19/06/2026

Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo reúne 79 atletas no Rio de Janeiro a partir deste sábado, 20

Atleta Alexandre Galgani no Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo 2025 | Foto: Alexandre Loureiro/CPB

O Circuito Paralímpico Loterias Caixa de tiro esportivo será disputado neste fim de semana, entre sábado, 20, e domingo, 21, na Escola Naval, no Rio de Janeiro, com a presença de 79 atletas.

Dos inscritos, 58 são homens e 21 mulheres. Cada atirador disputará até três provas na competição.

O torneio conta com a participação do paulista Alexandre Galgani, 43, primeiro brasileiro a conquistar uma medalha paralímpica no tiro esportivo – uma prata nos Jogos de Paris 2024.

Representante do clube The Range, ele disputa as provas da classe SH2 (atiradores que precisam de suporte para a arma): R4 carabina de ar 10m em pé, R5 carabina de ar 10m deitado e R9 carabina 50m deitado.

Alexandre perdeu os movimentos do corpo aos 18 anos, após bater a cabeça no fundo de uma piscina durante um mergulho.

O atleta chega ao Circuito após uma semana de treinamentos na Alemanha, realizada em maio, como parte da preparação para o Campeonato Mundial da modalidade, marcado para ocorrer entre 7 e 18 de setembro, em Changwon, na Coreia do Sul.

Antes disso, Galgani fará parte da delegação de 11 atletas que representará o Brasil no 5º Open Para Shooting Grand Prix Club Internacional Arequipa, no Peru, competição programada para os dias 11 a 15 de julho. O evento é a principal competição da América do Sul neste ano e contabiliza pontos para o ranking mundial da modalidade.

Outra atleta que estará no Circuito paralímpico de tiro esportivo e no Grand Prix de Arequipa é a fluminense Débora Campos. Neste fim de semana, a representante do IMG disputa as provas da classe SH1 (sem suporte para a arma) P2 pistola de ar 10m SH1 e P3 pistola 25m misto.

No ano passado, a atleta foi a única mulher brasileira a subir ao pódio no Grand Pix de Arequipa. A fluminense conquistou o bronze na final feminina da prova P2 pistola de ar 10m da classe SH1.

Imprensa
Os profissionais de imprensa interessados em cobrir o Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo devem enviar um e-mail para imp@cpb.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG ou CPF e veículo pelo qual irá cobrir o evento. No dia da competição, os profissionais deverão se identificar na sala de imprensa do local.

Serviço
Circuito Loterias Caixa de tiro esportivo
Data: 20 e 21 de junho, a partir das 9h (horário de Brasília)
Local: Escola Naval
Endereço: Av. Alm. Silvio de Noronha, s/n – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20021-010

Patrocínio
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do tiro esportivo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/circuito-loterias-caixa-de-tiro-esportivo-reune-79-atletas-no-rio-de-janeiro-a-partir-deste-sabado-20/

Postado Pôr Antônio Brito 

Suporte para celular facilita uso de Libras e legendas no cinema

Novo suporte para celular facilita o acesso a Libras, audiodescrição e legendas em cinemas, oferecendo mais conforto e acessibilidade aos usuários.

Suporte para celular facilita uso de Libras e legendas no cinema

O dispositivo foi desenvolvido para encaixar no porta-copos das poltronas do cinema e dá mais estabilidade ao celular durante o uso do aplicativo que oferece recursos como legendagem descritiva, audiodescrição, janela de Libras e tradução e legendagem em diferentes idiomas, sem precisar segurar o celular durante toda a sessão. E sem atrapalhar os demais espectadores.

A empresa responsável pelo equipamento é a Conecta Acessibilidade, produtora especializada em acessibilidade audiovisual e projetos culturais.

O suporte físico foi criado para facilitar o uso de seu aplicativo em salas de cinema.

A solução surgiu a partir de demandas apresentadas por usuários surdos, que relataram a dificuldade de manter o aparelho nas mãos ao longo do filme para acompanhar legendas descritivas ou interpretação em Libras.

Após pesquisar alternativas disponíveis no Brasil e no exterior, a Conecta Acessibilidade decidiu desenvolver um modelo próprio, pensado para as características das salas brasileiras. O dispositivo é produzido por impressão 3D. Segundo a empresa, a escolha permite ajustes ergonômicos, produção sob demanda, otimização de custos e possibilidade de escala.

Os testes começaram em janeiro deste ano, em salas do Grupo Estação.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=cb312d56-81c6-4b77-aa32-d788abf1cf1e

Postado Pôr Antônio Brito 

Coluna Diária: Trajando Direitos - Justiça na Balança: O Direito do Cadeirante ao Cuidado Integral com a Saúde


Você já parou para pensar como um cadeirante sabe o próprio peso? Para a maioria das pessoas, basta subir em um equipamento em qualquer farmácia ou consultório. Para quem usa cadeira de rodas, esse ato simples se torna uma barreira intransponível. No blog Trajando Cidadania, hoje discutimos por que a falta de balanças adaptadas não é apenas um "detalhe logístico", mas uma violação de direitos.

🏥 Por que o peso é uma questão de Direito à Saúde?

O peso corporal não é apenas um número estético; é um dado clínico vital. A falta de balanças acessíveis (aquelas em que a pessoa entra com a própria cadeira e o equipamento desconta o peso do objeto) gera riscos graves:

  • Dosagem de Medicamentos: Antibióticos, anestesias e tratamentos quimioterápicos são calculados com base no peso exato. No "olhômetro", o risco de subdosagem ou toxicidade é real.

  • Acompanhamento Nutricional: Sem pesagem, é impossível monitorar perdas ou ganhos de massa que indicam a evolução de doenças crônicas.

  • Dignidade Humana: Muitas vezes, o cadeirante é pesado "no colo" de um enfermeiro ou familiar, uma situação vexatória que retira a autonomia do indivíduo.

📜 O que diz a Lei? Existe um "vácuo" legislativo?

Ao contrário do que parece, não falta lei, o que falta é especificidade e fiscalização.

  1. Constituição Federal (Art. 196): Garante que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Se o Estado não oferece meios para um diagnóstico preciso (como a pesagem), ele está falhando.

  2. Lei Brasileira de Inclusão - LBI (Lei 13.146/2015): No Artigo 18, a LBI é clara: os serviços de saúde devem garantir o acesso da pessoa com deficiência em igualdade de condições, inclusive com equipamentos adaptados.

  3. Norma Técnica NBR 9050: Estabelece os critérios de acessibilidade para equipamentos, mas muitas clínicas e hospitais ignoram a obrigatoriedade de possuir a balança plataforma.

O problema real: Embora a LBI exija "acessibilidade", não há uma lei federal que diga, por exemplo: "Toda farmácia ou posto de saúde de bairro DEVE ter uma balança para cadeirantes". Isso fica diluído em normas gerais, o que dificulta a punição para quem não oferece o equipamento.

🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?

Dizemos que entender essa luta é Trajar Direitos porque a cidadania precisa vestir todos os corpos.

Quando um cadeirante chega a um hospital e não encontra uma balança onde ele possa se pesar com autonomia, o "traje" da sua dignidade está sendo rasgado. Trajar esse direito significa exigir que a acessibilidade não pare na porta de entrada (com a rampa), mas que ela chegue ao consultório e ao exame médico.

É entender que a saúde de um cadeirante não pode ser baseada em estimativas. Lutar por balanças acessíveis é garantir que o sistema de saúde trate a pessoa com deficiência como um cidadão de corpo inteiro, e não como uma exceção ao padrão.


Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.

Matéria Postada por: Heleno Trajano.


18/06/2026

Especialistas defendem mudança de olhar da sociedade e alertam para desafios que persistem após o diagnóstico do TEA

Especialistas defendem mudança de olhar da sociedade e alertam para desafios que persistem após o diagnóstico do TEA

Celebrada em 18 de junho, data reforça a importância da inclusão, do respeito à neurodiversidade e do acesso a suporte especializado para pessoas autistas e suas famílias

O Dia Mundial do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, surgiu como um movimento internacional para promover o respeito à neurodiversidade e combater estigmas que ainda cercam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mais do que conscientizar sobre o diagnóstico, a data propõe uma reflexão sobre como a sociedade acolhe ou exclui pessoas autistas em diferentes fases da vida.

Nos últimos anos, o número de diagnósticos aumentou em todo o mundo. Dados mais recentes dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) apontam que aproximadamente 1 em cada 31 crianças de 8 anos é identificada com TEA nos Estados Unidos, uma prevalência significativamente maior do que a observada há duas décadas. O crescimento está relacionado principalmente ao avanço dos critérios diagnósticos, maior conhecimento sobre o transtorno e ampliação do acesso à avaliação especializada.

No Brasil, o Censo Demográfico do IBGE 2022 apontou que 2,4 milhões de pessoas estão dentro do espectro autista, com prevalência em homens (1,4 milhão). Ainda assim, especialistas alertam que o diagnóstico, por si só, não garante inclusão, desenvolvimento ou qualidade de vida.

Para a neuropsicopedagoga especialista em autismo e desenvolvimento infantil Silvia Kelly Bosi, o Dia do Orgulho Autista representa uma oportunidade de ampliar o debate para além das limitações frequentemente associadas ao transtorno.

“O orgulho autista não significa negar desafios ou dificuldades. Significa reconhecer que pessoas autistas têm formas próprias de perceber, interpretar e interagir com o mundo. Quando a sociedade passa a compreender essa diversidade, criamos ambientes mais inclusivos, reduzimos preconceitos e favorecemos o desenvolvimento de potencialidades que muitas vezes permanecem invisíveis”, afirma.

Segundo ela, ainda existe uma visão excessivamente centrada no diagnóstico.

“Receber o laudo é importante, mas ele não pode ser o ponto final da jornada. Muitas famílias enfrentam dificuldades para acessar terapias, suporte educacional e profissionais capacitados. O verdadeiro desafio começa depois do diagnóstico, quando é necessário garantir oportunidades reais de desenvolvimento e participação social”, destaca.

Inclusão ainda é um desafio

Embora a conscientização sobre o autismo tenha avançado nos últimos anos, a inclusão efetiva continua distante da realidade de muitas famílias.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com organizações ligadas à causa revelou que grande parte dos familiares de pessoas autistas ainda relata dificuldades relacionadas ao acesso à educação inclusiva, atendimento especializado e inserção social.

Para a psicóloga e neuropsicóloga Thaís Barbisan, um dos maiores obstáculos continua sendo a compreensão limitada sobre o que significa viver dentro do espectro.

“Muitas pessoas acreditam que inclusão é apenas permitir a presença do indivíduo autista em determinado ambiente. Na prática, inclusão significa criar condições para que ele participe, se comunique, aprenda e seja respeitado em suas particularidades. Isso exige adaptações, acolhimento e mudança de mentalidade”, explica.

A especialista ressalta que o impacto do preconceito pode ser significativo para a saúde mental.

“Quando uma criança ou adolescente cresce ouvindo que precisa agir exatamente como os outros para ser aceito, existe um risco maior de sofrimento emocional, ansiedade e baixa autoestima. O orgulho autista surge justamente como uma resposta a essa lógica, reforçando que diferenças não precisam ser corrigidas para terem valor”, afirma.

Respeitar as diferenças não significa ignorar as necessidades

O movimento da neurodiversidade tem ganhado força ao defender que diferenças neurológicas fazem parte da diversidade humana. No entanto, especialistas ressaltam que reconhecer capacidades e respeitar singularidades não significa ignorar necessidades de suporte.

A psiquiatra Fabricia Signorelli explica que o debate precisa ser equilibrado.

“Existe um avanço importante na compreensão de que pessoas autistas não devem ser definidas exclusivamente por suas dificuldades. Ao mesmo tempo, é fundamental reconhecer que muitas enfrentam desafios significativos relacionados à comunicação, autonomia, interação social e saúde mental. Valorizar a identidade autista não elimina a necessidade de apoio especializado quando ele é necessário”, afirma.

Segundo a médica, transtornos de ansiedade, depressão e sofrimento psíquico podem ocorrer com maior frequência quando barreiras sociais e preconceitos se acumulam ao longo da vida.

“A inclusão não é apenas uma questão de direitos. Ela também é uma estratégia de promoção da saúde mental. Ambientes acolhedores e acessíveis contribuem diretamente para o bem-estar e para a qualidade de vida das pessoas autistas”, acrescenta.

Autonomia e participação devem estar no centro das discussões

Para a terapeuta ocupacional Catiuscia Homem, um dos principais avanços dos últimos anos foi a ampliação das discussões sobre independência e protagonismo das pessoas autistas.

“Durante muito tempo, o foco esteve apenas na redução de comportamentos considerados inadequados. Hoje entendemos que o mais importante é oferecer recursos para que a pessoa desenvolva autonomia, participe da comunidade, construa relações e tenha qualidade de vida de acordo com suas próprias características e objetivos”, explica.

A especialista destaca que pequenas adaptações podem gerar impactos significativos na rotina.

“Quando pensamos em acessibilidade, muitas pessoas imaginam apenas estruturas físicas. No caso do autismo, também estamos falando de adaptações sensoriais, comunicacionais e sociais. Ambientes mais previsíveis, comunicação clara e respeito às necessidades individuais podem fazer toda a diferença na participação e no bem-estar”, afirma.

Uma data para celebrar e refletir

Criado por pessoas autistas e organizações ligadas ao movimento da neurodiversidade, o Dia Mundial do Orgulho Autista busca promover uma mudança de perspectiva: em vez de enxergar o autismo apenas sob a ótica das limitações, a proposta é reconhecer diferentes formas de pensar, aprender e interagir.

Para as especialistas, a data é um convite para que famílias, escolas, empresas e a sociedade como um todo avancem da conscientização para a inclusão efetiva.

“O orgulho autista nasce do reconhecimento de que cada indivíduo tem valor independentemente de suas diferenças. Quando deixamos de focar apenas no que a pessoa não consegue fazer e passamos a enxergar suas potencialidades, damos um passo importante para construir uma sociedade mais justa, acolhedora e verdadeiramente inclusiva”, conclui Silvia Kelly Bosi.

Fonte https://diariopcd.com.br/especialistas-defendem-mudanca-de-olhar-da-sociedade-e-alertam-para-desafios-que-persistem-apos-o-diagnostico-do-tea/

Postado Pôr Antônio Brito 

Copa de 2026: o sistema insiste em excluir mesmo quando invoca a inclusão

Copa de 2026: o sistema insiste em excluir mesmo quando invoca a inclusão - Opinião - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

Em 2016, precisei acionar a Justiça para conseguir chegar à faculdade. A estação de trem de Queimados, na Baixada Fluminense, não tinha rampa. Trinta e três degraus me separavam do curso de Direito da UERJ. Cheguei lá mesmo assim. Mas não era falta de lei: era falta de vontade de cumpri-la. Aprendi desde cedo que, no Brasil, para uma pessoa com deficiência, o direito escrito e o direito vivido raramente são a mesma coisa.

Dez anos depois, a FIFA faz o mesmo com milhões de torcedores com deficiência no mundo inteiro. E chama isso de inclusão.


O aumento que não tem justificativa

Na Copa do Catar, em 2022, o ingresso para pessoas com deficiência na fase de grupos custava R$ 57. O acompanhante entrava de graça, com gratuidade garantida, porque a dependência de um acompanhante é, em muitos casos, condição necessária para a participação plena no evento, e não uma escolha. O custo total para os dois era, portanto, R$ 57.

Para 2026, a FIFA desfez essa lógica por completo. Primeiro, eliminou a gratuidade do acompanhante. Segundo, estruturou a venda de ingressos de forma que os setores mais baratos, onde o ingresso geral custa cerca de R$ 325, não contam com assentos acessíveis nem com estrutura adaptada para cadeirantes. A pessoa com deficiência simplesmente não tem como ocupar esses espaços. Sobra apenas uma saída: pagar a categoria mais cara, a única que oferece acessibilidade.

O resultado é brutal: o custo mínimo para uma pessoa com deficiência e seu acompanhante, que nesta Copa perdeu a gratuidade, assistirem a um jogo passou a ser de R$ 2.860, os dois ingressos somados. Um aumento de 4.900% em relação ao torneio anterior, para assistir ao mesmo evento, no mesmo papel de torcedor.

Além do impacto financeiro, segundo reportagem do jornal O Globo com base em apuração do The Sun, a FIFA também reduziu em cerca de um terço o número de assentos acessíveis, chegando, em alguns jogos, a uma média de apenas 18 lugares destinados a torcedores cadeirantes. Somado a isso, a entidade não estabelece nenhum mecanismo de verificação de quem compra esses ingressos, o que permite que cambistas os adquirem e revendem por valores ainda mais altos na própria plataforma oficial. O torcedor com deficiência paga mais, tem menos opções e ainda corre o risco de não encontrar lugar nenhum.


O que a lei diz sobre isso

Pense assim: é como cobrar tarifa dobrada de quem ocupa o assento preferencial no ônibus. A pessoa não escolheu precisar daquele lugar. Ela precisa dele. Cobrar mais por essa necessidade não é política de preços, é exploração. O direito internacional tem nome para isso. E o Brasil, apesar de contar com um dos sistemas normativos mais abrangentes do mundo em defesa das pessoas com deficiência, sabe melhor do que ninguém que lei no papel não é garantia de vida digna. Nossa luta é constante e extremamente difícil, porque o sistema, aqui e fora daqui, insiste em excluir mesmo quando invoca a inclusão. E cabe à pessoa com deficiência lutar para existir com respeito e dignidade, para ir onde quiser: ao trabalho, à escola, ao estádio de futebol ou a qualquer lugar do mundo. Quando a inclusão não é verdadeira, ela se afasta do seu verdadeiro significado e se torna apenas mais um instrumento de quem quer aparecer sem transformar.

Inclusão não é favor. É direito. E o direito não se concede. Se garante.

É precisamente por isso que o arcabouço jurídico construído ao longo de décadas serve como parâmetro do que qualquer ordenamento civilizado deveria exigir da FIFA.

Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) garante no artigo 4º que toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais, não apenas de estrutura física, mas de condições reais de acesso, inclusive econômicas. Quando um cadeirante é obrigado a pagar quase nove vezes mais do que um torcedor sem deficiência pelo mesmo evento, essa igualdade deixa de existir.

Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil em 2008 com força de emenda constitucional, vai além: seu artigo 30 determina que pessoas com deficiência devem participar de eventos esportivos em igualdade de condições com as demais. Quando uma política de preços impõe sistematicamente um custo mais alto a alguém por razão de sua deficiência, isso se chama discriminação indireta, modalidade reconhecida tanto pelo direito brasileiro quanto pelo direito internacional dos direitos humanos.

Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) completa o quadro. O artigo 39 proíbe que o fornecedor se prevaleça da condição de saúde ou condição social do consumidor para lhe impingir seus produtos e serviços (inciso IV), e proíbe exigir vantagem manifestamente excessiva (inciso V). O próprio CDC, no artigo 7º, determina que seus direitos não excluem aqueles previstos em tratados internacionais ratificados pelo Brasil, criando uma ponte direta com a Convenção da ONU.

Não se trata apenas de princípios abstratos. O Superior Tribunal de Justiça já enfrentou situação semelhante. No REsp 1.912.548/SP, julgado em 2021 e relatado pela ministra Nancy Andrighi, o STJ fixou que todos os fornecedores da cadeia de consumo têm o dever de zelar pela disponibilização de condições adequadas de acesso para que a pessoa com deficiência participe de eventos, e que toda a cadeia responde solidariamente pelos danos causados. O caso envolveu um cadeirante que comprou ingresso para um show após ser informado de que havia acessibilidade e chegou ao local sem nenhuma estrutura adaptada. A conclusão do tribunal foi direta: a organização do evento não pode se esconder atrás de terceiros para escapar da responsabilidade.

Três instrumentos jurídicos e uma jurisprudência consolidada do STJ apontando para a mesma conclusão: o que a FIFA está fazendo com os torcedores com deficiência não resiste ao escrutínio do direito. E se um dia prática semelhante chegar ao Brasil, as pessoas com deficiência têm amparo legal para reagir.

Mas o problema que acontece lá fora não pode ser normalizado, nem ignorado como se fosse distante demais para importar.

A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada por 190 países, e a própria Convenção Americana de Direitos Humanos estabelecem obrigações que transcendem fronteiras. O arcabouço jurídico internacional existe precisamente para isso: garantir que uma pessoa com deficiência possa buscar seus direitos e ser respeitada no Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar do mundo. O que não pode acontecer é que eventos de dimensão global como uma Copa do Mundo sirvam para normalizar a exclusão e empurrar para a invisibilidade quem o direito internacional já reconhece como titular pleno de direitos.


A sala sensorial não representa inclusão se você não consegue nem chegar até ela

A FIFA anunciou com destaque que todos os 16 estádios da Copa terão salas sensoriais para torcedores com autismo, ansiedade e outras chamadas “deficiências invisíveis”. A entidade usou essa iniciativa como prova pública de seu compromisso com a diversidade. A imprensa repercutiu. A narrativa de inclusão foi construída.

Mas há um problema fundamental que essa narrativa esconde: a sala sensorial pressupõe que a pessoa já está dentro do estádio. Ela é uma solução para quem já superou todas as barreiras anteriores. Para quem foi barrado na primeira delas, a sala não existe.

E a primeira barreira, para a maioria das pessoas com deficiência, é o preço do ingresso. Um torcedor autista que é também cadeirante não chega à sala sensorial se não conseguiu comprar o ingresso acessível. Um torcedor com deficiência visual que depende de acompanhante não chega à sala sensorial se o custo dos dois bilhetes ultrapassa R$ 2.860. A sala foi projetada para quem já entrou. A política de preços garante que muitos nunca entrem.

O que a FIFA fez, portanto, foi tratar a inclusão de um grupo específico como se fosse inclusão de todos, e usar essa narrativa para encobrir o que estava fazendo com os preços. Não é apenas contradição. É a diferença entre a inclusão de fachada e a inclusão de verdade. A primeira é visível, fotografável e serve ao discurso. A segunda exige que a pessoa com deficiência consiga entrar pela mesma porta, pagar o mesmo preço e ocupar o mesmo espaço que qualquer outro torcedor. Essa, a FIFA não oferece.

A Football Supporters Europe foi precisa: exigir que torcedores com deficiência paguem até 38 vezes mais do que há quatro anos é totalmente contrário ao que a entidade afirma sobre novos padrões de diversidade e inclusão.

A inclusão não pode ser seletiva. Ou é para todos, ou não é inclusão.


Trinta e três degraus tentaram me impedir de chegar à faculdade. Cheguei mesmo assim. Não podemos aceitar que R$ 2.860 impeçam alguém de chegar ao estádio.

  • * Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   
  • Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/
  • Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/copa-de-2026-o-sistema-insiste-em-excluir-mesmo-quando-invoca-a-inclusao/

Postado Pôr Antônio Brito 

CPB abre inscrições para curso de qualificação profissional do SEST SENAT

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), por meio do Programa Atleta Cidadão e em parceria com o Serviço Social do Transporte (SEST) e com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT), abre inscrições para cursos de qualificação profissional.

Serão disponibilizadas 75 vagas, sendo 45 para o curso de assistente administrativo e 30 para o curso de agente de conservação e limpeza, ambos na modalidade EAD, com aulas ao vivo. As aulas têm previsão de início para a primeira semana de agosto. As inscrições vão até 27 de junho, por meio deste formulário.

CONFIRA O EDITAL

Os cursos são voltados para o seguinte público: atletas integrados às seleções de modalidades paralímpicas (principais e jovens); atletas selecionados para edições do Camping Escolar Paralímpico; atletas integrados aos Centros de Referência e Desenvolvimento do CPB; atletas que tenham participado de competições nacionais e regionais promovidas pelo CPB ou por confederações filiadas ao Comitê; atletas em transição de carreira ou ex-atletas; atletas-guia, goleiros, calheiros e pilotos.

A iniciativa tem como objetivo ampliar as oportunidades de qualificação profissional e contribuir para a preparação dos participantes para o mercado de trabalho, especialmente em áreas com potencial de empregabilidade junto a empresas parceiras do setor de transporte.

O Programa Atleta Cidadão tem como objetivo estimular o desenvolvimento pleno da cidadania de atletas e ex-atletas paralímpicos em todas as fases da carreira (iniciação, alto rendimento e pós-carreira), por meio de formação educacional, capacitação e orientação profissional.

Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas, os atletas contemplados devem entrar em contato por e-mail: atletacidadao@cpb.org.br

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-inscricoes-para-curso-de-qualificacao-profissional-do-sest-senat/

Postado Pôr Antônio Brito 

Escola de Gente é selecionada para a Forbes Accessibility 200

A Escola de Gente foi incluída na Forbes Accessibility 200, reconhecimento internacional que destaca organizações que promovem acessibilidade, inclusão e direitos humanos.

Escola de Gente é selecionada para a Forbes Accessibility 200

Escola de Gente – liderada pela querida Cláudia Werneck – integra a Forbes Accessibility 200, lista internacional que reconhece os principais inovadores e agentes de impacto em acessibilidade no mundo.

A seleção foi construída a partir de mais de 700 entrevistas e da contribuição de um conselho consultivo formado por especialistas de diferentes áreas. A edição de 2026 reúne 200 organizações, empresas e lideranças de 24 países e seis continentes.

Segundo a Forbes, a acessibilidade deixou de ser apenas uma exigência legal para se consolidar como um imperativo social e um tema cada vez mais presente no mundo dos negócios. O reconhecimento destaca iniciativas que ampliam o acesso à informação, à educação, ao trabalho, aos espaços públicos e às experiências de vida das pessoas com deficiência.

Entre gigantes globais da tecnologia, organizações da sociedade civil e iniciativas inovadoras de diferentes setores, a Escola de Gente é uma das duas organizações brasileiras presentes na lista.

Isso só reforça a trajetória construída há mais de duas décadas pela Escola de Gente em defesa da acessibilidade plena, da inclusão e dos direitos humanos.

Parabéns!!!

Conheça mais sobre a Escola de Gente no site:

Saiba mais no link:

https://www.escoladegente.org.br/

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=0cfde303-2586-4000-a33f-6f6bd5dca4df

Postado Pôr Antônio Brito 

17/06/2026

Brasil na Copa e um alerta: o impacto de fogos de artifícios em pessoas autistas e com deficiência, idosos e para os animais

Estreia do Brasil na Copa e um alerta: o impacto de fogos de artifícios em pessoas autistas e com deficiência, idosos e para os animais

Com a aproximação dos grandes jogos, aumentam as preocupações de famílias que ‘sonham’ com a importância de comemorações conscientes e sem ruídos excessivos.

Cada Copa do Mundo, milhões de torcedores saem às ruas para comemorar gols, celebrar vitórias e demonstrar sua paixão pelo futebol.

Entre buzinas, festas e fogos de artifício, um alerta vem ganhando força entre especialistas em saúde, famílias e organizações ligadas à inclusão: o impacto dos ruídos intensos sobre pessoas autistas, idosos e pessoas com deficiência.

Embora para muitos os fogos representem apenas um símbolo de comemoração, para uma parcela significativa da população eles podem significar momentos de medo, sofrimento e crise emocional.

Segundo especialistas, o estampido provocado pelos fogos de artifício pode desencadear reações severas em pessoas com TEA – Transtorno do Espectro Autista, especialmente naquelas que apresentam hipersensibilidade auditiva.

Nesses casos, o cérebro processa determinados sons de forma muito mais intensa. O que para uma pessoa pode ser apenas um barulho forte, para outra pode ser uma experiência extremamente angustiante.

Crises e sofrimento emocional

Durante eventos esportivos de grande repercussão, como a Copa do Mundo, muitas famílias relatam episódios de ansiedade, pânico, agitação e desorganização emocional provocados pelos fogos de artifício.

Em alguns casos, crianças autistas podem apresentar crises comportamentais, choro intenso, dificuldade para dormir e necessidade de intervenção dos familiares para restabelecer a sensação de segurança.

O problema não afeta apenas pessoas autistas.

Idosos com doenças neurológicas, transtornos cognitivos, Alzheimer, Parkinson ou problemas cardíacos também podem sofrer consequências decorrentes dos sustos provocados pelos ruídos repentinos.

Bebês, pessoas com deficiência intelectual, indivíduos com transtornos sensoriais e animais domésticos estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do barulho excessivo. O sofrimento é também para animais, que muitas vezes fogem dos lares e se perdem pelas cidades.

Inclusão também passa pela forma de comemorar

Nos últimos anos, diversas cidades brasileiras passaram a discutir alternativas para reduzir os impactos causados pelos fogos tradicionais.

Uma das soluções que vêm sendo adotadas em eventos públicos é a utilização de fogos silenciosos ou de baixo impacto sonoro, que mantêm os efeitos visuais sem provocar explosões intensas.

A medida tem sido defendida por organizações de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, associações de familiares de pessoas autistas e entidades ligadas à proteção animal.

Para esses grupos, a inclusão não deve estar restrita apenas à acessibilidade física ou à garantia de direitos legais, mas também ao respeito às necessidades sensoriais de milhões de cidadãos.

Um gesto simples pode fazer diferença

Especialistas destacam que a conscientização da população é fundamental para reduzir os impactos durante grandes eventos esportivos.

A orientação é que torcedores optem por formas de comemoração menos agressivas do ponto de vista sonoro, evitando fogos com estampidos de alta intensidade, especialmente em áreas residenciais.

A proposta não é acabar com a celebração, mas promover uma cultura de respeito e empatia.

Afinal, enquanto uma partida de futebol dura apenas algumas horas, os efeitos de uma crise sensorial podem permanecer por muito mais tempo para quem convive com a hipersensibilidade auditiva.

Copa para todos

À medida que o mundo discute inclusão e acessibilidade em diferentes ambientes, cresce também a reflexão sobre o papel da sociedade na construção de espaços mais acolhedores.

Durante a Copa do Mundo, a paixão pelo esporte pode caminhar lado a lado com a responsabilidade social.

Para especialistas e entidades de defesa das pessoas com deficiência, a mensagem é simples: comemorar é importante, mas garantir que todos possam viver esse momento com segurança, respeito e dignidade é ainda mais importante.

Uma Copa verdadeiramente inclusiva é aquela em que a alegria de alguns não se transforma no sofrimento de outros.

Fonte https://diariopcd.com.br/brasil-na-copa-e-um-alerta-o-impacto-de-fogos-de-artificios-em-pessoas-autistas-e-com-deficiencia-idosos-e-para-os-animais/

Postado Pôr Antônio Brito 

A importância do Teste do Pezinho nas doenças raras: do diagnóstico precoce ao desafio da Duchenne

A importância do Teste do Pezinho nas doenças raras: do diagnóstico precoce ao desafio da Duchenne

Estudos mostram que pacientes com Duchenne ainda levam anos para receber o diagnóstico após os primeiros sintomas¹

Junho, mês de conscientização do Teste do Pezinho, chama atenção para a importância da triagem neonatal na identificação precoce de doenças que podem comprometer o desenvolvimento infantil. O Teste do Pezinho é a principal política pública de triagem neonatal do Brasil e integra o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), do Ministério da Saúde. O exame, realizado entre 48 horas e o 5º dia de vida, tem como objetivo identificar precocemente doenças raras e metabólicas antes do surgimento de sintomas clínicos². No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas convivem com alguma doença rara⁴. Entre elas está a Distrofia Muscular de Duchenne, doença genética progressiva que afeta principalmente meninos⁵ e cujo diagnóstico ainda costuma ocorrer anos após o surgimento dos primeiros sinais da doença¹.
 

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza a triagem para doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita². Segundo o Ministério da Saúde, a triagem neonatal é essencial para evitar complicações graves como deficiência intelectual, convulsões e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, desde que haja confirmação diagnóstica e início oportuno do tratamento após o resultado inicial³.
 

Doenças raras e o desafio do diagnóstico
 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), cerca de 70% das doenças raras têm origem genética, reforçando a importância da ampliação do acesso a testes genéticos e da redução do tempo até o diagnóstico definitivo no país⁴.
 

Embora avanços em medicina de precisão e terapias para doenças raras tenham ampliado perspectivas de cuidado, o principal desafio permanece sendo o tempo até o diagnóstico. Para especialistas da área de genética médica, a discussão sobre triagem neonatal ampliada e fortalecimento das redes de referência é fundamental para reduzir a chamada “peregrinação diagnóstica”, enfrentada por famílias de pacientes com doenças raras no Brasil⁴.


Sobre a Distrofia Muscular de Duchenne


A Distrofia Muscular de Duchenne é uma doença genética rara e progressiva, causada pela ausência ou deficiência de distrofina, proteína fundamental para o funcionamento adequado dos músculos. A condição afeta principalmente meninos e provoca perda gradual da força muscular ao longo da vida⁵. Os primeiros sinais costumam surgir ainda na infância e podem incluir atraso no desenvolvimento motor, dificuldade para correr, subir escadas, levantar-se do chão e quedas frequentes. Com a progressão da doença, podem ocorrer comprometimentos respiratórios e cardíacos, tornando fundamental o acompanhamento multidisciplinar e o planejamento terapêutico precoce⁵.
 

Especialistas destacam que, diante desses sinais, exames simples e amplamente disponíveis, como a dosagem da creatinoquinase (CPK), podem ajudar a levantar a suspeita clínica de Duchenne e acelerar o encaminhamento para investigação especializada. Embora não confirme o diagnóstico, o exame pode representar um passo importante para reduzir o tempo até a realização dos testes genéticos específicos.


Duchenne: quando o diagnóstico chega tarde
 

Nesse contexto, a Distrofia Muscular de Duchenne se destaca como um dos exemplos mais críticos de atraso diagnóstico entre doenças raras na infância. Estudos clínicos realizados no Brasil com pacientes acompanhados em centros de referência indicam que os primeiros sinais da doença costumam ser percebidos pelas famílias por volta dos 3 anos de idade. No entanto, o diagnóstico confirmado por testes genéticos ocorre, em média, entre 6 e 7 anos, evidenciando um intervalo de aproximadamente três anos entre o início dos sintomas e a confirmação diagnóstica¹.Especialistas apontam que esse atraso reduz significativamente a janela de intervenção terapêutica, já que parte da perda funcional pode estar estabelecida no momento da confirmação da doença¹.


A trajetória da Duchenne reforça um dos principais desafios das doenças raras: reduzir o tempo entre os primeiros sinais da doença e a confirmação diagnóstica. Segundo especialistas, quanto mais cedo esse processo ocorre, maiores são as oportunidades de encaminhamento para acompanhamento especializado, orientação genética, cuidado multidisciplinar e planejamento terapêutico, permitindo que pacientes e famílias tenham acesso ao suporte adequado no momento mais oportuno.

Referências:
 

1. Estudo multicêntrico brasileiro sobre Distrofia Muscular de Duchenne (coorte clínica 2019–2024).
Disponível em: Link

2. Ministério da Saúde – Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN).
Disponível em: Link

3. Ministério da Saúde – Importância do Teste do Pezinho e diretrizes do PNTN.
Disponível em: Link

4. Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM) – Diagnóstico precoce e tratamento são desafios para pacientes com doenças raras.
Disponível em: Link

5. Araujo APQC et al. Update of the Brazilian Consensus Recommendations on Duchenne Muscular Dystrophy (2023).

Fonte https://diariopcd.com.br/a-importancia-do-teste-do-pezinho-nas-doencas-raras-do-diagnostico-precoce-ao-desafio-da-duchenne/

Postado Pôr Antônio Brito 

Dupla gaúcha representa o Brasil no Mundial júnior de paraesgrima na Turquia

Campeonato Brasileiro de Esgrima em Cadeira de Rodas no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Brasil será representado pelos gaúchos Gustavo Ramos e Kevin Damasceno no Campeonato Mundial júnior de paraesgrima, que será disputado em Mersin, na Turquia, a partir desta quarta-feira, 17, até sexta-feira, 19.

A competição reúne os principais atletas da categoria sub-23 e jovens esgrimistas em cadeira de rodas de diversos países, servindo como uma das principais competições internacionais de base da modalidade.

Ambos esgrimistas do país participaram recentemente do Campeonato Brasileiro de 2026 em Curitiba, no Paraná. Na ocasião, Kevin conquistou o ouro no florete A masculino e na espada masculina sub-23, após vencer os sete combates na fase classificatória. Já Gustavo ficou com o bronze, sendo superado por 15 a 5 nas semifinais.

O gaúcho Kevin também participou dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, quando competiu nas provas individuais de sabre e florete da categoria A, alcançando as oitavas de final em ambas as disputas. Ele integrou ainda as equipes brasileiras de florete e espada, que chegaram às quartas de final da competição.

No Mundial da Tailândia em 2024, na cidade de Nakhon Ratchasima, Kevin subiu ao pódio com a medalha de bronze no sabre. Em 2022, no Brasil, ele também conquistou o bronze.

*Com informações da Confederação Brasileira de Esgrima (CBE).

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As Loterias CAIXA e a CAIXA são as patrocinadoras oficiais da paraesgrima.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/dupla-gaucha-representa-o-brasil-no-mundial-junior-de-paraesgrima-na-turquia/

Postado Pôr Antônio Brito