20/10/2026

Nunca desistam das pessoas com deficiência: por trás de cada processo, existe uma família lutando para viver

Nunca desistam das pessoas com deficiência: por trás de cada processo, existe uma família lutando para viver - OPINIÃO - * Por Abrão Dib

OPINIÃO

  • * Por Abrão Dib

Faço questão de compartilhar com quem não conseguiu participar da Semana Jurídica “Justiça para todos também significa garantir inclusão, acessibilidade e direitos” realizado pela UNIJORGE, trecho da participação enquanto presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência na noite desta segunda-feira, 19.

Boa tarde a todas e a todos!

Quero começar agradecendo à UNIJORGE pelo convite e, principalmente, pela iniciativa de abrir este espaço para discutir inclusão, acessibilidade e direitos humanos dentro do universo jurídico.

Quando uma instituição de ensino reúne advogados, magistrados, representantes do Ministério Público, pesquisadores, estudantes e organizações da sociedade civil para falar sobre os direitos das pessoas com deficiência, ela faz muito mais do que promover um evento acadêmico.

Ela nos dá a oportunidade de apontar para uma realidade que, muitas vezes, permanece escondida atrás dos números, dos processos, dos artigos de lei e das decisões judiciais.

E é sobre essa realidade que eu gostaria de conversar com vocês hoje.

Falo aqui como presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, e também enquanto jornalista, que há mais de 30 anos com atuação nessa batalha – por sinal, lembro-me quando as pessoas com deficiência eram tratadas como ‘aleijados’.

Mas, acima de qualquer cargo, falo como alguém que acompanha as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência e por suas famílias na tentativa de conseguir algo que deveria ser básico: o direito de viver com dignidade. Falo enquanto uma pessoa monocular – sequelas de diabetes tipo 1.

E quero começar com uma pergunta.

De que adianta um direito existir na lei se uma família precisa entrar na Justiça para conseguir exercê-lo? De que adianta o Brasil ser referência mundial em legislações – como a LBI, se faltam fraldas na rede pública?

Nós temos uma legislação importante. Temos garantias constitucionais, tratados internacionais, a Lei Brasileira de Inclusão e normas que reconhecem direitos fundamentais das pessoas com deficiência.

O Poder Executivo anuncia políticas públicas.

O Poder Legislativo aprova leis.

As instituições apresentam programas, compromissos e planos de inclusão.

Mas, quando chegamos à vida real, encontramos famílias que precisam recorrer ao Judiciário para conseguir fraldas, medicamentos de alto custo, tratamentos, terapias, equipamentos e serviços essenciais.

Em determinadas situações, não estamos falando de conforto.

Não estamos falando de uma vantagem.

Não estamos falando de um benefício extra.

Estamos falando de sobrevivência.

Estamos falando de uma mãe que não sabe como vai conseguir o medicamento de que o filho precisa.

De um pai que não consegue arcar com os custos de um produto indispensável para os cuidados diários.

De uma família que já esgotou seus recursos, procurou os serviços públicos, apresentou documentos, fez solicitações e ouviu negativas.

E, depois de tudo isso, precisa procurar um advogado e perguntar:

“Doutor, existe alguma coisa que a Justiça possa fazer pelo meu filho?”

Pensem no peso dessa pergunta. Deve ser a mesma que muitos de vocês já tiveram que responder. E tantos outros que vão ter que pensar em uma resposta.

Essa família não está procurando uma discussão acadêmica sobre direitos fundamentais.

Ela não tem tempo para esperar que a burocracia reconheça o tamanho da sua urgência.

Ela precisa de uma resposta. Precisa de uma solução.

Precisa que alguém compreenda que o tempo de um processo, para quem espera um medicamento ou um tratamento indispensável, pode ter um significado muito diferente.

É nesse momento que o mundo jurídico deixa de ser apenas uma estrutura de leis e instituições.

Ele passa a ser, para aquela família, uma possibilidade concreta de esperança.

E é por isso que precisamos falar sobre o papel de cada profissional que decide não virar o rosto para essa realidade.

Quero me dirigir aos advogados e às advogadas que recebem uma família aflita, escutam sua história e, muitas vezes, assumem uma batalha que vai muito além dos honorários e das horas dedicadas a um processo.

Quero me dirigir aos promotores e às promotoras de Justiça que compreendem que a defesa de direitos não pode ser apenas uma formalidade.

Aos defensores e defensoras públicas que acolhem pessoas sem condições de pagar por uma representação jurídica e ajudam a transformar uma necessidade em uma demanda legítima.

Aos juízes, desembargadores e ministros que, diante de cada caso, têm a responsabilidade de examinar os fatos, aplicar a lei e decidir com atenção às consequências humanas envolvidas.

E quero me dirigir também aos professores, pesquisadores, estudantes e demais profissionais que trabalham para que o Direito não seja uma linguagem distante da sociedade, mas um instrumento de proteção da dignidade humana.

Eu sei que cada um desses profissionais enfrenta seus próprios desafios.

Existem limites institucionais, excesso de trabalho, recursos escassos, prazos, responsabilidades e decisões complexas.

Não ignoro nada disso.

Mas também sei que, em todo o Brasil, existem profissionais que acolhem as demandas das pessoas com deficiência como se fossem questões de suas próprias famílias.

Há quem doe tempo, conhecimento e trabalho. Há quem atue de forma pro bono.

Há quem se envolva com instituições e organizações sociais, ajudando a enfrentar problemas que, para muitas famílias, parecem impossíveis de resolver sozinhas.

Essas pessoas talvez nem sempre saibam a dimensão do que fizeram – e do que fazem.

Talvez, para o profissional, tenha sido uma petição, uma audiência, uma orientação ou uma decisão.

Mas, para uma família, aquela atuação pode ter significado a continuidade de um tratamento, o acesso a um medicamento ou a possibilidade de oferecer ao filho os cuidados de que ele precisava.

O que, para o processo, pode ser um ato profissional, para uma família pode representar a diferença entre o desespero e a esperança.

Por isso, hoje, quero agradecer.

Quero agradecer aos profissionais que não enxergam apenas um número de processo, mas reconhecem a pessoa que existe por trás dele.

Quero agradecer àqueles que não tratam a deficiência como um problema individual da pessoa ou de sua família, mas compreendem as barreiras sociais, econômicas e institucionais que dificultam o exercício dos direitos.

Quero agradecer a quem entende que uma família não deveria precisar implorar por aquilo que a legislação já reconhece como direito.

E quero parabenizar a UNIJORGE por promover um encontro que nos permite fazer essa reflexão.

