02/02/2026

Farmacêutica alerta sobre comércio ilegal da Polilaminina

Farmacêutica alerta sobre comércio ilegal da Polilaminina

Comunicado do Laboratorio Cristalia alerta sociedade para que “redobre a atenção diante de possíveis golpes praticados por pessoas que entram em contato prometendo doação ou acesso ao Polilamininia”

Diante da repercussão em toda a sociedade brasileira sobre os efeitos da Polilaminina em pacientes que sofreram acidentes recentes e com lesões na medula, o Laboratório Cristália divulgou um comunicado fazendo um alerta diante de possíveis golpes praticados por pessoas que entram em contato prometendo doação ou acesso a medicação.

O tratamento – atualmente, só acontece diante de autorização do Poder Judiciário, já que o medicamento não é comercializado no mercado e precisa ser aprovado pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Confira a íntegra da manifestação da farmacèutica:

O Laboratório Cristália, assim como todos os laboratórios farmacêuticos, atua em um ambiente altamente regulado pela ANVISA, o que exige que sigamos rigorosamente as normas estabelecidas por aquela Agência. 

Por esse motivo, não podemos disponibilizar o medicamento Polilaminina antes da aprovação do seu registro pela ANVISA.

Atualmente, estamos iniciando o Estudo Clínico de Fase I, voltado para lesões agudas, sendo esta a primeira etapa de estudo regulatório em humanos, com o objetivo principal de provar a segurança do medicamento.

Os dados experimentais de que dispomos atualmente, permitem afirmar que:

  • O produto deverá apresentar eficácia e segurança para uso em pacientes na fase aguda, com janela ótima de aplicação em até 72 horas da lesão;
  • É possível inferir que pode haver eficácia e segurança no uso do produto durante a fase subaguda (até poucas semanas do momento da lesão);
  • A eficácia do produto deve diminuir quanto mais distante do momento da lesão ele é aplicado.

No caso das lesões com mais de 90 dias (que chamamos de “crônicas”), estamos conduzindo estudos experimentais em animais para definir como – e se – o tratamento poderá ser realizado em humanos.

Até o momento, os dados disponíveis não permitem dizer que o uso em pessoas com lesões crônicas é seguro e eficaz. Assim, é importante destacar que, neste momento, não recomendamos o uso em pessoas com lesões crônicas.

Sabemos da expectativa desse público e, caso haja inclusão em estudos futuros, essa informação será divulgada oficialmente por nossos canais.

Informamos que o Cristália é, atualmente, o único produtor mundial de polilaminina. Reforçamos que não disponibilizamos a substância a pacientes, sob nenhuma forma de fornecimento direto.

Pedimos que a população redobre a atenção diante de possíveis golpes praticados por pessoas que entram em contato prometendo doação ou acesso ao medicamento.

Agradecemos a compreensão e reiteramos nosso compromisso em concluir os estudos o mais brevemente possível, para que a população brasileira possa se beneficiar desse novo medicamento.

Para atualizações sobre o andamento dos estudos, acompanhe nossos canais oficiais.

Site: cristalia.com.br

Instagram: @laboratoriocristalia

Facebook: LaboratórioCristália

LinkedIn:/LaboratorioCristalia

SAC: 0800 7011918 – sac@cristalia.com.br

Fonte https://diariopcd.com.br/farmaceutica-alerta-sobre-comercio-ilegal-da-polilaminina/

Postado Pôr Antônio Brito 

Em São Paulo, Justiça Federal autoriza uso compassivo de polilaminina para paciente tratar lesão da coluna cervical

Em São Paulo, Justiça Federal autoriza uso compassivo de polilaminina para paciente tratar lesão da coluna cervical 

Medicamento está em fase de estudos e ainda não possui registro na Anvisa 

A 2ª Vara Federal de Barueri/SP autorizou o laboratório Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda a incluir uma mulher que sofreu Trauma Raquimedular Agudo (TRM) em programa de uso compassivo de medicamento à base de polilaminina. A decisão, da juíza federal Marilaine Almeida Santos, ratificou tutela antecipada deferida parcialmente pelo juízo do 6º Núcleo da Justiça 4.0 – Saúde. 

O Programa de Uso Compassivo (PUC) permite à indústria fornecer medicamento novo, promissor e ainda sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a pacientes com doenças debilitantes e graves. 

A decisão judicial vai beneficiar uma mulher que, em 3 de janeiro, no município de São Sebastião/SP, região da Praia de Maresias, sofreu um acidente durante atividade de mergulho. Ela teve forte impacto na cabeça, que resultou em trauma medular, ao se deparar com um banco de areia oculto. 

“O acesso à saúde constitui direito fundamental, impondo ao Estado e aos entes que atuam sob regime regulatório o dever de viabilizar tratamento adequado, especialmente em situações de risco grave e imediato à integridade física e à vida”, frisou a juíza federal. 

