Iniciativa
será apresentada neste domingo, durante o Aviva Leopoldina, e dará
acesso gratuito a próximas experiências de aprendizagem realizadas em
espaços culturais da cidade
Criadora do projeto autoral “Aprender na
Prática, Territórios do Conhecimento”, a psicopedagoga Luciana Zandoná
Santana participará do Aviva Leopoldina, um dos maiores mutirões de
cidadania da região da Vila Leopoldina, em São Paulo, que será realizado
neste domingo (23), com o objetivo de aproximar sua metodologia de
famílias de pessoas com deficiência (PCDs) e de crianças e adolescentes
com transtornos ou dificuldades de aprendizagem. O evento reunirá, em um
único dia, mais de 40 serviços gratuitos nas áreas de saúde, cidadania,
capacitação, acolhimento, lazer e entretenimento, com a proposta de
promover dignidade, acesso a direitos, dignidade e promover o
fortalecimento dos vínculos comunitários.
Durante o evento, Luciana irá apresentar
às famílias o “Aprender na Prática, Territórios do Conhecimento”,
projeto que utiliza museus, espaços históricos, equipamentos culturais e
outros territórios da cidade como ambientes para estimular a
aprendizagem a partir de experiências concretas.
A psicopedagoga também estará acompanhada
de crianças, adolescentes e familiares que já participaram das
atividades e poderão compartilhar suas experiências com o público. Como
forma de ampliar o acesso à iniciativa, Luciana concederá cortesias a
famílias interessadas para participarem das próximas atividades em grupo
programadas para agosto e setembro.
“Quero aproveitar o Aviva para chegar a
famílias que muitas vezes não conhecem esse tipo de possibilidade. Mais
do que explicar o projeto, queremos mostrar, por meio de quem já
participou, como essas experiências acontecem e como a cidade pode se
transformar em um espaço de aprendizagem, convivência e descoberta”,
explica Luciana.
Com 27 anos de experiência na educação,
sendo 20 dedicados à alfabetização e 16 à reabilitação neurológica
infantil, Luciana desenvolveu a metodologia a partir de sua experiência
profissional. Ela também acumula 13 anos de atuação no Centro de
Reabilitação da AACD.
Nas vivências do projeto, os participantes
são estimulados a observar, experimentar, interpretar e estabelecer
relações com os ambientes visitados. A partir dessas experiências, a
psicopedagoga pode observar aspectos relacionados à atenção, memória,
linguagem, raciocínio, comportamento, autonomia e interação social.
“Quando levamos a aprendizagem para uma
experiência real, conseguimos perceber habilidades e necessidades que
nem sempre aparecem nos espaços tradicionais. Um museu, um jardim, um
prédio histórico ou uma rua podem despertar curiosidade, favorecer a
autonomia e criar novas possibilidades de aprendizagem”, afirma. Entre
as próximas atividades está uma visita mediada à Casa das Rosas, na
Avenida Paulista, programada para 29 de agosto, das 10h às 11h30,
destinada a crianças com dificuldades de aprendizagem e/ou pessoas com
deficiência. A experiência terá como tema “Rosas que nomeiam: o jardim
da Casa das Rosas”. A participação nas atividades será gratuita,
mediante inscrição antecipada. Novas vivências serão realizadas em
setembro, dando continuidade à programação do projeto.
Serviço: Aviva Leopoldina 2026
Data: 23 de agosto de 2026, das 10h às 16h
Entrada: gratuita
Local: Rua José César de Oliveira, 120 – região da Vila Leopoldina, São Paulo
A equipe brasileira contou com uma
formação diferente, com atletas que ainda não haviam estreado na
competição. Entre eles estavam a carioca Hawanna Ribeiro, única mulher
da equipe; o paulista Gabriel Benevides, atleta mais jovem da Seleção
Brasileira, com 16 anos; e o catarinense Rafael Hoffmann, que foi o maior pontuador do Brasil, com oito tries.
“A Austrália é um time muito forte, está
entre o top 5 do mundo, foi um jogo difícil, mas foi um bom teste para
rodarmos outras peças da equipe e ganharmos experiência”, afirmou
Hoffmann.
As quatro primeiras equipes de cada grupo
avançam às quartas de final, que começam na sexta-feira, 21. Com o
resultado desta quarta-feira, o Brasil segue na quarta colocação do
Grupo A. A Austrália lidera a chave, seguida por Estados Unidos e Países
Baixos. Canadá e Nova Zelândia completam a classificação, em quinto e
sexto lugares, respectivamente.
No Grupo B, o Japão ocupa a primeira colocação, seguido por França, Grã-Bretanha, Dinamarca, Alemanha e Colômbia.
Nesta quinta-feira, 20, o Brasil encerra
sua participação na fase de grupos com dois jogos. Às 11h (horário de
Brasília), enfrenta a Nova Zelândia e, às 19h30, encara os Estados
Unidos. Ambos os jogos serão transmitidos nos canais SporTV.
Ao fim da fase de grupos, a posição de
cada seleção na tabela define os confrontos das quartas de final. O
primeiro colocado do Grupo A enfrenta o quarto do Grupo B; o segundo do
Grupo A encara o terceiro do Grupo B; o terceiro do Grupo A joga contra o
segundo do Grupo B; e o quarto do Grupo A enfrenta o primeiro do Grupo
B.
Sobre o Mundial
Organizado
pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da
modalidade, o Campeonato Mundial reúne 12 seleções e aproximadamente 140
atletas.
O Brasil integra o Grupo A, ao lado de
Austrália, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Países Baixos. O
Grupo B é formado por Japão, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Colômbia e
Dinamarca.
Esta é a segunda participação da Seleção
Brasileira em um Mundial de rúgbi em cadeira de rodas. O torneio também
marca a primeira vez que a principal competição internacional da
modalidade é realizada na América do Sul. Atualmente, o Brasil ocupa a
sétima posição no ranking mundial.
O Mundial tem entrada gratuita e é aberto
ao público. Os interessados podem comparecer ao Centro de Treinamento
Paralímpico, na zona sul de São Paulo, para acompanhar os jogos da
Seleção Brasileira e das demais equipes participantes.
Confira todos os resultados desta quarta-feira (19/08):
Colômbia 40 x 51 França
Alemanha 44 x 52 Grã-Bretanha
Japão 56 x 43 Dinamarca
Países Baixos 44 x 40 Nova Zelândia
França 54 x 40 Alemanha
Grã-Bretanha 48 x 62 Japão
Canadá 39 x 49 Estados Unidos
Colômbia 43 x 64 Dinamarca
Brasil 32 x 59 Austrália
Confira todos os jogos desta quarta-feira (20/08):
9h – Canadá x Países Baixos
9h30 – França x Japão
11h – Brasil x Nova Zelândia
11h30 – Austrália x Estados Unidos
15h – Dinamarca x Alemanha
15h30 – Japão x Colômbia
17h – Canadá x Nova Zelândia
17h30 – Austrália x Países Baixos
19h – França x Grã-Bretanha
19h30 – Brasil x Estados Unidos
Imprensa
Os
profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial de
rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com
os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço
Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas
Datas: de 17 a 23 de agosto
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
A Rede In apresenta, no Pacto 33, 69
metas para educação, trabalho, acessibilidade, vida independente e
outras áreas e convoca candidaturas ao Executivo e ao Legislativo a
assumi-las publicamente.
Ampliar
em 70% os vínculos formais de trabalho; expandir progressivamente a
acessibilidade nos serviços públicos, assegurando condições de autonomia
e vida independente para pessoas com deficiência; qualificar a
educação inclusiva e articular uma resposta nacional às violências estão
entre as propostas do Pacto 33: Recomendações para um Brasil
Anticapacitista (2027 a 2030), lançado pela Rede Brasileira de Inclusão
da Pessoa com Deficiência (Rede In). A publicação está disponível em
duas versões, ampliada e executiva, cada uma com um QR Code que leva a formatos acessíveis, para que mais pessoas possam conhecer e acompanhar a iniciativa.
O documento reúne oito propostas
estratégicas e intersetoriais, 69 metas com prazos entre 2027 e 2030 e
nove diretrizes de governança. A publicação foi elaborada coletivamente
pelas organizações que integram a Rede In, em um processo de diálogo e
sistematização conduzido por oito grupos de trabalho. Dirigido a quem
concorre a cargos no Executivo e no Legislativo, principalmente na
esfera federal, o Pacto busca contribuir para que os direitos das
pessoas com deficiência estejam presentes nos compromissos públicos,
programas de governo e prioridades legislativas do próximo ciclo
governamental.
Entre as metas estão a estruturação do
Sistema Nacional de Avaliação Unificada da Deficiência (Sisnadef), a
instituição de um sistema nacional de proteção e resposta às violências
contra pessoas com deficiência, a regulamentação da profissão de
assistente pessoal e a garantia de que ao menos 70% dos profissionais da
educação tenham acesso, até 2030, à formação inicial e/ou continuada em
práticas pedagógicas acessíveis e anticapacitistas.
“O Pacto 33 existe porque os direitos
humanos das pessoas com deficiência ainda encontram inúmeras barreiras
para serem efetivados no cotidiano. Queremos contribuir para que o
próximo ciclo governamental transforme direitos já reconhecidos em
políticas públicas concretas, com metas, prazos, responsabilidades e
acompanhamento”, afirma Ana Cláudia M. de Figueiredo, diretora executiva
da Rede In.
As candidaturas e partidos que se
comprometem a incorporar as propostas ao programa de governo ou de
mandato poderão preencher o formulário específico, disponível na bio do Instagram da Rede In. As adesões serão divulgadas nas redes sociais da rede, na ordem de recebimento e sem distinção partidária.
“A publicação será um importante subsídio
de apoio às ações de transição de governo, além de instrumento de
mobilização e controle social, que permitirá à sociedade acompanhar e
cobrar dos novos representantes públicos o fortalecimento de políticas
públicas e a efetivação dos direitos das pessoas com deficiência no
país”, enfatiza Ana Cláudia.
Por que Pacto 33?
O nome faz referência ao artigo 33 da
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), que
assegura a participação da sociedade civil, especialmente das próprias
pessoas com deficiência e de suas organizações representativas, no
monitoramento da implementação da CDPD.
A Convenção foi incorporada ao
ordenamento jurídico brasileiro com valor de emenda constitucional e
completa, em 2026, 20 anos da sua adoção pela Organização das Nações
Unidas (ONU).
Segundo o Censo Demográfico de 2022, o
Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3%
da população com dois anos ou mais, além de 2,4 milhões de pessoas
autistas. A Rede In considera que esses números podem estar
subdimensionados diante da estimativa da Organização Mundial da Saúde
(OMS), de que aproximadamente 15% da população mundial vive com
deficiência.
