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Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro
Com o intuito de beneficiar pessoas com deficiência (PcDs) em vulnerabilidade social e suprir parte das necessidades das famílias afetadas pela pandemia, o governo do Estado, por meio da Secretaria da Igualdade, Cidadania, Direitos Humanos e Assistência Social (SICDHAS) e em parceria com o Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), do Ministério Público (MP-RS), distribuiu 513 cestas básicas a esta população. A ação Segurança alimentar: Um Direito de Cidadania em Tempos de Pandemia ocorreu na tarde desta quarta-feira (8/9) no Atacadão da RS-118, em Gravataí.
A ação é oriunda do repasse de R$ 1,5 milhão via proposta emergencial e convênio com o FRBL, possibilitando a aquisição total de mais de 10 mil cestas básicas a serem destinadas a entidades que atendem famílias em situação de vulnerabilidade em todo o Estado, entre eles a população indígena, PcDs, LGBTs e povos de matriz africana.
Participaram da entrega a titular da SICDHAS, Regina Becker, o presidente da Fundação Rio-Grandense de Atendimento ao Excepcional (Faders), Marquinho Lang, o ex-procurador-geral de Justiça e presidente do FRBL, Fabiano Dallazen, o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do MP-RS, Daniel Martini, e a diretora das Promotorias de Justiça de Gravataí, promotora de Justiça Luciana Willig Sanmartin.
“É uma alegria estar aqui, neste momento especial, podendo fazer a divisão desses alimentos à população de PcD que sofre com a exclusão e, em tempos de pandemia, ainda mais com o desemprego. É uma frente que estamos atuando na busca pela redução dessa tragédia e da fome de quem mais foi afetado pela pandemia. Sabemos que a fome tem pressa”, salientou a secretária Regina Becker.
“É a atuação eficiente do Ministério Público em todas as áreas de importância para a cidadania que faz com que esse dinheiro do ilícito reverta para tantas áreas importantes e, nesse caso, fundamental para minimizar a fome que atinge tantas pessoas em situação de vulnerabilidade nesse momento de crise sanitária e econômica pelo qual passamos”, disse o presidente do FRBL, Fabiano Dallazen.
“As PcDs foram as primeiras pessoas a irem para casa na pandemia e estão sendo as últimas a voltarem, exigindo do poder público uma atenção maior. Então essa ação tem um valor muito grande e mostra a sensibilidade do Ministério Público e do governo do Estado em compreender que nós somos iguais e incrivelmente diferentes”, destacou o presidente da Faders, Marquinho Lang.
Também estiveram presentes representantes de entidades de Bagé, Gravataí e Porto Alegre: Associação Bageense dos Deficientes Físicos, Associação dos Deficientes Visuais de Canoas (Adevic), Associação das Pessoas com Deficiência Visual e Amigos de Gravataí, Associação de Pais e Amigos do Centro Abrigado Zona Norte (Apazacon), Associação de Cegos Louis Braille, Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), Lar da Amizade e União de Cegos do RS (Ucergs).
“Ter a liberação dessas cestas é um ganho muito grande, pois em Bagé existem muitas PcDs que estão em situação de vulnerabilidade social e essa proposta acaba aproximando essas pessoas”, afirmou a presidente da Associação Bageense dos Deficientes Físicos, Cimone Barbosa Gonzales Halberstadt,
O membro do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, William Gabriel Flores, parabenizou a iniciativa e frisou que as cestas serão importantes para as entidades que trabalham com as pessoas com deficiência no Estado. “É uma ação que faz com que nós, PcDs, consigamos assumir o protagonismo na sociedade e em um governo que ouça essa parcela da população, de fato”, declarou.
Texto: Carolina Zeni/Ascom SICDHAS
Edição: Secom
Fonte. https://www.estado.rs.gov.br/pessoas-com-deficiencia-recebem-mais-de-500-cestas-basicas-do-governo-do-estado
Postado por Antônio Brito
Dos 309 atletas brasileiros que estiveram nas Olimpíadas de Tóquio, 42% não têm patrocínio.
