Cálculo considera 20.560 candidaturas em todo o país e orienta a destinação de recursos dos Fundos Partidário e Eleitoral. Falta legislação para incluir candidatos com deficiência nessa destinação.
O TSE – Tribunal Superior Eleitoral
divulgou em sua página oficial os percentuais de candidaturas de
mulheres, pessoas negras e indígenas por partido.
Mas não tem nenhuma informação sobre
estatísticas das pessoas com deficiência que disputam as eleições deste
ano. A ausência dessas informações está relacionada a falta de
legislações que destinem recursos para candidatos e candidatas com
deficiência.
Na página do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), foram disponibilizados os percentuais de candidaturas de
mulheres, pessoas negras e indígenas por partido político para as
Eleições Gerais de 2026. Os dados servem de referência para a destinação
de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de
Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral.
O cálculo considera as candidaturas que
constaram de pedidos coletivos (Requerimento de Registro de Candidatura)
e individuais (Requerimento de Registro de Candidatura Individual), em
todo o território nacional.
Os percentuais são apurados pelo TSE ao
término do período definido no calendário eleitoral e divulgados para
orientar a aplicação dos recursos destinados às candidaturas de
mulheres, pessoas negras e indígenas. Para esse cálculo, são
consideradas as candidaturas com pedidos aceitos até as 23h59 de 18 de
agosto de 2026, data-limite prevista no Calendário Eleitoral, e
desconsideradas as candidaturas substitutas. Trata-se de um recorte
específico para a destinação dos recursos do Fundo Partidário e do FEFC.
Por isso, os quantitativos podem ser diferentes dos apresentados nas estatísticas do
TSE sobre candidaturas, que continuam sendo atualizados com registros
aceitos e alterações posteriores. As quantidades e os percentuais
considerados para essa finalidade permanecem fixos e também podem ser
consultados no portal Estatísticas Eleitorais, na área de Prestação de contas.
Projeto
que reserva percentual dos fundos eleitoral e partidário a candidaturas
de pessoas com deficiência tramita na Câmara dos Deputados
O Projeto de Lei 4325/24 estabelece
reserva de 10% a 15% dos recursos dos fundos eleitoral e partidário para
candidaturas de pessoas com deficiência. O texto está em análise na
Câmara dos Deputados e foi sugerido por Luciana Trindade, coordenadora
nacional do PSB Inclusão.
O texto também iguala o tempo de
propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão ao percentual de
recursos repassados pelos fundos a essas candidaturas.
De acordo com a justificação do projeto de
lei, “os recursos atuais são insuficientes para aumentar a quantidade
de pessoas com deficiência eleitas nas casas legislativas. Ele argumenta
que essas candidaturas precisam de investimentos adicionais, como a
contratação de veículos adaptados a cadeirantes, intérpretes de Libras e
outros recursos de acessibilidade.
Em junho de 2025 o projeto teve parecer
favorável aprovado na Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
Desde então, não houve mais nenhuma tramitação. O tema permanece na
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto depois
seguirá para ser apreciado pelo Plenário e dependerá de sanção
presidencial.
Fonte: Agência Câmara de Notícias e Secretaria de Comunicação e Multimídia do TSE – Tribunal Superior Eleitoral
CONFIRA: Diário PcD prepara primeira relação com informações de candidatos e candidatas com deficiência que disputam as eleições 2026 –
https://diariopcd.com.br/diario-pcd-anuncia-projeto-eleicoes-inclusivas-com-a-divulgacao-de-candidatos-e-candidatas-com-deficiencia-em-2026/
Julio Braz tentando fazer o try entre dois atletas da
Nova Zelândia, no Mundial de rúgbi em cadeira de rodas, no CT
Paralímpico | Foto: Marcello Zambrana/WWR
A partida começou equilibrada no primeiro
quarto, mas, após a expulsão da neozelandesa Maia Marshall-Amai, no
segundo período, a equipe brasileira abriu vantagem no placar e
administrou o resultado até o fim. Com a diferença estabelecida, o
técnico brasileiro promoveu diversas substituições para dar oportunidade
e experiência aos jogadores reservas.
O capitão da Seleção Brasileira, o paulista Gabriel Feitosa, marcou 24 dos 53 pontos da equipe na partida. Julio Braz fez outros 21 pontos.
“O Brasil queria estar nas quartas de
final, talvez até uma semifinal, mas o que a gente tira de aprendizado é
que a gente precisa, sim, ter outras linhas para a gente poder estar
tocando com o nosso line principal. Mas tudo serve de experiência. É
isso que a gente leva, porque agora a gente tem mais dois jogadores que,
quando a gente se machucar, a gente consegue colocar, que eles vão dar
conta. Isso a gente tira de aprendizado também, que, ao longo do
campeonato, os jogadores foram evoluindo e isso que importa. A gente tem
um grupo forte, isso é muito importante. Todas as equipes têm troca,
isso faz total diferença no final das partidas”, explicou o carioca Julio Braz, eleito pela segunda vez o melhor jogador da partida na competição.
Com o resultado, o Brasil igualou a
colocação do último Mundial, disputado em 2022, quando terminou em 11º
lugar. Na ocasião, a Seleção conquistou uma única vitória na competição,
sobre a Suíça, por 48 a 44. Neste ano, a equipe brasileira venceu duas partidas: contra o Canadá, por 49 a 48, e contra a Nova Zelândia, por 58 a 44, ainda na fase de grupos.
O Brasil disputou outros três jogos na primeira fase. Na estreia, foi derrotado pelos Países Baixos por 49 a 47. Depois, venceu o Canadá e perdeu para a Austrália por 59 a 32. Na quinta-feira, 20, pela manhã, superou a Nova Zelândia. À noite, perdeu para os Estados Unidos por 57 a 56, em uma partida decidida nos últimos segundos.
Sem
a classificação para as quartas de final, a Seleção Brasileira disputou
nesta sexta-feira, 21, a partida que definiria as equipes que brigariam
pelo nono lugar na competição. O Brasil foi derrotado pela Colômbia por 52 a 45.
