Mauricio
Kubrusly enfrenta demência frontotemporal, mas mantém sua conexão com a
música e seu legado cultural, mostrando que emoções e memórias afetivas
resistem à doença.
Um
dos maiores críticos de cinema e TV do Brasil de todos os tempos,
Mauricio Kubrusly, o jornalista que marcou gerações na televisão
brasileira, foi diagnosticado com demência frontotemporal. A mesma
condição que afastou Bruce Willis do cinema.
Com
as sequelas, ele viu a própria identidade ser atravessada por uma
doença cruel. A linguagem falha. A personalidade muda. A memória escorre
pelos dedos. Mas algo permanece: o legado do homem, do profissional, do
que Kubrusly representou na história da cultura do nosso país.
Uma
parte de Kubrusly ficou e é latente, sobrepondo a demência. Entre mais
de 8 mil CDs, a música ainda o encontra e mexe com o jornalista. Ouvindo
seus CDs, ele canta, reconhece os artistas e se reconhece. Com a
música, ele sente.
Em
um documentário recente do Globoplay, ao reencontrar Gilberto Gil e
ouvir suas próprias críticas escritas décadas atrás, Mauricio provou que
nem tudo se apaga.
Hoje Kubrusly vive com a esposa Bia na Bahia.
Algumas doenças retiram palavras, apagam memórias. Mas não conseguem tocar aquilo que virou emoção e que marca uma vida.
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=4678f0ee-f798-4895-a4e9-e13141c7499f
Postado Pôr Antônio Brito
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