26/01/2020

Artigo da LBI entra em vigor e garante imóveis acessíveis para pessoas com deficiência

A partir do dia 27 de janeiro, novos projetos protocolados em prefeituras de todo o Brasil devem ter porcentual de unidades de moradia adaptáveis ou adaptadas
A partir da próxima segunda-feira, 27 de janeiro, projetos de construtoras e incorporadoras protocolados em todas as prefeituras do País deverão atender aos critérios de acessibilidade estipulados no artigo 58 da Lei n° 13.146/2015 - Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), conforme Decreto Presidencial n° 9.451 assinado em julho de 2018. Na prática, pessoas com mobilidade reduzida, portadoras de nanismo ou limitações auditivas e visuais, por exemplo, estão asseguradas por Lei a pedirem adaptações em imóveis adquiridos na planta (antes do início da construção) sem que haja custo adicional.
De acordo com o último censo do IBGE - realizado em 2010 - cerca de 24% da população brasileira declarou ter algum grau de deficiência ou dificuldade em habilidades motoras, visuais, de audição ou intelectuais. A porcentagem de pessoas com dificuldade severa de mobilidade é de 2,3%, por exemplo.
Para assegurar a acessibilidade dessa parcela da população, a LBI conta com três artigos que impactam diretamente no setor de construção civil. O artigo 32, já em vigor, estabelece que construções habitacionais de cunho social e financiadas com recursos públicos, como o Minha Casa Minha Vida, devem conter 3% de unidades adaptadas. O artigo 45, também em vigor, corresponde a hotéis e demais estabelecimentos comerciais e estipula a obrigatoriedade de 5% de unidades adaptadas.
Cadeirante há 22 anos, Edson Alba passou pelo processo de pedir uma unidade adaptada antes da vigência do artigo. Foto: Nilton Fukuda
O artigo 58 impacta diretamente em novos projetos de médio e alto padrão. Para seguir a legislação, construtoras e incorporadoras têm duas opções: protocolar empreendimentos com 100% de unidades internas adaptáveis ou imóveis com 3% de unidades internas já adaptadas.
A unidade adaptável deve ser projetada de forma em que possa ser convertida futuramente em unidade acessível. Isso significa que é imprescindível que alterações de layout, dimensões internas ou quantidade de ambientes sejam possíveis de serem realizadas sem que a estrutura da edificação e instalações prediais sejam afetadas. Já as unidades adaptadas devem ser entregues seguindo parâmetros acessíveis em larguras de corredores (90 cm), portas (80 cm), banheiro (cadeirante deve entrar e sair de frente do cômodo, ou seja, é preciso proporcionar giro de 180° da cadeira de rodas), altura e distância máxima de interruptores (altura pode mudar de acordo com a necessidade - pessoas com nanismo e cadeirantes têm alturas diferentes, por exemplo), entre outras. Sinais visuais e sonoros também compõem unidades adaptadas para pessoas com deficiências visuais e auditivas. Os padrões de acessibilidade estão estabelecidos em norma da ABNT NBR 9050.
Carlos Borges, vice-presidente do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), ressalta que será preciso mudar a forma como os profissionais e as empresas planejam os novos projetos. "Para conceber um empreendimento que possa ser adaptável, não é possível simplesmente pegar uma planta normal e depois fazer uma adaptação. É preciso pensar no projeto já com essa possibilidade. Seja na largura de corredores ou em instalações elétricas e hidráulicas. Todo o projeto tem que ser pensado como adaptável. É uma mudança de mindset", diz.
O Secovi-SP e especialistas no tema acreditam que a Lei retoma o conceito de desenho universal e fortalece a arquitetura pensada para as pessoas. "Acredito que a Lei será uma aula inclusiva para os arquitetos responsáveis por esses projetos. Precisamos voltar a pensar na qualidade da moradia, em edifícios construídos para seres humanos, que mudam com o tempo, envelhecem, adoecem, quebram uma perna ou recebem o pai idoso para morar com ele", acredita Silvana Cambiaghi, arquiteta e presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade de São Paulo.
Cadeirante há 22 anos, Edson Alba passou pelo processo de pedir uma unidade adaptada antes da vigência do artigo. Seis meses antes da entrega do imóvel, ele pediu o aumento da largura das portas (de 70 cm para 90 cm) e a instalação de uma rampa entre a sacada e a entrada da sala, pois havia um degrau no ambiente. "Acredito que a vigência do artigo vem para somar. Ainda mais porque existe a tendência de construir imóveis cada vez menores. Neles, a adaptação é mais difícil e a Lei vai assegurar isso", acredita. Edson completa que a construtora não demonstrou resistência e todas as adaptações foram feitas sem custo adicional.
Pelo artigo 58, estão isentos imóveis com um dormitório e até 35 m² e imóveis de dois dormitórios com até 41 m².
Na prática. Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), diz que construtoras e incorporadoras estão preparadas para seguir a legislação a partir desta segunda-feira, 27. "Estamos falando de imóveis de médio e alto padrão, não existe dificuldade. E a legislação é clara e objetiva", diz.
A reportagem do Estado entrou em contato com incorporadoras da cidade de São Paulo e nenhuma aceitou falar sobre o tema. Apenas a Plano&Plano comentou o assunto.
"Como nossos empreendimentos são financiados pela Caixa Econômica Federal (são construções para o Minha Casa Minha Vida, por isso atendem ao artigo 32), já cumprimos esses requisitos. Nos últimos três anos, 100% dos empreendimentos seguem as normas", diz Renee Silveira, gerente da incorporadora.
Em dezembro de 2019, o Secovi-SP, a Abrainc e a Comissão Permanente de Acessibilidade de São Paulo com apoio de outras entidades do setor lançaram o Guia Prático de Acessibilidade em Unidades Residenciais. A cartilha traz detalhes sobre as exigências estabelecidas pelo artigo 58 e traz medidas e adaptações necessárias para os novos projetos. O guia está disponível gratuitamente no site do Secovi-SP.

