20/06/2026

Definidos os indicados para o Trófeu Leão Dourado 2026 – Inclusão Consciente

Premiação anual realizada pela Revista Total celebra as iniciativas, lideranças e instituições que demonstram impacto real, inovação e relevância no desenvolvimento social e humano.

A Revista Total Brasil divulgou o resultado uma Pesquisa de Reconhecimento onde apurou critérios para identificar melhores gestores e trajetórias públicas com foco no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE).

De acordo com os organizadores, “a iniciativa institucional e jornalística tem como propósito fundamental valorizar as boas práticas, fortalecer o compromisso público e dar visibilidade às administrações e
trajetórias que fazem a real diferença na vida das pessoas”.

O prêmio celebra os gestores e personalidades que mais se destacaram por suas trajetórias administrativas, resultados concretos e profundo compromisso com o cidadão no tema do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O evento da entrega da premiação ganha um simbolismo ainda maior por ser realizado em comemoração ao Dia
do Orgulho Autista, reforçando a importância da inclusão e do cuidado com as pessoas.

  • Metodologia

Os premiados foram definidos após Pesquisa de Opinião Pública, com a captação da percepção dos cidadãos sobre o impacto das ações e serviços voltados à Inclusão Consciente.

A definição dos premiados foi através de análise Técnica da Gestão, com validação qualitativa e consistência administrativa das práticas adotadas.

A organização também avaliou a curadoria editorial, com avaliação especializada e contextualização institucional e jornalística.

O evento acontece nesta quinta-feira, 18, às 10h, no Edifício Horn em Brasília – DF

Homenageados 2026

  • Cibele Lopes – Especialista e Mãe Atípica. Ativista da Inclusão social de PCDS e neurodivergentes. Graduada em Administração de Empresas, é Especialista em Desenvolvimento Humano, neurociência aplicada ao autismo. Coordenadora da Frente Parlamentar do Autismo no DF.
  • Dra Ana Carolina Steinkopf – Pesquisadora e idealizadora do Mapa Autismo Brasil-MBA. Musicoterapeuta, pesquisadora e presidente do Instituto Steinkopf, organização referência em atendimento, formação e inovação para o autismo no Brasil. É idealizadora do programa Uma Sinfonia Diferente, primeiro musical protagonizado por pessoas autistas no país, e do Mapa Autismo Brasil (MAB), maior levantamento nacional sobre o perfil social demográfico e clínico de pessoas autistas.

  • Deputado Distrital Eduardo Pedrosa – Eleito em 2018 para seu primeiro mandato como deputado distrital, o parlamentar levou à Câmara Legislativa uma nova forma de trabalhar pela população do DF. Como bandeira parlamentar, assumiu e trabalhou pelo setor produtivo, promoveu ações para ajudar instituições diversas, desde as especializadas em tratamento de câncer, passando pelo combate à violência contra a mulher e atividades esportivas para Pessoas Com Deficiências.

  • Pedro Barretto – Advogado e Consultor Tributário, Conselheiro e Ouvidor Geral da OABRJ. Mestre em Direito Tributário, Mestrando em Direito Internacional Tributário em Portugal, MBA/FGV e Especialista. Escritor, Professor, Conferencista, Empresário e Empreendedor Educacional. Tio atípico.

  • Deputado Distrital Robério Negreiros – O parlamentar se destaca em investimentos na capacitação e na geração de emprego e renda e na luta pela inclusão das pessoas com deficiência. É o autor de diversas Leis Distritais em defesa das mulheres e autor da Lei do Primeiro Emprego no DF

  • Instituto Oceano Azul – Reconhecido nacionalmente como uma das principais referências em atendimento acessível, acolhimento e inclusão para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).
    A indicação do Instituto reflete anos de dedicação na construção de um ecossistema mais inclusivo. Através de metodologias humanizadas, suporte a famílias e projetos focados na autonomia e no desenvolvimento integral, a organização consolidou-se como um farol de esperança e cidadania para a comunidade autista e suas redes de apoio.

  • Centro Clínico do Autista – DF – Unindo excelência técnica e sensibilidade. Em um espaço planejado com instalações completas e confortáveis, o foco da instituição é oferecer terapias mais eficazes, garantindo que cada família se sinta profundamente acolhidos. Com uma equipe de especialistas que pratica um atendimento humanizado para promover a saúde, o desenvolvimento e a qualidade de vida com o respeito que as famílias do DF merecem.

  • Diário PCD – O Diário PCD se consolida como o principal portal de jornalismo inclusivo e direitos da pessoa com deficiência no Brasil. Em um cenário midiático onde a representatividade e a informação de utilidade pública são cada vez mais essenciais, o Diário PCD consolida sua posição como o maior veículo de comunicação independente do Brasil especializado no segmento de Pessoas com Deficiência (PCD). Com uma cobertura diária, ética e aprofundada, o portal se tornou a principal referência para milhões de brasileiros que buscam entender seus direitos, acompanhar as mudanças na legislação e cobrar o cumprimento de políticas públicas de acessibilidade e inclusão.

  • Vanessa Souza Lima – Quando a filha de Vanessa Souza Lima recebeu o diagnóstico inicial de que jamais falaria ou andaria, o mundo pareceu parar. Mas ali, nascia também uma mãe atípica que se recusou a aceitar aquele ponto final. Vanessa escolheu lutar. Hoje, ver sua filha se desenvolvendo e correndo livre pelos parques do Distrito Federal é a prova viva de que o amor e a persistência rompem barreiras. Sabendo que sua realidade financeira não é a mesma de milhares de outras famílias, Vanessa transformou sua gratidão em missão. Ela se posiciona como uma das principais mobilizadoras do autismo no DF, pronta para estender a mão, articular com a sociedade e construir redes de apoio. Vanessa quer ser a voz, a força e o colo para as mães que, exaustas pelo cuidado solitário, mal têm forças para gritar por socorro.

  • Clínica Núcleo Integrare – tem atuação destacada com foco especializado no atendimento a adolescentes neurodivergentes. Reconhecida por sua abordagem terapêutica de excelência no suporte a indivíduos neurodivergentes, anuncia a ampliação de seu escopo de serviços com uma linha de cuidado integral e especializada voltada para adolescentes. No Núcleo Integrare, entendemos que as estratégias precisam evoluir com a idade do paciente. Nosso foco com os adolescentes não é apenas a intervenção clínica isolada, mas o fomento à autonomia, regulação emocional e preparação para os desafios do cotidiano e da vida adulta

Fonte https://diariopcd.com.br/definidos-os-indicados-para-o-trofeu-leao-dourado-2026-inclusao-consciente/

Postado Pôr Antônio Brito 

Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro será sede do Mundial de badminton em 2028

Etapa Nacional de Badminton no CT Paralímpico, em São Paulo, em maio de 2025 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), localizado na zona sul de São Paulo, será sede do Campeonato Mundial de badminton entre os dias 14 e 20 de fevereiro de 2028. O anúncio foi feito pela Federação Mundial de Badminton (BWF, na sigla em inglês) e pela Confederação Brasileira de Badminton (CBBd) nesta sexta-feira, 19. Será a primeira vez que o Brasil receberá a principal competição da modalidade.

O Mundial de 2028 será disputado seis meses antes dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles e integrará o ciclo de preparação para o megaevento, cujo o início está marcado para 13 de agosto.

A escolha do Brasil como sede foi respaldada pela experiência do país na organização de eventos internacionais de badminton e pela estrutura do Centro de Treinamento Paralímpico, reconhecido como o principal complexo de excelência do paradesporto na América Latina e um dos mais importantes do mundo. A realização do torneio deve impulsionar o desenvolvimento técnico da Seleção Brasileira e contribuir para o fortalecimento da modalidade no país e na região.

A evolução do badminton brasileiro nos últimos anos pode ser observada nos resultados conquistados pela seleção nacional. Nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, o paranaense Vitor Tavares foi medalhista de bronze na classe SH6 (baixa estatura), resultado que representou a primeira medalha do país no badminton em Jogos Olímpicos ou Paralímpicos.

“Trata-se do reconhecimento de um trabalho construído ao longo de muitos anos por atletas, treinadores, clubes, parceiros e pela própria Confederação. Este será um momento histórico para o esporte brasileiro e uma oportunidade única de mostrar ao mundo a força do nosso badminton”, afirmou o presidente da Confederação Brasileira de Badminton, José Roberto Santini Campos.

Além da confirmação do Brasil como sede do Mundial de 2028, também foi divulgado o calendário internacional da modalidade para a temporada de 2027 e para o início de 2028. O planejamento prevê uma série de torneios de Nível 1, Nível 2 e Nível 3, além de Jogos Continentais Multiesportivos e Campeonatos Continentais nos cinco continentes.
Segundo a BWF, a programação busca ampliar as oportunidades de progressão no ranking mundial e oferecer janelas de competição alinhadas à preparação dos atletas.

Um dos principais destaques do calendário é o alinhamento com o processo classificatório para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, entre 5 de abril de 2027 e 2 de abril de 2028. Durante esse intervalo, os atletas acumularão pontos para garantir vaga nos Jogos.

A lista do Ranking Paralímpico a ser publicada em 4 de abril de 2028 definirá a relação inicial de classificados para a competição de badminton em Los Angeles.

“Estamos muito satisfeitos em conceder ao Brasil o direito de sediar o Campeonato Mundial. Isso reflete a crescente força do país no badminton e o nosso compromisso em expandir o esporte globalmente. Por estar situado na fase final do período de classificação paralímpica, apenas seis meses antes dos Jogos Paralímpicos, o campeonato será um marco decisivo para todos os atletas. Ele oferecerá uma plataforma de nível mundial para desempenho esportivo, preparação e conclusão da prontidão rumo a Los Angeles, além de refletir nosso compromisso contínuo com o crescimento do badminton em todas as regiões”, afirmou a presidente da BWF, Khunying Patama Leeswadtrakul.

São 120 vagas da modalidade nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, divididas igualmente entre homens e mulheres. Do total, 98 serão preenchidas por meio do sistema de qualificação e 22 por convites da Comissão Bipartite, concedidos após o encerramento do período classificatório.

O calendário internacional completo de 2027 e 2028 está disponível no site oficial da Federação Mundial de Badminton.

