Os medalhistas paralímpicos Mariana D’Andrea, do halterofilismo, e Iranildo Espíndola, do tênis de mesa, serão os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, que vai acontecer na Colômbia neste domingo, 5, no estádio Armando Maestre Pavajeau, a partir das 19h (horário de Brasília).
A paulista Mariana, 28, que tem nanismo, foi medalhista de ouro nos últimos dois Jogos Paralímpicos, em Paris 2024 e Tóquio 2020, ambos competindo pela categoria até 73kg. A atleta ainda foi campeã do Mundial de Dubai 2023, competindo na categoria até 79kg, e conquistou duas medalhas no Mundial do Cairo 2025, prata no individual na categoria até 73kg e ouro na equipe feminina.
A atleta foi porta-bandeira do Brasil em outra grande missão recente, os Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, no Chile, ao lado do mineiro Claudiney Batista, do atletismo.
“Fiquei muito feliz com essa surpresa. Já tive a oportunidade de ser porta-bandeira e sei o quanto esse momento é especial. É uma grande honra representar todos os atletas brasileiros, me sinto extremamente honrada. Estou muito confiante no trabalho que venho fazendo e espero contribuir para que o Brasil conquiste muitas medalhas e leve ainda mais orgulho ao nosso país”, disse a halterofilista.
Já o goiano Iranildo, 57, é medalhista de bronze na disputa por equipes dos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Além disso, o atleta contabiliza dez medalhas em Jogos Parapan-Americanos, sendo oito de ouro e duas de bronze, incluindo pódios nas edições Rio 2007, Guadalajara 2011, Toronto 2015, Lima 2019 e Santiago 2023.
Iranildo, atleta da classe 2 no tênis de mesa, chegou a ser jogador de futebol profissional. Um dia, na praia, em março de 1995, ele resolveu dar um mergulho e bateu com a cabeça em um banco de areia, acidente que comprometeu os movimentos de suas pernas. Por recomendação de seu fisioterapeuta e influenciado pela família, o atleta conheceu o tênis de mesa.
“Fiquei muito feliz e até surpreso com a escolha para carregar a bandeira do Brasil. Sempre sonhei com esse momento em todas as competições que disputei. Depois de mais de 30 anos representando o país, vejo essa homenagem como uma coroação da minha trajetória no esporte. É um dos momentos mais importantes da minha carreira e uma grande realização pessoal”, afirmou o atleta.
O CPB convocou 237 atletas de 13 modalidades para representar o país em Valledupar 2026. Foram chamados também quatro atletas-guia do atletismo, dois calheiros da bocha, quatro pilotos do ciclismo e dois goleiros do futebol de cegos.
O atletismo é a modalidade com o maior número de convocados para o evento, com 47 representantes. Também foram convocados 14 atletas do badminton, 24 do basquete em cadeira de rodas, oito da bocha, 10 do ciclismo, oito do futebol de cegos, 12 do goalball, 20 do halterofilismo, 26 da natação, 22 do tênis de mesa, sete do tênis em cadeira de rodas, 12 do tiro com arco e 27 do vôlei sentado.
O Brasil irá estrear na competição antes mesmo da cerimônia de abertura. Nesta quinta-feira, 2, começam as provas de ciclismo. A seguir, na sexta-feira, 3, entram em ação os atletas do basquete em cadeira de rodas. O sábado, 4, ainda terá as primeiras disputas do halterofilismo.
O país participa do evento com uma delegação formada por atletas de 26 estados e do Distrito Federal que une experiência e juventude.
Considerando apenas os atletas com deficiência, são 131 homens convocados e 106 mulheres, com a delegação feminina representando cerca de 45% do total.
Por um lado, são 50 atletas que já conquistaram medalhas em Mundiais e 48 que já subiram ao pódio em edições dos Jogos Paralímpicos entre os convocados para competir na Colômbia. Por outro, o grupo conta com 80 atletas que terão no máximo 23 anos na data de início da competição.
Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em março de 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.
Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.
Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
As
Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do badminton,
basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de cegos, goalball,
halterofilismo, natação, tênis de mesa, tiro com arco e vôlei sentado.
Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível
A
atleta Mariana D’Andrea, é integrante do Programa Loterias CAIXA
Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias
CAIXA e da Caixa que beneficia 142 atletas.
Time São Paulo
A
atleta Mariana D’Andrea integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e
a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São
Paulo, que beneficia 157 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Fonte https://cpb.org.br/noticias/valledupar-2026-mariana-dandrea-e-iranildo-espindola-serao-os-porta-bandeiras-na-abertura-dos-jogos/
Postado Pôr Antônio Brito
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