13/10/2025

Pesquisa avalia “Projeto Aviação Acessível” em todo o Brasil

Pesquisadores avaliam "Projeto Aviação Acessível" 

O Ministério de Portos e Aeroportos, por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, estão conduzindo um amplo estudo visando a melhoria da acessibilidade no transporte aéreo brasileiro denominado “Projeto Aviação Acessível”.

O transporte aéreo brasileiro está dando passos importantes rumo à inclusão e acessibilidade. Coordenado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos e com apoio da Universidade de São Paulo (USP), o Projeto Aviação Acessível vem transformando a forma como aeroportos e companhias aéreas pensam e praticam a acessibilidade.

A equipe do projeto já analisou 67 aeroportos — responsáveis por mais de 95% do fluxo de passageiros do país — e elaborou o Manual de Acessibilidade para a Aviação Civil Brasileira, documento que reúne diretrizes e boas práticas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

A pesquisa avalia quatro dimensões centrais da experiência de viagem: gestão, comunicação, deslocamento e uso. São observados aspectos como a sinalização, o atendimento especializado, a acessibilidade em banheiros e áreas de espera, os recursos de embarque e desembarque, além da comunicação em sites e aplicativos.

Um dos diferenciais do projeto é o convite ao público para participar ativamente. Pessoas com deficiência podem enviar relatos de suas experiências de viagem — em texto, áudio ou vídeo— ajudando a identificar barreiras e sugerir melhorias em todas as etapas do ciclo de viagem.

Esses depoimentos, junto com as avaliações técnicas realizadas pela equipe, servirão de base para a certificação de acessibilidade dos aeroportos. As unidades que alcançarem boas pontuações receberão o Selo de Acessibilidade, reconhecimento que valoriza os esforços das empresas e informa o público sobre as condições de inclusão disponíveis em cada local.

Os relatos poderão ser enviados pelo site do projeto: https://aviacaoacessivel.com/relatos-viagens/ ou pelo WhatsApp Aviação Acessível (16) 99232-9223.

Acesse mais informações:

✈️

 Saiba mais e participe:

www.aviacaoacessivel.com

aviacaoacessivel@ufscar.br

Fonte https://diariopcd.com.br/pesquisadores-avaliam-projeto-aviacao-acessivel/

Postado Pôr Antônio Brito

Brasil conquista dez ouros na fase individual do Para Pan-Americano de tênis de mesa

Bruna Alexandre (esq.), Danielle Rauen (centro) e Jennyfer Parinos no pódio da classe 9-10 do Para Pan-Americano no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Wallace Teixeira/CBTM

Os mesatenistas brasileiros encerraram, na última sexta-feira, 10, a fase individual do Para Pan-Americano de tênis de mesa com dez medalhas de ouro. Ao todo, o Brasil somou até agora 27 medalhas, incluindo oito de prata e nove de bronze, na competição realizada no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

O Para Pan-Americano 2025 teve início na quinta-feira, 9, com 48 atletas representando o Brasil. Das 27 medalhas conquistadas até o momento, 15 vieram nas classes masculinas (cinco ouros, cinco pratas e cinco bronzes) e 12 no feminino (cinco ouros, três pratas e quatro bronzes).

Pela classe 8 masculina, o paulista Luiz Manara, tricampeão nos Jogos Parapan-Americanos (Toronto 2015, Lima 2019 e Santiago 2023), conquistou o ouro ao vencer o também brasileiro Jean Carlos Mashki por 3 sets a 1 (11/8, 11/9, 14/16 e 11/4).

O catarinense Gabriel Antunes (classe 10), ouro no Parapan de Jovens de Bogotá 2023, foi ouro no CT ao vencer o chileno Manuel Echaveguren por 3 sets a 2 (11/7, 11/5, 8/11, 8/11 e 11/9).

