MPF
realizará audiência pública para discutir acessibilidade em apps como
Uber e 99, abordando dificuldades enfrentadas por idosos e pessoas com
deficiência.
O
Ministério Público Federal (MPF) promoverá, no dia 13 de maio, uma
audiência pública para debater formas de garantir a acessibilidade de
idosos e pessoas com deficiência em aplicativos de transporte
individual, como UBER e 99.
Esse
público tem enfrentado dificuldades no uso destes serviços diariamente e
há muito tempo, devido a atitudes capacitistas que resultam na recusa
de corridas por parte dos motoristas, principalmente em locais de grande
fluxo, como aeroportos e rodoviárias, e pelas desculpas mais absurdas.
A
audiência pública faz parte de um procedimento do MPF que apura a falta
de atendimento especializado pelos aplicativos e as consequentes
dificuldades de locomoção enfrentadas por idosos e pessoas com
deficiência. As informações levantadas reforçam a necessidade de se
debater a capacitação dos motoristas e a criação de segmentos
específicos nas plataformas para o transporte seguro tanto de idosos
quanto de PcD, reduzindo barreiras ocasionadas por atitudes e casos de
discriminação.
A
legislação atual – segundo os próprios órgãos do governo federal
admitem – é omissa quanto ao quantitativo de veículos acessíveis que
deveriam ser disponibilizados pelas empresas de transporte por
aplicativo, diferentemente do que ocorre com frotas de táxis e
locadoras. Tais obstáculos representam uma violação de direitos
garantidos pela Lei Brasileira de Inclusão e pelo Estatuto do Idoso,
além da Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com
Deficiência, da qual o Brasil é signatário.
A
audiência é aberta ao público, entidades da sociedade civil e
representantes das empresas Uber e 99, além de órgãos de defesa dos
direitos PcD. Para participar é preciso fazer a inscrição pelo email:
[prdc-sp@mpf.mp.br](mailto:prdc-sp@mpf.mp.br).
A audiência pública será realizada às 10h – dia 13 de maio, em formato virtual, com transmissão ao vivo pelo link:
Eduardo Vasconcelos (esquerda), Gabrielly Alves (meio),
Samuel da Silva (direita) comemoram após a medalha de ouro nos pares
BC1/BC2 no
Parapan de Jovens Santiago 2025 | Foto: Wander Roberto/CPB
O Campeonato Brasileiro de jovens da bocha, realizado pela Associação
Nacional de Desportos para Deficientes (ANDE), começa nesta
quinta-feira, 26, em Curitiba. A competição conta com 67 atletas e segue
até 1º de abril.
Entre os participantes estão os medalhistas do Parapan de Jovens de Santiago 2025:
a rondoniense Gabrielly Alves e o carioca Samuel Silva, da classe BC1
(opção de auxílio de ajudantes). Ambos foram medalhistas de ouro nas
equipes BC1/BC2 e prata nas respectivas disputas individuais.
Além deles, estão presentes os alunos da Escola Paralímpica de Esportes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB):
os paulistas Luiz Henrique Santiago, da classe BC4 (outras deficiências
severas, mas que não recebem assistência), Raphaela Borges, da classe
BC4, e Maria Eduarda Gameleira, da classe BC2 (não podem receber
assistência).
A Escola Paralímpica de Esportes é um projeto de iniciação esportiva
gratuita oferecido pelo CPB no Centro de Treinamento Paralímpico. Por
meio da Escolinha, são atendidas mais de 500 crianças e jovens, que
participam de duas aulas semanais em uma das 15 diferentes modalidades
esportivas que fazem parte do programa dos Jogos Paralímpicos.
Patrocínio A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais da bocha.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Premiação aconteceu no Rio de Janeiro e destacou a importância da Inclusão e Acessibilidade na Rede Hoteleira
O Prêmio Bernache (Bernaches Awards) é uma distinção anual da Rede
Accor criada em 1989 para reconhecer colaboradores (“Heartists®”) e
hotéis que se destacam por projetos excepcionais em sustentabilidade
(ESG), inovação, atendimento e trabalho em equipe, com etapas regionais e
globais. Os vencedores recebem troféus, pin e experiências de viagem.
