocadas para nova perícia ainda em 2025 foram diretamente beneficiadas por essa dispensa. Em junho de 2025, o BPC pagava mais de seis milhões e quatrocentos mil benefícios em todo o país, sendo mais de três milhões e setecentos mil destinados a pessoas com deficiência, o que dá a dimensão real de quantas famílias essa engrenagem afeta.

O problema é que esse avanço não resolve tudo. A dispensa vale para quem já recebeu, em perícia anterior, prognóstico oficial de irreversibilidade. Mas muitas condições, entre elas boa parte dos quadros de deficiência intelectual, transtornos do neurodesenvolvimento e determinadas deficiências físicas, nem sempre recebem esse enquadramento explícito no primeiro laudo, o que mantém milhares de famílias no ciclo de reavaliações bienais, mesmo diante de condições que, na prática, também não vão simplesmente reverter. Cada nova convocação significa reunir documentação, enfrentar agendamento, faltar ao trabalho, e submeter mais uma vez a criança, o adolescente ou o adulto com deficiência a um exame que, para a família, muitas vezes soa menos como avaliação técnica e mais como desconfiança institucional sobre algo que elas já vivem todos os dias.

Mais recentemente, o Conselho Nacional de Justiça, pela Resolução nº 630, de 29 de julho de 2025, instituiu o Instrumento Unificado de Avaliação Biopsicossocial também para os processos judiciais que tratam da concessão do BPC, com uso obrigatório em todo o Judiciário a partir de 2 de março de 2026. A medida busca alinhar os critérios da via judicial aos já praticados administrativamente pelo INSS, o que tende a reduzir divergências entre as duas esferas, mas também significa que mesmo quem já obteve o benefício pela Justiça não está automaticamente livre do mesmo ciclo de reavaliação.

Fiscalizar o uso correto de recursos públicos é dever do Estado, e ninguém deveria defender o contrário. O que merece debate público é o desenho desse processo: se a deficiência, na maioria dos casos que sustentam o BPC, tende a ser condição de longo prazo por definição legal, o padrão deveria talvez ser presumir a continuidade, com reavaliação apenas quando houver indício concreto de mudança de quadro, e não o inverso, que obriga milhões de famílias a reabrir, a cada dois anos, uma ferida que a maioria delas já carrega para o resto da vida.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, pesquisador e pessoa com deficiência. Com formação complementar em Direitos das Pessoas com Deficiência pela PUC-Rio e em Direito Antidiscriminatório, construiu sua trajetória na interseção entre o Direito, a inclusão e a transformação social.
  • É idealizador e coordenador da coletânea jurídica Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva, obra que reúne 90 autores e contribuições dedicadas aos direitos das pessoas com deficiência, com referências no STF, STJ e TST e presença em instituições como Harvard e a Universidade de Coimbra.
  • Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Sua experiência profissional reúne atuação nos setores público e privado, produção intelectual e participação em iniciativas relacionadas à inclusão, acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência.
  • Sua atuação articula conhecimento jurídico, pesquisa, experiência institucional e vivência da deficiência, com foco em direitos das pessoas com deficiência, acessibilidade, políticas públicas e ESG. A partir dessa perspectiva, desenvolve pesquisas, conteúdos e iniciativas que buscam ampliar o debate sobre inclusão e transformar conhecimento em diálogo, participação e mudanças concretas na sociedade e nas instituições.
  • LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/o-corpo-que-vira-prova-a-rotina-de-comprovar-a-mesma-deficiencia-repetidas-vezes-ao-estado/

Postado Pôr Antonio Brito 

Seleção feminina estreia com derrota no Mundial de basquete em cadeira de rodas

Gabriela Oliveira jogando nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026. | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Seleção Brasileira feminina perdeu para a Grã-Bretanha por 78 a 41, nesta quarta-feira, 9, na estreia do Mundial de basquete em cadeira de rodas, em Ottawa, no Canadá. A competição reúne as principais seleções da modalidade e segue até o dia 19 de setembro.

A Seleção Feminina volta às quadras nesta quinta-feira, 10, contra a Espanha, às 15h45 (horário de Brasília). Na sequência da primeira fase, o Brasil enfrenta a Austrália, no dia 12, às 15h30; o Canadá, no dia 13, às 15h45; e a China, no dia 15, às 17h45.

O Brasil está no Grupo A do torneio feminino, ao lado de China, Austrália, Espanha, Canadá e Grã-Bretanha. As quatro melhores equipes de cada chave avançam às quartas de final.

Todos os jogos do Mundial serão transmitidos pelo canal da IWBF (Federação internacional de basquete em cadeira de rodas) no YouTube.

Seleção Brasileira masculina
Já a Seleção Brasileira masculina estreia nesta quinta-feira, 10, às 11h (horário de Brasília), contra a Itália. A equipe está no Grupo A, ao lado de Estados Unidos, Itália e Países Baixos. Os dois melhores colocados de cada grupo avançam às quartas de final.

Ainda nesta quinta-feira, a Seleção Masculina enfrenta os Estados Unidos, às 18h. O último compromisso da primeira fase será contra os Países Baixos, no dia 12, às 17h45.

Confira todos os jogos da primeira fase (horário de Brasília):
Mundial Feminino

Brasil 39 x 78 Grã-Bretanha
10/9 – Brasil x Espanha (15h45)
12/9 – Brasil x Austrália (15h30)
13/9 – Brasil x Canadá (15h45)
15/9 -Brasil x China (17h45)

Mundial Masculino
10/9 – Brasil x Itália (11h)
10/9 – Brasil x Estados Unidos (18h)
12/9 – Brasil x Países Baixos (17h45)

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-feminina-estreia-com-derrota-no-mundial-de-basquete-em-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antonio Brito

Diário PcD amplia cobertura exclusiva das Eleições 2026 e identifica 113 candidaturas ligadas à pauta da deficiência

Diário PcD amplia cobertura exclusiva das Eleições 2026 e identifica 113 candidaturas ligadas à pauta da deficiência

Levantamento atualizado até 8 de setembro reúne candidatos e candidatas com deficiência, pais e mães atípicos e pessoas com relação direta com a comunidade PcD; número corresponde a 21,4% dos 518 registros de candidaturas com deficiência informados pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral

A cobertura das Eleições Inclusivas 2026 continua avançando.

O Diário PcD amplia, com exclusividade, o levantamento nacional de candidaturas relacionadas à pauta das pessoas com deficiência e chega a uma nova relação atualizada até 8 de setembro de 2026.

A nova etapa da cobertura reúne 113 nomes identificados pela equipe de jornalismo em diferentes Estados brasileiros e em diferentes disputas eleitorais.

