20/01/2020

Jogadora surda faz Palmeiras passar a usar sinais em vez de gritos

Após chegada de Stefany Krebs, clube começa a usar Libras e gestos no dia a dia.

A jogadora Stefany Krebs é surda. Isso não impediu que chegasse à seleção brasileira de futsal e se tornasse campeã mundial no ano passado. Também não freou o interesse do Palmeiras, que decidiu contratá-la para a equipe profissional com jogadoras que ouvem normalmente. Ela é a primeira surda do time alviverde. A surdez também não inviabiliza a comunicação com as companheiras, apenas transforma a troca de informações. Ela ensina a Língua Brasileira de Sinais (Libras) enquanto as amigas inventam gestos para as jogadas e para o dia a dia.

A equipe já combinou diversos sinais para o jogo, como pressão para roubar a bola, posicionamento e cuidado com o lançamento nas costas. A defensora Stella, uma das mais próximas de Stefany, explica que o segredo é fazer gestos, como agitar os braços quando quiser receber a bola. Para chamar a atenção quando a companheira está de costas, é preciso o contato corporal, como um toque no ombro. “Ela já falou que a gente pode empurrá-la para a chamar a atenção”, sorri Stella. “Tem sido um aprendizado muito legal para todo mundo”, revela.

Stefany, que gosta de ser apenas “Tefy”, também usa a leitura labial para entender o que os outros querem. Nesse caso, o interlocutor tem de articular bem as palavras e falar devagar. “Estamos conversando aos poucos. Elas falam ‘bom dia’ e eu me sinto feliz. Eu não estou sozinha. Estou sendo incluída”, diz a atleta com a ajuda de Eder Zanella, professor e intérprete de Libras que acompanhou a entrevista exclusiva ao Estado. A menina também é muda.

Obviamente, esse é um aprendizado lento. Apresentada na semana passada como um dos reforços da temporada, a atleta de 21 anos ainda está se adaptando. “No começo, eu estava nervosa e agitada, mas depois as coisas foram acontecendo. A angústia acabou. É um passo depois do outro”, explica. “Às vezes, o surdo tem medo de tentar. A gente tem voz. A gente consegue”, diz a jogadora.

Para facilitar a inclusão no time do Palmeiras – essa é uma palavra importante e que vai aparecer outras vezes -, o clube contratou especialistas no tema. O preparador físico William Bitencourt e a analista de desempenho Vanessa Silva trabalham no clube e também fazem parte da comissão técnica da seleção brasileira de futsal de surdos. “Estamos dando uma atenção maior a ela neste início. Antes do treino, apresentamos um vídeo e explicamos como vai ser o trabalho do dia. Depois, fazemos os ajustes. São pelo menos três sessões de treinos fora do campo com ela”, explica o profissional.

No treino da última quarta-feira, o Estado acompanhou parte dessa interação. No estádio Nelo Brancalente, em Vinhedo, cidade do interior que se tornou a sede do futebol feminino do Palmeiras, William se posiciona perto da linha lateral e orienta Tefy com frequência durante o treino coletivo. Sempre em Libras. Na hora das orientações do treinador Ricardo Belli, a mesma coisa.

Fonte:  https://www.librasol.com.br/jogadora-surda-faz-palmeiras-passar-a-usar-sinais-em-vez-de-gritos/
Postado por Antônio Brito 

Alunos do SESI de Americana (SP) criam porta inteligente que facilita acessibilidade de deficientes


