09/05/2026

Após pressão da sociedade e do segmento das pessoas com deficiência, Mauro Checkin pede exoneração após falas preconceituosas e capacitistas

Após pressão da sociedade e do segmento das pessoas com deficiência, Mauro Checkin pede exoneração após falas preconceituosas e capacitistas

Carta com pedido de exoneração do então Secretário de Esportes do município de São Caetano do Sul foi aceita pelo prefeito Tite Campanella.

O secretário municipal de Esportes, Mauro Chekin, pediu exoneração do cargo após a forte repercussão de declarações consideradas capacitistas durante uma audiência pública na Câmara Municipal. A informação foi divulgada com exclusividade pelo Diário PcD.

As falas do então secretário provocaram reação imediata de entidades ligadas à defesa dos direitos das pessoas com deficiência, parlamentares, atletas paralímpicos e do próprio Ministério do Esporte e Comite Paralimpíco Brasileito. Durante a audiência, Chekin afirmou ter dificuldades em lidar com pessoas com deficiência e classificou a inclusão como um “problema”, o que gerou acusações de preconceito e despreparo para exercer a função pública.

Organizações da sociedade civil apontaram que as declarações reforçavam o capacitismo institucional e desrespeitavam princípios previstos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Para Abrão Dib, presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, “de nada adiantar trocar uma pessoa no alto escalão do município se não houver a colocação em prática de respeito e compromisso com o segmento. Já aconteceram fatos parecidos no passado em outros momentos, e o que parece é que somente um pedido de exoneração resolve o problema. A partir de agora será que a cidade de São Caetano do Sul vai rever o conceito de inclusão e acessibilidade?”.

Para André Naves, Defensor Público Federal, “as falas são violentas, mas é o retrato do capacitismo estrutural que o Brasil escolheu não ver. Quando alguém diz que falta estrutura, só está confessando uma escolha política: a escolha de não incluir’.

Nos bastidores, a pressão pela saída do secretário aumentou nos últimos dias, incluindo pedidos públicos de exoneração e representações encaminhadas ao Ministério Público. A saída de Chekin ocorre em meio ao desgaste político provocado pelo caso.

Confira trecho da carta de pedido de exoneração de Mauro Checkin

“Em razão dos fatos ocorridos na audiência pública na Câmara Municipal, da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude da Prefeitura de São Caetano do Sul, peço exoneração do cargo, reconhecendo o erro de abordagem do tema inclusão no esporte, pedindo sinceras desculpas pelo ocorrido.

Reafirmo meu compromisso como professor de Educação Física de carreira da municipalidade e vou procurar aperfeiçoamento profissional relacionado à inclusão.

Agradeço ao prefeito Tite Campanella pela oportunidade, reforçando que sigo e seguirei trabalhando pelo esporte, como fiz em toda minha carreira. – Mauro Chekin”.

Fonte https://diariopcd.com.br/apos-pressao-da-sociedade-e-do-segmento-das-pessoas-com-deficiencia-mauro-checkin-pede-exoneracao-apos-falas-preconceituosas-e-capacitistas/

Postado Pôr Antônio Brito

Brasil sobe ao pódio quatro vezes no segundo dia de World Series de natação em Berlim

Atleta Patricia Pereira no Mundial Paralímpico de Natação em Singapura em 2025 | Foto: Marcelo Zambrana/CPB

A Seleção Brasileira de natação conquistou um ouro, duas pratas e um bronze nesta sexta-feira, 8, segundo dia do World Series de natação em Berlim, na Alemanha.

Com estes resultados, o Brasil chega a 14 pódios na competição: quatro ouros, sete pratas e dois bronzes, entre adultos, e um ouro entre jovens.

As provas do World Series são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

O ouro brasileiro do dia veio com a mineira Patrícia Pereira (classes S4 e SB3, para atletas com comprometimento físico-motor), na prova dos 50m peito. A nadadora venceu a disputa com a marca de 56s19 e 921 pontos. A prata ficou com a ucraniana Maryna Verbova, da classe SB3, com 59s12 e 842 pontos. O bronze foi para a espanhola Teresa Perales, da classe SB1, com 1min36s31 e 754 pontos.

