25/06/2026

Pessoas com Deficiência iniciam jornada para conquistar direitos em Ações que serão julgadas no STF

Pessoas com Deficiência iniciam jornada para conquistar direitos em Ações que serão julgadas no STF - OPINIÃO - * Por Abrão Dib

OPINIÃO

  • * Por Abrão Dib

A importância desta quinta-feira no STF para as pessoas com deficiência: uma luta contra a discriminação e pelos direitos conquistados

Durante meus últimos 34 anos tenho dedicado a lutar pelos direitos das pessoas com deficiência. Mas para todas essas pessoas, sem nenhuma discriminações entre elas. E quero ter energia e saúde para continuar nesta trajetória, mesmo porque encontrei durante toda essa trajetória muitas pessoas que buscam os mesmos objetivos.

Nesta quinta-feira, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) será palco de um dos julgamentos mais relevantes dos últimos anos para a comunidade das pessoas com deficiência e para milhões de famílias brasileiras. 


 https://www.youtube.com/watch?v=hpBxl7Mz6CI&source_ve_path=OTY3MTQ&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fdiariopcd.com.br%2F

Em análise estão as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7779 e 7790, que questionam dispositivos da Lei Complementar 214/2025, responsável pela regulamentação da Reforma Tributária.

Por sinal, vale ressaltar que desde 2025 essas Ações tramitam no STF e o Instituto Oceano Azul e a ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência – com muita coragem e dificuldades, estão sempre atendendo as exigências dos órgãos para legimitimar as nossas demandas.

Mais do que uma discussão técnica sobre benefícios fiscais, o julgamento representa um debate profundo sobre cidadania, inclusão, dignidade humana e igualdade de direitos.

Pessoas com deficiência, autistas, familiares, entidades representativas e ativistas estarão acompanhando a sessão para defender conquistas históricas que, segundo as ações apresentadas ao STF, foram restringidas pela nova legislação.

Mas é preciso deixar muito claro: nossas demandas não cria discriminações entre pessoas com deficiência. Ao contrário, lutamos contra todas que foram criadas pela Reforma Tributária.

Sustentamos que a regulamentação da Reforma Tributária criou critérios mais rigorosos e restritivos para o acesso às isenções tributárias destinadas à aquisição de veículos por pessoas com deficiência e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Questionamos as novas regras que acabaram excluindo grupos que tradicionalmente eram reconhecidos como beneficiários da política pública, especialmente pessoas com deficiência consideradas leves ou moderadas e pessoas com autismo classificadas no nível 1 de suporte.

O que está em discussão não é apenas um benefício tributário.

O acesso a um veículo adaptado ou adequado às necessidades da pessoa com deficiência representa autonomia, mobilidade, acesso ao trabalho, à educação, à saúde e à participação social. Em muitos casos, trata-se de um instrumento indispensável para garantir qualidade de vida e inclusão.

Nossa preocupação é que a nova legislação tenha criado uma distinção injustificada entre pessoas com deficiência, estabelecendo critérios que podem resultar em discriminação e exclusão. As ações argumentam que essas restrições afrontam princípios constitucionais fundamentais, como a dignidade da pessoa humana, a igualdade material, a não discriminação e a proteção assegurada pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, tratado que possui estatus constitucional no Brasil.

A presença das pessoas com deficiência no STF nesta quinta-feira possui um significado que transcende o resultado jurídico do julgamento. Ela simboliza a resistência contra retrocessos e reafirma que direitos conquistados após décadas de mobilização social não podem ser reduzidos sem um amplo debate democrático e sem respeito aos princípios constitucionais. Ela significa que temos entidades que lutam – e com muita resistência, contra as discriminações criadas por diversos setores, inclusive de quem afirma defender essas pessoas.

Historicamente, os avanços alcançados pela população com deficiência no Brasil foram resultado de organização coletiva, participação política e defesa permanente dos direitos humanos. Não aceitamos a presença de quem quer dividir.

Cada benefício conquistado representa o reconhecimento das barreiras enfrentadas diariamente por milhões de brasileiros. Por isso, qualquer medida que limite esses direitos desperta preocupação e mobilização nacional.

O julgamento também poderá estabelecer parâmetros importantes para a interpretação da própria Reforma Tributária e para a proteção dos direitos fundamentais em futuras regulamentações.