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do badminton.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
O atleta Vítor Gonçalves Tavares integra o Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível, iniciativa de patrocínio individual das Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 142 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/centro-de-treinamento-paralimpico-brasileiro-sera-sede-do-mundial-de-badminton-em-2028/

Postado Pôr Antônio Brito 

Você conhece a Academia Brasileira da Cultura DEF?

A Academia Brasileira da Cultura DEF busca reunir pessoas com deficiência atuantes na cultura, nas artes, na educação, na pesquisa e na defesa dos direitos humanos.

Você conhece a Academia Brasileira da Cultura DEF?

A Academia Brasileira da Cultura DEF – ABCD é uma iniciativa em construção que busca reunir pessoas com deficiência atuantes na cultura, nas artes, na educação, na pesquisa e na defesa dos direitos humanos.

A Academia Brasileira de Cultura é uma instituição fundada em 2021 que reúne 56 personalidades das artes, educação e humanidades para promover e fortalecer o setor cultural do país. O termo "DEF" refere-se à arte e cultura inclusiva voltada a pessoas com deficiência (PCD), um movimento que vem ganhando forte representação institucional e visibilidade no Brasil.

Se você é artista ou se enquadra no objetivo desta academia, entre em contato e cadastre-se.

Saiba mais nas redes sociais: @academiadef1.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=f00cae0d-a91a-4d5d-8cd1-ce2c404e818f

Postado Pôr Antônio Brito 

19/06/2026

Consultor da série Love on the Spectrum, da Netflix, vem ao Brasil para palestra sobre Amor ao Espectro Autista

Consultor da série Love on the Spectrum, da Netflix, vem ao Brasil para palestra sobre Amor ao Espectro Autista

Dr Kerry Magro, diagnosticado com autismo aos 4 anos e sem desenvolver plenamente a fala até a infância, consultor da série Love on the Spectrum, da Netflix, se tornou uma das principais referências mundiais em neurodiversidade e inclusão

Até os dois anos e meio, Dr Kerry Magro não falava. Aos sete anos, ainda dava os primeiros passos na construção de frases completas. Hoje, sobe aos palcos para falar sobre autismo para milhares de pessoas ao redor do mundo e é reconhecido como uma das vozes mais influentes do movimento de aceitação e inclusão de pessoas autistas.

A trajetória do especialista é uma daquelas histórias capazes de desafiar expectativas. Diagnosticado com autismo aos 4 anos de idade, ele enfrentou dificuldades significativas de comunicação durante a infância. O que ninguém imaginava naquela época era que aquele menino se tornaria um palestrante internacional, autor best-seller, consultor de produções de alcance global e uma referência para famílias, educadores e profissionais que atuam com autismo.

Foi por meio do teatro que Kerry encontrou uma ferramenta para desenvolver habilidades sociais e de comunicação. O palco, que inicialmente serviu como apoio para lidar com desafios cotidianos, acabou se transformando em uma profissão e em uma missão de vida: ampliar a compreensão sobre o autismo e ajudar a construir uma sociedade mais inclusiva.

Hoje, Magro já realizou mais de 1.400 palestras em diferentes países, incluindo apresentações no TEDx e no Google. Seu trabalho alcança escolas, universidades, empresas, organizações sociais e famílias que buscam compreender o autismo para além dos estereótipos.

Sua atuação também ajudou a transformar a representação das pessoas autistas na cultura e na mídia. Dr Kerry Magro é consultor da premiada série Love on the Spectrum U.S., da Netflix, sucesso internacional por retratar relacionamentos e experiências de pessoas autistas de forma respeitosa e autêntica. Também atuou como consultor da série Mrs. Fletcher, da HBO, e integrou a equipe de roteiristas da produção infantil Carl the Collector, da PBS Kids, que apresentou o primeiro personagem principal autista da história da emissora.

Além da atuação profissional, Kerry lidera a organização sem fins lucrativos KFM Making A Difference, criada para ampliar oportunidades para pessoas autistas e pessoas com deficiência. Desde 2011, a instituição já concedeu mais de 150 bolsas de estudo para estudantes autistas e apoiou iniciativas voltadas à inclusão educacional e profissional.

Nas redes sociais, seu alcance também impressiona. A página Kerry’s Autism Journey reúne mais de 300 mil seguidores e seus vídeos, produzidos para ampliar o diálogo sobre autismo e inclusão, já ultrapassaram 35 milhões de visualizações.

Para Cinthia Chiarelli, fundadora do Instituto Cintia Chiarelli, a relevância de Kerry vai muito além de sua história pessoal: “o que torna Kerry tão importante não é apenas sua trajetória de vida. É a capacidade de transformar experiência em conhecimento, acolhimento e impacto social. Ele ajuda famílias, educadores, profissionais e empresas a compreenderem que inclusão não é uma concessão, mas uma oportunidade de construir uma sociedade melhor para todos”.

No dia 11 de agosto, Dr Kerry Magro participará do evento Amor ao Espectro Autista, promovido pelo Instituto Cintia Chiarelli. Realizado ao vivo, via Zoom, com tradução simultânea para o português, o encontro reunirá famílias, profissionais da saúde, educadores e interessados no tema para discutir os desafios, avanços e perspectivas da inclusão de pessoas autistas.

