30/07/2026

São Paulo Climate Week ’26 debate Pessoas com Deficiência e Justiça Climática

São Paulo Climate Week ’26 debate Pessoas com Deficiência e Justiça Climática

A emergência climática já chegou às cidades, mas não atinge todas as pessoas da mesma forma. Em enchentes, deslizamentos, quedas de árvores, apagões, incêndios, ondas de calor e deslocamentos forçados, pessoas com deficiência e mobilidade reduzida enfrentam barreiras adicionais para receber alertas, sair de áreas de risco, acessar transporte, chegar a abrigos e manter medicação, tecnologias assistivas e outros recursos de apoio.

Coordenado por Camilla Varella, ex-presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-SP, o painel “Protocolo de emergência climática para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida” propõe uma discussão urgente e orientada à ação: não basta haver um plano de Defesa Civil; é preciso que ele seja inclusivo, territorializado, acessível e capaz de definir responsabilidades públicas.

Participam do diálogo Cid Torquato, ex-secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que contribuirá para a discussão sobre governança, articulação entre secretarias e implementação municipal; Moisés Bauer Luiz, com trajetória nacional na formulação, fiscalização e controle social das políticas para pessoas com deficiência, fortalecendo o debate sobre participação social, direitos humanos e responsabilização pública, Marcelo Panico, advogado e pessoa com deficiência visual, cuja atuação reúne experiência vivida, acessibilidade comunicacional, assistência social e defesa de direitos e Marcella Buccelli Representando a Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-SP desde 2020. 

A conversa parte de referências jurídicas, humanitárias e climáticas já existentes no Brasil e no mundo.

A Lei Brasileira de Inclusão determina proteção e segurança para pessoas com deficiência em situações de risco, emergência e calamidade pública.

Confira: Brasil ganha projeto Resgate Inclusivo: Pessoas com Deficiência e Eventos Climáticos Extremos

https://diariopcd.com.br/brasil-ganha-projeto-resgate-inclusivo-pessoas-com-deficiencia-e-eventos-climaticos-extremos/

O Brasil já possui protocolo nacional voltado a grupos vulnerabilizados e hipervulnerabilizados em desastres. Dados internacionais da UNDRR mostram que a maioria das pessoas com deficiência ainda não participa dos planos locais de redução de riscos, embora esteja entre os grupos mais afetados por desastres climáticos.

O evento reunirá profissionais do Direito, Defesa Civil, assistência social, saúde, educação, mobilidade, comunicação pública, gestão urbana, organizações sociais e, sobretudo, pessoas com deficiência e mobilidade reduzida para, sob o princípio “Nada sobre nós sem nós”, cocriar as bases deste protocolo emergencial.

O objetivo é transformar o diálogo em um instrumento aplicável inicialmente ao município de São Paulo, para que ninguém seja deixado para trás diante de eventos climáticos extremos. Afinal, uma cidade precisa estar preparada para proteger todas as pessoas.

INSCRIÇÕES

https://www.sympla.com.br/evento/spcw26-protocolo-de-emergencia-climatica-para-pessoas-com-deficiencia-e-mobilidade-reduzida/3501802?share_id=copiarlink

SERVIÇO:

Local

PUC-SP – Campus Consolação

Rua Marquês de Paranaguá, 111

São Paulo, SP

Fonte https://diariopcd.com.br/sao-paulo-climate-week-26-debate-pessoas-com-deficiencia-e-justica-climatica/

Postado Pôr Antônio Brito 

TEA Global Congress 2026 chega a 11 mil inscritos que debatem autismo, ciência, inovação, inclusão e políticas públicas

TEA Global Congress 2026 chega a 10 mil inscritos que debaterão autismo, ciência, inovação, inclusão e políticas públicas

Evento acontece em agosto e reunirá em Niterói/RJ participantes de todo o Brasil, Estados Unidos, Argentina, Portugal e Espanha. Inscrições são gratuitas e com o apoio institucional do Diário PcD

A organização do TEA Global Congress 2026 já recebeu a inscrição de mais de 11 mil participantes de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Confirmadas também a presença de pessoas dos Estados Unidos, Argentina, Portugal e Espanha.

“O congresso reunirá especialistas, neurocientistas, pesquisadores, profissionais da saúde, educadores e gestores públicos do Brasil e do exterior, promovendo debates sobre autismo, ciência, inovação, inclusão e políticas”, afirma Riezo Almeida, um dos coordenadores da organização do evento.

