27/11/2025

Exposição “CPB 30 anos — o Brasil que inspira o mundo”

Exposição em celebração aos 30 anos do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em cartaz no Museu da Inclusão, Memorial da América Latina. São mais de 50 peças e objetos históricos.

Exposição “CPB 30 anos — o Brasil que inspira o mundo”

Foi inaugurada a exposição “O Brasil que inspira o mundo”, em celebração aos 30 anos do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Com o intuito de celebrar e homenagear as três décadas de história do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a mostra está em cartaz no Museu da Inclusão, localizado no Memorial da América Latina.

Foram selecionadas mais de 50 peças para compor a exposição, com itens raros e objetos históricos como a tocha paralímpica, medalhas e mascotes dos Jogos de 2016. Também foram montadas diferentes linhas do tempo com os principais feitos do Comitê e o desempenho do Brasil nos Jogos Paralímpicos ao longo das últimas três décadas.

O CPB é uma verdadeira rede de apoio para os esportistas, com um total de 92 centros de referência espalhados pelas diferentes regiões do país.

Após esses 30 anos, o CPB tornou-se um símbolo de resistência, de transformação e de pertencimento.

A Exposição “CPB 30 Anos — O Brasil que Inspira o Mundo” tem entrada GRATUITA e começou no dia 17 de novembro e vai até 6 de março de 2026, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, no Museu da Inclusão, na Avenida Mário de Andrade, 564 – Térreo – Barra Funda, São Paulo/SP.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=a50e5b95-6cd4-40db-9f41-e3d1ff0acd17

Postado Pôr Antônio Brito 

Profissionais e pacientes com deficiência ainda enfrentam desafios na Odontologia

Profissionais e pacientes com deficiência ainda enfrentam desafios na Odontologia

Especialistas do CROSP destacam a falta de políticas públicas, de apoio e de infraestrutura adequada como entraves à inclusão plena na área

Dados do censo realizado em 2022 e divulgados em 2025 apontam que o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 7,3% da população a partir de dois anos de idade. Entre elas, há cirurgiões-dentistas e pacientes que se deparam com diferentes barreiras, seja para o exercício da profissão ou para o acesso a tratamentos odontológicos.

A integrante da Comissão Temática para Assuntos da Pessoa com Deficiência do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Dra. Adriana Zink, explica que pessoas com deficiência são aquelas que apresentam impedimentos físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais de longo prazo. Esses fatores podem dificultar a participação plena e efetiva na sociedade em condições de igualdade. 

O Relatório Mundial sobre Deficiência aponta que cerca de 15% da população vive com algum tipo de deficiência. Infelizmente, no caso de cirurgiões-dentistas, não há dados específicos sobre a quantidade de profissionais com deficiência. 

A falta de dados sobre os números de profissionais nessas condições implica na realização de políticas públicas adequadas.

“São muitas as deficiências que o cirurgião-dentista pode ter, sejam elas congênitas, como deficiência auditiva, física, transtorno do espectro autista, doenças raras, ou adquiridas ao longo da vida, por meio de acidentes, amputações, doenças degenerativas, sequelas de AVC ou meningite, problemas de coluna que afetam a mobilidade e sensibilidade, visão monocular, deficiência auditiva, entre outras. Ainda assim, o profissional pode continuar exercendo sua profissão como clínico, se houver adaptações que diminuam as barreiras, ou se dedicar a outras áreas, como a docência e a pesquisa”, ressalta a Dra. Adriana Zink.

Comissão de Cirurgiões-Dentistas com Deficiência

Uma iniciativa importante foi a criação da Comissão de Cirurgiões-Dentistas com Deficiência do CROSP. Em sua primeira formação, participaram profissionais com diferentes condições, como visão monocular, sequelas de AVC, hemiparesia, amputações e transtorno do espectro autista, entre outras. Todos continuam atuando na Odontologia, seja em clínica, pesquisa ou docência. 

A especialista afirma que as comissões são importantes para auxiliar os cirurgiões-dentistas a retornarem ao mercado de trabalho caso aconteça uma deficiência ao longo da vida que os impeça de exercer sua profissão, tanto de forma temporária ou definitiva.

Atendimento a pacientes com deficiência

É importante ressaltar que os desafios para os profissionais com deficiência são singulares a cada deficiência. O cirurgião-dentista com deficiência auditiva irá enfrentar barreiras comunicacionais, assim como o profissional com deficiência física deve encarar obstáculos arquitetônicos. 

De acordo com a profissional, os principais desafios enfrentados pelos cirurgiões-dentistas com deficiência estão relacionados à ausência de políticas públicas específicas, leis e programas de inclusão e acessibilidade. “A falta de dados sobre o número de cirurgiões-dentistas que se encontram nessa condição impacta na formulação de políticas públicas adequadas.”

Além disso, existem barreiras de admissão em serviços públicos e privados, muitas vezes ligadas ao preconceito. “A própria população ainda equipara deficiência à falta de conhecimento”, observa a Dra. Adriana.