Pensando nisso e buscando também se unir a atletas que compartilham das mesmas atitudes e valores, a keeggo, parceira de empresas e startups na transformação digital de organizações, anunciou que será o principal patrocinador da seleção brasileira de Rugby em cadeiras de rodas. A empresa aposta na parceria e, com um contrato sem data limite, pretende chegar até 2024 auxiliando a seleção brasileira de rugby em cadeiras de rodas nas Paralimpíadas 2024, que serão realizadas na França (o time não disputou as Paralimpíadas de Tóquio).
Além do patrocínio, a keeggo pretende contratar atletas para atuarem na empresa, com uma jornada de trabalho que não impossibilite os treinos. Em um primeiro momento, eles atuarão nas áreas de cultura e marketing, com possibilidade de abertura futura para todos os setores da companhia. A ideia da contratação parte da afinidade de valores que a keeggo enxerga nesses atletas e o objetivo é promover uma troca de conhecimento e de atitudes entre os profissionais, para um desenvolvimento das equipes por meio da cultura do rugby.
Sobre a keeggo
A keeggo é uma parceira de empresas e startups na transformação digital das organizações. Atua em toda a cadeia de valor dos clientes com soluções de tecnologia, design, LGPD e performance. Foca em resultados e coloca o cliente no centro das decisões, investe em pessoas e traz para o negócio da transformação digital a busca de sempre fazer o certo.
Fonte https://revistareacao.com.br/selecao-brasileira-de-rugby-em-cadeiras-de-rodas-ganha-novo-patrocinador/
Postado por Antônio Brito
Diante de tentativas de retirada de direitos sociais, trabalhistas, culturais e outros das pessoas com deficiência, vários grupos se organizam para defender e tornar públicas suas pautas, tendo destaque aqueles que se mobilizam para mostrar à sociedade a importância de suas reivindicações.
O trabalho em rede realizado por estas organizações esvaziam discursos ultrapassados como a segregação escolar de alunos com deficiência ou a neutralização da lei de cotas que garante o emprego decente às pessoas com deficiência.
Na próxima LIVE do ESPAÇO DA CIDADANIA serão debatidos experiências de redes com focos diversificados de inclusão com a presença de Romeu Sassaki, um dos maiores consultores do país na área da inclusão.
Quando: 22/09/2021
Horário: 10h00 às 11h30
Acessível para pessoas com deficiência auditiva: Intérprete de LIBRAS da UNILEHU – Universidade Livre para Eficiência Humana e transmissão pelo Facebook do Espaço da Cidadania e seus parceiros.
Inscrições gratuitas pelo e-mail ecidadania@ecidadania.org.br
Fonte https://revistareacao.com.br/movimentos-pela-inclusao-a-forca-do-trabalho-em-rede-na-luta-pelos-direitos-das-pessoas-com-deficiencia/
Postado por Antônio Brito
O esporte pode transformar a vida por meio da promoção de saúde e desenvolvimento físico. Para alguns, como os atletas paralímpicos, a reinvenção que a prática esportiva causa é ainda maior. O Governo Federal, por meio do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), vinculado ao Ministério da Saúde, auxilia pessoas com deficiência com apoio, tratamento, acompanhamento e reabilitação necessários de forma integral e totalmente gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre as histórias do Centro de Amputados do INTO, que promove a reabilitação de pessoas que sofreram amputação, está a da Nayara Ramalho, de 33 anos, que viu no esporte a possibilidade de dar a volta por cima após um grave acidente que provocou amputação do braço direito. Mesmo sem um membro, atualmente ela é paratleta de lançamento de dardo, arremesso de peso e tiro esportivo.
“Existe uma Nayara antes e depois do esporte. Quando comecei meu tratamento no INTO, além de resgatar minha autonomia e de aprender adaptações que me ajudaram nas tarefas do dia-a-dia, eu também ganhei confiança para ir além e encontrei o esporte”, contou a paratleta.
O trabalho continuado para esses pacientes é fundamental e por isso, mesmo durante a pandemia de Covid-19, as atividades presenciais não foram suspensas no instituto. Com todos os protocolos de segurança para prevenção da Covid-19 entre pacientes e dos profissionais de saúde, a não interrupção dos trabalhos evitou prejuízos nos processos de reabilitação dos pacientes que já estavam em tratamento, como atrofia do membro e até mesmo danos à saúde mental, com o desenvolvimento de quadros depressivos.