Projeto de oito estudantes, criado a partir de dificuldade enfrentada por colega cadeirante, participa, em março, do Torneio de Robótica FIRST LEGO League
Foto: Arquivo Pessoal
Foi por meio da empatia que a estudante do SESI de Americana (SP) Luisa Beatriz Bozelli, 14 anos, percebeu como as diferenças podem somar. Depois de observar por um mês os problemas enfrentados por uma colega cadeirante na escola, ela e outros sete integrantes da equipe “Red Habbit”, uma das 100 selecionadas para a nova temporada do Torneio de Robótica FIRST LEGO League, criaram o projeto da Porta Inteligente Automática (PIA).
A PIA foi pensada para que uma pessoa com algum tipo de deficiência limitadora tenha mais autonomia. A porta tem um sensor de cartão magnético capaz de identificar o usuário pelos dados pessoais. Uma das idealizadoras do projeto, Luisa conta que a porta foi criada para evitar constrangimentos, como ocorreu com a colega de escola, em uma simples ida ao banheiro.
“Percebemos que uma das maiores dificuldades dela era a de abrir portas e isso a chateava, principalmente, quando ia ao banheiro. Toda vez, ela tinha que ir acompanhada. Como banheiro é uma situação mais individual, isso causava incômodo. Falamos com profissionais e disseram que isso poderia trazer diversos danos psicológicos para ela. Resolvemos pensar em uma solução que ajudasse a ter esse acesso autônomo ao banheiro”, explica.
Os alunos, preocupados com a segurança, fizeram pesquisas e entrevistas e conseguiram estipular um tempo médio que cada usuário precisa para usar o banheiro. Caso esse tempo seja maior que o previsto, o dispositivo na porta envia um sinal aos responsáveis por esse monitoramento. “O tempo você pode regular. Vamos supor que ele demora 15 minutos, mas ficou 17. Pode ser um indicativo de que está passando mal, pode ter desmaiado, então é emitido um alerta no computador onde está instalado o software e é possível abrir e salvar o deficiente, garantindo a segurança. Está em processo de implantação na nossa escola, mas o objetivo é levar para fora e conseguir atingir o objetivo de tornar o mundo mais acessível”, completa Luisa.
Em 2020, o Torneio de Robótica FIRST LEGO League será realizado entre os dias 3 e 6 de março, na Bienal de São Paulo. O tema deste ano é construir cidades inteligentes e sustentáveis (City Shaper). Os alunos são instigados a desenvolver soluções tecnológicas para dificuldades presentes no dia a dia das pessoas, como falta de acessibilidade e transporte ineficiente.
Em cada torneio, os estudantes são avaliados em quatro categorias. Em uma delas, a de Projeto de Inovação, os estudantes apresentam uma solução inovadora sobre o desafio da temporada. Em outra, a do Desafio do Robô, as máquinas são colocadas na mesa de competição e precisam atuar, por exemplo, com guindastes, elevador de obras, drone de inspeção e construções em aço. Tudo de forma lúdica e simulando situações reais. As equipes têm direito a três rounds, de dois minutos e 30 segundos cada, para execução das tarefas.
O professor de Robótica e técnico da equipe Red Habbit, Denis Rodrigo Santana, afirma que o papel do torneio é inserir o jovem em uma perspectiva positiva de futuro e estimular habilidades exigidas no mercado de trabalho. “É o caminho que o mundo está tomando. A gente vê cada vez mais a robótica presente na nossa vida, quase protagonista. Preparar o jovem, com esse trabalho em equipe, que é difícil adquirir, é um dos grandes desafios e faz toda diferença na vida desse jovem”, pontua Santana.
Para o supervisor técnico educacional do SESI de São Paulo, Ivanei Nunes, o FIRST LEGO League é um torneio que envolve o desenvolvimento do ser humano, do pesquisador e do robô. “Os alunos são desafiados a pensar em problemas do mundo real, a apresentar projetos. Com isso, vão exercitando a capacidade de se adaptar ao mundo que vai mudando. A robótica se tornou uma estratégia de aprendizagem muito importante e eficaz para que o jovem goste mais de estudar, sinta maior prazer em estar na escola e desenvolva habilidades que serão fundamentais para ele no futuro”, detalha.
A competição
O Torneio de Robótica FIRST LEGO League foi criado em 1998 pela FIRST - organização não governamental dos Estados Unidos - em parceria com o Grupo LEGO. A competição propõe que estudantes sejam apresentados ao mundo da ciência e da tecnologia de forma divertida, por meio da construção e programação de robôs feitos inteiramente com peças da tecnologia LEGO Mindstorm.
Desde 2006, o SESI investe na inserção da robótica educacional nas salas de aula. Atualmente, todas as 505 escolas contam com o programa no currículo, já que a instituição é responsável, no Brasil, pela organização da competição (etapas regionais e nacional) desde 2013.



Camila Costa
Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.
Fonte  https://www.agenciadoradio.com.br/noticias/alunos-do-sesi-de-americana-sp-criam-porta-inteligente-que-facilita-acessibilidade-de-deficientes-pind201693
Postado por Antônio Brito 

Nadador paralímpico supera câncer para ser destaque esportivo em Pernambuco

Júlio César foi destaque nas Paralimpíadas Escolares de 2019 / Foto: Gabriela Máxima/JC

Foto: Gabriela Máxima/JC
JC

Quem dúvida que o esporte é uma ferramenta poderosa de transformação de vidas? A pergunta é retórica e vem acompanhada da história que apresenta a mudança na família do jovem Júlio César Gomes. O garoto foi diagnosticado com osteossarcoma metastático – tipo de câncer ósseo que pode disseminar tumores para outros órgãos do corpo – quando tinha oito anos. Passou por tratamentos e cirurgia não conservadores, precisou amputar a perna direita e encarou limitações difíceis para uma criança ativa. Há cinco meses, porém, Júlio César começou a frequentar as aulas de natação a partir do Programa Forças no Esporte (Profesp), competiu em torneios estaduais, venceu e ganhou notoriedade. Foi um dos destaques de Pernambuco nas Paralímpiadas Escolares, com a conquista de dois ouros. Agora, ele vislumbra um futuro promissor. Sonha em fazer parte da seleção e ganhar o mundo.
Hoje Júlio Cesar tem 14 anos e acaba de completar cinco que superou o câncer. “Esse é o tempo que os médicos consideram cura da doença”, pontuou a mãe Jaqueline Gomes de Lima, que lembrou emocionada a trajetória de seu filho. De acordo com a matriarca da família, tudo começou quando Júlio sentiu uma dor incomum que veio acompanhada de um edema. Todos acreditavam que ele havia batido a perna em algum local, mas o machucado não melhorava e o tumor crescia rápido. O garoto também insistia que não havia se chocado em nenhum objeto, tampouco havia levado um tombo. A situação era estranha e começou a preocupar.


