09/06/2026

O Senado e a Traição às Nossas Crianças

O Senado e a Traição às Nossas Crianças - OPINIÃO - Por André Naves

OPINIÃO

  • * Por André Naves

Como se conceitua o direito à Vida? Em um país fraturado por desigualdades estruturais, o conceito de vida tem sido frequentemente sequestrado por discursos estridentes que o reduzem à mera sobrevivência. Mas a vida, em sua acepção constitucional, jurídica e humana, não é apenas a existência pós-concepção ou o bater de um coração. O direito à vida exige segurança existencial, segurança alimentar, proteção social e o direito inalienável de crescer e se desenvolver livre do terror.

Foi essa dimensão integral da vida que o Senado Federal brasileiro decidiu aniquilar ao aprovar o Decreto Legislativo que susta a Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

A Resolução 258/2024 não criava novos direitos nem inventava obrigações inéditas. Ela regulamentava, com sensibilidade e rigor técnico, procedimentos concretos e urgentes: o atendimento humanizado e sigiloso a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual em hospitais e delegacias; o prazo máximo de atendimento para evitar a revitimização; a escuta especializada por profissionais capacitados; e o acesso imediato aos direitos já garantidos pelo Código Penal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Ao sustar essa norma, o Senado eliminou proteções concretas, destruindo perspectivas de dignidade de quem já teve a vida maculada.

Precisamos olhar para a realidade sem a hipocrisia moralista. Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024) demonstram uma tragédia contínua: o Brasil registrou mais de 87 mil estupros em 2023 — o maior número de nossa história. Desse oceano de barbárie, 61% das vítimas de estupro de vulnerável são meninas de até 13 anos de idade. Entre 2015 e 2023, o Ministério da Saúde registrou quase 190 mil partos de meninas menores de 14 anos — crianças cujos corpos foram transformados em cena de crime e, posteriormente, em incubadoras forçadas.

Obrigá-las a levar adiante uma gravidez fruto de estupro não é defender a vida. É institucionalizar a tortura. É roubar-lhes a infância, a saúde mental, a segurança alimentar e a possibilidade de um futuro digno. É decretar uma morte existencial — o abandono escolar compulsório, o isolamento social, a pobreza estrutural, o trauma permanente — para salvar uma narrativa política.

E ao sustar a Resolução 258, o Senado Federal atropelou a própria lei e a Constituição. O Código Penal Brasileiro, desde 1940, é cristalino: não há crime de aborto quando a gravidez é resultante de estupro. Trata-se de uma decorrência lógica de um sistema que, minimamente, tenta proteger a vítima da perpetuação de seu trauma. Um decreto legislativo não tem o condão de revogar o Código Penal nem de se sobrepor aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal. A manobra do Senado é, portanto, uma aberração jurídica.

Como Defensor Público Federal, encaro diariamente os olhos daqueles que o Estado prefere esquecer. Vejo o peso do capacitismo, do racismo e da misoginia esmagando futuros. Quando o Legislativo atua para dificultar o acesso ao aborto legal para uma menina de 10 anos estuprada pelo tio ou pelo padrasto — que representam a maior parte dos agressores —, ele não está protegendo a família. Ele está protegendo o abusador. Ele está dizendo a essa menina que a dor dela não importa, que seu corpo não lhe pertence e que o Estado é cúmplice de seu algoz.

Não podemos aceitar que a moralidade de fachada substitua a responsabilidade ética e jurídica com o bem comum. A verdadeira defesa da vida exige que enfrentemos as raízes da violência. Exige educação, proteção integral, escuta ativa e políticas públicas que garantam que nenhuma criança seja violada no lugar onde deveria estar mais segura.

O Senado Federal, que age em nome da tradição, da vida e da liberdade, recusa-se a enxergar a dor de uma criança violentada — e coloca suas digitais num atestado de crueldade e barbárie. A modernidade sem raízes humanistas é leviana. E um Estado que escolhe proteger o abusador em vez da vítima não merece o nome de democrático.

Ainda há tempo para que a sociedade civil, o Judiciário e as vozes lúcidas deste país se levantem contra esse retrocesso. Que tenhamos a decência de lutar por elas. Porque não há lugar mais escuro no Brasil do que a infância roubada de nossas meninas.


