28/03/2026

Inclusão não se arquiva: o esvaziamento silencioso da Lei de Cotas

Inclusão não se arquiva: o esvaziamento silencioso da Lei de Cotas - OPINIÃO - * Por Patrícia Siqueira

OPINIÃO

  • * Por Patrícia Siqueira

Um e-mail enviado por engano à fiscalização do trabalho, em Minas Gerais, revela mais do que um episódio isolado. Ele escancara uma prática que, embora frequentemente denunciada, ainda persiste de forma silenciosa: a tentativa de simular o cumprimento da Lei de Cotas sem promover, de fato, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O caso foi identificado e trazido a público pela Delegacia Sindical em Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (DS-MG/SINAIT), que alerta para o risco de esvaziamento de uma das mais importantes políticas de inclusão no país.

Na mensagem, uma empresa orienta a realização de publicações de vagas em curto intervalo de tempo, com posterior arquivamento do material. A finalidade não era recrutar, selecionar ou contratar, mas produzir evidências formais de um suposto esforço de preenchimento das vagas, sob o argumento de que o mercado estaria “saturado”. Trata-se de uma distorção grave da finalidade da legislação.

A Lei de Cotas não foi criada para gerar protocolos burocráticos ou alimentar arquivos corporativos. Sua razão de existir é corrigir uma exclusão histórica, garantindo que pessoas com deficiência tenham acesso real ao trabalho digno. Quando empresas reduzem essa obrigação a um conjunto de ações superficiais, esvaziam não apenas o espírito da lei, mas também o compromisso social que ela representa.

Não basta abrir vagas. É preciso criar condições efetivas de acesso e permanência. Isso envolve adaptação de processos seletivos, investimento em acessibilidade, eliminação de barreiras físicas e atitudinais, além de uma postura ativa na busca por profissionais. A inclusão exige intencionalidade, e não apenas formalidade.

O caso também evidencia a persistência de uma lógica capacitista em parte do setor empresarial, que ainda enxerga a contratação de pessoas com deficiência como um problema a ser contornado, e não como uma oportunidade de construir ambientes mais diversos, justos e produtivos. Essa mentalidade não apenas fere a legislação, mas empobrece o próprio mundo do trabalho.

Nesse contexto, a atuação da fiscalização do trabalho, fortalecida pela DS-MG/SINAIT, se mostra essencial. Não se trata apenas de verificar o cumprimento formal da lei, mas de assegurar sua efetividade. Anúncios de vagas, por si só, não comprovam inclusão. É preciso avaliar se houve esforço genuíno para contratar e integrar esses trabalhadores em condições dignas.

O episódio deve servir de alerta. A inclusão não pode ser tratada como uma obrigação incômoda a ser contornada com estratégias documentais. Ela precisa ser vivida, praticada e incorporada ao cotidiano das organizações.

A sociedade, o poder público e o setor produtivo têm responsabilidade compartilhada nesse processo. Transformar a Lei de Cotas em uma formalidade vazia é perpetuar desigualdades. Cumpri-la em sua essência é dar um passo concreto rumo a um mercado de trabalho mais humano e inclusivo.

  • * Patrícia Siqueira, Auditora-Fiscal do Trabalho e representante da DS-MG/SINAIT

Fonte https://diariopcd.com.br/inclusao-nao-se-arquiva-o-esvaziamento-silencioso-da-lei-de-cotas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas é convocada para torneio na Austrália

O atleta Gabriel Feitosa (à direita) em partida válida pela final da Copa América de rúgbi em cadeira de rodas, no CT Paralímpico, em São Paulo, contra os Estados Unidos | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC) anunciou, nesta sexta-feira, 27, a lista de 12 convocados para a disputa do 2026 Santos Wheelchair Rugby World Challenge, torneio que será realizado entre os dias 23 e 26 de abril em Adelaide, na Austrália.

Os atletas presentes na lista elaborada pelo técnico Benoit Labrecque, apresentam-se à Seleção no dia 17 de abril e, em seguida, embarcam rumo à Austrália, onde ainda participam de algumas sessões de treinamentos antes da estreia na competição.