Em 2026 o evento reuniu toda a rede no Rio de Janeiro e o Hotel
Mercure São Paulo Pinheiros foi o destaque em todo o Brasil com o case
“Construindo a Nova Era da Acessibilidade”.
“Receber o Prêmio Bernache da Accor reforça nosso compromisso diário
com a acessibilidade. Do atendimento à operação, cada ação busca tornar a
experiência mais acolhedora e inclusiva. Seguimos avançando rumo a um
futuro em que acessibilidade seja a norma, e não a exceção”, afirmou
José Filipe Nóbrega, gerente do hotel que fica na capital paulista.
Mesmo com a vigência de legislações brasileiras que determinam a
acessibilidade na rede hoteleira, o Mercure Pinheiros apresentou como a
inclusão vai além das leis e é o primeiro hotel do Brasil a implementar o
atendimento em Libras (Língua Brasileira de Sinais) por meio de uma
plataforma digital. Em parceria com o ICOM, solução desenvolvida pela
ONG AME, a iniciativa permite que hóspedes e clientes com deficiência
auditiva comuniquem facilmente com a equipe do hotel, promovendo uma
experiência de hospedagem mais acessível e inclusiva.
“Acreditamos que a hospitalidade deve ser acessível a todos, e esta
iniciativa reforça nosso compromisso em eliminar barreiras e tornar a
comunicação mais inclusiva. Nosso objetivo é garantir que os hóspedes se
sintam acolhidos e tenham uma experiência plena em nosso hotel. E este é
apenas mais um passo nessa jornada: o hotel continua investindo em
melhorias e adaptações para garantir um ambiente cada vez mais acessível
a todas as pessoas”, destaca Nóbrega.
O Hotel já havia também recebido a certificação internacional Green
Key, que reconhece estabelecimentos comprometidos com práticas
sustentáveis e de impacto positivo em aspectos sociais, além dos
ambientais.
A Nova Era da Acessibilidade é realmente mostrada em todos os setores
do Mercure. A acessibilidade já é cumprida desde a chegada do hóspede,
na escolha dos apartamentos, que inclusive possuem unidades exclusivas
para pessoas com nanismo e baixa estatura. Além do aplicativo em Libras,
o Hotel oferece condições totais de mobilidade – inclusive para às
áreas de lazer e piscina, e piso tátil em toda a área destinada aos
hóspedes.
Para Nóbrega, “com muito apoio, estamos oferecendo – cada dia mais,
um Hotel para acolher a todos, como toda tranquilidade, acessibilidade e
inclusão”.
Evento chega à quarta edição, reúne mais de 20 entidades e acontece no dia 29 de março, em São Paulo
A Avenida Paulista será palco, no próximo dia 29 de março, da quarta
edição do movimento OCUPA + DID, mobilização que reúne pessoas com
deficiência intelectual e de desenSvolvimento (DID), famílias,
organizações e a sociedade civil em torno da defesa de direitos e da
ampliação da participação social.
Com concentração a partir das 9h, em frente à loja Soneda (Av.
Paulista, 1405), o ato segue em caminhada até a unidade da marca na Rua
Augusta, 1670, onde será realizado o encerramento com manifestações
públicas e apresentações culturais.
Criado para enfrentar a invisibilidade histórica das pessoas com
deficiência intelectual e de desenvolvimento, o movimento propõe um
deslocamento importante no debate público: da lógica assistencial para o
reconhecimento do protagonismo, da autonomia e da participação ativa na
sociedade.
Um movimento por visibilidade e participação
O OCUPA + DID é uma iniciativa da sociedade civil, com apoio
institucional de diversas organizações, e integra o calendário de
mobilizações relacionadas à síndrome de Down, ao Transtorno do Espectro
Autista (TEA) e às neurodivergências.