O levantamento contempla não apenas candidatos e candidatas com deficiência, mas também pais e mães atípicos e pessoas cuja trajetória pública, profissional, social ou política apresenta relação direta com as pessoas com deficiência e com temas como inclusão, acessibilidade e garantia de direitos.

A iniciativa dá continuidade ao projeto Eleições Inclusivas 2026, lançado pelo Diário PcD em agosto. A primeira relação publicada pelo portal reuniu 72 candidatos e candidatas com deficiência.

113 nomes identificados pelo Diário PcD

Na atualização realizada nesta terça-feira, 8, o levantamento do Diário PcD identificou:

  • 6 candidatos/candidatas ao Senado Federal
  • 49 candidatos/candidatas à Câmara dos Deputados
  • 2 candidatos/candidatas à Câmara Distrital
  • 56 candidatos/candidatas às Assembleias Legislativas

O levantamento está sendo organizado por Estado, cargo e partido, permitindo ao leitor identificar quem são as pessoas que disputam as eleições e qual é sua relação com a pauta da deficiência.

CONFIRA TAMBÉM: “Seu Voto Importa”: veja onde haverá transporte gratuito para pessoas com deficiência nas Eleições 2026 – https://diariopcd.com.br/seu-voto-importa-veja-onde-havera-transporte-gratuito-para-pessoas-com-deficiencia-nas-eleicoes-2026/

Número supera 20% da referência divulgada pelo TSE

O dado ganha uma dimensão importante quando comparado com as estatísticas divulgadas pela Justiça Eleitoral. Segundo o levantamento publicado pelo Diário PcD com base nas informações do TSE, 518 candidatas e candidatos declararam possuir algum tipo de deficiência e solicitaram registro de candidatura nas Eleições 2026. Em 2022, foram 489 registros.

Com 113 nomes, a relação atualmente identificada pelo Diário PcD corresponde a aproximadamente 21,4% dos 518 registros. Isso significa que a cobertura exclusiva do portal já alcança uma quantidade equivalente a mais de um quinto do número de candidaturas com deficiência informado pelo TSE.

Mas existe uma diferença importante

Os dois levantamentos não utilizam exatamente o mesmo critério. Os registros do TSE correspondem a candidatas e candidatos que auto declararam possuir algum tipo de deficiência no registro eleitoral.

Já o Diário PcD adotou um critério editorial mais abrangente, incluindo:

  • pessoas com deficiência que são candidatas;
  • pais e mães atípicos com candidatura oficializada;
  • candidatos com histórico comprovado de atuação na defesa das pessoas com deficiência;
  • pessoas com participação reconhecida em movimentos, entidades, organizações ou iniciativas relacionadas à inclusão e à acessibilidade;
  • pessoas cuja trajetória profissional, social ou política demonstre relação efetiva com as pautas do segmento.

Por isso, o percentual de 21,4% deve ser compreendido como uma comparação entre o tamanho das duas relações, e não como uma afirmação de que 21,4% dos 518 candidatos autodeclarados com deficiência foram identificados pelo Diário PcD.

De 72 para 113 nomes

A evolução do levantamento demonstra o trabalho contínuo da equipe de jornalismo.

A primeira relação publicada pelo Diário PcD, em agosto, reuniu 72 candidatos e candidatas com deficiência.

Na atualização seguinte, o número de pessoas identificadas aumentou e a cobertura passou a contemplar também candidaturas que, embora não estejam necessariamente incluídas na estatística de autodeclaração de deficiência do TSE, possuem relação direta com a comunidade PcD.

O objetivo é ampliar a informação disponível ao eleitor. Não basta saber quantos candidatos declararam uma deficiência. Também interessa identificar quem são as pessoas que chegam à disputa eleitoral trazendo experiências familiares, profissionais, sociais ou políticas diretamente relacionadas à deficiência.

Quem são essas pessoas?

A relação inclui candidaturas distribuídas por diferentes Estados e partidos.

Há nomes concorrendo ao Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Distrital.

A atualização também registra situações que sofreram alterações durante o processo eleitoral, como renúncias e cancelamentos de candidaturas, quando essas informações foram identificadas pela equipe.

Isso é importante porque o processo eleitoral permanece dinâmico e os registros podem sofrer alterações.

O Diário PcD, portanto, trata cada atualização como um retrato da situação encontrada na data da apuração.

Não é lista de apoio ou recomendação de voto

Um dos princípios da cobertura permanece o mesmo desde o lançamento do projeto: informar não significa fazer campanha.

A presença de um nome na relação do Diário PcD não representa apoio, recomendação ou pedido de voto.

Também não há cobrança de nenhum valor para inclusão na cobertura e não existe preferência partidária.

A definição dos nomes é responsabilidade do Departamento de Jornalismo, a partir dos critérios estabelecidos para o projeto e das informações públicas disponíveis.

Da mesma forma, a ausência de determinado nome não significa uma avaliação negativa da candidatura.

Ela pode decorrer da falta de informações suficientes, da impossibilidade de confirmar determinada informação ou da não adequação aos critérios editoriais utilizados pelo portal.

Uma cobertura que vai além da autodeclaração

A iniciativa também busca responder a uma questão que os números oficiais, isoladamente, não conseguem explicar: quem são as pessoas que estão chegando à política pela experiência direta com a deficiência?

Uma pessoa com deficiência candidata vivencia determinadas barreiras. Uma mãe ou um pai atípico pode ter construído sua trajetória política a partir da busca por diagnóstico, educação inclusiva, terapias, saúde, assistência social ou direitos para seus filhos.

E uma pessoa sem deficiência, mas com histórico público comprovado de atuação na área, também pode ter uma trajetória diretamente relacionada às políticas públicas que atingem milhões de brasileiros. São experiências diferentes.

Por isso, o Diário PcD optou por identificá-las separadamente dentro de uma mesma cobertura jornalística, sem confundir essas condições.

Representatividade não termina na urna

A discussão sobre eleições inclusivas não envolve apenas o direito de votar.

Também envolve o direito de ser candidato, participar das decisões e ocupar os espaços de poder.

A questão foi debatida, inclusive, em audiência pública realizada no Senado Federal em 3 de setembro, que tratou da participação das pessoas com deficiência nas eleições de 2026. A ANAPcD, uma das entidades participantes, destacou que representatividade também deve ser considerada dentro da discussão sobre acessibilidade eleitoral.

A cobertura do Diário PcD parte justamente dessa perspectiva: mostrar quem está disputando espaço político e qual é a relação dessas candidaturas com as pautas que impactam diretamente a vida das pessoas com deficiência e de suas famílias.