No ano passado, “a 1ª edição do TEA GLOBAL CONGRESS 2025 foi um grande sucesso, reunindo aproximadamente 15 mil participantes em formato híbrido (presencial e on-line), no Caminho Niemeyer, em Niterói/RJ. Nosso diferencial é proporcionar conhecimento de forma gratuita”, afirma Renata Esteves, presidente do Instituto Oceano Azul e também coordenadora do evento.

Em 2026 a 2ª edição do TEA GLOBAL CONGRESS 2026 manterá o mesmo formato de realização e acontece nos dias 27 e 28 de agosto com a participação de mais de 120 palestrantes, tornando-se um dos maiores encontros sobre Autismo da América Latina.

Na edição passada, o congresso contou com a realização do Grupo Tecer, Movimento Trevo e Instituto Oceano Azul, com apoio do CNPq, Ministério da Saúde e da Prefeitura de Niterói. Para a 2ª edição, o evento já possui apoio confirmado da Prefeitura de Niterói, da Society for Brain Mapping and Therapeutics – SBMT/Brasil e da Hangar 7 Eventos.

Serviço:

TEA GLOBAL CONGRESS 2026 – 2ª Edição

Caminho Niemeyer – Niterói/RJ

Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, s/n

Confira os detalhes:

https://www.instagram.com/teaglobalcongress2026?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==

Inscrições pelo link:

https://www.sympla.com.br/evento/tea-global-congress-2026/3463690?referrer=www.google.com&referrer=www.google.com

Fonte https://diariopcd.com.br/tea-global-congress-2026-chega-a-11-mil-inscritos-que-debatem-autismo-ciencia-inovacao-inclusao-e-politicas-publicas/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB convoca Seleção Brasileira de tiro esportivo para Campeonato Mundial na Coreia do Sul

Atleta no Campeonato Brasileiro de Tiro Esportivo 2025, no Centro Militar de Tiro Esportivo (CMTE) | Foto: Alexandre Loureiro/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio da Diretoria de Esporte de Alto Rendimento e da coordenação técnica de tiro esportivo, anuncia nesta quarta-feira, 29, a convocação dos quatro atletas que representarão o Brasil na 10ª edição do Campeonato Mundial da modalidade. A competição será disputada em Changwon, na Coreia do Sul, entre os dias 7 a 16 de setembro.

CONFIRA A CONVOCAÇÃO COMPLETA

Na edição de 2023 do Mundial, realizada em Lima, no Peru, o Brasil conquistou sua primeira medalha na história da competição. O trio formado pelo paulista Alexandre Galgani, pelo capixaba Bruno Kiefer e pela catarinense Jéssica Michalak conquistou o bronze na disputa por equipes da prova de 10m da carabina de ar R4, em pé, classe SH2 (precisam de suporte para a arma).

Galgani e Kiefer voltam a integrar a delegação brasileira em 2026. Já o gaúcho Alexandro Basso e o paranaense Marcelo Marton disputarão o Campeonato Mundial pela primeira vez.

Sobre o Mundial
Cerca de 300 atletas de mais de 50 países são esperados para a competição, que garante 13 vagas diretas em 12 classes diferentes para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Além das provas paralímpicas de pistola e carabina, o evento contará, pela quarta edição consecutiva, com disputas de paratrap (tiro ao prato) e provas destinadas a atletas com deficiência visual.

Esta é a segunda vez que a Coreia do Sul sedia o Mundial da modalidade. A primeira foi em 2018, na cidade de Cheongju.

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tiro esportivo

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Alexandre Galgani é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
O atleta Alexandre Galgani integra o Time São Paulo, parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-convoca-selecao-brasileira-de-tiro-esportivo-para-campeonato-mundial-na-coreia-do-sul/

Postado Pôr Antônio Brito 

FORTALEZA/CE TEM ACESSIBILIDADE COM LIBRAS, BRAILLE E OUTRAS LINGUAGENS

A cidade de Fortaleza/CE expandiu suas ações de acessibilidade instalando equipamentos que oferecem conteúdos adaptados em Libras, Braille e outros formatos acessíveis. A iniciativa visa garantir autonomia, acesso à informação e participação das pessoas com deficiência nos espaços e serviços públicos, reforçando que a inclusão é um direito constitucional e dever do Estado e da sociedade.

