21/04/2020

“As pessoas com deficiência sempre vivem um isolamento”, lembra Carla Mauch, da ONG Mais Diferenças

Encerrando a semana de Webinários PVE, a fundadora da ONG Mais Diferenças, Carla Mauch, falou a mais de 500 pessoas na manhã desta sexta-feira (17). Traçando um paralelo entre o distanciamento social que vivemos durante a pandemia de Covid-19 e a vida de jovens e adultos com deficiência.  

— A situação de isolamento que estamos vivenciando, que está sendo tão difícil, ela foi e ainda é vivenciada por milhões de crianças, adolescentes e adultos quando os excluímos do direito à educação — afirma Carla.

Carla relatou os principais desafios da Educação Inclusiva no Brasil e trouxe, ainda, uma variedade de exemplos de materiais didáticos gratuitos para que professores e familiares possam ler e interagir com crianças e jovens com deficiência.

Fonte  https://pve.institutovotorantim.org.br/2020/04/17/as-pessoas-com-deficiencia-sempre-vivem-um-isolamento-lembra-carla-mauch-da-ong-mais-diferencas/

Postado por Antônio Brito 

20/04/2020

Médicos preveem que Brasil não volta ao 'normal' antes de agosto

Homem caminha sozinho no centro de São Paulo durante quarentena; Brasil deve "voltar ao normal" em ao menos quatro mesesImagem: Alexandre Schneider/Getty Images

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministério da Saúde e especialistas ouvidos pelo UOL apontam que a situação vai piorar até o mês de junho
  • Estimativas mais otimistas projetam que a covid-19 estará sob controle apenas em agosto
  • "Em agosto ou setembro a gente deve estar voltando [à normalidade], desde que seja construída imunidade de mais de 50% das pessoas", disse Mandetta.
Fonte  https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/04/14/volta-ao-normal-covid-19-so-deve-deixar-de-impactar-a-sua-rotina-em-agosto.htm?utm_source=facebook&utm_medium=social-media&utm_campaign=uol&utm_content=geral
Postado por Antônio Brito 

Família monta supermercado em casa para vovó com Alzheimer fazer compras

Uma família australiana transformou a sala de estar de casa em um supermercado improvisado para que a vovó pudesse fazer compras e se divertisse um pouco, fugindo do tédio de estar confinada em casa após tantos dias.

Quem teve a ideia foi Jason van Genderen. A mãe dele, que tem 87 anos, tem Alzheimer e Demência vascular.

A idosa está pouco ou nada ciente do que está acontecendo no mundo com a pandemia de coronavírus e se queixa frequentemente do porquê não pode sair de casa e fazer compras ao lado do filho, como de costume.

Foto: Reprodução/Facebook @jason.vangenderen
Para trazer um pouco de diversão para a mãe, Jason pediu ajuda à esposa e os filhos para montar um supermercado na sala de estar, onde ela poderia fazer aquilo que mais gosta: comprar.

“Estamos em isolamento há quatro semanas e a rotina de minha mãe foi interrompida. Fazê-la entender o que está acontecendo seria muito ruim para ela”, diz o australiano em um vídeo compartilhado no Facebook.

“Uma das coisas que ela mais gosta é fazer compras. Não podemos levá-la ao supermercado, então pensamos em abrir uma loja em casa”, explica.

Dito e feito: nas imagens que viralizaram online, a idosa fica super animada ao poder “fazer compras” novamente.

Foto: Reprodução/Facebook @jason.vangenderen

E o melhor de tudo, seus netos eram os assistentes do supermercado, que garantiram que ela recebesse “os melhores” preços.

Fonte  https://razoesparaacreditar.com/familia-monta-supermercado-vovo-alzheimer/amp/?utm_source=facebook&utm_medium=post&utm_campaign=rpa&utm_content=familia-monta-supermercado-vovo-alzheimer&fbclid=IwAR2PSJJeegXj4yl1UD5EpR5AMRvowUduQ36eD2WET7pafUwLRuf6zEginDc

Postado por Antônio Brito 

A velhice começa quando perdemos nossa curiosidade

Se há uma coisa que nos faz continuar na vida é a curiosidade: o desejo de aprender sobre coisas, experiências e novos mundos. A curiosidade nasce conosco e permanece conosco ao longo de nossas vidas. Quando sentimos que não há nada que nos leve a descobrir coisas novas, isso significa que temos um problema.