A Dra. Adriana Zink ressalta que pessoas com deficiência devem buscar atendimento com um especialista em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais. “É o profissional com a formação mais adequada para essa adaptação e acolhimento, individualizando as necessidades e minimizando as barreiras”, explica.

Esses especialistas costumam atuar em equipe, oferecendo múltiplas especialidades voltadas ao atendimento da população com deficiência.

O conselheiro do CROSP, Dr. Mauricio Querido, destaca que a falta de clínicas adaptadas, transporte adequado e profissionais capacitados impacta diretamente o acesso dessa população a tratamentos odontológicos. Ele também reforça a importância do SUS e das universidades na promoção de um atendimento inclusivo.

“Parcerias com ONGs e instituições, bem como o fortalecimento do trabalho em conjunto entre sociedade civil e conselhos regionais, são fundamentais. O conceito de espaços pensados para todos também traz efeitos positivos. É essencial que as equipes de atendimento, formadas por recepcionistas, auxiliares e profissionais da Odontologia, estejam treinadas para lidar com a diversidade de pacientes, com estratégias para reduzir o estresse e melhorar a experiência. Além disso, clínicas precisam dispor de acessibilidade física e tecnológica, como cadeiras adaptadas, rampas e equipamentos adequados”, conclui o Dr. Mauricio Querido.

Sobre o CROSP

Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) é uma autarquia federal dotada de personalidade jurídica e de direito público com a finalidade de fiscalizar e supervisionar a ética profissional em todo o Estado de São Paulo, cabendo-lhe zelar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente.

Hoje, o CROSP conta com mais de 175 mil profissionais inscritos. Além dos cirurgiões-dentistas, o CROSP detém competência também para fiscalizar o exercício profissional e a conduta ética dos Técnicos em Prótese Dentária, Técnicos em Saúde Bucal, Auxiliares em Saúde Bucal e Auxiliares em Prótese Dentária.

Fonte https://diariopcd.com.br/profissionais-e-pacientes-com-deficiencia-ainda-enfrentam-desafios-na-odontologia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Paralimpíadas Escolares: Apaixonado pelo Vasco, jovem encontra na bocha seu caminho no esporte

Gabriel Fontes em disputa nas Paralimpíadas Escolares 2025, realizadas no CT Paralímpico | Foto: Marcello Zambrana/CPB

Vascaíno fanático, o capixaba Gabriel Fontes, 11, participou pela primeira vez de uma competição esportiva, nesta quarta-feira, 26. Ele disputou as Paralimpíadas Escolares após encontrar na bocha seu caminho no esporte paralímpico, encerrando a partida com o placar de 4 a 7.

Realizado nas dependências do Centro de Treinamento Paralímpico (CT), o evento foi dividido em duas fases. A primeira ocorreu até a sexta-feira, 21, com disputas nos períodos da manhã e da tarde nas modalidades de atletismo, goalball, futebol de cegos, basquete 3×3 em cadeira de rodas, halterofilismo, taekwondo, tênis em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas. A segunda e última fase é realizada de 26 a 28 de novembro, com provas de natação, bocha, vôlei sentado, futebol PC, judô, tênis de mesa e badminton.

Gabriel Fontes estampa, em suas redes sociais, a paixão pelo Vasco e o amor ao esporte em si. Costuma narrar jogos, acompanhar as partidas de futebol e sobra tempo para tietar o ex-camisa dez da Seleção Brasileira Neymar Jr., atleta que inspira o jovem. Em referência ao jogador, utiliza uma faixa com os dizeres “100% Jesus”, semelhante à usada por Neymar na Liga dos Campeões de 2015, nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e em sua recente reapresentação ao Santos.

“Depois que eu conheci o esporte, né, em si tudo, minha vida fez mais sentido, porque eu esqueço das minhas limitações para poder viver o esporte”, contou o atleta.

Aos quatro anos, em Serra, cidade do Espírito Santo, a família identificou em Gabriel alterações corporais que motivaram investigações médicas. Sem diagnóstico no estado, buscou atendimento em São Paulo, onde, em 2018, foi confirmada a hialinose sistêmica infantil (IHS), condição ultrarrara registrada em poucos casos no mundo. A condição provoca limitações de movimento e alterações dermatológicas, levando Gabriel a realizar cirurgias plásticas periódicas para manejo dos tecidos.

O primeiro contato com o esporte paralímpico ocorreu em 2021, em um dos Centros de Referência que fazem parte do plano estratégico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que tem o objetivo de aproveitar espaços esportivos em estados de todas as regiões do país para oferecer modalidades paralímpicas, desde a iniciação até o alto rendimento. A aproximação com a bocha foi imediata, mas, diante da rotina médica intensa, o jovem precisou interromper os treinos. Neste ano, foi convidado a retornar ao projeto.

Com oito meses de preparação, Gabriel treina duas vezes por semana, acompanhado pela mãe, Sara Fontes, que o auxilia nas sessões e nas partidas. Ele é atleta da classe BC3, para atletas com deficiências muito severas e, por isso, pode utilizar calhas e contar com auxílio para posicionamento, respeitando os critérios técnicos da modalidade.

