O Piauí ocupou o 1° lugar no índice de isolamento social em todo o Brasil na última sexta-feira, 10 de abril. O estado está fazendo um monitoramento de geolocalização por meio da empresa Startup In Loco.
A meta estabelecida pelas organizações de saúde é de 73% no índice de isolamento, essa taxa é considerada a mínima para impedir a alta disseminação do coronavírus. Nenhum estado conseguiu atingir essa meta até o momento, mas o Piauí se destacou com 61% nessa sexta.
A agência In Loco possui uma tecnologia que monitora a localização de 60 milhões de aparelhos smartphones em todo o país, sem identificar pessoas, garantindo o anonimato e consiste em analisar o tempo que um smartphone fica parado em um mesmo lugar, para saber se o isolamento está sendo cumprido.
Foto: Luis Marcos/ VIAGORA
Avenida Nossa Senhora de Fátima, zona Leste de Teresina
Além de comemorar o primeiro lugar em relação aos demais estados, algumas cidades piauienses conseguiram atingir a meta estabelecida como as cidades Lagoinha do Piauí e Juazeiro do Piauí, que atingiram a faixa de isolamento social de 78%, bem acima da média estabelecida. Outras cidades como São Lourenço (75,80%), Jatobá do Piauí (74,60%), Sebastião Leal (73,70%), Tamboril do Piauí (73,60%), Capitão Gervásio Oliveira (73,60%) e Caxingó (73,50%) também se mantiveram acima da média estabelecida.
Segundo o comandante da Polícia Militar do Piauí, Lindomar Castilho, o monitoramento é feito todos os dias e serve como ferramenta auxiliar para que as Secretárias de Segurança, Saúde e Polícia Militar possam detectar possíveis locais de aglomeração.
“O aplicativo tem acesso ao ranqueamento de 204 municípios piauienses e, através desses dados, galgamos identificar possíveis locais de aglomeração. Como os dados não são transmitidos em tempo real, mas sim de um dia para o outro, o app ganha a função de nos munir com informações”, pontua.
Ela tem 25 anos de idade, é paranaense de Curitiba, quase uma advogada formada e com 1,30m de altura. Essas são as características de Dafne Anãzinha, uma anã (claro) que ganha a vida como garota de programa na sua cidade natal e que, aos poucos, vem se tornando uma webcelebridade – ela tem um blog e um canal no Youtube onde relata o dia a dia com os seus clientes.
Arquivo pessoal
Dafne, a garota de programa anã que vem conquistando homens pelo Brasil
Isso lembra uma outra história famosa, não é? “Eu uma nova Bruna Surfistinha? Cada pessoa é única, ela é única, não penso nisso. Minha história é diferente, sou diferente. Sou uma anã, tenho esse diferencial. Mas a admiro demais”, diz Dafne em entrevista ao iG Deles.
Dafne começou a fazer programas, basicamente, por falta de dinheiro. Ela cursa o último ano da faculdade de Direito e encontrou na prostituição uma saída para continuar pagando suas contas. E, ao contrário de Bruna Surfistinha, ela tem uma boa convivência com a família.
“Antes de tudo, contei para minha mãe que iria começar a fazer programa. Minha família aceita numa boa. E minha mãe até me disse: ‘Se você já está transando de graça com todo mundo agora, é melhor ganhar dinheiro com isso’. A minha família é bem tranquila. Meus pais ficam preocupados, mas não me julgam”, conta.
A pequena Dafne é a única anã da família – ela tem mais duas irmãs e um irmão – e pretende continuar fazendo programas mesmo depois de formada. “Preciso de dinheiro para montar escritório, essas coisas, e também porque peguei gosto por isso, né?”, fala, sorrindo. “Na verdade, estou bem perdida. Não sei se vou advogar ou continuar fazendo programas. Quero levar as duas coisas paralelamente, mas uma hora vou ter que decidir por uma”, completa.
Arquivo pessoal
Dafne Anãzinha tem 25 anos de idade
PRECONCEITO
Se a família de Dafne aceita sua condição numa boa, o mesmo não se pode dizer dos colegas de faculdade. “Na minha classe já sabem que eu faço, mas ninguém fala nada. Mas já roubaram gasolina do meu carro, riscaram a lataria”, lamenta.
“Não quero mais, rola muita droga com alguns jogadores. Uma vez, até devolvi o dinheiro para um deles. Sou muito pequena e eles ficam muito violentos nessa loucura, não tenho como me defender”
E até com cliente. “Sempre tem uns comentários maldosos. Uma vez peguei um cara que começou a me chamar de mini puta, mas eu fico bem tranquila. Às vezes a pessoa está com problema em casa, está com o psicológico abalado; 99% dos clientes são casados, aí, podem usar esse artifício de me humilhar para se sentir bem”, analisa.
BOLEIRO, ATOR, POLÍTICO…
Arquivo pessoal
Dafne tem um blog e um canal no Youtube onde conta o dia a dia com seus clientes
A lista de homens que procuram Dafne é recheada de gente famosa. “Bastante deputado aqui de Curitiba me procura”, conta. Jogadores de futebol também são clientes comuns, mas alguns atletas são problema para ela.
“Não quero mais, rola muita droga com alguns jogadores. Uma vez, até devolvi o dinheiro para um deles. Sou muito pequena e eles ficam muito violentos nessa loucura, não tenho como me defender. Já aconteceu de um começar a gritar, ser inconveniente. Mas não são jogadores aqui da cidade, são de fora mesmo, que vêm jogar contra os times daqui”, relata Dafne.
A anã lembra também de um momento engraçado com um ator famoso. “Um ator que atendi tinha uns pedidos muito esquisitos. Ele queria vestir minha calcinha. Eu deixei, mas morri de rir na hora”.
PEDIDOS BIZARROS, MAIS DINHEIRO
O valor do programa com Dafne é R$ 300. E ela não cobra por hora. Se o cara quiser e puder ficar com ela três ou quatro horas, ela aceita numa boa. “Gosto de ficar com o cara. Estou mudando totalmente esse mundo e tem muita gente brava comigo, como cafetões, outras garotas de programa. Os clientes falam que saem com as meninas e elas me xingam. Já me procuraram também pelo celular e me xingaram, mas nem respondia, só bloqueava”.
“Na hora do programa, ele pediu para eu defecar em um prato para ele comer”
Mas Dafne avisou que pode aumentar o valor do seu cachê. Basta fazer um pedido bizarro. “Uma vez, um cara me ligou e pediu pra eu comer mamão e banana com aveia na semana. Só comi alimentos que estimulam o intestino. Aí, na hora do programa, ele pediu para eu defecar em um prato para ele comer”, explica.
“Em uma outra vez, um cliente pediu para eu soltar gases na cara dele depois de um sexo oral. Alguns também pedem para eu urinar no rosto. Nesses casos, cobrei R$ 1 mil, porque achei nojento. Quando é mais estranho, cobro mais”, justifica Dafne.
A garota de programa avisou que também não faz inversão (que é transar com o cara usando um acessório com pênis). “Sinto ânsia de vômito, fazer isso é muito estressante”.
Arquivo pessoal Só clientes altos
A maioria dos caras procura Dafne por puro fetiche, por curiosidade em transar com uma anã. Ela sabe disso e ainda surpreende ao revelar que só atende homem alto. “Eles sempre falam que me procuram por esse fetiche, por serem altos e eu, baixa, por curiosidade. Para saber se é melhor ou pior que outras mulheres. Meus clientes têm de 1,80 m para cima, é difícil pegar cliente de baixa estatura. Eles falam que é bom, que é diferente, que é gostoso. Por isso, sempre voltam a me procurar, sempre”.
Arquivo pessoal
Dafne, garota de programa do Paraná
O sucesso é tanto que a garota de programa já teve que cancelar três números de Whatsapp pelo excesso de mensagens recebidas. “Uma vez, recebi umas cinco mil, o telefone até travou e nem conseguia atender ligações”, diz Dafne.
Domingo a domingo
A moça de Curitiba trabalha diariamente, de domingo a domingo, mas atende apenas um cliente por dia. “Às vezes, até acontece de atender um de manhã e outro à tarde, mas prefiro só um por causa da minha limitação física”, define.
“Tenho muita facilidade para chegar ao orgasmo e, quando tenho, fico bem sensível lá embaixo, aí, não consigo transar com outro cara na sequência. Fico cansada, e prefiro não atender ninguém cansada. Prefiro fazer só um atendimento por dia, mas um atendimento de qualidade”, finaliza.
#PraTodosVerem: Quadro marrom claro, nele está o desenho de um rádio de pilha, ele é predominantemente cinza e ao redor dele tem traços escuros e claros. Fim da descrição. Foto: Felipe Catto
Em tempos de Coronavírus a solidão vem sendo pauta devido ao isolamento (necessário) para que possamos controlar a propagação do vírus. No entanto, a solidão já está presente na vida das pessoas com deficiência, pois muitos de nós vivemos sozinhos, já que há uma real dificuldade de interação social, seja por falta de acessibilidade ou de empatia, além disso, muitos de nós estamos isolados dentro da própria família, ou seja, existe sim uma exclusão familiar por conta da deficiência.
Em níveis moderados a solidão é positiva para que possamos ter um tempo para nós, mas vale lembrar aqui que nenhum de nós humanos poderia viver completamente sozinho, visto para a sobrevivência da nossa espécie é fundamental a interação social.
Durante minhas pesquisas para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e para artigos posteriores, questionei pessoas com deficiência sobre inclusão na mídia, e dentro disso, muitos destacaram a companhia do rádio, ou seja, havia ali duas coisas importantes: havia solidão, mas havia uma companhia chamada rádio. E entrevistando pessoas com deficiência intelectual consideravelmente severa, ouvia deles a palavra “rádio” para ouvir “música e notícia”, claro que precisava considerar o quanto a opção da família afetava essas decisões, mas o registro se tornava fantástico quando a pessoa dizia “rádio” e sorria.
E por falar em rádio, ele a solidão se misturam, pois quem nunca teve esse aparelho fantástico como companhia durante uma noite de insônia, durante uma viajem ou mesmo num dia sem luz que o radinho de pilha te salvou. Lembre-se quantas músicas especiais, quantas notícias boas e outras nem tão boas assim, ou mesmo os gols do seu time. Enfim, o rádio é uma companhia histórica do brasileiro.
Em outra pesquisa que fiz em outubro de 2018 questionei as pessoas nas redes sociais sobre qual mídia atendia melhor suas necessidades. As opções eram Rádio, TV, Internet, Jornal e Revista, e novamente, o rádio se destacou sendo o mais votado com 48%, com isso foi possível concluir que o rádio sempre esteve presente na vida dessas pessoas, é sim uma forma de companhia, e destaca-se pela linguagem e acesso fácil e multiplicidade de conteúdo.
Por isso, aquele radinho de pilha, muitas vezes lembrança (ou herança) do avô e que carrega muitas histórias, pode ser a única companhia de alguém. Quando se sentir sozinho ouça música, ouça notícias, ouça qualquer coisa, mas ligue um rádio.
Decisão liminar concedida pela Justiça Federal de Goiânia vale para todo o país
O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu liminar determinando a concessão do passe livre às pessoas com deficiência, aos idosos e aos jovens de baixa renda em todos os veículos destinados ao transporte rodoviário interestadual, independentemente da categoria do serviço ofertado. A decisão judicial, que vale para todo o território nacional, é da 6ª Vara da Justiça Federal de Goiânia e foi proferida em Ação Civil Pública (ACP), no dia 7 de abril.
Para a procuradora da República Mariane Guimarães de Mello Oliveira, autora da ação, decretos federais e resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ao regulamentarem a legislação que concedeu o benefício, restringiram a concessão da gratuidade no transporte interestadual de passageiros apenas ao serviço convencional, limitação esta não prevista em lei, o que se mostra flagrantemente ilegal.
Além disso, a ANTT, ao fixar o mínimo de uma viagem por semana em cada trecho para manter o direito à licença operacional das empresas de transporte coletivo interestadual, limitou o direito ao passe livre. Com isso, prejudicou o usufruto da ação afirmativa instituída em benefício das pessoas com deficiência, idosas e jovens de baixa renda, que lhes garantiria a inserção social por meio da mobilidade. Para o MPF, a ilegalidade da resolução da ANTT é flagrante, pois acabou por boicotar o direito dos beneficiários, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ao exercício pleno da cidadania.
Agora, com a liminar, o benefício diário do passe livre não se restringe apenas ao serviço convencional, passando a valer, também, para outros veículos destinados ao transporte rodoviário interestadual, como os ônibus executivos, leitos e semileitos.
O MPF cobrará da ANTT a fiscalização rigorosa do cumprimento da determinação da Justiça Federal a fim de garantir o direito dos beneficiários. Cabe destacar que ainda cabe recurso da liminar concedida.
Os casos de coronavírus pararam de crescer intensamente na África do Sul nas últimas semanas — Foto: Getty Images via BBC
Nas últimas duas semanas, a África do Sul passou por uma situação excepcional que os médicos ainda não conseguem explicar: uma queda brusca e inesperada na taxa diária de novas infecções pelo novo coronavírus.
Um sinal claro disso está nos hospitais do país, que tinham se preparado para receber um volume alto de pacientes.
Os leitos e enfermarias estão prontos para eles, cirurgias não urgentes foram remarcadas e ambulâncias foram equipadas, enquanto equipes médicas vêm ensaiando protocolos sem parar e autoridades de saúde passam longas horas em reuniões pela internet preparando e ajustando seus planos de emergência.
Mas, até agora, contra a maioria das previsões, os hospitais sul-africanos permanecem tranquilos: o "tsunami" de infecções que muitos especialistas previram não se concretizou. Pelo menos, ainda não.
"É meio estranho, misterioso. Ninguém sabe ao certo o que está acontecendo", diz Evan Shoul, especialista em doenças infecciosas de Johanesburgo.
Tom Boyles, outro médico de doenças infecciosas, do Hospital Helen Joseph, um dos maiores centros de saúde pública de Johanesburgo, também diz que todos estão "um pouco perplexos".
"Estamos falado que é a calma antes da tempestade há cerca de três semanas. Estávamos preparando tudo aqui. E essa tempestade simplesmente não chegou. É estranho."
A África do Sul adotou medidas de isolamento social desde março passado — Foto: EPA
Os especialistas em saúde alertam, no entanto, que é muito cedo para interpretar a falta de casos como um progresso significativo no combate à epidemia e estão preocupados com o fato de que isso pode até mesmo gerar um perigoso sentimento de complacência.
O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, sugeriu que as duas semanas de isolamento no país até agora são responsáveis por estes índices e prorrogou a vigência das restrições em todo o país, que deveriam terminar em uma semana, para o final do mês.
No entanto, outras países que também impuseram quarentenas não obtiveram resultados semelhantes.
Rastreamento de contatos agressivo
Na África do Sul, até 13 de abril, foram relatados 2.173 casos e 25 mortes por coronavírus. É o país mais afetado do continente até agora.
Quase cinco semanas se passaram desde o primeiro caso confirmado de covid-19 na África do Sul e, até 28 de março, o gráfico do número de novas infecções diárias seguiu uma curva ascendente acelerada.
Até então, tudo era semelhante ao que acontecia na maioria dos países onde os casos também haviam sido detectados nas mesmas datas.
Mas, naquele sábado, a curva caiu bruscamente: de 243 novos casos em um dia, para apenas 17. Desde então, a média diária ficou em cerca de 50 novos casos.
Será que o isolamento precoce e rígido da África do Sul e o trabalho agressivo de rastreamento de contatos com pessoas infectadas estão realmente funcionando? Ou é apenas uma pequena melhora antes de um desastre?
No final da semana passada, o presidente Ramaphosa disse que era "muito cedo para fazer uma análise definitiva", mas considerou que, desde que a quarentena foi introduzida, o aumento diário de infecções diminuiu de 42% para "cerca de 4%".
"Acho que quanto mais pessoas testamos, mais revelamos se isso é uma anomalia ou se é real", disse Precious Matotso, especialista em saúde pública que monitora a pandemia na África do Sul em nome da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Medos de complacência
Na África do Sul, o argumento de que é cedo para tirar conclusões sólidas sobre a propagação do vírus é uma visão comum.
"É difícil prever qual caminho seguiremos: uma taxa de infecção alta, média ou baixa. Não temos evidências amplas", diz Stavros Nicolaou, executivo da área de saúde que agora coordena parte da resposta do setor privado à pandemia.
Na África do Sul, até 13 de abril, foram relatados 2.173 casos e 25 mortes por coronavírus, segundo a OMS — Foto: Getty Images via BBC
"Pode haver sinais precoces positivos, mas meu medo é de que as pessoas comecem a se sentir tranquilas (e baixem a guarda), com base em dados limitados", acrescenta ele.
Mas essa "calma antes de uma tempestade devastadora", conforme descreveu o ministro da Saúde, Zweli Mkhize, na semana passada, está causando inúmeras especulações.
A suposição generalizada é de que o vírus, introduzido na África do Sul e em muitos outros países africanos em grande parte por viajantes mais ricos e visitantes estrangeiros, chegaria inevitavelmente a bairros mais pobres e superpopulosos e se espalharia rapidamente.
Segundo especialistas, essa continua a ser a próxima fase mais provável do surto, e várias infecções já foram confirmadas em vários municípios.
Mas médicos da África do Sul e de alguns países vizinhos notaram que os hospitais públicos ainda não viram qualquer indício de aumento nas internações por infecções respiratórias, o sinal mais provável de que, apesar das evidências limitadas, o vírus está se propagando em ritmo intenso.
Uma teoria diz que os sul-africanos podem ter uma certa proteção contra o vírus. Alguns alegam que isso pode ser devido a uma variedade de fatores médicos, desde a vacina obrigatória contra a tuberculose que todos recebem ao nascer até o impacto dos tratamentos antirretrovirais, ou o possível papel de diferentes enzimas em diferentes grupos populacionais. Mas essas suposições não foram verificadas.
"Essas ideias já existem há algum tempo. Ficaria surpreso se fosse o resultado de uma vacina. Essas teorias provavelmente não são verdadeiras", diz Boyles.
A África do Sul enviou o Exército às ruas para reforçar a quarentena — Foto: Getty Images via BBC
O professor Salim Karim, principal especialista em HIV da África do Sul, acredita que essas são "hipóteses interessantes", mas nada além disso. "Acho que ninguém no planeta tem as respostas", afirma.
Shoul, entretanto, diz que o país ainda está se "preparando como se um tsunami estivesse chegando". "O sentimento ainda é de grande expectativa e nervosismo", afirma ele.
Incerteza
A verdade é que essa situação, diferente do acontece na maior parte do mundo, leva especialistas a considerar se não seria uma queda antes do que um médico chamou de possível "aumento astronômico" de novos casos.
Vários críticos manifestaram preocupações de que o sistema de saúde público tenha demorado a implementar um regime agressivo de testes e, atualmente, seja excessivamente dependente de clínicas particulares para detectar novas infecções.
Documentos internos do Departamento de Saúde aos quais a BBC teve acesso apontam para crescentes preocupações sobre má administração dos sistema público, em especial no que diz respeito à baixa testagem.
Mas essas preocupações pela crescente confiança de que a abordagem "baseada em evidências científicas" do governo para a pandemia também pode estar dando resultado.
A informação foi dada por cientistas israelenses. Essa seria a primeira vacina contra a doença a ser disponibilizada no mercado. Centenas de pesquisadores participaram do projeto.
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As agências penalizadas são as localizadas em Casa Amarela e Encruzilhada. A multa só será retirada após a implantação das medidas preventivas. (Foto: Procon / Divulgação)
O Procon-PE multou duas agências da Caixa Econômica Federal (CEF) em R$ 20 mil, cada, por dia, por descumprirem determinações do órgão no sentido de evitar aglomerações, impedindo assim a disseminação do novo coronavírus. As agências penalizadas são as localizadas nos bairros de Casa Amarela e Encruzilhada. A multa só será retirada após a implantação das medidas preventivas.
Na semana passada, fiscalizações foram realizadas e as instituições financeiras notificadas. O órgão de defesa do consumidor foi verificar se havia marcação no chão nas áreas internas e externas, obedecendo ao distanciamento de no mínimo um metro entre as pessoas; chegou, ainda, se havia um funcionário orientando os consumidores para utilizar outros meios para ter acesso ao banco, a exemplo de aplicativos e telefones, e se há distribuição de fichas na entrada do estabelecimento, para evitar aglomerações nas agências.
Nesta terça (14), fiscais do órgão retornaram aos estabelecimentos e constataram que as irregularidades permanecem nas agências, tanto na área externa como na interna. “A orientação é que elas consigam manter de forma efetiva o atendimento, mas com a obrigação de manter o distanciamento entre os consumidores e adotando as demais medidas de prevenção”, explica o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico.
As agências da Caixa que ficam na Avenida Marquês de Olinda, no Recife Antigo, e no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, foram fiscalizadas na última segunda (13). No dia seguinte, uma equipe retornou ao local, mas, ambas estavam cumprindo com as medidas. Foi aberto um processo administrativo e a Caixa Econômica tem um prazo de dez dias para apresentar defesa.
O Grupo Boticário abre em abril um processo de contratação para pessoas com deficiência (PCD) em três capitais: São Paulo, Rio e Salvador. Ao todo, serão oferecidas 30 vagas.
A procura é por candidatos nas áreas de finanças, Recursos Humanos, planejamento de demanda, planejamento comercial, trade, merchandising, comunicação e outros.
Os candidatos devem ter interesse em atuar com vendas e de mergulhar na indústria de beleza fazendo parte de uma das maiores redes varejistas do Brasil.
Em virtude das necessárias restrições à circulação de pessoas neste período de quarentena em todo o Brasil, todo o processo de seleção e as entrevistas serão conduzidas por meios virtuais. Para se inscrever, os interessados devem acessar o site https://grupoboticario.csod.com/ux/ats/careersite/1/home?c=grupoboticario&sq=PCD e se aplicar para as vagas desejadas até 30 de abril.
O atleta paralímpico, escritor e palestrante João Saci venceu o câncer por cinco vezes e aponta valiosos conselhos para superar a crise do coronavírus
A pandemia do coronavírus está trazendo medo, desalento e frustrando expectativas de crescimento econômico em todo o mundo. Com o número de infectados a nível global passando das centenas de milhares e as projeções da OMS de milhões de pessoas contraindo o vírus nos próximos meses, muitos procuram maneiras de se manterem otimistas, não se desesperar e continuar com a vida mesmo em meio a quarentena e as mudanças.
O atleta paralímpico e palestrante João Carlos, conhecido como João Saci nas redes sociais, é um exemplo de superação para se espelhar em dias difíceis como estes. Depois de vencer o câncer 5 vezes em um intervalo de 15 anos e mesmo após perder mais da metade de um pulmão e uma das pernas, João Saci se tornou atleta paralímpico, conquistou mais de 40 medalhas em campeonatos e se reinventou profissionalmente, se tornando também escritor e empreendendo viagens por todo o país onde fala sobre como encontrar força para vencer as situações mais adversas, mesmo contra tudo e todos que dizem que não é possível.
Ele revela como encontrar forças para vencer em meio a crises, inclusive em tempos de pandemia do coronavírus: “Situações de doença e epidemias como essas nos fazem perceber que o que estamos passando agora pode se tornar pequeno diante do sofrimento de outras pessoas e situações. Mesmo quando não estamos motivados, quando estamos a ponto de desistir, a força para vencer qualquer situação pode ser encontrada nos exemplos, no fato de olharmos para o lado e vermos exemplos de pessoas como nós que tiraram força da fraqueza e foram além dos próprios limites.”
Câncer x coronavírus
João Saci aponta os paralelos entre a luta que enfrentou contra o câncer e o desafio da pandemia do covid-19: “Hoje tudo que temos que fazer é ficarmos em casa, manter a higiene em dia e apertar os cintos em relação a gastos. É uma mudança radical de rotina e de padrão de vida, mas necessária. Tudo isso pode gerar muito estresse. Ainda mais que a estamos a todo momento olhando notícias, seja na internet, redes sociais ou na TV a respeito do vírus, o que gera medo e ansiedade. Contudo, na época que tive câncer eu evitava ficar pensando nisso o tempo inteiro, evitava pesquisar a respeito da doença, senão ia ficar paranóico com todas as possibilidades do que poderia acontecer, já que as minhas chances de sobrevivência eram realmente mínimas. Fazia coisas para me distrair, como ler livros, jogar vídeo game, ver filmes. E hoje temos uma infinidade de outras opções no nosso celular. Colocar o foco da mente para longe do problema é importante para encontrar forças, seja para vencer o coronavírus, para vencer o câncer ou para vencer qualquer grande problema.”
O que fazer durante a quarentena
O atleta conta que estratégia adotou durante o tratamento contra o câncer: “Durante meu tratamento de quimioterapia fiquei 11 dias internado e de certa forma isolado, pois não havia tv, não havia celular com internet e eu ia vivendo um dia de cada vez. Eu evitava ficar ansioso pelo dia que sairia, eu só pensava que era um dia a menos de tratamento e um a mais de vida. Eu ia vivendo um dia de cada vez e fazendo tudo que era necessário para chegar bem no final. Acredito que se fizermos o mesmo durante o isolamento por causa do coronavírus as coisas vão ficar bem. Se ficar só pensando no fim da quarentena, no fim do surto, você vai ficar muito ansioso e isso só vai ser prejudicial.”
Para João, hoje há muito mais ferramentas para ocupar a mente durante a quarentena: “Tem sites liberando cursos gratuitos, então você pode aproveitar o momento pra capacitar, ou fazer um curso, a academia que treino tá disponibilizando treinos para fazer em casa e tem aquelas pessoas que ainda podem trabalhar em home office”. Tenha um propósito
Segundo o palestrante e escritor, outra coisa que pode manter as pessoas ocupadas e com a sanidade mental em dia é ter um propósito em viver que vá além da própria vida: “Eu falo muito na palestra que temos que ter um propósito e que nesse momento podemos ter um propósito muito bonito, que é pensar no próximo, se estamos em casa é para o bem de toda a sociedade, e não só pelo nosso bem. É procurar entender que ao final de tudo isso, vamos poder reunir novamente com os amigos, ir ao parque, cinemas e shoppings, e o mais importante, muitas vidas serão preservadas por nossa atitude. É belo saber que você está fazendo isso pensando no bem do outro. Melhor afastar neste momento, pq senão o encontro pode não acontecer. Nos momentos de maiores angústias lembre-se do seu propósito que você suportará as dores do momento.”
A OAB - Subseção de Joaçaba, exercendo suas atribuições institucionais de informação, conscientização e proteção aos direitos da mulher, apresenta o Projeto “OAB por ELAS”.
Com o objetivo de compartilhar informações sobre a Lei Maria da Penha e sua aplicação, a OAB está disponibilizando canais online para auxiliar as mulheres em situação de risco e/ou violência doméstica e familiar buscarem conhecimento dos seus direitos e providências necessárias para saírem da condição de violência.
Confira os canais de atendimento:
Telefone: (49) 3521-3214
Whatsapp: (49) 99829-7066
E-mail: oabjoacaba@softline.com.br
Polícia Civil: 181 ou 100 www.pc.sc.gov.br (Delegacia Virtual)
Polícia Militar: ligue 190 Use o aplicativo da PMSC