Por esta razão, o escritor português Saramago disse que “a velhice começa quando perdemos a nossa curiosidade “. Em outras palavras, ligamos o conceito de juventude à vitalidade e o desejo de desfrutar o mundo sem limites; enquanto a ideia de velhice está ligada à empatia pela vida e à perda de apetite que nos leva a querer descobrir algo mais sobre o nosso entorno.

“Eu nunca poderia, em qualquer idade, ser feliz sentada perto de uma lareira, apenas observando. A vida é para ser vivida. A curiosidade deve sempre permanecer viva. Ninguém deveria, por qualquer razão no mundo, virar as costas para a vida “.

-E. Roosevelt-

A curiosidade é o traço distintivo das crianças

Certamente você notou que as crianças, especialmente quando são pequenas, têm um desejo incrível de saber. Elas estão cheias de energia que as empurra para fazer perguntas sobre tudo, querer tudo, tocar em tudo que atravessam. É normal, porque elas estão crescendo e querem entender onde estão e o que a vida pode oferecer a elas.

De certa forma, este é o primeiro passo em sua aprendizagem como pessoas, e nós, adultos, somos responsáveis por alimentar essa curiosidade e desenvolvê-la de maneira positiva e intelectual. Nós também aprendemos dessa maneira a manter sempre nossa curiosidade viva, o que nos guia e nos impele a nos superar. É isso que nos faz sentir jovens e ainda um pouco crianças: não envelhecer.

“Acredito que, se perdêssemos nossa curiosidade, não restaria nada. Não haveria reflexão e, portanto, não haveria conhecimento, nem possibilidade de saber, para chegar ao fundo de algo. Sem curiosidade, não estamos vivos “.

-Luis Eduardo Aute-

O reverso da curiosidade.

Precisamente porque a curiosidade nos impele a explorar o mundo, alguns estudos também foram realizados para descobrir por que somos curiosos. A pesquisa levou à conclusão, em suma, de que somos mais curiosos quando já sabemos algo sobre um assunto e queremos aprender mais.

A curiosidade nesses casos pode ser representada como um U inverso, em que o ponto de partida desperta em nós a curiosidade de saber para onde vai esse U. Este fator está relacionado a outros estudos que demonstraram que a curiosidade está ligada à memória e à aprendizagem: a curiosidade nos ajuda a reter na memória o que poderíamos chamar de “aprendizado motivado”, como se fosse uma recompensa.

Como alimentar a curiosidade

Tendo dito isso, você entenderá bem por que relacionamos a velhice à falta de curiosidade: parar de querer aprender significa privar a vida de seu significado. É importante manter a curiosidade viva, aquela que nos levou a ouvir uma conversa atrás de uma porta para descobrir a América além do oceano. Graças à curiosidade, os estudos em todos os campos do conhecimento fizeram enormes progressos.

A melhor maneira de alimentar a curiosidade é estimulá-la de maneira positiva, e é assim que você tem a ver com as crianças. Aqui estão algumas maneiras de fazer isso:

• Desenvolver a imaginação: experimente e deixe-as experimentar, tente transformar atividades cotidianas em novas aventuras nas quais você aprende algo novo todos os dias.

• Dê o exemplo: se você quer que uma criança aprenda algo, acompanhe suas palavras com um exemplo. Se ela perceber que você também é curioso, mesmo diante de pequenas coisas, ela também será.


• Responda às suas perguntas: não adianta dizer a uma criança “por que eu digo” ou “por que é”. Desta forma, você só será capaz de silenciá-la. Tente sempre dar uma explicação coerente, essas explicações vão lhe trazer mais perguntas.

• Deixe-as fazer as coisas por conta própria: as crianças devem descobrir que erros podem ser cometidos e que são necessários para o aprendizado. Se você der a ela a oportunidade de aprender, estará ajudando-a a aprender como lidar com situações difíceis e, ao mesmo tempo, aumentar sua criatividade.

“Felizmente, a natureza me deu uma curiosidade irracional, mesmo pelas coisas mais insignificantes. Isso é o que me salva. A curiosidade é a única coisa que me mantém à tona. Tudo o resto me faz afundar “.

-Pedro Almodóvar-

Artigo extraído e traduzido de La Mente è Meravigliosa

Fonte  https://www.pensarcontemporaneo.com/a-velhice-comeca-quando-perdemos-nossa-curiosidade/

Postado por Antônio Brito 

Textão de pai sobre “pensão alimentícia” viraliza nas redes sociais e faz sucesso entre as mamães | PsicoEdu

“Esse texto é pra você que pensa que é PAI...”
É assim que Igor Costa começa seu post no facebook publicado no começo de abril.
No post que foi compartilhado centenas de vezes nos últimos dias, ele faz um desabafo sobre o desafio de ser um pai de verdade, cumprir com suas obrigações e reconhece o esforço enorme que as mamães fazem, muitas vezes sozinhas, para cuidar dos filhos.
O texto, que acompanha uma foto do filho com fantasia e ovos de páscoa (foto acima), termina com um enaltecimento do papel da mãe que está sempre presente na vida do filho.
Esse texto é pra você que pensa que é PAI, que acha que faz muito em pagar míseros 30% do seu salário de pensão alimentícia para custear toda uma vida, repito, uma vida. Isso porque a mãe foi até a justiça buscar seus direitos!
É pra você que acha que R$ 200,00 é suficiente pra vestir, alimentar, educar, pagar escola, cuidar e dar uma condição de vida razoável à uma criança.
É pra você que briga com a mãe que gastou R$50,00 em um remédio para o seu filho (que remédio caro da porra) mas paga R$70,00 de entrada numa balada fajuta.
É pra você que ostenta em rede social, mas deixa o filho sem um par de tênis adequado para o desenvolvimento das atividades escolares, sem contar mochila, material e uniforme.
É pra você que não sabe que crianças tem "vontades" e mesmo assim sujeita a mãe à entrar no supermercado com a miséria que você paga de pensão, acompanhada do seu filho, que, provavelmente vai pedir um danone, ou um biscoito, e como toda MÃE, não terá esse desejo recusado.
É pra você que conta vantagem para os amigos do carro, da moto e das roupinhas de marca que vive, mesmo sabendo que seu filho nunca teve uma bicicleta para brincar com os amigos.
É pra você que bate no peito dizendo que "sempre foi certo com suas coisas", deixando a mãe do seu filho se humilhar para comprar um moleton "fiado" e "parcelado" para que ele se esquente nos dias frios.
É pra você que fica postando fotos de viagens nas redes sociais sem saber que seu filho deixou de ir no passeio da escola para evitar gastos desnecessários para a mãe.
É pra você que comemora o dia dos "namorados" com sua nova namoradinha, mas nunca foi na apresentação do "dia dos pais" na escolinha do seu filho.
É pra você que acha suficiente passar dois finais de semana por mês com o filho, que já chega na sua casa limpo e bem cuidado pela mãe, com as melhores roupas e uma educação exemplar.
É pra você cara, que paga R$10,00 em uma garrafa de cerveja, e pede pra mãe não gastar com "besteiras" para uma criança, repito, CRIANÇA.
Esse texto é pra você, que toda vez quando chega o aniversário do seu filho diz "quer faz sozinha", e pra você que acha muito o valor pago à título de pensão lembrando que isso não é gasto nem com fralda, mas não consegue fazer a compra da semana com o mesmo valor.
Esse texto é pra você, que leu até aqui, que tem plena consciência que eu poderia pontuar outros 200 itens, e mesmo assim continua não se importando (...) E apesar de tudo, seu filho irá crescer e se tornará uma pessoa espetacular, não pelas migalhas que você obrigatoriamente deu durante sua vida de progenitor, mas pelo simples fato de sempre contarem com alguém indescritível...uma MÃE.

