Se tem uma coisa que não podemos negar é que a Internet democratiza e facilita e muito o acesso à educação. Hoje em dia é possível estudarmos quase qualquer coisa sozinhos em casa e o melhor: de graça! Carolina Hessel é docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e uma das responsáveis pela Língua Brasileira de Sinais (Libras) na Faculdade de Educação e acaba de criar um projeto em que conta histórias infantis para as crianças, através de um canal no Youtube, em Libras.
Seu canal chama “Mãos Aventureiras” e segundo Carolina, no Brasil ainda não existia nenhum canal parecido e seu objetivo é fazer atualizações a cada semana. Ela diz que desde que trabalhava como educadora nas escolas especiais para surdos gosta de contar histórias em Libras e que ela escolhe as histórias que vai contar dependendo da época ou da própria demanda.
Além de contar histórias clássicas, como “O sanduíche da Maricota”, de Avelino Guedes, que é super usado na educação infantil, ela já fez vídeos dos livros “Adelia”, de Jean-Claude Alphen (Prêmio Jabuti), “Carona na Vassoura”, de Julia Donaldson e Axel Scheffler e “O presente do Saci”, de Lalau & Laurabeatriz.
Dá um play aqui embaixo para ver como esse projeto é lindo:
A vaginite é uma inflamação que acomete a vulva ou na vagina que pode ser causada por fungos, bactérias e até alergia a produtos químicos, causando coceira e corrimentoShutterstock
Vaginite é o termo científico utilizado pelos médicos para explicar uma inflamação na vagina. Se tratando de inflamação na região vulvar ou vaginal, o problema pode ter diversas causas e agentes infecciosos diferentes, podendo ser causado por bactérias (vaginose bacteriana), fungos (candidíase) e até alergias a produtos químicos e papel higiênico. Portanto, toda suspeita e sintoma de vaginite deve ser avaliada por um ginecologista e tratada corretamente. Conversamos com a especialista em ginecologia Mariana Conforto sobre os sintomas comuns a essa inflamação, como diagnosticar e tratar o problema.
As causas da vaginite variem de acordo com a idade da menina
As causas da vaginite normalmente variam de acordo com a idade da paciente. Em crianças é mais comum acontecer por conta de uma higiene inadequada como, por exemplo, ao se limpar de trás para frente ou ao coçar a região íntima com os dedos, levando os microrganismo para dentro do órgão. Alguns produtos químicos, como sabonete, talco, sabão em pó, talco ou resquícios de papel higiênico esquecidos dentro da genitália também pode levar a alergias e inflamações. Em adolescentes e mulheres adultas normalmente a vaginite é causada por uma agente infeccioso. Os tipos mais comuns são a vaginose bacteriana, candidíase (por fungo) e tricomoníase (causada por um protozoário e normalmente transmitida sexualmente).
Sintomas da vaginite: saiba como identificar a o problema vaginal em você
De acordo com a médica, os sintomas recorrentes das vaginites são irritação no canal vaginal, que pode ser percebida pela coloração mais avermelhada, coceira intensa e corrimento acinzentado ou esbranquiçado. O odor vaginal também pode mudar com a presença desses agentes, tornando o cheiro mais forte e ácido. Ao perceber esses sintomas ou outro não usual, como dor na pelve, deve-se procurar um ginecologista para fazer um exame físico e ter a definição do tratamento adequado. “Na maioria das vezes, o exame físico é suficiente para a avaliação, não sendo mandatório exames de sangue ou imagem. Porém, isso depende de cada avaliação e os exames entram como complementares a avaliação”, explica Mariana.
O tratamento para vaginite pode ser feito com creme vaginal
O tratamento para vaginite vai depender do fator causador e também dos sintomas associados: “ Em casos de infecções fúngicas o creme vaginal ou o antifúngico podem ser indicados. O tratamento deve ser sempre individualizado e sempre com orientação médica”, diz a ginecologista. No caso da tricomoníase o tratamento é feito com remédio oral e o parceiro sexual também precisa ser tratado para que o problema não volte a aparecer. Além de medicamentos, o tratamento para vaginites também envolve medidas de higiene íntima, uso de calcinhas de algodão e roupas mais largas para não abafar a região.