“Eu gosto de jogar bocha. É tipo um tiro ao alvo: você tem que acertar certinho a bola. Eu gostei e decidi arriscar”, explicou Gabriel. “Dos esportes paralímpicos, é o único que mais se enquadra comigo, porque, com o tipo da minha deficiência, eu não conseguia nada e eu queria participar de algum esporte.”

A mãe, Sara Fontes, 27, relembra o processo de inserção do filho na modalidade: “Vamos procurar um esporte em que você consiga se enquadrar”, contou. “Nós achávamos que a bocha era só arremesso, mas envolve estratégia. Foi a oportunidade que faltava, e ele agarrou”, afirmou Sara.

Além de Gabriel, a segunda etapa das Paralimpíadas Escolares reúne 913 atletas. A competição tem como objetivo desempenhar um papel central no desenvolvimento das futuras gerações do paradesporto brasileiro, consolidando-se como o maior encontro mundial para jovens atletas com deficiência. Somadas as duas fases, a edição de 2024 conta com 2.056 participantes das 27 unidades federativas. No ano passado, São Paulo conquistou seu 12º título geral. Já nesta edição, o estado campeão será anunciado na sexta-feira, dia 28, último dia de provas.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir as Paralimpíadas Escolares 2025 podem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Serviço
Paralimpíadas Escolares 2025

Datas: 2ª fase – 26 a 28 de novembro
Horário: a partir das 8h da manhã
Local: Centro de Treinamento Paralímpico
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 11, 5, Vila Guarani – São Paulo (estação Jabaquara – Comitê Paralímpico Brasileiro do Metrô)

Patrocínios
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais da bocha.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/paralimpiadas-escolares-apaixonado-pelo-vasco-jovem-encontra-na-bocha-seu-caminho-no-esporte/

Postado Pôr Antônio Brito 

26/11/2025

Ações do Pernambuco Acessível em Serra Talhada e Petrolina


O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência (SJDH), realizou nesta semana visitas institucionais às organizações contempladas pelo chamamento público do Programa Pernambuco Acessível nos municípios de Serra Talhada e Petrolina. Com investimento direto para fortalecer instituições que atuam no atendimento à pessoa com deficiência, o edital prevê repasse de até R$ 120 mil para cada organização, destinados à execução de projetos pelo período de 12 meses.

A comitiva foi formada pela secretária de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, Joanna Figueirêdo; pela secretária executiva de Promoção da Equidade Social, Fernanda Chagas; pelo superintendente estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência, Marcos Gervásio; e pelo presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONED), José Diniz, que acompanhou a agenda com foco na fiscalização e no fortalecimento do controle social, função essencial do Conselho. As equipes técnicas e de comunicação também estiveram presentes.

Durante a visita, o presidente do CONED, José Diniz, destacou:

“Estar presente nessas agendas é garantir que o controle social exerça seu papel de forma ativa. Ver de perto como os recursos estão sendo aplicados e como impactam diretamente a vida das pessoas com deficiência reforça a importância desse investimento e do diálogo com as instituições.“

Ao todo, o chamamento público selecionou 50 organizações da sociedade civil em todas as regiões do Estado, reforçando a diretriz da governadora Raquel Lyra de descentralizar políticas públicas e ampliar o alcance das ações de inclusão.

Serra Talhada: atendimento pedagógico e social na APAE

Em Serra Talhada, a comitiva visitou a APAE, uma das instituições contempladas com o repasse de R$ 120 mil, que serão aplicados em ações pedagógicas, sociais e de fortalecimento familiar ao longo de um ano. A instituição oferece serviços como apoio pedagógico especializado, intervenção psicopedagógica, método TEACCH, inclusão digital, horta comunitária e o Serviço de Proteção Social Especial (SPSE), que inclui suporte jurídico e fortalecimento de vínculos.

Durante a visita, Cícera Samara Ramos, mãe de três crianças atendidas, contou:

“Minha filha era considerada não verbal e hoje consegue se comunicar e interagir. Ver o Governo do Estado apoiando esse trabalho nos dá esperança. É um trabalho que muda realidades e traz dignidade para quem mais precisa.”

Petrolina: equoterapia com impacto social

Em Petrolina, a equipe conheceu o trabalho da APEC (Associação Petrolinense de Cavalgada), centro de ecoterapia também contemplado com R$ 120 mil para qualificar e ampliar o atendimento às crianças beneficiadas. A instituição utiliza o movimento tridimensional do cavalo para promover estímulos motores, cognitivos e sensoriais em crianças com diferentes deficiências e comorbidades.

A equitadora e representante da APEC, Mônica, destacou:

“A ecoterapia transforma vidas. Esse fomento vai permitir ampliar e qualificar o atendimento às crianças que mais precisam. Ter nosso trabalho reconhecido pelo Governo do Estado é incrível, e esperamos expandir cada vez mais nosso tratamento.”

APAE Petrolina: educação, convivência e autonomia

A comitiva também esteve na APAE Petrolina, responsável pela Escola Especial Domingos Sávio, que recebeu igualmente o repasse de R$ 120 mil para execução de atividades educacionais, de convivência e de assistência social ao longo dos próximos 12 meses. A instituição atende crianças e adolescentes com deficiência intelectual ou múltipla, promovendo autonomia, vínculos e participação comunitária.

