A dona de casa Lucimar Barbosa ficou internada durante um mês em um hospital particular e havia recebido alta na última segunda-feira (27). Segundo o sobrinho, o comerciante Leandro Silva de Oliveira, a mulher passou mal após o banho. A causa da morte ainda não foi esclarecida.
“Eu tive a notícia que depois do banho ela encostou e faleceu. Ela se retorcia demais, expressão era de muita dor. Estamos muito chateados com a morte, mas ela sofreu demais naquela cama”, diz.
O acidente ocorreu em 24 de dezembro, na Rua Angélica Gomes Faleiros. Um vídeo gravado por câmeras de segurança mostra que a vítima seguia pelo trecho de asfalto danificado, quando perdeu o controle da direção do veículo e caiu.
Com o impacto, Lucimar bateu a cabeça com força na rua e desmaiou, apesar de estar usando o capacete. Um homem que estava na calçada correu para tentar socorrê-la, e acionou o resgate.
Vítima foi levada em estado grave a hospital em Franca, SP, após cair de moto em buraco — Foto: Reprodução/Câmeras de segurança
Leandro conta que, após a queda, a tia não falava mais. Mesmo com a transferência de Lucimar para casa, o estado de saúde dela ainda inspirava cuidados.
“Ela não conversava, só gemia e se retorcia. Os irmãos ficavam revezando para cuidar dela. Sempre ficava um parente por perto, para não deixá-la sozinha. Ela faleceu na casa da irmã”, afirma.
Ainda segundo o sobrinho, Lucimar tinha uma filha de 21 anos. O horário do velório ainda não foi divulgado pela família.
Buracos tapados
A Prefeitura de Franca informou que os buracos na Rua Angélica Gomes Faleiros, onde Lucimar sofreu o acidente, foram tapados no dia 26 de dezembro. A administração municipal alegou que mantém equipes realizando operação tapa-buracos diariamente.
"A programação dos locais que receberão os reparos no asfalto é atualizada e monitorada pela Secretaria de Planejamento Urbano. Além da fiscalização nas ruas, a Secretaria também organiza o cronograma com base nas reclamações", diz a nota enviada.
Por fim, a Prefeitura explicou que está investindo R$ 4 milhões, repassados pelo governo estadual, no recapeamento das ruas de Franca.
Imagem mostra a dona de casa Lucimar Barbosa após acidente em Franca, SP — Foto: Reprodução/Câmeras de Segurança.
Fabio Caprio L. de Castro; Cristian Marques (Orgs.)
A noção de que as psicopatologias não estão circunscritas a meras disfunções orgânicas não é nova. Um dos principais fundadores da psiquiatria moderna, Jean-Étienne Esquirol (1772-1840), já afirmava que a loucura era uma “doença da civilização” em sua tese de medicina em 1805. Porém, esse entendimento está em franca tensão contemporaneamente com outra maneira mais hegemônica de entender as enfermidades humanas, sobretudo as de ordem psíquica. Com o avanço das ciências cognitivas, da neurologia e de dispositivos normativos com influência global, tal como o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), o discurso farmacológico, biologizante e naturalista tem reduzido diversas patologias a somente sua condição orgânica. Que tal discurso se tornou hegemônico não é fortuito. Desde a tão propalada “década do cérebro” nos anos 1990, viu-se um volume de investimentos públicos e uma aposta generalizada – e até uma promessa – de que poderíamos resolver os problemas do sofrimento metal dominando os processos bioquímicos cerebrais. Entretanto, passados praticamente 30 anos, as enfermidades mentais agravaram-se epidemicamente e o modelo naturalista mostrou-se insuficiente para compreender as enfermidades psíquicas. Dentre essas enfermidades psíquicas, a depressão tem despontado como uma espécie de novo mal du siècle, porém sem a dimensão romântica e carregada de esgotamento. Os ensaios aqui reunidos resistem ao discurso patológico contemporâneo tentando mostrar diversos aspectos desse sofrimento psíquico comumente chamado de depressão. A compreensão que perpassa de modo geral os ensaios é de que a depressão não se deixa reduzir ao neurológico, mas, antes, é simultaneamente emblema da atualidade de um problema civilizatório e sintoma social. Assim, trata-se de compreender aspectos tanto do fenômeno doentio quanto de como a articulação com as exigências, propostas e demandas sociais têm impacto direto nesse fenômeno. Colocada nesses termos, trata-se de uma questão que não perdeu o caráter provocador tanto quanto de urgência, dado o caráter demograficamente preponderante do problema.
