30/01/2026

Brasil terá campeões mundiais em busca da primeira medalha paralímpica na neve em Milão-Cortina

Cristian Ribera durante etapa da Copa do MUndo na Noruega | Divulgação/CBDN

O Brasil disputará os Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina, de 6 a 15 de março, com dois campeões mundiais do esqui cross-country em busca da primeira medalha paralímpica do país em esportes de inverno: o rondoniense radicado em Jundiaí (SP) Cristian Ribera e a paranaense Aline Rocha. A primeira etapa da convocação para as disputas na Itália, com o nome de cinco esportistas, foi anunciada nesta terça-feira, 27.

Cristian participará pela terceira vez de uma edição do megaevento. Ele conquistou a melhor marca de um brasileiro em Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno Com apenas 15 anos quando competiu em PyeongChang 2018, na Coreia do Sul, com a sexta colocação na prova de 15km do esqui cross-country.

No ciclo atual, Cristian teve entre suas principais conquistas o ouro na prova de 1km no Mundial de esqui cross-country de Trondheim, na Noruega, em 2025 e ainda recebeu o Globo de Cristal por ter se sagrado campeão-geral da Copa do Mundo na temporada de 2023/2024.

O atleta lembrou do título Mundial do ano passado, um dos momentos mais marcantes de sua carreira: “Estava cansado da temporada, mas muito empenhado em trazer o mundial para casa. As condições da neve estavam bem ruins, derretendo bastante por conta do calor, mas sabia que aquela era minha chance, o momento que eu sempre sonhei. Consegui, depois de fazer muita força, deixar tudo que tinha na pista e fui recompensado da melhor forma. O mais especial ainda foi que minha irmã, que nunca tinha me visto competir na neve ao vivo, estava lá para comemorar comigo”, contou Cristian, que é irmã de Eduarda, atleta olímpica do esqui.

Para Cristian, a dedicação para buscar seus objetivos, aprendida em casa, é o mais importante para chegar a suas conquistas. “A gente sempre trabalha bastante para estar entre os melhores, e as medalhas refletem isso. Fico muito feliz mas também sei que é um desafio muito grande representar o Brasil nos jogos. Vai ser o momento mais importante da minha vida e vou entrar com tudo para ganhar uma medalha para o Brasil”, afirmou.

A paranaense Aline Rocha foi a primeira mulher do país a participar dos Jogos Paralimpícos de Inverno, em PyeongChang 2018, na Coreia do Sul. Na edição seguinte, em 2022, conquistou o melhor resultado do Brasil na prova de esqui cross-country de média distância, colocando o país no top 10. O feito foi repetido nas provas de sprint (1km) e na prova longa (15km).

Em 2023, a paranaense voltou a se destacar e foi ouro na prova sprint e bronze na disputa de 18km no Mundial de esqui cross-country em Ostersund, na Suécia.

A atleta disse chegar com mais experiência para buscar bons resultados em Milão-Cortina: “É uma alegria muito grande participar de mais uma edição dos Jogos Paralimpicos. Estou há 15 anos no esporte e ainda em evolução, por isso acredito que vou ter meu melhor desempenho em Milano Cortina. Tanto em Pyeongchang 2018 como também em Pequim 2022 o maior desafio foram as altas temperaturas e a neve derretida. Não estávamos preparados para essa condição. Agora, em 2026, ja temos mais experiência com todos os tipos de neve e temperatura, e isso vai ser fundamental para nosso desempenho”, afirmou.

Time São Paulo
Os atletas Aline Rocha e Cristian Ribera integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 155 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

 Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-tera-campeoes-mundiais-em-busca-da-primeira-medalha-paralimpica-na-neve-em-milao-cortina/

Postado Pôr Antônio Brito

29/01/2026

Nadadora cearense Edênia Garcia retorna à Seleção com novo treino e foco no Parasul-Americano

Nadadora Edênia Garcia em competição no CT Paralímpico | Foto: Marcello Zambrana/CPB

Com seis edições de Jogos Paralímpicos no currículo, a nadadora cearense Edênia Garcia retornou à Seleção Brasileira de natação na primeira semana de treinamento de 2026, que acontece no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, de 25 a 31 de janeiro.

