08/10/2020

Eleições 2020: Eleitor com deficiência visual deve levar seu fone de ouvido

Eleitores com deficiência visual deverão levar fone de ouvido no dia da votação, marcada esse ano para o dia 15 de novembro (1º turno). De acordo com medidas de segurança sanitária, recomendadas por especialistas de saúde, cada eleitor deve levar seu próprio fone de ouvido e não compartilhar o equipamento com outras pessoas. 

Além disso, todas as urnas eletrônicas estão preparadas para atender pessoas com deficiência visual, com sistema braile e identificação da tecla número cinco nos teclados.  

É possível utilizar também o alfabeto comum ou o braile para assinar o caderno de votação ou assinalar as cédulas, se for o caso. Também é assegurado o uso de qualquer instrumento mecânico que portar ou lhe for fornecido pela mesa receptora de votos.

Outros mecanismos para garantir a acessibilidade no dia das eleições municipais também estão sendo tomados pela Justiça Eleitoral. Entre eles, o atendimento prioritário a pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, com idade igual ou superior a 60 anos, gestantes, lactantes e pessoas com crianças de colo.

O eleitor com deficiência pode requerer a transferência do local de votação para uma seção especial que possa atender melhor às suas necessidades, como uma seção instalada em local com rampas ou elevadores. 

Fonte: https://revistareacao.com.br/eleicoes-2020-eleitor-com-deficiencia-visual-deve-levar-seu-fone-de-ouvido/

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

Projeto “Adote uma Visão” e Unibes atende 450 crianças no Dia Mundial da Visão

A OYO For Us, marca de óculos dirigida pelas sócias Fernanda Sarno e Helena Augusta, criou o projeto social “Adote uma visão”, que será viabilizado na Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social). Com início no Dia Mundial da Visão, que esse ano será comemorado no dia 8 de outubro, a ação beneficiará 450 crianças com assistência oftalmológica, desde a consulta até a entrega dos óculos prontos para uso.

Comandado pela oftalmologista Dra. Lucia Passos, a ideia surgiu a partir do projeto vitalício da OYO, o #OYOnoOlho, onde a cada óculos vendido, outro é doado para uma criança que necessite. Neste momento, o projeto foi modificado e 5% de todo faturamento da marca será destinado ao tratamento completo de crianças de 4 a 10 anos – nesta primeira etapa serão atendidas as crianças assistidas pela Unibes – que necessitam de correção oftalmológica.

A ideia de proporcionar o acesso ao tratamento logo nos primeiros anos de vida foi um dos pontos motivadores para a criação da marca e motivação de todas as ações criadas pelas fundadoras. 

“Será uma grande oportunidade para alertarmos a todos da importância do exame oftalmológico na criança, mesmo que a criança não tenha queixas de dificuldade visual. Os primeiros anos de uma criança são essenciais para o desenvolvimento visual e este se encerra por volta dos 9 anos de idade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que 12,8 milhões de crianças de 5 a 13 anos necessitem de óculos. A visão é importante para o desenvolvimento da linguagem, cognição, autoestima, aprendizado e desempenho escolar da criança.”, disse a Dra. Lucia Passos.

A ação será dividida em quatro etapas: triagem por meio de teste de acuidade visual encaminhamento para o oftalmologista, confecção dos óculos escolhidos por cada criança e entrega. A primeira fase será realizada na unidade CCA da Unibes (Centro da Criança e do Adolescente), localizada na Rua Doutor Pedro Vicente, 569 – Luz (São Paulo), no dia 8 de outubro.

Para ilustrar ação, a artista Ana Strumpf doou um desenho exclusivo para o logo do projeto social.

“Me unir ao projeto #OYOnoOLHO é um grande prazer e também diz sobre a minha trajetória na arte. Além de ser um projeto extremamente necessário, os olhos sempre estão presentes nas minhas criações, dizem muito sobre a minha carreira.”, declarou Ana Strumpf.

