24/04/2020

Pedido de isenção de taxa de inscrição do Enem termina nesta sexta

Os interessados em fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 têm até as 23h59 desta sexta-feira (17), para pedir a isenção de pagamento da taxa de inscrição. A solicitação é feita, exclusivamente, por meio da plataforma virtual Página do Participante, dentro do site do Enem. O procedimento não garante a participação no exame. As inscrições devem ser realizadas de 11 a 22 de maio.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enem, o participante habilitado para a isenção em 2019 que não compareceu aos dois dias de exame deve comprovar o motivo da ausência para pedir nova gratuidade neste ano. O processo também deve ser realizado pela Página do Participante.

Tem direito à isenção da taxa quem cursar a última série do ensino médio em 2020, em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar; tiver cursado todo o ensino médio em escolas públicas ou como bolsista integral na rede privada, além de ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio.

A pessoa precisa também declarar estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), que requer renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Cadastro

Para justificar a ausência em 2019 e/ou solicitar a isenção em 2020, os participantes deverão ter o login único do governo federal, pelo portal gov.br. O acesso poderá ser realizado por meio da Página do Participante do Enem. A senha deverá ser memorizada ou anotada em local seguro, pois será necessária para acompanhar todas as etapas do exame, desde a solicitação de isenção da taxa de inscrição até a consulta dos resultados, em 2021.

Enem Digital

O exame digital será oferecido a partir deste ano, com implantação gradual e aplicação-piloto para 100 mil pessoas de todo o país. A estrutura das provas é a mesma do modelo impresso. 

A modalidade tem edital próprio, mas as regras para pedidos de isenção e justificativas de ausência são as mesmas.

As provas da versão digital estão previstas para 11 e 18 de outubro e as do Enem impresso, para 1º e 8 de novembro.

*Com informações do Ministério da Educação

Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2020-04/pedido-de-isencao-de-taxa-de-inscricao-do-enem-termina-nesta-sexta

Postado por Antônio Brito 

Quem tem auxílio emergencial negado pode fazer nova solicitação

O cidadão que tiver o auxílio emergencial de R$ 600,00 negado pode agora contestar o resultado da análise e pedir novamente o benefício diretamente pelo aplicativo ou site do programa. A atualização nas plataformas foi feita a partir desta segunda-feira (20), informou a Caixa Econômica Federal.

No aplicativo ou no site, quem receber o aviso de “benefício não aprovado” pode verificar o motivo e fazer uma contestação. Se o aviso for de “dados inconclusivos”, o solicitante pode fazer logo a correção das informações e entrar com nova solicitação, de acordo com a Caixa.

A responsável por informar o motivo do auxílio emergencial não ter sido aprovado é a Dataprev, estatal federal de tecnologia que analisa os dados informados pelo solicitante. O resultado é depois homologado pelo Ministério da Cidadania.

Para ter direito ao auxílio é preciso atender aos critérios estabelecidos pela legislação, como não ter emprego formal, não receber outro benefício do governo (com exceção do Bolsa Família), não ter renda familiar mensal maior que  R$ 3.135,00 ou R$ 522,50 per capita (por pessoa), entre outros. As condições completas são descritas no site do programa.

Segundo a Caixa, responsável pelos pagamentos, as principais inconsistências nos dados informados pelos solicitantes são:

• marcação como chefe de família sem indicação de nenhum membro;

• falta de inserção da informação de sexo;

• inserção incorreta de dados de membro da família, tais como CPF e data de nascimento;

• divergência de cadastramento entre membros da mesma família;

• inclusão de alguma pessoa da família com indicativo de óbito.

Os trabalhadores informais que possuem Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico, têm sua elegibilidade para receber o auxílio emergencial analisada automaticamente pela Dataprev.

Nesse caso, se tiver o auxílio negado mesmo acreditando ter direito ao benefício, o trabalhador também pode recorrer diretamente no aplicativo do auxílio emergencial ou no site do programa, informou a Caixa.

Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-04/quem-tem-auxilio-emergencial-negado-pode-fazer-nova-solicitacao

Postado por Antônio Brito 

Paratleta disputa Maratona de Boston dentro de casa em SP: 'desafio concluído'

Prova da Maratona de Boston ocorreu na segunda-feira (20) e paratleta correu em uma esteira adaptada para a cadeira de rodas.
Esteira usada na competição é adaptada para cadeira de rodas — Foto: Arquivo pessoal/Vanessa Cristina
Em entrevista ao G1, ela conta que fez o percurso de 42 quilômetros em 1h40min45s. A dinâmica da competição foi montada para simular o evento ao vivo e, segundo Vanessa, no início da prova, os organizadores até tocaram o hino americano e mostraram a faixa de largada de Boston durante a videoconferência. Ao todo, 68 atletas participaram da competição online.
“A prova foi montada para ocorrer em 1h18, que é o recorde masculino em 2017. Bem no começo, onde tinha uma subidinha, os organizadores mandaram a gente correr o mais rápido possível. Foi fantástico”, afirma a atleta. Segundo Vanessa, quando o cronômetro bateu o tempo de prova, eles anunciaram o fim, mas ela decidiu se desafiar e continuar correndo.
“Nesse tempo, eu tinha concluído 33 quilômetros, mas a minha meta era bater os 42. Foi a primeira vez que eu conclui uma maratona no rolo, antes só tinha conseguido fazer 30 quilômetros. Ainda baixei meu tempo que, até então, era de 1h40min23s, que fiz na maratona de 100 milhas, na Espanha. Para mim, foi um desafio concluído”, comemora.
Além de se superar, Vanessa afirma que essa maratona serviu para que ela pudesse ver a técnica de corrida de outros grandes atletas. “Estou treinando sozinha todos os dias por causa da quarentena e poder treinar vendo os melhores do mundo na tela, correndo junto com eles no mesmo horário, foi fantástico. Pude reparar na técnica deles na cadeira e pegar um pouco disso para mim. Foi uma experiência sensacional”, conta.
“Em maio, eu tenho uma prova na Suíça. Se conseguir baixar mais o meu tempo, consigo me classificar para os Jogos. Tenho mais um tempo para conseguir isso. Estou bem confiante para o ano que vem”, finaliza.
Fonte https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2020/04/22/paratleta-disputa-maratona-de-boston-dentro-de-casa-em-sp-desafio-concluido.ghtml
Postado por Antônio Brito 

Ela tem 2 filhas com microcefalia, uma é modelo: "Que inclusão vire rotina"

Mãe de primeira viagem aos 19 nos, Viviane Lima, 40, descobriu que Ana Victória Lago, 21, tinha microcefalia vera, ou seja, de origem genética. Dois anos depois, a segunda filha, Maria Luiza, 18, recebeu o mesmo diagnóstico. Ela também teve Júlia, 13, mas que não nasceu com a condição. Nesse depoimento, ela conta como cuida das meninas e o orgulho de Ana Victória ser a primeira modelo com microcefalia no mundo.

"Até o sexto mês, tive uma gestação tranquila, mas, ao fazer o ultrassom morfológico do segundo trimestre, foi constatada uma regressão do perímetro cefálico da Ana Victória e um pré-diagnóstico de microcefalia vera, de causa genética.

Fonte  https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/04/12/ela-tem-2-filhas-com-microcefalia-e-uma-e-modelo-que-inclusao-vire-rotina.amp.htm

Postado por Antônio Brito 

especial a familiares de profissional de saúde que morra de Covid-19 Fonte: Agência Câmara de Notícias

Andréa Rêgo Barros/Prefeitura de Recife
Deputados lembram que nem sempre os profissionais de saúde contam com equipamentos para garantir a segurança contra o coronavírus

A Câmara dos Deputados analisa mais de dez projetos de lei que visam conceder pensão especial e indenização para familiares de profissionais de saúde e de outras atividades essenciais que morram de Covid-19. De uma forma geral, as propostas preveem o pagamento mesmo com o recebimento de outros benefícios previdenciários ou assistenciais.

Assinado pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) e outros 14 deputados de diferentes partidos, o Projeto de Lei 2007/20 é um dos que prevê a criação de um auxílio especial de um salário mínimo a ser pago mensalmente para os dependentes econômicos dos trabalhadores que venham a falecer em decorrência da exposição ao coronavírus no exercício de suas funções profissionais.

Além dos profissionais de saúde, são incluídos na medida os de segurança privada e vigilância; limpeza e conservação; recepção; alimentação hospitalar; lavanderia e administração hospitalar. “Muitos trabalhadores estão na linha de frente contra a Covid-19 sem ter o mínimo: a garantia de assistência a seus dependentes em caso de falecimento”, afirmam os deputados.

Pela proposta, o auxílio especial será pago desde que a renda familiar, após a morte, não seja superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (hoje o teto é de R$ 6.101). Para o cônjuge ou companheiro, será pago por dois anos caso não tenham filhos; ou até que o filho mais jovem complete 21 anos. Para o filho ou irmão dependente financeiramente, será pago até 21 anos, salvo se for inválido, tiver deficiência grave ou for declarado incapaz por decisão judicial.