Focos prioritários
As propostas do Pacto 33 estão organizadas em oito eixos:
1. Avaliação Biopsicossocial Unificada da Deficiência
2. Reconhecimento do igual direito ao exercício da capacidade jurídica
3. Educação Inclusiva e Anticapacitista
4. Inclusão Produtiva, Trabalho, Emprego e Renda
5. Vida Independente e Inclusão na Comunidade
6. Seguridade Social Inclusiva: Saúde, Assistência e Previdência Social
7. Acessibilidade, Tecnologia Assistiva e Desenho Universal
8. Prevenção e Enfrentamento ao Capacitismo e às Violências
Além das metas específicas de cada eixo, o
documento apresenta nove diretrizes de governança. As recomendações
incluem a incorporação das propostas nas transições de governo, nos
planos de mandato e nos instrumentos de planejamento e orçamento
público, como o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a
Lei Orçamentária Anual. Incluem ainda a criação, por lei, de um Fundo
Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
Sobre a Rede In
Criada em 2018, a Rede In é composta por
14 organizações da sociedade civil, entre as quais coletivos e
associações nacionais. Atua como força política independente de
governos, ideologias, partidos e religiões, comprometida com a promoção e
efetivação dos direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas
com deficiência.
Seu propósito é consolidar-se como um espaço permanente de mobilização, advocacy,
diálogo, formação e reflexão propositiva, contribuindo para que
políticas públicas e leis assegurem a inclusão social das pessoas com
deficiência desde a primeira infância e ao longo de toda a vida.
Integram a Rede In:
Associação Nacional de Membros do Ministério Público de Defesa da Pessoa
com Deficiência (AMPID); Associação de Pais, Amigos e Pessoas com
Deficiência de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB);
Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais (AME); Escola de Gente,
Comunicação em Inclusão; Federação Nacional do Emprego Apoiado (FANEA);
Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD);
Instituto JNG, Moradia para a Vida Adulta Independente; Instituto Jô
Clemente (IJC); Instituto Rodrigo Mendes (IRM); Mais Diferenças;
Mangata, Coletivo Brasileiro de Pesquisadoras e Pesquisadores dos
Estudos da Deficiência; Movimento Brasileiro de Mulheres Cegas e com
Baixa Visão (MBMC); Rede Brasileira do Movimento de Vida Independente
(Rede MVI); e Visibilidade Cegos Brasil (VCB). Membras honorárias: Ana
Cláudia M. de Figueiredo e Izabel Loureiro Maior.
Recomendações
às empresas visam à plena acessibilidade no transporte por aplicativos;
Secretaria Nacional do Consumidor também foi acionada
O Ministério Público Federal (MPF)
recomendou que as empresas de transporte por aplicativo Uber e 99
implementem mecanismos mais eficazes para garantir a acessibilidade de
pessoas com deficiência e idosos no uso dos serviços prestados. As
medidas devem assegurar o embarque e o desembarque seguro desses
consumidores, assim como a acomodação de cadeiras de rodas, andadores e
outros equipamentos assistivos nos veículos durante os trajetos. Além
das adequações físicas nos carros, as empresas devem capacitar os
motoristas, com o objetivo de prevenir discriminações e cancelamentos de
viagens solicitadas por clientes com esse perfil.
O MPF concedeu também um prazo de 90 dias
para que as plataformas apresentem um estudo sobre a viabilidade de
implementação, no Brasil, de modalidades específicas de viagem para
pessoas com mobilidade reduzida e outras limitações, a exemplo do
chamado “Uber Access”. O modelo, já disponível para clientes da Uber em
outros países, oferece veículos acessíveis e motoristas habilitados para
o auxílio ativo dos passageiros no embarque e no desembarque.
Denúncias de desrespeito – As
recomendações são um desdobramento das apurações que o MPF conduz sobre
o desrespeito aos direitos de pessoas com deficiência e idosos no uso
dos serviços que a Uber e a 99 ofertam. O inquérito civil verificou a
ocorrência frequente de condutas que, na prática, impedem a utilização
do transporte por esses consumidores, como a recusa de chamadas em
locais de grande fluxo e o cancelamento de viagens motivado pela
presença de equipamentos assistivos ou cães-guia.
As constatações tornaram-se ainda mais
evidentes após a realização de uma audiência pública que o MPF promoveu
em maio para debater o assunto. Na ocasião, as empresas foram
requisitadas a apresentar, em 15 dias, propostas para o aperfeiçoamento
dos serviços e dados sobre sanções aplicadas a motoristas que deixaram
de atender adequadamente idosos e pessoas com deficiência.
As respostas, no entanto, foram
insatisfatórias. A Uber não apresentou as informações requeridas e
limitou-se a justificar a inviabilidade de melhoria operacional alegando
uma suposta falta de incentivos governamentais para isso. Já a 99
admitiu ser impossível extrair de seu sistema os dados sobre denúncias
de passageiros que enfrentaram os constrangimentos relatados, sob o
argumento de que os registros não são categorizados por perfil de
usuário.
Para solucionar essas lacunas, a
recomendação do MPF requer que as plataformas aprimorem o monitoramento
das reclamações de clientes e das eventuais sanções aplicadas aos
motoristas infratores. O procurador regional dos Direitos do Cidadão
adjunto em São Paulo, José Rubens Plates, autor dos pedidos, destaca que
a aferição das informações é fundamental para a efetiva fiscalização e
prevenção de práticas capacitistas e etaristas contra os usuários.
