Charleston
Júnior, 21 anos, com Distrofia Muscular de Duchenne, foi aprovado em
Direito na UFPR. Ele pretende ajudar PcD a defenderem seus direitos,
seguindo os passos da mãe advogada.
As
suas limitações físicas não foram o suficientes para segurar os sonhos
de Charleston Júnior, de 21 anos. Ele foi aprovado no curso de Direito
da Universidade Federal do Paraná (UFPR). E o futuro advogado pretende
ajudar as PcD a lutarem e defenderem os direitos que têm.
Júnior
foi diagnosticado com Distrofia Muscular de Duchenne, e começou a
apresentar sinais da doença entre os 5 e 6 anos de idade, quando
surgiram as primeiras dificuldades motoras, com quedas frequentes,
fraqueza muscular e dificuldade para subir escadas e correr. A Duchenne
leva à perda de força progressiva ao longo dos anos. Com 10 anos, Júnior
perdeu a capacidade de andar e passou a utilizar cadeira de rodas.
Após
a conclusão do Ensino Médio Técnico, ele começou a cursar Análise e
Desenvolvimento de Sistemas, no Instituto Federal do Paraná (IFPR).
Porém, em julho de 2024, passou 22 dias internado em uma UTI, por conta
da progressão da doença. Foi depois disso que ele decidiu seguir os
passos da mãe, que também é advogada. Ele fez o vestibular para direito e
passou em 2025.
Sua
mãe se formou em Direito justamente por enfrentar, ao lado do filho, as
dificuldades impostas pela deficiência. Ela não queria mais depender de
terceiros na luta diária por dignidade e acesso aos tratamentos. E
agora, Charleston decidiu seguir o mesmo caminho da mãe.
Ansioso
para começar logo, Charleston Júnior visitou, junto com a mãe, o prédio
histórico da UFPR, que sedia o curso de Direito. A visita serviu para
ver como é a acessibilidade da universidade e qual será a assistência
necessária para o estudante.
No
Vestibular 2026, 54 pessoas com deficiência foram aprovadas na UFPR. A
universidade tem por hábito entrar em contato com todos os calouros com
deficiência e agenda com eles para entender quais são as necessidades de
cada estudante e o que eles podem precisar no decorrer do curso.
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=d64473f2-3797-4014-b8b9-4713f12314bf
Postado Pôr Antônio Brito
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