04/02/2020

Projetos inserem autistas no mercado de trabalho, para cair taxa de 80% de desemprego

Transtorno do Espectro Autista (TEA) atinge 1% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e, em idade adulta, 80% dos autistas estão desempregados. A dificuldade de inclusão no mercado de trabalho é impulsionada por desinformação sobre a condição, que se apresenta em diversos graus. Os autistas não são impossibilitados de trabalhar. Precisam apenas de suporte humano para lidarem com dificuldades na interação e, algumas vezes, de pequenas adaptações físicas em ambientes — como luz baixa ou redução do barulho — para exercer as funções com tranquilidade. Os ganhos com isso vão desde o desenvolvimento de autonomia até a redução da ocorrência de suas crises. Por isso, diversos projetos têm buscado alertar empresas no país e tornar mais comuns histórias como a do Luiz Alberto Fonseca, de 39 anos, que é auxiliar de Operações no Prezunic desde 2009.

— Com o trabalho, consegui guardar dinheiro, comprar minhas coisas e as coisas de casa. Mudou a minha vida, mudou tudo. Nunca mais fui internado. Nunca mais tive crise. Tenho novos amigos — diz Luiz, em conversa com a psicóloga e coordenadora do Projeto de Gerência de Trabalho (PGT), Ana Cecília Salis, a pedido da reportagem, que enviou as perguntas e recebeu a gravação das respostas.

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Luiz é autista e começou a trabalhar aos 28 anos, através do projeto de Ana. No Rio de Janeiro, o trabalho de sua consultoria de emprego assistido é feito, desde 2008, através do contrato com a rede de mercados e da parceria com institutos e hospitais. Através da metodologia de Emprego Apoiado, que surgiu nos Estados Unidos na década de 80, ao invés de capacitar o autista para ingresso posterior no mercado de trabalho, Ana propõe a inserção gradual e com acompanhamento dos autistas.

Segundo Ana, o trabalho desempenhado há 12 anos teve dois marcos principais:

— O primeiro foi o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, uma medida protetiva inédita para essa turma da saúde mental, que permitiu que elas trabalhassem no Prezunic. O segundo foi quando o MP acabou por determinar a inclusão das pessoas com transtorno mental na categoria de “Deficiência Psicossocial Mental” da Lei de Cotas das vagas nas empresas. É importante, pois ficaria muito difícil fazer a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho sem uma contrapartida.

Características comuns em um grupo heterogêneo

As pessoas autistas formam um grupo heterogêneo. Ou seja, embora tenham características comuns — como a comunicação social atípica e a ótima memória de longo prazo—, os desafios e potenciais não são sempre os mesmos, nem as intensidades com que são expressados. Por isso, as adaptações precisam ser individualizadas, bem como os preenchimentos de vagas.

— Atualmente, a SAP tem 15 autistas colaboradores, sendo quatro estagiários. Alguns precisam usar fone, outros precisam de luz mais baixa, têm os que preferem trabalhar de casa. Não tem como a gente dizer que eles são iguais — diz Eliane De Mitry, gerente de Recursos Humanos na SAP Brasil, que tem autistas em posições nas áreas de Vendas, Tecnologia da Informação e Administração.

Engana-se quem pensa que só ganham com a inclusão os autistas e suas família.

— O nosso objetivo é ter mais cinco autistas no quadro de funcionários até o fim do ano no Brasil. Os nossos estudos internos mostram que eles trazem visões diferentes e inovadoras para a companhia. Podemos estar dando voltas em um problema, discutindo, e um autista ver uma saída mais fácil, objetiva. Além disso, há uma mudança no ambiente de trabalho com eles. Os funcionários relatam que a energia é mais positiva e se orgulham de estarem na empresa — diz a gerente da SAP.

O programa de contratação na empresa é feito — globalmente, desde 2013, e no Brasil, desde 2015 — em parceria com a Specialisterne, uma empresa social criada na Dinamarca por Thorkil Sonne, pai de um autista. Seu modelo é baseado na percepção da capacidade de concentração, da constância, da memória visual e do raciocínio lógico como características comuns do grupo e importantes para a área de tecnologia.