“Nós somos muito acomodados porque sempre fazem tudo pra gente. Às
vezes a gente até tenta fazer as coisas, mas não deixam, então para que
tentar?” questiona Andressa Martins, auxiliar de cabeleireiro do projeto
Beleza em Todas as Suas Formas.
A proposta é ampliar a presença de pessoas com DID no espaço público e
reforçar que cidadania se exerce no cotidiano — com acesso, escuta e
participação nas decisões que impactam suas próprias vidas.
Durante o evento, estão previstas falas protagonizadas por pessoas
com DID, além da participação de coletivos, instituições públicas e
organizações sociais. A programação inclui ainda apresentações culturais
e espaços de expressão direta dos participantes.
O que é DID
DID é a sigla para Deficiência Intelectual e de Desenvolvimento,
condição caracterizada por diferenças no funcionamento cognitivo e no
comportamento adaptativo, podendo impactar habilidades sociais,
conceituais e práticas. Essas características não limitam direitos. Com a
redução de barreiras sociais, educacionais e atitudinais, pessoas com
DID podem estudar, trabalhar, empreender, consumir, votar, produzir
cultura e participar ativamente da vida social e econômica.
Por que o tema importa
De acordo com o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem mais de 18 milhões
de pessoas com deficiência. Quando consideradas suas redes familiares, o
impacto social e econômico alcança dezenas de milhões de brasileiros.
Nesse contexto, iniciativas como o OCUPA + DID contribuem para ampliar o
debate sobre inclusão, acessibilidade e participação social, além de
evidenciar a necessidade de políticas públicas e práticas institucionais
mais efetivas.
Estrutura e participação
A edição de 2026 deve reunir entre 800 e 1.000 participantes. Em
2025, o evento mobilizou cerca de 600 pessoas. O percurso da caminhada
tem aproximadamente 800 metros (cerca de 12 minutos a pé), ligando os
dois pontos de concentração. Ao final do evento, será realizada uma
escuta organizada dos participantes, com espaço físico acessível
(totem/urna) e canal digital para registro de propostas e contribuições,
que poderão ser sistematizadas em documento público.
Realização
O evento é realizado pelo Instituto MetaSocial e Espaço Mosaico, com
co-realização da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de
Down (FBASD), Down Syndrome International, Em Pulso, MAIA Educacional,
Beleza em Todas as Suas Formas, Instituto Movimentarte e Instituto
Projeto Irmãos. Conta com apoio das lojas Soneda e Alfaparf, além de
instituições como Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Escola Nacional de
Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), Instituto Alana e SMPED (Secretaria
Municipal da Pessoa com Deficiência).
Serviço
Evento: Movimento OCUPA + DID 2026
Data: 29 de março de 2026
Horário: das 9h30 às 12h30
Concentração: Loja Soneda – Av. Paulista, 1405 – São Paulo/SP
Chegada: Loja Soneda – Rua Augusta, 1670
Percurso: aproximadamente 800 metros (cerca de 12 minutos a pé)
Participação: gratuita e aberta ao público
Sobre o Instituto Serendipidade
Fundado em 2019, Serendipidade é uma organização sem fins lucrativos
que tem o propósito de transformar a sociedade através da inclusão de
pessoas com deficiência no Brasil, impulsionando impacto social
relevante, colaborativo e inovador, sempre prezando pela
representatividade, protagonismo, de forma transversal e acima de tudo,
com muito respeito. As iniciativas que atendem diretamente o público
são: Programa de Envelhecimento Ativo, em parceria com a APOIE-SP, que
atende mais de 60 idosos com algum tipo de deficiência intelectual para
promoção do bem-estar; e o Projeto Laços, que acolhe famílias que
recebem a notícia de que seu filho (a) tem algum tipo de deficiência. O
Serendipidade já impactou mais de dois milhões de pessoas, criando
pontes, gerando valor em prol da inclusão e através do atendimento
direto a pessoas com deficiência intelectual e suas famílias.