Este artigo tem a contribuição do especialista: Dra. Mariana Conforto - Ginecologista e obstetra da Perinatal CRM: 5296454-9
Sinalização deverá conter símbolo de pessoas autistas e novo signo universal de pessoas com deficiência
VINÍCIUS LEMOS
Nova placa que deverá constar em estabelecimentos de Uberlândia em até 6 meses | Foto: Divulgação
Nos próximos seis meses, estabelecimentos públicos e privados de Uberlândia terão que adequar a sinalização para atendimentos prioritários, que deverá conter um símbolo a mais: a de pessoas autistas. O símbolo referente a pessoas com deficiência também foi atualizado e terá que mudar. Uma lei sancionada e publicada no Diário Oficial do Município do dia 30 de dezembro estabelece os novos critérios para as placas únicas. Apesar de manter em separado o símbolo para autistas, a Lei recebeu críticas sobre a implantação do novo signo sem uma devida campanha de conscientização sobre as mudanças.
A Lei, de autoria do vereador Antônio Carrijo (PSDB), traz como determinação que as placas de atendimento preferencial contenham representações ilustrativas universais de uso exclusivo para pessoas com deficiência, idosos, gestantes, crianças de colo e pessoas com transtornos do espectro autista. Quem descumprir a lei poderá ser multado em R$ 500. Este valor poderá ser dobrado se o descumprimento se repetir, e quadruplicar, em uma segunda desobediência. Os valores arrecadados serão transferidos para o Fundo Municipal da Pessoa com Deficiência (FMPD).
Ao mesmo tempo, o texto sancionado pelo prefeito Odelmo Leão revoga as legislações anteriores, que tratavam da questão da sinalização e fiscalização. As legislações anteriores eram dos anos de 2017 e 2018. “Essa lei vem para unificar a legislação e padronizar a sinalização com as mudanças que tivemos sobre autismo e também os símbolos da pessoa com deficiência”, disse Carrijo.
AUTISTAS A nova placa inclui o símbolo para autistas no setor de atendimento prioritário, algo que, em tese, não seria necessário pelo motivo de o grupo já estar incluído no símbolo universal de pessoa com deficiência, que também deve estar na placa. Entretanto, na lei foi atendido o pedido de militantes e familiares para que o grupo estivesse contemplado com o símbolo próprio, já que muitos desconhecem a inclusão das pessoas com transtornos no espectro autista.
“O autismo é considerado deficiência desde 2012. O símbolo universal [da pessoa com deficiência] foi instituído pela ONU, mas aqui no Brasil não tem tantas informações sobre ele. O símbolo do lacinho [referente à pessoa autista] nós pedimos para que permanecesse, uma vez que o autismo é muito novo como deficiência”, disse Maria Bertolino, que tem um filho de 8 anos com autismo e que milita sobre os direitos do grupo.
CRÍTICA Ainda segundo Maria Bertolino, tanto a Lei quanto a publicação do texto deveriam estar em conjunto com uma campanha de conscientização dos motivos do símbolo referente ao autismo estar à parte e também explicar a nova simbologia da pessoa com deficiência, que substitui a antiga, de uma pessoa em cadeira de rodas. Segundo ela, a tramitação foi precipitada.
O Diário de Uberlândia procurou a Prefeitura para obter informações de como eram as fiscalizações anteriores e pedir dados sobre arrecadação a respeito da legislação, além de questionar sobre possível campanha de conscientização sobre a nova simbologia nas placas. O município não se posicionou até o fechamento desta edição.
#PraTodosVerem: Na foto está Karoline, ela tem pele branca, cabelos curtos e está sorrindo. Ela está sentada na cadeira de rodas, veste um agasalho azul e segura troféus e medalhas. Fim da descrição. Foto: Divulgação.
