17/05/2020

LGBTIs vivem acirramento de violência familiar em isolamento social

Vítimas têm dificuldade de denunciar pais e mães.

A crise global causada pelo novo coronavírus "está exacerbando as dificuldades da população LGBTI", reconheceu a Organização das Nações Unidas (ONU) em um comunicado divulgado em abril. A ONU explicou na época que essa minoria "muitas vezes encontra discriminação e estigmatização ao buscar serviços de saúde, e é mais vulnerável à violência e outras violações dos direitos humanos". No Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, comemorado hoje (17), LGBTIs ouvidos pela Agência Brasil que trabalham no acolhimento a essa população chamam a atenção para o cruzamento dessa forma de discriminação com as dificuldades enfrentadas por todos diante da maior pandemia das últimas décadas.

Gestora de uma rede de apoio emocional que já realizou mais de 100 atendimentos a LGBTIs no Rio de Janeiro, a vice-presidente do Grupo Arco-Íris, Marcelle Esteves, ouve diariamente os desabafos de pessoas que perderam seu sustento com a crise, tiveram que se confinar em lares em que não são aceitas e sofrem violências físicas e psicológicas por parte das próprias famílias.

"A gente atende os mais variados públicos. Desde aquele indivíduo que é estudante e mora com os pais até aquele que já tem o seu escritório e nesse momento perde o seu sustento e fica refém dos familiares. E qual escolha ele tem? Volta para a família? Vai para a rua?", lamenta s psicóloga, que atende com frequência casos de depressão. "A autonomia financeira é primordial. Sem ela, você fica sem o seu direito de escolha, fica refém do outro, e muitos acabam reféns de suas próprias famílias".

Uma pesquisa internacional realizada com 3,5 mil homens gays, bissexuais e transexuais pelo aplicativo de relacionamentos Hornet confirma a percepção da psicóloga. Segundo noticiado pela Fundação Thomson Reuters, na terça-feira (12), 30% dos entrevistados responderam que não se sentem seguros em casa durante o isolamento. Marcelle destaca, entretanto, que a violência é ainda mais severa contra a população transexual, que tem sua identidade negada por familiares. "Tenho jovens em atendimento que preferem ir para a rua e correr o risco de se contaminar, porque não estão suportando ficar nas suas casas".

Mesmo que a LGBTfobia já tenha sido declarada crime pelo Supremo Tribunal Federal (STF), muitas vítimas relatam dificuldades em denunciar familiares próximos, como pais e mães, e se veem sem ter onde buscar abrigo após uma denúncia, conta Marcelle, que muitas vezes tenta aconselhar as vítimas a buscar amigos. "É importante que essa pessoa rompa com esse círculo de violência, se não ela pode acabar sendo morta".  

Além do acolhimento e aconselhamento de vítimas de violência doméstica, o Grupo Arco-Íris tem reunido doações para atender com cestas básicas a um cadastro de 3 mil LGBTIs em situação de extrema vulnerabilidade no estado do Rio de Janeiro. Desde que o isolamento social começou, Marcelle conta que os pedidos de ajuda para ter o que comer não pararam de chegar. Entre as situações mais difíceis está a de parte da população trans que, excluída do mercado de trabalho, depende da prostituição para sobreviver.

Na Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro, o trabalho desenvolvido para a inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho se tornou "quase impossível", lamenta o coordenador, Nélio Giorgini. Com o pai internado em uma unidade de terapia intensiva há 14 dias, com covid-19, Nélio conta que vive desde março o período de trabalho mais intenso desde 2017, quando assumiu o cargo.  

"O que tem vindo até nós são relatos desesperadores", desabafa. "São pessoas que estão passando fome, pessoas que precisam de abrigo", diz ele, que não deixa de comemorar vitórias pontuais, como a contratação recente de um jovem trans por uma rede de hipermercados.

A coordenadoria tem ajudado na distribuição de cestas básicas, confeccionou máscaras e trabalha em busca de vagas em abrigos municipais para pessoas LGBTIs desabrigadas e em situação de rua. Além disso, estão previstas reuniões com a iniciativa privada para buscar apoio e emprego para essa população, além da ajuda a iniciativas como a Casa Nem, que abriga pessoas trans em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro. O abrigo é mantido por doações e a mobilização de ativistas criou um financiamento coletivo para receber ajuda no período da pandemia.

Fundador da Casa 1, lar de acolhimento para a população LGBTI na capital paulista, Iran Giusti percebeu com a crise, um retorno de ex-moradores que já haviam se estabelecido fora do acolhimento. "Aumentou significativamente por conta das demissões. Como, em geral, esses jovens têm uma baixa escolaridade, os trabalhos em que atuavam eram essencialmente os de serviços que deixaram seus funcionários completamente desamparados", conta Giusti, que têm ajudado essas pessoas com questões como a obtenção do auxílio emergencial. "Como os jovens que já estavam acolhidos e acolhidas entraram em confinamento, infelizmente, não conseguimos receber novos".