Giovani Dian, de 25 anos, é um dos empregados através do Instituto Jô Clementino
Giovani Dian, de 25 anos, é um dos empregados através do Instituto Jô Clementino

— Temos uma formação de 400 horas gratuitas, em quatro meses, na área de tecnologia. E com um grupo de psicólogos, buscamos, através de um plano individual, desenvolver os autistas para encaminhá-los a uma vaga de uma empresa parceira — conta o diretor geral Marcelo Vitoriano.

Mais de 90% permanece empregada após um ano

Cada nova turma é divulgada nas redes sociais da Specialisterne. A unidade de formação brasileira fica em São Paulo, mas outros estados, como o Rio, já receberam ações pontuais. A ideia também é que, em cinco anos, cinco estados recebam unidades de formação: entre eles, o Rio. No país, atualmente, são 20 empresas parcerias, com 110 profissionais empregados. A retenção dos autistas após um ano é de 93%. Claudia Miranda, de 39 anos, integra essa estatística, já que desde 2017 é funcionária da área de Vendas da SAP.

— Eu uso fone de ouvido, por causa do barulho. E as instruções para mim vêm por escrito, pois eu prefiro. Mas, durante a maior parte do tempo, eu nem lembro que tenho TEA aqui dentro — diz ela, contando que sua vida mudou muito em dois anos: — Além de me sentir mais relevante, por trabalhar, e ter meu dinheiro, o que me permite fazer planos. Antes, eu não saía praticamente de casa, tinha crises feias dentro de restaurantes. Agora, saio com meus colegas de trabalho para almoçar. Vou a shoppings até em época de Natal. Isso é ganho para a vida pessoal.

Conversando por telefone com a reportagem, Claudia lembra que já tinha trabalhado anteriormente, por dois anos, em uma clínica de Fonoaudiologia, área em que concluiu o primeiro curso de ensino superior (atualmente, faz graduação em Tecnologia da Informação). Mas a experiência não foi boa.

— Eu tinha crises, pois qualquer mudança ou barulhos me abalavam muito. Então falavam para eu ir para casa, ficava afastada por longos períodos do trabalho. O pessoal não sabia lidar e fazer a inclusão — recorda ela.

Preparação das empresas é fundamental

Por isso, a sensibilização das empresas que recebem autistas é fundamental. O Instituto Jô Clemente (antiga Apae de São Paulo) tem um Serviço de Inclusão Profissional que atua também com autistas. E o supervisor Victor Martinez conta:

— Trabalhamos em três etapas. A primeira é a descoberta de perfil do autista, aplicando algumas dinâmicas para entender onde estão suas potencialidades. A segunda é o mapeamento, junto a empresas ou instituições públicas, de vagas de emprego que combinem com ele, e a preparação do ambiente de trabalho para recebê-lo. A última etapa é o acompanhamento, por 12 meses iniciais, do autista e do ambiente. Pois é na prática que surgem as necessidades de apoio.

Desde 2013, o serviço já incluiu 507 pessoas com autismo ou deficiência intelectual no mercado de trabalho — o instituto não tem dados separados — e 90% deles permaneceram empregados. Giovani Dian, de 25 anos, é um dos mais recentes autistas atendidos pelo projeto.

— Comecei a trabalhar em agosto de 2019, mas já estou interagindo mais com as outras pessoas, aprendendo funções, seguindo algumas regras de trabalho, tendo ética e melhorando minha comunicação. Estou fazendo amizades, tendo respeito e responsabilidade com quem eu conheço. Esse é meu primeiro emprego, percebi que ele me ajudou a socializar mais com as pessoas e principalmente a ter mais liberdade e autonomia — narra Giovani, em entrevista concedida por e-mail.

O Instituto Jô Clemente está em fase de expansão. Até março deste ano, deve começar a operar no Rio de Janeiro.