A atleta da classe S3 (comprometimento físico-motor) contou que, aos 38 anos, tem ampliado o uso de ferramentas tecnológicas para monitorar seu desempenho e seu repouso, com o objetivo de ampliar sua longevidade no alto rendimento.

“Eu e meu treinador, Fabiano Quirino, estamos monitorando todas as variáveis possíveis para termos controle de tudo. Uso aplicativo desde antes do treino, marcando como foram a qualidade do sono e a hidratação, por exemplo. Logo depois que saio da piscina, também marco como foi a sensação de esforço. Tudo isso vira dado que embasam a criação dos próximos treinos”, explicou Edênia, que conquistou duas pratas e um bronze em suas participações em Jogos Paralímpicos.

A nadadora, que nasceu com atrofia fibular muscular, condição degenerativa que afeta seus movimentos, contou também estar muito atenta a seu peso e ao ciclo hormonal feminino para entender como ele afeta sua performance. “Meu peso variou muito nos últimos anos. Agora estou começando uma temporada muito mais leve na água”, disse.

Segundo Edênia, o principal objetivo da temporada será a disputa dos Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia, em julho. “Quero chegar nadando muito bem e isso já vem aparecendo nos treinos, em que estou chegando próximo aos meus melhores tempos. Estou muito feliz e confiante”, disse.

Edênia é a única atleta entre os 20 participantes da semana de treinamento que não esteve no Mundial de Singapura em 2025, ocasião na qual o Brasil atingiu a sexta colocação no quadro de medalhas.

Além dela, estão no CT atletas como a pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (baixa visão), maior campeã paralímpica da história do Brasil, e as paulistas Alessandra Oliveira, campeã mundial dos 100m peito SB4 (comprometimentoo físico-motor), e Beatriz Flausino, vencedora dos 100m peito SB14 (deficiência intelectual).

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A Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais da natação.

Time São Paulo
As atletas Edênia Garcia, Alessandra Oliveira e Beatriz Flausino integram o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 155 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/nadadora-cearense-edenia-garcia-retorna-a-selecao-com-novo-treino-e-foco-no-parasul-americano/

Postado Pôr Antônio Brito 

A natureza declaratória da isenção de IPVA para Pessoas com Deficiência e o Direito à restituição do indébito

A natureza declaratória da isenção de IPVA para Pessoas com Deficiência e o Direito à restituição do indébito - OPINIÃO - * Por Jairo Varella Bianeck

OPINIÃO

  • Por Jairo Bianeck

A discussão acerca da restituição de valores pagos a título de IPVA por pessoas com deficiência costuma ser contaminada por argumentos administrativos frágeis, como a suposta necessidade de requerimento prévio ou a alegação de que a isenção somente produziria efeitos para o futuro. A análise técnico-jurídica, entretanto, conduz a conclusão diversa.

A jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal de Justiça de São Paulo é clara ao reconhecer que a concessão da isenção de IPVA às pessoas com deficiência possui natureza meramente declaratória, produzindo efeitos retroativos (ex tunc). Esse entendimento tem consequências diretas e inevitáveis quanto à inexigibilidade do crédito tributário e, por consequência lógica, quanto ao direito à restituição do indébito.

CONFIRA O DEBATE SOBRE O TEMA NO CANAL DO DIÁRIO PcD NO YOUTUBE:

https://youtu.be/GfyLZxpR0e4

A isenção como ato administrativo meramente declaratório

O ponto de partida da análise encontra-se na afirmação de que:

“A concessão do benefício é ato meramente declaratório, uma vez que a condição de pessoa com deficiência já havia sido comprovada. Sendo assim, independentemente da data em que foi realizado o requerimento, o autor fazia jus ao benefício.”

Essa afirmação afasta, de forma categórica, a tese administrativa segundo a qual o direito à isenção somente surgiria após o requerimento formal. No direito tributário, atos declaratórios não criam direitos, apenas reconhecem situação jurídica preexistente.

Assim, se o contribuinte já preenchia os requisitos legais no momento do fato gerador do IPVA, o direito à isenção já estava incorporado ao seu patrimônio jurídico, ainda que não reconhecido administrativamente.