Porque eventos como este são importantes justamente por aproximarem o conhecimento jurídico da realidade vivida pelas pessoas.

Mas existe algo que eu gostaria de pedir a todos vocês.

Por favor, não desistam dessas pessoas.

Não desistam quando a demanda parecer pequena diante da quantidade de processos que vocês têm para analisar.

Não desistam quando a família chegar cansada, confusa, sem saber explicar todos os detalhes jurídicos da situação.

Não desistam quando a pessoa com deficiência não conseguir se comunicar da maneira que vocês estão acostumados.

Não desistam quando houver barreiras de acessibilidade, dificuldades econômicas ou uma longa história de negativas e frustrações.

Às vezes, a pessoa que chega ao sistema de Justiça já perdeu muito antes mesmo de protocolar sua demanda.

Perdeu a dignidade.

Perdeu tempo, oportunidades, recursos financeiros e, em alguns casos, a confiança de que alguém vai ouvi-la.

É preciso que ela encontre profissionais dispostos a escutar.

Isso não significa prometer que toda demanda terá uma decisão favorável.

Significa garantir que cada situação seja examinada com seriedade, que os direitos sejam considerados e que ninguém seja tratado como menos importante por causa de sua deficiência, de sua condição econômica ou de sua dificuldade em acessar as instituições.

A Justiça não pode ser uma promessa distante para quem mais precisa dela.

E há outro ponto que considero essencial: não podemos aceitar que o Judiciário seja sempre a última porta disponível para conseguir aquilo que deveria ser assegurado pelas políticas públicas.

A atuação judicial é indispensável em muitas situações, mas o ideal é que as pessoas não precisem judicializar o acesso a itens básicos, tratamentos e serviços essenciais.

Precisamos de políticas públicas efetivas, de orçamento, de planejamento, de serviços acessíveis e de instituições que cumpram suas responsabilidades.

Precisamos que os direitos saiam das páginas da legislação e cheguem à vida cotidiana.

Precisamos de menos discursos e mais comprometimento.

Enquanto isso não acontece em todas as situações, sabemos que muitas famílias continuarão buscando orientação e proteção no sistema de Justiça.

E é por isso que a responsabilidade de vocês é tão importante.

Aos profissionais que atuam nessa área, deixo também um pedido: ouçam as pessoas com deficiência.

Ouçam suas famílias. Permitam que elas participem das decisões que afetam suas próprias vidas.

Não falem apenas sobre nós. Não decidam sempre por nós sem nos ouvir.

A experiência de quem enfrenta diariamente as barreiras da deficiência precisa fazer parte da construção das respostas jurídicas e institucionais.

Na ANAPcD, defendemos que a participação das pessoas com deficiência não seja apenas simbólica.

Queremos contribuir, apresentar demandas, questionar omissões e colaborar para que os direitos sejam efetivamente respeitados.

E sabemos que essa transformação exige a participação de todos: sociedade civil, instituições públicas, universidades e profissionais do Direito.

Quero terminar retomando a pergunta que fiz no início.

De que adianta um direito existir na lei se uma família precisa entrar na Justiça para conseguir exercê-lo?

A resposta é que precisamos continuar trabalhando para que essa distância entre a lei e a vida diminua até deixar de ser uma realidade cotidiana.

Mas, enquanto houver uma família procurando ajuda, enquanto houver uma pessoa com deficiência esperando pelo reconhecimento de um direito, enquanto houver alguém que não consiga acessar aquilo de que necessita para viver com dignidade, nós precisaremos de profissionais comprometidos com a Justiça.

Profissionais que saibam que, do outro lado do processo, há uma vida que não pode ser reduzida a um documento.

Por isso, em nome da ANAPcD, deixo meu respeito, meu reconhecimento e minha gratidão a todos os que colocam seu conhecimento a serviço da dignidade humana.

E deixo, sobretudo, este apelo:

Nunca desistam das pessoas com deficiência.

Nunca desistam de uma família porque o caminho é difícil.

Nunca permitam que a rotina dos processos apague a urgência de quem está esperando por uma resposta.

Porque, quando uma família procura a Justiça para garantir que seu filho tenha condições de viver, ela não está pedindo um privilégio.

Está pedindo que um direito seja respeitado.

E nenhuma sociedade pode se considerar verdadeiramente justa enquanto tantas pessoas ainda precisam lutar tanto para ter acesso ao mínimo necessário para viver.

Muito obrigado!

  • Abrão Dib é jornalista profissional diplomado, editor do Diário PcD e Presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência

Fonte https://diariopcd.com.br/nunca-desistam-das-pessoas-com-deficiencia-por-tras-de-cada-processo-existe-uma-familia-lutando-para-viver/

Postado Pôr Antonio Brito

Atletas formados pela Escolinha do CPB obtêm quatro ouros no Brasileiro de badminton

Arthur Dias durante os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2256 | Foto: Carol Coelho/CPB

Atletas formados pela Escola Paralímpica de Esportes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) conquistaram quatro medalhas de ouro no Campeonato Brasileiro de badminton, disputado em Aracaju (SE), de 14 a 18 de outubro. A competição foi realizada em paralelo ao Campeonato Brasileiro Diego Mota (para atletas sub-23), com 198 atletas no total em partidas no Ginásio Poliesportivo Constâncio Vieira.

Os títulos dos atletas formados pelo projeto de iniciação esportiva gratuita para jovens de até 17 anos vieram com os paulistas Arthur Terencio Dias, Vinícius de Oliveira Costa e David Souza Lima.

Arthur Terencio Dias foi o campeão da classe WH1 (cadeirantes) ao vencer na final Marcelo Alves Conceição por 2 sets a 0, com parciais de 15/6 e 15/13.

O paulista Vinícius de Oliveira Costa foi ouro duas vezes. Nas duplas mistas SH6 (baixa estatura), ele chegou ao topo do pódio ao lado de Kauyne Luz. A parceria venceu Rennê Leite Carmo de Souza e Maria Eduarda de Castro Leite Souza por 2 sets a 0 (15/7 e 15/4).

Na decisão de duplas masculinas da mesma classe, Vinicius esteve ao lado de Dheyvid Almeida na conquista do título. Na final, eles venceram Faltino Saraiva Damasceno e Matheus Pereira Gomes por 15/5 e 15/6.

O quarto ouro veio com David Souza Lima conquistou as duplas masculinas SU5 ao lado de João Carbajal com vitória por 2 sets a 0 (15/3 e 15/13) sobre Genivaldo Duarte da Silva e Leandro Koiti Araújo Okumura..

