USP terá cotas para pessoas com deficiência a partir de 2028. Medida atende lei estadual e prevê reserva mínima de 6,3% das vagas nos processos seletivos.

A USP criou um Grupo de Trabalho para definir como será a reserva de vagas nos processos seletivos. A proposta valerá para FUVEST, Provão Paulista e ENEM-USP, em atendimento à Lei Estadual 18.167/2025, que determinou a política nas universidades paulistas.
O percentual mínimo de vagas reservadas seguirá a proporção de pessoas com deficiência na população paulista, segundo o último Censo do IBGE. No Censo 2022, esse índice foi de 6,3% da população do estado, o que é um número muito menor do que a realidade paulista e brasileira.
O grupo tem 120 dias para apresentar uma minuta de resolução. Depois, passa por câmaras, conselhos de graduação e inclusão, e só então chega ao Conselho Universitário, instância máxima da USP. A previsão é concluir o trâmite no primeiro semestre de 2027, para que as regras estejam definidas antes do vestibular de 2028.
A UNICAMP já tem esse tipo de cota desde 2024. As universidades federais contam com essa inclusão desde 2016, quando foi incluída na Lei de Cotas. O índice de estudantes com deficiência nas universidades brasileiras mais que dobrou nos últimos dez anos, mas ainda representa menos de 1% dos alunos matriculados nas graduações do Brasil.
A USP é a maior universidade da América Latina. Esse número de menos de 1% não é coincidência: é o resultado de décadas de ausência de política afirmativa. A cota é um começo. A permanência, o acesso a suporte e a adaptação curricular são o que vêm depois. A USP precisará modernizar suas instalações para receber um número maior de alunos PcD.
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=52315ecc-1482-43e9-b711-40e87d524a1e
Postado Pôr Antônio Brito
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