O Santos Wheelchair Rugby World Challenge é uma das principais competições internacionais do calendário de 2026 antes da disputa do Campeonato Mundial da modalidade, que será disputado em São Paulo (SP). Além do Brasil, outras cinco seleções já classificadas para o Mundial disputam o torneio: Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e a dona da casa Austrália.

“Será um torneio muito bom para nós. Precisamos ver como estamos agora [em relação] aos Estados Unidos e à Austrália. Jogamos com a Austrália no ano passado, mas o Ryley Batt [atleta da seleção australiana] está de volta agora, talvez seja mais difícil. E os EUA nós jogamos com eles no meio do ano, na Copa América, e queremos ver o quanto nós melhoramos desde aquela final em São Paulo”, explicou Benoit Labrecque, técnico da Seleção Brasileira, relembrando a decisão da competição continental, que terminou com vitória dos norte-americanos por 61 a 47.

Este é o segundo compromisso internacional do Brasil nesta temporada. Em fevereiro, a Seleção foi campeã da Musholm Cup, realizada na Dinamarca. A vitória representou o primeiro título brasileiro conquistado em solo europeu.

“As seleções que estarão na Austrália vão estar aqui no Mundial, então será um bom campeonato para a gente testar muita coisa. Será muito forte e vai ser legal poder jogar contra eles”, declarou o paulista Gabriel Feitosa, atleta da Seleção Brasileira que disputará a competição na Austrália.

Além dos 12 convocados, outros dois atletas brasileiros integram a delegação e viajam como convidados da Federação Australiana para a disputa do campeonato local. Victor Caldeira, do Santer Vikings (RJ) e Weberson Rodrigues, do BSB Quad Rugby (DF) vão integrar equipes locais durante a disputa do Campeonato Australiano de rúgbi em cadeira de rodas, que será realizado paralelamente ao Santos Wheelchair World Challenge.

Confira a lista de atletas convocados para o 2026 Santos Wheelchair Rugby World Challenge:
Alexandre Vitor Giuriato (3.0) – Gigantes (SP)
Antônio Carlos Martins Braga (1.5) – Santer Vikings (RJ)
Gabriel Feitosa de Lima (3.5) – IREFES (ES)
Gabriel Simplício (0.5) – Gigantes (SP)
Gilson Wirzma Jr (0.5) – Santer Vikings (RJ)
Guilherme Benevides Teixeira (3.0) – MSB Quad Rugby (SP)
Guilherme Figueiredo Camargo (1.5) – Minas Quad Rugby (MG)
Hawanna Ribeiro (0.5) – Gladiadores (PR)
Julio Cezar Braz da Rocha (3.5) – Santer Vikings (RJ)
Leonardo Pacca da Silva (0.5) – Gigantes (SP)
Lucas Junqueira (0.5) – Ronins (SP)
Rodolfo Fernando Polidoro (2.5) – Gigantes (SP)

Atletas em Desenvolvimento (Disputam o Campeonato Australiano)
Victor Luis Costa Caldeira (2.0) – Santer Vikings (RJ)
Weberson da Cruz Rodrigues (2.0) – BSB Quad Rugby (DF)

Patrocínio
A Caixa e a Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do rúgbi.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte Pohttps://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-rugbi-em-cadeira-de-rodas-e-convocada-para-torneio-na-australia/

stado Pôr Antônio Brito 

PCD visuais denunciam ruas esburacadas em Teresina/PI

Pessoas com deficiência visual denunciam ruas esburacadas e alagadas no entorno da Associação dos Cegos do Piauí, em Teresina, comprometendo mobilidade e segurança.

PCD visuais denunciam ruas esburacadas em Teresina/PI

A denúncia por si só já seria grave, mas ela fica ainda pior, pois as ruas esburacadas são exatamente no caminho que leva as pessoas até a entidade. A associação dos Cegos do Piauí, localizada na Rua Beneditinos - bairro São Pedro – Teresina/PI – capital do estado, denuncia dificuldades de acesso causadas por alagamentos, buracos e falta de estrutura nas calçadas da região.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a via completamente coberta por água após uma forte chuva, evidenciando os transtornos enfrentados diariamente por usuários e frequentadores da entidade.

Segundo a associação, os problemas não se limitam ao período chuvoso e comprometem a mobilidade e a segurança das pessoas com deficiência visual diariamente.