Em 2018 contamos aqui a história da Karoline Podlasinski, paratleta da cidade de Taquara/RS, que teve seus equipamentos esportivos roubados. Na época ela fez uma Vakinha online para arrecadar recursos. Agora ela está tentando com uma rifa para arrecadar o dinheiro para a compra dos equipamentos que foram roubados. Segundo Noemi, mãe de Karoline, eles ainda tem 10 mil números para vender.
A rifa custa R$ 5,00 e tem como prêmios, um fogão a gás, um ferro a vapor e uma pipoqueira. Para tirar dúvidas sobre a rifa é possível falar com a Karoline pelo Facebook.
Relembre a história:
Unindo forças para voltar a sonhar
A história de Karoline
O esporte tem um potencial inimaginável de transformar vidas, existem inúmeros exemplos de todos os tipos que mudaram após conhecer algum esporte. Isso vale também para a inclusão das pessoas com deficiência, como é o caso da Karoline Podlasinski, de 35 anos, residente em Taquara. Karoline é cadeirante devido a uma doença chamada Ataxia de Friederich, causada por deficiência de vitamina E. A doença tem origem genética e se manifestou aos 11 anos e não tem cura.
O esporte
Karoline encontrou no esporte uma maneira de se reinventar, de ter qualidade de vida e sonhar. Foi através do tiro esportivo, aos 28 anos, que Karoline se reencontrou segundo ela “o esporte foi muito importante para mim, me trouxe saúde e bem estar” explica. Além disso, para o esporte ajudou no desenvolvimento “Desenvolveu a mentalidade, abriu portas e combateu o coitadismo.”
#PraTodosVerem: Na foto está Karoline, ela tem pele branca, cabelos curtos. Ela está sentada na cadeira e segurando uma arma de tiro esportivo em uma competição. Fim da descrição. Foto: Arquivo pessoal.
O Tiro Paralímpico deu a Karoline a possibilidade de aprender e conhecer muitas coisas, ela já disputou e venceu a Copa do Mundo de Tiro Paralímpico e o Campeonato Mundial da modalidade na Alemanha em 2014 e 2015. Para Karoline mais importante que as vitórias as participações em campeonatos em outros países é a possibilidade de conhecer lugares e idiomas “É sempre muito legal viajar, conhecer pessoas, ter novos aprendizados, novas culturas e outros idiomas.”
#PraTodosVerem: Na foto está Karoline, ela tem pele branca, cabelos curtos. Ela está na sua cadeira e veste um agasalho amarelo da seleção brasileira de tiro esportivo paralímpico. Ao fundo está um banner com a seguinte frase “2014 IPC Shooting. World Championsship Suhl”. Fim da descrição. Foto: Arquivo pessoal.
Mas nem toda a história é feliz, em maio de 2017, Karoline passou por um momento muito difícil na sua carreira de atleta. Sua casa foi invadida e seu equipamento foi roubado, levaram a cabina olímpica, a cadeira adaptada para o esporte, óculos, jaqueta e uma câmera tele objetiva que era usada nas competições. Desde então a família luta para arrecadar R$ 32 mil reais para comprar esses equipamentos, segundo a mãe de Karoline, Noemi dos Santos, até a residência da família já foi colocada à venda “já colocamos a casa a venda para tentar adquirir o material.”
Além da dificuldade financeira a família de Karoline luta contra o preconceito relacionado ao tiro esportivo “Muitos acham que o tiro esportivo incentiva a violência e, por isso ninguém ajuda” declara Noemi.
O roubo do material
Além do Tiro Esportivo Karoline também pratica ciclismo com um Handbike e ai vem outro desafio, conseguir o dinheiro para a compra de um triciclo adaptado para o transporte da Handbike, que custa em torno de R$ 12 mil reais, devido à questão financeira, segundo Noemi o alto custo do esporte e a falta de apoio está fazendo com que Karoline encerre a carreira “A Handbike já está à venda e vamos vender tudo o que sobrar e ela vai encerrar a carreira no esporte.”
Somado as dificuldades financeiras da família há um outro fator importante que é a falta de patrocínio e o valor dos equipamentos, já que a maioria precisa ser importado da Alemanha.
A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos, cerca de 30 a 60% dos idosos caem ao menos 1 vez por ano.
A reabilitação de uma lesão grave causada por uma queda pode ser demorada, e o prolongamento da imobilidade e de uma internação pode levar a complicações mais graves como o tromboembolismo venoso, úlceras de pressão e incontinência urinária, risco para infecções, entre outros.
A Fisioterapia pode atuar de forma preventiva minimizando os riscos de queda, procure um Fisioterapeuta.
Dicas sobre o que fazer para prevenir quedas:
• Preferir tapetes emborrachados e que não escorreguem.
• Deixar espaço livre para caminhar.
• Cuidado especial com os tropeços em animais domésticos.
• Procurar sentar em sofás e cadeiras altas e firmes e em poltronas com braço.
• Evitar escadas sem corrimão ou com degraus estreitos.
• Utilizar fitas antiderrapantes nos degraus para não escorregar.
• Instalar barras de segurança nos banheiros e utilizar tapetes emborrachados e que não escorreguem.
• Para se proteger de quedas, utilizar cadeira de plástico firme e resistente para tomar banho.
A revisão em 2019, tanto de auxílio-doença como aposentadorias por invalidez, passou por vários adiamentos.
Segundo previsão da Subsecretaria da Perícia Médica Federal da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) deverá realizar convocações para perícias do pente-fino nos benefícios por incapacidade já neste mês, a primeira etapa do ano de 2020.
O Governo Federal apresentou a medida com objetivo de redução de gastos com benefícios. A revisão em 2019, tanto de auxílio-doença como aposentadorias por invalidez, no entanto, passou por vários adiamentos. A penúltima revisão do pente-fino do INSS estava marcada para outubro.
Os adiamentos ocorreram por conta da Dataprev, empresa de tecnologia da Previdência, pudesse concluir um sistema que permite cruzar dados das perícias médicas com informações já coletadas pelo INSS. A empresa de tecnologia disse que foi feito um desenvolvimento de um sistema focado em agendamento único. A ferramenta permite o planejamento, administração e gerenciamento do processo de perícia.
Pente-fino já cancelou mais de 260 mil benefícios
O pente-fino do INSS, previsto na medida provisória antifraude (MP) 871, resultou no cancelamento e na suspensão de 261,3 mil benefícios em quatro meses de trabalho. A ferramenta vem sendo utilizada há quatro meses pelo governo federal.
De acordo com dados do INSS, a medida já resultou em uma economia de R$ 336 milhões e, em um ano, chegará a R$ 4,3 bilhões. Em janeiro, ao editar a Medida Provisória antifraude, o governo projetava uma economia de pouco mais de R$ 10 bilhões neste ano.
No corte de benefícios, há casos de pessoas com salário superior a R$ 15 mil que recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC), distribuído a idosos e deficientes de baixa renda, há anos, resultando em prejuízo aos cofres públicos.
Além disso, há casos registrados de pessoas mortas que continuavam recebendo os valores mensais e servidores estaduais e municipais que ganhavam o benefício assistencial voltado à baixa renda.
Convertida em lei em junho de 2019, a Medida Provisória antifraude reduziu o prazo para que cartórios comuniquem o INSS sobre novos registros de certidões de óbito, de 40 dias para 24 horas. Antes, com o prazo antigo, o governo acabava desembolsando até dois meses de benefício após a morte até que houvesse a suspensão do repasse.
