31/03/2026

Projeto “Músicas, Notas & Sonetos” celebra inclusão por meio da arte com o sarau “Soneto em Cena” em SP

Projeto "Músicas, Notas & Sonetos" celebra inclusão por meio da arte com o sarau "Soneto em Cena" em SP

Com colaboração da Fundación Mapfre, apresentação é o resultado de oficinas realizadas com pessoas com deficiência em um encontro que une poesia, música e inclusão

No próximo 31 de março, às 14h, acontece na Galeria Olido, em São Paulo, a apresentação “Sarau: Soneto em Cena”, que marca a finalização do projeto “Músicas, Notas & Sonetos”, realizado pelo Instituto Olga Kos. A atividade reúne participantes com e sem deficiência em um encontro que une poesia, música e expressão artística, celebrando a diversidade e o poder transformador da cultura.

Inspirado pela musicalidade dos sonetos, pelos cordéis e pelas cantigas populares, o projeto promoveu, ao longo de suas oficinas, experiências de criação coletiva que exploraram ritmo, métrica e expressão corporal. Por meio de atividades de escuta sensível, improvisação poética e experimentação sonora, os participantes criaram versos autorais, declamaram, cantaram e descobriram novas maneiras de comunicar sentimentos e histórias.

De acordo com Francisco Xavier, orientador do Instituto Olga Kos, o projeto parte da música como instrumento de transformação. “A música é uma ferramenta de inclusão e de transformação. Mais do que pensar apenas em notas musicais ou afinação, buscamos trabalhar outros fatores que a sonoridade traz: a observação do som, a criatividade e a forma como cada participante se relaciona com ele”, afirma.

Ainda segundo Xavier, o processo pedagógico valoriza a expressão individual de cada participante. “Muitas vezes eles criam maneiras próprias de se relacionar com os instrumentos e com o ritmo. Nosso desafio é acolher essas diferenças e transformar tudo isso em uma experiência artística coletiva, sem perder a essência do processo de aprendizagem”, explica.

Para as famílias, acompanhar a evolução dos participantes é motivo de emoção. Tônia Blanco, mãe de Carlos, que possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conta, emocionada, a trajetória desde que o filho chegou no projeto e não queria interagir, até a apresentação em que, segundo ela, Carlos foi protagonista: “Frequentamos o Olga há mais de 10 anos. Quando o Carlos chegou, ele não entrava no grupo, estava sempre fora, escondido, sem aparecer nas fotos. Em 2025, tive uma surpresa tão grande, que todas as vezes que eu lembro, eu começo a chorar: na apresentação ele foi o protagonista do grupo. Tem um vídeo que eu não paro de assistir e, todas as vezes, eu choro”.

Lúcia Gomes Freire, mãe de Yasmin, de 18 anos, que tem síndrome de Down e participa de projetos do Instituto desde 2020, também ressalta o impacto da arte na vida da filha e conta sobre a direção diferente que ela, como mãe, seguiu: “Fiz um caminho diferente com a Yasmin. Sempre fiz questão da Yasmin participar de uma escola regular. Quando ela chegou na adolescência, quis apresentá-la aos pares e, no Olga, ela teve conhecimento de que existiam mais pessoas iguais a ela. Ela se conheceu e se viu dentro de todo o processo”.

Sobre a evolução proporcionada pela música, Lúcia reforça: “Cada apresentação é única. A gente percebe que, a cada projeto, ela avança um pouco mais, amplia o repertório musical e ganha mais autonomia para se expressar”, conta.

Com entrada gratuita, o “Sarau: Soneto em Cena” convida o público a vivenciar uma experiência sensível em que poesia, música e inclusão caminham juntas. No palco, cada verso e cada melodia revelam que a cultura pode ser um poderoso instrumento de transformação social e de valorização das diferenças.

Serviço
Sarau: Soneto em Cena – Encerramento do projeto “Músicas, Notas & Sonetos”
Data: 31 de março de 2026
Horário: 14h
Local: Galeria Olido – Avenida São João, 473, Centro – São Paulo
Entrada gratuita

Sobre o Instituto Olga Kos

Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos (IOK) é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como Oscip pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos artísticos, esportivos e científicos voltados a pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, promovendo inclusão, diversidade e acesso à cultura.

Fonte https://diariopcd.com.br/projeto-musicas-notas-sonetos-celebra-inclusao-por-meio-da-arte-com-o-sarau-soneto-em-cena-em-sp/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de remo conquista dois ouros e vence Sul-Americano em Porto Alegre

Remador Renê Pereira no Campeonato Sul-Americano realizado em Porto Alegre (RS) | Foto: Confederação Brasileira de Remo

A Seleção Brasileira de remo se sagrou campeã do Campeonato Sul-Americano da modalidade, realizado no último fim de semana em Porto Alegre (RS), com a conquista de duas medalhas de ouro – no single skiff masculino, classe PR1, e no double skiff misto, classe PR3.

As provas aconteceram na Ilha do Pavão, sede do Grêmio Náutico União, reunindo competidores paralímpicos de quatro países além do Brasil: Uruguai, Argentina, Peru e Equador.

O remador baiano Renê Pereira garantiu o ouro na disputa do single skiff masculino PR1 após concluir a prova em 7min39s37, à frente do oponente uruguaio Pedro Lescano (8min31s58). A classe PR1 é destinada a remadores com função mínima ou nenhuma função de tronco, que impulsionam o barco principalmente com braços e ombros.

O remador baiano, que é um dos destaques da Seleção, foi medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

A dupla formada pela carioca Diana Barcelos e pelo paulista Jairo Klug também comemorou o ouro no sábado, 28, com a vitória na prova do double skiff misto da classe PR3 (função residual nas pernas). Eles finalizaram a disputa em 5min53s95 e dividiram o pódio com as duplas Sol Pavia e Luís Salas (7min00s64), da Argentina, e Cláudia Ventura e Juan Carlos Rivera (8min06s06), do Peru.

Com as vitórias, o Brasil terminou na primeira colocação do quadro de medalhas, com dois ouros, seguido por Uruguai e Argentina, segundo e terceiro colocados, respectivamente, com uma prata cada.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-remo-conquista-dois-ouros-e-vence-sul-americano-em-porto-alegre/

Postado Pôr Antônio Brito 

Instituto Autismos e a música como ferramenta de inclusão e respeito

Instituto Autismos promove inclusão por meio da música e apresenta espetáculo com participantes no espectro em Brasília.

Instituto Autismos e a música como ferramenta de inclusão e respeito

Nem sempre o acesso à comunicação, à convivência e a espaços culturais acontece de forma natural para quem está no espectro do autismo. Por isso, o Instituto Autismos consolidou, ao longo de mais de uma década, um trabalho que une terapia, arte e protagonismo. Criado em 2015, o projeto atendeu mais de 5 mil participantes e suas famílias. O programa leva acessibilidade para pessoas que muitas vezes não têm acesso a diferentes formas de desenvolvimento. Os encontros acontecem semanalmente, em grupos reduzidos, ao longo de um processo que pode durar até 10 meses.

O resultado desse trabalho ganha visibilidade no musical “Uma sinfonia diferente”, que volta a ser apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília/DF. A montagem reúne cerca de 200 participantes em cena.

Ao longo dos encontros, são trabalhadas comunicação, linguagem e interação social. Mais de 25 mil pessoas já assistiram às apresentações, e 65% dos participantes desenvolveram linguagem verbal.

Dividido em 3 blocos, o espetáculo reúne gradualmente os participantes até o momento final, quando todos ocupam o palco. Em alguns trechos, monitores e familiares oferecem suporte, sem retirar o protagonismo.

O musical “Uma sinfonia diferente” acontece no Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília/DF, nos dias 4, 5, 11 e 12 de abril, às 16h, com classificação livre. Os ingressos devem ser retirados online, no site do CCBB, ou presencialmente na bilheteria do local.