“Meu filho se sente um atleta, uma pessoa responsável, dentro da
medida que ele considera responsabilidade. E isso para o sistema
emocional dele é muito importante, assim como para o psicológico”,
relata orgulhoso o aposentado Arlindo Gutierrez, pai do atleta Diego
Gutierrez, de 39 anos.
Diego começou no futsal junto com a formação da equipe de Futsal Down
da Associação de Reabilitação Infantil Limeirense (Aril), há exatos 22
anos. O local é uma referência municipal no atendimento de pessoas com
deficiência física ou intelectual, oferecendo suporte educacional em
diversas áreas.
A ideia inicial era ter mais uma atividade para os alunos, mas não
demorou para que o futsal se tornasse uma paixão e fizesse dos 12
integrantes, atletas da modalidade. “Eles estão aqui todas as
quintas-feiras para os treinos e, mesmo com as limitações, são muito
disciplinados. No esporte, eles aprendem a seguir regras, que no caso,
são oficiais da FIFA. Esse comprometimento tem feito com que evoluam
diariamente”, relata o técnico da equipe, Cleber de Oliveira Filho.
A Síndrome de Down é uma alteração genética conhecida como trissomia
do cromossomo 21, onde a pessoa tem um cromossomo a mais, sendo 47 no
total, ao invés de 46. Essa alteração gera características físicas e
cognitivas específicas. Mas é importante reforçar que não se trata de
doença, mas uma condição. Com acompanhamento multidisciplinar precoce, a
pessoa com Síndrome de Down pode conquistar a inclusão social, escolar,
social e até profissional.
No caso do Futsal Down, a coordenação motora, o condicionamento
físico, que fazem parte da modalidade, ainda contribuem para a qualidade
de vida dos atletas, “Claro que existe uma adaptação em relação ao
futsal tradicional, pois a pessoa com a síndrome de Down tem menos tônus
muscular e deslocamento mais lento. O tempo de reposição do lateral,
por exemplo, é maior, explica Cleber.
Nessas duas décadas o time tem viajado pelo país participando de
competições e permitindo que os atletas vivam novas experiências com
mais autonomia. E para que isso aconteça, o apoio da iniciativa privada é
primordial. O Instituto Adimax, organização sem fins lucrativos
localizada em Salto de Pirapora (SP), oferece recursos ao time por meio
do programa Paradesporto, um dos 11 programas sociais do instituto.” Nós
contribuímos com essa pequena parcela para que as pessoas com Síndrome
de Down tenham a chance de se desenvolver em sua máxima capacidade.
Nesse cenário atual, isso é inclusão. Cada conquista deles, é nossa
também”, reforça Edmilson Bueno, gestor do programa.
O time tem retribuído à altura com um histórico de dedicação e
superação. A equipe já foi campeã regional e atualmente treina para
brilhar na Copa do Brasil que vai acontecer em julho, na capital Maceió
(AL). “Estamos trabalhando para isso, porque o sonho e a vontade, eles
já têm,” garante Cleber.
Sobre o Instituto Adimax
Localizada em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, a sede conta
com uma estrutura completa. São 15 mil metros quadrados, com
maternidade, canil, clínica veterinária, centro cirúrgico, área de
soltura, lazer e treinamento, prédio administrativo e hotel para receber
futuras pessoas com deficiência visual que receberão os cães-guias, e
uma equipe multidisciplinar, distribuída nas áreas de saúde e bem-estar,
equipe técnica, administrativo, relações institucionais, assistência
social, responsabilidade social e operacionais, totalizando 53
colaboradores.
O propósito do Instituto é apoiar a inclusão de pessoas com deficiência ou em situação de vulnerabilidade e o bem-estar animal.
Antes de chegarem ao seu destino, os cães são acolhidos por famílias
voluntárias onde ficam pelo período de um ano. O papel dos
socializadores é expor os animais às mais diversas situações do
cotidiano, para promover seu desenvolvimento e acostumá-los à rotina.
Além, é claro, de dar a eles tempo e amor. Depois desse período, os cães
voltam para o instituto e ficam entre 4 e 6 meses em treinamento. Após
formados, poderão ser doados para dar início a missão: transformar a
vida de pessoas com deficiência visual.
Além do Programa Cão de Assistência, o Instituto conta com outros
10programas sociais que tem como finalidade a inclusão social e cuidado
de pessoas em vulnerabilidade.
A entrega do cão guia é feita de forma totalmente gratuita aos
candidatos que preencham os requisitos do Programa. A inscrição é feita
diretamente no site: www.institutoadimax.org.br na aba cão guia.
A Autistas Brasil manifesta profunda indignação diante do caso de
violência ocorrido na última semana, em uma Escola Municipal em Campo
Grande (MS), onde um estudante autista de 12 anos foi brutalmente
agredido por um colega de escola e pela mãe do aluno.
De acordo
com informações registradas pelo Conselho Tutelar da cidade, o episódio
teve início dentro da sala de aula. A situação se agravou
posteriormente, quando a mãe do aluno também teria participado das
agressões físicas. A vítima precisou ser encaminhada para atendimento
médico e chegou a ser internada em decorrência dos ferimentos.
Situações
como essa evidenciam, mais uma vez, a vulnerabilidade a que pessoas
autistas ainda estão expostas, inclusive em espaços que deveriam ser de
acolhimento, proteção e desenvolvimento.
A violência contra uma
criança autista não é um caso isolado — é reflexo da falta de preparo
estrutural, de informação e de responsabilização adequada por parte das
instituições e da sociedade. É fundamental que episódios como esse sejam
rigorosamente apurados e que os envolvidos sejam devidamente
responsabilizados.
“Quando uma criança autista é agredida
dentro da escola, estamos diante de uma falha grave de proteção. A
escola precisa ser um espaço seguro, preparado para acolher e garantir
direitos — não um ambiente onde a violência acontece. Esse caso reforça a
urgência de formação adequada dos profissionais, de protocolos claros e
de uma mudança de cultura para enfrentar o capacitismo ainda tão
presente na sociedade. Não podemos tratar situações como essa como
episódios isolados, mas sim como um alerta de que a inclusão ainda não
está sendo plenamente garantida.”, afirma Guilherme de Almeida, presidente da Autistas Brasil.
A Autistas Brasil reforça que o ambiente escolar precisa estar
preparado para garantir a inclusão com segurança, respeito e dignidade.
Isso passa por formação continuada de profissionais, protocolos claros
de proteção e uma cultura ativa de combate ao capacitismo. A organização
segue acompanhando o caso e se coloca à disposição para contribuir com o
debate público e com a construção de caminhos que garantam a proteção e
os direitos das pessoas autistas.
Sobre a Autistas Brasil
Organização nacional fundada e liderada por pessoas autistas, a
Autistas Brasil atua na formulação de políticas públicas, na incidência
jurídica e no desenvolvimento de programas educacionais em larga escala.
Nos últimos três anos, suas ações alcançaram mais de 21 mil educadores
em todo o país, consolidando a instituição como referência em inclusão,
neurodiversidade e direitos humanos.
Executada
pela ASID Brasil, ação selecionará instituições de São Paulo, Rio de
Janeiro e Rio Grande do Sul para jornada gratuita de desenvolvimento com
foco em liderança, gestão e inovação social
Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que atuam exclusivamente em
causas com pessoas com deficiência nos estados de São Paulo, Rio de
Janeiro e Rio Grande do Sul já podem se inscrever no Impact Journey 2026, programa de desenvolvimento de lideranças promovido pela SAP, líder mundial em soluções de software para
negócios, e executado pela ASID Brasil, uma plataforma de soluções para
inclusão socioeconômica da pessoa com deficiência. A iniciativa
oferecerá 10 vagas para uma jornada gratuita de capacitação e mentoria
que ocorrerá entre os meses de abril e setembro.