Benefícios que passam por um ‘pente-fino’
Benefício
A quem se destina
Valor
Auxílio-reclusão
Dependentes de segurado do INSS presos
Média das contribuições do segurado, excetuando as 20% menores
Aposentadoria rural
Trabalhador que comprovar mínimo de 15 anos de atividade rural, com idade mínima de 60 anos para homens ou 55 para mulheres
Um salário mínimo para os que não contribuíram ao INSS; para demais, calculado a partir da média das 80% maiores
Pensão por morte
Dependentes de segurado aposentado ou trabalhador urbano
Somatória dos 80% maiores salários de contribuição dividida pelo nº de meses
Benefício de Prestação Continuada
Pessoas com deficiência ou idoso que comprovem não ter meios para sobreviver
Um salário mínimo (R$ 998)
Análise de benefícios
De acordo com o texto final da MP, o INSS terá acesso a dados da Receita Federal, do Sistema Único de Saúde (SUS), do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de outros bancos de informações para a análise de concessão, revisão ou manutenção de benefícios. O texto proíbe o compartilhamento, com outras entidades privadas, de dados obtidos junto a entidades privadas com as quais mantenha convênio.
Previstos para durar por dois anos (2019 e 2020), prorrogáveis até 2022, os programas de análise de benefícios com indícios de irregularidades e de revisão de benefícios por incapacidade pretendem continuar o pente fino realizado em anos anteriores em auxílios-doença e aposentadorias por invalidez.
Médicos peritos do INSS receberão um adicional por processo analisado além do horário de trabalho, com ênfase naqueles indicados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria-Geral da União (CGU) e por outros órgãos de investigação. Nesse último caso, o órgão poderá contar com parcerias com governos estaduais e municipais. Nessa lista, o relator, deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), incluiu benefícios pagos em valor superior ao teto do INSS.
O que leva à perda do benefício?
Não enviar os documentos exigidos pelo INSS dentro do prazo de defesa ou ter os documentos enviados considerados insuficientes ou improcedentes.
Como evitar a perda do benefício?
No primeiro passo, para evitar a suspensão do benefício é importante manter os dados cadastrais atualizados no INSS, como o endereço, para não correr o risco de ser notificado e não ver essa notificação.
De acordo com o UOL, o INSS pode considerar o segurado convocado para a revisão mesmo que ele não veja a notificação e vai suspender o benefício caso a pessoa não responda à convocação dentro do prazo. Os dados pessoais podem ser checados e atualizados através do Meu INSS (aplicativo ou site).
É possível recorrer?
Quem tiver o benefício suspenso poderá recorrer pela conta do Meu INSS, ou em agência da própria Previdência Social. O recurso deve ser aberto dentro de 30 dias contados a partir da notificação de perda do benefício pelo INSS.
A Prefeitura de Caruaru receberá um recurso de R$ 295 mil do Governo Federal para a compra de um carro adaptado e realizar capacitações para mulheres com deficiência. O município foi selecionado através de um projeto apresentado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM).
A implementação acontece a partir dos programas “Caminho Promissor” e “Nova Vida”, de âmbito Federal, que proporcionam os direitos das pessoas em vulnerabilidade social. Apenas 28 municípios de todo o País foram escolhidos.
Em Pernambuco, apenas Caruaru teve um projeto aprovado para mulheres. “Esse curso é uma realização, porque garantir os direitos das mulheres é um desafio, e para as mulheres com deficiência não é diferente. Assim, estamos contribuindo para que elas desenvolvam atividades econômicas e possam ter sua independência financeira, e a partir do curso vamos contribuir para o enfrentamento à violência doméstica e familiar”, ressaltou a secretária de Políticas para Mulheres, Juliana Gouveia. O convênio já foi assinado e a próxima fase será a licitação.
O que o cego faz na internet? Esta pergunta para alguns parece boba, mas muita gente a faz para qualquer cego. A internet domina o dia-a-dia de toda pessoa independente de cor, crença, deficiência ou classe social.
Você não precisa enxergar para ter acesso a internet. Os deficientes visuais fazem de tudo na internet também, compras, usam redes sociais desde Facebook, Twitter, Instagram e outras, fazem amizade, frequentam bate-papo ou como dizem chats, estudam e ETC.
