22/09/2026

PCDs NO BRASIL: O QUE OS DADOS DO IBGE REVELAM SOBRE TRABALHO, RENDA E EDUCAÇÃO

O levantamento do IBGE mostra que as 14,4 milhões de pessoas com deficiência no Brasil ainda enfrentam desigualdades significativas em diferentes áreas. Os dados de 2022 apontam menor participação no mercado de trabalho, rendimentos mais baixos e maiores taxas de analfabetismo em comparação com pessoas sem deficiência. As diferenças também aparecem nas condições de moradia, mobilidade e acesso à internet, evidenciando a presença de barreiras que impactam a autonomia, a inclusão e o acesso a direitos.

PCDs NO BRASIL: O QUE OS DADOS DO IBGE REVELAM SOBRE TRABALHO, RENDA E EDUCAÇÃO

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as pessoas com deficiência ainda enfrentam desigualdades em diferentes áreas da vida no Brasil. As informações fazem parte da segunda edição do estudo Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil, divulgado em 18 de setembro de 2026.

Segundo o Censo Demográfico 2022, o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais. A dificuldade para enxergar era a mais frequente, atingindo 7,9 milhões de pessoas, seguida pela dificuldade para caminhar ou subir degraus, com 5,1 milhões.

DESIGUALDADE NO MERCADO DE TRABALHO

A diferença também aparece no acesso ao emprego. Em 2022, 29% das pessoas com deficiência com 14 anos ou mais estavam ocupadas, enquanto entre as pessoas sem deficiência o índice era de 55,8%.

A situação era ainda mais desigual para alguns grupos. Entre as pessoas com limitações nas funções mentais, por exemplo, o nível de ocupação era de apenas 12,9%.

As mulheres com deficiência também apresentavam menor participação no mercado de trabalho. O nível de ocupação era de 24,4%, contra 35,4% entre os homens com deficiência e 47% entre as mulheres sem deficiência.

RENDA MENOR

A desigualdade se estende aos rendimentos. Em 2022, trabalhadores com deficiência recebiam, em média, R$ 2.053 por mês, enquanto o rendimento médio das pessoas sem deficiência chegava a R$ 2.890.

Segundo o IBGE, pessoas com deficiência estavam mais concentradas em atividades que apresentam rendimentos médios menores, como serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação.

Nos domicílios com pessoas com deficiência, o rendimento médio mensal de todas as fontes era de R$ 3.626, abaixo dos R$ 4.748 registrados nos domicílios sem pessoas com deficiência.

EDUCAÇÃO TAMBÉM REVELA DESIGUALDADES

Na educação, os indicadores mostram uma diferença significativa. Entre os jovens de 15 a 29 anos, a taxa de analfabetismo era de 12,2% entre as pessoas com deficiência, enquanto entre aquelas sem deficiência era de apenas 1%.

Apesar dos desafios, houve crescimento na presença de pessoas com deficiência no ensino superior. O número de matrículas passou de 33,4 mil em 2014 para 95,6 mil em 2024, segundo dados utilizados no estudo.

BARREIRAS ALÉM DA ESCOLA E DO TRABALHO

As desigualdades também aparecem no cotidiano. Entre as pessoas com deficiência, 67,4% viviam em locais onde havia obstáculos nas calçadas, enquanto apenas 12,9% tinham rampas para cadeirantes no entorno de suas residências.

O acesso à internet também apresentava diferença: 78,9% das pessoas com deficiência viviam em domicílios com acesso à internet, contra 90,2% entre as pessoas sem deficiência.

O levantamento do IBGE mostra, portanto, que as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência não estão restritas a uma única área. Elas envolvem educação, trabalho, renda, mobilidade, moradia, acesso à tecnologia e participação social.

Os dados reforçam a importância de acompanhar essas desigualdades e de produzir informações que possam subsidiar políticas públicas e ações voltadas à garantia de direitos e à participação plena das pessoas com deficiência na sociedade.

Fonte: IBGE – Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil (2ª edição); G1.

https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/09/18/dados-ibge-pcds.ghtml

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=b5d8891e-9da9-4d85-9b2d-fc1c3007c1b6

Postado Pôr Antonio Brito 

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