Semana de treino da seleção de Basquete em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB
As Seleções Brasileiras de basquete em cadeira de rodas
anunciaram nesta semana os convocados para o Mundial da modalidade.
Antes de disputarem a competição no Canadá, os atletas se reúnem no CT Paralímpico, em São Paulo, entre 29 de agosto e 4 de setembro.
Ao
todo, foram convocados 24 atletas, sendo 12 da Seleção feminina e 12 da
Seleção masculina, todos participam da etapa final de preparação antes
da competição. Durante a semana, as equipes realizam atividades voltadas
ao aprimoramento técnico e tático.
A Seleção masculina também
fará uma série de jogos-treino contra a Colômbia. Além das atividades em
quadra, os atletas contarão com o acompanhamento de profissionais do
CPB para avaliação física, fisioterapia, nutrição e psicologia
esportiva.
Após a semana de treinamento, as delegações embarcam
para Ottawa, no Canadá, sede do Mundial, que acontece entre os dias 9 e
19 de setembro.
Confira a lista de atletas convocados:
Seleção Feminina Adrienne de Oliveira de Souza – Classe 4.0 Ana Kelvia Silva de Lima – Classe 1.0 Brenda Caravellas B. Vasconcellos – Classe 1.0 Denise Eusebio – Classe 1.5 Gabriela dos Santos Oliveira – Classe 2.5 Geisa Rodrigues Vieira – Classe 4.0 Lia Maria Soares Martins – Classe 4.5 Maxicléide de Deus Ramos – Classe 1.0 Oara Uchôa Assunção – Classe 4.0 Paola Klokler – Classe 3.5 Perla dos Santos Assunção – Classe 2.0 Vileide Brito de Almeida – Classe 4.5
Seleção Masculina Alex Santos da Silva – Classe 3.0 Anderson Carlos Silva Ferreira – Classe 2.5 Carlos César Lima Cassimiro – Classe 1.0 Cristiano Júnior Marcondes Clemente – Classe 4.0 Dario Schulz Filho – Classe 4.5 Dwan Gomes dos Santos – Classe 1.0 Eduardo Alexandre Oliveira da Silva – Classe 4.5 Gustavo Freitas Lasmar – Classe 2.0 João Vitor de Souza Nascimento – Classe 4.0 Norton Rodrigues – Classe 3.0 Plínio Hugo Santos da Rocha Macedo – Classe 2.5 Sérgio Ricardo Veiga do Rosário Júnior – Classe 1.5
*Com informações da Confederação Brasileira de Basquete em Cadeira de Rodas (CBBC)
Patrocínio As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do basquete em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Iniciativa
beneficiará pacientes da instituição, que há quase 70 anos é referência
no atendimento a pessoas com paralisia cerebral grave
A Rede Mercure de Hotéis entregou, nesta
quarta-feira (27), 400 quilos de alimentos ao Hospital Cruz Verde,
referência no atendimento a pessoas com paralisia cerebral grave. A
instituição acolhe bebês, crianças, adolescentes e adultos, muitos deles
com alto grau de dependência e necessidade de cuidados contínuos,
oferecendo assistência, acolhimento e suporte especializado.
Mantido integralmente pelo SUS e doações, o
hospital conta com a mobilização de empresas, parceiros, voluntários e
da sociedade para assegurar a continuidade de suas atividades e a
qualidade do atendimento oferecido tanto aos pacientes internados quanto
àqueles que utilizam os serviços ambulatoriais.
Mais do que reforçar o estoque de
alimentos, a iniciativa busca aproximar novos públicos da realidade
vivida pelas pessoas atendidas pelo Cruz Verde e de sua missão. A
estratégia contribui para ampliar o engajamento e fortalecer uma rede de
apoio essencial à manutenção da instituição.
“O importante para mim são as pessoas”
Para Felipe Nobre, gerente-geral e
profissional com 40 anos de atuação no Grupo Accor, a iniciativa tem um
significado que vai muito além da entrega de mantimentos. Desde o
primeiro contato com o Cruz Verde, ele passou a acompanhar de perto a
atuação da entidade e a buscar formas de mobilizar outras pessoas em
torno da causa.
“Sempre falei que, para mim, o mais
importante são as pessoas e, depois, o resultado. A primeira vez que vim
ao hospital foi com a doutora Alessandra Trigo, que nos apresentou o
trabalho do Cruz Verde. Desde então, sempre que faço uma ação, lembro da
instituição e de tudo o que realiza para proporcionar qualidade de vida
e bem-estar aos pacientes”.