FORTALEZA/CE TEM ACESSIBILIDADE COM LIBRAS, BRAILLE E OUTRAS LINGUAGENS

Fortaleza/CE vem ampliando as iniciativas de acessibilidade com a instalação de equipamentos capazes de oferecer conteúdos em Libras, braille e outras linguagens, facilitando o acesso à informação e à comunicação para pessoas com deficiência.

A tecnologia representa um avanço importante na promoção da inclusão, especialmente para pessoas surdas, cegas e com outras necessidades específicas de acessibilidade. Ao disponibilizar diferentes formas de comunicação, os equipamentos contribuem para garantir maior autonomia e participação das pessoas com deficiência em espaços e serviços públicos.

A iniciativa demonstra que a acessibilidade precisa ser planejada desde o início e oferecida de maneira ampla, respeitando as diferentes necessidades da população. Recursos como Libras, braile e outras tecnologias assistivas são fundamentais para assegurar o direito à informação e à comunicação.

A inclusão não pode ser tratada como favor ou privilégio. É um direito garantido e uma responsabilidade do poder público e de toda a sociedade.

Acompanhe matéria completa realizada pela TV Globo/G1 do Ceará sobre o assunto no link: https://g1.globo.com/google/amp/ce/ceara/videos-cetv-2-edicao/video/equipamentos-em-fortaleza-oferecem-conteudo-em-libras-braille-e-outras-linguagens-14806517.ghtml

https://g1.globo.com/google/amp/ce/ceara/videos-cetv-2-edicao/video/equipamentos-em-fortaleza-oferecem-conteudo-em-libras-braille-e-outras-linguagens-14806517.ghtml

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=c0d84f6e-0740-42e6-a126-8e32cf3d3714

Postado Pôr Antônio Brito

29/07/2026

Novo alerta da Defesa Civil em SP expõe velha omissão: quem vai resgatar as pessoas com deficiência?

Novo alerta da Defesa Civil em SP expõe velha omissão: quem vai resgatar as pessoas com deficiência?

EDITORIAL DIÁRIO PcD

A Defesa Civil do Estado de São Paulo voltou a emitir alerta para a possibilidade de eventos climáticos que podem atingir diversas regiões do estado entre esta quarta-feira e quinta-feira, com previsão de chuva, ventos e condições que exigem atenção da população e dos órgãos públicos.

As equipes estaduais informam que permanecem em monitoramento e reforçam as orientações preventivas diante do risco de ocorrências relacionadas ao mau tempo.

Mas, diante de mais um alerta meteorológico, uma pergunta continua sem resposta:

Quem vai resgatar as pessoas com deficiência quando uma emergência acontecer?

Essa é uma realidade que permanece praticamente ausente dos planos públicos de resposta a desastres naturais.

Quando há risco de alagamentos, deslizamentos, enchentes ou necessidade de evacuação, pouco se fala sobre como serão retiradas pessoas que utilizam cadeira de rodas, pessoas cegas, surdas, com deficiência intelectual, autistas, com mobilidade reduzida, idosos e acamados.

Na prática, os protocolos de emergência continuam sendo planejados para uma população “padrão”, ignorando que milhões de brasileiros possuem necessidades específicas durante uma situação de risco.

Parece normal ‘carregar’ alguém no colo e colocar de qualquer maneira em um barco ou uma viatura.

A acessibilidade também salva vidas

Os alertas da Defesa Civil são fundamentais e cumprem um papel importante na prevenção. Entretanto, emitir mensagens para celulares e orientar a população a deixar áreas de risco não basta quando parte dessa população necessita de apoio para conseguir sair de casa ou acessar um abrigo com segurança.

Uma pessoa surda pode não compreender um aviso transmitido apenas por áudio.

Uma pessoa cega pode encontrar dificuldades para se deslocar em meio ao caos provocado por uma enchente.

Um cadeirante pode ficar isolado se não houver transporte acessível ou equipes preparadas para o resgate.

Um Autista pode sofrer uma intensa sobrecarga sensorial em uma situação de emergência, exigindo uma abordagem específica.

Esses cenários não são hipotéticos. Eles fazem parte da realidade brasileira sempre que eventos extremos atingem cidades e comunidades.

O Brasil já possui uma solução

O que torna essa situação ainda mais preocupante é que o país já dispõe de uma metodologia voltada ao atendimento das pessoas com deficiência em situações de emergência: o Resgate Inclusivo.