“Esta medalha é muito importante em razão de todo o processo de evolução que estou vivendo aos 49 anos. É complexo para nós atletas mulheres viverem este momento de mudanças em nosso corpo. Mas é bacana enfrentar este desafio aos lado dos profissionais que nos cercam e conseguir um resultado assim como o de hoje. Isto fortalece nosso trabalho, me fortalece como mulher e como atleta. Mostra que estou no caminho certo. Que bom eu não ter desistido. Ainda vou dar muito trabalho para minhas adversárias”, afirmou a nadadora.

O mineiro Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), conquistou a prata nos 200m livre, com 1min58s90 e 934 pontos. O ouro foi do britânico William Ellard, também S14, com 1min56s77 e 964 pontos. O espanhol Antoni Ponce Bertran, da classe S5 (comprometimento físico-motor), com 2min36s75 e 913 pontos, completou o pódio.

“Esta é uma prova que comecei a treinar neste ano. Tenho muito a melhorar. Eu gostei. Poderia ter feito um final melhor, mas sei que vou me desenvolver”, disse Arthur. Na véspera, o mineiro já havia conquistado a prata na prova dos 100m livre.

A paulista Beatriz Flausino também conquistou sua segunda medalha em Berlim, desta vez um bronze nos 100m borboleta. A atleta da classe S14 terminou a prova em 1min09s55 e marcou 869 pontos. A britânica Faye Rogers, da classe S10 (comprometimento físico-motor), ficou em primeiro, com 1min03s54 e 982 pontos. A também britânica Tara Beard, da classe S14, ficou em segundo, com 1min05s53 e 973 pontos.

Na véspera, Beatriz estabeleceu o novo recorde mundial dos 100m peito SB14 – 1min11s52, marca obtida nas eliminatórias. Mais tarde, a paulista ficou com a medalha de prata após a final.

O paulista Gabriel Bandeira, da classe S14, foi prata na prova dos 100m borboleta, com 55s57 e 1000 pontos. O pódio foi todo formado por atletas da mesma classe de Gabriel. O ouro foi obtido pelo dinamarquês Alexander Hillhouse, da classe S14, com 55s18 e 1011 pontos, e o bronze pelo britânico Mark Tompsett, com 57s81 e 930 pontos.

“Minha expectativa era nadar para 55 segundos, pois não fazia um tiro de borboleta desde o Mundial de Singapura no ano passado [em setembro] e estou voltando de lesão. Agora é seguir evoluindo”, analisou Gabriel, que foi o campeão paralímpico dos 100m borboleta em Tóquio 2020.

A etapa de Berlim do World Series segue até sábado, 9, com 17 brasileiros em ação. A seguir, 11 jovens atletas se juntam à Seleção para a disputa do IDM (Campeonato Alemão internacional de natação), a partir de domingo, 10.

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Arthur Xavier, Gabriel Bandeira e Patrícia Pereira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Time São Paulo
As atletas Beatriz Flausino e Patrícia Pereira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-sobe-ao-podio-quatro-vezes-no-segundo-dia-de-world-series-de-natacao-em-berlim/

Postado Pôr Antônio Brito 

Cuidado é golpe! Golpistas usam IA para criar mulheres com deficiência

Golpistas usam inteligência artificial para criar perfis falsos de mulheres com deficiência e aplicar fraudes com promessas de conteúdo e relacionamentos.

Cuidado é golpe! Golpistas usam IA para criar mulheres com deficiência

Não falta mais nada... A Inteligência Artificial alcançou um novo e perigoso patamar de exploração.

Perfis que simulam lindas jovens com deficiência estão viralizando nas redes sociais com vídeos dramáticos sobre solidão e busca por um amor. Só que, por trás das imagens realistas de mulheres amputadas ou cadeirantes, não há uma pessoa real, mas sim algoritmos programados para o lucro ilícito e a exploração de fetiches.

Os perfis seguem um roteiro padrão: são publicados vídeos de jovens "chorando" ou lamentando a dificuldade de encontrar um parceiro devido à sua deficiência. O objetivo é simples e duplo: alcançar e atingir milhares de homens, que são impactados pela beleza das moças e os sentimentos de fragilidade delas.

Eles então começam uma conversa com investidas sexuais ou promessas de amor, impulsionando o perfil falso e golpista.