COLABOROU ANNA BARBOSA, estagiária sob a supervisão do editor de Economia e Negócios, Alexandre Calais. 

Fonte  https://economia.estadao.com.br/blogs/radar-imobiliario/artigo-da-lei-de-acessibilidade-entra-em-vigor-e-garante-imoveis-acessiveis-para-pessoas-com-deficiencia/
Postado por Antônio Brito 

Anvisa decide simplificar acesso a medicamentos de canabidiol

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) simplificou a importação de medicamentos à base canabidiol. Em decisão tomada hoje (22) por sua diretoria, a agência reduziu a documentação necessária para requerer a importação do medicamento. Agora, basta a apresentação da prescrição médica do produto.
A reunião desta quarta-feira fez a revisão de uma norma de 2015, que define os critérios e procedimentos para a importação, em caráter excepcional, de produto à base de canabidiol. A norma define critérios de importação desse tipo de medicamento apenas para pessoa física. Os pedidos continuarão sendo feitos pelo portal de serviços do governo federal.
Outra mudança é a validade da prescrição junto com o cadastro, que passará a ser de dois anos. Com isso, a Anvisa espera uma redução no tempo de análise e liberação dos pedidos. A revisão definiu que a importação pode ser feita pelo responsável legal do paciente ou por seu procurador legalmente constituído.
Desde a Resolução de 2015, a Anvisa registrou aumento de 700% no número de pedidos para importação desses medicamentos. A média mensal saltou de 328 pedidos por mês em 2018 para mais de 900 em 2019. Medicamentos com base em canabidiol são usados para tratamento de doenças raras, graves ou que podem levar à morte.
Fonte  https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil/2020/01/22/anvisa-decide-simplificar-acesso-a-medicamentos-de-canabidiol.htm
Postado por Antônio Brito 

Infrações contra consumidor com deficiência podem ter penas agravadas — Senado Notícias


A multa por infração às normas de defesa do consumidor poderá ser agravada quando cometida contra a pessoa com deficiência. Projeto de lei com esse objetivo (PL 4.290/2019) aguarda indicação de relator na Comissão de Transparência e Defesa do Consumidor (CTFC).

De autoria do senador Plínio Valério (PSDB-MA), a proposição altera o artigo 57 da Lei 8.078, de 1990, que instituiu o Código de Defesa do Consumidor. Segundo o projeto, as infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas a pena de multa, graduada de acordo com a gravidade, a vantagem auferida, a condição econômica do fornecedor e a situação de vulnerabilidade do consumidor com deficiência.

