13/10/2020

Acessibilidade nas artes visuais é tema de encontro

Debater questões sobre acessibilidade no âmbito das artes envolvendo ações e instituições culturais, legislações empregadas, entre outros temas é o objetivo do 2° Encontro sobre Acessibilidade realizado por Aliança Francesa de São Paulo e Cultura e Mercado. No dia 14 de outubro, quarta-feira, às 17h, em uma live no canal  de Youtube do Cultura e Mercado, serão abordados temas sobre as Artes Visuais.

A mesa de debates será composta por Mila Guedes (publicitária, sócia-diretora da empresa Mila Guedes Consultoria, que atua na causa da acessibilidade); Sandra Bernardes Ribeiro (gerente de projetos do Ministério das Cidades com experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Gestão Urbana) e Leonardo Barbosa Castilho (artista, performer, produtor cultural e educador surdo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM).  A mediação é do curador João Kulcsár, que trabalha com projetos, oficinas, formação de equipe de museus e consultoria de acessibilidade. 

ArtNandx (@artnandx) ilustradora cadeirante, abre o encontro apresentando seu estilo de desenho que tende para o realismo. A paixão por esse tipo de arte sempre esteve presente em sua vida, começando com aquarela e atualmente com a ilustração digital.

Os eventos contam com tradução simultânea (Libras) e o público pode participar com perguntas pelo chat do Youtube, bem como será disponibilizado um link whatsapp para quem desejar enviar as questões por lá. Este último recurso tem o objetivo de facilitar a participação de alguns PcD que preferem envio de mensagem vocal, por exemplo.

2° Encontro sobre Acessibilidade

Tema: Acessibilidade Nas Artes Visuais

Abertura: ArtNandx

DebatedoresMila Guedes (publicitária, sócia-diretora da empresa Mila Guedes Consultoria, que atua na causa da acessibilidade); Sandra Bernardes Ribeiro (gerente de Projetos do Ministério das Cidades com experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Gestão Urbana) e Leonardo Barbosa Castilho (artista, performer, produtor cultural e educador surdo do Museu de Arte Moderna de São Paulo- MAM). Mediação de João Kulcsár.

Data: 14 de outubro, às 17h, ao vivo pelo Youtube do Cultura e Mercado

https://www.youtube.com/channel/UCksTYsT6UAfHJFISDUQ7Qog

Gratuito. Não é necessário fazer inscrição prévia. Tradução em Libras disponível.

As perguntas podem ser enviadas direto no chat do Youtube durante o evento ou via whatsapp (mensagem de áudio) pelo link: https://chat.whatsapp.com/Fb60m3PoMBv8OflzjKjd3i

Próximos encontros:

  • Acessibilidade nas artes cênicas |quarta-feira 11/11
  • Acessibilidade no audiovisual e tecnologias |quarta-feira 09/12
Fonte  https://revistareacao.com.br/acessibilidade-nas-artes-visuais-e-tema-de-encontro/
POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

12/10/2020

Unicef Brasil, MPT e TotoyKids lançam #músicaparatodos projeto musical inclusivo na linguagem brasileira de sinais

Chega ao Youtube nesta segunda-feira, 12/10, o mais novo projeto pioneiro em acessibilidade inclusiva entre Unicef, Ministério Público do Trabalho e TotoyKids. A ação, “Música Para Todos”, engloba artistas notórios regravando os sucessos do canal infantil, com um modelo inovador paramentado para dar acessibilidade as crianças com  deficiência visual e auditiva, por meio de produções com audiodescrição, libras e legenda. O projeto une acessibilidade, educação e diversão para reforçar que o lugar de criança é brincando e estudando.

Os clássicos do canal passam pela interpretação de Lara Gomes, tradutora e intérprete da linguagem brasileira de sinais, que junto a rostos famosos pelo ativismo e pela representação de diversas causas no Brasil, como MC Soffia, Rodrigo Faro, Maria Viel Faro, Daniel, Wanessa, Felipe Mafra, Paty, Elba Ramalho, Isa Vaal e Daniela Mercury, emprestam imagem, gestos e entusiasmo para dar visibilidade a causa e exemplo para um futuro menos desigual.

Durante a pandemia, o isolamento social afetou diretamente no desenvolvimento das crianças, e ressignificou o momento de recreação. Problemas como a dificuldade de concentração, ansiedade e estresse, se tornaram mais comuns do que antes, e ainda se estuda maneiras de amenizar tais problemas. Pensando em dispor entretenimento educativo, TotoyKids, Ministério Público e Unicef se empenharam para entregar a produção inédita.

Dentre os sucessos que ganharam uma nova versão, clássicos como “Somos Todos Iguais”, “Vírus Aqui Não” e “Sorrir Te Faz Feliz”, que utilizam de maneira educacional o lúdico para dar asas à imaginação dos pequenos fazendo com que aprendam de maneira leve e construtiva. Os vídeos da campanha podem ser encontrados aqui: https://www.youtube.com/c/Totoykids/videos

O #músicaparatodos é uma ação conjunta entre TotoyKids, Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e MPT (Ministério Público do Trabalho).

Fonte  https://revistareacao.com.br/unicef-brasil-mpt-e-totoykids-lancam-musicaparatodos-projeto-musical-inclusivo-na-linguagem-brasileira-de-sinais/

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

Prevenção de lesões por pressão em pessoas com lesão medular

  • por Pollyanna Carneiro

            A lesão por pressão (LP) pode ser uma complicação importante que ocorre em pessoas com lesão medular (LM), pois compromete o processo de reabilitação, influencia nas atividades sociais e na qualidade de vida, além de aumentar os custos com o tratamento.

Após a ocorrência de uma LM pode ocorrer uma série de alterações na pessoa:

  • A sensibilidade é perdida e se os músculos não são utilizados, eles ficam menores e mais fracos, reduzindo o amortecimento natural de proteção sobre as áreas ósseas;
  • Pode ocorrer ganho de peso e maior pressão sobre a superfície ou emagrecimento acentuado e menor amortecimento entre os ossos e as superfícies em contato;
  • Impedimento dos nervos enviarem mensagens entre o cérebro e a pele causando a diminuição do fluxo de sangue e oxigênio nesta;
  • Complicações no controle do intestino e da bexiga, causando perdas e aumentando o contato de umidade com a pele;
  • As tuberosidades isquiáticas são os ossos que ficam em contato com os músculos do glúteo quando sentamos, tornando-se achatadas com o tempo nas pessoas que usam cadeira de rodas;
  • A dor crônica pode ser um grande problema para a mudança e movimentação de posição, que passam a ser evitadas pela pessoa.

A LP ocorre quando há uma pressão intensa e/ou prolongada em combinação com o cisalhamento (a pele se move para um lado e o tecido abaixo se move na direção oposta). Inicialmente aparece como uma área avermelhada, que ao ser pressionada não embranquece. Na pele negra pode não estar visível, porém apresentar alterações de temperatura e textura. O dano pode estar localizado na pele e/ou tecidos abaixo dela.

Quanto mais profunda for a lesão mais difícil será o tratamento, por isso são tão importantes as orientações quanto aos cuidados adequados com a pele e a prevenção da LP. Desta forma, siga as dicas abaixo:

  • Verificar diariamente a pele procurando por áreas avermelhadas, hematomas ou qualquer mudança de coloração, mudanças na textura, erupções cutâneas, ressecamento ou inchaço, crostas e bolhas;
  • Usar um espelho com cabo longo para auxiliar nas verificações, quando feita pela própria pessoa ou contar com o auxílio de um familiar ou cuidador;
  • Manter a pele limpa e seca constantemente, principalmente após eliminações de fezes e urina;
  • Aplicar hidratantes na pele, principalmente após o banho;
  • Não massagear áreas de proeminências ósseas e/ou áreas avermelhadas durante a hidratação da pele;
  • Proteger a pele da exposição à umidade excessiva através do uso de cremes barreira e pomadas específicos para assadura;
  • Alimentar-se e ingerir líquidos adequadamente;
  • Incorporar as rotinas de redistribuição de peso nas atividades diárias;
  • Aliviar a pressão durante 1-2 minutos e redistribuir o peso a cada 15 minutos quando estiver sentado;
  • Utilizar uma superfície de redistribuição de pressão como almofadas apropriadas de viscoelástico, por exemplo. Não é recomendável a utilização de dispositivos recortados em forma de anel ou luvas cheias de água;
  • Ajustar a cadeira quando estiver sentado de modo que os pés cheguem ao suporte evitando que o corpo deslize para fora da cadeira;
  • Restringir o tempo sentado na cadeira sem alívio de pressão, pois o peso do corpo causa um aumento de pressão localizada na região glútea;
  • Escolher roupas com tecido respirável que não acumule muito calor e umidade. Evitar costuras, botões espessos, zíperes e bolsos que podem se tornar pontos de pressão;
  • Utilizar sapatos um tamanho maior para não causar pressão na região dos pés e verificá-los frequentemente;
  • Sustentar o corpo inteiro com apoio “PUSH-UP” é uma maneira de mudar a posição para conforto, alongamento e correção da postura;
  • Inclinar para o lado (para alternar a pressão de uma nádega de cada vez) ou inclinar para frente ou ainda levantar cada perna longe da cadeira de rodas (para diminuir a pressão das costas e dos joelhos);
  • Realizar movimentação passiva e o repouso na cama ao longo do dia para aliviar a pressão local mudando o posicionamento a cada 2 horas, para pessoas que não tem força muscular;
  • Certificar-se que não há desgaste no colchão;
  • Manter roupas de cama bem esticadas, quando em repouso no leito.
  • Levantar os calcanhares ao deitar-se com uma almofada ou deixá-los descansar sobre a borda do colchão;
  • Não levantar a cabeceira da cama mais de 30 graus de maneira a evitar o cisalhamento (escorrer na cama);
  • Reduzir a pressão dos joelhos e quadris com almofadas ou travesseiros.

Pollyanna Carneiro é Enfermeira Estomaterapeuta titulada pela Associação Brasileira de Estomaterapia – SOBEST, coordenadora da Unidade de Estomaterapia do Hospital do Servidor Público Estadual – IAMSPE e secretária da SOBEST (gestão 2018-2020). Tem especialização em Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente atuando principalmente na gestão em estomaterapia, assistência e no ensino.

Fonte  https://revistareacao.com.br/prevencao-de-lesoes-por-pressao-em-pessoas-com-lesao-medular/

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

Alexandre reconsidera decisão e volta a proibir fogos de artifício barulhentos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revogou liminar que suspendia os efeitos de lei municipal de São Paulo que proíbe fogos de artifício na cidade. Com isso, a lei volta a vigorar e os fogos, a ser proibidos.

Lei proíbe fogos por impactos negativos que causam à população de pessoas autistas e aos animais. 

O ministro restaurou a eficácia da lei após receber informações do prefeito da capital paulista e da Câmara Municipal a respeito da norma. A lei local é questionada no STF por meio da Arguição de Descumprimento de Fundamental 567, ajuizada pela Associação Brasileira de Pirotecnia (Assobrapi).

De acordo com o ministro, a preocupação do legislador paulistano não foi interferir na competência legislativa da União, mas implementar medida de proteção à saúde e ao meio ambiente. Prova disso é que na audiência pública que precedeu à edição da lei foram abordados os impactos negativos que fogos causam a pessoas autistas e à vida animal.

Documentos apresentados ao ministro demonstram a hipersensibilidade auditiva no transtorno do espectro autístico (TEA), tendo em vista que 63% dos autistas não suportam estímulos acima de 80 decibéis. A poluição sonora decorrente da explosão de fogos de artifício pode alcançar de 150 a 175 decibéis.

“A lei paulistana, assim, tem por objetivo a tutela do bem-estar e da saúde da população de autistas residente no município”, disse o ministro em sua reconsideração. Na decisão, Alexandre considera a estimativa de que haja 2 milhões de autistas no Brasil, 300 mil no estado de São Paulo, 110 mil deles na capital. 

Quanto à proteção ao meio ambiente, o ministro observou que diversos estudos científicos demonstram os danos decorrentes do barulho dos fogos de artifício em animais como cavalos, pássaros e animais de estimação. "Essas parecem ter sido as diretrizes que nortearam o legislador paulistano na edição da norma impugnada", disse.

O ministro destaca na decisão que o objetivo da lei não é proibir fogos de artifício de maneira geral, apenas os que têm "efeito sonoro ruidoso". Continuam permitidos, por exemplo, os chamados fogos de vista, que não têm estampido, e os que produzem barulho de baixa intensidade.

"Constato, desta forma, haver sólida base científica para a restrição ao uso desses produtos como medida protetiva da saúde e do meio ambiente. O fato de o legislador ter restringido apenas a utilização dos fogos de artifício de efeito sonoro ruidoso, preservando a possibilidade de uso de produtos sem estampido ou que acarretam barulho de baixa intensidade, parece, em juízo preliminar, conciliar razoavelmente os interesses em conflito", afirmou o ministro Alexandre.

Competência municipal
O ministro lembrou ainda que a proteção do meio ambiente e da saúde integram a competência material comum dos entes federativos e, segunda a jurisprudência do Supremo, estados e municípios podem editar normas mais protetivas, com fundamento em suas peculiaridades regionais e na preponderância de seu interesse.

Foi como a corte se posicionou quando declarou constitucionais leis locais que proíbem a extração, venda e transporte de amianto.

Em análise preliminar do caso, o ministro Alexandre de Moraes concluiu que a lei foi editada dentro de limites razoáveis do regular exercício de competência legislativa pelo Município de São Paulo, devendo ser prestigiada, portanto, a presunção de constitucionalidade das leis. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF. 

ADPF 567

Fonte  https://www.conjur.com.br/2019-jun-28/alexandre-moraes-volta-proibir-fogos-artificio-barulhentos#:~:text=Lei%20pro%C3%ADbe%20fogos%20por%20impactos,pessoas%20autistas%20e%20aos%20animais.&text=Documentos%20apresentados%20ao%20ministro%20demonstram,est%C3%ADmulos%20acima%20de%2080%20decib%C3%A9is.

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

Governo de SP anuncia Museu da Inclusão

Desde a última quarta-feira, 07, o Museu da Inclusão, equipamento museológico da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, assumirá sua atuação de forma ampla e como uma rede de preservação de memórias da luta por direitos das pessoas com deficiência.

O processo de remodelação e manutenção desse compromisso foi iniciado em 2018 e se consolida, levando em conta tanto as memórias do movimento, quanto as atualidades de um processo permanente de luta das pessoas com deficiência.

“A luta por direitos e oportunidades iguais vem de vários anos, mas, nas últimas quatro décadas que tomou um caminho claro, definido e definitivo pela acessibilidade e inclusão. A história contada no Memorial agora se eterniza com o Museu da Inclusão. O Governo de SP desde o 1º dia assumiu de forma incondicional o trabalho voltado às pessoas com deficiência”, afirmou a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão.

O Museu da Inclusão tem suas operações geridas pela Organização Social Abaçaí Cultura e Arte, que continuam na prerrogativa de preservar e comunicar a luta por direitos das pessoas com deficiência, no que tange o movimento social e sua busca histórica por direitos pela inclusão.

Além de atuar no reposicionamento institucional e estruturar os fluxos, a mudança também auxilia na busca por tornar cada vez mais imediata e presente essa luta. 

A mudança de Memorial da Inclusão para Museu da Inclusão, vai além da nomenclatura, pois ser museu é uma ação, um compromisso social. Trata-se também de um investimento físico na estrutura com o espaço acessível, mas também na aproximação das novas gerações de ativistas, de produção compartilhada de exposições, discussão de pautas contemporâneas, ações educativas acessíveis e inclusivas e produção de pesquisa e conhecimento. 

Fonte  https://revistareacao.com.br/governo-de-sp-anuncia-museu-da-inclusao/

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

Alertas às doenças reumatológicas

Diferente do que popularmente as pessoas pensam, o reumatismo não é uma doença específica, mas sim com conjunto de mais de 120 tipos de enfermidades, que acometem principalmente o aparelho locomotor(ossos, articulações, cartilagens, músculos, tendões e ligamentos), mas também podem comprometer outros órgãos e sistemas, como a pele, olhos, pulmões e rins. Para fazer um alerta a essas doenças, a Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR) aposta em uma campanha de conscientização neste mês de outubro. Segundo a reumatologista e presidente da SCR, Dra. Juliane Aline Paupitz, mais do que informar sobre os sintomas das principais doenças, a instituição quer orientar as pessoas sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoce e tornar essa especialidade cada vez mais popular e acessível, já que o avanço nessa área da medicina permite que as pessoas, mesmo com as doenças, vivam com qualidade.

O mês foi escolhido, pois reúne três datas que alertam e conscientizam sobre as doenças reumatológicas: 12 de outubro é marcado pelo Dia Mundial de Conscientização da Artrite Reumatoide; já o dia 20 de outubro é o Dia Mundial da Osteoporose; e, por fim, no dia 30 de outubro é o Dia Nacional da Luta Contra o Reumatismo. Entre as doenças mais populares, estão a artrite reumatoide, osteoporose, artrose, gota, lúpus, fibromialgia, doenças da coluna vertebral, tendinites e bursites.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não apenas idosos são acometidos pelos reumatismos, mas também adultos jovens e crianças. “O principal sintoma das doenças reumatológicas são as dores persistentes nas articulações. As pessoas precisam tomar consciência de que é importante ter um bom médico reumatologista que as acompanhe ao longo da vida, com avaliações regulares. Assim como acontece com o oftalmologista,  o cardiologista, o ginecologista. Isso porque uma doença diagnosticada com antecedência e tratada logo pode permitir que o paciente viva bem: sem dores e sem sequelas nas articulações”, explica a presidente da SCR, Dra. Juliane Aline Paupitz.

Na maioria das vezes, antes de chegar ao reumatologista e conseguir diagnóstico e tratamento correto, boa parte dos pacientes passa por vários outros especialistas. Para a reumatologista e vice-presidente da SCR, Maria Amazile Ferreira Toscano, o maior problema está na falta de informação correta. “Com o avanço da internet e com a quantidade enorme de conteúdos disponíveis, na maioria das vezes, as fontes de informação não são confiáveis, ainda mais se falando da área da reumatologia. A internet torna-se um consultório, com diagnósticos e tratamentos equivocados. É importante que cada indivíduo esteja atento aos seus sinais e sintomas. No caso das articulações, quanto mais tempo se espera, maior poderá ser a incapacidade motora”, ressalta Amazile.

Artrite Reumatoide

A artrite reumatoide ocorre por uma desregulação do sistema imunológico, resultando em inflamação crônica nas articulações que leva à destruição dessas estruturas. Essa inflamação também pode ocorrer em outros locais do organismo, como nos olhos, nos pulmões, nos nervos periféricos e na pele. É importante estar atento para dores persistentes, em especial acompanhadas de inchaço, em pequenas juntas das mãos, punhos e pés, que são piores pela manhã e costumam aliviar ao longo do dia. Pode haver um quadro de sensação prolongada, por mais de uma hora, de rigidez matinal, quando as articulações ficam muito difíceis de movimentar. Cansaço e fadiga podem ocorrer simultaneamente ao quadro de dor nas articulações. 

Osteoporose

A osteoporose é uma doença reumática que ocorre devido a uma baixa massa óssea e a uma alteração na qualidade do tecido ósseo, com aumento da fragilidade óssea e, consequentemente, aumento no risco de fraturas. Estima-se que cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com essa doença. Além disso, a cada ano, 2,4 milhões de fraturas ocorrem decorrentes do enfraquecimento dos ossos. A osteoporose costuma ser silenciosa e raramente apresenta sintomas antes de ocorrer uma fratura óssea em locais como coluna, fêmur, punho ou braço, chamando a atenção quando já está instalada e em estado avançado.

Fonte  https://revistareacao.com.br/alertas-as-doencas-reumatologicas/
POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

11/10/2020

Brasileiros faturam duas medalhas na Copa do Mundo de triatlo em Portugal

Os triatletas Jéssica Messali e Ronan Cordeiro faturaram ouro e prata, respectivamente, neste sábado, 10, na etapa de Portugal da Copa do Mundo de triatlo. A prova aconteceu em Alhandra, Portugal, e foi a primeira competição internacional da modalidade com a participação de brasileiros após o congelamento do calendário devido a pandemia do Covid-19.

Na classe PTWC (para cadeirantes), Jéssica Messali faturou a medalha de ouro ao finalizar a prova em 1h06min28s. Completaram o pódio a italiana Rita Cuccuru (1h06min49s) e a francesa Mona Francis (1h09min19s).

“O mais desafiador foi a bicicleta porque estou com uma handbike improvisada. A nova que comprei com o apoio do meu patrocinador TBRG está presa nos Estados Unidos, então tive que competir com uma que tem 15kg a mais. Na transição para a corrida, a francesa saiu junto comigo e eu geralmente esperava as gringas passarem, mas dessa vez eu passo na frente dela”, contou Jéssica que ficou paraplégica após um acidente de carro em 2013 e compete no triatlo desde 2017.

Já Ronan Cordeiro, que tem má-formação na mão esquerda e compete na classe PTS5, faturou a medalha de prata ao finalizar a prova em 57min40s. O primeiro colocado foi o espanhol Jairo Ruiz Lopez (57min05s). O francês Yannick Bourseaux completou o pódio (58min07s). Nesta mesma classe, Carlos Viana terminou em quinto lugar com o tempo de 1h00min40s.

A prova de triatlo, na distância sprint, consiste em 750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida. Há um mês os triatletas treinam em Portugal para esta etapa da Copa do Mundo.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)
 
POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

ALERJ: pessoas com deficiência não poderão ser declaradas incompatíveis a um cargo público antes do fim do estágio probatório

A medida assegura que haja suporte de tecnologia assistida ou ajuda técnica quanto aos equipamentos, recursos e práticas para promover a funcionalidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida

A pessoa com deficiência aprovada em concurso público não poderá ser declarada incompatível com o cargo antes de concluir o estágio probatório e a avaliação da compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência do candidato. É o que determina o projeto de lei 3.819/18, do deputado Márcio Pacheco (PSC), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única, nesta quinta-feira (08/10). A medida seguirá para o governador em exercício, Cláudio Castro, que terá até 15 dias úteis para sancioná-la.

A medida assegura que haja suporte de tecnologia assistida ou ajuda técnica quanto aos equipamentos, recursos e práticas para promover a funcionalidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social - como determina o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15).

Márcio Pacheco afirmou que a Alerj deverá garantir os direitos desta parcela da população. “É importante ressaltar que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em recente decisão, através da 2ª Turma, sob a Relatoria do ministro Francisco Falcão, decidiu que uma pessoa com deficiência não pode ser considerado inapto antes do fim do estágio probatório”, declarou o parlamentar.

Fonte  https://www.jb.com.br/rio/2020/10/amp/1025977-alerj-pessoas-com-deficiencia-nao-poderao-ser-declaradas-incompativeis-a-um-cargo-publico-antes-do-fim-do-estagio-probatorio.html

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

11 de outubro: Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física

O Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física é celebrado neste domingo (11). Em 2020, a maioria das propostas apresentadas no Senado para atender a essa população teve foco no combate à pandemia do coronavírus. Entre elas, a que garante ao paciente com deficiência internado para tratar da covid-19 o direito a um acompanhante (PL 2985/2020), a que determina o teletrabalho para empregados com deficiência e em grupo de risco (PL 2019/2020), e a que garante transporte especial para quem presta atendimento a pessoas com deficiência (PL 2188/2020). A reportagem é de Roberto Fragoso.

Fonte  https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/11-de-outubro-dia-nacional-da-pessoa-com-deficiencia-fisica

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO 

Acima de Qualquer Limitação, por Murilo Pereira

Descrição da Imagem #PraCegoVer: Ilustração para o artigo Acima de Qualquer Limitação com o título dourado Paradesporto e 2020 na cor branca. Na imagem, um paratleta com prótese de perna pratica o Salto em Altura. Freepik Premium

A necessária mudança no papel da grande mídia no Esporte Adaptado

Paratleta e estudante de jornalismo, Murilo Pereira apresenta novo artigo com reflexões valiosas e acima de qualquer limitação, na coluna Sem Barreiras

Ao tratar do Paradesporto, um dos pilares que sustenta o debate, obviamente, é o da visibilidade. Essa visibilidade não se restringe ao significado bruto do termo, mas envolve questões muito mais complexas, que vão além das quadras, dos campos, tatames e piscinas.

Recentemente, na Rio 2016, que foi o grande divisor de águas para o Esporte Adaptado brasileiro, tivemos o episódio envolvendo o estúdio, montado pela Rede Globo dentro do Parque Olímpico, para a transmissão dos jogos. Bastou apenas as Olimpíadas terminarem para a instalação ser desativada, ignorando completamente as Paralimpíadas.

É bem verdade que algumas modalidades tiveram suas disputas transmitidas pelo SporTv, um dos canais fechados da emissora, mas nada se compara com a audiência de uma TV aberta. 

Em contrapartida, em um dos dias da competição mais importante do Ciclo Paradesportivo, o número de torcedores presentes nas arenas superou as marcas da versão convencional dos Jogos. Aqui, não vou entrar no mérito de preços de ingressos ou de atração por uma ou outra modalidade. Fato é que a estatística está aí para rebater o posicionamento de boa parte da grande mídia.

Disputa de bola entre dois jogadores do Futebol de 5 para o artigo Acima de Qualquer Limitação
Descrição da Imagem #PraCegoVer: Na disputada do Futebol de 5, durante os Jogos Paralímpicos Rio 2016, entre Brasil e Marrocos, o jogador Ricardinho protege a bola. Brasil veste uniforme verde e branco, e Marrocos usa vermelho e verde. Foto: ©Alaor Filho/MPIX/CPB

Contudo, se criticamos quando algo acontece de maneira errônea, devemos também valorizar as atitudes que conduzem para um caminho certo. De um tempo para cá, as finais do Campeonato Brasileiro de Futebol de 5 estão sendo transmitidas também pelos canais SporTv, com a equipe in loco, assim como ocorre em algumas ocasiões no Goalball. Certamente, é uma escolha a ser comemorada, pois as duas modalidades envolvem Pessoas com Deficiência Visual. Logo, os desafios da cobertura, principalmente relacionados aos cuidados necessários com sons que podem atrapalhar a partida, são detalhes que trazem o telespectador para dentro do esporte.

Não seria possível deixar de ressaltar também que eventos como o Futebol de 5 e o Goalball são sempre realizados no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. Então, é uma chance das pessoas conhecerem, ainda que pouco, da beleza desse lugar e entender que há sim muita coisa boa sendo feita aqui no Brasil.

Jogador de Goalboll defendendo o gol, Acima de qualquer limitação
Descrição da Imagem #PraCegoVer: Atleta de Goalboll, vestindo camiseta amarela está fazendo una defesa, com os dois braços, praticamente deitada no chão. Nessa modalidade, todos atletas jogam com os olhos vendados, e as bolas têm guizos em seu interior. A imagem é dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Foto: ©Alaor Filho/MPIX/CPB

Acima de Qualquer Limitação vs. Sensacionalismo na Mídia

Um posicionamento que me incomoda bastante enquanto telespectador e que, depois que eu ingressei no Paradesporto como atleta, tornou-se mais aguçado é o sensacionalismo, presente quando o assunto é Esporte Adaptado.

Muitas vezes, a história do Paratleta é colocada em um patamar maior do que suas conquistas esportivas. É evidente que é pelo fato de, quase sempre, o enredo trazer algo sobre dificuldades enfrentadas ao longo da vida, da superação para chegar onde chegou. Não é bem por aí. A cobertura de um evento esportivo, ele envolvendo ou não Pessoas com Deficiência, deve limitar-se apenas aos méritos das disputas, como já ocorre ao tratar de indivíduos sem nenhum tipo de limitação.

Nós, Paratletas, treinamos, corremos atrás dos nossos sonhos, sentimos dor para isso. Entretanto, esse é o caminho não somente dos Para, mas sim de todos os Atletas. A trajetória para alcançar-se o alto rendimento não é curta e, muito menos, suave. Ao contrário do que parece para muita gente, tal histórico se faz extremamente compensador quando se chega em uma conquista representativa. Não por isso é preciso colocá-la acima das habilidades do praticante.

Descrição da Imagem #PraCegoVer: Em um lance de uma partida de Vôlei Sentado, o jogador do time que veste uniforme branco e verde vai tocar na bola, que é branca com detalhes laranjas e verdes. Logo ao lado, um companheiro observa atentamente a cena, assim como os que estão sentados no banco de reserva ao fundo da imagem. Todos os Atletas usam camisetas sem manga. Imagem do Campeonato Brasileiro de Vôlei Sentado 2019 - AADFEPA-PA X ADFEGO-GO | Foto: Ale Cabral/CPB

A longa caminhada do Paratleta de alto rendimento

O último ponto, mas não menos importante consegui identificar apenas através da vivência. Talvez, em parte por ignorância minha também. Desde que iniciei na Bocha Paralímpica há quatro anos, já ouvi muitas vezes: então você vai para Tóquio? É primordial as pessoas compreenderem que, assim como nos demais esportes, existe uma hierarquia no sentido de competições. Eu, por exemplo, disputo a Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Somente para alcançar o Campeonato Brasileiro, que é a principal competição nacional, são muitos degraus.

Após conquistar uma competição nacional, dependemos ainda de uma convocação para a Seleção Brasileira, que exige uma avaliação de análise de desempenho. Passada essas etapas, aí sim começa a busca por uma vaga nos Jogos Paralímpicos, através de competições internacionais, que são disputadas pelos atletas mais bem colocados do ranking mundial. Então, chegar em uma Paralimpíada não é assim de um dia para o outro e tal falsa percepção é motivada muito pela visibilidade obscura do Paradesporto.

Fazendo um breve apanhado das discussões aqui apresentadas, sem dúvidas é necessária uma mudança no comportamento da grande mídia, no que tange o Esporte Adaptado. Todavia, como em inúmeras questões da vida cotidiana, se cada um se interessar, correr atrás da informação, a rede entrelaça-se com mais facilidade. Consequentemente, a visão sobre o Paradesporto é construída de uma forma mais homogênea e igualitária.

Fonte  https://jornalistainclusivo.com/acima-de-qualquer-limitacao/

POSTADO POR ANTÔNIO BRITO