Trata-se de uma oportunidade para que o Supremo Tribunal Federal reafirme seu papel de guardião da Constituição e assegure que os princípios da inclusão e da igualdade prevaleçam sobre qualquer forma de discriminação.

Nesta quinta-feira, as pessoas com deficiência estarão no STF não apenas para defender benefícios.

Estaremos defendendo respeito, dignidade, inclusão e o direito de serem tratadas com igualdade perante a lei.

O que estará em jogo é a construção de um Brasil mais justo, acessível e comprometido com a proteção de todos os seus cidadãos, sem exceções e sem discriminações.

  • * Abrão Dib é jornalista, editor do Diário PcD e está presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência

Fonte https://diariopcd.com.br/pessoas-com-deficiencia-iniciam-jornada-para-conquistar-direitos-em-acoes-que-serao-julgadas-no-stf/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas disputa torneio amistoso no Canadá

Perla Assunção durante a semana de treino da seleção de Basquete em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas vai disputar um torneio amistoso em Ottawa, no Canadá, entre os dias 22 e 29 de junho. Ao todo, 12 atletas do país estarão neste intercâmbio, que será realizado com as seleções do Canadá, Estados Unidos e Japão.

O torneio servirá como preparação visando o Mundial da modalidade em setembro, que será realizado no mesmo local, entre os dias 9 a 19.

Os jogos contam com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da Wheelchair Basketball Canada.

Entre as convocadas para os amistosos, estão atletas experientes como a paraibana Adrienne Souza, a capixaba Ana Kelvia, a paranaense Denise Eusébio, as paulistas Gabriela Oliveira, Geisa Vieira, Ivanilde da Silva e Paola Klokler e a cearense Oara Uchoa.

Confira a lista de atletas convocadas:

Brenda Bauer (1.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Ana Kelvia (1.0) – ADESUL (CE)
Denise Eusébio (1.5) – Menari Joventut
Perla Assunção (2.0) – All Star Rodas Pará/Banco da Amazônia (PA)
Gabriela Oliviera (2.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Ivanilde da Silva (3.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Paola Klokler (3.5) – IREFES/SESPORT (ES)
Adrienne de Souza – (4.0) APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Oara Uchoa (4.0) – ADESUL (CE)
Geisa Vieira (4.0) – APP/Valkirias/UNIPAM/DB (MG)
Vileide Brito (4.5) – All Star Rodas Pará/Banco da Amazônia (PA)
Lia Martins (4.5) – ADESUL (CE)

Confira a agenda do Brasil no torneio amistoso de Ottawa (horário de Brasília):

25/06 (quinta-feira) 12h00 – Brasil x Canadá
25/06 (quinta-feira) 15h30 – Brasil x Estados Unidos
26/06 (sexta-feira) 18h00 – Brasil x Japão

*Com informações da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC)

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A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-feminina-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-disputa-torneio-amistoso-no-canada/

Postado Pôr Antônio Brito 

Exoesqueletos infantis podem fortalecer reabilitação de crianças

Exoesqueletos pediátricos começam a ganhar espaço no Brasil e podem ampliar a reabilitação de crianças com limitações motoras, promovendo inclusão, autonomia e desenvolvimento.

Exoesqueletos infantis podem fortalecer reabilitação de crianças

Todos já ouviram falar nos exoesqueletos. Mas imagine essa tecnologia sendo capaz de ajudar crianças que encontram dificuldades para ficar em pé, dar passos ou treinar a marcha no dia a dia. Os exoesqueletos pediátricos começam a ser estudados no Brasil como ferramentas de apoio à reabilitação de crianças com paralisia cerebral, lesões neurológicas e outras condições que afetam a mobilidade. Eles permitem treinos mais intensos e repetitivos, fundamentais para o aprendizado motor e para a neuroplasticidade do cérebro.

Hoje, o nosso País conta com apenas algumas unidades do Bambini, um dos projetos mais inovadores da área e apresentado recentemente no São Paulo Innovation Week, disponíveis apenas na Rede Lucy Montoro e na AACD.