Na bio ou nos comentários, os links levam a grupos de Telegram onde se promete conteúdo adulto para esses interessados. Em muitos casos, após um pagamento via Pix, o usuário recebe links quebrados ou então acaba sendo bloqueado, configurando estelionato.

Embora criar um perfil de IA não seja ilegal, o uso dela para criação desse tipo de material com intenção ilícita, segundo especialistas, é crime e caracteriza estelionato a partir do momento que eles recebem pagamentos.

É preciso ficar atento a tudo que se recebe hoje em dia em suas redes sociais e até pelo WhatsApp.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=3f5d8558-a573-4215-a717-02b7b4b15d96

Postado Pôr Antônio Brito 

08/05/2026

Museu da Inclusão recebe exposição Arte, Harmonia&Paz do jovem artista Henrique Yasuhiro

Museu da Inclusão recebe exposição Arte, Harmonia&Paz do jovem artista Henrique Yasuhiro

Mostra traz 20 obras do artista de 14 anos, que tem Síndrome de Down e TEA, e já expôs sua arte em Londres. Abertura nesta quarta-feira (13) e a entrada é gratuita

A partir do dia 13 de maio, o Museu da Inclusão recebe a exposição “Arte, Harmonia&Paz, que busca promover a conscientização sobre o potencial criativo e as oportunidades das pessoas com deficiência, reafirmando a arte como um território verdadeiramente democrático: livre, plural e sem amarras.

As 20 obras da exposição foram pintadas por Henrique Yasuhiro, de 14 anos. O jovem artista natural de Santo André (SP) é uma pessoa com Síndrome de Down, autismo e uma produção marcada pela espontaneidade, intensidade e mescla de cores, uma linguagem visual abstrata, mas intuitiva, que dialoga diretamente com o campo da arte contemporânea.

Henrique já tem duas exposições internacionais no currículo. Sua estreia ocorreu em 2022, na mostra Artistas pela Paz, realizada no Circolo Italiano San Paolo. No mesmo ano, expôs em Londres, doando obras ao Rotary Club Chiswick & Brentford, Londres – Uk para leilão beneficente em apoio a crianças refugiadas da Ucrânia.

Para o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, a exposição representa muito mais do que um conjunto de belos quadros coloridos. “O Henrique nos lembra, com suas obras e as exposições internacionais no currículo, que, quando abrimos espaço e oferecemos oportunidades reais, as pessoas com deficiência transformam o mundo. Cada um deve exercer seu papel de agente transformador para juntos construirmos uma sociedade mais inclusiva”.

O diálogo entre arte visual e música, reunindo fragmentos de canções que ecoam, ampliam e atravessam o sentido das obras apresentadas, levam os visitantes a refletirem sobre a importância de cada pessoa aceitar a si mesmo, o outro, entendendo que todos somos resultado das histórias e sentimentos vivenciados ao longo da trajetória percorrida. Essa reflexão é muito importante para construirmos uma sociedade mais inclusiva, encarando as diferenças com maior empatia.

Os quadros repletos de cores e elementos que simbolizam a persistência das pessoas com deficiência, resistindo à violação de diversos direitos para seguir lutando por seu espaço, convida o público a transformar pontos de vista e comportamentos para abrir novas oportunidades de interação e conviver de forma mais pacífica e harmônica com as diferenças, sejam elas aparentes ou não.

A exposição vai até o dia 22 de maio, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. A entrada é gratuita.

Serviço

Exposição: Arte, Harmonia&Paz

Local: Museu da Inclusão

Endereço: Av Mário de Andrade, 564 – Portão 10

Abertura oficial: 13 de maio de 2026, às 14h

Realização: Ministério da Cultura, com apoio institucional da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Criação: Henrique Yasuhiro

Período: 13 a 22 de maio  

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 17h

Entrada gratuita

Fonte https://diariopcd.com.br/museu-da-inclusao-recebe-exposicao-arte-harmoniapaz-do-jovem-artista-henrique-yasuhiro/

Postado Pôr Antônio Brito 

Associação dos Pintores com a Boca e os Pés celebra 70 anos

Associação dos Pintores com a Boca e os Pés celebra 70 anos

Encontro internacional em Londres reuniu artistas de diversos países para marcar a trajetória da Associação

A Associação Internacional dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP) celebra seus 70 anos de atuação com a realização de um encontro internacional em Londres, reunindo artistas de diversos países.