Para a fisiatra e chefe do Centro de Amputados do INTO, Eliane Machado, os serviços do instituto são fundamentais para a população. “Nós trabalhamos para ajudar a tornar a pessoa funcional, para que ela volte a atuar integralmente dentro das suas atividades, não só as físicas, mas também as emocionais”, explicou Eliane. A primeira etapa do processo é a reunião de acolhimento com equipe formada por psicólogo, assistente social, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, onde os pacientes são acolhidos e tomam consciência de que a reabilitação é um processo contínuo.
O esporte tem comprovada importância na qualidade de vida de qualquer pessoa. A atividade esportiva contribui não só para o desenvolvimento físico, como também é uma poderosa ferramenta de ajuda na reabilitação e inclusão social de pessoas com deficiência. Mais que isso, o esporte pode transformar tanto a vida de uma pessoa com deficiência que em pouco tempo de prática ela pode estar representando o Brasil nos maiores eventos esportivos do mundo, como as Paralimpíadas, que iniciaram oficialmente nesta terça-feira (24).
O paratleta Márcio Miranda, de 45 anos, fundista e meio-fundista nas pistas de atletismo, também está entre os pacientes do Centro de Amputados do INTO que tiveram a vida ressignificada pelo esporte. Depois de perder os dois braços em uma descarga elétrica, há dez anos, ele coleciona medalhas dos vários campeonatos disputados desde que entrou para o atletismo, em 2015.
Para ele, um dos momentos mais emocionantes da carreira foi quando carregou a tocha olímpica, pela orla de Copacabana, nas Paralímpiadas de 2016, no Rio de Janeiro. A terapeuta ocupacional Sandra Helena foi a responsável por criar uma adaptação que permitisse ao atleta percorrer o trajeto com a tocha nos braços.
“Foi criada uma adaptação, com braçadeiras e um encaixe para a tocha, tudo confeccionado em termoplástico, um material que se torna maleável quando submetido a altas temperaturas. Foi desafiador, porque o Márcio fez esse pedido numa data próxima ao evento, mas, ao mesmo tempo, foi gratificante ver o sorriso dele depois de ter completado o trajeto”, relatou Sandra.
O incentivo ao esporte faz parte da rotina do Centro de Amputados do INTO, por meio de ações conjuntas realizadas por sua equipe de profissionais. Entre elas, está o evento anual, organizado pela equipe de Serviço Social, para celebrar o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência, que acontece no mês de setembro. No encontro, vários stands abordam a importância do desenvolvimento de meios de inclusão das pessoas com deficiência. Um deles é voltado para o tema do esporte, onde os pacientes podem conversar com paratletas convidados e descobrir no esporte novas possibilidades.
O INTO é uma instituição especializada em atendimento cirúrgico e não presta serviços de emergência. Os pacientes encaminhados ao instituto por outras unidades de saúde passam por um processo de triagem e são avaliados pelos especialistas que definem a indicação cirúrgica. As quatro especialidades mais requisitadas são joelho, medicina desportiva, quadril e coluna. O INTO atende, exclusivamente, pacientes do SUS e se destaca como centro de excelência nacional no tratamento de doenças e traumas ortopédicos, de média e alta complexidade. Certificado como hospital de ensino, oferece programas de residência médica em ortopedia e traumatologia, enfermagem e farmácia.
A instituição também apoia a promoção da qualificação técnica em procedimentos cirúrgicos ortopédicos de alta complexidade para os profissionais de todo o país. Além de oferecer regularmente treinamento intensivo (“imersão”) em cirurgia ortopédica, hospeda conferências científicas. Por meio de uma rede integrada de telemedicina possibilita a discussão de casos de alta complexidade e promove o ensino de técnicas cirúrgicas em tempo real. Nos Jogos Olímpicos de 2016, foi designado pelo Comitê Olímpico como o hospital de referência para atendimento ortopédico dos atletas.