O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 657.718/MG (Tema 500), admitiu, em caráter excepcional, o fornecimento de medicamento sem registro na Anvisa quando demonstradas circunstâncias extremas, tais como inexistência de alternativa terapêutica eficaz e urgência do quadro clínico. 

A documentação médica indicou quadro de tetraplegia recente, com risco concreto de consolidação de danos irreversíveis, não havendo alternativa terapêutica disponível no país. Destacou a imprescindibilidade da administração precoce do medicamento à base de polilaminina para o êxito do tratamento. 

Trata-se de uma proteína que vem sendo difundida como recurso experimental inovador, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o laboratório Cristália.  

Ela é uma versão criada em laboratório da laminina, proteína natural presente no organismo durante o desenvolvimento embrionário, que ajuda a estimular a regeneração dos neurônios e a criar novas conexões nervosas na medula espinhal lesionada. 

“O estado gravíssimo da autora, a evidência científica e a existência de dados iniciais promissores, considerando-se a curta janela para a adoção de medidas terapêuticas que visem reverter ou amenizar o quadro e suas sequelas, demonstram a probabilidade do direito alegado”, disse a magistrada. 

A juíza federal ressaltou que o perigo do dano é evidente.  

“Conforme relatado, a eficácia da terapêutica está associada à administração precoce do medicamento, sendo incompatível com o prazo ordinário de tramitação administrativa do pedido de uso compassivo junto à Anvisa, estimado em cerca de 45 dias.” 

A utilização da proteína deverá ocorrer sob exclusiva responsabilidade dos médicos assistentes, mediante prescrição fundamentada e obtenção de consentimento livre, informado e por escrito da paciente ou de representante legal, com ciência expressa acerca do caráter experimental do tratamento e de riscos potenciais. 

Tutela Antecipada Antecedente 5000043-83.2026.4.03.6703 

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRF3

Fonte https://diariopcd.com.br/em-sao-paulo-justica-federal-autoriza-uso-compassivo-de-polilaminina-para-paciente-tratar-lesao-da-coluna-cervical/

Postado Pôr Antônio Brito 

Escola Paralímpica de Esportes do CPB retorna às atividades na próxima semana; inscrições estão abertas

Volta às aulas da Escola Paralímpica de Esportes em 2025 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Escola Paralímpica de Esportes, projeto de iniciação esportiva do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para crianças e jovens de 7 a 17 anos, retoma as atividades na próxima segunda-feira, 2. As inscrições estão abertas e podem ser feitas gratuitamente por meio deste link.

As aulas acontecem no Centro de Treinamento Paralímpico, na zona sul de São Paulo, e os alunos são atendidos em dois dias da semana, às segundas e quartas-feiras e terças e quintas-feiras, em dois horários: das 14h às 15h30 e das 16h às 17h30. Os alunos recebem uniforme e lanche, além de poderem utilizar o transporte disponibilizado em locais estratégicos da capital paulista.

Todos os serviços são oferecidos gratuitamente. Para mais informações sobre o projeto, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail: escolaparalimpica@cpb.org.br

“A atividade física gera diversos benefícios para o dia a dia de nossos alunos. Percebemos que existe uma mudança, em muitos casos, radical, com relação a dependência da família. Tivemos vários casos como o do Tiaguinho [Tiago Paixão], que chegou numa cadeira de rodas, empurrada pela mãe e, depois de um mês de atividades, a confiança dele aumentou tanto que dispensou a cadeira de rodas. Hoje, ele é atleta da petra, do atletismo na nossa Escolinha”, exemplifica Ramon Pereira, diretor de Desenvolvimento Esportivo do CPB.

O intuito do projeto é promover a iniciação de crianças e jovens com deficiências física, visual e intelectual em 15 modalidades paralímpicas: atletismo, badminton, bocha, esgrima em cadeira de rodas, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, triatlo e vôlei sentado.

Todas as modalidades ofertadas pela Escola Paralímpica de Esportes integram o programa dos Jogos Paralímpicos, o que faz da iniciativa uma porta de entrada para a carreira esportiva. Além disso, o projeto contribui para a melhoria da qualidade de vida e cria oportunidades para que jovens talentos participem de campeonatos de base.

No último ano, 524 alunos frequentaram as aulas da Escolinha, como o projeto é carinhosamente conhecido. Destes, 46 representaram o Brasil no Parapan de Jovens realizado no Chile em 2025, competição que o país terminou em primeiro lugar, com 100 medalhas conquistadas.

Dentre seus ex-alunos estão também nomes de destaque do esporte paralímpico mundial, como os nadadores paulistas Alessandra Oliveira (classe SB4, comprometimento físico-motor), campeã mundial nos 100m peito, e Samuel Oliveira (classe s5, comprometimento físico-motor), medalhista de bronze dos Jogos de Paris 2024 no revezamento 4x50m livre.