Mas meu filho é uma criança de sorte, porque ele tem um pai. De verdade.

Conhece alguém que precisa ler esse texto?

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Fonte  https://www.psicoedu.com.br/2020/04/textao-de-pai-sobre-pensao-alimenticia.html?m=1
Postado por Antônio Brito 

Paciente com síndrome de Down vence o Covid-19 nos EUA

Foto: CNN

Uma paciente chegou ao hospital em uma ambulância no último dia 1º, sua mãe dizia que ela não conseguia respirar.

Após alguns dias no hospital, Pamela Rosero, uma paciente de 36 anos,  com síndrome de Down, saiu vitoriosa do Hospital Regional de Kendall, em Miami, na Florida, nos Estados Unidos.

Quando chegou no hospital não era animador.

Sobrevier a esse vírus foi verdadeiro milagre, pois ela estava à beira da morte após ser diagnosticada com coronavírus.

Sua saúde piorou poucas horas depois de entrar no hospital e ela teve que ser submetida a respiração artificial.

Sua mãe acredita que Pamela provavelmente contraiu o vírus em um avião, quando em 16 de março, voltava do Equador para os Estados Unidos.

Quando voltaram da viagem, Pamela não estava se sentindo bem, estava sem fôlego e tossindo muito. O hospital permitiu que ela ficasse com a filha durante os 15 dias em que foi hospitalizada. E agora que o pesadelo passou, ela e sua mãe voltaram para casa gratos à equipe médica e tomam medidas extras de higiene.

Fonte  https://revistareacao.com.br/paciente-com-sindrome-de-down-vence-o-covid-19-nos-eua/

Postado por Antônio Brito 

Olhos secos e boca devido à fibromialgia

A fibromialgia é tipicamente caracterizada por dor generalizada, fadiga, dores de cabeça, síndrome do intestino irritável, incapacidade de dormir refrescante, acordar cansado e rígido e desenvolver distúrbios cognitivos, incluindo falta de concentração e falta de jeito, tontura, etc.

A síndrome da fibromialgia é uma condição crônica e de longo prazo que não tem cura. Cerca de 10 milhões de pessoas são atualmente diagnosticadas com esse distúrbio. Embora 9 entre 10 pessoas diagnosticadas sejam mulheres, os homens também apresentam esse distúrbio.

Associação de fibromialgia com outras condições

Estudos mostraram que a fibromialgia também está associada a várias outras condições. Normalmente, alguns pacientes com fibromialgia também experimentam secura da córnea ou olhos e boca.

Presença de desconforto ocular ou secura ocular e aridez é uma das queixas mais comuns da fibromialgia em comparação com a secura oral ou bucal. Estudos mostraram que pode haver alteração na formação de lágrimas quando comparada à população geral.

síndrome de Sjogren

Uma síndrome chamada síndrome de Sjögren é tipicamente caracterizada por olhos secos e incapacidade de formar lágrimas. Foi visto, no entanto, que pacientes com fibromialgia com olhos secos e boca seca não satisfazem os critérios para o diagnóstico da síndrome de Sjögren. Eles são comumente diagnosticados com síndrome de olho e boca seca (DEMS).

Sensibilidade da córnea e mudanças na córnea

Um estudo que analisa a sensibilidade da córnea e alterações na córnea entre os pacientes com fibromialgia mostra que a sensibilidade é a mesma, independentemente da idade dos pacientes com fibromialgia. Isto pode ser devido à deterioração dos nervos e sistemas sensoriais do olho.

Associação entre fibromialgia, fadiga crônica e síndrome de Sjögren

O estudo também encontrou associação entre fibromialgia, fadiga crônica e síndrome de Sjögren.

A secreção lacrimal está marcadamente diminuída na fibromialgia, mas não na extensão de outras condições do olho seco. Além disso, o olho se torna mais sensível a altos níveis de dióxido de carbono, calor e frio em comparação com pessoas normais.

Formação de lágrima normal

A formação normal da lágrima é controlada pela unidade funcional lacrimal que inclui córnea, conjuntiva, glândulas lacrimais acessórias e glândulas meibomianas. Tudo isso está ligado a uma boa rede de nervos.

Se qualquer parte dessa rede nervosa estiver prejudicada, a produção de lágrimas pode ser dificultada. Isso é algo que ocorre em pacientes com fibromialgia.

Boca seca

A fibromialgia está intimamente associada à síndrome do intestino irritável e reduz as secreções salivares levando à boca seca. A boca seca em si raramente está presente. É mais comumente associado a olhos secos em pacientes com fibromialgia.

Fonte  http://fibromialgia247.com/olhos-secos-e-boca-devido-a-fibromialgia/

Postado por Antônio Brito 

“Sinto muita saudade de tudo”, diz dançarino cadeirante sem poder sair de casa

Para o dançarino Roges Moraes, de 24 anos, o período de quarentena tem sido ruim. “Para ser sincero, só tenho feito  algumas flexões (de braço)”. Roges é cadeirante e participante do Projeto Pés, projeto de dança voltado para pessoas com deficiências diversas, que também conta com tetraplégicos em seu elenco. O projeto Pés é uma iniciativa do professor  de dança Rafael Tursi.

Progresso afetado

Para Carla Maia, cadeirante e dançarina de outro projeto, o Street Cadeirante, o impacto também foi “grande”. O progresso de desenvolvimento foi afetado e a divulgação dos resultados também. “Tínhamos três apresentações marcadas que foram canceladas pela pandemia. Durante esse período de quarentena, todo o treinamento foi prejudicado, estamos nos adaptando aos poucos, mas a gente perdeu tempo no período que ficamos parados sem saber o que fazer no início”.
Ela considera que a parada é necessária. “Muitos cadeirantes estão no grupo de risco, temos que manter saúde e segurança de todo mundo”, comenta Carla Maia, dançarina e gestora do grupo Street Cadeirante. O grupo conta com apenas pessoas cadeirantes e conseguiram adaptar sua rotina de aulas, diferente do Projeto Pés que trabalha com deficiências físicas, motoras e mentais.
Roges Moraes acrescenta que, como dançarino, tem sido “muito ruim” a quarentena sem o contato da dança, uma parte importante da vida dele. “Sinto falta de tudo, da companhia, dos trabalhos… É só saudade”, responde o dançarino. A falta do projeto tem sido mais intensa para aqueles que têm sido ajudados por ele.

Roges em apresentação no ano de 2019. (Imagens: Mayariane Castro)

Adaptado

O decreto do fechamento de academias se prolonga até o dia 31 de maio e Carla conta como foi o impacto na sua rotina com a falta da dança e como foi feita a adaptação. “No começo, ficamos sem saber o que fazer mas quando vimos que a quarentena iria demorar, a gente optou por usar o Zoom, um aplicativo de reuniões online, para continuar as aulas mesmo que de forma virtual”, explicou a gestora.
O uso de aplicativos alternativos para continuar com a dança foi uma solução usada pelo Street Cadeirante, porém isso não adaptou e não atendeu a todas as necessidades necessárias pela dança. Ela explica que as coreografias e trabalhos foram afetados pela quarentena e pelo uso das reuniões de vídeo para dar continuidade ao projeto.
“O aplicativo não é próprio para aulas de dança, o áudio acaba comprometido que é muito importante numa aula de dança. O contato do professor com alunos também é uma dificuldade, mas que o Wesley, nosso professor, tem conseguido lidar”, relata.

                                                 Aulas do grupo continuam via online (Reprodução: Instagram)
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Entretanto, o grupo achou na dificuldade uma oportunidade de solidariedade. Ao usar o aplicativo (Zoom), o grupo decidiu liberar as aulas para quem quisesse fazer e Carla conta que eles têm recebido alunos de todo o Brasil. Ela relata que o feedback dessa iniciativa tem sido ótimo e até pessoas que nunca dançaram antes se juntaram as reuniões virtuais do grupo.
Ela diz que a iniciativa partiu do professor e diretor artístico do projeto, Wesley Messi, que quando conseguiu se adaptar as aulas online, decidiu disponibilizá-las ao público. “Estamos dando aula para pessoas que nunca tiveram aula de dança, estamos tendo um feedback muito bacana e recebendo muitos comentários positivos”, comenta Carla.
Cadeirantes de todo o Brasil aproveitam a oportunidade do projeto. “A falta que a dança nos faz é grande, né? Ela traz muita alegria para todos nós e foi difícil. Mas agora que conseguimos fazer aula e ainda distribuir conteúdo pelo Brasil todo, recebendo um retorno bacana, a gente se sente bem, sabe? A falta virou uma oportunidade para cadeirantes do Brasil inteiro e isso é muito gratificante”, relatou a gestora e dançarina.
 Fonte  https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/sinto-muita-saudade-de-tudo-diz-dancarino-cadeirante-sem-poder-sair-de-casa/
Postado por Antônio Brito

19/04/2020

Prêmio Criança 2020 reconhecerá projetos voltados à saúde mental de crianças e adolescentes

Criado em 1989, o Prêmio Criança foi um dos primeiros programas desenvolvidos pela Fundação Abrinq, com o objetivo de reconhecer e dar voz a projetos de outras organizações da sociedade civil que contribuam para assegurar os direitos das crianças e dos adolescentes. 

Em sua última edição, a premiação reconheceu 5 iniciativas relacionadas ao direito à educação, proteção e saúde, realizadas por organizações e empresas.

Entretanto, por compreender as constantes mudanças que envolvem a qualidade de vida e o completo bem-estar na infância e adolescência, assim como a necessidade de apoio por parte das organizações, neste ano, o Prêmio Criança terá foco em promover iniciativas voltadas à saúde mental de crianças e adolescentes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde mental é definida como um bem-estar no qual o indivíduo consegue ficar bem consigo mesmo e com os outros, de modo a responder positivamente às adversidades que surgem na vida. Por esses e outros fatores, é fundamental promovê-la desde a infância, período cujos aspectos sociais e emocionais estão em desenvolvimento. 

Dados sobre violências autoprovocadas e suicídios na faixa etária, também alertam para a necessidade de retratar o assunto. O Ministério da Saúde aponta um aumento progressivo de automutilações, tentativas de suicídios e suicídios entre adolescentes com 15 anos ou mais no período de 2011 a 2018. Enquanto em 2011 foram registradas 6.979 ocorrências, em 2018 o número aumentou para 44.990. Ao todo, foram notificados 154.279 casos no período. O que torna a saúde mental de crianças e adolescentes um tema ainda mais relevante.

Confira os projetos que podem ser inscritos

Podem se inscrever no Prêmio Criança 2020 iniciativas que estejam associadas a um ou mais dos seguintes eixos: 

Eixo 1: Projetos que visam diminuir as chances de ocorrências de problemas relacionados à saúde mental em crianças e adolescentes expostos a fatores de risco;

Eixo 2: Projetos que visam identificar e evitar o agravamento de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes;

Eixo 3: Projetos que visam oferecer cuidados e atendimentos clínicos voltados à saúde mental, bem como promover a redução de fatores de risco. 

O projeto inscrito precisa estar sendo realizado pela organização há pelo menos 12 meses.

O que mudou em relação ao último edital?

Além do tema retratado pelos projetos, neste ano serão aceitas apenas iniciativas de organizações da sociedade civil. Para isso as organizações precisam:

•    Estarem constituídas, em conformidade com a legislação brasileira, como associações, institutos ou fundações sem fins lucrativos;
•    Possuírem estatuto social que especifique, entre os objetivos e normas de operação da organização, o atendimento direto e gratuito às crianças e aos adolescentes;
•    Estarem registradas no Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do respectivo município em que estão instaladas e/ou desenvolvem suas atividades. 

Como se inscrever?

É importante verificar atentamente todas as regras do edital, que será disponibilizado no dia 22 de abril. Acompanhe o site e as redes sociais da Fundação Abrinq! 

Atenção: Após abertas as inscrições, os projetos poderão ser cadastrados até o dia 06 de julho de 2020, às 9h00. 
 

Fonte  https://fadc.org.br/noticias/premio-crianca-edital-2020?utm_source=FB

Postado por Antônio Brito 

18/04/2020

NINGUÉM ASSOVIA PARA A MULHER NA CADEIRA DE RODAS

Dentro dos espaços feministas, é assumido que #TodasAsMulheres experimentam assédio em locais públicos. As maneiras pelas quais esse assédio se manifesta — a idade em que começa, sua intensidade ou forma, as conseqüências de denunciar — podem variar dependendo das diferentes características da pessoa. Mas todas as mulheres, segundo nos dizem, conhecem o medo, a vergonha e/ou a raiva que vem junto com a atenção sexual indesejada.

É compreensível a existência dessa presunção. Quando trabalhamos a partir de um fato da realidade sendo uma verdade coletiva é mais fácil discutir as nuances, as diferenças e as complexidades envolvidas nesse miolo. É mais fácil construir discussões dinâmicas internas a partir da sólida base de uma experiência em comum.

Esta é uma suposição útil — mas também é prejudicial.

Eu sou uma mulher de 26 anos de idade que nunca fui assediada na rua. Eu nunca recebi assovios em meu caminho para a escola, ninguém buzinou para mim num estacionamento, ninguém me olhou de forma maliciosa num trem, não me apalparam na fila da Starbucks, ou qualquer outro tipo de assédio sexual que ocorrem em locais públicos. Eu não tenho medo de sair de casa porque terei que evitar homens agressivos ou insistentes. Eu não preciso mapear mentalmente várias rotas para casa, procurando locais onde eu possa ser menos abordada.

Eu não sei o que são o medo, a vergonha e/ou a raiva que vêm junto com a atenção sexual não desejada. Entretanto, uma parte de mim, que não é insignificante, deseja sentir isso.

Eu não sou excepcionalmente sortuda, nem estou exagerando, ou sublimando isso tudo. Eu sou uma usuária de cadeira de rodas: uma mulher que visivelmente tem uma deficiência física. E, minha cadeira de rodas age como um estranho tipo de campo de força. As pessoas veem primeiro a “deficiente” antes de perceberem a “mulher”, e a primeira impressão é a que fica, porque em nossa sociedade capacitista um corpo com deficiência é automaticamente um corpo dessexualizado. Somos pessoas grotescas ou trágicas, excêntricas ou anjos, existimos para sermos temidos ou lamentados dependendo de como o olhar capacitista nos vê naquele dia. Porém, não importa como nos olham, não somos desejáveis.

Mesmo aos vinte e poucos anos, o fato de eu nunca ter sido assediada nas ruas parecia ser mais uma evidência para sustentar a crença de que eu não poderia ser sexualmente desejável. Alguma parte traiçoeira e insistente de mim obviamente acreditava que eu nunca poderia atrair nenhum homem decente, sendo assim, atrair os piores tipos de homens era o melhor que eu poderia esperar. Se eu não conseguisse fazer nem mesmo isso, então talvez realmente meu corpo fosse totalmente inútil.

Eu invejava minhas amigas quando elas falavam sobre o quanto dói ser reduzida a nada além de um objeto sexual. Eu odiava que isso as machucasse e na maioria das vezes entendia porque isso acontecia. Eu também sabia que o assédio em locais públicos era frequente e estava aumentando; que as mulheres que rejeitavam essas abordagens podiam ser feridas ou até mesmo mortas.

Porém, da mesma maneira que odiava meu ciúme, eu ansiava por um assovio desconhecido direcionado para mim. Apenas uma vez, eu queria que um homem olhasse para mim de soslaio em algum lugar, obviamente imaginando todas as coisas que ele poderia fazer com meu corpo. Eu criei fantasias com homens me seguindo pelo campus da universidade, dizendo: “Oi, gostosa! Por que não vem aqui um minuto, gatinha?”.