Interiorização das políticas de inclusão

Para a secretária Joanna Figueirêdo, as agendas no Sertão reforçam a orientação da governadora Raquel Lyra e reafirmam o compromisso do Estado com a equidade:

“Essas visitas atendem a uma determinação da governadora Raquel Lyra: levar as políticas públicas para perto das pessoas. Interiorizar é garantir inclusão real, assegurar direitos e fortalecer instituições que fazem a diferença na vida das famílias.”

As visitas integram o conjunto de ações do Governo de Pernambuco voltadas ao fortalecimento da rede estadual de atendimento à pessoa com deficiência, com novos investimentos, presença territorial e articulação com organizações da sociedade civil, promovendo autonomia, cidadania e participação social em todo o Estado.

trajandocidadania.com.br/

Posagem: Heleno Trajano

Ribeirão Preto sedia encontro intersetorial para enfrentar violência contra pessoas com deficiência

Ribeirão Preto sedia encontro intersetorial para enfrentar violência contra pessoas com deficiência

Evento reúne Governo Estadual, prefeitura, Instituições públicas e Organizações sociais para fortalecer políticas integradas de prevenção, proteção e garantia de direitos

A cidade de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, sediará no próximo dia 26 de novembro, o “Encontro Intersetorial: Prevenção e Enfrentamento da Violência contra Pessoas com Deficiência”, iniciativa realizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) em parceria com o Instituto Jô Clemente (IJC) – Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que promove saúde, qualidade de vida e inclusão das pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras – Secretaria de Segurança Pública e Prefeitura de Ribeirão Preto. O evento será no Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e reunirá profissionais de diferentes áreas que compõem a rede de proteção no estado.
 

Com o objetivo de fortalecer estratégias integradas de prevenção, proteção e garantia de direitos, o encontro contará com a participação de representantes da segurança pública, assistência social, saúde, educação, justiça e Organizações sociais para debater temas como violência contra mulheres com deficiência, o atendimento especializado para pessoas surdas, o fluxo de acolhimento e notificação, além de políticas públicas voltadas à inclusão e acessibilidade.
 

A ação também reforçará a atuação dos programas da SEDPcD que apoiam Instituições e municípios no enfrentamento das violências, como o “São Paulo São Libras”, que amplia a acessibilidade comunicacional aos serviços públicos, e o “Todas in Rede”, voltado à prevenção e ao enfrentamento da violência contra meninas e mulheres com deficiência.
 

Outro destaque será o trabalho realizado pelos Centros de Apoio Técnico (CATs), instalados em delegacias do Estado de São Paulo e geridos pelo Instituto Jô Clemente desde 2018. Os CATs atuam diretamente na qualificação dos atendimentos a pessoas com deficiência vítimas de violência ou violação de direitos, oferecendo suporte técnico e contribuindo para fluxos diferenciados.
 

“Quando aprimoramos os fluxos de atendimento e fortalecemos a comunicação entre as equipes, conseguimos obter respostas centradas na proteção da pessoa com deficiência. O diálogo intersetorial é fundamental para garantir que nenhum caso seja invisibilizado ou tratado de forma isolada. Esse encontro nos permite aperfeiçoar práticas e aproximar ainda mais os profissionais envolvidos nesse trabalho”, destaca Daniela Farias, Supervisora do Centro de Apoio Técnico (CAT) de Ribeirão Preto.
 

Apesar dos avanços alcançados pela Lei Brasileira de Inclusão (LBI), promulgada há uma década, a violência contra pessoas com deficiência ainda é uma realidade que exige atenção contínua. “Proteger e garantir os direitos das pessoas com deficiência é uma responsabilidade coletiva. Quando os serviços públicos se articulam, criamos caminhos mais sólidos para prevenir violências, ampliar o acesso à justiça e assegurar que ninguém fique para trás. Este encontro reafirma o compromisso do Governo do Estado com uma política pública estruturada, baseada no diálogo e nas necessidades reais da população com deficiência”, afirma Marcos da Costa, Secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
 

Ao longo da tarde, especialistas e representantes de Órgãos públicos debaterão desafios, caminhos e oportunidades para enriquecer a rede de enfrentamento. A expectativa é que o encontro contribua para aprimorar a atuação técnica dos profissionais, sensibilizar as equipes e estimular a adoção de práticas compartilhadas entre as Instituições.
 

PROGRAMAÇÃO
 

13h – Mesa de Abertura Institucional

● Representante da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD);

● Secretaria de Segurança Pública;

● Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto;

● Secretaria Municipal da Cidadania e Pessoa com Deficiência;

● Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência.
 