André Naves
Defensor Público Federal. Especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social. Mestre em Economia Política. Membro do Grupo de Trabalho – Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência.
www.andrenaves.com | @andrenaves.def

Fonte https://diariopcd.com.br/o-senado-e-a-traicao-as-nossas-criancas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de futebol de cegos se reúne no CT Paralímpico para a quinta semana de treinamento

Raimundo Nonato durante treino da Seleção de Futebol de Cegos no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Seleção Brasileira de futebol de cegos se reúne no Centro de Treinamento Paralímpico (CT), em São Paulo, para a quinta fase de treinamento da temporada. Ao todo, foram convocados 15 atletas, que permanecerão na capital paulista até a próxima segunda-feira, 15.

O objetivo desta etapa de treinamentos é preparar os atletas para os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, que serão realizados entre os dias 5 e 15 de julho, na Colômbia, e para a Copa América da IBSA, que acontecerá entre os dias 2 e 13 de setembro, em São Paulo.

Entre os convocados para esta semana de treinamento estão atletas experientes que participaram dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando conquistaram a medalha de bronze, e que também foram convocados para os Jogos Parasul-Americanos. É o caso dos baianos Cássio Reis e Maicon Mendes, o maranhense Jardiel Vieira, o pernambucano Raimundo Nonato, o gaúcho Ricardinho Alves e o paranaense Tiago Paraná.

Confira todos os participantes da fase de treinamento:

Anael Sousa Oliveira – APADV/SP
Alvaro Augusto Gonçalves da Costa Magalhães – VILA NOVA/GO
Cássio Lopes dos Reis – CORINTHIANS/SP
Gabriel Penedo Batista – AGAFUC/RS
Giovane Montenegro Batista – CORINTHIANS/SP
Jardiel Vieira Soares – APACE/PB
Luan de Lacerda Gonçalves – AGAFUC/RS
Maicon Junior dos Santos Mendes – CORINTHIANS/SP
Matheus da Costa Coelho Bumussa – APACE/PB
Paulo Victor Pinheiro – APACE/PB
Raimundo Nonato Alves Mendes – AGAFUC/RS
Raynã Oliveira Souza – APACE/PB
Ricardo Steinmetz Alves – AGAFUC/RS
Samir Santana da Silva – AGAFUC/RS
Tiago da Silva – CORINTHIANS/SP

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegos.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-futebol-de-cegos-se-reune-no-ct-paralimpico-para-a-quinta-semana-de-treinamento/

Postado Pôr Antônio Brito 

Jovem autista é encontrada no bairro da Lapa em São Paulo/SP

Laura Heringer Venicio, jovem autista de 28 anos desaparecida em São Paulo/SP, foi encontrada dois dias depois no bairro da Lapa, fisicamente bem, mas bastante confusa.

Jovem autista é encontrada no bairro da Lapa em São Paulo/SP

Uma jovem autista de 28 anos, identificada como Laura Heringer Venicio, que desapareceu na noite de 2 de junho, foi finalmente encontrada, para a alegria da família, na quinta-feira da semana passada, em uma rede de fast food no bairro da Lapa, na Zona Oeste da capital paulista.

Segundo o irmão de Laura, ela estava fisicamente bem quando foi encontrada, mas mentalmente bastante confusa.

Laura tem diagnóstico de autismo nível 1 e desapareceu após sair do trabalho na Chácara Santo Antônio, na Zona Sul de São Paulo/SP, e ir em direção à Estação Morumbi a pé, num trajeto de cerca de 300 metros.

Segundo se soube, ela chegou a fazer hora extra no trabalho naquele dia. Algumas imagens de câmeras de segurança registraram a jovem saindo do prédio da empresa, no complexo comercial ao lado do Shopping Parque da Cidade.

Ela trabalhava na mesma empresa há dois anos, e esse era um trajeto habitual de Laura quando ia presencialmente ao trabalho, pois atuava em sistema de trabalho híbrido: 2 dias na semana ela ia para a empresa, e 3 dias ficava em home office, trabalhando de casa.