Apesar de o resultado não ter sido o
esperado pelos atletas e pela comissão técnica brasileira, Julio Braz
destacou que a equipe encerra a competição com aprendizados e já mira os
próximos objetivos. “Faltou pouco para não classificarmos para as fases
eliminatórias. A gente fez jogo ‘pau a pau’ contra os Estados Unidos,
um ponto só de diferença, foi no detalhe. Então, o nosso próximo
objetivo é chegar na final do Parapan-Americano de 2027 e conseguir
vencer a seleção dos Estados Unidos e conseguir a vaga para Los Angeles
2028”, finalizou Braz.
Classificação As
quatro primeiras equipes de cada grupo avançaram às quartas de final,
disputadas nesta sexta-feira, 21. No primeiro confronto, a Austrália
venceu a Dinamarca por 59 a 47. Na sequência, o Japão, número um do
ranking mundial, derrotou os Países Baixos por 58 a 44.
Os outros dois jogos foram entre Canadá e
Grã-Bretanha e França e Estados Unidos. Os britânicos levaram a melhor
por 54 a 51, enquanto os estadunidenses venceram por 53 a 42.
As equipes derrotadas nas quartas de final
disputam neste sábado, 22, os confrontos de classificação entre o
quinto e o oitavo lugares. Também estão previstas para a tarde as duas
semifinais.
No domingo, 23, serão realizadas as
disputas pelas posições do quinto ao oitavo lugar, pela manhã, além das
partidas pelo bronze e pelo ouro, marcadas para as 14h30 e 16h30,
respectivamente. A partida que define o campeão da competição será
transmitida pelos canais SporTV
Sobre o Mundial Organizado
pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da
modalidade, o Campeonato Mundial reúne 12 seleções e aproximadamente 140
atletas.
Esta é a a primeira vez que a principal competição
internacional da modalidade é realizada na América do Sul. Atualmente, o
Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial.
O Mundial tem
entrada gratuita e é aberto ao público. Os interessados podem comparecer
ao Centro de Treinamento Paralímpico, na zona sul de São Paulo, para
acompanhar os jogos da Seleção Brasileira e das demais equipes
participantes.
Confira os confrontos deste sábado (22/08): Dinamarca 51 x 50 Canadá Brasil 53 x 37 Nova Zelândia 11h – Países Baixos 48 x 55 França 11h30 – Colômbia 37 x 65 Alemanha 14h30 – Austrália x Grã-Bretanha 16h30 – Japão x Estados Unidos
Confira os confrontos deste domingo (23/08): 9h – Canadá x Países Baixos (disputa do 7º ligar) 11h – Dinamarca x França (disputa do 5º lugar) 14h30 – Disputa pelo bronze 16h30 – Disputa pelo ouro
Imprensa Os
profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial
de rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com
os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas Datas: de 17 a 23 de agosto Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB) Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Patrocínio A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Pesquisa foi realizada com 595 mães de crianças diagnosticadas com TEA – Transtorno do Espectro Autista
Artigo publicado no Journal Einstein chama
atenção para uma questão que muitas vezes fica em segundo plano quando
se fala sobre autismo: a saúde e o bem-estar de quem cuida.
O conteúdo é assinado por Patrícia Souza
de Almeida, Carlos Eduaro Lins e Silva, Alisson Henrique de Almeida,
Flávio Eloize de Souza e Silva, Rafael Mendes Ritti-Dias, Ozeas Lima
Lins Filho e Breno Quintella Farah.
A pesquisa analisou a qualidade e a
duração do sono de 595 mães de crianças e adolescentes diagnosticados
com TEA – Transtorno do Espectro Autista. A idade média das mães era de
37 anos, enquanto as crianças e adolescentes tinham, em média, 8,1 anos.
O resultado é expressivo: 44% das mães
relataram qualidade ruim do sono, enquanto 70,4% não dormiam entre sete e
nove horas por noite, faixa considerada recomendada no estudo.
Mais do que dormir pouco
A pesquisa não avaliou apenas quantas
horas as mães dormiam. Os pesquisadores também investigaram
características demográficas, informações relacionadas aos filhos,
condições de saúde e hábitos de vida.
Entre os fatores associados à pior
qualidade do sono estavam não ser casada, presença de doença cardíaca,
sintomas de depressão, comportamento sedentário durante a semana,
insatisfação com a terapia do filho e duração inadequada do sono.
Um dos resultados que mais chama atenção é
a associação entre dormir menos do que o recomendado e apresentar pior
qualidade do sono: as mães com duração inadequada do sono apresentaram
maior probabilidade de também relatar baixa qualidade do descanso.
Depressão aparece entre os fatores associados
Os sintomas de depressão também aparecem de maneira importante nos resultados.
Segundo o estudo, eles estiveram associados tanto à pior qualidade do sono quanto à duração inadequada do sono.
Isso reforça a importância de olhar para a
mãe — e para o cuidador — como alguém que também precisa de atenção
dentro da rede de cuidados.
Quando uma família recebe um diagnóstico
de autismo, é comum que a discussão se concentre imediatamente na
criança: diagnóstico, terapias, escola, medicamentos, desenvolvimento,
inclusão e direitos. Mas existe uma pergunta que também precisa ser
feita:
Quem está cuidando dessa criança está conseguindo cuidar de si mesmo?
A rotina também pesa
O estudo encontrou associação entre comportamento sedentário durante os dias da semana e pior qualidade do sono.
Também apareceu uma relação entre a
satisfação das mães com a terapia dos filhos e a qualidade do próprio
sono. Mães que relataram insatisfação com a terapia apresentaram maior
probabilidade de ter sono ruim.
Esse resultado é particularmente
importante porque mostra que a experiência da família não pode ser
analisada apenas pelo número de terapias oferecidas.
A qualidade e a adequação do atendimento também podem fazer parte da realidade vivida pelos cuidadores.
E quando há mais de uma criança autista?
A pesquisa também encontrou associação entre a duração inadequada do sono e o número de filhos com TEA.
O número total de filhos também apareceu associado à duração do sono.
Isso ajuda a mostrar que a realidade das
famílias é diferente e que políticas públicas e serviços de apoio
precisam considerar a complexidade da rotina familiar, e não apenas a
condição individual da pessoa autista.