Plínio entende que a proteção a esses cidadãos deve ser ampliada. “Como sabemos, pessoas com deficiência enfrentam inúmeros obstáculos para realizar atividades rotineiras, como a simples ida ao supermercado ou ao banco. Dessa forma, a violação dos direitos do consumidor com deficiência adquire um especial significado, pois atinge mais gravemente pessoas que já vivenciam um cotidiano de dificuldades e exclusão social”, justificou.

Caso a CTFC aprove a medida, o PL 4.290/2019 será remetido, em seguida, para análise na Câmara dos Deputados, caso não haja recurso da decisão da comissão, pedindo que o projeto seja enviado ao Plenário.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte  https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/01/22/infracoes-contra-consumidor-com-deficiencia-podem-ter-penas-agravadas?utm_medium=share-button&utm_source=whatsapp

Postado por Antônio Brito 

Cientistas descobrem célula que poderá tratar todos os tipos de câncer

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Um grupo de investigadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, encontrou um novo tipo da "Célula T" - responsável pela defesa do organismo contra ameaças desconhecidas, como vírus e bactérias - que poderá atacar e destruir a grande maioria dos tipos de câncer.

A descoberta foi publicada na revista científica Nature Immunology e ainda não foi testada em doentes. Contudo, os investigadores acreditam que, embora o trabalho ainda esteja em estágio inicial, a descoberta tem “enorme potencial”, diz a BBC.

Os cientistas encontraram uma célula no sangue das pessoas que pode avaliar se existe uma ameaça a ser eliminada. Essa nova célula imune suporta um receptor que age como um gancho, que se agarra à maioria dos cânceres ao mesmo tempo que ignora as células saudáveis.

Andrew Sewell, responsável pelo estudo, afirma que é “altamente incomum” encontrar uma célula com potencialidades terapêuticas assim tão vastas no combate ao câncer e que a descoberta aumenta a perspectiva de criar uma “terapia universal”.

“A nossa descoberta aumenta a perspectiva para os tratamentos contra o câncer. Esse tipo de célula pode ser capaz de destruir muitos tipos diferentes da doença. Antes, ninguém achava que isso fosse possível. Essa foi uma descoberta acidental, ninguém sabia que essa célula existia”, contou Sewell ao The Telegraph.

A equipe de investigadores descobriu que o novo tipo de célula T pode encontrar e matar grande diversidade de células cancerígenas, incluindo as presentes no câncer de pulmão, pele, sangue, mama, osso, próstata, ovário, rim e colo do útero.

Embora o processo como a célula ataca outras células ainda não seja compreendido, os cientistas acreditam que o receptor das células T interage com uma molécula, chamada MR1, que existe na superfície de todas as células do corpo humano.

“Somos os primeiros a descrever uma célula T que se encontra com a MR1 nas células cancerígenas. Isso nunca foi feito antes”, afirmou Gary Dolton, que participa da investigação, em entrevista à BBC.

 

 No Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele
 
Fonte: cliccamaqua
http://abrale.org.br/abrale-noticias/469-cientistas-descobrem-celula-que-podera-tratar-todos-os-tipos-de-cancer?fbclid=IwAR3iGTXZQuIZKOQYPS9fSWj30aLKRXuf82hzunyTIyvl_LeQ5HhwdS9Kw_A

Postado por Antônio Brito 

Uberlândia une forças para ampliar a inclusão no trabalho



Projeto reúne 18 empresas, além da Prefeitura e do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. Cidade tem 30 mil moradores com deficiência e 3.500 vagas a serem ocupadas por essa população, mas somente 800 estão preenchidas. Iniciativa já recebeu 1.200 inscrições, 20 trabalhadores foram contratados e há 300 processos seletivos em andamento. Participantes querem expandir ação para outras regiões do Brasil. Cadastro pode ser feito por aplicativo ou na página oficial do programa.




Luiz Alexandre Souza Ventura
22 de janeiro de 2020 | 10h33

Ouça essa reportagem com Audima no player acima ou acompanhe a tradução em Libras com Hand Talk no botão azul à esquerda.