Mas o debate não deve ser apenas sobre tecnologia. Deve ser também sobre acesso, investimento em pesquisa e democratização desses recursos. Vale lembrar que nenhum equipamento substitui a fisioterapia, a equipe multiprofissional, a participação da família ou as políticas públicas de reabilitação.

Quando a inovação é colocada a serviço da inclusão, ela deixa de ser apenas avanço tecnológico e passa a ser avanço social, ampliando oportunidades de desenvolvimento, participação e autonomia. Logo, logo, estaremos vendo os exoesqueletos tomarem conta das ruas, seja para crianças ou adultos com deficiências motoras. É questão de mais alguns anos e estaremos vivenciando uma nova era na tecnologia assistiva.

Saiba mais no link:

https://www.youtube.com/watch?v=5UfYZTuqmfc

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=35f55598-f9f2-4ec6-8292-56ada4ec9dec

Postado Pôr Antônio Brito 

24/06/2026

Morte de cadeirante no DF é o retrato do abandono que ainda atinge pessoas com deficiência no Brasil

Morte de cadeirante no DF é o retrato do abandono que ainda atinge pessoas com deficiência no Brasil - OPINIÃO - * Por Abrão Dib

OPINIÃO – EDITORIAL

  • * Por Abrão Dib

Caso ocorrido no Distrito Federal provoca indignação e reacende debate sobre acesso à saúde, dignidade e invisibilidade social

A morte de um homem cadeirante de 49 anos na recepção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, no Distrito Federal, provoca forte comoção e levanta questionamentos sobre a forma como o Brasil trata pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Mas a condenação dos responsáveis trará a vida desse cidadão?

Identificado como Vilmar Pereira da Silva, depois de horas na Unidade, o homem foi encontrado sem sinais vitais enquanto permanecia em sua cadeira de rodas na recepção da unidade. Segundo informações divulgadas pelo Iges-DF, ele não possuía ficha de atendimento aberta nem havia passado por classificação de risco no dia da ocorrência. Mas ele estava lá de forma invisível? Nenhum profissional da UPA percebeu que ali havia um ser humano?

Testemunhas relataram que foram outros pacientes que perceberam a gravidade da situação e alertaram a equipe da unidade.

Mais do que uma tragédia individual

Embora as circunstâncias da morte ainda estejam sob investigação, a cena de um cadeirante falecendo em uma cadeira de rodas dentro de uma unidade de saúde produz um impacto que vai além do caso específico.

A tragédia expõe um problema recorrente no país: a invisibilidade de pessoas que dependem do sistema público de saúde e enfrentam diariamente barreiras de acesso, acolhimento e atendimento humanizado.

Quantas outras pessoas estão em uma Unidade, neste momento, esperando por horas pelo atendimento?

A imagem de um cidadão permanecendo horas em uma recepção sem que sua condição despertasse uma resposta imediata gerou indignação porque simboliza uma realidade conhecida por muitas famílias brasileiras: a sensação de abandono enfrentada por pessoas com deficiência, idosos, pessoas em situação de rua e outros grupos vulneráveis.

Quantos casos nunca chegam às manchetes?

O caso ganhou repercussão nacional porque ocorreu em uma unidade pública, foi registrado por testemunhas e circulou amplamente nas redes sociais e na imprensa.

Mas a pergunta que permanece é incômoda: Quantas histórias semelhantes nunca ganharam essa dimensão?

A ANAPcD tem a missão de alertar sobre os inúmeros episódios de negligência, demora no atendimento, falta de acessibilidade e desassistência permanecem restritos ao sofrimento das famílias, sem investigação aprofundada ou repercussão pública.

Nem toda tragédia é filmada. Nem toda vítima tem alguém para denunciar. Nem toda morte gera mobilização social.

A deficiência não pode significar invisibilidade

A Constituição Federal garante a todos os brasileiros o direito à saúde e à dignidade. A Lei Brasileira de Inclusão reforça que pessoas com deficiência devem receber atendimento prioritário, acessível e adequado às suas necessidades.

No entanto, para muitas famílias, a distância entre o que está garantido na legislação e o que é vivenciado na prática ainda é enorme.

Quando uma pessoa com deficiência deixa de ser percebida como cidadã e passa a ser tratada apenas como mais uma presença na fila – ou um objeto sem valor, o problema deixa de ser apenas administrativo e passa a ser humano.