A mãe de Laura disse à polícia que ela saiu de casa para trabalhar por volta das 5h da manhã. No entanto, diferente do habitual, Laura não enviou mensagens para a mãe como costumava fazer durante o período do almoço.

Por volta das 15h, a mãe perguntou à filha se ela havia tomado os medicamentos que deveria tomar, e Laura, estranhamente, enviou mensagens de respostas consideradas desconexas pela mãe. Momentos depois, a mãe da jovem notou comportamentos estranhos em Laura, que passou a não responder mais à mãe.

Mais tarde, Laura não retornou para casa. Foi quando tudo começou e o sumiço foi constatado. Por meio das câmeras de segurança da empresa, foi constatado que Laura de fato realizou horas extras e saiu do local por volta das 19h23 naquele dia.

Dois dias depois, ela foi encontrada sã e salva.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=79256728-f526-4752-9224-21eb2e292ae4

Postado Pôr Antônio Brito 

08/06/2026

Inclusão vai além do acolhimento: autonomia ainda é desafio para pessoas com síndrome de Down

Inclusão vai além do acolhimento: autonomia ainda é desafio para pessoas com síndrome de Down

Especialistas discutem e avaliam evolução de práticas de inclusão, autonomia e qualidade de vida e destacam esforço conjunto das famílias

Embora os avanços na inclusão de pessoas com síndrome de Down sejam cada vez mais visíveis em áreas como educação, saúde e participação social, especialistas alertam que ainda existe um desafio importante a ser superado: garantir que essas pessoas tenham oportunidades reais de desenvolver autonomia e construir seus próprios projetos de vida.

Para a psicóloga Claudia Melo, um dos principais obstáculos está na superproteção familiar. Segundo ela, embora seja motivada pelo cuidado e pelo afeto, essa postura pode limitar o desenvolvimento de habilidades fundamentais para a vida cotidiana.

“A superproteção pode impedir que a pessoa faça escolhas, resolva problemas e assuma responsabilidades compatíveis com sua capacidade. Ao longo da vida, isso pode gerar insegurança, dependência excessiva dos familiares e baixa confiança em si mesma”, explica.

A especialista destaca que a autonomia é um dos pilares do desenvolvimento humano e tem impacto direto na autoestima e na qualidade de vida. “Ela permite que a pessoa descubra suas capacidades, expresse preferências e participe ativamente da própria vida. Para pessoas com síndrome de Down, o incentivo à autonomia fortalece o senso de pertencimento e favorece a construção de uma identidade mais segura e positiva”, afirma.

Além da superproteção, a exclusão social continua sendo um fator que compromete o desenvolvimento emocional e social. Segundo a psicóloga, a falta de oportunidades de estudo, trabalho, lazer e convivência pode transmitir a mensagem de que a pessoa não pertence ou não é capaz.

“Quando uma pessoa percebe que é constantemente deixada de lado ou subestimada, pode apresentar sentimentos de tristeza, frustração, isolamento e desmotivação”, observa.

Na prática, alguns sinais podem indicar que a autonomia está sendo limitada. Entre eles estão a dependência excessiva para tarefas que poderiam ser realizadas de forma independente, dificuldade para tomar decisões simples, medo exagerado de errar, pouca iniciativa e baixa autoconfiança. A psicóloga também chama atenção para a ausência de experiências compatíveis com a faixa etária, como atividades de lazer, convivência com amigos, formação profissional e participação social.

Para Alex Duarte, educador social e fundador da Expedição 21, a sociedade avançou na inclusão, mas ainda enfrenta um desafio cultural importante: reconhecer pessoas com síndrome de Down como adultos capazes de tomar decisões, assumir responsabilidades e construir seus próprios caminhos.

“Muitas vezes, a inclusão acontece durante a infância, mas não evolui para oportunidades concretas na vida adulta. Ainda existe uma cultura de superproteção que, embora geralmente motivada pelo amor e pelo cuidado, pode limitar experiências fundamentais para o desenvolvimento da independência”, afirma.

Foi justamente a partir dessa percepção que nasceu a Expedição 21, projeto criado para oferecer experiências práticas de autonomia a jovens e adultos com síndrome de Down. Durante os períodos de imersão, os participantes assumem responsabilidades relacionadas à organização da rotina, autocuidado, convivência, resolução de problemas e tomada de decisões.