Descrição da imagem #pracegover: Pessoa em uma cadeira de rodas passeio por um shopping center. Foto não mostra o rosto e nem identifica o gênero da pessoa. Crédito: Reprodução.

O programa Diversidade+ (diversidademais.com.br) reúne empresas e o poder público de Uberlândia, na região oeste de Minas Gerais, a 537 quilômetros de Belo Horizonte. Nasceu para tentar ampliar a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho local, desafio de todos os municípios brasileiros, inclusive as principais metrópoles do País.
A cidade é referência em acessibilidade urbana, mas sua força de trabalho formada por pessoas com deficiência permanece na invisibilidade. “Uma das questões que surgiram antes de estruturamos a iniciativa foi justamente saber por que pessoas com deficiência, muitas delas qualificadas, não conseguiam entrar no mercado de trabalho”, afirma Eliane Melgaço, vice-presidente de gente do Grupo Algar, uma das empresas que idealizaram o projeto.
“Promovemos uma grande mobilização social envolvendo diversas instituições representativas de classes, traçamos uma estratégia para entender como podíamos atrair esses profissionais e identificar o que precisávamos mudar para encontrá-los da mesma forma como já fazíamos com qualquer outra vaga”, explica a executiva.
ESTRATÉGIA – Participam da ação 18 empresas, além da Prefeitura de Uberlândiae do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (COMPOD). Poder público, instituições e companhias estruturaram um programa para identificação das pessoas com deficiência da cidade.
Entre as ações estão divulgações constantes nas principais instituições públicas e privadas do município, além de propagandas em 50 ônibus da cidade. Também foram criados quatro canais de atendimento: quiosque, call center, um aplicativo (Android e iOS) e uma página na internet.
A meta é identificar as pessoas com deficiência, cadastrar meios de contato, detalhar a formação dessas pessoas, conhecer as qualificações e experiências profissionais para direcionar aos processos seletivos já abertos ou encaminhar para projetos de qualificação profissional.
As próprias pessoas com deficiência cadastradas no Diversidade+ ajudam a aprimorar essas plataformas de contato, especialmente o aplicativo. As empresas participantes estudam ampliar o programa para outras regiões do Brasil onde atuam.

LEIA TAMBÉM: Rondolópolis, uma cidade unida pela inclusão

CAPTAÇÃO E CONTRATAÇÃO – De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Uberlândia tem aproximadamente 30 mil moradores com deficiência. Segundo dados da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, 3.500 vagas de emprego formal devem ser preenchidas por trabalhadores com deficiência.
O projeto Diversidade+ contabilizou apenas 800 vagas ocupadas, recebeu 1.200 inscrições, já conseguiu a contratação mais 20 profissionais com deficiência e tem 300 processos seletivos em andamento. A expectativa é preencher 1.300 novos cargos em dois anos.
SEM RESTRIÇÕES – Todas as vagas abertas nas empresas entram na página do Diversidade+. Não há uma seleção exclusiva para pessoas com deficiência. Entre os segmentos estão saúde, tecnologia da informação, telecomunicações, agronegócio, construção civil, máquinas e equipamentos, em posições como advogado, desenvolvedor, analista contábil e supervisor de relacionamento.

Para receber nossas notícias direto em seu smartphone, basta incluir o número (11) 97611-6558 nos contatos e mandar a frase ‘VencerLimites’ pelo Whatsapp. VencerLimites.com.br é um espaço de notícias sobre o universo das pessoas com deficiência integrado ao portal Estadão. Nosso conteúdo também está acessível em Libras, com a solução Hand Talk, e áudio, com a ferramenta Audima. Todas as informações publicadas no blog, nas nossas redes sociais e enviadas pelo Whatsapp são verdadeiras, produzidas e divulgadas após checagem e comprovação. Compartilhe apenas informação de qualidade e jamais fortaleça as ‘fake news’. Se tiver dúvidas, verifique.
Fonte  https://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/uberlandia-une-forcas-para-ampliar-a-inclusao-no-trabalho/
Postado por Antônio Brito 

Tampinhas plásticas podem ser doadas para ajudar o Hospital do Câncer

portaldeamericana.com
Foto: Will Moreira

Americana se tornou ponto de coleta de tampinhas plásticas para o Hospital do Amor(Câncer), de Barretos. As tampinhas são vendidas para cooperativas de reciclagem e o dinheiro é destinado para a AVCC (Associação Voluntário
de Combate ao Câncer de Barretos).

Podem ser doadas tampinhas de plástico duro como de garrafas de água, refrigerantes e leite, potes de maionese, achocolatado, nutella, creme dental, shampoo, condicionador, água sanitária e amaciante. Cerca de mil tampinhas valem uma cadeira de rodas.

Os materiais podem ser doados na sede da GAMA (Guarda Armada Municipal de Americana) e nas bases da 19º Batalhão de Polícia Militar do Interior. Lacres e cartelas de remédios também podem ser doados.

Confira os pontos de coleta:
9º BPM/I: Praça Comendador Muller, nº 78, Centro, Americana/SP – Fone: 19.34062182;
– GAMA: Avenida Bandeirantes, n° 2100, Americana;
– 1ª Cia/PM: Av. Nicolau João Abdala, nº 3521, Bairro Antonio Zanaga, Americana/SP – 19.34075209;
– 2ª Cia/PM: Rua Maranhão, nº 290, Vila Grego, Santa Bárbara d’Oeste/SP – Fone: 19.34635544;
– 3ª Cia/PM: Rua Campinas, nº 61, Centro, Cosmópolis/SP – Fone: 19.34696034;
– 2º Pelotão/PM Rua Monteiro Lobato, nº 398, Bairro Jd Wada, Artur Nogueira – Fone: 19.38772144;
– 1º Grupamento/PM: Rua Teófilo Haeck, nº 575, Centro, Engenheiro Coelho;
– Base Comunitária: Av. Iacanga, nº 435, Jardim Ipiranga, Americana/SP – Fone: 19.34061146,
– Base Comunitária de Segurança do Bairro Jd. Europa.: Rua Portugal, nº 136, Jardim Europa I, Santa Bárbara d’Oeste/SP – Fone: 19.34572575.

Fonte  https://portaldeamericana.com/2019/tampinhas-plasticas-podem-ser-doadas-para-ajudar-hospital-do-cancer/

Postado por Antônio Brito 

Crianças com deficiência também têm o direito de brincar: conheça o Projeto LIA

Pare por um minuto para se colocar na realidade de outra pessoa…
Agora você é a mãe de três crianças. Uma delas com deficiência motora, causada por uma paralisia cerebral. O dia lá fora está ensolarado e quente, você pensa que é uma boa ideia convidar seus filhos para um passeio no parque, para que eles possam se divertir em um espaço aberto e fresco. Chegando lá você se senta e permite que as crianças vão brincar com os brinquedos do parquinho público.

Duas delas vão. Outra não. Pense que você agora é uma mãe observando dois dos seus filhos sorrindo e se divertindo, enquanto ao seu lado, sua filhinha, permanece impedida de aproveitar da mesma forma, devido às barreiras arquitetônicas de acessibilidade, que não são inclusivas às crianças com deficiência. 
Essa história poderia ser triste, se a Shirley, a mãe que vivenciou em sua realidade esta situação, tivesse se acomodado e deixado a situação permanecer dessa forma. Chegando em casa, ela adaptou do seu jeitinho, com os recursos que tinha em casa, um balanço para que sua filha com deficiência pudesse brincar e usufruir das alegrias de ser criança. 
O resultado foi o maior sorriso do mundo! 

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Fonte: Projeto LIA

Esse sorriso trouxe uma ideia: adaptar todos os parques públicos para que todas as crianças com alguma deficiência também pudessem brincar. E o sonho dessa mãe se encontrou com o sonho de outra mãe que tinha o mesmo propósito. Elas se uniram e tiraram a ideia do campo da imaginação, tornando-a real para inúmeras crianças com deficiência em mais de 40 cidades no Brasil. 
O mais legal é que essa mãe encontrou outra mãe que já sonhava da mesma forma. Elas se juntaram para tornar esse sonho realidade e deram origem ao Projeto Lia (Lazer, Inclusão e Acessibilidade). 

Conheça o Projeto Lia

Projeto Lia é um movimento articulado por mães de todo o Brasil, que buscam repercutir a importância e propor alternativas para difundir a inclusão e diversão às crianças com deficiência. Com origem em Curitiba, hoje o LIA já está em mais de 40 cidades e em 14 estados do País. 
Elas cobram das autoridades a implantação de brinquedos adaptados em parques públicos, praças e todos os locais de uso público comum. O projeto reúne famílias, amigos, profissionais na busca pelo lazer, inclusão e acessibilidade, conscientizando a sociedade de que as pessoas com deficiência também têm assegurado este direito.
Além disso, o LIA também promove eventos inclusivos, encoraja as famílias a buscarem momentos de lazer para as crianças com deficiência e atuam para o fortalecimento dos cuidadores.

O LIA veio à nossa casa

Para dividir suas experiências e expectativas com o Projeto Lia, a Shirley – a mãe que sonhou e realizou uma trajetória de inclusão motivada por sua filha – veio até a nossa casa com objetivo de inspirar ainda mais pessoas a sonharem junto com ela. 



Vídeo Projeto LIAClique sobre a imagem para assistir ao vídeo

Seja você mãe, pai, irmão, irmã, familiar ou amigo de uma criança com deficiência, você também pode ser uma peça fundamental para garantir o direito dela se divertir. A Shirley encontrou um caminho para ela e pode te ajudar a encontrar o seu também. O sorriso de uma criança pode estar a uma ação de distância. Engaje-se em projetos de impacto social. Acesse o passo a passo no site do Projeto Lia e saiba como fazer parte.
Fonte  http://nossacausa.com/projeto-lia/
Postado por Antônio Brito 

Como não escrever personagens com deficiência

O post de hoje é mais um sobre como incluir diversidade na escrita. Já falamos sobre a construção de personagens femininas e de dicas gerais para incluir personagens diversos e não estereotipados. Dessa vez, daremos um enfoque nas pessoas com deficiência.

 Como outras minorias na sociedade, as pessoas com deficiência sofrem com estereótipos quando representados na mídia, mas é mais frequente que sejam completamente esquecidos e invisibilizados. Assim, o primeiro conselho desse post é: escreva personagens com deficiências. E o segundo conselho: aprenda quais são os estereótipos e fuja deles a todo custo. Para ajudar nisso, listamos algumas coisas que são consideradas ofensivas ao retratar alguém com deficiência.

 Vilanização da deficiência


É grande o número de vilões que têm alguma deficiência, sendo que isso é usado para torná-los ainda mais sinistros e vis. Alguns exemplos seriam Capitão Gancho, de Peter Pan e Darth Vader, de Star Wars. No caso de Darth Vader, fica claro o uso da deficiência para dramaticidade, uma vez que o corpo do vilão é quase todo uma máquina, dando-lhe uma aparência forte e sua voz característica, o que o desumaniza.

 Doenças mentais são usadas com frequência para tornar o vilão imprevisível e, assim, mais perigoso. O Coringa é um dos grandes exemplos disso, embora a versão mais recente, interpretada por Joaquin Phoenix, fuja desse estereótipo, mostrando que o personagem tem, de fato, uma doença diagnosticada, com sintomas claros.

 Essa maneira de representar doenças mentais é prejudicial porque os vilões não apresentam nenhum sintoma, só uma representação genérica de “insanidade”.

 É claro que é possível ter um vilão com deficiência em sua história, mas é preciso ter cuidado e se perguntar algumas questões chaves como: o vilão é o único personagem com deficiência? A deficiência é usada para tornar o vilão mais assustador? A doença mental do personagem é assintomática e estigmatizada? Se sim, é hora de rever a construção dessa personagem.

 Desamparo

Representar uma personagem com deficiência como alguém incapaz de viver sem a assistência dos outros é bem prejudicial. Ter uma deficiência não é fácil e as pessoas talvez precisem, sim, de mais ajuda e estão mais vulneráveis à violência, inclusive por conta de preconceito, mas representá-las como seres sem agência alguma sobre suas vidas reforça o estereótipo de que elas não podem agir por si mesmas e são dignas de pena ou um fardo para os outros personagens. Lógico, é preciso levar em conta as dificuldades e problemas que essas pessoas enfrentam em seu dia a dia. E também não quer dizer que uma personagem com deficiência nunca deva sofrer ou enfrentar algum empecilho. A questão é que é preciso entender que esse tipo de representação já foi feito muitas vezes. Uma personagem com deficiência não deveria ter que ser resgatada sempre, ela deveria, também, ter poder para responder às coisas que acontecem à ela, lidando com o que acontece ao seu redor assim como os outros personagens da trama.

 Usar como piada

É um tanto óbvio, mas não custa lembrar. Não faça piadas com o corpo de uma pessoa com deficiência, ou com sua doença mental. Não use a personagem com deficiência para ser um alívio cômico se isso tiver relação com sua aparência ou psicológico. Quer dizer que uma personagem com deficiência não pode ser engraçada? Não. Quer dizer que ela pode ter um senso de humor próprio, uma personalidade divertida, tudo certo. O que não deve virar piada é a personagem em si, sua existência.

 Uma grande tragédia ou uma história de inspiração


 Pessoas com deficiência são mais do que sua deficiência. É importante ter esse fato óbvio na cabeça quando for criar um personagem, porque, se esquecemos disso, surgem os clichés a seguir.

 Em histórias em que pessoas com deficiência são representadas como uma grande inspiração, um exemplo de superação, cria-se a ideia de que, de certa forma, a personagem impõe a si mesma suas limitações, e se tiver a dedicação certa, poderá superar todos os obstáculos que a deficiência lhe traz. Um exemplo disso é Forest, de Forest Gump. Esse tipo de representação se respalda em algumas coisas, como que pessoas com deficiência são corajosas e destemidas só por realizarem tarefas do dia a dia, já que a deficiência é uma barreira tão grande em suas vidas. Isso implica, também, em uma descrença que pessoas com deficiência possam realizar qualquer coisa.

Além disso, usa-se o feito de uma pessoa com deficiência para argumentar que pessoas sem deficiência não tem desculpa para não realizar algo, seja encontrar um amor, ganhar algum torneio esportivo e etc. Isso manda a mensagem de que pessoas com deficiência são menos capazes dos que as pessoas sem deficiência, afinal esse tipo de história parece estar perguntando ao espectador: “se alguém menos competente que você consegue, por que você não?”

 Também existem as histórias que representam a deficiência como uma tragédia intransponível. Um exemplo disso é a história de Como Eu Era Antes de Você, com o personagem Will, que prefere se suicidar a viver sendo uma pessoa com deficiência. Existem, sim, histórias de pessoas que se assemelham à de Will. Mas não são todas, e contar esse cliché tantas vezes é afirmar que qualquer coisa é melhor do que ter uma deficiência, e que “conseguir suportá-la” é o maior dos heroísmos.

 No fim das contas, para criar uma personagem com deficiência é necessário encarar a deficiência como mais uma característica que compõe aquela figura, não seu todo. É fácil cair em vícios nesse sentido, principalmente por essa ser uma discussão que está ganhando voz na mídia mais vagarosamente do que as outras quando se trata de diversidade, mas não há porque ter medo de escrever personagens com deficiência. É necessário pesquisa e atenção, mas é isso que a escrita demanda na maioria das vezes, não?

 Gostou das dicas?

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Fonte https://www.odisseiaconsultoria.com/post/como-não-escrever-personagens-com-deficiência

Postado por Antônio Brito 

25/01/2020

Hotéis e parques deverão ter quantidade mínima de brinquedos para pessoas com deficiência

Publicado em Notícias por is

As leis são de autoria do deputado estadual Professor Paulo Dutra

Foi publicado no Diário Oficial duas leis que beneficiam pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. As leis são de autoria do deputado estadual Professor Paulo Dutra (PSB), que tem feito um trabalho mais próximo da acessibilidade.

As leis determinam critérios estruturais para a melhoria de vida dessas pessoas fixando um percentual de no mínimo 5% (cinco por cento) de brinquedos e equipamentos de lazer adaptados para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência.

Enquanto a lei 339/2019 será imposta para hotéis, motéis, albergues, pousadas e assemelhados, a lei 344/2019 visa parques, praças e outros locais públicos. Todos localizados no âmbito do Estado de Pernambuco. As iniciativas em questão têm por intuito reforçarem a proteção e a integração social dessas pessoas.

“Devemos propiciar às pessoas portadoras de deficiências condições de convívio familiar e comunitário que evitem o isolamento ou marginalização social”, justifica o parlamentar.

Fonte  http://nilljunior.com.br/hoteis-e-parques-deverao-ter-quantidade-minima-de-brinquedos-para-pessoas-com-deficiencia/

Postado por Antônio Brito 

Cadeirantes criticam CPTM pela falta de acessibilidade nos trens


Passageira enfrenta todos os dias obstáculos no transporte público no Alto Tietê e critica falta de políticas de acessibilidade e mobilidade urbana
Por Gabriel Dias / Fotos: Bruno Arib
Valdemira Farias Paiva, 53 anos, é cadeirante e enfrenta diariamente inúmeros desafios para percorrer de trem o Alto Tietê e a capital paulista. Os problemas começam com a falta de rampas de acesso nas estações da CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos), banheiros acessíveis, entre outras questões.


Na última quarta-feira (15), na Estação Aracaré, também em Itaquá, Valdemira aguardava o trem para ir a um centro de fisioterapia que fica na capital. Assim que a composição estacionou na plataforma, três seguranças da CPTM precisaram levantá-la para que ela pudesse embarcar. A plataforma que dá acesso ao trem é baixa, o que causa dificuldades nos vagões.
Os obstáculos continuam ainda mais desafiadores. Para entrar na estação Aracaré, a cadeirante precisa ser carregada, isso por que os inúmeros lances de escadas não permitem sua locomoção com segurança – conforme exige a Lei Federal 1.098/2000, que trata de acessibilidade.
“Muitas vezes os próprios funcionários da CPTM que me carregam, quando não são eles, são os próprios passageiros. É muito difícil, parece que a gente não existe, mas existimos sim, somos seres humanos também”, desabafa.
Outra figura que assumiu a luta pelas pessoas com mobilidade reduzida foi a bancária Rita Maria, 34. Quase que diariamente, ela grava vídeos para internet mostrando a dificuldade de idosos, cadeirantes e pessoas que usam muletas para percorrem as estações da CPTM.

“É a pior sensação que existe. E se a pessoa que ajuda a carregar os cadeirantes cai da escada? Imagina o perigo que é. Tudo isso por que falta a iniciativa de política de acessibilidade para essas pessoas. Falta mais atenção e respeito”, critica.
SAIBA MAIS: LEI FEDERAL – A Lei Federal 10.098 de 2000 trata do assunto exigindo que cadeirantes e outras pessoas com mobilidade reduzida tenham total segurança para ir e vir em vias públicas e também em transporte público.
No artigo 2, parágrafo primeiro, a lei informa a possibilidade e condição de alcance para utilização com segurança e autonomia de equipamentos urbanos, edificações e transporte.
Em outro trecho do documento, no artigo 16, existe a condição de que os veículos de transporte coletivo, isto é, públicos, devem cumprir os requisitos de acessibilidade estabelecidos nas normas técnicas específicas. Por outro lado, não é o que acontece segundo a cadeirante Valdemira Paiva e sua amiga Rita Maria.
“Às vezes parece que vai ser impossível, mas a gente acredita que um dia o governo vai tomar uma providência para ajustar as estações e transportes públicos na condição dos cadeirantes e outras pessoas com mobilidade reduzida”, comenta Rita Maria.
O QUE DIZEM OS ENVOLVIDOS – Questionada, a CPTM respondeu, em nota: “A CPTM informa que serão elaborados projetos de adequação de acessibilidade para as estações Itaquaquecetuba, Aracaré e Engenheiro Manoel Feio, que atendem a Linha 12-Coral. Somente após a conclusão dos projetos é que será definido o cronograma de obras, assim como os valores necessários para as execuções. A adaptação das estações está sendo feita exclusivamente com recursos do Estado. A Companhia quer contar com a participação da iniciativa privada para acelerar o processo.
Fonte  https://www.leiaogazeta.com.br/cadeirantes-criticam-cptm-pela-falta-de-acessibilidade-nos-trens/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cadeirantes-criticam-cptm-pela-falta-de-acessibilidade-nos-trens
Postado por Antônio Brito