Um alerta para toda a rede de atendimento
Os pesquisadores concluem que a maioria
das mães avaliadas apresentava qualidade ruim do sono e/ou duração
inadequada do sono, e que fatores demográficos, relacionados aos filhos,
condições clínicas, sintomas depressivos e comportamento sedentário
estavam associados aos problemas de sono.
O estudo, entretanto, é transversal. Isso
significa que ele identifica associações entre os fatores analisados,
mas não permite concluir, sozinho, que um determinado fator seja
necessariamente a causa do problema de sono.
Uma questão que precisa entrar no debate sobre autismo
Os números apresentados pela pesquisa
levantam uma discussão que vai além do sono. Cuidar também precisa
significar cuidar de quem cuida.
Uma política pública voltada às pessoas
autistas não pode ignorar a realidade das famílias. Acesso a
diagnóstico, terapias, educação inclusiva, assistência social e direitos
são fundamentais — mas o cuidador também precisa ter acesso a apoio,
orientação e atenção à própria saúde.
Programação prevê ações no Recife e em todo o estado de Pernambuco até a próxima sexta-feira (28)
Semana
Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla tem início
nesta sexta-feira (21), com programação no Recife e outras cidades de
Pernambuco - Wagner Ramos/PCR
A
Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla tem
início nesta sexta-feira (21), com o objetivo de evidenciar a
importância da inclusão e dos desafios ainda enfrentados por essa
população no acesso a direitos básicos.
No Brasil, o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência
com dois anos ou mais de idade, o equivalente a 7,3% da população do
país.
Em Pernambuco,
alguns municípios da Região Metropolitana do Recife, Agreste e
Sertão se mobilizam com ações para reforçar o debate do público sobre o
tema até a próxima sexta-feira (28).
Confira a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla no Recife e na RMR:
Recife
Com o tema “Acessibilidade, o Caminho que nos Conduz à Cidadania e a
Inclusão”, a prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos
Humanos e Juventude, realizará a 25ª Semana Municipal da Pessoa com
Deficiência a partir desta sexta-feira (21) até o dia 28 de agosto.
A proposta é promover debates, atividades e formações, informando os
recifenses sobre os direitos das pessoas com deficiência e contribuindo
para a igualdade de oportunidades e a inclusão social.
“Ao longo desses dias, teremos atividades de formação,
sensibilização, cultura, lazer e participação social, envolvendo
diferentes públicos e espaços da cidade”, destacou o secretário de
Direitos Humanos e Juventude, Marco Aurélio Filho.
Além disso, a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau) lançou o Guia
Anticapacitista da Política Municipal de Saúde da Pessoa com Deficiência
do Recife nesta sexta-feira (21).
A publicação reúne orientações para fortalecer práticas de cuidado,
atendimento e convivência livres de preconceito e discriminação contra
pessoas com deficiência nos serviços de saúde.
“A Semana Municipal da Pessoa com Deficiência é um momento importante
para ampliar o debate sobre inclusão e, principalmente, reforçar que
acessibilidade é um direito e uma condição fundamental para o exercício
da cidadania”, completou o secretário.
O lançamento ocorre durante o evento “Entre Barreiras e Pontes: 10
anos na Garantia de Direitos à Saúde Integral da Pessoa com Deficiência
no Município do Recife”, realizado no auditório do Centro Universitário
Tiradentes de Pernambuco (Unit-PE).
A atividade integra a programação da 25ª Semana Municipal da Pessoa
com Deficiência, iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos e
Juventude do Recife.
“A publicação representa mais um passo no enfrentamento ao capacitismo,
prática que estabelece barreiras, estigmas e preconceitos em relação às
pessoas com deficiência, e busca contribuir para a construção de uma
assistência cada vez mais inclusiva e alinhada à garantia de direitos no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS”, comemorou a coordenadora da
Política de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência, Erika
Aparecida Alves.
O guia integra um conjunto de iniciativas adotadas pelo Recife para qualificar a atenção à saúde da pessoa com deficiência.
Confira a programação completa:
21 de agosto (sexta-feira) – Abertura
Solenidade de abertura da 25ª Semana Municipal da Pessoa com
Deficiência, com a realização do seminário Entre Barreiras e Pontes: 10
Anos da Política de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência
do Recife.
Local: Auditório da UNIT – Av. Marechal Mascarenhas de Morais, 3905, Imbiribeira
23 de agosto (domingo) – Pedalada Inclusiva em parceria com a Uninassau
Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida vão pedalar juntas pelo
Bairro do Recife. Cada participante deverá levar a sua bike, mas algumas
bicicletas adaptadas também serão disponibilizadas.
Horário: das 8h às 12h
Local: A concentração será na Av. Rio Branco ao lado da Associação
Comercial e seguirá pela Av. Alfredo Lisboa, Av. Cais do Apolo,
retornando para a Av. Rio Branco
24 de agosto (segunda-feira) – Roda de Conversa - Refletindo e Trabalhando contra o Capacitismo
Atividade ministrada pela militante das causas das pessoas com
deficiência, Arenilda Duque, para profissionais do Compaz Leda Alves.
Horário: 13h30
Local: Compaz Leda Alves
25 de agosto (terça-feira) – Ação educativa do COMUD/Recife
Sensibilização e distribuição de materiais para divulgação dos direitos das pessoas com deficiência.
Horário: 14h
Local: Praça do Derby
26 de agosto (quarta-feira) – Visita guiada ao MAMAM, gratuita e aberta ao público
Membros da Central de Acessibilidade Comunicacional (CAC) vão conduzir a visita à exposição Amorí, de Vladimir Pauna.
Horário: 14h
Local: Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM). Rua da Aurora, 265 - Boa Vista
27 de agosto (quinta-feira) – 20 anos do COMUD/Recife
Solenidade em comemoração aos 20 anos do Conselho Municipal de Defesa
dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Recife (COMUD/Recife)
Horário: 14h
Local: Auditório Capiba, 15º andar do edifício-sede da Prefeitura do Recife
28 de agosto (sexta-feira) – Oficina de Libras para os servidores do Reciprev e do Saúde Recife
Horário: 9h
Local: Reciprev. Av. Manoel Borba, 488 - Boa Vista
Pernambuco
Entre os dias 21 e 28 de agosto, a Semana Estadual da Pessoa com
Deficiência passará por diversas regiões do estado, como Recife,
Petrolina, Caruaru, Angelim e Santa Cruz do Capibaribe, com foco em
acessibilidade, cidadania e direitos.
A atividade será realizada em parceria com a Secretaria de Criança e
Juventude, Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo
de Pernambuco, Secretaria de Cultura, e o Conselho Estadual de Defesa
dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Sob o tema "Pessoa com Deficiência: você sabe quem sou? Da
identidade, do direito e da cidadania", a edição deste ano propõe uma
reflexão sobre o reconhecimento da identidade, a afirmação dos direitos e
o fortalecimento da cidadania plena das pessoas com deficiência.
Em 2026, a programação leva ações para a Região Metropolitana do
Recife, o Sertão (Petrolina) e o Agreste (Caruaru e Santa Cruz do
Capibaribe), ampliando o acesso a informações, serviços e atividades
culturais para pessoas com deficiência em diferentes territórios do
estado.
“A Semana Estadual da Pessoa com Deficiência é um momento de afirmar,
com ações concretas em todo o território pernambucano, a garantia de
direitos. Nós entendemos que construir políticas públicas para pessoas
com deficiência só faz sentido quando elas próprias estão no centro
dessa construção”, afirma Joanna Figueiredo, Secretária da SJDH.
Ao longo dos oito dias, a programação articula frentes estratégicas
como capacitação de redes de atendimento e transporte especializado,
acessibilidade comunicacional (audiodescrição e Libras), inclusão
cultural e esportiva, empregabilidade e fortalecimento do controle
social por meio do sistema de conselhos.
Confira a programação:
21 de agosto (sexta-feira) – Abertura Oficial em Petrolina
Em Petrolina, no Sertão, ocorre a abertura oficial com a Formação
Integrada na FUNASE Petrolina, com módulos de audiodescrição (CAD/PE) e
Libras (CIL/PE), das 9h às 16h.
No mesmo dia, também estão previstas a Caminhada Inclusiva da APAE
Petrolina, em parceria com o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos
da Pessoa com Deficiência, e o Balcão SEAD, no município de Angelim.
22 e 23 de agosto (sábado e domingo) – Cinema Acessível e Bike Sem Barreiras
No Recife, as sessões de Cinema Acessível serão promovidas com a
exibição acessível de filmes no Cinema São Luiz, para famílias atendidas
pelo Programa PE Conduz, em ambos os dias, a partir das 14h.
Também ocorre a ação Bike Sem Barreiras, no Parque Municipal Josepha Coelho.
24 de agosto (segunda-feira) – Dia D da Empregabilidade
O Dia D da Empregabilidade da Pessoa com Deficiência acontece na sede da
SEDEPE, das 9h às 16h, com participação de empresas parceiras e
recursos de acessibilidade comunicacional (Libras e audiodescrição).
25 de agosto (terça-feira) – Formação em Audiodescrição e Abordagem Inclusiva
Formação em Audiodescrição para servidores públicos, no Edifício
Palmira II, e formação de motoristas do Programa PE Conduz sobre
abordagem inclusiva.
26 de agosto (quarta-feira) – Balcão SEAD em Santa Cruz do Capibaribe
Em Santa Cruz do Capibaribe, acontece o Balcão SEAD de Cidadania da
Pessoa com Deficiência, das 9h às 15h, em parceria com a Prefeitura
Municipal.
27 de agosto (quinta-feira) – Palestra "Acolhimento e
Inclusão: Da Sensibilização às Práticas de Inserção Produtiva e Geração
de Renda"
A atividade, promovida em parceria com o Conselho Estadual de Defesa dos
Direitos da Pessoa com Deficiência, tem como foco o fortalecimento do
controle social e das políticas públicas voltadas à pessoa com
deficiência.
28 de agosto (sexta-feira) – Encerramento da Semana
O encerramento da semana acontece em Recife, com a Formação Introdutória
em Libras e na Plataforma Tá Na Mão, pela manhã, e em Caruaru, durante a
noite, com a Rota Acessível ao Festival Pernambuco Meu País.
Paulista
A cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, promove uma ação especial em alusão à Semana da Pessoa com Deficiência.
A programação será realizada na próxima segunda-feira (24), das 9h às
12h, na UBS Mirueira I, localizada na Travessa do Campo, nº 366, em
Mirueira.
Com o tema “Inclusão, Cidadania, Saúde e Qualidade de Vida”, a
iniciativa é voltada para pessoas com deficiência intelectual e múltipla
e famílias atípicas e reúne, em um único espaço, serviços de saúde,
cidadania e orientações sobre direitos.
Na área da saúde, serão oferecidos serviços de vacinação, aferição de
pressão arterial, atendimento médico e orientações sobre saúde bucal.
Também serão disponibilizados serviços relacionados às políticas
sociais e à garantia de direitos, como atualização do Cadastro Único
(CadÚnico), orientações sobre o Vem Livre Acesso, emissão da Carteira de
Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) e
emissão do RG.
A ação integra a programação da Semana da Pessoa com Deficiência e
tem o objetivo de facilitar o acesso das famílias aos serviços públicos,
além de ampliar a oferta de informações sobre saúde, cidadania e
direitos das pessoas com deficiência.
Paralímpiadas Escolares 2025, realizada no CT Paralímpico em São Paulo. Foto: Marcello Zambrana/CPB
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), abre nesta sexta-feira, 21, as inscrições para voluntários para a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares 2026,
maior evento esportivo do mundo voltado exclusivamente a jovens com
deficiência, que acontece no Centro de Treinamento Paralímpico, em São
Paulo, de 16 a 28 de novembro.
A atuação como voluntário se dará no
controle de acesso aos espaços de competição e diretamente nas
modalidades esportivas, de acordo com a indicação da equipe de
coordenação.
O CPB oferecerá hospedagem (alojamento),
alimentação, camisa do evento, certificado de horas complementares e
traslado entre local de alojamento e de competição. Passagens aéreas ou
rodoviárias para os selecionados não serão custeadas pelo CPB.
As inscrições devem ser realizadas até o dia 25 de setembro por meio deste formulário.
As Paralimpíadas Escolares serão divididas em duas semanas, e os participantes podem optar por trabalhar em apenas uma delas ou nas duas.