Segundo Alex, a metodologia se baseia na aprendizagem experiencial, permitindo que os participantes desenvolvam habilidades por meio de situações reais. “Ao perceberem que são capazes de realizar tarefas, contribuir para o grupo e superar desafios, eles fortalecem a autoestima, ampliam a autoconfiança e passam a construir uma percepção mais positiva sobre suas próprias capacidades”, explica.

Os resultados observados ao longo dos oito anos de história do projeto reforçam essa transformação. Além do aumento da autoconfiança e da ampliação da participação social, alguns participantes conquistaram marcos importantes de independência.

“Hoje temos participantes que passaram a morar sozinhos, algo que inicialmente parecia distante para suas famílias. Tivemos também um casal que se conheceu por meio da comunidade formada pela Expedição 21, construiu um relacionamento, se casou e hoje vive de forma independente. Além disso, muitos ampliaram sua inserção no mercado de trabalho por meio das oportunidades oferecidas pelo Instituto Cromossomo 21”, relata.

Para os especialistas, a construção da autonomia exige equilíbrio. Claudia Melo ressalta que apoiar não significa fazer tudo pela pessoa. “Proteger não é impedir experiências, mas criar condições para que elas aconteçam de forma segura. A autonomia é construída gradualmente, respeitando o ritmo, as habilidades e as necessidades individuais.”

Ela também lembra que a dependência excessiva não afeta apenas a pessoa com síndrome de Down, mas também as famílias. “Quando familiares assumem todas as responsabilidades por longos períodos, é comum surgirem sentimentos de sobrecarga, cansaço físico e emocional, ansiedade e preocupação constante com o futuro. Promover a autonomia beneficia toda a dinâmica familiar.”

Na avaliação de Alex Duarte, a inclusão efetiva depende de um esforço conjunto. As famílias precisam incentivar a participação ativa dos filhos nas atividades do cotidiano; as escolas devem garantir pertencimento e aprendizagem; as empresas precisam ampliar oportunidades de contratação e desenvolvimento profissional; e a sociedade deve abandonar visões limitantes.

“Pessoas com síndrome de Down possuem interesses, sonhos, talentos e projetos de vida tão diversos quanto qualquer outra pessoa. A inclusão acontece quando criamos oportunidades reais para que elas participem da vida em comunidade, exercendo seus direitos, fazendo escolhas e construindo seus próprios caminhos”, conclui.

Fonte https://diariopcd.com.br/inclusao-vai-alem-do-acolhimento-autonomia-ainda-e-desafio-para-pessoas-com-sindrome-de-down/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil conquista duas pratas individuais na Copa do Mundo de bocha do Cazaquistão

Laissa Guerreira se prepara para jogada durante Jogos de Paris 2024 | Foto: Patrícia Almeida/CPB

A Seleção Brasileira de bocha encerrou as disputas individuais da etapa do Cazaquistão da Copa do Mundo de bocha com duas medalhas de prata, conquistadas neste sábado, 6.

Os pódios foram obtidos pela pernambucana Andreza Oliveira, da classe BC1 (atletas que têm opção de auxílio) e pela paraibana Laissa Guerreira, da classe BC4 (outras deficiências severas, mas que não recebem assistência). O país ainda conta com o potiguar José Antônio Santos na competição, também pela classe BC4.

Andreza avançou às semifinais com três vitórias na fase de grupos. Nas semifinais, ela derrotou a egípcia Tasneem Goda por 4 a 1. Porém na final, a pernambucana foi superada pela indonésia Handayani Handayani, pelo mesmo placar de 4 a 1.

Já Laissa chegou ao pódio após uma fase classificatória com uma vitória e uma derrota. Nas quartas de final ela superou a britânica Sophie Newnham por 4 a 2 e nas semifinais derrotou a cazaque Elmira Musraliyeva por 7 a 3. Na final, enfrentou Yuen Cheung, de Hong Kong, e foi derrotada por 5 a 1.

A competição segue até terça-feira, 9, com disputas por pares e equipes.

A Seleção Brasileira tem como principal competição neste ano o Mundial da modalidade, que será realizado entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, em Seul, na Coreia do Sul.

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da bocha.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
As atletas Andreza Oliveira e Laissa Guerreira são integrantes do Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual das Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-conquista-duas-pratas-individuais-na-copa-do-mundo-de-bocha-do-cazaquistao/

Postado Pôr Antônio Brito 

Estádios da Copa terão salas sensoriais para pessoas autistas

A Copa do Mundo de 2026 terá salas sensoriais em todos os estádios para oferecer mais conforto e acessibilidade a torcedores com TEA e outras necessidades sensoriais.

Estádios da Copa terão salas sensoriais para pessoas autistas

A Copa do Mundo de 2026, que começa no dia 11 de junho, na Cidade do México, terá salas sensoriais em todos os 16 estádios do torneio, que também terá partidas nos EUA e no Canadá.

Os espaços são destinados a pessoas com necessidades sensoriais, como as com TEA (Transtorno do Espectro Autista), e serão acessíveis a todos os torcedores com ingressos.

As salas são projetadas para proporcionar ambientes calmantes e acolhedores.

Elas terão iluminação reduzida, ruído atenuado, assentos confortáveis, recursos táteis e televisores com conteúdo visual calmante.

A ação conta com reconhecimento da KulureCity, a principal organização sem fins lucrativos do mundo em acessibilidade e aceitação sensorial, e é feita em parceria com uma das patrocinadoras da Copa.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=515bde2d-f7bb-4239-8a4e-1a68b48f728d

Postado Pôr Antônio Brito 

06/06/2026

“Empreendedorismo Inclusivo” no Brasil foi tema do Caminhos da Reportagem da TV Brasil

"Empreendedorismo Inclusivo" no Brasil foi tema do Caminhos da Reportagem da TV Brasil

Créditos: TV Brasil / Empresa Brasil de Comunicação / Caminhos da Reportagem / Empreendedorismo Inclusivo

O programa premiado Caminhos da Reportagem apresentou o quadro “Empreendedorismo Inclusivo” que mostra como iniciativas têm transformados barreiras em oportunidades ao garantir que talentos não sejam limitados pela deficiência.

A atração foi ar na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O Diário PcD retransmite a produção da TV Brasil – Empresa Brasil de Comunicação, com a apresentação do “Empreendedorismo Inclusivo”.

https://youtu.be/6MYBo3pGAXw?si=IVoI5dgkaka-USQi

No Brasil, mais de 14 milhões de pessoas vivem com algum tipo de deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São pessoas que têm dificuldades para enxergar, ouvir ou andar, ou que apresentam algum tipo de limitação nas funções mentais, enfrentando limitações para se comunicar, trabalhar ou estudar. Para esses indivíduos, as maiores barreiras nem sempre estão no corpo, mas no acesso, nas oportunidades e na inclusão real.

Caminhos da Reportagem evidencia que, para muita gente, empreender foi a maneira de começar a ocupar o próprio lugar no mundo. É o caso do chefe de cozinha Ocacyr Junior, que ficou cego após sofrer um acidente de carro aos 23 anos.

Depois de 35 cirurgias, 12 transplantes de córnea, uma negligência médica e uma infecção hospitalar, o empreendedor perdeu totalmente a visão aos 39 anos e teve que se reinventar após a tragédia. “Eu era bancário, né? Depois me aposentei por invalidez. Eu levantava de manhã sem saber o que fazer e comecei a mexer com comida, que era uma coisa de que eu gostava”, relembra.

Apesar das inúmeras barreiras enfrentadas diariamente, Ocacyr trabalha sua própria autonomia e fala com alegria das experiências de vida que não o impediram de viver aventuras e explorar novos hobbies, como andar de skate e até saltar de paraquedas. Além disso, o chefe se orgulha de ter conquistado reconhecimento em sua nova profissão. “Eu sou hoje o único pizzaiolo cego do mundo”, comenta.

Assim como Ocacyr, milhões de pessoas no país tentam combater a visão estereotipada atribuída às pessoas com deficiência. Muitas vezes, elas são vistas entre dois extremos: o da incapacidade ou o da superação. A Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Nascimento, critica essa visão. “Essa perspectiva do herói, do exemplo de superação, da pessoa que, apenas por ter uma deficiência, já é colocada no lugar de herói, heroína, anjo ou exemplo, sendo que, na verdade, essa é só mais uma forma de estar no mundo”, explica.