Já o espetáculo da Oficina Batucadeiros de Música Corporal – “Corpo, música e encontro” – também acontece nos dias 4, 5, 11 e 12 de abril, às 14h30, com participação gratuita e classificação livre. Os ingressos serão disponibilizados no site um dia antes de cada oficina e presencialmente na bilheteria do local.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=61984a93-ee12-4d38-875f-39c471a3c54a

Postado Pôr Antônio Brito 

30/03/2026

MPF aciona Judiciário para que TRF3 corrija nomeações de cotistas em concurso

MPF aciona Judiciário para que TRF3 corrija nomeações de cotistas em concurso

Sentença ordena compensação nas próximas convocações para garantir cumprimento das cotas raciais e para pessoas com deficiência

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão da Justiça Federal que determina à União a adequação das próximas nomeações do concurso do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), de 2024, para o cargo de técnico judiciário, a fim de assegurar o cumprimento correto das regras de reserva de vagas para candidatos cotistas.

A sentença reconheceu que a sistemática adotada pelo TRF3 nas nomeações — ao contabilizar como cotistas candidatos aprovados também na ampla concorrência — acabou reduzindo, na prática, o número de pessoas negras e com deficiência efetivamente beneficiadas pela política afirmativa.

Na decisão, a Justiça determinou que, consideradas as nomeações já realizadas, o TRF3 deverá compensar nas próximas convocações, de modo a adequar o total de nomeações ao que prevê a legislação, especialmente o artigo 3º, §1º, da Lei nº 12.990/2014. A medida também se aplica às vagas destinadas a pessoas com deficiência, assegurando o cumprimento dos percentuais legais de reserva.

Na prática, a decisão impede que candidatos aprovados na ampla concorrência dentro do número de vagas sejam convocados para vagas reservadas, garantindo que essas vagas sejam efetivamente ocupadas por candidatos que dependem da política de cotas.

Fonte: Ministério Público Federal (MPF)Assessoria de Comunicação em São Paulo

Fonte https://diariopcd.com.br/mpf-aciona-judiciario-para-que-trf3-corrija-nomeacoes-de-cotistas-em-concurso/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção feminina de basquete em cadeira de rodas tem novo técnico canadense

Técnico Dylan Carter em momento com a Seleção feminina de basquete em cadeira de rodas | Foto: Leonardo Lemos/CBBC

O canadense Dylan Carter, de 32 anos, é o novo treinador da Seleção Brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas. Ele chega ao Brasil com a missão de liderar a equipe verde e amarela na disputa do Campeonato Mundial de Ottawa, no Canadá, que será disputado entre os dias 9 e 19 de setembro.

Carter é o primeiro treinador estrangeiro a assumir o comando da Seleção Brasileira feminina. Ele desembarca no país após uma longa experiência com a seleção canadense, onde trabalhou nos últimos 11 anos em diversas funções. Como assistente técnico, conquistou o quarto lugar nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

“Eu trabalhei com a seleção canadense por 11 anos e decidi sair no ano passado. Eu precisava de um novo desafio e acho que o Brasil me oferece isso. Estou muito animado por seguir adiante nesse Mundial e por poder liderar essas garotas”, declarou Carter.

Jovem, porém já com bagagem em grandes competições internacionais e acostumado a trabalhar com equipes femininas, o novo treinador tem o perfil desejado pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC).

“Fizemos um estudo e avaliações com vários nomes de treinadores de todo o mundo. Procuramos uma figura jovem e o Dylan é um estudioso do basquete em cadeira de rodas. Tenho certeza que ele vai nos colocar no melhor caminho”, destacou Mário Belo, presidente da CBBC.

Além de comandar as atividades com a Seleção Brasileira, Dylan Carter também deve participar de um programa mais amplo junto à CBBC. O canadense vai percorrer o país para conhecer as entidades que desenvolvem o basquete em cadeira de rodas feminino, compartilhando conhecimento e auxiliando no desenvolvimento das atletas e treinadores locais.

“O técnico Dylan já manifestou interesse em morar no Brasil e nos ajudar no crescimento das nossas atletas e também dos nossos treinadores, disseminando conhecimento e visitando cada clube que pratica o basquete feminino no Brasil. Dessa forma, sua presença agrega ainda mais e aumenta nossas possibilidades de ter um ganho técnico em todo o território nacional”, explicou Mário Belo.

Biografia

Nascido em Toronto, no Canadá, Dylan Carter iniciou sua trajetória no basquete em cadeira de rodas em 2014, como estagiário da federação canadense. Depois assumiu a função de analista de desempenho das equipes de seu país e, mais recentemente, atuou como assistente técnico das seleções feminina sub-25 e adulta.

Dylan também atuou, desde 2023, como treinador principal da equipe feminina da província de Ontário, no Canadá.

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-feminina-de-basquete-em-cadeira-de-rodas-tem-novo-tecnico-canadense/

Postado Pôr Antônio Brito 

Autistas adultos se tornam alvo de violência digital

Adultos autistas têm encontrado apoio no ambiente digital, mas também enfrentam crescente violência, golpes e cyberbullying, o que reforça a urgência de proteção, orientação profissional e conscientização social.

Autistas adultos se tornam alvo de violência digital

O cenário das pessoas autistas no Brasil atravessa uma mudança.

Agora, uma legião de adultos, que passaram décadas sem respostas, muitas vezes “mascarando” seus sinais sob diagnósticos genéricos de ansiedade crônica ou depressão, recebendo diagnósticos errados pela falta de conhecimento que empurrou milhares para as margens da compreensão clínica.

Hoje, munidos de maior acesso à informação, esses adultos buscam neuropsicólogos. É uma autodescoberta e o ambiente digital surge como o primeiro porto seguro, onde essas pessoas encontram grupos de relacionamento e comunidades que prometem o acolhimento.

No entanto, o que deveria ser um refúgio tem se revelado um campo de caça para predadores digitais e um laboratório de abusos psicológicos, um cenário alarmante onde a vulnerabilidade é instrumentalizada.

Grupos que nasceram para promover a inclusão de autistas foram infiltrados por usuários que se valem do suposto anonimato para transformar características do espectro em alvo.

Mais do que piadas cruéis, cresce neles um mercado ilícito: o comércio de carteirinhas de identificação e o uso oportunista de crachás por pessoas sem deficiência, cujo único objetivo é obter vantagens indevidas.

Nessa nova realidade das redes sociais, várias denúncias formais feitas têm sido ignoradas pela Meta, dona do WhatsApp.

Não são raras as vezes que a vítima só percebe o abuso quando já atingiu níveis extremos.

Existe uma propensão a um compartilhamento de informações que amplia a exposição a golpistas.

O bullying também deixa marcas com ansiedade decorrente de traumas que interferem em todos os relacionamentos das pessoas com autismo, até em entrevistas de emprego, dificultando a recolocação profissional.

Diferente de outras condições, o autismo não se revela em exames de laboratório ou em uma ressonância magnética, por exemplo.

O processo diagnóstico do autismo é elaborado com base em comportamento e habilidades. Não é um exame que possa ser feito, mas um conjunto de características da pessoa.

No mundo digital, a família deve exercer uma supervisão que equilibre autonomia e segurança, mantendo canais de diálogo abertos para que qualquer desconforto seja relatado sem medo de julgamentos.

E, nesse caminho, o papel do psicólogo e do analista do comportamento é preparar o indivíduo para identificar o abuso precocemente.

O combate ao cyberbullying contra autistas é uma urgência social.

Para garantir segurança e desenvolvimento real da pessoa com autismo, principalmente jovens e crianças, as famílias e até os adultos autistas têm que buscar órgãos de referência e profissionais.

Afinal, a conexão digital tem que ser uma ponte para o mundo, e não uma armadilha para o isolamento.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=2eb7217c-7291-4069-a694-6f9a64e312ea

Postado Pôr Antônio Brito 

28/03/2026

Inclusão não se arquiva: o esvaziamento silencioso da Lei de Cotas

Inclusão não se arquiva: o esvaziamento silencioso da Lei de Cotas - OPINIÃO - * Por Patrícia Siqueira

OPINIÃO

  • * Por Patrícia Siqueira

Um e-mail enviado por engano à fiscalização do trabalho, em Minas Gerais, revela mais do que um episódio isolado. Ele escancara uma prática que, embora frequentemente denunciada, ainda persiste de forma silenciosa: a tentativa de simular o cumprimento da Lei de Cotas sem promover, de fato, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O caso foi identificado e trazido a público pela Delegacia Sindical em Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (DS-MG/SINAIT), que alerta para o risco de esvaziamento de uma das mais importantes políticas de inclusão no país.