Na semana do dia 16 acontecem as disputas
de atletismo, basquete em cadeira de rodas, paraesgrima, futebol de
cegos, goalball, rúgbi em cadeira de rodas, taekwondo e tênis em cadeira
de rodas.
A segunda semana terá competições de badminton, bocha, futebol PC, halterofilismo, judô, natação, tênis de mesa e vôlei sentado.
Em 2025, as Paralimpíadas Escolares
receberam mais de dois mil atletas em idade escolar de todos os Estados
brasileiros e do Distrito Federal, recorde de público da competição.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro
Serviço
itinerante e gratuito da Prefeitura de SP (SMPED/SMS em parceria com a
AACD) para manutenção e reparos em equipamentos de tecnologia assistiva
obtidos pelo SUS (cadeiras de rodas, órteses, próteses, andadores,
etc.).
A
cidade de São Paulo/SP possui a Paraoficina Móvel, que é uma van
itinerante da Prefeitura que realiza manutenção preventiva, corretiva e
pequenos reparos GRATUITOS em equipamentos de tecnologia assistiva
obtidos pelo SUS. O serviço é uma iniciativa conjunta da SMPED -
Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e da Secretaria Municipal
da Saúde, operado em parceria com a AACD.
O programa realiza reparos em diversos dispositivos auxiliares de
locomoção, como: cadeiras de rodas (motorizadas e manuais), órteses e
próteses, muletas, bengalas e andadores.
Para
ser atendido, o munícipe deve obrigatoriamente realizar um agendamento
prévio pelo telefone direto: (11) 3913-4071.
Ou pela Central SP156: digitando 156 por telefone. Ou no Portal de
Atendimento SP156, presencialmente, diretamente nos CERs - Centros
Especializados em Reabilitação participantes.
Os locais de Atendimento da Oficina Móvel é nos CERs parceiros, que são as seguintes unidades da rede municipal de saúde:
• CER Campo Limpo
• CER Flavio Gianotti
• CER Interlagos
• CER Lapa
• CER M'Boi Mirim
• CER Parelheiros
• CER Santo Amaro
• CER São Miguel
• CER Sé
• CER Tucuruvi
Para ser atendido, as
regras básicas são: ser residente na cidade de São Paulo/SP, ter
adquirido o equipamento originalmente pelo SUS - Sistema Único de Saúde.
Para isso é preciso levar no dia agendado o cartão do SUS e um documento
de identidade com foto.
Há um silêncio específico que atravessa a
vida de muitas mães de crianças com deficiência ou autismo no Brasil.
Não é o silêncio da ausência de amor, é exatamente o oposto: é o
silêncio de quem ama tanto que não sobra tempo, nem espaço social, nem
permissão emocional para dizer que está exausta. E, quando tentam
verbalizar esse cansaço, muitas vezes esbarram numa resposta que fere
mais do que ajuda: que é frescura, que toda mãe é cansada, que ela
escolheu ser mãe e agora precisa dar conta.
A ciência não corrobora esse discurso. Ela desmente.
Uma revisão sistemática com meta-análise
conduzida por Scherer, Verhey e Kuper, publicada na revista PLOS One em
julho de 2019, reuniu dezenove estudos internacionais sobre pais de
crianças com deficiência intelectual e do desenvolvimento e constatou
que, em média, 31% desses pais apresentavam níveis elevados de sintomas
depressivos, acima do ponto de corte clínico para depressão moderada,
contra 7% entre pais de crianças sem essa condição. O mesmo estudo
identificou que a gravidade da deficiência e a menor renda familiar
estavam entre os fatores associados a níveis mais altos de sintomas
depressivos entre esses pais. Outro estudo publicado na mesma revista,
conduzido com base em pesquisa nacional japonesa sobre cuidadores de
crianças com deficiência, identificou que o apoio de familiares além do
cônjuge, incluindo avós, reduzia os efeitos negativos da deficiência do
filho sobre a saúde mental parental, e que a ausência de apoio do
cônjuge ou dos avós configurava fator de risco significativo para o
adoecimento psíquico do cuidador.
No Brasil, a literatura acadêmica caminha
na mesma direção. Artigo publicado na Revista FT, sobre os impactos
psicossociais da maternagem atípica, aponta que essas mães vivenciam
sobrecarga física e emocional significativa, marcada por sentimentos
ambíguos de amor, culpa, exaustão e impotência diante das demandas
cotidianas, e que essa sobrecarga está associada à insuficiência das
redes de apoio institucional e à fragilidade das políticas públicas
voltadas à saúde mental das cuidadoras. Uma revisão sistemática
publicada na revista ID on line, de Psicologia, chegou a conclusão
semelhante ao identificar, entre as categorias mais recorrentes na
literatura sobre mães atípicas no Brasil, a sobrecarga de cuidar, a
falta de rede de apoio, as barreiras no acesso aos serviços de saúde e o
despreparo das escolas, fatores que acarretam desgaste emocional e
comprometem a saúde mental dessas mães.
Esse conjunto de estudos, nacionais e
internacionais, converge para um ponto que merece ser dito com todas as
letras: o problema não é a maternidade atípica em si. É a ausência
estrutural de rede, institucional, familiar e comunitária. Quando essa
rede existe, o impacto emocional diminui de forma documentada na
literatura científica. Quando não existe, a mãe adoece, silenciosamente,
muitas vezes sem sequer perceber que aquilo que sente tem nome, tem
causa identificada e tem, principalmente, solução possível.
A Lei Brasileira de Inclusão e a Política
Nacional de Saúde Mental já preveem, ao menos no papel, estruturas de
apoio às famílias de pessoas com deficiência. Mas a efetividade prática
dessas políticas ainda esbarra em limitações concretas, como falta de
profissionais especializados e descontinuidade de programas municipais
de apoio.
Fica aqui um convite, mais do que uma
reflexão: se você é mãe atípica e se reconhece em cada linha deste
texto, procure apoio psicológico, procure outras mães que vivam essa
mesma realidade, procure associações e grupos de apoio na sua cidade.
Pedir ajuda não é fraqueza. É, segundo a própria evidência científica, o
fator que mais protege sua saúde mental, e, por consequência, a
qualidade do cuidado que você consegue oferecer ao seu filho. Você não
precisa sofrer calada. Você precisa, e merece, ser cuidada também.
* Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e
sustentabilidade, pesquisador e pessoa com deficiência. Com formação
complementar em Direitos das Pessoas com Deficiência pela PUC-Rio e em
Direito Antidiscriminatório, construiu sua trajetória na interseção
entre o Direito, a inclusão e a transformação social.
É idealizador e coordenador da coletânea jurídica Deficiência e os
Desafios para uma Sociedade Inclusiva, obra que reúne 90 autores e
contribuições dedicadas aos direitos das pessoas com deficiência, com
referências no STF, STJ e TST e presença em instituições como Harvard e a
Universidade de Coimbra.
Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e
revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como
UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e Ministério Público do Estado do Rio de
Janeiro. Sua experiência profissional reúne atuação nos setores público e
privado, produção intelectual e participação em iniciativas
relacionadas à inclusão, acessibilidade e direitos das pessoas com
deficiência.
Sua atuação articula conhecimento jurídico, pesquisa, experiência
institucional e vivência da deficiência, com foco em direitos das
pessoas com deficiência, acessibilidade, políticas públicas e ESG. A
partir dessa perspectiva, desenvolve pesquisas, conteúdos e iniciativas
que buscam ampliar o debate sobre inclusão e transformar conhecimento em
diálogo, participação e mudanças concretas na sociedade e nas
instituições.
Com
o resultado, a Seleção Brasileira disputará a 11ª colocação neste
sábado, 22, e pode igualar a melhor campanha do país em Mundiais. Em sua
primeira participação, em 2022, o Brasil terminou na 11ª posição, após conquistar uma única vitória na competição, sobre a Suíça, por 48 a 44.
A
comissão técnica brasileira optou por diferentes composições de line ao
longo dos quatro quartos, mantendo a partida equilibrada nos três
primeiros períodos. Na última parcial, a Colômbia abriu vantagem e
conseguiu administrar o resultado até o fim. Segundo o técnico do
Brasil, Benoit Labrecque, a estratégia faz parte do processo de testar
novas formações e dar experiência aos jogadores.
“Acredito que
voltaremos a enfrentar a Nova Zelândia, e pode ser um bom jogo, porque
já conhecemos o adversário. Espero que seja uma partida melhor para o
Brasil também, porque nossos melhores jogadores devem estar descansados.
Esperamos sair com a vitória amanhã”, disse Benoit Labrecque, técnico
da Seleção Brasileira.
Apesar de não ter avançado à fase
eliminatória da competição, a equipe brasileira segue na disputa pelas
posições finais. Neste sábado, 22, às 9h30 (horário de Brasília), o
Brasil aguarda o confronto entre Alemanha e Nova Zelândia para conhecer
seu próximo adversário.
Classificação
As
quatro primeiras equipes de cada grupo avançaram às quartas de final,
que começam na tarde desta sexta-feira, 21. No Grupo A, a Austrália
garantiu a primeira colocação, seguida pelos Estados Unidos. Canadá e
Países Baixos ficaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente. A
Nova Zelândia terminou na sexta colocação.
No Grupo B, o Japão ficou com a primeira posição, seguido por Grã-Bretanha, França, Dinamarca, Alemanha e Colômbia.
Ao
fim da fase de grupos, a posição de cada seleção na tabela definiu os
confrontos das quartas de final. O primeiro colocado do Grupo A enfrenta
o quarto do Grupo B; o segundo do Grupo A encara o terceiro do Grupo B;
o terceiro do Grupo A joga contra o segundo do Grupo B; e o quarto do
Grupo A enfrenta o primeiro do Grupo B.
Neste sábado, 22, as
seleções eliminadas na fase de grupos disputam as partidas pelas
posições do 9º ao 12º lugar, enquanto as equipes classificadas jogam as
semifinais. No domingo, 23, serão realizadas as disputas pelo 5º e 7º
lugares, além das partidas pelo bronze e pelo ouro.
Sobre o Mundial
Organizado
pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da
modalidade, o Campeonato Mundial reúne 12 seleções e aproximadamente 140
atletas.
Esta é a a primeira vez que a principal competição
internacional da modalidade é realizada na América do Sul. Atualmente, o
Brasil ocupa a sétima posição no ranking mundial.
O Mundial tem
entrada gratuita e é aberto ao público. Os interessados podem comparecer
ao Centro de Treinamento Paralímpico, na zona sul de São Paulo, para
acompanhar os jogos da Seleção Brasileira e das demais equipes
participantes.
Os
profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial
de rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com
os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço
Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas
Datas: de 17 a 23 de agosto
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Campanha
acontece neste sábado, 22 de agosto, beneficiará 69 projetos de 49
instituições e já arrecadou mais de R$ 445 milhões desde sua criação
Neste sábado, 22 de agosto, acontece o McDia Feliz 2026, e a Casa Ronald McDonald Brasil intensifica
a mobilização para uma das maiores campanhas solidárias do país. A
iniciativa reúne voluntários, empresas, franqueados, colaboradores e
consumidores em uma grande rede de apoio para fortalecer projetos que
ampliam o acesso ao tratamento de crianças e adolescentes e oferecem
suporte às famílias durante toda a jornada de cuidado.
Realizada desde 1988, a campanha já
destinou mais de R$ 445 milhões à saúde infantojuvenil no Brasil. Neste
ano, os recursos arrecadados beneficiarão 69 projetos desenvolvidos por
49 instituições em 19 estados e no Distrito Federal, alcançando todas as
cinco regiões do país.
Os investimentos apoiarão iniciativas de
diagnóstico precoce, acolhimento, hospedagem, atenção integral, melhoria
da infraestrutura hospitalar, capacitação de profissionais da saúde e
programas que ajudam famílias que precisam deixar suas cidades para
garantir a continuidade do tratamento dos filhos.
“O McDia Feliz é um movimento que mobiliza
milhares de pessoas em torno de um mesmo propósito. A cada edição vemos
voluntários, empresas, instituições e consumidores mostrando que
pequenas atitudes, quando somadas, conseguem ampliar o acesso ao
tratamento e oferecer mais dignidade para milhares de famílias. Essa
rede de solidariedade é o que torna a campanha tão importante para a
saúde infantojuvenil brasileira”, afirma Bianca Provedel, CEO da Casa
Ronald McDonald Brasil.