E a cobertura continua

A atualização de 8 de setembro não encerra o levantamento.

O Diário PcD continuará acompanhando as candidaturas, novas informações, alterações nos registros, renúncias, substituições e demais acontecimentos que possam modificar a relação.

O projeto também permanece recebendo informações pelo e-mail: coberturadiariopcd@gmail.com

Candidatos e candidatas podem encaminhar informações sobre sua candidatura, trajetória e relação com a pauta da deficiência. O envio, entretanto, não garante a inclusão automática na cobertura.

As informações são avaliadas pelo Departamento de Jornalismo conforme os critérios editoriais estabelecidos.

Fonte https://diariopcd.com.br/diario-pcd-amplia-cobertura-exclusiva-das-eleicoes-2026-e-identifica-113-candidaturas-ligadas-a-pauta-da-deficiencia/

Postado Pôr Antonio Brito 

09/09/2026

Meia-entrada para pessoas com deficiência: regras ainda dificultam acesso ao benefício. Novo decreto busca evitar problemas.

Meia-entrada para pessoas com deficiência: regras ainda dificultam acesso ao benefício. Novo decreto busca evitar problemas.

Decreto publicado pelo governo federal considera abusivas práticas que dificultem o acesso à meia-entrada; direito continua previsto para pessoas com deficiência e, quando necessário, seus acompanhantes

Por anos, pessoas com deficiência relatam dificuldades para exercer um direito que está previsto na legislação brasileira: o acesso à meia-entrada em eventos artístico-culturais e esportivos.

Em 2023, o Diário PcD publicou reportagem após receber reclamações de pessoas com deficiência que conseguiam comprar ingressos, mas encontravam dificuldades na entrada dos estabelecimentos. Um dos casos acompanhados envolvia um parque no interior de São Paulo que informava conceder a meia-entrada somente a pessoas com deficiência aposentadas ou beneficiárias do BPC. Na ocasião, a empresa afirmou que seguia a documentação prevista no Decreto nº 8.537/2015.

RELEMBRE: Meia-Entrada concedida apenas para PcD aposentadas por invalidez ou que recebam BPC – https://diariopcd.com.br/meia-entrada-atitudes-dificultam-o-acesso-de-pessoas-com-deficiencia/

Agora, em 2026, uma nova regulamentação federal acrescenta um elemento importante a essa discussão.

Novo decreto considera abusivo dificultar o acesso à meia-entrada

Publicado em 31 de agosto de 2026, o Decreto nº 13.108 regulamenta medidas de proteção ao consumidor na comercialização de ingressos para eventos em todo o país.

Entre as novas regras, o decreto estabelece expressamente que é abusiva qualquer prática que reduza ou dificulte o acesso ao benefício da meia-entrada previsto na legislação.

A norma cita, entre outras situações:

  • restrição artificial da quantidade de ingressos destinados à meia-entrada;
  • obstáculos operacionais, tecnológicos ou cadastrais que dificultem de forma desproporcional a aquisição do benefício;
  • cobrança de taxas que prejudiquem o exercício do direito.

O decreto também determina que as taxas cobradas devem ser proporcionais ao preço do ingresso, de forma a preservar o exercício do direito à meia-entrada.

O que a lei garante à pessoa com deficiência?

A Lei nº 12.933/2013 assegura a meia-entrada às pessoas com deficiência em espetáculos artístico-culturais e esportivos.

A legislação também estabelece que, quando a pessoa com deficiência necessitar de acompanhamento, o acompanhante terá direito ao mesmo benefício.

O benefício corresponde à metade do valor efetivamente cobrado do público em geral e integra uma política nacional de acesso à cultura, ao lazer e ao esporte.

A lei também estabelece que a concessão da meia-entrada é assegurada dentro de 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento.

Mas quem pode comprovar a condição de pessoa com deficiência?

É justamente nesse ponto que a situação exige atenção.

O Decreto nº 8.537/2015, que regulamenta a Lei da Meia-Entrada, estabelece atualmente que a pessoa com deficiência deve apresentar, na compra do ingresso e também na entrada do evento, o cartão do BPC da pessoa com deficiência ou documento emitido pelo INSS que ateste aposentadoria nos critérios da Lei Complementar nº 142/2013, acompanhado de documento oficial de identificação com foto.

O próprio decreto prevê que essa documentação deverá ser substituída quando for instituída a avaliação da deficiência prevista na Lei Brasileira de Inclusão para essa finalidade.

Esse ponto é importante porque ter uma deficiência e receber BPC ou aposentadoria são situações distintas.

O BPC depende, entre outros requisitos, de critérios socioeconômicos. Já a aposentadoria da pessoa com deficiência possui requisitos previdenciários próprios.

Portanto, a discussão sobre a comprovação do direito à meia-entrada não se confunde com a existência ou não da deficiência.

E o acompanhante?

A legislação é clara ao assegurar o benefício também ao acompanhante quando a pessoa com deficiência necessitar de acompanhamento.

O Decreto nº 8.537/2015 estabelece que, enquanto não houver a avaliação prevista na Lei Brasileira de Inclusão para identificar essa necessidade, o benefício ao acompanhante pode ser concedido mediante declaração da própria pessoa com deficiência ou, quando ela não puder fazê-lo, de seu acompanhante.

Assim, a meia-entrada do acompanhante não é uma cortesia oferecida pelo estabelecimento. Ela decorre da legislação quando caracterizada a necessidade de acompanhamento.

O que muda com o Decreto nº 13.108?

A principal novidade de 2026 está na forma como a comercialização dos ingressos deve ocorrer.

As empresas responsáveis pela venda terão que informar claramente o número total de ingressos disponibilizados e a quantidade destinada à meia-entrada.

Além disso, até 30 dias depois do evento, deverão divulgar o percentual de ingressos efetivamente vendidos com o benefício e comprovar o cumprimento da legislação.

O decreto também determina que ingressos promocionais não sejam utilizados para contabilizar a quantidade destinada à meia-entrada. Ou seja, uma promoção comercial não substitui a cota legal do benefício.

Obstáculos tecnológicos também entram na discussão

A mudança é particularmente relevante diante da digitalização da venda de ingressos.

Segundo o novo decreto, não podem ser criados obstáculos operacionais, tecnológicos ou cadastrais desproporcionais que dificultem a aquisição da meia-entrada.

Isso alcança, portanto, situações em que o consumidor encontra uma plataforma que funciona para a compra do ingresso inteiro, mas apresenta dificuldades específicas quando tenta utilizar o benefício legal.

E se a pessoa conseguir comprar, mas tiver problemas na entrada?