A iniciativa propõe protocolos específicos para planejamento, evacuação, atendimento e resgate de pessoas com deficiência, considerando diferentes tipos de limitações e necessidades de apoio.

No entanto, a metodologia ainda é pouco conhecida e não incorporada pelos órgãos responsáveis pela gestão de riscos e desastres.

Em vez de investir na capacitação das equipes e na adoção de protocolos inclusivos, o tema permanece distante da maioria dos planos de contingência municipais e estaduais.

Inclusão não pode parar quando começa a emergência

Os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção. Tornaram-se cada vez mais frequentes. Os últimos exemplos – acontecidos recentemente foi o incêndio em um trem metropolitano na capital paulista e o ‘desastre climático’ na região de Ribeirão Preto – interior de São Paulo.

Mesmo assim, a inclusão continua sendo tratada como um assunto secundário quando se fala em Defesa Civil.

Não basta construir cidades mais resilientes.

É preciso garantir que essa resiliência alcance também quem enfrenta barreiras de mobilidade, comunicação ou autonomia.

A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei Brasileira de Inclusão determinam que a proteção e a segurança das pessoas com deficiência devem ser asseguradas também em situações de risco, emergências humanitárias e desastres.

Isso significa que acessibilidade, planejamento e protocolos específicos não representam um diferencial. São obrigações do poder público.

Um alerta para além da previsão do tempo

Cada novo aviso emitido pela Defesa Civil deve servir não apenas para orientar a população sobre as condições meteorológicas, mas também para provocar uma reflexão.

Os alertas estão chegando aos celulares.

Mas os planos de resgate continuam chegando a todos?

Enquanto essa resposta for negativa, milhões de brasileiros com deficiência permanecerão invisíveis justamente nos momentos em que mais precisam da atuação do Estado.

O Diário PcD defende que o Resgate Inclusivo deixe de ser uma iniciativa conhecida apenas por especialistas e passe a integrar efetivamente as políticas públicas de proteção e defesa civil em todo o país.

Porque, diante de uma emergência, ninguém pode ficar para trás.

Conheça mais Resgate Inclusivo:

E nasce o Resgate Inclusivo!https://diariopcd.com.br/e-nasce-o-resgate-inclusivo/

CRÉDITO/IMAGEM: Foto: Carolina Zeni/Divulgação SMS/PMPA

Fonte https://diariopcd.com.br/novo-alerta-da-defesa-civil-em-sp-expoe-velha-omissao-quem-vai-resgatar-as-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de hipismo é convocada para o Campeonato Mundial na Alemanha, em agosto

O cavaleiro Rodolfo Riskalla durante os Jogos Paralímpicos de Paris 2024 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) convocou quatro atletas com deficiência para representar o Brasil no Mundial da modalidade, que será disputado em Aachen, na Alemanha, de 13 a 21 de agosto.

A equipe contará com dois medalhistas paralímpicos. No Grau V (atletas com comprometimento leve em um ou dois membros ou baixa visão) competirá o paulista Rodolpho Riskalla, bronze na prova de estilo livre e na disputa técnica individual na última edição do Mundial, em Herning, na Dinamarca, em 2022, e prata no adestramento nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Já no Grau I (atletas com comprometimento severo nos quatro membros), a Seleção terá o brasiliense Sérgio Oliva, bronze no individual e estilo livre nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Em julho, a Seleção Brasileira de hipismo conquistou o vice-campeonato por equipes do Internacional de paradestramento, em Ornago, na Itália.

A equipe brasileira foi formada pelos brasilienses Sergio Oliva (Grau I) e Flamarion Pereira da Silva (Grau II – comprometimentos unilaterais severos ou com deficiência visual), ao lado do paranaense Cleberson Leopoldino Antunes Palhano (Grau I) e da paulista Bianca Cagliari de Paula (Grau III – comprometimento unilateral, moderado nos quatro membros ou severo nos braços ou deficiência visual severa). Do grupo, apenas Bianca não está na lista dos atletas que competirão na Alemanha.