A discussão provocada pela morte de Vilmar não deve se limitar à apuração de responsabilidades individuais. Ela exige uma reflexão mais ampla sobre empatia, acolhimento e respeito à dignidade das pessoas que dependem dos serviços públicos para sobreviver.

Uma sociedade será julgada pela forma como trata os mais vulneráveis

A investigação deverá esclarecer o que ocorreu naquele sábado na UPA do Recanto das Emas. Mas independentemente de suas conclusões, a imagem de um homem morto em sua cadeira de rodas dentro de uma unidade de saúde já se tornou um símbolo de alerta.

Um alerta de que direitos previstos em leis precisam ser transformados em práticas efetivas.

Um alerta de que pessoas com deficiência não podem ser invisíveis.

E um alerta de que a sociedade não pode aceitar como normal qualquer situação em que um ser humano seja privado do cuidado, da atenção e da dignidade que lhe são devidos.

Porque quando uma tragédia como essa acontece, a pergunta que permanece não é apenas como aquela vida foi perdida.

A pergunta é quantas outras histórias semelhantes permanecem desconhecidas, sem manchetes, sem investigação e sem justiça.

  • Abrão Dib é jornalista, editor do Diário PcD e Presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência.

Fonte https://diariopcd.com.br/morte-de-cadeirante-no-df-e-o-retrato-do-abandono-que-ainda-atinge-pessoas-com-deficiencia-no-brasil/

Postado Pôr Antônio Brito 

CT Paralímpico promove semana de treinamento dedicada a mulheres do atletismo

Atleta Isadora de Oliveira no Circuito Paralímpico Loterias Caixa de atletismo 2026 | Foto: Marcello Zambrana/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico (CTPB), na zona sul de São Paulo, recebe até a sexta-feira, 26, uma semana de treinamento exclusivo para mulheres do atletismo. Foram convocadas 18 esportistas da modalidade para as atividades.

A programação da semana inclui treinos, avaliações e testes com áreas multidisciplinares. Além disso, as atletas participam de palestras voltadas para mulheres sobre Nutrição, Ciência do Esporte, treinamento de força, gestão, doping e Psicologia esportiva.

Entre as convocadas está a paranaense Isadora Venâncio de Oliveira, da classe T11 (deficiência visual), que representará o Brasil nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, de 5 a 15 de julho.

“Essas palestras contribuem muito para que a gente possa entender quais são nossos limites, até onde podemos chegar e onde devemos fazer mudanças. Como mulher e como atleta, acho que cada palavra, cada conselho, é essencial para fazer os últimos ajustes no meu dia a dia que vão contribuir para meu desempenho em Valledupar”, explica a atleta que tem glaucoma congênito.

As 18 atletas convocadas para a Semana de Treinamento da Mulher no atletismo ocupam posições de destaque no ranking brasileiro da modalidade.

Confira a lista das atletas convocadas:

Alice de Oliveira Correa
Amanda Caroline Schuck
Ana Beatriz Candial
Angelina Jamily Braga Oliveira
Camila Müller
Cinthia da Silva Barbosa
Clarice Pereira de Almeida
Clariene Abreu da Silva
Fabia Mayra Silva Araujo
Isadora Venancio de Oliveira
Jacqueline Ingrid Dodgnini Rangel
Janaina Pereira de Almeida
Jéssica Marques de Freitas
Júlia Alves Machado
Patricia Silva dos Santos
Sarah Maria Araujo
Silvania Costa de Oliveira
Thayná de Castro Zanolli

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As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a ASICS são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/ct-paralimpico-promove-semana-de-treinamento-dedicada-a-mulheres-do-atletismo/

Postado Pôr Antônio Brito 

Condomínio é obrigado a dar prioridade a morador PCD

Justiça determina prioridade para morador com deficiência na definição de vagas de garagem em condomínio, reforçando os princípios de acessibilidade, inclusão e igualdade de oportunidades.

Condomínio é obrigado a dar prioridade a morador PCD

Em São Caetano do Sul/SP, uma decisão judicial reforçou que a acessibilidade deve prevalecer na distribuição de vagas de garagem em condomínios, garantindo condições adequadas de mobilidade para moradores com deficiência.