Quando se fala de trabalho e empreendedorismo para pessoas com deficiência, inúmeras barreiras de acessibilidade e inclusão ainda precisam ser superadas.

A diretora de Administração e Finanças do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Margarete Coelho, lembra que, além do capacitismo contra as pessoas com deficiência, que difunde a ideia de que essas limitações atrapalhariam seu desempenho, elas ainda enfrentam outras dificuldades. “Por exemplo, o banco não tem rampa, não tem pessoas preparadas para recebê-los, é difícil andar na rua, o meio de transporte público nem sempre está adaptado para eles. Então, tudo isso vai crescendo, formando um conjunto de obstáculos que torna bastante tormentosa a vida de um empreendedor PcD.”

A empresária Silvia Alencar, fundadora da Reapta Inclusiva, empresa voltada para soluções e tecnologias assistivas, descobriu um novo nicho e encontrou uma oportunidade para empreender. Ela criou produtos para garantir segurança e autonomia a idosos e pessoas com deficiência.

Silvia procurou o Sebrae, que abriu portas para sua ideia. Depois, apresentou os protótipos que já havia desenvolvido em um lar de idosos. Na ocasião, ouviu de uma terapeuta ocupacional uma sugestão que ajudaria a direcionar o trabalho: criar um cinto de segurança para evitar que idosos em cadeiras de rodas escorregassem.

Avanços

O programa da TV Brasil mostra que já é possível notar alguns avanços, como a criação da Lei de Cotas, de 1991, que ampliou a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho ao exigir vagas em empresas com mais de 100 funcionários, e a Lei de Libras, de 2002, que fortaleceu a acessibilidade da comunidade surda.

Mas, quando se trata de inclusão, o Secretário da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, William Santos, reforça que ainda há toda uma cadeia de ações necessárias para criar oportunidades para pessoas com deficiência. “Se você cumpre a cota, mas não garante um ambiente de trabalho acessível, é óbvio que essa pessoa não vai querer participar do processo seletivo ou, se for contratada, não vai querer permanecer nesse ambiente de trabalho”, pontua.

Arte transformadora

Caminhos da Reportagem também traz a história da banda Surdodum, formada por músicos surdos e ouvintes e ativa há mais de 30 anos, mostrando como a arte também pode ser um espaço potente de inclusão, convivência e expressão coletiva.

A equipe de reportagem acompanha ainda a trajetória de Melina, que decidiu empreender por causa da filha, Zilah, que tem Síndrome de Down. Ela queria que a menina tivesse acesso à arte, à música e à convivência social em ambientes que fossem além dos espaços terapêuticos.

Ficha técnica
Reportagem: Marieta Cazarré  
Produção: Cleiton Freitas e Patrícia Araujo  
Reportagem cinematográfica: Rogério Verçoza, Sigmar Gonçalves
Apoio à Reportagem cinematográfica: André Rodrigo Pacheco
Auxílio técnico: Edivan Viana, Thiago Souza, Hugo Madureira
Apoio ao auxílio técnico: Raimundo Nunes, Jairom Rio Branco, Marcelo Vasconcelos
Edição de texto: Cintia Vargas  
Edição de imagem e finalização: André Eustáquio  
Artes: Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia   

Sobre o programa

No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

Exibido às segundas, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 2h30.

A produção disponibiliza as edições especiais no site http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem e no YouTube da emissora pública em https://www.youtube.com/tvbrasil.

As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Caminhos da Reportagem – “Empreendedorismo Inclusivo” – Segunda-feira (1ª), às 23h, na TV Brasil

IMAGEM/ILUSTRAÇÃO: Crédito: Divulgação/TV Brasil

Fonte https://diariopcd.com.br/empreendedorismo-inclusivo-no-brasil-foi-tema-do-caminhos-da-reportagem-da-tv-brasil/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil disputa Mundial de goalball na China a partir de terça-feira, 9

A atleta Moniza Lima durante treinamento da Seleção Brasileira no Centro de Treinamento Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB

As Seleções Brasileiras de goalball estão em Hangzhou, na China, onde irão disputar o Mundial da modalidade.