Confira os atletas convocados:
Grau I
Cleberson Leopoldino Antunes Palhano, com Fronterizzo da El Comandante
Sergio Froes Ribeiro de Oliva, com Novidade VO

Grau II
Flamarion Pereira da Silva, com Don Furitello

Grau V
Rodolpho Riskalla, com Denzel

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-hipismo-e-convocada-para-o-campeonato-mundial-na-alemanha-em-agosto/

Postado Pôr Antônio Brito 

POLICIAIS MILITARES TEM TREINAMENTO DE ATENDIMENTO A PESSOAS AUTISTAS

Em 17 de julho, o Centro TEA Paulista ministrou uma capacitação para policiais militares do 23º BPM de São Paulo voltada ao atendimento humanizado de pessoas autistas. A formação abordou estratégias de comunicação objetiva, compreensão de sensibilidades sensoriais e comportamentos específicos do TEA, visando reduzir estresse em abordagens policiais e garantir um atendimento seguro e respeitoso.

POLICIAIS MILITARES TEM TREINAMENTO DE ATENDIMENTO A PESSOAS AUTISTAS

O Centro TEA Paulista realizou no dia 17 de julho, uma formação destinada a policiais militares do 23º Batalhão de Polícia Militar de São Paulo sobre o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A atividade apresentou orientações sobre aspectos que contribuem para a identificação de situações envolvendo pessoas autistas e para a condução de atendimentos de forma compatível com suas necessidades de comunicação e comportamento. Entre os temas estavam as características do TEA que podem influenciar a interação durante abordagens, bem como estratégias para favorecer uma comunicação mais clara e reduzir situações de estresse.

A programação também abordou diferenças entre comportamentos associados ao transtorno e outras situações que podem ocorrer durante uma abordagem, além de orientações sobre práticas que podem auxiliar na condução do atendimento. Entre elas o uso de linguagem objetiva, manutenção de postura calma, respeito ao tempo de processamento das informações e adoção de medidas que contribuam para minimizar estímulos que possam intensificar o desconforto da pessoa atendida. Algumas pessoas autistas podem apresentar diferenças na comunicação, hipersensibilidade a sons, luzes ou outros estímulos sensoriais, necessidade de maior previsibilidade e comportamentos repetitivos, características que podem influenciar a interação em situações de atendimento e exigir estratégias de comunicação adequadas ao contexto.

Saber entender e abordar com respeito pessoas autistas, deve fazer parte do dia a dia da corporação, que vem se capacitando para atuar de maneira humanizada junto aos cidadãos.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=17a9a1b1-dac8-4859-aabd-355bb05cdf80

Postado Pôr Antônio Brito 

28/07/2026

O autismo cresceu. A sociedade não acompanhou

O autismo cresceu. A sociedade não acompanhou. OPINIÃO - * Por Maria Emília Rodrigues

OPINIÃO

  • * Por Maria Emília Rodrigues

Por muitos anos, eu não compreendi exatamente o que estava diante dos meus olhos, nem dentro da minha própria casa. 

Sou esposa de uma pessoa autista e mãe de um filho autista. Antes de qualquer formação ou atuação profissional, foi nessa vivência que comecei a perceber que o mundo não estava preparado para lidar com diferentes formas de existir, sentir e se comunicar. Essa compreensão foi sendo construída aos poucos, entre descobertas, desafios e aprendizados que transformaram a minha forma de olhar para a inclusão. 

Hoje, além da experiência pessoal, trago mais de oito anos de atuação na qualificação profissional de jovens e adultos, muitos deles pessoas com deficiência. Nesse percurso, aprendi que a maior barreira para a inclusão raramente está nas pessoas, mas nas estruturas que insistem em funcionar para alguns e não para todos. Essa realidade torna-se ainda mais evidente quando falamos sobre o autismo na vida adulta. 

O Brasil começou recentemente a enxergar uma população que sempre existiu. Dados do IBGE mostram que cerca de 2,4 milhões de brasileiros possuem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o equivalente a 1,2% da população, informação registrada pela primeira vez no Censo Demográfico de 2022. Mais do que um dado estatístico, esse número torna visível uma população historicamente negligenciada. 

O aumento dos diagnósticos não significa que existam mais pessoas autistas, mas que hoje sabemos reconhecê-las melhor. A ampliação do conceito de espectro, incorporada pelo DSM-5, permitiu identificar pessoas que antes não se enquadravam nos critérios diagnósticos. Como explica a pesquisadora Ginny Russell, da University College London, muitos adultos diagnosticados atualmente sempre foram autistas; o que mudou foi a capacidade da ciência de identificá-los. 