O caso teve início após um morador com deficiência questionar o sistema de sorteio de vagas adotado pelo condomínio, alegando que a regra não considerava suas limitações de locomoção e dificultava o acesso às áreas comuns do empreendimento.

De acordo com a decisão, a aplicação de critérios iguais para todos os moradores não pode resultar em prejuízo para pessoas com deficiência, especialmente quando existem necessidades específicas relacionadas à mobilidade e à acessibilidade.

A Justiça entendeu que o condomínio deve assegurar prioridade ao morador com deficiência na definição da vaga de garagem, observando os princípios previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência (LBI) e garantindo condições adequadas de uso do espaço.

O entendimento reforça que normas internas, sorteios ou sistemas de rodízio não podem ignorar direitos fundamentais relacionados à inclusão e à acessibilidade, devendo ser compatibilizados com a legislação vigente.

Especialistas destacam que a acessibilidade nos condomínios vai além de rampas, elevadores e adaptações físicas, abrangendo também a forma como áreas comuns e vagas de garagem são disponibilizadas aos moradores.

No contexto condominial, o caso serve de alerta para síndicos, administradoras e conselhos, que devem revisar convenções, regimentos internos e critérios de distribuição de vagas para evitar conflitos e possíveis questionamentos judiciais.

A decisão reforça uma tendência crescente do Judiciário de priorizar a inclusão, a dignidade e a igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência dentro dos condomínios.

Saiba mais no link:

https://www.condominiointerativo.com.br/noticia/4212/noticias/condominio-deve-priorizar-pessoas-com-deficiencia-em-sorteio-de-vagas-de-garagem-decide-justica.html

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=d79e9817-2afd-47de-9ade-618a71c364a9

Postado Pôr Antônio Brito 

23/06/2026

A inclusão de fachada e o preço da exclusão no futebol da Fifa

A inclusão de fachada e o preço da exclusão no futebol da Fifa - OPINIÃO - Por Guilherme Kalel

OPINIÃO

  • * Por Guilherme Kalel

O futebol sempre se orgulhou de ser o esporte mais popular e democrático do planeta, uma paixão capaz de romper barreiras geográficas, sociais e econômicas. No entanto, as recentes decisões da Fifa para a Copa do Mundo de 2026 revelam uma face cruel e puramente mercantilista da entidade, transformando o discurso da inclusão em uma peça publicitária vazia. Ao inflacionar de forma absurda os ingressos para pessoas com deficiência e cortar direitos históricos, a federação internacional promove uma segregação econômica disfarçada de modernidade.

A disparidade dos números apresentados em uma reportagem especial do Diário PcD, Portal de notícias voltado a pessoas com deficiência, é assustadora. Na Copa do Qatar, em 2022, um torcedor com deficiência conseguia assistir a um jogo da fase de grupos desembolsando cerca de R$ 57,00, tendo ainda o direito garantido a um acompanhante gratuito. Em 2026, para sentar no setor acessível, esse mesmo torcedor precisa pagar impressionantes R$ 1.430 pelo seu bilhete. Para piorar, a Fifa extinguiu a gratuidade do acompanhante, obrigando a compra de um segundo ingresso. O resultado prático é uma conta de R$ 2.860 para que uma dupla assista a uma única partida, representando um aumento acachapante de 4.900%.

Dizer que o torneio oferece recursos avançados, como audiodescrição, salas sensoriais para autistas e interpretação em língua de sinais em todos os jogos, soa quase como uma ironia de mau gosto diante do bloqueio financeiro imposto na bilheteria. De que adiantam as mais modernas tecnologias assistivas se o público-alvo dessas ferramentas foi financeiramente banido do espetáculo? A acessibilidade física e sensorial perde completamente o sentido quando a acessibilidade econômica é destruída.

A estratégia da Fifa se torna ainda mais evidente e perversa com a redução em um terço do número de assentos reservados à acessibilidade, limitando a presença de cadeirantes a números irrisórios, como apenas 18 em determinadas partidas. Ao diminuir a oferta e elevar o preço a patamares proibitivos, a entidade deixa claro que enxerga o torcedor com deficiência não como um cidadão de direitos, mas como um espaço comercial menos lucrativo que precisa ser minimizado.