A denúncia aponta que, ao longo de cerca de 6 quarteirões, há diversos buracos que dificultam o acesso à entidade, principalmente nas calçadas.

A associação diz que a buraqueira se estende desde o acesso, por meio da Avenida Barão de Gurgueia, até a extensão da Rua Beneditinos, via direta que leva até a associação.

São muitos buracos e o local, segundo os transeuntes cegos ou com baixa visão, está intrafegável, mesmo sem chuvas.

Eles garantem que, de 3 anos para cá, a coisa piora a cada dia. A entidade conta que há alguns dias, um cego caiu em um buraco da rua.

A Associação dos Cegos do Piauí atende cerca de 1.700 pessoas, oferecendo assistência com aulas de alfabetização em braile, apoio pedagógico, serviço social e atividades de socialização para pessoas de qualquer idade.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=600cd1ad-e057-40dd-92a8-df736772c242
 
Postado Pôr Antônio Brito
 

27/03/2026

Internacional de hipismo termina com 16 índices batidos para Mundial na Alemanha

Participantes do Internacional de Paradestramento em Indaiatuba | Foto: Divulgação/CBH

Dezesseis conjuntos atingiram o índice técnico para o Mundial de hipismo de 2026 no último final de semana, 21 e 22, durante a disputa do Internacional CPEDI321 de Paradestramento. O evento reuniu 25 cavaleiros e amazonas brasileiros e um conjunto representando o Chile na Casa CBH, em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

Nos próximos dias, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) vai divulgar a lista longa dos atletas candidatos a uma vaga na Seleção Brasileira (quatro conjuntos e um reserva) no Mundial, que será disputado em Aachen, na Alemanha, entre 11 e 23 de agosto.

As provas de Paradestramento são divididas nos graus I a V (maior ao menor grau de comprometimento físico) em diferentes níveis 3, 2 e 1* (graus de dificuldade) nas disputas do Grand Prix A e do Grand Prix B.

Por definição da Federação Equestre Internacional, para atingir o MER (Minimum Eligibility Requirement) – o conjunto precisa registrar um índice de, no mínimo, 64% de aproveitamento entre 1 de janeiro de 2025 e 6 de julho de 2026 nas provas da série 3* (a de maior dificuldade).

No Grau I, cinco conjuntos garantiram índice técnico nos Grand Prix A e B. No primeiro, Cleberson Leopoldino Antunes Palhano, com Fronterizzo da El Comandante, garantiu a vitória, 70,764%, seguido de perto pelo medalhista de bronze dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 Sergio Froes Ribeiro Oliva, com Novidade VO, 70,65%. Já no Grand Prix B, a classificação top 2 se inverteu: Sergio, com Novidade VO, venceu, 72,708%, e Cleberson, com Fronterizzo El Comandante, foi vice, 71,36%.

Destaque também para Marcos Fernandes Alves, o Joca, medalhista de bronze de Pequim 2008, que retornou às competições com Jet Run M e conquistou dois terceiros lugares, com 69,500% e 68,750% de aproveitamento, respectivamente. Montando Danúbio, Cleberson atingiu 67,430% no Grand Prix A e 67,153% no Grand Prix B. Já Luiz Felipe Queiroz Menin, com Namorado VR, registrou 65,070% e 64,861%, respectivamente, no Grand Prix A e B.

No Grau II, quatro conjuntos conquistaram índices técnicos. No Grand Prix A, em mais um placar apertado, Flamarion Pereira da Silva, com Don Foritello, foi o vencedor, 68,161%, e Itano Kelvin Pereira Figueiredo, com Nicarágua do Rincão, 68,103%, ficou em 2º lugar. Enquanto no Grand Prix B, Itano e Nicarágua do Rincão levaram a melhor, 68,161%, e Flamarion, com Don Foritello, foi vice, 67,611%. Itano também garantiu dois terceiros lugares com Cravo do Rincão, cravando 66,724% e 66,278%. Também no Grand Prix B, Maykon Douglas Marques Cardoso garantiu seu primeiro índice técnico com Sonho Real HCR, 64,335%.

No Grau III, quatro conjuntos fizeram índice técnico. Em retorno às competições, Bianca Cagliari, com Novidade VO, venceu o Grand Prix A e B, respectivamente, com 68,389% e 69,166%. Já Ana Carolina Voltani Chaves, no Grand Prix A, emplacou 2º lugar com Icaro da Sasa JE, 65,945%, e foi 3ª com Iodo VO, 65,667%. No Grand Prix B, Ana repetiu a mesma classificação com ambas as montarias, elevando suas notas para 67,500% e 66,111%. Com a 4ª colocação no Grand Prix B, 64,945%, o Sgt. Ricardo Santos Ferreira, com Djibont do Rincão, também garantiu um índice técnico.

No Grau V, Thiago Fonseca dos Santos, obteve mais quatro índices técnicos, garantindo dobradinha no Grand Prix A: venceu com Caliscan JMen, 67,949%, e foi vice com SN Wonderboy, 67,350%. No Grand Prix B, novamente chegou em 1º com Caliscan JMen, 68,290%, e levou SN Wonderboy à 2ª colocação.

Somando-se a dois concursos em 2025, este é o 3º Internacional de Paradestramento na Casa CBH, novo polo equestre da Confederação Brasileira de Hipismo, com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro e do Comitê Olímpico do Brasil.

Além dos atletas em atividade no Brasil, o paulista e medalhista paralímpico e mundial Rodolpho Riskalla, atual nº 4 no ranking mundial Grau V, em atividade na Europa, tem índices técnicos e está entre os candidatos a uma vaga.

*Com informações da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Rodolpho Riskalla é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 142 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/internacional-de-hipismo-termina-com-16-indices-batidos-para-mundial-na-alemanha/

Postado Pôr Antônio Brito 

Aracaju/SE: cuidado com a saúde mental das PCD

Aracaju amplia serviços de saúde mental para pessoas com deficiência e neurodivergentes, destacando vulnerabilidades causadas por preconceito, isolamento e falta de acessibilidade.

Aracaju/SE: cuidado com a saúde mental das PCD

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEMDEF), reforça a importância do cuidado com a saúde mental das pessoas com deficiência (PcD) e neurodivergentes.

Estudos apontam maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de quadros depressivos quando comparado à população em geral, devido a fatores como capacitismo, isolamento social e barreiras de acesso a serviços e oportunidades.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,3 bilhão de pessoas vivem com alguma deficiência significativa, o que representa cerca de 16% da população mundial.

Entre as limitações mais relatadas estão as relacionadas à mobilidade, visão, audição e cognição.

Esses desafios afetam não apenas a participação social, mas também a saúde emocional.

A falta de acessibilidade e o preconceito contribuem para o aumento de sentimentos como tristeza profunda, ansiedade e depressão.

Aracaju/SE anunciou recentemente a ampliação da oferta de serviços de saúde especializados e multiprofissionais.

A iniciativa beneficiará crianças e adolescentes de até 15 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de pessoas com outras condições de neurodesenvolvimento, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down, paralisia cerebral, síndromes genéticas e deficiência intelectual.

Garantir atendimento com equipes multiprofissionais em ambientes acessíveis e acolhedores é um passo decisivo para que as pessoas com deficiência vivam com mais dignidade.

Já está comprovado que indivíduos neurodivergentes têm maior probabilidade de desenvolver depressão devido a fatores como o mascaramento, estresse social e bullying.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=dc6b057d-a07e-49cf-8bb5-e35611eb4cdc

Postado Pôr Antônio Brito 

26/03/2026

Audiência pública: acessibilidade em aplicativos de transporte

MPF realizará audiência pública para discutir acessibilidade em apps como Uber e 99, abordando dificuldades enfrentadas por idosos e pessoas com deficiência.

Audiência pública: acessibilidade em aplicativos de transporte

O Ministério Público Federal (MPF) promoverá, no dia 13 de maio, uma audiência pública para debater formas de garantir a acessibilidade de idosos e pessoas com deficiência em aplicativos de transporte individual, como UBER e 99.

Esse público tem enfrentado dificuldades no uso destes serviços diariamente e há muito tempo, devido a atitudes capacitistas que resultam na recusa de corridas por parte dos motoristas, principalmente em locais de grande fluxo, como aeroportos e rodoviárias, e pelas desculpas mais absurdas.