Fonte: https://revistareacao.com.br/instituto-do-ministerio-da-saude-oferece-tratamento-a-paratletas/
Postado por Antônio Brito
O suicídio continua sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo, segundo as mais recentes estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A entidade acaba de publicar o relatório “Suicide worldwide in 2019” e o documento registra que, todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária, câncer de mama, guerras ou homicídios. Em 2019, mais de 700 mil pessoas em todo mundo tiraram a própria vida: uma em cada 100 mortes.
“Não podemos e não devemos ignorar o suicídio”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Nossa atenção à prevenção é ainda mais importante agora, depois de muitos meses convivendo com a pandemia de Covid-19, com vários dos fatores de risco para suicídio – perda de emprego, estresse financeiro e isolamento social – ainda presentes”.
Primeiros sinais
Para o escritor Odil Campos – cujo ato de retirar a própria vida é abordado no livro “O Renascimento” (Editora Flor de Lis, 248 págs., R$ 45,00), à venda nas livrarias e marketplaces – a depressão e o declínio emocional são os primeiros indicativos que exigem atenção.
“O distanciamento social por tempo prolongado causa danos emocionais. Mas precisamos encontrar alternativas para ocupar a mente; tais como a leitura de um livro, ver bons filmes, fazer exercícios físicos e usar a tecnologia para diminuir o isolamento afetivo”, explica.
Segundo o autor, as relações humanas se fundamentam nos vínculos sociais e emocionais que permitem os movimentos da vida – desde o ato de pensar, sentir, doar, trabalhar. Dessa forma, o crescimento torna-se integral.
Não é frescura!
De acordo com o documento da OMS, o suicídio foi a quarta causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos – vindo depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Outro estudo da OMS também demonstra que a ansiedade atinge mais de 260 milhões de pessoas no mundo. O Brasil, em 2019, era o país com o maior número de pessoas ansiosas: 9,3% da população.
Ciente da importância que o assunto exige, desde 2014 a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza nacionalmente o Setembro Amarelo. O dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a campanha acontece durante todo o ano.
Segundo a ABP, estudos indicam que cada caso de suicídio tem impacto na vida de outras seis pessoas de forma direta. “Aqueles que pensam em tirar a própria vida – mediante as dificuldades que surgem – devem ser acolhidos com amor e afeto para que esses atos não aconteçam. Certamente é uma situação muito delicada. Contudo, não podemos desistir. Os desafios ao longo da vida aparecem para que tenhamos novos aprendizados e possamos melhorar como um todo”, completa Odil Campos.
Fique atento
Para apoiar os esforços na prevenção ao suicídio, a OMS lançou uma orientação abrangente e com quatro estratégias principais.
A primeira dela é para limitar o acesso aos métodos de suicídio, como pesticidas e armas de fogo altamente perigosos. Em seguida, a entidade recomenda educar a mídia sobre a cobertura responsável do suicídio, pois o trabalho da imprensa pode levar a um aumento nos casos devido à imitação – especialmente se for uma celebridade ou se descrever métodos de suicídio.
A terceira estratégia é promover habilidades socioemocionais para a vida em adolescentes, principalmente porque metade dos problemas de saúde mental aparecem antes dos 14 anos. A orientação incentiva programas anti-bullying, entre outros. Por fim, a identificação precoce, avaliação, gestão e acompanhamento de qualquer pessoa afetada por pensamentos e comportamentos suicidas.
“O acolhimento, a doação e o respeito ajudam a pessoa que está em crise. Com essas atitudes, o amor penetra no coração de quem está mal e mostra a ela o quanto o apoio é importante, pois o indivíduo não se encontrará só”, completa o escritor Odil Campos.
Centro de Apoio
Um dos centros de apoio emocional mais atuantes no Brasil é o Centro de Valorização da Vida (CVV). Nele existe o serviço de escuta 24 horas por dia. Basta ligar para 188 e solicitar o atendimento. O serviço também está disponível via internet pelo www.cvv.org.br e-mail, chat e Skype.