Efeitos ex tunc e inexigibilidade do crédito tributário

A natureza declaratória do ato de concessão da isenção conduz, necessariamente, aos seus efeitos retroativos. Esse ponto foi expressamente fixado pelo Superior Tribunal de Justiça:

“A concessão de isenção tributária apenas proclama situação preexistente capaz de conceder ao contribuinte o benefício fiscal. O ato declaratório da concessão de isenção tem efeito retroativo à data em que a pessoa reunia os pressupostos legais para o reconhecimento dessa qualidade.” (AgRg no AREsp nº 145.916/SP, 2ª Turma, Rel. Min. Humberto Martins)

A consequência jurídica direta do efeito ex tunc é a inexigibilidade do crédito tributário relativo aos exercícios anteriores em que o contribuinte já fazia jus à isenção. Em outras palavras, o tributo não poderia ter sido validamente exigido.

Esse entendimento é reiteradamente aplicado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, inclusive em casos nos quais o pedido administrativo foi considerado intempestivo pela Fazenda Pública, reputando-se irrelevante a data do requerimento e reconhecendo-se a retroatividade da isenção inclusive em relação a débitos vencidos.

Da inexigibilidade ao indébito tributário

Reconhecida a inexigibilidade do crédito tributário, a conclusão seguinte decorre de lógica jurídica elementar: todo valor pago a título de tributo inexigível configura pagamento indevido.

Nos termos do art. 165, inciso I, do Código Tributário Nacional, o contribuinte tem direito à restituição do indébito quando houver pagamento de tributo indevidamente exigido ou recolhido. A jurisprudência que reconhece a isenção retroativa não apenas invalida a cobrança, mas qualifica juridicamente os pagamentos realizados como indevidos.

Ainda que o mandado de segurança não seja a via adequada para a condenação do Estado à devolução de valores, por suas limitações processuais, o reconhecimento da inexigibilidade do crédito constitui fundamento jurídico suficiente e necessário para a posterior restituição pela via própria, administrativa ou judicial.

Jurisprudência paulista e consolidação da tese

O Tribunal de Justiça de São Paulo tem reiterado que a isenção de IPVA para pessoas com deficiência: possui natureza declaratória; independe da data do requerimento; retroage à data em que preenchidos os requisitos legais; alcança exercícios anteriores; torna inexigíveis débitos vencidos.

Em julgados recentes, inclusive referentes aos exercícios de 2021 e 2022, o TJSP reafirmou que a ausência de requerimento tempestivo não acarreta perda do direito material, desde que comprovado o preenchimento das condições legais.

A partir do reconhecimento de que a isenção de IPVA concedida às pessoas com deficiência possui natureza declaratória e efeitos ex tunc, resta juridicamente incontornável a conclusão de que os créditos tributários pretéritos são inexigíveis. Havendo pagamento nesses períodos, configura-se indébito tributário, passível de restituição, observado o prazo prescricional quinquenal previsto no Código Tributário Nacional.

Não se trata de ampliação indevida de benefício fiscal, nem de criação judicial de direito, mas de aplicação coerente do direito tributário positivo, conforme interpretação já pacificada pelos tribunais superiores e estaduais.

  • * Jairo Bianeck é advogado, militante do campo progressista e Defensor dos Direitos das Pessoas com Deficiência

@jairovbianeck.adv – Instagram

(44) 99106-2914

Fonte https://diariopcd.com.br/a-natureza-declaratoria-da-isencao-de-ipva-para-pessoas-com-deficiencia-e-o-direito-a-restituicao-do-indebito/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil se classifica para semis nas duplas no Aberto da Austrália de tênis em cadeira de rodas

Ymanitu Silva em disputa nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 | Foto: Silvio Avila/CPB.

O mineiro Daniel Rodrigues e o catarinense Ymanitu Silva conquistaram duas vagas para as semifinais nesta quarta-feira, 28, nas duplas do Aberto da Austrália de tênis em cadeira de rodas, realizado em Melbourne. Os brasileiros voltam às quadras pela próxima fase nesta quinta-feira, 29.

Na chave de duplas da categoria Quad, o catarinense Ymanitu Silva, ao lado do canadense Robert Shaw, venceu a dupla formada pelo britânico Gregory Slade e o australiano Benjamin Wenzel por 2 sets a 1 (6/3, 1/6 e 10/5). Nas semifinais, a dupla enfrentará o israelense Guy Sasson e o holandês Niels Vink. No individual, o catarinense perdeu para o australiano Jin Woodman por 2 sets a 0 (6/1 e 6/2). Com isso, Ymanitu está eliminado da disputa.

Já nas duplas da categoria Open, o mineiro Daniel Rodrigues, junto com o norte-americano Casey Ratzlaff, garantiu a vaga na semifinal após a vitória contra a dupla formada pelo israelense Sergei Lysov e o chinês Zhenxu Ji por 2 sets a 1 (3/6, 7/6 e 11/9). Nas semifinais, a dupla enfrentará o espanhol Daniel Caverzachi e o holandês Ruben Spaargaren. No individual, o mineiro perdeu para o francês Stephane Houdet por 2 sets a 1 (5/7, 6/4 e 5/7). Com isso, Daniel está eliminado da disputa.

Além deles, o mineiro Leandro Pena, ao lado do australiano Finn Broadbent, perdeu na disputa de duplas por 2 sets a 0 (6/4 e 6/2), contra o australiano Jin Woodman e o sul-africano Donald Ramphadi. Pelas quartas de final, Leandro irá enfrentar o turco Ahmet Kaplan. No individual, o mineiro venceu o britânico Gregory Slade por 2 sets a 0 (6/1 e 6/3).

A competição continua até sexta-feira, 30, com as finais das categorias Quad, Open e Júnior, tanto no masculino quanto no feminino.

Confira as próximas partidas:
Semifinal – Duplas Quad – Ymanitu Silva e Robert Shaw (Canadá) X Guy Sasson (Israel) e Niels Vink (Holanda)

Semifinal – Duplas Open – Daniel Rodrigues e Casey Ratzlaff (Estados Unidos) X Daniel Caverzachi (Espanha) e Ruben Spaargaren (Holanda).

Quartas de final – Simples – Leandro Pena X Ahmet Kaplan (Turquia)

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-se-classifica-para-semis-nas-duplas-no-aberto-da-australia-de-tenis-em-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antônio Brito 

28/01/2026

Demora por diagnósticos causa prejuízo ao Brasil e graves problemas para familiares de pessoas com deficiência

Demora por diagnósticos causa prejuízo ao Brasil e graves problemas para familiares de pessoas com deficiência

Levantamento aponta que pacientes com Atrofia Muscular Espinhal, apenas em 2021 foram indenizados pelo Judiciário em R$ 101 milhões em 46 ações judiciais. O montante seria suficiente para pagar o tratamento de todos os 189 bebês nascidos com a doença naquele ano. Especialistas comentam fatores do prejuízo Brasil

A demora no diagnóstico gera despesas públicas significativamente maiores do que investimentos preventivos coordenados.

No Brasil, o tempo médio para diagnosticar uma doença rara após o nascimento varia de seis a oito anos, comparado aos três a cinco anos em países desenvolvidos. Essa defasagem resulta em custos diretos e indiretos substanciais ao sistema de saúde.

Luciana Mussa, advogada especialista em acesso à saúde, em entrevista ao Diário PcD aponta “os prejuízos Brasil não somente com a demora no diagnóstico no SUS – Sistema Único de Saúde, mas as dificuldades criadas pela saúde complementar, no caso os planos de saúde”. – @dralucianamussa.adv

Os graves problemas enfrentados pelas famílias e os prejuízos com a demora do diagnóstico e início dos tratamentos é abordado também ao Diário PcD por Letícia Lefevre, advogada com atuação estratégica em Direitos Humanos, com foco especial em Direitos das Pessoa com Deficiência. “A demora para essas famílias significa graves sequelas que muitas vezes significa a qualidade de vida para essas pessoas. – @lefevreleticia

Mussa e Lefevre também destacam que o diagnóstico tardio também leva à adoção de tratamentos inadequados que aumentam despesas para o SUS e planos de saúde, criando um ciclo de ineficiência.

Escassez de profissionais especializados

A infraestrutura diagnóstica é insuficiente: o Brasil possui apenas 342 geneticistas, representando 1,6 profissionais para cada milhão de habitantes, concentrados principalmente nas regiões Sudeste e Sul. Essa distribuição desigual prolonga o que a literatura internacional chama de “odisseia diagnóstica”, deixando pacientes meses ou até anos tentando obter diagnóstico definitivo.

Impactos nas Famílias

Aproximadamente 13 milhões de pessoas convivem com doenças raras no Brasil. As famílias enfrentam dificuldades financeiras severas devido aos altos custos de medicamentos e tratamentos, que podem chegar a milhões de reais. Muitos recorrem à justiça como última alternativa, transformando um problema médico em batalha legal que desgasta emocional e financeiramente.

Qualidade de vida comprometida

As doenças raras são frequentemente crônicas e degenerativas, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e famílias. A falta de informação agrava a situação: sintomas são confundidos com condições mais comuns, levando a atrasos diagnósticos que resultam em impacto negativo progressivo na saúde.

Estudos mostram que mães de crianças com TEA – Transtorno do Espectro Autista, frequentemente relatam experiências negativas com pediatras, que ignoram suas preocupações iniciais, embora preocupações sejam identificadas antes dos 2 anos, apenas um terço das crianças é avaliada por especialistas.

Carga emocional e social

As famílias enfrentam barreiras múltiplas: falta de acesso a diagnósticos precisos, ausência de tratamentos adequados em 95% dos casos de doenças raras (restando apenas cuidados paliativos e reabilitação), e necessidade de litigar para obter direitos básicos de saúde. Essa realidade transforma o tratamento médico em uma luta diária pela sobrevivência e dignidade.

Confira a entrevista com as advogadas Luciana Mussa e Letícia Lefevre, à partir das 20h, no canal do Diário PcD no YouTube

https://youtu.be/hmRM8T6Txak

Fonte https://diariopcd.com.br/demora-por-diagnosticos-causa-prejuizo-ao-brasil-e-graves-problemas-para-familiares-de-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Seleção Brasileira de natação se reúne para primeira semana de treinamento no CT

A paulista Beatriz Flausino nada no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

A Seleção Brasileira de natação está reunida no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para a primeira semana de treinamento de 2026, de 25 a 31 de janeiro .

O grupo é formado por 19 dos 29 atletas que fizeram parte da campanha do Brasil no Mundial de Singapura 2025 em setembro. Na ocasião, o país alcançou a sexta colocação no quadro de medalhas, com 13 ouros, 16 pratas e 10 bronzes. Também conta com o retorno da cearense e medalhista paralímpica Edênia Garcia.

O treinamento logo no primeiro mês de 2026 tem como principal objetivo proporcionar avaliações técnicas, físicas e bioquímicas dos atletas para definir estratégias para os próximos meses, explicou o treinador-chefe da equipe, Felipe Silva.

Segundo ele, o principal desafio dos nadadores brasileiros em 2026 será o Pan-Pacífico que está previsto para o mês de agosto nos Estados Unidos, em cidade a ser definida. “Esta será uma competição bem forte, com seleções como Estados Unidos, Austrália, Japão, México”, disse.

Entre as participantes da semana está a paulista Beatriz Flausino, campeã mundial de 2025 nos 100m peito da classe SB14 (deficiência intelectual). A nadadora disse estar motivada para iniciar a temporada com um treino da Seleção no CT:

“Quero evoluir tecnicamente neste ano e ganhar ainda mais consciência nos treinos, tanto física como mentalmente. Este será um ano de construção, foco, disciplina. O grupo está com uma energia lá em cima e reencontrar a equipe é sempre muito bom, traz toda aquela ambição de ter um ano super bom. Eu me sinto em casa treinando com a Seleção no CT. É o meu lugar seguro”, afirmou.

Confira a lista de nadadores convocados:
Masculino
Arthur Xavier
Bruno Becker
Gabriel Melone
Jose Ronaldo
Samuel Oliveira
Talisson Glock
Tiago Oliveira
Victor Almeida

Feminino
Alessandra Oliveira
Beatriz Carneiro
Beatriz Flausino
Debora Carneiro
Laila Abate
Lidia Vieira Cruz
Lucilene Souza
Maiara Barreto
Maria Carolina Gomes Santiago
Mayara Petzold
Patricia Pereira
Edenia Garcia

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Time São Paulo
A atleta Beatriz Flausino integra o Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 155 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/selecao-brasileira-de-natacao-se-reune-para-primeira-semana-de-treinamento-no-ct/

Postado Pôr Antônio Brito 

27/01/2026

CPB abre inscrições para o 12º Camping Militar e Civil Paralímpico

Atletas do tiro com arco durante Camping realizado no CT Paralímpico em 2025 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) abre nesta sexta-feira, 23, as inscrições para o 12º Camping Militar e Civil Paralímpico.

O evento tem o objetivo de apresentar o tiro esportivo e o tiro com arco para potenciais atletas e será realizado na Universidade da Força Aérea (UNIFA), no Rio de Janeiro (RJ), de 12 a 19 de abril.

Além de uma vivência nas duas modalidades, os participantes passarão por testes e avaliações físicas e serão acompanhados por uma equipe multidisciplinar.

As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de fevereiro , por meio deste link.

Serão destinadas 50 vagas para militares e agentes de segurança pública com deficiência e 50 vagas para civis. Dessas, quatro são para atletas com deficiência visual.

O regulamento para inscrição, bem como a lista de prioridades na distribuição das vagas, pode ser acessado neste link.

Estão previstas ainda mais duas edições do Camping em 2026, nos meses de julho e outubro.

Para mais informações ou dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail programamilitar@cpb.org.br.

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Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro

Fonte https://cpb.org.br/noticias/cpb-abre-inscricoes-para-o-12o-camping-militar-e-civil-paralimpico/

Postado Pôr Antônio Brito 

SOBOPE lança Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil

SOBOPE lança Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil

A Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) lançou em Brasília, o Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil, iniciativa realizada em parceria com o Ministério da Saúde, o Hospital Israelita Albert Einstein e a CONIACC.
 

O projeto é conduzido pelo Ministério da Saúde, por meio do Proadi-SUS, em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (Decan) e o INCA, assegurando coordenação técnica e institucional para sua implementação em âmbito nacional.
 

O evento de lançamento reuniu representantes de diversas instituições e reforçou a importância da articulação entre os diferentes atores do sistema de saúde para a construção de uma rede integrada de atenção oncológica infantojuvenil, com mais agilidade, equidade e qualidade no cuidado.
 

O Mapeamento Nacional do Câncer Infantojuvenil tem como objetivo identificar, organizar e conectar os serviços que atendem crianças e adolescentes com câncer em todo o país. A iniciativa permitirá a consolidação de uma base de dados sobre hospitais de referência, serviços de tratamento e instituições de apoio, contribuindo para o planejamento de políticas públicas, a ampliação do acesso ao cuidado especializado e a melhoria dos desfechos clínicos.
 

Profissionais e dirigentes de hospitais oncológicos e instituições de apoio podem colaborar com o projeto preenchendo o formulário “OncoBrasil: Mapeamento do Câncer Infantojuvenil”.
 

Durante o lançamento, a oncologista pediátrica Dra. Flávia Delgado, representante da SOBOPE, destacou a relevância da iniciativa para o avanço da oncologia pediátrica no Brasil. “O Mapeamento representa um avanço fundamental para o fortalecimento da oncologia pediátrica no país e reforça outros projetos estratégicos em andamento, como o acompanhamento de efeitos tardios em sobreviventes de câncer infantojuvenil e os avanços na incorporação de novas tecnologias e terapias.”

Fonte https://diariopcd.com.br/sobope-lanca-mapeamento-nacional-do-cancer-infantojuvenil/

Postado Pôr Antônio Brito 

Brasil conquista três vitórias no primeiro dia do Aberto da Austrália de tênis em cadeira de rodas

Leandro Pena e Ymanitu Silva em disputa nos Jogos Paralímpicos Paris 2024 | Foto: Silvio Avila/CPB.

O Brasil venceu as três partidas disputadas neste domingo, 25, no primeiro dia do Aberto da Austrália de tênis em cadeira de rodas, realizado em Melbourne. As vitórias vieram com o catarinense Ymanitu Silva e os mineiros Daniel Rodrigues e Leandro Pena.