A audiência pública faz parte de um procedimento do MPF que apura a falta de atendimento especializado pelos aplicativos e as consequentes dificuldades de locomoção enfrentadas por idosos e pessoas com deficiência. As informações levantadas reforçam a necessidade de se debater a capacitação dos motoristas e a criação de segmentos específicos nas plataformas para o transporte seguro tanto de idosos quanto de PcD, reduzindo barreiras ocasionadas por atitudes e casos de discriminação.

A legislação atual – segundo os próprios órgãos do governo federal admitem – é omissa quanto ao quantitativo de veículos acessíveis que deveriam ser disponibilizados pelas empresas de transporte por aplicativo, diferentemente do que ocorre com frotas de táxis e locadoras. Tais obstáculos representam uma violação de direitos garantidos pela Lei Brasileira de Inclusão e pelo Estatuto do Idoso, além da Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, da qual o Brasil é signatário.

A audiência é aberta ao público, entidades da sociedade civil e representantes das empresas Uber e 99, além de órgãos de defesa dos direitos PcD. Para participar é preciso fazer a inscrição pelo email: [prdc-sp@mpf.mp.br](mailto:prdc-sp@mpf.mp.br).

A audiência pública será realizada às 10h – dia 13 de maio, em formato virtual, com transmissão ao vivo pelo link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=e07f9618-e096-4a0d-a3e6-bbfb8daa18ed
 
Postado Pôr Antônio Brito 

Medalhistas do Parapan disputam o Campeonato Brasileiro de Jovens da bocha em Curitiba

Eduardo Vasconcelos (esquerda), Gabrielly Alves (meio), Samuel da Silva (direita) comemoram após a medalha de ouro nos pares BC1/BC2 no Parapan de Jovens Santiago 2025 | Foto: Wander Roberto/CPB

O Campeonato Brasileiro de jovens da bocha, realizado pela Associação Nacional de Desportos para Deficientes (ANDE), começa nesta quinta-feira, 26, em Curitiba. A competição conta com 67 atletas e segue até 1º de abril.

Entre os participantes estão os medalhistas do Parapan de Jovens de Santiago 2025: a rondoniense Gabrielly Alves e o carioca Samuel Silva, da classe BC1 (opção de auxílio de ajudantes). Ambos foram medalhistas de ouro nas equipes BC1/BC2 e prata nas respectivas disputas individuais.

Além deles, estão presentes os alunos da Escola Paralímpica de Esportes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB): os paulistas Luiz Henrique Santiago, da classe BC4 (outras deficiências severas, mas que não recebem assistência), Raphaela Borges, da classe BC4, e Maria Eduarda Gameleira, da classe BC2 (não podem receber assistência).

A Escola Paralímpica de Esportes é um projeto de iniciação esportiva gratuita oferecido pelo CPB no Centro de Treinamento Paralímpico. Por meio da Escolinha, são atendidas mais de 500 crianças e jovens, que participam de duas aulas semanais em uma das 15 diferentes modalidades esportivas que fazem parte do programa dos Jogos Paralímpicos.

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais da bocha.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/medalhistas-do-parapan-disputam-o-campeonato-brasileiro-de-jovens-da-bocha-em-curitiba/

Postado Pôr Antônio Brito 

Mercure São Paulo Pinheiros é destaque em todo o Brasil com o case “Construindo a Nova Era da Acessibilidade”

Mercure São Paulo Pinheiros é destaque em todo o Brasil com o case “Construindo a Nova Era da Acessibilidade”

Premiação aconteceu no Rio de Janeiro e destacou a importância da Inclusão e Acessibilidade na Rede Hoteleira

O Prêmio Bernache (Bernaches Awards) é uma distinção anual da Rede Accor criada em 1989 para reconhecer colaboradores (“Heartists®”) e hotéis que se destacam por projetos excepcionais em sustentabilidade (ESG), inovação, atendimento e trabalho em equipe, com etapas regionais e globais. Os vencedores recebem troféus, pin e experiências de viagem.

Em 2026 o evento reuniu toda a rede no Rio de Janeiro e o Hotel Mercure São Paulo Pinheiros foi o destaque em todo o Brasil com o case “Construindo a Nova Era da Acessibilidade”.

