Adolescente inglesa ficou tetraplégica após sofrer um raro AVC na medula espinhal durante recuperação de sintomas gripais.

O nome da garota é Lexi Brown e ela tinha 14 anos quando se recuperava de sintomas gripais em casa, no condado de Essex, Inglaterra, quando começou a sentir dores intensas e perdeu os movimentos do braço.
Pouco depois, a adolescente parou de respirar e precisou ser reanimada por paramédicos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar.
A jovem foi levada às pressas para um hospital, em Cambridge, onde os médicos decidiram colocá-la em coma induzido por 5 dias enquanto investigavam o que havia provocado o quadro. Quando acordou, Lexi estava tetraplégica.
Os exames mostraram que a adolescente sofreu um AVC espinhal, condição rara causada pela interrupção do fluxo sanguíneo na medula espinhal. Segundo relatos da família, os médicos não encontraram doenças prévias que justificassem o problema. A principal suspeita é de que a complicação tenha ocorrido durante a recuperação da gripe.
Lexi também passou a depender de uma traqueostomia para respirar e falar.
O AVC espinhal, também chamado de AVC na medula, acontece quando o fluxo de sangue que leva oxigênio e nutrientes para a medula espinhal é interrompido. A condição é considerada rara e diferente do AVC cerebral, mais conhecido pela população.
A medula espinhal funciona como uma espécie de “ponte” entre o cérebro e o restante do corpo. Quando há falha na circulação sanguínea da região, células nervosas podem morrer rapidamente, causando danos neurológicos graves.
O problema pode surgir após bloqueios em artérias, formação de coágulos ou redução importante da circulação sanguínea. Em alguns casos, infecções, inflamações e alterações vasculares também podem estar associadas ao quadro.
Os sintomas costumam aparecer de forma súbita. Entre os principais sinais estão: dor forte nas costas ou no pescoço; fraqueza muscular; perda de sensibilidade; dificuldade para movimentar braços e pernas; alterações respiratórias.
Dependendo da área atingida na medula, o paciente pode desenvolver paralisia parcial ou total. Também podem ocorrer perda do controle da bexiga e do intestino, além de dificuldades para respirar sem auxílio de aparelhos.
Especialistas apontam que o diagnóstico pode ser difícil porque muitas pessoas não associam sintomas neurológicos a um problema na medula espinhal. Além disso, o AVC espinhal é muito menos frequente do que o AVC cerebral.
Lexi, hoje com 15 anos, continua internada e faz fisioterapia intensiva para tentar recuperar funções motoras. Segundo a família, ela voltou a movimentar parcialmente os membros e já consegue respirar sozinha durante parte do dia, embora ainda use ventilação mecânica em alguns períodos.
A adolescente também consegue falar por meio da traqueostomia, mas segue sem conseguir realizar tarefas básicas de forma independente.
Um caso no mínimo curioso e raro, que pode servir de exemplo e atenção para o resto do mundo.
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=77830d9b-21a8-45fc-a5f8-e8fbda2c5846
Postado Pôr Antônio Brito
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