Esse continua sendo um ponto de atenção.

A reportagem publicada pelo Diário PcD em 2023 registrou justamente relatos de pessoas que conseguiam adquirir o ingresso, mas enfrentavam questionamentos ou impedimentos no momento de acessar o estabelecimento.

A nova regulamentação federal reforça que o acesso à meia-entrada não deve ser dificultado por práticas abusivas.

Por outro lado, permanece a necessidade de apresentar a documentação exigida pela regulamentação específica para comprovação da condição de beneficiário.

O direito não é apenas sobre pagar menos

A discussão sobre meia-entrada vai além do valor do ingresso.

Para uma pessoa com deficiência, o acesso a um cinema, teatro, show, exposição, evento cultural ou atividade esportiva também está relacionado ao direito de participar da vida cultural e social em igualdade de oportunidades.

A própria regulamentação atual do Ministério da Cultura estabelece medidas de acessibilidade para projetos culturais, incluindo acessibilidade arquitetônica, comunicacional e de conteúdo para pessoas com diferentes tipos de deficiência e para pessoas autistas.

Isso significa que acessibilidade e meia-entrada são temas relacionados, mas diferentes: uma garante condições de acesso e participação; a outra estabelece um benefício econômico previsto em lei.

Uma nova realidade para quem encontra dificuldades

A situação retratada pelo Diário PcD em 2023 ganha, portanto, um novo capítulo.

Se naquela época havia relatos de estabelecimentos que criavam dificuldades para o exercício do benefício, a legislação federal agora estabelece expressamente que práticas que reduzam ou dificultem o acesso à meia-entrada podem ser consideradas abusivas.

O Decreto nº 13.108 entrou em vigor em 31 de agosto de 2026, embora alguns dispositivos específicos tenham prazo de 20 dias para começar a produzir efeitos.

A fiscalização do cumprimento das regras continua envolvendo os órgãos de defesa do consumidor e as demais autoridades competentes.

O alerta do Diário PcD

A orientação para a pessoa com deficiência é guardar comprovantes da compra, informações apresentadas pela plataforma, regras do evento e eventual comunicação recebida do estabelecimento.

Em caso de recusa ou dificuldade, esses registros podem ser importantes para uma eventual reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor.

E existe uma diferença fundamental que precisa ser conhecida: uma coisa é a legislação estabelecer quais documentos comprovam o direito à meia-entrada; outra é um estabelecimento criar obstáculos além daqueles previstos nas normas.

Com o novo Decreto nº 13.108/2026, essa segunda situação passa a ter uma regra federal ainda mais explícita.

O direito à inclusão também passa pelo direito de acessar a cultura, o esporte e o lazer. E informação é uma das ferramentas para fazer esse direito ser conhecido.

Fonte https://diariopcd.com.br/meia-entrada-para-pessoas-com-deficiencia-regras-ainda-dificultam-acesso-ao-beneficio-novo-decreto-busca-evitar-problemas/

Postado Pôr Antonio Brito 

Rio 2016: confira a trajetória de dez medalhistas após dez anos dos Jogos

Bandeiras do Brasil e do Comitê Paralímpico Internacional lado a lado durante a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. | Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

Há dez anos, o Brasil conquistou 72 medalhas nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016, 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze, maior número de pódios brasileiros já registrados até aquele momento.

Para alguns dos atletas que fizeram história no megaevento em solo brasileiro, essa foi apenas a primeira das muitas conquistas que viriam depois, caso de jovens como o paraibano Petrúcio Ferreira, medalhista de ouro e recordista mundial dos 100m T47 (comprometimento em membros superiores) no Rio 2016 ou da judoca Alana Maldonado, medalhista de prata nos Jogos realizados no Brasil.

Já outros atletas tiveram no Rio de Janeiro sua última participação em Jogos Paralímpicos, encerrando com pódios uma carreira marcada por grandes conquistas. Foi assim com o alagoano Yohansson do Nascimento, que conquistou o bronze na mesma prova de Petrúcio e ainda foi prata com ele no revezamento 4x100m. O atleta encerrou a carreira antes dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e se tornou dirigente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Também há casos de atletas que encerraram suas carreiras e, anos depois, voltaram a competir ou se preparam para retomar as atividades no alto rendimento, casos da goiana Shirlene Coelho e da mineira Terezinha Guilhermina.

Em meio às comemorações dos dez anos dos Jogos do Rio 2016, confira o desenvolvimento da trajetória de dez atletas que se destacaram na competição.

Alana Maldonado — Judô

Com 21 anos nos Jogos do Rio 2016, a judoca paulista foi prata na categoria até 70kg ao ser imobilizada pela mexicana Lenia Fabiola Alvarez na final. Após o resultado, Alana foi eleita destaque da modalidade no Prêmio Paralímpicos, que também foi realizado no Rio de Janeiro.

Desde então, a atleta seguiu se desenvolvendo e conquistou dois títulos paralímpicos, em Tóquio 2020 e Paris 2024. Além disso, obteve o primeiro ouro do Brasil na história dos Mundiais de Judô – em Portugal (2018), e repetiu o feito no Azerbaijão, em 2022, e no Cazaquistão, em 2025.

André Brasil — Natação

O nadador da classe S10 (comprometimento físico-motor) conquistou quatro pódios nos Jogos do Rio 2016: prata nos 100m livre e no revezamento 4x100m medley e bronze nos 100m borboleta e no revezamento 4x100m medley. Com as medalhas, ele se consolidou como um dos maiores medalhistas brasileiros, com 14 no total (sete ouros, cinco pratas e dois bronzes).

Em abril de 2019, durante um procedimento obrigatório de reclassificação funcional prévio ao Open Internacional em São Paulo, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) considerou que André Brasil não atingia mais os critérios para a classe S10. A medida foi alvo de contestação do CPB e do atleta, que não voltou a competir.

O atleta lançou em 2024 o livro “A História de um Campeão” pela editora Autografia. Também atuou como comentarista em transmissões esportivas e como palestrante.

Bruna Alexandre — Tênis de Mesa

A catarinense conquistou suas duas primeiras medalhas paralímpicas nos Jogos do Rio 2016: um bronze na disputa individual da classe 10 e um bronze na disputa por equipes, ao lado de Danielle Rauen e Jennyfer Parinos.

Bruna voltou a subir no pódio em mais duas edições do megaevento. Ela foi prata no individual e bronze por equipes nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. A seguir, foi bronze no individual e nas duplas WD20 em Paris 2024.

Ela ainda disputou em 2023 os Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, contra adversárias sem deficiência, e obteve a medalha de bronze por equipes. No ano seguinte, fez parte da equipe brasileira nos Jogos Olímpicos de Paris, tornando-se a primeira mulher do país a disputar os dois eventos em um mesmo ciclo.

Daniel Dias — Natação

Daniel Dias foi ao pódio em todas as provas que disputou no Rio 2016, encerrando a competição com quatro ouros, três pratas e dois bronzes.

O atleta ainda participou de mais um ciclo paralímpico e disputou os Jogos de Tóquio 2020, onde conquistou três bronzes: (100m livre S5, 200m livre S5 e revezamento 4x50m livre misto até 20 pontos).

Com o resultado, encerrou sua carreira no Japão como maior medalhista paralímpico brasileiro da história, com 27 pódios (14 medalhas de ouro, sete de prata e seis de bronze).

Daniel fundou em 2014 o Instituto Daniel Dias com o intuito de oferecer treinamentos de natação paralímpica a pessoas com deficiência em núcleos espalhados por diversas regiões do Brasil. Também realiza palestras, em que divide aprendizados de sua trajetória esportiva.

Lauro Chaman – Ciclismo

Lauro Chaman foi o primeiro ciclista brasileiro a subir no pódio de uma edição dos Jogos Paralímpicos. As primeiras medalhas vieram no Rio 2016, quando ele conquistou uma prata e um bronze. O paulista ficou em segundo na prova de estrada C4-C5, e em terceiro no contrarrelógio C5, ambas disputas para atletas que usam bicicletas convencionais.

O paulista seguiu se destacando internacionalmente. Entre outras medalhas em Mundiais, Lauro se tornou tricampeão de estrada na prova de resistência, com títulos conquistados em 2017 (África do Sul), 2021 (Portugal) e 2023 (Bélgica). Também foi ouro na pista, na prova Scratch, no Mundial de ciclismo disputado no Rio de Janeiro em 2018.

Além disso, em 2026 Lauro foi o campeão-geral da Copa do Mundo de ciclismo pela quarta vez. Ele já havia obtido o título em 2017, 2019 e 2023.

Petrúcio Ferreira — Atletismo

O paraibano Petrúcio Ferreira estreou em Jogos do Rio, com 19 anos. Ali, o velocista quebrou por duas vezes o recorde mundial. Nas eliminatórias dos 100m T47 ele completou a prova em 10s67 e, no dia seguinte, nas finais, obteve o ouro com 10s57.

Ele ainda foi prata nos 400m e no revezamento 4x100m em equipe que contava com Renato Cruz, Yohansson Nascimento e Alan Fonteles.

O atleta seguiu conquistando espaço no cenário internacional e melhorando suas marcas. Em 2022, tornou-se o atleta paralímpico mais rápido do mundo ao completar os mesmos 100m em 10s29 no Desafio CPB/CBAt, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico.

Petrúcio segue em atividade e já é tricampeão paralímpico de sua prova principal (Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024). Além disso, acumula cinco títulos mundiais (Londres 2017, Dubai 2019, Paris 2023, Kobe 2024 e Nova Déli 2025).

Ricardinho — Futebol de Cegos

O atleta do futebol de cegos fez o gol da vitória brasileira por 1 a 0 na final dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Ele chegou ao fundo das redes aos 12 minutos do primeiro tempo, quando se livrou de dois marcadores e chutou rasteiro, por baixo das pernas do goleiro, anotando o tento que chamou de “o mais especial da carreira” em 2020, quatro anos após o título paralímpico.

O gaúcho seguiu como referência técnica da Seleção Brasileira e conquistou mais duas medalhas paralímpicas, o ouro em Tóquio 2020 e o bronze nos Jogos de Paris 2024, quando chutou uma das bolas que não entraram na decisão por pênaltis na semifinal contra a Argentina. Foi eleito melhor jogador do mundo da modalidade pela terceira vez em 2018, título que já havia recebido em 2006 e 2014.

Shirlene Coelho — Atletismo

Shirlene foi porta-bandeira do Brasil nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 e encerrou a competição com duas medalhas: ouro no lançamento de dardo F37 e prata no lançamento de disco em prova disputada em conjunto com a classe F38.

A atleta encerrou a carreira logo após o megaevento. Porém, em 2023, decidiu voltar ao esporte de alto rendimento. Aos 45 anos, Shirlene tem participado assiduamente de competições nacionais, como o Meeting Paralímpico Loterias Caixa, o Circuito Paralímpico Loterias Caixa e o Campeonato Brasileiro Loterias Caixa.

Terezinha Guilhermina — Atletismo

A mineira Terezinha Guilhermina disputou no Rio de Janeiro sua última edição de Jogos Paralímpicos e conquistou duas medalhas, a prata no revezamento 4x100m para as classes T11 a T13 (deficiência visual) e o bronze nos 400m T11.

Com o resultado, a atleta chegou a oito medalhas paralímpicas (três ouros, duas pratas e três bronzes) e doze medalhas em Mundiais (oito ouros e quatro pratas) – o último um recorde de conquistas por atleta brasileira que só foi superado por Jerusa Geber em 2025, no Mundial de Nova Déli, na Índia.

Ela competiu até 2018, quando decidiu encerrar sua carreira para ser mãe. Passou a se dedicar à psicologia , além de ter atividades como palestrante. Em 2026, retornou aos treinos, com o objetivo de participar de competições a partir do segundo semestre de 2027.

Yohansson do Nascimento — Atletismo

O alagoano realizou sua última participação em Jogos Paralímpicos na edição do Rio de Janeiro com dois pódios: uma medalha de prata no revezamento 4x100m e um bronze na disputa dos 100m T47, na mesma prova que consagrou Petrúcio Ferreira como campeão paralímpico.

Ele ainda fez dobradinha com Petrúcio em duas grandes competições, o Mundial de Doha, no Catar, em 2017, e os Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019. Também foi bronze no Mundial de Dubai, no mesmo ano. Optou por encerrar sua carreira antes dos Jogos Paralímpicos de Tóquio em função do adiamento do evento provocado pela epidemia de Covid-19.

Em janeiro de 2021, Yohansson assumiu um novo desafio ainda ligado ao Movimento Paralímpico, ao se tornar vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Ele segue no cargo para o ciclo de Los Angeles 2028.

Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Asics e a Braskem são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegos, natação, judô e tênis de mesa.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Alana Maldonado, Bruna Alexandre e Petrúcio Ferreira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Lauro Chaman e Alana Maldonado integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/rio-2016-confira-a-trajetoria-de-dez-medalhistas-apos-dez-anos-dos-jogos/

Postado Pôr Antonio Brito 

ESPANHA TEM DEPUTADA COM SÍNDROME DE DOWN

 Mar Galcerán é apresentada como a primeira pessoa com síndrome de Down a ocupar um assento no parlamento espanhol. Com décadas de atuação pública, ela pretende continuar sua trajetória política.

ESPANHA TEM DEPUTADA COM SÍNDROME DE DOWN

Mar Galcerán, é deputada do Partido Popular na Espanha. Ela é a primeira pessoa com síndrome de Down a ocupar um assento no parlamento espanhol.

Nos últimos tempos, ela ocupou inúmeras capas e manchetes em vários países do mundo.

Galcerán, 46 anos, é integrante das Cortes desde setembro do ano passado e ocupa um dos 99 lugares do legislativo em seu país.

Ela começou na política na década de 1990, com apenas 20 anos. Nas décadas de 1990 e 2000 atuou ocupando cargos em ministérios valencianos e órgãos público. Foram 26 anos de atuação na vida pública antes de ser eleita deputada.

Com toda esta carreira e experiência, Galcerán olha agora para o futuro. É verdade que ela ainda não atua como deputada há muito tempo, mas isso não a impede de ter clareza sobre seus objetivos. Ela já vislumbra um novo mandato de mais 4 anos.

Ela sem dúvida é um exemplo para as pessoas com Sindrome de Down em todo o mundo.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=26b70cff-2b84-4fb3-9348-b8d803b6a0fe

Postado Pôr Antonio Brito 

08/09/2026

Setembro Amarelo: irritabilidade e isolamento podem ser sinais de sofrimento emocional em crianças e adolescentes

Setembro Amarelo: irritabilidade e isolamento podem ser sinais de sofrimento emocional em crianças e adolescentes

Especialistas orientam pais e professores a observar mudanças persistentes de comportamento e explicam como abordar o assunto sem julgamento

Nem sempre uma criança ou adolescente que está passando por sofrimento emocional vai dizer que não está bem. Mudanças de comportamento, irritabilidade, isolamento, alterações no sono, queda no rendimento escolar e perda de interesse por atividades que antes faziam parte da rotina podem ser sinais de que algo precisa de atenção. No Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre prevenção do suicídio, especialistas alertam para a importância de identificar precocemente sinais de sofrimento psíquico entre crianças e adolescentes.

Segundo a neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi, especialista em desenvolvimento infantil, o comportamento pode ser uma das principais formas de comunicação da criança.

“Nem toda criança consegue dizer que está sofrendo. Muitas vezes, ela demonstra isso por meio do comportamento. Por isso, mais do que observar um comportamento isolado, os pais precisam perceber mudanças em relação ao padrão daquela criança. Se ela sempre foi comunicativa e passa a se isolar, se costumava participar das atividades e perde o interesse ou apresenta uma irritabilidade que não era habitual, é importante investigar o que está acontecendo”, explica.

A especialista ressalta que isso não significa que toda alteração de comportamento seja indicativa de um transtorno ou de uma situação grave. O que merece atenção é a persistência, intensidade e impacto da mudança na rotina.

“Uma criança pode estar triste, frustrada ou irritada em determinado momento e isso faz parte da vida. O sinal de alerta aparece quando aquela mudança permanece, se intensifica ou começa a interferir na escola, nas relações, no sono, na alimentação ou nas atividades que antes eram prazerosas”, afirma Silvia.

Crianças neurodivergentes exigem atenção aos padrões individuais

Em crianças neurodivergentes, como aquelas com autismo ou TDAH, a identificação pode ser mais complexa. De acordo com Silvia, comportamentos novos não devem ser automaticamente atribuídos à condição de base.

“É muito importante conhecer o funcionamento daquela criança. Em uma criança autista, por exemplo, uma mudança comportamental pode ser rapidamente interpretada como parte do autismo. Mas uma alteração nova, que foge do padrão habitual, também pode indicar que ela está enfrentando alguma dificuldade emocional, social ou ambiental”, diz.

A parceria entre família e escola também pode ajudar na identificação.

“Professores passam muitas horas com essas crianças e podem perceber mudanças que não aparecem em casa. Da mesma forma, os pais conhecem aspectos que a escola não necessariamente observa. Quando família e escola compartilham essas informações, conseguimos ter uma visão muito mais completa da criança”, afirma.

Na adolescência, sofrimento pode aparecer como irritabilidade

Para a psiquiatra Fabricia Signorelli, especialista em transtornos do neurodesenvolvimento e altas habilidades, um dos erros mais comuns é associar sofrimento emocional apenas à tristeza.

“Quando pensamos em saúde mental, muitas pessoas imaginam uma criança ou adolescente triste, chorando e dizendo que não quer fazer nada. Mas o sofrimento também pode aparecer como irritabilidade, agressividade, isolamento, queda no desempenho escolar, alterações importantes no sono ou perda de interesse. Por isso, precisamos olhar para mudanças no funcionamento como um todo”, explica.

A psiquiatra destaca que o contexto deve ser considerado antes de qualquer conclusão.

“Não é porque um adolescente está irritado ou quer ficar sozinho em determinado momento que existe necessariamente um problema de saúde mental. A adolescência envolve mudanças importantes. O que merece atenção é quando existe uma alteração significativa em relação ao comportamento habitual e essa mudança persiste ou começa a prejudicar a vida do jovem”, afirma.

Como conversar com crianças e adolescentes

Uma das dúvidas mais frequentes dos pais é como abordar o assunto. Para Fabricia, o primeiro passo é criar um ambiente em que o jovem se sinta seguro para falar.

“Precisamos trocar o interrogatório pela disponibilidade. Em vez de perguntar apenas ‘o que você tem?’, os pais podem demonstrar que perceberam a mudança e dizer que estão disponíveis para conversar. O mais importante é ouvir sem minimizar imediatamente aquilo que o jovem está sentindo”, orienta.

Frases como “isso é só uma fase”, “você não tem motivo para estar assim” ou “todo mundo passa por isso” podem dificultar a comunicação.

“Quando alguém consegue falar sobre uma dor emocional e escuta que aquilo não é importante, pode entender que não vale a pena falar novamente. Acolher não significa concordar com tudo. Significa mostrar que aquela pessoa foi ouvida e que existe um adulto disposto a ajudá-la”, explica a psiquiatra.

Segundo Fabricia, diante de uma preocupação concreta, também é possível perguntar diretamente sobre pensamentos relacionados à morte ou ao desejo de não estar vivo.

“Perguntar diretamente não coloca uma ideia na cabeça da pessoa. Ao contrário, pode abrir uma oportunidade para que ela fale sobre algo que estava sendo vivido em silêncio. Se existe uma preocupação real, é importante não fugir da conversa por medo de tocar no assunto”, afirma.

