05/02/2020

Parceria com parlamentar beneficia inclusão de pessoas com deficiência

Defensoria Pública do Estado da Paraíba
defensoria.pb.def.br

Parceria com parlamentar beneficia inclusão de pessoas com deficiência

Por: Larissa Claro

A deputada federal Edna Henrique vai destinar R$ 250 mil em emenda parlamentar impositiva para a Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB). O recurso proveniente do Ministério do Turismo será utilizado na construção de um Espaço Turístico adaptado, na orla de Cabo Branco, para beneficiar a inclusão social de pessoas com deficiência. A parceria foi firmada na tarde da última segunda-feira (3), no gabinete do defensor público-geral da Paraíba, Ricardo Barros.

Com a adaptação do Espaço, o projeto Acesso Cidadão, administrado pela ONG AC Social - Assessoria e Consultoria para Inclusão Social, contará com uma estrutura fixa para desenvolver as atividades de esporte e lazer que já realiza na praia do Cabo Branco, em frente a Fundação Casa de José Américo.

Para o DPG Ricardo Barros, a parceria com a deputada federal na construção desse espaço vai estimular a participação de pessoas com deficiência a prática de atividades de esporte e lazer, bem como democratizar o acesso dessas pessoas ao banho e a contemplação do mar, maximizando o turismo na região.

“Acredito que a praia é um dos lazeres mais democráticos que existem, mas as pessoas com deficiência enfrentam muitos obstáculos, a começar pelo acesso ao mar. O Acesso Cidadão é uma iniciativa essencial para o bem estar de pessoas com deficiência física, motora e psíquica e a Defensoria Pública fica muito feliz em ser a ponte dessa conquista”, disse.

A deputada federal Edna Henrique lembra que o trabalho desenvolvido atualmente com esse público na orla da Capital é feito de maneira precária, já que a estrutura utilizada pelo projeto é móvel. “Todos os domingos eles têm que montar a estrutura toda, levar passarelas, cadeiras e todos os equipamentos de esporte e lazer. Montar um espaço fixo vai facilitar e melhorar a assistência dada às pessoas com problema de acessibilidade”, destacou.

PROJETO – O Espaço Turístico adaptado prevê a adequação de um espaço na areia da praia para a prática de vôlei e bocha; instalação de academia híbrida e playground com brinquedos adaptados interativos para crianças especiais; um quiosque de apoio com banheiros, depósitos, atendimento ao público, guarda volumes e copa; e, ainda, espaço de contemplação e convivência com piso nivelado integrado aos outros espaços, com esteira adaptada para facilitar a locomoção até o mar.

 Fonte  https://defensoria.pb.def.br/noticias.php?idcat=1&id=2148

Postado por Antônio Brito 

Novo tratamento para pacientes com LLC

cancer sangue

 

Combinação entre Venetoclax e Obinutuzumabe foi aprovada pela ANVISA

Pacientes com leucemia linfoide crônica (LLC), atenção! Temos uma boa notícia para você: uma nova opção de tratamento foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

O Venetoclax (Venclexta®), em combinação com o Obinutuzumabe, apresentou excelentes resultados para pacientes sem tratamento prévio. A aprovação foi baseada na pesquisa CLL 14, um estudo de fase 3 que avaliou esta combinação como um tratamento oral, sem quimioterápicos e de duração fixa.

Os pacientes completaram o tratamento no prazo fixo de 12 meses e a maioria (87%) não apresentou piora da doença em 25 meses de acompanhamento.

Fonte: Comunicação Abrale

 https://www.abrale.org.br/abrale-noticias/471-novo-tratamento-para-pacientes-com-llc?fbclid=IwAR0ZMwnOwkKgEZl9mJ4EX7XcYVAWC6j7nKEIluPIlAv4DKstKQBKlCpxHtU

Postado por Antônio Brito 

Prefeitura terá que indenizar filhos de mulher morta sem oxigênio

Cilindro de oxigênio foi usado em festa

Cilindro de oxigênio foi usado em festa

Reprodução/TV Record

Os desembargadores da 2.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná decidiram aumentar para R$ 80 mil a indenização que o município de Luiziana, no noroeste do Estado, deverá pagar a cada um dos dois filhos de uma mulher que morreu em decorrência da falta de oxigênio.

Na virada de 2012 para 2013, segundo o processo, a paciente sofreu um enfarte e precisou ser levada de ambulância para uma cidade maior, mas não teve a devida oxigenação no trajeto porque o único cilindro portátil da Unidade Básica de Saúde estava na casa do então prefeito, José Claudio Pol, o Claudião (MDB), sendo utilizado para bombear chope em festa de Ano Novo.

A decisão foi dada em julgamento de recurso impetrado pelo município contra sentença de primeiro grau que determinou que o município pagasse R$ 20 mil para cada um dos filhos da falecida.

Leia mais: Ex-prefeito usa cilindro de oxigênio de posto de saúde para bombear chope durante festa

Na ocasião, a Justiça considerou 'negligente' a conduta do então prefeito e escreveu. "Não pairam dúvidas que a ausência de oxigênio no transporte da mãe dos autores (…), que era imprescindível a ela naquele momento, reduziu a chance de sobrevivência", decidiu a Justiça.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a mulher morreu por 'falência múltipla de órgãos e choque cardiogênico'. Ela chegou ao Hospital de Campo Mourão, cidade para onde foi levada, já com parada cardiorrespiratória.

A Promotoria indicou ainda que, quando o cilindro de oxigênio portátil foi levado da UBS, o pretexto dado foi que o equipamento seria para uso de um parente de 'Claudião'.

Ao Tribunal de Justiça, o município alegou que não foi possível provar que a morte aconteceu por culpa da administração pública. A prefeitura de Luiziana argumentou que o falecimento não ocorreu apenas pela falta de oxigênio no transporte até Campo Mourão.

Os filhos também recorreram, pedindo aumento do valor da indenização por considerarem a condenação branda.

Tal pedido foi atendido pelos desembargadores, que registraram no acórdão: "A gravidade da conduta, com a ampla divulgação dos fatos à coletividade, inclusive diante das postagens de fotografias em redes sociais do cilindro de oxigênio nas festividades, exige uma reprimenda maior, por aumentar o abalo psicológico dos autores."

Em seu voto, o desembargador José Joaquim Guimarães da Costa, relator, indicou que o prefeito 'não teve nenhuma consideração pelos direitos que deveria zelar' e acabou contribuindo para a morte da cidadã de Luiziana.

O desembargador destacou a 'sensação de impotência e descrédito' dos filhos diante do sofrimento da paciente 'por ato considerado de extrema futilidade e desrespeito pelos munícipes do local'.

A reportagem buscou contato com o ex-prefeito José Claudio Pol. O espaço está aberto para manifestação.

04/02/2020

Como solicitar alteração na CNH


Quando uma Pessoa com Deficiência que é condutora decide comprar um veículo zero quilômetro com isenção, o primeiro passo é alterar a CNH para incluir as restrições referentes à limitação, caso exista. E muita gente tem dúvida quanto a isso. Para nos ajudar, o Renato Grigório, da Go Isenções, elaborou um passo a passo para fazer o processo de alteração da CNH.

1 - Inicialmente a pessoa deve buscar, junto ao médico que acompanha o seu caso, o primeiro laudo ou relatório. Nele o médico deverá descrever quais são as limitações físicas avaliadas que podem impedi-la de conduzir veículo automotor sem adaptações ou restrições; 

2 - Na sequência, munida desse documento, a pessoa deverá agendar através do site do DETRAN/MG (https://www.detran.mg.gov.br/habilitacao/pessoa-com-deficiencia/alteracao-da-cnh-para-condutores-com-deficiencia) uma consulta médica em clínica credenciada àquele departamento para ser novamente avaliada; 

3 - O médico da clinica credenciada ao DETRAN-MG, entendendo que há limitações que justifiquem o encaminhamento do caso para perícia junto a Seção de Exames Especiais do DETRAN/MG, assim o fará;

4 - Na SEE/DETRAN-MG, a pessoa deverá ser avaliada pelos médicos peritos. Caberá a eles, feitos todos os testes definidos em portaria do CONTRAN, definir se serão e quais restrições serão apontadas na CNH.