Vitor Tavares conquista o ouro
Vinicius de Oliveira também chegou à final individual da classe SH6, mas foi derrotado por https://cpb.org.br/atletas/vitor-goncalves-tavares/, medalhista de bronze dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, e atual primeiro colocado no ranking mundial. A final foi decidida por 2 sets a 0, com parciais de 15/4 e 15/12.

Vitor vem de uma sequência de pódios na Ásia. Em setembro, ele foi ouro no Internacional da China, em Pequin, e prata no Internacional do Japão, em Tóquio.

Chaves femininas
Nas disputas femininas, a paraibana Ana Gomes Pereira conquistou o título da classe WH1 ao superar Milani Maria Silva Gomes por 2 sets a 0 (15/12 e 15/6).

Na classe SL3, a paranaense Kauana Beckenkamp derrotou Adriane Spinetti Avila por 2 sets a 0 (15/6 e 15/4). A classe SL4 terminou com o título da paranaense Edvarda de Oliveira Dias, que venceu Elizete Aldarina de Oliveira por 15/3 e 15/3.

Confira os atletas vencedores do Campeonato Brasileiro:

Individual masculino
Vitor Tavares – SH6
Arthur Terencio – WH1
Victor Rocha – WH2
Kaique Rocha – SL3
Frederico Delman – SL4
João Carbajal – SU5

Individual feminino
Ana Gomes – WH1
Maria Fernanda Alves – WH2
Kauana Beckenkamp – SL3
Edvarda Dias – SL4
Maisa Felix – SI

Duplas Masculinas
Dheyvid Almeida e Vinicius Costa – Duplas SH6
Julio Godoy e Marcelo Conceição – Duplas WH1/WH2
José Kauer e Kaique Rocha – Duplas SL3/SU5
David Lima e João Carbajal – Duplas SU5

Duplas Femininas
Daniele Tôrres Souza e Maiara Almeida da Silva De Oliveira – Duplas WH1/WH2
Kauana Michelson Beckenkamp e Mikaela da Costa Almeida – Duplas SL3/SU5

Duplas mistas
Vinicius Costa e “Kauyne Luz – Duplas SH6
Yuki Rodrigues e Kauana Beckenkamp – Duplas SL3/SU5
Maxwell Barros e Maria Fernanda Alves – Duplas WH1/WH2

Patrocínio
As LOTERIAS CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do badminton.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
Os atletas Ana Gomes e Vitor Tavares são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
O atleta Vinicius de Oliveira Costa integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte Fonte Postado Pôr Antonio Brito

Postado Pôr Antonio Brito 

IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PORTUGAL REÚNE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E HISTÓRIAS DE VIDA EM PROL DA POLIOMIELITE E DAS DOENÇAS RARAS

O IV Simpósio Internacional de Portugal será realizado on-line nos dias 24 e 25 de outubro de 2026, com participação gratuita e certificação de presença. Organizado pela APPRAROS e pela Revista SPPólio Informação, o evento reunirá especialistas, profissionais da saúde, pesquisadores, pessoas com deficiência, familiares e cuidadores para discutir a poliomielite, a Síndrome Pós-Poliomielite e outras doenças raras. A programação também inclui a 4.ª Conferência Internacional dos Amigos Raros, dedicada à valorização das experiências de quem convive com essas condições. A transmissão será pelo YouTube, no canal https://www.youtube.com/@sppolioinformacao.

IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE PORTUGAL REÚNE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E HISTÓRIAS DE VIDA EM PROL DA POLIOMIELITE E DAS DOENÇAS RARAS

O evento internacional é GRATUITO e online e acontece nos dias 24 e 25 de outubro de 2026, promovendo o diálogo entre especialistas, profissionais de saúde, pessoas com deficiência e a sociedade. O IV Simpósio Internacional de Portugal (IV SIP) é uma iniciativa da APPRAROS – Associação Portuguesa de Poliomielite e Doenças Raras, em conjunto com a Revista SPPólio Informação. E tem como tema este ano: “Um Olhar Transdisciplinar e Inovações Tecnológicas Transmutando Vidas na Poliomielite e Doenças Raras” - “Onde a Ciência Toca a Alma: A vida é agora!” O Simpósio assinala o Dia Mundial de Combate à Poliomielite e propõe um espaço internacional de partilha de conhecimentos científicos, experiências e reflexões sobre os desafios enfrentados pelas pessoas que vivem com sequelas da Poliomielite, Síndrome Pós-Poliomielite e outras Doenças Raras.

A programação reúne médicos, investigadores, terapeutas, profissionais de reabilitação e convidados de diferentes áreas do conhecimento, promovendo uma abordagem transdisciplinar sobre saúde, qualidade de vida, acessibilidade, autonomia e inclusão.

O encontro também abre espaço para depoimentos e experiências de vida, reconhecendo que, para além dos diagnósticos, existem pessoas, famílias e histórias que precisam de ser ouvidas.

A programação contempla ainda a 4.ª Conferência Internacional dos Amigos Raros – “A Fala dos Raros”, um espaço dedicado à expressão e à valorização das experiências de quem convive com estas condições.

SERVIÇO Evento: IV Simpósio Internacional de Portugal – IV SIP Data: 24 e 25 de outubro de 2026 Formato: On-line Participação: Gratuita Com certificação de presença Transmissão: YouTube Organização: APPRAROS e Revista SPPólio Informação Público: Pessoas com deficiência, pacientes, familiares, cuidadores, profissionais de saúde, investigadores e sociedade em geral.

PARA ASSISTIR, ACESSE: https://www.youtube.com/@sppolioinformacao OU NO INSTAGRAM https://www.instagram.com/simposiopolioraros

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=a852af7f-7a7f-442d-b309-435d09e6b304

Postado Pôr Antonio Brito 

19/10/2026

A vereadora maria nelly apresentará o projeto de lei no Município de Tabira-PE o Dia Municipal da Mulher com Deficiência em homenagem à Sra. Maria Madalena dos Santos Lopes.

Será apresentado próxima segunda-feira 26/10/2026.

