01/10/2026

Crédito Acessibilidade: governo anuncia linha às 18h36 do último dia de vigência da portaria

Crédito Acessibilidade: governo anuncia linha às 18h36 do último dia de vigência da portaria

MDHC publicou orientação sobre financiamento de tecnologias assistivas no mesmo dia em que terminou a validade da Portaria que autoriza as operações subvencionadas para todo o público. Diário PcD questionou o governo sobre a situação e aguarda resposta.

Uma publicação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) colocou novamente o Crédito Acessibilidade em evidência justamente no dia em que terminou a vigência da Portaria MF nº 2.276, de 8 de outubro de 2025 que autorizava as operações subvencionadas da linha. A informação – além de ser publicada no site oficial do órgão, foi encaminhada em Comunidade no whatsapp às 18h53

A notícia, intitulada “Crédito Acessibilidade financia tecnologias assistivas e adaptações para pessoas com deficiência”, o Ministério afirma que o Crédito Acessibilidade é uma linha destinada à aquisição de produtos e serviços de tecnologia assistiva e informa que “a linha está disponível no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal”. A publicação detalha ainda produtos que podem ser financiados, documentação, requisitos e procedimentos para contratação.

Portaria que autorizava as operações subvencionadas venceu no mesmo dia

A Portaria MF nº 2.276, de 8 de outubro de 2025, autorizou o pagamento de equalização de taxas de juros nas operações do Crédito Acessibilidade realizadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa.

O artigo 3º da norma estabelece expressamente que “a autorização de que trata o art. 2º abrange as operações contratadas a partir da data da publicação desta Portaria até 30 de setembro de 2026”.

A norma estabelecia juros de 6% ao ano para pessoas com renda de até cinco salários mínimos e 7,5% ao ano para renda acima de cinco e até dez salários mínimos, além de prazo de até 60 meses e taxa de abertura de crédito de 0%.

Ao Diário PcD, a Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério da Fazenda, em 27 de agosto, havia afirmado que “a Secretaria do Tesouro Nacional já iniciou os procedimentos preparatórios para definição dos limites equalizáveis relativos ao período subsequente”. Até o fechamento desta matéria, também não recebemos nenhuma atualização sobre as informações de manutenção da linha de empréstimos.

E justamente nesse dia, o governo publicou que o crédito está disponível

A publicação do MDHC explica que podem ser financiados, entre outros itens, cadeiras de rodas, órteses, próteses, aparelhos auditivos, andadores, dispositivos de acessibilidade para computadores, equipamentos de comunicação e adaptações residenciais. O texto também orienta o interessado a consultar o banco para verificar valores disponíveis, taxas, prazos, documentação e demais requisitos vigentes.

O Governo criou uma linha de crédito para atender diferentes públicos de pessoas com deficiência, separando entre quem tem renda de até 5 salários mínimos e para quem recebe entre 5 e 10 salários mínimos.

A Portaria anterior previa 6% a.a. (seis por cento ao ano), para mutuários com renda mensal de até cinco salários mínimos; e 7,5% a.a. (sete inteiros e cinco décimos por cento ao ano), para mutuários com renda mensal acima de cinco salários mínimos e até dez salários mínimos.

Na noite desta quarta-feira, 30, o MDHC informou que “pessoas físicas com renda mensal de até dez salários mínimos podem solicitar o financiamento, conforme as regras estabelecidas pela Portaria Interministerial ME/MCTI/MMFDH n.º 10.321, de 6 de dezembro de 2022. Os recursos devem ser utilizados para aquisição dos bens e serviços de tecnologia assistiva previstos na regulamentação, incluindo equipamentos, produtos e adaptações voltados à acessibilidade”.

Até o encerramento desta matéria, o MDHC, Ministério da Fazenda, Banco do Brasil e Caixa Economica Federal não respondem aos questionamentos encaminhados pelo Diário PcD.

Como o governo pode anunciar, no último dia de vigência da portaria que autorizava as operações subvencionadas, que o Crédito Acessibilidade está disponível, sem informar ao público se uma nova portaria já foi publicada ou se haverá continuidade das mesmas condições a partir de 1º de outubro?

