07/10/2026

PESQUISA RADAR DA INCLUSÃO 2026 MOSTRA O CAPACITISMO NO MERCADO DE TRABALHO

A 3ª edição da pesquisa “Radar da Inclusão 2026” mostra a distância entre o acesso às oportunidades de emprego e a construção de carreira para pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes. Com participação recorde de 2.526 pessoas, o estudo aponta que 3 em cada 4 já passaram por situações de capacitismo, discriminação, desqualificação profissional ou perda de oportunidades de promoção. Entre as PcD na força de trabalho, 73% passaram por ao menos uma situação investigada. A pesquisa também mostra que 68% consideram que nenhuma ou apenas uma minoria das empresas está preparada para receber profissionais PcD. Entre as pessoas empregadas, 44% relatam dificuldades de acessibilidade em confraternizações, eventos ou momentos de integração, enquanto 29% destacam a falta de acessibilidade na circulação por espaços internos.

PESQUISA RADAR DA INCLUSÃO 2026 MOSTRA O CAPACITISMO NO MERCADO DE TRABALHO

A 3ª edição da pesquisa “Radar da Inclusão 2026” - que mapeia percepções e experiências de pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes no mercado de trabalho - aponta uma distância entre o acesso às oportunidades de emprego e a construção de carreira, e revela que 3 em cada 4 pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes já passaram por situações de comentários capacitistas, discriminação por colegas ou lideranças, desqualificação profissional e perda de oportunidades de promoção. Quando a PcD se declara também como LGBTQIAPN+ , o número cresce muito – de 76% para 84%. O estudo teve participação recorde com 2.526 pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes de 16 anos ou mais de todo o Brasil.

Entre as PcD na força de trabalho, 73% passaram por ao menos uma das situações investigadas nessa etapa: • 63% perceberam desvalorização do perfil profissional pela oferta de uma vaga com menos exigência de qualificação; • 48% perceberam que o recrutador não estava preparado para conduzir a seleção de forma acessível; • 40% enfrentaram barreiras de acessibilidade que dificultaram a participação no processo seletivo.

O capacitismo, segundo a pesquisa, não fica só no momento do recrutamento, mas também se mostra com as lideranças nas empresas. Foram 53% de PcD que afirmam ter sofrido preconceito ou discriminação por parte de gestores, 52% citam colegas da própria equipe e 46% profissionais de outras áreas. E 64% das PcD que sofreram capacitismo estavam empregadas quando aconteceu. Mas só 36% delas comunicaram o caso à empresa. Mesmo assim, 47% das que levaram o caso adiante não se sentiram respeitadas.

A acessibilidade por sua vez, continua sendo uma das principais barreiras da carreira profissional de PcD. Entre as que estão empregadas, 44% relatam dificuldades de acessibilidade em confraternizações, eventos ou momentos de integração com colegas. E 29% destacam a falta de acessibilidade na circulação por espaços internos, como estações de trabalho, banheiros e refeitórios.

Metade das pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes consideram a sua condição reduz suas chances de conseguir um bom trabalho. E 68% dizem que nenhuma ou apenas uma minoria das empresas estão preparadas para receber profissionais PcD.

Cerca de 78% das pessoas com deficiência avaliam que as empresas contratam profissionais PcD só para cargos de entrada. A maioria afirma que a empresa onde trabalham não oferece programas de mentoria, aconselhamento ou orientação de carreira voltados a pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes. Entre as pessoas empregadas, 62% passaram por um período de busca por trabalho antes do emprego atual e 48% levaram mais de 6 meses para conseguir uma nova colocação.

Entre as PcD e/ou neurodivergentes atualmente empregadas, 48% trabalham há mais de 3 anos na empresa atual, mas 44% nunca foram promovidas. E a maioria das PcD ainda não ocupam cargos de liderança, enquanto 11% ocupam cargo de média liderança e apenas 1% está em cargo de alta liderança.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=240d79a5-562e-4ab7-95bd-2166efa86614

Postado Pôr Antonio Brito 

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