Pensão vitalícia
Apresentado por nove deputados do PSB, o Projeto de Lei 1889/20 prevê pensão vitalícia em benefício da família do profissional de saúde assim como outros trabalhadores, servidores e empregados da administração pública federal que morram em decorrência do contágio por coronavírus no exercício da atividade. A medida será válida inclusive para aqueles que executam serviço de copa, lavanderia, limpeza e segurança em estabelecimento de saúde.

Pelo texto, o valor mensal da pensão vitalícia será 100% do valor da remuneração do servidor ou do salário do trabalhador, até o teto dos benefícios concedidos pela Previdência.

Um dos autores da proposta, o deputado Mauro Nazif (PSB-RO) diz que o projeto tem por objetivo dar a esses profissionais tratamento igual aos militares que morreram na Segunda Guerra Mundial. “Os profissionais da saúde são os verdadeiros soldados na defesa do povo. Sem condições mínimas de trabalho (falta de máscara, luvas, vestes apropriadas, higienização, falta de respiradores mecânicos), muitos profissionais vêm sendo acometidos pelo coronavírus”, disse.

O Projeto de Lei 2055/20, do deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), também concede pensão mensal e vitalícia, no valor do teto dos benefícios da Previdência, aos dependentes de profissionais de saúde que, em razão do serviço, morram de Covid-19. Já o Projeto de Lei 1863/20, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), prevê pensão vitalícia ao cônjuge ou companheiro do segurado do INSS que falecer por consequência de enfrentamento da pandemia da Covid-19, independentemente do tempo de início do casamento ou da união estável e da idade do beneficiário. A lei atualmente prevê a pensão por morte por período proporcional à idade do cônjuge ou companheiro e com a exigência de tempo mínimo de dois anos do início do casamento ou da união estável.

Trabalhadores de áreas essenciais
O Projeto de Lei 1947/20, de autoria de sete parlamentares do PSB, e o Projeto de Lei 1956/20, do deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP), instituem pensão especial mensal no valor de um salário mínimo aos dependentes do trabalhador morto por coronavírus que tenha exercido atividades essenciais durante a vigência de estado de emergência de saúde pública. As atividades essenciais definidas no Decreto da Presidência da República 10.282/20incluem, além da assistência à saúde, a segurança, os serviços funerários, a captação e tratamento de água, esgoto e lixo, por exemplo.

Outro projeto apresentado por oito deputados do PSB (PL 1840/20) também assegura o direito à pensão por morte para os dependentes dos trabalhadores de atividades essenciais, mas prevê que a pensão corresponderá a 100% da média dos maiores salários de contribuição, correspondentes a 80% do período contributivo.

Indenização
Além de preverem pensão especial, outros projetos concedem indenização por danos morais aos dependentes de trabalhadores de atividades essenciais à sociedade que, impedidos de aderir ao isolamento social, morram vítimas de Covid-19. Apresentado por 29 deputados do PT, o Projeto de Lei 1914/20 prevê indenização no valor de R$ 50 mil. “Não se pode deixar de reconhecer a responsabilidade do Estado para com a proteção da vida destes trabalhadores(as) que se encontram em situação de risco e vieram a óbito”, diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), um dos autores da proposta.

PL 1967/20, apresentados pelos deputados Alexandre Padilha (PT-SP)Jorge Solla (PT-BA) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) tem o mesmo teor. O Projeto de Lei 2000/20, do deputado Célio Studart (PV-CE), também prevê indenização no valor de R$ 50 mil, mas apenas para os dependentes de profissionais da área de saúde que morrerem em razão do combate da pandemia de Covid-19.

Morte em serviço
Já o PL 1943/20, da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e outros 15 deputados do PT, e o PL 1846/20, da deputada Major Fabiana (PSL-RJ), reconhecem como morte em serviço o falecimento de servidor público de trabalhadores de atividades essenciais, no exercício de suas atribuições, em decorrência do coronavírus, para fins de pagamento de pensão a seus dependentes.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem - Lara Haje
Edição - Alexandre Pôrto

Fonte  https://www.camara.leg.br/noticias/655906-projetos-concedem-pensao-especial-a-familiares-de-profissional-de-saude-que-morra-de-covid-19/

Postado por Antônio Brito 

23/04/2020

Policial que batia na esposa é preso durante o trabalho e tem seu uniforme rasgado pelos colegas

Um vídeo do departamento de polícia de Rio Rancho, no Novo México, EUA, mostra o momento da prisão de um policial chamado Jeffrey W, logo antes dele ter que sair para o patrulhamento. Primeiro, ele foi detido pelo detetives que cuidavam do caso.