As duras críticas de autoridades brasileiras, como os senadores e deputados que se mobilizam para protestar formalmente contra a federação, são urgentes e necessárias. O esporte e o lazer são direitos humanos fundamentais, preconizados inclusive pela Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Tratar o acesso a um estádio como um produto de luxo voltado apenas a uma elite que pode arcar com aumentos abusivos é violar o espírito de igualdade que o próprio futebol deveria defender.

Como bem lembrado pelas lideranças políticas nacionais, o Brasil receberá em breve a Copa do Mundo Feminina. O episódio atual deve servir de alerta máximo e linha de corte para as autoridades do nosso país. Não se pode aceitar que entidades estrangeiras imponham em solo brasileiro regras que retrocedam nas conquistas sociais e segreguem nossos cidadãos.

A Fifa precisa entender que a verdadeira inclusão não se faz apenas com tecnologia de ponta para os poucos que conseguem pagar, mas sim garantindo que o direito de torcer seja viável e respeitado. Enquanto o lucro for o único guia de suas decisões, as arenas da Copa do Mundo continuarão sendo monumentos à exclusão.

  • * Guilherme Kalel é Jornalista e Escritor.
    Publicher da Agência Visionpress.
    Professor de Conteúdo Digital e Consultor de Acessibilidade.
    Autor da Coluna Kalelvision.
  • guilherme@visionpress.com.br

guilherme@visionpress.com.br

Artigo originalmente publicado em

A Inclusão de Fachada e o Preço da Exclusão no Futebol da Fifa – Agência Visionpress

Fonte https://diariopcd.com.br/a-inclusao-de-fachada-e-o-preco-da-exclusao-no-futebol-da-fifa/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB realiza Camping Escolar Regional no Rio de Janeiro com 74 esportistas do atletismo e da natação

Semana de Camping Escolar Paralímpico no CT, em São Paulo. Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realiza a partir deste domingo, 28, até o sábado, 4, o Camping Escolar Regional Paralímpico no Rio de Janeiro (RJ). A etapa dá início à iniciativa que percorrerá as cinco regiões brasileiras neste ano.

A edição sudeste conta com 74 esportistas, sendo 45 do atletismo e 29 da natação em atividades no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan). A iniciativa propõe uma semana de vivência da rotina de atletas do alto rendimento nas modalidades.

Durante este período, os atletas participarão de treinamentos, de testes físicos e receberão atendimento de uma equipe multidisciplinar.

A programação prevê ainda dois bate-papos, um dedicado à nutrição e outro à Ciência do Esporte – este com foco na importância da avaliação dos atletas e nos resultados dos testes realizados pela área.

O Camping Escolar Paralímpico é realizado desde 2018 e tem como objetivo apresentar os jovens que se destacaram nas Paralimpíadas Escolares do ano anterior à rotina de atletas de alto rendimento, além de favorecer a identificação e a lapidação de talentos.

Anualmente, o evento conta com duas edições nacionais, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A primeira ocorreu de 25 a 31 de janeiro e a segunda está marcada para 12 a 19 de julho.

Desde 2025, o CPB promove o Camping Escolar Regional, que percorre as cinco regiões do país. Neste ano, a primeira etapa será realizada no Sudeste, com sede no Rio de Janeiro.

Em 2026, o programa passou a incluir o Camping Escolar para atletas de classes baixas, voltado a esportistas com deficiências mais severas. A primeira edição ocorreu em março, na Paraíba.

Confira a agenda dos próximos Campings Escolares:

Camping Escolar Nacional
Data: 19 a 25/07 – São Paulo (SP)

Camping Escolar Regional – Norte
Data: 9 a 15/08/2026 – Manaus (AM)

Camping Escolar Regional – Centro-Oeste
Data: 26/09 a 03/10 – Cuiabá (MT)

Camping Escolar Classes Baixas
Data: 30/8 a 5/9 – Goiânia (GO)

Camping Escolar Regional – Sul
Data: 11 a 18/10 – Blumenau (SC)

Camping Escolar Regional Nordeste
Data: 1 a 7//11 – Fortaleza (CE)

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-realiza-camping-escolar-regional-no-rio-de-janeiro-com-74-esportistas-do-atletismo-e-da-natacao/

Postado Pôr Antônio Brito

Dificuldades do irmão cadeirante de Zezé Di Camargo e Luciano

Welington Camargo, irmão cadeirante de Zezé Di Camargo e Luciano, expõe dificuldades diárias, como a falta de acessibilidade em hotéis, mostrando que a questão afeta a todos, independente de condição financeira.