Fonte  https://revistareacao.com.br/projeto-adote-uma-visao-e-unibes-atende-450-criancas-no-dia-mundial-da-visao/

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Doença de Alzheimer: estudo aponta desafios dos sistemas de saúde para avaliar, diagnosticar e tratar pacientes

Não é preciso ir muito longe para se deparar com a doença de Alzheimer (DA). Muito provavelmente você tem alguém do seu círculo familiar ou mesmo da sua rede de amigos que foi diagnosticado com a condição, que é neurológica, progressiva e fatal e a forma mais comum de demência, correspondendo a 60 – 70% dos casos. “Atualmente, um bilhão de pessoas são afetadas por doenças neurológicas, 13% de toda a população global. É um número alto. Além de alertar sobre a condição, é muito importante lembrar que a doença de Alzheimer não afeta só quem tem a doença, a condição impacta toda a família”, explica Douglas Moraes da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).

Os impactos do Alzheimer vão além do âmbito familiar. A carga das doenças neurológicas impõe aos governos uma crescente demanda por serviços de tratamento, reabilitação e apoio. Um estudo, que avaliou a infraestrutura dos sistemas de saúde em seis países na Europa (França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia e Reino Unido) apontou que o tempo de espera para avaliação da população que já apresenta transtornos leve de cognição, um dos sintomas da DA, pode variar de 5 a 19 meses. De acordo com o levantamento, só em 2030 não haveria espera para atendimento na Alemanha. Na França, Reino Unido e Espanha demoraria ainda mais para os sistemas atingirem prontidão no atendimento – seria só em 2033, 2042 e 2044, respectivamente.

“Não tenho conhecimento de que exista um levantamento no Brasil neste sentido, mas certamente os desafios não seriam diferentes”, reforça Douglas Moraes. De acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro aumentou de 73,9 para 76,3 anos. Segundo o órgão, a relação entre a porcentagem de idosos e de jovens – chamada de índice de envelhecimento – deve aumentar de 43,19%, em 2018, para 173,47%, em 2060.

Há também outros aspectos relacionados à DA que merecem atenção. Em 2030, a estimativa é que o custo social total da doença seja equivalente a 2,2% do produto interno bruto (PIB) global[6]. As despesas indiretas (relacionadas ao impacto na vida do próprio cuidador) podem representar até 169% da renda familiar.

A taxa de prevalência média de demência na população idosa brasileira é de cerca de 7,6%, um percentual maior que o índice mundial. O neurologista, Rodrigo Rizek Schultz, destaca que a doença de Alzheimer é complexa, assim como outras demências, e reforça a importância de estar atento aos indícios. “Se houver, por exemplo, perda de memória recente, dificuldade para dirigir e repetição de perguntas, é importante procurar ajuda médica. A identificação da doença Alzheimer no início, assim como o tratamento adequado, são fundamentais para possibilitar o alívio dos sintomas e a estabilização ou retardo da progressão da doença”.

A causa ainda é desconhecida e o diagnóstico é feito por exclusão. O especialista reforça que a doença é desafiadora, por isso a ajuda dos familiares e profissionais de saúde é fundamental. “Além do tratamento orientado pelo médico e de uma abordagem multidisciplinar, há recomendações que podem facilitar a vida de quem tem Alzheimer e do cuidador. Como, por exemplo, estabelecer uma rotina diária, espalhar lembretes pela casa – apague a luz, feche a torneira, desligue a TV etc. – e, quando possível, encorajar a pessoa a vestir-se, comer, ir ao banheiro, tomar banho por sua própria conta”, finaliza.

Saiba mais sobre o Alzheimer: a doença se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, pelo comprometimento das atividades de vida diária e consequente independência do indivíduo, e por uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais que se agravam ao longo do tempo. Os principais sinais e sintomas são perda de memória recente; repetir a mesma pergunta várias vezes; dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos; incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas; dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos; dificuldade para encontrar palavras que exprimam ideias ou sentimentos pessoais e irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento. O quadro clínico da doença é dividido em quatro estágios. 

Forma inicial (estágio 1): alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais. Forma moderada (estágio 2): dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia. Forma grave (estágio 3): resistência à execução de tarefas diárias. Incontinência urinária e fecal. Dificuldade para comer. Deficiência motora progressiva. Forma grave avançada (estágio 4): restrição ao leito. Mutismo. Dor à deglutição. Infecções intercorrentes.