Fonte. https://revistareacao.com.br/oms-alerta-sobre-a-prevencao-ao-suicidio/
Postado por Antônio Brito
Crianças e adolescentes com deficiência ou doenças raras poderão ter prioridade na matrícula em creches, pré-escolas e em instituições de ensino fundamental ou médio, públicas ou subsidiadas pelo Estado. É o que determina projeto da senadora Nilda Gondim (MDB-PB), aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado. Foram 75 votos favoráveis e nenhum contrário. O Projeto de Lei (PL) 2.201/2021 segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
— Hoje é um dia especial, o Senado Federal dá um importante passo para tornar o Brasil um país mais igualitário e para entregar mais oportunidades de inclusão e de desenvolvimento para crianças e adolescentes com deficiência — disse Nilda Gondim em Plenário.
A senadora destacou a necessidade de crescente atualização das normas que regulamentam os direitos fundamentais estabelecidos na Constituição. Para ela, a falta de reconhecimento das dificuldades específicas de crianças e adolescentes com deficiência constitui uma das “práticas sociais tradicionais” que impõem dificuldades na obtenção de vagas escolares.
“As pretensões civilizatórias do país devem rechaçar esse tipo de ‘ignorância estratégica’, que não pode gerar outro resultado que não a triste e improdutiva manutenção do estado de coisas. Cabe ao Estado o papel de criar mecanismos para efetivar a tão almejada igualdade”, argumenta Nilda Gondim na justificativa do projeto.
O acesso à educação adequada tem o potencial de alterar a condição da pessoa com deficiência, acrescenta a parlamentar, que destaca ainda o potencial do uso de novas tecnologias no ensino e a importância da superação de obstáculos para as crianças e adolescentes com deficiência.
O texto aprovado foi o substitutivo apresentado pelo relator, o senador Romário (PL-RJ). Ele acolheu emenda do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) que assegura o provimento de material didático adaptado às necessidades dos estudantes nessas condições.
— Por mais que a Constituição imponha ao Estado o dever de garantir educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 16 anos de idade, bem como educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças de até 5 anos de idade, temos ciência de que, na prática, é comum, em todo o território nacional, a organização de filas de espera por vagas na pré-escola e na rede pública de ensino, porque o Estado ainda não consegue suprir a demanda dos brasileiros por educação — disse Romário ao ler seu relatório no Plenário.
Para implementar a mudança, o projeto acrescenta dispositivos ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069, de 1990); à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394, de 1996); e ao Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015). Se o projeto virar lei, haverá prazo de 90 dias, a partir da sanção, para que as creches e escolas possam se adaptar à nova legislação.
O projeto original de Nilda Gondim previa a prioridade de matrícula para crianças e adolescentes com deficiência. O relator acolheu parcialmente emenda do senador Izalci Lucas (PSDB-DF) para que a prioridade alcance também crianças e adolescentes com doenças raras.
“A concorrência acirrada por matrículas pode deixar crianças e adolescentes com deficiência fora da escola e da creche, agravando-lhe o isolamento social e atrasando o desenvolvimento de suas potencialidades. Trata-se do círculo vicioso de reprodução das dificuldades e de impedimentos mencionado pela autora da proposição, uma dinâmica que precisa ser interrompida, se realmente desejamos nos transformar em uma sociedade inclusiva e acessível”, afirma Romário em seu relatório.
Fonte: https://revistareacao.com.br/aprovada-prioridade-de-matricula-para-crianca-com-deficiencia-no-ensino-publico/
Postado por Antônio Brito
Wendell Belarmino, Douglas Matera, Lucilene Sousa e Carol Santiago comemoram no pódio a prata no revezamento 4x100m livre nos Jogos de Tóquio. Foto: Miriam Jeske / CPB
Carol Santiago exibe suas medalhas conquistadas no Centro Aquático de Tóquio/Foto: Alê Cabral/CPB
| Daniel Dias durante classificatória da natação nas Paralimpíadas de TóquioImagem: Ale Cabral/CPB |
Amauri Nolasco Sanches Júnior
Por muito tempo – numa galáxia muito distante – eu não achava o esporte paraolímpico era importante. Mas, como todo mundo revê seus conceitos, eu comecei a aceitar mais o esporte como instrumento de inclusão e mostrar as pessoas com deficiência não são inúteis. Só acho que se deveria não ser algo separado e, talvez, aceitar pessoas com deficiência dentro dos jogos e mostrar que somos capazes de superar algumas questões. Já algumas práticas – como o yoga – já se aceita que existem pessoas com limitações que, sim, querem fazer essas práticas. Por que uma pessoa com deficiência não pode ser um yogi? Por que uma pessoa com deficiência não pode estudar e ser o que se quer atuar, profissionalmente? A exemplo disso, a primeira vez que eu e minha noiva entramos numa loja, o vendedor achou que nós estávamos atras de celular e não era, era outra coisa. A imagem dos PCDs as vezes é uma imagem que ele mesmo passa, de futilidade, de só querer coisas fáceis e sem conteúdo nenhum.