O programa tem como objetivo fortalecer a gestão e a sustentabilidade
das organizações sociais, por meio da transferência de conhecimento
técnico e de gestão de voluntários da SAP. “Nas edições anteriores do
projeto, vivenciamos momentos muito ricos de troca entre profissionais
da empresa e lideranças de organizações que atuam com pessoas com
deficiência. A combinação entre conhecimento técnico, experiência
profissional e o olhar social das organizações cria um ambiente de
aprendizado muito potente para todos os envolvidos. Mais do que
conteúdos ou ferramentas, o que mais nos marca nesses projetos é a troca
genuína entre pessoas. Ver essas conexões acontecendo e acompanhar o
desenvolvimento das organizações ao longo do processo é algo que nos
inspira muito enquanto ASID”, comenta Amanda Gogola, supervisora de
Projetos da ASID Brasil.
Ao longo de seis meses, as organizações selecionadas participarão de duas etapas principais. A primeira é o Solidarity Month,
que reúne 20 horas de workshops on-line voltados ao desenvolvimento de
lideranças. Serão abordados temas estratégicos para o fortalecimento das
organizações, como gestão de pessoas, liderança, gestão financeira,
comunicação e mídias sociais, vendas e marketing, ferramentas digitais,
relacionamento com investidores, planejamento estratégico, ferramentas
de gestão e gestão de crise.
Já a segunda etapa consiste na Jornada de Design Thinking,
um hackathon social que conecta organizações a mentores voluntários da
SAP para a construção de soluções práticas para desafios reais
enfrentados pelas instituições. A partir disso, voluntários da SAP
trabalham no desenvolvimento de possíveis soluções, que são apresentadas
ao final da jornada em um encontro on-line de encerramento do programa.
“O Impact Journey é importante porque conecta o conhecimento
das pessoas da SAP com organizações sociais que realmente precisam
desse apoio. Pelo voluntariado, nossos colaboradores ajudam essas
instituições a se estruturarem melhor, resolver desafios e ganharem
força para continuar impactando vidas. A parceria com a ASID Brasil faz
tudo isso acontecer com método, cuidado e experiência, garantindo que
cada ação gera resultados de verdade que são comprovados através do
número de pessoas que são impactadas com esse projeto. Apoiar projetos
desse tipo é importante porque as OSCs têm um papel estratégico na
entrega de serviços e soluções sociais, contribuindo diretamente para o
desenvolvimento das comunidades em que as empresas estão inseridas”,
complementa Isadora Colling, CSR Líder de Pilar para Accelerate Social
Business da SAP.
Critérios de inscrição
O Impact Journey é destinado a OSCs que atendem diretamente
pessoas com deficiência, possuam ao menos 100 beneficiários, não tenham
participado anteriormente de iniciativas da SAP e tenham disponibilidade
para acompanhar todas as etapas do programa.
O processo seletivo ocorre em duas etapas, com o preenchimento do
formulário de inscrição e análise do perfil da instituição com base nos
critérios estabelecidos pelo programa. Após a seleção, as instituições
escolhidas participarão de uma jornada de desenvolvimento, realizada ao
longo de cinco semanas e que somam 20 horas de capacitação, com
encontros virtuais pela plataforma Teams.
Inscrições
As inscrições estão abertas até 20 de abril, às 14h (horário de
Brasília), e o resultado das organizações selecionadas será divulgado em
23 de abril, por e-mail. Dúvidas, questões de acessibilidade ou
problemas durante o processo de inscrição podem ser encaminhados para taynara.santos@asidbrasil.org.br. Para consultar o edital, clique aqui. Para participar, as organizações interessadas devem preencher o formulário disponível no link https://forms.gle/mJf6rgtHUVn2LxTR8.
Sobre a ASID Brasil
A ASID Brasil é uma plataforma de soluções para inclusão
socioeconômica da pessoa com deficiência. Idealiza, executa e dissemina
soluções de desenvolvimento social em todo território nacional. Suas
soluções criam oportunidades para pessoas com deficiência e seu núcleo
familiar, além de incentivar novas tecnologias sociais. Atua desde 2010
com 120.000 pessoas impactadas e mais de 8 mil voluntários, a ASID
Brasil conta com reconhecimentos nacionais e internacionais como
Melhores ONGs Época, United People Global, e o Prêmio Viva Idea como
melhor solução de impacto coletivo da América Latina. Mais informações: https://www.asidbrasil.org.br
Sobre a SAP
Como líder global em aplicações e inteligência artificial
empresariais, a SAP (NYSE:SAP) está no centro dos negócios e da
tecnologia. Por mais de 50 anos, organizações confiaram na SAP para
extrair o seu melhor ao unir operações críticas que abrangem finanças,
compras, RH, cadeia de suprimentos e experiência do cliente. Para mais
informações, visite www.sap.com.
Advogado
com nanismo consegue na Justiça o direito de refazer exame físico em
concurso da Polícia Civil após questionar falta de adaptação.
Para
aqueles que não acreditavam que o recurso do advogado Matheus Menezes
Matos, de 25 anos, com nanismo, que foi reprovado no exame físico da
Polícia Civil para delegado em MG por apenas alguns centímetros numa
prova de salto daria certo: o resultado está aí! Ele poderá SIM refazer o
teste físico do concurso para delegado da Polícia Civil. A decisão foi
tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de
Morais, na terça-feira, dia 17, e divulgada nas redes sociais do
candidato.
O
caso de Matheus viralizou nas redes sociais após ele denunciar que foi
aprovado em todas as etapas teóricas do concurso para delegado da PCMG,
mas eliminado no Teste de Aptidão Física (TAF). De acordo com o jovem
advogado com nanismo, ele solicitou adaptações razoáveis para realizar a
prova física, mas teve o pedido negado.
De
acordo com a sentença, a necessidade de adaptação no exame físico terá
que ser avaliada para, então, o candidato refazer o exame.
Segundo
o advogado de Matheus, o que ocorreu com ele foi um “grave
desrespeito”. A mesma opinião de milhares de pessoas em todo o país que
ficaram sabendo do ocorrido.
A
decisão do STF se baseou na ADI 6476, que garante a
inconstitucionalidade de excluir o direito de adaptação razoável nos
testes físicos para pessoas com deficiência, assim como submetê-las aos
mesmos critérios aplicados aos demais candidatos sem demonstrar que
aquele parâmetro específico é necessário ao exercício da função.
Parabéns ao Matheus e boa sorte no novo teste, agora mais justo!
Atletas da Seleção Brasileira de jovens em cadeira de rodas posam para foto na Argentina | Foto: Divulgação/CPB
A primeira Seleção Brasileira de jovens de Corrida em Cadeiras de
Rodas encerrou sua participação no Camping Internacional de Treinamento
da categoria e no 4º Open Provincia de Neuquén, ambos na Argentina, com
11 medalhas (7 ouros, 1 prata e 3 bronzes). A participação da equipe nos
eventos ocorreu entre 16 e 21 de março.
A competição contou com atletas de outros sete países: Uruguai, Chile, Argentina, Guatemala, Colômbia, México e Peru.
Entre os destaques brasileiros, o paulista Eduardo Bento, da classe
T54, conquistou três medalhas de ouro, nos 100m, 400m e 800m, mesmas
provas nas quais se sagrou campeão nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens de 2025, em Santiago, no Chile. Já a mineira Kássia Pires de Souza, da classe T54, foi a campeã das provas de 100m e 400m.
Eduardo Leonel, treinador do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) à
frente da missão, avaliou como positivo o desempenho brasileiro. “Foi
incrível ver nossos jovens participando do Camping em altíssimo nível e
nossa metodologia de trabalho ter sido considerada referência durante o
evento. Na competição, tivemos um êxito muito grande. Fomos o país com
mais medalhas quando consideramos as provas para atletas em cadeiras de
rodas. Nossos jovens tiveram a possibilidade de vivenciar duelos
interessantes com atletas experientes e conseguimos chegar ao pódio’,
afirmou.