13h40 – Palestra de Abertura
Deficiência, Direitos e Prevenção às Violências: Um Olhar sob o Modelo Social
 

14h40 – Pausa para o Café
 

15h00 Mesa 1: Mulheres com Deficiência – Ações Integradas no Enfrentamento à Violência

● Kátia Jerônima Alves dos Santos – Assistente Social do CAT Ribeirão PretoDra. Patrícia de Mariane Budo – Delegada da DDM Ribeirão Preto

● Caroline Reis – Coordenadora do Programa Todas in Rede (SEDPcD)

15h50 – Mesa 2: Comunicação e Acesso a Direitos – O Atendimento a Pessoas Surdas

● Pamela Cupaiuolo Tognon Oliveira – Intérprete de Libras do CAT Ribeirão Preto

● Tânia Macedo – Coordenadora de Desenvolvimento de Programas
 

16h20 – Espaço para perguntas e interação

16h50 – Encerramento
 

SERVIÇO

Encontro Intersetorial: Prevenção e Enfrentamento da Violência contra Pessoas com Deficiência
Data: 26 de novembro de 2025
Horário: 13h às 17h
Local: Auditório da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto – USP: Av. Bandeirantes, 3900 – Vila Monte Alegre – Ribeirão Preto/SP

Realização: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Apoio: Instituto Jô Clemente (IJC) | Secretaria de Segurança Pública | Prefeitura de Ribeirão Preto

Fonte https://diariopcd.com.br/ribeirao-preto-sedia-encontro-intersetorial-para-enfrentar-violencia-contra-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito

Governo dá pix de R$ 900 por mês para quem cuida de PCD em 79 cidades do MS

Cuidadores de PCDs no MS podem receber R$ 900 mensais pelo programa 'Cuidar de Quem Cuida'. Benefício visa apoiar famílias em vulnerabilidade. Inscrições abertas.

Governo dá pix de R$ 900 por mês para quem cuida de PCD em 79 cidades do MS

Cuidadores não remunerados de pessoas com deficiência em casa podem receber R$ 900 por mês em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. O benefício é oferecido pelo Programa Cuidar de Quem Cuida, do Governo do Estado do MS, e tem inscrições permanentes.

Podem participar maiores de 18 anos que moram em Mato Grosso do Sul há pelo menos 2 anos, cuidam em tempo integral de uma pessoa com deficiência com grau II ou III de dependência e vivem na mesma casa da pessoa cuidada.

Também é preciso não ter renda formal; ter renda familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo; estar inscrito no Cadastro Único (CADÚNICO); não receber outro benefício de transferência de renda, com exceção do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da pessoa com deficiência cuidada, da cesta de alimentos do Programa Mais Social e do Programa MS Supera.

O valor é depositado diretamente na conta bancária, por transferência via Pix. O objetivo é valorizar e apoiar quem se dedica ao cuidado de familiares com deficiência em situação de vulnerabilidade, quando a pessoa precisa de ajuda em até 3 atividades diárias, como alimentação, higiene ou mobilidade, mas mantém autonomia cognitiva ou tem leve comprometimento – Grau 2. Ou quando há necessidade de auxílio em todas as atividades de autocuidado e/ou comprometimento cognitivo – Grau 3.

Todas as inscrições passam obrigatoriamente por visita presencial da equipe do programa. As inscrições podem ser feitas a qualquer momento.

Atualmente, 1.878 cuidadores são atendidos. Em outubro, o investimento foi de R$ 1,7 milhão. De janeiro a outubro deste ano, o total aplicado chegou a R$ 12,8 milhões.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=8d6a4986-04f2-475f-a864-55e3931a43c3

Postado Pôr Antônio Brito 

Defensoria Pública de SP lança nova assistente virtual Júlia

Defensoria Pública de SP lança nova assistente virtual Júlia

Ferramenta passa a operar 24 horas por dia, com login via gov.br e melhorias de usabilidade

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPESP) passou a contar com uma nova assistente virtual: a Júlia. A ferramenta inaugura uma nova etapa no atendimento digital da instituição, com foco em mais segurança, usabilidade e autonomia para as pessoas assistidas. 

A novidade faz parte da programação especial em comemoração aos 20 anos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. O nome Júlia e o avatar foram escolhidos em votação popular. O nome tem origem no latim, e o significado “cheia de juventude” tem total relação com o aniversário da DPESP. 

Para a Defensora Pública-Geral Luciana Jordão, a Júlia reúne uma série de inovações que tornam o atendimento mais acessível e eficiente. “Ela utiliza uma linguagem simples e estará disponível a qualquer hora do dia. Tudo isso amplia a autonomia das pessoas assistidas e reforça nosso compromisso com um serviço público moderno e inclusivo”, afirma. 