Fonte  https://www.blogdocadeirante.com.br/2019/09/como-solicitar-alteracao-na-cnh.html?m=1
Postado por Antônio Brito 

Mães de crianças com autismo protestam contra falta de assistência psiquiátrica

Famílias dizem que, desde setembro, há falhas na assistência psicossocial para pessoas que sofrem com o transtorno.

Por Apilly Ribeiro



Mães de crianças que precisam de apoio psiquiátrico cobram providências ao governo

Mães de pessoas com autismo protestaram, nesta segunda-feira (3), em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no Centro Recife. Elas reclamaram da falta de acompanhamento psiquiátrico nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) (veja vídeo acima).

O tratamento psiquiátrico garante um melhor desenvolvimento para os pacientes e qualidade de vida para a família. Em setembro, famílias protestaram pelo mesmo motivo, em frente ao Caps Professor Zaldo Rocha, no bairro da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife.

De acordo com as mães, desde junho de 2019, a Policlínica Albert Sabin, na Tamarineira, na Zona Norte, ficou sem a única médica infantojuvenil que havia, várias falhas de atendimento assistencial começaram a aparecer também nos Caps.

A Policlínica Albert Sabin é de referência no atendimento psicossocial e a manutenção dos serviços nos Caps é de responsabilidade da prefeitura. A recepcionista Havana Oliveira tem um filho de 2 anos e 4 meses.

Ela tem medo que a falta de tratamento nos primeiros anos de vida da criança aumentem as chances de ele não se desenvolver e ter uma vida normal.

"Eu quero pedir que deem a assistência à qual meu filho tem direito. Ele merece ter um futuro e se desenvolver. Eu descobri precocemente que meu filho é autista, mas estou vendo a chance de ele se desenvolver se estragar, porque o poder público não dá assistência adequada para o meu filho", declarou.

Segundo a enfermeira Carol Aleixo, que também tem um filho autista, o objetivo das mães não é cobrar mais medidas na legislação para pessoas com autismo, mas fazer com que as ações existentes sejam implementadas.

"O estado e nosso país já possuem leis, o que precisamos é que elas sejam respeitadas. Existem milhares de crianças e pessoas com autismo e com deficiência desamparadas. A pessoa com deficiência precisa ser prioridade do governo. Pernambuco tem de tudo pra sair na frente, temos leis de inclusão, leis para pessoas com autismo, mas elas não estão sendo cumpridas", disse.

As mães conseguiram, no fim da tarde, ser atendidas pelo secretário executivo de Projetos Especiais do governo do estado, Eduardo Figueiredo.

Mães de crianças com autismo protestaram no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo
Mães de crianças com autismo protestaram no Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Resposta

Por meio de nota, o governo informou que integrantes da Casa Civil e da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco receberam o grupo de mães. A pauta conta com solicitações relativas aos atendimentos nas áreas de saúde, educação e transporte.

Ainda segundo o governo, "todos os pontos da pauta foram discutidos e encaminhados, sendo agendadas reuniões nas próximas semanas com as Secretarias e os órgãos responsáveis".

Também por meio de nota, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife informou que, na última semana, o psiquiatra infantil da Policlínica Albert Sabin, na Tamarineira, na Zona Norte, pediu desligamento.

Disse, ainda, que outro profissional vai substitui-lo ainda esta semana. Antes disso, uma outra psiquiatra fez os atendimentos no segundo semestre de 2019.

A Sesau explicou também que a psicopedagoga que atendia na unidade era cedida pelo governo do estado e, no ano passado, solicitou retorno ao órgão de origem.

"A secretaria estuda, em parceria com a Secretaria de Educação do município, a viabilidade de mobilizar internamente um profissional para esta vaga", afirmou.

Sobre o atendimento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Zaldo Rocha, que fica na Encruzilhada,na Zona Norte, a Sesau esclareceu que "uma psiquiatra começará a trabalhar na unidade ainda esta semana, e outra, iniciará até o fim deste mês".

A Sesau reforça que estão em andamento concurso e seleções para contratação de mais médicos e outros profissionais de saúde que irão reforçar o atendimento em toda rede municipal.

Fonte  https://g1.globo.com/google/amp/pe/pernambuco/noticia/2020/02/03/maes-de-criancas-com-autismo-protestam-contra-falta-de-assistencia-psiquiatrica.ghtml

Postado por Antônio Brito 

Vimos divulgar o nosso III Encontro sobre Lesões Medulares, que será no dia 17 de Fevereiro, às 14h no Centro de Reabilitação do Norte (Vila Nova de Gaia).


Neste encontro vamos falar sobre os principais temas ligados à qualidade de vida na lesão medular e ainda os principais avanços na investigação em temas como Terapias Celulares, Regeneração, Controlo da Bexiga, Interfaces cérebro-máquina, entre outros, que trazem esperança num futuro com maior funcionalidade, integração social e qualidade de vida.

Para além dos investigadores, terão também a palavra pessoas com Lesão Medular e suas famílias, numa conversa que procurará dar resposta às maiores questões sobre o que está a ser feito e o que podemos esperar da investigação nesta área, e sobretudo, para quando a implementação na prática?

Podem participar pessoas com lesão medular, suas famílias, técnicos de saúde e de reabilitação e outros com interesse nesta temática.

A inscrição é gratuita, mas obrigatória, através do seguinte formulário de Inscrição no Encontro sobre Lesões Vertebro Medulares:

Aceda aqui para mais informações e programa.

LUGARES LIMITADOS. Faça já a sua inscrição!!
Partilhe com quem possa estar interessado.

Fonte  https://tetraplegicos.blogspot.com/2020/01/iii-encontro-sobre-lesoes-medulares.html?m=1
Postado por Antônio Brito 

FÃ COM PARALISIA CEREBRAL SÓ SE ACALMA COM MÚSICAS DE SANDY E JUNIOR


Foto: Marina Paschoaletti/Arquivo pessoal
Marina Paschoaletti, de 28 anos, já nasceu ouvindo Sandy e Junior em casa, assim aprendeu a gostar da dupla. Aos poucos ela percebeu que a escolha musical tinha um motivo: este era o interesse musical de Rafael, o irmão mais velho, e que tem paralisia cerebral.
— Levei muito tempo para perceber que meu irmão era “diferente”. E tenho essa memória de nós dois enquanto crianças dançando na sala de casa. Como o Rafa não anda, e não fala, fui crescendo e percebendo que o gosto por Sandy e Junior é algo que nos aproxima muito. Nós tínhamos as paredes do quarto cobertas de pôsteres da dupla — relembra Marina.
                          Marina e o irmãoMarina e o irmão
Rafael conheceu Sandy e Junior em 1991. O pai do garoto o levou para a inauguração de um shopping em Goiânia quando ficou sabendo que “o filho do Xororó ia cantar”. No local, os olhos do irmão de Marina brilharam ao ouvir Sandy e Junior. A emoção com a dupla se repetiu ao longo dos anos.
— Nossa mãe é musicista e tocava piano para o Rafael desde bebê. Começou com cantigas de roda e músicas infantis para estimulá-lo, principalmente, na hora da fisioterapia. Depois, passaram a ser as músicas de Sandy e Junior. Como de dois em dois anos o meu irmão precisa fazer acompanhamento neurológico em São Paulo, nossos pais sempre marcavam as consultas de acordo com a agenda da turnê da dupla para irmos aos shows (risos).
Com a turnê “Nossa história”, Marina e Rafael vão assistir a dupla pop em Brasília e tiveram a oportunidade de conhecê-los no camarim. É que a advogada inscreveu a história do irmão em uma promoção. No texto, ela destacou como a música de Sandy e Junior ajuda o irmão no dia a dia.
                       Rafael se encontrou novamente com a dupla no show de Brasília
Rafael se encontrou novamente com a dupla no show de Brasília
Foto: Enviada pelo leitor
“Se ele está nervoso é só colocar Sandy e Júnior que o acalma. Se está disperso é Sandy e Júnior que o ajudam a fixar. Se está triste, ouvindo Sandy e Júnior fica alegre. Para fazer hidroterapia ele raramente está animado, mas é só propor ouvir Sandy e Júnior na piscina que ele logo anima”, escreveu.
Agora, ambos estão ansiosos para poderem abraçar os ídolos.
— Rafael ficou emocionado quando liguei contando da notícia. Toda vez que o encontro ele não quer falar de outro assunto. Ele é muito expressivo, então a gente entende bem. Para mim, a entrada também será especial. É que meu irmão já entrou no camarim outras vezes, mas eu vou pela primeira vez. Quando criança eu ia para a porta chorando, pedindo para entrar, mas não me deixavam. Eu entregava cartinhas para o Rafael repassar. Não estou me segurando! — diz Marina, aos risos.
                        

Fonte  https://casadaptada.com.br/2020/02/fa-com-paralisia-cerebral-so-se-acalma-com-musicas-de-sandy-e-junior/
Postado por Antônio Brito 

Educação inclusiva – o que determina a legislação brasileira

Ao longo desta semana, estão acontecendo reuniões da Comissão de Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Especial 2020, no âmbito do Conselho Nacional de Educação.

Com o objetivo de orientar o grupo sobre o que deve ser feito para garantir uma educação inclusiva de qualidade a todos os brasileiros, oficiei o colegiado ressaltando a importância de essa revisão estar alinhada ao que determina a legislação brasileira, em especial a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil desde 2008. A Convenção e seu Protocolo Facultativo possuem status de emenda constitucional. Ou seja, seu cumprimento não é opcional, mas sim um compromisso que deve ser seguido à risca pelo Estado.

Encaminhei também ao Conselho o Comentário Geral nº 4, de 2016, emitido pelo Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, do qual sou membro eleita, que estabelece aos Estados Partes signatários da Convenção orientações de como proceder para a efetivação do direito à uma educação inclusiva expresso no art. 24 do Tratado Internacional.

A inclusão na rede pública e privada não pode, sob qualquer alegação, não acontecer nem ser dificultada. NENHUMA escola pode alegar ônus desproporcional ou indevido para evitar a obrigação de realizar adaptações necessárias.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), a Lei Federal de Acessibilidade (Lei 10.098/2000) e o Decreto 7611/2011 devem ser seguidos pelo Conselho Nacional de Educação, com vistas a garantir todas as condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem a todas as crianças, adolescentes e jovens, desde a educação infantil, passando pela educação básica, ensino técnico e superior, chegando aos mais elevados níveis de escolarização e de ensino.

Garantir o direito à educação a todos é nossa bandeira, nossa meta e nossa visão de Brasil realmente desenvolvido. Não se cresce subtraindo de alguém o direito de frequentar a escola. A escola que deve ser feita por todos e para todos.

Fonte  https://maragabrilli.com.br/educacao-inclusiva-o-que-determina-a-legislacao-brasileira/

Postado por Antônio Brito 

Acessibilidade em Singapura | Por Leandro Menna

Pedi a Leandro Menna que escrevesse um post sobre acessibilidade em Singapura logo que fiquei sabendo que já tinha visitado a cidade. Neste texto, nós o acompanhamos em seu passeio por uma das cidades mais acessíveis do mundo, segundo o guia de viagens Lonely Planet. Vamos conhecer?

Na foto, você vê Leandro Menna com o icônico edifício Marina Bay ao fundo.

 Acessibilidade em Singapura

Leandro Menna*

 Olá, pessoal, meu nome é Leandro Menna e estou aqui a convite da Laura para passar a minha experiência como cadeirante sobre a cidade/país de Singapura. Depois de ter visitado cerca de 20 países, posso dizer que Singapura sem dúvida foi o lugar mais acessível a que já fui.

 

Facilidades para circulação

 Me senti muito confortável nessa cidade, pois é toda muito acessível. Todas as esquinas pelas quais passei possuem guias rebaixadas e piso tátil. Observei que mesmo os lugares mais afastados do centro também tinham calçadas padronizadas com guias rebaixadas.

Mas não só guias rebaixadas fazem Singapura ser acessível. Todos os semáforos têm sinalização sonora para quem precisa desse recurso.

 

Acessibilidade em Singapura: rampa através da escada, com corrimãos. A escada também tem corrimão. No Brasil, de acordo com a norma ABNT, o corrimão deve ser duplo, com duas alturas. (Foto de Leandro Menna)

 Metrô organizado

 Ainda falando de espaços públicos, a educação das pessoas dessa cidade é algo impressionante, não existe sujeira no chão, são incrivelmente limpas todas as ruas.

O metrô é um show à parte, fiquei impressionado. Quando entrei pela primeira vez, me lembrou um aeroporto, de tão limpo e organizado.

Não sei se todas as estações têm elevador, mas todas a que eu fui tinham. Pelo metrô você percorre a cidade inteira, inclusive pode descer na estação que fica dentro do hotel mais famoso de Singapura, o Marina Bay Sands. Sugiro jantar no Cé La Vi, que fica no topo desse hotel. A vista é incrível.

Esta é a famosa piscina de borda infinita do Marina Bay (Foto: site do hotel)

Hotel bem localizado

Infelizmente não me hospedei no Marina Bay Sands, mas fiquei no Hotel Holiday Inn Express Clarke Quay, que fica em uma região muito bem localizada e com um quarto muito bem adaptado, principalmente o banheiro, pois esse é sempre o ponto de maior preocupação para nós cadeirantes.

Apesar do quarto não ser grande, era muito bem distribuído e com um banheiro respeitando todas as normas que precisamos. Infelizmente não tirei nenhuma foto.

O Hotel fica na região de Clarke Quay, uma das mais badaladas da cidade e cheias de bares. Para quem curte a noite, é um ótimo local para se hospedar.

Dicas de passeio 

Vamos às dicas do que fazer lá.

Uma opção legal para você ter uma visão geral da cidade é pegar um ônibus sightseeing, que vai passando e parando nos principais pontos da cidade.

Um lugar imperdível é o Gardens by the Bay, o principal espaço recreativo ao ar livre de Singapura. Na parte da noite tem um show de luzes incrível. Dentro desse parque existem duas estufas, uma que simula uma floresta tropical (Cloud Forest) e a outra com milhares de plantas de todo o mundo (Flower Dome). Além disso, ele tem como propósito usar toda a energia e a água de forma eficiente e sustentável. Vale muito a pena a visita.

Também vale a pena ir à ilha resort de Sentosa, que tem o parque da Universal Studios.

Como já citado, o Hotel Marina by Sands também é um ponto turístico, marcado pela sua arquitetura peculiar em formato de barco. O local possui shopping com lojas de várias de grifes internacionais (nem me arrisquei a entrar em nenhuma rsrs) e um cassino bem legal, nesse eu me dei bem 🙂 Além, é claro, da famosa piscina de borda infinita.

 

Este é o impressionante Gardens by the bay, em foto de Leandro

 Vale a pena?

 Como na vida nem tudo são flores, Singapura também tem seu ponto negativo. É uma cidade extremamente cara. Se não me engano é uma das mais caras do mundo. Então vão preparados para pagar cerca de $12 em uma lata de refrigerante.

Apesar disso, vale a pena viver essa experiência por alguns dias, principalmente se você for cadeirante. Vai se sentir em casa.

Caso queiram tirar alguma dúvida, é só me mandar uma mensagem direta pelo Instagram. O endereço é @lemenna.

Para saber mais:

 Desenho universal e acessibilidade no transporte público

Laura Martins

Segundo esta reportagem do The Guardian sobre cidades que estão investindo na acessibilidade, o envelhecimento da população foi um forte motivador para que ela recebesse atenção em Singapura. Afinal, até 2030 os idosos serão um quinto da população.

Por essa razão, a Autoridade de Construção Civil incentivou a aplicação dos princípios do desenho universal em novos empreendimentos desde 2007.

De acordo com o site Visit Singapore, o sistema de transporte rápido de massa (MRT) da cidade, em todas as estações, tem pelo menos uma rota acessível, assim como rampas e elevadores sem barreiras, além de banheiros. Cada trem possui dois carros acessíveis para cadeiras de rodas.

Além disso, os passageiros com deficiência visual podem usar as placas em Braille nos elevadores das estações e o piso tátil para se guiar da entrada do MRT até a plataforma. Os nomes das estações e as instruções para transferência são anunciados em todas as paradas de trem. Passageiros com deficiência auditiva poderão verificar horários e destinos de chegada nas várias telas localizadas em torno da plataforma do trem. Todas as portas da plataforma têm luzes vermelhas piscantes para indicar quando estão fechando.

No site, é possível encontrar muitas outras informações, por isso não deixe de conferir!

Fonte http://cadeiravoadora.com.br/acessibilidade-em-singapura/

Postado por Antônio Brito 

Ensino de Libras é disciplina obrigatória em escolas de Porto Nacional (TO)

A Prefeitura de Porto Nacional, município que fica no coração do Tocantins, incluiu a disciplina de Libras (Língua Brasileira de Sinais) na grade curricular da rede municipal de ensino em 2018.

Porto Nacional é a única cidade do Tocantins em que a disciplina é obrigatória nas escolas municipais, 13, ao todo. Estima-se que 70 turmas do 4º e 5º ano contam com a disciplina. Quase 2 mil estudantes.

A diretora Gisele Cristine foi uma das pessoas que trabalharam ativamente para a implementação da disciplina. Ela comemora que hoje Porto Nacional seja uma cidade-polo do curso de Letras/Libras da Universidade Federal do Tocantins (UFT/TO).

cidade oferta Libras como disciplina obrigatória no TO

“Desde o início do atual governo municipal, descobrimos uma grande comunidade de surdos em Porto Nacional. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras. Com a Libras, hoje temos um resultado positivo. Tudo melhorou, inclusive as relações comunicacionais”, explicou.

cidade oferta Libras como disciplina obrigatória no TO

As aulas contam com suporte de uma equipe multidisciplinar e capacita os alunos com deficiência auditiva e ouvintes.Shyrleide Maia, secretária municipal de educação, conta que a gestão local tem buscado promover a inclusão social de todos que tenham algum tipo de deficiência.

“A Secretaria Municipal da Educação incluiu a disciplina Libras nos 4º e 5º anos. Essa matéria é estudada por todos, com o objetivo de facilitar as comunicações interpessoais na sala de aula; com a família, em casa, e com a comunidade em geral”, concluiu.

cidade oferta Libras como disciplina obrigatória no TO

Fonte  https://razoesparaacreditar.com/cidade-oferta-libras-obrigatoria-to/?utm_source=facebook&utm_medium=post&utm_campaign=rpa&utm_content=ensino-libras-disciplina-obrigatoria-escolas-porto-nacional-to

Postado por Antônio Brito