“Receber o Prêmio Bernache da Accor reforça nosso compromisso diário com a acessibilidade. Do atendimento à operação, cada ação busca tornar a experiência mais acolhedora e inclusiva. Seguimos avançando rumo a um futuro em que acessibilidade seja a norma, e não a exceção”, afirmou José Filipe Nóbrega, gerente do hotel que fica na capital paulista.

Mesmo com a vigência de legislações brasileiras que determinam a acessibilidade na rede hoteleira, o Mercure Pinheiros apresentou como a inclusão vai além das leis e é o primeiro hotel do Brasil a implementar o atendimento em Libras (Língua Brasileira de Sinais) por meio de uma plataforma digital. Em parceria com o ICOM, solução desenvolvida pela ONG AME, a iniciativa permite que hóspedes e clientes com deficiência auditiva comuniquem facilmente com a equipe do hotel, promovendo uma experiência de hospedagem mais acessível e inclusiva.

“Acreditamos que a hospitalidade deve ser acessível a todos, e esta iniciativa reforça nosso compromisso em eliminar barreiras e tornar a comunicação mais inclusiva. Nosso objetivo é garantir que os hóspedes se sintam acolhidos e tenham uma experiência plena em nosso hotel. E este é apenas mais um passo nessa jornada: o hotel continua investindo em melhorias e adaptações para garantir um ambiente cada vez mais acessível a todas as pessoas”, destaca Nóbrega.

O Hotel já havia também recebido a certificação internacional Green Key, que reconhece estabelecimentos comprometidos com práticas sustentáveis e de impacto positivo em aspectos sociais, além dos ambientais.

A Nova Era da Acessibilidade é realmente mostrada em todos os setores do Mercure. A acessibilidade já é cumprida desde a chegada do hóspede, na escolha dos apartamentos, que inclusive possuem unidades exclusivas para pessoas com nanismo e baixa estatura. Além do aplicativo em Libras, o Hotel oferece condições totais de mobilidade – inclusive para às áreas de lazer e piscina, e piso tátil em toda a área destinada aos hóspedes.

Para Nóbrega, “com muito apoio, estamos oferecendo – cada dia mais, um Hotel para acolher a todos, como toda tranquilidade, acessibilidade e inclusão”.

Fonte https://diariopcd.com.br/mercure-sao-paulo-pinheiros-e-destaque-em-todo-o-brasil-com-o-case-construindo-a-nova-era-da-acessibilidade/

Postado Pôr Antônio Brito 

25/03/2026

SP recebe o movimento OCUPA + DID em defesa dos direitos de pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento

SP recebe o movimento OCUPA + DID em defesa dos direitos de pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento

Evento chega à quarta edição, reúne mais de 20 entidades e acontece no dia 29 de março, em São Paulo

A Avenida Paulista será palco, no próximo dia 29 de março, da quarta edição do movimento OCUPA + DID, mobilização que reúne pessoas com deficiência intelectual e de desenSvolvimento (DID), famílias, organizações e a sociedade civil em torno da defesa de direitos e da ampliação da participação social.

Com concentração a partir das 9h, em frente à loja Soneda (Av. Paulista, 1405), o ato segue em caminhada até a unidade da marca na Rua Augusta, 1670, onde será realizado o encerramento com manifestações públicas e apresentações culturais.

Criado para enfrentar a invisibilidade histórica das pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento, o movimento propõe um deslocamento importante no debate público: da lógica assistencial para o reconhecimento do protagonismo, da autonomia e da participação ativa na sociedade.

Um movimento por visibilidade e participação

O OCUPA + DID é uma iniciativa da sociedade civil, com apoio institucional de diversas organizações, e integra o calendário de mobilizações relacionadas à síndrome de Down, ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e às neurodivergências.

“Nós somos muito acomodados porque sempre fazem tudo pra gente. Às vezes a gente até tenta fazer as coisas, mas não deixam, então para que tentar?” questiona Andressa Martins, auxiliar de cabeleireiro do projeto Beleza em Todas as Suas Formas.

A proposta é ampliar a presença de pessoas com DID no espaço público e reforçar que cidadania se exerce no cotidiano — com acesso, escuta e participação nas decisões que impactam suas próprias vidas.