Quando procurar ajuda profissional

As especialistas recomendam avaliação profissional quando as mudanças de comportamento são persistentes, intensas ou interferem significativamente na rotina da criança ou do adolescente.

“Procurar ajuda não significa que necessariamente exista um diagnóstico. A avaliação serve justamente para entender o que está acontecendo e identificar quais estratégias podem ajudar aquela criança ou adolescente”, afirma Silvia.

Já situações que envolvam falas recorrentes sobre morte, desesperança, autolesão ou indicação de risco imediato exigem atenção e busca de ajuda especializada.

“Prevenção não começa apenas quando existe uma crise. Ela começa na construção de vínculos, na possibilidade de falar sobre emoções e na percepção de que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Pais e professores não precisam resolver tudo sozinhos, mas precisam saber reconhecer quando é hora de procurar ajuda”, afirma Fabricia.

Para Silvia, o Setembro Amarelo também pode ser uma oportunidade para levar o tema para dentro de casa.

“Não precisamos esperar uma situação grave para perguntar aos nossos filhos como eles estão. A saúde mental também é cuidada no cotidiano, quando existe escuta, vínculo e espaço para falar sobre aquilo que incomoda. Muitas vezes, o primeiro passo da prevenção é simplesmente perceber que alguma coisa mudou e se aproximar”, conclui.

Fonte https://diariopcd.com.br/setembro-amarelo-irritabilidade-e-isolamento-podem-ser-sinais-de-sofrimento-emocional-em-criancas-e-adolescentes/

Postado Pôr Antonio Brito 

Transporte gratuito para pessoas com deficiência nas eleições em São Paulo alcança menos da metade das cidades do Estado

Transporte gratuito para pessoas com deficiência nas eleições em São Paulo alcança menos da metade das cidades do Estado

Em São Paulo, mais de 300 cidades terão serviço de transporte gratuito nas eleições de 2026. Mas Estado tem 645 municípios. Programa da Justiça Eleitoral alcança menos da metade das cidades paulistas

A Justiça Eleitoral anunciou uma iniciativa que pretende reduzir uma das barreiras que ainda dificultam o acesso de pessoas com deficiência às urnas: o transporte especial gratuito no dia das eleições.

O programa Seu Voto Importa, instituído pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevê transporte para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que não tenham meios próprios para chegar ao local de votação. A medida também pode contemplar um acompanhante quando esse apoio for indispensável para o exercício do voto.

Em São Paulo, entretanto, os números divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) chamam atenção.

Segundo o TRE-SP, mais de 300 municípios paulistas terão o serviço no primeiro turno das eleições de 2026, mediante acordos firmados com o Tribunal dentro do programa Seu Voto Importa. O prazo para solicitar o transporte termina em 14 de setembro.

O Estado de São Paulo possui 645 municípios.

Em levantamento realizado pelo Diário PcD, até mesmo cidades consideradas com sede de Regiões Administrativas não constam na lista divulgada pelo TRE dos locais onde podem estar disponíveis o transporte para o programa Seu Voto Importa, como Barretos, Bauru, Franca, Itapeva, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos e São José do Rio Preto.

Isso significa que, mesmo considerando a informação de “mais de 300 cidades”, o serviço não alcançará a totalidade dos municípios paulistas.

Confira as cidades atualizada até 4 de setembro no estado de São Paulo

Programa nacional não significa transporte disponível em todas as cidades

É justamente aqui que surge uma diferença importante na comunicação sobre a iniciativa.

O Seu Voto Importa é um programa nacional do TSE, criado pela Resolução nº 23.753/2026. A norma estabelece diretrizes para oferecer transporte especial às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que não tenham meios próprios para chegar às urnas.

Mas a execução depende dos Tribunais Regionais Eleitorais e de acordos, convênios e parcerias com órgãos e entidades da administração pública estadual e municipal.

O próprio TSE informa que o programa será executado de forma descentralizada, de acordo com a realidade de cada unidade da Federação.

O Diário PcD solicitou informações sobre os números de cidades em todo o Brasil que devem oferecer o transporte gratuito para as pessoas com deficiência. Até o fechamento desta matéria, não recebemos as informações oficiais.

Em São Paulo, adesão ainda não alcança metade dos municípios

O TRE-SP já havia informado, em 24 de agosto, que 247 municípios tinham firmado parceria para disponibilizar o transporte.

Na atualização publicada em 4 de setembro, o Tribunal passou a informar que mais de 300 cidades oferecerão o serviço.

O avanço na adesão é relevante, mas o número precisa ser analisado diante do universo total.

São Paulo tem 645 municípios.

Portanto, mesmo que se considere exatamente 300 cidades, seriam cerca de 46,5% dos municípios paulistas. Como o TRE-SP informa “mais de 300”, o percentual é um pouco superior a isso, mas ainda está abaixo da metade do total se o número não ultrapassar 322 municípios.

Isso significa que centenas de municípios paulistas não aparecem, até o momento, entre aqueles que terão o serviço oferecido por meio dessa parceria com o TRE-SP.

E quem mora em uma cidade que não aderiu?

Essa é uma das principais questões que precisam ser esclarecidas.

A Resolução nº 23.753 estabelece que o programa é destinado às pessoas que não possuem meios próprios para comparecer ao local de votação e prevê que a análise do pedido considere, entre outros fatores, o grau de limitação funcional, a inexistência ou inadequação do transporte público acessível e a distância entre a residência e o local de votação.

No caso paulista, porém, o próprio TRE-SP informa que o pedido não garante automaticamente o fornecimento do transporte.

O atendimento depende da disponibilidade de veículos no município, da avaliação do grau de limitação, da existência ou não de transporte público acessível e da distância até o local de votação.

E nos outros estados?

O programa do TSE foi criado para todo o país. A própria Corte afirma que a iniciativa busca nacionalizar experiências regionais de transporte individual gratuito e estabelece que os TREs devem buscar parcerias para viabilizar o atendimento.

Mas os dados disponíveis demonstram que a implementação é descentralizada.

O transporte especial não substitui o transporte público gratuito

Outro detalhe importante está na própria resolução do TSE. A norma afirma que o transporte especial individual do programa não substitui a obrigação do poder público de assegurar, nos dias de votação, a oferta gratuita de transporte coletivo urbano e intermunicipal, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF 1.013.

São, portanto, mecanismos diferentes. O Seu Voto Importa busca atender individualmente pessoas que precisam de transporte especial para chegar ao local de votação. Já a oferta gratuita de transporte coletivo nos dias de eleição possui outra base e outra abrangência.