Além de trazer benefícios a todos os lados, a inclusão no mercado de trabalho é um direito garantido pela Convenção Internacional pelos Direitos das Pessoas com Deficiência e pela Lei Brasileira de Inclusão.

— Toda pessoa com deficiência tem o direito de se manter com um trabalho de sua livre escolha ou aceitação, em um ambiente de trabalho que seja aberto, inclusivo e acessível. Quando falamos de acesso ao mercado de trabalho, estamos falando indiretamente dos direitos à igualdade, não-discriminação, e também à vida independente e inclusão na comunidade — pontua Fernanda Santana, presidente da Associação Brasileira para Ação pelos Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça).

Fonte  https://extra.globo.com/noticias/economia/projetos-inserem-autistas-no-mercado-de-trabalho-para-cair-taxa-de-80-de-desemprego-24224474.html

Postado por Antônio Brito 

Nadador quebra quatro recordes brasileiros em estreia no Circuito Loterias Caixa, em Brasília

O nadador Gabriel Bandeira, da classe S14 (para deficientes intelectuais), estreou em competições paralímpicas na etapa Regional Centro-Leste do Circuito Loterias Caixa, em Brasília, neste fim de semana, e já conquistou seis medalhas de ouro com quatro quebra de recordes brasileiros. As disputas de atletismo, halterofilismo e natação se encerraram na manhã deste domingo, 2.

Ao todo, participaram da etapa Centro-Leste 527 atletas, sendo 292 no atletismo, 137 no halterofilismo e 98 na natação. Esta é a primeira parada da principal competição nacional das três modalidades. A próxima será em Vitória, no Espírito Santo, com a etapa Rio-Sul de atletismo e natação no próximo fim de semana, 7 e 8. 

Natural de Indaiatuba, São Paulo, Gabriel, 20, debutou nas disputas paralímpicas com 100% de aproveitamento ao conquistar seis medalhas de ouro, de seis provas para classe S14 para deficientes intelectuais: 100m e 200m livre, 100m costas, 100m peito, 100m borboleta e 200m medley. O jovem representa o Praia Clube de Uberlândia, Minas Gerais.

O resultado mais expressivo foi no nado borboleta. A marca feita por Gabriel (57s27) está abaixo do índice estabelecido pelo Departamento Técnico do CPB para os Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Em março, o jovem nadador participará do Open Internacional Loterias Caixa, no CT Paralímpico, em São Paulo, para obter a classificação internacional e poder brigar por uma vaga na Seleção que irá para o Japão.

No sábado, 1º, ele nadou os 100m costas, e com o tempo de 1min03s34 estabeleceu o novo recorde brasileiro da prova com três segundos a menos da marca anterior, de 2019. O nadador do Praia Clube ainda estabeleceu uma nova marca nacional nos 100m livre (53s56). 

Na manhã deste domingo, 2, ele caiu na água para disputar os 100m peito e com 01min10s83 encerrou a competição com mais um recorde. A melhor marca nacional até então era de Felipe Caltran, medalhista mundial no México 2017 e parapan-americano de Lima 2019, com 1min14s33.

“Eu não esperava bater nenhum recorde brasileiro, especialmente o dos 100m peito, já que não é um estilo que treino muito. Estou muito feliz por participar do Circuito, é tudo novo para mim apesar de já ter experiência no convencional”, comentou.

Gabriel migrou para o paradesporto no início de 2020. Desde os 11 anos ele compete no convencional e nas últimas quatro temporadas defendeu a equipe do Minas Tênis Clube. Em 2019 disputou o Troféu Maria Lenk pela equipe mineira junto com o medalhista mundial Bruno Fratus e do recordista mundial, o paraibano Kaio Márcio.

“Ele treina há pouco tempo conosco, mas é um atleta muito regrado com dieta, treinos e é muito consciente de seu nado. Como ele veio do convencional, agora precisamos focar os treinos nas provas que estão disponíveis para a classe dele”, explica o técnico do Praia Clube, Alexandre Vieira.

No atletismo, sete recordes brasileiros foram quebrados nesta fase Regional do Circuito Loterias Caixa. Destaque para Ricardo Serpa de Souza com dois recordes, nos 400m e 800m T34 (para atletas com paralisia cerebral que competem em cadeira de rodas). 

Nesta temporada o halterofilismo contou com uma novidade. Semelhante ao atletismo e natação, agora o formato de competição é regionalizado. Atletas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste competiram em Brasília em busca do índice mínimo para as fases nacionais do Circuito Brasil Loterias Caixa. Nomes como Luciano Bezerra, o Montanha, e Márcia Menezes participaram deste evento. A Seleção Brasileira da modalidade está na Nigéria para a disputa da Copa Mundo de halterofilismo que acontecerá de 4 a 8 deste mês. O Brasil será representado por oito atletas.

Em março, Recife sediará a etapa Norte-Nordeste do Circuito Loterias Caixa com as três modalidades (14 e 15 de março). A quarta e última etapa regional acontece no CT Paralímpico, em São Paulo (4 e 5 de abril).

Os atletas que alcançarem os índices estabelecidos pelo departamento técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) nas regionais garantem participação nas etapas nacionais do Circuito Brasil Loterias Caixa, que serão realizadas em São Paulo.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A natação e o halterofilismo têm patrocínio das Loterias Caixa.
 
O Circuito
O Circuito Brasil Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidade para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2020, as disputas das fases nacionais serão separadas por uma modalidade em cada fim de semana - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Fonte  https://www.cpb.org.br/noticia/detalhe/2808/nadador-quebra-quatro-recordes-brasileiros-em-estreia-no-circuito-loterias-caixa-em-brasilia
Postado por Antônio Brito 

03/02/2020

Menina nasce com Atrofia Muscular Espinhal e precisa de doações no Agreste

Julia Ellis tem 6 meses e foi diagnosticada com a doença AME (Atrofia Muscular Espinhal) TIPO 1, é, portanto, o tipo mais grave. É uma doença rara, devastadora e degenerativa, e seu avanço na pequena Julia é diário.

Os pais e toda a família moram em Águas Belas, no Agreste de Pernambuco. E eles não tem condições financeiras de custear o tratamento da pequena Julia Ellis. Atualmente, só existe uma medicamento no mundo capaz do impedir esse avanço diário: o medicamento SPIRAZA (nusinersen) que custa R$ 361.119,97 por dose, sendo necessária seis doses desse medicamento no primeiro ano, que dá um total de R$ 2.166.719,82.

Recentemente, este medicamento foi incorporado ao SUS, devido a demora para liberação desse medicamento, a família entrou na justiça para pedir a liberação imediata para a bebê, o governo do estado foi intimado e liberou 4 doses da medicação. mas a pequena Julia necessita das 6 doses até o primeiro ano de vida! Dessas 4 doses liberadas, ela já tomou 4. A família luta para a liberação das outras doses, uma a cada 4 meses e liberação dos aparelhos necessários para o tratamento chamado de Home Care. Contudo, ainda existem muitos gastos, que a família não tem condições de custear, como Fisioterapia motora, fisioterapia respiratória, aparelhos, entre outros gastos médicos e gastos diários. Toda forma de ajuda é bem vinda.

FORMAS DE DOAÇÃO

Vakinha online: http://vaka.me/750240

⭐BANCO DO BRASIL

Agência: 1012-X

Conta POUPANÇA: 24691-3

Juliene M F Santos (titular)

CPF: 101.227.764-02

⭐BRADESCO

Agência: 6036

Conta POUPANÇA: 1000115-3

Andre Clarindo da Silva

CPF: 067.845.924-09

(Com informações do Blog de Edney)

AGRESTEVIOLENTO
Fonte  https://peinformado10.blogspot.com/2020/02/menina-nasce-com-atrofia-muscular.html?m=1
Postado por Antônio Brito 

Cada cérebro, uma aprendizagem: A inclusão escolar como direito e não um favor

criancaespecial.com.br
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Por Raquel Del Monde

Acho importante contar como vim parar aqui. Porque considero legítimo o questionamento de educadores em relação a falas de pessoas que nunca estiveram à frente de uma sala de aula, então penso que me apresentar é um ato de respeito.

Entrei na área da educação desarmada. Era uma mãe buscando respostas para um filho que não aprendia e que ouviu de uma professora do início do Fundamental I – que tinha mestrado em Educação Especial – que ela rasgaria seu diploma se ele fosse capaz de acompanhar uma escola regular. Ela estava tão perdida quanto eu. Porém aquela era uma resposta que eu não podia aceitar.

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Receber o aluno com deficiência na sala de aula não significa inclusão

Decidi que precisava saber algumas coisas por mim mesma. Além de mãe, era também uma pediatra apaixonada por desenvolvimento infantil e uma pessoa que acreditava na educação. Aí começou minha jornada na neurociência e no mundo da aprendizagem. Tive a sorte de ter ao meu lado uma equipe pedagógica que encarou o desafio comigo e que aceitou implementar as estratégias que ajudassem meu filho a aprender. Foi a mesma equipe que anos depois comemorou com a gente quando ele foi aprovado na USP duas vezes na mesma semana (pelo ENEM e pela Fuvest) para o curso que escolheu.

Mas não estou aqui para contar história de superação. Cada caso é um caso. Ver com meus próprios olhos a importância de se compreender diferentes estilos de aprendizagem foi só o ponto de partida. Precisava saber o que acontecia com as crianças com as mais diversas dificuldades e como poderíamos ajudá-las. Estudei muito, frequentei ambulatórios de transtornos de aprendizagem, fiz especialização em psiquiatria infantil e passei a trabalhar com crianças neurodiversas. Me envolvi de verdade com o processo de inclusão escolar delas e conheci de perto as barreiras que enfrentavam. Foi ficando cada vez mais claro para mim a necessidade de revermos alguns dos dogmas do nosso sistema educacional. Nossas crianças pagam um preço alto demais pelo engessamento e mecanização do ensino.

Hoje vejo que a neurologia tem muito a contribuir com os professores: afinal, eles estão lidando diretamente com o cérebro humano e suas infinitas possibilidades. Por isso a palavra inclusão ainda provoca arrepios por aí. Como é possível ensinar crianças tão diferentes numa mesma sala de aula? Bom, a verdade é que quando implementamos estratégias que favorecem crianças com determinadas dificuldades, TODOS os alunos são beneficiados. No dia em que conseguirmos desconstruir conceitos ultrapassados de práticas em sala de aula e entender a função dos suportes pedagógicos, deixaremos até de chamar a isso de inclusão.

Raquel Guimarães Del Monde – Médica pela USP Ribeirão Preto. Fez residência em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM – Unicamp). Especialista em Pediatria pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Pediatria. Especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência (FCM – Unicamp). É Diretora do Núcleo Conexão, grupo multidisciplinar de avaliação e intervenção em transtornos de aprendizagem, desenvolvimento e autismo. Autora do livro “Na dose certa – o que mais o pediatra tem a dizer”.

Fontehttps://www.coreduc.org/

Postado por Antônio Brito 

Prefeitura disponibiliza Programa Comunicação Inclusiva para deficientes auditivos e visuais

A Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência e do Idoso (SEPEDI) disponibiliza o Programa Comunicação Inclusiva. O objetivo é facilitar e agilizar o atendimento as pessoas com deficiência auditiva e visual, com políticas públicas voltadas à inclusão social.

A SEPEDI realiza capacitações relacionadas a Libras, Braille e o atendimento às pessoas com deficiência sensorial (visual e auditiva), tanto em espaços públicos, como também nos atendimentos da secretaria. Entre as diretrizes estão a produção de materiais adaptados e interpretação de eventos públicos municipais, junto a Secretaria da Educação (SEDUC), em que são propostas atividades adaptadas, tais como, sessão de cinema, passeio ao Centro Histórico, trilhas, entre outros, com a presença de intérprete.