O comunicado deveria – ao mínimo, citar se uma nova portaria será publicada – quando; se as condições de juros subsidiados serão mantidas; se as operações poderão ser contratadas normalmente a partir de 1º de outubro; se os bancos já receberam autorização para novas operações e qual o motivo da comunicação pública sobre a disponibilidade da linha horas antes do fim da vigência da norma anterior.

Governo já havia sinalizado continuidade em 2025

Há ainda um elemento que aumenta a expectativa.

Em outubro de 2025, quando a portaria anterior foi renovada, o próprio MDHC anunciou que havia trabalhado com o Ministério da Fazenda para garantir a continuidade do Crédito Acessibilidade.

Na ocasião, o Ministério afirmou que a renovação permitia aos bancos retomar as operações e destacou a importância da linha para financiar tecnologias assistivas destinadas à autonomia e inclusão das pessoas com deficiência.

Em 2026, o próprio MDHC também realizou uma consulta pública para atualizar a lista de bens e serviços de tecnologia assistiva financiáveis, indicando que a política estava em processo de revisão e aperfeiçoamento. Segundo o Ministério, após a consulta o texto seria submetido ao Conade antes da publicação de uma nova portaria.

O que a pessoa com deficiência deve fazer agora?

Diante da falta de uma explicação pública sobre a transição, a orientação mais segura é não presumir que as condições da Portaria nº 2.276/2025 continuam automaticamente válidas.

Quem pretende contratar o crédito deve consultar diretamente o Banco do Brasil ou a Caixa e verificar:

qual taxa está sendo aplicada, qual prazo está disponível, se a operação está sendo efetivamente contratada e quais regras estão vigentes a partir de 1º de outubro.

O próprio MDHC recomenda que o interessado consulte a instituição financeira para verificar valores, taxas, prazos, documentação e demais requisitos.

Uma publicação que gera perguntas

O ponto central desta reportagem não é afirmar que o governo “acabou” com o Crédito Acessibilidade.

É outro.

Por que publicar, às 18h34 do último dia de vigência da portaria que autorizava as operações subvencionadas, uma comunicação afirmando que a linha está disponível, sem explicar claramente ao cidadão o que acontece a partir do dia seguinte?

Essa é a pergunta que o Diário PcD encaminhou ao Governo Federal.

Até o momento, não houve resposta.

E enquanto não houver uma nova regulamentação ou esclarecimento oficial sobre as condições para novas operações, permanece uma dúvida concreta para milhares de pessoas que dependem de tecnologia assistiva:

O crédito continua. Mas em quais condições?

O Diário PcD continuará acompanhando e atualizará esta reportagem caso o Governo Federal encaminhe esclarecimentos.

Diário PcD — Nada sobre nós, sem nós.


🔥 Sugestões de manchete

Eu usaria uma destas três:

1. Mais forte e factual:

Crédito Acessibilidade: governo anuncia linha às 18h34 do último dia de vigência da portaria

2. Mais provocativa:

Crédito Acessibilidade: governo anuncia financiamento horas antes de vencer a portaria que garantia o subsídio

3. Mais jornalística:

Crédito Acessibilidade entra em zona de dúvida: governo anuncia linha no último dia de vigência da portaria

Minha escolha para o Diário PcD é a nº 2, mas com uma ressalva técnica: eu usaria “garantia o subsídio” somente se estivermos nos referindo especificamente à autorização de equalização prevista na Portaria 2.276/2025. A norma autorizava o pagamento de equalização; não era, por si só, a criação da política de crédito.

Subtítulo:
MDHC publicou orientação às 18h34 de 30 de setembro afirmando que o Crédito Acessibilidade está disponível no BB e na Caixa; Diário PcD questionou o governo sobre a continuidade das operações e ainda aguarda resposta.

Fonte https://diariopcd.com.br/credito-acessibilidade-governo-anuncia-linha-as-18h36-do-ultimo-dia-de-vigencia-da-portaria/

Postado Pôr Antonio Brito 

Seleção Brasileira de halterofilismo estreia no Open das Américas com 25 atletas em busca de marcas para LA 2028

Equipe mista do Brasil no Mundial de halterofilismo Cairo em 2025 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Seleção Brasileira de halterofilismo estreia no Open das Américas neste domingo, 4, com 25 atletas. A competição será realizada até quinta-feira, 8, na Cidade do México, no México.

