27/12/2019

Empresário recifense morre após comer ostras na praia de Boa Viagem

 (Foto: Reprodução / Pixabay)
Foto: Reprodução / Pixabay
Um empresário recifense morreu dias após ingerir ostras na praia de Boa Viagem, Zona Sul de Recife. “Ele deve ter ingerido umas 17 ostras. No dia seguinte a gente se encontrou em uma confraternização, ele não quis comer nada, disse que estava muito mal”, afirma Silvio Amorim, presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano e amigo da vítima. “Ele ainda foi atendido em uma clínica, mas não melhorou. Precisou ser internado dias depois. A bactéria que ele contraiu se espalhou pelo corpo. É muito violenta. Saiu pegando fígado, estômago... É muito triste o que aconteceu.” 

A Secretaria de Saúde do Recife investiga, desde ontem, um caso de morte por infecção exógena, mas não confirma ligação com o empresário, que não teve o nome divulgado em respeito à família. Este tipo de contaminação tem origem externa ao organismo e pode ser causada por vírus presentes no ar ou por infecções locais. Alguns dos meios em que ela pode ser contraída são picadas de mosquitos, mordidas de animais e intoxicação alimentar. A vítima faleceu em um hospital de rede privada, na capital pernambucana.  

“Toda primeira sexta-feira do mês ele saia com a esposa para a praia. Os dois ‘derrubavam’ um balde de ostra. Nesse dia ela estranhou o gosto da segunda ostra e não comeu mais, ele continuou. Acho que se ela continuasse estava morta também”, comenta um amigo próximo da família, que não quis se identificar.  

De fato, quem escolhe comer ostras cruas está sujeito a vários riscos. In natura este tipo de alimento pode causar diarreias, febre, tremores e náuseas. Problemas como gastroenterite e infecção intestinal severa podem ser identificados em casos mais complicados. Elas também podem ser hospedeiras da Vibrio vulnificus, uma espécie de bactéria que vive em ambientes marinhos e é conhecida por “comer carne”, já que ela costuma se instalar em uma ferida e consumir o tecido ao seu redor até se espalhar rapidamente para o resto do corpo, o que mata cerca uma a cada sete pessoas infectadas.  

“A ostra funciona como o filtro do mar, ela absorve todas as impurezas, mas o risco principal não é esse. Acontece que as ostras devem ser consumidas imediatamente após sair do ambiente marinho”, explica o médico infectologista Filipe Prohaska. “As únicas formas de conservar ostras após pesca são mantendo as mesmas em aquários com água salina ou congelando e, após descongelar, consumi-las de imediato. A partir do momento que ela sai destes ambientes a ostra morre e começa seu estado de putrefação.” 

Na orla de Boa Viagem, este tipo de alimento é vendido – literalmente – aos baldes. Não é incomum encontrar ambulantes carregando ostras em isopores e vendendo-as com azeite e limão. “Além de não serem armazenadas em locais adequados, elas estão sendo comercializadas na beira da praia, submetidas ao calor de Recife, que não é pouco. Isso acelera o processo de apodrecimento”, explica o especialista. “Não é incomum que você conheça alguém que comeu ostras e teve uma diarreia, um mal-estar. Isso acontece nos casos mais leves. Casos mais severos de infecção podem levar a paralisia e até mesmo insuficiência respiratória. Por isso, todos devem ficar atentos ao consumir este tipo de alimento.” 

Fonte  https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2019/12/empresario-recifense-morre-apos-comer-ostras-na-praia-de-boa-viagem.html

Postado por Antônio Brito 

26/12/2019

SMTR aplica 30 multas durante ação com foco no equipamento de acessibilidade dos ônibus

Fiscais da Secretaria Municipal de Transportes realizaram uma ação, nesta semana, em diferentes pontos da cidade, com foco no equipamento de acessibilidade dos ônibus.

