O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realizou nesta semana, de 19 a 23 de janeiro, uma semana pedagógica na qual realizou a capacitação de 211 profissionais de Educação Física por meio de conteúdos e vivências relacionadas ao esporte para pessoas com deficiência.
A iniciativa teve como público principal 150 professores e 28 supervisores que participarão do projeto Escola Mais Inclusiva neste ano. Estes profissionais levarão atividades esportivas para alunos com deficiência de escolas estaduais de 62 municípios paulistas a partir de fevereiro.
A ação é resultado de uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, por meio do projeto Escolas Mais Inclusivas, que busca criar unidades de referência no atendimento a alunos com deficiência a partir da ampliação de investimentos e da experimentação de novas práticas que podem posteriormente ser ampliadas para toda a rede.
Além destes participantes, a semana ainda teve a presença de 33 professores de outros três iniciativas do CPB: as aulas de esporte adaptado oferecidas nos CEUs (Centros Educacionais Unificados), na Rede Lucy Montoro e na Escola Paralímpica de Esportes, projeto de iniciação esportiva gratuita para crianças e jovens com deficiência oferecido no CT Paralímpico.
Durante a capacitação, os professores tiveram acesso a conteúdos que apoiarão seu trabalho nas escolas, incluindo instruções para uso de ferramentas de gestão, informações sobre o desenvolvimento motor de pessoas com diferentes deficiências, Classificação Esportiva Paralímpica e vivências das modalidades badminton, bocha, futebol de cegos, goalball, tênis de mesa, basquete em cadeira de rodas, paraesgrima e atletismo.
Também houve momentos dedicados à troca de experiências entre os professores e supervisores que estão no projeto desde o ano passado e os novos integrantes da iniciativa e também depoimentos de representantes das escolas que receberam o projeto no ano passado.
Para a professora Carla Isabel Trevisan Lopes, que atua desde junho de 2025 na Escola Vicente Peixoto, em Osasco (SP), a capacitação oferecida pelo CPB permitiu troca de informações valiosas com colegas.
“Minha experiência nos últimos dez anos foi com alunos com deficiência, seja em escolas, seja em projetos de reabilitação. Mesmo assim, estar aqui é muito enriquecedor, porque é uma troca muito boa com profissionais com trajetórias diferentes que também trabalham com pessoas com deficiência e têm muito a ensinar. É algo transformador, que faz refletir e ver a inclusão como possibilidade de transformação para nossos alunos”, afirmou a professora, que tem em sua formação uma pós-graduação em Educação Física Adaptada e Psicomotricidade.
A docente ainda disse se sentir realizada por fazer parte da equipe do CPB. “É um orgulho trabalhar em uma organização como o Comitê Paralímpico Brasileiro, que realiza ao mesmo tempo um trabalho extremamente técnico e também humano”, afirmou.
Já o professor Igor Araújo, da escola Victorio Fornasaro, de Carapicuíba (SP), destacou a possibilidade de aplicar os conteúdos ministrados durante a semana pedagógica em suas atividades.
“Os aprendizados que tivemos aqui serão o norte de nossas aulas no decorrer do ano. A gente sabe que é importante estar bem preparado para atender a nossos alunos com deficiência com qualidade. Espero sempre oferecer a eles uma melhora na qualidade de vida, alegria de se sentirem incluídos na comunidade escolar em um primeiro momento e na sociedade de forma mais ampla”, disse Igor, docente desde 2009.
Para o diretor de Desenvolvimento Esportivo do CPB, Ramon Pereira, o projeto realizado no Estado de São Paulo tem potencial de ser levado a outras regiões do Brasil.
“Muitos alunos hoje são dispensados das aulas de educação física porque o professor não sabe como atendê-los. Temos como objetivo primordial ao chegar nas escolas enfrentar a evasão escolar e, em segundo lugar, levar aos alunos com deficiência todo o aprendizado e a confiança que vêm com a prática esportiva. No futuro, estes alunos vão ter voz e lutar por seus espaços na sociedade. Isto para nós é uma medalha de ouro incontestável.”
Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Braskem e a ASICS são as patrocinadoras oficiais do atletismo
As
Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do badminton,
basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de cegos, goalball, tênis
de mesa e da paraesgrima.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-encerra-semana-pedagogica-da-escola-mais-inclusiva-com-capacitacao-de-200-profissionais/
Postado Pôr Antônio Brito
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