Fonte  https://revistareacao.com.br/doenca-de-alzheimer-estudo-aponta-desafios-dos-sistemas-de-saude-para-avaliar-diagnosticar-e-tratar-pacientes/

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

DIVERSIDADE E INCLUSÃO: o papel do líder

Quando falamos em inclusão, o que efetivamente é praticado pelos gestores?

Qual o papel dos gestores para o êxito de um programa de ações inclusivas? Que processos educacionais são relevantes para se realizar ações inclusivas nos negócios?

Vamos dialogar sobre essas e outras questões em um bate papo com a socióloga Marta Gil. Profissional respeitada na área de inclusão, que desenvolveu metodologias de cadastramento e atração de pessoas com deficiência para o cumprimento da Lei de Cotas e desenvolveu o Discovery, primeiro jogo corporativo sobre inclusão. Marta atua especialmente com educação inclusiva e direito ao trabalho.
Vamos dialogar sobre o compromisso da liderança com os direitos e a dignidade humana, a importância da acessibilidade, a diversidade como um valor para os negócios e as competências a serem desenvolvidas para gerenciar a inclusão da pessoa com deficiência.

Só vem… porque líderes que apreciam as diferenças, promovem a inclusão e a transformam em vantagem, criam oportunidades e diferenciais para seus negócios.

Descrição da imagem #PraTodosVerem :

Em card azul, com letras brancas, na parte superior, com aspas amarelas “DIVERSIDADE E INCLUSÃO – O papel do líder”. À esquerda: 14 de outubro, às 19h, ABRH ES, símbolo do youtube, “ABRH Espírito Santo”, Símbolo de acessibilidade auditiva e “haverá interpretação em Libras”. Abaixo, “Com Marta Gil, Especialista em Inclusão”. À direita, foto de perfil em branco e preto. Marta usa cabelos curtos e grisalhos. Usa blusa preta de mangas compridas e echarpe. Sorri, olhando a frente. Ao final, sob faixa branca, a logo da ABRH ES e da Four X, à esquerda. À direita, em tamanho menor, logo dos patrocinadores: Kuster e Advogados Associados; Enquet; Lince Humanização; Sharespot; Suzano; Ease Media; Notícia Boa; Sicoob; Oceq Group e Chemtrade.

Fonte  https://revistareacao.com.br/diversidade-e-inclusao-o-papel-do-lider/
POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

07/10/2020

Reunião Plenária do Espaço da Cidadania

Acontece no dia 8 de outubro, das 14h às 16h a Reunião Plenária Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal com o tema O Trabalhador com Deficiência e a Fiscalização em Tempos de Pandemia. O encontro é aberto e será transmitido ao vivo pelo Facebook da Câmara Paulista de Inclusão e do Espaço da Cidadania (facebook.com/EspacoCidadaniaSP

Programação

·         Mesa de Abertura

ü  José Carlos do Carmo – Câmara Paulista

ü  Adriane Reis – Procuradora Regional do Trabalho, coordenadora nacional da Coordigualdade – MPT

ü  Francisco Cerignoni (Chico Pirata) – Engenheiro Agrônomo, Presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência de SP – CEAPcD/SP

·         Painel 1 – Fiscalização e as orientações em tempos de pandemia

ü  Apresentação: Priscilla Batista Ferreira – Auditora Fiscal do Trabalho, Coordenadora Nacional do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho

ü  Comentários: Rede Empresarial de Inclusão Social

·         Painel 2 – Home Office e suas implicações na vida profissional e saúde do trabalhador

ü  Apresentação: Maria Maeno – médica pesquisadora da FUNDACENTRO

ü  Comentários: Izabel de Loureiro Maior – Médica fisiatra e conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro

·         Painel 3 –  Resultados das discussões do grupo de trabalho interinstitucional que irá propor o Modelo Único de Avaliação Biopsicossocial da Deficiência

ü  Apresentação: Lailah Vasconcelos de Oliveira Vilela – médica e auditora fiscal do trabalho

ü  Comentários: Ana Rita de Paula – Psicóloga, doutora em psicologia clínica, ativista do movimento das pessoas com deficiência

·         Esclarecimento de Dúvidas

Fonte  https://revistareacao.com.br/reuniao-plenaria-do-espaco-da-cidadania/

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Na pauta: suspensão de benefícios continua em discussão em SP e em Brasília

Mais uma vez, ontem não houve consenso entre os deputados estaduais paulistas sobre o encerramento das discussões do Projeto de Lei 529/2020 de autoria do Governador João Dória, que além de outros importantes temas prevê a alteração na Lei Estadual Nº 13.296 de 2008, relacionada à isenção de IPVA para Pessoas com Deficiência.

As sessões plenárias da noite desta segunda-feira foram de debates. Parlamentares da oposição ao Governo criticam a postura do presidente da Assembleia, Cauê Macris/PSDB, de não ter colocado em votação um Requerimento para encerrar a discussão sobre o projeto. De acordo com as informações de alguns deputados, a oposição teria mais uma vez maioria e poderia rejeitar a íntegra do projeto durante votação nominal. As sessões terminaram apenas com debates e nenhum novo encaminhamento.

A convocação de novas sessões extraordinárias é de prerrogativa da Presidência da Assembleia Legislativa, que pode divulgar novas datas para as discussões sempre às 14h30, quando é feita a abertura das sessões ordinárias.  

Já em Brasília, a reunião do CONFAZ – Conselho Nacional de Política Fazendária, que estava agendada para amanhã, FOI PRORROGADA PARA A PRÓXIMA SEMANA, NO DIA 14/10.

A expectativa é de que os Secretários Estaduais de Fazenda discutam e aprovem o reajuste do valor teto para os carros comercializados com isenção de impostos para PCD, assim como renovem o convênio que concede isenção de impostos para a aquisição de veículos 0km para Pessoas com Deficiência. O atual convênio que concede essas isenções têm a periodicidade de um ano. O prazo expira em dezembro de 2020. Se os Estados não se manifestarem favoráveis à renovação do convênio e aumentar o valor teto para os carros comercializados, as pessoas com deficiência de todo o Brasil serão prejudicadas de forma direta.
O SISTEMA REAÇÃO permanece com sua equipe de jornalistas e consultores trabalhando para manter o segmento sempre bem informado.

Fonte  https://revistareacao.com.br/na-pauta-suspensao-de-beneficios-continua-em-discussao-em-sp-e-em-brasilia/

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

06/10/2020

Messi é embaixador de gadget para cegos

Descrição da Imagem #PraCegoVer: Fotografia que ilustra texto Messi é embaixador de gadget para cegos, e Vídeo com Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (COB). Messi é uma pessoa de pele branca, cabelos curtos e barba castanhos. E Mizael tem cor parda e cabelos curtos pretos. Os dois estão e segurando uma camiseta preta com o nome Cobrado. Foto: Reprodução/ Divulgação 

Presidente do CPB, Mizael Conrado participa do projeto de tecnologia assistiva: assista ao vídeo

Para promover acessibilidade e qualidade de vida a pessoas com deficiência visual, jogador de futebol argentino Lionel Messi é embaixador de gadget de para cegos

OrCam Technologies, startup israelense líder em inovações pessoais baseadas em Inteligência Artificial (IA) e tecnologia vestível para pessoas com deficiência visual, anuncia o jogador de futebol Lionel Messi como seu novo Embaixador.

Segundo assessoria de imprensa, o jogador de futebol argentino foi convidado para ajudar a ampliar a conscientização da população sobre os desafios enfrentados pela comunidade cega em todo o mundo, e tornar as soluções tecnológicas assistivas mais acessíveis.

Para evidenciar o projeto, a OrCam promoveu um encontro surpresa de Messi com pessoas com deficiência visual de diversas partes do mundo. A escolha dos participantes foi por meio de suas histórias de vida – contadas em vídeo e enviadas para todas as unidades da OrCam.

O encontro surpresa dos participantes do projeto com Messi aconteceu na Espanha, em Barcelona. Até chegar ao local, os convidados não sabiam que conheceriam o jogador e que seriam presenteados com o gadget OrCam MyEye 2 – dispositivo que detecta textos em qualquer superfície em tempo real, e repassa a informação através de um fone de ouvido.

Fotografia de óculos com o OrCam MyEye para texto Messi é embaixador de gadget para cegos
Descrição da Imagem #PraCegoVer: Fotografia de um óculos com o dispositivo de acessibilidade acoplado na armação. Ambos estão em cima de um livro aberto. Foto: Reprodução/ Divulgação

Messi é embaixador de gadget para cegos: Encontro do "OrCam Dream Team"

A ação com o argentino embaixador do projeto será realizada anualmente, quando pessoas cegas ou com deficiência visual serão presenteadas pelo jogador com o OrCam MyEye 2. Cada um desses eleitos se tornará membro do “OrCam Dream Team”, liderado por Messi.

A primeira dessas reuniões ocorreu antes de a pandemia do coronavírus, segundo assessoria, e foi marcante para Messi, que disse:

“Foi muito emocionante, mágico e inspirador conhecer e encontrar este incrível grupo de pessoas de todo o mundo. Testemunhar cada um dos membros do ‘Dream Team’ experimentando o OrCam MyEye deixou claro que é um dispositivo de mudança de vida. Tenho orgulho de ser um Embaixador OrCam e atuar buscando fazer a diferença para tantos”.

Dream Team - Messi é embaixador de gadget para cegos
Descrição da Imagem #PraCegoVer: Fotografia do encontro realizado com o argentino Lionel Messi, embaixador do projeto, com várias pessoas cegas ou com deficiência visual que formam o “OrCam Dream Team”. São 13 pessoas, sendo que quatro estão agachadas, de várias idades utilizando a camiseta do projeto, fazendo pose como numa fotografia comum nos times esportivos. Foto: Reprodução/ Divulgação

Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, foi um dos escolhidos. Premiado em 1998 com a Bola de Ouro de melhor jogador do mundo no futebol de 5 (a mesma que Messi recebeu seis vezes), Conrado não só conheceu a lenda do futebol mundial, como bateu bola com o ídolo e foi presenteado com o Orcam MyEye.

O currículo de Mizael na seleção é extenso: foi tricampeão da Copa América (1997, 2001 e 2003), campeão mundial sub-25 (2002), bicampeão mundial (1988 e 2000) e bicampeão paraolímpico (2004 e 2008). “Foi muito emocionante conhecer o Messi, pessoa humilde e acolhedora. Fiquei muito feliz. O OrCam MyEye é um equipamento que contribui efetivamente para melhorar o dia a dia de uma pessoa cega”, afirma Conrado.

“Este é um momento particularmente emocionante para mim e para a OrCam. A história da fundação da OrCam é uma história de pessoas que lutam com problemas e desafios reais em suas vidas. Nosso objetivo com IA é ajudar as pessoas com deficiência no mundo real”, explicou o professor Amnon Shashua, cofundador e co-CEO da OrCam.

Segundo Amnon Shashua, o gadget oferece independência no desempenho das atividades diárias, fornece apoio crítico para uma melhor integração na sociedade, em ambientes de emprego e educacionais. “Estamos convencidos de que esta colaboração com Messi nos permitirá chegar a muito mais pessoas”, complementa Shashua.

Descrição da Imagem #PraCegoVer: Mizael Conrado, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro é um homem de cor parda e cabelos escuros. Ele está sentado, utilizando um óculo com o dispositivo de leitura e segurando um jornal aberto a sua frente. Foto: Reprodução/ Divulgação

Orcam no Brasil: Mais Autonomia

A Mais Autonomia Tecnologia Assistiva é a representante exclusiva da Orcam no Brasil. Focada em proporcionar mais independência às pessoas com deficiência visual, a empresa já vende também com exclusividade também a WeWalk, bengala inteligente que alerta o usuário sobre obstáculos, obstruções no caminho e via estruturais de ruas e calçadas. Ambos os produtos podem ser financiados em até 60 vezes pela linha de crédito do Governo Federal para tecnologias assistivas. www.maisautonomia.com.br.

Para mais informações sobre a OrCam Technologies, fundada conjuntamente por Amnon Shashua, professor da Universidade de Jerusalém e pelo empreendedor Ziv Aviram, atual CEO da empresa, basta acessar este link: https://www.orcam.com/pt/

Assista ao vídeo abaixo, com Mizael Conrado, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro:


Fonte  https://jornalistainclusivo.com/messi-e-embaixador-de-gadget-para-cegos/

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

Atletas de esportes de neve se adaptam a treinos no Brasil durante a pandemia

Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

Os atletas brasileiros que competem em esportes de neve como o ski cross-country, Aline Rocha e Cristian Ribera, têm enfrentado grandes desafios a dois anos dos Jogos Paralímpicos de Inverno Pequim 2022. Além de morarem em um país tropical como o Brasil, onde não há neve, eles tiveram de adaptar os treinos para o espaço restrito de suas casas durante a pandemia do Covid-19.  
Para Aline Rocha, primeira mulher brasileira a competir nos Jogos de Inverno, em PyeongChang 2018, o desafio de treinar em um país como o Brasil é também divertido.  

“Todos ficam muito curiosos sobre como treino para esportes de neve em um país tropical. Temos duas adaptações: o rollerski, que é um equipamento de rodinhas que possibilita os treinos no asfalto, e o montainboard (skate de montanha), que permite a prática do esporte em estrada de terra e grama. Antes da pandemia, eu treinava com os dois”, explica a catarinense.  
Durante o isolamento social, devido à pandemia do Covid-19, Cristian Ribera também precisou adaptar os treinos em casa como pôde e ressaltou que este não foi o maior desafio.  

“Foi um período de treinamento muito difícil, não fisicamente, mas psicologicamente. Muitas vezes não dava nem vontade de treinar. A maioria era treino com elástico para simular a técnica, alguns como se fosse de força. Usava algumas bolsas que tinha em casa e colocava sacos de arroz como peso, garrafas de água, os materiais de limpeza, rodo, vassoura. Foi difícil, mas eu dava meu máximo porque sei que no futuro próximo vai fazer bastante diferença.”, contou Cristian, de apenas 17 anos, que conquistou a sexta colocação nos Jogos de PyeongChang 2018 – melhor resultado do Brasil em Jogos de Inverno.  

A temporada de competições internacionais dos esportes de inverno estava marcada para dezembro e teve seu início adiado para janeiro de 2021 devido à pandemia. Para Aline, que também compete nas provas de atletismo em cadeira de rodas, o desafio agora é conciliar os treinos para as duas modalidades.  

“O meu técnico tinha um planejamento elaborado com o período de treino e competições das duas modalidades, mas com a pandemia e os Jogos de Tóquio adiados ele teve de replanejar tudo. Terei menos de um ano entre Tóquio [verão] e Pequim [inverno]. Vou participar de competições para buscar o índice na corrida, mas todas desse ano foram canceladas ou adiadas, então agora estamos tendo de manter o treinamento dos dois esportes”, relatou a atleta.  

No mês de julho, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) divulgou a atualização do ranking mundial de esqui cross-country e Cristian aparece em na quinta colocação, com 39.68 pontos. Os primeiros quatro colocados são de países com tradição em esportes de neve, como Rússia e Estados Unidos da América.   

“Fico muito feliz de poder disputar entre os grandes nomes do esporte, mas isso só foi possível através do nosso trabalho duro, do meu, da comissão técnica, dos meus treinadores Fábio e Alexandre. Apesar de ter ficado três meses praticamente sem treinar por conta do isolamento social, espero que, no final da temporada, consiga me manter no top 5. No geral, todo mundo foi afetado pela pandemia então agora é focar nos treinos”, completou. 
FONTE 
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)  

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

Yara abre vagas para programa de desenvolvimento acelerado de PCDs em todo o Brasil

A Yara abriu as inscrições para seu programa “Inclusão em Ação 2020”, uma iniciativa inédita que promove a contratação e o desenvolvimento acelerado de Profissionais com Deficiência (PCDs), de forma que a pessoa seja respeitada, valorizada e incluída, estimulando assim a diversidade e a chegada de novos profissionais na empresa. Nesta edição, serão selecionadas 40 PCDs para atuar nas cidades de São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Cubatão (SP), e outras unidades, com foco nas áreas: Recursos Humanos; Tributário; Segurança; Contabilidade; Marketing; Manutenção; Infraestrutura; Logística e Compras. Na operação, há vagas para produção, manutenção, melhoria contínua etc.

O cronograma de ações tem início em novembro, já na admissão do colaborador, respeitando as particularidades de um onboarding totalmente acessível. Envolve também o acompanhamento desse profissional durante todo o seu primeiro ano na empresa, com dinâmicas e treinamentos específicos para competências técnicas e comportamentais. “Identificamos a área de atuação mais indicada conforme o perfil de cada profissional, para que seja colocado em prática um cronograma de desenvolvimento que valorize realmente o Profissional com Deficiência, inclusive com o acompanhamento direto das lideranças”, explica Carlos Lienstadt, vice-presidente de Recursos Humanos e Comunicação da Yara Brasil.

Além da integração e desenvolvimento durante o programa, a ideia é que o profissional construa carreira na empresa. Para isso, foram estabelecidas algumas atividades de avaliação e melhoramento constante da iniciativa, como rodas de conversa entre funcionários e entre líderes, e canais de comunicação personalizados. A Yara também mantém uma política de Inclusão & Diversidade bem estruturada, que vem ganhando ainda mais força nos últimos anos, com um olhar voltado para a pluralidade de gênero, raça, etnia e orientação sexual. “Um de nossos pilares de atuação é o ‘Diferente&Igual’, um grupo de trabalho e apoio aos profissionais com deficiência para promover o debate e a mudança em toda a organização”, acrescenta Lienstadt.

Os candidatos interessados em participar do processo seletivo devem ter concluído o Ensino Médio ou Técnico e/ou estar cursando o Ensino Superior; apresentar laudo médico e ter experiência de mercado. Como empresa signatária dos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU (WEP, sigla em inglês), terão prioridade candidatas do gênero feminino. Para se candidatar, basta acessar o site https://www.bigland.co/ca/yara-inclusao-em-acao e fazer o cadastro até 30 de outubro.

Fonte  https://revistareacao.com.br/yara-abre-vagas-para-programa-de-desenvolvimento-acelerado-de-pcds-em-todo-o-brasil/

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O fascismo do Teleton

Por Amauri Nolasco Sanches Júnior

Há um grande estigma dentro da nossa sociedade que é: pessoas com deficiência são incapazes. Ora, na Alemanha nazista, o líder Adolf Hitler assinou uma lei autorizando o massacre de milhões de pessoas com deficiência (de todo tipo) por serem consideradas pessoas incapazes e sofredoras. Mas um fato curioso aconteceu, Hitler assinou essa lei chorando. Como um ditador que matou mais de seis milhões de judeus e outras etnias, tenha chorado quando teve que matar pessoas com deficiência? Talvez, a visão que se tem das pessoas com deficiência, tenha origem da procura da perfeição grega (como uma forma perfeita, esteticamente) e também, o medo que a humanidade sente por nós sermos enigmáticos. Muitas pessoas cegas eram oráculos, assim, muitas deficiências eram tidas como sinais dos deuses. Os hebreus antigos não deixavam os “defeituosos” chegarem perto do altar, assim, adorar a Deus.

Você pode estar dizendo ao ler a primeira parte: tudo culpa da religião. Uma parte sim, mas, a ciência também fez sua parte em aumentar o preconceito. O nazismo é fruto de um cientificismo que achou que resolveria todos os sofrimentos do mundo, apenas, fazendo uma seleção dos mais fortes. Dos seres humanos aptos para viverem na face da Terra e herdar uma sociedade sem nenhuma diferença, ou seja, a ideia da seleção natural de Darwin foi, completamente, distorcida. Darwin nunca disse que o mais forte sobrevive e se reproduz, mas o mais adaptado dentro de um ambiente. E se criou a ideia da eugenia – hoje, considerada como uma pseudociência – e se teve a ideia de selecionar só seres humanos perfeitos e aptos a viverem felizes. A questão é: com o avanço científico dentro da área da genética, será que a ideia da eugenia morreu mesmo? Ou a ideia da eugenia só tem uma capa bonitinha para não parecer o monstro que é de verdade?