A iniciativa marcou uma trajetória construída ao longo de sete décadas, dedicada à promoção da autonomia, inclusão e valorização de artistas que produzem suas obras utilizando a boca e os pés, devido ao impedimento do uso dos seus membros superiores. Mais do que uma celebração, o encontro representa um importante momento de conexão e troca de experiências.

A programação contou com momentos de grande destaque, como o jantar de gala realizado no histórico Guildhall, que reuniu convidados e artistas em uma noite especial de celebração. Outro marco foi a inauguração da exposição no dia 14 de abril, no Lindley Hall, onde foram apresentadas obras de artistas de mais de 33 países, evidenciando a diversidade e o alcance global da associação. A exposição também contou com a presença da Duquesa de Edimburgo, reforçando a relevância institucional e cultural do encontro.

Durante a programação, artistas de diferentes nacionalidades compartilharam vivências, apresentaram seus trabalhos e celebraram o impacto cultural e social gerado pela APBP ao longo de sua história. A iniciativa reforça o compromisso contínuo da associação com o desenvolvimento artístico e a ampliação de oportunidades para seus membros.

A celebração dos 70 anos, realizada em Londres, simboliza não apenas a história construída até aqui, mas também o olhar voltado para o futuro — pautado pela expansão, inovação e fortalecimento de sua marca.


Mais informações estão disponíveis em: www.apbp.com.br

Fonte https://diariopcd.com.br/associacao-dos-pintores-com-a-boca-e-os-pes-celebra-70-anos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Festival Escola Paralímpica promove integração e atividades lúdicas com rúgbi em cadeira de rodas

Disputa entre São Paulo e Paraíba no Rúgbi em Cadeira de Rodas nas Paralímpiadas Escolares 2025, no CT Paralímpico | Foto: Wander Roberto/CPB

O Centro de Treinamento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo, recebe neste sábado, 9, o Festival Escola Paralímpica de rúgbi em cadeira de rodas. O evento, das 9h às 12h (horário de Brasília), reúne cerca de 70 crianças participantes da Escolinha Paralímpica em uma manhã marcada por integração, diversão e aprendizado.

Voltado exclusivamente para os alunos já inscritos no projeto, o festival não contará com inscrições abertas ao público. A proposta é que as crianças possam vivenciar o rúgbi de forma lúdica, por meio de atividades recreativas adaptadas.

Um dos destaques do evento é a participação das famílias. Pais e responsáveis também poderão se envolver nas dinâmicas, fortalecendo os vínculos e promovendo um momento especial de convivência entre todos os participantes.

A iniciativa reforça o compromisso do CPB com o desenvolvimento esportivo, incentivando a prática esportiva desde a infância em um ambiente acolhedor e divertido, incluindo os familiares.

Além das atividades esportivas, o festival oferece um kit de lanche para as crianças. Ao final do evento, elas também receberão um brinde.

Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/festival-escola-paralimpica-promove-integracao-e-atividades-ludicas-com-rugbi-em-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Corinthians faz seletiva para futsal Down – quer ser um jogador?

Corinthians abre inscrições para seletiva de futsal Down em São Paulo. Atletas a partir de 16 anos podem participar do projeto inclusivo até 9 de maio.

Corinthians faz seletiva para futsal Down – quer ser um jogador?

Estão abertas as inscrições para a Seletiva de Futsal Down do Corinthians, na zona leste da capital paulista, para atletas masculino e feminino, a partir de 16 anos.

As inscrições estão acontecendo e vão até o dia 9 de maio.

A seletiva em si acontecerá no dia 16 de maio, sábado, no Parque São Jorge, sede do Corinthians, Ginásio Bernardão, no bairro do Tatuapé, em São Paulo/SP.

Você pode fazer parte desse grande projeto de inclusão, esporte e superação. Mostre seu talento e venha vestir essa camisa do Corinthians.

Para participar, é preciso preencher a inscrição no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=b137d20b-98e2-452e-b9ea-92af99c9ae73
 
Postado Pôr Antônio Brito 

07/05/2026

Estado do Paraná aplica prova acessível e é exemplo para o país

Paraná realiza avaliação com ampla acessibilidade para mais de 113 mil estudantes da Educação Especial, incluindo provas em Braille, Libras e adaptações para diferentes necessidades.