Direitos dos consumidores – Ao
mesmo tempo, o MPF cobra providências da Secretaria Nacional do
Consumidor (Senacon) para a defesa dos direitos de pessoas com
deficiência e idosos no uso de transporte por aplicativo. Em
recomendação enviada ao órgão, o Ministério Público Federal pede a
apuração de falhas no atendimento aos passageiros da Uber e da 99 e a
avaliação de possíveis medidas regulatórias que levem à oferta de
categorias de viagem específicas para esses clientes, com motoristas
capacitados e veículos sem barreiras físicas que impeçam a prestação
inclusiva do serviço.
Recomendações são instrumentos de atuação
extrajudicial do MPF para a resolução de pendências na área cível. Caso
deixem de acatar os pedidos, a Uber, a 99 e a Senacon ficam sujeitas a
medidas judiciais, como o ajuizamento de ação civil pública.
Os atletas Julio Braz e Gabriel feitosa disputando a
bola com os canadenses no jogo válido pelo Campeonato mundial de rúgbi
em CR no CT Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB
Em uma partida equilibrada do início ao
fim, o Brasil contou com o apoio da torcida presente no CTPB. O primeiro
quarto terminou empatado em 14 a 14. Na segunda etapa, os canadenses
passaram à frente, mas a diferença permaneceu mínima, com o placar de 27
a 26. No terceiro quarto, a Seleção Brasileira retomou a vantagem e
fechou o período em 39 a 37. Na última etapa, o Brasil marcou mais 10
pontos e confirmou a vitória por 49 a 48.
O carioca Julio Braz
foi eleito o melhor jogador da partida. “Sabíamos que seria um jogo
difícil, porque o Canadá tem uma excelente equipe, mas conseguimos impor
nosso jogo e sair com a vitória”, afirmou o atleta.
O Brasil havia estreado no Campeonato Mundial na segunda-feira, 17, com derrota para os Países Baixos por 49 a 47. Com o resultado desta terça-feira, a Seleção soma uma vitória e uma derrota na competição.
O próximo compromisso do Brasil será nesta
quarta-feira, 19, às 19h30, contra a Austrália, pela terceira rodada da
fase de grupos. A partida será transmitida pelos canais SporTV.
Na quinta-feira, 20, a Seleção Brasileira
terá dois jogos, contra Nova Zelândia e Estados Unidos, que definirão
sua posição no Grupo A. As quatro primeiras equipes de cada grupo
avançam para as fases eliminatórias, que começam na sexta-feira, 21.
Sobre o Mundial
Organizado
pela World Wheelchair Rugby (WWR), federação internacional da
modalidade, o Campeonato Mundial reúne 12 seleções e aproximadamente 140
atletas.
O Brasil integra o Grupo A, ao lado de
Austrália, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Países Baixos. O
Grupo B é formado por Japão, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Colômbia e
Dinamarca.
Esta é a segunda participação da Seleção
Brasileira em um Mundial de rúgbi em cadeira de rodas. O torneio também
marca a primeira vez que a principal competição internacional da
modalidade é realizada na América do Sul. Atualmente, o Brasil ocupa a
sétima posição no ranking mundial.
O Mundial tem entrada gratuita e é aberto
ao público. Os interessados podem comparecer ao Centro de Treinamento
Paralímpico, na zona sul de São Paulo, para acompanhar os jogos da
Seleção Brasileira e das demais equipes participantes.
Confira todos os resultados desta terça-feira (18/08):
Dinamarca 56 x 57 Grã-Bretanha
Colômbia 44 x 57 Alemanha
Nova Zelândia 31 x 62 Austrália
Estados Unidos 57 x 33 Países Baixos
Alemanha 44 x 60 Japão
Dinamarca 53 x 56 França
Colômbia 42 x 55 Grã-Bretanha
Nova Zelândia 38 x 53 Estados Unidos
Confira todos os jogos desta quarta-feira (19/08):
9h – Colômbia x França
9h30 – Alemanha x Grã-Bretanha
11h – Japão x Dinamarca
15h – Países Baixos x Nova Zelândia
15h30 – França x Alemanha
17h – Grã-Bretanha x Japão
17h30 – Canadá x Estados Unidos
19h – Colômbia x Dinamarca
19h30 – Brasil x Austrália
Imprensa
Os
profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial de
rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br
com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço
Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas
Datas: de 17 a 23 de agosto
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Projeto
Eleições Inclusivas 2026 dará visibilidade aos candidatos com
deficiência que disputam as eleições de 2026. Relação será atualizada
quinzenalmente. Informações sobre candidaturas devem ser encaminhadas
para email coberturadiariopcd@gmail.com
O Diário PcD iniciará um amplo
levantamento nacional para identificar e divulgar as candidaturas de
pessoas com deficiência que disputarão as Eleições Gerais de 2026. O
projeto reunirá informações sobre as candidaturas aos cargos de deputado
federal, deputado estadual e distrital, senador, governador e
presidente da República, oferecendo à sociedade um panorama da
participação política das pessoas com deficiência no Brasil.
A cobertura será destinada a candidatos que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações:
pessoas com deficiência que estejam concorrendo nas eleições;
pais e mães atípicascom candidatura oficializada;
candidatos que tenham histórico comprovado de atuação na defesa das pessoas com deficiência;
candidatos com participação reconhecida em movimentos, entidades,
organizações ou iniciativas relacionadas à inclusão e à acessibilidade;
pessoas cuja trajetória profissional, social ou política demonstre relação efetiva com as pautas do segmento.
O objetivo não será estabelecer preferência eleitoral, mas oferecer informação jornalística ao eleitor.
Candidatos poderão enviar suas informações
Para organizar a cobertura nacional, o
Diário PcD criou um e-mail específico para receber as informações dos
próprios candidatos.
coberturadiariopcd@gmail.com
Cada candidato interessado em participar deverá encaminhar:
• Nome completo
• Nome pelo qual será identificado como candidato
• Cargo disputado
• Partido / Estado em que disputa as eleições
• Federação ou coligação, quando aplicável
• Breve currículo
• Informações sobre sua relação com a pauta das pessoas com deficiência
• No caso de pais ou mães atípicas, breve descrição dessa relação
A equipe de jornalismo do Diário PcD fará a
organização das informações recebidas e poderá buscar dados
complementares para a produção do conteúdo.
O envio das informações não significa
garantia automática de publicação. A inclusão na cobertura estará
sujeita aos critérios editoriais e jornalísticos do Diário PcD e à
legislação eleitoral vigente.
Cobertura começa na última semana de agosto
O Diário PcD iniciará a divulgação dos
candidatos selecionados na última semana de agosto, após o encerramento
das convenções partidárias e com as candidaturas já apresentadas à
Justiça Eleitoral.
O calendário oficial do TSE estabelece que
as convenções partidárias para escolha de candidatas e candidatos
ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto de 2026, enquanto o prazo para o
registro das candidaturas termina em 15 de agosto.
Por isso, a opção editorial do Diário PcD é
iniciar a publicação na última semana de agosto, buscando trabalhar com
informações eleitorais mais consolidadas.
Uma eleição com a participação da comunidade PcD
A iniciativa surge diante da necessidade
de ampliar a visibilidade desse segmento no processo eleitoral e
facilitar o acesso dos eleitores a informações confiáveis sobre
candidaturas que representam a pauta da inclusão, da acessibilidade e
dos direitos das pessoas com deficiência.
Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
disponibilize o campo de autodeclaração de deficiência no sistema de
registro de candidaturas, ainda não existe uma relação organizada que
permita identificar, de forma simples e acessível, quem são os
candidatos com deficiência em todo o país.
As candidaturas serão registradas
oficialmente até 15 de agosto de 2026, conforme o calendário eleitoral
detalhado ao final da matéria.
https://youtu.be/yIeqUEsekPE?si=4Z5lxTLu7mQeMfKX
Além da identificação das candidaturas, o
portal também acompanhará o desempenho eleitoral dos candidatos,
analisando o crescimento da representatividade política das pessoas com
deficiência em comparação às eleições anteriores.
Nas eleições de 2022, o TSE registrou 284 candidatos a deputado estadual; 167 candidatos a deputado federal; 2 candidatos ao Senado que se autodeclararam pessoas com deficiência, uu seja, 453 candidatos com deficiência
disputaram vagas nas Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados e
no Senado Federal. O TSE indeferiu 28 registros de candidaturas.
As pessoas com deficiência representaram apenas 1,6% do total de candidaturas nas eleições gerais de 2022. Entre os candidatos com deficiência:
53,7% declararam deficiência física;
23,4% deficiência visual;
12% deficiência auditiva;
2,6% autismo;
8,3% outros tipos de deficiência
Em 2026 a população brasileira vai escolher quem serão os 1.059 deputados estaduais e distritais, 513 deputados federais.
Atualmente o Brasil conta com 81
parlamentares, mas no Senado Federal terá 54 vagas em disputa neste ano
(duas para cada estado e duas para o Distrito Federal). As eleições
ocorrem de forma alternada a cada 4 anos (renovando ora um terço, ora
dois terços das vagas).
Também serão eleitos os Governadores de Estados e do Distrito Federal e quem ocupará o Palácio do Planalto.
O projeto Eleições Inclusivas 2026
busca incentivar uma democracia mais participativa e fortalecer o
protagonismo das pessoas com deficiência nos espaços de decisão. A
participação do segmento ainda permanece muito inferior à proporção de
pessoas com deficiência existente na população brasileira.
“O eleitor precisa saber quem são os
candidatos que conhecem de perto os desafios da acessibilidade, da
inclusão e da defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Nosso
compromisso é oferecer uma ferramenta de consulta baseada em dados
oficiais, permitindo que a sociedade acompanhe e valorize a participação
desse segmento na política brasileira”, afirmou Abrão Dib, editor do
Diário PcD
O levantamento utilizará como base as
informações públicas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral por meio do
sistema de registro de candidaturas e das bases de dados oficiais do
Tribunal Superior Eleitoral, respeitando os critérios de transparência e
publicidade do processo eleitoral.
Após a homologação das candidaturas, o
Diário PcD divulgará uma relação atualizada dos candidatos com
deficiência de todo o país e produzirá reportagens especiais sobre
representatividade política, acessibilidade nas campanhas eleitorais,
participação feminina, juventude, pessoas autistas, pessoas com doenças
raras e demais segmentos da comunidade das pessoas com deficiência.
A iniciativa reafirma o compromisso do
Diário PcD com a promoção da cidadania, da inclusão e da participação
política, contribuindo para que as Eleições 2026 sejam também um espaço
de fortalecimento da democracia e da representatividade das pessoas com
deficiência no Brasil.
CALENDÁRIO ELEITORAL 2026
Julho
Condutas vedadas
Já a partir de 4 de julho (três meses
antes do 1º turno), ficam vedadas algumas condutas por parte de agentes
públicos, como nomeações, exonerações e contratações, assim como
participação em inauguração de obras públicas.
Mobilidade
Pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida que queiram votar em outra seção ou local de votação da
circunscrição têm de 18 de julho a 18 de agosto para informar a Justiça
Eleitoral.
Quantitativo do eleitorado
Em julho, o TSE publicará, na internet, o
número oficial de eleitoras e eleitores aptos a votar. Esse número
servirá de base para fins de cálculo do limite de gastos dos partidos e
de candidatas e candidatos nas respectivas campanhas.
Agosto
Convenções partidárias e registro de candidaturas
De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e
federações realizam convenções partidárias para deliberar sobre
coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos
de presidente e vice-presidente da República, governador e
vice-governador, senador e respectivos suplentes, bem como aos cargos de
deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2026. Os pedidos
de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral
até 15 de agosto.
Começo da propaganda eleitoral e horário gratuito
No dia seguinte, 16 de agosto, tem início a
propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral
gratuito nas emissoras de rádio e televisão relativo ao 1º turno das
eleições passa a ser exibido a partir de 28 de agosto e termina
no dia 1º de outubro.
Vedação às emissoras de rádio e TV
A partir de 4 de agosto, emissoras de
rádio e de televisão não podem, em sua programação normal e em seu
noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística:
– transmitir imagens de realização de
pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza
eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja
manipulação de dados;
– veicular propaganda política;
– dar tratamento privilegiado a candidata,
candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive sob a
forma de retransmissão de live eleitoral;
– veicular ou divulgar filmes, novelas,
minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica voltada
especificamente a candidata, candidato, partido, federação ou coligação,
mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates
políticos;
– divulgar nome de programa que se refira a candidata ou candidato escolhido em convenção.
Setembro
Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas
Até 14 de setembro, os sistemas eleitorais
e os programas de verificação desenvolvidos pelas entidades
fiscalizadoras deverão estar lacrados, mediante apresentação,
compilação, assinatura digital e guarda das mídias pelo TSE, em
Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas.
Dia 14 de setembro também é o último dia
para a eleitora ou o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida, bem
como a população de territórios indígenas, de comunidades remanescentes
de quilombos e demais comunidades tradicionais, requererem, por conta
própria ou por curadora ou curador, apoiadora ou apoiador, ou
procuradora ou procurador, o fornecimento de transporte especial
previsto na resolução que disciplina o programa Seu Voto Importa.
Flagrante delito
A partir de 19 de setembro (15 dias antes
do 1º turno), candidatas e candidatos não poderão ser presos, salvo no
caso de flagrante delito.
Já eleitoras e eleitores não poderão
ser presos a partir de 29 de setembro até 6 de outubro, a não ser em
caso de flagrante delito, em cumprimento de sentença judicial por crime
inafiançável ou em razão de desrespeito a salvo-conduto.
Outubro
Verificação dos sistemas
No dia 3, o TSE realiza a Cerimônia de
Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização, Receptor de
Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB, mediante
comunicação prévia às entidades fiscalizadoras.
Transporte de armas e munições
De 3 a 5 de outubro (um dia antes e até um
dia depois do 1º turno), fica proibido a colecionadoras,
colecionadores, atiradoras, atiradores, caçadoras e caçadores
transportar armas e munições em todo o território nacional.
Em razão da possibilidade de 2º turno,
também não podem circular armas e munições no período de 24 a 26 de
outubro em todo o território nacional.
Data das eleições (1º turno)
O 1º turno do pleito ocorrerá no primeiro
domingo de outubro, dia 4. Eventual 2º turno será realizado no dia 25 do
mesmo mês. A votação começará às 8h e terminará às 17h, sendo a votação
uniformizada pelo horário de Brasília em todos os estados e no Distrito
Federal.
Em caso de 2º turno
Do dia 9 até 23 de outubro, será veiculada
propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão
relativa ao 2º turno.
A partir do dia 10, nenhum candidato que
participará do 2º turno de votação poderá ser detido ou preso, salvo no
caso de flagrante delito.
A partir do dia 19, nenhum eleitor poderá
ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de
sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por
desrespeito a salvo-conduto.
No dia 24, será realizada no TSE a
Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização,
Receptor de Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB,
mediante comunicação prévia às entidades fiscalizadoras.
Eventual 2º turno das eleições será realizado no dia 25.
Novembro
Abertura do cadastro eleitoral
Em 3 de novembro, serão retomados:
a emissão da certidão de quitação eleitoral pela internet, pelo Sistema Elo e pelo E-Título;
o atendimento às eleitoras e aos eleitores nas unidades da Justiça Eleitoral; e
o serviço de pré-atendimento, via internet, para requerimento de alistamento, transferência e revisão.
Dezembro
Justificativa eleitoral
Eleitoras e eleitores que não votaram no
1º turno e não justificaram a falta no dia das eleições devem apresentar
justificativa, até 3 de dezembro de 2026, em qualquer cartório
eleitoral, pelo e-Título ou pelos portais do TSE e dos TREs na
internet.
Já a ausência no 2º turno das eleições deve ser justificada até 6 de janeiro de 2027.
Diplomação
Eleitas e eleitos serão diplomados pela Justiça Eleitoral até 18 de dezembro.
Janeiro de 2027
Posse das eleitas e eleitos
Pela primeira vez, eleita ou eleito para o
cargo de presidente da República tomará posse em 5 de janeiro de 2027 e
os governadores no dia seguinte.
Inclusão não é favor. É direito. E é,
também, um projeto de futuro para a educação brasileira. Quando falamos
em inclusão nas escolas, falamos de garantir que cada estudante, com
suas diferenças, ritmos e necessidades, encontre um lugar legítimo de
aprendizagem e pertencimento. Um espaço inclusivo não seleciona quem
pode aprender. Ela se reorganiza para que todos aprendam.