Prazo para os pedidos

De acordo com a resolução 23.753/2026 do TSE, o pedido de fornecimento de transporte especial deverá ser formulado até 20 (vinte) dias antes do dia da eleição, pela própria eleitora ou pelo próprio eleitor, ou por curadora ou curador, apoiadora ou apoiador, ou procuradora ou procurador, por meio de atendimento presencial no cartório eleitoral ou por outro canal de comunicação estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral e amplamente divulgado, mediante autodeclaração ou documentação comprobatória da deficiência ou da dificuldade de locomoção, assegurada a existência de ao menos um meio não presencial para a solicitação.

Transporte para votar não pode ser uma questão de CEP

O Diário PcD considera positiva a criação do Seu Voto Importa.

Garantir que uma pessoa com deficiência tenha condições de chegar à seção eleitoral é uma medida concreta para reduzir uma barreira que pode impedir o exercício de um direito fundamental. Mas existe uma questão que precisa ser colocada: se o direito ao voto é nacional, por que a possibilidade de acesso ao transporte especial pode depender da cidade onde o eleitor mora?

Não estamos questionando a importância do programa. Estamos questionando a capacidade de sua cobertura alcançar quem realmente precisa. Inclusive essas informações precisavam constar na campanha publicitária institutucional que está sendo realizada pelo TSE em todo o Brasil. Da forma como está sendo divulgada, parece que o transporte gratuito acontecerá em todas as cidades brasileiras.

Se São Paulo tem 645 municípios e o serviço estará disponível em pouco mais de 300, significa que uma parcela significativa do território paulista não contará com essa modalidade específica de transporte por meio do programa.

E São Paulo não é o Brasil.

Se uma proporção semelhante se repetir em outros estados, milhões de brasileiros poderão continuar dependendo de soluções locais, da disponibilidade de veículos ou de um transporte público que nem sempre é acessível.

A acessibilidade precisa ser planejada antes. A própria Resolução que define os critérios para as eleições de 2026 foi publicada muito tardamente, ou seja, somente em 26 de fevereiro deste ano.

Agora é preciso medir a cobertura, identificar quem ficou de fora e garantir que nenhuma pessoa com deficiência seja impedida de votar por uma barreira de transporte.

Fonte https://diariopcd.com.br/transporte-gratuito-para-pessoas-com-deficiencia-nas-eleicoes-em-sao-paulo-alcanca-menos-da-metade-das-cidades-do-estado/

Postado Pôr Antonio Brito 

Brasil disputa Mundial de basquete em cadeira de rodas no Canadá a partir desta quarta-feira, 9

Brasil e Canadá no Desafio Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Marcello Zambrana/CPB

As Seleções Brasileiras – feminina e masculina – de basquete em cadeira de rodas disputam, a partir desta quarta-feira, 9, o Mundial da modalidade. A competição disputada em Ottawa, no Canadá, vai até o dia 19 de setembro.

A primeira equipe a representar o Brasil na competição é a feminina. A estreia é nesta quarta-feira, 9, às 15h (horário de Brasília), contra a Grã–Bretanha.

Já a Seleção masculina estreia nesta quinta-feira, 10, às 11h (horário de Brasília), quando enfrenta a Itália.

Mundial feminino
Doze equipes disputam o título entre as mulheres. As seleções foram divididas em dois grupos. As donas das quatro melhores campanhas de cada chave avançam para as quartas de final, enfrentando-se em jogo único até a final.

O Brasil está no Grupo A, ao lado de China, Austrália, Espanha e Canadá – além da Grã-Bretanha, adversária da estreia.

Mundial Masculino
Entre os homens, 16 seleções brigam pela taça. As equipes foram dividas em quatro grupos, com quatro integrantes cada; os dois melhores de cada chave avançam às quartas de final.

A Seleção Brasileira está no Grupo A, ao lado dos Estados Unidos, Itália e Países Baixos.

Histórico
No último Mundial, disputado em Dubai, em 2022, os Estados Unidos venceram no masculino, superando a Grã-Bretanha na decisão. No feminino, os Países Baixos venceram a China na final e ficaram com o título.

Confira todos os jogos da primeira fase (horário de Brasília):

Mundial Feminino

09/9 – Brasil x Grã-Bretanha (15h)
10/9 – Brasil x Espanha (15h45)
12/9 – Brasil x Austrália (15h30)
13/9 – Brasil x Canadá (15h45)
15/9 -Brasil x China (17h45)

Mundial Masculino
10/9 – Brasil x Itália (11h)
10/9 – Brasil x Estados Unidos (18h)
12/9 – Brasil x Países Baixos (17h45)

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-disputa-mundial-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-no-canada-a-partir-desta-quarta-9/

Postado Pôr Antonio Brito 

BRT DE SOROCABA/SP E INSTITUTO ADIMAX TREINAM CÃES-GUIA PARA O TRANSPORTE COLETIVO NA CIDADE

O projeto entre o BRT de Sorocaba e o Instituto Adimax utiliza situações reais do transporte coletivo para preparar cães-guia e ampliar a autonomia de pessoas com deficiência visual. O programa também procura famílias voluntárias para socialização dos filhotes.

BRT DE SOROCABA/SP E INSTITUTO ADIMAX TREINAM CÃES-GUIA PARA O TRANSPORTE COLETIVO NA CIDADE

A parceria simula situações reais de embarque e circulação para garantir autonomia a pessoas com deficiência visual. O projeto busca novas famílias voluntárias para socialização dos filhotes.

A garagem de ônibus se transforma a cada 5 meses, para a preparação dos cães para os desafios da mobilidade urbana, simulando desde o embarque e o ruído dos motores até o comportamento adequado durante as viagens.

O treinamento abrange situações, como o tempo de parada, a abertura e fechamento de portas, o deslocamento com o veículo em movimento e o desembarque.

A experiência reduz o estresse do animal em situações futuras, tornando o deslocamento por ônibus uma atividade natural e previsível.

O programa é todo gratuito e precisa agora de mais famílias socializadoras, que terão a missão de acolher os filhotes em seus lares por um período determinado, introduzindo-os à convivência em sociedade e a diferentes ambientes. As famílias ficam com os cães pelo período de 1 ano. Depois desse período, os cães voltam e ficam entre 4 e 6 meses em treinamento.

As pessoas interessadas em atuar como voluntárias no programa de socialização podem obter mais informações e realizar inscrições no site oficial: www.institutoadimax.org.br na aba cão guia.

www.institutoadimax.org.b

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=9a277e11-6601-4436-aed8-4c79106c92d1

Postado Pôr Antonio Brito