 PROJETO DE LEI No _/2026 o Dia Municipal da Mulher com Deficiência - 

Lei Maria Madalena dos Santos Lopes no Município de Tabira-PE. A CÂMARA MUNICIPAL DE TABIRA aprova:Art. 1o - Fica instituído no Município de Tabira-PE o Dia Municipal da Mulher com Deficiência em homenagem à Sra. Maria Madalena dos Santos Lopes.Art. 2o - A comemoração ocorrerá anualmente no dia 08 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher e o aniversário da homenageada.Art. 3o - Esta data fica incluída no Calendário Oficial do Município.Art. 4o - Na semana alusiva à data, o Poder Público poderá promover ações de conscientização, acessibilidade e valorização da mulher com deficiência.*JUSTIFICATIVA*A homenageada, Maria Madalena dos Santos Lopes, mulher, mãe e cadeirante, que nasceu com paralisia infantil, é um símbolo vivo de resistência. Sua trajetória de vida, marcada pela superação diária das barreiras físicas e sociais, inspira toda Tabira.Este projeto, de autoria da Vereadora Maria Nelly Sampaio, busca dar visibilidade à dupla luta enfrentada pela mulher com deficiência e transformar a história de Maria Madalena em legado para as futuras gerações.

                                              Autora: Vereadora MARIA NELLY SAMPAIO

Obrigado Amiga, foi muito bom participar da sua Formatura.
ANTÔNIO BRITO 
                                                     Fonte Postado Pôr Antonio Brito 

Tribunais de Contas recebem recomendação para ampliar fiscalização sobre educação especial inclusiva em todo o país

Tribunais de Contas recebem recomendação para ampliar fiscalização sobre educação especial inclusiva em todo o país

A ATRICON – Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil e o IRB – Instituto Rui Barbosa recomendaram aos Tribunais de Contas de todo o país que ampliem o acompanhamento das políticas de educação especial inclusiva, com atenção ao planejamento, ao financiamento e às condições oferecidas pelas redes públicas de ensino.

A Nota Recomendatória Conjunta Atricon-IRB estabelece 13 diretrizes para a atuação dos órgãos de controle. Entre elas estão a fiscalização da previsão e da execução de recursos destinados à educação especial, o acompanhamento das metas dos planos de educação, o uso de dados para identificar estudantes fora da escola ou em risco de exclusão e a verificação das condições de acessibilidade e atendimento nas unidades de ensino. O documento é assinado pelos presidentes da Atricon, Edilson Silva, e do IRB, Inaldo Araújo.

O documento também orienta os Tribunais de Contas a acompanhar a oferta de atendimento educacional especializado, profissionais de apoio escolar, salas de recursos multifuncionais, tecnologias assistivas, materiais pedagógicos acessíveis, infraestrutura adequada e transporte escolar acessível. Para o coordenador da Comissão de Educação da Atricon, Cezar Miola, a atuação do controle externo pode contribuir para que o direito à educação inclusiva se traduza em medidas concretas nas redes de ensino.

“Não basta assegurar a matrícula. É preciso verificar se existem condições efetivas para que esses estudantes permaneçam na escola, participem das atividades e aprendam. Os Tribunais de Contas podem contribuir para identificar falhas de planejamento, financiamento e execução e para induzir políticas públicas capazes de eliminar barreiras e garantir o direito à educação”, afirma Miola.

Foi notícia no DIário PcD: São Paulo tem fiscalização inédita do TCE sobre falta de acessibilidade em 267 municípios. Operação é transmitida AO VIVO – https://diariopcd.com.br/sao-paulo-tem-fiscalizacao-inedita-do-tce-sobre-falta-de-acessibilidade-em-267-municipios-operacao-e-transmitida-ao-vivo/

O presidente do Comitê Técnico de Educação do Instituto Rui Barbosa (IRB), Cezar Colares, ressalta que o acompanhamento deve alcançar as condições concretas oferecidas aos estudantes pelas redes de ensino. “Garantir uma educação verdadeiramente inclusiva exige planejamento, recursos, formação dos profissionais e acompanhamento permanente dos resultados. O controle externo pode contribuir para que esses compromissos saiam do campo normativo e se traduzam em condições efetivas de acesso, permanência, participação e aprendizagem para todos os estudantes”, afirma Colares.

Orçamento e planejamento

Uma das recomendações é que os órgãos de controle examinem se os projetos e as leis do Plano Plurianual, das Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento Anual contemplam programas, metas, indicadores e recursos específicos para a educação especial inclusiva. A orientação prevê ainda o acompanhamento da execução financeira e a emissão de alertas ou recomendações diante de insuficiência de recursos, descontinuidade de ações ou baixa execução orçamentária.

A nota também recomenda que os Tribunais acompanhem a adequação dos planos estaduais, distrital e municipais de educação às políticas de inclusão, verificando a existência de metas relacionadas ao acesso, à permanência, à participação e à aprendizagem dos estudantes.

Busca ativa e uso de dados

Outra frente é o uso de dados educacionais e territoriais para mapear as dificuldades enfrentadas pelo público da educação especial. A recomendação inclui informações sobre matrícula, frequência, aprendizagem, infraestrutura, acessibilidade, transporte, atendimento especializado e disponibilidade de profissionais de apoio. A Atricon e o IRB também defendem ações de busca ativa voltadas a crianças, adolescentes, jovens e adultos que estejam fora da escola ou sob risco de exclusão, a partir da integração de informações educacionais e de outras políticas públicas.

Avaliação pedagógica

O documento destaca ainda que a avaliação pedagógica deve orientar a definição de serviços, recursos e estratégias educacionais. Laudos, diagnósticos e avaliações clínicas devem ter caráter complementar, e a oferta do atendimento educacional especializado não deve ser condicionada à apresentação de documentação emitida por profissional da saúde. As recomendações também incluem o acompanhamento da elaboração e atualização do Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) e do Plano Educacional Individualizado (PEI), utilizados para orientar o trabalho pedagógico e os apoios destinados a cada estudante.

Política de Estado

A nota tem como referência, entre outros marcos, a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, instituídas em 2025, além das normas editadas pelo Ministério da Educação em 2026 para sua implementação. O texto também incorpora discussões realizadas no I Seminário Nacional Educação Especial Inclusiva, promovido em junho de 2026, em Cuiabá, pelo Gaepe-Brasil e pelo Gaepe-MT. O encontro resultou na Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva, que estabeleceu compromissos voltados ao fortalecimento de uma educação pública inclusiva, equitativa e de qualidade. Ao final, Atricon e IRB defendem que os Tribunais de Contas atuem de maneira orientadora, indutora e colaborativa para que a educação especial inclusiva seja tratada como política de Estado, com planejamento contínuo, financiamento adequado, monitoramento, transparência e controle social.

Fonte: https://atricon.org.br

Fonte https://diariopcd.com.br/tribunais-de-contas-recebem-recomendacao-para-ampliar-fiscalizacao-sobre-educacao-especial-inclusiva-em-todo-o-pais/

Postado Pôr Antonio Brito 

Seleção Brasileira encerra torneio internacional de tiro com arco no Chile com dez medalhas

Thiago Pinheiro da Silva em competição do tiro com arco durante os Jogos Para-Sulamericanos de Valledupar 2026.| Foto: Cris Mattos/CPB

*Nota atualizada no dia 18 de outubro de 2026, às 19h24

A Seleção Brasileira de tiro com arco encerrou neste domingo, 18, o Santiago 2026 Hyundai World Archery Para Series, disputado no Chile, com um total de dez medalhas conquistadas, sendo quatro de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Nas disputas individuais, no arco recurvo open (para atletas com deficiência em um ou dois membros do mesmo lado), o brasiliense Thiago Pinheiro da Silva superou o mexicano Hernan Garza, por 6 a 0, para conquistar o ouro individual do Brasil.

Já as outras três medalhas douradas brasileiras chegaram nas disputas por duplas. No arco composto feminino open, a cearense Helena Nunes e a goiana Jane Karla Rodrigues Gögel derrotaram a dupla mexicana composta por Lya Sanchez e Liliana Montiel por 151 a 136 para faturar o ouro e cravar o Recorde das Américas da modalidade.

Helena retornou ao lugar mais alto do pódio ao lado do piauiense Diogo Souza. A dupla brasileira superou os mexicanos Omar Echeveria e Lya Sanchez na disputa mista de arco composto por 143 a 139.

A outra medalha dourada conquistada pelo Brasil veio na disputa mista do arco recurvo, com os brasilienses Idiane Marques e Thiago Pinheiro.

A única medalha prateada do Brasil em Santiago veio na disputa individual com a cearense Helena Nunes, no arco composto. O resultado veio após ela perder o duelo final com a russa Anastasia Dzhioeva por 145 a 137.

Ainda mais três brasileiros conquistaram o pódio nas disputas individuais. O cearense Eugênio Franco na classe W1 (para atletas com deficiências graves em três ou quatro membros) ficou com o bronze após superar o norte-americano Ryan Lindstrom; a goiana Jane Karla Rodrigues Gögel foi bronze no arco composto feminino após vencer a mexicana Lya Sanchez; e o gaúcho Reinaldo Charão superou o mexicano Gerardo Rodriguez para conquistar mais um bronze para o Brasil.

Outro bronze brasileiro foi registrado pela dupla formada pelo gaúcho Reinaldo Charão e o brasiliense Diogo Souza, que derrotou os chilenos Alfonso Díaz Angel e Gonzalo Ramírez Blumberg por 148 a 146.

Fechando as conquistas brasileiras em Santiago, nas duplas de arco recurvo masculino, o brasiliense Thiago Pinheiro e o fluminense Gabriel de Melo Veras superaram os chilenos Cristian Aguirre Mora e Sadi Galaz Rojas por 6 a 2 para conquistar o bronze.

Passado o torneio em Santiago, a Seleção Brasileira muda o foco e inicia a preparação para o Parapan American Championship, que acontece em Lima, no Peru, de 21 a 25 de outubro.

Confira todas as medalhas do Brasil no Santiago 2026 Hyundai World Archery Para Series

Ouro:
Arco Recurvo Masculino: Thiago Pinheiro
Arco Composto feminino (duplas): Helena Nunes e Jane Karla
Arco Composto misto (duplas): Helena Nunes e Diogo Souza
Arco Recurvo (duplas mistas): Idiane Marques e Thiago Pinheiro

Prata:
Arco Composto feminino: Prata para Helena Nunes de Moraes

Bronze:
Arco Composto feminino: Jane Karla
Arco Composto Masculino: Reinaldo Charão
W1 Masculino: Eugenio Santana Franco
Arco Recurvo masculino (duplas) : Thiago Pinheiro e Gabriel de Melo Veras
Arco Composto masculino (duplas): Diogo Souza e Reinaldo Charão

Patrocínio

A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do tiro com arco.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-encerra-torneio-internacional-de-tiro-com-arco-no-chile-com-dez-medalhas/

Postado Pôr Antonio Brito 

17/10/2026

“Justiça para todos também significa garantir inclusão, acessibilidade e direitos” é tema de semana jurídica da Unijorge

"Justiça para todos também significa garantir inclusão, acessibilidade e direitos" é tema de semana jurídica da Unijorge

O Curso de Direito do Centro Universitário Jorge Amado – UNIJORGE realiza, nos dias 19 e 21 de outubro de 2026, a Semana Jurídica 2026.2, com o tema “Justiça para Todos: Inclusão, Acessibilidade e Direitos Humanos no Sistema de Justiça”.

O evento será realizado em formato virtual, por meio da plataforma Microsoft Teams, com inscrições gratuitas e transmissão aberta ao público. A programação terá carga horária total de cinco horas e será composta por conferência e mesas de debates interdisciplinares. 

A Semana Jurídica reunirá representantes do Poder Judiciário, da advocacia, da academia, de entidades de defesa de direitos e da sociedade civil para promover reflexões sobre os desafios contemporâneos relacionados à efetivação dos direitos das pessoas com deficiência, das pessoas neurodivergentes e de outros grupos que enfrentam barreiras de acesso e participação social.

Objetivo

A Semana Jurídica tem como objetivo ampliar o debate acadêmico e social sobre inclusão, acessibilidade e direitos humanos, aproximando a formação jurídica das demandas concretas da sociedade e dos desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência e pessoas atípicas no acesso à Justiça, ao trabalho, à educação e à plena participação social.

O evento busca proporcionar aos estudantes, profissionais do Direito e à comunidade uma compreensão multidisciplinar acerca das barreiras institucionais, físicas, comunicacionais e atitudinais ainda existentes, bem como discutir os instrumentos jurídicos, institucionais e sociais capazes de promover maior igualdade e efetividade dos direitos fundamentais.

A programação contempla temas como acessibilidade no sistema de Justiça, inclusão no mundo do trabalho, combate ao capacitismo, litigância estratégica, participação social na formulação de políticas públicas, atuação institucional da advocacia, neurodiversidade, letramento inclusivo e maternidade atípica, articulando diferentes perspectivas sobre a construção de uma sociedade mais inclusiva. 

A realização da Semana Jurídica justifica-se pela necessidade de fortalecer uma formação jurídica comprometida com os direitos humanos, a diversidade e a efetivação material do princípio da igualdade. Embora o ordenamento jurídico brasileiro disponha de importantes mecanismos de proteção às pessoas com deficiência, ainda existem desafios significativos entre o reconhecimento formal dos direitos e sua efetiva concretização na vida cotidiana.