Giusti narra histórias parecidas com a que Marcelle ouve no acolhimento online no Rio de Janeiro. "Percebemos uma mudança no perfil de quem pede ajuda, sendo agora jovens com um perfil de maior independência, que trabalhavam, estudavam e conseguiam conviver relativamente bem com a família. Com o isolamento, muitas situações ficaram insustentáveis".

Um grupo de especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas emitiu um comunicado conjunto no último dia 14 em que pede atenção dos países à saúde e às violações de direitos humanos da população LGBTI no contexto da pandemia. O documento destaca em um trecho que, "ao ficar em casa, crianças, adolescentes e adultos LGBTI se veem obrigados a suportar uma exposição prolongada a membros da família que podem não aceitá-los, o que aumenta as taxas de violência doméstica, agressões físicas e emocionais, assim como danos à saúde mental".

No comunicado publicado em abril, a ONU já havia chamado atenção para uma tendência de acirramento de problemas sociais. "A covid-19 está criando um círculo vicioso em que altos níveis de desigualdade alimentam sua disseminação, que, por sua vez, aprofunda as desigualdades", dizia um trecho do documento.

No Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou em abril uma cartilha sobre prevenção ao coronavírus voltada especificamente para a população LGBTI.

O texto afirma que "Lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros estão expostos  ao novo coronavírus da mesma forma que o resto da população. Ainda assim, muitas dessas pessoas vivem num contexto de extrema vulnerabilidade social, o que pode influenciar no acesso a direitos como a saúde".

Além das recomendações gerais de higiene e distanciamento social, a cartilha recomenda questões específicas, como a atenção ao cancelamento de cirurgias eletivas, citando as do processo transexualizador.

Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2020-05/lgbtis-vivem-acirramento-de-violencia-familiar-em-isolamento-social

Postado por Antônio Brito 

Lançado em Santa Catarina, o manual cuidados de pessoas com lesão medular

Foi lançado pela Secretaria Estadual da Saúde de Santa Catarina -SES/SC,Centro Catarinense de Reabilitação – CCR e Centro Especializado de Reabilitação – CER II o MANUAL CUIDADOS DE PESSOAS COM LESÃO MEDULAR.


O trabalho foi organizado por Adriana Dutra Tholl, Danielle Alves da Cruz, Natália Aparecida Antunes e Thamyres Cristina da Silva Lima. 
Trata-se de um manual informativo destinado às pessoas com lesão medular (LM) e suas famílias. Tem o objetivo de orientar pessoas com LM para o autocuidado e as famílias para o cuidado assistido no cotidiano do processo de reabilitação, de modo a estimular a sua adaptação ao novo ritmo de vida e ao cultivo de hábitos e atitudes que promovam qualidade de vida.

Em capítulos temáticos serão apresentadas informações e orientações para a prevenção de complicações, melhora da funcionalidade e adaptação para uma vida bem relacionada com o meio ambiente em que vivem.

De acordo com Wilian Machado, Enf. Prof. Dr. UNIRIO – CoAutor da obra, é um importante instrumento de cuidado para promoção da qualidade de vida dessas pessoas.  

Faça o Download do MANUAL Clicando aqui

Fonte  https://revistareacao.com.br/lancado-em-santa-catarina-o-manual-cuidados-de-pessoas-com-lesao-medular/

Postado por Antônio Brito 

Escola de Esportes Paralímpicos do CPB retornará em 2021

Em nota, Mizael Conrado, Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro comunicou que ” a Escolinha de Esportes Paralímpicos é um projeto que teve início em 2018 com a missão de incluir as crianças com deficiência por meio da iniciação esportiva. Temos a plena convicção de que o esporte é uma das mais eficazes ferramentas para inclusão do indivíduo com deficiência na sociedade, por sua capacidade de entregar resiliência, promover o resgate da autoestima, além de mudar a percepção da sociedade sobre as limitações e potencialidades da pessoa com deficiência”. 
De acordo com o presidente do CPB, “o projeto cresceu substantivamente e, atualmente, contempla mais de 600 crianças, além de formar e aprimorar uma equipe técnica que hoje é referência para todo o território nacional. Acreditamos que, além da inclusão, nossas escolas de esportes vão consolidar a sustentação do desenvolvimento do desporto paralímpico nacional para os próximos ciclos. O projeto contempla crianças e adolescentes com deficiência dos 8 aos 17 anos, majoritariamente aqueles matriculados na rede pública de ensino do Estado de São Paulo, da capital e de municípios circunvizinhos, em nove modalidades, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo”. 

Ainda na nota, afirma que “considerando a pandemia do coronavírus e suas nefastas consequências, muitas das quais ainda desconhecidas; levando em conta a impossibilidade de qualquer prognóstico com relação à volta da normalidade; acreditando também que, eventos com aglomeração de pessoas, sobretudo de integrantes de grupos de risco, como é o caso de uma parte importante dos alunos das escolinhas, dificilmente terão sua realização autorizada até o final do corrente ano; considerando ainda nosso dever de abroquelar a integridade dos nossos alunos, suspendemos as atividades das nossas escolas até o início do ano letivo de 2021”.

Mizael afirma que “é com imensa tristeza que adotamos esta medida difícil, porém necessária. Por fim, reafirmamos: o projeto Escolinhas de Esportes paralímpicos não acabou e não acabará. Apenas não será realizado no ano de 2020 pela impossibilidade dos alunos em comparecerem às aulas”. 

Fonte  https://revistareacao.com.br/escola-de-esportes-paralimpicos-do-cpb-retornara-em-2021/

Postado por Antônio Brito 

Plataforma oferece hospedagem gratuita para profissionais de saúde

Objetivo é atender aos que precisam ficar isolados da família.

A campanha Você pelos Outros, Nós por Vocês, da plataforma VisitNow, reúne hotéis que estão oferecendo hospedagem gratuita ou com preços reduzidos aos profissionais de saúde neste momento de combate à covid-19. O objetivo é atender aqueles que precisem ficar isolados da família ou evitar que façam longos deslocamentos de casa para o trabalho.

Na capital paulista, há opções de hotéis localizados na região central e nas zonas oeste e sul reunidos na plataforma. Existem opções em outras cidades, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Palmas. Para usar o serviço, o profissional deve fazer o cadastro na plataforma VisitNow no site.

Perto da Avenida Paulista, o Hotel Tryp São Paulo Paraíso cedeu gratuitamente 21 apartamentos para que os profissionais da área da saúde possam descansar e ficar mais próximos do trabalho por todo o período que perdurar a pandemia.

“O hotel está seguindo uma cartilha muito rígida de cuidados e higiene e queremos ser um ponto de auxílio para médicos, enfermeiros e outros profissionais que estão na linha de frente da luta contra a covid-19, além daqueles que, por alguma razão, precisam se manter distantes de suas famílias. Dessa forma, estamos oferecendo conforto e dando a oportunidade de se hospedarem perto do local de trabalho, evitando o deslocamento para suas casas e o contato com os familiares”, disse a gerente de Marketing e Relacionamento do hotel, Patrícia Carvalho.

Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-05/plataforma-oferece-hospedagem-gratuita-para-profissionais-de-saude

Postado por Antônio Brito 

Caminhos da Reportagem mostra como vivem as cuidadoras

Você já pensou em como é a vida e como está a saúde daqueles que cuidam dos pais idosos, dos filhos que estão doentes ou de quem tem alguma deficiência? O programa Caminhos da Reportagem desta semana vai mostrar a importância do trabalho das pessoas que se dedicam a cuidar de alguém.

No mundo inteiro, o cuidado ainda tem rosto de mulher, já que 75% das pessoas que cuidam são meninas ou mulheres. A pesquisa Tempo de Cuidar, publicada pela Oxfam, mostrou que 42% delas têm dificuldade de encontrar trabalho porque se encarregam de alguém da família.

Com o envelhecimento da população e a redução do tamanho das famílias, a questão do cuidado também traz impacto econômico. Se as cuidadoras informais fossem remuneradas, esse mercado poderia movimentar três vezes mais dinheiro do que a indústria de tecnologia, revela a pesquisa da Oxfam. O aumento da demanda também faz crescer a procura por cuidadores profissionais. No Brasil, por exemplo,  esta é a profissão que mais cresce. Nos últimos 10 anos, o número de cuidadores profissionais aumentou 547%.

A pandemia provocada pela covid-19 tem exigido ainda mais cuidado e transformado a rotina na casa dos brasileiros. Esta edição do Caminhos da Reportagem é resultado de histórias de cuidadoras que mostram parte das suas atividades, falam sobre preocupações, dificuldades, medos e angústias. Elas também se abrem para falar sobre vínculos, conquistas, afeto e amor.

Berna Almeida transformou a dor da perda em um projeto de cuidadores voluntários. Com a morte da mãe, de quem cuidou por sete anos, a sensação de vazio foi amenizada por uma rede de solidariedade. “Ou eu ficava de cama, ou eu fazia alguma coisa. Foi aí que surgiu o projeto Conte Comigo. A pessoa vai na sua casa e pode doar o tempo que ela quiser – uma hora, duas, três, quatro. Você quer ir lá só pra conversar? Vai lá só para conversar. Quer ajudar a dar um banho? Vai lá ajudar a dar um banho”, explica.

“Uma coisa que ajuda humanos, em geral, seja cuidador, seja paciente, seja profissional, é pedir ajuda. A gente tem a sensação de que precisa ser autossuficiente. E, muitas vezes, na hora em que a gente consegue pedir ajuda, tem mais chances de resolver problemas”, afirma o médico intensivista e paliativista Daniel Neves Forte.

O adoecimento de cuidadores muitas vezes passa despercebido. “Isso é uma questão muito séria, porque a gente percebe o quanto de desgaste eles têm em relação a esses cuidados. Muitos deles são idosos cuidando de outros idosos”, lembra Andrea Faustino, do Núcleo de Estudos da Terceira Idade da Universidade de Brasília.

Foi com o apoio de outras famílias e com ajuda psicológica que Jéssica Guedes se fortaleceu para cuidar das filhas. Rafaela, a mais nova, tem uma doença rara e depende de home care, uma internação domiciliar. Com a psicóloga, Jéssica formou um grupo terapêutico para mães de crianças com doenças raras. “O grupo é um tempo pra eu cuidar de mim, da minha qualidade de vida, da qualidade de vida das minhas filhas e pensar que a gente pode viver mais leve”, diz Jéssica.

Segundo a médica geriatra Ana Cláudia Arantes, muitas vezes o cuidador está tão atento a pessoa que ele cuida, que deixa de cuidar de si mesmo. “Ele só olha para a pessoa que ele cuida. É necessário que as pessoas se coloquem ao lado daquele que cuida a ponto de propiciar que ele descanse”.

O programa Caminhos da Reportagem vai ao ar às 20h deste domingo (17) na TV Brasil.

Fonte  https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-05/caminhos-da-reportagem-mostra-como-vivem-cuidadororas

Postado por Antônio Brito 

Jovens têm choque de consciência sobre privilégios e injustiças do Brasil durante a pandemia | Sociedade

Nathalya Reis, Clara Mello, Ana Regina Costa e Dora Fernandes. Quatro adolescentes que vivem realidades sociais diferentes, mas contam com uma estrutura familiar e de moradia que permitem atravessar a pandemia de coronavírusdentro de suas casas. Em comum, vivem as angústias de um confinamento de quase dois meses que praticamente deixou em suspenso suas vidas. E suas juventudes. “Acho que as pessoas têm vivido a quarentena de forma muito individual, mas a juventude é uma fase em que as coisas estão pulsando. Não poder sair é muito cruel”, opina Dora, 19 anos, moradora do rico bairro de Higienópolis, em São Paulo. Também compartilham preocupações com os estudos, com suas relações pessoais e com a própria realidade do país. “A escola liberou agora os estudos online, mas a maioria não conseguiu acessar o site ou enviar as lições. E e, muito menos para enviar o trabalho”, relata Nathalya, 15 anos, moradora da periférica Brasilândia e aluna do 9º ano de uma escola da rede municipal de São Paulo.

As quatro garotas nasceram e cresceram já nos tempos da Internet e da explosão das novas tecnologias. Pertencem a uma geração que sentirá os efeitos mais fortes das mudanças no mercado de trabalho e do aquecimento global. E agora precisam lidar também com uma pandemia de proporções equiparáveis à gripe espanhola —que matou milhões de pessoas entre 1918 e 1920— e com potencial para alterar não só seu futuro como também suas percepções sobre a própria vida. “Por mais que continuemos a usar as redes sociais, nada substitui o contato físico com as outras pessoas. Acho que vamos valorizar mais isso tudo. Ouço gente dizer que deveria ter aproveitado mais”, conta Clara, 15 anos e moradora do Leme, bairro de classe média da zona sul do Rio de Janeiro.

A adolescente se dedicava a várias atividades fora de casa. Entre os que mais sente falta está o futevôlei na praia. Fazer exercícios pelo aplicativo não é a mesma coisa. Ela ainda está se acostumando a viver 24 horas no mesmo ambiente —um apartamento de dois quartos— com seus pais e sua irmã. “Divido o quarto com ela e não tenho privacidade, então fico muito agoniada com isso. To tendo que conviver com minha família como não fazia há muito tempo”, conta Clara. “Por outro lado, tem a parte boa de conversar com minha família, conhecer esse lado que não conhecia. Nunca fui uma pessoa aberta com eles, e agora esses dias acabo conversando sobre coisas como escola, relacionamentos, amigos...”.

A estudante Clara Mello, 15 anos e moradora do Rio de Janeiro.

De forma geral, essas jovens são céticas sobre a possibilidade de mudanças profundas no mundo após a pandemia. “Quando paro para pensar que é algo muito histórico, de algo que vamos falar para nossos netos, fico assustada. Não gosto da ideia de viver essas grandes coisas", opina Dora. Ela até acredita que sua geração, “que em geral é muito acelerada, quer tudo na hora”, vai passar a dar valor a outras coisas. "Mas não acho que a humanidade vai repensar hábitos ou o próprio sistema capitalista”, acrescenta.

Para Ana Regina, 17 anos, moradora do município de Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana de Recife, o período de quarentena deixará “uma mensagem para todos de humanidade”. O que isso significa? Ela explica: "A gente vê que a natureza está voltando, que as pessoas estão amorosas. E isso fica de lição para o jovem, que dá tanta importância para a tecnologia, para o mundo virtual, a valorizar mais a família e as pessoas da escola. Esse mundo virtual não é tão interessante”.

“Meu lado emocional está bastante fragilizado”

Enquanto esse futuro ainda não chega, Ana Regina vem vivendo as angústias da quarentena. Aluna do 2º ano do Ensino Médio de uma escola da rede estadual de Pernambuco, deseja cursar Direito e vem, desde o ano passado, se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A pandemia de coronavírus fez com que interrompesse as aulas do cursinho. Sua escola, por outro lado, foi uma das poucas da rede pública da região a adotar o esquema de aula online. “Tenho dificuldade. Ainda que os professores passem tudo na plataforma online, não é a mesma coisa que estar na sala de aula explicando e fazendo perguntas", explica.

A estudante Ana Regina Silva Costa, de 17 anos e moradora de Cabo de Santo Agostinho (Pernambuco).

Com exceção das aulas da escola, conta que seu dia “acaba sendo vazio”, sem que ela consiga organizá-lo com muito sucesso. Ao contrário de outras pessoas, séries e filmes da Netflix ou as videoconferências com os amigos não entraram em sua rotina. A jovem conta estar com o “emocional bastante fragilizado” e até mesmo o gosto de ler perto do pau-brasil em seu quintal foi deixado de lado. “Eu adoro ler, mas não tenho conseguido. O que mais tenho feito é dormir”, explica. Ela elenca os motivos de estar emocionalmente fragilizada: “Eu tenho problemas de asma e coração e gostaria muito de poder caminhar, mas não tenho nenhum tipo espaço para fazer exercício. Não posso estar perto das pessoas que amo, não posso atuar politicamente, não posso estar na escola estudando...".

Apesar de morar numa região de periferia, Ana Regina, que mora com a mãe numa casa de três quartos com quintal, considera ter mais estrutura que muitos de seus colegas. “Enquanto alguns romantizam a quarentena e falam sobre se reinventar e se adaptar as plataformas online, outras pessoas nem mesmo tem acesso a internet”. Não surpreende que, diante desse cenário, o Governo Jair Bolsonaro queira manter as provas do ENEM, uma de suas principais preocupações. Os adolescentes mais ricos, com mais estrutura para continuar estudando durante a quarentena, serão beneficiados em detrimento de pessoas com menos recursos para tal, acredita ela. “É algo feito para os adolescentes mais ricos, e os prejudicados somos nós. Estamos vivendo na prática um governo que sempre se apresentou como preconceituoso e misógino”.

A quarentena também afetou a saúde mental de Nathalya, que mora na Brasilândia com a mãe e o padrasto. A garota conta ter ficado os primeiros dias de isolamento em seu quarto. Ainda hoje “é horrível" estar trancada dentro de casa. “Eu adorava sair para um monte de lugares, para festa... Ia de ônibus para a escola, então estava sempre vendo gente. Estava sempre rodeada de amigos, então foi um baque no início”. Além da Netflix, se distrai com ligações com os amigos. “Aí tem que mexer no celular, ver vídeo no Youtube, para ir passando o tempo, ir enrolando...". A quarentena também afetou seu horário de sono e fez com que trocasse o dia pela noite: as séries e filmes têm feito com que durma por volta de cinco da manhã e só acorde na tarde do dia seguinte.

A estudante de Psicologia Dora Fernandes, 19 anos e moradora de SP.

A adolescente vê as opções de lazer dos jovens da periferia como ela reduzida, ao contrário de jovens de classe média ou alta. “Eles vão ter uma piscina dentro do condomínio ou de casa, vão conseguir colocar o som alto, se divertir... Agora, a gente aqui não dá”. Já Dora, que mora num apartamento de três quartos em Higienópolis e se considera uma privilegiada, sempre romantizou o fato de que moradores das periferias e favelas brasileiras possuem, segundo explica, um senso maior de coletividade, de solidariedade. “Vivem mais em comunidade, nas ruas, enquanto a gente, por ser mais individualista, já ficava em casa vendo Netflix", argumenta. “Tenho uma amiga que foi com namorado para a praia. As pessoas mais ricas subestimam as mais pobres, como se fossem menos conscientes da doença, e não é assim”.

Faz uns dias que ela deixou com seus pais e seu irmão o apartamento que vivem para continuar a quarentena no sítio da família em Mogi Mirim. “Tem árvore, tem piscina, dá para tomar sol”. Também mantém uma rotina de aulas online da faculdade de Psicologia da PUC de 9h às 16h, aula de violão às terças e terapia às quartas por Skype, além das conversas constantes com os amigos por Facetime. Todos esses fatores, além do fato de que ela e seu irmão podem dormir em quartos separados, aumentaram ainda mais sua consciência sobre como o Brasil é desigual. "Não são só as coisas materiais, é a tranquilidade de tomar sol. As pessoas não tem tranquilidade do tempo. A gente tem a capacidade de relaxar, descansar a mente, enquanto as pessoas estão desesperadas. A mulher que trabalha na minha casa estava desesperada, com medo que minha mãe fosse mandá-la embora. Tem gente que não tem água pra lavar a mão”.

Clara, aluna do 1º ano do Ensino Médio de uma escola privada do Rio, também conta se reconhecer como alguém com privilégios nessa pandemia. “Eu já tinha consciência da desigualdade e de que tenho privilégios, mas agora me dou ainda mais conta disso". Como exemplo ela cita o ensino a distância, um regime de aulas que, quando começou a pandemia, ela já imaginava que seu colégio adotaria. Uma forma de perceber como isso por si só era um privilégio, uma oportunidade que não seria oferecida para todos os jovens de sua idade, se deu através de seu pai, professor tanto de escola privada como pública. “Vejo ele sempre tendo reunião e discutindo coisas distantes da minha realidade, debatendo uma forma de os alunos da escola pública terem acesso ao conteúdo e não ficarem no prejuízo”.

Fonte  https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-12/jovens-tem-choque-de-consciencia-sobre-privilegios-e-injusticas-do-brasil-durante-a-pandemia.html

Postado por Antônio Brito 

A SUPERAÇÃO DE UM ATLETA AUTISTA, YAGO GOMES É MULTICAMPEÃO EM PATINAÇÃO ARTÍSTICA

Não, o fato de uma pessoa ter Transtorno do Espectro Autista (TEA) não a impede de ser um atleta. E para provar isso, hoje você conhecerá a história do multicampeão Yago Gomes de Souza, patinador autista da cidade de Guaíba (RS) que em 2016 foi um dos condutores da tocha olímpica.

Até os 12 anos, Yago tinha dificuldade de formular frases, conviver com estranhos e em outros ambientes que não fosse a própria casa. Passando por muitas terapias, o esporte foi à principal ajuda no desenvolvimento social do atleta, além do apoio familiar.
Diagnosticado com autismo aos 17 anos, ele faz parte desde 2013 do Grupo Expressão de Patinação Artística da cidade de Guaíba, um dos mais conhecidos do Rio Grande do Sul onde treina com a técnica Bruna Cunha.
Em 2015 começou a treinar com a equipe de competição com o objetivo de participar dos campeonatos. Também treina duas vezes por mês na equipe do Marcel Stümer, tetra campeão Pan-Americano e considerado o mais importante patinador da história do país.
Aos 24 anos, Yago é vitorioso dentro e fora da quadra de patinação. Além de emocionar os jurados e a platéia em suas apresentações, ele também tem uma história de superação. Após passar por diversos psicólogos, foi na patinação que o jovem obteve a melhora no comportamento e na interação social, além de se tornar medalhista.
Os títulos na patinação foi uma conseqüência do seu desenvolvimento. Hoje é atleta paradesportivo, Hexacampeão Gaúcho, Campeão Sulamericano (2019), Campeão Brasileiro, Campeão da Copa Mercosul e campeão de várias copas dentro e fora do Estado por 5 anos consecutivos. Mais com certeza a maior conquista do Yago foi sair do autismo clássico para o autismo moderado/leve.
O sonho de Yago é um dia conhecer pessoalmente o professor e palestrante Daniel Carmo, especialista em inclusão esportiva. Dona Fátima, a mãe do multicampeão fez um vídeo emocionante a um tempo atrás onde conta a trajetória de vida e superação que foi entregue ao renomado professor do Rio de Janeiro que viaja o Brasil ministrando cursos, palestras e capacitações.
Fátima Gomes é só orgulho junto com toda família, “atualmente, nosso principal objetivo com o Yago é que ele consiga ser um adulto independente e feliz. Nossa família continua investindo nele e acreditando em seus sonhos, pois nunca deixamos de acreditar que nosso filho teria uma vida normal em sociedade”, afirma a mãe.
Hoje a trajetória de vida e superação de Yago serve de incentivo para outras famílias que passaram ou estão passando por situações semelhantes. O esporte é uma ferramenta fundamental para transformar vidas, pois além da saúde, agrega disciplina, compromisso, trabalho em equipe e muitos outros benefícios.
O encorajamento e incentivo é fundamental para as crianças e adolescentes com autismo. Muitas vezes, isso é justamente o que falta para que elas consigam ir além. “Ser mãe do Yago é nunca deixar de acreditar de estimular e de lutar até mesmo contra a ciência médica, que não acreditava no seu desenvolvimento. Nunca deixe de acreditar, mesmo que ninguém acredite; você tem que procurar formas de não desistir nem de você e muito menos do seu filho”, conclui a mãe do multicampeão.

Fonte  https://deolho-nolance.blogspot.com/2020/05/a-superacao-de-um-atleta-autista-yago.html?m=1
Postado por Antônio Brito 

Dia Paralímpico 🏆

Neste dia, pretende-se divulgar o trabalho e empenho dos atletas paralímpicos e enfatizar a inclusão das pessoas com deficiência.
O IPDJ considera esta uma causa muito nobre. Aliás, um dos principais objetivos consiste em apoiar o desporto paralímpico, quer no apoio financeiro a federações e atletas, quer na aproximação ao desporto olímpico, quer no apoio a iniciativas que promovam a inclusão e igualdade de oportunidades em Portugal. 🇵🇹
   
Fonte  https://www.facebook.com/groups/694342410772136/permalink/1303876126485425/
Postado por Antônio Brito 

DICAS PARA MANTER A MENTE CRIATIVA NA #QUARENTENA

Para Steve Jobs, fundador da Apple, a criatividade era “apenas conectar as coisas”. O educador especialista em comportamento e criatividade Phil Beadle vai na mesma linha. Para ele “é a capacidade de identificar o potencial no produto de conectar coisas que normalmente não combinam que marcam a pessoa que é verdadeiramente criativa”. Já a escritora norte-americana Maya Angelou dizia que não sabia explicar a criatividade, mas tinha uma certeza: "quanto mais você a usa, mais você tem".

Todo mês de abril, no dia 21, é comemorado o Dia Mundial da Criatividade. Em tempos de isolamento social devido ao coronavírus, muitos profissionais da área de criação – e outros no geral - tiveram que se adaptar a uma nova rotina.

A gente já falou com alguns professores sobre como tem sido esse momento de estimular os alunos a não perderem o foco. Agora listamos dicas de profissionais que contaram como estão lidando com a pandemia e o que estão fazendo para não perder a criatividade de vista.

ESVAZIE A MENTE

A produtora Raquel Fukuda não sentiu grandes mudanças na sua rotina, pois já trabalhava boa parte do tempo no esquema homeoffice e lidando com outros profissionais que também já tinham certa disciplina no trabalho online, como ilustradores, animadores, entre outros, mas ela entende que para uns, o momento longe do ateliê, do estúdio, da escola ou de outros locais de criação e troca acabam atrapalhando a rotina criativa.

“Para quem tem menos demanda de trabalho, agora é uma boa hora para se cobrar, mas não a ponto de isso virar uma frustração. Esse ócio criativo é algo que eu realmente acredito. Se você se permite não pensar em nada, muitas vezes as grandes ideias nascem daí. Você tem que esvaziar a mente para encher isso de alguma forma. Não adianta fazer só por fazer e não dar em nada. Tem esse tom de emergência, mas não precisamos preencher todo o nosso tempo. Pensar ou agilizar algo que você vá fazer depois também é válido. Não precisa mostrar para o mundo que está o tempo todo ocupado. Use o tempo de maneira inteligente”.

PROVOQUE AS IDEIAS COM O QUE TEM À MÃO

Jessica Andrade é designer, educadora artística e autora do projeto Derivas Urbanas (você encontra no Instagram e o podcast no Spotify). Esses dias de isolamento tiraram ela do seu principal local de estudo: a rua. "Nunca tive minha rotina de trabalho toda pautada no ambiente doméstico. O grande desafio de trabalhar em casa é provocar dentro de alguns metrôs quadrados o movimento de ideias, de encontro, de texturas e alteridade que só o espaço externo te proporciona. É preciso aproveitar o acervo interno e usá-lo”, diz ela.

Jessica Andrade em seu atelier

Ela comenta que umas das coisas que a ajudam na organização das ideias e da rotina é usar um planner, sem deixar de lado “tomar sol, olhar o céu e ouvir uma canção”. Mas e como provocar essas ideias e esse nosso acervo interno? “Agora o seu melhor laboratório e ateliê é você. Crie atividades de observação, exercícios experimentando técnicas, descubra os seus interesses e os explore, não com a rigidez e a disciplina que os ambientes acadêmicos e profissionais exigem, mas como algo que te trará o prazer da descoberta”, diz ela.

“Trago o exemplo de Frida Kahlo, que com as devidas ressalvas, seu trabalho é fruto, de certa forma, de um ‘isolamento’. Depois do acidente e da impossibilidade de caminhar o seu quarto virou seu lugar no mundo. Aproveite os materiais disponíveis em casa para uma colagem, um desenho, uma fotografia, agora, você não precisa provar nada para ninguém, no final da quarentena não vai ter um concurso dos melhores projetos desenvolvidos no isolamento. Agora, uso a frase de Sophie Calle em sua exposição no Sesc Pompéia em 2009: CUIDE DE VOCÊ”.

CRIE ALTERNATIVAS PARA MANTER AS IDEIAS GIRANDO

Renato Sansão, gerente de produtos da Record Multiplataforma, conta que a pandemia afetou bastante o seu rendimento devido à preocupação com o momento atual. A rotina criativa também sofreu mudanças. "A melhor forma de resolver o problema quando você trabalha com criação é sair do problema. É dar uma volta, ver uma exposição, ver uma peça, ver as pessoas. São essas coisas que tiram a gente do problema e trazem a solução", comenta ele.

E como bombear as ideias sem esse contexto? "Ouço um podcast, que tem conteúdo bacana, assisto ao TED Talks, para abrir a cabeça em relação a alguns assuntos, e tenho feito lives e conversado bastante com amigos e família. Isso me tira da bolha que virou a nossa casa", diz.

Para ele, a dica é "tentar criar uma rotina, se puder andar no quarteirão com sua máscara, se alongar em casa, aproveitar palestras e cursos online, é uma época boa para aprender línguas e, por fim, aproveitar para ver conteúdos que você gosta, filmes, séries... a gente nunca teve uma entrega de entretenimento tão rica, tantas plataformas ao preço de um ingresso de cinema por mês. É bom para manter a mente fresca e as ideias girando".

FAÇA ALGO POR DIVERSÃO

Gih Zanettim, UI Designer na Gauge e aluna da turma do curso de Direção de Criação Digital da EBAC, conta que criar uma disciplina diária é fundamental para manter o foco e a criatividade, como ter um lugar da casa para trabalhar, não passar o dia de pijamas e controlar o número de notícias que ela lê. Mas, foi num desafio do Instagram que ela encontrou diversão nessa quarentena, exercitando um lado artístico de um jeito despretencioso.

Um dos desenhos de Gih Zanettim no desafio de 20 dias

"Existe aquela brincadeira de que nem todo o designer é desenhista. E no mês de outubro tem o desafio no Instagram que é o #inktober com desenhistas muito bons. E nessa quarentena uma ilustradora que eu sigo lançou um desafio para desenhos simples como xícara, cachorro, óculos e eu peguei para fazer esses desafios de 20 dias e conclui. Foi revigorante. Fazer um desenho que não é para ninguém, que é para eu postar, sem cobrança em cima e isso me ajudou muito estimular o lado criativo mesmo na quarentena. E acho que vou continuar agora. Nem tudo o que a gente desenha precisar ser um design. É um bom momento para aprender coisas não só para a sua profissão. É hora de curtir um pouco".

NADA É UM ERRO. EXPERIMENTE

Deixar-se livre para criar talvez seja a principal dica para estimular a criatividade. É nisso que acredita o professor Carlos Pileggi, coordenador do Year Zero: Foundation Art and Design. Ele cita um dos materiais com o qual gosta de trabalhar a questão, o texto as "Dez Regras para Estudantes, Professores e a vida" que Corita Kent escreveu juntamente ao compositor e artista John Cage. Trata-se de um modelo para alimentar o espírito criativo e os processos de experimentação dos designers e artistas. Entre os ensinamentos (veja abaixo) ele destaca dois para os dias de hoje: “considere tudo um experimento” e “nada é um erro. Não existe ganhar ou perder. Só existe fazer”.

Fonte  https://ebac.art.br/about/news/5975/
Postado por Antônio Brito 

MEC corta R$ 10 milhões do INES

Tesourada nos recursos segue orientação do Ministério da Economia. Verba seria repassada às ações de combate ao coronavírus. Instituto Nacional de Educação dos Surdos tem 160 anos e atende 600 alunos com deficiência auditiva no Rio de Janeiro.
Descrição da imagem #pracegover: Fachada do Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES), no Rio de Janeiro. Prédio histórico está pintado na cor amarela. Crédito: Divulgação.

O Ministério da Educação cortou R$ 10 milhões da verba que seria repassada neste ano ao Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES). A orientação (pedido ou ordem) veio do Ministério da Economia, que busca recursos para o combate ao coronavírus e à pandemia de covid-19.

O #blogVencerLimites apurou a informação com exclusividade. Segundo fontes ligadas ao Instituto, a redução vai atingir principalmente a manutenção das bolsas concedidas a estudantes de baixa renda e deve ter reflexos inclusive na grade da TV INES, única emissora com programação 100% em Língua Brasileira de Sinais (Libras) no Brasil.

O #blogVencerLimites, questionou MEC e INES sobre o corte. O Ministério negou que tenha havido qualquer redução nos recursos. E o Instituto não respondeu.

Em funcionamento há 160 anos em um prédio histórico no Rio de Janeiro, fundado por Dom Pedro II em 26 de setembro de 1857, o Instituto Nacional de Educação dos Surdos é um órgão do Ministério da Educação que atende 600 alunos, da educação infantil até o ensino médio.

Oferece formação profissionalizante e estágios remunerados para inclusão no mercado de trabalho. Também apoia e promove pesquisas de novas metodologias de ensino, presta atendimento psicológico, fonoaudiológico e social.

Fonte  https://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/mec-corta-r-10-milhoes-do-ines/?utm_source=facebook:newsfeed&utm_medium=social-organic&utm_campaign=redes-sociais:052020:e&utm_content=:::&utm_term=
Postado por Antônio Brito