Mais do que compartilhar conhecimento, a participação de Kerry representa uma oportunidade rara de ouvir alguém que ajudou a mudar a forma como o autismo é compreendido em diferentes partes do mundo e que continua trabalhando para que cada vez mais pessoas sejam reconhecidas por suas potencialidades, e não por suas limitações.

SERVIÇO

Evento: Amor ao Espectro Autista

Data: 11 de agosto de 2026

Horário: 20h

Formato: Online, via Zoom

Duração: 2 horas

Participação: Dr. Kerry Magro

Tradução simultânea: Sim

Inscrições:

Até 30 de junho: R$ 100

Após essa data: R$ 150

Fonte https://diariopcd.com.br/consultor-da-serie-love-on-the-spectrum-da-netflix-vem-ao-brasil-para-palestra-sobre-amor-ao-espectro-autista/

Postado Pôr Antônio Brito 

Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo reúne 79 atletas no Rio de Janeiro a partir deste sábado, 20

Atleta Alexandre Galgani no Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo 2025 | Foto: Alexandre Loureiro/CPB

O Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo será disputado neste fim de semana, entre sábado, 20, e domingo, 21, na Escola Naval, no Rio de Janeiro, com a presença de 79 atletas.

Dos inscritos, 58 são homens e 21 mulheres. Cada atirador disputará até três provas na competição.

O torneio conta com a participação do paulista Alexandre Galgani, 43, primeiro brasileiro a conquistar uma medalha paralímpica no tiro esportivo – uma prata nos Jogos de Paris 2024.

Representante do clube The Range, ele disputa as provas da classe SH2 (atiradores que precisam de suporte para a arma): R4 carabina de ar 10m em pé, R5 carabina de ar 10m deitado e R9 carabina 50m deitado.

Alexandre perdeu os movimentos do corpo aos 18 anos, após bater a cabeça no fundo de uma piscina durante um mergulho.

O atleta chega ao Circuito após uma semana de treinamentos na Alemanha, realizada em maio, como parte da preparação para o Campeonato Mundial da modalidade, marcado para ocorrer entre 7 e 18 de setembro, em Changwon, na Coreia do Sul.

Antes disso, Galgani fará parte da delegação de 11 atletas que representará o Brasil no 5º Open Para Shooting Grand Prix Club Internacional Arequipa, no Peru, competição programada para os dias 11 a 15 de julho. O evento é a principal competição da América do Sul neste ano e contabiliza pontos para o ranking mundial da modalidade.

Outra atleta que estará no Circuito paralímpico de tiro esportivo e no Grand Prix de Arequipa é a fluminense Débora Campos. Neste fim de semana, a representante do IMG disputa as provas da classe SH1 (sem suporte para a arma) P2 pistola de ar 10m SH1 e P3 pistola 25m misto.

No ano passado, a atleta foi a única mulher brasileira a subir ao pódio no Grand Pix de Arequipa. A fluminense conquistou o bronze na final feminina da prova P2 pistola de ar 10m da classe SH1.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo devem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Serviço
Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo
Data: 20 e 21 de junho, a partir das 9h (horário de Brasília)
Local: Escola Naval
Endereço: Av. Alm. Silvio de Noronha, s/n – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20021-010

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do tiro esportivo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/circuito-loterias-caixa-de-tiro-esportivo-reune-79-atletas-no-rio-de-janeiro-a-partir-deste-sabado-20/

Postado Pôr Antônio Brito 

Suporte para celular facilita uso de Libras e legendas no cinema

Novo suporte para celular facilita o acesso a Libras, audiodescrição e legendas em cinemas, oferecendo mais conforto e acessibilidade aos usuários.

Suporte para celular facilita uso de Libras e legendas no cinema

O dispositivo foi desenvolvido para encaixar no porta-copos das poltronas do cinema e dá mais estabilidade ao celular durante o uso do aplicativo que oferece recursos como legendagem descritiva, audiodescrição, janela de Libras e tradução e legendagem em diferentes idiomas, sem precisar segurar o celular durante toda a sessão. E sem atrapalhar os demais espectadores.

A empresa responsável pelo equipamento é a Conecta Acessibilidade, produtora especializada em acessibilidade audiovisual e projetos culturais.

O suporte físico foi criado para facilitar o uso de seu aplicativo em salas de cinema.

A solução surgiu a partir de demandas apresentadas por usuários surdos, que relataram a dificuldade de manter o aparelho nas mãos ao longo do filme para acompanhar legendas descritivas ou interpretação em Libras.

Após pesquisar alternativas disponíveis no Brasil e no exterior, a Conecta Acessibilidade decidiu desenvolver um modelo próprio, pensado para as características das salas brasileiras. O dispositivo é produzido por impressão 3D. Segundo a empresa, a escolha permite ajustes ergonômicos, produção sob demanda, otimização de custos e possibilidade de escala.