O torneio integra o calendário obrigatório do World Para Powerlifting, braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) responsável pela modalidade, e tem marcas válidas para o ranking classificatório dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

CONFIRA A CONVOCAÇÃO COMPLETA

Segundo o treinador-chefe da Seleção Brasileira, Valdecir Lopes, a meta é que todos os atletas brasileiros terminem a competição entre os dez primeiros colocados do ranking mundial de suas respectivas categorias.

“Estamos indo com força máxima, após meses de muitos treinos, para que todos os atletas fiquem entre os dez melhores colocados no ranking mundial de cada categoria. Dessa forma, ganhamos fôlego para as próximas competições obrigatórias, para chegarmos com tudo nos Jogos de Los Angeles”, explicou Valdecir.

A corrida por vagas para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028 segue até julho de 2028. Ao fim do processo classificatório, apenas os oito primeiros colocados do ranking de cada categoria garantem vaga nos Jogos Paralímpicos.

Entre os convocados estão a mineira Lara Lima, a paulista Mariana D’Andrea e a carioca Tayana Medeiros, que conquistaram a medalha de ouro por equipes no Campeonato Mundial de 2025, realizado no Cairo, no Egito.

As três também já conquistaram medalhas paralímpicas. Tayana foi campeã na categoria até 86kg, Lara conquistou o bronze na categoria até 41kg em Paris 2024, e Mariana é bicampeã paralímpica, com títulos em Tóquio 2020 e Paris 2024, na categoria até 73kg.

No masculino, o mineiro Marco Túlio, medalhista de bronze na categoria até 49kg, e o carioca Gustavo Amaral, medalhista de prata na categoria acima de 107kg, também no Mundial do Cairo, terão a oportunidade de avançar no ciclo classificatório para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles.

A Seleção Brasileira já está no México, onde realiza os últimos treinamentos antes do início do Open das Américas.

Patrocínios
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do halterofilismo

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Mariana D’Andrea, Marco Túlio, Tayana Medeiros e Lara são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

Time São Paulo
A atleta Mariana D’Andrea integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-halterofilismo-estreia-no-open-das-americas-com-25-atletas-em-busca-de-marcas-para-la-2028/

Postado Pôr Antonio Brito 

Ex-atleta com doença rara perde autonomia e enfrenta interrupções no tratamento de saúde

Ex-atleta com doença rara perde autonomia e enfrenta interrupções no tratamento de saúde

Diagnosticada com Síndrome de Fabry, Kariny relata troca de hospitais, suspensão de home care, internação em UTI e dificuldades para manter o atendimento enquanto aguarda solução judicial.

Aos 28 anos, a ex-atleta Kariny Maria Faustino Assumpção, moradora da Zona Leste de São Paulo, vive uma realidade muito diferente daquela que projetava para o futuro. Diagnosticada com Síndrome de Fabry, doença genética rara que pode comprometer órgãos vitais e provocar dores neuropáticas intensas, ela perdeu a autonomia e passou a depender de cuidados contínuos.

Os primeiros sinais graves surgiram em 2021, quando Kariny perdeu os movimentos da perna direita. Após anos de investigação, o diagnóstico foi confirmado em 2024, depois de uma internação provocada por uma queda e um quadro intenso de sangramento urinário.

Desde então, segundo o relato da paciente, o tratamento tem sido marcado por mudanças sucessivas na rede de atendimento do plano de saúde, com passagens por diferentes hospitais e interrupções no acompanhamento especializado. Kariny afirma que, quando começava a estabelecer seu tratamento em uma unidade, precisava novamente procurar outro serviço e reapresentar todo o histórico médico.

O caso se agravou após a interrupção do home care, que oferecia acompanhamento multidisciplinar em casa. Segundo Kariny, a suspensão ocorreu em meio a problemas de repasses financeiros entre empresas envolvidas na operação de seu plano de saúde.

Sem a assistência domiciliar, a paciente relata ter desenvolvido uma grave infecção relacionada ao uso de cateter, seguida de trombose e embolia pulmonar bilateral, o que levou à internação em UTI.

O episódio também expôs um conflito envolvendo três operadoras de planos de saúde. Comunicados das empresas mencionaram mudanças administrativas, reorganização da operadora e alterações na gestão assistencial e na rede credenciada. Kariny, porém, afirma que não teria recebido comunicação adequada sobre as mudanças e precisou buscar informações por conta própria.

Enquanto aguarda o andamento das medidas judiciais, a ex-atleta permanece em casa, convivendo com episódios de dor e desmaios e contando principalmente com o apoio da mãe, de 72 anos.

“Chegar aos 28 anos com uma mãe de 72, a gente imagina que estaria cuidando dela, e não ela cuidando de mim”, afirma Kariny.

Diante das dificuldades para manter o atendimento pelo plano de saúde, ela passou a buscar assistência na rede pública. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Kariny é acompanhada pela UBS Vila Antonieta, recebe atendimento médico e multiprofissional e tem encaminhamentos para especialistas.

A SMS também informou que havia avaliação com geneticista prevista e que o caso poderia ser analisado pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), do programa Melhor em Casa, além de encaminhamento para serviço especializado em genética médica da Unifesp.

E as questões sobre seu plano segue na justiça esperando solução!

Ex-atleta com doença rara perde autonomia e enfrenta interrupções no tratamento de saúde

Diagnosticada com Síndrome de Fabry, Kariny relata troca de hospitais, suspensão de home care, internação em UTI e dificuldades para manter o atendimento enquanto aguarda solução judicial.

Aos 28 anos, a ex-atleta Kariny Maria Faustino Assumpção, moradora da Zona Leste de São Paulo, vive uma realidade muito diferente daquela que projetava para o futuro. Diagnosticada com Síndrome de Fabry, doença genética rara que pode comprometer órgãos vitais e provocar dores neuropáticas intensas, ela perdeu a autonomia e passou a depender de cuidados contínuos.

Os primeiros sinais graves surgiram em 2021, quando Kariny perdeu os movimentos da perna direita. Após anos de investigação, o diagnóstico foi confirmado em 2024, depois de uma internação provocada por uma queda e um quadro intenso de sangramento urinário.

Desde então, segundo o relato da paciente, o tratamento tem sido marcado por mudanças sucessivas na rede de atendimento do plano de saúde, com passagens por diferentes hospitais e interrupções no acompanhamento especializado. Kariny afirma que, quando começava a estabelecer seu tratamento em uma unidade, precisava novamente procurar outro serviço e reapresentar todo o histórico médico.

O caso se agravou após a interrupção do home care, que oferecia acompanhamento multidisciplinar em casa. Segundo Kariny, a suspensão ocorreu em meio a problemas de repasses financeiros entre empresas envolvidas na operação de seu plano de saúde.

Sem a assistência domiciliar, a paciente relata ter desenvolvido uma grave infecção relacionada ao uso de cateter, seguida de trombose e embolia pulmonar bilateral, o que levou à internação em UTI.

O episódio também expôs um conflito envolvendo três operadoras de planos de saúde. Comunicados das empresas mencionaram mudanças administrativas, reorganização da operadora e alterações na gestão assistencial e na rede credenciada. Kariny, porém, afirma que não teria recebido comunicação adequada sobre as mudanças e precisou buscar informações por conta própria.

Enquanto aguarda o andamento das medidas judiciais, a ex-atleta permanece em casa, convivendo com episódios de dor e desmaios e contando principalmente com o apoio da mãe, de 72 anos.

“Chegar aos 28 anos com uma mãe de 72, a gente imagina que estaria cuidando dela, e não ela cuidando de mim”, afirma Kariny.

Diante das dificuldades para manter o atendimento pelo plano de saúde, ela passou a buscar assistência na rede pública. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Kariny é acompanhada pela UBS Vila Antonieta, recebe atendimento médico e multiprofissional e tem encaminhamentos para especialistas.