Com a nova assistente virtual, o atendimento passou por mudanças importantes: 

  • Atendimento 24 horas por dia: antes, o assistente virtual funcionava apenas das 8h às 18h, apenas em dias úteis. Agora, a Julia estará disponível todos os dias, 24h por dia, permitindo que a pessoa inicie o contato no horário que for mais conveniente. 
  • Login pelo gov.br: os atendimentos passam a contar com essa nova ferramenta de login. Se antes, cada atendimento gerava um token específico, agora, usando gov.br, a pessoa poderá visualizar todos os seus agendamentos em um só lugar, com mais segurança e praticidade. 
  • Reagendamento simplificado: até 24 horas antes do atendimento, será possível fazer o reagendamento diretamente pelo ambiente digital, de forma rápida e intuitiva. 
  • Envio de documentos mais ágil: já era possível anexar documentos antes do atendimento, mas a navegação não era tão amigável. Com a nova interface, o fluxo de upload foi redesenhado para ser mais simples, visual e intuitivo, especialmente pelo celular, que concentra a maioria dos acessos (podemos inserir dados aqui se tivermos). 
  • Lembretes automáticos e mais completos: a Defensoria passará a enviar comunicações lembrando a pessoa assistida da data e horário do agendamento e informando, quando houver, documentos pendentes relacionados ao motivo do atendimento. Esse tipo de lembrete já ocorria em alguns casos. Agora, será padrão para todos os agendamentos realizados pela plataforma. 
  • Novo portal de atendimento, com visual e botões mais intuitivos: o portal foi reformulado para ser totalmente responsivo, com telas e opções pensadas para quem acessa pelo telefone celular. O ganho principal dessa etapa é usabilidade: vai ficar mais fácil encontrar o que se procura e concluir cada etapa do atendimento digital. 
  • Fila visível ao usuário: antes, a pessoa não sabia quantos atendimentos estavam à sua frente. Com a evolução nos atendimentos, será possível visualizar a posição na fila, com mensagens do tipo “você é o próximo da fila”, dando mais previsibilidade e transparência ao atendimento. 

O assistente virtual anterior, DEfi, surgiu da necessidade de prestar atendimento de qualidade ao público durante o período de pandemia, que impôs o isolamento social. O Coordenador da Coordenadoria de Tecnologia da Informação, Defensor Público Douglas Schauerhuber Nunes, responsável pelo projeto, acredita que a Júlia representa um avanço decisivo na transformação digital da Defensoria Pública “reforçando nosso compromisso com a inovação e a proximidade com o cidadão paulista. Após o pioneirismo do DEfi, damos agora um passo além com uma solução moderna, totalmente integrada ao novo portal do cidadão, à ferramenta de atendimento e ao DOL (Sistema interno da Defensoria)”. 

Mais inteligência, segurança e organização dos atendimentos 

A Júlia não é apenas uma substituta do assistente virtual anterior, mas um novo agente de atendimento digital, mais inteligente e conectado a ferramentas de gestão adotadas pela Defensoria. 

Nos bastidores, a integração com soluções como o Microsoft Dynamics permitirá à instituição: 

  • acompanhar quantos atendimentos foram realizados, por motivo e por canal; 
  • ter acesso à transcrição e ao percurso dos atendimentos, o que antes não era possível; 
  • identificar padrões, como qual o tempo médio de atendimento por motivo ou por equipe e como evoluem os principais indicadores ao longo do tempo; 
  • utilizar recursos de inteligência artificial (IA) que oferecem insights sobre o que a pessoa assistida está relatando, ajudando a equipe a responder de forma mais rápida e alinhada às necessidades apresentadas, além de proporcionar uma ferramenta que mede o humor do assistido com base na interpretação das falas. 

Esses dados vão auxiliar a Defensoria a planejar, reorganizar e aprimorar continuamente o atendimento, com base em evidências robustas. 

Próximos passos e evolução em dezembro 

A implantação da Julia é a primeira etapa de um processo de modernização contínua. Já está prevista, para dezembro, uma nova rodada de evoluções na plataforma, com aperfeiçoamentos baseados na experiência das primeiras semanas de uso e na análise dos dados gerados pelos atendimentos. 

Período de adaptação e canais de suporte 

As duas primeiras semanas após o lançamento devem ser um período de adaptação tanto para o público quanto para as equipes internas. Podem ocorrer dúvidas, dificuldades de navegação ou eventuais erros na utilização das novas funcionalidades. 

A Defensoria pede a compreensão de todas e todos nesse momento de transição e reforça que, em caso de problemas com o uso da assistente virtual ou para quem preferir outros canais, o atendimento também pode ser realizado pelo telefone 0800 773 4340, disponível das 7h às 19h, em dias úteis. Algumas das novidades serão implementadas em um primeiro momento nas unidades de Piracicaba, Mauá e Divisão de Atendimento Inicial Especializado ao Público (Daiep), da Rua Boa Vista. 

Com a chegada da Julia, a Defensoria Pública de SP reafirma seu compromisso de ampliar o acesso à Justiça, tornando o contato com a instituição mais simples, seguro e próximo da realidade digital da população que utiliza seus serviços. 

Fonte https://diariopcd.com.br/defensoria-publica-de-sp-lanca-nova-assistente-virtual-julia/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB abre inscrições para bolsas de graduação e pós-graduação para atletas paralímpicos

Atletas competem nas Paralimpíadas Universitárias, disputadas no CT Paralímpico | Foto: Alan Morici/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio do programa Atleta Cidadão, divulga nesta terça-feira, 25, edital para a concessão de 70 bolsas de estudo para o primeiro semestre de 2026 na Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá, sendo 50 delas destinadas a cursos de graduação e 20 para pós-graduação.

As inscrições devem ser feitas até o dia 10 de dezembro, por meio do formulário presente neste link.

