17/05/2020

Influencer com deficiência auditiva usa as redes sociais para conscientizar sobre deficiências

#PraTodosVerem: Na foto está uma mulher de pele parda de cabelos pretos na altura dos ombros, ela está com um vestido preto e posando para foto, ao fundo tem um armário com várias peças de roupas. Fim da descrição. Foto: @k.danielly/Reprodução.

Ketullyn Danielly Silva, tem 28 anos, e vive na cidade de Anápolis-GO. E convive com a deficiência auditiva desde o nascimento, mas só descobriu aos três anos de idade “minha deficiência é de nascença, uso aparelhos auditivos, por eu ter essa deficiência tenho muitas dificuldades na fala, meus pais descobriram quando tinha 3 anos de idade e comecei a falar algumas palavras com 6 anos de idade”. Conta.

Danielly conta que o preconceito e a falta de informação sempre estiveram presentes no seu cotidiano, e se refletiram de diversas formas, mas o apoio da família e dos amigos sempre ajudaram ela a vencer essas questões e conquistar seus espaços.

Ela lembra que tudo começou por acaso, pois o primeiro vídeo foi de desabafo, mas que ganhou muita repercussão. Para esses trabalhos ela conta com o apoio dos amigos, e tem como inspiração a influencer goiana Gabi Mellazo.

Mudar esses cenários de preconceitos e desinformação é um dos objetivos dela através do Instagram, que entre seus trabalhos como influencer, produz conteúdos falando sobre a sua realidade enquanto mulher com deficiência auditiva, e também dando dicas de aceitação e incentivo “comecei esse trabalho no Instagram há pouco tempo, porque eu quero ajudar as pessoas com deficiência a se aceitarem, e entenderem que eles são capazes de fazer tudo o que querem”. Explica.

Entre os motivos dessa iniciativa está a sua aceitação, visto que por muito tempo ela também não se aceitava como pessoa com deficiência “eu por muito tempo não me aceitei, e eu decidi mudar isso, e incentivar outras pessoas a mudarem, quero que eles também tirem esse peso das costas… E quero que elas comecem ver quantas oportunidades foram jogadas fora por não aceitar quem elas são!”. Afirma.

#PraTodosVerem: Na foto está uma mulher de pele parda de cabelos pretos na altura dos ombros ela está sentada com os braços apoiados nas pernas, está sorrindo e pousando para foto. Ela veste uma camisa azul de manga longa e uma calça preta. Fim da descrição. Foto: @k.danielly/Reprodução.

Sobre o futuro, ela diz que quer seguir com o trabalho nas redes sociais, e se destacar como uma influenciadora com deficiência já que na sua região não há pessoas que fazem esse trabalho “além de me destacar como influencer, quero dar um futuro bom para minha filha e me formar em Libras”. Finaliza.

Outros influencers com deficiência auditiva

A internet abriu muitas portas para as pessoas com deficiência, e mesmo com as falhas de acessibilidade das redes sociais, muitas pessoas têm ocupado espaços e falado sobre inclusão. Entre os influencers com deficiência auditiva estão: Léo Viturinno, especialista em Libras e atualmente professor de Libras na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB, Andrei e Tainá Borges juntos tem o canal Visurdo, que conta com mais de 180 mil inscritos; Gabriel Isaac, o canal se chama Isflocos. Esses são apenas alguns exemplos de pessoas com deficiência auditiva que estão mudando o cenário da inclusão na internet.

Fonte  https://deficienciaemfoco860798267.wordpress.com/2020/05/16/influencer-com-deficiencia-auditiva-usa-as-redes-sociais-para-conscientizar-sobre-deficiencias/

Postado por Antônio Brito 

16/05/2020

Familiares homofóbicos agravam ansiedade durante isolamento: como lidar?

Homofobia pode começar dentro de casa; psicanalista analisa efeitosImagem: nadia_bormotova/Getty Images/iStockphoto

"Na minha casa eu só sou assumido de verdade para o meu pai e minha madrasta. Minha avó e outras pessoas que moram com a gente talvez suspeitem, mas nunca cheguei a conversar cara a cara sobre isso. O único local em que me sinto realmente confortável é no meu quarto, onde gravo vídeos, faço memes e coisas que me permitem a expressão do meu jeitinho. A partir do momento em que eu saio do quarto, é como se eu estivesse interpretando um personagem, sabe? Então, sim: eu tento não dar muita pinta para manter minha sanidade mental."