Por que minha experiência é tão invisível para a comunidade feminista?

Quando procurei abrigo em espaços feministas na internet — supostamente espaços seguros — à procura de apoio, o que encontrei foram discussões intermináveis sobre a onipresença do assédio em locais públicos. Ali estava uma verdade universal de que o assédio é uma consequência do sexismo, da misoginia e da cultura do estupro. E que isso era algo que todas as mulheres podiam entender e reagir contra. Ali estava nossa experiência unificadora.

Encontrei o feminismo e pensei: talvez eu também seja ignorada aqui.

Eu não espero que todos os debates sobre assédio em locais públicos tenham que começar com uma nota explicativa, e eu certamente não espero me ver refletida em cada texto, artigo ou tweet sobre o assunto. Mas essa notória suposição útil de que “Todas as Mulheres Vivenciam o Assédio Nas Ruas” é inevitavelmente excludente. Essa não é a intenção, mas como as feministas devem saber, a intenção não elimina os danos.

Ninguém tem a intenção de dizer que se uma mulher não estiver dentro da maioria que enfrenta o assédio em locais públicos, então elas não contam, mas no entanto, essa conclusão está lá. Apesar das melhores intenções, a forma como as feministas tendem a discutir o assédio em locais públicos, como um fato concreto para todas, reforça conceitos capacitistas dentro do feminismo, porque é apenas um elemento da questão se o seu corpo é visto pelo patriarcado como um objeto sexual. O meu não é.

Além disso, esta suposição ignora uma forma diferente de assédio enfrentada pelas pessoas com deficiências. O assédio, afinal, não é realmente sobre sexo, mas sobre poder — e meus assediadores me machucam pelo poder da dessexualização. Eles usam comigo a mesma voz que usariam com uma criança de 3 anos. Eles passam a mão na minha cabeça como fariam com um cachorro. Eles olham para minha cadeira enquanto mandam suas crianças ficarem quietas e não fazerem perguntas. É mais preconceito que assédio sexista (vindo de todos os gêneros) que experimento em abordagens frequentes nas ruas.

Essa dessexualização também me torna vulnerável ao abuso. Embora as mulheres com deficiência não sejam frequentemente vistas como objetos sexuais, há maior probabilidade de que sejamos estupradas e abusadas sexualmente do que as nossas semelhantes sem deficiências. Quando você internaliza em conjunto a ideia sexista de que as mulheres são valiosas por causa de seu potencial sexual (para os homens) e a ideia de que você não tem qualquer potencial sexual, você pode se tornar uma presa fácil.

Eu não fantasio mais sobre ser assediada, mas eu senti uma emoção inegável uma vez no ano passado quando um cara me enviou mensagens no OKCupid dizendo: “chupa meu pau, gostosa”. Eu não respondi, mas mantive isso guardado por um tempo. Sua presença era quase reconfortante. Naturalmente, esse conforto estava atrelado com a insuportável culpa e ódio por mim mesma, mas eu me apeguei com força.

Eu não sei se vou parar de querer esse selo patriarcal de aprovação — ou a aprovação feminista para esse assunto. Talvez um dia, a maneira com que eu me relaciono e interaja com o meu corpo vai significar mais para mim do que o modo como o resto do mundo me trata. Por enquanto, talvez, seja suficiente falar e ser ouvida.

Reconhecimento. Isso é tudo que eu peço.

Autora

Kayla Whaley tem formação na Clarion Writers’ Workshop e é editora naDisability in Kidlit. Também tem textos publicados nos sites The ToastThe Establishment, e Uncanny Magazine. Ela vive fora de Atlanta com muitos livros e um número ainda não suficiente de gatos, mas pode ser encontrada com mais frequência sendo sincera na Internet. Twitter: @PunkinOnWheels.

Fonte  https://casadaptada.com.br/2017/05/ninguem-assovia-para-mulher-na-cadeira-de-rodas/
Postado por Antônio Brito