Na mensagem, uma empresa orienta a realização de publicações de vagas em curto intervalo de tempo, com posterior arquivamento do material. A finalidade não era recrutar, selecionar ou contratar, mas produzir evidências formais de um suposto esforço de preenchimento das vagas, sob o argumento de que o mercado estaria “saturado”. Trata-se de uma distorção grave da finalidade da legislação.

A Lei de Cotas não foi criada para gerar protocolos burocráticos ou alimentar arquivos corporativos. Sua razão de existir é corrigir uma exclusão histórica, garantindo que pessoas com deficiência tenham acesso real ao trabalho digno. Quando empresas reduzem essa obrigação a um conjunto de ações superficiais, esvaziam não apenas o espírito da lei, mas também o compromisso social que ela representa.

Não basta abrir vagas. É preciso criar condições efetivas de acesso e permanência. Isso envolve adaptação de processos seletivos, investimento em acessibilidade, eliminação de barreiras físicas e atitudinais, além de uma postura ativa na busca por profissionais. A inclusão exige intencionalidade, e não apenas formalidade.

O caso também evidencia a persistência de uma lógica capacitista em parte do setor empresarial, que ainda enxerga a contratação de pessoas com deficiência como um problema a ser contornado, e não como uma oportunidade de construir ambientes mais diversos, justos e produtivos. Essa mentalidade não apenas fere a legislação, mas empobrece o próprio mundo do trabalho.

Nesse contexto, a atuação da fiscalização do trabalho, fortalecida pela DS-MG/SINAIT, se mostra essencial. Não se trata apenas de verificar o cumprimento formal da lei, mas de assegurar sua efetividade. Anúncios de vagas, por si só, não comprovam inclusão. É preciso avaliar se houve esforço genuíno para contratar e integrar esses trabalhadores em condições dignas.

O episódio deve servir de alerta. A inclusão não pode ser tratada como uma obrigação incômoda a ser contornada com estratégias documentais. Ela precisa ser vivida, praticada e incorporada ao cotidiano das organizações.

A sociedade, o poder público e o setor produtivo têm responsabilidade compartilhada nesse processo. Transformar a Lei de Cotas em uma formalidade vazia é perpetuar desigualdades. Cumpri-la em sua essência é dar um passo concreto rumo a um mercado de trabalho mais humano e inclusivo.

  • * Patrícia Siqueira, Auditora-Fiscal do Trabalho e representante da DS-MG/SINAIT

Fonte https://diariopcd.com.br/inclusao-nao-se-arquiva-o-esvaziamento-silencioso-da-lei-de-cotas/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de rúgbi em cadeira de rodas é convocada para torneio na Austrália

O atleta Gabriel Feitosa (à direita) em partida válida pela final da Copa América de rúgbi em cadeira de rodas, no CT Paralímpico, em São Paulo, contra os Estados Unidos | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC) anunciou, nesta sexta-feira, 27, a lista de 12 convocados para a disputa do 2026 Santos Wheelchair Rugby World Challenge, torneio que será realizado entre os dias 23 e 26 de abril em Adelaide, na Austrália.

Os atletas presentes na lista elaborada pelo técnico Benoit Labrecque, apresentam-se à Seleção no dia 17 de abril e, em seguida, embarcam rumo à Austrália, onde ainda participam de algumas sessões de treinamentos antes da estreia na competição.

O Santos Wheelchair Rugby World Challenge é uma das principais competições internacionais do calendário de 2026 antes da disputa do Campeonato Mundial da modalidade, que será disputado em São Paulo (SP). Além do Brasil, outras cinco seleções já classificadas para o Mundial disputam o torneio: Grã-Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e a dona da casa Austrália.

“Será um torneio muito bom para nós. Precisamos ver como estamos agora [em relação] aos Estados Unidos e à Austrália. Jogamos com a Austrália no ano passado, mas o Ryley Batt [atleta da seleção australiana] está de volta agora, talvez seja mais difícil. E os EUA nós jogamos com eles no meio do ano, na Copa América, e queremos ver o quanto nós melhoramos desde aquela final em São Paulo”, explicou Benoit Labrecque, técnico da Seleção Brasileira, relembrando a decisão da competição continental, que terminou com vitória dos norte-americanos por 61 a 47.

Este é o segundo compromisso internacional do Brasil nesta temporada. Em fevereiro, a Seleção foi campeã da Musholm Cup, realizada na Dinamarca. A vitória representou o primeiro título brasileiro conquistado em solo europeu.

“As seleções que estarão na Austrália vão estar aqui no Mundial, então será um bom campeonato para a gente testar muita coisa. Será muito forte e vai ser legal poder jogar contra eles”, declarou o paulista Gabriel Feitosa, atleta da Seleção Brasileira que disputará a competição na Austrália.

Além dos 12 convocados, outros dois atletas brasileiros integram a delegação e viajam como convidados da Federação Australiana para a disputa do campeonato local. Victor Caldeira, do Santer Vikings (RJ) e Weberson Rodrigues, do BSB Quad Rugby (DF) vão integrar equipes locais durante a disputa do Campeonato Australiano de rúgbi em cadeira de rodas, que será realizado paralelamente ao Santos Wheelchair World Challenge.

Confira a lista de atletas convocados para o 2026 Santos Wheelchair Rugby World Challenge:
Alexandre Vitor Giuriato (3.0) – Gigantes (SP)
Antônio Carlos Martins Braga (1.5) – Santer Vikings (RJ)
Gabriel Feitosa de Lima (3.5) – IREFES (ES)
Gabriel Simplício (0.5) – Gigantes (SP)
Gilson Wirzma Jr (0.5) – Santer Vikings (RJ)
Guilherme Benevides Teixeira (3.0) – MSB Quad Rugby (SP)
Guilherme Figueiredo Camargo (1.5) – Minas Quad Rugby (MG)
Hawanna Ribeiro (0.5) – Gladiadores (PR)
Julio Cezar Braz da Rocha (3.5) – Santer Vikings (RJ)
Leonardo Pacca da Silva (0.5) – Gigantes (SP)
Lucas Junqueira (0.5) – Ronins (SP)
Rodolfo Fernando Polidoro (2.5) – Gigantes (SP)

Atletas em Desenvolvimento (Disputam o Campeonato Australiano)
Victor Luis Costa Caldeira (2.0) – Santer Vikings (RJ)
Weberson da Cruz Rodrigues (2.0) – BSB Quad Rugby (DF)

Patrocínio
A Caixa e a Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do rúgbi.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte Pohttps://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-rugbi-em-cadeira-de-rodas-e-convocada-para-torneio-na-australia/

stado Pôr Antônio Brito 

PCD visuais denunciam ruas esburacadas em Teresina/PI

Pessoas com deficiência visual denunciam ruas esburacadas e alagadas no entorno da Associação dos Cegos do Piauí, em Teresina, comprometendo mobilidade e segurança.

PCD visuais denunciam ruas esburacadas em Teresina/PI

A denúncia por si só já seria grave, mas ela fica ainda pior, pois as ruas esburacadas são exatamente no caminho que leva as pessoas até a entidade. A associação dos Cegos do Piauí, localizada na Rua Beneditinos - bairro São Pedro – Teresina/PI – capital do estado, denuncia dificuldades de acesso causadas por alagamentos, buracos e falta de estrutura nas calçadas da região.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a via completamente coberta por água após uma forte chuva, evidenciando os transtornos enfrentados diariamente por usuários e frequentadores da entidade.

Segundo a associação, os problemas não se limitam ao período chuvoso e comprometem a mobilidade e a segurança das pessoas com deficiência visual diariamente.

A denúncia aponta que, ao longo de cerca de 6 quarteirões, há diversos buracos que dificultam o acesso à entidade, principalmente nas calçadas.

A associação diz que a buraqueira se estende desde o acesso, por meio da Avenida Barão de Gurgueia, até a extensão da Rua Beneditinos, via direta que leva até a associação.

São muitos buracos e o local, segundo os transeuntes cegos ou com baixa visão, está intrafegável, mesmo sem chuvas.

Eles garantem que, de 3 anos para cá, a coisa piora a cada dia. A entidade conta que há alguns dias, um cego caiu em um buraco da rua.

A Associação dos Cegos do Piauí atende cerca de 1.700 pessoas, oferecendo assistência com aulas de alfabetização em braile, apoio pedagógico, serviço social e atividades de socialização para pessoas de qualquer idade.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=600cd1ad-e057-40dd-92a8-df736772c242
 
Postado Pôr Antônio Brito
 

27/03/2026

Internacional de hipismo termina com 16 índices batidos para Mundial na Alemanha

Participantes do Internacional de Paradestramento em Indaiatuba | Foto: Divulgação/CBH

Dezesseis conjuntos atingiram o índice técnico para o Mundial de hipismo de 2026 no último final de semana, 21 e 22, durante a disputa do Internacional CPEDI321 de Paradestramento. O evento reuniu 25 cavaleiros e amazonas brasileiros e um conjunto representando o Chile na Casa CBH, em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

Nos próximos dias, a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) vai divulgar a lista longa dos atletas candidatos a uma vaga na Seleção Brasileira (quatro conjuntos e um reserva) no Mundial, que será disputado em Aachen, na Alemanha, entre 11 e 23 de agosto.

As provas de Paradestramento são divididas nos graus I a V (maior ao menor grau de comprometimento físico) em diferentes níveis 3, 2 e 1* (graus de dificuldade) nas disputas do Grand Prix A e do Grand Prix B.

Por definição da Federação Equestre Internacional, para atingir o MER (Minimum Eligibility Requirement) – o conjunto precisa registrar um índice de, no mínimo, 64% de aproveitamento entre 1 de janeiro de 2025 e 6 de julho de 2026 nas provas da série 3* (a de maior dificuldade).

No Grau I, cinco conjuntos garantiram índice técnico nos Grand Prix A e B. No primeiro, Cleberson Leopoldino Antunes Palhano, com Fronterizzo da El Comandante, garantiu a vitória, 70,764%, seguido de perto pelo medalhista de bronze dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016 Sergio Froes Ribeiro Oliva, com Novidade VO, 70,65%. Já no Grand Prix B, a classificação top 2 se inverteu: Sergio, com Novidade VO, venceu, 72,708%, e Cleberson, com Fronterizzo El Comandante, foi vice, 71,36%.

Destaque também para Marcos Fernandes Alves, o Joca, medalhista de bronze de Pequim 2008, que retornou às competições com Jet Run M e conquistou dois terceiros lugares, com 69,500% e 68,750% de aproveitamento, respectivamente. Montando Danúbio, Cleberson atingiu 67,430% no Grand Prix A e 67,153% no Grand Prix B. Já Luiz Felipe Queiroz Menin, com Namorado VR, registrou 65,070% e 64,861%, respectivamente, no Grand Prix A e B.

No Grau II, quatro conjuntos conquistaram índices técnicos. No Grand Prix A, em mais um placar apertado, Flamarion Pereira da Silva, com Don Foritello, foi o vencedor, 68,161%, e Itano Kelvin Pereira Figueiredo, com Nicarágua do Rincão, 68,103%, ficou em 2º lugar. Enquanto no Grand Prix B, Itano e Nicarágua do Rincão levaram a melhor, 68,161%, e Flamarion, com Don Foritello, foi vice, 67,611%. Itano também garantiu dois terceiros lugares com Cravo do Rincão, cravando 66,724% e 66,278%. Também no Grand Prix B, Maykon Douglas Marques Cardoso garantiu seu primeiro índice técnico com Sonho Real HCR, 64,335%.

No Grau III, quatro conjuntos fizeram índice técnico. Em retorno às competições, Bianca Cagliari, com Novidade VO, venceu o Grand Prix A e B, respectivamente, com 68,389% e 69,166%. Já Ana Carolina Voltani Chaves, no Grand Prix A, emplacou 2º lugar com Icaro da Sasa JE, 65,945%, e foi 3ª com Iodo VO, 65,667%. No Grand Prix B, Ana repetiu a mesma classificação com ambas as montarias, elevando suas notas para 67,500% e 66,111%. Com a 4ª colocação no Grand Prix B, 64,945%, o Sgt. Ricardo Santos Ferreira, com Djibont do Rincão, também garantiu um índice técnico.

No Grau V, Thiago Fonseca dos Santos, obteve mais quatro índices técnicos, garantindo dobradinha no Grand Prix A: venceu com Caliscan JMen, 67,949%, e foi vice com SN Wonderboy, 67,350%. No Grand Prix B, novamente chegou em 1º com Caliscan JMen, 68,290%, e levou SN Wonderboy à 2ª colocação.

Somando-se a dois concursos em 2025, este é o 3º Internacional de Paradestramento na Casa CBH, novo polo equestre da Confederação Brasileira de Hipismo, com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro e do Comitê Olímpico do Brasil.

Além dos atletas em atividade no Brasil, o paulista e medalhista paralímpico e mundial Rodolpho Riskalla, atual nº 4 no ranking mundial Grau V, em atividade na Europa, tem índices técnicos e está entre os candidatos a uma vaga.

*Com informações da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH).

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
O atleta Rodolpho Riskalla é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 142 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/internacional-de-hipismo-termina-com-16-indices-batidos-para-mundial-na-alemanha/

Postado Pôr Antônio Brito 

Aracaju/SE: cuidado com a saúde mental das PCD

Aracaju amplia serviços de saúde mental para pessoas com deficiência e neurodivergentes, destacando vulnerabilidades causadas por preconceito, isolamento e falta de acessibilidade.

Aracaju/SE: cuidado com a saúde mental das PCD

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEMDEF), reforça a importância do cuidado com a saúde mental das pessoas com deficiência (PcD) e neurodivergentes.

Estudos apontam maior vulnerabilidade ao desenvolvimento de quadros depressivos quando comparado à população em geral, devido a fatores como capacitismo, isolamento social e barreiras de acesso a serviços e oportunidades.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,3 bilhão de pessoas vivem com alguma deficiência significativa, o que representa cerca de 16% da população mundial.

Entre as limitações mais relatadas estão as relacionadas à mobilidade, visão, audição e cognição.

Esses desafios afetam não apenas a participação social, mas também a saúde emocional.

A falta de acessibilidade e o preconceito contribuem para o aumento de sentimentos como tristeza profunda, ansiedade e depressão.

Aracaju/SE anunciou recentemente a ampliação da oferta de serviços de saúde especializados e multiprofissionais.

A iniciativa beneficiará crianças e adolescentes de até 15 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de pessoas com outras condições de neurodesenvolvimento, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Síndrome de Down, paralisia cerebral, síndromes genéticas e deficiência intelectual.

Garantir atendimento com equipes multiprofissionais em ambientes acessíveis e acolhedores é um passo decisivo para que as pessoas com deficiência vivam com mais dignidade.

Já está comprovado que indivíduos neurodivergentes têm maior probabilidade de desenvolver depressão devido a fatores como o mascaramento, estresse social e bullying.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=dc6b057d-a07e-49cf-8bb5-e35611eb4cdc

Postado Pôr Antônio Brito 

26/03/2026

Audiência pública: acessibilidade em aplicativos de transporte

MPF realizará audiência pública para discutir acessibilidade em apps como Uber e 99, abordando dificuldades enfrentadas por idosos e pessoas com deficiência.

Audiência pública: acessibilidade em aplicativos de transporte

O Ministério Público Federal (MPF) promoverá, no dia 13 de maio, uma audiência pública para debater formas de garantir a acessibilidade de idosos e pessoas com deficiência em aplicativos de transporte individual, como UBER e 99.

Esse público tem enfrentado dificuldades no uso destes serviços diariamente e há muito tempo, devido a atitudes capacitistas que resultam na recusa de corridas por parte dos motoristas, principalmente em locais de grande fluxo, como aeroportos e rodoviárias, e pelas desculpas mais absurdas.

A audiência pública faz parte de um procedimento do MPF que apura a falta de atendimento especializado pelos aplicativos e as consequentes dificuldades de locomoção enfrentadas por idosos e pessoas com deficiência. As informações levantadas reforçam a necessidade de se debater a capacitação dos motoristas e a criação de segmentos específicos nas plataformas para o transporte seguro tanto de idosos quanto de PcD, reduzindo barreiras ocasionadas por atitudes e casos de discriminação.

A legislação atual – segundo os próprios órgãos do governo federal admitem – é omissa quanto ao quantitativo de veículos acessíveis que deveriam ser disponibilizados pelas empresas de transporte por aplicativo, diferentemente do que ocorre com frotas de táxis e locadoras. Tais obstáculos representam uma violação de direitos garantidos pela Lei Brasileira de Inclusão e pelo Estatuto do Idoso, além da Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, da qual o Brasil é signatário.

A audiência é aberta ao público, entidades da sociedade civil e representantes das empresas Uber e 99, além de órgãos de defesa dos direitos PcD. Para participar é preciso fazer a inscrição pelo email: [prdc-sp@mpf.mp.br](mailto:prdc-sp@mpf.mp.br).

A audiência pública será realizada às 10h – dia 13 de maio, em formato virtual, com transmissão ao vivo pelo link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=e07f9618-e096-4a0d-a3e6-bbfb8daa18ed
 
Postado Pôr Antônio Brito 

Medalhistas do Parapan disputam o Campeonato Brasileiro de Jovens da bocha em Curitiba

Eduardo Vasconcelos (esquerda), Gabrielly Alves (meio), Samuel da Silva (direita) comemoram após a medalha de ouro nos pares BC1/BC2 no Parapan de Jovens Santiago 2025 | Foto: Wander Roberto/CPB

O Campeonato Brasileiro de jovens da bocha, realizado pela Associação Nacional de Desportos para Deficientes (ANDE), começa nesta quinta-feira, 26, em Curitiba. A competição conta com 67 atletas e segue até 1º de abril.

Entre os participantes estão os medalhistas do Parapan de Jovens de Santiago 2025: a rondoniense Gabrielly Alves e o carioca Samuel Silva, da classe BC1 (opção de auxílio de ajudantes). Ambos foram medalhistas de ouro nas equipes BC1/BC2 e prata nas respectivas disputas individuais.

Além deles, estão presentes os alunos da Escola Paralímpica de Esportes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB): os paulistas Luiz Henrique Santiago, da classe BC4 (outras deficiências severas, mas que não recebem assistência), Raphaela Borges, da classe BC4, e Maria Eduarda Gameleira, da classe BC2 (não podem receber assistência).

A Escola Paralímpica de Esportes é um projeto de iniciação esportiva gratuita oferecido pelo CPB no Centro de Treinamento Paralímpico. Por meio da Escolinha, são atendidas mais de 500 crianças e jovens, que participam de duas aulas semanais em uma das 15 diferentes modalidades esportivas que fazem parte do programa dos Jogos Paralímpicos.

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais da bocha.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/medalhistas-do-parapan-disputam-o-campeonato-brasileiro-de-jovens-da-bocha-em-curitiba/

Postado Pôr Antônio Brito 

Mercure São Paulo Pinheiros é destaque em todo o Brasil com o case “Construindo a Nova Era da Acessibilidade”

Mercure São Paulo Pinheiros é destaque em todo o Brasil com o case “Construindo a Nova Era da Acessibilidade”

Premiação aconteceu no Rio de Janeiro e destacou a importância da Inclusão e Acessibilidade na Rede Hoteleira

O Prêmio Bernache (Bernaches Awards) é uma distinção anual da Rede Accor criada em 1989 para reconhecer colaboradores (“Heartists®”) e hotéis que se destacam por projetos excepcionais em sustentabilidade (ESG), inovação, atendimento e trabalho em equipe, com etapas regionais e globais. Os vencedores recebem troféus, pin e experiências de viagem.

Em 2026 o evento reuniu toda a rede no Rio de Janeiro e o Hotel Mercure São Paulo Pinheiros foi o destaque em todo o Brasil com o case “Construindo a Nova Era da Acessibilidade”.

“Receber o Prêmio Bernache da Accor reforça nosso compromisso diário com a acessibilidade. Do atendimento à operação, cada ação busca tornar a experiência mais acolhedora e inclusiva. Seguimos avançando rumo a um futuro em que acessibilidade seja a norma, e não a exceção”, afirmou José Filipe Nóbrega, gerente do hotel que fica na capital paulista.

Mesmo com a vigência de legislações brasileiras que determinam a acessibilidade na rede hoteleira, o Mercure Pinheiros apresentou como a inclusão vai além das leis e é o primeiro hotel do Brasil a implementar o atendimento em Libras (Língua Brasileira de Sinais) por meio de uma plataforma digital. Em parceria com o ICOM, solução desenvolvida pela ONG AME, a iniciativa permite que hóspedes e clientes com deficiência auditiva comuniquem facilmente com a equipe do hotel, promovendo uma experiência de hospedagem mais acessível e inclusiva.

“Acreditamos que a hospitalidade deve ser acessível a todos, e esta iniciativa reforça nosso compromisso em eliminar barreiras e tornar a comunicação mais inclusiva. Nosso objetivo é garantir que os hóspedes se sintam acolhidos e tenham uma experiência plena em nosso hotel. E este é apenas mais um passo nessa jornada: o hotel continua investindo em melhorias e adaptações para garantir um ambiente cada vez mais acessível a todas as pessoas”, destaca Nóbrega.

O Hotel já havia também recebido a certificação internacional Green Key, que reconhece estabelecimentos comprometidos com práticas sustentáveis e de impacto positivo em aspectos sociais, além dos ambientais.

A Nova Era da Acessibilidade é realmente mostrada em todos os setores do Mercure. A acessibilidade já é cumprida desde a chegada do hóspede, na escolha dos apartamentos, que inclusive possuem unidades exclusivas para pessoas com nanismo e baixa estatura. Além do aplicativo em Libras, o Hotel oferece condições totais de mobilidade – inclusive para às áreas de lazer e piscina, e piso tátil em toda a área destinada aos hóspedes.

Para Nóbrega, “com muito apoio, estamos oferecendo – cada dia mais, um Hotel para acolher a todos, como toda tranquilidade, acessibilidade e inclusão”.

Fonte https://diariopcd.com.br/mercure-sao-paulo-pinheiros-e-destaque-em-todo-o-brasil-com-o-case-construindo-a-nova-era-da-acessibilidade/

Postado Pôr Antônio Brito 

25/03/2026

SP recebe o movimento OCUPA + DID em defesa dos direitos de pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento

SP recebe o movimento OCUPA + DID em defesa dos direitos de pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento

Evento chega à quarta edição, reúne mais de 20 entidades e acontece no dia 29 de março, em São Paulo

A Avenida Paulista será palco, no próximo dia 29 de março, da quarta edição do movimento OCUPA + DID, mobilização que reúne pessoas com deficiência intelectual e de desenSvolvimento (DID), famílias, organizações e a sociedade civil em torno da defesa de direitos e da ampliação da participação social.

Com concentração a partir das 9h, em frente à loja Soneda (Av. Paulista, 1405), o ato segue em caminhada até a unidade da marca na Rua Augusta, 1670, onde será realizado o encerramento com manifestações públicas e apresentações culturais.

Criado para enfrentar a invisibilidade histórica das pessoas com deficiência intelectual e de desenvolvimento, o movimento propõe um deslocamento importante no debate público: da lógica assistencial para o reconhecimento do protagonismo, da autonomia e da participação ativa na sociedade.

Um movimento por visibilidade e participação

O OCUPA + DID é uma iniciativa da sociedade civil, com apoio institucional de diversas organizações, e integra o calendário de mobilizações relacionadas à síndrome de Down, ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e às neurodivergências.

“Nós somos muito acomodados porque sempre fazem tudo pra gente. Às vezes a gente até tenta fazer as coisas, mas não deixam, então para que tentar?” questiona Andressa Martins, auxiliar de cabeleireiro do projeto Beleza em Todas as Suas Formas.

A proposta é ampliar a presença de pessoas com DID no espaço público e reforçar que cidadania se exerce no cotidiano — com acesso, escuta e participação nas decisões que impactam suas próprias vidas.

Durante o evento, estão previstas falas protagonizadas por pessoas com DID, além da participação de coletivos, instituições públicas e organizações sociais. A programação inclui ainda apresentações culturais e espaços de expressão direta dos participantes.