Durante muito tempo, o autismo foi associado apenas à infância e a características mais evidentes. Com isso, milhares de pessoas cresceram sem compreender por que se sentiam diferentes. O que era sobrecarga sensorial foi confundido com exagero. O que era dificuldade de interação virou timidez ou desinteresse. O que era necessidade de previsibilidade foi visto como resistência. Sem diagnóstico, adaptar-se tornou-se uma exigência permanente. E essa exigência cobra um preço alto. 

Muitos adultos autistas convivem com ansiedade, esgotamento emocional e um persistente sentimento de não pertencimento. Por isso, o diagnóstico tardio representa mais do que um nome para a condição: oferece uma nova compreensão da própria trajetória. 

Os reflexos dessa invisibilidade também aparecem no acesso à educação e ao trabalho. Na minha atuação profissional, vejo diariamente pessoas competentes enfrentando obstáculos que nada têm a ver com sua capacidade. Processos seletivos excessivamente centrados em habilidades sociais, ambientes pouco acessíveis e modelos de trabalho inflexíveis acabam excluindo talentos antes mesmo que tenham a oportunidade de demonstrar seu potencial. 

Não se trata de falta de capacidade. Trata-se de falta de acessibilidade. 

Pessoas autistas frequentemente apresentam habilidades valorizadas em diversas áreas, como atenção aos detalhes, organização, concentração, pensamento lógico e capacidade de identificar padrões. Ainda assim, continuam sendo avaliadas por grande parte das discussões sobre inclusão continua concentrada na infância, como se pessoas autistas não chegassem à vida adulta, ingressassem na universidade, trabalhassem ou constituíssem família. 

Mas elas crescem. E chegam à vida adulta carregando potencialidades, além das marcas deixadas por anos de invisibilidade. 

Ao longo da minha trajetória, aprendi que inclusão não acontece apenas pela boa intenção. Ela acontece quando existem condições concretas para sustentá-la. Exige formação de profissionais, adaptação de ambientes, revisão de processos e disposição para reconhecer que a diversidade humana não é exceção, mas parte da realidade social. 

Hoje, uma nova geração de crianças autistas cresce com mais acesso ao diagnóstico e à informação. Essas crianças ocuparão universidades, empresas e espaços de liderança. A questão não é se chegarão lá, mas se estaremos preparados para acolhê-las sem exigir que se adaptem a estruturas que nunca foram pensadas para elas. 

Como mãe atípica, esposa de uma pessoa autista e profissional que atua há anos na inclusão e na qualificação profissional de pessoas com deficiência, acredito que essa transformação é possível. Ela começa quando deixamos de perguntar se a pessoa está preparada para o mundo e passamos a questionar se o mundo está preparado para acolher a diversidade. 

Porque, se o autismo acompanha a pessoa durante toda a vida, a sociedade também precisa acompanhar esse percurso. 

(*) Maria Emilia Cervi é palestrante, educadora e mãe atípica. Atua na qualificação inclusiva de pessoas com deficiência e jovens aprendizes pelo Instituto IBGPEX. Graduada em Comunicação Social e pós-graduanda em Neuropsicopedagogia, tem mais de oito anos de experiência em inclusão e acessibilidade. Mãe de duas crianças autistas, dedica-se a fortalecer o protagonismo das pessoas com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho. 

Fonte https://diariopcd.com.br/o-autismo-cresceu-a-sociedade-nao-acompanhou/

Postado Pôr Antônio Brito 

CT Paralímpico recebe Internacional de badminton com 97 brasileiros em ação

Kauana Beckenkamp durante uma partida dos Jogos Parasul-Americanos Valledupar 2026, no estádio de Atletismo José Luis Parada, na Colômbia | Foto: Abelardo Mendes Jr/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo, recebe a partir desta segunda-feira, 27, o Campeonato Internacional de badminton. A competição segue até o dia 1º de agosto e reúne atletas de 19 países em mais uma etapa do circuito internacional da modalidade.

A delegação brasileira conta com 97 representantes. Entre eles estão a paranaense Kauana Beckenkamp, da classe SL3 (deficiência nos membros inferiores que andam), e a maranhense Ana Carolina Coutinho Reis, da classe SL4 (deficiência nos membros inferiores que andam), ambas medalhistas de ouro nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026.

Entre os representantes do Brasil nas disputas masculinas estão o brasiliense Marcelo Conceição e o paulista Rogério Oliveira. Marcelo conquistou ouro nas chaves de simples e duplas WH1-WH2 (cadeirantes) nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023. Rogério, por sua vez, foi campeão do simples SL4 e das duplas mistas SL3-SU5 na mesma edição do evento continental.