Os números mostram que essa urgência já
chegou às salas de aula. Segundo dados do Instituto Rodrigo Mendes, as
matrículas da Educação Especial cresceram de 930 mil para 2,07 milhões
entre 2015 e 2024. Ou seja: as escolas estão recebendo um número
crescente de estudantes que compõem o público-alvo da Educação
Especial: estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e
altas habilidades. O desafio agora é transformar presença em
participação real.
Para isso, o ambiente precisa
acolher. Acolher é planejar aulas que considerem a diversidade, é tornar
materiais, recursos e atividades acessíveis, é rever tempos e formas de
avaliação. É compreender que os estudantes aprendem por diferentes
caminhos e que o ensino deve oferecer múltiplas formas de acesso,
participação e demonstração da aprendizagem. É a condição humana. Uma
escola que acolhe entende que a diferença ensina tanto quanto o
conteúdo.
Mais do que adaptar o estudante, a
inclusão exige transformar o ecossistema para eliminar barreiras e
garantir acessibilidade a todos. Nesse processo, o papel do professor é
central, mas não pode ser solitário. O professor é o profissional que lê
a turma, que ajusta a prática, que cria pontes. Para isso, ele precisa
de formação continuada, tempo para planejamento coletivo, apoio de
equipes multiprofissionais e condições de trabalho dignas. Não se faz
inclusão com boa vontade isolada. Faz-se com política pública, com
gestão comprometida e com comunidade escolar envolvida.
Incluir também é combater o capacitismo
que ainda circula: nas falas, nas expectativas baixas, na ideia de que
alguns “não dão conta”. A escola inclusiva reconhece o potencial de
todos os estudantes e oferece os apoios, recursos de acessibilidade e
estratégias pedagógicas necessários para que possam desenvolver suas
aprendizagens.
Construir uma educação assim exige
coragem. Exige sair do modelo único de aluno ideal e assumir que a turma
real é diversa. Exige parceria entre família, gestão, professores e
estudantes. Exige escuta.
Que este seja o nosso compromisso: que
cada escola se pergunte diariamente: o que precisamos mudar hoje para
que todos aprendam? Porque escola inclusiva não é um destino distante. É
uma possibilidade. E ela começa nas pequenas escolhas que fazemos
dentro da sala de aula.
Gabriel Feitosa, capitão da equipe brasileira, no jogo
contra os Países Baixos pelo Campeonato mundial de rúgbi em CR, no CT
Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB
No primeiro quarto, os Países Baixos
terminaram na frente por 14 a 13. No segundo período, a equipe holandesa
manteve a vantagem e foi para o intervalo vencendo por 27 a 26. No
início do terceiro quarto, o Brasil passou à frente pela primeira vez,
com o fluminense Júlio Braz fazendo 29 a 28. Os Países Baixos responderam e fecharam o período vencendo por 38 a 34.
No último quarto, Júlio Braz reduziu a diferença para 44 a 41. Na sequência, o paulista Lucas Junqueira fez 44 a 42, e o paulista Gabriel Feitosa
diminuiu para 44 a 43. O holandês Davy Van den Dop marcou para os
Países Baixos, que voltaram a ampliar a vantagem e confirmaram a vitória
por 49 a 47.
Além disso, Gabriel, que também é capitão
da Seleção Brasileira, foi o maior pontuador da equipe na partida, com
30 dos 47 pontos feitos.
Mais cedo, Austrália e Canadá fizeram o primeiro confronto da competição, que terminou com vitória dos australianos por 50 a 41.
O Brasil volta às quadras nesta
terça-feira, 18, às 19h30, contra o Canadá, pela segunda rodada da fase
de grupos. A partida será transmitida pelos canais SporTV.
A cerimônia de abertura do Campeonato Mundial contou com a presença do vice-presidente do CPB, Yohansson Nascimento;
de John Timms, gerente de operações da World Wheelchair Rugby (WWR); de
José Higino, presidente da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de
Rodas (ABRC); de Joanne Lemay, cônsul-geral do Canadá em São Paulo; e
de Claudia Carletto, secretária de Esportes do Governo do Estado de São
Paulo.
Durante a cerimônia, Yohansson Nascimento
destacou a importância da realização do Mundial no Brasil: “Foi uma
alegria enorme estar aqui hoje, e aproveito para parabenizar todos os
organizadores envolvidos que estão realizando esse marco para o rúgbi em
cadeira de rodas. Tenho certeza de que esse evento será muito
importante para o crescimento do Brasil na modalidade”.
A abertura também contou com uma apresentação musical do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Alunos da Escola Paralímpica de Esportes carregaram as bandeiras das seleções participantes durante a cerimônia.
Confira todos os jogos desta terça-feira (18/08):
9h – Dinamarca x Grã-Bretanha
9h30 – Colômbia x Alemanha
11h – Austrália x Nova Zelândia
11h30 – Estados Unidos x Países Baixos
15h30 – Alemanha x Japão
17h – Dinamarca x França
17h30 – Grã-Bretanha x Colômbia
19h – Nova Zelândia x Estados Unidos
19h30 – Brasil x Canadá
Imprensa
Os
profissionais de imprensa interessados em cobrir o Campeonato Mundial de
rúgbi em cadeira de rodas deve enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com
os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF, veículo por qual irá
cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se
identificar na sala de imprensa do local.
Serviço
Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas
Datas: de 17 a 23 de agosto
Local: Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB)
Endereço: Rodovia dos Imigrantes KM 11,5 – Vila Guarani – São Paulo
Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
“Nada
sobre nós, sem nós”: Pesquisa de Doutorado da Polícia Militar busca
ouvir Pessoas com Deficiência (PcD) e suas famílias para aprimorar o
atendimento e a segurança
A Polícia Militar do Estado de São Paulo
(PMESP) busca informações sobre a opinião das pessoas com deficiência
(PcD) e seus familiares para tornar a atuação policial mais inclusiva,
acessível e preparada.
A iniciativa faz parte da pesquisa de doutorado da Major PM Adriana Sérvio, desenvolvida no âmbito da própria instituição.
“O objetivo do estudo é mapear os
principais desafios enfrentados por essa população na área da segurança
pública. A partir dos dados coletados, a PMESP – Polícia Militar do
Estado de São Paulo pretende aprimorar a capacitação do efetivo, adaptar
a infraestrutura e estabelecer protocolos operacionais para um
atendimento mais ágil, humanizado e eficiente em todo o estado. A
segurança pública eficiente é construída com base em evidências e na
escuta ativa da sociedade”, afirmou a Oficial.
Como participar:
A participação da comunidade é
fundamental. Os questionários são rápidos, 100% anônimos e respeitam a
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Escolha o link correspondente ao
seu perfil:
Grupo 1 — Pessoas com deficiência (maiores de 18 anos): Para relatar suas próprias experiências e percepções de segurança.
Grupo 2 — Pais, mães e responsáveis legais: Por
crianças, adolescentes ou adultos com deficiência que utilizam apoio
para tomada de decisão, relatando as necessidades específicas de
proteção aos seus dependentes.
A Semana Nacional da Pessoa com
Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada de 21 a 28 de agosto, é
uma oportunidade para discutir um desafio que vai muito além da
acessibilidade física: como garantir que pessoas com deficiência
intelectual e múltipla tenham efetivamente o direito de estudar,
trabalhar, praticar esportes, participar da vida cultural, tomar
decisões e exercer sua cidadania.
Instituída pela Lei nº 13.585/2017, a
Semana tem justamente entre seus objetivos conscientizar a sociedade
sobre as necessidades específicas dessa população, estimular políticas
públicas de inclusão e combater o preconceito e a discriminação.
Os números mais recentes ajudam a
dimensionar o desafio. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE em
2025, identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no país, o
equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais. O levantamento
passou a investigar também aspectos relacionados à cognição e
comunicação. No entanto, é importante fazer uma ressalva: o Censo não
apresenta, até o momento, um número nacional específico e isolado de
pessoas com deficiência múltipla. Por isso, não é correto simplesmente
somar diferentes tipos de deficiência para chegar a esse total.
Para quem vive com deficiência intelectual
ou múltipla, as barreiras podem aparecer muito cedo e acompanhar toda a
vida. Estão na escola que não consegue oferecer o apoio necessário, no
atendimento de saúde pouco preparado, na dificuldade de acesso ao
transporte e à cultura, na falta de oportunidades profissionais e,
principalmente, no preconceito. Muitas vezes, a maior limitação não está
na pessoa, mas no ambiente que não está preparado para recebê-la.
Os números da educação, por exemplo,
mostram que a desigualdade ainda é grande. Entre brasileiros com
deficiência de 25 anos ou mais, 63,1% não haviam concluído o ensino
fundamental, segundo o Censo 2022, enquanto esse percentual era de 32,3%
entre as pessoas sem deficiência. No ensino superior, apenas 7,4% das
pessoas com deficiência haviam concluído a graduação, contra 19,5% entre
aquelas sem deficiência.
É preciso, portanto, transformar direitos
previstos em lei em políticas que funcionem na prática. Isso significa
ampliar a educação inclusiva, formar professores e profissionais de
apoio, garantir atendimento de saúde e reabilitação próximos das
famílias, ampliar a acessibilidade física e digital e criar caminhos
reais para a inserção no mercado de trabalho. Mas nenhuma política será
suficiente se não houver recursos, integração entre União, estados e
municípios e acompanhamento permanente dos resultados.
No Instituto Olga Kos, entendemos que
inclusão também significa reconhecer potencialidades. Pessoas com
deficiência intelectual e múltipla têm desejos, talentos, capacidade de
aprender, criar, trabalhar, praticar esportes e participar da vida
comunitária. A sociedade precisa parar de perguntar apenas o que essas
pessoas conseguem fazer e começar a perguntar: o que nós precisamos
mudar para que elas possam fazer mais?
A Semana Nacional da Pessoa com
Deficiência Intelectual e Múltipla deve servir justamente para isso:
lembrar que inclusão não é favor, caridade ou exceção. É direito. E
garantir esse direito é responsabilidade de toda a sociedade.
*Wolf Kos é Presidente do Instituto Olga Kos
Sobre o Instituto Olga Kos
Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos
de Inclusão é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) pelo
Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos
artísticos, esportivos e científicos para atender, crianças, jovens,
adultos e idosos com deficiência e abre espaço para pessoas em situação
de vulnerabilidade social, proporcionando trocas de experiências e
inclusão. Ao traçar sua rota, o OLGA acompanha a trajetória do
beneficiário e sua evolução durante a realização das oficinas, adaptando
e melhorando as metodologias por intermédio de pesquisas e instrumentos
inéditos, como o Indicador de Desenvolvimento Olga Kos (Idok) e o
Índice Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência Olga Kos
(Iniok_pcd).