Os testes começaram em janeiro deste ano, em salas do Grupo Estação.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=cb312d56-81c6-4b77-aa32-d788abf1cf1e

Postado Pôr Antônio Brito 

Coluna Diária: Trajando Direitos - Justiça na Balança: O Direito do Cadeirante ao Cuidado Integral com a Saúde


Você já parou para pensar como um cadeirante sabe o próprio peso? Para a maioria das pessoas, basta subir em um equipamento em qualquer farmácia ou consultório. Para quem usa cadeira de rodas, esse ato simples se torna uma barreira intransponível. No blog Trajando Cidadania, hoje discutimos por que a falta de balanças adaptadas não é apenas um "detalhe logístico", mas uma violação de direitos.

🏥 Por que o peso é uma questão de Direito à Saúde?

O peso corporal não é apenas um número estético; é um dado clínico vital. A falta de balanças acessíveis (aquelas em que a pessoa entra com a própria cadeira e o equipamento desconta o peso do objeto) gera riscos graves:

  • Dosagem de Medicamentos: Antibióticos, anestesias e tratamentos quimioterápicos são calculados com base no peso exato. No "olhômetro", o risco de subdosagem ou toxicidade é real.

  • Acompanhamento Nutricional: Sem pesagem, é impossível monitorar perdas ou ganhos de massa que indicam a evolução de doenças crônicas.

  • Dignidade Humana: Muitas vezes, o cadeirante é pesado "no colo" de um enfermeiro ou familiar, uma situação vexatória que retira a autonomia do indivíduo.

📜 O que diz a Lei? Existe um "vácuo" legislativo?

Ao contrário do que parece, não falta lei, o que falta é especificidade e fiscalização.

  1. Constituição Federal (Art. 196): Garante que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Se o Estado não oferece meios para um diagnóstico preciso (como a pesagem), ele está falhando.

  2. Lei Brasileira de Inclusão - LBI (Lei 13.146/2015): No Artigo 18, a LBI é clara: os serviços de saúde devem garantir o acesso da pessoa com deficiência em igualdade de condições, inclusive com equipamentos adaptados.

  3. Norma Técnica NBR 9050: Estabelece os critérios de acessibilidade para equipamentos, mas muitas clínicas e hospitais ignoram a obrigatoriedade de possuir a balança plataforma.

O problema real: Embora a LBI exija "acessibilidade", não há uma lei federal que diga, por exemplo: "Toda farmácia ou posto de saúde de bairro DEVE ter uma balança para cadeirantes". Isso fica diluído em normas gerais, o que dificulta a punição para quem não oferece o equipamento.

🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?

Dizemos que entender essa luta é Trajar Direitos porque a cidadania precisa vestir todos os corpos.

Quando um cadeirante chega a um hospital e não encontra uma balança onde ele possa se pesar com autonomia, o "traje" da sua dignidade está sendo rasgado. Trajar esse direito significa exigir que a acessibilidade não pare na porta de entrada (com a rampa), mas que ela chegue ao consultório e ao exame médico.

É entender que a saúde de um cadeirante não pode ser baseada em estimativas. Lutar por balanças acessíveis é garantir que o sistema de saúde trate a pessoa com deficiência como um cidadão de corpo inteiro, e não como uma exceção ao padrão.


Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.

Matéria Postada por: Heleno Trajano.


18/06/2026

Especialistas defendem mudança de olhar da sociedade e alertam para desafios que persistem após o diagnóstico do TEA

Especialistas defendem mudança de olhar da sociedade e alertam para desafios que persistem após o diagnóstico do TEA

Celebrada em 18 de junho, data reforça a importância da inclusão, do respeito à neurodiversidade e do acesso a suporte especializado para pessoas autistas e suas famílias

O Dia Mundial do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, surgiu como um movimento internacional para promover o respeito à neurodiversidade e combater estigmas que ainda cercam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mais do que conscientizar sobre o diagnóstico, a data propõe uma reflexão sobre como a sociedade acolhe ou exclui pessoas autistas em diferentes fases da vida.

Nos últimos anos, o número de diagnósticos aumentou em todo o mundo. Dados mais recentes dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) apontam que aproximadamente 1 em cada 31 crianças de 8 anos é identificada com TEA nos Estados Unidos, uma prevalência significativamente maior do que a observada há duas décadas. O crescimento está relacionado principalmente ao avanço dos critérios diagnósticos, maior conhecimento sobre o transtorno e ampliação do acesso à avaliação especializada.

No Brasil, o Censo Demográfico do IBGE 2022 apontou que 2,4 milhões de pessoas estão dentro do espectro autista, com prevalência em homens (1,4 milhão). Ainda assim, especialistas alertam que o diagnóstico, por si só, não garante inclusão, desenvolvimento ou qualidade de vida.

Para a neuropsicopedagoga especialista em autismo e desenvolvimento infantil Silvia Kelly Bosi, o Dia do Orgulho Autista representa uma oportunidade de ampliar o debate para além das limitações frequentemente associadas ao transtorno.

“O orgulho autista não significa negar desafios ou dificuldades. Significa reconhecer que pessoas autistas têm formas próprias de perceber, interpretar e interagir com o mundo. Quando a sociedade passa a compreender essa diversidade, criamos ambientes mais inclusivos, reduzimos preconceitos e favorecemos o desenvolvimento de potencialidades que muitas vezes permanecem invisíveis”, afirma.

