31/08/2026

Egalite abre “Mês da Inclusão” com debates sobre IA, neurodiversidade e carreira com grandes corporações

Egalite abre "Mês da Inclusão" com debates sobre IA, neurodiversidade e carreira com grandes corporações

Nos dias 1º e 2 de setembro de 2026, Egalite realiza uma série de painéis online e gratuitos com grandes empresas — como Petrobras, Heineken, EY e RD Saúde

Nos dias 1º e 2 de setembro de 2026, a Egalite, startup especializada na inclusão de pessoas com deficiência, realiza uma série de painéis online e gratuitos com grandes empresas — como Petrobras, Heineken, EY e RD Saúde — para discutir tecnologia, acessibilidade e o futuro profissional de pessoas com deficiência (PcDs) no país. A iniciativa marca a abertura oficial do “Mês da Inclusão”.

O ciclo de palestras visa conectar candidatos qualificados a grandes empregadores, além de debater o letramento de lideranças e a superação de barreiras corporativas. Com transmissão aberta e acessível, o evento abordará desde a inclusão de profissionais neurodivergentes até dicas práticas de preparação de currículos para processos seletivos.

Confira a programação completa dos painéis:

  • Dia 1º de Setembro (Terça-feira): Foco em Carreira e Cultura Corporativa
    • 10h00 | Petrobras: Abertura oficial com histórias reais de protagonismo profissional e transição de carreira de colaboradores PcD.
    • 11h30 | Ypê: Debate sobre como ir além das exigências legais de cotas para criar desenvolvimento e pertencimento real.
    • 14h00 | Cofco: Soluções e boas práticas na contratação de profissionais com deficiência em postos operacionais e industriais.
    • 15h00 | Klabin: Dicas e orientações de atração de talentos para candidatos se destacarem em processos seletivos.
    • 16h00 | Cogna: Análise sobre o futuro do trabalho, habilidades mais demandadas e protagonismo de carreira.
  • Dia 2 de Setembro (Quarta-feira): Neurodiversidade e Preparação Prática
    • 10h00 | Heineken: Discussão focada na atração, acolhimento e inclusão de talentos neurodivergentes nas organizações.
    • 11h00 | Comporte: O papel da educação e do letramento corporativo para construir uma diversidade real.
    • 13h00 | EY Brasil: Apresentação do Programa Atypical, abordando metodologias práticas de inclusão de profissionais neurodivergentes e o papel do RH.
    • 14h00 | RD Saúde: Trilhas de desenvolvimento, plano de carreira e retenção de profissionais PcD no setor de varejo de saúde.
    • 15h00 | PepsiCo: Mentoria de encerramento focada em preparação para processos seletivos, entrevistas e valorização do currículo de candidatos.

Serviço: Os painéis serão transmitidos ao vivo, sem necessidade de inscrição prévia. Os interessados podem acompanhar os debates de forma gratuita e acessível acessando diretamente o portal oficial aqui.

Sobre a Egalite:

A Egalite, realizadora do Mês da Inclusão, consolidou-se como uma plataforma de tecnologia especializada na empregabilidade e inclusão de pessoas com deficiência, tendo capacitado e empregado mais de 12 mil profissionais no país. Em 2026, a HRtech inovou ao integrar Inteligência Artificial generativa para recrutamento e expandir sua atuação com consultorias de mapeamento de cargos e suporte prático. Amplamente premiada, a startup acumula reconhecimentos globais de prestígio, como o Zero Project (ONU) e o World Summit Awards (WSA), destacando-se como uma referência indiscutível no setor de impacto social e diversidade de talentos.

Fonte https://diariopcd.com.br/egalite-abre-mes-da-inclusao-com-debates-sobre-ia-neurodiversidade-e-carreira-com-grandes-corporacoes/

Postado Pôr Antonio Brito 

Parapan-Pacífico de natação: Brasil encerra competição com 16 medalhas; veja lista

Lídia Cruz e Patrícia Pereira celebram conquista de medalhas no Parapan-Pacífico, em Walnut, nos Estados Unidos | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Brasil encerrou neste domingo, 30, a participação no Parapan-Pacífico de natação, realizado na cidade de Walnut, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, com 16 medalhas, um recorde mundial – quebrado pela paulista Alessandra Oliveira – e um recorde das Américas – quebrado pela fluminense Lídia Cruz.

A delegação brasileira contou com 16 atletas, e as medalhas foram distribuídas em sete ouros, quatro pratas e seis bronzes. O paulista Gabriel Bandeira foi o atleta que mais vezes subiu ao lugar mais alto do pódio.

“O Parapan-Pacífico teve um ótimo nível técnico, importante dentro da nossa preparação para Los Angeles 2028, já que estamos na mesma região e na mesma época do ano dos Jogos. Foi importante também para os atletas testarem a competição em piscina aberta — novidade que teremos nos jogos de Los Angeles”, analisou Felipe Silva, técnico-chefe da Seleção Brasileira.

As provas do Parapan-Pacífico foram disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC), que atribui uma pontuação à prova de cada atleta, levando em conta o tempo e a classe.

Disputado desde 2011, o Parapan-Pacífico é aberto a nadadores de países de fora da Europa. Ela foi criada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, com o objetivo de oferecer disputas de alto rendimento em anos nos quais não há disputa de Mundial ou Jogos Paralímpicos.

Veja todas as medalhas do Brasil:
Ouro
Gabriel Bandeira (S14) – 200m medley S6-11, 13 e 14 – 2min06s94
Gabriel Bandeira (S14) – 100m borboleta S8-14 – 55s78
Gabriel Bandeira (S14) – 200m livre S2-S5 e S14 – 1min53s21
Beatriz Flausino (S14) – 100m peito S4-S9 e S11-S14 – 1min12s43
Samuel Oliveira (S5) – 50m costas S1-S5 – 35s00
Patrícia Pereira (S3) – 50m peito S3 – 56s43
Lídia Cruz (S3) – 150m medley S3 – 2min56s31 *(recorde das Américas)

Prata
Carol Santiago (S12) – 50m livre S4, 6, 8, 10, 11 e 13 – 26s93
Alessandra Oliveira (S4) – 100m peito S4-S9 e S11-S14 – 1min40s63 *(recorde mundial)
Lídia Cruz (S3) – 50m costas S2-S5 – 49s61
Samuel Oliveira (S5) – 50m borboleta S5-S7 – 33s68

Bronze
Mariana Gesteira (S10) – 50m livre S4, 6, 8, 10, 11 e 13 – 28s42 (946)
Beatriz Flausino (S14) – 200m medley S5-11, 13 e 14 – 2min51s33 (918)
Gabriel Araújo (S2) – 50m costas S1-S5 – 54s65
Lídia Cruz (S3) – 50m peito S3 – 1min01s96
Patrícia Pereira (S3) – 150m medley S3 – 2min56s31 

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Gabriel Bandeira, Gabriel Araújo, Lídia Cruz, Mariana Gesteira, Patrícia Pereira, Samuel Oliveira e são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Alessandra Oliveira, Beatriz Flausino, Lídia Cruz, Patrícia Pereira integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/parapan-pacifico-de-natacao-brasil-encerra-competicao-com-16-medalhas-veja-lista/

Postado Pôr Antonio Brito 

A saúde dos iguais e a saúde dos privilegiados

A saúde dos iguais e a saúde dos privilegiados - OPINIÃO - * Por Wagner Balera

OPINIÃO

  • * Por Wagner Balera

Há números que informam. Outros constrangem.

Os dados divulgados acerca das despesas com assistência à saúde de senadores e ex-senadores pertencem, seguramente, à segunda categoria. O próprio Portal da Transparência do Senado registra que, no exercício financeiro de 2025, as despesas pagas com assistência à saúde em benefício de senadores, ex-senadores e respectivos grupos familiares alcançaram R$ 40.476.846,63.*

A questão não deve ser tratada como simples curiosidade orçamentária. Estamos diante de tema que toca diretamente alguns dos fundamentos da ordem constitucional brasileira.

A Constituição proclama, no art. 5º, que todos são iguais perante a lei. E, quando cuida especificamente da saúde, é ainda mais explícita: o art. 196 a define como direito de todos e dever do Estado, a ser assegurado mediante acesso universal e igualitário.

É evidente que o princípio da isonomia não exige que o Estado gaste exatamente a mesma quantia com cada pessoa. Necessidades diferentes justificam tratamentos diferentes. Mas toda diferenciação reclama fundamento juridicamente razoável.

Eis, então, a pergunta inevitável: qual circunstância constitucionalmente relevante justifica que o exercício, presente ou passado, de mandato parlamentar assegure proteção à saúde excepcionalmente favorecida, custeada em parcela relevante pelos mesmos cidadãos que financiam o Estado e, em grande medida, dependem dos serviços públicos de saúde?

Não encontro resposta satisfatória.

A República não admite castas.

O mandato parlamentar constitui função pública temporária. Não é título nobiliárquico nem confere ao seu titular uma cidadania de categoria superior. Muito menos parece razoável que determinadas vantagens possam projetar-se para além do próprio exercício do mandato.

O contraste com o Sistema Único de Saúde (SUS) torna a questão ainda mais perturbadora. Mas aqui é preciso rigor. Tem circulado a informação de que o SUS disporia de apenas R$ 116 mensais por brasileiro. Essa comparação não é adequada para representar o gasto público total com saúde, pois o SUS é financiado pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios. Não precisamos, portanto, de uma estatística discutível para reconhecer o problema.

Ele é suficientemente grave em seus próprios termos.

Em um país em que faltam médicos, medicamentos, exames e leitos em tantas localidades, qualquer regime excepcional de assistência médica financiado com recursos públicos deve submeter-se ao mais rigoroso escrutínio à luz da igualdade, da moralidade, da impessoalidade e da razoabilidade.

Não se cogita, naturalmente, de negar assistência médica aos parlamentares. A questão é outra: por que deve a sociedade financiar um padrão privilegiado de proteção justamente para aqueles que exercem o poder em seu nome?

A legalidade formal de determinado benefício não encerra essa discussão. No Estado Constitucional, também a lei e os atos internos dos Poderes submetem-se aos princípios e valores superiores da Constituição.

A desigualdade brasileira já é suficientemente grave. O que não se pode admitir é que o próprio Estado acrescente a ela desigualdades institucionais financiadas pelo contribuinte.

O problema é também simbólico. O cidadão não pode receber dos Poderes da República a mensagem de que, quando se trata de saúde, algumas vidas merecem proteção pública extraordinária simplesmente em razão da posição ocupada.

É preciso rever esse sistema.

Não como gesto de hostilidade ao Parlamento, instituição essencial à democracia, mas precisamente em defesa de sua dignidade. O Poder Legislativo será tanto mais respeitado quanto menos privilégios reservar àqueles que transitoriamente o integram.

Essa revisão não significa retirar direitos legítimos de quem exerceu uma função pública, mas submeter benefícios custeados pelo Estado ao mesmo princípio que deve reger toda a administração pública: a existência de uma justificativa objetiva, impessoal e constitucionalmente legítima para a diferença de tratamento. É justamente quando o Estado estabelece regras para si próprio que a igualdade deixa de ser apenas uma promessa constitucional e passa a ser uma exigência concreta de legitimidade.

A República não comporta cidadãos de primeira e de segunda categorias. E a saúde, porque é direito de todos, não pode converter-se em privilégio de alguns.

Wagner Balera – Doutor em Direito das Relações Sociais e Mestre em Direito Tributário (PUC/SP). Professor Emérito pela PUC/SP; Livre-docente em Direito Previdenciário (PUC/SP). Integrou os quadros da Advocacia Geral da União como Procurador Federal (1976 a 1997). Professor Titular de Direitos Humanos da PUC/SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.

* Fonte dos dados sobre as despesas do Senado: Portal da Transparência do Senado Federal, relatório consolidado de despesas com assistência à saúde de senadores e ex-senadores, exercício de 2025.

FOTO: Divulgação/Ilustrativa

Fonte https://diariopcd.com.br/a-saude-dos-iguais-e-a-saude-dos-privilegiados/

Postado Pôr Antonio Brito 

29/08/2026

FIDI aponta que mulheres concentram 77% dos achados relacionados à esclerose múltipla no primeiro semestre de 2026

FIDI aponta que mulheres concentram 77% dos achados relacionados à esclerose múltipla no primeiro semestre de 2026

Participação feminina aumentou 14,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025, enquanto o número total de achados teve queda de 5,5% no mesmo período 

As mulheres responderam por 77% dos achados relacionados à esclerose múltipla (EM) identificados em exames de ressonância magnética analisados pela Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI) entre janeiro e junho de 2026. No mesmo período de 2025, elas representavam 62,7% dos registros. As discussões sobre o tema ganham visibilidade com o Dia Nacional de Conscientização sobre a EM, celebrado em 30 de agosto. 

A maior presença de mulheres ocorreu mesmo com uma pequena redução no total de achados relacionados à doença, com queda de 5,5% no mesmo período de análise. Os dados fazem parte de um levantamento da FIDI realizado a partir da análise de exames de ressonância magnética e da identificação, nos laudos, de termos associados a possíveis achados da doença. 

A predominância feminina observada acompanha uma característica descrita na literatura científica, que aponta maior frequência da esclerose múltipla entre mulheres.  

“A maior frequência da esclerose múltipla entre mulheres é um padrão conhecido e observado em diferentes populações. Não existe uma explicação única para essa diferença, já que fatores genéticos, hormonais, imunológicos e ambientais são estudados para entender por que o público feminino apresenta maior suscetibilidade à doença”, afirma Dr. Harley De Nicola, superintendente médico da FIDI. 

Adultos passam a representar 75% dos achados 

A comparação entre os dois primeiros semestres de 2025 com 2026 também revela uma mudança na distribuição dos achados por idade. Os adultos de 19 a 59 anos, que representavam 60,9% dos registros no ano passado, passaram a responder por 75% neste ano. No mesmo intervalo, a participação dos idosos caiu de 27,3% para 14,4%, enquanto a dos adolescentes recuou de 6,4% para 2,9%. 

Os números reforçam a concentração dos achados entre adultos, faixa etária compatível com o perfil mais frequente da doença descrito na literatura, já que a esclerose múltipla costuma atingir principalmente adultos jovens, com maior ocorrência entre os 20 e 50 anos (1)(3)

“A idade é uma informação importante na investigação da esclerose múltipla porque a doença costuma surgir justamente em uma fase da vida em que as pessoas estão profissionalmente ativas e desenvolvendo diferentes projetos pessoais e familiares. Por isso, sintomas neurológicos persistentes ou recorrentes nessa faixa etária merecem atenção e avaliação adequada. Ao mesmo tempo, a doença não é exclusiva dos adultos jovens, por também manifestar em adolescentes e pessoas mais velhas, situações em que o médico precisa considerar outras possíveis causas para os sintomas antes de chegar ao diagnóstico”, explica Dr. Harley. 

Crânio e coluna cervical concentram mais de 90% dos achados 

As ressonâncias magnéticas (RM) de crânio e de coluna cervical concentraram a maior parte dos achados nos dois períodos analisados. Os exames permitem identificar lesões no cérebro e na medula espinhal e são utilizados tanto no processo diagnóstico quanto no acompanhamento da atividade da doença (4)(5)(6)

No primeiro semestre de 2025, a RM de crânio respondeu por 69,1% dos registros e a RM de coluna cervical, por 25,5%. Juntas, representaram 94,6% dos achados. Os números permaneceram semelhantes em 2026, quando, no mesmo período, a RM de crânio concentrou 63,5% dos registros e a de coluna cervical, 29,8%. Somados, os dois procedimentos responderam por 93,3% dos achados neste ano. 

“Na esclerose múltipla, não basta apenas identificar se existe uma alteração, mas entender onde ela está localizada, suas características e como esse quadro se comporta ao longo do tempo. É por isso que a avaliação do cérebro e da coluna tem tanta importância, por serem regiões que podem fornecer informações complementares sobre o comprometimento do sistema nervoso central. Quando analisadas em conjunto com a história e os sintomas do paciente, essas imagens ajudam o médico a construir uma visão mais completa do quadro e a acompanhar possíveis mudanças ao longo da evolução da doença”, diz Dr. Harley. 

Diagnóstico combina avaliação clínica e exames de imagem 

A esclerose múltipla é uma doença crônica e autoimune que compromete o sistema nervoso central. Ela ocorre quando o sistema imunológico provoca danos à mielina, camada que protege as fibras nervosas, interferindo na comunicação entre o cérebro, a medula espinhal e outras partes do organismo (1)

Os sintomas variam entre os pacientes e podem incluir alterações visuais, perda de força, formigamento, fadiga, dificuldades de equilíbrio e coordenação e alterações cognitivas. Como essas manifestações também podem estar associadas a outras condições, a presença de um achado na ressonância não significa, por si só, um diagnóstico de esclerose múltipla. A confirmação depende da combinação entre avaliação clínica e neurológica e exames complementares (4)(5)

“Um dos desafios da esclerose múltipla é que não existe um único sintoma ou um único exame que, isoladamente, conte toda a história. Muitas vezes, o paciente percebe algo que parece pontual e só a investigação mostra que aquele sinal faz parte de um quadro neurológico que precisa ser acompanhado. A ressonância magnética nos oferece informações muito importantes, mas uma imagem, sozinha, não fecha o diagnóstico. É preciso olhar para aquela pessoa como um todo: entender quando os sintomas começaram, como evoluíram, o que aparece no exame neurológico e o que as imagens revelam. É a combinação dessas informações que permite chegar a um diagnóstico mais seguro e definir o cuidado mais adequado para cada paciente”, conclui Dr. Harley. 

Estima-se que a EM afete cerca de 2,9 milhões de pessoas no mundo e aproximadamente 40 mil no Brasil (1). Embora ainda não tenha cura, os tratamentos disponíveis podem ajudar a controlar a atividade da doença, reduzir surtos e retardar sua progressão.  

Sobre a FIDI  

Fundada em 1986 por médicos professores integrantes do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina – atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) –, a Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (FIDI) é uma Entidade privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira. O retorno ocorre pelo desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas. Com mais de 2.100 colaboradores e um corpo técnico formado por mais de 500 médicos parceiros, a FIDI está presente em 100 unidades de saúde nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará e Rio Grande do Sul. É a maior empresa especializada em diagnóstico por imagem do Brasil. Em 2025, foram realizados mais de 5,1 milhões de exames de diagnóstico por imagem, crescimento de 9,6% em relação a 2024, entre ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, raios-X e densitometria óssea. Com soluções customizadas em diagnóstico por imagem, a FIDI oferece serviços de Telerradiologia, Gestão Completa, Consultoria, Educação Médica e Inteligência Artificial. 

A Fundação também trabalha na proposição de soluções inovadoras para a saúde pública, como sistema de análise de imagens de tomografia computadorizada por inteligência artificial e participou da primeira Parceria Público-Privada de diagnóstico por imagem na Bahia. Por duas vezes, a FIDI recebeu o prêmio Referências da Saúde 2019 e 2020, na categoria Qualidade Assistencial, e por três vezes foi medalhista em desafios internacionais de aplicação de inteligência artificial no diagnóstico por imagem, propostos na conferência anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia, considerado o maior congresso do setor no mundo. Ao final de 2020, a Central de Laudos da FIDI obteve a certificação ISO 9001:2015 de Gestão da Qualidade e em 2023 renovou a certificação, pela International Organization for Standardization e, em 2021, recebeu o selo de “Excelente Empresa Para se Trabalhar” (GPTW).  

Desde 2014, a FIDI atua na carreta-móvel do programa Mulheres de Peito, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo e operacionalizado pela Fundação, e que oferece exames gratuitos de mamografia. Já são mais de 300 municípios atendidos, cerca de 300 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias, e mais de 3 mil mulheres encaminhadas 

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Fontes e referências 

(1) AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Esclerose múltipla tem novo tratamento aprovado pela Anvisa. 24 abr. 2026. (https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/esclerose-multipla-tem-novo-tratamento-aprovado-pela-anvisa) 

(2) JORNAL DA USP. Esclerose múltipla, doença neurológica autoimune, atinge principalmente jovens. 25 nov. 2025. (https://jornal.usp.br/radio-usp/esclerose-multipla-doenca-neurologica-autoimune-atinge-principalmente-jovens/) 

(3) NASCIMENTO, Luídi Neves et al. Tendência temporal da mortalidade por Esclerose Múltipla no Brasil por sexo, etnia e faixa etária, entre 2001 e 2022. Research, Society and Development, v. 14, n. 10, 2025. ( http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v14i10.49772) 

(4) THOMPSON, Alan J. et al. Diagnosis of multiple sclerosis: 2017 revisions of the McDonald criteria. The Lancet Neurology, 2018. (https://www.thelancet.com/journals/laneur/article/PIIS1474-4422(17)30470-2/abstract) 

(5) FILIPPI, Massimo et al. MRI in multiple sclerosis: current status and future perspectives. Nature Reviews Neurology, 2024. (https://www.nature.com/articles/s41582-024-00987-3) 

(6) FILIPPI, Massimo; ROCCA, Maria A. MRI criteria for the diagnosis of multiple sclerosis: MAGNIMS consensus guidelines. The Lancet Neurology, 2016. (https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26822746/) 

Fonte https://diariopcd.com.br/fidi-aponta-que-mulheres-concentram-77-dos-achados-relacionados-a-esclerose-multipla-no-primeiro-semestre-de-2026/

Postado Pôr Antonio Brito 

Seleção Brasileira de basquete em cadeira de rodas treina no CT Paralímpico antes do Mundial

Semana de treino da seleção de Basquete em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

As Seleções Brasileiras de basquete em cadeira de rodas anunciaram nesta semana os convocados para o Mundial da modalidade. Antes de disputarem a competição no Canadá, os atletas se reúnem no CT Paralímpico, em São Paulo, entre 29 de agosto e 4 de setembro.

Ao todo, foram convocados 24 atletas, sendo 12 da Seleção feminina e 12 da Seleção masculina, todos participam da etapa final de preparação antes da competição. Durante a semana, as equipes realizam atividades voltadas ao aprimoramento técnico e tático.

A Seleção masculina também fará uma série de jogos-treino contra a Colômbia. Além das atividades em quadra, os atletas contarão com o acompanhamento de profissionais do CPB para avaliação física, fisioterapia, nutrição e psicologia esportiva.

Após a semana de treinamento, as delegações embarcam para Ottawa, no Canadá, sede do Mundial, que acontece entre os dias 9 e 19 de setembro.

Confira a lista de atletas convocados:

Seleção Feminina
Adrienne de Oliveira de Souza – Classe 4.0
Ana Kelvia Silva de Lima – Classe 1.0
Brenda Caravellas B. Vasconcellos – Classe 1.0
Denise Eusebio – Classe 1.5
Gabriela dos Santos Oliveira – Classe 2.5
Geisa Rodrigues Vieira – Classe 4.0
Lia Maria Soares Martins – Classe 4.5
Maxicléide de Deus Ramos – Classe 1.0
Oara Uchôa Assunção – Classe 4.0
Paola Klokler – Classe 3.5
Perla dos Santos Assunção – Classe 2.0
Vileide Brito de Almeida – Classe 4.5

Seleção Masculina
Alex Santos da Silva – Classe 3.0
Anderson Carlos Silva Ferreira – Classe 2.5
Carlos César Lima Cassimiro – Classe 1.0
Cristiano Júnior Marcondes Clemente – Classe 4.0
Dario Schulz Filho – Classe 4.5
Dwan Gomes dos Santos – Classe 1.0
Eduardo Alexandre Oliveira da Silva – Classe 4.5
Gustavo Freitas Lasmar – Classe 2.0
João Vitor de Souza Nascimento – Classe 4.0
Norton Rodrigues – Classe 3.0
Plínio Hugo Santos da Rocha Macedo – Classe 2.5
Sérgio Ricardo Veiga do Rosário Júnior – Classe 1.5

*Com informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC)

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-treina-no-ct-paralimpico-antes-do-mundial/

Postado Pôr Antonio Brito 

Rede Mercure de Hotéis destina 400 quilos de alimentos ao Hospital Cruz Verde

Rede Mercure de Hotéis destina 400 quilos de alimentos ao Hospital Cruz Verde

Iniciativa beneficiará pacientes da instituição, que há quase 70 anos é referência no atendimento a pessoas com paralisia cerebral grave

A Rede Mercure de Hotéis entregou, nesta quarta-feira (27), 400 quilos de alimentos ao Hospital Cruz Verde, referência no atendimento a pessoas com paralisia cerebral grave. A instituição acolhe bebês, crianças, adolescentes e adultos, muitos deles com alto grau de dependência e necessidade de cuidados contínuos, oferecendo assistência, acolhimento e suporte especializado.

Mantido integralmente pelo SUS e doações, o hospital conta com a mobilização de empresas, parceiros, voluntários e da sociedade para assegurar a continuidade de suas atividades e a qualidade do atendimento oferecido tanto aos pacientes internados quanto àqueles que utilizam os serviços ambulatoriais.

CONFIRA TAMBÉM: Cafú, Vampeta, Muricy, Juninho Paulista, Silas, Caio Ribeiro e um grande time: garçons por uma noite em apoio ao Hospital Cruz Verde – https://diariopcd.com.br/cafu-vampeta-muricy-juninho-paulista-silas-caio-ribeiro-e-um-grande-time-garcons-por-uma-noite-em-apoio-ao-hospital-cruz-verde/

Mais do que reforçar o estoque de alimentos, a iniciativa busca aproximar novos públicos da realidade vivida pelas pessoas atendidas pelo Cruz Verde e de sua missão. A estratégia contribui para ampliar o engajamento e fortalecer uma rede de apoio essencial à manutenção da instituição.

“O importante para mim são as pessoas”

Para Felipe Nobre, gerente-geral e profissional com 40 anos de atuação no Grupo Accor, a iniciativa tem um significado que vai muito além da entrega de mantimentos. Desde o primeiro contato com o Cruz Verde, ele passou a acompanhar de perto a atuação da entidade e a buscar formas de mobilizar outras pessoas em torno da causa.

“Sempre falei que, para mim, o mais importante são as pessoas e, depois, o resultado. A primeira vez que vim ao hospital foi com a doutora Alessandra Trigo, que nos apresentou o trabalho do Cruz Verde. Desde então, sempre que faço uma ação, lembro da instituição e de tudo o que realiza para proporcionar qualidade de vida e bem-estar aos pacientes”.

Felipe conta que faz palestras no grupo hoteleiro para apresentar o Hospital Cruz Verde e “transformar esse envolvimento em solidariedade”. “Em apenas quatro ou cinco horas de uma festa, conseguimos arrecadar uma quantidade significativa de alimentos. Hoje, estamos trazendo 400 quilos para o hospital. Eu jamais vou esquecer de vocês”, afirmou o gerente-geral do Grupo Accor, ao qual pertence a Rede Mercure de Hotéis .

Cuidado e acolhimento há quase 70 anos

Há quase sete décadas, o Hospital Cruz Verde oferece assistência especializada e acolhimento a pessoas com paralisia cerebral grave. Muitos dos pacientes estão em situação de vulnerabilidade e, em alguns casos, não dispõem do suporte familiar necessário, fazendo da instituição uma referência não apenas na assistência à saúde, mas também no cuidado cotidiano e na promoção de qualidade de vida.

Nesse cenário, a mobilização de parceiros e da sociedade tem papel fundamental para complementar os recursos destinados à manutenção da estrutura e das atividades do hospital.

Para Marilena Pacios, diretora institucional do Hospital Cruz Verde, o impacto da iniciativa da rede de hotéis ultrapassa o benefício imediato proporcionado pelos alimentos. A presença de empresas e de novos públicos na instituição também ajuda a dar visibilidade à realidade dos pacientes e a ampliar a rede de pessoas comprometidas com a causa.

“A doação tem algumas representatividades que são muito valiosas. A primeira é o alimento em si, que é essencial para a dieta das crianças, para a alimentação dos pacientes e também dos colaboradores. Mas existe também um outro ganho, que é ter pessoas vindo conhecer o nosso trabalho, conhecer as crianças, conhecer um pouco da história do Cruz Verde e se engajar nessa missão tão importante. Quando alguém conhece de perto essa realidade, passa a compreender ainda mais a importância de cuidar, acolher e contribuir”, afirmou.

Sobre o Hospital Cruz Verde
Há quase 70 anos, o Hospital Cruz Verde se dedica exclusivamente ao tratamento e acompanhamento de pacientes com paralisia cerebral grave. Seus 160 pacientes internos recebem atendimento integral — hospitalar, terapêutico e multidisciplinar — de forma totalmente gratuita. Além da unidade hospitalar, a instituição mantém ambulatório e centro terapêutico que atendem centenas de crianças e famílias anualmente. Mantido por doações e ações solidárias, o hospital convida a sociedade a contribuir: a partir de R$ 10, qualquer pessoa pode apoiar o cuidado de uma vida.

Saiba mais: www.cruzverde.org.br

Fonte https://diariopcd.com.br/rede-mercure-de-hoteis-destina-400-quilos-de-alimentos-ao-hospital-cruz-verde/

Postado Pôr Antonio Brito

28/08/2026

Via Voice promove maior estudo colaborativo nacional sobre medidas infantis para crianças com nanismo

Via Voice promove maior estudo colaborativo nacional sobre medidas infantis para crianças com nanismo

Uma comunidade inteira decidiu produzir conhecimento sobre si mesma, e encontrou na paixão nacional pela Copa do Mundo uma forma de transformar esse processo em uma experiência capaz de mobilizar centenas de famílias.

A mobilização reuniu famílias de 229 cidades, distribuídas por 24 estados brasileiros, para participar do maior levantamento colaborativo já realizado pela comunidade sobre medidas infantis para crianças e adolescentes com nanismo.


Enquanto milhões de brasileiros se preparavam para viver a emoção da Copa do Mundo, uma mobilização nacional estava reunindo famílias de diferentes regiões do país em torno de um propósito que pode gerar impacto muito além de ser um torcedor: ampliar o conhecimento sobre características físicas de crianças e adolescentes com nanismo e contribuir para a construção de referências que possam beneficiar futuras gerações.


Idealizado pela Via Voice For Fashion, marca Brasileira reconhecida por seu trabalho em moda inclusiva para pessoas com nanismo, a iniciativa deu início ao Estudo Nacional de Medidas Infantis para Crianças e Adolescentes com Nanismo, um levantamento colaborativo que reuniu informações corporais de participantes de diferentes regiões do Brasil. @viavoiceportal


O estudo coletou medidas físicas e informações relevantes sobre crianças e adolescentes com diferentes tipos de nanismo, incluindo dados relacionados à acondroplasia, forma mais comum da condição. O material reunido será analisado posteriormente e poderá contribuir para diversificar as informações disponíveis sobre crescimento, características corporais e diferentes realidades vividas por essa comunidade.


Mais do que uma iniciativa voltada ao vestuário, o levantamento busca colaborar para a construção de uma base de informações que possa apoiar futuras iniciativas nas áreas de inclusão, acessibilidade, pesquisa, desenvolvimento de produtos, educação e conscientização social.


Mas havia um desafio: como mobilizar famílias espalhadas por um país de dimensões continentais para participarem voluntariamente de um estudo dessa natureza? A resposta surgiu em um dos símbolos mais fortes da cultura mundial: a Copa do Mundo.


Foi assim que nasceu a campanha Minha Camisa da Copa 2026, criada para transformar a participação no estudo em uma experiência de pertencimento, celebração e reconhecimento.


A proposta era simples e ao mesmo tempo poderosa: cada família participante ajudou a construir um retrato mais amplo sobre a realidade das crianças e adolescentes com nanismo no Brasil e, em contrapartida, receberia um kit comemorativo inspirado na atmosfera da Copa do Mundo.

Composto por camiseta, mochila personalizada e itens de torcida, o material foi desenvolvido para proporcionar às crianças a sensação de fazer parte de algo maior. Mais do que receber um presente, elas estavam contribuindo para uma iniciativa construída pela própria comunidade.


Durante meses, famílias realizaram medições em suas próprias casas, preencheram formulários, registraram vídeos, compartilharam fotografias e acompanharam cada etapa da campanha, formando uma das maiores mobilizações comunitárias já realizadas em torno desse tema no Brasil.


A mobilização alcançou centenas de cidades brasileiras e conectou famílias de diferentes estados em torno de um objetivo comum. Ao longo da campanha, pais e responsáveis compartilharam informações e acompanharam a chegada dos kits, gerando registros espontâneos que retrataram momentos de emoção, expectativa e orgulho.


A campanha contou com o apoio do Instituto Nacional de Nanismo (INN), da Associação Nanismo Brasil (ANNABRA), e da Parceria Institucional da BioMarin, também contaram com diversos parceiros que contribuíram para fortalecer o alcance da mobilização e ampliar o diálogo sobre inclusão, representatividade e qualidade de vida.


O levantamento marca o início de uma nova etapa. Os dados coletados passarão por análise e poderão orientar futuros estudos e iniciativas voltadas ao universo do nanismo infantil, ampliando o conhecimento construído coletivamente pelas famílias participantes.


Para apoiar a produção desta pauta, reunimos um material completo com release, dados da mobilização, banco de imagens, vídeos da campanha, registros das famílias realizando as medições, crianças recebendo e abrindo os kits, além da possibilidade de entrevistas com a idealizadora do projeto, famílias participantes e representantes das instituições parceiras. Acreditamos que esta é uma oportunidade de apresentar ao público uma história de mobilização nacional construída pelas próprias famílias, em que pertencimento, colaboração e conhecimento caminham lado a lado.

SOBRE A VIA VOICE FOR FASHION


A Via Voice For Fashion nasceu da convivência direta com uma realidade pouco representada: a das pessoas com nanismo. Ao longo dos últimos anos, a marca transformou essa vivência em projetos que unem inclusão, pesquisa, desenvolvimento e mobilização social, sempre construídos em diálogo com a própria comunidade. Mais do que desenvolver produtos, a Via Voice busca identificar lacunas, conectar pessoas e estimular iniciativas capazes de gerar conhecimento e ampliar a representatividade de pessoas com nanismo no Brasil. O Estudo Nacional de Medidas Infantis para Crianças e Adolescentes com Nanismo e a campanha Minha Camisa da Copa 2026 representam mais um passo dessa trajetória, mostrando como a colaboração entre famílias, organizações e parceiros pode gerar impacto coletivo e abrir caminhos para novas iniciativas.


SAIBA MAIS SOBRE A ACONDROPLASIA

A acondroplasia é a forma mais comum de nanismo e está associada a alterações no desenvolvimento ósseo, resultando principalmente em baixa estatura e diferenças nas proporções corporais¹. Embora existam características amplamente conhecidas da condição, ainda há espaço para ampliar o conhecimento sobre como crianças e adolescentes vivem, crescem e se desenvolvem em diferentes contextos, especialmente no Brasil.


Iniciativas como o Estudo Nacional de Medidas Infantis para Crianças e Adolescentes com Nanismo contribuem para esse avanço ao reunir informações construídas com a participação das próprias famílias. Quanto mais conhecimento é produzido sobre essa comunidade, maiores são as oportunidades para desenvolver pesquisas, políticas, produtos e ações que promovam inclusão, qualidade de vida e representatividade.

Referências

¹Al-Saleem A, Al-Jobair A. Achondroplasia: Craniofacial manifestations and considerations in dental management. The Saudi Dental Journal. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3804960/. Published October 2010. Accessed July 6, 2021.

Créditos: divulgação

Fonte https://diariopcd.com.br/via-voice-promove-maior-estudo-colaborativo-nacional-sobre-medidas-infantis-para-criancas-com-nanismo/

Postado Pôr Antonio Brito 

Seleção Brasileira de natação estreia no Parapan-Pacífico nesta sexta-feira, 28

O mineiro Gabriel Araújo durante o Mundial Paralímpico de natação em Singapura 2025 | Foto: Wander Roberto/CPB

A Seleção Brasileira de natação disputa a partir desta sexta-feira, 28, o Parapan-Pacífico. A competição vai até o próximo domingo, 30, e acontece na cidade de Walnut, nos Estados Unidos. Nos três dias, as baterias preliminares começam às 13h (horário de Brasília), enquanto as finais têm início às 21h30.

Disputado desde 2011, o  Parapan-Pacífico é aberto a nadadores de países de fora da Europa. Ela foi criada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, com o objetivo de oferecer disputas de alto rendimento em anos nos quais não há disputa de Mundial ou Jogos Paralímpicos.

O Brasil participa do evento com uma equipe de 16 nadadores. Todos foram medalhistas em disputas individuais do último Mundial da modalidade, disputado em Singapura, em 2025.

Confira a convocação completa aqui.

Faz parte da delegação brasileira o mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, da classe S2 (comprometimento físico-motor), campeão mundial em Singapura nos 50m e 100m costas e nos 200m livre de sua classe. Na mesma competição, ele quebrou o recorde mundial dos 150m medley.

Gabrielzinho, 24, contabiliza ainda seis pódios nas duas últimas edições dos Jogos Paralímpicos: três ouros em Paris 2024 e dois ouros e uma prata em Tóquio 2020. No último mês de abril, o mineiro foi condecorado com o Laureus, maior premiação do esporte mundial, na categoria atleta com deficiência.

Também compõe a delegação brasileira a pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (baixa visão), maior campeã paralímpica da história do Brasil, com seis medalhas de ouro.

Participação no último Mundial
O Brasil encerrou a disputa do Mundial de natação paralímpica em Singapura com 39 medalhas, 13 de ouro, 16 de prata e 10 de bronze, na sexta colocação do quadro de medalhas do evento, disputado de 21 a 27 de setembro. O país foi representado por 29 atletas de sete estados, 16 homens e 13 mulheres, incluindo cinco estreantes em mundiais.

O quadro de medalhas foi liderado pela Itália, com 18 ouros, 17 pratas e 11 bronzes (46 medalhas); seguida pelos Estados Unidos, na segunda colocação, com 18 ouros, 6 pratas e 11 bronzes (35 medalhas); e pela China na terceira colocação, com 17 ouros, 9 pratas e 7 bronzes (33 medalhas)

Confira os atletas convocados:
Alessandra Oliveira dos Santos
Beatriz de Araujo Flausino
Debora Borges Carneiro
Gabriel Bandeira
Gabriel Geraldo dos Santos Araujo
José Ronaldo da Silva
Laila Suzigan Abate
Lídia Vieira Cruz
Lucilene da Silva Sousa
Maria Carolina Gomes Santiago
Mariana Gesteira Ribeiro
Mayara do Amaral Petzold
Patrícia Pereira dos Santos
Samuel da Silva de Oliveira
Talisson Henrique Glock
Thomaz Rocha Matera

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Débora Carneiro, Gabriel Bandeira, Gabriel Araújo, Laila Suzigan, Lídia Cruz, Lucilene Sousa, Mariana Gesteira, Mayara Petzold, Patrícia Pereira, Samuel Oliveira, Talisson Glock são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Alessandra Oliveira, Beatriz Flausino, José Ronaldo da Silva, Lídia Cruz, Lucilene Sousa, Patrícia Pereira e Talisson Glock integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-natacao-estreia-no-parapan-pacifico-nesta-sexta-feira-28/

Postado Pôr Antonio Brito 

Transtorno do Espectro Autista (TEA): os mitos que ainda atrasam o diagnóstico e confundem muitas famílias

Transtorno do Espectro Autista (TEA): os mitos que ainda atrasam o diagnóstico e confundem muitas famílias

De “ele vai falar quando estiver pronto” a “quem olha nos olhos não pode estar no espectro”, especialista explica por que tantas crenças ainda fazem pais adiarem a busca por avaliação e reforça a importância de observar o desenvolvimento infantil sem comparações.

Poucas situações geram tanta ansiedade para uma família quanto perceber que o desenvolvimento do filho parece seguir um caminho diferente do esperado. Em muitos casos, a primeira reação é buscar respostas na internet, conversar com amigos ou ouvir a opinião de parentes. É justamente nesse momento que surgem frases que passam de geração em geração e, muitas vezes, acabam atrasando a procura por uma avaliação especializada.
 

“É muito comum recebermos famílias que passaram meses, às vezes anos, ouvindo que era apenas uma fase, que cada criança tem o seu tempo ou que o filho era apenas mais quieto. O desenvolvimento infantil realmente não acontece de forma igual para todas as crianças, mas existem sinais que merecem atenção e não devem ser ignorados”, explica Marcela Oliveira, diretora da Clínica Follow Kids e fundadora do NEPEN-RJ (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Neurodesenvolvimento).
 

Ela conta que uma das maiores dificuldades é que muitas pessoas ainda imaginam a partir de um único perfil.

“Hoje sabemos que o espectro é muito amplo. Existem crianças que falam bastante, outras que demoram mais para desenvolver a linguagem. Algumas gostam de brincar com outras crianças, outras preferem atividades mais solitárias. Há quem tenha hipersensibilidade a sons e quem não apresente essa característica. Não existe um único jeito de ser autista.”
 

Segundo Marcela, isso faz com que muitas famílias descartem a possibilidade de um transtorno do espectro autista porque o filho não apresenta um comportamento específico que elas acreditavam ser obrigatório.

Outro ponto que costuma gerar insegurança é o medo do diagnóstico.
 

“Muitos pais chegam dizendo que têm receio de colocar um rótulo na criança. Eu costumo explicar que o diagnóstico não muda quem ela é. Ele apenas ajuda a entender quais são suas necessidades e quais estratégias podem favorecer o desenvolvimento. Quanto mais cedo isso acontece, maiores são as oportunidades de intervenção.”
 

Ela lembra que procurar uma avaliação também não significa, necessariamente, confirmar um diagnóstico.

“Nem toda criança que demora para falar está no espectro. Nem toda criança agitada tem TDAH. Nem toda dificuldade social significa autismo. O papel da avaliação é justamente diferenciar essas situações e orientar a família.”
 

Para a especialista, o mais importante é substituir a comparação pela observação.

“Os pais conhecem seus filhos melhor do que qualquer outra pessoa. Quando alguma coisa chama atenção de forma persistente, vale conversar com o pediatra ou procurar uma equipe especializada. Na maioria das vezes, a família não está exagerando. Ela simplesmente percebeu que aquele desenvolvimento merece um olhar mais cuidadoso.”

Mitos e verdades sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

“Meu filho olha nos olhos. Então ele não pode ter TEA.”

Mito. O contato visual varia muito entre as pessoas no espectro. Algumas evitam olhar diretamente, outras mantêm contato visual normalmente. O diagnóstico nunca é definido por uma única característica.

“Quem fala bem não pode ter TEA.”

Mito. Existem crianças, adolescentes e adultos com TEA que desenvolvem linguagem verbal e conseguem manter conversas normalmente. As diferenças podem aparecer na forma como se comunicam, interpretam situações sociais ou interagem com outras pessoas.

“Toda criança que demora para falar tem TEA.”

Mito. O atraso de linguagem pode estar relacionado a diferentes fatores e precisa ser investigado. O TEA é apenas uma das possibilidades.

“Quanto mais cedo a criança é avaliada, maiores costumam ser as oportunidades de desenvolvimento.”

Verdade. A identificação precoce permite iniciar intervenções quando elas tendem a trazer melhores resultados para a criança e sua família.

“Uma criança com TEA pode apresentar outras condições do neurodesenvolvimento.”

Verdade. É relativamente comum que o TEA esteja associado ao TDAH, às altas habilidades/superdotação, aos transtornos de ansiedade e a outras condições. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.

“Meninas também podem ter TEA.”

Verdade. Muitas meninas recebem o diagnóstico mais tarde porque costumam apresentar características diferentes das observadas em meninos e, em alguns casos, desenvolvem estratégias para mascarar dificuldades sociais.

“Procurar um especialista significa que meu filho receberá um diagnóstico.”

Mito. A avaliação existe justamente para compreender o desenvolvimento da criança. Em muitos casos, ela descarta hipóteses e tranquiliza a família. Quando há um diagnóstico, ele serve para orientar o acompanhamento mais adequado.

O mais importante não é o diagnóstico. É a oportunidade de compreender a criança.

Marcela acredita que a principal mudança dos últimos anos foi a forma como as famílias passaram a enxergar o desenvolvimento infantil. Se antes a procura por ajuda acontecia apenas quando as dificuldades já estavam muito evidentes, hoje muitos pais buscam orientação diante dos primeiros sinais, o que amplia as possibilidades de acompanhamento.
 

“O diagnóstico nunca deve ser visto como um ponto final. Ele é um ponto de partida para que a criança receba o suporte de que precisa e possa desenvolver todo o seu potencial. Cada criança tem uma trajetória única e merece ser compreendida a partir das suas capacidades, das suas dificuldades e da forma como aprende a se relacionar com o mundo.”

Fonte https://diariopcd.com.br/transtorno-do-espectro-autista-tea-os-mitos-que-ainda-atrasam-o-diagnostico-e-confundem-muitas-familias/

Postado Pôr Antonio Brito

27/08/2026

Pessoa com Deficiência tem gratuidade no transporte aéreo brasileiro?

Pessoa com Deficiência tem gratuidade no transporte aéreo brasileiro?

O que prevê a Resolução da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil sobre direitos e benefícios para pessoas com deficiências e acompanhantes no transporte aéreo brasileiro?

A Resolução nº 280/2013 da ANAC é a principal norma que ampara o passageiro com deficiência ou mobilidade reduzida.

Ao contrário do que muitos imaginam, não existe direito à gratuidade na passagem aérea para a própria pessoa com deficiência (PCD) na legislação brasileira atual. O que acontece é que o acompanhante obrigatório – que comprove necessidade de assistência (por impedimento mental, intelectual ou de mobilidade severa que impeça autonomia no voo) tem direito a um desconto de pelo menos 80% no valor do bilhete

Pela legislação em vigor, a pessoa com deficiência e o acompanhante, se forem considerados carentes, têm direito a gratuidade no transporte coletivo interestadual. É o que prevê a Lei do Passe Livre (Lei 8.899, de 1994), regulamentada pelo Decreto 3.691, de 2000, e outras três portarias.

https://www.gov.br/anac/pt-br/assuntos/passageiros/acessibilidade

A Resolução nº 280/2013 da ANAC é a principal norma que ampara o passageiro com deficiência ou mobilidade reduzida. Confira o que a lei assegura:

Documentação: É obrigatória a apresentação de laudo médico e o preenchimento de formulários específicos da companhia (como o MEDIF ou FREMEC) – https://www.gov.br/anac/pt-br/assuntos/passageiros/acessibilidade#documentacao

✅ Assistência especial — totalmente gratuita

A companhia aérea não pode cobrar nada pelo atendimento prioritário e pelo auxílio em todas as etapas da viagem: do check-in ao embarque, durante o voo e no desembarque até a saída do aeroporto. Isso inclui ajuda para deslocamento, acesso ao assento e uso de banheiro a bordo.

⏰ Aviso: solicite com mínimo de 48 horas de antecedência do voo. Para acompanhante obrigatório, o prazo mínimo é de 72 horas.

✅ Transporte gratuito de equipamentos de auxílio

Cadeira de rodas (manual ou motorizada), muletas, bengalas, andadores, próteses, órteses e equipamentos médicos essenciais são transportados sem custo adicional, fora da franquia de bagagem. Se houver necessidade de transporte de peças extras, concede-se desconto de pelo menos 80% sobre a taxa de excesso.

✅ Cão-guia ou cão de assistência

Pode viajar gratuitamente na cabine, próximo ao seu guia, sem custo adicional. Deve portar documentação que comprove treinamento e manter-se com arreio durante todo o trajeto.

✅ Assento adequado sem custo extra

A companhia deve disponibilizar assento mais acessível (corredor, maior espaço) sem cobrança adicional, sempre que necessário à acomodação do passageiro ou de seu cão-guia.

CONFIRA TAMBÉM: Viagens aéreas para pessoas com deficiência: direito ou pesadelo? – https://diariopcd.com.br/viagens-aereas-para-pessoas-com-deficiencia-direito-ou-pesadelo/

✅ Acompanhante com desconto

Quando for indispensável o acompanhante (casos em que a deficiência impede compreensão de instruções ou realização de necessidades básicas sem auxílio), a passagem do acompanhante tem valor limitado a até 20% do preço cobrado do passageiro com deficiência, conforme legislação vigente.

✅ Proibição de recusa de embarque

A companhia não pode recusar embarque apenas por motivo de deficiência. A recusa só é admitida por razões comprovadas de segurança, nunca por discriminação.

✅ Informações em formato acessível

Toda comunicação e instrução de segurança deve ser disponibilizada em formato acessível ao passageiro, conforme suas necessidades.

O que exigir da empresa aérea em casos de extravio, avaria ou perda de ajudas técnicas e de equipamentos médicos?

No caso de extravio ou avaria de ajudas técnicas ou equipamentos médicos, a empresa deve oferecer, imediatamente no desembarque, um item equivalente até a solução do problema. A perda ou a inutilização são constatadas quando a ajuda técnica ou o equipamento médico não tenham sido restituídos ao Passageiro com Deficiência nas mesmas condições em que foram apresentados ao operador aéreo depois de 48h do desembarque. Nesse caso, a empresa deve efetuar o pagamento de indenização no valor de mercado do produto e no prazo de 14 dias. A ajuda técnica ou equipamento médico disponibilizado pelo operador aéreo pode permanecer à disposição do passageiro pelo prazo de até 15 dias após o pagamento da indenização.

Como buscar seus direitos:

📋 Pode registrar reclamação diretamente na ANAC ou pelo portal Consumidor.gov.br

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Fonte https://diariopcd.com.br/pessoa-com-deficiencia-tem-gratuidade-no-transporte-aereo-brasileiro/

Postado Pôr Antonio Brito