Os interessados em participar dos projetos podem fazer cadastro na SEPEDI, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Avenida Guarda Mor Lobo Viana, 812, no Porto Grande. Os documentos necessários são RG, CPF e comprovante de residência. O agendamento deve ser feito com um dia de antecedência pelo número (12) 3892-2669, ou presencialmente.

Serviço
Programa Comunicação Inclusiva

Local: Secretaria da Pessoa com Deficiência e do Idoso (SEPEDI)
Endereço: Avenida Guarda Mor Lobo Viana, 812, no Porto Grande
Telefone: (12) 3892-2669

Fonte  http://www.saosebastiao.sp.gov.br/noticia.asp?id=N322020113519

Postado por Antônio Brito 

EX ALUNA DO IPESSP, PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL RELATA EM PESQUISA SUAS EXPERIÊNCIAS COMO ESTUDANTE

Com apenas 5% de visão, a farmacêutica Grayce França relatou no seu projeto de pesquisa, no XX Congresso Farmacêutico de São Paulo, toda experiência como estudante que viabilizou também a sua conclusão na Pós em Farmácia Clínica no IPESSP.

 Moradora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, ela se locomovia à capital Paulista, uma vez por mês, para assistir as aulas durante o final de semana. “Agradeço muito ao professor Sandro Januário do IPESSP que adaptava todas as provas e me deu toda a assistência para eu finalizar este curso com sucesso”, conta.

 Grayce perdeu quase toda a visão durante a gestação de gêmeos. “Como tive problemas de saúde no meu nascimento com idas e vindas do hospital, sempre quis seguir uma profissão na área da saúde”, conta.

 Ela conta suas dificuldades como estudante: “Minhas provas eram feitas especialmente para mim, escritas em fonte maior, para eu enxergar”. Grayce recebia auxílio de professores e até mesmo de colegas para acompanhar as aulas. “Os professores liam as questões das provas que eu não conseguia enxergar. Com as apostilas, meus colegas me ajudavam”, recorda.

 Grayce vivenciou dificuldades no mercado de trabalho por falta de ações inclusivas. “Sofri preconceito, não confiavam na minha capacidade”, relata. Entre as dificuldades, ela aponta a falta de softwares específicos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, lupa eletrônica e a disposição do mobiliário no local de trabalho.

 No Congresso em outubro, a ex-aluna do IPESSP foi a primeira deficiência visual a discursar no XX Congresso Farmacêutico de São Paulo. “Reivindiquei melhorias no tratamento e estudo de pessoas que não enxergam. Quero abrir caminhos para mais estudantes alcançarem os mesmos resultados que eu conquistei como deficiente”.

 Entre outras ideias que ela sugeriu para as pessoas com deficiência visual, está a de produção de bulas especiais, em formato de áudio e braile.

 Fontehttps://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2020/01/27/farmaceutica-deficiente-visual-luta-por-inclusao-na-area-quero-abrir-caminhos.ghtml

https://www.ipessp.edu.br/site/blog/blog/farmaceutica-deficiente-visual-luta-por-inclusao-na-area-quero-abrir-caminhos/

Postado por Antônio Brito 

Fim da TV Escola coloca em risco 10 milhões de surdos brasileiros


O Brasil nunca teve a cultura de TVs públicas. Além da Cultura, é difícil que os meios de comunicação estatais sejam vistos pela população de maneira massiva. Entretanto, isso não significa que as programações exibidas nesses meios não tenham valor: pelo contrário, existe muita coisa importante por trás da “audiência”.

A TV Escola, que não é pública mas combina investimento público e o trabalho da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto, sofreu ataques do governo, foi cortada e já teve seu pessoal demitido. O problema é que ela é importantíssimo para os deficientes auditivos do país, sendo fonte de educação de Libras para milhões de brasileiros.

– Jovem brasileiro com síndrome de Down sai da escola devido ao preconceito e descobre seu talento para a arte

“Era uma programação [da TV Escola] totalmente de esquerda, ideologia de gênero, dinheiro público para ideologia de gênero. Então, tem que mudar. Reflexo, daqui a 5, 10, 15 anos vai ter reflexo. Os caras estão há 30 anos [no ministério], tem muito formado aqui em cima dessa filosofia do Paulo Freire da vida, esse energúmeno, ídolo da esquerda”, afirmou Jair Bolsonaro, que decidiu cortar o investimento público na TV Escola.

– Menina aprende libras para conversar com pais deficientes auditivos

Em contraponto, trabalhadores da Associação de Comunicação Educativa Roquette pinto reafirmaram o valor do meio de comunicação para milhares de pessoas no país. Premiada pelo Hora do ENEM e por diversos outros programas, a TV Escola é referência no mundo todo em acessibilidade, tendo todo o seu conteúdo transferido para linguagem de sinais ou tendo audiodescrição.

Com o fim da empresa, mais de 367 ficariam desempregados e milhões de Brasileiros que se educam através do conteúdo exibido pela TV ficariam desamparados, especialmente os que veem na emissora a única possibilidade de entretenimento, devido a acessibilidade quanto a deficiências.

– Paradoxo: governo tem discurso em Libras, mas extingue secretaria que cuidava da educação de surdos

“Entendemos que só o investimento em educação pode garantir que o Brasil cresça e que nossa sociedade se torne mais justa. Nesse sentido, a TV Escola é uma contribuição fundamental, sobretudo em municípios que não possuem recursos ou estrutura para promover iniciativas de formação continuada de professores. Também expressamos nossa preocupação com o futuro da TV INES, a única emissora voltada para a comunidade surda do país – com programação em Libras, a Língua Brasileira de Sinais”, afirmaram os trabalhadores da  TV Escola em nota publicada pelo colunista Ricardo Feltrin, do UOL.

Fonte  https://www.hypeness.com.br/2019/12/fim-da-tv-escola-coloca-em-risco-10-milhoes-de-surdos-brasileiros/

Postado por Antônio Brito 

Presos reformam cadeiras de rodas dentro de presídio em Sorocaba


Por Jomar Bellini,

Cadeiras de rodas são reformadas dentro de presídio em Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/TV TEMCadeiras de rodas são reformadas dentro de presídio em Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM
Uma oficina de reforma de cadeira de rodas foi instalada dentro da penitenciária localizada no bairro Aparecidinha, em Sorocaba (SP). As cadeiras estão sendo reformadas pelos detentos do local.
Enquanto cumprem a pena, os presos em regime fechado e com bom comportamento podem trabalhar. As cadeiras, que chegam do Fundo Social de Solidariedade, são desmontadas, arrumadas e, em seguida, doadas novamente.
Segundo a Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap), por enquanto a oficina realiza somente reformas, porém, em breve, deve ser formada uma linha de produção.
Segundo o diretor de produção, o local possui equipamento para fazer qualquer tipo de cadeira — Foto: Reprodução/TV TEMSegundo o diretor de produção, o local possui equipamento para fazer qualquer tipo de cadeira — Foto: Reprodução/TV TEM
"Até o final de janeiro iremos fazer um contrato com o presídio Romão Gomes para fazer a reforma lá e aqui nesta unidade a produção. Temos equipamento suficiente para fazer qualquer tipo de cadeira", explica o diretor de produção da Funap, João Donato.
O diretor-geral da penitenciária, Ozério Pereira, explica que o preso que trabalha na oficina tem redução de pena e recebe um salário minimo. Parte do valor fica retida para arcar com os custos da penitenciária. "Uma parte do salário vai para a manutenção e outra parte o detento pode guardar ou a família vir retirar, o que acontece geralmente."
Detentos recebem um salário mínimo e metade do valor fica na penitenciária para cobrir custos — Foto: Reprodução/TV TEMDetentos recebem um salário mínimo e metade do valor fica na penitenciária para cobrir custos — Foto: Reprodução/TV TEM
Ao menos 50 cadeiras de rodas devem ser produzidas por mês na oficina. Além de ajudar quem precisa, os detentos também têm a oportunidade de aprender. Um deles, preso há mais de 10 anos, conta que pediu transferência para o presídio de Sorocaba para poder trabalhar.
"Eu me sinto melhor do que antes. Tenho certeza que sou uma pessoa renovada, com um objetivo. Quero trabalhar, estudar, fazer cursos. Errei e estou trabalhando, fazendo tudo certinho, para poder ter um recomeço", 