O que é DID

DID é a sigla para Deficiência Intelectual e de Desenvolvimento, condição caracterizada por diferenças no funcionamento cognitivo e no comportamento adaptativo, podendo impactar habilidades sociais, conceituais e práticas. Essas características não limitam direitos. Com a redução de barreiras sociais, educacionais e atitudinais, pessoas com DID podem estudar, trabalhar, empreender, consumir, votar, produzir cultura e participar ativamente da vida social e econômica.

Por que o tema importa

De acordo com o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem mais de 18 milhões de pessoas com deficiência. Quando consideradas suas redes familiares, o impacto social e econômico alcança dezenas de milhões de brasileiros. Nesse contexto, iniciativas como o OCUPA + DID contribuem para ampliar o debate sobre inclusão, acessibilidade e participação social, além de evidenciar a necessidade de políticas públicas e práticas institucionais mais efetivas.

Estrutura e participação

A edição de 2026 deve reunir entre 800 e 1.000 participantes. Em 2025, o evento mobilizou cerca de 600 pessoas. O percurso da caminhada tem aproximadamente 800 metros (cerca de 12 minutos a pé), ligando os dois pontos de concentração. Ao final do evento, será realizada uma escuta organizada dos participantes, com espaço físico acessível (totem/urna) e canal digital para registro de propostas e contribuições, que poderão ser sistematizadas em documento público.

Realização

O evento é realizado pelo Instituto MetaSocial e Espaço Mosaico, com co-realização da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), Down Syndrome International, Em Pulso, MAIA Educacional, Beleza em Todas as Suas Formas, Instituto Movimentarte e Instituto Projeto Irmãos. Conta com apoio das lojas Soneda e Alfaparf, além de instituições como Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), Instituto Alana e SMPED (Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência).

Serviço

Evento: Movimento OCUPA + DID 2026

Data: 29 de março de 2026

Horário: das 9h30 às 12h30

Concentração: Loja Soneda – Av. Paulista, 1405 – São Paulo/SP

Chegada: Loja Soneda – Rua Augusta, 1670

Percurso: aproximadamente 800 metros (cerca de 12 minutos a pé)

Participação: gratuita e aberta ao público

Sobre o Instituto Serendipidade

Fundado em 2019,  Serendipidade é uma organização sem fins lucrativos que tem o propósito de transformar a sociedade através da inclusão de pessoas com deficiência no Brasil, impulsionando impacto social relevante, colaborativo e inovador, sempre prezando pela representatividade, protagonismo, de forma transversal e acima de tudo, com muito respeito. As iniciativas que atendem diretamente o público são: Programa de Envelhecimento Ativo, em parceria com a APOIE-SP, que atende mais de 60 idosos com algum tipo de deficiência intelectual para promoção do bem-estar; e o Projeto Laços, que acolhe famílias que recebem a notícia de que seu filho (a) tem algum tipo de deficiência. O Serendipidade já impactou mais de dois milhões de pessoas, criando pontes, gerando valor em prol da inclusão e através do atendimento direto a pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. 

Mais informações em www.serendipidade.org.br E nas mídias sociais @institutoserendipidade

Fonte https://diariopcd.com.br/sp-recebe-o-movimento-ocupa-did-em-defesa-dos-direitos-de-pessoas-com-deficiencia-intelectual-e-de-desenvolvimento/

Postado Pôr Antônio Brito 

Futsal é ferramenta de inclusão, e reforço da autoestima para pessoas com Síndrome de Down no interior de SP

Futsal é ferramenta de inclusão, e reforço da autoestima para pessoas com Síndrome de Down no interior de SP

“Meu filho se sente um atleta, uma pessoa responsável, dentro da medida que ele considera responsabilidade. E isso para o sistema emocional dele é muito importante, assim como para o psicológico”, relata orgulhoso o aposentado Arlindo Gutierrez, pai do atleta Diego Gutierrez, de 39 anos.

Diego começou no futsal junto com a formação da equipe de Futsal Down da Associação de Reabilitação Infantil Limeirense (Aril), há exatos 22 anos. O local é uma referência municipal no atendimento de pessoas com deficiência física ou intelectual, oferecendo suporte educacional em diversas áreas.

A ideia inicial era ter mais uma atividade para os alunos, mas não demorou para que o futsal se tornasse uma paixão e fizesse dos 12 integrantes, atletas da modalidade. “Eles estão aqui todas as quintas-feiras para os treinos e, mesmo com as limitações, são muito disciplinados. No esporte, eles aprendem a seguir regras, que no caso, são oficiais da FIFA. Esse comprometimento tem feito com que evoluam diariamente”, relata o técnico da equipe, Cleber de Oliveira Filho.

A Síndrome de Down é uma alteração genética conhecida como trissomia do cromossomo 21, onde a pessoa tem um cromossomo a mais, sendo 47 no total, ao invés de 46. Essa alteração gera características físicas e cognitivas específicas. Mas é importante reforçar que não se trata de doença, mas uma condição. Com acompanhamento multidisciplinar precoce, a pessoa com Síndrome de Down pode conquistar a inclusão social, escolar, social e até profissional.

No caso do Futsal Down, a coordenação motora, o condicionamento físico, que fazem parte da modalidade, ainda contribuem para a qualidade de vida dos atletas, “Claro que existe uma adaptação em relação ao futsal tradicional, pois a pessoa com a síndrome de Down tem menos tônus muscular e deslocamento mais lento. O tempo de reposição do lateral, por exemplo, é maior, explica Cleber.

Nessas duas décadas o time tem viajado pelo país participando de competições e permitindo que os atletas vivam novas experiências com mais autonomia. E para que isso aconteça, o apoio da iniciativa privada é primordial. O Instituto Adimax, organização sem fins lucrativos localizada em Salto de Pirapora (SP), oferece recursos ao time por meio do programa Paradesporto, um dos 11 programas sociais do instituto.” Nós contribuímos com essa pequena parcela para que as pessoas com Síndrome de Down tenham a chance de se desenvolver em sua máxima capacidade. Nesse cenário atual, isso é inclusão. Cada conquista deles, é nossa também”, reforça Edmilson Bueno, gestor do programa.

 O time tem retribuído à altura com um histórico de dedicação e superação. A equipe já foi campeã regional e atualmente treina para brilhar na Copa do Brasil que vai acontecer em julho, na capital Maceió (AL). “Estamos trabalhando para isso, porque o sonho e a vontade, eles já têm,” garante Cleber.

Sobre o Instituto Adimax

Localizada em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, a sede conta com uma estrutura completa. São 15 mil metros quadrados, com maternidade, canil, clínica veterinária, centro cirúrgico, área de soltura, lazer e treinamento, prédio administrativo e hotel para receber futuras pessoas com deficiência visual que receberão os cães-guias, e uma equipe multidisciplinar, distribuída nas áreas de saúde e bem-estar, equipe técnica, administrativo, relações institucionais, assistência social, responsabilidade social e operacionais, totalizando 53 colaboradores.

 O propósito do Instituto é apoiar a inclusão de pessoas com deficiência ou em situação de vulnerabilidade e o bem-estar animal.

Antes de chegarem ao seu destino, os cães são acolhidos por famílias voluntárias onde ficam pelo período de um ano. O papel dos socializadores é expor os animais às mais diversas situações do cotidiano, para promover seu desenvolvimento e acostumá-los à rotina. Além, é claro, de dar a eles tempo e amor. Depois desse período, os cães voltam para o instituto e ficam entre 4 e 6 meses em treinamento. Após formados, poderão ser doados para dar início a missão: transformar a vida de pessoas com deficiência visual.

Além do Programa Cão de Assistência, o Instituto conta com outros 10programas sociais que tem como finalidade a inclusão social e cuidado de pessoas em vulnerabilidade.

A entrega do cão guia é feita de forma totalmente gratuita aos candidatos que preencham os requisitos do Programa. A inscrição é feita diretamente no site: www.institutoadimax.org.br na aba cão guia.  

Fonte https://diariopcd.com.br/futsal-e-ferramenta-de-inclusao-e-reforco-da-autoestima-para-pessoas-com-sindrome-de-down-no-interior-de-sp/

Postado Pôr Antônio Brito 

Agressão contra aluno autista em escola expõe falhas graves na proteção e inclusão

Agressão contra aluno autista em escola expõe falhas graves na proteção e inclusão

A Autistas Brasil manifesta profunda indignação diante do caso de violência ocorrido na última semana, em uma Escola Municipal em Campo Grande (MS), onde um estudante autista de 12 anos foi brutalmente agredido por um colega de escola e pela mãe do aluno.

De acordo com informações registradas pelo Conselho Tutelar da cidade, o episódio teve início dentro da sala de aula. A situação se agravou posteriormente, quando a mãe do aluno também teria participado das agressões físicas. A vítima precisou ser encaminhada para atendimento médico e chegou a ser internada em decorrência dos ferimentos.

Situações como essa evidenciam, mais uma vez, a vulnerabilidade a que pessoas autistas ainda estão expostas, inclusive em espaços que deveriam ser de acolhimento, proteção e desenvolvimento.

A violência contra uma criança autista não é um caso isolado — é reflexo da falta de preparo estrutural, de informação e de responsabilização adequada por parte das instituições e da sociedade. É fundamental que episódios como esse sejam rigorosamente apurados e que os envolvidos sejam devidamente responsabilizados.

“Quando uma criança autista é agredida dentro da escola, estamos diante de uma falha grave de proteção. A escola precisa ser um espaço seguro, preparado para acolher e garantir direitos — não um ambiente onde a violência acontece. Esse caso reforça a urgência de formação adequada dos profissionais, de protocolos claros e de uma mudança de cultura para enfrentar o capacitismo ainda tão presente na sociedade. Não podemos tratar situações como essa como episódios isolados, mas sim como um alerta de que a inclusão ainda não está sendo plenamente garantida.”, afirma Guilherme de Almeida, presidente da Autistas Brasil.

 

A Autistas Brasil reforça que o ambiente escolar precisa estar preparado para garantir a inclusão com segurança, respeito e dignidade. Isso passa por formação continuada de profissionais, protocolos claros de proteção e uma cultura ativa de combate ao capacitismo. A organização segue acompanhando o caso e se coloca à disposição para contribuir com o debate público e com a construção de caminhos que garantam a proteção e os direitos das pessoas autistas.


Sobre a Autistas Brasil

Organização nacional fundada e liderada por pessoas autistas, a Autistas Brasil atua na formulação de políticas públicas, na incidência jurídica e no desenvolvimento de programas educacionais em larga escala. Nos últimos três anos, suas ações alcançaram mais de 21 mil educadores em todo o país, consolidando a instituição como referência em inclusão, neurodiversidade e direitos humanos.

Fonte https://diariopcd.com.br/agressao-contra-aluno-autista-em-escola-expoe-falhas-graves-na-protecao-e-inclusao/

Postado Pôr Antônio Brito 

24/03/2026

SAP abre inscrições para programa de desenvolvimento de lideranças voltado a organizações que atendem pessoas com deficiência no Sudeste e Sul

SAP abre inscrições para programa de desenvolvimento de lideranças voltado a organizações que atendem pessoas com deficiência no Sudeste e Sul

Executada pela ASID Brasil, ação selecionará instituições de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul para jornada gratuita de desenvolvimento com foco em liderança, gestão e inovação social

Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que atuam exclusivamente em causas com pessoas com deficiência nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul já podem se inscrever no Impact Journey 2026, programa de desenvolvimento de lideranças promovido pela SAP, líder mundial em soluções de software para negócios, e executado pela ASID Brasil, uma plataforma de soluções para inclusão socioeconômica da pessoa com deficiência. A iniciativa oferecerá 10 vagas para uma jornada gratuita de capacitação e mentoria que ocorrerá entre os meses de abril e setembro.

O programa tem como objetivo fortalecer a gestão e a sustentabilidade das organizações sociais, por meio da transferência de conhecimento técnico e de gestão de voluntários da SAP. “Nas edições anteriores do projeto, vivenciamos momentos muito ricos de troca entre profissionais da empresa e lideranças de organizações que atuam com pessoas com deficiência. A combinação entre conhecimento técnico, experiência profissional e o olhar social das organizações cria um ambiente de aprendizado muito potente para todos os envolvidos. Mais do que conteúdos ou ferramentas, o que mais nos marca nesses projetos é a troca genuína entre pessoas. Ver essas conexões acontecendo e acompanhar o desenvolvimento das organizações ao longo do processo é algo que nos inspira muito enquanto ASID”, comenta Amanda Gogola, supervisora de Projetos da ASID Brasil. 

Ao longo de seis meses, as organizações selecionadas participarão de duas etapas principais. A primeira é o Solidarity Month, que reúne 20 horas de workshops on-line voltados ao desenvolvimento de lideranças. Serão abordados temas estratégicos para o fortalecimento das organizações, como gestão de pessoas, liderança, gestão financeira, comunicação e mídias sociais, vendas e marketing, ferramentas digitais, relacionamento com investidores, planejamento estratégico, ferramentas de gestão e gestão de crise.

Já a segunda etapa consiste na Jornada de Design Thinking, um hackathon social que conecta organizações a mentores voluntários da SAP para a construção de soluções práticas para desafios reais enfrentados pelas instituições. A partir disso, voluntários da SAP trabalham no desenvolvimento de possíveis soluções, que são apresentadas ao final da jornada em um encontro on-line de encerramento do programa.

“O Impact Journey é importante porque conecta o conhecimento das pessoas da SAP com organizações sociais que realmente precisam desse apoio. Pelo voluntariado, nossos colaboradores ajudam essas instituições a se estruturarem melhor, resolver desafios e ganharem força para continuar impactando vidas. A parceria com a ASID Brasil faz tudo isso acontecer com método, cuidado e experiência, garantindo que cada ação gera resultados de verdade que são comprovados através do número de pessoas que são impactadas com esse projeto.  Apoiar projetos desse tipo é importante porque as OSCs têm um papel estratégico na entrega de serviços e soluções sociais, contribuindo diretamente para o desenvolvimento das comunidades em que as empresas estão inseridas”, complementa Isadora Colling, CSR Líder de Pilar para Accelerate Social Business da SAP. 

Critérios de inscrição

Impact Journey é destinado a OSCs que atendem diretamente pessoas com deficiência, possuam ao menos 100 beneficiários, não tenham participado anteriormente de iniciativas da SAP e tenham disponibilidade para acompanhar todas as etapas do programa. 

O processo seletivo ocorre em duas etapas, com o preenchimento do formulário de inscrição e análise do perfil da instituição com base nos critérios estabelecidos pelo programa. Após a seleção, as instituições escolhidas participarão de uma jornada de desenvolvimento, realizada ao longo de cinco semanas e que somam 20 horas de capacitação, com encontros virtuais pela plataforma Teams.

Inscrições

As inscrições estão abertas até 20 de abril, às 14h (horário de Brasília), e o resultado das organizações selecionadas será divulgado em 23 de abril, por e-mail. Dúvidas, questões de acessibilidade ou problemas durante o processo de inscrição podem ser encaminhados para taynara.santos@asidbrasil.org.br. Para consultar o edital, clique aqui. Para participar, as organizações interessadas devem preencher o formulário disponível no link https://forms.gle/mJf6rgtHUVn2LxTR8.

Sobre a ASID Brasil

A ASID Brasil é uma plataforma de soluções para inclusão socioeconômica da pessoa com deficiência. Idealiza, executa e dissemina soluções de desenvolvimento social em todo território nacional. Suas soluções criam oportunidades para pessoas com deficiência e seu núcleo familiar, além de incentivar novas tecnologias sociais. Atua desde 2010 com 120.000 pessoas impactadas e mais de 8 mil voluntários, a ASID Brasil conta com reconhecimentos nacionais e internacionais como Melhores ONGs Época, United People Global, e o Prêmio Viva Idea como melhor solução de impacto coletivo da América Latina. Mais informações: https://www.asidbrasil.org.br

Sobre a SAP

Como líder global em aplicações e inteligência artificial empresariais, a SAP (NYSE:SAP) está no centro dos negócios e da tecnologia. Por mais de 50 anos, organizações confiaram na SAP para extrair o seu melhor ao unir operações críticas que abrangem finanças, compras, RH, cadeia de suprimentos e experiência do cliente. Para mais informações, visite www.sap.com.

Fonte https://diariopcd.com.br/sap-abre-inscricoes-para-programa-de-desenvolvimento-de-liderancas-voltado-a-organizacoes-que-atendem-pessoas-com-deficiencia-no-sudeste-e-sul/

Postado Pôr Antônio Brito 

Nova chance de exame físico para advogado com nanismo em concurso

Advogado com nanismo consegue na Justiça o direito de refazer exame físico em concurso da Polícia Civil após questionar falta de adaptação.

Nova chance de exame físico para advogado com nanismo em concurso

Para aqueles que não acreditavam que o recurso do advogado Matheus Menezes Matos, de 25 anos, com nanismo, que foi reprovado no exame físico da Polícia Civil para delegado em MG por apenas alguns centímetros numa prova de salto daria certo: o resultado está aí! Ele poderá SIM refazer o teste físico do concurso para delegado da Polícia Civil. A decisão foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Morais, na terça-feira, dia 17, e divulgada nas redes sociais do candidato.

O caso de Matheus viralizou nas redes sociais após ele denunciar que foi aprovado em todas as etapas teóricas do concurso para delegado da PCMG, mas eliminado no Teste de Aptidão Física (TAF). De acordo com o jovem advogado com nanismo, ele solicitou adaptações razoáveis para realizar a prova física, mas teve o pedido negado.

De acordo com a sentença, a necessidade de adaptação no exame físico terá que ser avaliada para, então, o candidato refazer o exame.

Segundo o advogado de Matheus, o que ocorreu com ele foi um “grave desrespeito”. A mesma opinião de milhares de pessoas em todo o país que ficaram sabendo do ocorrido.

A decisão do STF se baseou na ADI 6476, que garante a inconstitucionalidade de excluir o direito de adaptação razoável nos testes físicos para pessoas com deficiência, assim como submetê-las aos mesmos critérios aplicados aos demais candidatos sem demonstrar que aquele parâmetro específico é necessário ao exercício da função.

Parabéns ao Matheus e boa sorte no novo teste, agora mais justo!

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=c40d12ee-0274-47e7-a1db-c2532b52bfe9

 Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil conquista 11 medalhas com Seleção de jovens em cadeiras de rodas na Argentina

Atletas da Seleção Brasileira de jovens em cadeira de rodas posam para foto na Argentina | Foto: Divulgação/CPB

A primeira Seleção Brasileira de jovens de Corrida em Cadeiras de Rodas encerrou sua participação no Camping Internacional de Treinamento da categoria e no 4º Open Provincia de Neuquén, ambos na Argentina, com 11 medalhas (7 ouros, 1 prata e 3 bronzes). A participação da equipe nos eventos ocorreu entre 16 e 21 de março.

A competição contou com atletas de outros sete países: Uruguai, Chile, Argentina, Guatemala, Colômbia, México e Peru.

Entre os destaques brasileiros, o paulista Eduardo Bento, da classe T54, conquistou três medalhas de ouro, nos 100m, 400m e 800m, mesmas provas nas quais se sagrou campeão nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens de 2025, em Santiago, no Chile. Já a mineira Kássia Pires de Souza, da classe T54, foi a campeã das provas de 100m e 400m.

Eduardo Leonel, treinador do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) à frente da missão, avaliou como positivo o desempenho brasileiro. “Foi incrível ver nossos jovens participando do Camping em altíssimo nível e nossa metodologia de trabalho ter sido considerada referência durante o evento. Na competição, tivemos um êxito muito grande. Fomos o país com mais medalhas quando consideramos as provas para atletas em cadeiras de rodas. Nossos jovens tiveram a possibilidade de vivenciar duelos interessantes com atletas experientes e conseguimos chegar ao pódio’, afirmou.

O treinador considera que os atletas participantes da missão em breve podem fazer parte da Seleção principal. “Eles sentiram pela primeira vez as dificuldades de logística de eventos internacionais fora do Centro de Treinamento Paralímpico. Experimentaram uma disputa em uma pista mais pesada, na qual você não corre pela melhor marca, e sim pelo resultado. Isso faz parte de um processo de um amadurecimento de nossos atletas, para que em breve eles possam participar de missões maiores, como etapas de Grand Prix, Mundiais e Jogos Parapan-Americanos”.

Confira as medalhas conquistadas pelos brasileiros:

Eduardo Bento – T54
Ouro – 100m (15s10)

Ouro – 400m (51s11)

Ouro – 800m (1min50s48)

Kássia Pires de Souza – T54
Ouro – 100m (17s04)

Ouro – 400m (57s17)

Wellington Kauã – T34
Ouro – 100m (16S17)

Ouro – 800m (2min01s88)

Geovanne Amorim – T54
Bronze – 100m (15s23)

Bronze 800m (1min50s70)

Tarcisio Alves – T54
Prata – 1.500m (3min39s25)
Bronze – 400m (53s13) (3min39s25)

Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Asics e a Braskem são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-conquista-11-medalhas-com-selecao-de-jovens-em-cadeiras-de-rodas-na-argentina/

Postado Pôr Antônio Brito 

Pesquisa inédita aponta que trabalhadores com deficiência ganham mais espaços nas metalúrgicas de Osasco e região

Pesquisa inédita aponta que trabalhadores com deficiência ganham mais espaços nas metalúrgicas de Osasco e região

Pesquisa mostra que contratações têm o melhor índice desde 2016

A contratação de pessoas com deficiência nas metalúrgicas de Osasco e região registrou avanço importante em 2025, quando a média geral de cumprimento da Lei de Cotas chegou a 105,2% e 60% das empresas cumprem 100% ou mais, tratando-se do segundo melhor resultado desde 2016. Os dados são da 20ª Pesquisa Lei de Cotas – Trabalhadores com Deficiência no Setor Metalúrgico de Osasco e Região, divulgada na última semana, no auditório da Cinpal, metalúrgica que mais contrata trabalhadores com deficiência na região.

A Pesquisa é uma realização do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, com apoio da Gerência Regional do Trabalho em Osasco e do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo.

Para o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho), a retomada e fortalecimento do Ministério do Trabalho neste governo, aliado ao trabalho do Sindicato na valorização da Lei de Cotas, contribuíram para o resultado, embora ainda haja espaço para avançar.

Desafios – Apesar do avanço nas contratações, a Pesquisa também revela desafios importantes. A maior parte das vagas (71,6%) é ocupada por trabalhadores com deficiência física ou auditiva. Já pessoas com deficiência intelectual, psicossocial, TEA (transtorno do espectro autista) ou deficiências múltiplas representam apenas 6,3% das contratações, o que indica que ainda existem preferências e barreiras na inclusão de determinados grupos.

As empresas que lideram as contratações no setor estiveram na apresentação e deram depoimentos estimuladores de práticas de inclusão.

“Quando falamos de sustentabilidade, falamos, acima de tudo, de pessoas e de equidade. Diferente de outras características, a deficiência pode fazer parte da vida de qualquer um de nós, a qualquer momento — e isso nos convida a olhar o outro com mais empatia. Na nossa empresa, a inclusão não é tratada como obrigação ou cota, mas como reconhecimento de competência e performance. As pessoas com deficiência são valorizadas pelo que entregam, e é isso que constrói, na prática, um ambiente mais justo, humano e verdadeiramente sustentável”, afirmou, Thais Lima Machado Matos, da empresa Mineração Taboca, de Pirapora do Bom Jesus.

Acompanharam os resultados da pesquisa trabalhadores com deficiência, empresas, dirigentes sindicais, Centro Paralímpico Brasileiro, parceiros pela inclusão e a alta direção do Ministério do Trabalho em São Paulo, dentre eles o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo, Marcus Alves de Mello, que destacou: “na próxima Pesquisa vamos bater esta meta”, e reforçou que é “gratificante trabalhar junto com o Sindicato nesta luta e provar que a inclusão no mercado de trabalho é possível”.

Fonte: Por Auris Sousa – Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região

 Fonte https://diariopcd.com.br/pesquisa-inedita-aponta-que-trabalhadores-com-deficiencia-ganham-mais-espacos-nas-metalurgicas-de-osasco-e-regiao/

Postado Pôr Antônio Brito