Paulo Ganime criticou a decisão que inadmitiu duas emendas do Novo
O Partido Novo decidiu fazer obstrução à PEC do "orçamento de guerra" após decisão que inadmitiu duas emendas do partido: a que cortava em até 50% salários de servidores públicos; e a que transferia o dinheiro do fundo de campanhas eleitorais para o combate ao coronavírus.
O líder do partido, deputado Paulo Ganime (RJ), criticou a decisão: "o rito regimental não foi cumprido para a nossa emenda". Ele defendeu a votação da emenda, já destacada, que destina o dinheiro do fundo eleitoral para ações contra a Covid-19.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também defendeu a votação das propostas. "A retirada do fundo eleitoral é uma questão cara ao meu eleitorado e, sobre o corte no salário dos servidores públicos, é melhor votar agora do que mais tarde, com muita pressão popular", disse.
Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), no entanto, a medida tem o objetivo de punir a classe trabalhadora. "Querem cortar salário de quem ganha R$ 6 mil, mas não taxam as grandes fortunas", criticou.
O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) também criticou a proposta de corte de salários. "Não podemos fazer demagogia ou guerra política no momento, alimentar posições de desprezo pelo serviço público", disse.
Ele destacou que será por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e das políticas assistenciais que o País vai enfrentar a pandemia da Covid-19.
Já o deputado Fábio Trad (PSD-MS) chamou os bilionários a contribuir para o combate ao coronavírus. "Estamos em um processo de sangramento coletivo e não vejo os bilionários brasileiros agindo como os estrangeiros. Enquanto os de lá doam e investem, os nossos se encolhem", afirmou.
A reserva de vagas para pessoas com deficiência é um direito constitucional que deve ser garantido em todos os concursos púbicos e processos seletivos realizados pela Administração Pública no âmbito municipal, estadual e federal.
Contudo, ainda existem determinados tipos de deficiência que frequentemente provocam a injusta eliminação de candidatos inscritos nessa qualidade.
É o caso das pessoas com visão monocular, que muitas das vezes tem o seu pedido de inscrição como candidato com deficiência indeferido ou são eliminadas em alguma etapa de exame de saúde ou exame admissional, sendo consideradas como inaptas para o exercício do cargo ou com limitações incompatíveis para as atribuições do cargo pretendido.
Infelizmente injustiças dessa natureza são comuns, principalmente, em concursos da área da segurança pública. Entretanto, as pessoas nessa qualidade possuem sólido amparo na jurisprudência pátria e na legislação de defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento por meio da súmula 377 de 2009 no sentido de que a pessoa com visão monocular tem direito de concorrer entre as vagas reservadas para pessoas com deficiência nos concursos públicos.
O aprimoramento da legislação brasileira também fortaleceu essa proteção. Muita gente desconhece, mas a capacidade de enxergar com apenas um dos olhos, em caráter irreversível, atualmente é equiparada à condição deficiência visual, para algumas finalidades legais, como a participação em concursos públicos.
Vale destacar que, essa interpretação encontra amparo legal por inteligência do conceito mais atual de pessoa com deficiência, que foi incorporado no ordenamento jurídico brasileiro pelo Decreto nº. 6.949/2009 (Convenção Internacional dos Direitos da PcD), devidamente ratificado pela Lei 13.146/2015 (LBI):
Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
De igual modo, em seus arts. 34 e 35 a LBI assegura a proteção ao direito ao trabalho da pessoa com deficiência, vedada qualquer forma de discriminação, inclusive nas etapas de recrutamento, seleção, admissão e de exames admissionais. Trata-se de uma garantia legal que vincula tanto o acesso ao mercado de trabalho privado, quanto o acesso a cargos e empregos públicos.
Saliente-se que o enquadramento definitivo da pessoa com visão monocular na qualidade de pessoa com deficiência ainda é matéria de forte discussão jurídica. A fim de eliminar esses entraves tramita no Congresso Nacional o PL 1615/2019, que visa classificar a visão monocular - cegueira de um dos olhos - como deficiência sensorial visual para todos os efeitos legais
Contudo, em se tratando do acesso a cargos e empregos públicos, já são vários os precedentes judiciais de pessoas com visão monocular que foram reintegradas no certame após injusta e ilegal eliminação em concursos públicos, assim como casos em que tiveram a nomeação e posse determinadas pelo Poder Judiciário.
Os casos mais comuns e polêmicos que vêm sendo enfrentados judicialmente são os de eliminação da pessoa com visão monocular em exames admissionais nos concursos públicos para área da segurança pública.
Nesses casos, a violação de direitos mais frequente ocorre quando a Administração Pública considera esses candidatos como inaptos para o exercício do cargo de segurança pública em virtude da visão monocular.
Entretanto, judicialmente, tem prevalecido a tese de que o momento adequado para se aferir essa compatibilidade é durante o estágio probatório, fazendo valer de forma efetiva a participação daqueles que prestaram o concurso público nessa qualidade e foram devidamente aprovados.
Essa é a interpretação mais atual e adequada juridicamente em relação ao conceito de pessoa com deficiência e o momento justo e adequado para se aferir a compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência do candidato.
Na reabertura do Instituto de Identificação ao público, após ao período de isolamento social pela pandemia de coronavírus, documento já poderá ser solicitado
O novo modelo de carteira de identidade, que passou a ser emitido pela Polícia Civil do Paraná em janeiro, agora poderá trazer estampado o símbolo que identifica as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), anunciou nesta quinta-feira o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost. A novidade já estará à disposição dos paranaenses assim que o Instituto de Identificação retomar os atendimentos – suspensos devido ao coronavírus.
O documento permite a inclusão de registros como título de eleitor, numeração da carteira de trabalho e previdência social, certificado militar, carteira nacional de habilitação e condições especiais de saúde. A possibilidade de incluir o laço que identifica internacionalmente o autismo, porém, foi viabilizada agora após pedido do Departamento de Políticas para Pessoa com Deficiência da Sejuf, coordenada por Felipe Braga Côrtes. “É um clamor de pais e mães de crianças com autismo, pois a identificação facilitará o atendimento, a prioridade e o exercício de direitos”, explica Leprevost.
O diretor do Instituto de Identificação da PCPR, delegado Marcus Michelotto, avalia o novo documento como um grande passo. “A nova carteira de identidade vai possibilitar que o cidadão tenha um documento único, e a identificação individualizada de particularidades como o autismo será muito importante para essa população”.
QUANDO COMEÇA – Devido à pandemia de Covid-19, o governador Ratinho Junior determininou uma série de medidas preventivas e o Instituto de Identificação do Paraná não está agendando a emissão de carteiras de identidade até o dia 20 de abril – prazo que pode ser prorrogado conforme a necessidade.
Assim que for retomado o atendimento, as novas carteiras de identidade já poderão ser solicitadas. Para isso, o requisitante deverá levar atestado médico ou documento oficial que comprove o Transtorno do Espectro Autista. Os modelos de relatório e atestado médico, assim como informações detalhadas, estão disponíveis no link http://www.institutodeidentificacao.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=113#documentos.
Carteira de Identificação de Transtorno do Espectro Autista também será lançada em breve
Além do RG, a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) vai emitir também, em breve, a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) – documento digital e gratuito, acessível em smartphone, nos sistemas IOS e Android, com possibilidade de impressão pelo próprio usuário ou responsável. “O cadastro dos usuários deverá ser feito online e as informações coletadas serão empregadas na criação de um banco de dados que servirá para aprimorar os serviços já oferecidos, bem como na formulação e execução de políticas destinadas a esse público, especialmente nas áreas de educação, assistência social e saúde”, informa Leprevost.
O programa para o cadastramento e criação do banco de dados está sendo desenvolvido pela Celepar e será divulgado logo após a quarentena devido à pandemia de coronavírus.
Desenvolvedor de software cria aplicativo de jogos inspirado na experiência com seu filho com autismo.
Ronaldo Cohin, CEO do app Jade Autism, ao lado do seu filho Lucas. Foto: Arquivo pessoal.
Por Elza Maria Albuquerque*
Diversos especialistas afirmam que o ato de brincar pode facilitar e muito a aprendizagem, principalmente com inovação, por meio da tecnologia. Agora imagine um jogo online capaz de contribuir para o desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), dificuldades de aprendizagem e atrasos no desenvolvimento. Ele já é realidade com o aplicativo Jade Autism, criado por Ronaldo Cohin, desenvolvedor de software, que é pai de uma criança com autismo e que gosta muito de jogos digitais.
Cohin descobriu cedo que seu filho, Lucas, era uma criança com autismo. “Quando ele tinha dois anos de idade, a própria escola nos chamou e levantou a suspeita por conta das rotinas – que ele fazia serem muito características, como a valorização excessiva por objetos e não por pessoas. Nós tomamos a postura de encarar de frente e fazer o melhor pra ele. Infelizmente, vemos muitos pais tomarem a postura da negação e perderem meses (ou anos) valiosos no tratamento”, afirma.
O dia a dia com o filho, com o aplicativo e outras famílias de usuários do Jade impulsionaram o aprendizado em relação à acessibilidade na web. Em relação às barreiras que atrapalham a navegação de quem tem autismo, ele destacou que os conteúdos não são normalmente produzidos para pessoas que têm uma sensibilidade maior.
“No caso dos autistas, muitas vezes, a sensibilidade a cores e a certa quantidade de luz, além de sons altos ou disformes, são conteúdos que podem até ocasionar uma desestabilização. Acredito que, com a disseminação da causa do autismo, alguns grupos têm pensado melhor nos autistas”, diz.
FUNCIONAMENTO E BENEFÍCIOS DO APP
O Jade inclui tarefas interativas e inteligentes elaboradas para estimular o desempenho visual, a atenção, a resposta do usuário e o raciocínio lógico matemático das crianças e jovens que interagem com o game. Ele segue o fluxo natural de aprendizagem, respeitando o ritmo e a individualidade de cada um. Os benefícios dele não são só para crianças com autismo, mas também com Síndrome de Down e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
“Como uma boa parte do tratamento cognitivo para esses pacientes é quase a mesma, tentamos abordar justamente o que fosse melhor e pudesse impactar o maior número de crianças possível. O jogo estimula muito as funções cognitivas das crianças. Na medida em que elas jogam, os algoritmos de leitura comportamental fazem leituras que dificilmente seres humanos conseguiriam captar”, diz.
Os dados gerados a partir da interação dos participantes na plataforma fazem parte de relatórios de prognóstico e desempenho das crianças para que seus terapeutas possam acompanhar com mais exatidão o seu desenvolvimento e saber onde estão seus maiores desafios.
No caso do Lucas, segundo Cohin, o Jade não foi tão usado, principalmente após os quatro anos. “O Lucas possui um intelecto bastante avançado e os jogos de lógica que ele procura são jogos para adultos. Ele faz cálculos matemáticos complexos, logo o Jade não é mais um desafio pra ele”, explica.
APRENDIZADOS, UNIÃO E TRANSFORMAÇÃO
O app surgiu durante seu trabalho de conclusão de curso de Ciência da Computação, na Universidade de Vila Velha. Para desenvolvê-lo, Ronaldo precisou se aprofundar mais sobre acessibilidade digital não só estudando, mas também seguindo para a parte prática. “Em 2017, tudo o que eu implementava, colocava em teste não só com meu filho, mas também na Apae de Vitória. Isso ajudou muito a validar o que eu estava fazendo”, conta.
Cohin afirma que o trabalho para construir o Jade foi bastante intenso e que ainda hoje trabalha quase que diariamente com sua equipe na construção de novas funcionalidades que serão lançadas em breve. “Hoje, além de mim e do Marcus, que somos da linha de frente, temos a equipe de desenvolvimento de software e uma equipe médica e terapêutica liderada pelo Drº Marcelo Masruha, que é um dos melhores neurologistas do Brasil, o que nos deu muito fundamento para nos aprofundar mais no tema.”
E os desafios em relação à tecnologia e à própria dinâmica do app? De acordo com Ronaldo, o maior deles foi provar e validar que a ideia de coleta e tratamento de dados fazia sentido no ponto de vista terapêutico. Já no ponto de vista tecnológico, o maior desafio foi construir os algoritmos, em relação aos códigos e lógicas. “Era uma ideia que eu tinha na cabeça, mas que era disruptiva. Os profissionais nunca tinham trabalhado com algo parecido. Foi bom quando eles entenderam como esses dados poderiam ajudá-los.”
Cohin explica que, quando se trata de um universo tão amplo quanto o do autismo, a acessibilidade é muito desafiadora. “Isso porque você lida com crianças que às vezes são muito comprometidas no sentido cognitivo (que não falam, não se comunicam), e outras que são ‘jovens Einsteins’. Lembro-me de um ocorrido, por exemplo, em que tínhamos uma figura de um gato com olhos um pouco grandes; como normalmente o autista é ‘sim’ ou ‘não’, ‘0’ ou ‘1’, eles não entendiam que aquilo era um gato, pois gatos não tem olhos tão grandes. Tivemos que voltar ao design e refazer o gatinho. Então, por mais que você se atente aos detalhes, há muita tentativa e erro.”
ALCANCE DA PLATAFORMA
Lidar com o crescimento, interações e alcance do Jade são pontos importantes que Cohin e sua equipe já inseriram na rotina. “Recebemos dezenas de e-mails quase que diariamente com dúvidas sobre o jogo em si, sugestões e elogios sobre algo ou até mesmo com mensagens como se fossem pedidos de socorro, de famílias que simplesmente não sabem quais passos dar para ajudar o seu filho. Inclusive, consultamos a nossa equipe técnica para que a resposta possa ajudá-los ao máximo. Quando a interação tem origem no Brasil, às vezes tentamos envolver a Apae daquela cidade, pois nada substitui o contato direto dos profissionais que atuam na área. Eles são os que mais podem ajudar a família. Por isso, tentamos unir essas duas partes”, explica.
Cohin afirma que o crescimento de usuários e de downloads do Jade, pelo menos nos primeiros 18 meses, foram totalmente virais. “Os downloads simplesmente se multiplicavam a cada dia. Chegamos a ter quase 4 mil em um só dia”, conta. Recentemente, muitos influencers que dialogam com a causa e com familiares de autistas entram em contato com a equipe espontaneamente para falar sobre o Jade. “Acreditamos no poder da corrente do bem”, completa.
Atualmente, a plataforma tem 75 mil downloads sendo que apenas 40% é feita no Brasil, facilitado pelo fato do app ser em português, inglês e espanhol. Além dos usuários, o aplicativo atende 50 clínicas com os relatórios, ajudando nas rotinas desses profissionais. Todas as Apaes do Espírito Santo hoje usam o Jade.
Cervicalgia é uma afecção comum e afetará aproximadamente dois terços da população. Manifesta-se, usualmente, por dor na região posterior ou lateral do pescoço, aumento da tensão muscular e restrição da mobilidade articular, podendo ainda ser acompanhada de desequilíbrios posturais. Tais sintomas podem se prolongar por meses ou anos, e o processo de cronificação da doença pode prejudicar a capacidade funcional, a qualidade de vida, alterar os índices de produtividade e levar estes indivíduos a quadros de depressão.
A musculatura da região cervical tem função de equilibrar a cabeça e suspender a coluna torácica e cintura escapular. Em consequência, ocorrem desequilíbrios, encurtamentos, retrações e contraturas dolorosas; contudo, em muitos casos não é possível detectar sua causa. As técnicas musculares proporcionam efeitos mecânicos e reflexos. Sendo que a resposta do sistema nervoso central inclui alivio da dor e relaxamento muscular, causado por alterações da unidade motora e de receptores sensoriais semelhante ao órgão tendinoso de Golgi e fuso muscular.
Diversas técnicas podem ser utilizadas no tratamento da cervicalgia, entre elas se encontram:
Terapias manuais: mobilizações vertebrais que auxiliam na restauração do movimento e promovem analgesia local.
Liberação miofascial: liberação dos músculos que estão sendo muito ativados.
Mobilização Neural: movimentação dos nervos e raízes nervosas com intuito de diminuir a dor de origem nervosa, que pode irradiar para os braços.
Estabilização segmentar cervical: exercícios que visam a ativação dos músculos profundos que fornecem o suporte para a coluna cervical.
Reeducação Postural: correções posturais para melhora do alinhamento da coluna;
Ergonomia: adaptação do local de trabalho, como o encosto da cadeira, posição do computador, telefone entre outras adaptações que são fundamentais para o tratamento.
Casas Lotéricas em Maceió deverão ter horário e atendimento especiais para idosos e deficientes — Foto: Marcio Chagas/G1
O Ministério Público Estadual de Alagoas (MP-AL) emitiu nesta quarta-feira (1) uma recomendação para que os bancos e casas lotéricas definam horários especiais para realizar o atendimento de idosos e deficientes em todos os estabelecimentos de Maceió.
A medida é da 25ª Promotoria de Justiça da Defesa do Idoso e da Pessoa com Deficiência, e leva em consideração que as pessoas acima dos 60 anos e que têm algum tipo de deficiência fazem parte dos grupos de risco e, consequentemente, estão mais vulneráveis à infecção.
De acordo com o promotor de justiça Hélder Jucá, da 25ª Promotoria, é importante que os bancos e lotéricas comecem a funcionar com a nova metodologia de atendimento de maneira imediata e que façam ampla divulgação do horário especial.
A recomendação orienta que, se o agendamento dos grupos de risco não for possível, o ideal é que haja entrega das senhas, e que seja feita logo quando as filas começarem a se formar, por meio de um funcionário que deve organiza-las e explicar para as pessoas que o atendimento será prioritário.
A Promotoria também pediu que sejam distribuídos kits de higiene para todos os funcionários dos bancos e lotéricas, conforme prevê as recomendações das autoridades sanitárias e de saúde, e caso seja necessário, que sejam acionados o apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal, para garantir a distância mínima de um metro entre os clientes.
Antonio De Pace, 28, e Lorena Quaranta, 27 Imagem: Reprodução Facebook
Do UOL, em São Paulo
O italiano Antonio De Pace, 28, assumiu ter matado a namorada Lorena Quaranta, 27, por estrangulamento. O enfermeiro acusou a médica recém-formada a de ter transmitido a ele a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. As informações são do Daily Mail.
Ainda de acordo com a publicação, após o assassinato da namorada, De Pace teria ligado para a polícia confessando o crime e cortado os próprios pulsos.
De acordo com a imprensa italiana, porém, as autoridades duvidam da história do enfermeiro, porque as primeiras indicações de testes realizados sugerem que nem ele, e nem sua namorada, estavam com a covid-19.
Os dois moravam em Messina, na Sicília, e foram convocados para ajudar no combate ao novo vírus.
Reitora da universidade que Lorena cursou medicina, Salvatore Cuzzocrea disse ao Giornale di Sicilia que o diploma da futura médica será entregue à família como uma homenagem.
Conheça a história da SMPED e sua atuação nos últimos anos
Em 1º de abril de 2005, foi criada a Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SEPED), pelo então prefeito de São Paulo, José Serra. A ação inédita provocou uma revolução no movimento político em prol das pessoas com deficiência no Brasil. A primeira pessoa a comandar a Secretaria foi Mara Gabrilli, atual Senadora.
A criação da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) representou um marco e um exemplo do que estados e municípios brasileiros deveriam fazer para promover a agenda inclusiva ainda tão carente de resultados efetivos. Em sintonia com outros movimentos nacionais e, principalmente, internacionais, que culminaram na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, estabelecida na Assembleia Geral de 13 de dezembro de 2006.
Na sequência, em dezembro de 2007, com aprovação da Câmara Municipal, a SMPED deixou de ser especial e passou a integrar o rol das secretarias efetivas da Prefeitura de São Paulo, ampliando sua relevância e sinalizando, de maneira ainda mais contundente, o compromisso assumido com a população paulistana.
Seguindo o exemplo, outras secretarias municipais e estaduais foram criadas no país, com destaque para a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, de março de 2008, também por iniciativa do então governador José Serra.
A partir disso, pode se observar grandes avanços nas políticas em prol das pessoas com deficiência. Em agosto de 2009, a Convenção da ONU foi promulgada no Brasil com status constitucional. Seis anos mais tarde, a Lei Federal nº 13.146 instituiu a LBI – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, um marco para o país e um exemplo para o mundo.
Vemos que nesses quinze anos, as pessoas com deficiência deixaram o virtual ostracismo para serem parte integrante, visível e com voz, da sociedade brasileira. Ainda há muito a ser feito, mas o mesmo pode ser dito sobre qualquer outro segmento social de direitos ou grupo de pressão política. Os avanços recentes agora pautam o usufruto do presente e a agenda em direção ao futuro: nada sobre nós sem nós!
Não há como falar da SMPED sem falar do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD). Criado pelo Decreto nº 28.004 em 21 de agosto de 1989 e posteriormente pela Lei n.º 11.315, de 21 de dezembro de 1992, o CMPD tem hoje 30 anos, e atua na formulação e acompanhamento de propostas pertinentes às pessoas com deficiência, contribui para a participação efetiva dessas pessoas na vida da cidade e defende seus interesses. Existe para definir o que o Executivo deve fazer nesta área, para promover a articulação de entidades governamentais e para vigiar os atos do poder público.
O CMPD acabou de ter aprovada a Lei 17.334/2020 que traz mudanças na sua formação. Mudanças que vem sendo pleiteadas há mais de 15 anos e que, só agora, graças à boa interlocução com a atual gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), obteve êxito.
“Trata-se de uma conquista e uma grande vitória para todos, porque agora o Conselho terá uma representatividade maior, com maior participação da sociedade civil, das entidades e também de Secretarias Municipais que são chaves para ampliação das políticas públicas em prol das pessoas com deficiência”, declarou Cid Torquato, Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência.
O atual Secretário Cid Torquato afirmou que muitos avanços foram alcançados ao longo dos anos, mas ainda há muito a ser feito nas áreas de saúde, educação, trabalho, assistência social, esporte, previdência, transporte, moradia, acessibilidade arquitetônica e comunicacional. A Secretaria Municipal da Pessoal com Deficiência, apoiada pela atual gestão Bruno Covas, e em parceria com o CMPD está investindo em cada uma dessas áreas, com todos muito sensíveis e atentos às questões relacionadas às pessoas com deficiência.
Algumas conquistas desta gestão merecem destaques, como o Selo de Acessibilidade Digital, a Central de Intermediação em Libras (CIL), o Programa Tecnologia Asssitiva para Estudantes e Servidores Municipais com Deficiência, a Paroficina Móvel, o Programa Cultura Inclusiva, o Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência.
Somadas com outras ações, a SMPED mostra, de forma pioneira, como os cidadãos com deficiência devem ser tratados. Este modelo inovador, embora seja uma antiga demanda das pessoas com deficiência, valoriza o indivíduo, respeita a diversidade humana e propõe novos paradigmas para a inclusão deste que é o segmento, ainda, mais vulnerável da sociedade.
“Com todas essas conquistas, nós temos sim, muito a comemorar, afinal, a SMPED tem cumprido sua missão de promover o protagonismo da pessoa com deficiência e sua plena participação na sociedade, além de ser hoje referência na concepção e execução de políticas públicas em prol da acessibilidade e dos direitos da pessoa com deficiência”, declara Cid Toquato.
Por Ciça Cordeiro Fontehttp://www.capital.sp.gov.br/ Postado por Antônio Brito
Grupo liderado pela professora Rosana Quitério usa a tecnologia para evitar defasagem educacional aos alunos surdos
Dentro do processo que o Grupo Eniac implantou para ajudar alunos, colaboradores e comunidade durante a quarentena pelo surto do Covid-19, a instituição também mantém o atendimento a alunos com deficiência auditiva. Nas aulas presenciais, as intérpretes Amanda Rodrigues, Leila Pantozo e Renata Delmindo ficam nas salas físicas e transmitem simultaneamente, em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o que é dito pelos professores.
Diante da suspensão das atividades presenciais nas unidades do Eniac, em razão das recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a equipe de intérpretes, liderada pela coordenadora do curso de Pedagogia, professora Rosana Quitério, encontrou uma solução para que os estudantes surdos não sofressem um prejuízo acadêmico.
“As intérpretes, em suas casas, assistem às aulas online e fazem uma chamada de vídeo com o aluno deficiente auditivo. O surdo vê, na tela do computador, o professor transmitindo o conteúdo. Já no celular, ele visualiza a transmissão em Libras feita por nossas intérpretes. Tudo isso acontece em tempo real. Tentamos fazer de outras maneiras, mas não deu certo”, explicou Rosana.
Segundo coordenadora, as intérpretes até tentaram gravar a transmissão em Libras, mas os vídeos ficaram muito longos para serem compartilhados com os alunos. “Fora do horário de aula, elas continuam prestando auxílio, o que já era normal nas atividades presenciais”, continuou Rosana.
Para Ruy Guérios, mantenedor do Eniac, a iniciativa é mais uma demonstração do grande empenho dos colaboradores da instituição. “É um momento que exige o zelo pela saúde de todos, mas a nossa missão de educar não pode ser paralisada. Gostaria de parabenizar a Rosana e a sua equipe pelo belo trabalho que estão realizando. São atitudes como essa que mostram o porquê o Eniac é diferente”, concluiu.
Chegou no Recife, na tarde desta quarta-feira (1), um carregamento de cerca de nove toneladas de equipamentos de proteção individual (EPIs), álcool em gel, medicamentos e testes rápidos de covid-19 para abastecer hospitais e serviços de saúde de Pernambuco, Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em terras pernambucanas, ficará aproximadamente 2,4 toneladas desse material.
O conteúdo foi comprado através de cinco editais de licitação emergencial do Ministério da Saúde, e chegam para reforçar os estoques de unidades médicas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) desses estados durante o período da pandemia do novo coronavírus. Em Pernambuco, as 2,376 toneladas de insumos ficarão armazenados no Almoxarifado Estadual de Medicamentos, localizado na Muribeca, Jaboatão dos Guararapes.
Estava previsto para o estado 6.828 garrafas de álcool etílico 70% em gel (em versões de 500 e 100 ml), 2.440 óculos de proteção, 606 mil luvas (não-cirúrgicas), 4 mil sapatilhas, 602,5 mil máscaras cirúrgicas, 33,6 mil capotes e 13,2 mil toucas hospitalares. Além de 20.049 testes rápidos para detecção da covid-19 e remédios. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) ficará responsável por distribuir o material para as unidades médicas, de acordo com as necessidades de cada uma. Entretanto, a pasta não detalhou ao Diario como se dará os repasses.
“Se os profissionais de saúde adoecem, logicamente a capacidade de atendimento vai cair drasticamente. A gente precisa desse pessoal bem, porque são eles que vão atender todo mundo”, disse o ministro Henrique Mandetta, no material divulgado pelo ministério na segunda-feira (30).
O material embarcou às 13h35, em um avião modelo C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB), em Guarulhos, São Paulo, e desembarcou na Base Aérea da capital pernambucana às 17h. Os insumos foram retirados dos pallets, catalogados e, posteriormente, buscados pelas secretarias estaduais.
Os testes rápidos recebidos pelo estado são indicados para profissionais de saúde e segurança pública, além de auxiliar na triagem de casos suspeitos - não necessariamente exclui a existência de uma infecção pelo novo coronavírus. A indicação é que ele seja realizado após sete dias do surgimento de sintomas.
“Ele serve apenas para marcar se a pessoa tem ou não o anticorpo que combate o vírus. Vai mostrar se você já teve no passado, e nesse caso está imune, ou se tem o vírus no período latente da doença”, ponderou Mandetta, durante a coletiva de imprensa desta quarta.