Durante o evento, estão previstas falas protagonizadas por pessoas com DID, além da participação de coletivos, instituições públicas e organizações sociais. A programação inclui ainda apresentações culturais e espaços de expressão direta dos participantes.

O que é DID

DID é a sigla para Deficiência Intelectual e de Desenvolvimento, condição caracterizada por diferenças no funcionamento cognitivo e no comportamento adaptativo, podendo impactar habilidades sociais, conceituais e práticas. Essas características não limitam direitos. Com a redução de barreiras sociais, educacionais e atitudinais, pessoas com DID podem estudar, trabalhar, empreender, consumir, votar, produzir cultura e participar ativamente da vida social e econômica.

Por que o tema importa

De acordo com o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem mais de 18 milhões de pessoas com deficiência. Quando consideradas suas redes familiares, o impacto social e econômico alcança dezenas de milhões de brasileiros. Nesse contexto, iniciativas como o OCUPA + DID contribuem para ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e participação social, além de evidenciar a necessidade de políticas públicas e práticas institucionais mais efetivas.

Estrutura e participação

A edição de 2026 deve reunir entre 800 e 1.000 participantes. Em 2025, o evento mobilizou cerca de 600 pessoas. O percurso da caminhada tem aproximadamente 800 metros (cerca de 12 minutos a pé), ligando os dois pontos de concentração. Ao final do evento, será realizada uma escuta organizada dos participantes, com espaço físico acessível (totem/urna) e canal digital para registro de propostas e contribuições, que poderão ser sistematizadas em documento público.

Realização

O evento é realizado pelo Instituto MetaSocial e Espaço Mosaico, com co-realização da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), Down Syndrome International, Em Pulso, MAIA Educacional, Beleza em Todas as Suas Formas, Instituto Movimentarte e Instituto Projeto Irmãos. Conta com apoio das lojas Soneda e Alfaparf, além de instituições como Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), Instituto Alana e SMPED (Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência).

Serviço

Evento: Movimento OCUPA + DID 2026

Data: 29 de março de 2026

Horário: das 9h30 às 12h30

Concentração: Loja Soneda – Av. Paulista, 1405 – São Paulo/SP

Chegada: Loja Soneda – Rua Augusta, 1670

Percurso: aproximadamente 800 metros (cerca de 12 minutos a pé)

Participação: gratuita e aberta ao público

Sobre o Instituto Serendipidade

Fundado em 2019,  Serendipidade é uma organização sem fins lucrativos que tem o propósito de transformar a sociedade através da inclusão de pessoas com deficiência no Brasil, impulsionando impacto social relevante, colaborativo e inovador, sempre prezando pela representatividade, protagonismo, de forma transversal e acima de tudo, com muito respeito. As iniciativas que atendem diretamente o público são: Programa de Envelhecimento Ativo, em parceria com a APOIE-SP, que atende mais de 60 idosos com algum tipo de deficiência intelectual para promoção do bem-estar; e o Projeto Laços, que acolhe famílias que recebem a notícia de que seu filho (a) tem algum tipo de deficiência. O Serendipidade já impactou mais de dois milhões de pessoas, criando pontes, gerando valor em prol da inclusão e através do atendimento direto a pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. 

Mais informações em www.serendipidade.org.br E nas mídias sociais @institutoserendipidade

Fonte https://diariopcd.com.br/sp-recebe-o-movimento-ocupa-did-em-defesa-dos-direitos-de-pessoas-com-deficiencia-intelectual-e-de-desenvolvimento/

Postado Pôr Antônio Brito 

Futsal é ferramenta de inclusão, e reforço da autoestima para pessoas com Síndrome de Down no interior de SP

Futsal é ferramenta de inclusão, e reforço da autoestima para pessoas com Síndrome de Down no interior de SP

“Meu filho se sente um atleta, uma pessoa responsável, dentro da medida que ele considera responsabilidade. E isso para o sistema emocional dele é muito importante, assim como para o psicológico”, relata orgulhoso o aposentado Arlindo Gutierrez, pai do atleta Diego Gutierrez, de 39 anos.

Diego começou no futsal junto com a formação da equipe de Futsal Down da Associação de Reabilitação Infantil Limeirense (Aril), há exatos 22 anos. O local é uma referência municipal no atendimento de pessoas com deficiência física ou intelectual, oferecendo suporte educacional em diversas áreas.