Segundo ela, ainda existe uma visão excessivamente centrada no diagnóstico.

“Receber o laudo é importante, mas ele não pode ser o ponto final da jornada. Muitas famílias enfrentam dificuldades para acessar terapias, suporte educacional e profissionais capacitados. O verdadeiro desafio começa depois do diagnóstico, quando é necessário garantir oportunidades reais de desenvolvimento e participação social”, destaca.

Inclusão ainda é um desafio

Embora a conscientização sobre o autismo tenha avançado nos últimos anos, a inclusão efetiva continua distante da realidade de muitas famílias.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com organizações ligadas à causa revelou que grande parte dos familiares de pessoas autistas ainda relata dificuldades relacionadas ao acesso à educação inclusiva, atendimento especializado e inserção social.

Para a psicóloga e neuropsicóloga Thaís Barbisan, um dos maiores obstáculos continua sendo a compreensão limitada sobre o que significa viver dentro do espectro.

“Muitas pessoas acreditam que inclusão é apenas permitir a presença do indivíduo autista em determinado ambiente. Na prática, inclusão significa criar condições para que ele participe, se comunique, aprenda e seja respeitado em suas particularidades. Isso exige adaptações, acolhimento e mudança de mentalidade”, explica.

A especialista ressalta que o impacto do preconceito pode ser significativo para a saúde mental.

“Quando uma criança ou adolescente cresce ouvindo que precisa agir exatamente como os outros para ser aceito, existe um risco maior de sofrimento emocional, ansiedade e baixa autoestima. O orgulho autista surge justamente como uma resposta a essa lógica, reforçando que diferenças não precisam ser corrigidas para terem valor”, afirma.

Respeitar as diferenças não significa ignorar as necessidades

O movimento da neurodiversidade tem ganhado força ao defender que diferenças neurológicas fazem parte da diversidade humana. No entanto, especialistas ressaltam que reconhecer capacidades e respeitar singularidades não significa ignorar necessidades de suporte.

A psiquiatra Fabricia Signorelli explica que o debate precisa ser equilibrado.

“Existe um avanço importante na compreensão de que pessoas autistas não devem ser definidas exclusivamente por suas dificuldades. Ao mesmo tempo, é fundamental reconhecer que muitas enfrentam desafios significativos relacionados à comunicação, autonomia, interação social e saúde mental. Valorizar a identidade autista não elimina a necessidade de apoio especializado quando ele é necessário”, afirma.

Segundo a médica, transtornos de ansiedade, depressão e sofrimento psíquico podem ocorrer com maior frequência quando barreiras sociais e preconceitos se acumulam ao longo da vida.

“A inclusão não é apenas uma questão de direitos. Ela também é uma estratégia de promoção da saúde mental. Ambientes acolhedores e acessíveis contribuem diretamente para o bem-estar e para a qualidade de vida das pessoas autistas”, acrescenta.

Autonomia e participação devem estar no centro das discussões

Para a terapeuta ocupacional Catiuscia Homem, um dos principais avanços dos últimos anos foi a ampliação das discussões sobre independência e protagonismo das pessoas autistas.

“Durante muito tempo, o foco esteve apenas na redução de comportamentos considerados inadequados. Hoje entendemos que o mais importante é oferecer recursos para que a pessoa desenvolva autonomia, participe da comunidade, construa relações e tenha qualidade de vida de acordo com suas próprias características e objetivos”, explica.

A especialista destaca que pequenas adaptações podem gerar impactos significativos na rotina.

“Quando pensamos em acessibilidade, muitas pessoas imaginam apenas estruturas físicas. No caso do autismo, também estamos falando de adaptações sensoriais, comunicacionais e sociais. Ambientes mais previsíveis, comunicação clara e respeito às necessidades individuais podem fazer toda a diferença na participação e no bem-estar”, afirma.

Uma data para celebrar e refletir

Criado por pessoas autistas e organizações ligadas ao movimento da neurodiversidade, o Dia Mundial do Orgulho Autista busca promover uma mudança de perspectiva: em vez de enxergar o autismo apenas sob a ótica das limitações, a proposta é reconhecer diferentes formas de pensar, aprender e interagir.

Para as especialistas, a data é um convite para que famílias, escolas, empresas e a sociedade como um todo avancem da conscientização para a inclusão efetiva.

“O orgulho autista nasce do reconhecimento de que cada indivíduo tem valor independentemente de suas diferenças. Quando deixamos de focar apenas no que a pessoa não consegue fazer e passamos a enxergar suas potencialidades, damos um passo importante para construir uma sociedade mais justa, acolhedora e verdadeiramente inclusiva”, conclui Silvia Kelly Bosi.

Fonte https://diariopcd.com.br/especialistas-defendem-mudanca-de-olhar-da-sociedade-e-alertam-para-desafios-que-persistem-apos-o-diagnostico-do-tea/

Postado Pôr Antônio Brito 

Copa de 2026: o sistema insiste em excluir mesmo quando invoca a inclusão

Copa de 2026: o sistema insiste em excluir mesmo quando invoca a inclusão - Opinião - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Em 2016, precisei acionar a Justiça para conseguir chegar à faculdade. A estação de trem de Queimados, na Baixada Fluminense, não tinha rampa. Trinta e três degraus me separavam do curso de Direito da UERJ. Cheguei lá mesmo assim. Mas não era falta de lei: era falta de vontade de cumpri-la. Aprendi desde cedo que, no Brasil, para uma pessoa com deficiência, o direito escrito e o direito vivido raramente são a mesma coisa.

