Pesquisa
revela que pessoas com deficiência na Grécia enfrentam discriminação,
falta de acessibilidade e apoio. A situação é preocupante em áreas como
saúde, educação e trabalho.
Dados
mostram que a Grécia está muito atrasada em termos dos direitos das
pessoas com deficiência e nas instalações e assistência que lhes devem
ser prestadas. Este é o resultado de uma recente pesquisa/censo
realizado no país e concluída há algumas semanas.
Este
ano, pela primeira vez, o Observatório das Questões da Deficiência da
Grécia realizou um censo sobre PcD em todo o país com uma amostra de
2.716 pessoas com deficiência.
A
deficiência motora é a categoria de deficiência mais numerosa na
Grécia, com 24,4%. A deficiência mental, de desenvolvimento ou cognitiva
é o segundo grupo mais numeroso 13,9%.
A deficiência mental é o terceiro grupo mais numeroso 9%.
As pessoas cegas representam 8,1%. As doenças neurológicas abrangem 6,3%, seguidas das doenças neoplásicas com 6%.
As
doenças reumáticas e outras doenças autoimunes, segundo o governo
Grego, são 5%. E a surdez 4,6%. Já a diabetes representa 4,1% da
população grega.
As
outras categorias de deficiência tem um menor número, como as doenças
raras, paralisia cerebral, doenças respiratórias, doenças
neuromusculares (distrofia muscular, miopatias congénitas etc) e outras.
O
que regista menos melhorias é a acessibilidade das pessoas com
deficiência. De acordo com a pesquisa, 6 em cada 10 pessoas com
deficiência enfrentam barreiras de acessibilidade aos serviços públicos,
instalações de saúde e espaços públicos partilhados. Mais
especificamente, em termos de trabalho, 56% das pessoas empregadas com
deficiência enfrentam barreiras de acessibilidade nos locais de
trabalho. No ensino - escolas, universidades etc - 66% dos
estudantes/alunos PcD na também tem graves barreiras de acessibilidade.
Na
Grécia, mais de 25% das pessoas com deficiência vivem agregadas em suas
familiares com um rendimento familiar mensal total de até 600 euros.
As
pessoas com deficiência, ou com doenças crónicas e/ou raras, enfrentam
uma discriminação sistemática em todos os domínios da vida social, nas
interações com os serviços públicos, no acesso ao ambiente construído,
às infra-estruturas e aos serviços de saúde, combinado com uma falta de
confiança generalizada no sistema judicial na Grécia.
A
situação das PcD na Grécia parece gritantemente constrangedora e
preocupante, sem apoio do sistema público em todos os pontos: saúde,
educação, segurança, trabalho... ou seja, mesmo estando na Europa, a
Grécia ainda está muito longe do que é o mínimo plausível para atender
os cidadãos com deficiência daquele país.
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=8d0ec6cd-7b30-4faf-9111-ecf0ad66d519
Postado Pôr Antônio Brito
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