A internet nos dias atuais é quase a vida, e isso acaba ficando uma situação chata. Imaginem o seguinte: Você mora numa cidade sozinho e para falar com a família só pela internet. Agora, imagine que você mora na mesma cidade que toda sua família ou parte dela, por quê falar só pela internet se você pode vê-los pessoalmente?
Só falta as pessoas fazer refeições via internet. Aí o mundo estará perdido. Eu espero não estar aqui quando isso acontecer, conviver com humanos robôs. Quem quer virar robô de bengala?
*Carol Borsato é jornalista e a primeira repórter deficiente visual da história de Indaiatuba (SP).
Com uma confiança adquirida ao longo dos anos, Luan Henrique, 27 anos, iniciou seus tratamentos na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em 1999. Após nascer com uma má formação na medula, que deixou os membros inferiores paralisados, o jovem deu entrada no processo fisioterapêutico aos seis anos e concluiu aos dez. A partir daí, Luan segue com uma vida agitada. Trabalha de segunda a sexta no atendimento da oficina ortopédica da Assistência, e nos finais de semana faz parte de apresentações de bandas tocando teclado. Hobby esse que, segundo Luan, conheceu através do coral da AACD.
“Na época, quando eu era apenas paciente, participei de um coral daqui da AACD e a professora tocava teclado. Meu sonho, na verdade, era aprender a tocar bateria, e com o tempo eu aprendi. Fizum curso técnico de música e hoje toco teclado profissionalmente”. A confiança perceptível em sua pose ele adquiriu com o tempo, mas Luan Henrique contou que o acompanhamento psicológico foi fundamental.
“As pessoas nos tratam de forma diferente. Na escola meus colegas não queriam que eu participasse de algumas brincadeiras por causa da minha deficiência. Quando eu comecei a fazer fisioterapia, me encaminharam também para a psicóloga e isso me ajudou muito. Eu vejo muitos pacientes vindo aqui só para desabafar, eles querem ser ouvidos”. Luan é um dos personagens da campanha “Com Amor, Tudo Tem Jeito”, realizada para comemorar os 20 anos da AACD Recife.
Campanha da AACD mostra histórias de vidas que foram transformadas
Publicado em: 05/01/2020 10:34
Foto: Leandro de Santana/ Esp . DP FOTO
Com uma confiança adquirida ao longo dos anos, Luan Henrique, 27 anos, iniciou seus tratamentos na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em 1999. Após nascer com uma má formação na medula, que deixou os membros inferiores paralisados, o jovem deu entrada no processo fisioterapêutico aos seis anos e concluiu aos dez. A partir daí, Luan segue com uma vida agitada. Trabalha de segunda a sexta no atendimento da oficina ortopédica da Assistência, e nos finais de semana faz parte de apresentações de bandas tocando teclado. Hobby esse que, segundo Luan, conheceu através do coral da AACD.
“Na época, quando eu era apenas paciente, participei de um coral daqui da AACD e a professora tocava teclado. Meu sonho, na verdade, era aprender a tocar bateria, e com o tempo eu aprendi. Fizum curso técnico de música e hoje toco teclado profissionalmente”. A confiança perceptível em sua pose ele adquiriu com o tempo, mas Luan Henrique contou que o acompanhamento psicológico foi fundamental.
“As pessoas nos tratam de forma diferente. Na escola meus colegas não queriam que eu participasse de algumas brincadeiras por causa da minha deficiência. Quando eu comecei a fazer fisioterapia, me encaminharam também para a psicóloga e isso me ajudou muito. Eu vejo muitos pacientes vindo aqui só para desabafar, eles querem ser ouvidos”. Luan é um dos personagens da campanha “Com Amor, Tudo Tem Jeito”, realizada para comemorar os 20 anos da AACD Recife.
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A campanha foi inspirada na ação promocional da série de TV americana “This is Us” e selecionou histórias reais para sensibilizar e mostrar a realidade dos pacientes da AACD. “Seeu pudesse deixar algum recado para cada paciente que vem aqui, eu diria para nunca desistir da vida”, revelou. O objetivo da campanha, criada e desenvolvida pela agência BG9 em parceria com a Ateliê Produções, é mostrar o trabalho humanizado e especializado que a AACD realiza no atendimento a pessoas com deficiências físicas e necessidades ortopédicas.