Dez anos depois, a FIFA faz o mesmo com milhões de torcedores com deficiência no mundo inteiro. E chama isso de inclusão.


O aumento que não tem justificativa

Na Copa do Catar, em 2022, o ingresso para pessoas com deficiência na fase de grupos custava R$ 57. O acompanhante entrava de graça, com gratuidade garantida, porque a dependência de um acompanhante é, em muitos casos, condição necessária para a participação plena no evento, e não uma escolha. O custo total para os dois era, portanto, R$ 57.

Para 2026, a FIFA desfez essa lógica por completo. Primeiro, eliminou a gratuidade do acompanhante. Segundo, estruturou a venda de ingressos de forma que os setores mais baratos, onde o ingresso geral custa cerca de R$ 325, não contam com assentos acessíveis nem com estrutura adaptada para cadeirantes. A pessoa com deficiência simplesmente não tem como ocupar esses espaços. Sobra apenas uma saída: pagar a categoria mais cara, a única que oferece acessibilidade.

O resultado é brutal: o custo mínimo para uma pessoa com deficiência e seu acompanhante, que nesta Copa perdeu a gratuidade, assistirem a um jogo passou a ser de R$ 2.860, os dois ingressos somados. Um aumento de 4.900% em relação ao torneio anterior, para assistir ao mesmo evento, no mesmo papel de torcedor.

Além do impacto financeiro, segundo reportagem do jornal O Globo com base em apuração do The Sun, a FIFA também reduziu em cerca de um terço o número de assentos acessíveis, chegando, em alguns jogos, a uma média de apenas 18 lugares destinados a torcedores cadeirantes. Somado a isso, a entidade não estabelece nenhum mecanismo de verificação de quem compra esses ingressos, o que permite que cambistas os adquirem e revendem por valores ainda mais altos na própria plataforma oficial. O torcedor com deficiência paga mais, tem menos opções e ainda corre o risco de não encontrar lugar nenhum.


O que a lei diz sobre isso

Pense assim: é como cobrar tarifa dobrada de quem ocupa o assento preferencial no ônibus. A pessoa não escolheu precisar daquele lugar. Ela precisa dele. Cobrar mais por essa necessidade não é política de preços, é exploração. O direito internacional tem nome para isso. E o Brasil, apesar de contar com um dos sistemas normativos mais abrangentes do mundo em defesa das pessoas com deficiência, sabe melhor do que ninguém que lei no papel não é garantia de vida digna. Nossa luta é constante e extremamente difícil, porque o sistema, aqui e fora daqui, insiste em excluir mesmo quando invoca a inclusão. E cabe à pessoa com deficiência lutar para existir com respeito e dignidade, para ir onde quiser: ao trabalho, à escola, ao estádio de futebol ou a qualquer lugar do mundo. Quando a inclusão não é verdadeira, ela se afasta do seu verdadeiro significado e se torna apenas mais um instrumento de quem quer aparecer sem transformar.

Inclusão não é favor. É direito. E o direito não se concede. Se garante.

É precisamente por isso que o arcabouço jurídico construído ao longo de décadas serve como parâmetro do que qualquer ordenamento civilizado deveria exigir da FIFA.

Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) garante no artigo 4º que toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais, não apenas de estrutura física, mas de condições reais de acesso, inclusive econômicas. Quando um cadeirante é obrigado a pagar quase nove vezes mais do que um torcedor sem deficiência pelo mesmo evento, essa igualdade deixa de existir.

Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil em 2008 com força de emenda constitucional, vai além: seu artigo 30 determina que pessoas com deficiência devem participar de eventos esportivos em igualdade de condições com as demais. Quando uma política de preços impõe sistematicamente um custo mais alto a alguém por razão de sua deficiência, isso se chama discriminação indireta, modalidade reconhecida tanto pelo direito brasileiro quanto pelo direito internacional dos direitos humanos.

Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) completa o quadro. O artigo 39 proíbe que o fornecedor se prevaleça da condição de saúde ou condição social do consumidor para lhe impingir seus produtos e serviços (inciso IV), e proíbe exigir vantagem manifestamente excessiva (inciso V). O próprio CDC, no artigo 7º, determina que seus direitos não excluem aqueles previstos em tratados internacionais ratificados pelo Brasil, criando uma ponte direta com a Convenção da ONU.

Não se trata apenas de princípios abstratos. O Superior Tribunal de Justiça já enfrentou situação semelhante. No REsp 1.912.548/SP, julgado em 2021 e relatado pela ministra Nancy Andrighi, o STJ fixou que todos os fornecedores da cadeia de consumo têm o dever de zelar pela disponibilização de condições adequadas de acesso para que a pessoa com deficiência participe de eventos, e que toda a cadeia responde solidariamente pelos danos causados. O caso envolveu um cadeirante que comprou ingresso para um show após ser informado de que havia acessibilidade e chegou ao local sem nenhuma estrutura adaptada. A conclusão do tribunal foi direta: a organização do evento não pode se esconder atrás de terceiros para escapar da responsabilidade.