Além dos brasileiros, participam do evento atletas da Alemanha, Áustria, Canadá, Chile, Taipei Chinesa, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Estados Unidos, Estônia, França, Guatemala, Índia, Japão, México, Peru, Portugal e Quênia.

Após o encerramento da competição em São Paulo, os atletas seguem para o Internacional do Peru, que terá início no dia 4 de agosto.

*Com informações da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd)

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As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do badminton.

Time São Paulo
A atleta Ana Carolina Coutinho Reis integra o Time São Paulo, parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/ct-paralimpico-recebe-internacional-de-badminton-com-97-brasileiros-em-acao/

Postado Pôr Antônio Brito 

2Gether-International abre inscrições para dois programas no Brasil voltados ao empreendedorismo inclusivo e à inovação

2Gether-International abre inscrições para dois programas no Brasil voltados ao empreendedorismo inclusivo e à inovação

Parte do Ecossistema Acessível — iniciativa regional desenvolvida em parceria com o BID Lab e realizada pela Darwin Startups no Brasil —, a nova edição contempla dois programas em língua portuguesa. As iniciativas são voltadas para Pessoas com Deficiência e empreendedores que desenvolvem soluções de base tecnológica para a comunidade PcD.

2Gether-International (2GI), organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos que opera a maior aceleradora de startups do mundo liderada por e para empreendedores com deficiência, anuncia um novo ciclo de aceleração no Brasil com os programas 2Gether-International Origem e 2Gether-International Acelera, voltados ao fortalecimento do empreendedorismo inclusivo.

A iniciativa faz parte do Ecossistema Acessível, programa regional desenvolvido pela 2GI em parceria com o IDB Lab, braço de inovação e capital de risco do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No Brasil, os programas de 2026 são realizados pela Darwin Startups, uma das principais organizações de aceleração de startups do país.

Por meio de um único formulário de inscrição, os candidatos serão direcionados ao programa mais adequado ao estágio de desenvolvimento de seu negócio. O 2Gether-International Origem é um programa de quatro semanas voltado para empreendedores que estão na fase de ideação ou incubação. Já o 2Gether-International Acelera tem duração de dez semanas e é destinado a startups que já possuem um MVP (Produto Mínimo Viável) ou negócios em operação no mercado.

Os dois programas são 100% online, gratuitos, acessíveis e realizados em português. Eles foram desenvolvidos para Pessoas com Deficiência que desejam validar, fortalecer ou expandir uma ideia de negócio, bem como para empreendedores que desenvolvem produtos ou soluções com componente tecnológico voltados à comunidade com deficiência no Brasil e em toda a região.

Os participantes terão acesso a mentorias, workshops virtuais, orientação estratégica, uma comunidade de empreendedores e oportunidades para apresentar seus projetos. A iniciativa foi estruturada para apoiar os fundadores em diferentes momentos da jornada empreendedora — da validação inicial à aceleração — conectando-os a um ecossistema regional voltado à inclusão, inovação e crescimento dos negócios.

As inscrições estão abertas até 9 de agosto. Os programas começam entre o fim de agosto e o início de setembro de 2026. Os interessados podem se inscrever por meio do formulário oficial: https://airtable.com/appzciQZ7qT72cdAn/shrcLEYn7lucxXUSv

A edição do Brasil não é uma ação isolada, mas parte de uma estratégia regional mais ampla. Por meio do Ecossistema Acessível, o 2GI e o IDB Lab têm como objetivo apoiar 600 fundadores em 26 países da América Latina e do Caribe ao longo de três anos. Em 2026, esse trabalho também inclui os Venture Labs e a Aceleradora de Startups em espanhol, bem como a turma do Spring 2026 Venture Labs em inglês, consolidando uma operação multilíngue e conectada entre diferentes mercados da região.

A Darwin Startups agrega forte capacidade de execução e conhecimento do ecossistema brasileiro aos programas. Fundada em Florianópolis, em 2015, tornou-se uma das organizações de aceleração mais reconhecidas do país, apoiando empreendedores nos estágios iniciais do desenvolvimento de seus negócios e promovendo conexões estratégicas entre startups, grandes empresas e investidores.