Vou muito mais longe. Eticamente – dentro de um pensamento humanista – você escolher entre ter um filho com deficiência e sem deficiência, seria errado porque nos dois casos, se trata de uma pessoa. Alguns acham que as pessoas devem escolher – talvez, através do aborto – e outros acham que se deve amar do mesmo modo. Acontece, que no fundo da questão, está a vaidade de ter um filho saudável (dentro de uma sociedade normativa) e mostrar para todo mundo, sem dar maiores explicações. O problema sempre foi essas “maiores explicações”. Por não saber e por isso, achar que se trata de uma doença. Por outro lado, além de uma visão religiosa que Deus teria mandado um filho com deficiência como prova de fé, como um carma, como um pecado e etc, ainda, tem a visão da medicalização que faz do médico, uma espécie de oráculo. E muitas vezes, o médico cai na besteira de se sentir um oráculo e ir até contra a ciência, pois, não dá para dizer se uma pessoa vai ou não depender da família, sem uma prova empírica (provável).

Daí se voltamos no olhar ético. Seria ético fechar pessoas com deficiência num confinamento por causa de uma visão do médico sem questionamento? Será mesmo que uma pessoa com uma deficiência severa não pode aprender com o convívio? Mesmo o porquê, a essência do ensino – educação só pode vir na questão familiar – é criar meio de aprendizado em ambientes adversos, respeitando sua individualidade. Numa escola temos que criar meios de socializar aquelas que não podem ser socializados e isso não vem de hoje, os gregos educavam através dos poetas e dos filósofos (também os sofistas), e assim, educavam com o ócio. É uma outra realidade, mas não é outra mentalidade. Paradoxalmente, os gregos que tinham uma sociedade escravocrata, se preocupavam com a liberdade. Hoje, depois de dois mil anos, diante de tantos avanços, não temos liberdade.

Talvez, a eugenia tenha pegado a questão da evolução – o mais apto – e tenha transformado esse ato de escolha do individuo, colocando em voga a questão grega clássica de perfeição e de felicidade. Mas, quem começou a distorcer essa imagem grega de perfeição através da harmonia? A igreja romana. Quando você lê um livro como Paideia, de Wener Jeager, você acaba descobrindo coisas bastante interessantes sobre a educação. Primeiro, que sim, a educação começou com Homero e assim, houve toda uma construção dentro da cultura grega, no qual, somos herdeiros. O que podemos dizer que a história de harmonia e perfeição tem muito mais a ver com o modo espiritual – portanto, bastante abstrato – do que num modo concreto. Daí vimos que a história que pessoas com o corpo imperfeito, e nem tenha a moral cristã europeia, sejam seres que não tinham alma. Só ver o filme baseado no livro homônimo do filósofo Umberto Eco, O Nome da Rosa, ou o livro do romancista Victor Hugo, O Corcunda de Notre Dame. Num caso, o rapaz “deformado” fica nas catacumbas do mosteiro pagando para transar e o outro, o corcunda não fica com a cigana.

Como temos uma cultura, completamente, católica, herdamos essa imagem que as pessoas com deficiência sejam pessoas sem almas. Será que no Brasil essa cultura de ficar trancafiando pessoas com deficiência em catacumbas vai vingar?

Fonte  https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Ffilosofiarodas23.blogspot.com%2F2020%2F10%2Fo-fascismo-do-teleton.html%3Fspref%3Dfb&h=AT1asFfwfPADmkBaG1i5fyd_e9Uoh_0JL9gY6QVKLPhuXxRvx6nlkWjtlAVkOAdfTX1ni_f56lPqUk5TLP4btAagsOirPgtIRCz0HUww3Quyys1KC19DaTMeRXMxuTWK0a-YL1QA9uE

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO