*Com informações da Associação Nacional de Desportos para Deficientes (ANDE)
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Fonte Postado Pôr Antonio Brito
Fonte Postado Pôr Antonio Brito
Prazo foi prorrogado até 14 de agosto para programas gratuitos de aceleração voltados a Pessoas com Deficiência e empreendedores que desenvolvem soluções de base tecnológica para a comunidade PcD
Empreendedores interessados em participar dos programas gratuitos de aceleração da 2Gether-International (2GI) ganharam mais alguns dias para se inscrever. A organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, que opera uma das maiores aceleradoras de startups do mundo liderada por e para empreendedores com deficiência, prorrogou o prazo de inscrições para os programas 2Gether-International Origem e 2Gether-International Acelera até 14 de agosto. As iniciativas são voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo inclusivo no Brasil.
A iniciativa faz parte do Ecossistema Acessível, programa regional desenvolvido pela 2GI em parceria com o IDB Lab, braço de inovação e capital de risco do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No Brasil, a edição de 2026 é realizada pela Darwin Startups, uma das principais organizações de aceleração de startups do país.
Por meio de um único formulário de inscrição, os candidatos serão direcionados ao programa mais adequado ao estágio de desenvolvimento de seu negócio. O 2Gether-International Origem é um programa de quatro semanas voltado para empreendedores que estão na fase de ideação ou incubação. Já o 2Gether-International Acelera tem duração de dez semanas e é destinado a startups que já possuem um MVP (Produto Mínimo Viável) ou negócios em operação.
Os dois programas são 100% online, gratuitos, acessíveis e realizados em português. Eles foram desenvolvidos para Pessoas com Deficiência que desejam validar, fortalecer ou expandir uma ideia de negócio, bem como para empreendedores que desenvolvem produtos ou soluções com componente tecnológico voltados à comunidade com deficiência no Brasil e em toda a região.
Os participantes terão acesso a mentorias, workshops virtuais, orientação estratégica, uma comunidade de empreendedores e oportunidades para apresentar seus projetos. A iniciativa foi estruturada para apoiar os fundadores em diferentes momentos da jornada empreendedora — da validação inicial à aceleração —, conectando-os a um ecossistema regional voltado à inclusão, inovação e crescimento dos negócios.
Com a prorrogação, as inscrições seguem abertas até 14 de agosto, e os programas começam entre o fim de agosto e o início de setembro de 2026.
Os interessados podem se inscrever por meio do formulário oficial: https://airtable.com/appzciQZ7qT72cdAn/shrcLEYn7lucxXUSv.
A edição brasileira integra uma estratégia regional mais ampla. Por meio do Ecossistema Acessível, a 2GI e o IDB Lab têm como objetivo apoiar 600 fundadores em 26 países da América Latina e do Caribe ao longo de três anos. Em 2026, a iniciativa também contempla os Venture Labs e a Aceleradora de Startups em espanhol, além da turma do Spring 2026 Venture Labs em inglês, consolidando uma operação multilíngue e conectada entre diferentes mercados da região.
Serviço
Mais informações:
https://2gether-international.org/programs-latam-the-caribbean
Sobre a 2Gether-International
A 2Gether-International (2GI) é uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos e a maior aceleradora de startups do mundo liderada por e para empreendedores com deficiência. Fundada por Diego Mariscal, a organização conecta empreendedores com deficiência a mentorias, redes de relacionamento e apoio estratégico para criar e expandir seus negócios. Sua missão parte de um princípio claro: a deficiência é uma vantagem competitiva para os negócios e para a inovação.
Sobre o IDB Lab
O IDB Lab é o braço de inovação e capital de risco do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Atua promovendo inclusão social, ação climática e aumento da produtividade na América Latina e no Caribe, apoiando empreendedores em estágio inicial, novas tecnologias, mercados inovadores e o fortalecimento de ecossistemas de inovação.
Sobre a Darwin Startups
A Darwin Startups é uma organização brasileira de aceleração de startups fundada em Florianópolis em 2015. Criada como uma comunidade voltada à evolução de empreendedores e organizações, atua promovendo conexões estratégicas entre corporações, investidores e startups. Reconhecida pelo Startup Awards, promovido pela ABStartups, como a Melhor Aceleradora do Brasil por quatro anos consecutivos (2018 a 2021), desenvolve programas de aceleração e iniciativas de inovação personalizadas em parceria com empresas, instituições e agentes do ecossistema em todo o país.
Postado Pôr Antonio Brito
O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo, recebe, entre os dias 17 e 23 de agosto, o Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas, organizado pela World Wheelchair Rugby (WWR). Entre os 12 atletas convocados para defender o Brasil, uma estreia terá significado especial: a da carioca Hawanna Ribeiro, 28, única mulher da Seleção Brasileira na competição.
Hawanna disputa o Mundial pela primeira vez e representa um avanço na presença feminina em uma modalidade mista historicamente dominada por homens. A atleta acredita que sua convocação pode incentivar outras mulheres a enxergarem o rúgbi em cadeira de rodas como um caminho possível no alto rendimento.
“Desde que entrei na Seleção, vejo cada vez mais mulheres sonhando em chegar lá. Recebo muitas mensagens de atletas de diferentes lugares do Brasil e percebo essa mudança acontecendo. As mulheres estão vendo que também têm capacidade para ocupar esse espaço. Como é um esporte de alto rendimento, precisamos trabalhar muito, mas acredito que isso abre portas e faz com que outras meninas tenham alguém em quem se espelhar”, afirmou.
A trajetória até a estreia no principal campeonato da modalidade começou de forma inesperada. Em 2017, aos 19 anos, Hawanna sofreu uma queda de aproximadamente dez metros, do terceiro andar de um prédio. O acidente provocou diversos traumas, entre eles uma lesão cervical que a deixou tetraplégica.
Um ano depois, enquanto fazia tratamento de reabilitação, recebeu o primeiro convite para conhecer o rúgbi em cadeira de rodas. Ainda em processo de aceitação da deficiência, recusou.
“Eu ainda estava em um momento de rebeldia, sem entender direito a minha lesão. Até brinquei com o atleta que me convidou: ‘Se eu quisesse bater cadeira, iria ao parque de diversão, no carrinho de bate-bate’. Antes do acidente, eu jogava futebol e não conseguia me imaginar praticando um esporte com as mãos.”
A mudança veio apenas seis anos após a lesão. Em 2023, voltou a ser convidada por atletas da modalidade e decidiu experimentar um treino no Santer Rugby Club, do Rio de Janeiro. Bastou entrar na cadeira esportiva para descobrir um novo propósito.
“Quando me sentei na cadeira de rúgbi senti uma sensação de liberdade. A cadeira esportiva dá muito mais agilidade do que a cadeira de uso diário. Como sou atleta de menor pontuação funcional, meio ponto, tenho um comprometimento grande por causa da lesão, então essa sensação foi ainda mais marcante. Foi ali que me encontrei. Voltei a me sentir livre e nunca mais quis parar.”
Além da reabilitação tradicional, Hawanna também participou, em 2020, de um estudo clínico com polilaminina, proteína pesquisada para estimular a regeneração da medula espinhal. Embora o tratamento tenha sido desenvolvido originalmente para pacientes com lesões agudas, ela integrou uma pesquisa voltada a pessoas com lesão crônica.
A atleta afirma que recuperou sensibilidade e movimentos após participar do estudo, ganhos que ampliaram sua independência e contribuíram para que, anos depois, acreditasse ser possível praticar um esporte de alto rendimento.
“Graças ao tratamento, ganhei mais movimentos, mais musculatura e muita sensibilidade. Hoje, se uma mosca pousar no meu dedão do pé, eu consigo sentir. Sem dúvida, esse tratamento contribuiu para que eu chegasse ao rúgbi. Quando conheci o esporte pela primeira vez, eu não me via em condições de praticá-lo. Em 2023, depois de toda essa evolução, passei a acreditar que era possível.”
No Mundial, Hawanna integra a segunda formação da equipe brasileira. Como o regulamento concede meio ponto extra de classificação funcional quando há uma mulher em quadra, sua presença também amplia as possibilidades táticas da Seleção.
“Vejo meu papel como muito importante. Não apenas por essa questão da pontuação, mas porque também participo da saída de bola da equipe. É uma função na qual o treinador vem trabalhando bastante comigo e que considero essencial para que possamos avançar no campeonato.”
O Brasil chega ao Mundial ocupando a sétima colocação do ranking internacional e aposta no fator “jogar em casa” para buscar um resultado inédito. A estreia será na segunda-feira, 17, às 19h30 (horário de Brasília), contra os Países Baixos. Depois, enfrenta o Canadá, na terça-feira, 18, também às 19h30, e a Austrália, na quarta-feira, 19, no mesmo horário.
“Competir em casa é bom e ruim ao mesmo tempo. É bom porque temos o calor da torcida brasileira, que faz muita diferença. Ao mesmo tempo, a pressão aumenta, porque queremos entregar ainda mais. O Brasil vem crescendo no ranking mundial e não queremos terminar o Mundial em sétimo lugar. Nosso objetivo é disputar o pódio.”
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
Postado Pôr Antonio Brito
Diário PcD obteve informações oficiais sobre o que pode ser considerado ‘laudo alternativo’ para as pessoas com deficiência que buscam a isenção do IPVA no estado de São Paulo.
A publicação da Portaria nº 01/2026 do IMESC – Instituto de Medicina Social e de Criminologia do Estado de São Paulo apresenta mudança no cenário difícil para as pessoas com deficiência que buscam a isenção do IPVA.
A decisão vem apenas para complementar o que já estava estabelecido estabelecido pelo Decreto Estadual nº 70.090/2025, editado em novembro de 2025.
TODOS OS DETALHES:
https://youtu.be/XlljBdsoCZg?si=SJ3E0ipXweVHRUs1
Confira ainda: O IMESC não acabou: decisão cria novas dúvidas para o IPVA PcD em São Paulo – https://diariopcd.com.br/o-imesc-nao-acabou-decisao-cria-novas-duvidas-para-o-ipva-pcd-em-sao-paulo/
De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo Diário PcD, “a Portaria IMESC nº 14/2026 tem como objetivo otimizar o procedimento administrativo para análise dos pedidos de isenção de IPVA, evitando a duplicidade de avaliações médico-periciais quando já houver laudo oficial, emitido por órgão competente, capaz de demonstrar, de forma suficiente, a condição funcional prevista na regulamentação. Nas hipóteses expressamente previstas na Portaria, poderá ser utilizado o laudo emitido pela Junta Médica Especial do Detran-SP, constituída nos termos da Resolução CONTRAN nº 927/2022, em substituição à perícia regulamentada pelo Imesc. Não se trata de um novo tipo de perícia nem de um laudo que possa ser emitido por clínicas credenciadas ao Imesc. O documento é emitido exclusivamente pela Junta Médica Especial do Detran-SP, durante o processo de avaliação para obtenção ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação”.
Em nota oficial o Instituto afirma que “a medida aplica-se exclusivamente às situações previstas na Portaria e poderá beneficiar pessoas com deficiência física que tenham sido avaliadas pela Junta Médica Especial do Detran-SP e classificadas como inaptas ou aptas com determinadas restrições relacionadas à necessidade de adaptações veiculares previstas na Resolução CONTRAN nº 927/2022. A iniciativa busca simplificar o procedimento para cidadãos que já foram submetidos a uma avaliação oficial capaz de demonstrar limitações funcionais compatíveis com as hipóteses previstas na regulamentação, evitando a duplicidade de avaliações médico-periciais. Os demais casos permanecem sujeitos à perícia regulamentada pelo Imesc, conforme previsto na legislação estadual, especialmente as pessoas com deficiência que não são condutoras. A Portaria IMESC nº 14/2026 não altera os critérios legais para caracterização da deficiência e não foi editada com a finalidade de revisar laudos anteriormente emitidos pelo IMESC. Da mesma forma, não altera a disciplina relativa à validade dos laudos periciais, permanecendo aplicáveis as disposições previstas no Decreto nº 66.470/2022 e suas alterações. Assim, a Portaria não estabelece alteração na validade dos laudos nem cria mecanismo de revisão automática de avaliações anteriores”.
De acordo com as informações obtidas pelo Diário PcD, “o Imesc também esclarece que não haverá divulgação de clínicas credenciadas para emissão do chamado laudo alternativo, uma vez que esse documento não é emitido por clínicas credenciadas ao Instituto. Trata-se exclusivamente do laudo já expedido pela Junta Médica Especial do Detran-SP, no âmbito dos procedimentos regulamentados pelo Código de Trânsito Brasileiro e pela Resolução CONTRAN nº 927/2022. Dessa forma, a Portaria não cria novas clínicas credenciadas nem altera a rede de prestadores do Imesc. Em relação a eventual ressarcimento de valores pagos por pessoas com deficiência que recentemente custearam perícia para obtenção da isenção do IPVA, a Portaria IMESC nº 14/2026 não dispõe sobre ressarcimento. Seu objeto limita-se à regulamentação das hipóteses em que poderá ser utilizado o laudo emitido pela Junta Médica Especial do Detran-SP em substituição à perícia regulamentada pelo Imesc”.
Quem poderá ser enquadrado no ‘laudo alternativo’?
De acordo com informações da Secretaria da Fazenda e Planejamento que o Diário PcD teve aceso, “poderão ser enquadrados no procedimento de emissão do Laudo Alternativo os contribuintes que se encontrarem em uma das seguintes situações:
1 – Contribuintes considerados inaptos no exame médico da CNH:
Quando o resultado do exame realizado pela Junta Médica Especial do DETRAN for “Inapto”, o contribuinte será considerado pessoa com deficiência de grau moderado ou grave para fins de análise do pedido de isenção de IPVA.
2. Contribuintes considerados aptos com restrições específicas:
Quando o resultado do exame for “Apto com Restrições” e houver registro de uma ou mais das seguintes restrições na CNH (com CNH dentro do prazo de validade):
* Código C: uso obrigatório de acelerador à esquerda;
* Código H: uso obrigatório de acelerador e freio manual;
* Código I: adaptação dos comandos de painel ao volante;
*Código J: adaptação dos comandos de painel para membros inferiores e/ou outras partes do corpo;
*Código K: uso de veículo com prolongamento da alavanca de câmbio e/ou adaptações de compensação de altura e profundidade;
*Código L: uso de veículo com prolongadores dos pedais e/ou adaptações de compensação de altura e profundidade.
Em conteúdo compartilhado pela SEFAZ/SP, “nessas situações, o IMESC fica autorizado a adotar de laudo alternativo ao beneficiário, o qual será considerado pessoa com deficiência de grau moderado para fins de análise da isenção de IPVA. Os beneficiários que possuírem outras restrições na CNH não previstas na Portaria IMESC (ou com a CNH vencida) seguirão o procedimento regular de agendamento e perícia médica regulamentada pelo IMESC. Os beneficiários que NÃO possuírem CNH (e não tiverem resultado do exame realizado pela Junta Médica Especial do DETRAN como “Inapto”), como os casos de menores de idade, seguirão o procedimento regular de agendamento e perícia médica regulamentada pelo IMESC.
Como a informação será apresentada no SIVEI? – De acordo com a própria SEFAZ
Foi criada uma nova funcionalidade para permitir o acompanhamento dos pedidos relacionados ao Laudo Alternativo.
Enquanto a análise estiver em andamento pelo IMESC, a aba “Laudo Pericial” apresentará o quadrante “Pedido de Laudo IMESC Simplificado”, indicando que existe solicitação em processamento pelo Instituto.
Após a conclusão da análise, o Laudo Alternativo será disponibilizado na mesma aba “Laudo Pericial”, juntamente com:
*o arquivo PDF do laudo;
* a informação sobre existência de deficiência;
*o grau da deficiência;
*a data do comunicado.
Não haverá retorno indicando “Não possui deficiência” nos casos de Laudo Alternativo. Quando o contribuinte não se enquadrar nos critérios definidos para sua emissão, será direcionado (durante o procedimento no sistema IMESC) a realizar o agendamento da perícia médica convencional em clínica credenciada ao IMESC.
RESUMO DO QUE PASSARÁ A VALER!
*Os pedidos de Laudo Pericial para fins de isenção de IPVA-PCD são sempre efetuados diretamente no Sistema IMESC e caberá, única e exclusivamente, ao IMESC a emissão do Laudo Alternativo ou o direcionamento para que o usuário efetue o agendamento da perícia convencional em clínica credenciada ao IMESC.
*O contribuinte não deve solicitar à Sefaz o Laudo Alternativo.
*A verificação do enquadramento nos critérios da Portaria é realizada pelo próprio IMESC, de forma automática, durante a análise do pedido.
*Quando o contribuinte fizer jus ao Laudo Alternativo, o documento será encaminhado automaticamente pelo IMESC ao SIVEI.
*Não há necessidade de agendamento de perícia médica em clínica credenciada nos casos em que o contribuinte estiver sendo avaliado para emissão do Laudo Alternativo.
*Caso o contribuinte não atenda aos critérios previstos para o Laudo Alternativo, deverá realizar a perícia médica regulamentada pelo IMESC, conforme as orientações aplicáveis ao seu caso.
Fonte https://diariopcd.com.br/governo-de-sp-admite-laudo-alternativo-para-quem-busca-isencao-do-ipva-pcd-evitando-duplicidade-de-avaliacoes/
Postado Pôr Antonio Brito
A ADD – Associação Desportiva para Deficientes conquistou o título da Copa Patos de Basquete em Cadeira de Rodas de forma invicta. A equipe Magic Hands venceu todas as partidas da competição e garantiu o troféu ao derrotar a GADECAMP por 82 a 68 na grande final, realizada em Patos, na Paraíba.

A ADD - Associação Desportiva para Deficientes voltou a mostrar a força do basquete em cadeira de rodas brasileiro. Entre os dias 23 e 26 de julho, em Patos/PB, o time ADD Magic Hands conquistou o título da COPA PATOS de forma invicta, coroando uma campanha marcada por grandes atuações e pelo domínio em quadra.
A equipe venceu todos os jogos da competição. A grande decisão foi contra o time da GADECAMP e o Magic Hands venceu por 82 a 68, garantindo o troféu de campeão.
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=e3e5b3dc-8506-4621-a176-dcddf61b6c13
Postado Pôr Antonio Brito
Projeto pretende informar eleitores de todo o Brasil sobre candidatos com deficiência, pais e mães atípicas e pessoas com atuação comprovada na defesa do segmento.
As Eleições Gerais de 2026 terão uma cobertura especial do Diário PcD, que pretende ampliar o espaço de informação destinado ao eleitorado interessado nas pautas das pessoas com deficiência.
Com o projeto “Eleições Inclusivas 2026”, o Diário PcD quer apresentar, em todo o território nacional, candidatos com deficiência, pais e mães atípicas e pessoas que tenham atuação comprovada e relação efetiva com a defesa dos direitos e das políticas públicas para o segmento.
A proposta é contribuir para que o eleitor tenha mais informações antes de escolher seus representantes para os cargos em disputa nas eleições deste ano.

A iniciativa oferecerá a informação como instrumento de cidadania.
O eleitor precisa conhecer quem são os candidatos, suas trajetórias, experiências e compromissos, especialmente quando se trata de representantes que podem ocupar espaços de decisão sobre políticas públicas de acessibilidade, saúde, educação, trabalho, transporte, mobilidade, assistência social e inclusão.
Os eleitores vão escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
O Diário PcD entende que a comunidade das pessoas com deficiência precisa saber quem são os candidatos que conhecem e vivem essa realidade ou possuem trajetória efetivamente vinculada à defesa desse segmento.
A cobertura será destinada a candidatos que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações:
O objetivo não será estabelecer preferência eleitoral, mas oferecer informação jornalística ao eleitor.
Para organizar a cobertura nacional, o Diário PcD criou um e-mail específico para receber as informações dos próprios candidatos.
coberturadiariopcd@gmail.com
Cada candidato interessado em participar deverá encaminhar:
• Nome completo
• Nome pelo qual será identificado como candidato
• Cargo disputado
• Partido / Estado em que disputa as eleições
• Federação ou coligação, quando aplicável
• Breve currículo
• Informações sobre sua relação com a pauta das pessoas com deficiência
• No caso de pais ou mães atípicas, breve descrição dessa relação
A equipe de jornalismo do Diário PcD fará a organização das informações recebidas e poderá buscar dados complementares para a produção do conteúdo.
O envio das informações não significa garantia automática de publicação. A inclusão na cobertura estará sujeita aos critérios editoriais e jornalísticos do Diário PcD e à legislação eleitoral vigente.
O Diário PcD iniciará a divulgação dos candidatos selecionados na última semana de agosto, após o encerramento das convenções partidárias e com as candidaturas já apresentadas à Justiça Eleitoral.
O calendário oficial do TSE estabelece que as convenções partidárias para escolha de candidatas e candidatos ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto de 2026, enquanto o prazo para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto. A propaganda eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto.
Por isso, a opção editorial do Diário PcD é iniciar a publicação na última semana de agosto, buscando trabalhar com informações eleitorais mais consolidadas.
A iniciativa ganha ainda mais importância diante do tamanho do eleitorado com deficiência.
Segundo dados divulgados pelo TSE, 1.963.551 pessoas com deficiência estão aptas a votar nas Eleições 2026, número 42,5% maior do que o registrado nas eleições gerais de 2022. A Justiça Eleitoral também ampliou o número de seções eleitorais acessíveis.
São milhões de eleitores que precisam ter acesso à informação e conhecer as opções disponíveis nas urnas.
A cobertura especial pretende colocar a pauta da deficiência no centro do debate eleitoral.
Mais do que divulgar nomes, o Diário PcD quer estimular uma reflexão:
Essas são informações que podem ajudar o eleitor a fazer uma escolha mais consciente.
O Diário PcD reforça que não indicará voto, não fará campanha para candidatos e não substituirá a avaliação individual do eleitor. A missão será jornalística: informar, apresentar trajetórias e ampliar a visibilidade de candidaturas relacionadas à pauta da deficiência.
Durante décadas, pessoas com deficiência estiveram sub-representadas nos espaços de poder e decisão.
A presença de candidatos com deficiência, pais e mães atípicas e pessoas com trajetória efetiva na defesa do segmento pode contribuir para ampliar o debate sobre políticas públicas e colocar experiências concretas no processo eleitoral.
Por isso, o Eleições Inclusivas 2026 nasce com uma proposta clara:
O Diário PcD convida candidatos de todo o Brasil que se enquadrem nos critérios da cobertura a encaminharem suas informações para a equipe responsável pelo projeto.
A eleição é nacional. A pauta da inclusão também.
E o eleitor precisa conhecer quem estará nas urnas.
Você é candidato com deficiência?
É pai ou mãe atípica e está concorrendo?
Tem atuação comprovada na defesa das pessoas com deficiência?
Envie suas informações para a nossa cobertura especial.
📧 E-mail da cobertura: coberturadiariopcd@gmail.com
Diário PcD — informação para um voto consciente e inclusivo.
Consulte o calendário oficial das Eleições 2026 no TSE
Fonte https://diariopcd.com.br/cobertura-especial-das-eleicoes-inclusivas-busca-visibilidade-a-candidatos-ligados-a-pauta-da-deficiencia/
Postado Pôr Antonio Brito
Fundador da Casa Ronald McDonald Brasil, Francisco Neves fala sobre a paternidade atravessada pelo câncer infantojuvenil e lembra que milhares de pais vivem entre hospitais, trabalho e a esperança da cura
Enquanto muitas famílias se preparam para celebrar o Dia dos Pais reunidas, para milhares de brasileiros a data é marcada pela distância. Em diferentes regiões do país, pais de crianças e adolescentes em tratamento dividem a rotina entre o trabalho, os outros filhos que permaneceram em casa e a esperança de que o tratamento siga avançando. Em muitos casos, eles passam semanas ou meses longe da família para garantir o sustento da casa enquanto mães e filhos permanecem próximos aos hospitais.
Essa é uma realidade conhecida por Francisco Neves, fundador e superintendente institucional da Casa Ronald McDonald Brasil. Há mais de três décadas dedicado à causa da saúde infantojuvenil, ele acompanhou de perto a trajetória de milhares de famílias e conhece diferentes formas de exercer a paternidade em meio ao câncer infantil.
“Falamos muito, e com razão, sobre a força das mães, porque são elas que, na maioria das vezes, interrompem a própria vida para acompanhar os filhos durante o tratamento. Mas também existem pais vivendo uma dor silenciosa. Muitos precisam permanecer longe para manter a renda da família, cuidar dos outros filhos e sustentar toda a estrutura necessária para que o tratamento continue. A distância não diminui o amor nem o sofrimento”, afirma Francisco.
A relação de Chico Neves com a causa começou antes mesmo da criação da instituição. Na década de 1980, ele e a esposa, Sonia, enfrentaram o tratamento do filho caçula, Marquinhos, diagnosticado com leucemia. Após uma campanha nacional de arrecadação, a família conseguiu levá-lo aos Estados Unidos para realizar um transplante de medula óssea. Durante esse período, foram acolhidos por uma unidade da Ronald McDonald House, experiência que inspiraria anos depois a criação da primeira Casa Ronald McDonald no Brasil.
Marquinhos faleceu em 1990, aos oito anos. A perda levou Francisco e sua família a transformar a experiência vivida em uma causa permanente. Em 1999, nasceu oficialmente a Casa Ronald McDonald Brasil, organização que hoje atua em todo o país apoiando famílias durante diferentes etapas da jornada de tratamento.
Ao longo de 27 anos, a instituição já investiu mais de R$ 445 milhões em saúde infantojuvenil, apoiou mais de 2.100 projetos em 111 instituições brasileiras e impactou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e adolescentes. Somente no último ano, mais de 1.200 famílias foram acolhidas nas unidades do Programa Casa Ronald McDonald, mais de 2.300 deslocamentos foram realizados para garantir o acesso aos hospitais e mais de 9 mil pessoas passaram pelos Espaços da Família instalados em hospitais parceiros.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano entre 2026 e 2028. Embora as chances de cura possam chegar a 80% quando há diagnóstico precoce e tratamento adequado, fatores como distância dos centros especializados, dificuldades financeiras e falta de estrutura ainda comprometem a continuidade do cuidado. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alerta que, em países de média e baixa renda, as taxas de abandono do tratamento podem chegar a 30%.
Para Francisco Neves, essa realidade também ajuda a explicar o papel dos pais durante o tratamento.
“Conheci pais de todos os tipos nesses anos. Pais que dormiram em cadeiras de hospital, pais que cruzavam estados toda semana para visitar os filhos, pais que precisaram voltar para casa para cuidar dos outros filhos sem conseguir esconder a culpa de não estarem presentes. Não existe uma única forma de ser pai quando uma criança enfrenta o câncer. Existe apenas uma certeza: todos carregam o mesmo medo e a mesma esperança.”
Além das unidades do Programa Casa Ronald McDonald, que oferecem hospedagem para famílias que precisam se deslocar em busca de tratamento, a organização atua por meio dos Programas Espaço da Família, Diagnóstico Precoce e Atenção Integral, formando uma rede de apoio que acompanha pacientes e familiares desde os primeiros sinais da doença até a continuidade do tratamento.
“Quando criamos a Casa Ronald McDonald Brasil, queríamos que nenhuma família precisasse enfrentar essa caminhada sozinha, como tantas enfrentavam naquela época. Hoje, cada família acolhida representa também o legado do Marquinhos. É uma forma de mostrar que, mesmo diante da maior dor que um pai pode viver, ainda é possível construir esperança para outras pessoas. Cada criança que volta pra casa com a cura, é a história do meu filho continuando sendo escrita.”
McDia Feliz já mobiliza o país
A principal iniciativa da Casa Ronald McDonald Brasil para financiar essa rede de apoio é o McDia Feliz, que acontece em 22 de agosto. Em sua 38ª edição, a campanha beneficiará 69 projetos de 49 instituições em todas as regiões do Brasil, fortalecendo iniciativas de acolhimento, diagnóstico precoce, infraestrutura hospitalar e apoio às famílias.
Os tíquetes antecipados já estão disponíveis por R$ 21 no site oficial da campanha, www.mcdiafeliz.org.br, e poderão ser trocados por um Big Mac no dia da ação, nos restaurantes participantes do McDonald’s em todo o país.
Sobre a Casa Ronald McDonald Brasil
A Casa Ronald McDonald Brasil, anteriormente conhecida como Instituto Ronald McDonald, é uma organização social sem fins lucrativos, mantida por doações de pessoas físicas e jurídicas, que atua para que famílias possam permanecer ao lado de crianças e adolescentes durante o tratamento de saúde. Desde 1999, a organização trabalha para remover barreiras que dificultam o acesso e a continuidade do tratamento, oferecendo apoio às famílias desde o diagnóstico precoce até diferentes frentes de acolhimento e cuidado. A atuação inclui iniciativas de treinamento de profissionais da saúde, hospedagem, alimentação, apoio psicossocial e espaços de acolhimento dentro de hospitais parceiros em diferentes regiões do Brasil.
Ao longo de sua trajetória, a Casa Ronald McDonald Brasil já beneficiou diretamente mais de 3,3 milhões de crianças e jovens em todo o país, treinou mais de 50 mil profissionais e estudantes da saúde em diagnóstico precoce e apoiou mais de 2 mil projetos de 111 instituições de norte a sul do Brasil.
Para saber mais, acesse AQUI.
Postado Pôr Antonio Brito
A Seleção Brasileira de badminton encerrou sua participação no Internacional de Lima, no Peru, neste domingo, 9, com 38 medalhas, sendo sete de ouro, nove de prata e 22 de bronze. A competição começou na terça-feira, 4, e foi importante para a soma de pontos no ranking mundial em busca de vagas para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
A maranhense Ana Carolina Coutinho Reis foi um dos destaques do Brasil na competição ao conquistar três medalhas. A atleta levou o ouro nas disputas individuais da classe SL4 (deficiência nos membros inferiores que andam) e nas disputas em duplas femininas SL3/SU5, ao lado da paulista Edwarda Oliveira. A terceira medalha foi o bronze nas duplas mistas SL3/SU5, ao lado do paulista João Pedro Albuquerque.
O paranaense Vitor Tavares também conquistou a medalha de ouro na classe SH6 (baixa estatura). Na decisão, ele venceu Man Kai Chu, de Hong Kong, por 2 a 0, com parciais de 21/12 e 21/12. Na semifinal, o brasileiro derrotou o espanhol Ivan Segura também por 2 a 0 (21/6 e 21/6).
Como não há disputa pelo terceiro lugar no torneio, todos os atletas e duplas que não venceram nas semifinais garantem automaticamente a medalha de bronze.
A Seleção Brasileira chegou embalada à competição na capital peruana após a campanha histórica no Internacional do Brasil, realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, entre os dias 27 de julho e 1º de agosto. Na ocasião, o Brasil conquistou 40 medalhas, sendo oito de ouro, 11 de prata e 21 de bronze.
Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-encerra-internacional-de-badminton-em-lima-com-38-medalhas/
Postado Pôr Antonio Brito
EDITORIAL – Milhões de pessoas com deficiência exercem a parentalidade, mas falta de acessibilidade, pobreza, preconceito e ausência de apoio tornam a tarefa ainda mais difícil
Quando se fala em parentalidade e deficiência, a discussão frequentemente se concentra nos pais de crianças com deficiência. Existe, porém, outra realidade que ainda recebe pouca atenção: a das pessoas com deficiência que são mães e pais.
São pessoas que criam filhos, trabalham, cuidam da casa, acompanham tarefas escolares, levam crianças ao médico, participam de reuniões e enfrentam os mesmos desafios da parentalidade — mas, muitas vezes, precisam fazer tudo isso em uma sociedade que ainda não foi construída pensando nelas.
E os números disponíveis começam a revelar a dimensão dessa realidade. Mais de 4 milhões de pais com deficiência somente nos Estados Unidos
Um dos levantamentos mais recentes e detalhados foi realizado nos Estados Unidos a partir de dados da American Community Survey, que reúne informações de milhões de domicílios.
https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/10442073251368349?utm_source=chatgpt.com
Estudo publicado em 2025 e incorporado à edição de 2026 do Journal of Disability Policy Studies estima que, entre aproximadamente 65,9 milhões de pais norte-americanos, 4,4 milhões possuem alguma deficiência.
Isso significa que aproximadamente 1 em cada 15 pais nos Estados Unidos é uma pessoa com deficiência.
O dado é particularmente importante porque demonstra que a parentalidade de pessoas com deficiência está longe de ser uma situação excepcional.
É uma realidade social que precisa ser reconhecida pelas políticas públicas. E existe um problema ainda maior: a pobreza. O mesmo estudo encontrou uma diferença significativa na situação econômica dessas famílias.
Entre os pais com deficiência pesquisados, 27,3% estavam abaixo da linha de pobreza, contra: 17,74% entre não pais com deficiência; 11,38% entre pais sem deficiência e 9,30% entre pessoas sem deficiência que não eram pais.
Os pesquisadores identificaram ainda que, mesmo depois de considerados outros fatores sociodemográficos, pais com deficiência apresentavam risco de pobreza 1,93 vez maior do que o grupo de referência analisado.
Para uma família com crianças, essa diferença pode significar dificuldades adicionais para moradia, alimentação, transporte, educação, saúde e acesso a serviços.
Um universo que ainda é pouco estudado
A falta de dados não significa que sejam poucos. Ao contrário.
Uma revisão da literatura publicada pelo National Center for Biotechnology Information já estimava 8,4 milhões de adultos com deficiência vivendo com filhos menores de 18 anos nos Estados Unidos, com números que variavam conforme a definição utilizada para identificar a deficiência.
Mais recentemente, pesquisadores continuam alertando para a falta de informações específicas sobre essa população.
Uma publicação da Palgrave Encyclopedia of Disability, de 2026, classifica a parentalidade de pessoas com deficiência como uma área ainda pouco explorada pela pesquisa, apesar de suas implicações para os direitos das pessoas com deficiência, a inclusão social e a dinâmica familiar.
É uma lacuna que precisa ser enfrentada. A dificuldade não é apenas a deficiência
Um dos principais erros na discussão é imaginar que o problema está necessariamente na capacidade da pessoa com deficiência de exercer a maternidade ou a paternidade. Muitas vezes, o problema está no ambiente.
Uma pessoa cadeirante pode ser perfeitamente capaz de cuidar de uma criança, mas pode encontrar dificuldades porque o berço, o trocador, o carrinho, o transporte público ou o espaço da escola não foram pensados para sua utilização.
Uma mãe surda pode exercer plenamente a maternidade, mas enfrentar obstáculos quando médicos, professores ou serviços públicos não oferecem comunicação acessível.
Um pai cego pode cuidar de seu filho, mas pode encontrar barreiras em documentos, aplicativos, escolas e serviços que não são acessíveis.
Uma pessoa com deficiência intelectual pode exercer a parentalidade, mas ainda enfrenta preconceitos e julgamentos sobre sua capacidade de cuidar.
A barreira, portanto, muitas vezes não está na pessoa. Está na falta de acessibilidade e de apoio. A falta de apoio para cuidar dos filhos também pesa
Um levantamento do Government Accountability Office (GAO), órgão de fiscalização do Congresso dos Estados Unidos, encontrou 3 milhões de pais de crianças de até cinco anos com alguma deficiência e cerca de 2,2 milhões de crianças nessa faixa etária com deficiência.
O relatório também identificou dificuldades enfrentadas tanto por famílias de crianças com deficiência quanto por pais que possuem deficiência para encontrar e utilizar serviços de cuidado infantil.
Entre os problemas relatados estão dificuldades de comunicação com prestadores de serviços, exclusão e comentários depreciativos de funcionários ou de outros pais. Em alguns casos, a dificuldade para encontrar um serviço adequado levou famílias a reduzir a jornada de trabalho, deixar empregos ou mudar de residência.
Isso demonstra que acessibilidade na parentalidade também é uma questão econômica. As principais barreiras enfrentadas pelos pais com deficiência. A literatura e os levantamentos disponíveis permitem identificar alguns dos principais obstáculos:
♿ Acessibilidade física
Calçadas, transporte, escolas, parques, hospitais, creches e espaços de lazer podem não permitir que o pai ou a mãe com deficiência participe em igualdade de condições.
📱 Acessibilidade da comunicação
Informações escolares, médicas, administrativas e relacionadas aos filhos nem sempre estão disponíveis em formatos acessíveis.
💰 Vulnerabilidade econômica
Os dados norte-americanos mostram uma associação importante entre deficiência, parentalidade e maior risco de pobreza.
👨👩👧 Falta de serviços de apoio
Creches, cuidadores, assistência pessoal e outros serviços podem ser insuficientes ou inacessíveis.
🧠 Preconceito e capacitismo
Talvez seja uma das barreiras mais difíceis de combater.
Ainda existem pessoas que questionam a capacidade de alguém com deficiência ser pai ou mãe simplesmente por causa da deficiência.
Esse preconceito pode alcançar inclusive instituições responsáveis pela proteção das crianças.
Casos documentados nos Estados Unidos mostram como sistemas de proteção infantil podem interpretar equivocadamente características relacionadas à deficiência como sinais de incapacidade parental.
⚖️ Risco de questionamento da capacidade parental
A literatura internacional chama atenção para a necessidade de que avaliações de capacidade parental sejam realizadas individualmente, considerando recursos, adaptações e apoios disponíveis — e não simplesmente a existência de uma deficiência.
A sociedade precisa mudar a pergunta Durante muito tempo, a pergunta foi:
“Uma pessoa com deficiência consegue ser pai ou mãe?” Essa talvez seja a pergunta errada.
A pergunta deveria ser: “O que a sociedade precisa oferecer para que uma pessoa com deficiência possa exercer sua parentalidade em igualdade de condições?”
Essa mudança de perspectiva é fundamental. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência reconhece o direito das pessoas com deficiência de constituir família e exercer responsabilidades relacionadas à parentalidade em igualdade de condições. Portanto, a discussão não deveria ser sobre permitir ou não que uma pessoa com deficiência seja pai ou mãe.
Deveria ser sobre garantir os apoios necessários para que ela possa exercer essa função com autonomia, segurança e dignidade.
O desafio também está no Brasil
No Brasil, ainda existe uma importante lacuna de estatísticas nacionais específicas sobre pais e mães com deficiência. Os levantamentos sobre deficiência e os estudos sobre parentalidade existem, mas não formam ainda um retrato nacional suficientemente detalhado dessa população.
Essa ausência de dados dificulta a formulação de políticas públicas. Sem saber quantos são, onde estão, quais deficiências possuem, qual sua situação econômica, quantos filhos têm e quais barreiras enfrentam, o Estado fica limitado para desenvolver políticas específicas.
É preciso conhecer essa população. É preciso ouvi-la. E, principalmente, é preciso incluí-la na formulação das políticas públicas. Pais com deficiência não precisam de pena. Precisam de direitos. A parentalidade de uma pessoa com deficiência não deve ser vista como algo extraordinário, nem como uma história de superação permanente.
Pais com deficiência simplesmente são pais. Precisam de acessibilidade, equipamentos adequados, transporte, serviços de apoio, oportunidades de trabalho, renda, educação inclusiva para seus filhos e respeito.
O desafio não é criar uma sociedade que permita que algumas pessoas com deficiência sejam pais.
É construir uma sociedade na qual nenhuma pessoa seja considerada incapaz de exercer a maternidade ou a paternidade simplesmente porque possui uma deficiência. E talvez esse seja um dos maiores desafios da inclusão no século XXI.
Porque acessibilidade também começa dentro de casa — e o direito de ser pai ou mãe não pode ser limitado pelas barreiras que a sociedade insiste em criar.
Postado Pôr Antonio Brito
Evento acontece em setembro na capital paulista. Inscrições já podem ser feitas e vagas limitadas
O Programa Coexistir busca fomentar a diversidade em todas as suas formas, desde as pessoas com deficiência até questões de raça, gênero e a diversidade como um todo. O principal foco é promover a inclusão e garantir a empregabilidade desses grupos no mercado formal de trabalho.
De acordo com Coordenadora Fátima e Silva, “acreditamos que a diversidade é essencial para uma sociedade justa e igualitária. Buscamos quebrar barreiras e preconceitos, criando oportunidades para que todas as pessoas tenham acesso ao mercado de trabalho, independentemente de suas características individuais”.

O 4º Fórum Coexistir será uma manhã de reflexão, diálogo e troca de experiências sobre os desafios e as possibilidades da diversidade, da inclusão e da empregabilidade no Brasil.
Entre os destaques da programação, duas grandes palestras:
🎤 Jessé Souza, sociólogo, escritor e pesquisador, traz sua experiência e seu olhar sobre desigualdade, classes sociais e a sociedade brasileira.
🎤 Filipe Roloff, especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão, aborda os desafios da construção de culturas organizacionais mais diversas, inclusivas e preparadas para o futuro.
Ao final, os palestrantes se encontram em uma mediação aberta a perguntas e interação com o público, ampliando o debate sobre diversidade, inclusão e empregabilidade no Brasil.
📅 23 de setembro
⏰ 8h30 às 12h30
📍 Auditório Siemaco — Santa Cecília, São Paulo
🎟️ Evento gratuito | Vagas limitadas
Participe e faça parte dessa transformação.
Inscreva-se: https://forum.coexistir.com.br
As vagas são limitadas. Ao se inscrever, contamos com seu compromisso de participação.
Conheça o Programa Coexistir – https://www.coexistir.com.br/
Fonte https://diariopcd.com.br/4o-forum-coexistir-debate-diversidade-e-inclusao-transformando-pessoas-organizacoes-e-a-sociedade/
Postado Pôr Antonio Brito