O relato de um fotógrafo de Manaus (AM), que pediu anonimato para Universa, mostra que pessoas LGBTQI+ sofrem com mais um agravante durante a pandemia de coronavírus: a de precisar conviver, sob o mesmo teto, com familiares LGBTfóbicos.

Com medo de rejeição, agressões físicas e verbais e expulsão, a parcela da população que sofre preconceito por sua orientação sexual ou identidade de gênero acaba evitando ser quem é — o que significaria "dar pinta" para alguns — neste momento em que está sem sair de casa.

 Não há levantamentos oficiais sobre o impacto que o isolamento social tem na vida dessas pessoas, como acontece com os casos de violência contra mulher. No entanto, sabe-se que a homofobia familiar é uma realidade, por exemplo, durante as festas de final de ano: um estudo britânico revelou, no ano passado, que 30% dos gays entrevistados ouviram piadinhas e comentários homofóbicos dentro de casa — em meio ao Natal e ao ano novo.

Fonte  https://www.uol.com.br/universa/

Postado por Antônio Brito 

Governo divulga calendário da segunda parcela do auxílio emergencial

O Ministério da Cidadania divulgou, hoje (15), o calendário de pagamento e saques da segunda parcela de R$ 600 do auxílio emergencial, pago em três parcelas, destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados que perderam renda por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A portaria com as datas foi publicada no Diário Oficial da União.

A segunda parcela começará a ser creditada na segunda-feira (18), conforme adiantou o presidente da Caixa Econômica federal, Pedro Guimarães, durante a live semanal do presidente Jair Bolsonaro, no início da noite de ontem (14).

Ao todo, cerca de 50 milhões de pessoas estão inscritas no programa. O benefício é pago para trabalhadores informais e pessoas de baixa renda, inscritos do cadastro social do governo e no Bolsa Família.

O calendário publicado nesta sexta-feira vale para as pessoas que receberam a primeira parcela até o dia de 30 de abril de 2020. Na tarde de hoje, está prevista entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, para detalhar como será o pagamento.

Veja o calendário para depósito em poupança social:

Nascidos em:Dia de recebimento do benefício:
janeiro e fevereiro20 de maio
março e abril21 de maio
julho e agosto23 de maio
setembro e outubro25 de maio
novembro e dezembro26 de maio

Veja o calendário de depósitos para beneficiários do Bolsa Família: 

Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/

Postado por Antônio Brito 

Pernambuco inicia hoje a fiscalização da Operação Quarentena

O Governo do Pernambuco inicia neste sábado (16/05) a Operação Quarentena com ações sociais, sanitárias e de fiscalização. As Secretarias estaduais de Saúde, Defesa Social, Prevenção, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Infraestrutura estão diretamente envolvidas em atividades nas comunidades dos cinco municípios abrangidos pelo decreto de medidas mais rígidas de isolamento social. O trabalho será realizado em parceria com as prefeituras do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe e São Lourenço da Mata.

A quarentena nesses cinco municípios prevê que, até o dia 31 de maio, a população só poderá sair de casa para atividades essenciais como ir ao supermercado, padaria, farmácia ou para atendimento médico. Em caso do deslocamento ser feito utilizando veículo, será preciso respeitar um rodízio de placas. Carros e motos com placas terminadas em número par, só podem circular em dias pares. Os que tiverem placas terminadas em número ímpar, só podem circular em dias ímpares.

Para os trabalhadores enquadrados nas 38 categorias de serviços essenciais listadas no decreto, a circulação será permitida durante a quarentena, obedecendo aos dias de rodízio. Com exceção para: profissionais de saúde, segurança, bancários, funcionários de supermercados, padarias, farmácias, postos de gasolina, empresas de transporte rodoviário e metroviário, além de trabalhadores em vigilância e zeladoria. Esses poderão utilizar veículos próprios sem restrições.

As ações de fiscalização realizadas pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Guardas Municipais terão 34 pontos de bloqueio nos cinco municípios. Já as ações sanitárias e sociais serão realizadas em conjunto com as prefeituras e serão iniciadas nesse sábado pela manhã, em Camaragibe (Timbi), São Lourenço da Mata (Centro) e no Recife (Casa Amarela).

Fonte  https://www.saudeebemestarpe.com/

Postado por Antônio Brito 

Bolsonaro veta mais uma vez ampliação do BPC para idoso e deficiente pobres

O presidente Jair Bolsonaro vetou hoje a ampliação do acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada) para idosos e deficientes pobres. A medida, aprovada pelo Congresso, aumentava o limite máximo de renda para ter direito ao benefício. Ela fazia parte do projeto de lei que amplia o acesso ao auxílio emergencial de R$ 600, sancionado hoje, com vetos.

O projeto aprovado pelo Congresso subia o limite máximo de renda de um quarto do salário mínimo (R$ 261,25) por pessoa para meio salário mínimo (R$ 522,50) por pessoa. Com o veto de Bolsonaro, vale o critério de um quarto do salário mínimo, segundo o advogado previdenciário Rômulo Saraiva. Por lei, essa regra continua até 31 de dezembro de 2020.

Vaivém no BPC

Essa não é a primeira vez que o presidente barra o aumento no limite de renda do BPC. Em novembro do ano passado, em outro projeto, o Congresso havia ampliado o limite de renda para meio salário mínimo. O presidente vetou a ampliação. Em março deste ano, o Congresso derrubou o veto presidencial, ficando estabelecido o limite de renda de meio salário mínimo.

Nesse meio tempo, durante as discussões sobre o auxílio emergencial de R$ 600, o Congresso voltou a tratar do BPC. O projeto de lei estabelecia que neste ano o critério de renda para o benefício continuaria em um quarto de salário mínimo. Em 2021, começaria a valer o critério de até meio salário mínimo. Bolsonaro vetou a ampliação a partir de 2021.

O Congresso, então, tentou novamente mudar esse critério quando discutia a ampliação do direito ao auxílio emergencial dos R$ 600. Mas, de novo, o presidente vetou as mudanças. Em sua justificativa, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (15), Bolsonaro diz que a proposta cria despesa obrigatória ao Poder Público, sem indicar a fonte de custeio e o demonstrativo dos impactos orçamentários e financeiros.

Ampliação de renda durante pandemia

Durante a pandemia, o critério de renda do BPC pode ser ampliado para até meio salário mínimo. Isso ocorrerá de acordo com os seguintes fatores:

  • Grau da deficiência do beneficiário
  • Dependência de terceiros para o desempenho de atividades básicas da vida diária
  • Circunstâncias pessoais e ambientais e fatores socioeconômicos e familiares
  • Comprometimento do orçamento do núcleo familiar com tratamentos de saúde, médicos, fraldas, alimentos especiais e medicamentos não disponibilizados gratuitamente pelo SUS ou com serviços não prestados pelo Suas (Serviço Único de Assistência Social).

Benefícios podem ser suspensos durante pandemia

No projeto de lei havia ainda a proposta de o governo não poder encerrar ou reduzir o pagamento de BPC, aposentadorias e pensões durante o período de pandemia. O presidente vetou o trecho dizendo que isso "contraria o interesse público ao permitir que benefícios irregularmente concedidos, seja por erro do Poder Público ou mediante fraude, sejam objeto de revisão por parte do Estado".

O que é BPC?

É um benefício assistencial de um salário mínimo por mês (R$ 1.045, em 2020) pago a idosos a partir dos 65 anos ou deficientes de qualquer idade que comprovem baixa renda.

Por se tratar de um benefício assistencial, não é necessário ter contribuído ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para ter direito. Porém, diferentemente das aposentadorias, o BPC não paga 13º salário e não deixa pensão por morte.

Fonte  https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/15/bpc-ampliacao-renda-veto.amp.htm

Postado por Antônio Brito 

HOSPITAIS DA SUÉCIA SUSPENDEM USO DE CLOROQUINA EM PACIENTES COM CORONAVÍRUS DEVIDO A EFEITOS COLATERAIS

Hospitais de ponta da Suécia interromperam o uso do medicamento cloroquina em pacientes infectados com o coronavírus, em consequência de relatos de graves efeitos colaterais - como arritmias cardíacas e perda de visão periferal.

Defendida pelos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro como uma possível cura para o Covid-19, a cloroquina - ou sua variante, a hidroxicloroquina - é indicada para o tratamento da malária, mas tem sido testada em pacientes com coronavírus embora sem comprovação científica da eficácia do medicamento nesses casos.

“Recomendações médicas devem ser feitas por especialistas, e não por políticos”, disse à RFI o médico sueco Magnus Gisslén, professor da Universidade de Gotemburgo e chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Sahlgrenska, o maior hospital da Suécia e um dos maiores da Europa.

Todos os hospitais da região de Västra Götaland - incluindo a cidade de Gotemburgo, a segunda maior do país - pararam de administrar a cloroquina em pacientes de Covid-19. Diversos hospitais da capital sueca - entre eles o Södersjukhuset, um dos maiores de Estocolmo - também já anunciaram a suspensão do medicamento.

“Tomamos a decisão de interromper o uso da cloriquina diante de uma série de casos suspeitos de efeitos colaterais severos, sobre os quais tivemos notícia tanto aqui na Suécia como através de colegas de hospitais em outros países”, destacou o professor Magnus Gisslén.

O especialista ressalta que um dos principais efeitos colaterais possíveis da cloroquina é o risco de arritmias e paradas cardíacas, especialmente se administrada em altas doses. Doses excessivas podem ser letais.

“No início da crise do coronavírus, começamos a administrar a cloroquina em pacientes de Covid-19, o que já vinha sendo feito em países como China, Itália e França. Mas diante de suspeitas de que o remédio pode ter efeitos colaterais mais graves do que pensávamos, optamos por não arriscar vidas. Não se pode descartar que o medicamento possa inclusive piorar o quadro clínico do paciente”, observa o médico sueco.

Ele reforça a preocupação de que ainda não há evidências por trás da esperança de que a cloroquina possa ser eficaz no tratamento da Covid-19.

“Vamos portanto aguardar até que se possa ter provas mais robustas em torno do uso da cloroquina”, diz Magnus Gisslén.

O médico Magnus Gisslén é professor da Universidade de Gotemburgo e chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário Sahlgrenska Foto: Kennet Ruona/Divulgação

O jornal sueco Expressen citou o caso de um paciente de coronavírus que teve sua visão afetada após ser tratado com cloroquina no hospital Södersjukhuset, na capital sueca. Segundo o jornal, o hospital prescreveu duas doses diárias de cloriquina para o sueco Carl Sydenhag, de 40 anos, dois dias depois de ele ter sido diagnosticado com o Covid-19 no dia 23 de março. Em seguida, Sydenhag sentiu fortes dores de cabeça e cãibras, e teve sua visão periférica reduzida. Hoje livre dos sintomas do Covid-19, Sydenhag diz que se sente muito melhor, embora a visão ainda esteja pior do que o normal.

Defesa da cloroquina

No Brasil, o uso da cloroquina é uma das principais divergências entre o presidente Jair Bolsonaro e o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta - que tem pedido cautela no uso da cloroquina. Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional na noite de quarta-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso da cloroquina  e da hidroxicloroquina no tratamento doa Covid-19.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump também se tornou nas últimas semanas um grande defensor da cloroquina no tratamento de infectados pelo coronavírus, mesmo sem estudos conclusivos sobre a eficácia.

De acordo com o jornal New York Times, a posição de Trump pode ser também motivada por interesses pessoais: o presidente americano figura entre os acionistas da Sanofi, indústria farmacêutica que detém a patente da droga. Ainda segundo a reportagem, um dos principais acionistas da empresa é Ken Fisher, que está entre os maiores doares de campanha para o Partido Republicano de Donald Trump.

Uso de anestésicos para animais

Nesta sexta-feira, a escassez de medicamentos em consequência da pandemia do coronavírus também levou a Suécia a autorizar o uso de anestésicos utilizados em animais para tratar pacientes internados em unidades de terapia intensiva no país. A mesma medida foi anunciada há poucos dias pelas autoridades da França.

Também comercializado em versão para a medicina veterinária, o Propofol - conhecido pela marca comercial Diprivan -é um agente anestético usado com frequência na sedação de pacientes entubados e ligados a aparelhos em UTIs. Segundo as autoridades de saúde, o medicamento prescrito para uso veterinário tem a mesma substância ativa e o mesmo efeito do remédio fabricado para humanos.

“Vivemos uma situação extrema, com a explosão de demanda mundial por anestéticos. Devemos portanto tomar medidas extraordinárias que podem ser necessárias”, disse à televisão pública sueca SVT a diretora da Agência de Produtos Médicos da Suécia (Läkemedelsverket), Maja Marklund.

Fonte  https://epoca.globo.com/mundo/hospitais-da-suecia-suspendem-uso-de-cloroquina-em-pacientes-com-coronavirus-devido-efeitos-colaterais-1-24364183

Postado por Antônio Brito 

"Um mergulho tirou meus movimentos, mas a mente segue ativa e sem limites"

           Imagem arquivo pessoal 
Eric Chaim, 36, ficou tetraplégico e viu sua vida virar do avesso após um acidente na piscina. A seguir, ele conta como superou a depressão, aceitou sua condição, passou a desenvolver softwares, sites e dar aulas de programação:

“Sempre fui extremamente ativo e independente. Saía com meus amigos, trabalhava como vendedor, estava sempre em festas, viajava... Enfim, levava uma vida social bem agitada até que um dia, numa fração de segundos, viu tudo desmoronar.

Tinha 26 anos quando uma piscina mudou minha história. Havia passado um fim de semana perfeito num sítio e já estávamos de malas prontas para voltar para casa. Mas resolvi dar um último mergulho ali, sem saber quer era o último mergulho da minha vida. Pulei do parapeito lateral e me acidentei.

Eu não sentia nada, fiquei totalmente paralisado. Somente meus olhos tinham movimento. Entrei em desespero. Aliás, um grande desespero. Na hora, passou tudo pela minha cabeça: o que iria fazer para viver, comer, trabalhar, me locomover? O que seria de mim dali para a frente? Por que comigo? Por que não terminar logo com isso?

E assim fui vivendo os primeiros dias e meses dessa agonia, com poucos avanços. No começo, não queria ver ninguém, nem saber de nada, mas minha mãe, minha guerreira, que nunca desistiu de mim, me deu forças e coragem para recomeçar minha vida. 

Passados oito meses do acidente, vi que faltava informação sobre os direitos de um deficiente. Descobri que não era uma dificuldade só minha e passei a encarar meu problema como motivação para ajudar as pessoas. À medida em que me informava, passava tudo adiante e isso me estimulava. Comecei a me sentir útil, querendo fazer mais.

Desse sentimento brotou uma força maior, também inspirada na minha mãe, que já realizava uma ação voluntária em seu emprego antes do meu acidente. Com outros voluntários, ela juntava latas de alumínio e trocava por cadeiras de rodas a quem precisasse.

Daí pensei: se eles fazem isso, a gente também pode fazer. Adaptamos a ideia e iniciamos o Trabalho de Formiguinhas. Começamos com um bazar de roupas e depois passamos a juntar e a vender latinhas e lacres. Com o valor arrecadado, compramos cadeiras de rodas, andadores, fraldas, enfim, o que fosse necessário e acessível dentro do arrecadado. Nossa atividade cresceu e hoje temos uma média de seis voluntários.

Pequenos avanços? Para mim foram grandes progressos

Tudo isso me impulsionou a enfrentar as dificuldades e ver que era possível retomar a vida. E assim fui encarando os primeiros anos dessa minha nova realidade. Na época da lesão eu não equilibrava a cabeça e o tórax. Com o passar do tempo, consegui sustentação de pescoço. Hoje, aos 36 anos, tenho um pouco mais de equilíbrio de tronco, leves movimentos de ombro e consigo mexer um pouquinho um dos braços --pode parecer algo pequeno, mas para mim foi um grande progresso. Sei que já atingi o meu máximo nessa evolução e que só avançaria com um tratamento de células-tronco. É triste, pois sei que o Brasil ainda está muito longe desse avanço! Mas a vida está ai e não posso parar.

Meus movimentos estão comprometidos, mas minha mente não. Ela vive inquieta, querendo sempre algo a mais, então, procuro o que fazer

Como sempre gostei de computador, busquei informações que pudessem me ajudar. Fazendo terapia ocupacional no Instituto Lucy Montoro, conheci um software gratuito, o Head Mouse, que serve para qualquer sistema operacional Windows e que me abriu uma janela para o mundo.

Por meio de uma webcam, esse programa mapeia o meu rosto e mexe o mouse conforme faço os movimentos com a cabeça. Minha boca e meus olhos funcionam como cliques. Com isso, passei a interagir com as pessoas, a desenvolver sites, aplicativos para celular, enfim, a me sentir vivo e ver que tudo é possível se a gente tiver vontade e acreditar.

No começo não foi fácil essa adaptação, mas para quem teve que se adaptar a tantas outras mudanças, não foi tão complicado.

Consegui fazer algumas permutas de serviços, a começar com a minha nutricionista. Pagava minhas consultas com desenvolvimento de projetos. Fiz para ela um site e administrei suas redes sociais. Esse trabalho chamou a atenção de outra pessoa da área de tecnologia, que me convidou para fazer parte de algumas atividades esporádicas, sempre na condição de me ajudar em alguma necessidade nos tratamentos. Também fui orientador voluntário de alunos na criação de projetos para aplicativos. Tanto essas ações, quanto o Trabalho de Formiguinha me impulsionam cada vez mais a seguir em frente.

Não sou inválido

Desde que me acidentei, me aposentei por invalidez. É uma palavra que eu não gosto muito de usar, afinal de contas, não me acho uma pessoa inválida, mas é denominação que nos dão. É uma pena. Pena também a forma burocrática como o sistema vê o aposentado.

Eu até conseguiria fazer algo rentável, mas temporário, porque preciso ter alguém comigo o tempo todo para poder me alimentar e me ajudar em tudo. Para isso, conto com um serviço "home  care"  24 horas, porém, o atendimento vale somente para dentro de casa, o que me limita a fazer qualquer atividade externa.

Ou seja, por mais que eu tivesse um emprego, esse teria que ser dentro de casa e me garantir estabilidade total, porque eu entraria na chamada "desaposentadoria", ou seja, caso eu perdesse esse emprego, não conseguiria me aposentar novamente. É um mínimo que recebo, mas é o que me garante algo no dia a dia.

Antes de terminar, dois recados

Quando eu não tinha a lesão, jamais pensava que algo poderia acontecer comigo, e aconteceu. Então, o que eu digo é para sempre ter cuidado com as brincadeiras. Às vezes, uma coisa simples pode ter uma consequência bem extensa, como foi no meu caso, que foi um pulo na piscina.

E para quem está na mesma situação que eu, tenha calma, respire fundo. Busque informações sobre tratamentos e seus direitos. Vá atrás do que dá prazer a você. Não é fácil, mas somos capazes de passar por tudo isso!”

Fonte  https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/08/12/um-mergulho-tirou-meus-movimentos-mas-a-mente-segue-ativa-e-sem-limites.htm?utm_source=facebook&utm_medium=social-media&utm_campaign=vivabem&utm_content=geral

Postado por Antônio Brito 

Professor transforma monumentos em miniaturas para crianças cegas

Professor desenvolve modelos de monumentos e imprime em 3D para crianças deficientes visuais sentirem. — Foto: Renato Frosch
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Professor desenvolve modelos de monumentos e imprime em 3D para crianças deficientes visuais sentirem. — Foto: Renato Frosch

O professor de construção civil Renato Frosch, de 41 anos, capta imagens de monumentos conhecidos da região, os transforma em projeto gráfico através de softwares específicos e, depois, os imprime em 3D, para que pessoas com deficiência visual consigam conhecer através do tato o formato das estruturas. A conclusão de todas as etapas pode variar de dois dias a uma semana.

Em entrevista ao G1, o professor contou que tudo começou em um tour feito com uma amiga deficiente visual acompanhados por um guia turístico em uma cidade da Argentina, onde ele fez parte de um programa de inovação cidadã ao ter seu projeto escolhido. "No nosso único dia de folga, fomos fazer o tour pela cidade. Um guia turístico dizia como era o monumento, como se parecia, se tinha figura humana nele, o que representava, mas não era a mesma coisa. Minha amiga, deficiente visual, não fazia ideia do que estava à sua frente".

Professor oferece modelo 3D gratuitamente a professores e responsáveis para reprodução pedagógica. — Foto: Renato Frosch
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Professor oferece modelo 3D gratuitamente a professores e responsáveis para reprodução pedagógica. — Foto: Renato Frosch

“Ela ficou muito entusiasmada em poder 'enxergar' a estrutura na palma das mãos e voltou para o país dela, Colômbia, levando a miniatura do monumento”, conta.

Esculturas e monumentos santistas viram miniaturas pedagógicas para deficientes visuais. — Foto: Renato Frosch
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Esculturas e monumentos santistas viram miniaturas pedagógicas para deficientes visuais. — Foto: Renato Frosch

De volta ao Brasil, o professor notou que não fazia sentido não dar continuidade ao projeto mas, desta vez, decidiu se basear em monumentos brasileiros. Em Santos, o objeto em formato de coração em frente à Paróquia do Imaculado Coração de Maria, o famoso Peixe da entrada da cidade e a escultura Tomie Ohtake, no Emissário Submarino, receberam as versões fiéis em miniatura.

Com ou sem drones

Para fazer o projeto sem o auxílio de drones, Renato tira diversas fotos em ângulos diferentes da mesma estrutura, mas precisa ter referência de proporções. "Tiro fotos com alguém ao lado e faço o cálculo com base na altura média de uma pessoa. Depois, desenho em softwares específicos todo o monumento”, detalha. “Sempre coloco uma ‘pessoinha’ adulta ao lado da miniatura, para que a pessoa deficiente visual tenha também uma referência de tamanho”.

Professor utiliza fotos e drones para gerar modelo em softwares específicos. — Foto: Renato Frosch
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Professor utiliza fotos e drones para gerar modelo em softwares específicos. — Foto: Renato Frosch

Direitos Autorais

Uma preocupação do pesquisador ao compartilhar online seus projetos é o uso indevido que terceiros possam fazer do produto final da impressão mas, de acordo com a Lei de Direitos Autorais, os direitos para projetos voltados à pessoas com deficiência visual são assegurados. "Descobri isso ao longo do processo, mas tenho que garantir que ninguém vai vender esse arquivo", comenta. "As escolas, tendo uma impressora 3D, podem baixar e reproduzir gratuitamente, essa é a frente que eu defendo. Não quero atender uma só criança, o material que produzo é pra todo mundo", finaliza.

Todo o desenvolvimento do projeto pode variar de dois dias a uma semana. — Foto: Renato Frosch
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Todo o desenvolvimento do projeto pode variar de dois dias a uma semana. — Foto: Renato Frosch

Fonte  https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/educacao/noticia/2020/05/12/professor-transforma-monumentos-em-miniaturas-para-criancas-cegas.ghtml

Postado por Antônio Brito 

Prefeitura de Caruaru adota sistema drive-thru para vacinação nesta sexta (15)

Adultos maiores de  55 anos, professores da rede pública e particular, gestantes, puérperas, pessoas com deficiências e crianças de 6 meses a 5 anos poderão se vacinar sem sair do carro

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza mais uma ação de vacinação drive-thru na cidade nesta sexta-feira (15). O local escolhido é o Shopping Difusora. Adultos maiores de  55 anos, professores da rede pública e particular, gestantes, puérperas, pessoas com deficiências e crianças de 6 meses a 5 anos, que fazem parte do público contemplado com a 3ª fase da Campanha de Vacinação, podem se dirigir ao local para se vacinar sem precisar sair de seus carros.  

A medida foi adotada para não sobrecarregar as unidades de saúde do município e evitar aglomerações, medida recomendada pelo Ministério da Saúde em combate ao novo coronavírus. “O drive-thru tem o objetivo de desafogar as unidades básicas de saúde. Queremos imunizar todos os grupos, mas o cuidado com a pandemia também precisa ser intensificado. Então, vamos continuar realizando ações que evitem a aglomeração de pessoas nas unidades”, esclarece a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI), Sarah Rafael.

O drive-thru funcionará das 8h às 16h no subsolo do estacionamento do shopping, exceto para as crianças de 5 meses a 6 anos. Essas terão um espaço adaptado no local, onde será feita a aplicação das doses. Para ser vacinado, é preciso apresentar documento de identidade; cartão de vacina, comprovante de vínculo e, no caso de pessoas com deficiências, o laudo médico.

O público-alvo da aplicação de vacinas faz parte da primeira etapa da terceira fase da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe.  A meta, de acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, é vacinar 90% de cada grupo prioritário. Na próxima terça-feira (19), começam os atendimentos para o segundo grupo desta terceira etapa, que seguem até o dia 06 de junho.

A vacinação também está sendo realizada em todas as unidades básicas de saúde do município, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30. Também há a possibilidade da vacinação noturna, que acontece no período de 17h às 19h, diariamente, nos postos de saúde da família: Vassoural I, II e III; São João da Escócia I, III e IV; Unidade escola Dr. Vieira e Santa Rosa II, III e IV. Nas segundas e quartas no PSF Nova Caruaru; nas terças e quintas no PSF Rendeiras; nas segundas e quartas, no PSF Sinhazinha e nas quartas-feiras, no PSF Maria Auxiliadora.

Fonte  https://www.saudeebemestarpe.com/single-post/2020/05/15/Prefeitura-de-Caruaru-adota-sistema-drive-thru-para-vacina%C3%A7%C3%A3o-nesta-sexta-15

Postado por Antônio Brito 

CREMEPE investiga conduta de médicos que fazem parte do “Doutores de Verdade”

Programa, que conta com apoio da deputada estadual Clarissa Tércio, realiza consultas e distribuição de medicamentos em comunidades pernambucanas

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) está investigando a conduta de médicos que fazem parte do programa “Doutores de Verdade”. O grupo, formado por pneumologista, dermatologista e enfermeiros, conta com apoio da deputada estadual Clarissa Tércio (PSC) e realiza caravanas em bairros da periferia do estado com o objetivo de combater o novo coronavírus, informando, por meio das redes sociais, os locais onde acontecem os atendimentos. Entre as ações, está a distribuição de medicamentos, inclusive a hidroxicloroquina, remédio que não teve resultados comprovados no tratamento da Covid-19. 

Pesquisas internacionais divulgadas nas últimas semanas não encontraram relação entre o uso da hidroxicloroquina e a redução da mortalidade pelo coronavírus. A medicação causa efeitos colaterais, principalmente no coração, nos olhos e no fígado. A prescrição do remédio está autorizada apenas entre comum acordo entre o médico e o paciente, através de autorização deste e da família. 

A Promotoria de Defesa da Saúde solicitou, nesta semana, uma posição do Cremepe em relação à denúncia de distribuição de medicamentos pelos “Doutores de Verdade”. Por meio de nota, a promotoria de Justiça da Saúde da Capital informou que “oficiou o Cremepe para saber que providências o órgão tomou em relação ao fato”.

O Conselho declarou que a apuração da conduta dos profissionais de saúde é regida pelo Código de Processo Ético (CPEP), estabelecido pelo Conselho Federal de Medicina. O Saúde e Bem Estar entrou em contato com o órgão, que declarou que o expediente corre em sigilo processual para não comprometer a investigação.

Para o secretário estadual de Saúde, André Longo, o programa “precisa ser melhor avaliado” e "é preciso ter as mínimas condições de segurança na utilização de medicamentos como este". Durante coletiva transmitida pela internet na última quarta-feira (13), o secretário declarou: "A gente lamenta muito que algumas pessoas tenham passado a distribuir hidroxicloroquina em alguns lugares inadequados. Acho que isso já está sendo alvo de investigação do Conselho Regional de Medicina, porque tinha a participação, infelizmente, de alguns profissionais de saúde, inclusive médicos".

“Doutores de Verdade”

De acordo com a assessoria da deputada Clarissa Tércio, a ideia de realizar as caravanas surgiu no início da pandemia da Covid-19, quando a deputada decidiu que “ajudaria as comunidades”. Ela teria doado parte do salário para comprar medicamentos, inclusive a cloroquina. O projeto é realizada em parceria com médicos e enfermeiros.

Fonte  https://www.saudeebemestarpe.com/single-post/2020/05/15/CREMEPE-investiga-conduta-de-médicos-que-fazem-parte-do-“Doutores-de-Verdade”

Postado por Antônio Brito