Presos da Penitenciária de Aparecidinha reformam cadeiras de rodas em Sorocaba
Presos da Penitenciária de Aparecidinha reformam cadeiras de rodas em Sorocaba
Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí
Fonte  https://glo.bo/3b3oRg4
Postado por Antônio Brito 

Menina de 4 anos faz cirurgia nos olhos após uso excessivo de celular

O pai da menina contou que os problemas começaram quando ela tinha 2 anos, após ele deixa-la brincar com o aparelho enquanto trabalhava

Uma menina de 4 anos foi submetida a uma cirurgia nos olhos devido ao tempo excessivo usando o celular e eletrônicos como tablets. O caso aconteceu na Tailândia.

menina cirurgia olhos celular
Crédito: Reprodução/FacebookMenina de 4 anos faz cirurgia nos olhos após uso excessivo de celular

Segundo o pai da menina, Dachar Chuayduang, os problemas começaram quando ela tinha 2 anos, após ele deixar a filha brincar com o celular enquanto ele trabalhava. A princípio, a criança precisou usar óculos, depois o promeblma ficou mais grave e ela preciso passar pela cirurgia porque corria o risco de perder a visão.

Dachar contou que a cirurgia ocorreu bem e a menina recuperou a saúde dos olhos e fez um alerta para outros pais: “Olhar para uma tela para crianças é um estimulante, que afeta diretamente os olhos, o humor e a concentração”, afirmou ele.

Estudos

O caso reascendeu o debate sobre o tempo em que crianças passam em frente a telas de produtos eletrônicos.

Muitos pais como Dachar acabam optando pelo uso de eletrônicos na hora de distrair as crianças, seja para trabalhar ou para facilitar atividades do dia a dia, como dar comida, por exemplo.

A endocrinologista Andressa Soares, explicou para o portal ‘Minha Vida’ que segundo estudos, o tempo considerado “aceitável” em tela varia de acordo com a idade de cada um. De 3 a 7 anos, o ideal é de meia a 1 hora por dia. Quando a criança tiver de 7 a 12 anos, o recomendado é 1 hora por dia. Dos 12 aos 15 anos, o ideal é 1 hora e meia por dia. E quando o adolescente tiver mais de 16 anos, o recomendável é não passar de 2 horas por dia.

Fonte  https://catracalivre.com.br/cidadania/menina-de-4-anos-faz-cirurgia-nos-olhos-apos-uso-excessivo-de-celular/

Postado por Antônio Brito 

ONU lança campanha na América Latina sobre direitos dos jovens com deficiência

​​​Em Santiago, no Chile, a enviada especial do secretário-geral da ONU para deficiência e acessibilidade, María Soledad Cisternas, lançou neste mês (11) uma campanha global sobre os direitos das crianças e adolescentes com deficiência. Apresentada na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), a iniciativa alerta para a exclusão desses jovens e também para episódios de abuso vividos por essa parcela da população.

Durante evento que reuniu parlamentares e ministros da Corte Suprema, Cisternas ressaltou que mais de 1 bilhão de pessoas têm uma ou mais formas de deficiência em todo o mundo. “A deficiência não reconhece cores políticas, a deficiência é de todos e de todas, daqueles que têm alguma deficiência e dos que não têm deficiência”, disse a especialista, lembrando a importância de que toda a sociedade se engaje na promoção dos direitos desse grupo.

Fonte https://www.ijc.org.br/pt-br/noticias/Paginas/onu-lanca-campanha-na-america-latina-sobre-direitos-dos-jovens-com-deficiencia.aspx

Postado por Antônio Brito