Além deles, o jovem catarinense Maycon Oliveira conquistou o ouro na classe 4-5, ao vencer o argentino Elias Romero por 3 sets a 2; o paranaense Paulo Henrique Fonseca, pela classe 7, superou o chileno Cláudio Bahamondes por 3 sets a 2; e o paulista Thiago Gomes, pela classe 11, venceu Lucas Walter Hansen por 3 sets a 1.

No individual feminino, o Brasil conquistou pódio triplo na classe 9-10, com as catarinenses Danielle Rauen (ouro), e Bruna Alexandre (prata) e a paulista Jennyfer Parinos (bronze). A final entre Danielle e Bruna terminou em 3 sets a 1 (11/7, 7/11, 11/9 e 11/6).

Na classe 8 feminina, a carioca Sophia Kelmer conquistou o ouro e assumiu a liderança do ranking mundial da categoria após campanha invicta em três partidas, em disputa realizada em grupo único com quatro participantes.

Ainda no feminino, as paulistas Cátia Oliveira (classe 1-2) e Joyce de Oliveira (classe 3) conquistaram o ouro. Cátia venceu a argentina Coty Garrone por 3 sets a 1, e Joyce superou a goiana Thais Fraga por 3 sets a 0.

Fechando a participação dourada brasileira, a goiana Lethícia Lacerda venceu a paulista Aline Meneses por 3 sets a 0, com parciais de 11/4, 11/6 e 11/5.

Antes do evento continental, o CT Paralímpico sediou, entre 3 e 7 de outubro, o ITTF Para Elite São Paulo, torneio internacional que contou com 26 medalhas brasileiras: nove na fase individual e 17 nas duplas.

Confira todas as medalhas brasileiras conquistadas na fase individual
Masculino

Classe 2
Guilherme Costa (prata)
Iranildo Espindola (bronze)

Classe 3
Welder Knaf (prata)
Fabio Silva (bronze)

Classe 4-5
Maycon Oliveira (ouro)
Carlos Eduardo Moraes (bronze)
Lucas Carvalhal (bronze)

Classe 7
Paulo Fonseca (ouro)

Classe 8
Luiz Manara (ouro)
Jean Carlos Mashki (prata)

Classe 9
Lucas Carvalho (prata)

Classe 10
Gabriel Antunes (ouro)
Claudio Massad (bronze)

Classe 11
Thiago Gomes (ouro)
Lucas Hansen (prata)

Feminino
Classe 1-2
Catia Oliveira (ouro)
Carla Azevedo (bronze)

Classe 3
Joyce Oliveira (ouro)
Thais Fraga (prata)
Marliane Santos (bronze)

Classe 4-5
Maria Luiza Passos (bronze)

Classe 6-7
Lethicia Lacerda (ouro)
Aline Ferreira (prata)

Classe 8
Sophia Kelmer (ouro)

Classe 9-10
Danielle Rauen (ouro)
Bruna Alexandre (prata)
Jennyfer Parinos (bronze)

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
As atletas Bruna Alexandre, Catia Oliveira, Danielle Rauen, Joyce Oliveira, Thais Fraga, Claudio Massad e Luiz Filipe Manara são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 148 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Catia Oliveira, Danielle Rauen, Joyce Oliveira, Claudio Massad, Jennyfer Parinos, Luiz filipe Manara, Marliane Amaral e Thiago Gomes integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 154 atletas.

Patrocínio
A Caixa e Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do tênis de mesa.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-conquista-dez-ouros-na-fase-individual-do-para-pan-americano-de-tenis-de-mesa/

Postado Pôr Antônio Brito 

Vem CA - plataforma cultura acessível da Escola de Gente

 Vem CA, plataforma da Escola de Gente, oferece acesso a programações culturais acessíveis em todo o Brasil. Com mais de 28 mil usuários e diversas opções de acessibilidade, o app é gratuito e inclusivo.