Estado do Paraná aplica prova acessível e é exemplo para o país

Mais de 113 mil estudantes da Educação Especial da rede estadual de ensino do Paraná fazem a chamada “Prova Paraná”, com adaptações específicas. Será nos dias 19 e 20 de maio, em uma avaliação que mobiliza cerca de 1,1 milhão de alunos em todo o Estado. A avaliação mantém o mesmo conteúdo para todos, mas adapta a forma de aplicação conforme o perfil do estudante, com mudanças no formato, tempo adicional, apoio profissional e uso de recursos específicos.

Conforme dados da Secretaria Estadual da Educação (SEED-PR), nesta edição, 1.773 estudantes dos ensinos fundamental e médio realizam a avaliação com recursos especializados: 57 alunos cegos fazem a prova em Braille; 1.692 com baixa visão recebem versões ampliadas ou superampliadas, com ajustes de contraste e organização visual; e 24 estudantes com Síndrome de Irlen contam com adaptações de cor e luminosidade, incluindo o uso de lâminas coloridas. Estudantes surdos têm acesso a vídeos com tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Outros 28 mil estudantes realizam a avaliação com tempo adicional, apoio profissional, aplicação em ambiente específico, transcrição de respostas e leitura assistida. As adaptações atendem diferentes perfis de aprendizagem, incluindo estudantes com deficiências, transtornos do neurodesenvolvimento, transtornos funcionais específicos e altas habilidades ou superdotação.

A rede estadual soma atualmente 113.861 estudantes da educação especial, 12,5% do total. A maior parte das matrículas está concentrada em transtornos funcionais específicos (71.287), como dislexia e TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), além de estudantes com transtorno do espectro autista — TEA (17.441) e deficiência intelectual (17.351).

Outros grupos incluem deficiências visuais, com 2.433 estudantes com baixa visão e 172 com cegueira; deficiências físicas (1.872) e deficiências auditivas (1.109), além de surdez (668). Há ainda registros de deficiência múltipla (779), atraso no desenvolvimento neuropsicomotor (718), surdocegueira (31) e visão monocular (11).

O crescimento da educação especial acompanha a ampliação das adaptações. O número de estudantes atendidos passou de 71,5 mil em 2021 para mais de 113 mil em 2026, aumento de quase 63%.

A prova é padronizada quanto ao conteúdo e aos objetivos. O diferencial está na oferta de recursos e apoios necessários para assegurar condições adequadas de participação dos estudantes da Educação Especial.

As versões acessíveis da Prova Paraná levam de 40 a 60 dias para serem produzidas. A partir da prova original, cada questão é adaptada conforme o público: há transcrição em Braille, arquivos digitais para leitores de tela, versões ampliadas e superampliadas e tradução para Libras em vídeo. Todo o material passa por revisão técnica e validação pedagógica antes da aplicação.

Para estudantes autistas ou com deficiência intelectual, a adaptação vai além do formato. Inclui preparação prévia, explicação da rotina, tempo ampliado, mediação de professor especializado, apoio com leitor ou transcritor e aplicação em ambientes mais controlados, garantindo participação com acessibilidade.

Criada em 2019, a “Prova Paraná” atualmente inclui conteúdos da formação geral básica e dos itinerários formativos do Novo Ensino Médio.

Aplicada às redes estadual e dos municípios que aderem ao sistema, a avaliação orienta o acompanhamento contínuo da aprendizagem e subsidia decisões pedagógicas ao longo do ano letivo. Desde as primeiras edições, estudantes da Educação Especial participam da avaliação, com ampliação progressiva dos recursos de acessibilidade.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=fc2b754d-8930-4b8d-b4f7-db067c41ac09

Postado Pôr Antônio Brito 

Terapias negadas e famílias exaustas: o custo emocional da omissão

Terapias negadas e famílias exaustas: o custo emocional da omissão - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Quando tratamentos essenciais são recusados, adiados ou esvaziados pela burocracia, não é apenas o paciente que sofre. Toda a família adoece junto.

Há dores que não aparecem nos laudos médicos.

Não constam em exames.
Não entram em planilhas.
Não costumam ser consideradas nas negativas administrativas.