Júlio passou pelos hospitais do Tricentenário, em Olinda, Hospital das Clínicas e Hospital Osvaldo Cruz. “Tudo aconteceu muito rápido. Fomos encaminhados para os hospitais porque a situação parecia cada vez mais séria e os médicos queriam exames detalhados. Fizemos dois raios X até o doutor Pablo, do Osvaldo Cruz, pedir uma biópsia. Enquanto isso, a perna inchava, fica cada vez mais vermelha e quente. Não tinha arranhão. Ele não se alimentava, tinha muita febre e perdeu peso rápido”, relembrou.

O diagnóstico confirmou que o tumor era maligno e o mundo de Jaqueline desabou. Júlio César foi internado imediatamente. Mas ela só pensava que o pior aconteceria e que o mundo poderia ser cruel com uma criança deficiente. “A pior notícia foi saber da amputação. Uma criança de oito anos, no auge correndo, pulando e brincando, tirar uma perna... As pessoas no mundo são preconceituosas. Eu tive dificuldades para aceitar”, revelou. Para piorar a situação, o tumor estava grudado nas artérias e o câncer se tornou metastático. Surgiram tumores nos pulmões e nova cirurgia foi realizada.

A REVIRAVOLTA

Cinco anos depois de todo sofrimento, Júlio César deixou as complicações da doença para trás para encarar desafios no esporte. Matriculado no oitavo ano da Escola Argentina Castello Branco, ele recebeu o convite para participar do Programa Forças no Esporte (Profesp), que oferece aulas em modalidades esportivas para crianças e adolescentes. Júlio César ficou encantado com a possibilidade de nadar e optou ficar nas raias das piscinas. “Escolhi natação porque gostava de nadar quando a gente ia para a praia. Só sabia nadar com a cabeça fora da água. Mas participei de uma competição no Compaz e recebi convite para frequentar as aulas na Aabb (Associação Atlética Banco do Brasil)”, relatou o nadador, que hoje tem uma rotina de atleta profissional na instituição, localizada na Jaqueira, na Zona Norte do Recife.
Depois de se destacar nos Jogos Paralímpicos de Pernambuco, Júlio César se credenciou para disputar a maior competição para o segmento no País, as Paralimpíadas Escolares, em São Paulo, realizada em novembro. O pernambucano foi gigante e voltou para casa com dois ouros nos 50m costas e 50m livre, prova que também se tornou recordista. Os resultados confirmam que o garoto é um talento em desenvolvimento. Pode, inclusive, começar a ganhar o benefício Bolsa Atleta destinado para os atletas escolares a partir de 2020. Na prática, ele terá direito ao auxílio se fizer a inscrição. Poderá receber o valor de R$ 650,00 e ter o acompanhamento de nutricionista. “Penso nisso também e sonho em ajudar minha mãe a terminar de construir nossa casa. Eu estou gostando muito. Viajei e conheci novas pessoas de todos os estados do País. Competi com pessoas do Brasil inteiro. Eu penso que agora eu posso virar um nadador com reconhecimento nacional e representar o Brasil em competidores internacionais”, finalizou o nadador, cheio de sonhos.

Fonte  http://www.blogdoveras.com/2020/01/nadador-paralimpico-supera-cancer-para.html?spref=fb&m=1

Postado por Antônio Brito 

Bicicleta para cegos se torna uma realidade em Volta Redonda


Bicicleta para cegos se torna uma realidade em Volta Redonda

No dia 13 de dezembro foi inaugurado na Praça Pandiá Calógeras, Volta Redonda (RJ) a primeira bicicletaria especialmente adaptada para indivíduos cegos, com Síndrome de Down, Transtorno do Espectro Autista, além de outras pessoas com mobilidade reduzida e idosos.
O projeto, denominado Bike Anjo, consiste na disponibilização de dezenas de bicicletas para pessoas até então impossibilitadas e até marginalizadas da possibilidade de usufruio do instrumento de locomoção.
Após aprovação de edital nacional do “Fundo Local Bike Anjo”, os idealizadores do projeto receberam uma verba inicial de R$ 6 mil para iniciarem a empreitada.
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O dinheiro foi usado para a compra de bicicletas dobráveis e outros modelos para atendimentos personalizados, além do desenvolvimento próprio de uma versão da ODKV, uma bicicleta criada em 2014 especialmente idealizada para pessoas com mobilidade reduzida ou com certas limitações.
“As bicicletas gêmeas são consideradas uma ferramenta de inclusão, acessibilidade e liberdade, dando oportunidade ao deficiente visual de guiar, em uma experiência sensorial incrível,” diz o articulador do Bike Anjo Volta Redonda, André

Bicicleta para cegos se torna uma realidade em Volta Redonda
Foto: Divulgação.

De acordo com André, a iniciativa de adquirir as bicicletas adaptadas, incluindo a Bike ODKV (o de cá, vê) surgiu durante o Desafio Intermodal na Semana de Trânsito de 2017, quando alguns membros da ONG Embrião conheceram um deficiente visual que mostrou na prática todas as dificuldades enfrentadas ao utilizar transporte público em Volta Redonda.
“O desafio intermodal é como uma corrida de regularidade, seguindo as regras de trânsito e cidadania, em que comparamos a eficiência de diversos modais de transporte, como carro, ônibus, bicicleta, moto, skate, patinete, bicicleta elétrica, caminhada e outros que possam surgir,” conta André.
Após esse dia, o deficiente visual pôde pedalar posteriormente numa Tandem – uma bicicleta para duas ou mais pessoas, cujos assentos e pedais são alinhadas um atrás do outro.
“Foi uma manhã de pedalada que nos motivou a buscar novas soluções para pessoas que tenham qualquer tipo de dificuldade ignorada pelo sistema, pois ela saiu muito empolgada e propagou este dia para todos de seu convívio, inclusive outras pessoas com deficiência visual de sua escola,” relatou André.
Após a aplicação do uso de bicicletas dobráveis e semelhantes, que foi bastante bem-sucedido, a ONG expandiu seus serviços de modo a atender um número maior de pessoas; indivíduos com autismo e síndrome de Down passaram a ser contemplados.
“O projeto foi lançado no dia 16 de dezembro e terá continuidade ao longo do ano de 2019, quando, além das aulas semanais personalizadas, faremos também passeios programados por vários locais da cidade com pequenos grupos,” informou o coordenador.
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Para participar do projeto, é necessário se cadastrar no serviço do Bike Anjo Volta Redonda, de modo que a programação e os grupos possam ser formados com o número correto de pessoas. A inscrição pode ser feita clicando nesse link.
A ONG busca patrocinadores locais para conseguir adquirir novas bicicletas especiais. De acordo com André, o próximo passo é comprar uma Handbike, bicicleta para pessoas que não têm o movimento das pernas, mas que podem pedalar usando as mãos!

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Fonte: Foco Regional

Lealdade: Labrador de menino autista não sai de perto dele nem no hospital

James Isaac tem 9 anos, é autista e possui um companheiro inseparável: Mahe, um labrador.

A organização Assistance Dogs New Zealand Trust treinou Mahe por seis meses, desde que ele era um filhote, para ajudar crianças com autismo, devido seu comportamento calmo e por ser extremamente dócil, o labrador rapidamente transformou a vida do garoto desde que chegou, 3 anos e meio atrás.

Antes disso, Michelle a mãe do garoto, contou que era extremamente difícil sair de casa com ele: “Nós não podíamos nem mesmo ir a um café como uma família. James ficava muito ansioso e queria sair imediatamente. Mas, desde que Mahe chegou, James consegue sentar e ficar nos esperando terminar o café.”

E por causa desse vínculo tão forte entre os dois, o labrador foi autorizado a acompanhá-lo numa ressonância magnética para diagnosticar a causa das convulsões que vinha sofrendo.

labrador
Reprodução/Facebook/Assistance Dogs New Zealand

“Ele estava apenas olhando para James, e olhando realmente preocupado”, disse a mãe ao observar que durante o procedimento que James estava sob efeito de anestesia geral o melhor amigo não saiu dali e ainda ficou conferindo se tudo ocorria bem. O momento foi comovente e os pais registraram tudo. Mahe tratou logo de se aconchegar bem pertinho de James até mesmo na maca.

Lealdade: Labrador de menino autista não sai de perto dele 

James Isaac tem 9 anos, é autista e possui um companheiro inseparável: Mahe, um labrador.

A organização Assistance Dogs New Zealand Trust treinou Mahe por seis meses, desde que ele era um filhote, para ajudar crianças com autismo, devido seu comportamento calmo e por ser extremamente dócil, o labrador rapidamente transformou a vida do garoto desde que chegou, 3 anos e meio atrás.

E por causa desse vínculo tão forte entre os dois, o labrador foi autorizado a acompanhá-lo numa ressonância magnética para diagnosticar a causa das convulsões que vinha sofrendo.

labrador
Reprodução/Facebook/Assistance Dogs New Zealand

“Ele estava apenas olhando para James, e olhando realmente preocupado”, disse a mãe ao observar que durante o procedimento que James estava sob efeito de anestesia geral o melhor amigo não saiu dali e ainda ficou conferindo se tudo ocorria bem. O momento foi comovente e os pais registraram tudo. Mahe tratou logo de se aconchegar bem pertinho de James até mesmo na maca.

labrador
Reprodução/Facebook/Assistance Dogs New Zealand

Os cães podem ser ensinados a distrair seus companheiros, avisar os outros membros da família de um evento inesperado ou até mesmo rastrear pessoas desaparecidas e objetos.

Mahe, significa “Dom de Deus”, o cachorro não só acalma o garoto como também foi treinado para mantê-lo protegido. Quando estão fora de casa, James é preso por uma corda ao cachorro, se ele começa a correr muito ou vai muito longe, o amigo senta e não.

“Há uma mágica que acontece entre uma criança com autismo e os cães, eles acalmam as crianças. As crianças mantém contato visual com o cão muitas vezes mais do que com seus próprios pais e irmãos”, explica Wendy Isaacs, gerente da organização.

Fonte https://razoesparaacreditar.com/labrador-menino-autista-hospital/

Postado por Antônio Brito 

Bancos disponibilizam linhas de crédito para deficientes

Financiamento é direcionado para aquisição de bens e serviços que contribuem com o bem-estar e a promoção de maior inclusão social

Raphael Fernandes*, do R7

Crédito é para itens de inclusão

Com intuito de disponibilizar mais acessibilidade para pessoas com deficiência, algumas instituições financeiras estão disponibilizando linhas de crédito para pessoas com deficiência. O financiamento é permitido para aquisição de bens e serviços que contribuem com o bem-estar e a promoção de maior inclusão social das pessoas com deficiência.

Leia mais: Comércio terá semana de descontos para o aniversário de São Paulo

Fábio Gallo, professor de finanças da FGV (Fundação Getúlio Vargas), diz que esse tipo de crédito é mais barato. "Essas linhas de crédito são preferenciais, portanto são mais baratas comparativamente do que as linhas abertas ao público no geral."

Gallo também comentou sobre os cuidados ao entrar nesse tipo de empréstimo. "Os cuidados que as pessoas devem ter ao tomar esses créditos são os mesmos de qualquer outro tomador de crédito. Só realizar operação de crédito se realmente for necessário. Comparar com outras alternativas. Colocar as prestações no seu orçamento e ao mesmo tempo buscar economias nas suas despesas para poder sair logo do endividamento e gerar algum grau de poupança."

Ricardo Teixeira, coordenador do MBA de Gestão de Financeira da FGV, completa dizendo que é preciso estar atento se o crédito pode ficar mais caro com o tempo.

"Analisar se existe algum tipo de reciprocidade exigida que possa fazer com que esse crédito fique mais caro que está aparecendo e se existe algum tipo de limitador que precise pensar a respeito para não se arrepender futuramente. Ficar atento ao custo efetivo total de cada operação. Só se usa crédito quando precisa."

Arte / R7

Banco do Brasil

De acordo com o Banco do Brasil, a linha Crédito Acessibilidade financiou em 2019 10.405 itens de tecnologia assistiva, como próteses, aparelhos auditivos e cadeiras de rodas.

A modalidade é voltada para pessoas físicas, correntistas do Banco do Brasil, com limite de crédito disponível e renda mensal bruta de até 10 salários mínimos. A instituição disponibiliza uma lista com mais de 300 itens que podem ser adquiridos a partir da linha de crédito.

O valor mínimo de financiamento é de R$ 70, com máximo de R$ 30 mil. O prazo de pagamento é de 4 a 60 meses, com as taxas variando entre 0,41% a 0,45% ao mês. As prestações são debitadas automaticamente na conta corrente.

O BB (Banco do Brasil) informou que São Paulo foi o estado brasileiro que mais utilizou a linha de crédito, ao contabilizar 3.816 operações, totalizando R$ 34.182.883,74.

Para mais informações acesse o site do banco.

Santander

A modalidade está disponível apenas para correntistas do banco. Assim como o BB, no Santander o financiamento é permitido para equipamentos destinados a acessibilidade como cadeiras de rodas, aparelhos auditivos, órteses, próteses, andadores, adaptações em imóvel residencial e veículos, entre outros produtos de tecnologia assistiva.

Para contratar o empréstimo, o cliente deve procurar um fornecedor, solicitar o orçamento e levar até a agência. O prazo é de até 48 vezes com taxas a partir de 1,95% ao mês. As parcelas são debitadas automaticamente.

O cliente deve encaminhar a Nota Fiscal do equipamento ou do boleto bancário vinculado ao CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) da empresa fornecedora do bem, acompanhado do pedido de compra em que conste a descrição do item adquirido, como forma de comprovar a destinação dos recursos.

Bradesco

No Bradesco a linha de crédito é destinada para clientes correntistas (pessoas com deficiência) e Pessoas Jurídicas interessadas em adquirir bens com características de acessibilidade. 

O prazo de pagamento do empréstimo é até 48 meses. A taxa do crédito é a partir de 2,56% ao mês. O valor varia de acordo com a capacidade de pagamento.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

Fonte  

https://noticias.r7.com/economia/bancos-disponibilizam-linhas-de-credito-para-deficientes-19012020?amp
Postado por Antônio Brito 

Secretaria abre concurso para acessibilizar bibliotecas públicas


Imagem: impresso braile, um dos equipamentos disponibilizados

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe até 30 de janeiro de 2020 projetos de bibliotecas públicas do Estado de São Paulo, interessadas em receber equipamentos de tecnologia assistiva capazes de assegurar o acesso à leitura para pessoas com deficiência visual.

A ação faz parte do programa São Paulo + Inclusão Bibliotecas, que tem como parceiro o Fundo de Interesse Difusos (FID) da Secretaria da Justiça e Cidadania e juntos já entregaram equipamentos há mais de 60 bibliotecas públicas.

Os interessados em participar devem indicar em formulário específico (abaixo) como pretendem aprimorar os serviços bibliotecários para as pessoas com deficiência e qual estratégia será utilizada para divulgação dos novos serviços com foco no público com deficiência visual.

As bibliotecas vencedoras receberão kits compostos pelos seguintes equipamentos: scanner leitor de mesa, linha braile e computador.

O formulário deve ser preenchido no link http://bibliotecas.sedpcd.sp.gov.bre as propostas bem como, anexos, digitalizados e devidamente assinados, devem ser enviados para o e-mail spmaisinclusaobibliotecas@sedpcd.sp.gov.br ou encaminhados pelo correio.


SERVIÇO
Abertura do edital - São Paulo + Inclusão Bibliotecas
Data de inscrição:
 até 30 de janeiro de 2020
Inscrições: http://bibliotecas.sedpcd.sp.gov.br
Envio de documentação: spmaisinclusaobibliotecas@sedpcd.sp.gov.br
Endereço para envio, caso haja necessidade: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda – São Paulo – SP
CEP: 01156-001
Fonte http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ultimas-noticias/secretaria-abre-concurso-para-acessibilizar-bibliotecas-publicas
Postado por Antônio Brito 

Participação no Encontro com Fátima Bernardes


Falamos sobre a paternidade sobre rodas
Aparecer na Globo é um sonho de muita gente. Aparecer ao vivo, em rede nacional e ser entrevistado pela maior musa do jornalismo brasileiro, é um privilégio incalculável! E foi isto que aconteceu comigo e minha família no dia 29 de outubro! Tudo começou quando enviei uma mensagem para o programa através do site contando um pouco da nossa história e do meu dia a dia com os gêmeos. Depois de um mês e pouco a produção do programa me ligou chamando para participar ao vivo e mostrar o que representa a paternidade na minha vida, e como me adaptei para recebê-la. Resolvemos todos os detalhes por email, nos mandaram as passagens e fomos na segunda feira dia 28. Ficamos num hotel por conta deles e no dia um motorista nos levou cedo para o Projac. 
Fomos para o estúdio em um carrinho elétrico adaptado!
O tamanho do complexo impressiona, entramos pela portaria 3, e para chegar lá foram vários minutos rodando desda a primeira portaria. Nos identificamos, assinamos uma autorização para a entrada dos meninos e entramos. Logo ao entrar há um estacionamento de carrinhos elétricos, tipo aqueles de Golf, mas precisei esperar até buscarem o carrinho adaptado. Nele, subi com a cadeira, travaram ela no chão e seguimos para o estúdio. Nos receberam muito bem, mostraram o palco principal e onde ficaríamos. A estrutura da Globo é impecável, as pessoas muito solícitas e profissionais. A Maju, produtora da Fátima, nos recebeu muito bem, deu todas as orientações e nos deixou nos camarins, onde havia comida e bebida à vontade. Logo levaram a Gi para a maquiagem, depois eu fui, e aguardamos.
Bastidores do programa, a plateia e parte do estúdio
Faltando meia hora para começar o programa, a Maju nos levou para o palco. Ficamos na platéia e os artistas foram chegando. A Fátima chegou em seguida e foi muito simpática, disse que gostou muito da nossa história e agradeceu pela participação. Em seguida apresentaram a equipe de segurança, explicaram sobre a estrutura do estúdio e o que fazer em situação de emergência.
Max falando com a Fátima sobre meu acidente
Nossa participação foi no segundo bloco, assim que voltou dos comerciais a Fátima introduziu o assunto e nos chamou para o palco. Fiquei ao lado dela e a Gi no sofá com as crianças. Ela começou me perguntando sobre o processo para ter os filhos, e como lidei com os bebês no início, pois com a cadeira e as limitações físicas, tudo fica mais complicado. Falei sobre as adaptações que fiz na nossa casa para manusear melhor os bebês, como os berços em “L” para permitir o acesso da cadeira, com lateral deslizante para ficar no nível da cadeira, e o trocador que permite que eu entre com a cadeira de rodas embaixo, para trocar fraldas e roupas. E ainda hoje preciso adaptar o jeito de vestir e cuidar deles.
Eu e os meninos com a Fátima Bernardes!
Expliquei também que para a criança é legal ter um pai na cadeira de rodas, pois para eles ela é um carrinho grande, no qual elas podem rodar, empoleiradas no meu colo, e gostam de brincar em cima dela. Minha esposa Giordana falou sobre o início, que não queria ter filhos mas foi convencida por mim, e que os meninos já entendem as minhas limitações e até me ajudam quando fico sozinho com elas.
Com a atriz Cyria Coentro, muito simpática!
O psiquiatra Jairo Bouer contribuiu refletindo sobre como as crianças crescem com um olhar mais inclusivo por serem filhas de cadeirante. O ator Rainer Cadete falou sobre a relação dele com o filho Pietro, assim como o cantor Felipe Araújo. A Atriz Cyria Coentro também opinou sobre a paternidade, e como alguns pais sem deficiência dão desculpas para não ajudar. Falei sobre o dia a dia com os gêmeos, que tenho o privilégio de acompanhar, almoço todos os dias com eles, escovo os dentes, ajudo a arrumar e levo na escola, onde ficam na parte da tarde. Ao final do dia busco os dois, lanchamos juntos e fico sozinho com eles brincando até a chegada da minha mulher.
Max e Anne deram um show à parte. Ficaram muito à vontade no palco, falaram no microfone da Fátima, correram e pularam pra todo lado! Deram um tom divertido à entrevista e mostraram ser crianças desinibidas e felizes! Max resolveu, do nada, contar para a Fátima como foi o acidente que me deixou na cadeira. Muito espontâneo!
Com André Curvello, o cara é uma figura, muito gente boa!
Não falei tudo que queria, ao longo da entrevista a gente se envolve e esquece! O mais importante deixei de fora, que é a dor crônica que me limita mais do que a cadeira, e se adaptar a ela é muito mais difícil. Não falei também sobre meu livro, que escrevi para ajudar outros cadeirantes a se adaptarem e terem mais qualidade de vida. Mas valeu! 
Ao final da entrevista tiramos fotos e conversamos com a Fátima e os artistas, foram muito simpáticos conosco. A Fátima Bernardes é muito simpática, acessível e conhece bem os convidados, sabia de toda nossa história, do meu trabalho no blog e nas redes sociais em prol da melhoria de qualidade de vida dos deficientes.

Fonte  https://www.blogdocadeirante.com.br/2019/11/participacao-no-encontro-com-fatima.html?m=1
Postado por Antônio Brito 

Deficientes "presos em casa" por falta de ajuda financeira

As pessoas com deficiência chegam a esperar dois anos pelos apoios à mobilidade atribuídos pela Segurança Social. A Confederação Nacional de Organismos de Deficientes afirma que existem várias pessoas "presas em casa" por falta de cadeiras de rodas motorizada  ou de carros adaptados.


“Pessoas que passam por uma ansiedade bastante grande, enquanto estes produtos não vêm. Alguns deles têm uma grande implicação na mobilidade”, afirmou o presidente da Confederação Nacional de Organismos de Deficientes, Cabaço dos Reis, à Antena 1. Em causa está o funcionamento do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA), que é tutelado pela Segurança Social.O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social garante que em 2020 vai haver mais verbas para estes apoios. Estão reservados 20 milhões de euros, quase o dobro do calor disponível em 2016.

Assista à entrevista em áudio AQUI. e AQUI.

Segundo o Ministério tutelado por Ana Mendes Godinho, citado pelo Jornal de Notícias, “na subclasse adaptações para carros do SAPA, foram apoiados, no ano passado, 106 produtos pedidos por 71 pessoas”.O Jornal de Notícias dá o exemplo de um tetraplégico de 51 anos, trabalhador da Nokia, que em 2017 pediu uma cadeira de rodas elétrica para substituir a manual que usa atualmente, sem condições. Mas, dois anos depois, continua a aguardar resposta da Segurança Social.

No entanto, encontravam-se ainda pendentes “271 produtos para 184 beneficiários”. O Governo admite que “há casos residuais de 2017 e 2018, que ainda não foram contemplados”. Jorge Falcato, o primeiro deputado eleito de cadeiras de rodas para a Assembleia da República, afirma à Antena 1 que “o sistema nunca funcionou bem”.

“De maneira que as queixas são recorrentes. Há muitas diferenças, há centros regionais de Segurança Social que funcionam melhores do que outros. E há muitas assimetrias”, acrescentou. Segundo Jorge Falcato, que foi deputado entre 2015 e 2019 como independente nas listas do Bloco de Esquerda, “há pessoas que têm cadeiras elétricas e esperam meses por umas baterias”.

“Depois, quando o processo está concluído, há situações em que se alega a falta de orçamento, falta de dinheiro, para fazer o pagamento do produto de apoio”, acusou.

Fonte: RTP.pt
https://tetraplegicos.blogspot.com/2020/01/deficientes-presos-em-casa-por-falta-de.html?spref=fb&m=1

Postado por Antônio Brito 

19/01/2020

Rede empodera educadores e estimula práticas inclusivas

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Proposta de encontros formativos valoriza o compartilhamento de experiências entre os profissionais e o trabalho colaborativo no ambiente
Somos educadoras da rede municipal de Cotia (SP) e, em 2019, participamos do Diversa Presencial Site externo, formação em educação inclusiva voltada para profissionais envolvidos com o processo de escolarização de estudantes público-alvo da educação especial em escolas comuns.
Como segunda fase da formação, realizamos na sequência o DIVERSA Presencial Monitoramento, cujo objetivo é colaborar para a replicação da metodologia apreendida durante os encontros. A ideia era planejar e executar formações para a nossa própria rede municipal, com o intuito de compartilhar os conhecimentos adquiridos.
Em sala de aula, educadoras de Cotia se apresentam para grupo. Ao fundo, televisão com imagem dos educadores com o texto: DIVERSA presencial monitoramento - Cotia 2019. Atrás das educadoras, há um banner do DIVERSA presencial. Fim da descrição.

Em Cotia, fizemos o monitoramento com um grupo de professoras e professores coordenadores de duas escolas municipais, a E.M. Bairro da Caputera e E.M. Maria Aparecida de Oliveira Pedroso, que atenderam ao perfil delineado inicialmente pela equipe de facilitadores da formação, tendo como característica a presença das etapas da educação infantil Site externo e ensino fundamental. A intenção era que tivéssemos professores dessas etapas em diálogo nos encontros propostos, impactando diretamente 1.478 pessoas da comunidade escolar.

O processo formativo

Foram realizados dez encontros entre a equipe de facilitadores, professores e coordenadores, nos quais foram apresentadas seis situações desafiadoras presentes no cotidiano escolar das unidades participantes. A proposta era refletir sobre a educação inclusiva a partir da realidade dos educadores.
Ao longo dos encontros, escolhemos quatro situações que permearam as discussões, bem como apoiaram a escolha de temas para pesquisa. Posteriormente, cada educador apresentaria as discussões para a sua comunidade escolar.
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Dessa maneira, à medida que os encontros foram ocorrendo, deixamos de ser ouvintes passivos para abraçar um movimento dialógico: as contribuições de todos começaram a delinear as discussões sobre as situações desafiadoras e também sobre os temas de pesquisa. Saímos de uma postura de formação pré-formatada e deixamos que os questionamentos provindos do “chão da sala de aula” nos guiassem.

Educadores empoderados

Ficamos impressionados com a contribuição das formações para o empoderamento de todos os atores escolares. Abandonamos a posição de “detentores de saber” para valorizar a importância do trabalho colaborativo.
Por fim, trilhamos um processo formativo no qual não havia ações predeterminadas, em que foi possível observar a mudança de percepção do grupo. Mesmo diante dos desafios presentes no cotidiano escolar, é possível construir em conjunto outras possibilidades que garantam o acesso, a permanência e o aprendizado Site externo a todas as alunas e os alunos da escola.
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DIVERSA Presencial está com inscrições abertas Site externo
Percebemos que os educadores que participaram da formação se tornaram mais ativos e empáticos, passando a olhar o estudante como protagonistas de sua própria história, alguém com potencialidades Site externo e agentes do fazer.
Ao final do processo, pedimos para que cada educador avaliasse a formação. Abaixo apresentamos um mosaico com as principais palavras apresentadas por eles:
Ilustração que se refere à avaliação dos professores. Consiste em um círculo dentro do qual há um mosaico de hexágonos coloridos, com uma palavra motivadora em cada um. As palavras são: Pesquisador, Ativo, Reflexivo, Participativo, Construção da identidade (Unidade de ensino/professor), Empoderamento, Olhar Humanizado, Olhar sobre o aluno, Conhecimento das potencialidades, Construção coletiva. Ao lado dos hexágonos e dentro do círculo, estão os termos Políticas públicas e Formação continuada. Fim da descrição.
As ações “políticas públicas” e “formação continuada Site externo” foram as únicas que partiram da equipe de mediadores, uma vez que entendemos que há interligação entre elas e somos agentes responsáveis por colocá-las em prática.

Queremos multiplicar conhecimentos

Além dos dez encontros, também foram realizadas discussões com equipe de facilitadores para avaliarmos o processo formativo. Esses momentos foram prazerosos, incentivadores e instigantes. Nos sentimos seguros para desenvolver um método novo de aprendizado coletivo.
Para 2020, pensamos em dar continuidade a esse processo de formação continuada com a metodologia do DIVERSA presencial. A ideia é expandir a proposta de encontros a escolas polos de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a quatro unidades escolares que responderam à pesquisa de interesse, realizada em 2019. E que venham mais e mais aprendizados com enriquecimento e investimento do potencial humano.

Este relato de experiência é fruto da participação dos autores na edição 2019 do DIVERSA Presencial Site externo – formação para profissionais envolvidos com o processo de escolarização de estudantes público-alvo da educação especial em escolas comuns, desenvolvido pelo Instituto Rodrigo Mendes Site externo em parceria com a Fundação Volkswagen Site externo. Por meio de parcerias com secretarias municipais de educação, o projeto tem como objetivo contribuir com a ampliação de conhecimentos sobre a educação inclusiva a partir de situações reais e desafiadoras escolhidas pelos participantes.
O DIVERSA Presencial está com edital aberto para 2020. As inscrições devem ser feitas pelos representantes das secretarias por meio do preenchimento do formulário on-line Site externo até 31 de janeiro.
Fonte  https://www.diversa.org.br/relatos-de-experiencia/rede-empodera-praticas-inclusivas/
Postado por Antônio Brito