Dificuldades do irmão cadeirante de Zezé Di Camargo e Luciano

Welington Camargo é cadeirante e é irmão da dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Ele usou as redes sociais para mostrar um pouco das dificuldades do seu dia a dia com sua cadeira de rodas. Welington, que também é cantor, só que de músicas Gospel, é ex-deputado estadual por Goiás e ficou paraplégico na infância por causa de uma poliomielite.

Nas redes sociais, ele apareceu num vídeo que ele mesmo fez, tomando banho com um balde por não conseguir chegar ao chuveiro em um hotel. A dificuldade foi causada pelo tamanha da entrada do box, que não dava para passar com a cadeira de rodas.

A decisão de fazer a publicação veio após Welington receber comentários dizendo que ele, por ser irmão da dupla famosa e ter condições financeiras, não enfrentaria dificuldades no dia a dia como cadeirante.

Nos comentários da publicação, alguns seguidores apontaram uma possível falta de apoio por parte dos irmãos. Welington, porém, negou a informação.

Em 1998, o irmão da dupla sertaneja ganhou os holofotes ao ser sequestrado e passar 96 dias em um cativeiro, onde teve também parte de uma das orelhas cortada.

A falta de acessibilidade em hotéis ainda é uma questão crítica em nosso País e que precisa ser levada a sério, melhor fiscalizada e punida pelas autoridades competentes.

 

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=291c3956-5a17-4dbb-a451-699ce27d4348

Postado Pôr Antônio Brito 

20/06/2026

Definidos os indicados para o Trófeu Leão Dourado 2026 – Inclusão Consciente

Premiação anual realizada pela Revista Total celebra as iniciativas, lideranças e instituições que demonstram impacto real, inovação e relevância no desenvolvimento social e humano.

A Revista Total Brasil divulgou o resultado uma Pesquisa de Reconhecimento onde apurou critérios para identificar melhores gestores e trajetórias públicas com foco no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE).

De acordo com os organizadores, “a iniciativa institucional e jornalística tem como propósito fundamental valorizar as boas práticas, fortalecer o compromisso público e dar visibilidade às administrações e
trajetórias que fazem a real diferença na vida das pessoas”.

O prêmio celebra os gestores e personalidades que mais se destacaram por suas trajetórias administrativas, resultados concretos e profundo compromisso com o cidadão no tema do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O evento da entrega da premiação ganha um simbolismo ainda maior por ser realizado em comemoração ao Dia
do Orgulho Autista, reforçando a importância da inclusão e do cuidado com as pessoas.

  • Metodologia

Os premiados foram definidos após Pesquisa de Opinião Pública, com a captação da percepção dos cidadãos sobre o impacto das ações e serviços voltados à Inclusão Consciente.

A definição dos premiados foi através de análise Técnica da Gestão, com validação qualitativa e consistência administrativa das práticas adotadas.

A organização também avaliou a curadoria editorial, com avaliação especializada e contextualização institucional e jornalística.

O evento acontece nesta quinta-feira, 18, às 10h, no Edifício Horn em Brasília – DF

Homenageados 2026

  • Cibele Lopes – Especialista e Mãe Atípica. Ativista da Inclusão social de PCDS e neurodivergentes. Graduada em Administração de Empresas, é Especialista em Desenvolvimento Humano, neurociência aplicada ao autismo. Coordenadora da Frente Parlamentar do Autismo no DF.
  • Dra Ana Carolina Steinkopf – Pesquisadora e idealizadora do Mapa Autismo Brasil-MBA. Musicoterapeuta, pesquisadora e presidente do Instituto Steinkopf, organização referência em atendimento, formação e inovação para o autismo no Brasil. É idealizadora do programa Uma Sinfonia Diferente, primeiro musical protagonizado por pessoas autistas no país, e do Mapa Autismo Brasil (MAB), maior levantamento nacional sobre o perfil social demográfico e clínico de pessoas autistas.