São as noites sem dormir de mães e pais aflitos. A angústia de quem vê o tempo passar enquanto uma criança perde estímulos importantes. O desgaste emocional de famílias que precisam implorar por terapias básicas. O medo silencioso de idosos que aguardam reabilitação sem saber se recuperarão autonomia.

Quando uma terapia essencial é negada, atrasada ou interrompida, o impacto ultrapassa o paciente.

Ele alcança a casa inteira.

O sofrimento que não entra no processo

Muito se discute sobre custos assistenciais, cobertura contratual, rol de procedimentos e equilíbrio financeiro do sistema. São temas relevantes. Mas existe uma dimensão frequentemente ignorada: o custo humano da demora.

Enquanto setores burocráticos trocam documentos e decisões são postergadas, famílias reorganizam suas vidas em torno da urgência.

Há mães que abandonam o emprego para acompanhar tratamentos.

Há pais que acumulam jornadas exaustivas para custear sessões particulares.

Há avós que se tornam cuidadores em tempo integral.

Há casais que entram em colapso emocional.

Há irmãos que crescem em meio ao estresse constante.

A negativa raramente atinge uma única pessoa.

Ela se espalha.

Crianças que não podem esperar

No caso de crianças com deficiência, especialmente em situações que demandam intervenção precoce, o tempo possui valor terapêutico.

Meses perdidos podem significar regressões, atraso no desenvolvimento, dificuldades futuras e sofrimento evitável.

No caso de crianças autistas, a continuidade do acompanhamento multiprofissional frequentemente é decisiva para comunicação, autonomia, socialização e aprendizagem.

Fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, fisioterapia, análise do comportamento aplicada e outras intervenções indicadas clinicamente não representam luxo nem excesso.

Representam cuidado.

Negar ou retardar esse acompanhamento não configura simples discussão contratual.

Pode significar perda concreta de oportunidades de desenvolvimento.

As famílias sabem disso. Por isso insistem tanto.

Não se trata de capricho.

Trata-se de urgência.

As negativas que mudaram de forma

Nem toda recusa chega por escrito.

Muitas vezes ela aparece na limitação arbitrária de sessões, na ausência de profissionais especializados na rede credenciada, na troca constante de terapeutas, na exigência interminável de relatórios, na demora para autorizações, no descredenciamento repentino de clínicas ou na oferta de atendimento incompatível com a necessidade do paciente.

Em tese, o tratamento existe.

Na prática, não chega.

Negar por obstáculos também é negar.

Para quem depende de continuidade terapêutica, cada mês perdido pesa.

O que dizem a Justiça e a regulação

A Agência Nacional de Saúde Suplementar promoveu avanços regulatórios ao afastar limites automáticos para determinadas terapias relacionadas ao tratamento do transtorno do espectro autista, reconhecendo a necessidade de cuidado contínuo e individualizado.

Em março de 2026, o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que planos de saúde não podem limitar o número de sessões de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional prescritas a pessoas com transtorno do espectro autista. A Corte considerou abusivas restrições padronizadas incompatíveis com a necessidade clínica do paciente.

A decisão foi fixada sob o rito dos recursos repetitivos, o que reforça sua relevância nacional para casos semelhantes em tramitação.

Idosos também sofrem em silêncio

A discussão pública costuma concentrar-se na infância, mas milhares de pessoas idosas enfrentam dramas semelhantes.

Após AVCs, fraturas, internações prolongadas ou doenças degenerativas, terapias de reabilitação podem definir se alguém voltará a andar, falar com autonomia, alimentar-se sozinho ou realizar atividades básicas da vida cotidiana.

Quando esse cuidado não chega a tempo, o prejuízo pode se tornar irreversível.

E junto com o idoso sofre toda a rede familiar.

Filhos adoeçam emocionalmente. Cuidadores se esgotam. A rotina se desestrutura.

O que a lei protege

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 consagra a dignidade da pessoa humana e o direito à saúde como valores centrais do Estado brasileiro.

A Lei nº 12.764/2012 assegura às pessoas autistas acesso à saúde, diagnóstico precoce e atendimento multiprofissional.

O Estatuto da Pessoa Idosa reforça a prioridade no acesso à saúde e à reabilitação.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência garante atenção integral à saúde da pessoa com deficiência, inclusive com serviços adequados às necessidades individuais.