Antes de se inscrever, o candidato deverá ler o edital do processo seletivo, disponível neste link. Nele estão descritas as normas, informações, requisitos mínimos, obrigações, procedimentos e prazos para a participação.

A lista de cursos oferecidos pela instituição pode ser consultada nos links abaixo. As bolsas de estudo não são válidas para os cursos de graduação em medicina, odontologia, hotelaria, medicina veterinária, biomedicina e gastronomia, bem como para o MBA
executivo e para pós-graduação nas áreas de medicina, odontologia, gastronomia e ciências aeronáuticas.

As vagas serão destinadas a atletas que participaram de competições internacionais e nacionais, seguindo a lista de prioridades abaixo:

  1. Atletas que tenham participado de Jogos Paralímpicos de Inverno ou Verão;
  2. Atletas que tenham participado de Campeonatos Mundiais (adulto), reconhecidos pelo CPB ou por confederações;
  3. Atletas que tenham participado de Jogos Parapan-Americanos (adulto);
  4. Atletas que tenham participado de demais competições internacionais, não elencadas acima, reconhecidas pelo CPB ou por confederações;
  5. Atletas que tenham participado de campeonatos e competições nacionais, reconhecidas pelo CPB oupor confederações, ou que façam parte de algum programa do Comitê;
  6. Atletas-guia, goleiros, calheiros e pilotos, desde que não ultrapassem a porcentagem de 10% das vagas que estão disponíveis para tais profissionais.

O Programa Atleta Cidadão tem como objetivo estimular o desenvolvimento pleno da cidadania de atletas e ex-atletas paralímpicos em todas as fases da carreira (iniciação, alto rendimento e pós-carreira), com capacitação e orientação profissional.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-inscricoes-para-bolsas-de-graduacao-e-pos-graduacao-para-atletas-paralimpicos/

Postado Pôr Antônio Brito 

25/11/2025

Diagnóstico tardio de TEA entra na agenda nacional após sanção de lei voltada a adultos e idosos

Diagnóstico tardio de TEA entra na agenda nacional após sanção de lei voltada a adultos e idosos

Iniciativa destaca a necessidade de capacitação profissional e revela impactos acumulados em quem viveu anos sem entender sua própria neurodivergência

A recente sanção da Lei 15.256/25, que incentiva o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos e idosos, marca um momento histórico para a neurodiversidade no Brasil. A lei reconhece formalmente que muitas pessoas com autismo só descobrem sua condição na fase adulta ou na terceira idade — e que esse atraso tem consequências profundas para a vida dessas pessoas.

O professor e especialista em inclusão, Nilson Sampaio, destaca que o diagnóstico tardio priva muitas pessoas de entender quem realmente são. “Sem uma identificação formal, muitos adultos autistas passam décadas tentando se ajustar socialmente, acumulando frustrações, ansiedade, sobrecarga sensorial e autojulgamentos”, explica. Ele reforça que o autoconhecimento proporcionado pelo diagnóstico pode ser transformador. “Diagnosticar-se tardiamente não muda quem a pessoa é, mas possibilita uma nova forma de lidar com suas características, com mais empatia e estratégia, seja no trabalho, na família ou na vida social”, ressalta o especialista.

Segundo Sampaio, muitos adultos não diagnosticados podem vivenciar ao longo de suas vidas:

  • Camuflagem social: adotam estratégias para “se encaixar”, o que gera fadiga emocional e sensação de ser sempre “fora de lugar”;
  • Sobrecarga sensorial: ambientes barulhentos, reuniões longas, estímulos visuais ou táteis podem ser extremamente desgastantes, sem que a pessoa entenda por que se sente diferente;
  • Entraves no trabalho: dificuldade para manter foco, lidar com multitarefas ou adaptar-se a rotinas exigentes pode levar a esgotamento, baixa produtividade ou mudança constante de emprego;
  • Relações interpessoais afetadas: sem entender sua neurodivergência, muitos adultos interpretam seus desafios como falhas pessoais, gerando isolamento, culpa e baixa autoestima.

Impacto do diagnóstico tardio

A jornalista Bruna Bozza, de 37 anos, recebeu há menos de um ano o diagnóstico de TEA, depois de uma vida inteira interpretada por rótulos equivocados. Cresceu sendo vista como “chorona”, “esquisita” ou “sem noção”, em uma época em que neurodivergência não era discutida. Seu primeiro diagnóstico veio aos 23 anos, na faculdade de Jornalismo, quando um professor percebeu sinais de TDAH e dislexia. Porém, as medicações disponíveis na época não funcionaram, e ela passou 13 anos lidando sozinha com comorbidades, exaustão e dificuldades sociais.

Em janeiro deste ano, ao iniciar uma nova medicação que enfim trouxe estabilidade ao TDAH, outros sintomas ficaram mais evidentes. Foi o início de uma investigação de nove meses, que envolveu testes, revisitar traumas, episódios de bullying e comportamentos que sempre estiveram presentes. O resultado foi o diagnóstico de TEA nível 1, associado a Altas Habilidades — combinação que finalmente organizou sua história. “O diagnóstico trouxe alívio, porque finalmente entendi quem eu sou. Mas também trouxe um luto profundo. O que mais me atravessa é o ‘e se…’. E se tivessem percebido antes? E se eu tivesse tido acolhimento? Enquanto os outros avançavam, eu gastava toda a minha energia apenas para sobreviver e parecer normal”, desabafa a jornalista.