  • Deputado Distrital Eduardo Pedrosa – Eleito em 2018 para seu primeiro mandato como deputado distrital, o parlamentar levou à Câmara Legislativa uma nova forma de trabalhar pela população do DF. Como bandeira parlamentar, assumiu e trabalhou pelo setor produtivo, promoveu ações para ajudar instituições diversas, desde as especializadas em tratamento de câncer, passando pelo combate à violência contra a mulher e atividades esportivas para Pessoas Com Deficiências.

  • Pedro Barretto – Advogado e Consultor Tributário, Conselheiro e Ouvidor Geral da OABRJ. Mestre em Direito Tributário, Mestrando em Direito Internacional Tributário em Portugal, MBA/FGV e Especialista. Escritor, Professor, Conferencista, Empresário e Empreendedor Educacional. Tio atípico.

  • Deputado Distrital Robério Negreiros – O parlamentar se destaca em investimentos na capacitação e na geração de emprego e renda e na luta pela inclusão das pessoas com deficiência. É o autor de diversas Leis Distritais em defesa das mulheres e autor da Lei do Primeiro Emprego no DF

  • Instituto Oceano Azul – Reconhecido nacionalmente como uma das principais referências em atendimento acessível, acolhimento e inclusão para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).
    A indicação do Instituto reflete anos de dedicação na construção de um ecossistema mais inclusivo. Através de metodologias humanizadas, suporte a famílias e projetos focados na autonomia e no desenvolvimento integral, a organização consolidou-se como um farol de esperança e cidadania para a comunidade autista e suas redes de apoio.

  • Centro Clínico do Autista – DF – Unindo excelência técnica e sensibilidade. Em um espaço planejado com instalações completas e confortáveis, o foco da instituição é oferecer terapias mais eficazes, garantindo que cada família se sinta profundamente acolhidos. Com uma equipe de especialistas que pratica um atendimento humanizado para promover a saúde, o desenvolvimento e a qualidade de vida com o respeito que as famílias do DF merecem.

  • Diário PCD – O Diário PCD se consolida como o principal portal de jornalismo inclusivo e direitos da pessoa com deficiência no Brasil. Em um cenário midiático onde a representatividade e a informação de utilidade pública são cada vez mais essenciais, o Diário PCD consolida sua posição como o maior veículo de comunicação independente do Brasil especializado no segmento de Pessoas com Deficiência (PCD). Com uma cobertura diária, ética e aprofundada, o portal se tornou a principal referência para milhões de brasileiros que buscam entender seus direitos, acompanhar as mudanças na legislação e cobrar o cumprimento de políticas públicas de acessibilidade e inclusão.

  • Vanessa Souza Lima – Quando a filha de Vanessa Souza Lima recebeu o diagnóstico inicial de que jamais falaria ou andaria, o mundo pareceu parar. Mas ali, nascia também uma mãe atípica que se recusou a aceitar aquele ponto final. Vanessa escolheu lutar. Hoje, ver sua filha se desenvolvendo e correndo livre pelos parques do Distrito Federal é a prova viva de que o amor e a persistência rompem barreiras. Sabendo que sua realidade financeira não é a mesma de milhares de outras famílias, Vanessa transformou sua gratidão em missão. Ela se posiciona como uma das principais mobilizadoras do autismo no DF, pronta para estender a mão, articular com a sociedade e construir redes de apoio. Vanessa quer ser a voz, a força e o colo para as mães que, exaustas pelo cuidado solitário, mal têm forças para gritar por socorro.

  • Clínica Núcleo Integrare – tem atuação destacada com foco especializado no atendimento a adolescentes neurodivergentes. Reconhecida por sua abordagem terapêutica de excelência no suporte a indivíduos neurodivergentes, anuncia a ampliação de seu escopo de serviços com uma linha de cuidado integral e especializada voltada para adolescentes. No Núcleo Integrare, entendemos que as estratégias precisam evoluir com a idade do paciente. Nosso foco com os adolescentes não é apenas a intervenção clínica isolada, mas o fomento à autonomia, regulação emocional e preparação para os desafios do cotidiano e da vida adulta

Fonte https://diariopcd.com.br/definidos-os-indicados-para-o-trofeu-leao-dourado-2026-inclusao-consciente/

Postado Pôr Antônio Brito