No campo da saúde suplementar, a jurisprudência brasileira consolidou importantes limites contra negativas abusivas, especialmente quando há prescrição médica idônea, indicação técnica fundamentada e necessidade comprovada.

Em outras palavras, o ordenamento jurídico não protege apenas contratos.

Protege pessoas.

Judicialização não é escolha livre

Quando a terapia é negada, muitas famílias recorrem ao Judiciário como último caminho.

Mas acionar a Justiça exige energia, tempo e recursos emocionais que frequentemente já estão esgotados.

É preciso reunir documentos, laudos, receitas, relatórios, protocolos de atendimento, histórico clínico e enfrentar a ansiedade da espera.

Muitas famílias não judicializam por estratégia.

Judicializam por desespero.

Enquanto isso, o relógio clínico continua correndo.

Ganhar a ação, em muitos casos, não apaga o desgaste vivido até ali.

Omissão também produz dano

Há quem trate negativas como mero procedimento administrativo. Não são.

Quando a recusa injustificada posterga cuidado essencial, a omissão produz efeitos concretos:

  • agravamento clínico;
  • regressão funcional;
  • sofrimento psíquico;
  • endividamento familiar;
  • ruptura da rotina doméstica;
  • exaustão emocional de cuidadores.

O dano nem sempre é visível, mas existe.

O que precisa mudar

É necessário avançar em medidas reais:

  • respostas administrativas céleres;
  • análise técnica individualizada;
  • respeito à prescrição fundamentada;
  • rede credenciada efetiva e suficiente;
  • canais rápidos de revisão;
  • mediação menos burocrática;
  • fiscalização de abusos;
  • apoio às famílias cuidadoras;
  • prioridade a casos urgentes.

Saúde não pode ser tratada com indiferença protocolar.

Quando uma terapia necessária é negada, não se interrompe apenas um tratamento.

Interrompem-se as expectativas.
Abalam-se rotinas.
Exaurem-se famílias.
Adia-se dignidade.

Por trás de cada negativa existe alguém tentando evoluir, recuperar movimentos, desenvolver linguagem, preservar autonomia ou simplesmente viver com menos dor.

O sistema não pode continuar discutindo custos financeiros enquanto tantas famílias pagam, sozinhas, o custo emocional da omissão.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/ 

Fonte https://diariopcd.com.br/terapias-negadas-e-familias-exaustas-o-custo-emocional-da-omissao/
 
Postado Pôr Antônio Brito

O mundo perdeu um grande campeão: Alessandro Zanardi

Morreu aos 59 anos Alessandro Zanardi, ex-piloto da Fórmula 1 e multicampeão paralímpico, símbolo mundial de superação e inspiração no esporte.

O mundo perdeu um grande campeão: Alessandro Zanardi

Faleceu nesta última sexta-feira, 1º de maio, aos 59 anos, o ex-piloto de Fórmula 1 e multicampeão do paraciclismo Alessandro Zanardi.

Zanardi foi destaque da Fórmula 3000 em 1991, chegando até a Fórmula 1 no ano seguinte. Foi campeão de Fórmula Indy em 1997 e 1998 e, em 2001, correndo pela equipe Honda, sofreu um grave acidente na categoria e teve que amputar as duas pernas. No acidente, Zanardi teve o corpo partido ao meio na hora.

O acidente aconteceu a 320 km/h e o piloto perdeu 75% do sangue do seu corpo. Seu coração parou sete vezes e as suas pernas foram arrancadas instantaneamente com a pancada.

Mas, para ele, parar nunca foi uma possibilidade. O italiano se reinventou no esporte, conquistando medalhas de ouro e prata nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 e Rio 2016.

O mundo lamenta a perda deste grande esportista, grande homem, grande exemplo de vida e superação.

Coincidentemente ou não, Zanardi faleceu no mesmo dia que o nosso campeão e também ídolo mundial da Fórmula 1, Airton Senna. Zanardi dizia: “Eu não perdi minhas pernas, eu ganhei minha vida.”

Assista ao vídeo do acidente de Zanardi na Fórmula Indy no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=7f54000b-bc42-44c8-ad2b-803950c89ad9
 
Postado Pôr Antônio Brito