A ideia inicial era ter mais uma atividade para os alunos, mas não demorou para que o futsal se tornasse uma paixão e fizesse dos 12 integrantes, atletas da modalidade. “Eles estão aqui todas as quintas-feiras para os treinos e, mesmo com as limitações, são muito disciplinados. No esporte, eles aprendem a seguir regras, que no caso, são oficiais da FIFA. Esse comprometimento tem feito com que evoluam diariamente”, relata o técnico da equipe, Cleber de Oliveira Filho.

A Síndrome de Down é uma alteração genética conhecida como trissomia do cromossomo 21, onde a pessoa tem um cromossomo a mais, sendo 47 no total, ao invés de 46. Essa alteração gera características físicas e cognitivas específicas. Mas é importante reforçar que não se trata de doença, mas uma condição. Com acompanhamento multidisciplinar precoce, a pessoa com Síndrome de Down pode conquistar a inclusão social, escolar, social e até profissional.

No caso do Futsal Down, a coordenação motora, o condicionamento físico, que fazem parte da modalidade, ainda contribuem para a qualidade de vida dos atletas, “Claro que existe uma adaptação em relação ao futsal tradicional, pois a pessoa com a síndrome de Down tem menos tônus muscular e deslocamento mais lento. O tempo de reposição do lateral, por exemplo, é maior, explica Cleber.

Nessas duas décadas o time tem viajado pelo país participando de competições e permitindo que os atletas vivam novas experiências com mais autonomia. E para que isso aconteça, o apoio da iniciativa privada é primordial. O Instituto Adimax, organização sem fins lucrativos localizada em Salto de Pirapora (SP), oferece recursos ao time por meio do programa Paradesporto, um dos 11 programas sociais do instituto.” Nós contribuímos com essa pequena parcela para que as pessoas com Síndrome de Down tenham a chance de se desenvolver em sua máxima capacidade. Nesse cenário atual, isso é inclusão. Cada conquista deles, é nossa também”, reforça Edmilson Bueno, gestor do programa.

 O time tem retribuído à altura com um histórico de dedicação e superação. A equipe já foi campeã regional e atualmente treina para brilhar na Copa do Brasil que vai acontecer em julho, na capital Maceió (AL). “Estamos trabalhando para isso, porque o sonho e a vontade, eles já têm,” garante Cleber.

Sobre o Instituto Adimax

Localizada em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, a sede conta com uma estrutura completa. São 15 mil metros quadrados, com maternidade, canil, clínica veterinária, centro cirúrgico, área de soltura, lazer e treinamento, prédio administrativo e hotel para receber futuras pessoas com deficiência visual que receberão os cães-guias, e uma equipe multidisciplinar, distribuída nas áreas de saúde e bem-estar, equipe técnica, administrativo, relações institucionais, assistência social, responsabilidade social e operacionais, totalizando 53 colaboradores.

 O propósito do Instituto é apoiar a inclusão de pessoas com deficiência ou em situação de vulnerabilidade e o bem-estar animal.

Antes de chegarem ao seu destino, os cães são acolhidos por famílias voluntárias onde ficam pelo período de um ano. O papel dos socializadores é expor os animais às mais diversas situações do cotidiano, para promover seu desenvolvimento e acostumá-los à rotina. Além, é claro, de dar a eles tempo e amor. Depois desse período, os cães voltam para o instituto e ficam entre 4 e 6 meses em treinamento. Após formados, poderão ser doados para dar início a missão: transformar a vida de pessoas com deficiência visual.

Além do Programa Cão de Assistência, o Instituto conta com outros 10programas sociais que tem como finalidade a inclusão social e cuidado de pessoas em vulnerabilidade.

A entrega do cão guia é feita de forma totalmente gratuita aos candidatos que preencham os requisitos do Programa. A inscrição é feita diretamente no site: www.institutoadimax.org.br na aba cão guia.  

Fonte https://diariopcd.com.br/futsal-e-ferramenta-de-inclusao-e-reforco-da-autoestima-para-pessoas-com-sindrome-de-down-no-interior-de-sp/

Postado Pôr Antônio Brito