Felipe conta que faz palestras no grupo
hoteleiro para apresentar o Hospital Cruz Verde e “transformar esse
envolvimento em solidariedade”. “Em apenas quatro ou cinco horas de uma
festa, conseguimos arrecadar uma quantidade significativa de alimentos.
Hoje, estamos trazendo 400 quilos para o hospital. Eu jamais vou
esquecer de vocês”, afirmou o gerente-geral do Grupo Accor, ao qual
pertence a Rede Mercure de Hotéis .
Cuidado e acolhimento há quase 70 anos
Há quase sete décadas, o Hospital Cruz
Verde oferece assistência especializada e acolhimento a pessoas com
paralisia cerebral grave. Muitos dos pacientes estão em situação de
vulnerabilidade e, em alguns casos, não dispõem do suporte familiar
necessário, fazendo da instituição uma referência não apenas na
assistência à saúde, mas também no cuidado cotidiano e na promoção de
qualidade de vida.
Nesse cenário, a mobilização de parceiros e
da sociedade tem papel fundamental para complementar os recursos
destinados à manutenção da estrutura e das atividades do hospital.
Para Marilena Pacios, diretora
institucional do Hospital Cruz Verde, o impacto da iniciativa da rede de
hotéis ultrapassa o benefício imediato proporcionado pelos alimentos. A
presença de empresas e de novos públicos na instituição também ajuda a
dar visibilidade à realidade dos pacientes e a ampliar a rede de pessoas
comprometidas com a causa.
“A doação tem algumas representatividades
que são muito valiosas. A primeira é o alimento em si, que é essencial
para a dieta das crianças, para a alimentação dos pacientes e também dos
colaboradores. Mas existe também um outro ganho, que é ter pessoas
vindo conhecer o nosso trabalho, conhecer as crianças, conhecer um pouco
da história do Cruz Verde e se engajar nessa missão tão importante.
Quando alguém conhece de perto essa realidade, passa a compreender ainda
mais a importância de cuidar, acolher e contribuir”, afirmou.
Sobre o Hospital Cruz Verde Há
quase 70 anos, o Hospital Cruz Verde se dedica exclusivamente ao
tratamento e acompanhamento de pacientes com paralisia cerebral grave.
Seus 160 pacientes internos recebem atendimento integral — hospitalar,
terapêutico e multidisciplinar — de forma totalmente gratuita. Além da
unidade hospitalar, a instituição mantém ambulatório e centro
terapêutico que atendem centenas de crianças e famílias anualmente.
Mantido por doações e ações solidárias, o hospital convida a sociedade a
contribuir: a partir de R$ 10, qualquer pessoa pode apoiar o cuidado de
uma vida.
Uma
comunidade inteira decidiu produzir conhecimento sobre si mesma, e
encontrou na paixão nacional pela Copa do Mundo uma forma de transformar
esse processo em uma experiência capaz de mobilizar centenas de
famílias.
A mobilização reuniu famílias de 229
cidades, distribuídas por 24 estados brasileiros, para participar do
maior levantamento colaborativo já realizado pela comunidade sobre
medidas infantis para crianças e adolescentes com nanismo.
Enquanto milhões de brasileiros se
preparavam para viver a emoção da Copa do Mundo, uma mobilização
nacional estava reunindo famílias de diferentes regiões do país em torno
de um propósito que pode gerar impacto muito além de ser um torcedor:
ampliar o conhecimento sobre características físicas de crianças e
adolescentes com nanismo e contribuir para a construção de referências
que possam beneficiar futuras gerações.
Idealizado pela Via Voice For Fashion,
marca Brasileira reconhecida por seu trabalho em moda inclusiva para
pessoas com nanismo, a iniciativa deu início ao Estudo Nacional de
Medidas Infantis para Crianças e Adolescentes com Nanismo, um
levantamento colaborativo que reuniu informações corporais de
participantes de diferentes regiões do Brasil. @viavoiceportal
O estudo coletou medidas físicas e
informações relevantes sobre crianças e adolescentes com diferentes
tipos de nanismo, incluindo dados relacionados à acondroplasia, forma
mais comum da condição. O material reunido será analisado posteriormente
e poderá contribuir para diversificar as informações disponíveis sobre
crescimento, características corporais e diferentes realidades vividas
por essa comunidade.
Mais do que uma iniciativa voltada ao
vestuário, o levantamento busca colaborar para a construção de uma base
de informações que possa apoiar futuras iniciativas nas áreas de
inclusão, acessibilidade, pesquisa, desenvolvimento de produtos,
educação e conscientização social.
Mas havia um desafio: como mobilizar
famílias espalhadas por um país de dimensões continentais para
participarem voluntariamente de um estudo dessa natureza? A resposta
surgiu em um dos símbolos mais fortes da cultura mundial: a Copa do
Mundo.
Foi assim que nasceu a campanha Minha
Camisa da Copa 2026, criada para transformar a participação no estudo em
uma experiência de pertencimento, celebração e reconhecimento.
A proposta era simples e ao mesmo
tempo poderosa: cada família participante ajudou a construir um retrato
mais amplo sobre a realidade das crianças e adolescentes com nanismo no
Brasil e, em contrapartida, receberia um kit comemorativo inspirado na
atmosfera da Copa do Mundo.
Composto por camiseta, mochila
personalizada e itens de torcida, o material foi desenvolvido para
proporcionar às crianças a sensação de fazer parte de algo maior. Mais
do que receber um presente, elas estavam contribuindo para uma
iniciativa construída pela própria comunidade.
Durante meses, famílias realizaram
medições em suas próprias casas, preencheram formulários, registraram
vídeos, compartilharam fotografias e acompanharam cada etapa da
campanha, formando uma das maiores mobilizações comunitárias já
realizadas em torno desse tema no Brasil.
A mobilização alcançou centenas de
cidades brasileiras e conectou famílias de diferentes estados em torno
de um objetivo comum. Ao longo da campanha, pais e responsáveis
compartilharam informações e acompanharam a chegada dos kits, gerando
registros espontâneos que retrataram momentos de emoção, expectativa e
orgulho.
A campanha contou com o apoio do
Instituto Nacional de Nanismo (INN), da Associação Nanismo Brasil
(ANNABRA), e da Parceria Institucional da BioMarin, também contaram com
diversos parceiros que contribuíram para fortalecer o alcance da
mobilização e ampliar o diálogo sobre inclusão, representatividade e
qualidade de vida.
O levantamento marca o início de uma
nova etapa. Os dados coletados passarão por análise e poderão orientar
futuros estudos e iniciativas voltadas ao universo do nanismo infantil,
ampliando o conhecimento construído coletivamente pelas famílias
participantes.
Para apoiar a produção desta pauta,
reunimos um material completo com release, dados da mobilização, banco
de imagens, vídeos da campanha, registros das famílias realizando as
medições, crianças recebendo e abrindo os kits, além da possibilidade de
entrevistas com a idealizadora do projeto, famílias participantes e
representantes das instituições parceiras. Acreditamos que esta é uma
oportunidade de apresentar ao público uma história de mobilização
nacional construída pelas próprias famílias, em que pertencimento,
colaboração e conhecimento caminham lado a lado.
SOBRE A VIA VOICE FOR FASHION
A Via Voice For Fashion nasceu da
convivência direta com uma realidade pouco representada: a das pessoas
com nanismo. Ao longo dos últimos anos, a marca transformou essa
vivência em projetos que unem inclusão, pesquisa, desenvolvimento e
mobilização social, sempre construídos em diálogo com a própria
comunidade. Mais do que desenvolver produtos, a Via Voice busca
identificar lacunas, conectar pessoas e estimular iniciativas capazes de
gerar conhecimento e ampliar a representatividade de pessoas com
nanismo no Brasil. O Estudo Nacional de Medidas Infantis para Crianças e
Adolescentes com Nanismo e a campanha Minha Camisa da Copa 2026
representam mais um passo dessa trajetória, mostrando como a colaboração
entre famílias, organizações e parceiros pode gerar impacto coletivo e
abrir caminhos para novas iniciativas.
SAIBA MAIS SOBRE A ACONDROPLASIA
A acondroplasia é a forma mais comum de
nanismo e está associada a alterações no desenvolvimento ósseo,
resultando principalmente em baixa estatura e diferenças nas proporções
corporais¹. Embora existam características amplamente conhecidas da
condição, ainda há espaço para ampliar o conhecimento sobre como
crianças e adolescentes vivem, crescem e se desenvolvem em diferentes
contextos, especialmente no Brasil.
Iniciativas como o Estudo Nacional de
Medidas Infantis para Crianças e Adolescentes com Nanismo contribuem
para esse avanço ao reunir informações construídas com a participação
das próprias famílias. Quanto mais conhecimento é produzido sobre essa
comunidade, maiores são as oportunidades para desenvolver pesquisas,
políticas, produtos e ações que promovam inclusão, qualidade de vida e
representatividade.
Referências
¹Al-Saleem A, Al-Jobair A. Achondroplasia:
Craniofacial manifestations and considerations in dental management.
The Saudi Dental Journal. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3804960/. Published October 2010. Accessed July 6, 2021.
O mineiro Gabriel Araújo durante o Mundial Paralímpico de natação em Singapura 2025 |
Foto: Wander Roberto/CPB
A Seleção Brasileira de natação disputa a partir desta sexta-feira, 28, o Parapan-Pacífico.
A competição vai até o próximo domingo, 30, e acontece na cidade de
Walnut, nos Estados Unidos. Nos três dias, as baterias preliminares
começam às 13h (horário de Brasília), enquanto as finais têm início às
21h30.
Disputado desde 2011, o Parapan-Pacífico é
aberto a nadadores de países de fora da Europa. Ela foi criada
conjuntamente por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, com o
objetivo de oferecer disputas de alto rendimento em anos nos quais não
há disputa de Mundial ou Jogos Paralímpicos.
Faz parte da delegação brasileira o mineiro Gabriel Araújo,
o Gabrielzinho, da classe S2 (comprometimento físico-motor), campeão
mundial em Singapura nos 50m e 100m costas e nos 200m livre de sua
classe. Na mesma competição, ele quebrou o recorde mundial dos 150m
medley.
Gabrielzinho, 24, contabiliza ainda seis
pódios nas duas últimas edições dos Jogos Paralímpicos: três ouros em
Paris 2024 e dois ouros e uma prata em Tóquio 2020. No último mês de abril, o mineiro foi condecorado com o Laureus, maior premiação do esporte mundial, na categoria atleta com deficiência.
Também compõe a delegação brasileira a pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (baixa visão), maior campeã paralímpica da história do Brasil, com seis medalhas de ouro. Participação no último Mundial O Brasil encerrou a disputa do Mundial de natação paralímpica em Singapura
com 39 medalhas, 13 de ouro, 16 de prata e 10 de bronze, na sexta
colocação do quadro de medalhas do evento, disputado de 21 a 27 de
setembro. O país foi representado por 29 atletas de sete estados, 16
homens e 13 mulheres, incluindo cinco estreantes em mundiais.
O quadro de medalhas foi liderado pela
Itália, com 18 ouros, 17 pratas e 11 bronzes (46 medalhas); seguida
pelos Estados Unidos, na segunda colocação, com 18 ouros, 6 pratas e 11
bronzes (35 medalhas); e pela China na terceira colocação, com 17 ouros,
9 pratas e 7 bronzes (33 medalhas)
Confira os atletas convocados: Alessandra Oliveira dos Santos Beatriz de Araujo Flausino Debora Borges Carneiro Gabriel Bandeira Gabriel Geraldo dos Santos Araujo José Ronaldo da Silva Laila Suzigan Abate Lídia Vieira Cruz Lucilene da Silva Sousa Maria Carolina Gomes Santiago Mariana Gesteira Ribeiro Mayara do Amaral Petzold Patrícia Pereira dos Santos Samuel da Silva de Oliveira Talisson Henrique Glock Thomaz Rocha Matera
Patrocínio As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível Os
atletas Débora Carneiro, Gabriel Bandeira, Gabriel Araújo, Laila
Suzigan, Lídia Cruz, Lucilene Sousa, Mariana Gesteira, Mayara Petzold,
Patrícia Pereira, Samuel Oliveira, Talisson Glock são integrantes do
Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio
individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.
Time São Paulo Os
atletas Alessandra Oliveira, Beatriz Flausino, José Ronaldo da Silva,
Lídia Cruz, Lucilene Sousa, Patrícia Pereira e Talisson Glock integram o
Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos
Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 157
atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
De
“ele vai falar quando estiver pronto” a “quem olha nos olhos não pode
estar no espectro”, especialista explica por que tantas crenças ainda
fazem pais adiarem a busca por avaliação e reforça a importância de
observar o desenvolvimento infantil sem comparações.
Poucas situações geram tanta ansiedade
para uma família quanto perceber que o desenvolvimento do filho parece
seguir um caminho diferente do esperado. Em muitos casos, a primeira
reação é buscar respostas na internet, conversar com amigos ou ouvir a
opinião de parentes. É justamente nesse momento que surgem frases que
passam de geração em geração e, muitas vezes, acabam atrasando a procura
por uma avaliação especializada.
“É muito comum recebermos famílias que
passaram meses, às vezes anos, ouvindo que era apenas uma fase, que cada
criança tem o seu tempo ou que o filho era apenas mais quieto. O
desenvolvimento infantil realmente não acontece de forma igual para
todas as crianças, mas existem sinais que merecem atenção e não devem
ser ignorados”, explica Marcela Oliveira, diretora da Clínica Follow
Kids e fundadora do NEPEN-RJ (Núcleo de Estudos e Pesquisas em
Neurodesenvolvimento).
Ela conta que uma das maiores dificuldades é que muitas pessoas ainda imaginam a partir de um único perfil.
“Hoje sabemos que o espectro é muito
amplo. Existem crianças que falam bastante, outras que demoram mais para
desenvolver a linguagem. Algumas gostam de brincar com outras crianças,
outras preferem atividades mais solitárias. Há quem tenha
hipersensibilidade a sons e quem não apresente essa característica. Não
existe um único jeito de ser autista.”
Segundo Marcela, isso faz com que muitas
famílias descartem a possibilidade de um transtorno do espectro autista
porque o filho não apresenta um comportamento específico que elas
acreditavam ser obrigatório.
Outro ponto que costuma gerar insegurança é o medo do diagnóstico.
“Muitos pais chegam dizendo que têm receio
de colocar um rótulo na criança. Eu costumo explicar que o diagnóstico
não muda quem ela é. Ele apenas ajuda a entender quais são suas
necessidades e quais estratégias podem favorecer o desenvolvimento.
Quanto mais cedo isso acontece, maiores são as oportunidades de
intervenção.”
Ela lembra que procurar uma avaliação também não significa, necessariamente, confirmar um diagnóstico.
“Nem toda criança que demora para falar
está no espectro. Nem toda criança agitada tem TDAH. Nem toda
dificuldade social significa autismo. O papel da avaliação é justamente
diferenciar essas situações e orientar a família.”
Para a especialista, o mais importante é substituir a comparação pela observação.
“Os pais conhecem seus filhos melhor do
que qualquer outra pessoa. Quando alguma coisa chama atenção de forma
persistente, vale conversar com o pediatra ou procurar uma equipe
especializada. Na maioria das vezes, a família não está exagerando. Ela
simplesmente percebeu que aquele desenvolvimento merece um olhar mais
cuidadoso.”
Mitos e verdades sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA)
“Meu filho olha nos olhos. Então ele não pode ter TEA.”
Mito. O contato visual
varia muito entre as pessoas no espectro. Algumas evitam olhar
diretamente, outras mantêm contato visual normalmente. O diagnóstico
nunca é definido por uma única característica.
“Quem fala bem não pode ter TEA.”
Mito. Existem crianças,
adolescentes e adultos com TEA que desenvolvem linguagem verbal e
conseguem manter conversas normalmente. As diferenças podem aparecer na
forma como se comunicam, interpretam situações sociais ou interagem com
outras pessoas.
“Toda criança que demora para falar tem TEA.”
Mito. O atraso de
linguagem pode estar relacionado a diferentes fatores e precisa ser
investigado. O TEA é apenas uma das possibilidades.
“Quanto mais cedo a criança é avaliada, maiores costumam ser as oportunidades de desenvolvimento.”
Verdade. A identificação
precoce permite iniciar intervenções quando elas tendem a trazer
melhores resultados para a criança e sua família.
“Uma criança com TEA pode apresentar outras condições do neurodesenvolvimento.”
Verdade. É relativamente
comum que o TEA esteja associado ao TDAH, às altas
habilidades/superdotação, aos transtornos de ansiedade e a outras
condições. Cada caso precisa ser avaliado individualmente.
“Meninas também podem ter TEA.”
Verdade. Muitas meninas
recebem o diagnóstico mais tarde porque costumam apresentar
características diferentes das observadas em meninos e, em alguns casos,
desenvolvem estratégias para mascarar dificuldades sociais.
“Procurar um especialista significa que meu filho receberá um diagnóstico.”
Mito. A avaliação existe
justamente para compreender o desenvolvimento da criança. Em muitos
casos, ela descarta hipóteses e tranquiliza a família. Quando há um
diagnóstico, ele serve para orientar o acompanhamento mais adequado.
O mais importante não é o diagnóstico. É a oportunidade de compreender a criança.
Marcela acredita que a principal mudança
dos últimos anos foi a forma como as famílias passaram a enxergar o
desenvolvimento infantil. Se antes a procura por ajuda acontecia apenas
quando as dificuldades já estavam muito evidentes, hoje muitos pais
buscam orientação diante dos primeiros sinais, o que amplia as
possibilidades de acompanhamento.
“O diagnóstico nunca deve ser visto como
um ponto final. Ele é um ponto de partida para que a criança receba o
suporte de que precisa e possa desenvolver todo o seu potencial. Cada
criança tem uma trajetória única e merece ser compreendida a partir das
suas capacidades, das suas dificuldades e da forma como aprende a se
relacionar com o mundo.”
O
que prevê a Resolução da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil sobre
direitos e benefícios para pessoas com deficiências e acompanhantes no
transporte aéreo brasileiro?
A Resolução nº 280/2013 da ANAC é a principal norma que ampara o passageiro com deficiência ou mobilidade reduzida.