A SMS também informou que havia avaliação com geneticista prevista e que o caso poderia ser analisado pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), do programa Melhor em Casa, além de encaminhamento para serviço especializado em genética médica da Unifesp.

E as questões sobre seu plano segue na justiça esperando solução!

Fonte https://diariopcd.com.br/ex-atleta-com-doenca-rara-perde-autonomia-e-enfrenta-interrupcoes-no-tratamento-de-saude/

Postado Pôr Antonio Brito 

Centro-Norte conquista Campeonato Brasileiro de futebol de cegas no CT Paralímpico

Atletas da equipe Centro-Norte comemoram o título do Campeonato Brasileiro de futebol de cegas no CT Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A equipe Centro-Norte conquistou o Campeonato Brasileiro de futebol de cegas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, na noite desta quarta-feira, 30.

Esta foi a segunda edição da competição, com inscrição de 40 atletas divididas em quatro equipes representando regiões brasileiras: Centro-Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.

Na final, o time campeão venceu o Sul por 1 a 0. O gol da vitória foi marcado aos 16 minutos do primeiro tempo, quando a paraibana Rafaela Paulino, após cobrança de escanteio, recebeu a bola na linha de fundo, deu um drible e encobriu a goleira adversária.

“Foi uma grande emoção ter feito este gol. Eu já vinha tentando fazer essa jogada e saiu ainda melhor do que eu imaginava. Este gol e o título são nossos. Foi um campeonato maravilhoso, com muitas atletas com um futuro grandioso pela frente. Estou muito feliz de ter conseguido este título. Espero jogar ano que vem novamente e a cada dia ter mais aprendizados com as meninas e com minha comissão técnica”, comemorou.

Rafaela, atleta da Seleção Brasileira de futebol de cegas, também falou sobre o desenvolvimento da modalidade no Brasil. “Nossa Seleção é nova, mas já estamos nos aproximando de equipes muito mais experientes, como a Argentina. Por isso acredito que temos um futuro muito grande pela frente. Vamos mostrar que o futebol feminino de cegas veio para ficar no Brasil”, afirmou.

Na manhã desta quarta-feira, Centro-Norte e Sul também se enfrentaram pela fase de grupos, com empate por 0 a 0 e vitória do Centro-Norte por 2 a 1 nos pênaltis.

A medalha de bronze foi conquistada pelo Nordeste, com vitória por 2 a 0 sobre o Sudeste na disputa pelo terceiro lugar. Os dois gols foram marcados pela paulista Sara Silva, a Sarinha, também atleta da Seleção Brasileira.

A partida também foi uma reedição de confronto realizado na manhã do mesmo dia, quando o Nordeste venceu o Sudeste por 2 a 0.

Fase de grupos

Até chegar à decisão, todas as equipes se enfrentaram na primeira fase da competição em grupo único. Cada vitória deu três pontos, enquanto o empate levou à disputa por pênaltis. A equipe vencedora após as cobranças ganhou dois pontos e a derrotada um ponto.

O Centro-Norte terminou em segundo lugar, com cinco pontos. Estreou na terça-feira, 29, com derrota para o Sudeste por 1 a 0 e, no mesmo dia, venceu o Nordeste por 1 a 0. Na manhã desta quarta-feira, 30, empatou sem gols com o Sul e venceu nos pênaltis por 2 a 1.

O Sul havia ficado com a primeira colocação e seis pontos. Além do duelo contra o Centro-Norte, a equipe teve dois jogos na terça-feira, 29. Empatou sem gols com o Nordeste e venceu nos pênaltis por 2 a 1 pela manhã. Durante a tarde, derrotou o Sudeste por 1 a 0.

Nova modalidade

O futebol de cegas é uma modalidade com desenvolvimento recente no cenário paralímpico internacional.

A Seleção Brasileira da modalidade foi formada em 2025 para disputar a Copa do Mundo de Kochi, na Índia, competição em que obteve a quarta colocação.

Em 2026, o Brasil conquistou sua primeira medalha internacional, a prata na Copa América, disputada no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/centro-norte-conquista-campeonato-brasileiro-de-futebol-de-cegas-no-ct-paralimpico/

Postado Pôr Antonio Brito