30/05/2026

Adolescente inglesa fica tetraplégica após AVC raro na medula espinhal

Adolescente inglesa ficou tetraplégica após sofrer um raro AVC na medula espinhal durante recuperação de sintomas gripais.

Adolescente inglesa fica tetraplégica após AVC raro na medula espinhal

O nome da garota é Lexi Brown e ela tinha 14 anos quando se recuperava de sintomas gripais em casa, no condado de Essex, Inglaterra, quando começou a sentir dores intensas e perdeu os movimentos do braço.

Pouco depois, a adolescente parou de respirar e precisou ser reanimada por paramédicos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar.

A jovem foi levada às pressas para um hospital, em Cambridge, onde os médicos decidiram colocá-la em coma induzido por 5 dias enquanto investigavam o que havia provocado o quadro. Quando acordou, Lexi estava tetraplégica.

Os exames mostraram que a adolescente sofreu um AVC espinhal, condição rara causada pela interrupção do fluxo sanguíneo na medula espinhal. Segundo relatos da família, os médicos não encontraram doenças prévias que justificassem o problema. A principal suspeita é de que a complicação tenha ocorrido durante a recuperação da gripe.

Lexi também passou a depender de uma traqueostomia para respirar e falar.

O AVC espinhal, também chamado de AVC na medula, acontece quando o fluxo de sangue que leva oxigênio e nutrientes para a medula espinhal é interrompido. A condição é considerada rara e diferente do AVC cerebral, mais conhecido pela população.

A medula espinhal funciona como uma espécie de “ponte” entre o cérebro e o restante do corpo. Quando há falha na circulação sanguínea da região, células nervosas podem morrer rapidamente, causando danos neurológicos graves.

O problema pode surgir após bloqueios em artérias, formação de coágulos ou redução importante da circulação sanguínea. Em alguns casos, infecções, inflamações e alterações vasculares também podem estar associadas ao quadro.

Os sintomas costumam aparecer de forma súbita. Entre os principais sinais estão: dor forte nas costas ou no pescoço; fraqueza muscular; perda de sensibilidade; dificuldade para movimentar braços e pernas; alterações respiratórias.

Dependendo da área atingida na medula, o paciente pode desenvolver paralisia parcial ou total. Também podem ocorrer perda do controle da bexiga e do intestino, além de dificuldades para respirar sem auxílio de aparelhos.

Especialistas apontam que o diagnóstico pode ser difícil porque muitas pessoas não associam sintomas neurológicos a um problema na medula espinhal. Além disso, o AVC espinhal é muito menos frequente do que o AVC cerebral.

Lexi, hoje com 15 anos, continua internada e faz fisioterapia intensiva para tentar recuperar funções motoras. Segundo a família, ela voltou a movimentar parcialmente os membros e já consegue respirar sozinha durante parte do dia, embora ainda use ventilação mecânica em alguns períodos.

A adolescente também consegue falar por meio da traqueostomia, mas segue sem conseguir realizar tarefas básicas de forma independente.

Um caso no mínimo curioso e raro, que pode servir de exemplo e atenção para o resto do mundo.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=77830d9b-21a8-45fc-a5f8-e8fbda2c5846

Postado Pôr Antônio Brito 

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