Ao contrário do que muitos imaginam, não
existe direito à gratuidade na passagem aérea para a própria pessoa com
deficiência (PCD) na legislação brasileira atual. O que acontece é que o
acompanhante obrigatório – que comprove necessidade de assistência (por
impedimento mental, intelectual ou de mobilidade severa que impeça
autonomia no voo) tem direito a um desconto de pelo menos 80% no valor
do bilhete
Pela legislação em vigor, a pessoa com
deficiência e o acompanhante, se forem considerados carentes, têm
direito a gratuidade no transporte coletivo interestadual. É o que prevê
a Lei do Passe Livre (Lei 8.899, de 1994), regulamentada pelo Decreto 3.691, de 2000, e outras três portarias.
A companhia aérea não pode cobrar nada
pelo atendimento prioritário e pelo auxílio em todas as etapas da
viagem: do check-in ao embarque, durante o voo e no desembarque até a
saída do aeroporto. Isso inclui ajuda para deslocamento, acesso ao
assento e uso de banheiro a bordo.
⏰ Aviso: solicite com mínimo de 48 horas de antecedência do voo. Para acompanhante obrigatório, o prazo mínimo é de 72 horas.
✅ Transporte gratuito de equipamentos de auxílio
Cadeira de rodas (manual ou motorizada), muletas, bengalas, andadores, próteses, órteses e equipamentos médicos essenciais são transportados sem custo adicional, fora da franquia de bagagem. Se houver necessidade de transporte de peças extras, concede-se desconto de pelo menos 80% sobre a taxa de excesso.
✅ Cão-guia ou cão de assistência
Pode viajar gratuitamente na cabine,
próximo ao seu guia, sem custo adicional. Deve portar documentação que
comprove treinamento e manter-se com arreio durante todo o trajeto.
✅ Assento adequado sem custo extra
A companhia deve disponibilizar assento mais acessível (corredor, maior espaço) sem cobrança adicional, sempre que necessário à acomodação do passageiro ou de seu cão-guia.
Quando for indispensável o acompanhante
(casos em que a deficiência impede compreensão de instruções ou
realização de necessidades básicas sem auxílio), a passagem do
acompanhante tem valor limitado a até 20% do preço cobrado do passageiro com deficiência, conforme legislação vigente.
✅ Proibição de recusa de embarque
A companhia não pode recusar embarque apenas por motivo de deficiência. A recusa só é admitida por razões comprovadas de segurança, nunca por discriminação.
✅ Informações em formato acessível
Toda comunicação e instrução de segurança
deve ser disponibilizada em formato acessível ao passageiro, conforme
suas necessidades.
✅O que exigir da empresa aérea em casos de extravio, avaria ou perda de ajudas técnicas e de equipamentos médicos?
No caso de extravio ou avaria de ajudas
técnicas ou equipamentos médicos, a empresa deve oferecer, imediatamente
no desembarque, um item equivalente até a solução do problema. A perda
ou a inutilização são constatadas quando a ajuda técnica ou o
equipamento médico não tenham sido restituídos ao Passageiro com
Deficiência nas mesmas condições em que foram apresentados ao operador
aéreo depois de 48h do desembarque. Nesse caso, a empresa deve efetuar o
pagamento de indenização no valor de mercado do produto e no prazo de
14 dias. A ajuda técnica ou equipamento médico disponibilizado pelo
operador aéreo pode permanecer à disposição do passageiro pelo prazo de
até 15 dias após o pagamento da indenização.
Como buscar seus direitos:
📋 Pode registrar reclamação diretamente na ANAC ou pelo portal Consumidor.gov.br
PARTICIPE RELATANDO A SUA EXPERIÊNCIA NO TRANSPORTE AÉREO
Seleção Brasileira masculina em ação nos Jogos Para-Sulamericanos Valledupar 2026 | Foto: Carol Coelho/CPB
As Seleções Brasileiras feminina e masculina de futebol de cegos
já têm o caminho definido na Copa América, que será disputada no Centro
de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo (SP), entre
os dias 5 e 12 de setembro. As finais serão exibidas pelos canais
SporTV.
Na competição masculina, as oito seleções
participantes foram divididas em dois grupos. Em cada um deles, os dois
melhores garantem vaga na semifinal. A Seleção Brasileira está no Grupo
2, ao lado de Colômbia, Peru e Chile. No Grupo 1, estão México, Costa
Rica, Argentina e Guatemala.
A estreia da Seleção é no dia 6 de setembro, às 16h (horário de Brasília), contra o Chile.
Copa América Feminina A
chave feminina, que será disputada pela primeira vez, é composta por
quatro seleções – Canadá, Argentina e México, além do Brasil –, que se
enfrentam em formato de turno único na primeira fase. As duas melhores
colocadas se classificam para a disputa do título, enquanto as restantes
disputam o bronze.
A Seleção Brasileira estreia no dia 5, quando enfrenta o Canadá, às 17h (horário de Brasília).
Patrocínio As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegos.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Diário
PcD repercutiu a situação de famílias atípicas e pessoas com
deficiência que tiveram cartão TOP Especial bloqueado. Empresa
responsável só oferecia um ponto para o atendimento. ARTESP determinou o
‘desbloqueio’
O Diário PcD publicou na manhã desta
quarta-feira, 26, as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com
deficiência e famílias atípicas que contavam com a gratuidade no
transporte coletivo na Grande São Paulo, mas que tiveram o cartão TOP
Especial bloqueado após a implantação do sistema de reconhecimento
facial.
De acordom com a Autopass – responsável
pelo cartão, desde a implantação da biometria facial, aproximadamente
1,3 milhão de transações foram avaliadas. Desse total, 22.900 cartões
foram bloqueados.
Para Abrão Dib, presidente da ANAPcD –
Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência, “o que deveria
ser uma ferramenta de segurança para garantir o uso correto de um
benefício de transporte está se transformando, para algumas pessoas com
deficiência e suas famílias, em mais uma barreira de acesso. O cartão
TOP Especial, que devereia garantir gratuidade no transporte
intermunicipal, estão sendo obrigados a percorrer grandes distâncias até
Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, quando precisam desbloquear o
cartão”.
A única opção para conseguir a gratuidade
novamente era comparecer ao posto da Avenida Dona Anila, em Itapecerica
da Serra, para realizar a validação presencial quando o sistema exige
uma verificação adicional. Para quem mora em regiões distantes, o
desbloqueio pode significar horas de deslocamento, gastos e até perda de
um dia de trabalho.
ACOMPANHE: Pessoas com deficiência precisam atravessar São Paulo para desbloquear cartão de transporte TOP Especial – https://diariopcd.com.br/pessoas-com-deficiencia-precisam-atravessar-sao-paulo-para-desbloquear-cartao-de-transporte-top-especial/
“Fui desbloquear o cartão com meu
filho. Fiquei horas esperando com ele para desbloquear. Fui embora de
Uber. Chegando em casa eles bloquearam de novo o cartão sem motivo,
sendo que fazia alguns minutos que havia desbloqueado” – escreveu uma das mães prejudicadas com o bloqueio para o Diário PcD.
De acordo com a empresa que gerencia a
emissão do cartão, o reconhecimento facial foi implantado como mecanismo
de segurança para verificar se o benefício está sendo utilizado pelo
titular. A Autopass afirma que a tecnologia tem como objetivo garantir a
correta identificação do beneficiário e evitar o uso indevido da
gratuidade.
Em nota encaminhada ao Diário PcD no final
da tarde, a empresa afirmou que os usuários foram devidamente
comunicados sobre o bloqueio, conforme os procedimentos aplicáveis. “A
companhia trabalha para ampliar as alternativas de atendimento aos
beneficiários, incluindo a expansão dos pontos de atendimento e a
implementação de um novo formato de atendimento online para a validação
de identidade, que já está tecnicamente pronto e aguarda aprovação dos
órgãos competentes”.
BLOQUEIO FOI INDEVIDO
A reportagem do Diário PcD também
solicitou informações a SMPED – Secretaria Municipal das Pessoas com
Deficiência da Prefeitura Municipal de São Paulo, SEDPcD – Secretararia
Estadual da Pessoa com Deficiência, Assessoria de Comunicação e Casa
Civil do Governo do Estado de São Paulo.
Até o fechamento desta matéria, não recebemos nenhuma manifestação desses órgãos.
Também questionamos a Artesp – Agência de Transportes do Estado de São Paulo. Em resposta ao Diário PcD, o órgão informou que “determinou o desbloqueio dos cartões TOP de Pessoas com Deficiência (PCD)”
A nota informa também que as famílias foram afetadas por procedimentos realizados de forma indevida pela Autopass.
“A medida, que assegura a preservação do
direito à gratuidade, deverá ser concluída, no máximo, até sexta-feira
(28/08). A Artesp reforça que a gratuidade das pessoas com deficiência
que atendem aos critérios previstos é um direito e seguirá fiscalizando o
cumprimento das normas para garantir que nenhum usuário seja
prejudicado”.
Para o presidente da Associação, “nenhum
órgão gosta de ser cobrado publicamente. Quando a imprensa questiona,
divulga e repete a cobrança, cria constrangimento saudável e força a
resposta. Autoridades são obrigadas a explicar, justificar ou corrigir o
que fizeram. Sem essa pressão, muitos erros simplesmente permanecem.
Uma pessoa reclamando pode ser ignorada. Milhares de pessoas tomando
conhecimento e cobrando juntas tornam-se impossíveis de ignorar. A
imprensa conecta casos individuais e mostra que se trata de um problema
de todos. O que era voz isolada vira clamor público. A caneta
funcionou”.
Evento
acontecerá na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa.
Solicitação de Audiência Pública foi apresentada pelo Senador Flávio
Arns
A CHD – Comissão de Direitos Humanos do
Senado Federal realizará no dia 3 de setembro uma Audiência Pública para
debater a inclusão das pessoas com deficiência no âmbito do processo
eleitoral de 2026.
O Requerimento foi apresentado pelo
Senador Flávio Arns. O debate deverá ser transmitido pelo canal do
Senado Federal no YouTube.
A Senador Damares Alves é a presidente da
CDH, e deve presidir o evento, que terá como convidados para debater o
tema representantes ABRA (Associação Brasileira de Autismo), TSE –
Tribunal Superior Eleitoral, MOAB Brasil – Movimento Orgulho Autista,
ANAPcD (Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência) e
Retina Brasil.
Para Abrão Dib, presidente da ANAPcD, “é o
momento de questionarmos algumas posições tomadas pelo TSE – Tribunal
Superior Eleitoral que ‘indiretamente’ discriminaram pessoas com
deficiência em campanhas insitucionias, assim como mostrar para a
sociedade que ‘nada sobre nós, sem nós’ deve ser praticado, inclusive,
no momento de escolher os representantes em todas as Casas Legislativas e
no Poder Executivo. É o momento dos candidatos e candidatas estarem
presentes”.
As Eleições 2026 terão o maior número de eleitoras e eleitores com deficiência já registrado pela Justiça Eleitoral. Segundo as estatísticas eleitorais,
são 1.970.165 pessoas aptas a votar, o que representa um aumento de 42%
em relação às Eleições Gerais de 2022, quando esse público somava
1.381.348 pessoas.
Entre os diferentes tipos de deficiência
registrados no cadastro eleitoral, 617.996 eleitoras e eleitores têm
deficiência de locomoção, 319.489 apresentam deficiência visual, 182.341
têm deficiência auditiva e 64.851 registraram dificuldade para o
exercício do voto. A categoria “Outros” reúne 994.472 registros.
De acordo com o TSE nas eleições de 2026
foram regristrados 518 pedidos de registros de candidatas e candidatos
que declararam possuir algum tipo de deficiência.
Nas eleições de 2022 foram solicitados o
registro de 489 candidatos e candidatas que se identificaram com algum
tipo de deficiência
CONFIRA: Diário PcD prepara primeira relação com informações de candidatos e candidatas com deficiência que disputam as eleições 2026 –
https://diariopcd.com.br/diario-pcd-anuncia-projeto-eleicoes-inclusivas-com-a-divulgacao-de-candidatos-e-candidatas-com-deficiencia-em-2026/
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio da sua área de Educação Paralímpica,
está com inscrições abertas para o Seminário presencial sobre
Transtorno do espectro autista (TEA), jogos e brincadeiras para pessoas
com deficiência, que será realizado na Universidade Federal de Mato
Grosso do Sul (UFMS), no dia 27 de agosto.
As inscrições são
gratuitas e podem ser realizadas pelo site da Educação Paralímpica. A
carga horária é de oito horas e serão disponibilizadas 150 vagas.
Os
conteúdos foram desenvolvidos pelos professores André Schlieman, David
Farias Costa e Gabriella Andreeta Figueiredo. Os participantes contarão
com os seguintes conteúdos: apresentação de programas e projetos do CPB,
orientações no atendimento de estudantes com autismo na educação
escolar, caminhos para participação e desenvolvimento, e inclusão de
crianças com deficiência.
Para obter mais informações ou sanar dúvidas sobre novos cursos e seminários, os interessados devem enviar um e-mail para educ.paralimpica@cpb.org.br.
Serviço Curso
presencial – Transtorno do espectro autista (TEA), brincadeiras e jogos
para pessoas com deficiência – Universidade Federal de Mato Grosso do
Sul (UFMS) Data e horário: 27 de agosto, das 8h às 13h e das 14h às 18h (sempre no horário de Brasília). Local: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Endereço: Cidade Universitária, Av. Costa e Silva – Pioneiros, Campo Grande – MS. Inscrições: até 26 de agosto de 2026, neste link.
Patrocínio As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da Educação Paralímpica
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro