A instalação localizada no pátio da fábrica será utilizada para atendimento específico aos trabalhadores com sintomas da covid-19.
“Ao todo são cerca de 30 médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem para esse atendimento”, afirma Fernando Garcia, vice-presidente de RH da Mercedes-Benz.
OUTRAS EMPRESAS A Scania também adotou uma série de protocolos para retomar a produção em São Bernardo (veja aqui). A fábrica voltou a funcionar no final de abril.
Antes prevista para 18 de maio, a reabertura da linha de produção da Volkswagen ficou para o dia 25. Segundo a montadora, a planta Anchieta está adaptada às exigências do momento.
Versão digital já tem vagas esgotadas em 44 cidades
Em apenas oito horas, o primeiro dia de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 recebeu 1.013.345 candidatos. Na edição anterior, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação da prova, registrou a mesma marca depois de 10 horas. O prazo para se inscrever no Enem vai até 22 de maio. O processo deve ser realizado pela internet, na Página do Participante.
Digital
Também no primeiro dia ontem (11), 44 cidades tiveram todas as vagas preenchidas para realização de provas por meio de computadores disponibilizados pelo Inep. Das vagas abertas para o Enem Digital, cerca de 101 mil, 75.798 já foram ocupadas por participantes que optaram por este modelo. A versão digital terá aplicação-piloto em 99 cidades distribuídas em todos os estados e no Distrito Federal.
As vagas para as provas em computador estão esgotadas em Maceió (AL), Macapá (AP), Manaus (AM), Salvador (BA), Feira de Santana (BA), Quixadá (CE), Sobral (CE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Vila Velha (ES), Cariacica (ES), Cachoeiro de Itapemirim (ES), Vitória (ES), Anápolis (GO), Goiânia (GO), Imperatriz (MA), São Luiz (MA), Dourados (MS), Contagem (MG), Betim (MG), Governador Valadares (MG), Ipatinga (MG), Belém (PA), Santarém (PA), Francisco Beltrão (PR), Recife (PE), Petrolina (PE), Caruaru (PE), Teresina (PI), Parnaíba (PI), Duque de Caxias (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Rio de Janeiro (RJ), São Gonçalo (RJ), Petrópolis (RJ), Santa Maria (RS), Porto Alegre (RS), Boa Vista (RR), Criciúma (SC), São José do Rio Preto (SP), Sorocaba (SP), Osasco (SP), Barueri (SP) e Santos (SP).
Isenção
Por causa das restrições provocadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), quem tem direito à isenção do pagamento da taxa de inscrição, conforme critérios previstos no edital, terá gratuidade, mesmo sem o pedido formal. Para os demais participantes, a taxa é a mesma do ano passado: R$ 85.
Foto
Segundo o Inep, todos os inscritos devem anexar fotos ao sistema, o que aumenta a segurança da aplicação. A foto deve ser atual, com todo o rosto enquadrado, iluminado e com foco, sem uso de óculos escuros ou artigos de chapelaria (boné, chapéu, lenço, gorro ou similares). O arquivo deve ser JPG, JPEG ou PNG, com tamanho máximo de 2 MB. O sistema não recebe arquivos em formato PDF.
As solicitações de recursos de acessibilidade podem ser feitas durante o ato de inscrição para a versão impressa do exame, até 22 de maio. Nesta edição, gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar foram incluídos na denominação “especializado”.
Prova
Este ano, o exame permanece com uma redação e 45 questões em cada prova das quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.
O Enem impresso será aplicado nos dias 1º e 8 de novembro. Já a versão digital, em 22 e 29 de novembro.
esquisadores de universidades dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália afirmam que o vírus não foi modificado propositalmente
Mesmo com as incertezas sobre a real origem da covid-19, estudos científicos comprovam que a doença não foi fabricada em laboratório. Na semana passada, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, tinha afirmado que havia “grande quantidade de evidências” de que o coronavírus saiu de um laboratório chinês.
A declaração reacendeu o debate sobre a possibilidade de a coivd-19 ter sido fabricada pelos chineses. Teorias da conspiração, que circulam nas redes sociais e no WhatsApp, especulam que o vírus teria sido criado como arma biológica da China contra o resto do mundo.
No entanto, estudos científicos desmentem esses boatos.
Segundo o pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o virologista Luiz Gustavo Bentim Góes, mesmo se fosse verdade, o coronavírus não seria um vírus ideal para esta finalidade. De acordo com ele, vírus como a Influenza poderiam ser mais letais e com maior disseminação.
Luis Gustavo Goes, que investiga o coronavírus na plataforma científica Paster-USP, diz que a origem da doença se deu por meio de mutação genética natural. Um estudo publicado pela revista científica Nature Medicine sustenta a tese do virologista.
Pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália afirmam que o vírus não foi modificado propositalmente.
Conforme explica o pesquisador da USP, se o novo coronavírus tivesse sido criado para infectar pessoas isso só seria possível usando informações genéticas de um vírus já existente. De acordo com Góes, esse não é o caso da Sars-Cov-2.
A hipótese mais sustentada pela comunidade científica mundial é de que a Sars-CoV-2 se espalhou a partir do mercado em Wuhan, onde diversos animais eram mantidos vivos, depois executados e vendidos ainda frescos.
A hipótese é que o vírus presente em um morcego tenha sido transmitido a humanos por meio de um animal intermediário. Até agora, no entanto, não há nenhuma comprovação da origem do coronavírus.
A crise do COVID-19 potencializou o valor da telemedicina, acelerando a transformação digital nesse segmento e provocando uma pergunta: Como é a experiência vivida pelo paciente que é atendido a distância?
por Rita D’Andrea*
Modalidade de serviços de saúde que existe há décadas, a telemedicina ganhou novos recursos de inteligência artificial e de conectividade e, hoje, é essencial para tratar pacientes que não podem se deslocar até clínicas e hospitais para serem atendidos. No Brasil, foi aprovada em 20 de março a Portaria 467 e, menos de um mês depois, em 15 de abril, essa portaria foi transformada na Lei 13.989. Essa lei emergencial trabalha a favor da disseminação de uma oferta de serviços de saúde que está mostrando seu valor em vários lugares do mundo.
Pesquisa da MarketDataForecast divulgada em 2019 indicava que esse mercado global chegava a US$ 35,46 bilhões. Não temos ainda acesso a estimativas do impacto da pandemia do novo coronavírus sobre esse segmento. Sabemos, porém, que nos EUA o uso da telemedicina viralizou em poucas semanas. Levantamento realizado pela SSCG Media Group no final de março indica que 53% dos clínicos especializados em pneumologia, doenças infecciosas, oncologia e cardiologia estavam usando soluções de telemedicina para atender seus pacientes. Do lado dos pacientes, a tendência se confirma: relatório produzido pela Civic Science entre os dias 20 de fevereiro e 20 de março mostra que aumentou de 18% para 30% a busca de serviços de telemedicina.
O que está crescendo em todo o mundo e também no Brasil é, basicamente, a oferta de consultas realizadas remotamente.
Nessa interação, o médico realiza a análise utilizando plataformas de atendimento ao paciente, desde um Whatsapp a sistemas desenvolvidos sob medida para esse fim. Tem aumentado muito, ainda, a tentativa de se medir remotamente os sinais vitais do paciente (temperatura, pressão, saturação de oxigênio etc.). Para isso, é necessário que aparelhos de medições de sinais como oxímetros, por exemplo, estejam ao alcance do paciente.
Como está previsto no artigo 4º da portaria 467, o atendimento remoto precisa ser registrado em um prontuário. E, além do atendimento médico em si, a consulta remota pode resultar na necessidade de prescrição médica. Atualmente, no Brasil, pode-se enviar ao paciente uma prescrição digital se o médico individualmente possuir uma certificação de assinatura digital da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Quem não tiver esse certificado não pode emitir, de forma remota, receitas médicas (arquivos digitais).
Veja tecnologias e estratégias que potencializam a telemedicina e ajudam na construção da experiência do paciente:
Videoconferência: é fundamental contar com uma boa qualidade de imagem e de som. Isso depende da plataforma de telemedicina em si e, também, dos recursos de internet à disposição do médico e de seu paciente. Alguns fornecedores para o mercado de telemedicina têm ofertas que aliam serviços de computação em nuvem a kits de desenvolvimento de aplicações que otimizam o uso da banda, garantindo a qualidade do vídeo. Recursos de inteligência artificial estão aumentando a precisão e a capacidade de interpretação das imagens geradas em vídeo, durante a consulta remota.
Interface do App de telemedicina: o desafio desse tipo de plataforma é ser, ao mesmo tempo, extremamente rigorosa e intuitiva. Disponibilizar um App intuitivo e fácil de usar é a primeira premissa, pois essa é a porta de entrada para o teleatendimento. É essencial, portanto, oferecer uma interface amigável para que, numa crise de saúde, pessoas de qualquer idade ou formação consigam avançar no sistema.
Boa parte dessas plataformas têm módulos de autosserviço, em que o paciente, preenchendo formulários e respondendo perguntas, conseguirá solicitar a consulta remota. Há, também, botões para pedir ajuda com urgência em casos críticos.
Para ser uma boa plataforma do ponto de vista da experiência do paciente, ela precisa ser customizável e gerar uma visão integrada do paciente. Durante a consulta, essa visão integrada acalma o paciente, pois o médico pode ir comentando informações que ele ou ela já tem sobre o paciente – informações fornecidas pela plataforma de telemedicina. Outro ganho propiciado pela visão integrada do paciente é a aceleração da construção do diagnóstico médico. É comum, ainda, que o sistema ofereça conveniências ao paciente – é o caso da geração automática de lembretes sobre um exame, uma consulta agendada etc.
Conformidade da empresa de telemedicina à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados): um dos maiores desafios dos serviços remotos de saúde é garantir a privacidade dos dados dos pacientes, uma das informações mais cobiçadas por criminosos digitais. A ameaça de divulgação de detalhes do prontuário de uma pessoa a deixa exposta a ransomware, entre vários tipos de violações. Os dados gerados durante a consulta remota têm de ser processados, arquivados e acessados de acordo com as normas da LGPD. Essa lei devolve às pessoas sobre as quais os dados foram gerados todo o poder sobre esses dados. Os dados do prontuário médico pertencem ao paciente, não à empresa de telemedicina. Acredito que até o final de 2021 muitas empresas do setor de telemedicina já estarão alinhadas à Lei 13.709, de 14 de agosto de 2018 – isso será um diferencial de negócios.
É bom lembrar, ainda, que algumas empresas de telemedicina no Brasil já seguem o HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act), uma norma americana para empresas que atuam no segmento de saúde. O HIPAA regulamenta os cuidados que esse setor tem de ter com as informações sobre a saúde dos pacientes.
É importante enfatizar que a telemedicina não substitui a medicina tradicional, baseada no encontro presencial entre o médico e seu paciente.
Como tudo o que estamos vivendo nesse momento de crise, é difícil prever o futuro. Acredito, no entanto, que veremos cada vez mais uma convivência equilibrada entre práticas tradicionais de medicina e o atendimento remoto, 24×7, ao paciente.
Num país do tamanho do Brasil e com grandes contrastes de renda e acesso ao conhecimento, a telemedicina pode horizontalizar a oferta de serviços médicos. Isso está acontecendo nas fases de triagem de pacientes e monitoramento de pacientes crônicos que já têm um diagnóstico e devem ser acompanhados regularmente. Contextos em que a telemedicina faz diferença, colocando novas modalidades de serviços de saúde ao alcance da população brasileira.
Pesquisa realizada na semana passada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com cerca de 400 médicos de 23 estados e do Distrito Federal, correspondentes a 8% do total de psiquiatras do país, mostra que 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes devido à pandemia de covid-19. “O isolamento social mexe muito com a cabeça das pessoas”, comentou, em entrevista à Agência Brasil, o presidente da ABP, Antonio Geraldo da Silva.
De acordo com o levantamento, divulgado nessa segunda-feira (11) pela associação, 47,9% dos consultados tiveram aumento nos atendimentos após o início da pandemia. Essa expansão atingiu até 25%, em comparação ao período anterior, para 59,4% dos psiquiatras entrevistados.
Do total de entrevistados, 44,6% afirmaram ter percebido queda no número de atendimentos, por razões diversas, entre as quais interrupção do tratamento pelo paciente com medo de contaminação pelo vírus, restrições de circulação impostas pelas autoridades e redução no atendimento aos grupos de risco.
A pesquisa mostra também que 67,8% dos médicos receberam pacientes novos, que nunca haviam apresentado sintomas psiquiátricos antes, após o início da pandemia e do isolamento social. Outros 69,3% relataram ter atendido pacientes que já haviam recebido alta médica, mas que tiveram recidiva de seus sintomas.
Sensibilidade
O presidente da ABP disse que a população brasileira vê o número de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus aumentar a cada dia. “São quase 200 mil casos e mais de 11 mil mortes, e as pessoas não veem uma solução”, afirmou o especialista.
“É uma situação de medo, de ameaça constante, sem saber o que fazer”, completou. Muitos pacientes não vão ter acesso a medicamentos. Com isso, a ansiedade, o estresse e a paranoia aumentam e eles deixam de ir ao médico, perdendo as orientações necessárias.
Antonio Geraldo da Silva destacou que há 45 dias escreveu um artigo alertando o governo sobre o surgimento da “quarta onda”, que é a das doenças mentais, como resultado dos impactos que a pandemia traria nos atendimentos e na saúde mental da população.
“Não se pode descuidar das doenças de pacientes mentais e da parte da saúde mental das pessoas”, observou.
A resposta veio por intermédio da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. O Ministério da Saúde firmou parceria com a ABP para garantir atendimento psiquiátrico aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que estão na linha de frente do combate à covid-19. O Amazonas foi um dos primeiros estados atendidos.
Antonio Geraldo da Silva informou que cerca de 900 mil profissionais do SUS vão receber questionários “para saber sobre a saúde mental deles, com a preocupação do tipo cuidando do cuidador”. A ABP apoia também outra sondagem sobre a saúde mental do povo brasileiro, para identificar as doenças que vão aparecer mais neste período de pandemia.
Política pública
O presidente da ABP vai levar ao Ministério da Saúde os resultados da pesquisa com os psiquiatras, mostrando que há crescimento das doenças mentais no país. “A gente precisa fazer uma política pública mais direcionada para atender a essas pessoas que estão sofrendo. A gente precisa, com urgência, cuidar dessa quarta onda, que é a das doenças mentais, dos transtornos traumáticos. Não dá para esperar. Isso é gravíssimo”, afirmou.
Enquanto milhões de trabalhadores informais aguardam a análise para o recebimento do auxílio emergencial de R$ 600, o Ministério da Defesa identificou que militares vinculados à pasta receberam o benefício durante a pandemia do novo coronavírus. Em nota, o ministério informou que iniciou uma investigação para apurar possíveis irregularidades no processo. Não foi divulgado, no entanto, o número de envolvidos no caso. "O Ministério da Defesa informa que foi identificada, com o apoio do Ministério da Cidadania, a possibilidade de recebimento indevido de valores referentes ao auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal no período de enfrentamento à pandemia do novo Coronavíru.
Em nota, o ministério informou que iniciou uma investigação para apurar possíveis irregularidades no processo. Não foi divulgado, no entanto, o número de envolvidos no caso..
"O Ministério da Defesa informa que foi identificada, com o apoio do Ministério da Cidadania, a possibilidade de recebimento indevido de valores referentes ao auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal no período de enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus, por integrantes da folha de pagamentos deste Ministério", diz a pasta em nota.
A Defesa informa, ainda, que "a referida folha de pagamentos é composta por militares da ativa, da reserva, reformados, pensionistas e anistiados". "Já estão sendo adotadas todas as medidas necessárias à rigorosa apuração do ocorrido, visando identificar se houve valores recebidos indevidamente, de modo a permitir a restituição ao erário e as demais considerações de ordem administrativo-disciplinar, como necessário", afirma outro trecho do texto..
Hoje, durante audiência no Congresso, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, destacou que 50 milhões de pessoas receberam a primeira parcela do auxílio emergencial até o momento. Outros 17 milhões de brasileiros devem ter uma resposta até esta terça-feira, 12, sobre a solicitação para recebimento do benefício. Cerca de 30 milhões foram consideradas inelegíveis por não preencherem os requisitos exigidos pelo governo.
Para receber o benefício, o trabalhador precisa ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50) e ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família. O beneficiário também não pode ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018..
A Feira Ecológica do Bomfim, que acontece no parque Farroupilha na capital gaúcha, é uma das primeiras feiras ecológicas do Brasil. Com 30 anos de existência, o local é um ponto de encontro tradicional entre os gaúchos da capital e grande fornecedor de hortaliças para a região
As medidas de distanciamento social, necessárias devido à pandemia de coronavírus (COVID-19) causaram grande impacto para feirantes de todo o Brasil, fechando várias feiras pelo país. No entanto, com o objetivo de garantir alimentos orgânicos e saudáveis para a população, a equipe da responsável pela organização do evento da Feira Ecológica do Bomfim foi pioneira na adoção de medidas protetivas para garantir a saúde de seus frequentadores e expositores.
Ainda antes de qualquer publicação de decretos nas esferas municipal e estadual, a equipe já alertava consumidores e feirantes sobre a adoção de medidas preventivas. Em 13 de março, o coletivo de venda de produtos orgânicos certificados, maior a céu aberto da América Latina, entrevistou especialistas, reuniu dados oficiais dos órgãos de saúde e lançou informe orientando que consumidores e feirantes cumprissem as regras de higiene e adotassem cuidados no ambiente de feira.
Passados pouco mais de 30 dias, e pela primeira vez na história, um dos grandes diferenciais na Redenção tem sido o fechamento da Avenida José Bonifácio para passagem de carros no lado junto ao Parque Farroupilha. Isso vem permitindo a montagem das bancas em três fileiras ao invés de duas, maior espaçamento entre as bancas e ampliação dos corredores de dois para cinco metros. Para que isso ocorra, os feirantes têm solicitado autorização semanal junto à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), desembolsando pelo pagamento das vagas do Zona Azul.
Além de mais espaços entre as bancas, os expositores têm delimitado linhas de contenção, disponibilizado álcool em gel e atendendo poucos clientes por vez. O uso de máscaras de proteção adequadas é acessório essencial nos rostos de todos os feirantes.
Essas medidas têm sido muito bem recebidas pelos frequentadores, que garantem se sentir seguros em suas compras semanais nos relatos recebidos nas redes sociais da feira.
A feira ocorre todos os sábados, das 7h às 13h, e vem abastecendo a população com alimentos frescos e saudáveis desde agosto de 1991.
É preciso conhecer os limites da criança e estabelecer uma rotina saudável dentro de casa, o estresse não vai adiantar
A psicopedagoga e mestre em Educação, Talita Rosa, afirma que o papel dos pais é inserir a criança ou adolescente em uma rotina consistente de estudo. (Foto: Kísie Ainoã)
A hora da lição de casa pode ser uma tortura para os adultos e boa parte das crianças e adolescentes, principalmente quando a compreensão de que o momento é importante demora a acontecer, especialmente nos pequenos. O que acaba testando, e muito, a paciência dos pais. Em tempos de pandemia e a distância da escola, os momentos para fazer a lição de casa se intensificaram com as aulas on-line. E, mais uma vez, pais e filhos estão sendo desafiados. Mas como fazer a criança entender que, por alguns minutos ou hora do dia, será necessário deixar a brincadeira de lado, e se concentrar no que é importante?
Ana estabeleceu algumas regras e reorganizou toda a rotina dentro de casa. (Foto: Arquivo Pessoal)
A psicopedagoga e mestre em Educação, Talita Rosa, afirma que o papel dos pais é inserir a criança ou adolescente em uma rotina consistente de estudo, com tranquilidade, claro. “É necessário encontrar meios que facilitem o aprendizado na casa, para que o peso da tarefa não seja transmitido para os filhos. Quanto mais o adulto estiver nervoso, cansado e estressado, as crianças vão ficar assim também. É necessário explicar que agora eles estão numa rotina de tarefas dentro de casa, que é um momento, e que isso vai passar. Assim como eles estão achando tudo isso estranho, a escola também está. Então, os pais devem passar essa tranquilidade, mesmo que não estejam tranquilos”, pontua a especialista.
Profissional da área jurídica, Ana Paula Correia, é mãe e tem vivido uma rotina intensa nos últimos dias, desde que passou a conciliar o teletrabalho, com as tarefas domésticas, a rotina do filho e as lições da escola. “No começo, foi muito difícil. Eu estava angustiada e com vontade de chorar todos os dias”, lembra.
Ana mudou a rotina diversas vezes, escolheu trabalhar de noite para dar conta de todo o resto durante o dia, no entanto, a falta de descanso gerou um novo desgaste, e assim ela reformulou as atividades dentro de casa para acompanhar o filho em todas as lições. “Eu comecei a fazer trocas com ele, administrei os horários, criei um ambiente calmo e organizado para os estudos e busquei respirar em todos os momentos. Tem dia que não está bacana, ele não se sente à vontade. Entendo porque ele estava acostumado com o lar como cantinho de descanso, de repente transformamos a casa, que além de todas as regras, agora abriga as regras da escola”.
Mas para tornar tudo ficar mais leve, Ana abriu mão da cobrança excessiva e do estresse. E isso deu resultado, afirma. “Ainda acho difícil porque não tenho didática para ensinar, a gente ensina o básico em questões de conteúdo escolar, então busquei um meio de fazê-lo absorver de forma mais leve, para que o resultado não seja traumático”, explica.
Helena, filha de Mariana, está se adaptando a nova rotina de estudos. (Foto: Arquivo Pessoal)
A jornalista Mariana Castelar compartilha do mesmo sentimento e da angústia de fazer a filha, de 10 anos, entender que a nova rotina dentro de casa não significa férias. “É muito difícil explicar isso, inserir uma rotina de estudos num ambiente que ela estava acostumada a viver com tranquilidade e menos compromissos. Acho que o maior desafio tem sido esse, explicar que neste momento essas horas de estudos são importantes, e não uma punição”.
Por isso, a psicopedagoga orienta que o diálogo é essencial. “Conversar com as crianças e adolescentes sobre essa mudança é essencial, eles devem entender o que está acontecendo e assumir junto aos pais esse papel de estudante”.
Em alguns casos, é preciso estar atento se as dificuldades que a criança tem estão relacionadas a ausência dos pais, o que pode acontecer, afirma a psicopedagoga. “As crianças fazem birras e tem comportamentos inadequados muitas vezes para chamar atenção de seus pais. Sempre digo que, por mais que tenham pouco tempo com seus filhos, procurem ter um tempo de qualidade com eles, fazendo brincadeiras e jogos que eles gostem, conversando sobre o dia-a-dia, os conflitos, e procurem não utilizar o celular ou outra tecnologia nestes momentos”, orienta.
Quando a criança começa a chorar, também é necessário entender os limites. “Se a mãe ou pai perceber que a criança está cansada e seu tempo de concentração se esgotou, penso que ela deve parar e tentar fazer em outro horário. Mas, caso ela perceba que a criança está fazendo apenas um jogo emocional, é preciso fazer combinados com esta criança e tirar algum direito dela, como assistir TV e brincar com algo que goste”.
Dicas para tornar a tarefa mais leve:
Rotina - A falta de rotina em casa, tanto para o estudo, quanto para alimentação e sono, é um dos fatores que influenciam na lição de casa. É preciso que os pais insiram a criança ou adolescente em uma rotina consistente. Eles devem ter hora para fazer os estudos, tarefas e atividades para que isso se torne um hábito, como na escola. Também é importante que se alimentem e durmam adequadamente para ficarem dispostos a fazer todas essas atividades.
Frequência - É preciso que todos os dias os pais proporcionem os momentos de estudos. Se a criança ou adolescente faz um dia sim, outro não, ou passa alguns dias sem fazer, ela percebe que isto não é tão importante para ela e acaba fazendo “jogo” com os pais. Ter uma frequência também é importante para que o conteúdo não se acumule.
Combinados - Os pais devem conversar com seus filhos sobre este momento atípico que estamos vivendo e expor a eles quais suas obrigações enquanto estudantes. É essencial que antes das aulas eles façam combinados e se prepararem antecipadamente para ela (usem o banheiro, comam...) para que tenham um melhor aproveitamento. Também é preciso que os pais sejam firmes e deem limites claros a eles.
Com a pandemia, as crianças e adolescentes estão sentindo a frieza e impessoalidade de aulas pela tela de um computador, por isso, Talita reforça que os pais mantenham a calma e busquem transmitir isso para os filhos. “Essa pandemia é algo atípico que tem acontecido. Nem os pais, nem a escola e nem os alunos estão preparados para isso. Então quanto mais tranquilos e buscando estratégias, sempre pensando positivo, será melhor para as crianças”.
Quando a pandemia tiver fim e as crianças retornarem às aulas em sala, Talita sugere que a escola faça uma atividade diagnóstica com todos os alunos para saber até onde eles conseguiram entender as aulas online, para depois retomar os conteúdos. “A escola tem essa obrigação de reorganizar esse calendário para quando as crianças voltarem.”
Barreira sanitária montada no Aeroporto Internacional de Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)
O final de semana de Dia das Mães teve redução de 41% na circulação de viajantes em Mato Grosso do Sul, se comparado ao feriado do Dia do Trabalhador, dia 1º. As barreiras sanitárias registraram no sábado (9) e domingo (10), a passagem de 31.712 mil pessoas enquanto no feriado anterior foram 54 mil pessoas abordadas.
Até então as 17 barreiras sanitárias instaladas nos municípios do Estado já abordaram 541.233 mil pessoas em 267.594 mil meios de transportes desde que foram instaladas. A principal porta de entrada de pessoas em Mato Grosso do Sul são as divisas com São Paulo. Os municípios de Três Lagoas e Bataguassu registraram, juntas, a entrada de 250,6 mil pessoas no Estado.
O Aeroporto Internacional de Campo Grande registrou 5.265 mil pessoas que desembarcaram no Estado, ainda conforme os dados da CCS/MS (Comissão de Controle Sanitário de Mato Grosso do Sul).
E desde o início das operações das barreiras sanitárias (no dia 30 de março no aeroporto da Capital e a partir de 1º de abril nas rodovias), 77 casos suspeitos de coronavírus foram registrados, porém, nenhum caso foi confirmado pelas equipes para a Covid-19.