De acordo com o relatório policial, Jeffrey bateu tanto em sua mulher que ela ficou com cortes profundos na cabeça e no rosto. Ao ser levada ao hospital, os médicos constataram hemorragia cerebral. Uma parte do espancamento foi filmado pelo sistema de segurança da casa do casal.

Quando o policial chegou pra trabalhar, os detetives o esperavam com um mandado de prisão. Ele foi algemado, seus equipamentos foram retirados dele, e seu uniforme foi rasgado por ele ter causado desonra à polícia.

Ele irá encarar 7 acusações graves, e renunciou ao seu posto como policial logo após a prisão.

Fonte  https://www.ovelhasvoadoras.com.br/2020/04/policial-que-batia-na-esposa-preso-durante-trabalho-uniforme-rasgado.html?m=1
Postado por Antônio Brito 

3○ SEMANA #DESAFIO ARTE VDMFK APBP: TÚA CASA

Entramos na terceira semana  de vídeo  arte em pinturas  com a boca e/ou o pé  pela VDMFK APBP, e o dessa semana é : Tua casa. Tá  aí  o meu,
⁰ desafio... #bocapiechallenge #mouthandfootchallenge #desafiobocaepé #vdmfk
#art #love  #apbpbrasil 
Até  Alice entrou com o vovô no terceiro vídeo do 3º desafio

Fonte  http://www.inclusivas.com/2020/04/3-semana-desafio-arte-vdmfk-apbp-tua.html?m=1
Postado por Antônio Brito 

Dona de casa: o rosto das mulheres invisíveis

do site La Mente es Maravillosa

Por herança cultural, por escolha pessoal ou questões circunstanciais, em nossa sociedade há um grande número de donas de casa. Mulheres que entregam suas vidas exclusivamente aos cuidados de sua casa e de sua família. Às vezes este trabalho é combinado com trabalhos remunerados, momentos em que a mulher se torna uma dona de casa em paralelo.

Seja como for, ser dona de casa é um trabalho árduo sem reconhecimento e praticamente até hoje é assumido quase por imposição em grande medida por parte das mulheres.

Neste artigo vamos nos referir às donas de casa como o coletivo de mulheres que dedicam, exclusivamente ou não, seu trabalho e vida pessoal ao cuidado da casa e da família, fazendo comida, limpando e se preocupando para que a cada dia tudo esteja de acordo com as necessidades da família.

Seu rosto invisível, sua carga emocional

Uma mulher que é dona de casa não tem remuneração ou geralmente goza de reconhecimento social. É um trabalho de 24 horas que dura 365 dias por ano, que não tem férias ou conhece a demissão, que exige saber tudo, ser cozinheira, professora, babá, treinadora, guarda-costas, GPS, médica, secretária…

A carga de trabalho é determinada pela amplitude da família, pelo tamanho e localização da casa, pelo status social, etc. Além disso, o cronograma de mais trabalho é altamente flutuante, mas, acima de tudo, nunca cessa.

“O trabalho doméstico é socialmente invisível a partir do momento em que as mulheres que se dedicam a ele são consideradas inativas nos censos e nas estatísticas.”

Não é um trabalho remunerado e está praticamente isento de reconhecimento real. Embora emocionalmente possa ser valorizado, existem núcleos familiares e sociais que não contemplam a importância e a dificuldade de liderar uma família, todos os dias e sem descanso.

Limpar, passar, fazer a compra, cuide dos filhos (e às vezes maridos), ter no ponto as refeições perfeitas, manter a paz e a harmonia no lar … Tudo sem piscar. E nessa correria diária, essas mulheres até relevam os cuidados pessoais para segundo plano.

Nesse sentido, parar de cuidar de si mesmo é um erro muito comum que muitas vezes resulta em consequências que não são muito positivas para o humor e o sentimento de uma mulher. Em conjunto com a falta de reconhecimento, isso pode levar a problemas de ansiedade, depressão e sintomas somáticos. Vamos ver isso mais detalhamento.

Ansiedade, depressão e sintomas somáticos da dona de casa

Partindo da premissa de que a depressão e a ansiedade são problemas mais comuns entre as mulheres, afetam mais ainda as mulheres que não têm um emprego remunerado. Ou seja, constatou-se em diferentes estudos que as mulheres que trabalham em casa sofrem de mais doenças crônicas, sintomas mais agudos e menor autoavaliação de seu estado de saúde.

Uma explicação para isso é a suposição do papel que desempenha na vida, bem como as injustiças que têm de viver antes de um papel tradicional rotineiro, estressante e pouco inspirador como dona de casa e mãe.

Esse papel é tradicionalmente desprovido de estrutura e contato social, porque em determinados momentos e com frequência as tarefas podem ser exigentes e frustrantes, além de estarem envolvidas em grande incerteza.

Um trabalho “invisível”

Uma mulher que é dona de casa tem menos controle sobre seu ritimo de trabalho. Além disso, sua possibilidade de descanso e de desconexão é menor e, às vezes, nula. O fato de estar a todo momento “obrigada” a atender às demandas que acompanham este trabalho, pode ver suas fontes alternativas de satisfação diminuídas, enfraquecendo assim seu estado de ânimo e saúde geral.

Em suma, a falta de reconhecimento e a invisibilidade do trabalho doméstico podem reduzir significativamente a autoestima das mulheres que assumem, com ou sem ajuda, cuidados e afazeres domésticos.

Portanto, devemos estruturar este trabalho, dar peso social e econômico, dar o valor que corresponde à família. Proporcionar apoio social e emocional a essas mulheres e incentivar a satisfação no desempenho deste trabalho ajudará esse rosto sombrio a ganhar visibilidade.

Fonte  https://www.pensarcontemporaneo.com/dona-de-casa-o-rosto-das-mulheres-invisiveis/

Postado por Antônio Brito 

SciELO Livros e o acesso aberto em tempos epidêmicos: Mais importante que nunca

Em meio a pandemia do COVID-19 as redes sociais estão aplaudindo a franquia de acesso aberto a livros, capítulos de livros, dados e enciclopédias em todas as áreas de conhecimento por parte de tradicionais editoras universitárias estrangeiras, bases como JSTOR e Project Muse, e de publishers variados. As necessárias políticas de isolamento social, e mesmo de quarentena, levaram ao fechamento das instituições de pesquisa, das universidades, das bibliotecas e dos arquivos. E, com isso, a redução drástica dos canais de acesso ao conhecimento, particularmente nos países fora do circuito central da ciência do século XXI. A oferta é meritória e deve ser comemorada e usufruída. Todavia esse acesso aberto tem prazo de validade: o final da pandemia.1 Independente de sua duração, passada a emergência sanitária internacional o acesso voltará a ser pago, seja por indivíduos, instituições de ensino e pesquisa e por agências governamentais com imenso ônus para os países do Sul Global. Quem experimentou e gostou deverá pagar para continuar. O acesso aberto ao conhecimento científico não é rotina nem compromisso dos publishers mas um negócio e uma exceção como a pandemia. Nesse sentido, o SciELO Livros é mais importante hoje do que nunca.

Criado há exatamente oito anos no contexto do Programa SciELO, o SciELO Livros contou com a participação pioneira da Editora Fiocruz, da Editora da Unesp e da Editora da Universidade Federal da Bahia. Em sua origem, a urgência de promover e valorizar o livro acadêmico produzido por editoras universitárias brasileiras. E, também, a compreensão que a valorização do livro era indissociável de uma política de acesso aberto para a comunicação do conhecimento científico e sua internacionalização. Inspirado no SciELO Periódicos criado em 1998, a plataforma de livros foi criada em um momento que pairava a desconfiança no formato digital para livros e na sua disponibilização em acesso aberto. Dúvidas partilhadas por autores, leitores e mesmo por editoras universitárias. A própria sustentação econômica do acesso aberto a livros e a periódicos era, e continua sendo, um desafio. A combinação na mesma plataforma do acesso aberto, com maior número de livros, e do acesso comercial foi a solução encontrada para o financiamento da iniciativa. Um comitê científico e consultivo foi criado para garantir a qualidade das editoras e dos livros que serão indexados e disponibilizados em SciELO.

Oito anos depois os números são expressivos: 19 editoras, 5 coleções, 766 livros e 10380 capítulos em acesso aberto e quase 93 milhões de downloads. Um alcance inimaginável para um país que tem pouquíssimas livrarias e uma grande parcela da população com reduzido poder aquisitivo. Não há dúvida que o SciELO Livros acompanha a expansão da universidade brasileira e, ao mesmo tempo, lhe oferece gratuitamente recursos educacionais fundamentais: os livros. Mais ainda, alcançou Portugal, os países de língua portuguesa na África e os interessados na produção acadêmica brasileira em livros em todos os continentes. Como resultado não antecipado, e não necessariamente conhecido, é que o SciELO Livros faz parte da diplomacia cultural e científica brasileira. Cresceu geograficamente permitindo que a produção científica e intelectual enraizada em problemas regionais pudesse ser conhecida e se torna progressivamente uma plataforma de acesso aberto ao livro universitário latino-americano com o ingresso de casas editoriais de diferentes países da região. Um outro resultado importante é um esforço de revalorização do livro acadêmico como produção científica a partir do acesso aberto em uma plataforma com filtros de qualidade.2 Se ele tem historicamente, e ainda hoje, um lugar destacado nas ciências humanas, esse destaque tem sido desafiado pela grande valorização nos processos avaliativos (individuais, institucionais e da pós-graduação) de artigos em periódicos científicos.3 A revalorização do livro acadêmico será também a valorização, tão urgente, das ciências humanas e sociais. Os impactos da circulação e difusão de livros acadêmicos de acesso aberto certamente ainda precisam ser apreendidos por métricas específicas e incorporados pelas agências de fomentos em educação, ciência e tecnologia. Mas os milhões de downloads são indicadores relevantes para o início dessa conversa.

SciELO Livros, portanto, não é uma oferta passageira para degustação dos leitores em tempos febris. Não é uma ação eventual em emergências sanitárias. É parte integrante de uma política pública de acesso aberto ao conhecimento que vem se consolidando no Brasil há 2 décadas e que vem mudando a ecologia da publicação científica nacional, particularmente no campo dos periódicos, mas que se estende decisivamente para o livro universitário. Respostas às crises sanitárias têm como suporte esses acervos de conhecimento aberto. Há dez anos estávamos discutindo qual seria o futuro do livro impresso no mundo cada vez mais digital, mas composto de sociedades desiguais. O SciELO Livros tem sido uma das boas e perenes respostas: o futuro do livro é o do conhecimento acessível e apropriável pelo maior número de leitores e progressivamente alinhado com a ciência aberta.

Notas

1. Free Resources on MUSE During COVID-19 [online]. Project Muse. 2020 [viewed in 13 April 2020]. Available from: https://about.muse.jhu.edu/resources/freeresourcescovid19/

2. Uma mesa-redonda sobre livros foi realizada no 43o Encontro Nacional da ANPOCS em outubro de 2019 com a participação de Cynthia Sarti (Unifesp), Michel Misse (UFRJ), Gilberto Hochman (Fiocruz) e Daniela Alves (UFV). Provavelmente a primeira em décadas vis-à-vis a discussão as contínuas mesas sobre periódicos científicos nas ciências sociais.

3. Dados extraídos do SciELO Periódicos indicam majoritariamente que as revistas de ciências sociais e humanidades citaram mais livros e capítulos do que artigos nos últimos 10 anos. Agradeço a Rogério Mugnaini e Amanda Ramalho pela informação.

Referência

Free Resources on MUSE During COVID-19 [online]. Project Muse. 2020 [viewed in 13 April 2020]. Available from: https://about.muse.jhu.edu/resources/freeresourcescovid19/

Fonte  https://blog.scielo.org/blog/2020/04/13/scielo-livros-e-o-acesso-aberto-em-tempos-epidemicos-mais-importante-que-nunca/#.XqGzv2lv8zS

Postado por Antônio Brito 

São José do Egito terá uso obrigatório de mascaras a partir de 24 de abril

O prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares, anunciou mais uma medida de prevenção e combate ao coronavirus. Através do decreto 013/2020, determina o uso obrigatório de máscara em todos os órgãos públicos e estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços no município.

A medida vale a partir do dia 24 de abril de 2020, e por tempo indeterminado, sendo obrigatório o uso de máscara por toda e qualquer pessoa que se encontre em órgãos públicos e/ou estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços de caráter essencial.

Pelo descumprimento serão considerados responsáveis o gerente, proprietário ou encarregado pelo estabelecimento ou repartição pública e o seu responsável legal além do usuário que se encontre sem máscara.

O descumprimento vai gerar a responsabilização civil e criminal do infrator e ao estabelecimento advertência e, em caso de reincidência, pela suspensão de suas atividades pelo período três dias úteis. Se persistir no descumprimento, o Alvará de Funcionamento será suspenso. (ASCOM)