11/07/2026

Brasil estreia no futebol de cegos com goleada de 18 a 0 nos Jogos Parasul-Americanos

Brasil estreia no futebol de cegos com goleada de 18 a 0 nos Jogos Parasul-Americanos


No oitavo dia dos Jogos Parasul-Americanos, o Brasil venceu o Panamá no futebol de cegos, pelo primeiro jogo da fase de grupos.

A Seleção Brasileira de futebol de cegos estreou na tarde desta quinta-feira, 9, nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026, na Colômbia, com uma goleada de 18 a 0 sobre o Panamá. O jogo foi disputado na Vila Olímpica de Augustin Codazi e teve o pernambucano Raimundo Nonato como artilheiro, com 7 gols.
 

“Foi um jogo bom. A gente conseguiu marcar uma boa quantidade de gols. Foi o jogo com placar mais elástico que eu já participei. Agora, temos que descansar porque temos um jogo muito difícil contra a Colômbia pela frente”, avaliou Raimundo Nonato, após o jogo.

A Seleção Brasileira entrou em campo com Luan Lacerda no gol e os atletas Cássio, Maicom, Tiago Paraná e Nonato na linha.
 

O primeiro gol da partida foi marcado em jogada individual de Nonato com menos de dois minutos de jogo, em um chute de fora da área.
 

O pernambucano voltou a marcar mais três vezes em sequência, contando com duas assistências de Tiago Paraná e uma de Jardiel. O próprio Jardiel foi o responsável pelo quinto e pelo sexto gols brasileiros.
 

Ainda na primeira etapa, o Brasil voltou a marcar com Tiago Paraná, Maicom Mendes, este em tiro livre direto, e com Paulinho. Assim, a vantagem do Brasil no intervalo era de 9 a 0.
 

O segundo tempo começou com novo gol de Nonato logo nos primeiros movimentos. Tiago Paraná, Jardiel, Nonato (2x), Anael, Maicom e Raynã (2x) fecharam a goleada.
 

“A cada treino, a gente aprende uma coisa nova com os mais experientes. Eles sabem muito. A gente tenta contribuir. Hoje, atingimos nossa proposta, que era ganhar e, se possível, ganhar bem. Demos um ótimo primeiro passo para chegar à final”, analisou o cearense Anael.
 

O Brasil volta a campo nesta sexta-feira, 10, contra a Colômbia, pela segunda rodada da fase de grupos.
 

Jogos Parasul-Americanos
O Brasil participa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 com 237 atletas de 13 modalidades, além de quatro atletas-guia (atletismo), quatro pilotos (ciclismo), dois goleiros (futebol de cegos) e dois calheiros (bocha).
 

Este é o primeiro evento multimodalidade com a participação brasileira dentro do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, nos Estados Unidos. Na edição anterior dos Jogos, o país ficou com um histórico quinto lugar no quadro geral de medalhas, após conquistar 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes.
 

O Brasil participa do evento com uma delegação formada por atletas de 26 estados e do Distrito Federal que une experiência e juventude, com 131 homens e 106 mulheres.
 

Por um lado, são 50 atletas que já conquistaram medalhas em Mundiais e 48 que já subiram ao pódio em edições dos Jogos Paralímpicos entre os convocados para competir na Colômbia. Por outro, o grupo conta com 80 atletas que terão no máximo 23 anos na data de início da competição.
 

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.
 

Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.
 

Confira o calendário de provas do Brasil nesta quarta-feira, 8 (no horário de Brasília):
11h | Futebol de cegos masc. — Brasil x Colômbia – Fase de Grupos


Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegos.
 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

CRÉDITO/IMAGEM: Raimundo Nonato comemora após marcar no futebol de cegos em Valledupar 2026 | Foto: Carol Coelho/CPB

Fonte: https://diariopcd.com.br/brasil-estreia-no-futebol-de-cegos-com-goleada-de-18-a-0-nos-jogos-parasul-americanos/ 

Postado Pôr Antônio Brito

10/07/2026

CADEIRANTE MORRE EM INCÊNDIO DENTRO DE CASA NO INTERIOR DO TO

Uma jovem cadeirante de 22 anos morreu durante um incêndio em uma residência em Araguaína (TO). A Polícia Civil investiga as causas do incêndio e as circunstâncias da morte. Segundo relatos, moradores tentaram controlar as chamas e um vizinho tentou resgatá-la, mas não conseguiu devido à intensidade do fogo.

CADEIRANTE MORRE EM INCÊNDIO DENTRO DE CASA NO INTERIOR DO TO

Uma jovem cadeirante de 22 anos foi encontrada carbonizada em um cômodo de uma casa em Araguaína/TO, na região norte do estado. A Polícia Civil deve investigar as causas do incêndio e as circunstâncias da morte. Algumas testemunhas atribuem o incêndio a um curto circuito em um ventilador. O caso aconteceu neste domingo, dia 5 de julho, no Setor Costa Esmeralda, em Araguaína, na região norte do Tocantins. Os bombeiros informaram que o fogo foi controlado por moradores da região, com o uso de mangueiras de jardim e extintores cedidos por estabelecimentos comerciais. Mas já era tarde. A cadeirante estava morta. A jovem de 22 anos, foi identificada como Nataly Araújo de Sousa. Um vizinho tentou salvar a jovem cadeirante, mas não conseguiu por causa das chamas. A vítima estava sob os cuidados de uma vizinha enquanto sua responsável estava viajando. A vizinha, segundo foi apurado, era idosa e alcoólatra.

https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/07/06/quem-era-a-jovem-cadeirante-que-foi-encontrada-carbonizada-dentro-de-casa-no-to.ghtml

Fonte: https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=06208cbd-ac60-4ada-a411-60cd04b378fe 

Postado Pôr: Antônio Brito 

Brasil chega a 31 medalhas de ouro e tem dia 100% dourado com vitórias no goalball e vôlei sentado em Valledupar

Brasil chega a 31 medalhas de ouro e tem dia 100% dourado com vitórias no goalball e vôlei sentado em Valledupar

No sétimo dia de provas, Brasil disputou quatro finais e venceu todas, garantindo mais quatro medalhas de ouro.

O Brasil venceu todos os confrontos em que esteve envolvido nesta quarta-feira, 8, sétimo dia de provas nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, garantindo quatro medalhas de ouro – agora são 68 pódios no total. As conquistas vieram com as Seleções masculina e feminina de vôlei sentado e de goalball.


O Brasil soma 31 medalhas de ouro, 25 de prata e 12 de bronze e segue líder do quadro geral da competição. A Colômbia é a segunda colocada, com 34 medalhas no total (11 ouros, 10 pratas e 13 bronzes), seguida pelo Chile, que tem 37 pódios (10 ouros, sete pratas e 20 bronzes).

O primeiro ouro do dia veio com a Seleção feminina de vôlei sentado, que venceu o Peru na final por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/10 e 25/12. Assim, a equipe brasileira terminou a competição com campanha invicta e sem perder nenhum set em cinco partidas.


“Eu ainda não tinha uma medalha de ouro pelo Brasil, então esse era meu objetivo aqui. E meu pai faleceu em novembro de 2024 e eu prometi que essa medalha de ouro pelo Brasil iria chegar. Então, essa medalha é para ele. É uma felicidade, uma honra inenarrável vestir essa camisa e praticar o esporte que eu amo”, celebrou a fluminense Camila Castro, que tem três medalhas em competições internacionais com a Seleção: bronze em Tóquio 2020 e no Rio 2016 e prata no Parapan-Americano de Lima 2019.


A Seleção masculina, que entrou em quadra pouco depois, seguiu roteiro parecido: sete vitórias em sete jogos e nenhum set concedido. Na decisão, os brasileiros venceram a Colômbia por 3 a 0, com parciais de 25/19, 25/20 e 25/15.

“Consegui vir, fazer um bom campeonato com toda a equipe e saímos vitoriosos, com a medalha de ouro, sem perder nenhum set. Dedico a todos os brasileiros que nos acompanham. É sempre bom ter sangue novo na seleção. Eu também já fui novato – agora já são 16 anos na modalidade – e, desde o começo eu apoio os mais novos, passo instruções. Ainda tenho muito o que ensinar aos jovens. Fico muito feliz por ter tantos jovens de talento chegando”, analisou o capixaba Thiaguinho, medalhista de ouro no Parapan-Americano de Santiago 2023, e bronze no Mundial da Bósnia 2022.


Goalball
A terceira medalha dourada do Brasil no dia veio com a Seleção feminina de goalball. Na final contra o Peru, as brasileiras venceram por 5 a 4, após prorrogação, para ficar com o título.


Durante a campanha, o Brasil já havia vencido o Peru na estreia (4 a 2). Além disso, foram mais quatro vitórias e um empate antes da decisão.


“O meu sentimento no fim do jogo foi de gratidão e de perseverança. A medalha significa o resultado muito gratificante de uma temporada intensa. Foi um jogo muito difícil, mas sabíamos que conseguiríamos e não desistimos. Foi muita emoção, tanto pela prorrogação como pelo que queríamos ganhar juntas”, destacou a pernambucana Emily.


A Seleção masculina foi a última equipe brasileira a entrar em quadra, garantindo o quarto ouro do dia com vitória por 8 a 6 sobre a Argentina. O triunfo coroou uma campanha perfeita, com sete vitórias em sete jogos.


“A gente jogou contra a Argentina, que é o sexto melhor time do mundo atualmente. Foi um jogo pegado, levamos a virada no primeiro tempo, mas conseguimos reverter e sair com a vitória e a medalha de ouro. A gente treina muito, trabalha muito, tem fase de treinamento. É a coroação de um grande trabalho”, disse o paulista Fábio Silva, ala direita da Seleção.


Jogos Parasul-Americanos
O Brasil participa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 com 237 atletas de 13 modalidades, além de quatro atletas-guia (atletismo), quatro pilotos (ciclismo), dois goleiros (futebol de cegos) e dois calheiros (bocha).


Este é o primeiro evento multimodalidade com a participação brasileira dentro do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, nos Estados Unidos. Na edição anterior dos Jogos, o país ficou com um histórico quinto lugar no quadro geral de medalhas, após conquistar 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes.


O Brasil participa do evento com uma delegação formada por atletas de 26 estados e do Distrito Federal que une experiência e juventude, com 131 homens e 106 mulheres.


Por um lado, são 50 atletas que já conquistaram medalhas em Mundiais e 48 que já subiram ao pódio em edições dos Jogos Paralímpicos entre os convocados para competir na Colômbia. Por outro, o grupo conta com 80 atletas que terão no máximo 23 anos na data de início da competição.


Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.


Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.

Confira as medalhas do Brasil nesta quarta-feira, 8:

Ouro
Vôlei sentado | Seleção masculina
Vôlei sentado | Seleção feminina
Goalball | Seleção feminina
Goalball | Seleção masculina
 


Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do goalball, e vôlei sentado.


Fonte: Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte: https://diariopcd.com.br/brasil-chega-a-31-medalhas-de-ouro-e-tem-dia-100-dourado-com-vitorias-no-goalball-e-volei-sentado-em-valledupar/ 

Postado Pôr: Antônio Brito 

Rocinha Sobre Rodas retoma treinos para o Brasileiro de Power Soccer

Rocinha Sobre Rodas retoma treinos para o Brasileiro de Power Soccer

Equipe de futebol em cadeira de rodas da comunidade volta às quadras e fortalece a inclusão por meio do paradesporto

Dois sons voltaram a ecoar pelo Complexo Esportivo da Rocinha: o giro das cadeiras de rodas motorizadas e os gritos de gol. Isso porque foram retomados os treinos do Rocinha Sobre Rodas, equipe de futebol em cadeira de rodas da comunidade que inicia sua preparação para o Campeonato Brasileiro de Power Soccer, previsto para novembro.

Mais do que uma equipe paradesportiva, o Rocinha Sobre Rodas representa um projeto de inclusão e transformação social dentro da maior favela do Rio de Janeiro, que também é a mais populosa do Brasil, de acordo com dados de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os treinamentos serão realizados no Complexo Esportivo da Rocinha, equipamento administrado pela Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj), que se consolidou como referência para a prática esportiva, o lazer e a promoção da cidadania na comunidade.

A retomada das atividades resulta da união de esforços entre o Instituto Abraço Social, a Suderj e parceiros comprometidos com a ampliação do acesso ao paradesporto. A expectativa é fortalecer a preparação da equipe para a competição nacional e ampliar a visibilidade do Power Soccer, modalidade que vem ganhando cada vez mais reconhecimento no país. A Seleção Brasileira ficou em quarto lugar no último Mundial, realizado em Phoenix, nos Estados Unidos, no ano passado.

Para professor Gustavo Lima, o Gugu, do Instituto Abraço Social, o valor de apostar no paradesporto vai muito além da disputa entre times: trata-se de transformação de vidas.

“Estamos falando de oportunidade, inclusão e dignidade. O Rocinha Sobre Rodas demonstra que a deficiência não limita sonhos nem talentos. Queremos que esses atletas possam competir em alto nível e inspirar outras pessoas a acreditarem no próprio potencial”, ressalta.

Já o presidente da Suderj, Vinicius Boaventura, destaca que o retorno dos treinos reforça o compromisso do Estado com a democratização do acesso ao esporte.

“Cada treino representa mais inclusão, mais qualidade de vida e mais oportunidades. O esporte tem a capacidade de transformar histórias e abrir caminhos para a cidadania”, avalia Vinicius.

E enquanto o Brasileiro não chega, essa energia vai se consolidando na rotina de treinos e de imersão técnica, reforçando o principal benefício é a mensagem fundamental do paradesporto: inclusão e esporte caminham juntos em todas as quadras, de todos os lugares.

Fonte: https://diariopcd.com.br/rocinha-sobre-rodas-retoma-treinos-para-o-brasileiro-de-power-soccer/ 

Postado Pôr: Antônio Brito 

08/07/2026

Futebol sem Barreiras: ADD participa de vivência de esporte adaptado em São Paulo

Futebol sem Barreiras: ADD participa de vivência de esporte adaptado em São Paulo














O evento gratuito acontece neste sábado, 11 de julho, no Centro Esportivo Vila Guarani, com direito a jogo de demonstração e muita inclusão

O esporte como ferramenta de transformação social e superação ganha os gramados de São Paulo neste sábado, 11 de julho. O Centro Esportivo Vila Guarani será o palco da Vivência de Futebol Adaptado, um evento que celebra a inclusão e o talento dos atletas.

A ADD (Associação Desportiva para Deficientes) marcará presença na programação com seus alunos com deficiência física e deficiência intelectual, reforçando o compromisso de ampliar o acesso ao paradesporto e mostrar que o campo pertence a todos.

Programação do Evento

O público poderá acompanhar de perto a energia e a técnica dos atletas em duas etapas:

  • 14h às 15h | Vivência Prática: Um momento de interação e experiência prática com o futebol adaptado.
  • 15h às 16h | Jogo de Demonstração: Uma partida entre atletas com Deficiência Intelectual (DI) e Paralisia Cerebral (PC), mostrando a dinâmica e o alto potencial da modalidade.

A iniciativa busca quebrar preconceitos, aproximar famílias e conscientizar a sociedade sobre a importância da acessibilidade no esporte.

Para Eliane Miada, fundadora e presidente do Conselho da ADD, o impacto desse evento vai muito além das quatro linhas:

“A vivência vai muito além da prática esportiva. É uma oportunidade para que nossos atletas desenvolvam habilidades, fortaleçam a confiança, ampliem a convivência social e mostrem suas capacidades dentro de um ambiente acolhedor e inclusivo. Cada atividade como essa contribui para quebrar barreiras e reforçar que o esporte é um direito de todos.”

Serviço

– Evento: Vivência de Futebol Adaptado

– Data: 11 de julho (sábado)

– Horário: Das 14h às 16h

– Local: Centro Esportivo Vila Guarani

– Endereço: R. Lussanvira, 178 – Vila Guarani, São Paulo

Sobre a ADD

A Associação Desportiva para Deficientes (ADD) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à inclusão social por meio do esporte. Referência nacional no desenvolvimento do paradesporto, a entidade promove oportunidades para atletas com deficiência, contribuindo para a formação de talentos e para o fortalecimento do movimento paralímpico brasileiro. 

Fonte https://diariopcd.com.br/futebol-sem-barreiras-add-participa-de-vivencia-de-esporte-adaptado-em-sao-paulo/

Postado Pôr Antônio Brito  

Lula vetou mudança do símbolo de Acessibilidade no Brasil

Lula vetou mudança do símbolo de Acessibilidade no Brasil

Projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional e dependia de decisão do Presidente Lula. Veto parcial foi publicado em Diário Oficial. Decisão mantém em vigor o tradicional símbolo do cadeirante previsto na legislação brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o Projeto de Lei nº 2.199/2022, aprovado pelo Congresso Nacional, que previa a substituição do atual Símbolo Internacional de Acessibilidade pelo novo símbolo desenvolvido no âmbito das Nações Unidas. Com a decisão, permanece em vigor o símbolo tradicional da pessoa em cadeira de rodas, utilizado há décadas para identificar locais, serviços e equipamentos acessíveis no Brasil.

“A proposição legislativa é inconstitucional e contraria o interesse público, pois alteraria o Símbolo Internacional de Acesso sem a efetiva participação das organizações representativas das pessoas com deficiência, o que violaria a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pelo Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009, aprovada na forma do art. 5º, § 3º, da Constituição. Ademais, a substituição de símbolo amplamente reconhecido pela sociedade poderia causar exclusão e a imposição de barreiras adicionais à fruição dos espaços pelo público a que pretende favorecer”, apontou a Presidência na República, que acatou manifestação do MDHC – Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A proposta alterava a Lei nº 7.405/1985 para tornar obrigatória a utilização do novo Símbolo Internacional de Acessibilidade, uma representação gráfica mais abrangente, defendida pelos autores do projeto como um ícone capaz de contemplar todas as formas de deficiência, e não apenas as relacionadas à mobilidade reduzida.

A mudança, entretanto, gerou forte debate entre entidades representativas das pessoas com deficiência, especialistas em acessibilidade e órgãos públicos.

Antes mesmo da decisão presidencial, o CONADE – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência manifestou-se oficialmente pela rejeição da proposta. Em Nota Técnica, o colegiado sustentou que “o atual símbolo possui amplo reconhecimento nacional e internacional, está incorporado às normas técnicas brasileiras e internacionais e sua substituição poderia gerar insegurança na comunicação visual da acessibilidade”.

Entre os argumentos apresentados pelo CONADE estavam a ausência de validação do novo símbolo por organismos internacionais de padronização, como a ISO, e a inexistência de estudos demonstrando que sua adoção proporcionaria ganhos concretos de acessibilidade ou compreensão pelo público.

A decisão do presidente Lula preserva a utilização do modelo atualmente utilizado em estacionamentos, edifícios públicos, repartições, estabelecimentos privados, meios de transporte e demais locais que oferecem condições de acesso às pessoas com deficiência.

Debate continua no Congresso

O veto presidencial agora será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-lo ou rejeitá-lo, conforme o procedimento previsto na Constituição Federal. Caso deputados e senadores decidam derrubar o veto, o texto poderá ser promulgado pelo Congresso e a alteração passará a integrar a legislação brasileira.

Enquanto isso, continuam válidas todas as regras atuais relativas ao uso do Símbolo Internacional de Acesso previsto na Lei nº 7.405/1985 e nas normas técnicas de acessibilidade.

CPB promove seminário sobre síndrome de Down, TEA e modalidades paralímpicas em Manaus

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio da sua área de Educação Paralímpica, está com inscrições abertas para o Seminário presencial sobre modalidades paralímpicas e sobre síndrome de down e transtorno do espectro autista (TEA), que será realizado no Centro de Referência de Manaus (AM), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas (Seduc), nos dias 14 e 15 de agosto.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site da Educação Paralímpica. A carga horária é de oito e 12 horas e serão disponibilizadas 150 vagas para cada curso. O pré-requisito para participação é ter concluído o curso “Movimento Paralímpico: Fundamentos Básicos do Esporte”, também disponível gratuitamente no site da Educação Paralímpica.

Os conteúdos serão desenvolvidos pelos professores Adriana Nascimento de Souza, André Lisandro Schliemann, David Farias Costa, Kathya Augusta Thomé Lopes, Minerva Leopoldina e Sérgio Nazareno.

Os participantes contarão com os seguintes conteúdos: abertura e apresentação de programas e projetos do CPB, orientações básicas no atendimento de estudantes com síndrome de down, orientações básicas no atendimento de estudantes com autismo e aulas teóricas e práticas de atletismo, bocha e goalball.

O seminário será realizado em um dos Centros de Referência do CPB, projeto que faz parte do Plano Estratégico da entidade elaborado em 2017 e revisado em 2021. O seu objetivo é aproveitar espaços esportivos em estados de todas as regiões do país para oferecer modalidades paralímpicas, desde a iniciação até o alto rendimento.

Para obter mais informações ou sanar dúvidas sobre o Seminário ou novos cursos, os interessados podem enviar um e-mail para educ.paralimpica@cpb.org.br.

Serviço
Curso presencial – Seminário sobre Modalidades Paralímpicas e Síndrome de Down e TEA – Centro de Referência de Manaus (AM)D
ata e horário: Síndrome de Down e TEA: 14 de agosto, das 8h às 13h e das 14h às 18h e 15 de agosto, das 9h às 12h. Modalidades Paralímpicas: 15 de agosto, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Local: SEST SENAT de Manaus
Endereço: Av. Autaz Mirim,  nº 10.118 – Jorge Teixeira, Manaus – AM,
Inscrições: Síndrome de Down e TE disponível neste link e Modalidades Paralímpicas disponível neste link.

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da Educação Paralímpica.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-promove-seminario-sobre-sindrome-de-down-tea-e-modalidades-paralimpicas-em-manaus/

Postado Pôr Antônio Brito 

07/07/2026

DONA JÔ CLEMENTE - 100 ANOS DA MULHER QUE MUDOU A INCLUSÃO

Em 2026, Dona Jô Clemente (Jolinda Garcia dos Santos Clemente) celebra 100 anos de uma trajetória marcada pela luta em defesa dos direitos das pessoas com deficiência intelectual. Inspirada pelo diagnóstico de síndrome de Down de seu filho, Zequinha, ela ajudou a fundar a APAE de São Paulo em 1961, instituição que, desde 2019, leva seu nome como Instituto Jô Clemente (IJC). Sob sua liderança, o IJC trouxe o Teste do Pezinho ao Brasil em 1976, iniciativa que já beneficiou mais de 19 milhões de bebês e hoje responde por todos os exames realizados na capital paulista e cerca de 70% no estado de São Paulo. Atualmente, o instituto realiza mais de 330 mil atendimentos por ano, consolidando um legado de inclusão, saúde preventiva e transformação social no país.

DONA JÔ CLEMENTE - 100 ANOS DA MULHER QUE MUDOU A INCLUSÃO

Ao completar 100 anos em 2026, DONA JÔ CLEMENTE - Jolinda Garcia dos Santos Clemente, celebra uma trajetória pioneira na defesa dos direitos das pessoas com deficiência intelectual no Brasil.⁠⁠

Motivada pelo diagnóstico de síndrome de Down do filho Zequinha, ela enfrentou o preconceito e a falta de políticas públicas para, ao lado de outros pais, para fundar a APAE de São Paulo, em 1961. Desde 2019, a instituição passou a levar o seu nome e passou a se chamar: Instituto Jô Clemente (IJC).⁠

⁠Sob sua liderança, o instituto foi responsável por trazer o Teste do Pezinho ao Brasil, em 1976, e que hoje analisa 100% dos exames realizados na capital paulista e cerca de 70% em todo o estado de São Paulo. Mais de 19 milhões de bebês já foram triados pelo teste do pezinho.⁠

⁠Atualmente, o IJC realiza mais de 330 mil atendimentos anuais, entre GRATUITOS e particulares, consolidando um legado que mudou a história da inclusão, da saúde preventiva e dos direitos das pessoas com deficiência no país.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=d886f9ad-433d-4095-851b-6ce5e38fb007

Postado Pôr Antônio Brito 

Valledupar 2026: Quinto dia tem primeiro ouro em modalidades coletivas e 13 pódios ter, 07 jul 2026 00:17:13 -03:00

Paola Kloker com a bola dominada em jogo de basquete em cadeira de rodas | Marcello Zambrana/ CPB

A medalha de ouro conquistada pela Seleção Feminina no basquete em cadeira de rodas, nesta segunda-feira, 7, foi a primeira do Brasil em modalidades coletivas nos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar. Além disso, o quinto dia de competições na Colômbia foi o mais dourado para a delegação brasileira, que  subiu 13 vezes ao pódio, com sete ouros ouros, três pratas e três bronzes. 

Com os resultados do dia, o Brasil chegou ao total de 47 medalhas (22 de ouro, 19 de prata e seis de bronze). A Colômbia é a segunda colocada (10 ouros, nove pratas e nove bronzes), seguida pelo Chile (seis ouros, cinco pratas e 16 bronzes).

A conquista no basquete em cadeira de rodas veio com campanha invicta das brasileiras. Na fase de grupos, vitórias sobre Bolívia, por 74 a 9, e Colômbia, por 78 a 25. As adversárias da semifinal foram as peruanas, e o Brasil voltou a vencer com mais de 60 pontos de diferença – 77 a 11. 

Na final, contra a Argentina, o duelo foi mais equilibrado, com placar mais apertado durante a partida. De qualquer forma, a Seleção Brasileira assumiu a dianteira no início do jogo para não perder mais, garantindo a vitória por 61 a 49.

“A gente veio de um intercâmbio em que fizemos jogos contra equipes difíceis, que vão ser importantes para as próximas competições. Chegar no Parasul-Americano depois desse intercâmbio foi de suma importância para chegar aqui no nosso melhor. A gente sabe o quanto o basquete vem crescendo, o quanto temos apoio do Comitê, da Confederação. Isso faz diferença. Saber que acreditam no nosso trabalho”, analisou a paraense Vileide Brito.

Ainda no basquete em cadeira de rodas, a Seleção Masculina foi derrotada pela Colômbia por 64 a 55 na semifinal e agora vai disputar o bronze contra a Venezuela.

Tênis de mesa
Os mesatenistas brasileiros foram os responsáveis pela maior parte das medalhas do dia: 10. Foram quatro de ouro, duas de prata e quatro de bronze. Todos os pódios foram conquistados nas chaves de duplas. 

Entre os homens, os paulistas Fábio Silva e Carlos Eduardo Moraes venceram na classe MD 4-8. Fábio repetiu a dose nas duplas mistas, subindo ao lugar mais alto do pódio ao lado da goiana Thais Fraga, na classe XD 4-7. Carlos Eduardo também conquistou o segundo ouro, atuando com a paulista Joyce Oliveira, na classe XD 10. A mesma Joyce levou a segunda medalha dourada para casa na classe WD 5-10, onde competiu com a também paulista Cátia Oliveira.

Quem também conquistou duas medalhas foi a paulista Jennyfer Parinos: uma atuando ao lado da catarinense Allana Maschio, na classe WD 14-20; e outra com o pernambucano Lucas Carvalho, na classe XD 14-20.

Allana Maschio também conquistou uma medalha de bronze nas duplas mistas (XD 14-20), ao lado do paulista Jean Mashki. Na classe MD 18, Jean também ficou com o bronze, atuando ao lado do paulista Cláudio Massad. Por fim, o amazonense Guilherme Costa conquistou o bronze ao lado de Cátia Oliveira na classe XD 4-7.

Halterofilismo
A delegação brasileira marcou presença no pódio nas três competições do dia da modalidade, todas por equipes.

Na competição feminina, o Brasil ficou com o ouro, enquanto Equador (prata) e Venezuela (bronze) completaram o pódio. Na prova mista, a Seleção Brasileira também ficou com a medalha dourada, com Chile (prata) e Venezuela (bronze) na sequência.

A equipe masculina do Brasil ficou com a medalha de prata, em prova vencida pela Colômbia. O Chile completou o pódio

Goalball
A Seleção masculina entrou em quadra duas vezes, garantindo mais duas vitórias na fase de grupos: 11 a 4 sobre a Argentina, e 10 a 7 sobre o Chile. Ainda pela fase de grupos, o Brasil volta à quadra nesta terça-feira, 7, quando enfrenta o Peru.

Já a Seleção feminina teve apenas uma partida, diante do Panamá, e venceu por 10 a 0. A equipe brasileira volta à quadra nesta terça-feira, 7, para encarar a Colômbia.

Vôlei sentado
No vôlei sentado, a Seleção Brasileira feminina venceu a Venezuela por 3 sets a 0, com parciais de 25/4, 25/6 e 25/4.

Entre os homens, foram duas partidas: vitórias por 3 sets a 0 sobre a Argentina (25/11, 25/9 e 25/11), e sobre a Venezuela (25/12, 25/10 e 25/16)

Jogos Parasul-Americanos
O Brasil participa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar 2026 com 237 atletas de 13 modalidades, além de quatro atletas-guia (atletismo), quatro pilotos (ciclismo), dois goleiros (futebol de cegos) e dois calheiros (bocha).

Este é o primeiro evento multimodalidade com a participação brasileira dentro do ciclo dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, nos Estados Unidos. Na edição anterior dos Jogos, o país ficou com um histórico quinto lugar no quadro geral de medalhas, após conquistar 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes.

O Brasil participa do evento com uma delegação formada por atletas de 26 estados e do Distrito Federal que une experiência e juventude, com 131 homens e 106 mulheres.

Por um lado, são 50 atletas que já conquistaram medalhas em Mundiais e 48 que já subiram ao pódio em edições dos Jogos Paralímpicos entre os convocados para competir na Colômbia. Por outro, o grupo conta com 80 atletas que terão no máximo 23 anos na data de início da competição.

Os primeiros Jogos Parasul-Americanos foram realizados em 2014, em Santiago, no Chile. Mais de 580 atletas de oito países competiram em sete modalidades. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo no quadro geral de medalhas, com 104 pódios conquistados, atrás apenas da Argentina.

Uma segunda edição do evento chegou a ser prevista para 2018 em Buenos Aires, na Argentina, mas foi cancelada por questões financeiras.

Confira as medalhas do Brasil nesta segunda-feira, 6

Ouro
Basquete em CR | Seleção feminina
Tênis de mesa | Fábio Silva / Carlos Eduardo de Moraes (MD 4-8)
Tênis de mesa | Joyce Oliveira / Cátia Oliveira (WD 5-10)
Tênis de mesa | Fábio Silva / Thais Fraga (XD 4-7)
Tênis de mesa | Carlos Eduardo de Moraes / Joyce Oliveira (XD 10)
Halterofilismo | Equipes mistas
Halterofilismo | Equipe feminina

Prata
Tênis de mesa | Jennyfer Parinos e Allana Maschio (WD 14-20)
Tênis de mesa | Jennyfer Parinos e Lucas Carvalho (XD 14-20)
Halterofilismo | Equipe masculina

Bronze
Tênis de mesa | Jean e Cláudio Massad (MD 18)
Tênis de mesa | Guilherme Costa e Cátia Oliveira(XD 4-7)
Tênis de mesa | Allana Maschio e Jean Mashki (XD 14-20)

Confira a programação desta terça-feira, 7 (no horário de Brasília):

11h | Vôlei Sentado Fem. — Brasil x Venezuela — semifinal
11h30 | Tênis de Mesa Fem./Masc. Individual — Fase de Grupos
11h30 | Vôlei Sentado Masc. — Brasil x Venezuela — semifinal
12h20 | Goalball Fem. – Brasil x Colômbia — Fase de grupos
13h30 | Goalball Masc. – Peru x Brasil — Fase de grupos
17h | Goalball Fem. — Semifinal 1
17h | Tênis de Mesa Fem./Masc. Individual — Semifinal e final
18h20 | Goalball Masc. Semifinal 1
19h | Basquete em Cadeira de Rodas Masc. — Brasil x Venezuela — Disputa do bronze
19h40 | Goalball Fem. Semifinal 2
21h | Goalball Masc. Semifinal 2
23h | Tênis de Mesa Fem./Masc. Individual — Semifinal e final

Patrocínio
As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas, goalball, halterofilismo e vôlei sentado.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/valledupar-2026-quinto-dia-tem-primeiro-ouro-em-modalidades-coletivas-e-13-podios/

Postado Pôr Antônio Brito 

Muito além da torcida: Copa do Mundo reforça a importância de proteger a audição infantil

Muito além da torcida: Copa do Mundo reforça a importância de proteger a audição infantil

Especialista da ABORL-CCF explica porquê protetores auriculares são aliados das crianças em ambientes ruidosos e orienta sobre os principais cuidados com os ouvidos


Além de bons jogos e gols bonitos, a Copa do Mundo também tem mostrado a preocupação de pais e responsáveis com os ouvidos das crianças. Em um dos jogos foi possível ver a pequena Mavie, filha do jogador, Neymar Jr., com um protetor auricular, parecido com um “fone de ouvido”. A medida é importante, mas a chamada proteção auditiva deve vir acompanhada de outros cuidados para preservar a saúde dos ouvidos desde os primeiros anos de vida.

Segundo o otorrinolaringologista e otologista, Dr. Fernando Balsalobre, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), a infância é uma fase decisiva para o desenvolvimento da audição e da linguagem, sendo que proteger os ouvidos das crianças não significa apenas evitar sons muito altos, mas também prevenir infecções, evitar traumas e estimular hábitos saudáveis de escuta para reduzir o risco de perda auditiva ao longo da vida. “A preocupação é ainda maior porque a exposição frequente a sons intensos pode causar danos permanentes às células da audição, especialmente quando ocorre por longos períodos ou em volumes elevados.”

Principais problemas

O uso de fones de ouvido é um dos principais pontos de atenção, por envolver a questão do volume e o tempo de exposição e, dentre as doenças e alterações mais frequentes, o especialista cita as otites (infecções de ouvido), bastante comuns na infância e que podem provocar dor, febre, irritabilidade e redução temporária da audição; o acúmulo excessivo de cerume, que pode causar sensação de ouvido tampado, desconforto e diminuição da audição; a perda auditiva induzida por ruído, que está relacionada à exposição prolongada a sons intensos, como música alta em fones de ouvido, shows e eventos esportivos, e a perfuração do tímpano, que pode ocorrer por traumas, objetos introduzidos no ouvido ou infecções graves. “É importante que os pais e responsáveis fiquem atentos às mudanças de comportamento que podem indicar problemas auditivos, como aumento excessivo do volume da televisão; dificuldade para entender conversas; atraso na fala; necessidade constante de repetir perguntas e queixas de zumbido ou dor nos ouvidos”, ressalta, ao comentar que quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de tratamento eficaz e de evitar impactos no desenvolvimento da linguagem, da aprendizagem e da socialização. “A proteção auditiva começa na infância. O uso de protetores auriculares em ambientes muito ruidosos, como jogos da Copa do Mundo, é uma excelente medida preventiva. Da mesma forma, é importante ensinar desde cedo o uso responsável dos fones de ouvido e incentivar hábitos que preservem a audição durante toda a vida.”

Cuidados essenciais

O otorrinolaringologista e otologista afirma que hábitos simples ajudam a preservar a audição infantil, como a utilização de protetores auriculares adequados ao tamanho da criança; evitar que ela permaneça próxima a caixas de som; controlar o volume dos fones de ouvido, deixando-o, preferencialmente, abaixo de 60% da capacidade máxima do aparelho; limitar o tempo de uso dos fones, fazendo pausas regulares durante a utilização, e nunca introduzir cotonetes ou outros objetos dentro do canal auditivo. “Manter a vacinação em dia é importante, pois algumas doenças infecciosas podem comprometer a audição, assim como procurar um especialista sempre que houver dor persistente, secreção, perda auditiva, zumbido ou dificuldade para ouvir”, finaliza.

Sobre a ABORL-CCF

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) é uma das mais antigas e respeitadas entidades médicas do país, dedicada à formação, atualização e valorização dos especialistas da área. A instituição atua há décadas promovendo educação continuada, pesquisa científica e defesa profissional, com o compromisso de aprimorar a qualidade do atendimento em otoneurologia, saúde auditiva, respiratória e vocal da população brasileira.

Fonte https://diariopcd.com.br/muito-alem-da-torcida-copa-do-mundo-reforca-a-importancia-de-proteger-a-audicao-infantil/

Postado Pôr Antônio Brito