Três instrumentos jurídicos e uma jurisprudência consolidada do STJ apontando para a mesma conclusão: o que a FIFA está fazendo com os torcedores com deficiência não resiste ao escrutínio do direito. E se um dia prática semelhante chegar ao Brasil, as pessoas com deficiência têm amparo legal para reagir.

Mas o problema que acontece lá fora não pode ser normalizado, nem ignorado como se fosse distante demais para importar.

A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada por 190 países, e a própria Convenção Americana de Direitos Humanos estabelecem obrigações que transcendem fronteiras. O arcabouço jurídico internacional existe precisamente para isso: garantir que uma pessoa com deficiência possa buscar seus direitos e ser respeitada no Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar do mundo. O que não pode acontecer é que eventos de dimensão global como uma Copa do Mundo sirvam para normalizar a exclusão e empurrar para a invisibilidade quem o direito internacional já reconhece como titular pleno de direitos.


A sala sensorial não representa inclusão se você não consegue nem chegar até ela

A FIFA anunciou com destaque que todos os 16 estádios da Copa terão salas sensoriais para torcedores com autismo, ansiedade e outras chamadas “deficiências invisíveis”. A entidade usou essa iniciativa como prova pública de seu compromisso com a diversidade. A imprensa repercutiu. A narrativa de inclusão foi construída.

Mas há um problema fundamental que essa narrativa esconde: a sala sensorial pressupõe que a pessoa já está dentro do estádio. Ela é uma solução para quem já superou todas as barreiras anteriores. Para quem foi barrado na primeira delas, a sala não existe.

E a primeira barreira, para a maioria das pessoas com deficiência, é o preço do ingresso. Um torcedor autista que é também cadeirante não chega à sala sensorial se não conseguiu comprar o ingresso acessível. Um torcedor com deficiência visual que depende de acompanhante não chega à sala sensorial se o custo dos dois bilhetes ultrapassa R$ 2.860. A sala foi projetada para quem já entrou. A política de preços garante que muitos nunca entrem.

O que a FIFA fez, portanto, foi tratar a inclusão de um grupo específico como se fosse inclusão de todos, e usar essa narrativa para encobrir o que estava fazendo com os preços. Não é apenas contradição. É a diferença entre a inclusão de fachada e a inclusão de verdade. A primeira é visível, fotografável e serve ao discurso. A segunda exige que a pessoa com deficiência consiga entrar pela mesma porta, pagar o mesmo preço e ocupar o mesmo espaço que qualquer outro torcedor. Essa, a FIFA não oferece.

A Football Supporters Europe foi precisa: exigir que torcedores com deficiência paguem até 38 vezes mais do que há quatro anos é totalmente contrário ao que a entidade afirma sobre novos padrões de diversidade e inclusão.

A inclusão não pode ser seletiva. Ou é para todos, ou não é inclusão.


Trinta e três degraus tentaram me impedir de chegar à faculdade. Cheguei mesmo assim. Não podemos aceitar que R$ 2.860 impeçam alguém de chegar ao estádio.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
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  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/copa-de-2026-o-sistema-insiste-em-excluir-mesmo-quando-invoca-a-inclusao/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB abre inscrições para curso de qualificação profissional do SEST SENAT

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio do Programa Atleta Cidadão e em parceria com o Serviço Social do Transporte (SEST) e com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT), abre inscrições para cursos de qualificação profissional.

Serão disponibilizadas 75 vagas, sendo 45 para o curso de assistente administrativo e 30 para o curso de agente de conservação e limpeza, ambos na modalidade EAD, com aulas ao vivo. As aulas têm previsão de início para a primeira semana de agosto. As inscrições vão até 27 de junho, por meio deste formulário.

CONFIRA O EDITAL

Os cursos são voltados para o seguinte público: atletas integrados às seleções de modalidades paralímpicas (principais e jovens); atletas selecionados para edições do Camping Escolar Paralímpico; atletas integrados aos Centros de Referência e Desenvolvimento do CPB; atletas que tenham participado de competições nacionais e regionais promovidas pelo CPB ou por confederações filiadas ao Comitê; atletas em transição de carreira ou ex-atletas; atletas-guia, goleiros, calheiros e pilotos.

A iniciativa tem como objetivo ampliar as oportunidades de qualificação profissional e contribuir para a preparação dos participantes para o mercado de trabalho, especialmente em áreas com potencial de empregabilidade junto a empresas parceiras do setor de transporte.

O Programa Atleta Cidadão tem como objetivo estimular o desenvolvimento pleno da cidadania de atletas e ex-atletas paralímpicos em todas as fases da carreira (iniciação, alto rendimento e pós-carreira), por meio de formação educacional, capacitação e orientação profissional.

Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, os atletas contemplados devem entrar em contato por e-mail: atletacidadao@cpb.org.br

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-inscricoes-para-curso-de-qualificacao-profissional-do-sest-senat/

Postado Pôr Antônio Brito