Nesse contexto, discutir acessibilidade e inclusão no âmbito jurídico significa ir além da análise da legislação, promovendo a compreensão das experiências vivenciadas pelas próprias pessoas com deficiência e por seus familiares, das barreiras encontradas no sistema de Justiça e no mercado de trabalho e da importância de sua participação direta na construção de políticas públicas e soluções institucionais. 

Ao reunir magistrados, advogados, pesquisadores, professores, estudantes, representantes da OAB, associações e movimentos sociais, a Semana Jurídica possibilita o diálogo entre conhecimento acadêmico, prática profissional e experiência social, contribuindo para a formação de profissionais mais conscientes e preparados para atuar na promoção de uma Justiça efetivamente acessível, inclusiva e socialmente responsável. A própria proposta do evento o caracteriza como atividade acadêmica interdisciplinar desenvolvida por meio de mesas de debates com especialistas e profissionais de reconhecida atuação.


A programação será realizada de forma virtual, pela plataforma Microsoft Teams, das 16h30 às 19h, com inscrições gratuitas pela plataforma EVEN e transmissão aberta ao público.

🔗 Inscreva-se, pelo link:

https://eventos.unijorge.com.br/semjur262

 
Fonte https://diariopcd.com.br/justica-para-todos-tambem-significa-garantir-inclusao-acessibilidade-e-direitos-e-tema-de-semana-juridica-da-unijorge/
Postado Pôr Antonio Brito 

CT Paralímpico celebra Dia das Crianças com atividades inclusivas, Paramigos e atletas paralímpicos

Crianças interagem com os Paramigos Imparáveis durante evento do Dia das Crianças no CT Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, ficou cheio de cores, música e alegria nesta sexta-feira, 16, durante uma programação especial promovida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para celebrar o Dia das Crianças. Cerca de 300 participantes aproveitaram brincadeiras e atividades recreativas com os Paramigos Imparáveis e atletas paralímpicos.

A iniciativa reuniu crianças da Escola Paralímpica de Esportes e filhos de colaboradores do CPB; além de interagir com os personagens, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer atletas e compartilhar experiências por meio de atividades lúdicas e esportivas.

“Reunir crianças com e sem deficiência em uma festa como essa é um espetáculo. Promovemos a inclusão desde cedo e criamos um ambiente em que todas têm as mesmas oportunidades de brincar e se divertir juntas. Fico muito feliz com essa iniciativa”, afirmou o presidente do CPB, José Antônio Freire.

A programação contou com experimentação esportiva de basquete em cadeira de rodas e atletismo, além de camarim temático de “cabelo maluco”, maquiagem facial infantil, oficinas de slime e pintura em tela, cama elástica, brinquedos infláveis e show científico educativo. Os atletas também participaram das atividades recreativas ao lado das crianças e dos Paramigos.

Para o gerente de Desenvolvimento Esportivo do CPB, João Casteleti, ações como essa contribuem para que crianças com e sem deficiência compartilhem experiências e construam relações desde cedo. “A inclusão acontece quando todos têm possibilidades de participação e convivência em diferentes ambientes, não apenas na prática esportiva. Nosso objetivo é fazer com que crianças e jovens cresçam enxergando uns aos outros como amigos, e não pela deficiência, além de conhecerem as ações e os projetos do CPB”.

Entre os atletas presentes estavam a potiguar Maria Clara Augusto, medalhista de bronze nos 400m da classe T47 (deficiência nos membros superiores) nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 e campeã mundial da prova em Nova Déli 2025; o paranaense Vinícius Rodrigues, da classe T63 (atletas com deficiência nos membros inferiores que competem com prótese), medalhista de prata nos 100m em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024; e o paulista Leonardo Mello, das classes T53/T54 (atletas que competem em cadeira de rodas), medalhista de ouro nos 100m e prata nos 400m nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar.

Também participaram o paulista Paulo Saturnino, do goalball, classe B1 (cegos), campeão mundial em 2022 e medalhista de bronze em Paris 2024; o paranaense Vitor Tavares, do badminton, classe SH6, destinada a atletas de baixa estatura, medalhista de bronze em Paris 2024; e a mesatenista paulista Jennyfer Parinos, classe 9 (andantes), medalhista de bronze por equipes nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 e de Tóquio 2020.

Para Vitor Tavares, o contato entre crianças com e sem deficiência é importante para incentivar a inclusão e despertar o interesse pelo esporte.

“Para as crianças, ter esse contato por meio de desenhos e atividades inclusivas é muito importante, tanto para aquelas com deficiência quanto para as que não têm. Assim, elas passam a reconhecer umas às outras, interagir e criar vínculos. Uma acaba incentivando a outra, e isso é incrível”, afirmou.

Jennyfer Parinos, que participou pela primeira vez da celebração do Dia das Crianças no CT Paralímpico, também ressaltou o papel dos atletas como referências para os mais jovens. Segundo a mesatenista, a convivência com esportistas que já conquistaram resultados importantes pode incentivar as crianças a traçar objetivos e acreditar nos próprios sonhos.

“Fico muito feliz em participar dessa atividade. Ao conviver com atletas que já conquistaram resultados importantes, as crianças podem se inspirar, se espelhar na gente, criar objetivos e sonhar com medalhas. É muito legal proporcionar essa oportunidade”, disse.

Paramigos Imparáveis
A presença dos Paramigos Imparáveis também garantiu a diversão das crianças. Os seis personagens participaram das atividades e interagiram com os participantes ao longo de todo o evento. Entre eles estavam Geeky, personagem que usa cadeira de rodas; Turi, uma menina da região dos Pampas; Nina, uma onça-pintada do Pantanal; Guará, um lobo-guará do Cerrado; Narciso, uma capivara do Pantanal; e Zoom, um morcego cego da Caatinga.

Aluno de natação da Escola Paralímpica há cinco anos, Everton de Andrade, 11, conta que já participou de outras atividades promovidas pelo CPB, mas que a edição deste ano da festa do Dia das Crianças foi ainda mais especial.

“Eu sempre venho às atividades, mas esta está muito mais legal com os Paramigos. Meu favorito é o Guará”, contou.

A atividade preferida de Everton nesta sexta-feira foi a pintura facial do Sonic. Morador de Guarulhos, ele vai semanalmente ao CT Paralímpico para as aulas de natação e destacou a oportunidade de aproveitar um dia diferente ao lado dos colegas.

