*Nota atualizada em 03/11/2026, às 8:20
O Brasil estreou nesta segunda-feira, 2, no Uzbekistan Para Athletics Open Championships 2026, em Tashkent, no Uzbequistão, com a conquista de 19 medalhas (13 ouros e seis pratas) e a amapaense Wanna Brito alcançando a melhor marca continental do lançamento de club F32 (paralisia cerebral) —29,41m.
O resultado da atleta a coloca como segunda colocada no ranking mundial da prova, atrás apenas da polonesa Roza Kozakowska, com 30,00m, porém não será registrado como recorde das Américas, pois a competição uzbeque não segue todos os parâmetros da World Para Athletics (braço do Comitê Paralímpico Internacional) para validação de recordes, em especial a realização de testes antidoping. Assim, a melhor marca do continente segue sendo 28,98m, registrado também por Wanna, em abril de 2025, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.
O evento desta semana serve como um teste para o próximo Mundial da modalidade, que acontece no Estádio da Cidade Olímpica, em Tashkent, de 19 a 27 de junho de 2027. A competição segue até a quarta-feira, 4.
O lançamento de club da classe F32 ainda teve uma segunda brasileira no pódio. A paulista Giovanna Boscolo conquistou a segunda colocação, com 26,35m; a uzbeque Maxliyo Akramova ficou com o bronze, com 22,98m.
Wanna e Giovanna repetiram a dobradinha no arremesso de peso F32, com Wanna no alto do pódio, com 8,33m, e Giovanna Boscolo com a prata, com 5,74m. O bronze foi para a uzbeque Farangizbonu Yoldasheva, com 4,62m. Nessa disputa, o resultado de Wanna ficou próximo aos 8,49m obtidos no Mundial de Nova Déli, em 2025, recorde mundial da prova.
O paulista Alessandro da Silva abriu o dia do Brasil com ouro no arremesso de peso da classe F11 (para atletas cegos), com a marca de 10,61m. Os demais atletas inscritos na prova não compareceram.
No arremesso de peso das classes F53/54 (atletas que competem sentados), a paulista Beth Gomes ficou com o ouro, com 7,56m. As uzbeques Muhabbat Masrapova, com 5,57m, e Charosxon Xasanova, com 4,44m, ficaram com a prata e o bronze.
Thiago Paulino venceu o arremesso de peso da classe F57 (atletas que competem sentados), com 14,61m. O uzbeque Yorqinbek Odilov conquistou a prata, com 12,62m, e o também uzbeque Talantbek Kurbanox levou o bronze, com 12,19m.
Pista
O Brasil ainda conquistou seis ouros e três pratas na prova dos 100m, com parte dos atletas melhorando marcas que garantiram pódios no último Mundial da modalidade, em 2025.
Nos 100m T37 (paralisia cerebral), mais uma dobradinha brasileira. O fluminense Ricardo Mendonça venceu a prova em Tashkent ao cruzar a linha de chegada com a marca de 11s16, repetindo o resultado que lhe garantiu o ouro no Mundial de Nova Déli de 2025. O paulista Christian Gabriel ficou em segundo, com o tempo de 11s21. O uzbeque Sodik Mamadiev fechou o pódio, com 12s97.
Nos 100m T13 (baixa visão), o mato-grossense Fabrício Perestrello conquistou o ouro com 11s25. O uzbeque Botir Muxamedov foi prata, com 11s82, e o polonês Pawel Pancewicz completou o pódio, com 12s01.
A potiguar Maria Clara Augusto venceu disputa que reuniu atletas das classes T45/46/47 (comprometimento em membros superiores) com 12s46. A polonesa Antonina Graca foi prata, com 13s01, e a uzbeque Mexriniso Obidova bronze, com 15s54.
Na prova masculina dos 100m T45/46/47, o paulista Thomaz Ruan conquistou o ouro, com 10s86. No Mundial de Nova Déli, ele completou a distância em 10s82, obtendo a quarta colocação. O uzbeque Omadbek Khasanov foi prata nesta segunda-feira, com 11s14, e o polonês Michal Derus bronze, com 11s19.
Matheus de Lima conquistou ouro nos 100m das classes T42/TT44/T63/T64 (atletas com deficiências ou amputações nos membros inferiores), com 11s34. O norte-americano Desmond Jackson foi prata, com 12s89, e o dinamarquês Daniel Wagner Jorgensen, bronze, com 13s14.