Beatriz, é de Bela Vista, tem 5 anos e abriu mão do seu bichinho de pelúcia para acabar com tristeza de Felipe, em Campo Grande
Aos 4 anos, Felipe não escondeu a alegria ao receber o Pato Donald de pelúcia. (Foto: Arquivo pessoal)
“Amiguinho, gostei tanto desse Pato Donald que a mãe me deu, mas posso te dar. Se você quiser algum mais da minha turma do Mickey, pega. Pode pegar duas, três ou quatro”, diz Beatriz, de 5 anos, após abrir mão do seu bichinho de pelúcia para fazer Felipe, de 4 anos, voltar a sorrir.
A história é emocionante e aconteceu após Felipe, que tem autismo, perder um Pato Donald de pelúcia, em Campo Grande. O brinquedo era seu objeto de apego, se chamava Pokémon, mas o pequeno acabou perdendo o bichinho e entrou em desespero.
“Ele não desgrudava do pato, mas na quarta passada, dormi primeiro que ele e não sei onde o brinquedo foi parar. Revirei a casa toda em busca do pato, porém, não encontrei. Ele ficou muito triste, chegou a passar mal e chorou até dormir”, conta a mãe, Maíra Alves de Oliveira Espíndola, que é pedagoga.
Contente pela boa ação, Beatriz toda sorridente segura o Mickey e o Pateta. (Foto: Arquivo pessoal)
Ver o filho inconsolado partiu seu coração. “Quem já conviveu com autista sabe da importância de um objeto de apego. Eles entram em desespero e deixam a gente em desespero”, conta Maíra. Ela comenta que cuidar de uma criança com autismo exige atenção especial. “É diferente porque o Felipe precisa tomar os remédios, tem seletividade alimentar. É no ritmo dele”.
“Meu filho tem que estar na casa dele, com os objetos dele. Por isso, tento ter cuidado redobrado, principalmente com os brinquedos. Aqui é tudo separado, as miniaturas ficam num local, os brinquedos maiores em outro, pois caso ele queira eu consigo achar e dar pra ele”.
Felipe é uma criança encantadora e gosta muito de animais. Já teve outro objeto de apego. “Antes era um cavalo, mas esse tinha uns três, quatro de reserva. Entretanto, de repente abandonou o cavalo e se apegou ao pato”. Devido à mudança repentina, a mãe não conseguiu comprar outros patos reservas e por isso, Maíra apelou para as redes sociais.
“Compartilhei no Facebook e no grupo de WhatsApp de mães, perguntando se alguém tinha um pato para doar ou vender”, lembra. O post comoveu e os amigos passaram a compartilhar, até que a notícia chegou aos ouvidos da carinhosa Beatriz e sua mãe, que preferiu se identificar apenas como G.C. Elas moram em Bela Vista e não pouparam esforços para ajudar Felipe.
Felipe brincando com o Pato Donald que ganhou da amiguinha. (Foto: Arquivo pessoal)
“Comprei o pato para minha filha porque ela gosta da turma do Mickey, e como tenho uma amiga que tem um filho autista, sei como é quando algo do ambiente deles mudam, ficam transtornados. Foi um gesto simples de uma mãe para outra, empatia. Uma mãe compreende a outra”, destaca G.C.
Ela teve uma conversa com Beatriz, sobre um amiguinho que estava muito triste, precisando do pato. “Sempre a incentivo a doar os brinquedos, ganha uns e doa outros. Converso sobre não se apegar as coisas, que temos que compartilhar, pois somos uma família cristã. Vai sempre na escolinha da igreja e lá, ensinamos muito sobre o amor”.
O Pato Donald de pelúcia viajou 182 quilômetros até chegar em Campo Grande e ser entregue no sábado, 9 de maio. Foi uma amiga das doadoras, a jornalista Mireli Obando, quem levou o presente até a casa de Felipe. A ação encheu a família de gratidão e o pequeno até fez um vídeo de agradecimento.
“Obrigado pelo Pato Donald, de coração. Vou dormir abraçado”, diz Felipe todo feliz com o brinquedo nas mãos. A atitude prova que a inocência e das crianças é genuína e dá esperança de ter um mundo melhor, com mais empatia, respeito e amor ao próximo.