“Eu venho toda semana de Guarulhos para o CT ter aula de natação e amo muito. Mas é muito mais legal participar do Dia das Crianças, porque a gente brinca muito, come e vê os Paramigos”, finalizou.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/ct-paralimpico-celebra-dia-das-criancas-com-atividades-inclusivas-paramigos-e-atletas-paralimpicos/

Postado Pôr Antonio Brito

15/10/2026

Candidato aprovado em concurso do TCDF questiona reprovação em avaliação para vagas destinadas a pessoas com deficiência

Candidato aprovado em concurso do TCDF questiona reprovação em avaliação para vagas destinadas a pessoas com deficiência

Roberto Esperon Reis, de 53 anos, recorre à Justiça após ter sua condição de pessoa com deficiência não reconhecida em avaliação médica, pela banca e pelo perito do processo judicial em que se encontra, apesar de apresentar laudos de diferentes especialistas. Além da Lei Distrital nº 4.317/2009, que contempla a lesão cerebral traumática, que constava no edital do concurso.

Roberto foi aprovado em 2023 no concurso público para Auditor de Controle Externo do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), mas teve sua condição de pessoa com deficiência (PCD) não reconhecida na avaliação médica para concorrer às vagas reservadas. Mesmo apresentando laudos de diferentes especialistas, ele não foi enquadrado nessa modalidade.

Há cerca de 25 anos, Roberto sofreu um acidente de moto durante o serviço no Exército Brasileiro, que provocou um traumatismo cranioencefálico bilateral e a perda de aproximadamente 30% da massa encefálica. Na época, passou por uma cirurgia cerebral de alta complexidade e enfrentou um quadro considerado gravíssimo pelos médicos.

O acidente deixou sequelas neurológicas, cognitivas e auditivas. Roberto também apresentou crises convulsivas recorrentes, atualmente controladas com medicação para o resto da vida. Com o agravamento das limitações decorrentes da lesão cerebral, ele acabou sendo reformado com o título de “inválido” pelo Exército.

Após o acidente, iniciou um longo processo de reabilitação física, cognitiva e emocional. Continuou estudando, realizou tratamentos e buscou recuperar sua autonomia. Ao longo dos anos, prestou diversos concursos públicos, enfrentando reprovações até conquistar a aprovação no TCDF, em 2023.

A aprovação, no entanto, foi seguida por outro obstáculo. Apesar do histórico clínico e da documentação médica apresentada, Roberto não teve sua condição reconhecida na avaliação para as vagas reservadas às pessoas com deficiência.

A contestação de Roberto também envolve a Lei Distrital nº 4.317, de 9 de abril de 2009, que institui a Política Distrital para Integração da Pessoa com Deficiência e consolida normas de proteção a esse público.

O texto legal inclui a lesão cerebral traumática entre as condições contempladas. A definição abrange lesões adquiridas, causadas por força física externa, que resultem em deficiência funcional total ou parcial, deficiência psicomotora ou ambas, com comprometimento do desenvolvimento ou do desempenho social da pessoa, mostrando, assim, as características de sua deficiência física.

A legislação considera, ainda, que essas lesões podem ocorrer em qualquer faixa etária e provocar prejuízos às capacidades do indivíduo e à sua relação com o meio ambiente.

Segundo Roberto, a legislação constava no edital do concurso, o que reforça seu questionamento sobre os critérios utilizados para avaliar sua condição. Ele busca esclarecer por que, diante do histórico médico e dos documentos apresentados, não foi reconhecido como pessoa com deficiência para concorrer às vagas reservadas.

Entre os profissionais que emitiram pareceres favoráveis ao reconhecimento de sua condição estão dois neurologistas, dois psiquiatras, um otorrinolaringologista, uma fonoaudióloga e uma neuropsicóloga, além do próprio Exército nos documentos apresentados e do seu próprio Cartão de Identificação da Pessoa com Deficiência – Distrital, no qual mostra sua deficiência auditiva moderada. Os documentos foram elaborados com base em avaliações especializadas e exames médicos.

Segundo o candidato, o perito responsável pela análise no processo judicial concluiu que ele não apresentava deficiência, mas não teria apresentado uma contestação técnica específica aos laudos dos especialistas nem aos exames utilizados para fundamentá-los.

Diante da decisão, Roberto pediu que o processo fosse à segunda instância, e ele continua buscando o reconhecimento de seu direito de concorrer às vagas reservadas.

Reabilitação e inclusão

Para Roberto, a discussão vai além de sua situação individual. Ele questiona como pessoas com sequelas permanentes e irreversíveis podem ter dificuldades para obter o reconhecimento de sua condição, mesmo quando apresentam documentação de diferentes profissionais da saúde.

O candidato afirma que as políticas de inclusão devem considerar as particularidades de cada deficiência e os impactos que elas provocam na vida cotidiana. Na avaliação dele, condições que não são imediatamente visíveis também precisam ser analisadas com atenção, a partir do histórico clínico, dos exames, dos laudos médicos apresentados e das limitações funcionais de cada pessoa.

“Sobrevivi quando muitos acreditaram que eu não sobreviveria. Reconstruí minha vida quando muitos acreditaram que eu não conseguiria. Estudei quando diziam que minhas limitações seriam intransponíveis. Hoje, continuo lutando não apenas por mim, mas por todas as pessoas que convivem com deficiências invisíveis e precisam provar aquilo que já deveria ser analisado com a devida atenção. A maior barreira nem sempre está na deficiência. Às vezes, está na incapacidade da sociedade de enxergá-la”, afirma Roberto.

Ele ressalta que sua trajetória de reabilitação e preparação para concursos representa um esforço contínuo para recuperar a autonomia e continuar contribuindo com a sociedade. Para o candidato, reconhecer as diferenças e avaliar adequadamente cada situação é fundamental para que as políticas de inclusão cumpram sua finalidade.

O caso segue em discussão judicial. Roberto busca questionar os fundamentos da avaliação médica e obter o reconhecimento de sua condição para fins de participação nas vagas destinadas às pessoas com deficiência.

CRÉDITO/IMAGEM: https://www2.tc.df.gov.br/

Fonte https://diariopcd.com.br/candidato-aprovado-em-concurso-do-tcdf-questiona-reprovacao-em-avaliacao-para-vagas-destinadas-a-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antonio Brito 

O voto das pessoas com deficiência custa caro — e o preço pode ser a própria exclusão. Como será no 2º turno?

O voto das pessoas com deficiência custa caro — e o preço pode ser a própria exclusão. Como será no 2º turno?