Maewa Martina Gomes da Silva e Souza; Aline de Novaes Conceição; Adriana Alonso Pereira (Orgs.)
Enveredamos pelo universo da Educação Especial e Inclusiva com a intenção de apresentar ao caro leitor um dos aspectos sociais fundamentais para a ampliação da compreensão do fenômeno da Educação Especial e Inclusiva, as atitudes sociais. Dessa forma, convidamos você a percorrer esse caminho científico de entendimentos acerca do assunto. No decorrer da leitura, os textos revelam em seus principais resultados que há muitas informações equivocadas ou parciais a respeito da natureza das deficiências. Outros resultados evidenciaram que, mediante a provisão de informações detalhadas e adequadas a respeito de deficiências, podem ser modificadas favoravelmente as atitudes sociais de estudantes em relação à inclusão de colegas com deficiência. Nesse sentido, os estudiosos interessados na temática poderão se deleitar sobre tantos outros resultados apresentados neste livro, e especialmente poderão em posse de informações adequadas ter a primeira ferramenta para a construção de um ambiente social acolhedor para estudantes com deficiência nas escolas, da Educação Infantil ao Ensino Superior.
Henrique Carneiro, de 6 anos, com a cadela Ísis. Portal T5"Eu fico muito emocionado e feliz quando eles chegam". É o que diz Henrique Carneiro, de 6 anos, sobre o cachorros do projeto TeraPET que visitam o Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa. A fim de levar conforto e amenizar o sofrimento das crianças que estão internadas, os animais visitam a unidade todas as quartas e sextas-feiras.
O projeto existe há seis meses e é composto por 20 voluntários e 18 cães. "Começamos em um abrigo de idosos, percebemos que há benefícios e ampliamos para outros ambientes. As pessoas ficam felizes vendo os animais", contou Márcio Moreno, um dos coordenadores do projeto.
Segundo ele, há critérios para que os cachorros possam participar das ações. "Eles precisam ter o cartão de vacina em dia, autorização de um veterinário dando condições para que frequentem um hospital e também precisam ter um bom comportamento", pontuou.Equipe do projeto TeraPET com as crianças no Hospital de Trauma. Foto: Portal T5Ariel, de 10 meses, uma das cadelas que participam do projeto. Portal T5"Acho esse projeto muito interessante, é realmente uma terapia. Torna possível quebrar a monotonia e o clima tenso da criança ficar dentro do quarto. Animal traz harmonia para o ambiente", afirma Sandrelly Carneiro, mãe de Henrique que está internado há uma semana depois de sofrer uma fratura no braço.
O diretor do Trauma, Laercio Bragante, ressalta a importância da Cãoterapia para os pacientes. "É mais uma proposta da nossa equipe de atividade lúdica para o tratamento psíquico e físico para as crianças", disse.
Maria Eunice, tutora e 'mãe' da cadela Ariel, de 10 meses, participa do projeto e diz que percebe a diferença que os cachorros fazem nas crianças. "Eles enchem o lugar de energia boa e muda completamente o astral dos pacientes. É uma distração nesse ambiente fechado e todo mundo fica feliz demais", ressaltou. Fonte https://www.portalt5.com.br/noticias/paraiba/2020/2/293639-terapia-com-caes-auxilia-tratamento-de-criancas-na-paraiba Postado por Antônio Brito
Aplicativo perde compatibilidade com sistemas operacionais antigos
Já faz alguns anos que o WhatsApp é o aplicativo de mensagens mais utilizado no Brasile é quase impossível encontrar alguém que não tenha o app instalado em seu celular.
No entanto, a partir de hoje (1º), alguns usuários podem não ter mais acesso a ele. Isso porque o mensageiro vai perder a compatibilidade com sistemas operacionais mais antigos.
Aqueles que utilizam Android 2.3.7 e iOS 8, além de versões anteriores, não conseguirão mais utilizar o aplicativo. Proprietários de celulares com o sistema Windows Phone já não podem mais utilizar o app desde o dia 31 de dezembro.
Segundo comunicado oficial, o WhatsApp é compatível com celulares com Android 4.0.3, iPhone com iOS 9 e aparelhos selecionados com KaiOS 2.5.2, além das versões mais recentes desses sistemas operacionais.
Hoje, o aplicativo não vai mais funcionar em celulares com os seguintes sistemas operacionais:
#PraTodosVerem: Na imagem mostra detalhes do novo RG, na imagem são destacados como itens de segurança e as novidades do documento. Fim da descrição. Foto: Internet/Divulgação.