A Seleção Masculina, comandada por Jônatas Castro, será a primeira a estrear na competição. A equipe enfrenta o Egito na terça-feira, 9, às 22h (horário de Brasília). Os outros jogos da fase classificatória são contra a Argélia, no dia 10 de junho, às 23h30, e contra os donos da casa. Brasil e China duelam no dia 11 de junho, às 22h.

Já na chave feminina, as comandadas por Alessandro Tosim entram em quadra pela primeira vez na quarta-feira, 10, às 8h30, contra a Tailândia. As outras partidas serão contra Grécia e Finlândia. As brasileiras duelam contra as gregas no dia 11 de junho, às 7h, e contra as finlandesas no dia 12 de junho, às 8h30.

A primeira fase do Mundial conta com quatro grupos na disputa masculina e quatro grupos na disputa feminina. As duas melhores equipes de cada grupo avançam para as quartas de final. As finais da competição estão agendadas para o dia 15.

No último Mundial da modalidade, disputado em Matosinhos, em Portugal, a Seleção Brasileira masculina conquistou o tricampeonato da competição com uma vitória sobre a China na final.

Já a Seleção feminina ficou na quinta colocação em um grupo que tinha oito países na fase qualificatória e não avançou às quartas de final.

Confira a lista de atletas convocados:

Feminino
Ana Gabriely Brito Assunção
Danielle Vilas Longhini
Jéssica Gomes Vitorino
Larissa Santos de Espírito Saturnino
Moniza Aparecida de Lima
Victoria Amorim do Nascimento

Masculino
André Claudio Botelho Dantas
Emerson Ernesto da Silva
Josemarcio da Silva Sousa
Leomon Moreno da Silva
Paulo Rubens Ferreira Saturnino
Sharlley Anthony do Nascimento Silva

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do goalball.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-disputa-mundial-de-goalball-na-china-a-partir-de-terca-feira-9/

Postado Pôr Antônio Brito 

Médica com ELA volta a atuar com inteligência artificial

Médica da UNIFESP diagnosticada com ELA volta a atuar profissionalmente com auxílio de inteligência artificial, utilizando avatar digital para se comunicar e participar de atividades acadêmicas.

Médica com ELA volta a atuar com inteligência artificial

Uma história emocionante está chamando atenção no Brasil e mostrando o impacto real da tecnologia na vida humana. Uma médica da UNIFESP, Maria Inês Quintana, diagnosticada com ELA — Esclerose Lateral Amiotrófica —, conhecida por causar perda progressiva dos movimentos e da fala, conseguiu voltar a exercer sua profissão graças ao uso de inteligência artificial.

Mesmo sem conseguir falar ou se movimentar, ela passou a se comunicar e trabalhar com apoio de ferramentas de IA que recriam sua voz e expressão por meio de um “avatar digital”. Com isso, ela voltou a dar aulas e participar de atividades acadêmicas, mantendo sua autonomia e sua presença profissional ativa.

O projeto que tornou isso possível faz parte de iniciativas de tecnologia assistiva voltadas para pessoas com doenças neuromotoras, permitindo que pacientes continuem interagindo com o mundo mesmo diante de limitações severas. A ideia é simples e poderosa ao mesmo tempo, e devolve a voz e a capacidade de expressão para quem perdeu esses recursos.

O caso emociona porque vai além da tecnologia. Ele mostra como a inovação pode transformar vidas, dando novas possibilidades para pessoas que antes eram completamente silenciadas pela doença. Uma prova de que a inteligência artificial, quando bem aplicada, pode ser uma ponte entre limitação e recomeço.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=86809d03-2f51-4724-bb96-94b2a314d9cf

Postado Pôr Antônio Brito 

05/06/2026

O desafio da odontologia especializada para 14 milhões de brasileiros com deficiência

O desafio da odontologia especializada para 14 milhões de brasileiros com deficiência

Barreiras técnicas e falta de profissionais capacitados deixam pacientes vulneráveis a infecções e dor crônica; especialista alerta que saúde bucal precisa ser integrada ao cuidado essencial de idosos e acamados 

O Brasil contabiliza 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais, segundo dados mais recentes divulgados pelo IBGE em 2025. O dado ajuda a dimensionar um desafio ainda pouco enfrentado na saúde, que é o acesso ao atendimento odontológico especializado para pessoas com deficiência, público que frequentemente encontra barreiras estruturais, técnicas e comportamentais no momento de buscar cuidado. 