Vem CA - plataforma cultura acessível da Escola de Gente

Você conhece o aplicativo Vem CA? Ele é uma plataforma nacional de cultura acessível criada pela Escola de Gente. Por meio dele, pessoas com e sem deficiência têm a oportunidade de saber o quê, quando, onde e com quais acessibilidades estão acontecendo as programações culturais em cidades por todo o Brasil.

Isso transforma não apenas o acesso à cultura por parte de quem tem deficiência, mas também de quem: têm filhos/as pequenos/as que precisa segurar no colo ou estão no carrinho; está amamentando; é idoso/a e quer levar seus netos ou suas netas ao teatro, mas precisa saber se há rampas que lhe dêem segurança para caminhar, caso tenha mobilidade reduzida; não têm orçamento para ir a qualquer atividade cultural que seja paga, por exemplo.

É possível pesquisar onde há espetáculos de teatro com intérprete de Libras, língua de sinais brasileira. Decidir em quais exposições uma pessoa em cadeira de rodas pode circular com autonomia. Também escolher a sessão de um filme com audiodescrição. O Vem CA está preparado para cadastrar 12 tipos de atividades culturais: biblioteca, cinema, circo, dança, exposição, festas, festival, games, gastronomia, música, patrimônio histórico e teatro; e 12 recursos de acessibilidade disponíveis para a busca: assento acessível, audiodescrição/ guia acessível, banheiro acessível, elevador/rampa, gratuidade, legenda, Libras, Libras tátil, linguagem simples, piso tátil, publicações acessíveis e visita tátil.

Por um lado, produtores/as podem divulgar os seus projetos culturais com acessibilidade. E, por outro, pessoas com deficiência, familiares e o público em geral podem encontrar as atividades acessíveis que desejam. Usar o aplicativo é GRATUITO e tem, claro, tecnologia totalmente acessível.

O VEM CA tem mais de 28 mil pessoas usuárias, 320 produções cadastradas, e 1.500 eventos disponibilizados.

Para saber mais clique no link:

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=a5aed092-1c91-4a21-bc76-04d9306cc48e
 
Postado Pôr Antônio Brito 

Prefeita Carol Jordão inaugura novas Salas TEA e reforça compromisso com a inclusão e a saúde do município


A prefeita Carol Jordão segue marcando seu nome na história do município com mais uma importante conquista na área da saúde: a inauguração das Salas TEA (Transtorno do Espectro Autista) no Centro de Saúde. O novo espaço foi planejado com cuidado e dedicação para oferecer atendimento especializado, humanizado e inclusivo às pessoas com autismo e suas famílias.

Durante a cerimônia de inauguração, Carol destacou que o projeto é fruto de um compromisso assumido ainda na campanha, quando se comprometeu a fortalecer as políticas públicas voltadas à inclusão social e à saúde integral.

“Essas salas representam mais do que uma estrutura física representam acolhimento, respeito e oportunidade. É a cidade avançando na construção de um futuro mais inclusivo para todos”, afirmou a prefeita.

As Salas TEA foram equipadas com materiais sensoriais e pedagógicos específicos para o desenvolvimento e o bem-estar dos usuários. O objetivo é oferecer um espaço adequado para acompanhamento multiprofissional, com terapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos e educadores especializados.

Com essa iniciativa, a gestão de Carol Jordão reafirma seu papel ativo na transformação da saúde municipal, demonstrando sensibilidade social e compromisso com a qualidade de vida da população.
Mais do que cumprir promessas, Carol tem mostrado que a inclusão é prioridade e que o cuidado com as pessoas vem em primeiro lugar.

Posagem: Heleno Trajano.

https://www.trajandocidadania.com.br/

11/10/2025

A exclusão das Pessoas com Deficiência dos cargos de liderança

A exclusão das Pessoas com Deficiência dos cargos de liderança - OPINIÃO - * Por André Naves

OPINIÃO

  • * Por André Naves

Um dos mais estrondosos versos contra todas as formas de preconceito já produzido está na canção “Sampa”, em que a genialidade de Caetano Veloso nos lembra que “Narciso acha feio o que não é espelho”. Poucas frases descrevem com tanta precisão a miopia que ainda domina boa parte do imaginário brasileiro.

Olhamos para os cargos de liderança, sejam eles públicos ou privados, e vemos uma imagem quase homogênea, um ambiente que, por insistir em espelhar apenas a si mesmo, se torna incapaz de enxergar a beleza e a potência do que é diferente. O resultado? Um cenário desolador! Menos de 1% das pessoas com deficiência ocupam posições de liderança no país.

A Lei de Cotas, instituída em 1991, foi e continua sendo um instrumento civilizatório fundamental. Ela abriu portas que, por séculos, permaneceram trancadas pelo preconceito. Contudo, seu alcance tem se mostrado limitado a ser uma porta de entrada. A escada corporativa, que deveria ser o caminho natural para a ascensão, revela-se cheia de obstáculos excludentes, intransponíveis para muitos.

Devemos frisar que esses obstáculos não são apenas as barreiras físicas, seja pela falta de rampas ou de softwares acessíveis. A barreira mais perversa é a atitudinal. É o capacitismo. A atitude excludente, ainda que velada, nas reuniões, nas avaliações de desempenho e nos processos de promoção.

O recente “Radar da Inclusão” reforça essa realidade: 84% das pessoas com deficiência não ocupam qualquer cargo de liderança, e apenas 2% chegam à alta gestão. O que esses números nos dizem é que as empresas contratam para cumprir a lei, mas hesitam em confiar para liderar.

Eis o grande paradoxo. Em um mundo que clama por inovação como condição de sobrevivência, as empresas deliberadamente se privam de uma das maiores fontes de criatividade: a diversidade.

A inovação não nasce do consenso fácil, do eco de ideias iguais. Ela brota do atrito, do encontro entre visões de mundo distintas, de experiências de vida plurais e de formas diferentes de solucionar problemas. Uma pessoa que navega diariamente por um mundo que não foi desenhado para ela desenvolve uma capacidade de adaptação, resiliência e resolução de problemas que é um ativo inestimável.

Ao excluir o “diferente” de suas mesas de decisão, as lideranças não estão apenas cometendo uma injustiça social; estão praticando uma espécie de suicídio corporativo em câmera lenta. Estão se fechando em uma bolha de pensamentos repetidos, empobrecendo seu repertório estratégico e tornando-se perigosamente vulneráveis à “asfixia criativa”. No fim, condenam-se ao risco real do fenecimento, da perda de relevância e, por fim, da falência.

A inclusão não é um ato de caridade, tampouco um item a mais em um relatório de sustentabilidade. É uma estratégia de negócio vital. É sobre quebrar o espelho de Narciso e ter a coragem de enxergar a força que existe naquilo que não nos é familiar. É entender que uma liderança verdadeiramente forte não é aquela que se vê refletida em todos, mas aquela que sabe orquestrar a multiplicidade de talentos em uma sinfonia coesa e potente.

Está na hora de as empresas brasileiras perceberem que, ao manterem suas portas de liderança fechadas para as pessoas com deficiência, não estão apenas falhando com a sociedade. Estão, acima de tudo, falhando consigo mesmas, com seu futuro e com sua própria capacidade de prosperar. A beleza, afinal, é enxergar. E já passou da hora de abrirmos os olhos.

  • * André Naves é Defensor Público Federal. Especialista em Direitos Humanos e Sociais, Inclusão Social – FDUSP. Mestre em Economia Política – PUC/SP. Cientista Político – Hillsdale College. Doutor em Economia – Princeton University. Comendador Cultural. Escritor e Professor.

Conselheiro do Chaverim. Embaixador do Instituto FEFIG. Amigo da Turma do Jiló.

www.andrenaves.com

Instagram: @andrenaves.def

Fonte https://diariopcd.com.br/a-exclusao-das-pessoas-com-deficiencia-dos-cargos-de-lideranca/

Postado Pôr Antônio Brito 

O Dia das Crianças e a coragem de quem luta pela vida todos os dias

O Dia das Crianças e a coragem de quem luta pela vida todos os dias - OPINIÃO - * Por Bianca Provedel

 

OPINIÃO

  • * Por Por Bianca Provedel

Ser mãe muda tudo. Quando meu filho nasceu, entendi, de forma visceral, o que significa colocar a vida de outra pessoa acima da sua. Essa é a essência da maternidade: uma mistura de amor incondicional com coragem diária. Talvez por isso, ao entrar em contato com tantas famílias atendidas pelo Instituto Ronald McDonald, eu me veja tantas vezes no olhar dessas mães. Elas carregam a mesma determinação, mas em condições muito mais duras: a de acompanhar um filho em tratamento contra o câncer.

Neste Dia das Crianças, enquanto muitas famílias celebram com presentes, passeios e sorrisos, milhares de meninos e meninas no Brasil estarão em hospitais. Em vez de escolher brinquedos, seus pais estão diante de prontuários, exames e medicamentos. São crianças que, apesar da doença, continuam sendo crianças: brincam, sonham, pedem colo. A diferença é que sua infância acontece em meio a agulhas, salas de quimioterapia e longas viagens até centros de tratamento.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 8 mil novos casos de câncer infantojuvenil são diagnosticados por ano no país. E, embora a medicina avance, a taxa média de sobrevida no Brasil ainda é de 64%. Nos centros apoiados pelo Instituto Ronald McDonald, conseguimos alcançar 72%, resultado de investimentos em diagnóstico precoce, atenção integral e, sobretudo, humanização. Esse dado nos enche de esperança, mas também mostra o tamanho do desafio: não basta tratar a doença, é preciso cuidar da família como um todo.

Pesquisas internacionais da Ronald McDonald House Charities (RMHC) revelam que 51% das famílias de crianças com câncer vivem abaixo ou na linha da pobreza, e 37% relatam ter ao menos uma necessidade básica não atendida, alimentação, transporte, moradia, acesso a internet, até mesmo fraldas e material escolar. É impossível esperar que uma mãe consiga acompanhar o tratamento do filho com serenidade quando não sabe como chegar ao hospital ou o que vai servir no jantar.

Foi justamente para enfrentar essa realidade que surgiram os Programas Casa Ronald McDonald e o Espaço da Família Ronald McDonald. A Casa oferece hospedagem gratuita, refeições, transporte até os hospitais, atividades pedagógicas e apoio psicossocial em um ambiente acolhedor, que faz as famílias se sentirem em casa. Já o Espaço da Família, dentro dos hospitais, oferece um local confortável para descanso, apoio emocional e momentos de alívio durante a rotina de tratamento. Somente em 2024, juntos, esses programas atenderam milhares de famílias em todas as regiões do Brasil.

Essas iniciativas ganham ainda mais relevância diante dos dados da pesquisa realizada com as famílias apoiadas: mais de 84% afirmaram que não teriam onde se hospedar caso não conseguissem uma vaga em uma Casa Ronald McDonald, e mais de 72% têm renda familiar de até um salário mínimo. Isso mostra o quanto o acolhimento oferecido é essencial para garantir o acesso contínuo ao tratamento

Acredito profundamente que a humanização salva. Uma criança que encontra uma sala de aula dentro do hospital, que participa de uma oficina de arte, que vê a mãe descansando em um quarto limpo e seguro, ganha forças para continuar. Essa rede de cuidado reduz o abandono do tratamento e, em muitos casos, pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Como mãe, me sinto tocada de forma pessoal toda vez que vejo uma criança correndo pelos corredores das Casas Ronald depois de uma sessão de quimioterapia, ou quando escuto de uma mãe que, pela primeira vez em semanas, conseguiu dormir tranquila porque sabia que seu filho estava acolhido. Esses momentos me lembram que, por trás de cada número, existe uma história. E cada história merece ser contada, cuidada e preservada.

O Dia das Crianças é sobre celebrar a infância. Mas ele também pode ser sobre solidariedade, empatia e responsabilidade coletiva. Cada gesto importa. Uma doação, um ato de voluntariado, uma parceria institucional, tudo isso pode transformar a vida de uma criança em tratamento oncológico e dar fôlego a uma família que já enfrenta tanto.

O que desejo neste 12 de outubro é que o Brasil não esqueça das crianças que não estarão nos shoppings, mas sim nas enfermarias. Que possamos enxergar nelas não apenas pacientes, mas crianças plenas, com direito ao brincar, ao aprender, ao sonhar. Que cada uma delas tenha não apenas chances de cura, mas também a oportunidade de viver sua infância com dignidade, mesmo nos dias mais difíceis.

É para isso que lutamos diariamente no Instituto Ronald McDonald. Porque quando cuidamos da criança e de sua família, cuidamos do futuro de todos nós.

*Bianca Provedel é jornalista, psicóloga, mãe, e há 20 anos atua no terceiro setor. É CEO do Instituto Ronald McDonald, organização que já impactou mais de 15 milhões de vidas em todo o Brasil.

Fonte https://diariopcd.com.br/o-dia-das-criancas-e-a-coragem-de-quem-luta-pela-vida-todos-os-dias/

Postado Pôr Antônio Brito 

PR investe R$ 222 milhões em ciência e revoluciona a pesquisa no Brasil

O Paraná investe R$ 222,5 milhões em 57 projetos de pesquisa e inovação (NAPIs) em áreas como saúde, educação e tecnologia. Foram concedidas 6.269 bolsas de pesquisa, com destaque para o NAPI de Tecnologia Assistiva.

PR investe R$ 222 milhões em ciência e revoluciona a pesquisa no Brasil

O Paraná tem 57 projetos estratégicos em diversas áreas em desenvolvimento nos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), da Fundação Araucária. São ideias que prometem revolucionar os estudos nas áreas de saúde, genômica, educação, emergências climáticas, sustentabilidade, agricultura, inteligência artificial, energias renováveis e transformação digital.

Desde 2019, o governo já aplicou R$ 222,5 milhões em investimentos voltados ao fortalecimento do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Paraná. Mais do que números, os NAPIs representam uma política pública inovadora que articula dezenas de grupos de pesquisa de todas as universidades e institutos do Estado, em diálogo direto com empresas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

Já foram concedidas 6.269 bolsas de pesquisa e extensão, fomentando a formação de talentos e a produção de conhecimento com impacto direto na sociedade.

Um dos exemplos é o NAPI de Tecnologia Assistiva, que vem se destacando nacionalmente com o desenvolvimento de próteses inteligentes e dispositivos de inclusão sensorial.

Já por meio do NAPI Paraná Faz Ciência foi lançada a primeira pesquisa de Percepção Pública de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná, apresentada em livro.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=b2c0d851-7559-4386-8879-3b9efd7995ff

Postado Pôr Antônio Brito

Brasil é superado pela Argentina e decide o bronze com o Japão na Copa do Mundo de futebol de cegas

Tamiris Souza disputa a bola com adversária durante a semifinal entre Brasil e Argentina, em Kochi, na Índia | Foto: Renan Cacioli/CBDV

A Seleção Brasileira de futebol de cegas foi superada pela Argentina por 1 a 0 na semifinal da Copa do Mundo da modalidade, nesta sexta-feira, 10, no United Sports Centre, em Kochi, na Índia. Com o resultado, o Brasil disputará a medalha de bronze contra o Japão neste sábado, 11, às 7h (horário de Brasília).

A Copa do Mundo de futebol de cegas teve início no domingo, 5, com oito seleções participantes: Brasil, Índia, Inglaterra, Polônia, Japão, Argentina, Canadá e Turquia. As duas melhores equipes de cada grupo avançaram para as semifinais.

A partida entre Brasil e Argentina foi equilibrada durante boa parte do confronto. No segundo tempo, a equipe argentina marcou o único gol da partida com um chute de primeira, em meia altura, da camisa 4, Agus Medina, após a bola sobrar para ela na área.

Mais cedo, na outra semifinal, Inglaterra e Japão empataram por 0 a 0 no tempo regulamentar, com a seleção inglesa garantindo vaga na final após vitória nos pênaltis.

Com isso, os confrontos decisivos da competição serão realizados neste sábado, 11: Brasil x Japão, às 7h, pela disputa do terceiro lugar, e Argentina x Inglaterra, às 9h30, na decisão do título.

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Patrocínio
A Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-e-superado-pela-argentina-e-decide-o-bronze-com-o-japao-na-copa-do-mundo-de-futebol-de-cegas/

Postado Pôr Antônio Brito 

10/10/2025

Tratamento Assistido por Animais (TAA) mostra resultados de transformação na recuperação de pacientes

Tratamento Assistido por Animais (TAA) mostra resultados de transformação na recuperação de pacientes

Em um ano, mais de 140 pacientes da YUNA foram beneficiados por uma abordagem que eleva o humor, a motivação e a recuperação física com base em evidências científicas

O Tratamento Assistido por Animais (TAA) tem se mostrado não apenas uma atividade lúdica, mas uma verdadeira ferramenta terapêutica que contribui para a saúde mental e emocional dos pacientes, gerando benefícios no processo de cura. Após um ano de implantação na YUNA, a atividade já beneficiou cerca de 140 pacientes, proporcionando resultados significativos no tratamento de várias condições.
 

O TAA utiliza a interação com animais especialmente treinados para complementar tratamentos convencionais, promovendo ganhos motores, emocionais e sociais. A atividade, conduzida por uma equipe multidisciplinar oferece sessões que vão desde o lazer até exercícios terapêuticos específicos, tornando o tratamento mais agradável e menos doloroso.
 

Desde a introdução do TAA, pacientes internados participaram de sessões de interação com os animais, envolvendo desde atividades de lazer até atividades terapêuticas para ganho de funcionalidade, cognição, interação social entre os pacientes e profissionais. As atividades são desenvolvidas pela equipe multidisciplinar, e envolvem fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo e fonoaudióloga, com auxílio dos animais. O tratamento tem sido elogiado por todos os envolvidos, e a adesão dos pacientes tem sido crescente, mostrando como a presença dos animais auxilia na redução do estresse, ansiedade e melhora na funcionalidade.
 

“O vínculo afetivo que os pacientes criam com os animais durante essas atividades tem sido essencial para uma recuperação mais rápida e mais leve. Além disso, os relatos dos pacientes indicam um aumento significativo no humor e na motivação para seguir o tratamento”, declara Alyssandra Monteiro Paiva, psicóloga da YUNA que participa da atividade.
 

Segundo Douglas Crispim, fisioterapeuta da equipe multiprofissional, “a interação com os animais também contribui para uma recuperação mais ágil e menos dolorosa, promovendo momentos de alegria e descontração”.
 

É importante destacar que o TAA é direcionado de acordo com o plano terapêutico individual do paciente. Entre as indicações na área motora estão melhoria da coordenação e do planejamento motor, aumento da estabilidade e co-contração das articulações e dos músculos, treino de controle de tronco equilíbrio estático e dinâmico. Na área sensorial a indicação é aumentar a discriminação tátil através da aplicação de input tátil em áreas do corpo com alta concentração de receptores como face, mãos e pés. E na área cognitiva, aumento da atenção e desenvolvimento da memória.

Eficácia comprovada pela ciência
 

Os resultados observados na YUNA são corroborados por importantes pesquisas em saúde. Instituições como a UCLA Health (Universidade da Califórnia) e a organização Pet Partners (instituição que desde 1977 registra e apoia equipes voluntárias de animais de terapia ao redor do mundo), por exemplo, documentam que o TAA traz benefícios fisiológicos e psicológicos significativos. O simples ato de interagir com um animal pode diminuir a pressão arterial e a frequência cardíaca, além de liberar hormônios como serotonina e ocitocina, essenciais para elevar o humor e reduzir o estresse.
 

No Brasil, um estudo de 2016, publicado na revista Scientia Medica (da Faculdade de Medicina do Hospital São Lucas e do Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS), investigou o TAA com idosos e demonstrou impacto positivo na funcionalidade e qualidade de vida.
 

“A maioria dos pacientes adora a presença dos animais, já que, muitas vezes, fizeram parte de suas vidas em algum momento”, explica Luciene Costa, fisioterapeuta da YUNA. “A presença dos cães torna o ambiente mais acolhedor e motivador. Por meio da terapia, é possível alcançar amplitudes de movimentos e resultados motores superiores aos das terapias convencionais”, esclarece.

Resultados que transformam
 

O impacto do TAA pode ser medido nas palavras dos próprios pacientes. Uma paciente de 83 anos, M.J.S, que participou da atividade duas vezes, relatou que a experiência foi “muito especial”, definindo-a com uma única palavra: “amor”.
 

Outro paciente, J.J.D.S, ressaltou o bem-estar proporcionado: “A atividade foi muito legal, propiciou bem-estar. Gostei muito e gostaria de participar mais vezes. Esse tipo de atividade é muito positiva e agregou devido ao contato com o mundo exterior.”

Os cuidados com os animais
 

O TAA é realizado em parceria com a Infinity Dog, especializada em ações de Intervenção Assistida por Animais na área da saúde e membro da AASI (Animal Assisted Services International).
 

Seguindo o protocolo da empresa, os cães realizam exames cropofológicos trimestrais e a chegada em cada sessão acontece com 30 minutos de antecedência para garantir que os cães façam suas necessidades, relaxem da viagem de carro, passem por higienização das patas e pelo, escovação e coloquem o uniforme, que para eles é um indicativo que estão em horário de trabalho.
 

Os cães mantem uma dieta equilibrada, rotinas de higiene rigorosas (banhos, corte de unhas, escovagem de pelo e dentes), adestramento específico para o TAA, e um acompanhamento contínuo do seu bem-estar físico e emocional. O objetivo é garantir que o animal esteja saudável, confortável e demonstre prazer ao participar do tratamento, assegurando o sucesso e a segurança da intervenção para todos os envolvidos.
 

Sobre a YUNA
 

A YUNA, especializada em transição de cuidados, oferece suporte completo para pacientes de reabilitação, cuidados paliativos e continuados, atendimento individualizado e assistência multidisciplinar. Mais informações no telefone (11) 3087-3800 ou no site Link.

Fonte https://diariopcd.com.br/tratamento-assistido-por-animais-taa-mostra-resultados-de-transformacao-na-recuperacao-de-pacientes/

Postado Pôr Antônio Brito 

“Água da Vida” é o filme da Cia CInArteRio

Cia CInArteRio, grupo formado por pessoas com e sem deficiência, lança o longa-metragem “Água da Vida”. O filme mostra o potencial e o protagonismo das pessoas com deficiência na cultura. Assista e compartilhe!

“Água da Vida” é o filme da Cia CInArteRio

É com muito orgulho que apresentamos o primeiro longa-metragem da Companhia CInArteRio!

Eles são um grupo formado por pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência, unidos pela força da arte e da inclusão.

Mesmo com poucos recursos, eles colocam todo o coração nesse trabalho, que mostra o potencial, o talento e o protagonismo das pessoas com deficiência na cultura.

Assista, curta, comente e compartilhe!

Para assistir o filme acesse o link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=76fb0d13-c21d-47d1-9c12-5578105e3b78
 
Postado Pôr Antônio Brito