O novo RG (Carteira de Identidade) já está disponível em 12 estados, e em alguns deles o novo documento é emitido de forma gratuita.
O que pode ser colocado no novo RG?
Podem ser incluídos os números de vários outros documentos. Além do CPF, é possível adicionar os dados de NIS/PIS/PASEP, bem como o título de eleitor, carteira de trabalho, certificado de serviço militar, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), cartão nacional de saúde, tipo sanguíneo e deficiência (se tiver). Para isso, basta apresentar os originais no momento da solicitação e pedir sua inclusão.
Além disso, os cidadãos também podem usar seu nome social, sem a necessidade de alteração no registro civil. De acordo com o Governo, a inclusão desses dados é facultativa. Os RG´s atuais continuam a valer — então, não é necessário correr para adotar o novo modelo. Quem quiser trocar, no entanto, deve marcar um horário para atendimento, o que pode ser feito pela internet.
Lista de documentos que podem ser inseridos no novo RG:
Título de Eleitor
Carteira de Trabalho
Certificado Militar
Carteira Nacional de Habilitação – CNH
Certidão de Nascimento ou Casamento
CPF
Documento de Identidade Profissional
Documento Nacional de Identificação (DNI)
Carteira Nacional de Saúde
NIS
PIS/Pasep
Tipo sanguíneo
Fator RH (tipo sanguíneo)
Tipo de deficiência
Onde posso fazer o novo RG?
O novo RG já pode ser emitido nos estados de Goiás, Pernambuco, Distrito Federal, Mato Grosso, Acre, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Já estados como Alagoas (AL), Amapá (AP), Amazonas (AM), Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Mato Grosso do Sul (MS), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraíba (PB), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN), Rondônia (RO), Roraima (RR), Sergipe (SE) e Tocantins (TO) deverão implantar o novo modelo até março de 2020. Esse é prazo final determinado pelo decreto 9.278, da Presidência da República.
Apaixonado por Segurança, ele acompanha o dia-a-dia dos policiais como voluntário. Sentimento é recíproco, pois servidores relatam melhora no lugar apenas com a presença dele: ‘Toda empresa deveria ter funcionários assim’.
Aos 23 anos, Lucas Tadeu de Morais transformou a rotina da Delegacia de Proteção ao Idoso, à Pessoa com Deficiência, ao Consumidor e Trânsito de Anápolis, a 55 km de Goiânia. Portador de síndrome de Down, o jovem venceu um câncer e está realizando o sonho de viver o dia-a-dia de policiais, ao trabalhar como voluntário.
O delegado Manoel Vanderic, responsável pela unidade, conheceu Lucas há três anos, quando foi abordado pela mãe dele pedindo que tirassem uma foto juntos porque o filho era muito fã de policiais e sonhava em ser um. Na época, eles conversaram, e o delegado disse que se o garoto quisesse ir à delegacia para acompanhar a rotina, estava convidado.
Lucas Tadeu de Morais e Manoel Vanderic em Anápolis — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
“Há umas três semanas ela me mandou uma mensagem por meio de uma rede social contando que ele havia acabado de finalizar um tratamento contra o câncer e perguntou se a proposta ainda estava de pé. Eu disse que sim, e ele veio no outro dia”, contou.
De acordo com Vanderic, a simples presença do Lucas na delegacia já mudou o ambiente. Sendo uma pessoa alegre, amorosa e muito empática, o jovem passa as tardes ajudando em alguns atendimentos ao público e em funções administrativas.
“A presença dele é muito positiva. Humanizou muito o ambiente. […] Foi muito além do que eu esperava, não só com o público externo, mas com o interno. As pessoas ficam mais simpáticas, muito mais tranquilas”.
“Ele está sempre rindo. Se vê alguém triste, ele logo sente e tenta ajudar. Toda empresa, todo órgão deveria ter funcionários assim”, disse o delegado.
O agente Flávio Laudares, que também atua na delegacia, disse que também sente a mudança no local.
“Ele tem um histórico de superação de doença recente. Vendo ele lá, sempre alegre depois de toda dificuldade da vida dele, faz com que a gente reflita. Percebemos que a gente esquece de ser grato”, contou o agente.
Luce Anne Pereira e o filho Lucas Tadeu de Morais em tratamento em Barretos Goiás — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Realização de um sonho
Mãe do Lucas, a empresária Luce Anne Pereira, de 43 anos, contou que a admiração do filho por policiais e profissionais da Segurança Pública começou quando ele ainda era criança. Hoje, vendo-o trabalhar na área, ela se enche de orgulho e satisfação por ver a felicidade dele.
“Ele está muito feliz. Na concepção dele, ele acredita que conseguiu ser o policial e eu sou muito grata pela oportunidade que ele está tendo”, afirmou.
Luce relatou que, em abril de 2019, o filho foi diagnosticado com um câncer na virilha, fez uma cirurgia e iniciou o tratamento de quimioterapia em Barretos.
“Foi muito difícil, ele sofreu muito, só quem viveu que sabe. Mas o hospital é só amor e isso ajudou muito. Por exemplo, ele foi vestido de Hulk na primeira sessão de quimioterapia e todo mundo entrou no jogo, pediram autógrafo. […] Lucas teve muito isso de dar valor à vida e não força à doença”, completou.
A doença entrou em estágio de remissão. Assim, Luce ficou muito empolgada e grata pela recuperação do filho. Foi quando a empresa decidiu entrar em contato com o delegado para saber sobre a possibilidade de realizar esse sonho do filho. Segundo ela, a resposta foi logo: “Quando ele começa?”.
“O Lucas é muito criativo, muito educado, inteligente, isso é dele. Desde quando ele nasceu faz muito sucesso aonde vai. Ainda mais depois de tudo que ele passou, ele merece tudo isso e muito mais, ser muito feliz, fazer o que ele quiser”, concluiu.
Cidade foi escolhida após apresentar todos os indicadores solicitados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro
Blumenau foi escolhida para abrigar um dos 14 Centros de Referência Paralímpicos que o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) implantou pelo país. Realizado por meio de uma parceria entre a Prefeitura, Furb, Comitê Paralímpico Brasileiro e com o apoio da Associação do Paradesporto de Blumenau (Apesblu), a abertura oficial do Centro está confirmada para próxima segunda-feira, 3 de fevereiro, às 15h30, no complexo esportivo, campus 1 da universidade.
Oferecendo a modalidade de atletismo, o Centro de Referência em Blumenau foi aprovado após apresentação de todos os indicadores solicitados pelo CPB, que incluem títulos mundiais e índices internacionais, como as medalhas conquistadas no mundial da Suíça pelo atleta José Alexandre Martins da Costa, no ano passado.
“O Comitê Paralímpico Brasileiro trabalha para o desporto paralímpico de uma forma muito ampla, melhorando a qualidade de vida da pessoa com deficiência em todo o Brasil. Os projetos contemplam desde a iniciação até o alto rendimento, atendendo uma faixa etária de oito a 40 anos em algumas modalidades. Até 2018 todos os projetos do CPB ficaram reduzidos ao Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na Cidade de São Paulo”, afirma o coordenador geral dos Centros de Referência do CPB, Ramon Pereira.
De acordo com o prefeito, Mário Hildebrandt, a implantação do Centro de Referência Paralímpico é fruto de um longo trabalho realizado pela Prefeitura de Blumenau e Furb. “A parceria entre a Prefeitura e a Furb no Paradesporto existe há nove anos e ficamos muito felizes em saber que conseguimos mais este selo de referência, que é a implantação do Centro em Blumenau. Por meio do Esporte transformamos vidas, damos esperanças de melhoria às famílias e, no caso do Paradesporto, temos o poder da tão sonhada inclusão”, destaca.
A abertura do Centro de Referência trará para a cidade a metodologia de trabalho que o comitê utiliza em todo o país, potencializando ainda mais o desempenho dos atletas em nível nacional e internacional. “Com a implantação do Centro, o comitê vai proporcionar a contratação de técnica e coordenação específicas para o atletismo, além de oferecer formação aos profissionais da área. Alguns cursos já estão confirmados para todos os professores da rede de ensino de Blumenau e região, não somente aqueles ligados ao paradesporto em 2020”, informa a Secretária.
O Coordenador Geral dos Centros de Referência do CPB enfatiza a qualidade do paradesporto da cidade. “Blumenau vem trabalhando para o paradesporto de modo exemplar, com participações em nossos principais eventos como o circuitos Caixa, Paralimpíadas Escolares, entre outros. Para o Comitê Paralimpico Brasileiro ter a cidade como um representante oficial das nossas ações é uma honra e esperamos estender esta cooperação com muitos projetos, sempre trabalhando para melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência.”, afirma Pereira
Segundo a secretária de Educação, intenção é adaptar as demais modalidades do programa à metodologia utilizada no Comitê Brasileiro. Hoje, o paradesporto da cidade conta com 500 atletas, 11 modalidades e 32 professores. E, semanalmente, são realizados 700 atendimentos. Além disso, o Centro de Referência deve abrir espaço para a atuação e formação de profissionais como psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas, bem como ativar outros projetos de pesquisa e extensão vinculados ao esporte. “É por estas razões que o comitê privilegia a implantação dos centros ligados às universidades”, explica Patrícia Lueders.
Única instituição indicada pelo comitê no Estado, o centro implantado na Furb terá abrangência regional e deverá receber também atletas de outras localidades de Santa Catarina. “A história da Universidade e seu contínuo apoio ao esporte certamente credenciam a Furb a representar Blumenau e Santa Catarina no Comitê Paralímpico Brasileiro. Ser um centro de referência nacional nos enche de orgulho e motiva ainda mais ao trabalho que, além do esporte, alcança também a inclusão social”, destaca a reitora Marcia Sardá Espindola.
A abertura oficial do Centro de Referência Paralímpico em Blumenau será realizada no complexo esportivo da FURB, na segunda-feira, 3 de fevereiro, às 15h30 com a presença do prefeito Mário Hildebrandt, reitora, atletas e professores do programa. Assessor de Comunicação: Rafaella Fernandes Silveira Fontehttps://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/secretaria-de-educacao/semed/blumenau-ganha-aonico-centro-de-referaancia-paralaimpico-em-santa-catarina4 Postado por Antônio Brito
Maria Paula Vieira, 26 anos, aparece, em seu Instagram, em cliques etéreos com o cabelo ruivo solto, flores pelo corpo e o onipresente batom vermelho. A cadeira de rodas é apenas um detalhe nas fotos. Confiante, a fotógrafa fala de suas vivências na rede social como uma mulher cadeirante, mas nem sempre foi assim. “Sofri bullying na escola por ter atrofia nas pernas. Então, me sentia muito diferente das outras meninas. Foi um processo longo para eu conhecer meu próprio corpo e aprender a me amar. Um trabalho de formiguinha”, fala.
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De acordo com o Censo 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 46 milhões de brasileiros, cerca de 24% da população, declarou ter alguma deficiência físicaou intelectual – pessoas que não conseguem se locomover representam 2,3% dos brasileiros. É uma quantidade razoável de pessoas, mas, segundo muitas mulheres cadeirantes, elas se sentem invisíveis.
A internet, no entanto, está mudando um pouco o jogo. Tabata Contri, por exemplo, se tornou cadeirante aos 20 anos, após um acidente de carro. Antes disso, ela mal tinha tido contato com pessoas com deficiência. “Estudava em uma escola que tinha uma sala para essas pessoas, mas ela ficavam escondidas. Nunca brinquei com uma quando criança, nunca convivi”. Por isso, Tabata, atualmente consultora da agência Talento Incluir, em que trabalha para encontrar empregos para pessoas com deficiência, percebe a importância da internetpara a construção da autoestima de mulheres como ela. “Começamos a conversar, trocar vivências e a falar de nossas vidas. Imagina a importância disso para uma menina que cresceu sem ver outras meninas como ela?”.
É por isso que Maria Paula faz questão de mostrar o seu corpo em suas redes sociais. “Falei em um dos posts sobre o 'corpo de verão'. Já vimos muito sobre a mulher gorda na praia, mas a cadeirante também tem suas questões. Eu já deixei de usar uma saia porque tinha vergonha das minhas pernas. Passei calor por isso”, fala a fotógrafa. “É importante que outras pessoas vejam corpos diferentes do padrão para que elas se sintam à vontade para mostrar as pernas também.”
Reclusão, superproteção e opressão
Essa falta de acesso “ao mundo lá fora”, onde há vários tipo de pessoas, é, segundo Tabata, um dos principais fatores de exclusão de cadeirantes. “Muitas vezes as famílias, na melhor das intenções, super protege essas pessoas, não as deixam sair. Elas são infantilizadas”, afirma. Isso tem um impacto profundo na construção de autoimagem das mulheres com deficiência.