Relatos de dificuldades para votar nas eleições de 2026 reacendem um problema antigo: mesmo com o crescimento do eleitorado PcD e a ampliação das seções acessíveis, barreiras físicas e falhas no atendimento ainda podem impedir o exercício de um direito fundamental. “Voltei para casa sem votar”: permanece sendo o cotidiano de muitos brasileiros

O voto é um direito fundamental. Mas, para parte das pessoas com deficiência no Brasil, chegar à urna e conseguir votar ainda pode significar enfrentar obstáculos que não deveriam existir.

Relatos de eleitores com deficiência que tiveram dificuldades para votar no primeiro turno das eleições de 2026, divulgados pela Radioagência Nacional, da Agência Brasil, voltam a colocar em evidência uma questão que acompanha o processo eleitoral brasileiro há anos: a distância entre o direito garantido e as condições reais para exercê-lo.

O problema não começou neste ano. É comum nas eleições brasileiras o relato que expõe a gravidade da situação: “Voltei para casa sem votar”. A votação no 1º turno deste ano permanece demonstrando as dificuldades enfrentadas por eleitores com deficiência para acessar locais de votação, além de apontar problemas relacionados à preparação de mesários e à falta de informações sobre as condições de acessibilidade das seções eleitorais.

O TSE – Tribunal Superior Eleitoral, entretanto, não abordou esse tema e nem apresentou números de casos em todo o Brasil.

A repetição desse cenário levanta uma pergunta incômoda: de que adianta garantir o direito ao voto se o eleitor não consegue chegar à urna, acessar a cabine ou receber o apoio necessário para votar com autonomia?

https://youtu.be/z-nxuQENroY?si=9-IXTcyovb4sZyDG 

Quase 2 milhões de eleitores com deficiência

Nas eleições de 2026, o Brasil registrou 1.970.165 eleitores com deficiência aptos a votar, um crescimento de 42% em relação a 2022, quando havia aproximadamente 1,38 milhão de pessoas nessa condição registradas pela Justiça Eleitoral.

Os números demonstram uma presença crescente desse público no processo democrático. Ao mesmo tempo, ampliam a responsabilidade do poder público de garantir condições efetivas de participação.

A Justiça Eleitoral anunciou que aumentou de 156.296, em 2022, para 220.577, em 2026, o número de seções eleitorais principais com acessibilidade. Apesar do avanço, as seções acessíveis representam cerca de 42,6% do total de mais de 517 mil seções eleitorais no país.

Os números mostram que houve ampliação da estrutura, mas também revelam que a acessibilidade ainda não alcança todas as seções. Além disso, a classificação de uma seção como acessível não significa, por si só, que todas as necessidades dos eleitores serão atendidas.

Rampas inadequadas, escadas, obstáculos nos trajetos, falta de orientação e despreparo no atendimento podem transformar uma atividade simples para muitos eleitores em uma experiência de constrangimento, dependência ou impossibilidade de votar.

Quando o direito existe, mas não chega à urna

A acessibilidade eleitoral não se resume à existência de uma urna eletrônica adaptada.

Ela começa antes da votação: na informação sobre o local, no caminho até a seção, na entrada do prédio, na circulação interna e no acesso à cabine. Continua no atendimento oferecido pelos mesários e na disponibilidade de recursos que permitam ao eleitor registrar seu voto com segurança e autonomia.

A própria Justiça Eleitoral afirma disponibilizar recursos de acessibilidade, como teclas em braile e mecanismos de áudio para eleitores com deficiência visual, além de recursos voltados às pessoas com deficiência auditiva. Esses instrumentos são importantes, mas precisam estar acompanhados de estrutura física adequada e atendimento preparado para diferentes necessidades.

A experiência de votar também pode ser comprometida quando faltam informações claras sobre as condições do local de votação. Se o eleitor não consegue saber antecipadamente se encontrará escadas, barreiras ou condições adequadas de circulação, o planejamento do deslocamento se torna mais difícil.

Para quem utiliza cadeira de rodas, tem mobilidade reduzida, é cego ou possui outras necessidades de acessibilidade, a falta de planejamento pode significar muito mais do que um inconveniente.

Pode significar não votar.

O preço da exclusão não aparece na urna

Quando uma pessoa com deficiência deixa de votar porque não consegue acessar o local ou não recebe o suporte necessário, a consequência ultrapassa a frustração individual.

O eleitor perde a oportunidade de participar de uma decisão coletiva que afeta sua vida, suas necessidades e suas reivindicações. A sociedade, por sua vez, perde uma voz que deveria ter as mesmas condições de participação.

E assim o voto das pessoas com deficiência parece custar caro. Não necessariamente em dinheiro, mas em tempo, esforço físico, desgaste emocional, dependência de terceiros e, em situações extremas, na renúncia involuntária ao próprio direito.

O preço mais alto é a exclusão: quando uma barreira impede alguém de votar, a democracia não consegue garantir plenamente a participação daquele cidadão.

Não se trata de exigir privilégios. Trata-se de assegurar condições para que todos possam exercer o mesmo direito.

Um problema antigo que exige respostas concretas

Quantas pessoas deixaram de votar por falta de acessibilidade? Quais barreiras foram encontradas? Os locais estavam preparados para atender diferentes tipos de deficiência? Os mesários receberam formação adequada? Os eleitores conseguiram registrar suas reclamações e obter respostas?

Essas perguntas são fundamentais para transformar relatos individuais em informações capazes de orientar melhorias.

O desafio não termina quando a eleição acaba. É necessário identificar falhas, corrigir problemas e garantir que as condições de acessibilidade sejam verificadas antes do próximo pleito.

O direito ao voto não pode depender da capacidade de subir uma escada, superar um obstáculo arquitetônico ou convencer alguém de que precisa de atendimento acessível.

A democracia pressupõe participação. E participação exige condições concretas para que cada eleitor possa chegar à urna e exercer sua escolha.

Os relatos reforçam a necessidade de atenção para além dos números de seções adaptadas e perguntar se a acessibilidade está funcionando na prática.

Porque o voto das pessoas com deficiência não deveria custar a própria dignidade, a autonomia ou o direito de participar das decisões do país.

Quando alguém precisa voltar para casa sem votar, não estamos diante de um simples problema logístico. Estamos diante de uma barreira que precisa ser identificada, corrigida e evitada.

O voto é um direito. A acessibilidade é uma condição para exercê-lo. E a exclusão não pode ser o preço a pagar para participar da democracia.

CRÉDITO/IMAGEM: RECORDBAHIAOFICIAL – Eleitora sendo carregada em Salvador

Fonte https://diariopcd.com.br/o-voto-das-pessoas-com-deficiencia-custa-caro-e-o-preco-pode-ser-a-propria-exclusao-como-sera-no-2o-turno/

Postado Pôr Antonio Brito