Muito além do Big Mac
A força do McDia Feliz vai além da venda
de sanduíches. Todos os anos, a campanha mobiliza uma ampla rede de
voluntários que atua na venda antecipada de tíquetes, na divulgação da
iniciativa, na organização de ações locais e no engajamento de empresas,
escolas e comunidades.
Essa mobilização permite que os recursos
arrecadados cheguem a projetos que apoiam crianças e adolescentes em
diferentes etapas do tratamento, desde o diagnóstico precoce até o
acolhimento das famílias durante longos períodos de internação.
Segundo estimativas do Instituto Nacional
de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 7.560 novos casos
de câncer infantojuvenil por ano entre 2026 e 2028. Embora as chances de
cura possam chegar a 80% quando o diagnóstico acontece precocemente e o
tratamento é realizado em centros especializados, muitas famílias ainda
enfrentam dificuldades para permanecer próximas dos filhos durante esse
período.
“Quando falamos em tratamento, falamos
também de permanência. Muitas famílias precisam viajar centenas de
quilômetros, deixar trabalho, casa e rotina para acompanhar seus filhos.
Por isso investimos em uma rede que oferece hospedagem, alimentação,
transporte, acolhimento e apoio durante todo esse processo. Cada projeto
apoiado pelo McDia Feliz ajuda a reduzir essas barreiras e permite que
mais crianças consigam seguir o tratamento”, destaca Bianca.
Ainda dá tempo de participar
A 38ª edição do McDia Feliz será realizada no dia 22 de agosto, e os tíquetes antecipados já estão disponíveis por R$ 21 no site oficial da campanha, www.mcdiafeliz.org.br. Cada tíquete poderá ser trocado por um Big Mac nos restaurantes participantes do McDonald’s em todo o Brasil no dia da ação.
Além da compra antecipada dos tíquetes,
consumidores também podem contribuir adquirindo os produtos oficiais da
campanha, cuja renda é revertida para os projetos beneficiados.
Quem deseja participar de forma ainda mais
ativa também pode se cadastrar como voluntário e apoiar a mobilização
em diferentes frentes da campanha.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas em Link.
A lista completa dos projetos e instituições apoiados pelo McDia Feliz 2026 está disponível em: Link.
Impacto nacional
Ao longo de 27 anos, a Casa Ronald
McDonald Brasil já investiu mais de R$ 445 milhões na saúde
infantojuvenil, apoiou mais de 2.100 projetos em 111 instituições
brasileiras e impactou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e
adolescentes.
Somente no último ano, mais de 7 mil
profissionais e estudantes da saúde foram capacitados em diagnóstico
precoce, mais de 9 mil pessoas passaram pelos Espaços da Família Ronald
McDonald instalados em hospitais parceiros, 1.201 famílias foram
acolhidas nas Casas Ronald McDonald, 2.343 deslocamentos foram
realizados para garantir o acesso ao tratamento, 5.293 cestas de
alimentos e 13.415 suplementos nutricionais foram distribuídos às
famílias atendidas.
Sobre a Casa Ronald McDonald Brasil
A Casa Ronald McDonald Brasil,
anteriormente conhecida como Instituto Ronald McDonald, é uma
organização social sem fins lucrativos, mantida por doações de pessoas
físicas e jurídicas, que atua para que famílias possam permanecer ao
lado de crianças e adolescentes durante o tratamento de saúde. Desde
1999, a organização trabalha para remover barreiras que dificultam o
acesso e a continuidade do tratamento, oferecendo apoio às famílias
desde o diagnóstico precoce até diferentes frentes de acolhimento e
cuidado. A atuação inclui iniciativas de treinamento de profissionais da
saúde, hospedagem, alimentação, apoio psicossocial e espaços de
acolhimento dentro de hospitais parceiros em diferentes regiões do
Brasil.
Ao longo de sua trajetória, a Casa Ronald
McDonald Brasil já beneficiou diretamente mais de 3,3 milhões de
crianças e jovens em todo o país, treinou mais de 50 mil profissionais e
estudantes da saúde em diagnóstico precoce e apoiou mais de 2 mil
projetos de 111 instituições de norte a sul do Brasil.
Especialistas
alertam que dificuldades motoras, alterações na caminhada e problemas
de consciência corporal podem favorecer deformidades posturais e
impactar a qualidade de vida de pessoas com TEA
Quando se fala em Transtorno do Espectro
Autista (TEA), a atenção costuma se concentrar nos desafios relacionados
à comunicação, interação social e comportamento. No entanto, existe uma
dimensão frequentemente negligenciada do autismo que pode acompanhar a
pessoa desde a infância: as alterações motoras e posturais.
Dificuldades de equilíbrio, coordenação
motora, consciência corporal e até mudanças no padrão de caminhada — a
chamada marcha — são mais comuns entre pessoas com TEA do que muitos
imaginam. Quando não identificadas precocemente, essas alterações podem
favorecer compensações musculares, desalinhamentos e até deformidades
posturais ao longo da vida.
A neuropsicopedagoga especialista em
autismo Silvia Kelly Bosi explica que o desenvolvimento motor precisa
receber a mesma atenção dada aos demais aspectos do transtorno.
“Durante muito tempo, as alterações
motoras foram tratadas como uma característica secundária do autismo.
Hoje sabemos que elas podem impactar diretamente a autonomia, a
funcionalidade e a qualidade de vida da pessoa. O corpo também comunica
sinais importantes que não podem ser ignorados”, afirma.
O que a ciência já sabe sobre a marcha no autismo
Pesquisas internacionais demonstram que
crianças e adolescentes com TEA podem apresentar padrões de marcha
diferentes dos observados em indivíduos neurotípicos. Entre as
características descritas na literatura científica estão menor
estabilidade corporal, alterações no comprimento dos passos,
dificuldades de coordenação, mudanças na distribuição do peso durante a
caminhada e maior esforço para manter o equilíbrio.
A fisioterapeuta Nathalia Barreto Castro
Leitão explica que essas alterações não estão relacionadas apenas à
forma de caminhar, mas refletem desafios mais amplos no controle motor e
na percepção do próprio corpo.
“A marcha depende da integração entre
equilíbrio, coordenação, força muscular, planejamento motor e
processamento sensorial. Quando existe alguma dificuldade nesses
sistemas, podem surgir padrões compensatórios que afetam a mobilidade, a
postura e a participação da criança em atividades do dia a dia. Por
isso, a avaliação precoce é tão importante”, explica.
Uma revisão publicada no Research in Autism Spectrum Disorders identificou que alterações motoras estão entre os achados mais consistentes no espectro autista. Já estudos divulgados no Journal of Autism and Developmental Disorders apontam déficits de controle postural e equilíbrio como características frequentemente observadas nessa população.
Segundo Silvia, esses sinais nem sempre são percebidos por familiares ou profissionais porque costumam surgir de forma gradual.
“Muitas vezes os pais observam que a
criança tropeça com frequência, anda de forma diferente, apresenta
desalinhamentos corporais ou dificuldade para realizar movimentos
simples. Como o foco normalmente está em outras demandas do autismo,
essas questões podem acabar sendo subestimadas”, explica.
Nathalia acrescenta que quedas frequentes,
dificuldade para correr, pular ou manter o equilíbrio devem servir como
sinais de alerta.
“Muitas famílias acreditam que essas
dificuldades fazem parte apenas do perfil da criança, quando na verdade
podem indicar alterações motoras que merecem acompanhamento
especializado. Quanto mais cedo essas questões são identificadas,
maiores são as possibilidades de intervenção e desenvolvimento
funcional”, destaca.
Consciência corporal: uma habilidade essencial para o desenvolvimento
Outro fator importante é a consciência
corporal, capacidade que permite reconhecer a posição, os movimentos e
os limites do próprio corpo no espaço.
Em pessoas com TEA, alterações sensoriais
podem interferir nesse processo, dificultando a percepção de postura,
equilíbrio e movimento. Como consequência, surgem padrões compensatórios
que podem sobrecarregar músculos e articulações.
“A conscientização corporal ajuda a pessoa
a entender como seu corpo funciona e como ele se relaciona com o
ambiente. Quando esse processo é estimulado adequadamente, observamos
ganhos importantes na coordenação motora, na estabilidade, na postura e
até na participação em atividades escolares, esportivas e sociais”,
destaca Silvia.
Para Nathalia, o trabalho voltado à percepção corporal tem reflexos que vão além da mobilidade.
“Quando a criança compreende melhor seu
corpo e seus movimentos, ela passa a executar atividades com mais
segurança e eficiência. Isso favorece a independência, a confiança e a
participação em diferentes contextos sociais e educacionais”, afirma.
Correções posturais podem prevenir problemas futuros
Especialistas defendem que a identificação
precoce dessas alterações permite intervenções mais eficazes, reduzindo
o risco de complicações musculoesqueléticas ao longo do
desenvolvimento.
Entre as estratégias utilizadas estão
atividades psicomotoras, exercícios voltados para equilíbrio,
coordenação e organização motora, além de abordagens que estimulam a
integração sensorial e a percepção corporal.
“Não se trata apenas de corrigir uma
postura inadequada. O objetivo é ensinar o cérebro a construir padrões
motores mais eficientes. Quanto mais cedo isso acontece, maiores são as
chances de prevenir compensações que podem gerar deformidades ou
limitações funcionais no futuro”, explica Silvia.
Segundo Nathalia, a fisioterapia também
desempenha papel importante na prevenção de sobrecargas e dores
decorrentes de padrões inadequados de movimento.
“Quando uma alteração postural ou de
marcha não é identificada precocemente, o corpo cria mecanismos de
compensação para realizar determinadas tarefas. Com o passar dos anos,
isso pode gerar sobrecarga muscular, desconfortos e limitações
funcionais. O acompanhamento fisioterapêutico busca justamente promover
movimentos mais eficientes, seguros e saudáveis”, ressalta.
Estudos reunidos em revisões sistemáticas
mostram que programas estruturados de intervenção motora podem promover
melhorias significativas no controle postural, na coordenação global e
nas habilidades funcionais de crianças com TEA.
Um olhar além do comportamento
Para Silvia Kelly Bosi, ampliar a
discussão sobre os aspectos físicos do autismo é fundamental para
garantir um acompanhamento mais completo.
“Quando cuidamos apenas das questões
comportamentais e cognitivas, deixamos de observar uma parte importante
do desenvolvimento. O corpo também precisa ser estimulado, compreendido e
acompanhado. Investir na consciência corporal e nas correções posturais
não significa apenas prevenir deformidades; significa promover mais
autonomia, independência e qualidade de vida para pessoas com autismo”,
conclui.
Nathalia reforça que os melhores
resultados costumam surgir quando há atuação integrada entre
profissionais da saúde, escola e família.
“Cada pessoa com autismo possui
características motoras e sensoriais próprias. Por isso, o
acompanhamento deve ser individualizado e construído de forma
multidisciplinar. Quando diferentes profissionais e familiares trabalham
em conjunto, os ganhos em mobilidade, funcionalidade e qualidade de
vida tendem a ser mais consistentes e duradouros”, conclui.
Silvia Kelly Bosi
Cientista e neuropsicopedagoga,
graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, com especializações
em Autismo, Desenvolvimento Infantil, Análise do Comportamento,
Neurociências e Neuroaprendizagem. Certificada internacionalmente pelo
CBI of Miami em Desenvolvimento Infantil e Avaliação Comportamental.
Mestre em Atenção Precoce pela Universidad del Atlántico (Espanha),
Doutoranda em Psicologia e Perita Judicial certificada pela PUC-Rio.
Atua com foco em avaliação neuropsicopedagógica e intervenção nos
contextos clínico e educacional.
Nathalia Barreto Castro Leitão
Fisioterapeuta, pós-graduada em
Psicomotricidade Clínica e Relacional, com especializações em
Fisioterapia no Transtorno do Espectro Autista (TEA), Atrasos no
Desenvolvimento Infantil, Estimulação Precoce, DIR/Floortime, Acomodação
Sensorial, Pediasuit Protocol e Terapia Intensiva com a Gaiola de
Habilidades, Método RTA (Reequilíbrio Toracoabdominal) e Comunicação
Alternativa (CAA).