A contadora Ivone de Oliveira, 51, de São Paulo (SP) tem uma autoestima muito boa, obrigada. Ela é conhecida no Instagram como Gata de Rodas, onde tem 4 mil seguidores. Naquele espaço, fala sobre seu dia a dia, idas ao bloco de Carnaval e sexualidade. Embora seja confiante, a influenciadora diz que ser infantilizada a deixa para baixo. “Mexe comigo quando me tratam como criança, não perguntam diretamente para mim as coisas, subestimam a minha inteligência”, conta. Esse tipo de postura acaba deixando marcas duradouras no psicológico de uma pessoa com deficiência. “Trava o desenvolvimento pessoal e profissional, nos colocando sem autonomia, poder decisão e rédeas de nossas próprias vidas.” LEIA TAMBÉM: A pele que habito: Vanessa Giacomo, a atleta paralímpica Cláudia Santos, a blogueira Jéssica Ipólito e Xênia e Tiê contam da relação com seus corpos e de como suas histórias foram moldadas por eles
Ao mostrar que curte a balada, curte na rua e tem autonomia para viver a vida com plenitude, Ivone ajuda outras mulheres deficientes a deixar a superproteção da família. O cuidado excessivo é visto, pela influenciadora, como uma forma de opressão. “Precisamos sair de casa e impor a nossa presença, arrancar pela raiz a discriminação. Isso não acontece de forma natural na vida das mulheres com deficiência como acontece com as nossas iguais sem deficiência.”
“Cadeirante não tem prazer”
Segundo Tabata, é muito comum mulheres cadeirantes nunca terem ido a um ginecologista. A razão seriam a falta de acessibilidade e, mais uma vez, a superproteção. “Muitas delas escondem da família que têm uma vida sexual ativa.” Isso porque essas mulheres são vistas como assexuadas, tanto pelos familiares como pela classe médica. “Uma vez, uma amiga cadeirante estava grávida e foi ao médico com o marido. O médico perguntou pro companheiro dela: ‘Você fez isso com ela?’. Como se não fosse natural ela engravidar.”
Lésbica e adepta do BDSM, em que é dominadora, Ivone diz que ainda ouve comentários sobre sua sexualidade. “Alguns desavisados me perguntam se eu gosto de sexo”, diz. Maria Paula complementa que a desinformação é o que leva mulheres cadeirantes sofrerem preconceito na hora da paquera. “Precisamos mostrar que nós namoramos, fazemos sexo, sentimos prazer. As pessoas tendem a ver a deficiência como algo negativo, mas é apenas uma característica nossa. Eu e minhas amigas já ouvimos muitas vezes: ‘Você é tão bonita, pena que é cadeirante’. Isso mexe demais com a gente”, diz a fotógrafa, que procura fazer fotos de si mesma e de outras pessoas para mostrar que estar em uma cadeira de rodas não é o fim do mundo. “Não é algo que me impede de ser linda. O que a minha deficiência tem a ver com a minha beleza?.” Fonte https://revistatrip.uol.com.br/tpm/mulheres-deficientes-e-autoestima-como-a-internet-ajuda-cadeirantes-a-se-sentirem-mais-bonitas Postado por Antônio Brito
O estudante Pedro Augusto Morgado Ventura é aluno do 8º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Marcondes de Souza, no município de Muqu
O estudante do 8º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Marcondes de Souza, no município de Muqui, Pedro Augusto Morgado Ventura, conquistou a primeira colocação no curso de Biotecnologia na unidade do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Vila Velha. O aluno é diagnosticado com o espectro do autismo e a aprovação destaca o foco da Rede Estadual de Ensino na inclusão e na equiparidade da qualidade do aprendizado para todos os estudantes.
O estudante fez a prova em caráter de experiência e, mesmo com a conquista, não poderá ingressar na instituição, já que ainda não concluiu o Ensino Fundamental. "Foi uma surpresa para mim. Não esperava uma colocação tão boa", disse o adolescente de 14 anos, ressaltando que seus pais o incentivaram a fazer a prova para testar seus conhecimentos.
Segundo o diretor da escola, Ériton Berçaco, a unidade busca trabalhar com os alunos do Atendimento Educacional Especializado (AEE) por meio de atividades práticas, aulas dinâmicas e interativas e acolhimento afetivo. "A escola tem como objetivo a mediação do conhecimento como experiência transformadora e emancipatória. Essa proposta se estende a todos os alunos, pensando a inclusão com o sentido mais amplo possível", contou o gestor escolar.
O adolescente aprovado destacou também falou sobre os desafios de enfrentar preconceitos e supera-los. "Os pais não podem perder a esperança. Devem criar esperança e pesquisar sobre o autismo para aprender a lidar com os filhos. Eu consigo viver bem com o autismo. Tenho uma vida normal e estudo em escola pública", destacou.