Daniel Rodrigues venceu o japonês Daisuke Arai por 2 sets a 0 (6/4 e 6/3). Já Leandro Pena superou o norte-americano Andrew Bogdanov por 2 sets a 0 (6/0 e 6/1). O catarinense Ymanitu Silva, por sua vez, ganhou do colombiano Daniel Alejandro Escobar por 2 sets a 0 (6/4 e 6/4).

A competição continua até sexta-feira, 30, com as finais das categorias Quad, Open e Júnior, tanto no masculino quanto no feminino.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/brasil-conquista-tres-vitorias-no-primeiro-dia-do-aberto-da-australia-de-tenis-em-cadeira-de-rodas/

Postado Pôr Antônio Brito 

26/01/2026

Projeto Esportea transforma espaço urbano em inclusão e movimento na Bela Vista em São Paulo

Projeto Esportea transforma espaço urbano em inclusão e movimento na Bela Vista em São Paulo

O Projeto Esportea é uma iniciativa desenvolvida pela Associação Desenvolve no Espectro e parceria, organização da sociedade civil dedicada à promoção do desenvolvimento, da inclusão e da garantia de direitos de pessoas com deficiência e neurodivergência.

O projeto funciona no Complexo #9, localizado na Rua Santo Antônio, nº 800, Bela Vista – São Paulo, em um espaço urbano situado embaixo de uma ponte, que foi ressignificado a partir de uma proposta consciente de reaproveitamento do território e de ocupação social com impacto real.

Onde antes havia apenas concreto e passagem, hoje existe permanência, cuidado e transformação. O Esportea mostra que inclusão também é política urbana: ocupar a cidade com propósito, devolver função social ao espaço e criar ambientes onde o desenvolvimento acontece de verdade.

Voltado ao atendimento de crianças, adolescentes com inabilidades motoras, especialmente autistas, o projeto utiliza o esporte como ferramenta de desenvolvimento motor, regulação emocional, autonomia e fortalecimento de vínculos. No Esportea, o esporte é estratégia, método e cuidado estruturado, aplicado com acompanhamento profissional e respeito às singularidades de cada corpo. As modalidades são, atividade física adaptada e aula de artes marciais na modalidade Muay Thai.

A idealização do projeto é de Simone Andrade, presidente e fundadora da Associação Desenvolve no Espectro, mãe atípica, advogada atuante desde 2008 e especialista em Contratos e em Direito das Pessoas com Deficiência. Sua trajetória une formação técnica, vivência pessoal e atuação institucional. Com MBA em Administração de Empresas e pós-graduação em Análise do Comportamento Aplicado (ABA) para Autistas e Pessoas com Deficiência Intelectual, Simone construiu um caminho em que a experiência materna foi o motor de transformação.

A vivência como mãe atípica deu a ela o que nenhuma teoria entrega sozinha: compreensão concreta das barreiras, das ausências do Estado e das lacunas entre o direito escrito e a vida real. Essa experiência se converteu em ação. Atualmente, Simone esta como Vice-Presidente da Comissão de Direito das Pessoas com Deficiência da OAB/SP, onde atua na defesa de políticas inclusivas, acessibilidade, autonomia e dignidade da pessoa com deficiência. O Esportea é a tradução prática desse compromisso, direito que sai do papel e vira atendimento.

O projeto conta ainda com um Embaixador de peso, Moisés Batista, conhecido como Gibi, atleta e lutador de Muay Thai, Foi aos 17 anos que o esporte entrou em sua vida, movido por disciplina, sonho e espírito guerreiro. Sua trajetória reúne títulos nacionais, competições internacionais e a consagração como tetracampeão mundial na modalidade.

Inserido em um espaço urbano improvável, sob uma ponte, o Esportea segue cumprindo sua missão: transformar vidas por meio do movimento, mostrando que inclusão não exige cenários ideais, mas compromisso, técnica e presença contínua.

Para mais informações, detalhes sobre o projeto ou esclarecimento de dúvidas, basta acessar www.desenvolvenoespectro.com.br

Instagram – @desenvolvenoespectro

 https://www.youtube.com/shorts/Nx_M_W4Wa3k?feature=share

Fonte https://diariopcd.com.br/projeto-esportea-transforma-espaco-urbano-em-inclusao-e-movimento-na-bela-vista-em-sao-paulo/

Postado Pôr Antônio Brito