A organização foi eleita a Melhor Aceleradora do Brasil pelo Startup Awards, promovido pela ABStartups, por quatro anos consecutivos, entre 2018 e 2021. Seu histórico inclui programas de aceleração e iniciativas personalizadas desenvolvidas em parceria com organizações como B3, RTM, Safra, Sinqia, BID, Cubo, Google for Startups, InovaHC, Sebrae, Hub Salvador e Findeslab.

A nova chamada dá continuidade aos resultados alcançados pelo Ecossistema Acessível no Brasil, América Latina e Caribe. Em 2025, a iniciativa atraiu empreendedores de diversos países da região, consolidando uma rede diversa de fundadores, startups e soluções voltadas à inclusão e à inovação. No Brasil, a edição de 2025 do programa de aceleração selecionou 14 startups, e a Egalite foi a vencedora. Liderada por Djalma Scartezini e Guilherme Braga, a empresa tornou-se um dos principais exemplos da liderança inclusiva e de impacto que a 2GI busca fortalecer no ecossistema regional.

“Participar do Accelerator nos ajudou a aperfeiçoar nosso modelo de negócios, ampliar nossa visão de impacto e nos conectar a uma rede global que entende a inclusão como uma vantagem competitiva. Vencer o programa valida anos de trabalho e nos dá o impulso necessário para escalar nossa tecnologia e ampliar nosso impacto internacional”, afirmam Djalma Scartezini e Guilherme Braga, cofundadores da Egalite.

Além dos programas, a presença da 2GI no Brasil vem crescendo de forma consistente. Em março, a organização participou do South Summit Brazil 2026, em Porto Alegre, com Santiago Garcia Mendez, diretor de Programas da 2GI, ao lado de Natã Eduardo Ourives de Vargas, fundador e CEO da LimbX, startup integrante da turma brasileira do Startup Accelerator, e de Guilherme Braga, da Egalite. A organização também marcou presença no Web Summit Rio 2026, em junho, reforçando sua estratégia de conectar empreendedores, ex-participantes e parceiros aos principais ambientes de inovação, tecnologia, investimento e mídia do país.

A expansão da organização na região está fundamentada em uma visão clara sobre inovação e inclusão.

“Crescer com paralisia cerebral me mostrou que aquilo que muitos consideram uma limitação pode se transformar em uma fonte única de conhecimento e inovação”, afirma Diego Mariscal, fundador e CEO da 2Gether-International. Sob sua liderança, a organização vem consolidando uma presença internacional que demonstra como a deficiência pode ser reconhecida como uma vantagem competitiva nos negócios, e não como uma barreira.

As inscrições para os programas brasileiros de 2026 já estão abertas. Os interessados podem se candidatar por meio do formulário oficial:

https://airtable.com/appzciQZ7qT72cdAn/shrcLEYn7lucxXUSv

Para acompanhar novidades sobre os programas e outras iniciativas da 2Gether-International, siga a organização nos canais do LinkedIn e Instagram. Saiba mais e inscreva-se: https://2gether-international.org/programs-latam-the-caribbean

Sobre a 2Gether-International

A 2Gether-International (2GI) é uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos e a maior aceleradora de startups do mundo liderada por e para empreendedores com deficiência. Fundada por Diego Mariscal, a organização conecta empreendedores com deficiência a mentorias, redes de relacionamento e apoio estratégico para criar e expandir seus negócios. Sua missão parte de um princípio claro: a deficiência é uma vantagem competitiva para os negócios e para a inovação.

Sobre o IDB Lab

O IDB Lab é o braço de inovação e capital de risco do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Atua promovendo inclusão social, ação climática e aumento da produtividade na América Latina e no Caribe, apoiando empreendedores em estágio inicial, novas tecnologias, mercados inovadores e o fortalecimento de ecossistemas de inovação.

Sobre a Darwin Startups

A Darwin Startups é uma organização brasileira de aceleração de startups fundada em Florianópolis em 2015. Criada como uma comunidade voltada à evolução de empreendedores e organizações, atua promovendo conexões estratégicas entre corporações, investidores e startups. Reconhecida pelo Startup Awards, promovido pela ABStartups, como a Melhor Aceleradora do Brasil por quatro anos consecutivos (2018 a 2021), desenvolve programas de aceleração e iniciativas de inovação personalizadas em parceria com empresas, instituições e agentes do ecossistema em todo o país.

Fonte https://diariopcd.com.br/2gether-international-abre-inscricoes-para-dois-programas-no-brasil-voltados-ao-empreendedorismo-inclusivo-e-a-inovacao/

Postado Pôr Antônio Brito