“Essa campanha mostra o quanto nosso trabalho depende do engajamento de todos. Por isso, precisamos das doações recorrentes que podem ser feitas durante o ano todo pelo nosso site http://www.aacd.org.br. São essas doações que nos ajudam a manter a unidade funcionando durante esses 20 anos. Além disso, esperamos que cada vez mais pessoas estejam conosco nessa missão de transformar vidas”, explicou a gerente da unidade de Recife, Luciana Martins.
De acordo com o IBGE, quase 25% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência física. Esse índice elevado não se equipara ao nível de preparação de estabelecimentos e vias públicas para receber e permitir o fluxo dessas pessoas. Para se tornar socialmente responsável, há uma série de diretrizes a serem seguidas e medidas implementadas pra tornar a estadia de hóspedes com alguma limitação a mais confortável possível. De forma a auxiliar gestores na busca por soluções que atendam às necessidades desse público elaboramos algumas ações direcionadas para os tipos de deficientes físicos mais presentes na sociedade. Melhorando a acessibilidade Talvez a primeira associação feita a limitação física seja a distribuição de rampas pelo hotel. Porém, tendo em vista a variedade de deficiências que podem afetar essas pessoas, alguns cuidados não tão óbvios também são mais do que recomendados:
Mecanismo de elevação mecânica;
Banheiros adaptados;
Cadeiras de roda extras;
Portas com sensores de presença;
Procure instalar portas mais largas para o caso de cadeirantes, inclua locais para apoio e corrimão, facilitando a movimentação. Para deficientes visuais, invista em folhetos e menus de restaurante em braile dando autonomia aos hóspedes. Se conseguir adequar ao orçamento coloque piso tátil, variação que permite o uso de bengalas para locomoção. Não esqueça de idosos, gestantes e pessoas obesas Na hora de planejar a estrutura física do hotel, também é necessário pensar em pessoas cuja limitações, embora mais leves do que deficientes físicos de fao, representam a necessidade de atenção diferenciada. Evite instalar muitos degraus, cuide dos sensores de iluminação e de assentos mais espaçados. Toda adaptação, por mais singela que possa parecer transmite conforto e hospitalidade. Treine os funcionários Ofereça cursos de capacitação em atendimento de pessoas portadoras de deficiência e demais situações especiais aos seus funcionários. Destaque a importância do bom trato de hóspedes e visitantes com essas características. Oferecer ajuda para carregar peso, condução, obtenção de informações e atividades de lazer são algumas das ações para as quais seus empregados devem estar sempre disponíveis e preparados. Promova atividades de lazer acessíveis a pessoas com deficiência Usar a piscina, jogar sinuca, aproveitar música ao vivo dentre outras atividades requerem um esforço e preparação maiores. Transmita ao hóspede o sentimento de inclusão ao adaptar esses e outros exemplos de opções de lazer a quem precisa de assistência. Na área do bar por exemplo, considere uma estilização que contemple cadeiras mais baixas e com apoio além de boa distribuição do espaço a fim de dar liberdade de locomoção. Instale um sistema de som e auto-atendimento direcionados a atender com praticidade solicitações e fornecer informações. Procure um especialista Caso tenha receio ao conduzir as modificações propostas, traga para dentro do hotel um especialista em designer de espaços e atendimento de pessoas com deficiências. Com o devido background, esse profissional dará a tranquilidade que você precisa para dar esse passo rumo a um modelo de hotel preocupado com essa parcela tão grande e diferenciada da sociedade. Não deixe que o medo de errar impeça seu negócio de buscar excelência no atendimento desse público seleto. Fonte https://omnibees.com/blog/2019/09/melhorias-para-tornar-seu-hotel-acessivel-para-deficientes-fisicos/ Postado por Antônio Brito