Daniel Dias – que se aposenta nessa paralimpíada – tem deficiência congênita (que se formou a partir do útero da mãe dele) e já e o maior atleta de pódios da história do Brasil. Foram 27 pódios, e 14 desses pódios ele ganhou de medalhas de ouro (primeiro lugar). E ai, sem muita pieguice como a mídia coloca sempre, Daniel é um cara que temos que seguir o exemplo de persistência e de lutar por aquilo que ele quer. Ora, o filósofo prussiano Kant, em um dos seus escritos, dizia que sempre devemos fazer as coisas como se essa coisa fosse espelhada por toda a eternidade. Claro, ele não falou nessas palavras e nem nesse nível, mas eu coloquei no simples para todo mundo entender. Nada diferente do que Jesus Cristo que disse que, não deveríamos fazer o que não querem que façam conosco. Mesmo a academia de filosofia negando, Kant era um cristão de ir até a igreja e separava as coisas – tanto é, ele separou o que era filosofia e que filosofar da existência de Deus era um pensamento menor, porque nunca vamos provar.
É uma questão moral, ou seja, uma questão social. Aliás, além de posições políticas adversas, a inclusão de pessoas com deficiência é uma pauta moral e se deve ser discutida com seriedade. Não essa palhaçada que fez oministro da educação. O que se precisa e ver qual o grau a educação esta – que está péssima, não só no governo Bolsonaro – no país, ou invés, de culpar as crianças com deficiência da ineficaz (proposital?) ineficiência do Estado enquanto detentora da escolarização do Brasil. E o Brasil foi sempre largado em relação da escolarização, como uma ação política – de deixar o povo ignorante – que pouco surti efeito e pode ser uma faca de dois gumes. Povos ignorantes são muito mais propensos de acreditarem num boato, em se rebelar sem ter empatia – povos com alto grau de pobreza, quando se rebelam são carniceiros de verdade – em achar que as políticas públicas não beneficiam a eles. Mas, políticas públicas, beneficiam todo mundo em uma sociedade.
Mas, o porquê eu digo que temos que seguir o exemplo do Daniel Dias? Porque estou vendo muitas pessoas que choram, acham que não podem fazer o que é fácil fazer. Numa outra postagem – que muitas pessoas com deficiência não entenderam – mostrando um cachorrinho fraquinho dizendo que as jogadoras de futebol feminino dizendo que perderam por causa da falta de patrocínio e um cachorro forte (quase um lobisomem), dizendo que as pessoas com deficiência trouxeram as medalhas sem quase patrocínio. Não é mesmo? A questão de se fazer o Daniel Dias ou outro deficiente, como exemplo, não é como pensam alguns em transformar ele como “EXEMPLO DE SUPERAÇÃO” – porque exemplo como exemplar ninguém é – mas, transformar suas conquistas como meio de ter um exemplo que pessoas com deficiência são capazes. Claro, existem outros problemas nisso, a generalização que as pessoas com deficiência só conseguem vencer por meio do esporte e não é bem assim. Existem pessoas com deficiência que estudam, existem pessoas com deficiência que escrevem, existem pessoas com deficiência que trabalham.
fonte. https://filosofiarodas23.blogspot.com/2021/09/daniel-dias-um-exemplo-ser-seguido.html?spref=fb&m=1Postado por Antônio Brito