Para a dra Cristiane Vasconcellos, mestre em Clínica Odontológica Integrada e diretora da Odontolar, clínica especializada no atendimento a idosos, pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, a dificuldade começa antes mesmo da consulta. “O atendimento odontológico especializado para pessoas com deficiência não se resume a adaptar uma cadeira ou facilitar o acesso físico. Existe uma necessidade real de preparo técnico, comunicação adequada, paciência e entendimento clínico sobre limitações motoras, cognitivas e comportamentais que mudam completamente a condução do cuidado”, afirma. 

O problema se torna ainda mais complexo diante da sobreposição entre deficiência, envelhecimento populacional e a necessidade de cuidados contínuos. Os últimos dados divulgados pelo IBGE mostram que 45,4% das pessoas com deficiência no país têm 60 anos ou mais, o que amplia a pressão sobre serviços de saúde, atendimento domiciliar e estruturas preparadas para pacientes com maior grau de dependência.

A cirurgiã dentista afirma que, no caso de pacientes com deficiência, o atraso no atendimento tende a agravar riscos que poderiam ser evitados. “Quando a higiene bucal e o acompanhamento odontológico falham, o paciente pode desenvolver quadros infecciosos, dor crônica, dificuldade alimentar e piora de condições sistêmicas já existentes. Em pacientes mais fragilizados, isso pode acelerar hospitalizações e comprometer a recuperação clínica.” 

Atendimento odontológico especializado exige mais do que acessibilidade

A percepção de que basta adequar a estrutura física para atender esse público, segundo a especialista, é insuficiente. O atendimento odontológico especializado demanda avaliação individualizada, integração com cuidadores e, em muitos casos, adaptação do próprio modelo assistencial.

“Há pacientes que não conseguem permanecer longos períodos sentados, outros apresentam hipersensibilidade sensorial, limitações cognitivas ou dificuldade de comunicação. Isso exige outra lógica de atendimento, outro tempo clínico e, muitas vezes, atendimento domiciliar ou hospitalar”, explica.

A especialista observa que a odontologia ainda opera com baixa capilaridade nesse tipo de assistência, especialmente fora dos grandes centros ou em modelos convencionais de consultório. O impacto recai diretamente sobre famílias e cuidadores, que muitas vezes adiam tratamentos por dificuldade logística, falta de profissionais capacitados ou receio sobre a condução do atendimento.

Essa deficiência no atendimento também traz reflexos econômicos para o sistema de saúde. Procedimentos preventivos tendem a custar menos do que intervenções emergenciais, especialmente quando complicações odontológicas acabam associadas a infecções, internações ou agravamento de doenças já instaladas.

“Quando o cuidado odontológico especializado entra de forma preventiva, reduzimos sofrimento, melhoramos a qualidade de vida e evitamos que um problema inicialmente simples se transforme em uma intercorrência clínica mais complexa. A saúde bucal precisa ser tratada como importante, na integração sistêmica desses pacientes”, diz Cristiane. 

Diante da sua prática na odontologia voltada a idosos, pessoas com deficiência e pacientes acamados, Cristiane projeta que o avanço demográfico e o aumento da longevidade tornarão esse debate ainda mais urgente. Ela pontua que, com o envelhecimento da população brasileira e o crescimento da demanda por atendimento domiciliar, o sistema precisará incorporar o cuidado odontológico especializado como parte da assistência integral à saúde. 

Fonte de pesquisa

IBGE

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43463-censo-2022-brasil-tem-14-4-milhoes-de-pessoas-com-deficiencia?

Organização Mundial da Saúde (OMS) — Saúde bucal global 

https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/oral-health?utm_source=chatgpt.com

Fonte https://diariopcd.com.br/o-desafio-da-odontologia-especializada-para-14-milhoes-de-brasileiros-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito