17/12/2025

Cid Torquato, o maior vencedor do WSA BRASIL/25

O WSA BRASIL/25 premiou projetos inovadores no Google for Startups em SP, com Cid Torquato como destaque. Painéis e debates sobre tecnologia, impacto social e a premiação de projetos brasileiros que inspirarão o mundo.

Cid Torquato, o maior vencedor do WSA BRASIL/25

Uma premiação que tem a cara do seu CEO no Brasil, realizada no Google for Startups Campus em São Paulo.

Cid Torquato é um gigante das relações humanas tecnológicas e da tecnologia das relações humanas. Um catalisador de talentos do futuro, com sensibilidade de uma antena parabólica quântica, radar que transpassa tempo e espaço.

No dia 12 de setembro, no Google for Startups em São Paulo, ocorreram diálogos que unem tecnologia, propósito e impacto real, com painéis e a Cerimônia de Premiação WSA Brasil 2025, onde foram revelados projetos brasileiros inovadores.

O evento contou com painéis com especialistas e líderes debatendo inovação digital, impacto social e sustentabilidade, além da apresentação dos vencedores que terão seus trabalhos apresentados em Viena em 2026.

Mais do que um evento, foi um marco que reuniu um público seleto para discutir os rumos da inovação digital com impacto social, tendo Cid Torquato como figura central, mobilizando pessoas e conectando talentos.

Se o WSA é hoje uma plataforma mundial, no Brasil ele encontrou em Cid Torquato o seu grande embaixador e articulador. Sua liderança será lembrada como fundamental para colocar o país no mapa tecnológico global.

Saiba mais no link:

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=00692f53-d91a-439d-8453-9a2b796e1bc7
 
Postado Pôr Antônio Brito 

16/12/2025

CT Paralímpico recebe 258 atletas para o Grand Prix de judô da IBSA

Judoca Alana Maldonado em comemoração durante luta nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 | Foto: Alexandre Schneider/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, vai reunir 258 atletas para disputar o Grand Prix de judô da IBSA (Federação Internacional de Esportes para Cegos), que será organizado pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), nos dias 16 e 17 de dezembro.

O Brasil será representado por 26 atletas na competição, que vale pontos no ranking mundial, principal critério de seleção para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

As lutas começarão às 9h nos dois dias. Já o bloco final e as premiações serão a partir das 15h.

A competição vai ser transmitida ao vivo pelos canais da CBDV e da IBSA no YouTube.

Esta é a segunda vez que o Brasil recebe o Grand Prix. O país já sediou o evento em 2022.

Além do Grand Prix da IBSA, o CT receberá também o IBSA Judo American Championships, no dia 18 de dezembro, reunindo os melhores judocas de todo o continente a partir das 10h. O bloco final começa a partir das 14h. Além dos judocas que participarão do Grand Prix, outros três atletas foram convocados exclusivamente para o torneio do dia 18, completando a delegação brasileira na competição.

Depois de fazer na França, em 2024, sua melhor campanha na história dos Jogos Paralímpicos, o Brasil se manteve em alta na modalidade neste ano, conquistando os títulos do Grand Prix do Egito, em agosto, do Campeonato Mundial de Astana, em maio, e da Copa do Mundo disputada em Tbilisi, na Geórgia.

O treinador do Brasil, Jaime Bragança, falou sobre os preparativos: “A nossa preparação foi muito boa, conseguimos realizar uma excelente fase de treinamento antes do Grand Prix. Treinamos junto com os atletas da França e África do Sul. Convocamos para essas duas competições os principais atletas do Brasil, junto com os jovens da Seleção de Base. Essa vai ser uma excelente oportunidade para que nossos atletas tenham o melhor desempenho dentro de casa e nossos jovens ganhem experiência nestas excelentes competições.”

Alana Maldonado, que se tornou tricampeã mundial no Cazaquistão em maio, falou sobre a expectativa para a competição: “A gente vem se preparando o ano todo, um ano intenso de muitas competições importantes, muitos treinos, fase de treinamento, e agora estamos tendo o privilégio de encerrar o ano com duas competições aqui no Brasil, com a nossa torcida, o nosso fuso horário. Então é uma energia muito boa, é sempre muito bom competir no Brasil, em casa, ainda mais uma competição grande como essas duas. Estamos seguindo firme nos treinos, bem focada, e tenho certeza que serão dias de glória, dias de conquista, e estamos preparados para isso.”

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do judô.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
A atleta Alana Maldonado é integrante do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 148 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/ct-paralimpico-recebe-258-atletas-para-o-grand-prix-de-judo-da-ibsa/

Postado Pôr Antônio Brito 

Desafios e potencialidades para fomentar e divulgar boas práticas turísticas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida

Desafios e potencialidades para fomentar e divulgar boas práticas turísticas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida - OPINIÃO - * Por Frederico Le Blue Assis

OPINIÃO

  • * Por Frederico Le Blue Assis

Em Goiás, o turismo acessível é regido por diversas leis estaduais e federais, como a  Lei nº 10.098/2000, que estabelece normas gerais de acessibilidade em espaços públicos. Com Lei Geral do Turismo (Lei nº 11.771/2008 e suas atualizações) a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida nas políticas de turismo ganhou bastante destaque. Já Lei Estadual nº 21.792/2023 instituiu a Política Estadual de Incentivo ao Turismo, com diretrizes para o desenvolvimento do setor, incluindo a democratização do acesso. A Lei Estadual nº 22.969/2024, por sua vez, trata das diretrizes para o turismo acessível e inclusivo para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no estado, restando a Lei Estadual nº 23.693/2025 incentivar a adoção de políticas públicas de acessibilidade em diversas áreas do turismo e valorizar a diversidade humana, o respeito às diferenças e a inclusão social. 

Apesar dos avanços inegáveis em matéria dos direitos das Pessoas com Deficiência e com Mobilidade Reduzida, os desafios para concretização dessas promessas ainda parecem intransponíveis na prática, sendo mister lutar pelo aprimoramento da acessibilidade para inclusão em todo Estado, mormente, no âmbito do Turismo Colonial (Cidade de Goiás, Pirenópolis e Corumbá), Religioso (Rota Santa), esportivo, ecológico e rural em diversas localidades. Um caminho mais seguro para efetivação dessas pautas seria a criação de uma Política Estadual de Turismo Acessível.

A padronização e adequação razoável de calçadas e de banheiros para PcDs e PcMRs em ambientes privados como Shoppings é um item das políticas públicas que ainda não tem sido passível da devida fiscalização. A calçada deve ser pensada como espaço público gerido pelo agente privado, que deve demonstrar civismo na zeladoria desse espaço de fluxo seguro de pedestres. Já sobre os banheiros, é necessário pensar estratégias de incentivo à criação de banheiros públicos ergonômicos e acessíveis nos equipamentos e espaços públicos, a partir de concursos de projetos de arquitetura, arte urbana e design de interiores vanguardísticos -, a exemplo do projeto The Tokyo Toilet (tema do filme “Dias Perfeitos” de 2023 de Wim Wenders de 2023).

A disponibilização de cadeira de rodas adaptadas para terreno arenoso através de Parceria Público Privada é outra medida que pode ser utilizada em cidade de turismo náutico e hídrico, mormente, na temporada do Rio Araguaia, em parceria com o projeto educacional de bombeiro mirim “Anjos do Araguaia” (Aragarças, Faina, Britânia, Aruanã, Cocalinho, Luiz Alves, Bandeirantes, Itacaiú e Alto Paraíso) do Corpo de Bombeiros de Goiás. Nesse sentido, a GoiasTurismo poderia realizar, através do Observatório do Turismo, um Estudo de viabilidade para criação de um Roteiro de Acessibilidade com apresentação de selo cidade e empresa amiga do Turismo Sustentável, o que estimula mais ações em prol das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

  • * Frederico Le Blue Assis é assessor da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Alego, idealizador do GYN 2030 e do coletivo PcD – Pessoas com Direitos, doutor em Planejamento Urbano

Fonte https://diariopcd.com.br/desafios-e-potencialidades-para-fomentar-e-divulgar-boas-praticas-turisticas-para-pessoas-com-deficiencia-e-mobilidade-reduzida/

Postado Pôr Antônio Brito 

Atriz com síndrome de Down - Pietra Silvestri - fez ensaio na Itália

A atriz com síndrome de Down, Pietra Silvestri, protagonizou um ensaio fotográfico em Roma, usando a moda como linguagem para promover a inclusão e a diversidade.

Atriz com síndrome de Down - Pietra Silvestri - fez ensaio na Itália

Ela é de Curitiba/PR e foi para Roma, na Itália para ser fotografada. A atriz e influenciadora digital Pietra Silvestri protagonizou um ensaio fotográfico que ultrapassa os limites da estética.

Convidada pelo fotógrafo italiano Emanuele Tetto, criador do projeto Raccontami, a brasileira com síndrome de Down, autismo e deficiência auditiva usou a moda como linguagem para ocupar espaços e transformar sua imagem em narrativa social.

O encontro aconteceu em outubro último, em um local simbólico da capital italiana - La Terrazza del Pincio, entre a Piazza di Spagna e a Piazza del Popolo. Uma equipe multiprofissional com maquiadora, figurinista, iluminador e assistente - todos reunidos de forma voluntária - foi reunida num ensaio programado com carinho para ela.

O ensaio será incorporado à série “Raccontami” (“Conte-me”, em tradução livre), que retrata histórias de vidas reais.

A lente do fotógrafo italiano se volta para temas como deficiência, bullying, distúrbios alimentares, depressão, fragilidades familiares - tudo aquilo que, segundo ele, o mundo tenta esconder.

Para a mãe de Pietra, Noemi Rebello, o ensaio é uma extensão do trabalho que a filha realiza há anos e é um percurso de afirmação da diversidade.

Pietra é a primeira atriz brasileira com síndrome de Down a obter registro profissional (DRT) oficial em escola pública, aprendeu a Língua Brasileira de Sinais (Libras), é voluntária em diversas ações de inclusão e acessibilidade do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e cursa Cinema na Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e Libras na Uníntese.

Também é presença constante em campanhas publicitárias, curtas e longas metragens, teatro e redes sociais, onde reúne mais de 1,5 milhão de seguidores.

Em 2025, seu trabalho foi reconhecido nacionalmente com a indicação entre os Top 10 do Prêmio iBest na categoria Diversidade e Inclusão, além de ser finalista do Prêmio do TSE como Eleitora Comprometida.

Para conhecer mais o trabalho da atriz clique no link do Instagram: @pietra.silvestri

 
Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=31219a49-9955-4b32-9946-c113bdbd9da8
 
Postado Pôr Antônio Brito 

15/12/2025

Violência contra crianças em creches: desafios, responsabilidades e o olhar social sobre a primeira infância

Violência contra crianças em creches: desafios, responsabilidades e o olhar social sobre a primeira infância - OPINIÃO - * Por Igor Lima

OPINIÃO

  • * Por Igor Lima

A violência contra crianças com deficiência em creches é uma das mais graves violações de direitos humanos no Brasil. Apesar de a Constituição Federal (art. 227), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) garantirem proteção integral, dignidade, inclusão e segurança, a realidade mostra que muitas crianças ainda enfrentam agressões físicas, abuso psicológico, negligência, abandono e discriminação dentro de ambientes que deveriam promover cuidado, desenvolvimento e afeto.

1. A infância como etapa fundamental

A primeira infância é o período mais sensível do desenvolvimento humano. É quando se estruturam as bases neurológicas, emocionais e sociais que irão acompanhar a pessoa por toda a vida.
Para crianças com deficiência, esse período exige atenção redobrada: estimulação adequada, segurança, vínculos afetivos e inclusão. Por isso, qualquer forma de violência ou negligência adquirida nas creches pode gerar impactos profundos, afetando autonomia, autoestima e desenvolvimento global.

2. As múltiplas formas de violência institucional

A violência contra crianças com deficiência em creches assume diferentes formas:

  • violência física: empurrões, contenções inadequadas, força excessiva em rotinas de higiene ou alimentação;
  • violência psicológica: gritos, humilhações, ameaças, isolamento, comparação degradante;
  • negligência: falta de acompanhamento individualizado, higiene inadequada, falhas na supervisão, longos períodos de imobilização;
  • violência estrutural: ausência de profissionais qualificados, superlotação, ambientes não acessíveis e falta de protocolos;
  • capacitismo: práticas discriminatórias que tratam a criança como um “problema”, reduzindo seu direito à aprendizagem e convivência.

Casos reais demonstram a gravidade desse cenário. Em novembro de 2025, diretora e funcionárias de uma creche na Zona Norte do Rio de Janeiro foram condenadas por maus-tratos contra um menino com paralisia cerebral, e a Polícia Civil passou a investigar outros episódios envolvendo a mesma unidade. O fato revela que muitas situações de violência não são incidentes isolados, mas indícios de um padrão institucional falho e repetido, que aprofunda a vulnerabilidade de crianças com deficiência.

Crianças com deficiência intelectual, TEA, paralisia cerebral, deficiências múltiplas e limitações comunicacionais tornam-se especialmente vulneráveis, pois nem sempre conseguem relatar o abuso ou demonstrar claramente o sofrimento.

3. Olhar social: mães solo, trabalho e a luta por cuidado digno

A discussão sobre violência em creches não pode ser dissociada da realidade social das famílias brasileiras – especialmente das mães solo, que representam parte significativa das responsáveis por crianças com deficiência.
Essas mulheres enfrentam jornadas duplas ou triplas, com pouca rede de apoio, baixa mobilidade social e intensa sobrecarga emocional. Para muitas delas, a creche é o único espaço possível para garantir trabalho, renda e sobrevivência.

Quando a creche falha, a consequência é devastadora:

  • a mãe perde o emprego;
  • a família perde estabilidade;
  • a criança perde proteção;
  • o ciclo de pobreza e exclusão se intensifica.

Portanto, discutir violência em creches é discutir justiça socialdireitos fundamentais e responsabilidade coletiva.
A creche não é “favor”: é política pública essencial para a igualdade de oportunidades.

O Brasil possui marcos legais sólidos, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que determinam a proteção integral e o atendimento prioritário da pessoa com deficiência. Mas entre o que está na lei e o que ocorre na prática existe um abismo. Muitas creches não oferecem formação continuada, práticas de educação inclusiva, protocolos de prevenção à violência ou equipes interdisciplinares treinadas para lidar com as especificidades do desenvolvimento infantil atípico.  

4. Falta de preparo e qualificação dos profissionais

Grande parte dos episódios de violência decorre não apenas de maldade individual, mas de:

  • falta de formação sobre deficiência, neurodiversidade e primeira infância;
  • ausência de cuidadores suficientes;
  • turmas superlotadas;
  • inexistência de apoio multiprofissional;
  • falta de políticas de capacitação.

Profissionais que cuidam de crianças com deficiência precisam ser preparados em:

  • comunicação alternativa;
  • manejo de comportamentos;
  • acolhimento emocional;
  • inclusão e acessibilidade;
  • direitos humanos e prevenção de violência.

A ausência desse preparo gera insegurança, medo, estresse e reações violentas, reproduzindo o capacitismo estrutural e naturalizando a exclusão.

É urgente repensar o modelo de formação para educadores, investir na construção de ambientes inclusivos e acolhedores, e ampliar a fiscalização para identificar sinais de negligência ou abuso. A creche deve ser espaço de afeto, segurança e desenvolvimento, e não um local onde crianças são silenciadas, humilhadas ou violentadas. A sociedade precisa reconhecer que proteger a infância com deficiência é proteger o futuro — e que qualquer forma de violência contra ela é um ataque direto aos direitos humanos mais básicos  

5. Responsabilidades jurídicas e institucionais

Creches públicas e privadas têm responsabilidade objetiva pelos danos causados às crianças (art. 37, §6º, CF).
A violência pode configurar:

  • maus-tratos;
  • lesão corporal majorada;
  • abandono;
  • tortura (Lei 9.455/97);
  • crime de discriminação contra pessoa com deficiência (art. 88 da LBI).

Há ainda responsabilização administrativa, podendo resultar em multas, suspensão de atividades, investigação e responsabilização de gestores.

O Sistema de Garantia de Direitos — Ministério Público, Conselhos Tutelares, Defensorias — deve atuar de forma integrada para prevenir, fiscalizar e responder a qualquer violação.

É fundamental que famílias e responsáveis estejam atentos a sinais de violência, especialmente quando a criança tem deficiência e pode apresentar dificuldades de comunicação. Mudanças bruscas de comportamento, medo de ir à creche, regressão no desenvolvimento, recusa em interagir com determinados adultos, ferimentos recorrentes ou explicações inconsistentes devem ser encarados como sinais de alerta.

Diante de qualquer suspeita, a denúncia é um dever de proteção, não apenas um direito. O Conselho Tutelar, o Ministério Público e as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente são órgãos preparados para acolher e investigar casos, garantindo sigilo e segurança. O Ministério Público, em especial, atua para responsabilizar instituições e agentes que violam direitos, fiscaliza políticas públicas e pode instaurar procedimentos imediatos quando há risco à integridade da criança.

Silenciar é perpetuar ciclos de violência. Denunciar salva vidas e impede que outros casos ocorram. A proteção da infância — especialmente da infância com deficiência — é uma responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Estado, e cada gesto de vigilância e denúncia contribui para ambientes de cuidado mais seguros, humanos e inclusivos.

6. Caminhos para prevenção e transformação

Garantir proteção às crianças exige ação contínua e articulada:

  1. Investimento em formação profissional obrigatória, com foco em inclusão, não violência e cuidado sensível.
  2. Fiscalização permanente das creches, com protocolos claros de prevenção, fluxos de denúncia e transparência com as famílias.
  3. Apoio às mães solo e famílias vulneráveis, com políticas integradas de assistência, trabalho e educação.
  4. Inclusão real e não apenas formal, garantindo mediadores, cuidadores, acessibilidade, turmas adequadas e acompanhamento multiprofissional.
  5. Mudança cultural, enfrentando o capacitismo e reconhecendo o valor da infância e o potencial de todas as crianças.

7. Conclusão

A violência contra crianças com deficiência em creches não é um problema individual: é resultado de estruturas sociais frágeis, falta de políticas públicas, capacitismo e ausência de apoio às famílias.
Proteger essas crianças significa garantir o futuro do país, combater desigualdades e afirmar que nenhuma criança é descartável ou invisível.

A creche deve ser espaço de cuidado, inclusão e desenvolvimento pleno — especialmente para aquelas que mais precisam. Investir na infância, apoiar as famílias e capacitar profissionais não é apenas política pública: é compromisso ético, constitucional e humano com uma sociedade verdadeiramente inclusiva.

  • Igor Lima é advogado (OAB/RJ), especialista em Direitos Humanos e sustentabilidade, e pessoa com deficiência. Coordenador da coletânea jurídica “Deficiência e os Desafios para uma Sociedade Inclusiva”, citada no STJ, TST, STF e presente em instituições como Harvard e Universidade de Coimbra. Autor de artigos publicados em espaços como ABDConst, Future Law e revistas jurídicas nacionais, atua como palestrante em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, OAB/RJ e MPRJ. Dedica-se à pesquisa e defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com experiência em inclusão, políticas públicas e ESG.   

Linkedin:https://www.linkedin.com/in/igor-lima-pcd-404321198/

Instagram: https://www.instagram.com/igor_lima_adv/

Fonte https://diariopcd.com.br/violencia-contra-criancas-em-creches-desafios-responsabilidades-e-o-olhar-social-sobre-a-primeira-infancia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Separação imediata entre Associações de fachada e instituições que lutam de verdade pelas pessoas com deficiência

 

Separação imediata entre Associações de fachada e instituições que lutam de verdade pelas pessoas com deficiência - OPINIÃO - * Por Abrão Dib

OPINIÃO

  • * Por Abrão Dib

Em um cenário onde a força das Pessoas com Deficiência deveria ressoar com força nos corredores do poder, uma triste realidade se impõe: há entidades que, sob o disfarce de defensoras, servem mais aos interesses próprios de seus dirigentes do que às causas da coletividade que afirmam representar. Essa falsa representatividade é não apenas um obstáculo, mas um retrocesso na luta por inclusão, acessibilidade e dignidade.

A tramitação da Reforma Tributária no Congresso Nacional é mais um exemplo recente.

Associações de Fachada: Um Obstáculo à Inclusão

Muitas dessas pseudas organizações utilizam a bandeira da deficiência como instrumento de marketing, influenciando decisões políticas sem legitimidade social ou técnica. Frequentemente, suas ações se limitam a aparições públicas em datas comemorativas, sem histórico concreto de atuação em políticas públicas, articulações legislativas ou prestação real de serviços às pessoas com deficiência. Essa postura compromete a credibilidade do movimento e prejudica avanços significativos na luta por direitos.

Em contraste, a ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência tem se destacado como uma entidade que busca representar seus associados. Desde sua fundação, a ANAPcD pauta sua atuação pela ética, participação democrática, escuta ativa das bases e, sobretudo, por ações concretas.

Prova disso é o que está acontecendo nesta semana, quando um novo embate será travado na Câmara dos Deputados em busca de garantir o direito de IR e VIR do segmento.

A ANAPcD mais uma vez tornou-se protagonista na mobilização pelas mudanças necessárias no Projeto de Lei Complementar nº 108/2024, que visa restabelecer justiça tributária para pessoas com deficiência, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na aquisição de automóveis com isenção do IPI (IBS) e ICMS (CBS). Com presença ativa no Congresso Nacional, a ANAPcD participou na última semana de reuniões virtuais para manter as conquistas obtidas no Senado Federal, mobiliza famílias, lidera campanhas nas redes sociais e promove atos públicos com base técnica, jurídica e social.

A Necessidade de Representatividade Verdadeira

É muito importante o poder público e a sociedade saibam discernir entre entidades que lutam com seriedade pela pauta e aquelas que apenas ocupam espaço, gerando ruído e confundindo a opinião pública.

A ANAPcD demonstra que é possível fazer diferente, com trabalho técnico, mobilização popular e presença institucional.

Este editorial é um chamado à consciência.

Às famílias, às pessoas com deficiência e aos aliados da causa: cobrem transparência e atuação concreta das associações que dizem representá-los.

Aos parlamentares e gestores públicos: escutem quem verdadeiramente vive a deficiência — e reconheçam quem tem legitimidade para falar em nome da coletividade.

O tempo da omissão acabou.

O tempo da falsa representatividade precisa acabar.

E o tempo da ação real — como a que tem sido feita pela ANAPcD — deveria ser reconhecido, fortalecido e replicado.

ANAPcD – Canal de Defesa dos Direitos das PcDs
Compromisso com a verdade. Voz da inclusão.

  • * Abrão Dib é jornalista e está presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência

Fonte https://diariopcd.com.br/separacao-imediata-entre-associacoes-de-fachada-e-instituicoes-que-lutam-de-verdade-pelas-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito

Prótese óssea biodegradável produzida em impressoras 3D

Engenheira argentina cria prótese óssea biodegradável impressa em 3D, revolucionando o tratamento de lesões ósseas com menor custo, maior eficiência e personalização.

Prótese óssea biodegradável produzida em impressoras 3D

A argentina Camila Sol Fernández, engenheira biomédica de 26 anos, desenvolveu um novo tipo de prótese óssea biodegradável produzida em impressoras 3D, que pode transformar o tratamento de lesões graves. O projeto, reconhecido pelo Centro Argentino de Engenheiros, foi realizado no Laboratório de Biomateriais, Biomecânica e Bioinstrumentação da Universidade Nacional de San Martín em parceria com o CONICET e outras instituições.

As próteses utilizam polímeros biodegradáveis combinados a compostos que imitam a estrutura mineral do osso, permitindo que o organismo reconheça o implante como parte natural do corpo. Com o tempo, o material é absorvido, evitando cirurgias adicionais para remoção, algo comum em próteses tradicionais de metal ou cerâmica, que frequentemente causam rejeição, infecções e não estimulam a regeneração óssea.

Estima-se que mais de 10 milhões de pessoas precisem de substituições ósseas todos os anos, seja por fraturas complexas, tumores ou doenças degenerativas. A solução criada por Camila oferece vantagens expressivas: o custo de produção é até 70% menor em comparação às próteses metálicas, já que pode ser fabricada em impressoras 3D convencionais, e os testes iniciais mostram uma eficiência até 60% maior na integração biológica e na regeneração do tecido, reduzindo o tempo de recuperação e os riscos pós-operatórios.

Além disso, cada prótese pode ser personalizada digitalmente para se adaptar com precisão à anatomia do paciente, garantindo melhor desempenho funcional e diminuindo falhas de encaixe.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=8dd4e87b-d52c-4874-933f-c3c0f04a1696

Postado Pôr Antônio Brito 

CT Paralímpico recebe Brasileiro de vôlei sentado masculino; final terá transmissão do SporTV

Jogadores do Paulistano e Sesi em disputa na final do Brasileiro de vôlei sentado de 2024 | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Campeonato Brasileiro masculino de vôlei sentado – Série Ouro 2025 será realizado entre os dias 14 e 18 de dezembro, no Centro de Treinamento Paralímpico (CT), em São Paulo, encerrando o calendário anual de competições do local. A disputa reunirá 12 equipes de seis estados e do Distrito Federal.

Os jogos poderão ser acompanhados presencialmente, com entrada gratuita no CT, ou de forma online. As partidas da fase de grupos, das quartas e semifinais serão transmitidas ao vivo pelo canal da Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes (CBVD TV) no YouTube. A decisão do campeonato será exibida pelo SporTV.

As equipes foram distribuídas em duas chaves, lado A e lado B. Sendo o A composto por: SESI-SP, IPPBrasil-PR, Vasco-RJ, AADFEPA-PA, Osasco-SP, e APESBLU-SC. Já o lado B, Paulistano-SP, Instituto Athlon/São José-SP, CETEFE/Brasília Vôlei-DF, ASSAMA-PR, APFA-PE e Círculo Militar-PR. A competição será disputada em fase de grupos, quartas de final, semifinais e finais. A decisão do título ocorrerá na quinta-feira, 18.

Na edição de 2024, o SESI-SP confirmou seu favoritismo e conquistou o título ao derrotar o Paulistano-SP em partida equilibrada por 3 sets a 2 (parciais de 25/23, 21/25, 25/18, 16/25 e 19/17). Foi o sexto título da equipe paulista na competição nacional. O SESI foi campeão também em 2017, 2018, 2019, 2021 e 2022.

Confira a tabela de jogos – fase de grupos
1° Rodada
Domingo, 14/12

14h30 SESI-SP x APESBLU-SC
14h30 Paulistano-SP x Círculo Militar-PR

15h50 IPPBrasil-PR x Osasco-SP
15h50 INST. ATHLON-SP x APFA-PE

17h05 Vasco-RJ x AADFEPA-PA
17h05 CETEFE-DF x ASSAMA-PR

2° Rodada (manhã)
Segunda-feira, 15/12

8h10 ASSAMA-PR x Círculo Militar-PR
8h10 AADFEPA-PA x APESBLU-SC

9h30 APFA-PE x Paulistano-SP
9h30 Osasco-SP x SESI-SP

10h05 CETEFE-DF x INST. ATHLON-SP
10h05 Vasco-RJ x IPPBRASIL-PR

3° Rodada (tarde)
Segunda-feira, 15/12

14h30 SESI-SP x AADFEPA-PA
14h30 Paulistano-SP x ASSAMA-PR

15h50 IPPBrasil-PR x APESBLU-SC
15h50 INST. ATHLON-SP x Círculo Militar-PR

17h10 Osasco-SP x Vasco-RJ
17h10 APFA-PE x CETEFE-DF

4° Rodada (manhã)
Terça-feira, 16/12

8h10 ASSAMA-PR x INST. ATHLON-SP
8h10 Vasco-RJ x SESI-SP

9h30 CETEFE-DF x Paulistano-SP
9h30 AADFEPA-PA x IPPBrasil-PR

10h05 Círculo Militar-PR x APFA-PE
10h05 APESBLU-SC x Osasco-SP

5° Rodada (tarde)
Terça-feira, 16/12

14h30 Vasco-RJ x APESBLU-SC
14h30 Paulistano-SP x INST. ATHLON-SP

15h50 SESI-SP x IPPBrasil-PR
15h50 CETEFE-DF x Círculo Militar-PR

17h10 Osasco-SP x AADFEPA-PA
17h10 APFA-PE x ASSAMA-PR

*Com informações da Confederação Brasileira de Vôlei para Deficiente (CBVD).

Patrocínios
A Caixa e as Loterias Caixa são as patrocinadoras oficiais do vôlei sentado.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/ct-paralimpico-recebe-brasileiro-de-volei-sentado-masculino-final-tera-transmissao-do-sportv/
 
Postado Pôr Antônio Brito

13/12/2025

CT Paralímpico recebe primeira edição do Campeonato Brasileiro de futebol de cegas a partir deste domingo, 14

Atletas da Seleção Brasileira de futebol de cegas treinam no CT Paralímpico, em São Paulo | Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, vai receber a partir deste domingo, 14, a primeira edição do Campeonato Brasileiro de futebol de cegas.

A competição será disputada por 40 atletas até terça-feira, 16. Elas estarão divididas em quatro equipes: Seleção Centro-Norte, Seleção Nordeste, Seleção Sul e Seleção Sudeste.

Todas os times se enfrentarão em turno único na primeira fase da competição. Após a etapa classificatória, as duas melhores colocadas avançarão para a final, enquanto a terceira e a quarta irão disputar a medalha de bronze.

Nas partidas da primeira fase que terminarem empatadas, haverá disputa de pênaltis, e a equipe vencedora dessa disputa receberá um ponto extra na tabela.

A iniciativa faz parte de uma série de propostas da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) para o desenvolvimento do futebol de cegas no país.

Em 2025, a CBDV realizou quatro etapas do Camping de Treinamento de futebol de cegas, com o objetivo de formar a primeira Seleção Brasileira da modalidade. A equipe disputou pela primeira vez a Copa do Mundo em outubro e terminou na quarta colocação após perder para o Japão nos pênaltis.

“Após os campings de treinamento e a participação muito positiva do time feminino no Mundial, vamos realizar mais um evento para podermos mapear algumas meninas, já pensando nas fases do ano que vem, na Copa América em 2026 e no Mundial de 2027, que será disputado no Brasil. Esse evento é muito importante para a consolidação do esporte no país. A gente precisa levar o futebol de cegas para todo o território brasileiro, e é por meio desses eventos que vamos consolidando isso. O evento é uma parceria com o Ministério do Esporte, que acredita muito no futebol feminino e estará conosco nessa empreitada para promover o futebol de cegas no Brasil”, disse Helder Maciel, presidente da CBDV.

A tabela da competição está disponível neste link.

Confira as atletas e treinadores participantes do Brasileiro de futebol de cegas:

Região Centro-Norte

Verônica Frazão Serra
Alice Vitória Souza
Rayane José de Albuqueque Melo
Elisama Reis da Conceição
Izamara Vieria da Silva
Erivanha Moura Sousa
Gabrielle Angélica Rodrigues Borghi
Nayane Karla Cavalcante Leitão
Rayane Karoline Frazão Costa
Eliane Gonçalves da Silva
Treinadores: Joziane Vulpe Fernandes e João Batista Turíbio de Sena

Região Nordeste
Maria Emilly Alves Almeida
Lígia Nogueira
Maria Clara Morais dos Santos
Andreza Lima da silva
Mônica Lorena Xavier Santos
Maedna Pereira e Pereira
Maria Luiza Almeida Vieira
Rayssa Silva de Andrade
Tamiris Silva Souza
Yasmin Alves da Cunha
Treinadores: Nélia Pereira Ferreira e Harley Sousa Barbosa

Região Sudeste
Alessandra Gonçalves Campos
Sara de Oliveira Roddrigues
Sthefanie Da Silva Guimarães
Francisca Raíssa Porfírio da Silva
Edwiges Ferreira Pereira
Sabrina Siqueira silva
Sarah Santana da Silva
Lara Souto Santana
Jucileide Gonçalves Chagas
Renata Vitória Soledade Pereira
Treinadores: Thalita Ribeiro de Lima Santos e Alessandro da Silva

Região Sul
Bruna Almeida de oliveira
Júlia Alves da Silva
Fabiana Krystal Salgueiro Cardoso
Ana Karina Flores da Silva
Rafaela Paulino Silva
Andressa Silva da Silva
Carla Cristina Nunes Rodrigues
Beatriz da Rocha Silva
Luiza Guterres Oliano
Liliane Teixeira Mendonça Covino
Treinadores: Tássia Pereira Alves e Rafael Ramon Toniolo

*Com informações da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do futebol de cegas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/ct-paralimpico-recebe-primeira-edicao-do-campeonato-brasileiro-de-futebol-de-cegas-a-partir-deste-domingo-14/

Postado Pôr Antônio Brito 

Inclusão performática

Inclusão performática - OPINIÃO - * Por André Naves
  • * Por André Naves

Vamos imaginar uma cena corriqueira? A copa toda moderna de uma empresa de ponta. O perfume do café preenche o ar, enquanto conversas sobre projetos e metas se misturam à música ambiente. Nas paredes, pôsteres coloridos celebram a “diversidade”. Nos perfis de redes sociais da companhia, selos de “great place to work” e fotos de equipes sorridentes e aparentemente plurais. Tudo parece em harmonia com o discurso da inclusão.
 

No entanto, a realidade é outra por trás dessa fachada. É o processo seletivo que, sob o pretexto de uma meritocracia torpe, perpetua barreiras invisíveis. São as rampas que levam a lugar nenhum… São softwares inacessíveis…
 

Essa é a inclusão performática: aquela que se contenta com a aparência, mas não mexe na estrutura!
 

No Brasil, a Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência representou um avanço civilizatório inegável. Contudo, mais de três décadas após sua promulgação, seu cumprimento ainda é visto por muitos como mais um custo burocrático. É só um item a ser “ticado” em uma planilha de RH. Ela persiste não sendo entendida como o que realmente é: um piso mínimo de dignidade e um portal para a inovação.
 

A pergunta que precisamos fazer não é se as cotas estão sendo preenchidas, mas como. Um trabalhador contratado para ser inutilizado ou subutilizado, para evitar multas, é a evidência de uma sociedade que aprendeu a simular a justiça, mas ainda resiste a praticá-la.
 

O debate precisa ir muito além dos percentuais. A verdadeira barreira não está na deficiência, mas no capacitismo estrutural que molda nossos ambientes de trabalho, nossas escolas e nossas cidades. Sabe a cultura organizacional que valoriza um único perfil de produtividade, ignorando a riqueza que a diversidade de corpos e mentes pode oferecer?
 

De qualquer ponto de vista, mas principalmente a partir da economia política, a exclusão é simplesmente uma péssima estratégia. Ambientes verdadeiramente diversos são comprovadamente mais criativos, resilientes e capazes de solucionar problemas complexos. Ignorar talentos por conta de preconceitos não é apenas uma falha ética; é um erro gerencial que gera prejuízos.
 

Porém, a questão é muito mais profunda que a lógica utilitária. No cerne de tudo, está a dignidade. Está a capacidade de enxergar a potência onde o preconceito só vê a falta. É reconhecer que a experiência de uma pessoa com deficiência não é uma tragédia a ser superada, mas uma perspectiva única e valiosa sobre o mundo. Está em compreender que acessibilidade não é um favor, mas um direito que viabiliza todos os outros.
 

A inclusão real, portanto, não é um checklist. É um processo contínuo e desconfortável de escuta, de adaptação e de transformação cultural. Começa quando a liderança entende que seu papel não é “ajudar os coitados”, mas remover as barreiras que a própria organização criou. Acontece quando a equipe aprende a colaborar de formas novas e flexíveis. E se consolida quando uma pessoa com deficiência não é apenas contratada, mas ouvida, promovida e vista em sua inteireza humana e profissional.
 

Precisamos ter coragem para ir além da planilha. Precisamos trocar o silêncio da mesmice pelo som vibrante de ideias diversas, de experiências múltiplas e de talentos plenamente realizados. É preciso “take the risk”!

A verdadeira inclusão não se mede em percentuais, mas na qualidade do encontro humano que ela provoca. E é nesse encontro, e em nenhum outro lugar, que a beleza de um futuro mais justo começa, de fato, a ser enxergada.


*André Naves é Defensor Público Federal formado em Direito pela USP, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social; mestre em Economia Política pela PUC/SP; Cientista Político pela Hillsdale College e doutor em Economia pela Princeton University. Comendador Cultural, Escritor e Professor (Instagram: @andrenaves.def).

Fonte https://diariopcd.com.br/inclusao-performatica/

Postado Pôr Antônio Brito