Pesquisa revela que pessoas com deficiência na Grécia enfrentam discriminação, falta de acessibilidade e apoio. A situação é preocupante em áreas como saúde, educação e trabalho.

Postado Pôr Antônio Brito
Pesquisa revela que pessoas com deficiência na Grécia enfrentam discriminação, falta de acessibilidade e apoio. A situação é preocupante em áreas como saúde, educação e trabalho.

Dados mostram que a Grécia está muito atrasada em termos dos direitos das pessoas com deficiência e nas instalações e assistência que lhes devem ser prestadas. Este é o resultado de uma recente pesquisa/censo realizado no país e concluída há algumas semanas.
Este ano, pela primeira vez, o Observatório das Questões da Deficiência da Grécia realizou um censo sobre PcD em todo o país com uma amostra de 2.716 pessoas com deficiência.
A deficiência motora é a categoria de deficiência mais numerosa na Grécia, com 24,4%. A deficiência mental, de desenvolvimento ou cognitiva é o segundo grupo mais numeroso 13,9%.
A deficiência mental é o terceiro grupo mais numeroso 9%.
As pessoas cegas representam 8,1%. As doenças neurológicas abrangem 6,3%, seguidas das doenças neoplásicas com 6%.
As doenças reumáticas e outras doenças autoimunes, segundo o governo Grego, são 5%. E a surdez 4,6%. Já a diabetes representa 4,1% da população grega.
As outras categorias de deficiência tem um menor número, como as doenças raras, paralisia cerebral, doenças respiratórias, doenças neuromusculares (distrofia muscular, miopatias congénitas etc) e outras.
O que regista menos melhorias é a acessibilidade das pessoas com deficiência. De acordo com a pesquisa, 6 em cada 10 pessoas com deficiência enfrentam barreiras de acessibilidade aos serviços públicos, instalações de saúde e espaços públicos partilhados. Mais especificamente, em termos de trabalho, 56% das pessoas empregadas com deficiência enfrentam barreiras de acessibilidade nos locais de trabalho. No ensino - escolas, universidades etc - 66% dos estudantes/alunos PcD na também tem graves barreiras de acessibilidade.
Na Grécia, mais de 25% das pessoas com deficiência vivem agregadas em suas familiares com um rendimento familiar mensal total de até 600 euros.
As pessoas com deficiência, ou com doenças crónicas e/ou raras, enfrentam uma discriminação sistemática em todos os domínios da vida social, nas interações com os serviços públicos, no acesso ao ambiente construído, às infra-estruturas e aos serviços de saúde, combinado com uma falta de confiança generalizada no sistema judicial na Grécia.
A situação das PcD na Grécia parece gritantemente constrangedora e preocupante, sem apoio do sistema público em todos os pontos: saúde, educação, segurança, trabalho... ou seja, mesmo estando na Europa, a Grécia ainda está muito longe do que é o mínimo plausível para atender os cidadãos com deficiência daquele país.
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