Ao todo, a equipe vistoriou 80 veículos de 25 linhas diferentes, englobando os quatro consórcios atuantes na cidade. Trinta multas foram aplicadas durante a ação, que ocorreu nos Terminais Alvorada, Campo Grande, Américo Ayres, Padre Henrique Otte, e no ponto final da Rua Aristides Caire.

Entres as irregularidades encontradas, estão inoperância do equipamento de acessibilidade, vistoria vencida, bancos rasgados e pneus carecas.

Dos 80 ônibus fiscalizados, 11 motoristas não souberam operar corretamente o dispositivo para embarque e desembarque de pessoas com necessidades especiais. Neste caso, a SMTR informa ao consórcio responsável sobre a inabilidade do condutor, para que reforcem o treinamento aos seus funcionários.

Ao longo do ano de 2019, a SMTR aplicou mais de 150 multas aos consórcios por inoperância do equipamento de acessibilidade.

Fonte  http://prefeitura.rio/transportes/smtr-aplica-30-multas-durante-acao-com-foco-no-equipamento-de-acessibilidade-dos-onibus/

Postado por Antônio Brito 

Idosos, gestantes e deficientes, na PB, devem ser atendidos no térreo de agências bancárias

Lei é válida para agências bancárias que não possuam elevador ou escada rolante.
Idosos, gestantes e deficientes, na PB, devem ser atendidos no térreo de agências bancárias.
Reprodução/Diário Oficial do Estado

Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (24) a lei que garante que idosos, gestantes e pessoas com deficiência sejam atendidos no térreo de agências bancárias, na Paraíba. A lei é válida para agências bancárias que não possuam elevador ou escada rolante.
A lei é de autoria do deputado Edmilson Soares (PODE) e diz que caberá à autoridade responsável a fiscalização para o cumprimento da medidas. A lei entrou em vigor nesta terça-feira.
Ainda conforme a publicação, com a fiscalização, é possível a aplicação de eventual penalidade de multa, caso a medida seja descumprida.

Fonte   https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2019/12/24/idosos-gestantes-e-deficientes-na-pb-devem-ser-atendidos-no-terreo-de-agencias-bancarias.ghtml

Postado por Antônio Brito 

Piauí se consolida como referência em políticas para deficientes

O Governo do Estado desenvolve importantes projetos de inclusão na área da saúde, educação, esporte e inserção no mercado de trabalho.

A Secretaria de Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid) trabalha a elaboração e execução de ações voltadas às pessoas com deficiência no Piauí, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida desses cidadãos no estado. Em 2019, a secretaria desenvolveu projetos importantes na área da saúde, educação, esporte e da inserção no mercado de trabalho.
Segundo o secretário de Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência, Mauro Eduardo, o Piauí vem avançando ao longo dos anos, sendo responsável por implementar políticas de acessibilidade e hoje é referência nacional na área da inclusão da pessoa com deficiência.
“Visamos manter o índice de credibilidade, com projetos já consolidados de melhoria na qualidade de vida dessas pessoas, com o objetivo de descentralizar serviços como os de saúde, para que elas possam ser atendidas no seu próprio município ou região, sem precisar se deslocar para a capital. E é com esse propósito que vamos, ao longo dessa gestão, buscar práticas que possam proporcionar as melhores condições de vida às pessoas com deficiência do Piauí”, declara o gestor.
Novos Centros de Reabilitação
Com o objetivo de descentralizar os serviços de saúde, os novos Centros Especializados de Reabilitação, CER IV de Parnaíba e CER II de São João do Piauí, já estão com mais de 90% das obras concluídas. O CER IV será o primeiro Centro da Planície Litorânea a oferecer os serviços de reabilitação em quatro modalidades de deficiência: física, visual, intelectual e auditiva. Já o CER II vai abranger as modalidades de deficiência física e visual, atendendo à demanda das pessoas com deficiência do Território Serra da Capivara, no sul do estado.

Programa Passo a Frente
O programa Passo a Frente entregou, aproximadamente, 4 mil equipamentos durante todo o ano, de norte ao sul do Piauí. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e da Seid, em parceria com o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir). O Passo a Frente vem beneficiando pessoas com deficiência em todo o estado e tem como objetivo descentralizar os serviços de saúde, facilitando o acesso da população a próteses e órteses, além de promover confecção, consertos e ajustes de peças para as pessoas que necessitam desses equipamentos.

Semana Estadual Pessoa com Deficiência
A Seid e o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conede-PI) ofereceram uma programação especial durante uma semana para celebrar o 9 de junho, Dia Estadual da Pessoa com Deficiência, com eventos e ações voltados para este público. Além das sessões solenes na Assembleia Legislativa do Piauí e na Câmara Municipal de Teresina, também foi realizado o X Festival Estadual Nossa Arte, organizado pela Federação Estadual das Apaes do Piauí. Para finalizar as comemorações, a XIII Caminhada pela Acessibilidade reuniu diversas pessoas com ou sem deficiência na Avenida Raul Lopes, em Teresina.

Homenagem pela luta e defesa dos direitos da pessoa com deficiência
Mauro Eduardo participou do Prêmio Gerônimo Ciqueira, em agosto, em Maceió. Na ocasião, ele foi homenageado no evento que visa reconhecer instituições e pessoas físicas que se destacam na defesa e promoção dos direitos da pessoa com deficiência. O gestor foi reconhecido durante o prêmio pelos programas, considerados modelos, desenvolvidos nos municípios piauienses.

Esporte Paralímpico
A 2ª edição do Festival Paralímpico em Teresina foi realizada em setembro pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em parceria com a Seid, com o objetivo de promover a experimentação do esporte adaptado às crianças com faixa etária de 10 a 17 anos.

Carteira de Identificação do Autista (CIA)
O governador Wellington Dias lançou a Carteira de Identificação do Autista (CIA) no início de dezembro. Na oportunidade, foram entregues as primeiras carteirinhas, emitidas pela Seid, com a participação de autistas, familiares, entidades e autoridades.

Passes Livres
Este ano já foram emitidas mais de 15 mil carteirinhas para pessoas com deficiência de todo o estado, sendo 2.523 cultura e 13.013 intermunicipal. O Passe Livre Intermunicipal é um benefício que garante que as pessoas com deficiência no Piauí tenham o direito de ir e vir em todo o território estadual com a gratuidade da passagem em ônibus intermunicipais. Já o Passe Livre Cultura garante o acesso e a gratuidade de entrada livre de pessoas com deficiência nos estabelecimentos de entretenimento no estado, como cinemas, teatros, casas de espetáculos, estádios, ginásios esportivos e nos locais similares que tenham apresentações de eventos culturais, de lazer e esportivos.

Piauí Praia Acessível
O Piauí Praia Acessível proporciona momentos de lazer na praia para as pessoas com deficiência, ou mobilidade reduzida, com um banho de mar assistido e com segurança. Neste ano, o projeto já realizou, aproximadamente, 500 atendimentos. Os serviços são oferecidos sempre nos períodos de alta temporada, eventualmente em feriados prolongados e por agendamento em qualquer período.

Fonte  https://www.meionorte.com/noticias/piaui-se-consolida-como-referencia-em-politicas-para-deficientes-378390
Postado por Antônio Brito 

HOMEM EM CADEIRA DE RODAS SUSTENTA SUA FAMÍLIA SENDO PEDREIRO

A vida não é fácil para ninguém e está sempre nos desafiando com obstáculos pelo caminho. Mas mesmo com todas as dificuldades, tem pessoas que conseguem tirar o melhor de situações que facilmente incapacitariam alguns de nós.

São histórias de superação como a de Ricardo que nos servem como grandes lições de vida. Hoje com 31 anos, Ricardo César Ramassoti foi diagnosticado com câncer aos 9 anos de idade, e em decorrência da doença, ele perdeu os movimentos das pernas. A sua condição de cadeirante não o impediu de seguir uma vida normal e hoje trabalha como pedreiro para sustentar sua família.


Hoje, com 4 anos de experiência na profissão de pedreiro, ele faz de tudo em uma obra, desde assentar pisos até levantar paredes. Em seu currículo, ele conta com mais de 100 casas construídas, e se orgulha da profissão que herdou do pai que também era pedreiro. Pai que ele perdeu três meses após perder o movimento das pernas. Época em que ele recorda como uma das mais difícil da sua vida: "Foi complicado. Entrei em depressão por causa disso, fazia três meses que meu pai tinha falecido quando eu fiquei na cadeira de rodas. Muitos problemas de saúde", contou, em entrevista ao G1.

Com 16 anos, ele enfrentou outra complicação de saúde e chegou a ficar em coma se alimentando somente por sonda. Ao sair do coma, ele então resolveu encarar a vida e não seria uma cadeira de rodas que o limitaria.

Foi técnico de informática, montador de móveis e pintor, desempenhando todas as funções na sua cadeira de rodas. Até encontrar no trabalho como pedreiro a sua vocação.

A inserção na profissão de pedreiro veio através do irmão, Cristiano Ramassoti, que é empreiteiro. Ele conta que aprendeu um pouco na infância, quando seu pai o levava junto ao irmão para as obras. Hoje ele faz de tudo na obra, o que causa espanto nas pessoas devido sua condição de cadeirante. Mas seu irmão garante: "Não tem embaraço no trabalho. Ele sobe no telhado se precisar subir, na escada, às vezes até mais rápido que a gente.

E é com o fruto do seu trabalho que ele sustenta a mulher e a filha de 4 anos, na cidade de Morro Agudo, no interior de São Paulo. Para Ricardo, a deficiência nunca foi motivo para desistir e desaminar, e ele garante que a fórmula para superação é se adaptar. "Você entra em um mundo de uma deficiência e precisa aprender a sobreviver naquele mundo. Tem que se adaptar no dia a dia e, com a graça de Deus, eu soube aprender a me adaptar nesse mundo", afirma Ricardo.

Uma história de força e superação que pode inspirar muitas outras pessoas que se encontram na mesma situação.

Fonte https://fatosdesconhecidos.ig.com.br/homem-em-cadeira-de-rodas-sustenta-sua-familia-sendo-pedreiro/

Postado por Antônio Brito 

Campanha de coleta de tampinhas garante doação de 143 cadeiras de rodas no RJ

Ação promovida pela Paróquia São José da Lagoa, na Zona Sul do Rio, recolheu 55 toneladas de material – são quase 27 milhões de tampas.

Do lado de fora, ninguém desconfia que a igreja é um grande depósito de tampinhas de plástico. As doações chegam a todo momento e de várias partes do estado à Paróquia de São José, na Lagoa, na Zona Sul do Rio.
Duas toneladas de tampinhas em apenas uma semana darão lugar a seis cadeiras de rodas novas. Graças à mobilização, foi possível doar até agora 143 cadeiras de rodas.
“As pessoas [com mobilidade reduzida] falam pra mim: ‘Agora eu vou lavar louça, agora eu vou lavar roupa, eu vou ao shopping ver vitrine’. As coisas mais básicas de que as pessoas são privadas, sabe? Então isso transforma a gente, né? Muito bonito”, disse a idealizadora do projeto, Márcia Dabul.
Para cada 360 quilos de tampinhas recolhidas, uma cadeira de rodas é doada para a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).
Em apenas 11 meses, o projeto recolheu 55 toneladas de material. Isso dá quase 27 milhões de tampinhas. Tudo é encaminhado para uma recicladora de plástico, que, em troca, fornece as cadeiras de rodas.
Os voluntários separam as tampinhas por cores dentro da igreja.
“Estou aqui há nove meses fazendo isso. Eu venho umas quatro vezes por semana e isso para mim é muito importante porque enche meu coração. Eu dou graças a Deus por ter tempo disponível. Posso vir e me sinto muito, muito bem fazendo isso, não custa nada”, afirmou a dona de casa Ana Marques.
O pároco da igreja diz que o projeto tem o mérito de ajudar o meio ambiente levando mobilidade a quem mais precisa.
“Olha, a gente vai cumprindo nossa missão pastoral, a missão humana, gera solidariedade. Tudo isso subsidiado pelo desenvolvimento sustentável. Essas boas práticas mais do que nunca mantêm uma nova consciência em torno da cultura de paz e de um mundo melhor”, explicou o padre Omar.

Fonte  https://glo.bo/2QtiTfd

Postado por Antônio Brito 

Câmara dos Deputados: Rejeitem o Projeto PL 5069/2013

A CCJ aprovou esta semana o PL 5069/2013 que VEDA o atendimento no SUS às vítimas de violência sexual. É uma série de retrocessos absurdos que querem implementar no Brasil, mesmo depois de conquistas dos movimentos feministas e de saúde.:
O texto do PL sofreu algumas alterações para parecer menos absurdo. Alguns trechos grotescos foram retirados, mas muitas armadilhas foram inseridas! 1. O art. 128 do código penal determina que não é punido o aborto se a gravidez é resultante de estupro. Caso o PL seja aprovado, será incluído o trecho “constatado em exame de corpo de delito e comunicado à autoridade policial”. Isso pode excluir VÁRIOS casos em que o estupro é praticado sem violência física, seja por coação, ameaça ou com a vítima inconsciente. 2. O PL 5069 continua propondo que seja retirado do art. 1º da lei 12.845 que a vítima de estupro deve receber atendimento integral . 3. O PL 5069 continua propondo que seja retirado da lei 12.845 que a violência sexual é caracterizada por sexo sem consentimento4. O PL 5069 continua propondo que seja retirada da lei 12.845 a questão da facilitação do registro de ocorrência. 5. O PL 5069 não mais propõe que seja revogado o inciso sobre o fornecimento da profilaxia da gravidez (pílula do dia seguinte), mas agora pretende substituí-lo por um texto que dá margem a interpretação de que, se o responsável pelo serviço de saúde considerá-la abortiva, ela não será fornecida. Isso é reforçado pela inclusão de um quarto parágrafo que diz: “Nenhum profissional de saúde ou instituição, em nenhum caso, poderá ser obrigado a aconselhar, receitar ou administrar procedimento ou medicamento que considere abortivo”. Ou seja, fica a critério da subjetividade do profissional. O aborto em condições não permitidas pelo Código Penal já tem suas punições previstas. A coautoria, facilitação e indução a crimes também já são tipificadas pelo Código Penal. O anúncio de procedimento ou substância abortiva também já é tipificado como contravenção. Qual o interesse em criminalizar mais ainda o que já é criminalizado, coisa que não acontece nem com crimes como homicídio, tortura, sequestro, CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO? Por que não aproveitaram que estão mexendo nas leis referentes ao aborto para propor de uma vez por todas a inclusão dos casos de fetos anencéfalos, visto que só o que existe é o acórdão favorável do STF? Não interessa, né? A quem interessa restringir o atendimento às vítimas de estupro? Por que este PL é tão urgente? Enquanto isso, várias pautas urgentes de fato continuam engavetadas na Câmara.

Vamos mesmo deixar que isto aconteca depois de tantos anos de batalha para melhores direitos para a mulher brasileira? Vamos mesmo deixar um homem retroceder o que custou centenas de mulheres se revoltando pra conseguir?
Vamos relembrar a estes políticos que não estamos dispostas a abdicar dos nossos direitos, nem hoje, nem nunca, e que se eles tentarem, não vamos ficar caladas nem quietas.

Fonte  https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/ministerio_publico_de_santa_catarina_chapeco_pela_punicao_de_luciano_hang_havan_por_discriminacao_contra_as_pessoas_com_deficiencia/?aiklopb

Postado por Antônio Brito 

Natal no lar de idosos: Há quem espere visitas de quem nunca chega

A caminhada de Advento sugere que a árvore do Natal «possa ser uma videira». Esta simboliza a família de Deus e o direito que todos têm de ter uma família. Na igreja da Fundação Santo António, sediada em Vila Boa do Bispo, há uma representação da videira, feita pelos idosos do lar em colaboração com os funcionários e que simboliza a família que, por vezes, não chega.

Abase desta árvore, em tons de verde proporcionado pelo musgo, simboliza os avós. O tronco acastanhado da videira tem dois ramos: um, suporta uma vela na ponta, em representação dos filhos e, noutro ramo, o padrão repete-se para ilustrar os netos. A verdade é que muitos dos idosos que habitam nos lares não têm a visita dos “ramos da sua videira”. É sem um “feliz Natal” dos seus filhos, dos seus netos, que muitos passam a noite de 24 e assim permanecem no dia 25, na esperança que, pelo menos, uma chamada caia nos seus telemóveis.




“Imagino que estão comigo para não me sentir sozinha”
“Solidão” é a palavra que predomina em muitos corações mais velhos. Num dos pisos da Fundação de Santo António, duas mãos pintadas de verde penduradas na porta em jeito de decoração têm escrito “Palmira, 95 anos”.
Uma senhora, onde o preto predomina na sua roupa, de quem tem o luto patente no coração. Abriu as portas do seu quarto. “Esta é a minha casa”, disse com um sorriso de quem se sente ali feliz. E é por ali que vai ficar nos dias 24 e 25 de dezembro. O rosto muda de figura quando ouve a palavra Natal. “Natal é família, e eu já não a tenho”.
A expressão endurece quando questionada sobre o número de visitas que costuma receber nesta quadra. “Sou solteira, não tenho ninguém, não recebo visitas”. Os sobrinhos, os únicos da família que ainda tem, “moram longe”, diz com o nítido sentimento de quem compreende a ausência. Mas não esconde que as melhores prendas que lhe podem cair no sapatinho são “uma conversa, uma visita, um abraço”, e permaneceu com esta confissão que provocou um silêncio no quarto, em que o único gesto ecoou foi o do diretor da fundação, Manuel António Moreira Teixeira, com a mão a pousar-lhe no ombro.


O diretor desta fundação sabe que este é um dos muitos casos que tem no lar da sua fundação. “O Natal é uma altura de emoções, desde as mais belas às mais cruéis”, e a solidão é um dos sentimentos que prevalece nesta faixa etária daqueles que veem os outros colegas receber os filhos, os netos, um beijo, um abraço, mas cujo seu colo continua vazio. “Eu imagino que eles estão aqui. Isso já me consola. E as rabanadas também”, adianta Palmira, tentando recuperar algum fôlego e escondendo as lágrimas.


No quarto do lado há uma realidade bem diferente. “Estou tão feliz. Sabe, sou a segunda mãe do doutor Costa, trabalhei lá até vir para aqui”, expressou Rosa Teixeira Alves. Criou-lhe três filhos e, em jeito de gratidão, o médico fez questão que a ceia de Natal fosse passada junto desta mulher de 95 anos. “Ainda disse que passava aqui, estou cá há muitos anos, e os meus companheiros do lar são como uma família. Tenho também sempre visitas, de sobrinhos, ainda ontem fiz anos e não faltou carinho”, contou com alegria.


Mais ao lado há duas camas. “Bom dia meninas, como passaram a noite?”, questionou o diretor Manuel Moreira Teixeira. Mas ninguém respondeu. Duas pessoas acamadas estavam deitadas sobre as camas. “Vamos trazer o Natal a este quarto porque elas não podem participar na ceia conjunta que proporcionamos a todos os nossos idosos, com bacalhau, batatas, rabanas e prendas”, constatou.


Também o padre vem até estes quartos, de quem já não se levanta, para dar a beijar o menino jesus, “um ato que tem uma importância muito grande para eles”, revelou a irmã Idalina, responsável por, no dia 25, levar um “menino jesus grande” a beijar. “Levo-o enquanto canto para os meus idosos”, contou, salientando que é a felicidade que vê estampada no rosto de quem visita que mostra que “este é o local certo" para a sua missão.
No dia de Natal, quem não dispensa vir até ao lar são os 26 voluntários que integram o dia a dia da instituição. “Antes de irmos jantar com a nossa família, dirigi-nos até cá para lhes trazermos os presentes, cantarmos músicas”, conta a voluntária que está na fundação desta a sua criação, Maria Emília. E diz que o melhor presente que um voluntário pode ter “é o sorriso dos utentes e o seu olhar ternurento”.


“Prefiro passar o Natal com os mortos. Esses, tenho-os sempre”
“Eu sei que eles dizem que temos de estar todos juntos, que somos uma família. E somos, mas não família como a nossa de sangue. Esse, corre-nos nas veias”, disse Maria Amélia Babo, de 96 anos. É por isso que, depois da ceia de Natal, gosta de ficar sozinha. “Prefiro passar o Natal com os mortos. Os mortos tenho-os sempre, os vivos nunca sei quando os tenho comigo”, frisou. Ainda assim, vai ver sempre a cunhada, que também habita na Fundação Santo António, e ainda toma conta do seu sobrinho. “É uma mulher especial”, disse o diretor, orgulhoso da panóplia de gerações e personalidades que por ali se encontram.


Mais novos ou mais velhos, mais ou menos amantes desta quadra, o certo é que todos participaram nas decorações da fundação prepararam-se para o seu espetáculo de Natal, que aconteceu no dia 22. Foi com ansiedade que esperaram pela família esteja presente com fortes aplausos. “Vamos contar a evolução das danças. É uma forma de os colocarmos ativos e a interagirem uns com os outros. Somos uma família”, realçou a educadora social Manuela Mendes.


O diretor constatou que “a festa é o momento em que mais familiares comparecem na fundação”. Alguns dos utentes vão a casa dos familiares, mas, nestes 21 anos de funcionamento, “há menos idosos a sair, porque vão envelhecendo e porque não têm capacidades para tal”. De qualquer forma, é a altura do ano em que mais saídas acontecem. Aos que vão, e a quem vem visitar, o diretor deixou um conselho: “não estraguem o trabalho diário com a comida, para um pós Natal melhor”

25/12/2019

Projeto em parceria com o Telecine leva cinema a pessoas com deficiência visual

Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Há três anos, o Projetar: Toda Forma de Cinema torna a sétima arte mais acessível, com sessões especiais para pessoas com deficiência visual. Durante esse tempo, a iniciativa já passou por quatro cidades brasileiras, levando filmes com audiodescrição a mais de 4 mil convidados. 

O projeto foi desenvolvido pelo Telecine, em parceria com ONGs e outras instituições, como a agência Oito e as fundações Dorina Nowill e Benjamin Constant. A empresa busca tornar o cinema mais acessível com sessões mensais que trazem sucessos de bilheteria adaptados. Em agosto deste ano, teve até mesmo uma pré-estreia exclusiva com audiodescrição do filme “Socorro, Virei uma Garota!” para cerca de 200 pessoas. 

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A audiodescrição não é a única aposta nesse sentido. Para que a acessibilidade esteja em todos os momentos da projeção, uma equipe fica disponível para auxiliar os convidados na chegada ao cinema e indicar seus assentos, além de entregar pipoca e refrigerante para todos. 

“Existe também um cuidado com a iluminação da sala e a escolha dos filmes, uma vez que cenas com muitas luzes podem incomodar pessoas que têm baixa visão” lembra Daniela Evelyn, Diretora do Projetar no Telecine.

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O objetivo do projeto não é incluir somente pessoas com deficiência visual, mas tornar o cinema mais acessível a todos. Graças a isso, as sessões também são abertas a pessoas em situação de refúgio e jovens em vulnerabilidade social. 

Vem ver mais sobre essa lindeza de iniciativa: 

Mais de 4 mil convidados já participaram das sessões promovidas pelo Projetar e este número tem tudo para aumentar em 2020. A marca afirma que irá expandir a quantidade de participantes da iniciativa no próximo ano, com novos formatos de exibições especiais para públicos que ainda têm pouco acesso ao cinema.

Fonte  https://lifestyle.r7.com/hypeness/projeto-em-parceria-com-o-telecine-leva-cinema-a-pessoas-com-deficiencia-visual-20122019

Postado por Antônio Brito 

Em vídeo, portador de deficiência chora ao ser barrado em shopping

Reprodução

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Às vésperas do Natal, Eduardo Henrique Oliveira, de 27 anos, foi até ao Várzea Grande shopping fazer compras, na tarde de segunda-feira (23). No entanto, o passeio descontraído acabou se tornando um transtorno, quando ele foi impossibilitado de retirar seu carro do estacionamento a partir da isenção de pagamento para deficientes.

 

O jovem, que é deficiente físico e não possui uma das pernas, relatou o caso em seu perfil no Facebook. Visivelmente abalado e sentado no estabelecimento, ele chora ao contar o ocorrido. “Pra minha infelicidade, eu resolvi vir de carro e esqueci minha CNH em casa. Mas eu trouxe minha carteira de deficiente, porque eu sou deficiente físico”, diz o rapaz. 

Leia também - Governo publica lei que incentiva inovação, ciência e tecnologia no estado

 

Quando terminou de fazer as compras, Eduardo pediu a liberação do ticket do estacionamento. Por ser deficiente, ele tem respaldo da Lei nº 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência e direito a estacionamento gratuito. Contudo, a atendente do guichê não liberou o ticket.

 

Surpreendido, ele foi até a estação de pagamento digital, porém, outro contratempo surgiu: a cabine só oferecia opção de débito. No momento, ele só estava com dois cartões de crédito. Ao retornar ao guichê, a atendente chamou o supervisor.

 

O supervisor então fez diversas orientações, como sugerir que ele fosse até alguma loja passar o cartão e pedir o retorno do dinheiro, entretanto, Eduardo já estava indignado e se sentindo exposto. Ao final, o supervisor disse que liberaria o ticket, mas que “descontaria o valor do caixa no final do expediente”, colocando ele contra a atendente.

Sem alternativa, ele foi a pé até sua casa buscar a CNH e o dinheiro para pagar o ticket. “Quando retornei ao shopping, fui direto a administração relatar o ocorrido, falaram que era assim mesmo e eles estavam amparados pela legislação do município de Várzea Grande. Mas pediram para liberar o meu ticket depois que já tinha ido em casa a pé e estava todo suado, fiquei muito chateado”, relembra.

 

Ele ainda é um cliente recorrente do Várzea Grande shopping, uma vez que malha na academia do local. Eduardo conta que antes nunca teve problema com o ticket do estacionamento. “Particularmente não gosto de compartilhar essas coisas, pois em 20 anos de deficiente nunca presenciei tal constrangimento, muito lamentável”.

 

Outro lado
A reportagem do  entrou em contato com a assessoria do shopping, que afirmou que a administração está conversando com Eduardo e busca amenizar o ocorrido. Além disso, informou que o ocorrido foi uma falha e um episódio a parte, uma vez que tem políticas públicas voltadas a pessoas com deficiência.

 Veja o vídeo

 

 Fonte  https://www.gazetadigital.com.br/editorias/cidades/em-vdeo-portador-de-deficincia-chora-ao-ser-barrado-em-shopping/602221


Postado por Antônio Brito