Para Sampaio, os ganhos de um diagnóstico, ainda que tardio, são significativos. O especialista elenca algumas vantagens:

  • Autoconhecimento e validação: entender que suas particularidades têm explicação neurológica ajuda a pessoa a se aceitar e a recontextualizar muitos episódios da vida;
  • Acesso a intervenções e estratégias: com o diagnóstico, é possível buscar terapias focadas (ocupacional, psicológica, coaching neurodivergente), além de adaptações práticas no dia a dia;
  • Rede de apoio: lançar mão de grupos, comunidades e redes de suporte específicas para autistas adultos ou idosos;
  • Inclusão social e profissional: demandar e negociar adaptações no trabalho, na rotina e nos relacionamentos com base em necessidades reais, e não mais em “jeitos de ser difíceis”.

A nova lei e a urgência da ação

A legislação sancionada abre caminho para políticas públicas mais efetivas: capacitação de profissionais de saúde para diagnosticar TEA em qualquer fase da vida, campanhas de conscientização sobre autismo adulto/idoso, e estruturação de redes de atendimento multidisciplinar para apoiar neurodivergentes. “A lei é um passo fundamental, mas precisamos agora garantir acessibilidade real, ou seja, que adultos autistas tenham profissionais qualificados disponíveis, laudos acessíveis e políticas que apoiem sua singularidade. Diagnosticar é apenas o começo; o verdadeiro avanço será quando tivermos inclusão genuína”, destaca Sampaio.


Apesar do aumento dos diagnósticos e do acesso a conteúdos sobre neurodiversidade, o preconceito contra autistas de nível 1 de suporte ainda é frequente. Muitas vezes chamados de “autistas funcionais”, eles enfrentam uma carga silenciosa: conseguem viver em sociedade, mas às custas de intenso esforço para mascarar características naturais e se encaixar em padrões sociais. “Esse processo resulta em desgaste físico e mental, dores, inflamações e condições como ansiedade e depressão. Outro desafio é a percepção distorcida da população, que frequentemente desmerece ou desacredita do diagnóstico do autista de nível 1, alimentando piadas, desrespeito e ridicularização”, completa o especialista.

Fonte https://diariopcd.com.br/diagnostico-tardio-de-tea-entra-na-agenda-nacional-apos-sancao-de-lei-voltada-a-adultos-e-idosos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Estudante com deficiência visual de 87 anos tem novas oportunidades

O CEEDV de Brasília recebe 40 computadores do programa 'Computadores para Inclusão', celebrado por Neuraci Fagundes, estudante de 87 anos com deficiência visual, que busca aprender.

Estudante com deficiência visual de 87 anos tem novas oportunidades

Com o compromisso de promover a inclusão digital, o Ministério das Comunicações tem instalado e equipado laboratórios de informática em associações comunitárias e entidades de todo o país. Na semana passada, foi a vez do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) de Brasília/DF receber 40 equipamentos da pasta, recondicionados e doados por meio do programa Computadores para Inclusão.

A novidade foi celebrada por Neuraci Fagundes, de 87 anos, uma das estudantes do CEEDV. Professora de português aposentada, dona Neura — como é carinhosamente chamada — tem uma degeneração macular que afeta sua retina e compromete sua visão.

Ela espera aprender um pouco de tecnologia, porque acha que vai ser útil para se comunicar com as pessoas, pesquisar e saber de novidades. Há 2 anos, dona Neura sequer conseguia ler. Com o apoio de profissionais e aulas adaptadas em ambientes bem iluminados, ela voltou a enxergar parcialmente do olho direito.

Há poucos dias, em uma aula de Educação Visual, Neuraci conseguiu ler um texto especialmente disposto em um fundo de projeção. Ela estava justamente em uma aula de Escrita Cursiva do CEEDV quando os técnicos do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC), do Ministério das Comunicações, chegaram com as máquinas doadas.

O objetivo é fazer com que cada pessoa com deficiência visual tenha mais autonomia. É a primeira vez que o CEEDV recebe uma doação com esse volume de computadores. As máquinas vão atender as salas de digitação e de apoio pedagógico, onde se realiza a produção em braile da entidade.

O programa do Ministério das Comunicações promove inclusão e sustentabilidade a partir da restauração de equipamentos nos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs). Além do descarte ambientalmente correto dos resíduos eletroeletrônicos, a iniciativa oferece cursos de capacitação em informática para jovens e adultos.

Desde sua criação, o Computadores para Inclusão já entregou mais de 66 mil máquinas e criou mais de 5 mil laboratórios de informática em 1.278 municípios. Na área de treinamento, o programa capacitou mais de 66 mil pessoas em um dos 301 cursos existentes.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=dd380de3-59a9-4209-898e-6c9f6e155a51

Postado Pôr Antônio Brito