12/02/2026

Jovem com doença rara passa em Direito na UFPR e luta pela inclusão de PCD

Charleston Júnior, 21 anos, com Distrofia Muscular de Duchenne, foi aprovado em Direito na UFPR. Ele pretende ajudar PcD a defenderem seus direitos, seguindo os passos da mãe advogada.

Jovem com doença rara passa em Direito na UFPR e luta pela inclusão de PCD

As suas limitações físicas não foram o suficientes para segurar os sonhos de Charleston Júnior, de 21 anos. Ele foi aprovado no curso de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR). E o futuro advogado pretende ajudar as PcD a lutarem e defenderem os direitos que têm.

Júnior foi diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne, e começou a apresentar sinais da doença entre os 5 e 6 anos de idade, quando surgiram as primeiras dificuldades motoras, com quedas frequentes, fraqueza muscular e dificuldade para subir escadas e correr. A Duchenne leva à perda de força progressiva ao longo dos anos. Com 10 anos, Júnior perdeu a capacidade de andar e passou a utilizar cadeira de rodas.

Após a conclusão do Ensino Médio Técnico, ele começou a cursar Análise e Desenvolvimento de Sistemas, no Instituto Federal do Paraná (IFPR). Porém, em julho de 2024, passou 22 dias internado em uma UTI, por conta da progressão da doença. Foi depois disso que ele decidiu seguir os passos da mãe, que também é advogada. Ele fez o vestibular para direito e passou em 2025.

Sua mãe se formou em Direito justamente por enfrentar, ao lado do filho, as dificuldades impostas pela deficiência. Ela não queria mais depender de terceiros na luta diária por dignidade e acesso aos tratamentos. E agora, Charleston decidiu seguir o mesmo caminho da mãe.

Ansioso para começar logo, Charleston Júnior visitou, junto com a mãe, o prédio histórico da UFPR, que sedia o curso de Direito. A visita serviu para ver como é a acessibilidade da universidade e qual será a assistência necessária para o estudante.

No Vestibular 2026, 54 pessoas com deficiência foram aprovadas na UFPR. A universidade tem por hábito entrar em contato com todos os calouros com deficiência e agenda com eles para entender quais são as necessidades de cada estudante e o que eles podem precisar no decorrer do curso.

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Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=d64473f2-3797-4014-b8b9-4713f12314bf
 
Postado Pôr Antônio Brito 

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