A medalha de ouro conquistada pela Seleção Feminina no basquete em cadeira de rodas, nesta segunda-feira, 7, foi a primeira do Brasil em modalidades coletivas nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar. Além disso, o quinto dia de competições na Colômbia foi o mais dourado para a delegação brasileira, que subiu 13 vezes ao pódio, com sete ouros ouros, três pratas e três bronzes.
Com os resultados do dia, o Brasil chegou ao total de 47 medalhas (22 de ouro, 19 de prata e seis de bronze). A Colômbia é a segunda colocada (10 ouros, nove pratas e nove bronzes), seguida pelo Chile (seis ouros, cinco pratas e 16 bronzes).
A conquista no basquete em cadeira de rodas veio com campanha invicta das brasileiras. Na fase de grupos, vitórias sobre Bolívia, por 74 a 9, e Colômbia, por 78 a 25. As adversárias da semifinal foram as peruanas, e o Brasil voltou a vencer com mais de 60 pontos de diferença – 77 a 11.
Na final, contra a Argentina, o duelo foi mais equilibrado, com placar mais apertado durante a partida. De qualquer forma, a Seleção Brasileira assumiu a dianteira no início do jogo para não perder mais, garantindo a vitória por 61 a 49.
“A gente veio de um intercâmbio em que fizemos jogos contra equipes difíceis, que vão ser importantes para as próximas competições. Chegar no Parasul-Americano depois desse intercâmbio foi de suma importância para chegar aqui no nosso melhor. A gente sabe o quanto o basquete vem crescendo, o quanto temos apoio do Comitê, da Confederação. Isso faz diferença. Saber que acreditam no nosso trabalho”, analisou a paraense Vileide Brito.
Ainda no basquete em cadeira de rodas, a Seleção Masculina foi derrotada pela Colômbia por 64 a 55 na semifinal e agora vai disputar o bronze contra a Venezuela.
Entre os homens, os paulistas Fábio Silva e Carlos Eduardo Moraes venceram na classe MD 4-8. Fábio repetiu a dose nas duplas mistas, subindo ao lugar mais alto do pódio ao lado da goiana Thais Fraga, na classe XD 4-7. Carlos Eduardo também conquistou o segundo ouro, atuando com a paulista Joyce Oliveira, na classe XD 10. A mesma Joyce levou a segunda medalha dourada para casa na classe WD 5-10, onde competiu com a também paulista Cátia Oliveira.
Quem também conquistou duas medalhas foi a paulista Jennyfer Parinos: uma atuando ao lado da catarinense Allana Maschio, na classe WD 14-20; e outra com o pernambucano Lucas Carvalho, na classe XD 14-20.
Allana Maschio também conquistou uma medalha de bronze nas duplas mistas (XD 14-20), ao lado do paulista Jean Mashki. Na classe MD 18, Jean também ficou com o bronze, atuando ao lado do paulista Cláudio Massad. Por fim, o amazonense Guilherme Costa conquistou o bronze ao lado de Cátia Oliveira na classe XD 4-7.
Na competição feminina, o Brasil ficou com o ouro, enquanto Equador (prata) e Venezuela (bronze) completaram o pódio. Na prova mista, a Seleção Brasileira também ficou com a medalha dourada, com Chile (prata) e Venezuela (bronze) na sequência.
Este é o primeiro evento multimodalidade com a participação brasileira dentro do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, nos Estados Unidos. Na edição anterior dos Jogos, o país ficou com um histórico quinto lugar no quadro geral de medalhas, após conquistar 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes.
O Brasil participa do evento com uma delegação formada por atletas de 26 estados e do Distrito Federal que une experiência e juventude, com 131 homens e 106 mulheres.
Por um lado, são 50 atletas que já conquistaram medalhas em Mundiais e 48 que já subiram ao pódio em edições dos Jogos Paralímpicos entre os convocados para competir na Colômbia. Por outro, o grupo conta com 80 atletas que terão no máximo 23 anos na data de início da competição.
Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.
Confira a programação desta terça-feira, 7 (no horário de Brasília):
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Postado Pôr Antônio Brito
Nenhum comentário:
Postar um comentário