09/04/2026

Expectativa de vida das pessoas com Síndrome de Down aumentou 400%

Avanços médicos e inclusão elevaram a expectativa de vida de pessoas com Síndrome de Down de 12 para 60 anos, trazendo mais qualidade de vida e novas perspectivas.

Expectativa de vida das pessoas com Síndrome de Down aumentou 400%

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a Síndrome de Down está presente em aproximadamente 1 a cada mil nascimentos.

Um estudo publicado no periódico científico European Journal of Public Health mostrou que, nas duas últimas gerações, a expectativa de vida de pessoas com Down subiu de 12 para 60 anos e acredita-se que ela irá aumentar cada vez mais. Os principais fatores que contribuíram para isso foram avanços na medicina, como métodos de diagnóstico de problemas cardíacos precoces e técnicas cirúrgicas; avanço no conhecimento médico sobre a condição; maior acesso aos serviços de saúde e a ampliação das políticas de inclusão.

Hoje existem consensos mundiais da prática clínica voltada para crianças, adolescentes e adultos com síndrome de Down. Mas os avanços que mais mobilizaram a longevidade de pessoas com a síndrome foram as cirurgias cardíacas e o tratamento das infecções. Metade das pessoas com Down têm problemas cardíacos.

Hoje, um simples ecocardiograma do recém-nascido, por exemplo, permite identificar alterações cardíacas que necessitam de correções cirúrgicas precoces.

Por muito tempo, a única forma de fazer o diagnóstico da Síndrome de Down era após o nascimento, com base nas características clínicas apresentadas pelo bebê, seguida da confirmação por meio de um exame genético chamado cariótipo, que indica a alteração no par 21 de cromossomos.

Hoje, é possível identificar a síndrome de Down no pré-natal. A identificação precoce pode ajudar tanto a família a se preparar e se adaptar às necessidades do bebê antes de seu nascimento.

Antigamente, as pessoas com Síndrome de Down ficavam, em grande parte, escondidas em casa, sem perspectiva de ter uma vida autônoma, à margem da sociedade.

Para os especialistas, é preciso desde cedo ensinar habilidades que preparem pessoas com Down para o mundo, o que inclui desde o treinamento de ofícios que não são tradicionais, de acordo com as habilidades de cada um, como jardinagem, sapataria e oficinas, até ensiná-los a lidar com o dinheiro, se vestir e realizar atividades cotidianas da rotina da casa.

Se ele está em um meio que não tem outras pessoas com síndrome de Down, ele não encontra sua identidade, por mais empatia que exista nessa relação. Quando você coloca um adolescente nesse grupo, ele floresce porque sua limitação permeia a todos.

Novas descobertas na medicina prometem melhorar ainda mais a saúde e qualidade de vida de pessoas com Down. Por exemplo, pesquisadores do Laboratório de Neurociência e Cognição da Universidade de Lille, na França, e do Hospital da Universidade de Lausanne, na Suíça, descobriram que a reposição de um hormônio melhorou o desempenho cognitivo e as conectividades cerebrais de pessoas com Síndrome de Down. O estudo ainda é bastante inicial, mas os resultados já são promissores.

Isso não é só um dado. Isso é história sendo reescrita. Hoje, as crianças com Down têm um futuro. As famílias hoje têm mais tempo. São vidas que finalmente estão sendo vistas com o valor que sempre tiveram.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=3d820d42-32c9-4aa3-a06e-c4842dfe221b

Postado Pôr Antônio Brito

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