08/04/2020

No Dia do Braile, deficientes visuais destacam importância e desafios da leitura



Aimar
Aimar Gomes conta que foi alfabetizado e aprendeu ler em braile na Funadação Dorina Arquivo pessoaProfessoras aprendem o braille no Instituto Municipal Helena Antipoff, que promove a inclusão de crianças com deficiência na rede pública de ensino (Tomaz Silva/Agência Brasil)
O braile permite que pessoas com cegueira ou baixa visão possam ler. O sistema consiste em um alfabeto de símbolos criados a partir de pontos em alto-relevo  Tomaz Silva/Agência Brasil

O mineiro Aimar de Souza Gomes, de 46 anos, é um apaixonado por livros, principalmente por romances e biografias musicais e políticas. Nascido em Conselheiro Lafaiete (MG), aos sete anos de idade, mudou-se para Belo Horizonte, onde aprendeu a ler em braile. Aimar, que é cego de nascença, conta que seus pais eram primos em 1º grau e que, talvez por isso, três dos dez filhos do casal tenham nascido sem enxergar.
Hoje (8) é comemorado o Dia Nacional do Braile, o sistema de leitura em alto-relevo para deficientes visuais, inventado pelo francês Louis Braille, em 1827. De acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia no Brasil mais de 32 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual, sendo 6,5 milhões com deficiências severas.
A data, no Brasil, remete ao aniversário de nascimento de José Álvares de Azevedo – o Patrono da Educação dos Cegos no Brasil. Azevedo foi um missionário que, após estudar braile na França, trouxe o sistema ao Brasil e ajudou a fundar, no Rio de Janeiro, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos – primeiro centro de estudos para deficientes visuais no país.
O braile permite que pessoas com cegueira ou baixa visão possam ler. O sistema consiste em um alfabeto de símbolos criados a partir de pontos em alto-relevo. Cada letra, número, pontuação ou sinal é feito a partir de uma combinação de seis diferentes pontos.
No Brasil, nem todos os deficientes visuais têm, como Aimar, a oportunidade de estudar o braile. Muitos moram longe de municípios com centros especiais de ensino e acabam sem aprender a ler em braile e sem acesso a livros.
Em Brasília, o Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais atende aproximadamente 350 alunos por mês e é o único do Distrito Federal e Entorno. Segundo Aírton Dutra, diretor do centro, o local recebe muitos estudantes de municípios de Minas Gerais, Goiás e Bahia.

Mercado de trabalho
Para Milene Cristina Orifisi, deficiente visual de 39 anos, a falta de acesso à educação e a baixa escolaridade tornam mais difíceis a entrada no mercado de trabalho. Ela trabalha como gestora de redes sociais na Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva), em São Paulo, e afirma que, na maioria das vezes, há um enorme desconhecimento em relação à realidade dos deficientes.
“As empresas, muitas vezes, colocam empecilhos. Acham que o deficiente visual vai ter dificuldade de adaptação, não vai dar conta do trabalho ou não vai conseguir usar o banheiro. Há uma má vontade até na hora de baixar um software para que o deficiente possa trabalhar. Além disso, as áreas de recursos humanos normalmente oferecem [aos deficientes] vagas de subemprego”, desabafa Milene.
A Adeva, uma Organização Não Governamental (ONG) fundada em 1978, trabalha capacitando deficientes visuais para o mercado de trabalho. Além de cursos de braile, são oferecidas aulas de digitação, informática e orientação e mobilidade. Segundo Milene, as aulas de orientação e mobilidade são prioritárias para a autonomia e deslocamento dessas pessoas. “Para que eles possam ir sozinhos para o trabalho, que não tenham que depender de ninguém para se locomover.”
Outra instituição que também busca capacitar pessoas com deficiência visual é a Fundação Dorina Nowill para Cegos, uma organização sem fins lucrativos e de caráter filantrópico que, há 70 anos, se dedica à inclusão social por meio da educação especial, reabilitação e empregabilidade. A ONG, com sede em São Paulo, atua em todo o país e oferece o curso de avaliação olfativa, a fim de preparar pessoas cegas e com baixa visão para trabalharem com avaliação de fragrâncias, na indústria de perfumes e cosméticos.
Dorinateca
Uma das iniciativas importantes da Fundação Dorina Nowill para Cegos foi o lançamento, no ano passado, da Dorinateca, uma biblioteca digital que permite acesso a um amplo acervo de livros. Para ter acesso aos títulos, é necessário que os deficientes visuais, ou instituições ligadas ao tema, se cadastrem no sitewww.dorinateca.org.br.
Susi Maluf, gerente de Serviços de Apoio à Inclusão da Fundação, explica que antes da biblioteca digital, a fundação enviava, para os cadastrados, livros impressos em braile ou CD's de áudio. “Agora, com a Dorinateca, os usuários podem acessar online. Todo o acervo fica disponível para download”. De acordo com a fundação, já são mais de mil usuários e a biblioteca tem mais de 4 mil títulos.
“Ouvir, em áudio, o livro Noites Tropicais, de Nelson Motta, foi muito prazeroso”, disse o mineiro Aimar. Ele, que há quase 40 anos frequenta a Fundação Dorina, afirma que o trabalho da instituição foi fundamental para o seu crescimento.
“Foi com o material deles que me alfabetizei, que estudei. A Dorinateca é uma ferramenta que todo deficiente visual deve conhecer. Ninguém mais pode dizer que não tem acesso a livros”, disse Aimar, que é o campeão de downloads de livros no site da biblioteca digital.
Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-04/no-dia-do-braile-deficientes-visuais-destacam-importancia-e-desafios-da
Postado por Antônio Brito 

Pais de crianças no espectro autista relatam dificuldades durante isolamento

Pais e familiares de crianças portadoras de autismo estão ainda mais aflitos durante esse período de isolamento social.

Uma das principais características do transtorno é a necessidade de rotina. Atividades previsíveis durante o dia transmitem segurança e conforto a essas pessoas.

O filho do empresário Thiago Galhardo, de 5 anos, é portador de autismo e tem transtorno obsessivo compulsivo.

À Rádio Bandeirantes, ele contou que o menino se frustra diariamente e está com gastrite por causa da ansiedade.

Segundo especialistas, a principal saída para enfrentar situações como essa é a comunicação.

Como muitos portadores de autismo têm facilidade com a linguagem, recomenda-se explicar sem alarmismo o que são coronavírus e quarentena.

Além disso, segundo o geneticista Zan Mustacchi, também pode ajudar a criação de uma rotina dentro de casa, com brincadeiras, banho e alimentação em horários determinados.

Fonte  https://www.metrojornal.com.br/coronavirus-covid-19/2020/04/05/pais-de-criancas-no-espectro-autista-relatam-dificuldades-durante-isolamento.html

Postado por Antônio Brito 

Jornalista autista cria protocolo para expor suspeitos de abuso sexual



“Faço do jornalismo um híbrido de instrumento de comunicação e arma na guerra de restauração social”, declara Giulio Ferrari. O jornalista investigativo e autista é criador de um protocolo que identifica possíveis abusadores em série responsável pela abertura da investigação de 15 suspeitos no Brasil e nos Estados Unidos.

‘IDVICS, nome dado ao protocolo, foi idealizado a partir de uma experiência pessoal vivida por Giulio anos atrás em Curitiba (PR). Ainda adolescente, ele conta ter sofrido abuso sexual por parte do médium Maury Rodrigues da Cruz durante dois anos. O caso foi divulgado em uma reportagem do ‘Fantástico’, em outubro de 2018.
“Dos 15 aos 17 anos, fui para o centro [Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas – local onde os abusos ocorreram] para tratar a depressão. Como minha mãe era espírita, ela me levou para lá, invés de procurar um psicólogo ou psiquiatra e acabou se tornando braço direito dele [Maury]. Ela trabalhou lá por mais de 20 anos sem saber dos abusos”, lembra.

Acusações contra Maury Rodrigues da Cruz

Em 2018, o médium Maury Rodrigues da Cruz se tornou réu pelos crimes de estelionato e violação sexual mediante fraude. Ele foi o primeiro abusador em série classificado pelo ‘IDVICS’. De acordo com a reportagem veiculada pela Rede Globo na época, além de Giulio, haviam pelo menos outras 23 denúncias contra o religioso.
Segundo as vítimas, os abusos aconteciam em uma sala reservada. Apesar de ter passado pela situação ainda durante a adolescência, Giulio só revelou o fato para a mãe 20 anos mais tarde, quando já estava casado e morando no Texas.
A partir daí, a mãe dele entrou em contato com outros jovens que frequentavam o centro espírito na mesma época e encontrou uma série de outros relatos semelhantes. “Quando eu liguei para o sexto e ele confirmou, pra mim não tinha nenhuma dúvida mais”, declarou ela ao Fantástico.
A reportagem também ouviu o médium, que negou todas as acusações. Além do Centro Espírita, Maury ainda administra uma creche e uma faculdade na cidade. Em setembro do ano passado, o Tribunal de Justiça acatou um recurso do médium contra um casal por difamação. Ele ainda aguarda o julgamento do caso em liberdade.

jornalista e autista: Giulio posa com um parque ao fun e segura capa da revista Veja com manchete 'Livrai-nos do mal'
Visibilidade dos casos fez com que Giulio assinasse reportagens na Veja (foto: arquivo pessoal/ Giulio Ferrari).

Com a visibilidade do caso e identificação de outras vítimas e possíveis abusadores em série, Giulio auxiliou na construção de reportagens para veículos como ‘Veja‘, e ‘IstoÉ‘. Além disso, ele chegou a atuar como repórter em casos de outros suspeitos de abuso sexual, como o médium João de Deus, preso em dezembro de 2018 por crimes sexuais contra 4 mulheres.
Atualmente, o jornalista tem uma base de dados com informações para investigar mais de 100 suspeitos que ocupam cargos como padres, médiuns e pastores. Para os casos que envolvem a igreja católica, ele fez uma adaptação no protocolo. “É como trabalhar para um governo a parte. Estou sofrendo três processos da igreja, mas tudo faz parte”, diz.

IDVICS

A ideia para o ‘IDVICS surgiu quando Giulio sofreu um acidente e ficou acamado por dois meses. Nesta época, começou a estudar perfis psicológicos e conversar com amigos que haviam atuado como agentes na Central Intelligence Agency (CIA) e da Federal Bureau of Investigation (FBI).
“Comecei a desconstruir meu abuso. Como autista, tenho memória filmográfica. Antes, eu voltava no abuso e passava mal. Mas, dessa vez não voltei como vítima, voltei como investigador e comecei a sacar todo modus operandi dele. Consegui, através daqueles livros e de conversas com especialistas, ver que muitos desses caras caem dentro de um mesmo perfil psicológico – é o perfil de um psicopata de tríade obscura. Esse tipo de psicopata é muito previsível. Então eu pude criar um protocolo científico”, explica.

Etapas de classificação

De acordo com Giulio, para ser efetivo, o protocolo precisa passar por algumas etapas: descobrir o (ou os) modus operandi do suspeito; traçar um perfil psicológico e investigar a infância dele são algumas delas. Além disso, o jornalista afirma que é necessário que o suspeito seja considerado um psicopata da tríade obscura – quando ele é diagnosticado como psicopata, narcisista e maquiavélico.
Outra etapa importante é localizar as possíveis vítimas de um dos suspeitos e entrar em contato com elas. Conforme Giulio, uma das partes mais complicadas é definir se aquela é ou não uma falsa vítima, o que é feito por videoconferência ou pessoalmente. Geralmente, as primeiras vítimas surgem ainda no primeiro ano em que eles denunciam alguém.
“Já peguei falsas vítimas e meu trabalho depende da verdade. Se eu defendo uma falsa vítima, todo resto perde o valor. Fazemos leitura de microexpressões faciais, interpretação da vida da pessoa. Isso é minoria, mas existe e conseguimos definir desse jeito”, conta.


Antes de classificar vítimas, protocolo precisa descobrir se os relatos são reais (foto: arquivo pessoal/ Giulio Ferrari).

Tendo estas informações, o próximo passo é reunir elementos para a denúncia que será feita ao Ministério Público. Nesta fase, ele afirma que ocorre o primeiro passo para desconstrução da imagem dos suspeitos.
“Desconstruir o que tem de maior e mais frágil neles: a imagem e o ego. Esses caras escolhem o lugar que eles ocupam. Nenhum padre vira pedófilo, pedófilo vira padre. Da mesma maneira, nenhum espírita, nenhum médium vira pedófilo. O pedófilo escolheu fazer aquilo”, afirma.
Uma das missões é não deixar que aquele caso caia no esquecimento público, ao menos até que o julgamento chegue à segunda instância. Pois o apoio popular é essencial para a fase da condenação. “João de Deus é o maior estuprador em série da nossa modernidade, e ele vai ficar em casa, como se tivesse sido pego por dirigir bebendo”, desabafa.

Jornalista e autista

“Libertador”. É assim que Giulio define a sensação de receber o diagnóstico tardio de autismo aos 33 anos. O parecer médico foi concluído depois de um estudo de 6 meses em um centro dos EUA.
“O autista se sente solitário a vida toda, mesmo que esteja acompanhado de muita gente. A solidão de sentir que você é o único no planeta que pensa daquela maneira ou que está vivendo daquela maneira é horrível. Eu sofri de solidão muitos anos. Até ali. Ali que eu comecei a entender que eu não era sozinho, que tinham outros”, diz.
Antes, porém, ele havia sido diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDH) e Q.I. alto durante a infância e adolescência.
Giulio foi diagnosticado com TDH durante a infância (arquivo pessoal/ Giulio Ferrari).

Após descobrir que era autista, Giulio resolveu começar a falar abertamente sobre o tema, como forma de conscientizar os parentes e amigos próximos. Hoje, ele palestra em escolas e eventos, nos quais busca desconstruir o uso pejorativo da palavra e alguns comentários impensados direcionados à maioria dos autistas leves.
“Eu também não gosto quando a pessoa chega pra mim e diz: pô, mas você nem parece autista. Dá vontade de responder: pô, mas você também não parece bobo e olha o comentário que você fez” [risos]
“Ela não sabe como você sofreu. Como é difícil estar na frente dela conversando. No final do dia, dói ter ficado com aquele sorriso estampado na cara o dia inteiro falando com pessoas. A pessoa que é extrovertida, quanto mais ela conversa, mais ela vai ficando com energia. Pra mim, vai me tirando energia. É uma dificuldade muito grande”, acrescenta.

Preconceito e exclusão

A filha de Giulio também recebeu o diagnóstico de autismo. Ao lado dela, o jornalista autista conta ter vivido momentos de preconceito e exclusão que jamais imaginaria. Como exemplo, destaca o fato da filha não ser convidada para a festa de aniversário de uma amiga. “Aquilo me matou. Eu já tinha visto na TV pessoas falando que os filhos não são convidados para festas, e pensava: isso não pode acontecer. Mas acontece, e é muito pior do que quando eu não era convidado”, desabafa. 
Inconformado com a situação, ele escreveu um texto que publicou em suas redes sociais e fez com que os pais da menina repensassem a situação e convidassem Julia para a festa. Além disso, recentemente teve o autismo omitido durante uma reportagem produzida por outro jornalista. Situação que o desagradou.
Para o jornalista, esses momentos enfatizam o desconhecimento e a falta de compreensão das pessoas com relação àqueles que estão no espectro autista. “As pessoas não compreendem as empatia dos autistas. Nós somos muito mais empáticos, lógicos e diretos. Se o mundo fosse feito só de autistas, seria mais fácil viver”, conclui.
Fonte  http://olharesdoautismo.com.br/2020/04/07/jornalista-autista-protocolo/
Postado por Antônio Brito 

Confaz prorroga convênio do ICMS que concede isenção para PcD

O Diretor do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, emitiu o convênio ICMS 22/20, que prorroga até 31 outubro deste ano, o convênio que concede isenção do ICMS nas saídas de veículos destinados a pessoas com deficiência física, visual, mental ou autista.

Pelas regras atuais do convênio foram mantidas, ou seja: toda pessoa com deficiência física, visual, mental ou autista tem o direito à isenção do ICMS na hora de adquirir um carro zero quilômetro, de fabricação nacional (ou que tenha acordo Mercosul) até o valor total de R$ 70 mil.

Veja o despacho na integra:

Convênio ICMS 22/20, de 03 de Abril de 2020 – Prorroga disposições de convênios ICMS que dispõem sobre benefícios fiscais.

O Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ, na sua 176ª Reunião Ordinária, realizada em Brasília, DF, no dia 3 de abril de 2020, tendo em vista o disposto na Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, resolve celebrar o seguinte

Cláusula primeira:  “Ficam prorrogadas até 31 de dezembro de 2020 as disposições contidas nos Convênios ICMS seguir indicados:

XV – Convênio ICMS 38/12 – Concede isenção do ICMS nas saídas de veículos destinados a pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental ou autista.”

[Fonte: CONFAZ]

https://mundodoautomovelparapcd.com.br/confaz-prorroga-convenio-do-icms-que-concede-isencao-para-pcd/

Postado por Antônio Brito 

Enfermeira usa cavalo para atravessar rio e vacinar três idosos contra gripe, no Sertão da PB

Idosos estavam ilhados em comunidade depois que barragem transbordou e rios ficaram cheios.
Enfermeira usou cavalo para atravessar rio e vacinar idosos contra a gripe, no Sertão da Paraíba — Foto: Nathana Inácio/Arquivo Pessoal
Nathana está desde 2018 nesta função de vacinar quem não tem acesso à imunização. Sempre surgiram desafios no meio do caminho, já que muitas vezes as localidades são de difícil acesso. Tem regiões que o trajeto só pode ser feito de moto.
É desde 2018 que ela leva a vacinação para áreas mais distantes devido ao difícil acesso e a dimensão territorial. "Embora a população seja pequena e uma cidade pequena, o território é bastante grande. A gente viaja até mais de 50 quilômetros até chegar a essas pessoas", relata.
Santana de Mangueira fica no Vale do Piancó, no Sertão da Paraíba, onde as chuvas em 2020 foram acima da média. Com isso, a barragem transbordou e os rios ficaram todos cheios. Quem mora na comunidade Sipó ficou ilhado e sem acesso à cidade. Com isso, três idosos ficaram sem a vacina contra a gripe.
O filho de um dos idosos entrou em contato com Nathana e perguntou como ela chegaria até eles já que o rio estava cheio. "Eu achei que seria uma omissão da minha parte deixar eles sem a vacinação", desabafa. Foi então que o homem disse que, se ela tivesse coragem, ele emprestaria um cavalo para ela atravessar o rio e vacinar os três idosos.
"Nesse momento eu preferi me arriscar e superar meu medo para levar a vacinação a esses idoso que não poderiam atravessar o rio", revela Nathana.
Assim ela foi, em cima do cavalo, com a sua maleta contendo isopor, termômetro, luva e seringa. Atravessou o rio e vacinou os três idosos que precisavam da imunização.
Enfermeira usa cavalo para atravessar rio e vacinar três idosos contra gripe, no Sertão

Enfermeira usa cavalo para atravessar rio e vacinar três idosos contra gripe, no Sertão
Idosa sendo vacinada após Nathana atravessar rio com cavalo, no Sertão da Paraíba — Foto: Reprodução/TV Paraíba
Fonte  https://glo.bo/3c4Ylmp
Postado por Antônio Brito 

Vacina contra alergia combate rinite, asma, conjuntivite, dermatite e mais


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NUMSTOCKER/SHUTTERSTOCK

Popularmente conhecida como vacina para alergia, a imunoterapia para alérgenos é um tratamento é utilizado há várias décadas e, quando realizado com a indicação correta, apresenta com bons resultados aos pacientes.
  1. Asma
  2. Rinite alérgica
  3. Conjuntivite alérgica
  4. Alguns casos de dermatite atópica
  5. Alergia a veneno de insetos
  6. Alergia a pólen
  7. Alergia a poeira, ácaros e fungos
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LIGHTSPRING/SHUTTERSTOCK

A terapia tem como objetivo diminuir a sensibilidade de pessoas que se tornaram alérgicas a determinadas substâncias. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, o tratamento consiste na aplicação de alérgeno ao qual o paciente é sensível em doses crescentes por um período de tempo que é variável (de 1 a 3 anos).

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SAKURRA/SHUTTERSTOCK
O método mais utilizado de aplicação de imunoterapia é através de injeções subcutâneas. As vacinas não são disponíveis em farmácias e devem ser administradas somente por um profissional qualificado.
De uma forma simples, explica a médica, a imunoterapia modifica algumas respostas do sistema imunológico e o paciente passa a tolerar melhor o alérgeno que antes desencadeava a reação. Essa tolerância permanece por alguns anos, mesmo após a descontinuação da vacina.

Fonte  https://www.vix.com/pt/saude/574750/vacina-contra-alergia-combate-rinite-asma-conjuntivite-dermatite-e-mais-3-quadros?utm_source=Facebook&utm_medium=VixExploreBR&utm_campaign=Evergreen

Postado por Antônio Brito

Notas

- Nas últimas 24 horas, nove mortes pelo Coronavirus foram registradas em Pernambuco.
- Nas últimas 24 horas, mais 21 NOVOS casos foram confirmados no estado.
- NÃO houve novos registros de cura da CoVid-19 em Pernambuco, permanecendo o número de curas registrado ontem (5/4): 25 no total.
- No Brasil, 926 novos casos foram confirmados em 24 horas.
- Foram registradas 67 mortes nas últimas 24 horas.
Fonte  https://www.facebook.com/secsaudetabira
Postado por Antônio Brito 

WhatsApp limita reenvio de mensagens a 1 destinatário por vez em meio à crise do novo coronavírus

Mudança foi anunciada para evitar compartilhamento de informações falsas. Seta dupla indicará que mensagem não foi criada por quem a enviou.

Ícone do Whatsapp, um dos aplicativos de conversa mais populares do mundo, é visto na tela de um smartphone — Foto: Fábio Tito
O WhatsApp informou nesta terça-feira (7) que adotou novas medidas para evitar o compartilhamento de informações falsas pela plataforma em meio à pandemia do novo coronavírus. Agora uma mensagem que não foi criada pela pessoa que irá reenviá-la só poderá ser encaminhada para um destinatário por vez.
Por meio de nota divulgada em seu site, o aplicativo informou que também passará a usar a sinalização de setas duplas para indicar que a mensagem recebida não foi criada por quem a enviou.
Whatsapp tem mudança no encaminhamento de mensagens para evitar fake news
"Geralmente, as mensagens encaminhadas muitas vezes podem conter informações falsas e não são tão pessoais quanto as mensagens típicas enviadas pelos seus contatos no WhatsApp. Agora, atualizamos o limite de encaminhamento para que essas mensagens só possam ser encaminhadas para uma conversa por vez", diz comunicado.
Segundo o WhatsApp, não é ruim que os usuários encaminhem informações úteis, vídeos divertidos, pensamentos ou orações. "Entretanto, temos visto um aumento significante na quantidade de mensagens encaminhadas que, de acordo com nossos usuários, podem contribuir para a disseminação de boatos e informações falsas."

Redução do limite de reenvio em 2019

Em janeiro de 2019, o WhatsApp já tinha decidido mudar as regras de encaminhamento de mensagens. Na ocasião, caiu para cinco o total de destinatários por vez que poderiam receber uma mensagem encaminhada por alguém que a recebeu de outra pessoa.
"No ano passado, quando criamos o limite de encaminhamento para conter a disseminação de notícias falsas, ajudamos a diminuir em 25% o número de mensagens encaminhadas em todo o mundo", diz a nota.

Função 'lupa' em testes

Os usuários da versão beta do aplicativo já podem utilizar uma função que busca oferecer mais informações sobre as mensagens encaminhadas.
Nelas, um ícone de lupa permite que os usuários busquem mais detalhes, notícias ou outras fontes sobre a informação compartilhada, checando assim sua veracidade.
O recurso está atualmente em testes e não tem data para chegar a todos os usuários do Whatsapp
Fonte  https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2020/04/07/whatsapp-limita-reenvio-de-mensagens-a-1-destinatario-por-vez-em-meio-a-crise-do-novo-coronavirus.ghtml
Postado por Antônio Brito 

Cuidadoras de idosos enfrentam abusos e riscos na pandemia de coronavírus

          ”Há filhos que nem iam ver os pais e agora largam cuidadoras na casa, sem poder sair’, denuncia Sindicato

“Não estou perguntando se você pode. Estou dizendo que você vai ficar”, disse uma empregadora a uma cuidadora de idosos semana passada no Rio de Janeiro, tentando obrigá-la a permanecer na residência por dois meses. Em tempos de pandemia de coronavírus, patrões têm usado a Covid-19 para justificar abusos.

A trabalhadora foi orientada pelo Sindicato de Trabalhadores Domésticos de Nova Iguaçu (Região Metropolitana do estado) a não pedir demissão nem assinar qualquer papel. A entidade afirma que a profissional inclusive pode pedir uma rescisão indireta de contrato, justificando ameaça de cárcere privado.

“As cuidadoras são as que mais estão sofrendo. Estão sendo escravizadas. Há filhos que nem iam ver os pais e agora largam cuidadoras na casa, sem poder sair”, diz Zenilda Ruiz, assessora jurídica do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Município de São Paulo. Ela conta que atendeu a uma cuidadora que está sem ir a sua casa há 38 dias, mesmo com filhos pequenos.

A presidente do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do município de São Paulo, Silvia Maria da Silva Santos, afirma que parte de cuidadoras e diaristas a maioria das denúncias de abusos após o início da quarentena na cidade: “As cuidadoras estão ficando sobrecarregadas. Além das ameaças, empregadores acabam pedindo para fazer o jantar e outras atividades, sem ganhos a mais por isso”.

Quem não enfrenta abusos, passa por mudanças na rotina por causa do coronavírus. Equipamentos de proteção individual, como luvas, máscara e jaleco, mais associados a profissionais de saúde, agora fazem parte do dia a dia de Marlene Adão Tomaz. Quando chega à casa de uma idosa de 92 anos, para dar banho e trocar curativos, ela lava as mãos, deixa os calçados perto da porta de entrada, troca de roupas, coloca os equipamentos e começa a trabalhar.

Marlene pega três ônibus para chegar a esta residência, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e à outra, na Zona Oeste, onde cuida de uma idosa de 82 anos. Em meio à pandemia de coronavírus e ao isolamento social em boa parte do país, a cuidadora tem conseguido chegar aos seus destinos, ao contrário de várias colegas que, com as restrições de mobilidade, chegaram a ser barradas em estações de trem do Rio por não conseguirem apresentar um documento que provasse seu vínculo empregatício. Com funções que transitam entre as de enfermeiras e empregadas domésticas, estas profissionais sempre tiveram que lidar com informalidade laboral, cargas de trabalho exaustivas e rotinas estressantes.

Em trabalhos anteriores, Marlene foi vítima de abusos semelhantes aos enfrentados por trabalhadoras domésticas: “Na casa de um dos idosos, eu não tinha alimentação. Precisava levar a marmita, mas a filha dele não me deixava colocar na geladeira. Como almoçava muito tarde, às vezes a comida azedava”.

“É cansativo, é estressante. Eu tinha muita insônia. Ia dormir tarde, acordava 3h da manhã e ia trabalhar sem ter dormido. Acho que estava precisando de um tratamento psicológico. São muitos pacientes com debilidades e doenças graves. É muita coisa que cansa a mente da gente”, diz Marlene, sobre sua saúde nos tempos em que cuidava de vários pacientes durante a semana.

Aumento de idosos e profissão em alta

Em 2017, o extinto Ministério do Trabalho mostrou que havia 34.051 cuidadores de idosos no país, um aumento de 690% na comparação com 2004, quando eles eram 4.313. A “Pesquisa para uma Política Nacional do Cuidado”, divulgada pelo DataSenado em dezembro do ano passado, afirma, contudo, que não existem estimativas confiáveis do número de cuidadores de pessoas com doenças raras e com deficiência, grupo que também necessita destes profissionais.

Assim como enfermeiras e domésticas, a classe é predominantemente formada por mulheres. Entre os 1.153 profissionais cadastrados pela Associação Brasileira dos Empregadores de Cuidadores de Idosos (Abeci), 85% são mulheres e 15% são homens. Segundo a Associação dos Cuidadores de Idosos da Região Metropolitana de São Paulo (Acirmesp), nos cursos de capacitação acompanhados pela instituição, salas de aula possuem, em média, 27 mulheres em um total de 30 alunos.

No final do ano passado, o país possuía 34 milhões de pessoas com 60 anos ou mais (16,2% da população), justamente o grupo de maior risco durante a pandemia de coronavírus, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD) do IBGE.

O órgão estima ainda que, em 2060, o percentual de brasileiros com 65 anos ou mais chegará a um quarto da população. De acordo com o DataSenado, 41% dos brasileiros conhecem alguém que precisa da ajuda de um parente ou cuidador para realizar atividades do dia a dia, como comer, tomar banho ou trocar de roupas.

Dúvida, angústia e queda nas recomendações

Cristina Alves, diretora-superintendente da Acirmesp, conta que a pandemia de coronavírus causou outras mudanças no dia a dia das profissionais, como a dispensa por familiares que preferem eles mesmos cuidar de idosos e pessoas com deficiência.

“As cuidadoras estão em um momento de dúvida e angústia. Aquelas que não têm filhos, às vezes podem ficar mais tempo na casa do idoso e até dormir, se houver condições para isso. Mas esta decisão tem que ser da própria cuidadora. E a pessoa não pode trabalhar 24h. Ela precisa de um período de descanso”, alerta.

Adriano Machado, presidente da Abeci, afirma que desde o dia 13 de março a recomendação de profissionais a familiares caiu a quase zero, enquanto aumentaram a tensão e as dúvidas das cuidadoras, a maioria delas sobre procedimentos de higiene no trabalho. “Há muitas profissionais que não queriam trabalhar. Temos ainda famílias que não querem cuidadoras e outras famílias propondo que eles durmam nas casas dos pacientes.”

Vulnerabilidade trabalhista

Em 2019, o Senado aprovou o projeto de lei 1385/2007, que regulamentava a profissão. No entanto, o texto foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro, com a alegação de que, ao criar condicionantes para a profissão, o texto restringiria o livre exercício profissional, garantido pela Constituição. Entre as determinações do projeto, a obrigação de que a cuidadora tivesse ensino fundamental completo e curso de qualificação na área.

Sem a regulamentação da categoria, a classe fica em um limbo legal e, vezes responde às regras determinadas pela PEC das Domésticas, vezes pelas normas gerais de trabalho (quando a profissional é celetista). Há ainda as que são cooperativadas e as microempreendedoras individuais (MEIs).

No entanto, a informalidade total é corriqueira. Em um dos trabalhos, Marlene Adão é contratada por uma empresa. Celetista? “Praticamente não tenho vínculo nenhum! A gente só tem vínculo quando querem reclamar alguma coisa, mas na hora do direito não tem nada. Eles não assinam carteira, nem pagam FGTS. Eu pago meu INSS como autônoma”, ela explica. No outro trabalho, ela divide os rendimentos com outra cuidadora, que fica na casa da idosa na maior parte do tempo.

A advogada Clarissa Franco, especializada em Direito Médico e da Saúde em Brasília (DF), afirma que a maioria das profissionais ganha por diária. “A rotatividade barateia a contratação. Ninguém quer comprometimento com as leis trabalhistas. Após a contratação, existe ainda uma exploração muito grande pelos tomadores de serviço, com desvios de função e abusos”, ela diz. “Não é incomum que cuidadoras sejam obrigadas a executar tarefas como cozinhar e limpar a casa. Há também muitos casos de assédio sexual”, completa.

Ela afirma que a melhor forma de a profissional se proteger é deixar as funções nitidamente estabelecidas no contrato de trabalho. “Provar os abusos na Justiça é complicado, porque é uma palavra contra a outra. Além do mais, muitas cuidadoras são pessoas humildes que desconhecem os limites de suas atribuições. A melhor saída é especificar quais são essas funções no papel e fazer um contrato com o tomador de serviços, mesmo se a pessoa for autônoma”, aconselha.

*Por Maria Martha Bruno, editora de Gênero e Número.

Fonte  https://www.cartacapital.com.br/saude/cuidadoras-de-idosos-enfrentam-abusos-e-riscos-na-pandemia-de-coronavirus/

Postado por Antônio Brito 

Covid-19: especialistas em saúde pedem que fumantes larguem cigarro agora

Especialistas em saúde pediram hoje aos fumantes que deixem o cigarro de lado e que as empresas do mercado de tabaco parem de produzir e vender seus produtos para ajudar a reduzir os riscos representados pelo novo coronavírus, de acordo com a agência Reuters. "A melhor coisa que a indústria do tabaco pode fazer para combater a covid-19 é parar imediatamente de produzir, comercializar e vender tabaco", disse Gan Quan, especialista em saúde pública e diretor da União Internacional Contra Tuberculose e Doença Pulmonar, em um comunicado. 
O grupo, que une especialistas internacionais em respiração e pulmões e agências de saúde, disse estar "profundamente preocupado" com o impacto da covid-19 nos 1,3 bilhão de fumantes do mundo, em particular nos países mais pobres cujos sistemas de saúde já estão sobrecarregados. Sabe-se que fumar enfraquece o sistema imunológico, tornando-o menos capaz de responder efetivamente a infecções. Os fumantes também podem já ter doença pulmonar ou capacidade pulmonar reduzida, o que aumentaria bastante o risco de doença grave. Quan disse que os governos em todo o mundo têm um "imperativo moral" para aconselhar os fumantes a parar. "Este é o melhor momento para parar de fumar", disse 
Fonte  https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/04/06/covid-19-especialistas-em-saude-pedem-que-fumantes-larguem-cigarro-agora.htm

Postado por Antônio Brito