Serviço
Escola Paralímpica de Esportes
Inscrições pela internet – link
Idade: 7 a 17 anos
Aulas: Segundas e quartas-feiras | Terças e quintas-feiras
Horários: 14h às 15h30 | 16h às 17h30
Local: CTPB – Rod. dos Imigrantes, km 11,5, São Paulo (SP)
Deficiências elegíveis: física, visual e intelectual

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais da Escola Paralímpica de Esportes.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/escola-paralimpica-de-esportes-do-cpb-retorna-as-atividades-na-proxima-semana-inscricoes-estao-abertas/

Postado Pôr Antônio Brito 

“Lugar de fala é Poder: a presença da mulher com deficiência no Congresso Nacional assegurando direitos e políticas públicas”

"Lugar de fala é Poder: a presença da mulher com deficiência no Congresso Nacional assegurando direitos e políticas públicas" - * Por Rita Mendonça e Marta Almeida Gil

OPINIÃO

  • * Por Rita Mendonça e Marta Almeida Gil

Descrição da imagem: Capa do livro: no alto, título: Mulheres e Deficiência: Direitos, Políticas e Modelos de Inclusão. Abaixo, desenhos de mulheres com várias condições de deficiência. Abaixo: Flávia Piva Almeida Leite, coordenadora.

Juntamente com a minha querida Marta Almeida Gil, em 2025 fomos convidadas para escrever artigo para nova obra do grupo de pesquisa “Direito à Inclusão e Acessibilidade das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida” da UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (um agradecimento especial à Flávia Piva, pela confiança).

O livro intitulado “Mulheres e Deficiências: direitos, políticas e modelos de inclusão” teve como objetivo central aprofundar os estudos sobre inúmeros problemas que afetam de forma desproporcional as mulheres com deficiência, sob as mais diversas situações, apesar dos avanços normativos.

Escrevemos sobre a presença e o protagonismo das mulheres com deficiência no Congresso Nacional, analisando a 54a Legislatura (2011-2014), que contou com a presença de duas mulheres com deficiência física. Para além das políticas públicas e avanços legislativos – como a promulgação da Lei Brasileira da Inclusão, que já estava em tramitação por décadas sem chegar a um termo – a presença dessas parlamentares, por serem cadeirantes, serviu para elegantemente forçar o parlamento brasileiro a realizar a adaptação do plenário da Câmara dos Deputados, medida que em termos práticos significava admitir que em vez de objetos de discussão, as mulheres com deficiência passavam a ser protagonistas, sujeitas de direito, representantes de suas próprias causas.

Vivi esse quatro anos de mandato parlamentar plenamente, como assessora jurídica do gabinete da deputada Rosinha da Adefal (AL), trabalhando em sintonia pura com os gabinetes da então deputada Mara Gabrilli Senadora Federal (SP) e do deputado Walter Tosta (MG). E já nessa época, Marta Almeida Gil, coordenadora geral do projeto Resgate Inclusivo, generosa como sempre em compartilhar informações, já nos repassava informes, estudos e alertas sobre prioridade do resgate de pessoas com deficiência em situações de urgência e emergência, inclusive climáticas, previstas na legislação internacional de direitos humanos. Sua contribuição foi efetiva na junção de forças desses três mandatos federais em prol dos direitos das pessoas com deficiência.

Muitos anos e legislaturas se passaram. Muitas águas rolaram, muito se conquistou. E muito ainda está por vir. E cá estamos nós, na luta pelos direitos das pessoas com deficiência.

Baixe gratuitamente o livro e leia nosso artigo LUGAR DE FALA É PODER: A PRESENÇA DA MULHER COM DEFICIÊNCIA NO CONGRESSO NACIONAL ASSEGURANDO DIREITOS E POLÍTICAS PÚBLICAS.

O link segue abaixo. https://www.travassoseditora.com/_files/ugd/908a99_32654a6eee394f0b86fb31b38ee950ea.pdf

  • * Rita Mendonça: Advogada e presidenta do Instituto Guerreiros da Inclusão (GI), é especialista em direitos humanos com foco em acessibilidade e deficiência, trabalho decente, saúde e segurança no trabalho, grandes obras, remoções involuntárias e reparação
  • * Marta Almeida Gil – Socióloga, fundadora e coordenadora do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas (1989), referência na inclusão de pessoas com deficiência. Concebeu e coordena o projeto Resgate Inclusivo

Fonte https://diariopcd.com.br/lugar-de-fala-e-poder-a-presenca-da-mulher-com-deficiencia-no-congresso-nacional-assegurando-direitos-e-politicas-publicas/

Postado Pôr Antônio Brito