A potiguar Clara Daniele venceu os 100m da classe T12 (baixa visão) com 12s29, seguida pela atleta da casa Khusniya Olimijonova, que fez 12s80.
Prata nos 100m da classe T36 (paralisia cerebral), a paulista Veronica Hipólito completou a prova em 14s52, baixando o tempo obtido em Nova Déli 2025 —14s77 —, quando ela ficou com o bronze. A vitória foi da chinesa Shi Yiting, com 14s29, com a atleta local Shohsanam Safiddinova, completando o pódio com o tempo de 18s67.
Ainda nos 100m, pela classe T12 (deficiência visual), o rondoniense Kesley Josué Pereira Teodoro ficou com a prata ao marcar o tempo de 11s02, atrás do norte-americano Noah Malone, que marcou 10s97. O uzbeque Davlatov Bahodir fechou o pódio com 11s35.
5.000 metros
Já na prova dos 5.000 da classe T11 (deficiência visual), o Brasil alcançou mais uma dobradinha. A medalha de ouro ficou com o sul-mato-grossense Yeltsin Jacques, que completou a prova em 15min31s90. A prata ficou com o paulista Júlio Cesar Agripino, que concluiu o percurso em 15min37s06. O uzbeque Jumanazarov Hudaybergan completou o pódio, garantindo o bronze com 20min49s09.
O Brasil ainda conquistou mais um ouro nos 5.000m, na classe T12/T13 (baixa visão), com o gaúcho Jean Oliveira da Silva, que cruzou a linha de chegada com 14min32s92. Ele superou o norte-americano Noah Scherf (16min06s49) e o uzbeque Olimov Nishonboy (17min12s73).
Resultados do Brasil no último Mundial de Atletismo
Em 2025, em Nova Déli, na Índia, o Brasil terminou, pela primeira vez na história, uma edição do Mundial de Atletismo como líder do quadro de medalhas.
Os brasileiros encerraram a campanha histórica com 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes, totalizando 44 medalhas. A China ficou na segunda colocação, com 13 ouros, 22 pratas e 17 bronzes, totalizando 52 medalhas. A terceira colocação ficou com o Irã, que conquistou nove ouros, duas pratas e cinco bronzes, somando 16 medalhas.
Confira as medalhas do Brasil nesta segunda-feira:
Ouro
Wanna Brito – Lançamento de club F32 – 29,41m
Wanna Brito – Arremesso de peso F32 – 8,33m
Alessandro Rodrigo da Silva – Arremesso de peso F11 – 10,61m
Beth Gomes – Arremesso de peso F53 – 7,56m
Thiago Paulino – Arremesso de peso F57 – 14,61m
Clara Daniele – 100m T12 – 11s29
Fabrício Perestrello – 100m T13 – 11s25
Ricardo Mendonça – 100m T37 – 11s16
Maria Clara Augusto – 100m T47 – 12s46
Thomaz Ruan – 100m T47 – 10s86
Matheus de Lima – 100m T44 – 11s34
Yeltsin Jacques – 5.000m T11 – 15min31s90
Jean Oliveira da Silva – 5.000m T12 – 14min32s92
Prata
Giovanna Boscolo – Lançamento de club F32 – 26,35m
Giovanna Boscolo – Arremesso de peso F32 – 5,74m
Christian Gabriel – 100m T37 – 11s21
Verônica Hipólito – 100m T36 – 14s52
Kesley Teodoro – 100m T12 – 11s02
Júlio Agripino – 5.000m T11 – 15min37s06
Patrocínio
As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
Programa Loterias CAIXA atletas de Alto Nível
Os atletas Wanna Brito, Giovanna Boscolo, Ricardo Mendonça, Christian Gabriel, Maria Clara Augusto, Thomaz Ruan, Matheus de Lima, Clara Daniele, Veronica Hipólito, Kesley Josué Pereira Teodoro, Yeltsin Jacques, Júlio Cesar Agripino e Jean Oliveira da Silva são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual das Loterias CAIXA e da CAIXA que beneficia 141 atletas.
Time São Paulo
Os atletas Alessandro Rodrigo da Silva, Fabrício Junior Barros Perestrello, Giovanna Boscolo Castilho Gonçalves, Matheus de Lima, Veronica Silva Hipolito, Wanna Helena Brito Oliveira e Kesley Josue Pereira Teodoro integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 156 atletas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-abre-competicao-de-atletismo-no-uzbequistao-com-marca-inedita-de-wanna-brito-e-13-ouros/
Postado Pôr Antonio Brito
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