O treinador considera que os atletas participantes da missão em breve
podem fazer parte da Seleção principal. “Eles sentiram pela primeira
vez as dificuldades de logística de eventos internacionais fora do
Centro de Treinamento Paralímpico. Experimentaram uma disputa em uma
pista mais pesada, na qual você não corre pela melhor marca, e sim pelo
resultado. Isso faz parte de um processo de um amadurecimento de nossos
atletas, para que em breve eles possam participar de missões maiores,
como etapas de Grand Prix, Mundiais e Jogos Parapan-Americanos”.
Confira as medalhas conquistadas pelos brasileiros:
Eduardo Bento – T54
Ouro – 100m (15s10)
Ouro – 400m (51s11)
Ouro – 800m (1min50s48)
Kássia Pires de Souza – T54
Ouro – 100m (17s04)
Ouro – 400m (57s17)
Wellington Kauã – T34
Ouro – 100m (16S17)
Ouro – 800m (2min01s88)
Geovanne Amorim – T54
Bronze – 100m (15s23)
Bronze 800m (1min50s70)
Tarcisio Alves – T54
Prata – 1.500m (3min39s25)
Bronze – 400m (53s13) (3min39s25)
Patrocínio
As Loterias Caixa, a Caixa, a Asics e a Braskem são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Pesquisa mostra que contratações têm o melhor índice desde 2016
A contratação de pessoas com deficiência nas metalúrgicas de Osasco e
região registrou avanço importante em 2025, quando a média geral de
cumprimento da Lei de Cotas chegou a 105,2% e 60% das empresas cumprem
100% ou mais, tratando-se do segundo melhor resultado desde 2016. Os
dados são da 20ª Pesquisa Lei de Cotas – Trabalhadores com Deficiência no Setor Metalúrgico de Osasco e Região, divulgada na última semana, no auditório da Cinpal, metalúrgica que mais contrata trabalhadores com deficiência na região.
A Pesquisa é uma realização do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e
Região, com apoio da Gerência Regional do Trabalho em Osasco e do
Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho da
Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo.
Para o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho), a
retomada e fortalecimento do Ministério do Trabalho neste governo,
aliado ao trabalho do Sindicato na valorização da Lei de Cotas,
contribuíram para o resultado, embora ainda haja espaço para avançar.
Desafios – Apesar do avanço nas contratações, a
Pesquisa também revela desafios importantes. A maior parte das vagas
(71,6%) é ocupada por trabalhadores com deficiência física ou auditiva.
Já pessoas com deficiência intelectual, psicossocial, TEA (transtorno do
espectro autista) ou deficiências múltiplas representam apenas 6,3% das
contratações, o que indica que ainda existem preferências e barreiras
na inclusão de determinados grupos.
As empresas que lideram as contratações no setor estiveram na
apresentação e deram depoimentos estimuladores de práticas de inclusão.
“Quando falamos de sustentabilidade, falamos, acima de tudo, de
pessoas e de equidade. Diferente de outras características, a
deficiência pode fazer parte da vida de qualquer um de nós, a qualquer
momento — e isso nos convida a olhar o outro com mais empatia. Na nossa
empresa, a inclusão não é tratada como obrigação ou cota, mas como
reconhecimento de competência e performance. As pessoas com deficiência
são valorizadas pelo que entregam, e é isso que constrói, na prática, um
ambiente mais justo, humano e verdadeiramente sustentável”, afirmou,
Thais Lima Machado Matos, da empresa Mineração Taboca, de Pirapora do
Bom Jesus.
Acompanharam os resultados da pesquisa trabalhadores com deficiência,
empresas, dirigentes sindicais, Centro Paralímpico Brasileiro,
parceiros pela inclusão e a alta direção do Ministério do Trabalho em
São Paulo, dentre eles o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego
no Estado de São Paulo, Marcus Alves de Mello, que destacou: “na próxima
Pesquisa vamos bater esta meta”, e reforçou que é “gratificante
trabalhar junto com o Sindicato nesta luta e provar que a inclusão no
mercado de trabalho é possível”.
Fonte: Por Auris Sousa – Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região